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Automobilística Desenho Técnico
Automobilística
Desenho Técnico

DESENHO TÉCNICO

CURSO TÉCNICO DE AUTOMOBILÍSTICA

DESENHO TÉCNICO

2005

CURSO TÉCNICO DE AUTOMOBULÍSTICA

©©©©© 2005. SENAI-SP Desenho Técnico Publicação organizada e editorada pela Escola SENAI “Conde José Vicente de Azevedo”

Coordenação geral

Luiz Carlos Emanuelli

Coordenador do projeto

José Antonio Messas

Elaboração

Expedito José Lino Lima

Editoração

Teresa Cristina Maíno de Azevedo

SENAI

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Escola SENAI “Conde José Vicente de Azevedo” Rua Moreira de Godói, 226 - Ipiranga - São Paulo-SP - CEP. 04266-060

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DESENHO TÉCNICO

SUMÁRIO

DESENHO DE CONJUNTOS

5

MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA

6

• Construção do Motor a Gasolina

7

• Características

7

• Mecanismo de Válvulas

8

SISTEMA DE COMBUSTÍVEL

10

BOMBA DE COMBUSTÍVEL

11

CARBURADOR

12

DIFERENCIAL

14

CAIXA DE TRANSMISSÃO

16

Trem de Propulsão na Transmissão

17

SISTEMA DE EMBREAGEM

21

Carcaça de Embreagem

21

SUSPENSÃO

23

• Conjuntos de Tração-eixo e Semi-eixo

24

• Componentes - Eixos e Ponta de Eixo

25

DESENHO DE ARQUITETURA

26

• Planta Baixa

26

• Corte

28

* Símbolos Gráficos

30

CURSO TÉCNICO DE AUTOMOBULÍSTICA

LEIAUTE DE ARRANJO FÍSICO

36

• Visualização

36

• Tipos de Leiaute

38

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

46

DESENHO TÉCNICO

DESENHO DE CONJUNTOS

Desenho de conjunto ou montagem é o desenho mostrando os componentes reunidos que se associam para formar um todo, ou seja, peças justapostas e montadas nas posições de funcionamento do conjunto.

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MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA

O motor é constituído pelo cabeçote, pelos êmbolos, bielas, árvore de manivelas, mecanismo das válvulas, etc.

Vejamos a seguir a figura de um motor representado por duas vistas (frontal e lateral esquerda) onde encontramos os elementos apresentados acima.

esquerda) onde encontramos os elementos apresentados acima. 6 E SCOLA SENAI “C ONDE J OSÉ V
esquerda) onde encontramos os elementos apresentados acima. 6 E SCOLA SENAI “C ONDE J OSÉ V

DESENHO TÉCNICO

CONSTRUÇÃO DO MOTOR A GASOLINA

O motor a gasolina consiste do motor em si e de vários dispositivos auxiliares. Os dispositivos auxiliares têm a finalidade de auxiliar a operação do motor. Estes dispositivos incluem os sistemas de lubrificação, arrefecimento, admissão e escapamento, combustível e elétrico.

admissão e escapamento, combustível e elétrico. C ARACTERÍSTICAS Os motores a gasolina e a diesel

CARACTERÍSTICAS

Os motores a gasolina e a diesel apresentam as seguintes características:

Motores a gasolina – Altas velocidades e potência, operação fácil, combustão silenciosa. São amplamente usados em veículos de passageiros, em caminhões de pequeno porte, etc.

Motores diesel – Eficiência térmica, eficiência do combustível e desempenho em baixas velocidades melhores do que os motores a gasolina. Não são tão eficientes como os motores a gasolina em termos de velocidade, peso, vibração e ruído; e são caros. Por estas razões, os motores diesel são preferidos em veículos que geralmente percorrem maiores distâncias (veículos comerciais, caminhões de grande porte, etc.).

