ATO NORMATIVO

DEPARTAMENTO DE VIAS RURAISDE RODAGEM DO ESTADO DE MINAS GERAIS

Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Sistema: PROJETO E OBRAS Assunto: PROJETO PAISAGÍSTICO PARA VIAS RURAIS I. ORIGEM

Código: Unidade Emissora:

RT.01.28 DG/GNT

Esta Recomendação Técnica fundamenta-se nos estudos desenvolvidos por especialistas do DER/MG na área em questão e no seguinte documento: • PROJETO PAISAGÍSTICO - Volumes I e II – 1990 - Setor de Arquitetura e Paisagismo Diretoria de Manutenção - DER/MG.

II. OBJETIVO Seu objetivo é estabelecer procedimentos padronizados para a elaboração de projetos paisagísticos, adequados ao aproveitamento das faixas de domínio nas vias rurais sob a circunscrição ou jurisdição do DER/MG, visando a segurança e o conforto dos usuários. III. CONDIÇÕES GERAIS O princípio fundamental do paisagismo em vias rurais é a integração da via na paisagem e a incorporação do patrimônio paisagístico dos arredores, para a contemplação e apreciação do usuário. A via deve se tornar um elemento integrado à natureza e agradável ao usuário, com locais apropriados à parada dos veículos, destinados ao repouso, recreação e observação da paisagem. É importante não confundir paisagismo com plantio, embora a vegetação desempenhe relevante papel, no que diz respeito à harmonia externa da via. Elementos construtivos e arquitetônicos da via, bem como a própria vegetação deverão ser objeto de soluções paisagísticas. Prédios de valor histórico ou artístico, formações geológicas características, praias, lagos, maciços vegetais e demais elementos de interesse paisagístico, deverão influenciar o tratamento da via, valorizando seu efeito cênico. É importante observar que o usuário encontra-se em movimento na via, geralmente a uma velocidade regulamentada igual ou superior a 80 Km/h, passando assim despercebido, um jardim com detalhes. Composições detalhadas em termos de textura, forma e cor devem ser utilizadas em locais apropriados à parada ou em trevos e acessos, onde a velocidade regulamentada for igual ou inferior a 40 km/h. IV. CONDIÇÕES ESPECÍFICAS Em resumo, um projeto paisagístico deverá ter como objetivos principais:
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Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 3/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07

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RT.01.28 DG/GNT

Proporcionar um ambiente atraente e agradável, menos monótono e fatigante, tornando as vias rurais confortáveis e seguras aos usuários;

• Preservar as características da paisagem natural, levando em conta as necessidades e as particularidades de cada trecho; • Reduzir os custos de execução e manutenção, facilitando o combate à erosão e a consolidação de áreas do corpo estradal; • Salientar a pista de rolamento e evidenciar os obstáculos em potencial, tais como: curvas, interseções e obras de arte. V. PROJETO PAISAGÍSTICO O Projeto Paisagístico deverá ser desenvolvido em duas fases: • • Fase de Anteprojeto Fase de Projeto Executivo (Final)

5.1. Fase de Estudo de Traçado Deverá constar de: a) Cadastro pedológico e vegetal da (s) faixa (s) em estudo compreendendo ervas, arbustos e árvores. b) Levantamento das características e dos recursos paisagísticos do (s) traçado (s) em estudo, com vistas à elaboração do programa de manutenção a ser desenvolvido nas fases posteriores. c) Levantamento dos locais de interesse turístico ou apropriados para parada e lazer. d) Desenvolvimento de projetos especiais. 5.1.1 Fase de Anteprojeto Deverá ser feito um levantamento qualitativo dos aspectos positivos e negativos, a serem levados em consideração, quando da elaboração do projeto paisagístico de cada linha do traçado, relativos a: a) Levantamento dos recursos paisagísticos visando identificar, preservar e melhorar os principais valores naturais; b) Cadastro pedológico e vegetal da(s) faixa(s) ao longo do(s) traçado(s) escolhido(s),
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compreendendo ervas, arbustos e árvores, com indicação das espécies mais adequadas à proteção vegetal do corpo estradal; c) Indicação de fontes de aquisição de espécies vegetais, quantidades disponíveis e época de plantio; d) Descrição das características da(s) alternativa(s) selecionada(s), compreendendo: • • • Listagem de ocorrências significativas, tais como: nascentes, cursos d’água, florestas, bosques e sítios históricos; Diagnóstico relativo às necessidades de apoio ao usuário e indicação do programa de implantação e manutenção, a ser desenvolvido na fase do projeto executivo; Indicação de locais mais adequados à áreas de camping, estacionamentos, mirantes, postos de polícia e de serviços:

e) Desenvolvimento de anteprojetos especiais de urbanização; f) Arborização paisagística; g) Localização das áreas de estacionamento, repouso e/ou recreação; h) Tratamento corretivo das escavações e caixa de empréstimo existente; i) Esboço dos projetos arquitetônicos de praças, belvederes, equipamentos de apoio ao usuário e edifícios destinados à administração rodoviária; j) Indicação dos locais mais adequados para postos de abastecimento, motéis e outros serviços; k) Tratamentos especiais; l) Especificações; m) Orçamento. 5.1.2. Apresentação do Ante Projeto Paisagístico O anteprojeto paisagístico deverá ser apresentado por meio dos seguintes elementos: a) Relatório do projeto no tamanho A-4; b) Planta geral da situação da via rural onde se assinalem, relacionando-se ao estaqueamento, os acidentes notáveis de interesse para o projeto, tais como: cidades, praias, rios, nascentes, locais de vistas panorâmicas ou sítios históricos; bem como, a
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as jazidas e as escavações para empréstimos. escavações e botas-foras. motéis e outros serviços. com respectivas quantidades e recomendações sobre fontes de aquisição e distância de transporte. Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 6/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 . f) Justificativas adotadas.28 DG/GNT divisão de trechos para arborização. f) Projetos arquitetônicos de praças. 5. repouso e/ou recreação. j) Orçamento. os locais adequados para postos de abastecimento e outros serviços. as interseções. Fase de Projeto Paisagístico Executivo (Final) As soluções aprovadas na fase de anteprojeto deverão ser detalhadas na fase de projeto que deverá constar de: a) Levantamento topográfico representado por plantas planialtimétricas.ATO NORMATIVO DEPARTAMENTO DE VIAS RURAISDE RODAGEM DO ESTADO DE MINAS GERAIS Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Sistema: PROJETO E OBRAS Assunto: PROJETO PAISAGÍSTICO PARA VIAS RURAIS Código: Unidade Emissora: RT. equipamentos de apoio ao usuário e edifícios destinados à administração rodoviária. na escala 1 / 1. belvederes. g) Indicação dos locais mais adequados para postos de abastecimento. na escala 1/500. c) Desenhos elucidativos de tratamento corretivo de jazidas.01. d) Desenhos elucidativos da arborização ao longo dos trechos indicados na planta geral de situação.000. b) Tratamento paisagístico de interseções. e) Listagem das espécies vegetais a empregar. e) Tratamento corretivo das escavações e caixas de empréstimo existente.3. d) Localização e dimensionamento das áreas de estacionamento. c) Arborização paisagística. i) Especificações. as áreas escolhidas para repouso e/ou recreação. Poderá ser apresentada por meio de diagrama. dos locais onde se prevê a construção de áreas de estacionamento ou mirantes. vegetação a ser preservada. h) Tratamentos especiais.1.

