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DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM NO PROCESSO DE AQUISIÇÃO DA LEITURA E ESCRITA Jacqueline de Castro Murad LIMA1
Resumo: O presente artigo tem a finalidade de apresentar questões referentes ao tema Dificuldade de Aprendizagem na Leitura e Escrita, conceituar Dificuldade de Aprendizagem, esclarecer a Dificuldade de Aprendizagem no processo de aquisição da Leitura e da Escrita, explicitar as causas das Dificuldades de Aprendizagem e principalmente esclarecer qual deve ser a postura docente diante dos alunos que apresentam Dificuldades de Aprendizagem e quais as intervenções adequadas a serem adotadas. Palavras-chave: Dificuldade de Aprendizagem; Causas das D.A.; Papel do docente diante das D.A.

Introdução Afinal, porque alguns alunos não aprendem? O que o professor deve fazer para ajudar estes alunos? Estas são questões bastante complexas que intrigam e inquietam grande parte dos docentes. As Dificuldades de Aprendizagem (D.A.), como o próprio nome já diz, referem-se às dificuldades apresentadas por alguns alunos de assimilar conhecimentos acarretando deste modo, déficits de aprendizagem. É muito comum encontrarmos docentes inseguros e aflitos ao depararem-se com alunos portadores de D.A., sendo assim, este foi o principal motivo pelo qual optamos por buscar ampliar conhecimentos na área, objetivando compreender melhor as Dificuldades de Aprendizagem na Leitura e na Escrita, visando intervenções adequadas que propiciarão o melhor desenvolvimento dos alunos portadores de D.A. Para conceituar Leitura e Escrita, foram utilizados os estudiosos: FERREIRO (1992) e CAGLIARI (1995). Para conceituar Dificuldade de Aprendizagem; Dificuldade de Aprendizagem no processo de aquisição da Leitura e Escrita e Etiologia das Dificuldades de
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Aluna do terceiro ano do Curso Normal Superior do Centro de Ensino Superior de Tupi Paulista – CESTUPI.

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Aprendizagem, foram consultados os autores SMITH (2001); COELHO (1991) e MORAIS (2002). Ainda como embasamento teórico para o Papel do professor diante das D.A. na Leitura e Escrita, contamos mais uma vez com os teóricos acima citados e com CURY (2003).

Definição de Leitura e Escrita Definir leitura e escrita não consiste em tarefa fácil, pois ao contrário do que possa parecer, estas são áreas complexas e abrangentes. São vários os sentidos que podem ser atribuídos às idéias de leitura e escrita, podendo estes, serem restritos ou amplos. Em termos escolares, tanto a leitura quanto a escrita estão diretamente vinculadas a alfabetização, adquirindo deste modo caráter de aprendizagem formal. No sentido restrito, são encontradas definições simplistas tais como: Leitura – Ato de percorrer os olhos (visão) sobre algo que está escrito, decifrando e interpretando as palavras e o sentido do texto, ou aquisição da decodificação e interpretação dos símbolos alfabéticos e dos textos. Escrita – Ato de representar através de sinais gráficos (letras) palavras e idéias, ou domínio da função simbólica convencional. No entanto, pesquisadores de renome tais como Emília Ferreiro, Ana Teberoski, Luiz Carlos Cagliari, entre outros, já provaram através de pesquisas e estudos a complexidade que envolve ambos os processos.
(...) eu digo escrita entendendo que não falo somente de produção de marcas gráficas por parte das crianças; também falo de interpretação dessas marcas gráficas. (...) algo que também supõe conhecimento acerca deste objeto tão complexo – a língua escrita –, que se apresenta em uma multiplicidade de usos sociais (FERREIRO, 1992, p. 79).