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MECANISMO DAS VÁLVULAS

O mecanismo de válvulas é o mecanismo que comanda as válvulas de admissão e de escape como podemos observar na figura a seguir.

e de escape como podemos observar na figura a seguir. 8 E SCOLA SENAI “C ONDE

DESENHO TÉCNICO

A seguir, podemos ter uma visão mais detalhada do cabeçote.

seguir, podemos ter uma visão mais detalhada do cabeçote. E SCOLA SENAI “C ONDE J OSÉ

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SISTEMA DE COMBUSTÍVEL

O sistema de alimentação mistura o combustível proveniente do tanque de combustível

com ar e envia esta mistura para o motor sob a forma de gotículas de combustível suspensa no ar.

O componente mais importante deste sistema é o carburador. Entretanto, existem outros

que não podemos deixar de mencionar pela sua importância:

Tanque de combustível

Linha de combustível

Canister de vapor

Filtro de combustível

Bomba de combustível

O

EFI (Injeção Eletrônica de Combustível) é um outro tipo de sistema responsável pelo

envio de gasolina ao motor.

de sistema responsável pelo envio de gasolina ao motor. 10 E SCOLA SENAI “C ONDE J

DESENHO TÉCNICO

BOMBA DE COMBUSTÍVEL

A bomba de combustível é o elemento que conduz a gasolina do tanque ao carburador.

é o elemento que conduz a gasolina do tanque ao carburador. E SCOLA SENAI “C ONDE

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CARBURADOR

O carburador é responsável pela transformação do combustível para a sua forma mais fácil

de combustão, de modo a permitir que o motor trabalhe da maneira mais econômica e com maior potência.

O carburador abastece as câmaras de combustível através do coletor de admissão e é

uma das peças de maior influência no desempenho do motor. Assim sendo, os carburadores são projetados de acordo com as características particulares de cada motor.

A seguir, apresentamos a figura de um tipo de carburador em vista explodida.

DESENHO TÉCNICO

D ESENHO T ÉCNICO E SCOLA SENAI “C ONDE J OSÉ V ICENTE DE A ZEVEDO

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DIFERENCIAL

As engrenagens finais reduzem ainda mais a rotação do motor depois que esta é reduzida pela transmissão e passada para o diferencial pela árvore de transmissão. Ao mesmo tempo aumenta o torque antes de transmitir a rotação às rodas.

Elas também mudam a direção da transmissão de forças por um ângulo reto ou quase reto. Além disso, as engrenagens diferenciais criam uma diferença nas velocidades de rotação das rodas motoras quando o veículo faz uma curva, para que as rodas façam a curva suavemente sem que uma ou outra roda gire em falso.

a curva suavemente sem que uma ou outra roda gire em falso. A engrenagem final e
a curva suavemente sem que uma ou outra roda gire em falso. A engrenagem final e

A engrenagem final e a engrenagem diferencial estão montadas em uma única unidade, como mostra a figura, e instaladas diretamente no conjunto do diferencial que está na carcaça do eixo traseiro.

DESENHO TÉCNICO

REVISÃO DO CONJUNTO DO DIFERENCIAL – COMPONENTES

R EVISÃO DO CONJUNTO DO DIFERENCIAL – C OMPONENTES E SCOLA SENAI “C ONDE J OSÉ

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CAIXA DE TRANSMISSÃO

A caixa de transmissão é um conjunto de engrenagem que transmite a rotação e o torque da

árvore de manivela para a impulsão das rodas.