cortes. 01. g) Desenhos. do tratamento paisagístico de interseções e acessos. e) Desenhos na escala 1/500. relacionando-se ao estaqueamento. as interseções. bem como. Apresentação do Projeto Paisagístico Executivo O Projeto Paisagístico das Vias Rurais deverá ser apresentado por meio dos seguintes elementos: a) Relatório do projeto no tamanho A-4. de detalhes de arborização ao longo dos trechos indicados na planta geral de situação no tamanho A-1 para a minuta e A-3 para a impressão definitiva. com respectivas quantidades e recomendações sobre fonte de aquisição de transporte. h) Especificações dos materiais de construção a serem usados nas obras de arquitetura. os acidentes notáveis de interesse para o projeto. no tamanho A-1 para a minuta e A-3 para impressão definitiva. técnica de plantio e de conservação.4. locais de vistas panorâmicas ou sítios históricos. c) Desenhos na escala 1/100. d) Desenhos na escala 1/100. em escala de 1/500. 000. vistas e detalhes estruturais dos elementos arquitetônicos no tamanho A-1 nas seguintes escalas: 1/50 ou 1/100 para as plantas e cortes. as áreas escolhidas para repouso e/ou recreação. nascentes. rios. de tratamento corretivo de jazidas. praias. para minuta. b) Planta geral de situação da via onde se assinalem. f) Plantas planialtimétricas. 1/25 ou 1/10 para os detalhes.ATO NORMATIVO DEPARTAMENTO DE VIAS RURAISDE RODAGEM DO ESTADO DE MINAS GERAIS Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Sistema: PROJETO E OBRAS Assunto: PROJETO PAISAGÍSTICO PARA VIAS RURAIS Código: Unidade Emissora: RT. e A-3 para impressão definitiva. as jazidas e as escavações para empréstimo. do DER/MG. na escala de 1/10. Poderá ser apresentado por meio de diagrama. tais como: cidades. a divisão de trechos para arborização. O projeto de arborização deverá estar em conformidade com a RT.01. listagem das espécies vegetais a empregar.28 DG/GNT 5. no tamanho A-1. Os projetos de trechos virgens deverão explicitar a orientação a ser seguida na fase Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 7/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 . escavações e bota foras (seções transversais) no tamanho A-3.48.1. os locais adequados para postos de abastecimento e outros. plantas. no tamanho A-1 para a minuta e A-3 para a impressão definitiva. mirantes e similares. das áreas escolhidas para estacionamento.a.

a vegetação arbórea nativa. Os principais pontos em que as árvores deverão figurar são: a) Sinalização viva para as curvas à esquerda e direita. desde que a faixa de domínio esteja toda ela oficialmente cercada. contraponteados por árvores isoladas. volume. sendo preferíveis os maciços arbóreos pluriespecíficos assimetricamente. após seu crescimento. c) Sinalização viva para realce das placas de sinalização vertical. Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 8/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 . quando do asfaltamento ou acabamento da mesma. textura e cor. d) Sinalização viva para tangentes.01. sobretudo as espécies raras e as árvores seculares. deverá ser evitado. pois um maciço arbustivo entre a pista e as árvores.2.2.28 DG/GNT de desmatamento e de terraplenagem de modo a ser preservada ao máximo. A época mais apropriada para se implantar o projeto paisagístico é durante a construção da via rural. 5. uma vez que perturbam a visão dos motoristas. variando altura. figura 1) Com este plantio são originadas as sombras alternadas também chamadas “pisca-pisca” ou “preto e branco”. servirá para amortecer o choque de veículos desgovernados.2 Plantio As disposições das árvores deverão ser observadas para que. responsáveis por muitos acidentes de tráfego.2 Plantio em Curva Nas curvas. b) Sinalização viva às curvas desprotegidas em zonas montanhosas. a vegetação mais densa deverá ser reservada ao bordo externo para auxiliar a condução ótica e dar maior segurança nos casos onde exista um precipício. 5. e) Sinalização viva para as curvas verticais. deverá ser de 9 (nove) metros para árvores comuns e de 12 (doze) metros para árvores de grande porte. 5. (Vide Anexo. exceto quando propositadamente destinado a acentuar efeitos de perspectiva ou destinado a esconder elementos visuais perturbadores ou antiestéticos situados nas áreas marginais.1 Plantio em Linha O plantio em linha. ou melhor.ATO NORMATIVO DEPARTAMENTO DE VIAS RURAISDE RODAGEM DO ESTADO DE MINAS GERAIS Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Sistema: PROJETO E OBRAS Assunto: PROJETO PAISAGÍSTICO PARA VIAS RURAIS Código: Unidade Emissora: RT. A distância mínima a ser respeitada entre o bordo externo do acostamento e a árvore mais próxima. não haja prejuízo da visibilidade na via.

ATO NORMATIVO DEPARTAMENTO DE VIAS RURAISDE RODAGEM DO ESTADO DE MINAS GERAIS Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Sistema: PROJETO E OBRAS Assunto: PROJETO PAISAGÍSTICO PARA VIAS RURAIS f) Sinalização viva para o bulbo de entroncamento.1 Canteiro Central O canteiro central é o principal foco visual do usuário nas vias rurais em pista dupla. (Vide Anexo. textura e cor. São elas: 5. com o objetivo de proporcionar ao usuário descortinar uma vista. Essa vegetação deverá ser constituída de espécies arbustivas de fácil conservação. belvederes).2.3. cursos d’água. deverão ser selecionados atendendo a uma ou mais das seguintes finalidades: recreação. As áreas de repouso e recreação deverão estar afastadas de linhas de transmissão. presença de nascente. deverá ser observado e poderá variar em função dos seguintes fatores: volume. tipo de tráfego. repouso e contemplação. levando-se em conta sua altura. esplanadas sombreadas e bancos. há necessidade de corte seletivo na vegetação existente. 5) 5. Os locais de parada (estacionamento. panorama. Na escolha dessas áreas de apoio ao usuário deverão ser observados os seguintes aspectos: topografia favorável. de área de estacionamento para veículos. figuras 2. flora ou fauna típica regional e outras ocorrências de interesse estético ou cultural. Código: Unidade Emissora: RT. torres. de outro modo não revelada. cachoeiras. Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 9/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 . características climáticas da região e recursos paisagísticos do trecho. O espaçamento de 40 (quarenta) quilômetros. distância da cidade e povoado. dispostas em superfícies e volumes não lineares.01. 3. cartazes de propagandas dentre outros e serem dotadas. extensão.28 DG/GNT h) Sinalização viva para acessos de via rural secundária à principal. em média.3. formações geológicas. 4. segurança do acesso. outros elementos naturais. g) Sinalização viva para cruzamento. Áreas de Repouso e Recreação Na composição paisagística das áreas de repouso e recreação devem constar. seixos rolados e espelhos d’água. no mínimo. 5. tipo de via.3 Áreas de Tratamentos Especiais Existem áreas na via onde há necessidade de tratamento especial. Em alguns casos. mirantes. A vegetação a ser utilizada deve proteger o motorista do ofuscamento dos faróis. cabos de alta tensão. além dos jardins suficientemente detalhados. tais como: blocos de pedras.

