Lendas e Mitos da Região Nordeste

- Vaqueiro Misterioso - Negro D’Água - Cabra Cabriola - Cuca - O Diabinho da garrafa - Quibungo - Lobisomen - Saci-Pererê Alamoa Conta a lenda que Alamoa ou dama branca é a aparição de uma mulher branca, muito bonita, loura e que anda nua, aparece dançando na praia iluminada pelos relâmpagos de tempestade próxima. Dizem que ela atrai os pescadores ou caminhantes que voltam tarde e depois se transforma em um esqueleto, endoidecendo o namorado que a seguiu. Aparece também como uma luz ofuscante, multicor, a perseguir quem foge dela. Sua residência é o Pico, elevação rochosa de 321 metros na ilha de Fernando de Noronha. Bicho Homem Diz a lenda que o bicho-homem está presente em várias regiões do Brasil, onde a sua figura, com pequenas variações é descrita como sendo a de uma criatura alta, quase um gigante, com um olho só no meio da testa, também um só pé redondo e enorme, que quando caminha vai deixando pelo chão pegadas redondas. Os dedos de suas mãos são compridos e disformes, as unhas longas e afiadas, e os gritos que costuma emitir assombram os moradores da região onde habitualmente ele se oculta. Quem já o viu diz que ele é muito grande, forte, e extremamente feroz. É capaz de derrubar a socos e unhadas uma montanha, beber rios e transportar florestas. Vive escondido em locais de muitas serras e vales e é devorador de homens Cabeça de Cuia A lenda do cabeça de cuia trata da história de Crispim, um jovem garoto que morava nas margens do rio Parnaíba e de família muito pobre. Conta a lenda que certo dia, chegando para almoço, sua mãe lhe serviu, como de costume, uma sopa rala, com ossos, já que faltava carne na sua casa frequentemente. Nesse dia ele se revoltou, e no meio da discussão com sua mãe, atirou o osso contra ela, atingindo-a na cabeça e matando-a. Antes de morrer sua mãe lhe amaldiçoou a ficar vagando no rio e com a cabeça enorme no formato de uma cuia, que vagaria dia e noite e só se libertaria da maldição após devorar sete virgens, - Capelobo - Mula- Sem- Cabeça - Origem da Mandioca - Caipora e Curupira - Bicho- Papão - Bicho-Homem - Cabeça de Cuia

são sua mãe. Outros também asseguram que Crispim ou. A origem desta lenda está em um dragão. ainda existem pescadores que.de nome Maria. Com a maldição. onde se afogou. onde passou a fazer parte do folclore local. com um anfíbio. Crispim enlouquecera. Trata-se de uma variação do Tutu e da Cuca. preto. até hoje. a Cuca irá pegá-las. não conseguiu devorar nem uma virgem de nome Maria. Pelo fato da Cuca praticamente não dormir. Apresenta nadadeiras como de um anfíbio. Negro d'água Conta a lenda que o Negro D'água ou Nego D'água vive em diversos rios. Seu corpo nunca foi encontrado e. levam uma garrafa de cachaça e a jogam para dentro do rio. procura as mulheres por achar que elas. as pessoas mais antigas proíbem suas filhas virgens de nome Maria de lavarem roupa ou se banharem nas épocas de cheia do rio. um visitante africano inesperado que acabou por se domiciliar na Bahia. Quibungo Segundo a lenda o Quibungo é uma espécie de BichoPapão negro. É um Velho . corpo coberto de escamas mistas com pele. Ela é conhecida popularmente como uma velha feia na forma de jacaré que rouba as crianças desobedientes. como partindo anzóis de pesca. Não se há evidências de como nasceu esta Lenda. careca e mãos e pés de pato. e se deparar com outra mulher. furando redes dando sustos em pessoas a barco. Cuca A Cuca é um dos principais seres mitológicos do folclore brasileiro. O Quibungo faz parte dos contos romanceados. O Cabeça de Cuia. pelo medo. sempre com um episódio trágico ou feliz. A Cuca dorme uma noite a cada 7 anos. numa mistura de medo e ódio. esta tradição foi trazida para o Brasil na época da colonização. e quando fica brava dá um berro que dá pra ouvir à 10 léguas de distância. mas sem data que o localize no tempo. coca das lendas portuguesas. ao se aproximar. seu objetivo seria como amedrontar as pessoas que por ali passam. etc. as crianças rebeldes e relutantes em dormir cedo. para que não tenham sua embarcação virada. ele seria a fusão de homem negro alto e forte. ao sair para pescar. que veio ao rio Parnaíba para lhe perdoar. Suas características são muito peculiares. até hoje. além de procurar as virgens. o que se sabe é que o Negro D'Água só habita os rios e raramente sai dele. o Cabeça de Cuia. na verdade. Em alguns locais do Brasil. alguns adultos tentam amedrontar as crianças que resistem dormir. ele se irrita novamente e acaba por matar as mulheres. Alguns moradores da região afirmam que o Cabeça de Cuia. assassina os banhistas do rio e tenta virar embarcações que passam pelo rio. Manifestando-se com suas gargalhadas. cuja principal função era disciplinar. Mas. e correu ao rio Parnaíba. o Negro D'água derruba a canoa dos pescadores. dizendo que se elas não dormirem. se eles se negarem de dar um peixe.

O Quibungo é ao mesmo tempo homem e animal. existe como concreto. especialmente as desobedientes. enorme feiúra. Não há nenhum testemunho ocular de sua existência. um verdadeiro fantasma residente nos maiores temores infantis. Sem dúvida um meio eficaz de cobrar disciplina pela imposição do medo. em meio ao universo infantil. onde o Vaqueiro Misterioso sempre aparece para participar das competições de derrubada de boi. Vaqueiro Misterioso Esta lenda é muito comum por todo o interior do Brasil.do Saco para os meninos. ele acaba sumindo sem deixar nenhuma pista. corrida de argolinha. Ele sempre é descrito como um vaqueiro velho mal vestido com um cavalo fraco e velho participa e ganha todas as competições e quando alguém procura por ele para saber de onde ele veio. mas. É personagem da literatura oral afro-brasileira. contadas para as crianças inquietas ou teimosas. brutalidade e inexistente finalidade moral. Dentro dessas histórias tradicionais. Esta lenda relatada por muitos vaqueiros. como um feroz devorador de meninos e meninas que distanciam dos seus pais. Espécie de lobo ou velho negro maltrapilho e faminto sujo e esfarrapado. com cruel voracidade. entre outras competições de montaria. . um temível devorador de crianças. principalmente nas localidades que tem fortes tradições no Ciclo do Gado. ele se arrasta como um fantasma faminto.