Entretanto, o principal propósito da transmissão é expedir apropriadamente a potência do motor de acordo com a condição. Embora a aparência e construção das transmissões variem conforme o tipo de veículo, a transmissão mecânica geralmente consiste dos seguintes componentes:

• Carcaça da embreagem

• Caixa de transmissão

• Árvore de entrada

• Engrenagem intermediária e eixo intermediário

• Engrenagens e árvore de saída

• Engrenagem de ré

• Mecanismo de mudança de marchas

• Carcaça da extensão

Mecanismo de mudança de marchas • Carcaça da extensão 16 E SCOLA SENAI “C ONDE J

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TREM DE PROPULSÃO NA TRANSMISSÃO

Posição Neutra

Eixo de

entrada

Engrenagem principal de impulsão

(engrenagem da 4)

Engrenagem principal de impulsão (engrenagem da 4)
Engrenagem principal de impulsão (engrenagem da 4)
Engrenagem principal de impulsão (engrenagem da 4) Contra-engrenagem Movimento ao engatar a 1ª Eixo de
Engrenagem principal de impulsão (engrenagem da 4) Contra-engrenagem Movimento ao engatar a 1ª Eixo de

Contra-engrenagem

de impulsão (engrenagem da 4) Contra-engrenagem Movimento ao engatar a 1ª Eixo de entrada Engrenagem

Movimento ao engatar a 1ª

Eixo de

entrada

Engrenagem principal de impulsão (engrenagem da 4 a )

Engrenagem principal de impulsão (engrenagem da 4 a )
Engrenagem principal de impulsão (engrenagem da 4 a )
Engrenagem principal de impulsão (engrenagem da 4 a )
Engrenagem principal de impulsão (engrenagem da 4 a ) Contra-engrenagem Engrenagem da 1 a Cubo e
Engrenagem principal de impulsão (engrenagem da 4 a ) Contra-engrenagem Engrenagem da 1 a Cubo e

Contra-engrenagem

Contra-engrenagem
Contra-engrenagem
Contra-engrenagem
de impulsão (engrenagem da 4 a ) Contra-engrenagem Engrenagem da 1 a Cubo e manga da

Engrenagem da 1 a

Engrenagem da 1 a
Engrenagem da 1 a
da 4 a ) Contra-engrenagem Engrenagem da 1 a Cubo e manga da embreagem nº 1

Cubo e manga da embreagem nº 1

Cubo e manga da embreagem nº 1
Cubo e manga da embreagem nº 1

Eixo de

saída

da 1 a Cubo e manga da embreagem nº 1 Eixo de saída E SCOLA SENAI
da 1 a Cubo e manga da embreagem nº 1 Eixo de saída E SCOLA SENAI

CURSO TÉCNICO DE AUTOMOBULÍSTICA

Movimento ao engatar a 2ª

Eixo de Contra-engrenagem Engrenagem da 2 a entrada Engrenagem principal de impulsão (engrenagem da 4
Eixo de
Contra-engrenagem
Engrenagem da 2 a
entrada
Engrenagem principal de impulsão
(engrenagem da 4 a )
Eixo de
Cubo e manga da embreagem nº 1
saída
Movimento ao engatar a 3ª
Eixo de
Engrenagem principal de impulsão
(engrenagem da 4 a )
Contra-engrenagem
Engrenagem da 3 a
entrada

Cubo e manga da embreagem nº 2

Cubo e manga da embreagem nº 2
Cubo e manga da embreagem nº 2
Eixo de saída
Eixo de
saída
3 a entrada Cubo e manga da embreagem nº 2 Eixo de saída 18 E SCOLA
3 a entrada Cubo e manga da embreagem nº 2 Eixo de saída 18 E SCOLA

DESENHO TÉCNICO

Movimento ao engatar a 4ª

Eixo de entrada
Eixo de
entrada

Engrenagem da 4 a

Engrenagem da 4 a
Engrenagem da 4 a

Cubo e manga da embreagem nº 2

Cubo e manga da embreagem nº 2
Cubo e manga da embreagem nº 2

Eixo de

saída

da 4 a Cubo e manga da embreagem nº 2 Eixo de saída Movimento ao engatar

Movimento ao engatar a 5ª

Eixo de

entrada

Engrenagem principal de impulsão (engrenagem da 4 a )