28 DG/GNT Por estarem distantes das cidades. a) Curvas à direita e esquerda. sempre que se utilizar o elemento vegetal tipo “ÁRVORE” deve-se respeitar os afastamentos dos bordos da via. utilizando sempre as áreas próximas à faixa de domínio. e) Trechos em tangente.01.ATO NORMATIVO DEPARTAMENTO DE VIAS RURAISDE RODAGEM DO ESTADO DE MINAS GERAIS Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Sistema: PROJETO E OBRAS Assunto: PROJETO PAISAGÍSTICO PARA VIAS RURAIS Código: Unidade Emissora: RT. sendo capaz de transmitir ao usuário da via. à medida que se aproxima da bissetriz do ângulo formado pela concordância da curva. constituído por arbustos e árvores que aumentam. nunca plantando junto ao acostamento. maior segurança e conforto. Apresenta-se a seguir alguns exemplos de locais onde pode-se aplicar com vantagens o conceito acima exposto. Arborização como sinalização viva. As figuras que serão apresentados ao final são puramente esquemáticas. É conveniente lembrar que a disposição linear de elementos vegetais é condenável e que. f) Curvas verticais (lombadas) 6.1. a visão que terá o motorista será da existência de um obstáculo à frente que caminha em Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 10/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 . fugindo-se do rigor geométrico quanto à disposição dos maciços vegetais. d) Realce das placas de sinalização vertical. passará a funcionar como uma “sinalização viva”. de fácil conservação e de grande durabilidade. tanto na densidade como na altura. dificultando assim sua manutenção. O Paisagismo como Sinalização Viva O “elemento vegetal” desde que agrupado convenientemente. INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE O PROJETO PAISAGISTICO 6. A aplicação prática constitui-se de: • • Arborização propriamente dita. VI. os materiais de construção utilizados nestas áreas de lazer devem ser resistentes.1 Curvas à Direita e à Esquerda Admitindo-se que do lado externo da curva de uma via exista um maciço arbóreo. b) Pontes e Viadutos. ou seja.1. c) Barreira natural.

1. (Vide Anexo. Barreira Natural É comum a presença de curvas acentuadas em regiões montanhosas. figura 7) 6. (Vide Anexo. Para a maior segurança do tráfego.5. deverá ser utilizado nas faixas mais próximas ao acostamento da via o elemento vegetal do tipo “arbustivo” e nas áreas mais afastadas. Realce das Placas de Sinalização Vertical Através do plantio de maciços arbóreos por detrás da placa de sinalização vertical. um ângulo de 45° . Essa sensação levará o motorista a reduzir sua velocidade instintivamente.01. podese obter o efeito ótico de torná-la mais conspícua (distinta) aos olhos do motorista. deverão ser voltados para a pista de rolamento. ao longo desses trechos. Tal situação pode ser amenizada através do plantio de maciços vegetais. figura 9) 6.2 Pontes e Viadutos Geralmente.ATO NORMATIVO DEPARTAMENTO DE VIAS RURAISDE RODAGEM DO ESTADO DE MINAS GERAIS Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Sistema: PROJETO E OBRAS Assunto: PROJETO PAISAGÍSTICO PARA VIAS RURAIS Código: Unidade Emissora: RT. ou seja. para que em caso de incêndio. Para tanto.3. (Vide Anexo.1. a velocidade dos veículos deverá ser reduzida nestes locais. nas pontes e viadutos é comum encontrar uma redução da plataforma em relação à plataforma da via. Obviamente é importante manter uma distância adequada do maciço arbóreo em relação à placa de sinalização. disposto em fileiras separadas entre si.1. com a forma de triângulos ou trapézios. Trechos em Tangente Longos trechos em tangente podem levar o motorista a desenvolver velocidade superior à regulamentada para a via. figura 10) Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 11/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 . figura 6) 6. com uma distância de ± 30 metros. a placa não seja danificada. Para tanto.1. além de tornar a viagem monótona e fatigante. sendo que seu vértice e o lado menor respectivamente. figura 8) 6.28 DG/GNT sua direção. A arborização adequada poderá minimizar um perigo potencial atuando como barreira natural e sinalização viva. do tipo “árvore”. (Vide Anexo. o elemento vegetal deverá ser agrupado convenientemente. convergindo para a pista de rolamento. de maneira a formar com o eixo da via.4. (Vide Anexo. que podem variar de 200 a 300 metros nos dois lados da pista de rolamento.

28 DG/GNT Nas concordâncias de curvas verticais (lombadas). propagação: a grama forquilha. dando a impressão de que naquele ponto existe uma espécie de “trampolim”.01. propaga-se através de sementes. são as principais funções do revestimento vegetal. nativa em toda a América do Sul. além de proteger contra os agentes erosivos. Esta espécie apesar de não perfilar bem. • sistemas de plantio: a) Sementes ou reprodução sexuada.2.6 Curvas Verticais Código: Unidade Emissora: RT. • Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 12/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 . apresenta uma grande vantagem devido ao seu bom aproveitamento quanto ao poder germinativo e fácil disseminação. (Vide Anexo. principalmente em taludes e trevos. possuindo forte vigor vegetativo. perene. O Uso das Gramíneas no Combate à Erosão • Grama Forquilha ou Batatais Manter a segurança do tráfego. Dispondo adequadamente a vegetação pode-se amenizar os efeitos negativos desta situação.1.ATO NORMATIVO DEPARTAMENTO DE VIAS RURAISDE RODAGEM DO ESTADO DE MINAS GERAIS Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Sistema: PROJETO E OBRAS Assunto: PROJETO PAISAGÍSTICO PARA VIAS RURAIS 6. que é a de melhor aproveitamento: Grama Forquilha ou Batatais (nome científico: “Paspalum Notatum”) : • definição: planta rústica. consolidar o corpo estradal e proporcional beleza paisagística. como todas as gramíneas. obtendo-se o efeito ótico de estreitamento da pista com conseqüente redução na velocidade. com 10 a 20 cm de comprimento. ou gramação. quais sejam: • • • • • Grama Seda ou de Burro – Cynodon Dactylon Grama de Macaé ou Pernambuco – Paspalum Maritimum Capim Gordura (roxo) – Melinis Minutiflora Capim Braquiária Grama Forquilha ou Batatais – Paspalum Nototatum Segue a descrição da “grama forquilha”. reproduz-se por sementes e floresce de outubro a março. herbácea. pode ocorrer um fenômeno quando se aproxima do vértice da curva (cota máxima). Existe uma ampla variedade de gramíneas próprias para cobertura dessas áreas. dependendo do raio da curva. figura 11) 6.

Na ausência de equipamento próprio para o espalhamento.28 DG/GNT É o processo usado em regiões onde não existe grama ou o preço do transporte seja oneroso. O gasto é de cerca de 100 mudas/m2. Para se conseguir nascimento e crescimento mais uniformes deve-se misturar às sementes. evitando o escorrimento e assoreamento do terreno. cinza ou areia. deverá ser passado um galho de árvore sobre a área semeada. após a semeadura. a semeadura da grama forquilha deverá ser feita pelo processo manual de “lançamento”. b) Sistema de Mudas Consiste na separação de pequenos “estolões” que nascem lateralmente ao “colmo” principal. Este processo é demorado e oneroso em função da mão de obra necessária. È importante fazer a cobertura de toda a área semeada com capim fino e ralo. Em seguida. garantindo a umidade e proteção da semente contra insetos e pássaros. palha ou raízes.01. É o processo mais indicado para áreas mais qualificadas. Quando não se dispuser de equipamento apropriado. d) Leivas ou placas. a) Sistema por Semente ou Reprodução Sexuada Código: Unidade Emissora: RT.ATO NORMATIVO DEPARTAMENTO DE VIAS RURAISDE RODAGEM DO ESTADO DE MINAS GERAIS Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Sistema: PROJETO E OBRAS Assunto: PROJETO PAISAGÍSTICO PARA VIAS RURAIS b) Mudas ou estolões. o mesmo deverá ser coberto com terra vegetal. tais como praças e jardins. c) Touceiras ou Tufos É o processo intermediário entre o sistema de mudas e o de placas. mas através da seleção das mudas consegue-se eliminar as pragas mais comuns às gramas.000 m2). Consiste no plantio de pequenas touceiras em sulcos abertos no solo. fazendo-se por fim uma boa irrigação. A quantidade de semente a ser utilizada deverá ser de 10 à 20 kg/ha (10. Não deverá se colocar terra sobre as sementes. Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 13/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 . e) Hidrossemeadura. O plantio geralmente é feito em linha ou sulco e o terreno deverá ser preparado até o fim. de forma a proporcionar à área semeada maior umidade (solo) e maior poder de germinação. c) Touceiras ou tufos.

Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 14/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 . Grampeação Consiste em grampear cada placa com um pequeno sarrafo de bambu. A extração das placas deverá ser feita por pessoas que tenham habilidade para tal. como se fossem ladrilhos.4.01. a fim de protegê-la dos possíveis deslizamentos.3. Os espaços vazios entre as touceiras deverão ser preenchidos com terra vegetal. sendo bastante econômico e mais prático do que o anterior.5. d. As etapas do trabalho são as seguintes: d.1. Plantio As placas de grama devem ser colocadas no terreno. Compactação Após sua colocação as placas deverão ser devidamente “acamadas”. Extração das Placas • • manual. o gramado deverá ser revestido com terra vegetal. O gasto é de cerca de 50 touceiras/ m2. mas é dispendioso devido à utilização da mão de obra e transporte. umas junto às outras. já preparadas. Cobertura com Terra Vegetal Depois de executada a compactação ou compressão das placas. d. ou então deverá ser passado um rolo leve sobre a superfície gramada. proporcionando maior poder germinativo e proteção contra possíveis carreamentos de terra. d) Leivas ou Placas É o processo mais eficaz. A espessura da placa deverá estar em torno de 10 cm.ATO NORMATIVO DEPARTAMENTO DE VIAS RURAISDE RODAGEM DO ESTADO DE MINAS GERAIS Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Sistema: PROJETO E OBRAS Assunto: PROJETO PAISAGÍSTICO PARA VIAS RURAIS Código: Unidade Emissora: RT. de forma a preencher os vazios entre as placas.2. usado somente quando a área a ser gramada for inclinada. d.28 DG/GNT Este processo dá ótimos resultados nas bordas dos acostamentos das vias rurais. mecânica. com auxílio de soquetes mais leves. em função da ação das águas provenientes de chuva ou irrigação. d.

ATO NORMATIVO DEPARTAMENTO DE VIAS RURAISDE RODAGEM DO ESTADO DE MINAS GERAIS Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Sistema: PROJETO E OBRAS Assunto: PROJETO PAISAGÍSTICO PARA VIAS RURAIS e) Hidrossemeadura Código: Unidade Emissora: RT. Outra prática é a do uso do esterco de curral novo. d) Descidas d’água.01. colocado em sulcos abertos na parede do corte. aplicada pelo processo de semeadura de capins nativos. em faixas ao longo do talude. VII. c) Sopé de taludes em corte. após o preparo do terreno e a abertura das covas. propicia a drenagem desejada nas áreas mais úmidas.3. 6. Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 15/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 . tais como. Locais mais Indicados para Execução de Proteção contra a Erosão a) Bordas de acostamento.28 DG/GNT A hidrossemeadura (“mulching”) consiste no lançamento através de jatos d’água. com abertura de sulcos igualmente espaçados. que proporciona às sementes maior aderência ao solo.: Nos taludes de aterro onde geralmente existe proteção das muretas (canaletas ou descidas d’água) poderá ser utilizada uma faixa de grama na saia do aterro. f) Saias de aterro. gordura. lançando-se em seguida o jato d’água com as sementes e fertilizantes químicos. São necessárias apenas 2 horas/homem. ou outro material orgânico. contra 16 horas/homem no método tradicional. Guatemala ou Kikuio. além de uma espécie de adesivo derivado do petróleo. jaraguá. Existe ainda a “Jato Semeadura” que utiliza o processo mecânico de aspersão. em virtude de seu sistema radicular. INFORMAÇÕES PRÁTICAS SOBRE O PROJETO PAISAGÍSTICO A plantação é o trabalho realizado. e) Banquetas de terra. Nas saias dos aterros poderá ser feito ainda o plantio intensivo de bambus que. ou braquiária associado(s) ao plantio de capim tipo Napier. Este equipamento gasta em média 6 horas/homem/ha. A grande vantagem da hidrossemeadura é a rapidez. b) Proteção das obras de concreto. O “mulch” é um material composto de pasta contendo todos os nutrientes necessários à posterior fertilização. utilizando-se equipamento apropriado. das sementes misturadas ao “mulch”. OBS. em superfície plana.

Neste caso. são quase sempre fracas. A prática da abertura da cova consiste em: a) Tirar a camada de terra vegetal (A) com 0. (Vide Anexo. c) Colocar a muda dentro da cova e. depositá-la ao lado da cova.08 (oito centímetros) para as raízes. esta não deverá ser inferior a 0. As mudas que crescem densamente em sementeira natural. nem superior a 1.60 (sessenta) a 0.ATO NORMATIVO DEPARTAMENTO DE VIAS RURAISDE RODAGEM DO ESTADO DE MINAS GERAIS Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Sistema: PROJETO E OBRAS Assunto: PROJETO PAISAGÍSTICO PARA VIAS RURAIS Código: Unidade Emissora: RT. Dimensão da Cova Varia de acordo com a natureza da muda e a condição física do terreno. colocar do lado da cova. Preparo da Muda Cuidados especiais no preparo da muda. Na operação de arrancamento. no arrancamento de uma muda. quando conduzidas para a margem da via. A forma da cova é geralmente quadrada. (Vide Anexo. b) Tirar a camada do subsolo (B) e. Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 16/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 .1. não suportando sol intenso. As árvores que emitem um sistema radicular profundo deverão ser plantadas em covas mais profundas do que aquelas cujas raízes se desenvolvem superficialmente. deve-se cuidar para que seja conservado o sistema radicular.01. Em planta arbustiva. de profundidade e. Para cada 0. muito sombria. encher primeiro com terra vegetal (A) e depois sobre esta.30 (trinta) centímetros.28 DG/GNT sendo necessário tomar certas medidas para que ela seja bem sucedida. são essenciais para se obter bons resultados.60 (sessenta) centímetros. mais ou menos. figura 12) Essas dimensões podem ser maiores. cujo volume não permita a utilização de covas com as dimensões acima. O fundo deverá ser preenchido por uma camada de esterco ou terra fértil. covas mais amplas permitirão que as raízes fiquem bem dispostas e desdobradas.2. de forma que as primeiras raízes encontrem uma reserva alimentícia que possa melhorar o vigor vegetativo da planta. mas poderá ser também circular. sendo que suas dimensões variam de 0.20 m (um metro e vinte centímetros).90 (noventa) centímetros de diâmetro.30 (trinta) centímetros de altura de caule deverão ser reservados 0. A altura deverá ser observada. dependendo da árvore a ser transplantada. tais como: 7. figura 13) 7. que pode se apresentar como um enorme bloco de terra com raízes. colocar o subsolo (B).