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Para a autora, a escrita é um processo de construção e reconstrução de um saber construído, e neste processo a criança elabora hipóteses sobre a escrita, que vão sendo problematizadas, caminhando assim para a alfabetização formal. A leitura, tanto quanto a escrita, consiste em atividade bastante intricada. “Ler é uma atividade extremamente complexa e envolve problemas não só semânticos, culturais, ideológicos, filosóficos, mas até fonéticos” (CAGLIARI, 1995, p. 149). É de grande importância ressaltar que leitura e escrita são atividades fundamentais para o desenvolvimento e formação de qualquer indivíduo, pois dentro e fora da escola e por toda vida, o domínio ou não de ambas facilitará ou não o crescimento intelectual.
Tudo o que se ensina na escola está diretamente ligado à leitura e depende dela para se manter e se desenvolver. A leitura é a realização do objetivo da escrita. Quem escreve, escreve para ser lido. O objetivo da escrita, (...) é a leitura (Ibidem).

Sendo assim, é notória a importância tanto da escrita quanto da leitura no desenvolvimento intelectual do ser humano. Conceito de Dificuldade de Aprendizagem Apesar de serem encontradas terminologias diferenciadas dependendo do autor consultado, sendo comum depararmo-nos com termos tais como Distúrbios de Aprendizagem; Problemas de Aprendizagem; Deficiência na Aprendizagem e Dificuldade de Aprendizagem adotaremos, no presente artigo, o termo Dificuldade de Aprendizagem entendendo abranger os demais. Segundo Smith (2001), Dificuldades de Aprendizagem (D.A.) são “problemas neurológicos que afetam a capacidade do cérebro para entender, recordar ou comunicar informações”.

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Muitas vezes o termo Dificuldades de Aprendizagem é utilizado de forma inadequada, por motivo de pouco conhecimento sobre o assunto. Este tem sido bastante estudado, mas as informações obtidas penetram no âmbito educacional de forma lenta.
(...) dificuldades de aprendizagem refere-se não a um único distúrbio, mas a uma ampla gama de problemas que podem afetar qualquer área do desempenho acadêmico. Raramente, elas podem ser atribuídas a uma única causa: muitos aspectos diferentes podem prejudicar o funcionamento cerebral, e os problemas psicológicos destas crianças freqüentemente são complicados, até certo ponto por seus ambientes domésticos e escolares (SMITH, 2001, p. 15).

Na maioria dos casos de D.A., observa-se também comportamentos diferenciados tais como: hiperatividade; fraco alcance de atenção; dificuldade para seguir instruções; imaturidade social; dificuldade com a conversação; inflexibilidade; fraco planejamento e habilidades organizacionais; distração; falta de destreza e falta de controle dos impulsos. Esses comportamentos são causados pelas mesmas condições neurológicas que originam as D.A. As Dificuldades de Aprendizagem “referem-se às situações difíceis enfrentadas pela criança normal e pela criança com desvio do quadro normal, mas com expectativa de aprendizagem a longo prazo (alunos multirrepetentes)” (COELHO, 1991, p. 23). Em resumo, as D.A. consistem em problemas acadêmicos que alguns alunos enfrentam, resultando no não acompanhamento regular do processo escolar.

A Dificuldade de Aprendizagem no processo de aquisição da Leitura e Escrita De acordo com Coelho (1991), as D.A. no processo de aquisição da leitura podem ser divididas em quatro categorias: Dificuldade na leitura oral: Devido a percepção visual e ou auditiva alterada, a criança recebe informações cerebrais distorcidas e freqüentemente confunde, troca, acrescenta ou omite letras e palavras.

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Dificuldade na leitura silenciosa: Devido a distorção visual a criança apresenta lentidão e dispersão na leitura, perdendo-se no texto e repetindo palavras ou mesmo frases e linhas inteiras. Dificuldade na compreensão da leitura: Devido a deficiência de vocabulário e a pouca habilidade reflexiva, a criança apresenta sérios obstáculos em entender o que está escrito. Dislexia: dificuldade com a identificação dos símbolos gráficos desde o início da alfabetização, acarretando fracassos futuros na leitura e escrita. Quanto à dificuldade de aprendizagem no processo de aquisição da escrita, encontramos a disgrafia; a disortografia e os erros de formulação e sintaxe. Disgrafia: Falta de habilidade motora para transpor através da escrita o que captou no plano visual ou mental, a criança apresenta lentidão no traçado e letras ilegíveis. Disortografia: Incapacidade para transcrever corretamente a linguagem oral; caracteriza-se pelas trocas ortográficas e confusões com as letras. Erros de formulação e sintaxe: Apesar de ler fluentemente, apresentar oralidade perfeita, copiar e compreender textos, a criança apresenta grande dificuldade para elaborar sua própria escrita. Geralmente omite palavras, ordena confusamente as palavras, usa incorretamente verbos e pronomes e utiliza a pontuação de forma inadequada.