Engrenagem principal de impulsão (engrenagem da 4 a )
Engrenagem principal de impulsão (engrenagem da 4 a )
Engrenagem principal de impulsão (engrenagem da 4 a )
Engrenagem principal de impulsão (engrenagem da 4 a ) Contra-eixo da engrenagem da 5 a Contra-engrenagem

Contra-eixo da engrenagem da 5 a

Contra-eixo da engrenagem da 5 a
Contra-eixo da engrenagem da 5 a
Contra-engrenagem Engrenagem da 5 a
Contra-engrenagem
Engrenagem da 5 a
da engrenagem da 5 a Contra-engrenagem Engrenagem da 5 a Manga e cubo da engrenagem nº
da engrenagem da 5 a Contra-engrenagem Engrenagem da 5 a Manga e cubo da engrenagem nº
da engrenagem da 5 a Contra-engrenagem Engrenagem da 5 a Manga e cubo da engrenagem nº
da engrenagem da 5 a Contra-engrenagem Engrenagem da 5 a Manga e cubo da engrenagem nº
da engrenagem da 5 a Contra-engrenagem Engrenagem da 5 a Manga e cubo da engrenagem nº

Manga e cubo da engrenagem nº 3 engrenagem nº 3

Engrenagem da 5 a Manga e cubo da engrenagem nº 3 saída Eixo de E SCOLA

saída

Eixo de Engrenagem da 5 a Manga e cubo da engrenagem nº 3 saída E SCOLA SENAI “C

da 5 a Manga e cubo da engrenagem nº 3 saída Eixo de E SCOLA SENAI
da 5 a Manga e cubo da engrenagem nº 3 saída Eixo de E SCOLA SENAI

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Movimento ao engatar a marcha-à-ré

Eixo de

entrada

Engrenagem principal de impulsão (engrenagem da 4 a )

Engrenagem principal de impulsão (engrenagem da 4 a )
Engrenagem principal de impulsão (engrenagem da 4 a )
Engrenagem principal de impulsão (engrenagem da 4 a )
Engrenagem principal de impulsão (engrenagem da 4 a ) Contra-engrenagem Engrenagem neutra da marcha-à-ré
Engrenagem principal de impulsão (engrenagem da 4 a ) Contra-engrenagem Engrenagem neutra da marcha-à-ré

Contra-engrenagem

Contra-engrenagem
Contra-engrenagem
Contra-engrenagem
de impulsão (engrenagem da 4 a ) Contra-engrenagem Engrenagem neutra da marcha-à-ré Engrenagem da

Engrenagem neutra

da marcha-à-ré

Engrenagem neutra da marcha-à-ré
Engrenagem neutra da marcha-à-ré
) Contra-engrenagem Engrenagem neutra da marcha-à-ré Engrenagem da marcha-à-ré Eixo de saída 20 E SCOLA

Engrenagem da marcha-à-ré

Engrenagem da marcha-à-ré
Engrenagem da marcha-à-ré
neutra da marcha-à-ré Engrenagem da marcha-à-ré Eixo de saída 20 E SCOLA SENAI “C ONDE J

Eixo de

saída

marcha-à-ré Engrenagem da marcha-à-ré Eixo de saída 20 E SCOLA SENAI “C ONDE J OSÉ V
marcha-à-ré Engrenagem da marcha-à-ré Eixo de saída 20 E SCOLA SENAI “C ONDE J OSÉ V

DESENHO TÉCNICO

SISTEMA DE EMBREAGEM

CARCAÇA DA EMBREAGEM

A função primária da carcaça da embreagem é a de conectar e desconectar a potência

permitida pelo motor em forma precisa e rápida.

A carcaça da embreagem tem molas para forçar o platô de pressão contra o disco de

embreagem. Estas molas podem ser do tipo espiral ou molas de diafragma, atualmente o

mais usado.