presa por meio de amarrilhos. figura 15) O vegetal plantado deverá ser inspecionado de vez em quando. para reter a água da chuva ou da rega. Espaço para o Plantio de Mudas O espaçamento necessário para o plantio de mudas deverá variar de acordo com a sua espécie. dever-se-á espalhar a terra vegetal em torno da raiz e encher a cova com terra do subsolo. Por isto. Deverá ser fincada ao chão.ATO NORMATIVO DEPARTAMENTO DE VIAS RURAISDE RODAGEM DO ESTADO DE MINAS GERAIS Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Sistema: PROJETO E OBRAS Assunto: PROJETO PAISAGÍSTICO PARA VIAS RURAIS Código: Unidade Emissora: RT. ao lado da árvore. O tamanho da estaca deverá variar de acordo com a dimensão da muda plantada. a fim de se evitar o desequilíbrio entre a transpiração e assimilação clorofiliana. deverá ser envolvido com uma camada de palha ou material semelhante. 7. O pé da muda.5 metro. para que não sofram com a ação do vento. o sistema radicular da muda deverá ser envolvido com saco de estopa ou capim. finalmente. conforme tabela a seguir: Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 17/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 . Restabelecimento da Muda Depois da colocação da muda dentro da cova. apertando-a levemente. (Vide Anexo. devem ser eliminadas. para sua proteção. Estabilidade da Muda As árvores transplantadas deverão ser aparadas em seu primeiro ano. O trabalho de transplantação deverá ser completado com a supressão parcial das folhas.3. devendo sempre ser utilizada.01. logo após o arrancamento. figura 14) 7. (Vide Anexo.28 DG/GNT As raízes finas necessitam de máxima proteção e. 7. formando em torno do pé da muda uma bacia. uma estaca bem forte. as maiores que se encontram esmagadas e quebradas.4. para reparar estragos ocasionados pelo vento ou outros agentes nocivos. na proporção de 1/2 ou 1/3 da copa.5. O vento e o sol são prejudiciais às raízes. para diminuir a evaporação da umidade do solo. quando a altura da muda for superior a 0.

01. quando este é pequeno. condizente com o local que lhe é destinado.80 m 2. Já.00 x 2.50 x 0. quando a planta sofre com a falta de água e com a luz intensa do sol. No projeto paisagístico de vias rurais é recomendada a poda de formação e a de conservação. O sistema radicular está relacionado muito intimamente com a copa da árvore e.00 m 7. A segunda tem como finalidade suprimir ou reduzir os galhos quebrados ou supérfluos.80 x 0.50 m 0. Poda A poda é feita para modificar o crescimento. figura 16). 7.ATO NORMATIVO DEPARTAMENTO DE VIAS RURAISDE RODAGEM DO ESTADO DE MINAS GERAIS Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Sistema: PROJETO E OBRAS Assunto: PROJETO PAISAGÍSTICO PARA VIAS RURAIS TABELA I Código: Unidade Emissora: RT. Quando houver ataque de parasitas e fungos deverão ser aplicadas “caldas especiais” para preservar as plantas ou combater a moléstia. figura 16). reduzir o tamanho ou o vigor do vegetal (Vide Anexo. desde o início do seu desenvolvimento.8.6. A primeira consiste em dar uma forma à planta. moléstias parasitárias e fungos. Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 18/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 .28 DG/GNT Distância para o Plantio de Mudas (metros) Arvore de Copa Pequena Arvore de Copa Média Arvore de Copa Grande Arbusto Anão Arbusto Médio Arbusto Alto 3mx3 m 7mx7 m 10 m x 10 m 0.7. a pior época para se plantar vai do fim da estação chuvosa ao início da estação seca. Tratamento Contra as Pragas As mudas plantadas ao longo das vias rurais estão sujeitas ao ataque de insetos daninhos. 7. Larvas e lagartas são pragas que devem ser sempre exterminadas. de maneira a assegurar no interior da copa. o livre acesso ao ar e à luz (Vide Anexo. a copa também terá pouco volume. Época do Plantio O plantio de árvores deverá ocorrer em qualquer mês chuvoso.

O adubo de curral e a terra vegetal retirada dos picadões ou da mata. É aconselhável fazer o aparo acima de uma gema do broto. como por exemplo.28 DG/GNT Os ramos deverão ser cortados em bisel (Vide Anexo.600 g 113.80 m 2.00 m Quantidade de Adubo (g) 1. Adubação O solo das margens das vias rurais varia muito em relação à sua composição física e química.257 g 8.700 g 31.100 g 90.01.540 g 5. A dosagem correta está discriminada a seguir: TABELA II Quantidade de Terra ou Adubo por Vegetal Tipo de Adubo por Vegetal Esterco / Árvore Esterco / Arbusto Terra Vegetal / Árvore Terra Vegetal / Arbusto Quantidade (em Kg) 30 Kg 10 Kg 50 Kg 20 Kg TABELA III Tabela Prática para Adubação de Árvores Diâmetro da Copa (m) 1. sendo necessária posterior adição de adubo para que a muda se desenvolva mais rápido.40 m 3. são os elementos fertilizantes mais econômicos.9.00 m 27. O bisel deverá formar com a direção do ramo um ângulo de 45º (quarenta e cinco graus).80 m 5.362 g 1.00 m 21. atendendo as necessidades de trabalhos de construção.448 g 6. para assegurar a circulação da seiva na vizinhança e a cicatrização dos tecidos (Vide Anexo. a fim de evitar a dessecação do ramo. um trecho brejoso e terrenos esgotados pelas culturas sucessivas.816 g 2. tornando-se compacto e duro.500 g 136.00 m 15. 7. Às vezes.620 g 27.20 m 4. figura 17).00 m 12.ATO NORMATIVO DEPARTAMENTO DE VIAS RURAISDE RODAGEM DO ESTADO DE MINAS GERAIS Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Sistema: PROJETO E OBRAS Assunto: PROJETO PAISAGÍSTICO PARA VIAS RURAIS Código: Unidade Emissora: RT.40 m 6. figura 18).780 g 68.00 m 24. A poda praticada com técnica poderá auxiliar na formação e o embelezamento do vegetal. o solo é retirado permanecendo o subsolo exposto à chuva e ao sol.00 m Quantidade de Adubo (g) 12.00 m 30.172 g Diâmetro da Copa (m) 9.270 g 4. Há casos que requerem adubos especiais.200 g Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 19/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 .00 m 4.

b) Esterco de curral ou outro qualquer adubo orgânico não deverá ser aplicado simultaneamente com adubos minerais. cal virgem e escória de siderurgia. mas só quando houver alguma umidade próximo à planta. A maior parte dos solos brasileiros é ácida.9. sendo que o melhor corretivo é o calcário . sendo que para as plantas o índice ideal é por volta de 6. c) O adubo não deverá estar em contato direto com as raízes e não deverá ser misturado na época seca do ano.28 DG/GNT a) Nenhum adubo deverá ser enterrado muito fundo. verificando-se suas deficiências. Pode-se utilizar ainda cinzas de madeira. pelo menos.9. o fósforo e o potássio terão seus teores determinados. Como o valor do PH ideal é de 6.01. A calagem deverá ser feita 30 (trinta) dias antes do plantio. mas levemente misturado com a camada superficial da terra. Se o PH for igual a 7 (sete). Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 20/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 .dolomítico. 1 (um) mês.5 (cinco e meio). Esta última opção é melhor.ATO NORMATIVO DEPARTAMENTO DE VIAS RURAISDE RODAGEM DO ESTADO DE MINAS GERAIS Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Sistema: PROJETO E OBRAS Assunto: PROJETO PAISAGÍSTICO PARA VIAS RURAIS 7. Abaixo de 7 (sete). d) Qualquer adubo exige um solo preparado para produzir bom efeito e o plantio perfeito exige a retirada freqüente de ervas daninhas em torno do vegetal. indica que o solo é ácido. pode-se fazer a correção do PH e a adubação. além do PH. o solo é tido como alcalino ou básico. de acordo com as necessidades específicas do solo em questão. O PH é o Potencial de Hidrogênio que um solo tem e varia numa escala de valores que vai de 0 (zero) a 14 (quatorze).1. mas sempre com o intervalo de. o solo é considerado neutro. Acima de 7 (sete).5 (seis e meio).5. denominada “calagem”. bastando para tanto. levando-se em conta que. enviar uma amostra do solo a um laboratório credenciado. Regras para Aplicação do Adubo Código: Unidade Emissora: RT. tendo o seu PH entre 5 (cinco) e 5. 7. elementos como o nitrogênio. Dessa maneira. Essa correção é feita usualmente com adição de cálcio ou magnésio. há que se corrigir a acidez. O PH de um solo pode ser determinado com o auxílio de um “peagômetro” (aparelho que mede o PH) ou através de análise laboratorial.2. Potencial de Hidrogênio (PH) do Solo O problema mais comum do solo está relacionado ao seu PH.

