P. 1
Infecções hospitalares e riscos ocupacionais

Infecções hospitalares e riscos ocupacionais

|Views: 104|Likes:
para divulgação
para divulgação

More info:

Published by: Antonio Fernando Navarro on Jun 15, 2012
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PPT, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

02/27/2013

pdf

text

original

Condutas em Acidentes com Materias Biológicos

Márcia Borges Machado

XIV Congresso Brasileiro de Infectologia Pediátrica

27 a 30 de Abril de 2005

Fontes de contágio de doenças infecciosas no ambiente hospitalar


Sangue humano Secreções corporais Materiais pérfuro-cortantes contaminados

Risco de aquisição de infecções após exposição a materiais biológicos
 HIV: Risco de soroconversão:  exposição percutânea - 0,3%  exposição de pele e mucosas - menor que 0,09%

 HEPATITE B: Risco de transmissão de 1 a 37%  HEPATITE C: Risco de transmissão de 0 a 7%

Fatores de risco para exposição a materiais biológicos

Setores de risco
 

Unidades de terapia intensiva Serviços de urgência

Procedimentos de risco

Procedimentos invasivos Cirurgias de grande porte

Profissional X Risco

 Susceptível à infecção  Fonte de infecção

Medidas de Biossegurança

 Profilaxia pré-exposição

 Precauções na assistência

 Profilaxia pós-exposição

Precauções na assistência
 Precauções Padrão  Assistência a todos os pacientes

Não relacionadas ao diagnóstico do paciente Lavagem das mãos: Antes e após contato com qualquer paciente ou qualquer material biológico

Precauções na assistência
 Precauções Padrão
 Uso de luvas:

Risco de contato com sangue, secreções mucosas ou pele não integra
 Uso de capotes, máscaras, gorros e óculos para realização de procedimentos

Prevenção de acidentes com materiais pérfuro - cortantes

Máxima atenção durante realização de procedimentos Nunca reencapar agulhas Desprezar corretamente os materiais após o uso

Condutas após-exposição ocupacional a materiais biológicos
 Cuidados locais imediatos  Exames do paciente – fonte e do acidentado  Medidas de quimioprofilaxia: HIV, Hepatites  Acompanhamento sorológico:

 

MMWR 50, 2001
MMWR 45, 1996 Ministério da Saúde, 1999 e 2004

HIV e Hepatites

Cuidados locais imediatos após exposição a materiais biológicos
 Pele Lavar com água e sabão durante 5 minutos, secar e aplicar álcool a 70%  Mucosas Lavar abundantemente com água ou soro fisiológico durante 5 minutos

 Lesão pérfuro-cortante Deixar sangrar alguns segundos Lavar com água e sabão por 5 minutos

Aquisição ocupacional acidental de HIV
 OMS

 103 casos documentados de soroconversão  219 casos prováveis
 EUA

 56 casos documentados  49 relacionados a exposição a sangue
 46 relacionados a acidentes pérfuro-cortantes  22 enfermeiros, 16 técnicos de coleta, 6 médicos
 Soroconversão entre 2 e 6 semanas após acidente  MMWR 2001;50 (RR-11)  Ministério da Saúde; 2004

Fatores de risco associados à aquisição de HIV após exposição acidental
 Estudo caso-controle, retrospectivo - CDC  Fatores de risco  sangue visível na agulha  agulha retirada diretamente de veia ou artéria  lesão profunda  paciente terminal: carga viral elevada  ausência de profilaxia com AZT (proteção ≈ 81%)
MMWR 1995;44:92-9 NEJM 1997;337:1485

Exames laboratoriais após exposição a materiais biológicos
 Sorologias : Paciente – fonte  anti-HIV Elisa e Teste rápido  HbsAg  anti-HVC  Sorologias : Acidentado  anti-HIV Elisa, anti-HBs  Se anti-HBs negativo: HBsAg, anti-HBc  anti-HCV

Quimioprofilaxia após exposição ocupacional ao HIV
 1as recomendações: junho/1996  Uso de AZT, 3TC e/ou IDV
MMWR 1996:45:468-472

 Questões polêmicas:  Fonte com sorologia anti-HIV desconhecida  Paciente com HIV resistente  Drogas novas  Grávidas (Efavirenz contra-indicado)  Novas recomendações: junho/2001 e 2004  Considera exposição X Status para HIV
MMWR 2001;50(suppl RR-7) MS; 2004 /www.aids.gov.br