A potência do motor é transmitida desde a carcaça da embreagem ao prato de pressão por

diferentes sistemas.

Tipo de flange alternado

pressão por diferentes sistemas. Tipo de flange alternado E SCOLA SENAI “C ONDE J OSÉ V

CURSO TÉCNICO DE AUTOMOBULÍSTICA

Tipo de ressalto de impulsão

ÉCNICO DE A UTOMOBULÍSTICA Tipo de ressalto de impulsão Tipo de flange radial Tipo de flange

Tipo de flange radial

Tipo de ressalto de impulsão Tipo de flange radial Tipo de flange alternada 22 E SCOLA

Tipo de flange alternada

de impulsão Tipo de flange radial Tipo de flange alternada 22 E SCOLA SENAI “C ONDE

DESENHO TÉCNICO

SUSPENSÃO

A suspensão consiste principalmente dos componentes listados a seguir. As molas e amortecedores são usados em todos os sistemas de suspensão e os demais componentes são usados somente em alguns tipos:

Molas

Amortecedores

Braços da suspensão

Juntas esféricas

Buchas de borracha

Escoras

Barra estabilizadora

Haste lateral de controle

• Barra estabilizadora • Haste lateral de controle E SCOLA SENAI “C ONDE J OSÉ V
• Barra estabilizadora • Haste lateral de controle E SCOLA SENAI “C ONDE J OSÉ V

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CONJUNTOS DE TRAÇÃO – EIXO E SEMI-EIXO

Eixo traseiro

Suspensão de eixo rígido

E SEMI - EIXO Eixo traseiro • Suspensão de eixo rígido • Suspensão independente 24 E

Suspensão independente

• Suspensão de eixo rígido • Suspensão independente 24 E SCOLA SENAI “C ONDE J OSÉ
• Suspensão de eixo rígido • Suspensão independente 24 E SCOLA SENAI “C ONDE J OSÉ
• Suspensão de eixo rígido • Suspensão independente 24 E SCOLA SENAI “C ONDE J OSÉ

DESENHO TÉCNICO

COMPONENTES – EIXO E PONTA DE EIXO

T ÉCNICO C OMPONENTES – E IXO E P ONTA DE EIXO E SCOLA SENAI “C
T ÉCNICO C OMPONENTES – E IXO E P ONTA DE EIXO E SCOLA SENAI “C

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DESENHO DE ARQUITETURA

PLANTA BAIXA

Desenho utilizado na arquitetura para representar a planta, vista superior em corte de uma construção civil. Alguns detalhes são trazidos na planta baixa:

Divisão das acomodações internas;

Dimensionamento de todas as divisões existentes (cotagem);

Localização de portas, janelas e aberturas de entrada e saída.

de portas, janelas e aberturas de entrada e saída. Na planta, um plano horizontal corta a

Na planta, um plano horizontal corta a construção a 1:50m acima do piso. A parte acima do plano de corte é retirada e olhamos de cima para baixo.

do plano de corte é retirada e olhamos de cima para baixo. 26 E SCOLA SENAI

DESENHO TÉCNICO

Consideremos agora, o plano horizontal de corte. Nele estão as paredes, portas e janelas, com se vê a seguir.

estão as paredes, portas e janelas, com se vê a seguir. No desenho técnico, a representação

No desenho técnico, a representação da planta é da figura abaixo.

técnico, a representação da planta é da figura abaixo. O BSERVAÇÃO O quadriculado correspondente aos pisos

OBSERVAÇÃO

O quadriculado correspondente aos pisos do terraço e da sala não é obrigatório.

CURSO TÉCNICO DE AUTOMOBULÍSTICA

CORTE

Na maioria dos casos, as plantas e fachadas não são suficientes para mostrar as divisões internas de um projeto de arquitetura. Para melhor definir os espaços internos, são necessários os cortes feitos por planos verticais.