No caso de se utilizar o peagômetro. pode-se utilizar “gesso residual” na dosagem 420 (quatrocentos e vinte) g/m² ou ainda sulfato de ferro. Para sua correção. A IMPORTÂNCIA DA VEGETAÇÃO NO COMBATE À EROSÃO Erosão é a destruição do solo causada pela ação mecânica das águas que correm na sua superfície. b) Estudo insuficiente da drenagem: a via deverá ser construída de tal maneira que as águas das chuvas se escoem de um modo natural sem se acumularem.1 5. com o PH maior que 7 (sete).28 DG/GNT A quantidade a ser aplicada é determinada em função do PH encontrado no solo.3 5. pode-se seguir a próxima tabela para a correção do solo. c) Falta de proteção à vegetação marginal: um solo coberto de vegetação não é corroído porque cada planta. pode queimar suas folhas e até mesmo matá-las. Deverá ser feita a irrigação periódica com água potável.8 5.3 Solos Arenosos (g/m²) 100 90 80 70 40 25 Solos Argilosos (g/m²) Solos Ricos em Matéria Orgânica (g/m²) 200 520 180 480 160 440 140 360 80 250 50 130 Por outro lado.7 6. até 6.01. deixando-o desprotegido aos agentes destruidores. qualquer que seja a espécie. não só pela sua raiz. se elas já estão instaladas. para a redução de até 1 (um) ponto no PH.ATO NORMATIVO DEPARTAMENTO DE VIAS RURAISDE RODAGEM DO ESTADO DE MINAS GERAIS Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Sistema: PROJETO E OBRAS Assunto: PROJETO PAISAGÍSTICO PARA VIAS RURAIS Código: Unidade Emissora: RT. é sempre um obstáculo à erosão. na dosagem 150 (cento e cinqüenta) g/m². Isso pode impedir a germinação das plantas ou. VIII.0 6. especialmente em regiões áridas ou semi-áridas. que oferecem resistência ao escoamento das Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 21/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 . Os principais fatores que produzem a erosão nas vias rurais são: a) Modificação feita nos traçados da via: danifica uma grande parte da vegetação marginal.5 (seis e meio): Tabela IV Quantidade de calcário (g/m²) a ser adicionada para correção do PH PH 4. o solo pode ser alcalino ou básico. Alguns solos têm excesso de sal. Esta tabela apresenta a quantidade de calcário necessária para se elevar o índice do PH dos vários índices relacionados. como pelo seu caule. além de revolver o solo em vários pontos. ou seja.

organizar uma fiscalização que assegure à via rural proteção eficiente. aparecendo a princípio um pequeno sulco e depois um grande rasgo na terra. colocando em risco a estabilidade da pista de rolamento. sendo constituídas por: aceiramento da faixa de domínio de forma a se evitar as queimadas. como dos terrenos adjacentes. à desagregação. e) Fogo na faixa marginal: do ponto de vista do meio-ambiente. Quando o terreno é muito pobre reponta a Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 22/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 . Nesse caso. se o terreno for inclinado. não só da faixa marginal. a qual se amplia cada vez mais. O fenômeno da erosão é produzido pela ação da água sobre o solo. a sua velocidade. que vai pouco a pouco se desgastando. se forem feitos nos pontos de declive. começa a exercer força sobre as paredes da vala formada. Código: Unidade Emissora: RT. separação e semeadura dos sulcos deixados pelos veículos. A faixa desmatada se cobre logo de uma vegetação graminácea. f) Caminhos e variantes abandonados: estes. principalmente. uma vez não sendo mais utilizados. a fim de que as águas pluviais se depositem e não corram para a pista. suspensão da prática de capina em taludes. sem consistência e arenoso. o fogo é prejudicial à faixa de domínio. motivo pelo qual devem ser separados sempre que possível. portanto. o declive deve ser fragmentado em pequenas porções. Atingindo esse ponto. Pequenos cordões de terra de 10 (dez) em 10 (dez) metros deverão ser construídos. se o solo for frouxo.28 DG/GNT d) Sulcos produzidos pelas máquinas de construção: estes sulcos podem dar origem a grandes erosões. podendo atingir até a rocha básica. principalmente quando o declive é extenso. a ação destruidora das águas. cujo vigor dependerá do maior ou menor grau de fertilidade do solo. g) Topografia do solo: a declividade do solo é importante fator a ser considerado na formação das erosões. por ser uma solução preventiva e econômica. mais sujeito às enxurradas. É necessário saber que a erosão é combatida principalmente com a vegetação.ATO NORMATIVO DEPARTAMENTO DE VIAS RURAISDE RODAGEM DO ESTADO DE MINAS GERAIS Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Sistema: PROJETO E OBRAS Assunto: PROJETO PAISAGÍSTICO PARA VIAS RURAIS águas. evitar tanto quanto possível a abertura de variantes e semeá-las com gramíneas logo que não forem mais utilizadas e.01. neutralizando-se assim. constituindo as voçorocas. devem ser quanto antes semeados de gramíneas. de modo a evitar a formação de um grande volume de água. As medidas preventivas podem reunir-se à proteção da vegetação. pois deixa o terreno estéril.

assim mesmo quando houver condições especialíssimas de solo e clima. IPÊ ROXO NOME CIENTÍFICO: Tecoma Impeliginosa FAMÍLIA: Bignoniáceas É uma árvore de porte médio de crescimento rápido. capim favorito (Rhynchelytrum Roseum). Adapta-se bem a uma mudança de lugar. Folhas digitadas com pecíolo mais ou menos longo e folíolos oblongos com ápice acuminado. Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 23/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 . capim barba de bode (Aristida Polens). capim cidreira (Cymbopogon Citratus). As plantas seguintes são utilizadas para a consolidação rápida das voçorocas. 9. ESPÉCIES DE VEGETAIS MAIS RECOMENDADAS PARA A PLANTAÇÃO NA FAIXA DE DOMÍNIO 9. É uma árvore ornamental.28 DG/GNT barba de bode. grama de Macaé (Paspalum Falcatum). quer plantadas nos taludes. Cipó de São João (Pyrostegia Ignea). Lírio do Brejo (Hedychium Coronarium). Samambaia (Pteridium Aquilinum) e os maracujás de várias espécies. IPÊ AMARELO NOME CIENTÍFICO: Tecoma Umbelata FAMÍLIA: Bignoniáceas Árvore de porte regular. o rabo de burro. Deverá ser plantada em grupos alternados.1. Sangue de Dragão (Croton Urucurana). IX. É bom salientar que os vegetais não podem se desenvolver em rampas muito íngremes. As espécies botânicas mais indicadas para solos pobres são capim gordura (Melinis Minutiflora). Ingazeiro (Ingá sp). grama seda (Cynodon Dactilon). Jaborandi (Piper sp).2. Flores agrupadas em umbelas axilares roxo-claras. Embaúva (Cecropia sp). muito própria para a margem das vias rurais. Margaridinha (Wedelia Paludosa). Unha de Vaca (Bauhinea Forticata). capim chorão (Eragrostis Curvula). grama batatais (Paspalum Notatum). a não ser certas espécies. Proteger essas espécies vegetais é praticar trabalho de combate preventivo à erosão. quer no fundo onde existe geralmente umidade: Crindiuva (Irene Macrantha). jaraguá (Hyparrhenia Rufa). Cinamomo (Melia Azedarack). capim Kikuio (Pennisetum Clandestinum). cujo tronco se apresenta revestido de casca grossa e rugosa.ATO NORMATIVO DEPARTAMENTO DE VIAS RURAISDE RODAGEM DO ESTADO DE MINAS GERAIS Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Sistema: PROJETO E OBRAS Assunto: PROJETO PAISAGÍSTICO PARA VIAS RURAIS Código: Unidade Emissora: RT.01. crescimento lento.