Etiologia das Dificuldades de Aprendizagem As causas das D.A. são fundadas em fatores biológicos, sendo que estes podem ser divididos em quatro categorias, conforme Smith (2001):

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Lesão cerebral: Qualquer dano causado ao cérebro durante a gestação, parto ou pós-parto, através de acidentes, hemorragias, tumores, meningite, exposição a substâncias químicas entre outros. Alterações no desenvolvimento cerebral: Perturbação ocorrida em qualquer ponto do processo contínuo de ativação neural, ocasionando o não desenvolvimento normal de alguma parte do cérebro. Podemos citar como exemplo a dislexia, que consiste em sérias dificuldades de leitura e, conseqüentemente, de escrita, apesar da criança apresentar nível normal de inteligência. Geralmente a dislexia apresenta-se associada a outros distúrbios como dificuldade de memorização. Desequilíbrios neuroquímicos: Dissonância entre os neurotransmissores

(mensageiros químicos), causando a má comunicação entre as células cerebrais, acarretando prejuízo à capacidade de funcionamento do cérebro. Hereditariedade: Herança genética, ou seja, transmissão de caracteres biológicos aos descendentes. No entanto, seja qual for o fator biológico contribuinte para a D.A., o ambiente mostra-se como fator decisivo, podendo facilitar ou complicar o quadro do portador da mesma. “Embora supostamente as dificuldades de aprendizagem tenham uma base biológica, com freqüência é o ambiente da criança que determina a gravidade do impacto da dificuldade” (SMITH, 2001, p. 20). O ambiente escolar, familiar e social exerce influência direta não só no comportamento das crianças como também em suas atitudes e posturas diante dos problemas.“As condições em casa e na escola, na verdade, podem fazer a diferença entre uma leve deficiência e um problema verdadeiramente incapacitante” (Ibidem, p. 30).
(...) a modificação no ambiente pode fazer uma diferença impressionante no progresso educacional de uma criança. (...) embora as dificuldades de aprendizagem sejam consideradas condições permanentes, elas podem ser drasticamente melhoradas, fazendo-se mudanças em casa e no programa educacional da criança (Ibidem, p. 21).

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É importante ressaltar ainda como causa das D.A., a ausência de estímulos das habilidades básicas necessárias à alfabetização, os métodos de ensino inadequados, problemas emocionais, falta de maturidade para aprender a ler e escrever. Segundo Morais (2002), para que se aprenda a ler e escrever, são necessárias habilidades ou pré-requisitos, que devem ser trabalhados no período pré-escolar, o que muitas vezes não acontece adequadamente. Quanto aos métodos, o autor salienta os diversos tipos, suas vantagens e desvantagens e conclui que:
(...) o ideal é que quando se percebe que as dificuldades de aprendizagem que a criança apresenta são oriundas ou ampliadas por um método de ensino que não está adaptado à criança, propõe-se uma mudança metodológica para facilitar o processo de aprendizagem (Ibidem, p. 75).