Na figura abaixo está o plano AB, onde aparecem com traços mais grossos as partes cortadas (ou seccionadas).

traços mais grossos as partes cortadas (ou seccionadas). No desenho a seguir está representada a parte

No desenho a seguir está representada a parte que foi retirada (corte BA – lado direito) para permitir a observação do corte AB.

– lado direito) para permitir a observação do corte AB. 28 E SCOLA SENAI “C ONDE

DESENHO TÉCNICO

Para desenhar o corte, admitimos a planta já desenhada e nela marcamos a posição do plano vertical AB: um traço longo e dois curtos à esquerda e à direita da planta, correspondendo a A e a B.

Plantas atingidas pelo corte são levadas até a linha de terra LT e prosseguem para cima. Acima de LT marcam-se as alturas do piso, das portas, das paredes e do telhado.

as alturas do piso, das portas, das paredes e do telhado. Planta com indicação de corte

Planta com indicação de corte

das paredes e do telhado. Planta com indicação de corte E SCOLA SENAI “C ONDE J

CURSO TÉCNICO DE AUTOMOBULÍSTICA

Um profissional deve conhecer os termos técnicos a fim de falar e entender a mesma linguagem com o arquiteto e o engenheiro.

e entender a mesma linguagem com o arquiteto e o engenheiro. S ÍMBOLOS G RÁFICOS Paredes

SÍMBOLOS GRÁFICOS

Paredes

Parede de alvenaria (tijolo)

- externa com acabamento – 25cm (espessura)

- interna com acabamento – 15cm (espessura)

(espessura) - interna com acabamento – 15cm (espessura) 30 E SCOLA SENAI “C ONDE J OSÉ

DESENHO TÉCNICO

Janelas

Em geral, o plano horizontal da planta corta as janelas e para isto, o plano pode ser imaginado como sendo flexível.

isto, o plano pode ser imaginado como sendo flexível. Tipos de janelas Alguns tipos podem ser

Tipos de janelas Alguns tipos podem ser representados nos cortes.

de janelas Alguns tipos podem ser representados nos cortes. E SCOLA SENAI “C ONDE J OSÉ

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Portas

A porta interna faz a comunicação entre dois ambientes que têm os pisos no mesmo nível.

entre dois ambientes que têm os pisos no mesmo nível. As portas externas comunicam ambientes em

As portas externas comunicam ambientes em que os pisos estão em nível ou altura diferentes; em geral o piso externo é mais baixo.

altura diferentes; em geral o piso externo é mais baixo. 32 E SCOLA SENAI “C ONDE

DESENHO TÉCNICO

Tipos de portas

Pantográfica

D ESENHO T ÉCNICO Tipos de portas • Pantográfica • Basculante • De enrolar (porta de

Basculante

T ÉCNICO Tipos de portas • Pantográfica • Basculante • De enrolar (porta de aço) E

De enrolar (porta de aço)

• Basculante • De enrolar (porta de aço) E SCOLA SENAI “C ONDE J OSÉ V

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Cota de piso

C URSO T ÉCNICO DE A UTOMOBULÍSTICA Cota de piso Beiral Projeção da planta baixa Norte

Beiral

Projeção da planta baixa

Cota de piso Beiral Projeção da planta baixa Norte A norma propõe esta: 34 E SCOLA

Norte A norma propõe esta:

Projeção da planta baixa Norte A norma propõe esta: 34 E SCOLA SENAI “C ONDE J

DESENHO TÉCNICO

Exemplo de planta baixa

D ESENHO T ÉCNICO Exemplo de planta baixa Escala na arquitetura Na arquitetura o desenho é

Escala na arquitetura Na arquitetura o desenho é feito em escala de redução. As escalas recomendadas são:

1:50 – cada centímetro na régua equivale a 0,5 metro na planta. 1:100 - cada centímetro na régua equivale a 1,0 metro na planta. 1:200 - cada centímetro na régua equivale a 2,0 metros na planta. 1:500 - cada centímetro na régua equivale a 5,0 metros na planta.