SUCUPIRA DO CERRADO NOME CIENTÍFICO : Bowdichia Virgilióides FAMÍLIA: Leguminosa Também conhecida como sucupira preta. Flores amarelo pálido que aparecem entre julho e agosto. Folhas longopecioladas.28 DG/GNT Folhas compostas de cinco folíolos. não só pela grande rusticidade que apresenta. 9. com casca grossa. com tronco nodoso e casca esbranquiçada. Perde suas folhas no inverno e suas flores roxo-escuras brotam algumas vezes quase em ramos.6.01. é um vegetal de porte baixo e crescimento lento. Floresce de fevereiro a março. Sua floração é entre agosto e setembro.4. de bonito porte com 5 a 6 metros de altura. 9. compostas por cinco folíolos digitiformes. Folhas Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 24/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 . por ser árvore de solo pobre e arenoso. caindo no inverno. Pode ser plantada isolada. 9. que deve ter especial atenção para arborização rodoviária. em zona de cerrado. época que a vegetação do cerrado está praticamente seca. É ideal para arborização das vias rurais em zona de cerrado. sendo uma planta essencialmente ornamental devido o seu porte gracioso e a grande duração das flores. mas também pela precocidade de floração (3º ano de idade) e beleza da árvore durante o inverno.3. É um vegetal. QUARESMEIRA NOME CIENTÍFICO: Tibouchina Sellowiana FAMÍLIA: Melastomáceas Arbusto ou pequena árvore com vastas folhagens verde-escuro e flores abundantíssimas roxo-escuras.ATO NORMATIVO DEPARTAMENTO DE VIAS RURAISDE RODAGEM DO ESTADO DE MINAS GERAIS Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Sistema: PROJETO E OBRAS Assunto: PROJETO PAISAGÍSTICO PARA VIAS RURAIS Código: Unidade Emissora: RT. 9. Por ser uma árvore frágil ao vento deverá ser plantada em grupos ou maciços.5. ANGICO DO CERRADO NOME CIENTÍFICO: Piptadenia Macrocarpa FAMÍLIA : Leguminosa Árvore contorcida. em grupos ou maciços. Pode ser plantada em grupos ou isoladas. IPÊ DO CERRADO NOME CIENTÍFICO: Tecoma Araliacea FAMÍLIA: Bignoniáceas Árvore de porte médio.

ATO NORMATIVO DEPARTAMENTO DE VIAS RURAISDE RODAGEM DO ESTADO DE MINAS GERAIS Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Sistema: PROJETO E OBRAS Assunto: PROJETO PAISAGÍSTICO PARA VIAS RURAIS Código: Unidade Emissora: RT.9.10. reunidas em cachos duros. Floração de dezembro a janeiro. Esta espécie Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 25/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 . muito apropriada à arborização. JATOBÁ NOME CIENTÍFICO: Hymenaea Silbocarpa FAMÍLIA: Leguminosa Árvore de grande porte. indicada para terreno de cerrado. aromáticas e alvas. esbranquiçadas. ideal para caramanchões. flores em cachos cônicos. como indicadores de terra de qualidade inferior. através da delicadeza de sua folhagem e das inúmeras flores. É recomendada a plantação em grupo maciço ou isolada. A Bougainvillea é uma planta muito decorativa. ultrapassando os 30 (trinta) metros de altura. É uma árvore indígena. Floração no mês de agosto e setembro. apresentando os ramos inclinados. PINHEIRO DO PARANÁ NOME CIENTÍFICO: Araucaria Angustifolia FAMÍLIA: Araucaricáceas Árvore de grande porte. PRIMAVERA NOME CIENTÍFICO: Bougainvillea Glabra FAMÍLIA: Nictagináceas Vegetal de porte variado. 9. As folhas são roxas. 9. 9. pendentes.28 DG/GNT recompostas com vários pares de folíolos. Flores pequenas. A floração é entre outubro e dezembro. que aparecem entre setembro a novembro. folhas escamosas.8. 9. própria para arborização. Quando plantada em grandes maciços alternados na faixa de domínio pode embelezar muito a paisagem. flores terminais de cor amarelada.01. elípticas e com ápice acuminado. valorizando o sítio onde vegeta. Os angicos são tidos no interior. folhas duplopinadas. Flores reunidas em cachos axilares e terminais. atingindo mais de 20 (vinte) metros de altura. SIBIPIRUNA NOME CIENTÍFICO: Caesalpina Peltophoroides FAMÍLIA: Leguminosa Árvore de porte regular.7. Comum na região de Barbacena e Serra da Mantiqueira.

É uma ótima espécie para plantio. Necessita de muito sol. As sementes podem ser semeadas diretamente em covas na margem da estrada. compostas de numerosos de folíolos ovais. Deverá ser usada em seu verdadeiro habitat.11. As sementes são de fácil germinação se forem semeadas logo após a colheita dos frutos.Leguminosa Árvore de grande porte. As flores são avermelhadas e abundantes aparecendo em agosto. porque seu sistema radicular é muito vigoroso e se espalha por uma grande área.ATO NORMATIVO DEPARTAMENTO DE VIAS RURAISDE RODAGEM DO ESTADO DE MINAS GERAIS Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Sistema: PROJETO E OBRAS Assunto: PROJETO PAISAGÍSTICO PARA VIAS RURAIS Código: Unidade Emissora: RT. prejudicando calçadas e muros de arrimo. Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 26/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 . formando grande cachos com belo efeito ornamental. de pelo menos 10 (dez) metros.12. na cor amarela.01. 9. tronco reto e galhos irregularmente dispostos.28 DG/GNT prefere terreno alto e deverá ser plantada com afastamento de uma árvore a outra. Recomenda-se a plantação em grupos. produzindo esplêndida sombra. É vegetal de clima quente. Pode ser plantada isolada ou em pequenos grupos. podendo ser semeada diretamente no local escolhido. flores em cachos com até 20 cm de comprimento.14. 9. 9. formando assim uma copada irregular.13. com ampla ramificação. CHUVA DE OURO NOME CIENTÍFICO: Cassia Ferrugina FAMÍLIA: Leguminosa Árvore de porte médio. 9. silhueta irregular. SUINÃ NOME CIENTÍFICO: Erythrina Falcata FAMÍLIA: Leguminosa É uma árvore de grande porte. GUAPURUVU NOME CIENTÍFICO: Schyzolobium parahyba FAMÍLIA – Leguminosa Árvore de grande porte e crescimento rápido. FLAMBOYANT NOME CIENTÍFICO: Poinciana Régia FAMÍLIA . também conhecimento com Fava Divina. Flores vermelhas ou amareladas. que é o Leste Sul do Estado de Minas. mas sempre afastada de obras de arte. com folhas grandes.

