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Idade Média-

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06/15/2012

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O que significa viver na Europa da Idade Média?

476
Queda do Império Romano do Ocidente

Ano 1000

… 1492
Ano do descobrimento da América e da expulsão dos mouros da Espanha

O período da história humana ocidental conhecido como Idade Média compreende, numa metodologia cronológica didática, da queda do Império Romano do Ocidente à Renascença. É um período de mais de 1000 anos em que se consolidaram muitos elementos da atual cultura ocidental.
A terminologia Medium Tempus (Idade Média) foi cunhada no século XIV por Petrarca e outros humanistas italianos e, posteriormente, a partir do século XVI, desenvolveu-se mais amplamente entre intelectuais alemães e franceses para designar um período que constituiria uma idade intermediária entre a Antiguidade e o futuro que estava à porta, a Renascença. Claramente, apesar de já muito difundido e constantemente utilizado, o termo Idade Média carrega em si uma dose de preconceito e desconhecimento perante um magnífico período da história da humanidade.
(Eco, 2011)

alta Idade Média
a imprecisão das fronteiras . da queda do Império Romano ao ano 1000
1ªvaga de invasores séc. V

Hunos

alta Idade Média assiste a uma geografia política diversificada
Formação dos Reinos Bárbaros A Europa Cristã - Impérios . Reinos . Senhorios .

Comunas

Por volta do ano 1000, numa situação já consolidada no respeitante ao Sacro Império Romano, a Europa atravessa um período caraterizado por uma série de agressões violentas provenientes em particular :
-da expansão dos povos escandinavos no Norte -do vigor das incursões dos húngaros no Leste - e da pressão muçulmana no Sul
A Europa do ano 1000

2ªvaga de invasores séc. VIII a X

a Idade Média de transição
período do chamado renascimento depois do ano 1000
Nos séculos XI a XIII, o cristianismo na Europa ocidental foi marcado por um zelo religioso que se manifestou em termos de participação em movimentos de cruzadas e reformas
Sobre a bandeira da Igreja Romana muitos cristãos lutaram por motivos religiosos contra muçulmanos e hereges, enquanto movimentos de reformas eram ensaiados através das ordens monásticas e dos cristãos leigos (que não faziam parte do clero). Embora fosse um período de ardor espiritual, as Escrituras estavam distantes dos cristãos e o poder por trás do trono papal não parava de aumentar.

Apesar dos cruzados terem interesses económicos ou políticos, o motivo primeiro das Cruzadas era religioso.

Durante os anos de 1095-1291 d.C. os cristãos da Europa Ocidental realizaram diversas cruzadas contra os muçulmanos na Palestina.
Na Península Ibérica uma reconquista lenta (722-1492) começou sobre os territórios governados pelos muçulmanos que eram urbanizados e com um nível intelectual elevados.

uma nova conjuntura económica de “expansão”
Fim das guerras - a partir do século X, das grandes invasões e do clima de insegurança, violência e instabilidade por elas provocado; - após o século XI, das guerras “privadas” e das guerras internas, através da institucionalização progressiva da “Paz de Deus”
Fim dos terrores e dos medos - com o passar do ano 1000 diminuiu o pânico provocado pelo mito do fim do mundo que atormentou o espírito dos Homens da Idade Média Melhoria climática - A existência de uma lenta, mas notória melhoria climática que se teria iniciado já em meados do século VIII Lento aumento demográfico -até ao século XIII mantem-se o “ciclo demográfico antigo” ainda que a partir do século XI e XII se verifique uma lenta acumulação demográfica que continua à mercê de epidemias, más colheitas, guerras ocasionais mas que leva ao ressurgimento urbano

Formação de uma elite consumidora - a elite aristocrática que finda as guerras, tendia irresistivelmente a utilizar o seu poder sobre a terra e sobre as pessoas para aumentar os seus gastos, fornecendo estímulos ao progresso
Progressos técnicos - ainda que com um carácter rudimentar e sobretudo rural

baixa Idade Média . conjuntura de crise
Época da crise do século XIV e ao mesmo tempo época gloriosa em que Dante conclui a Divina Comédia (Inferno, Purgatório e Paraíso), Petraca e Boccaccio escrevem e floresce o humanismo florentino da Renascença…
… viu também a explosão demográfica da população.
Na Itália Central e do Norte e na Flandres o aparecimento de cidades – comunas - marcou o processo de reurbanização na Europa Ocidental. Uma consequência foi que o mundo literário latino ganhou acesso a bibliotecas que incluíam literatura clássica e filosofia. Através das traduções dessa bibliotecas abriu-se espaço para a filosofia de Aristóteles. Apareceram as primeiras universidades nas maiores cidades europeias desde 1080, trazendo uma nova e interessante forma de olhar o mundo. A literacia começou a crescer, e deram-se os maiores avanços na arte, escultura, música e arquitetura. Grandes catedrais foram construídas através da Europa, primeiro em estilo românico, e mais tarde o gótico.