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LEIAUTE OU ARRANJO FÍSICO (LAYOUT)

Leiaute, em sentido amplo, é a distribuição física de elementos em determinado espaço. Esse conceito abrange um leiaute de qualquer natureza. De uma forma mais específica, leiaute é a maneira pela qual homens, máquinas e equipamentos estão dispostos em uma fábrica.

O objetivo do leiaute é permitir uma redução do custo de produção, uma produtividade maior

através de:

• uma utilização mais racional do espaço disponível;

• uma redução na movimentação de materiais, produtos e pessoal;

• um fluxo mais racional;

• um tempo menor de produção;

• condições de trabalho mais eficazes.

VISUALIZAÇÃO

Há três métodos básicos para representação visual do leiaute:

• Desenhos

• Modelos bidimensionais

• Modelos tridimensionais

• Desenhos

Constituem a técnica de representação mais utilizada. É no papel que esboçamos as idéias para nosso uso próprio ou como auxílio na explicação do projeto. Além disso, esboçamos croquis de possíveis arranjos para nos auxiliar na análise das possibilidades, antes de arranjarmos ou mudarmos os modelos.

Modelos bidimensionais

O

método de representação visual de arranjos físicos mais flexível e ajustável é o de modelos

bidimensionais. Diversos materiais podem ser utilizados para a confecção dos modelos, os

mais recomendados são cartolina e plástico.

DESENHO TÉCNICO

Linhas recomendadas para os modelos (retirados da ASME Standard Plant-layout Templantes and Models)

Cheia – contorno das partes fixas das máquinas ou equipamentos

Cheia – contorno das partes fixas das máquinas ou equipamentos

Fina – detalhes e subestruturas

Fina – detalhes e subestruturas

Pontilhada grossa – partes móveis das máquinas ou equipamentos

Pontilhada grossa – partes móveis das máquinas ou equipamentos

Traço grande e traço curto – elementos importantes para o layout, tais como fundações, poços,

Traço grande e traço curto – elementos importantes para o layout, tais como fundações, poços, etc.

Linha fina interrompida – linhas de centro

Linha fina interrompida – linhas de centro

Dados a serem colocados nos modelos

Os três primeiros itens são obrigatórios, os demais dependendo da situação são opcionais.

1. Tipo de máquina ou equipamento

2. Nome do fabricante

3. Estilo, modelo, tamanho ou capacidade

4. Nº de identificação

5. Posição normal do operador (seta)

6. Dimensões (largura, comprimento e altura)

7. M – posições do motor

8. C – posição do painel de controle

9. A ou E – posição das conexões de ar ou eletricidade

10. Ponto de altura máxima

• Modelos tridimensionais (maquete) Os modelos em três dimensões são a forma mais clara de representação do arranjo físico permitindo uma melhor visualização espacial do conjunto. Os modelos são réplicas aproximadamente perfeitas do equipamento, dos homens e do material. Os modelos são ideais para a apresentação do arranjo, tanto à alta administração quanto aos operadores.

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TIPOS DE LEIAUTE

Leiaute por produto ou linear

É o leiaute aplicado em indústria que opera no sistema de linha de montagem. As máquinas são dispostas de acordo com a seqüência de operações a serem realizadas até a obtenção do produto.

operações a serem realizadas até a obtenção do produto. Exemplos: - Montadoras de automóveis - Fábricas

Exemplos:

- Montadoras de automóveis

- Fábricas de eletrodomésticos

- Refinarias de petróleo

Leiaute por processo ou funcional

É o leiaute em que as máquinas são agrupadas em seções específicas para realizar operações semelhantes.

seções específicas para realizar operações semelhantes. Exemplos: - Fábricas de sapatos - Indústrias têxteis -

Exemplos:

