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Registro Público Resumido

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Publicado porRodrigo Ribeiro
DIREITO REGISTRAL:

REGISTRO PÚBLICO RESUMIDO

Apontamentos

Cada professor parte do pressuposto de que você não tem mais o que fazer, senão estudar a matéria dele. (Leis de Murphy)

02/06/2012

REGISTROS PÚBLICOS
 Registro Público Resumido

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1.

REGISTROS PÚBLICOS

 A) Atividades do tabelionato de notas.  B) Notificação expedida por cartório de circunscrição diversa do domicílio do devedor

ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTROS
Histórico Atividade ou Regramento - Art. 236, CF Concurso Públ
DIREITO REGISTRAL:

REGISTRO PÚBLICO RESUMIDO

Apontamentos

Cada professor parte do pressuposto de que você não tem mais o que fazer, senão estudar a matéria dele. (Leis de Murphy)

02/06/2012

REGISTROS PÚBLICOS
 Registro Público Resumido

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1.

REGISTROS PÚBLICOS

 A) Atividades do tabelionato de notas.  B) Notificação expedida por cartório de circunscrição diversa do domicílio do devedor

ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTROS
Histórico Atividade ou Regramento - Art. 236, CF Concurso Públ

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Published by: Rodrigo Ribeiro on Jun 20, 2012
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A primeira causa do surgimento dos serviços públicos foi à separação da igreja e o Estado.

Ex. Casamento quem celebrava? Função própria da igreja católica casamento civil Art. 226, § 1º CF.

Registro Imobiliário em Sesmarias, o Príncipe Pedro no Ribeirão dos Montes reclamava a ocupação de
terras, mas como não existia título o mesmo foi intitulado com a posse, logo foi suspenso o titulado de Sesmarias ,
no mesmo ato o Príncipe determinou a criação de uma Lei para regular o assunto, surgindo desta feita a lei nº 601
de 18 de setembro de 1850, chamada de Lei de Terras.
A Lei de Terras determinada que até que se determine de outra forma será feita o Registro do Vigário. O
vigário era levado até o local do bem e fazia um relatório reconhecendo a extensão do bem para que em duas vias
declarasse a conferência da área, isto é,
Registro realizado pelo Estado, é necessário para:

Garantir Segurança;
Publicidade.

1

http://profciriosimon.blogspot.com.br/2010/04/weingartner-e-escola-de-artes-02.html

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Há uma lei acima do Direito.

Primeira função que surge é a do Tabelião de Notas, que possuía originariamente a função de formalizar as
declarações de vontade e também a registral, com a finalidade de constituir direitos, arquivar documentos e
perpetuá-los.

Órgão de ofício de registro de títulos e documentos e outros papéis que passou depois a ser denominado
Ofício de Registro Especial, passando a registrar todos os títulos, documentos e papéis que fosse necessário fixar
datas, perpetuar ou conservar informações.
O RTD surge por Lei Federal 73/1903 e no mesmo ano foi publicado o Decreto Regulamentador
estabelecendo executoriedade à Lei. O primeiro Ofício surgiu no Estado do Rio de Janeiro, sendo único e
indivisível.

O Ofício seria administrado por qualquer pessoa nomeado pelo Presidente em caráter vitalício e caso este
morresse haveria necessidade de concurso público.
O primeiro ato estatal para o Registro de imóveis foi o registro de hipotecas com a finalidade de impedir e
evitar a existência de várias hipotecas sob o mesmo bem visando proteger o credor. Somente no Séc. XX surge o
Registro Geral visando a regular os bens imóveis. No mesmo Registro Geral foi determinado o registro de pessoas.
Em 1916 com o Código Civil houve a elevação dos Registros Públicos para instituição jurídica. Todavia, a
partir daqui surge à preocupação de regulamentar o Registro Público.

Em 1917 ocorre à regulamentação do CC pelo Decreto 4857/39.
Em 1924 a atividade registral e notarial passou a ter autonomia.
Primeira Lei de Registros Públicos foi a lei nº 4827/24.
Atualmente está em vigor a Lei 6015/73
A Lei 6.015/73 entrou em vigor em janeiro de 1976.