Quimioprofilaxia após exposição ocupacional ao HIV
• Início:  precoce - até 2 horas • Duração relacionada ao paciente fonte:  HIV negativo  Suspender medicação  HIV positivo  4 semanas  Fonte com estado viral desconhecido e de risco  4 semanas Redução soroconversão em 80%

Recomendações CDC-2001 e MS-2004
Determinar a Categoria de Exposição
Material = sangue, fluidos com sangue ou fluidos de risco

Sim
Exposição de mucosa ou pele lesada Exposição * de pele íntegra Exposição percutânea

Não
Sem PPE

Volume Pequeno (poucas gotas, curta duração)
CE 1

Sem PPE Menos grave (agulha sólida, arranhão)
CE 2

Gravidade
Mais grave (agulha oca, profundo, sg visível, proc vascular) CE 3

Grande (muitas gotas e/ou longa duração)
CE 2

Recomendações CDC-2001 e MS-2004
Determinar a Categoria de Status - HIV

Fonte de exposição
HIV negativo HIV positivo Status ou fonte desconhecida

Sem PPE

Exposição a títulos baixos baixos (assintomático, CD4 alto)

Exposição a títulos altos (AIDS avançado, HIV agudo, CV crescente, CD4 baixo)

HIV SC desconhecida

HIV SC 1

HIV SC 2

Recomendações CDC-2001 e MS-2004
Determinar o Esquema da Profilaxia CE
1 1 2 2 3
Desconhecido

HIV SC
1 2 1 2 1 ou 2

Recomendação
Profilaxia pode não ser desejada Considerar regime básico Recomendar regime básico Recomendar regime expandido Recomendar regime expandido Considerar epidemiologia e avaliar regime básico

 Regime básico: AZT (600 mg/dia) + 3TC (300mg/dia)  Regime expandido: básico + indinavir (2,4 g/dia) ou nelfinavir (2,25 g/dia)

Recomendações CDC-2001 e MS-2004
 Recomendar:  Após acidentes com pérfuro-cortantes  Injúria profunda  Agulha oca  Sangue visível  Paciente com alta viremia
 Oferecer:  Após acidentes em mucosas ou pele lesada  Com risco aumentado  Com sangue visível

Hepatite B Recomendações CDC-2001 e MS-2004
• Vacinação  Ideal Prevenção pré-exposição  Vacinação completa Nenhuma medida adicional  Não vacinado Iniciar vacinação e medidas específicas  Esquema incompleto de vacinação Completar esquema e medidas específicas

Hepatite B Recomendações CDC-2001 e MS-2004
Funcionário exposto Fonte HBsAg+ Fonte HBsAgIniciar vacinação Sem terapia Fonte desconhecida ou não testada Iniciar vacinação Sem terapia Se alto risco, tratar como HBsAg+

Não vacinado HBIG e iniciar vacinação Vacinado com Sem terapia resposta

Vacinado sem Reiniciar HBIG e reiniciar vacinação resposta vacinação

Testar para antiTestar para anti-HBs: Testar para anti-HBs: HBs: Se adequada, sem Resposta Se adequada, sem terapia; Se adequada, sem terapia; desconhecida Se inadequada, HBIG e terapia; Se inadequada e alto vacina Se inadequada, risco, HBIG e vacina vacina

Hepatite B Recomendações CDC-2001 e MS-2004
Indicações de Gamaglobulina Hiperimune

• Profissionais
 Não vacinados  Vacinação incompleta  Não responsivos à vacina

Virus – Hepatite B

Hepatite C Recomendações CDC-2001 e MS-2004
• Não existe intervenção específica para prevenção da transmissão do vírus da Hepatite C

• A única medida eficaz é a prevenção da ocorrência do acidente
Virus – Hepatite C

Acompanhamento após exposição ocupacional a materiais biológicos
 Sorológico  Fonte com exames positivos  Imediato, após 6 e 12 semanas e após 6 meses  Prevenção da transmissão secundária  Sexo seguro até 6 meses após acidente e para sempre!

 Psicológico

Desafios na abordagem à exposição ocupacional a Material Biológico
 Reconhecer a importância dos acidentes com exposição a fluidos biológicos  Reduzir subnotificação dos acidentes  Desburocratizar atendimento

 Racionalizar profilaxia
 Realizar trabalhos em prevenção  Descarte adequado de materias pérfuro-cortantes  Programas de prevenção  Estabelecimento de parcerias

Congresso Brasileiro XIV de Infectologia Pediátrica Márcia Borges Machado

27 a 30 de Abril de 2005

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->