- Fábricas de sapatos

- Indústrias têxteis

- Indústrias mecânicas

DESENHO TÉCNICO

Leiaute posicional ou fino

É o leiaute em que o produto final fica parado enquanto operações e máquinas se movimentam.

fica parado enquanto operações e máquinas se movimentam. Exemplos: - Fabricação de navios - Fabricação de

Exemplos:

- Fabricação de navios

- Fabricação de grandes máquinas

- Construção civil

A idéia básica da simplificação do trabalho é a de eliminar tudo aquilo que não agrega valor

ao produto, ou seja, tudo aquilo que não melhora ou não transforma o produto e que aumenta

custos. O transporte pode ser o tipo de atividade que não tem valor para nada e, nesse caso

é necessária a sua eliminação ou redução. A melhor forma de reduzir o transporte entre dois postos de trabalho é a de aproximar os dois postos o máximo possível. Essa distância mínima entre os dois postos segue uma norma de segurança do ministério do Trabalho chamada NR (Normas reguladoras).

A NR 12 dessa norma diz resumidamente:

“Quando uma máquina possuir partes móveis, isto é, algumas partes que se movimentam horizontalmente, como por exemplo, uma fresadora, a distância entre essa máquina e qualquer outro posto de trabalho deve estar contida numa faixa variável entre 0,70m e 1,30m.”

estar contida numa faixa variável entre 0,70m e 1,30m.” E SCOLA SENAI “C ONDE J OSÉ

CURSO TÉCNICO DE AUTOMOBULÍSTICA

Se, no entanto, a máquina não possuir partes móveis, essa distância mínima entre ela e outro posto de trabalho deve ser entre 0,60m e 0,80m.

Lembramos ainda, que a mesma norma indica que as vias principais de circulação para pessoas e materiais devem possuir largura mínima de 1,20m.

pessoas e materiais devem possuir largura mínima de 1,20m. Dentro desses princípios, para melhorar a produção,

Dentro desses princípios, para melhorar a produção, podemos elaborar um estudo de remanejamento, ou seja, mudança de máquinas, equipamentos, etc., sendo que esse estudo é denominado leiaute ou arranjo físico.

Na melhoria de um arranjo físico, a primeira coisa a fazer é observar o local em estudo e fazer um desenho em planta, a mão livre, relativamente simples, mas com detalhes importantes. Anotar também, o caminho que o produto percorre, ou seja, o caminho que ele segue nos diversos postos de trabalho.

o caminho que ele segue nos diversos postos de trabalho. 40 E SCOLA SENAI “C ONDE

DESENHO TÉCNICO

Para facilitar o estudo, recorte pedaços de cartolina representando cada posto de trabalho e, por tentativas coloque-os numa posição que você julga adequada. Depois verifique se as posições são as melhores.

Depois verifique se as posições são as melhores. Por exemplo, podemos chegar a um arranjo adequado

Por exemplo, podemos chegar a um arranjo adequado conforme a ilustração.

chegar a um arranjo adequado conforme a ilustração. E SCOLA SENAI “C ONDE J OSÉ V

CURSO TÉCNICO DE AUTOMOBULÍSTICA

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Montenegro, Gildo A

Desenho arquitetônico. 3ª edição. Ed. Edgard Blucher Ltda. São Paulo.

ABNT - NBR 6492. Desenho arquitetônico.

Ltda. São Paulo. ABNT - NBR 6492. Desenho arquitetônico . - NBR 8403. Tipos de linhas

- NBR 8403. Tipos de linhas.

- NBR 10067. Princípios gerais de representação em desenho técnico.

FUNDAÇÃO ROBERTO MARINHO, FIESP, CIESP, SENAI, SESI, IRS. Mecânica, Universo da mecânica – Organização do trabalho – Normailização, telecurso 2000 profissionalizante. Ed. Globo S/A. São Paulo.

TOYOTA Motor Corporation. Manual de treinamento, Etapa 2. 1991.