Ao abordar os fatores emocionais, o autor deixa clara a dificuldade de se estabelecer com precisão, quando o transtorno emocional precede as D.A., ou quando é a própria causa das mesmas. “Para se chegar a esta conclusão, é necessário um estudo detalhado da personalidade da criança e de seu comportamento, assim como da dinâmica familiar e social, na qual ela se encontra inserida” (MORAIS, 2002, p. 87). A maturidade para aprender a ler e escrever significa estar pronto para tal tarefa, e estar pronto abrange fatores fisiológicos, ambientais, emocionais e intelectuais e isto não ocorre ao mesmo tempo para todas as crianças, ou seja, a mesma idade cronológica não garante a maturidade geral.
Iniciar a alfabetização sem dados concretos sobre a maturidade, ou antes, que a criança esteja pronta e preparada para tal, é incorrer num grande risco, pois poderá acarretar dificuldades intransponíveis logo no início do processo de aprendizagem (Ibidem, p. 78).

Devido à complexidade causal das D.A., muitas vezes sendo resultado da combinação de vários fatores, fica clara a dificuldade de diagnóstico certeiro.
(...) deve ficar claro que a aprendizagem da leitura e da escrita é um processo complexo que envolve vários sistemas e habilidades (lingüísticas, perceptuais, motoras, cognitivas) e, não se pode esperar, portanto, que um determinado fator seja o único responsável pela dificuldade para aprender (Ibidem, p. 31).

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O Papel do professor diante das Dificuldades de Aprendizagem Ser professor de alunos bons consiste em tarefa relativamente fácil, mas e quando o docente depara-se com alunos com D.A.? O que fazer? Como agir? Qual deve ser a postura e as atitudes diante de tal situação? O papel do professor no processo de aprendizagem é indiscutivelmente decisivo, suas atitudes, concepções e intervenções, serão fatores determinantes no sucesso ou fracasso escolar de seus alunos. Cabe ao professor duas tarefas básicas diante das D.A., o diagnóstico ou detecção seguida de intervenção adequada. No contato diário com os alunos, muito rapidamente o professor começa a perceber entre eles aqueles que apresentam dificuldades, a partir desta detecção a atitude correta deve ser o encaminhamento do aluno em questão a um psicopedagogo, que deverá avaliar as habilidades perceptivas, motoras, lingüísticas e cognitivas do mesmo e ainda os fatores emocionais e os próprios atos de ler e escrever. Após a avaliação psicopedagógica, será recomendado pelo profissional, o procedimento necessário (tanto ao professor como à família do aluno) para a superação das D.A. Em nível de intervenção, os princípios básicos são: respeito e estímulo, que envolvem a não utilização de comentários depreciativos; respeito ao ritmo da criança, não a envolvendo em situações de competição; não constrangê-la; não fazer comparações de nenhuma espécie e principalmente, conversar particularmente com o aluno sobre suas

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dificuldades, porque elas ocorrem, e sobre suas intenções em ajudá-lo; isto estabelecerá um clima sincero entre ambos, despertando confiança do aluno com relação ao professor. “Esta conversa (...) é de suma importância já que, permite que se estabeleça, entre o professor e o aluno, um clima aberto e sincero, no qual a criança se sente apoiada e tranqüila sobre as possíveis reações do professor frente às suas dificuldades” (MORAIS, 2002, p. 188). Os estímulos são imprescindíveis, pois funcionarão como massageadores da autoestima, que progressivamente levará o aluno a acreditar em si mesmo e na sua capacidade para superar as dificuldades. No entanto, o que se observa nas escolas públicas e, muitas vezes, também nas particulares, é a falta de preparo do corpo docente para lidar com as D.A. É necessário que seja oferecido aos professores (se não oferecido, buscado pelos mesmos), orientação adequada, para que estes possam ajudar de fato seus alunos portadores de D.A.
(...) instalar um setor de orientação educacional, psicológica e pedagógica nas escolas (...) seria de grande ajuda. Os professores seriam orientados na adequação do programa, na elaboração de métodos a serem aplicados e na forma ideal de atender as crianças que apresentam problemas de aprendizagem (COELHO, 1991, p. 25).