Politicamente, o final da Idade Média foi tipificado pelo declínio do poder feudal e a sua substituição de uma forte realeza baseada no conceito nações-estado. Esta consolidação não diminuiu a frequência da guerra, o final da Idade Média voltou a acender muitos conflitos tais como a Guerra dos Cem Anos entre a França e a Inglaterra. A participação nestas guerras enfraqueceu os reinos cristãos do leste nas suas confrontações contra a expansão do mundo islâmico.

De facto durante este período o Império Bizantino estava em declínio, tendo pouca influência . Após a Batalha de Manzikert(1071), o ex-império estava reduzido a uma concha; sobreviveu até 1453.
O Reino Cristão estava também dividido neste período, durante o século XIV. Este século turbulento viu o Papado de Avignon de 1305-1378, também chamado "Cativeiro na Babilónia", e Cisma do Ocidente de 1378-1418. Dessas divisões resultou a lealdade para com as igrejas regionais ou nacionais. Os Luteranos separar-se-ão de Roma em 1517, e a subsequente divisão entre Catolicismo e Protestantismo por volta de 1500 assinalaram o fim da velha ordem.

Entretanto, o comércio crescia através da Europa e o perigo das viagens tinha reduzido, e a economia acompanhava este crescimento. Este período viu a formação da Liga Hanseática e outras instituições de comércio e financeiras que operavam através da Europa Ocidental.

O final da Idade Média foi testemunho do declínio económico que começou com o primeiro período de inflação que se tinha controlado desde o século XI. O próprio clima modificou-se, depois de um longo Período Medieval Quente, deu-se a Pequena Idade do Gelo.
Final da Idade Média regista acontecimentos como : -a Grande Fome de 1315-1317 -a Peste Negra de 1348 -e manifestações populares, particularmente no ocidente
Na Peste Negra, a Europa Ocidental perdeu cerca de 1/3 em algumas áreas mais de 50% da sua população devido a esta doença. Historiadores de economia como é o caso de Fernand Braudel conclui que a Peste Negra começou durante a recessão da economia europeia que estava em marcha desde o início de século, o que só piorou as condições de vida das populações. Como consequência , deram-se mudanças a nível social e económico durante os séculos XIV e XV. Na Europa Ocidental, o baixo preço da força de trabalho providenciou um incentivo para competir por camponeses, uma inovação que alguns argumentam, representar : - as raízes do capitalismo; -o resultado para a Renascença e para a Reforma religiosa, a criatividade social , económica; -e respostas tecnológicas que assinalaram o fim da velha ordem medieval e o começo do Período Moderno.

O que significa viver na Europa da Idade Média?
1. É durante o período medieval que se estabelece: a complexa fusão de valores culturais romanos e germânicos, onde o papel da Igreja permite a segunda romanidade da Europa pela sacralização das instituições e comportamentos – Cristianização dos reinos bárbaros

2. É necessário reconhecer ainda que, mesmo no interior desse período, se produziram mudanças nas vivências . Devemos pois tratar a história da Idade Média na convicção de ter havido muitas “idades médias” (Eco, 2011) 3. Ao mesmo tempo, este é o período que vive a consolidação da feudalidade (em torno do feudo, homenagem, relações feudo-vassálicas e dependências servis); a formação e esplendor do Império Bizantino; a expansão dos árabes e o surgimento das primeiras universidades; o estilo românico, e mais tarde o gótico; conjunturas de recessão, prosperidade e de crise, como o foi a crise do século XIV.

O que significa viver na Europa da Idade Média?
Quase tudo o que caraterizou esta época nos planos moral, social, intelectual e artístico culmina ou tem a sua correspondência quer:

- nos monumentos de pedra que testemunham a sua grandeza; - na aventura em que se exprimiram a sua fé e a sua esperança, a sua ânsia de viver e a sua impaciência perante os limites.

De 1050 a 1350, notam-se diferenças profundas. A Cristandade do Ocidente começa por tomar consciência dos esforços realizados pelos seus predecessores imediatos. Depois, vem o florescimento do século XII, sólido, simples e forte. E, no século XIII, atinge-se o cume, com a construção das catedrais, a Suma de Santo Tomás de Aquino e o triunfo do Papado. Depois disso, ir-se-ão delineando as linhas de menor resistência, que serão, no futuro próximo, as linhas de rutura

Europa medieval
tempo de: - copistas e iluminuras - Livros de Horas, Cavalaria,… e marcada por duas das suas grandes realizações: - a Catedral e a Cruzada.

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