Suas folhas caem no inverno. 9. grande. A plantação pode ser feita através de mudas (viveiros) ou através de sementes. comum na mata Atlântica. repentinamente. lançando as sementes a uma grande distância. muito ornamental quando florida. pois apresenta capulhos de paina branca esvoaçantes e bem visíveis à distância.01. O Guapuruvu é mais belo quando cresce isolado. alcançando grande altura e ampla copa. e menos em solo de segunda categoria.28 DG/GNT Sua folha é dupla. Flores grandes. de crescimento rápido. mas em compensação o seu aspecto se torna muito ornamental. Esta árvore é encontrada em todo o Estado. PAINEIRA NOME CIENTÍFICO: Chorisia Speciosa FAMÍLIA: Bombacáceas Árvore de grande porte. Pode ser plantada nas proximidades dos bueiros e saias de aterros. podendo ser plantado em grupos. UNHA DE VACA NOME CIENTÍFICO: Bauhinia Forticata FAMÍLIA: Leguminosa Arbusto ou árvore pequena. 9. de cor rosa. com flores amarelas e reunidas em panículas axilares. 9. com folhas bilobadas. com vagem que se abre quando madura. devendo ser utilizada nos trechos de serra. É uma espécie bastante rústica e a plantação deverá ser feita em pequenos grupos maciços.16. por isso deve ficar em local protegido de vento forte. AROEIRA NOME CIENTÍFICO: Astronium Fraxinifolium FAMÍLIA: Anacadiaceas Árvore de porte médio.15. semelha ao pé de boi. Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 27/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 . brancas e perfumadas.17. Flores grandes e vistosas. 3/6 pares de folículos e um terminal. Pode ser multiplicado pela semeadura direta no local definitivo. Folhas compostas. Flores alvacentes e reunidas em panículas auxiliares. aparecem entre fevereiro e abril. onde geralmente é mais encontrada. crescendo mais em solo fértil. Floresce de setembro a novembro.ATO NORMATIVO DEPARTAMENTO DE VIAS RURAISDE RODAGEM DO ESTADO DE MINAS GERAIS Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Sistema: PROJETO E OBRAS Assunto: PROJETO PAISAGÍSTICO PARA VIAS RURAIS Código: Unidade Emissora: RT. É espécie de constituição frágil. É uma ótima planta para ornamentação.

X.01. se constitui num verdadeiro celeiro às aves canoras. Tem folhas grandes.19. como está sempre frutificada.. Deve ser plantada em grupos. bem copada. EMBIRUÇU DO CERRADO NOME CIENTÍFICO: Bombax Gracilipes FAMÍLIA: Bombacáceas Árvore de porte mediano. A madeira dessas figueiras. A copa é ampla e ramosa. esbranquiçadas. FIGUEIRA NOME CIENTÍFICO: Ficus Pohliana FAMÍLIA: Moráceas Código: Unidade Emissora: RT. Suas flores são grandes. revogando as disposições em contrário.28 DG/GNT Árvore de grande porte. aproveitada para fazer cochos. esbranquiçadas. mas também pela silhueta tortuosa. Esta árvore tem grande poder de fixação ao solo devido ao seu vasto sistema radicular e. com tronco revestido espessamente por cortiça.ATO NORMATIVO DEPARTAMENTO DE VIAS RURAISDE RODAGEM DO ESTADO DE MINAS GERAIS Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Sistema: PROJETO E OBRAS Assunto: PROJETO PAISAGÍSTICO PARA VIAS RURAIS 9. em geral apodrece rapidamente. palmadas. sendo avermelhadas no início da brotação. não só pela multiplicação fácil. Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 28/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 . É uma excelente árvore para arborização nas zonas de cerrado. tortuosa. lisas e brilhantes. 9. ovais.18. podendo atingir dimensões gigantescas. VIGÊNCIA Esta Recomendação entra em vigor em 28/10/2005. Suas folhas caem no inverno e sua brotação nos meses primaveris constitui um belo espetáculo da natureza. sendo as flores grandes. sendo mesmo assim. e gamelas.

ATO NORMATIVO Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Assunto: ANEXOS Código: RT – 01. Plantio em Linha F IG U R A 1 Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 29/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 .28.

Plantio em Curva F IG U R A 2 C o r te s n a v e g e ta ç ã o e x is te n te s ã o v á lid o s q u a n d o d e s tin a d o s a r e v e l a r p a is a g e n s d e o u tr o m o d o e s c o n d id a s F IG U R A 3 Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 30/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 .ATO NORMATIVO Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Assunto: ANEXOS Código: RT – 01.28.

28. Plantio em Curva CORTE F IG U R A 4 C o r te s n a v e g e ta ç ã o e x is te n te s ã o v á lid o s q u a n d o d e s tin a d o s a re v e la r p a is a g e n s d e o u tro m o d o e s c o n d id a s P E R F IL F IG U R A 5 Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 31/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 .ATO NORMATIVO Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Assunto: ANEXOS Código: RT – 01.

ATO NORMATIVO Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Assunto: ANEXOS Código: RT – 01.28. Curvas à Direita à Esquerda F IG U R A 6 Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 32/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 .

28.ATO NORMATIVO Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Assunto: ANEXOS Código: RT – 01. Plantio Próximo à Ponte 45º F IG U R A 7 Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 33/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 .

28. Barreira Natural F IG U R A 8 Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 34/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 .ATO NORMATIVO Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Assunto: ANEXOS Código: RT – 01.

28. Realce das Placas de Sinalização PLACA PLA CA F IG U R A 9 Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 35/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 .ATO NORMATIVO Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Assunto: ANEXOS Código: RT – 01.

ATO NORMATIVO Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Assunto: ANEXOS Código: RT – 01.28. Trechos em Tangente F IG U R A 1 0 Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 36/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 .

Curvas Verticais C O T A M Á X IM A Técnicas de Plantio F IG U R A 11 Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 37/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 .28.ATO NORMATIVO Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Assunto: ANEXOS Código: RT – 01.

s o lo T e r ra v e g e ta l o u c a m a d a a rá v e l F IG U R A 1 2 F IG U R A 1 3 S u p o r te o u tu to r A m a r r ilh o C o n c a v id a d e p a ra á g u a A n e l d e te rr a B A P a lh a B A s r a í z e s f ic a m l iv r e n a s c o v a s P r o t e ç ã o a o s o l. a o v e n to e a á g u a S u b .s o lo A F IG U R A 1 5 C am ada de te r ra v e g e ta l F IG U R A 1 4 Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 38/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 . Técnicas de Plantio P r e e n c h im e n t o T e r m in a r c o m "B " e m s e g u n d o lu g a r E n c h e r c o m "A " e m p r im e ir o l u g a r Tam anho usual das covas 90 cm 60 cm A rb u s to s d e 60 X 60 X 60 cm A Solo 60 cm Á rv o re s d e 90 X 90 X 90 cm 90 cm D in a m it a r o t e r r e n o s e f o r m u it o c o m p a c to B S u b .ATO NORMATIVO Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Assunto: ANEXOS Código: RT – 01.28.

Os galhos verticilados "D" devem ser suprimidos.ATO NORMATIVO Denominação do Ato: RECOMENDAÇÃO TÉCNICA Assunto: ANEXOS Código: RT – 01. Poda de Árvores d C h D Limite da poda A t N M N B A poda do galho "A" é praticada no ponto "M". Num ano. FIGURA 16 Direção do Ramo 45° Ôlho ou Gema O corte " E " deve ser feito em forma de bisel Árvore depois de podada A B Corte certo E Corte errado FIGURA 18 FIGURA 17 Assinatura das Autoridades Engª Selma Schwab Coordenadora do GNT 39/39 Engº Nelson de Andrade Reis Vice-Diretor Geral 07/11/07 . um em cada poda. deve ser feito o corte em "d". sendo o corte feito junto ao tronco. para remoção de galhos velhos. O galho "C" deve ser retirado por partes para melhor ventilação da copa. Nas mesmas condições se encontra o galho "B".28. Caso este corte fosse feito no ponto "N" restaria um toco "t" que seria prejudicial e antiestético. e noutro ano em "h".

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