Ainda falando em nível de intervenções adequadas por parte dos docentes, vale destacar a questão dos “Métodos de Ensino” a serem utilizados. Muitos são os autores que têm se dedicado a pesquisar sobre o método mais eficaz para a aprendizagem da leitura e da escrita para as crianças ditas “normais” e para as crianças com D.A. No entanto, nenhum resultado foi categórico em apontar um ou outro como mais indicado. Algumas correntes defendem o método sintético, outras, o método analítico e outras ainda, o método analítico-sintético. Diante de tal discordância, podemos concluir que caberá ao docente a análise dos resultados obtidos com o método utilizado, e a possível substituição ou mesclagem de outro método, em busca de melhor rendimento de seus alunos.

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(...) quando se percebe que as dificuldades de aprendizagem são oriundas ou ampliadas por um método de ensino que não está adaptado à criança, propõe-se uma mudança metodológica para facilitar o processo da aprendizagem (JOHNSON e MYKLEBUST Apud MORAIS, 2002, p. 75).

Cury (2003), elenca sete hábitos dos professores fascinantes, sendo todos muito pertinentes, mas cabe especialmente neste contexto enfatizar um em particular: Professores fascinantes possuem sensibilidade, eles sempre sabem proteger a emoção nos focos de tensão, ou seja:
(...) não deixar que a agressividade e as atitudes impensadas dos seus alunos roubem sua tranqüilidade. Entende que os fracos excluem, os fortes acolhem, os fracos condenam, os fortes compreendem. Ele procura acolher seus alunos e compreendê-los, mesmo os mais difíceis [grifo nosso] (Ibidem, p. 65).

Ainda segundo o autor, “Detrás dos piores alunos há um mundo a ser descoberto e explorado” (Ibidem, p. 63). De maneira geral, podemos dizer que os pesquisadores aqui consultados mostram que as causas das D.A. são fundadas em fatores biológicos, e que o ambiente escolar, familiar e social influenciam positiva ou negativamente sobre as D.A.. Mostram também a importância dos métodos de ensino utilizados com os alunos portadores de D.A. e ainda o vital papel do docente quanto à detecção precoce e as intervenções adequadas.

Considerações finais Gostaríamos aqui de lembrar ao leitor as duas questões levantadas no início do nosso trabalho: • • Afinal porque alguns alunos não aprendem? O que o professor deve fazer para conseguir ajudar estes alunos?

Ao término deste breve estudo, que não tem, de modo algum, a pretensão de estar acabado, pois como já citamos anteriormente D.A. consiste em tema bastante complexo,

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sendo portanto, passível de maiores estudos e pesquisas. No entanto, encontramo-nos no momento, em melhores condições para falar sobre o assunto. Inúmeras são as possíveis causas das Dificuldades de Aprendizagem e inúmeras são as possibilidades de combinações entre as mesmas. Diante de tal complexidade, faz-se necessário a avaliação do portador de D.A. por um profissional da área, que indicará as intervenções adequadas a cada caso, tanto a nível escolar quando familiar. Ao professor caberá a detecção, o encaminhamento e, posteriormente, a aplicação das intervenções sugeridas pelo profissional competente e, acima de tudo, a sensibilidade e a luta diária em busca de minimizar progressivamente as dificuldades de aprendizagem.

Referências bibliográficas CAGLIARI, L. C. Alfabetização e Lingüística. 8. ed. São Paulo: Scipione, 1995. ______. Alfabetizando sem o Bá – Bé – Bi – Bó – Bu. São Paulo: Scipione, 1999. CURY, A. J. Pais brilhantes, Professores fascinantes. 6. ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2003. FERREIRO, E. Com todas as letras. Tradução de Maria Zilda da Cunha Lopes; retradução e cotejo de textos Sandra Trabucco Valenzuela. São Paulo: Cortez, 1992. JOSÉ, E. A. ; COELHO, M. T. Problemas de Aprendizagem. 3. ed. São Paulo: Ática, 1991. MORAIS, A. M. P. Distúrbios da Aprendizagem. Uma abordagem psicopedagógica. 9. ed. São Paulo: Edicon, 2002. SMITH, C. ; STRICK, L. Dificuldade de Aprendizagem de A a Z: Um guia completo para pais e educadores. Tradução de Dayse Batista. Porto Alegre: Artmed, 2001.

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