Os dois textos de leis importantes em matéria de registro público são: 6015/73 e 8935/94 - LNR, conhecida

com Lei dos Notários e Registrados ou Estatuto dos Notários e Registradores ou como “Lei dos Cartórios”

(expressão vulgar).

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Há uma lei acima do Direito.

No Art. 236, CF está previsto o Registro Público. A CF/88 passou a denominar os cartórios como

serviços, passando a adotar a expressão “serventia”.

Art. 236. Os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado, por delegação do

Poder Público. (Regulamento)

§ 1º - Lei regulará as atividades, disciplinará a responsabilidade civil e criminal dos notários, dos
oficiais de registro e de seus prepostos, e definirá a fiscalização de seus atos pelo Poder Judiciário.
§ 2º - Lei federal estabelecerá normas gerais para fixação de emolumentos relativos aos atos
praticados pelos serviços notariais e de registro.
§ 3º - O ingresso na atividade notarial e de registro depende de concurso público de provas e
títulos
, não se permitindo que qualquer serventia fique vaga, sem abertura de concurso de provimento ou de
remoção, por mais de seis meses.

A partir da CRFB/1988 a expressão cartório deixou de ser um expressão técnica. Cartório atualmente quer
dizer o prédio, local físico onde a atividade é exercida. A expressão mais adequada para se falar em serviço

notarial é registral é “Serviço”, “oficial (ofício)”, “tabelionato”.

Por que essa distinção? O art. 236, "caput" da CRFB/1988, expressamente diz que os serviços notariais e de
registro serão exercidos em caráter privado, acabando por mudar por mudar a denominação da atividade
passando a ser denominada de serventia notarial ou registral e não mais cartório.

A CRFB/1988 foi expressa em determinar que o ingresso na atividade deve ser feita por concurso público.
Antes, havia a previsão legal de que o serviço notarial e registral era um cargo cujo exercício era designado pelo
governador do estado. Ademais, era um cargo vitalício. Havia a vulgar idéia que “fulano”era dono do Cartório. Era
obrigatório que aquele que fosse titular do serviço o instalasse em certo prédio de propriedade sua. Se não
bastasse, com a morte desse titular, o direito de exercer o serviço se transmitia àqueles que há mais tempo
exercessem a atividade em conjunto com o titular. Havia a idéia de sucessão hereditária.

Marcos históricos que consolidaram o desaparecimento dessas regras:

a) EC 22/82 alterou o art. 208 da CRFB/1967. Houve o reconhecimento de que aqueles que até 31.12.1983
exercessem há pelo menos 05 anos a qualidade de substituto do titular (concursado), tornar-se-iam titulares sem
concurso públicos. Com a EC 22/1982, o ingresso na atividade notarial ou registral somente poderia se dar por
concurso público (Constituição art. 207), cabendo aos Estados DF e Territórios estabelecer as regra dos concursos,
contudo, a maior parte dos entes nada dispôs a respeito, o que gerou um vazio legislativo.

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Há uma lei acima do Direito.

Assim, os Tribunais passaram a entender que quem não assumiu a serventia por concurso, mas preenchia
os requisitos do art. 208 (alterado pela EC 22), tinha assegurado o direito de se tornar titular da serventia (sem
concurso). Mas, a CRFB/1988 trouxe expressão manifestação no art. 235 de que o ingresso tem que ser feito por
concurso público, contudo, a Lei federal que tratou da matéria só foi editada em 1994 (Lei dos Notários e
Registradores – Lei 8.935/94). O concurso para ingresso na atividade foi regulado por essa Lei, alguns defendiam
que como entre 1988 e 1994 não havia Lei, quem tivesse preenchido os requisitos do art. 208 da Constituição
1967 teria direito à titularidade da serventia.
** STF: a partir de 1988 o ingresso para ser titular de serventia pressupõe concurso público. O CNJ editou

duas resoluções em 2009:

Resolução n. 80 tem por objeto a declaração de vacância nos cartórios;
Resolução n. 81 unificou o concurso no ingresso da atividade notarial e registral.

Lei 8935/94 Art. 14. A delegação para o exercício da atividade notarial e de registro depende dos

seguintes requisitos:

I - habilitação em concurso público de provas e títulos;
II - nacionalidade brasileira;
III - capacidade civil;
IV - quitação com as obrigações eleitorais e militares;
V - diploma de bacharel em direito;
VI - verificação de conduta condigna para o exercício da profissão.
Art. 15. Os concursos serão realizados pelo Poder Judiciário, com a participação, em todas as suas
fases, da Ordem dos Advogados do Brasil, do Ministério Público, de um notário e de um registrador.
§ 1º O concurso será aberto com a publicação de edital, dele constando os critérios de desempate.
§ 2º Ao concurso público poderão concorrer candidatos não bacharéis em direito que tenham
completado, até a data da primeira publicação do edital do concurso de provas e títulos, dez anos de exercício
em serviço notarial ou de registro.

Art. 16. As vagas serão preenchidas alternadamente, duas terças partes por concurso público de
provas e títulos e uma terça parte por meio de remoção, mediante concurso de títulos, não se permitindo que
qualquer serventia notarial ou de registro fique vaga, sem abertura de concurso de provimento inicial ou de
remoção, por mais de seis meses. (Redação dada pela Lei nº 10.506, de 9.7.2002)
Parágrafo único. Para estabelecer o critério do preenchimento, tomar-se-á por base a data de
vacância da titularidade ou, quando vagas na mesma data, aquela da criação do serviço.
Art. 17. Ao concurso de remoção somente serão admitidos titulares que exerçam a atividade por

mais de dois anos.

Art. 18. A legislação estadual disporá sobre as normas e os critérios para o concurso de remoção.
Art. 19. Os candidatos serão declarados habilitados na rigorosa ordem de classificação no

concurso.

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Há uma lei acima do Direito.

Atualmente, de acordo com entendimento jurisprudencial pacífico no STF, com a promulgação da
CRFB/1988 é indispensável o concurso público.

Contudo, a PEC 471/2005 visa regularizar aqueles que assumiram as serventias sem concurso público como
titulares das serventias extrajudiciais. Fundamentos da PEC:
a) o Estado foi omisso ao não realizar concurso, assim, é necessário proteger o estado de fato;
b) muitas serventias preenchidas por concurso são objeto de renúncia, levando a ocupação por outra pessoa.
A redação originária da PEC pretendia regularizar aqueles que responderam pelos Cartórios entre 1988 e 1994,
depois a PEC foi alterada para passar a ser titular da serventia quem responde por substituto a qualquer tempo até a
data da promulgação.

O STF afirmou que se a PEC vier a ser aprovada nestas condições será declarada inconstitucional, pois a
obrigatoriedade de realizar concurso público é cláusula pétrea que não pode ser alterada por Emenda a
Constituição. O concurso é indispensável para o ingresso na atividade notarial e registral.

Resolução n. 81 CNJ
Resolução 81
: trouxe a unificação dos critérios para a realização do concurso notarial e registral. Essa

unificação é indispensável.

Ex: MG organizava seu concurso realizando apenas uma fase objetiva; GO, PR, DF, SC, dentre outros:
realizavam duas fases: uma fase objetiva e outra subjetiva; SP: realizava o concurso em três fases: objetiva, discursiva
com prova prática e oral.

A resolução 81 adotou os critérios de SP. Quem organiza e realiza o concurso: Tribunal Justiça. A banca
examinadora será formada obrigatoriamente por membros da magistratura, por um representante do MP, por
uma representante da OAB, um tabelião e um Registrado. Hoje, todos os Estados tem que seguir a mesma
formatação.

O ingresso nas carreiras jurídicas se faz por concurso de provas e títulos. Depois do ingresso na carreira, a
remoção será feita por antiguidade e merecimento. Na atividade notarial se dá por dois critérios:
a) ingresso inicial se dá por provimento;
b) o ingresso de quem já é titular: remoção.

A remoção na atividade notarial e registral, no Estado de SP, se dava por concurso público de provas e
títulos. Nos demais Estados se dava por concurso de títulos. O CNJ estabeleceu que o ingresso pressupõe
obrigatoriamente o concurso público de provas e títulos, seja para o ingresso por provimento, seja por remoção
(CRFB/1988 - art. 236, §3º). Essas resoluções são objeto de ADI.

Art. 236. § 3º - O ingresso na atividade notarial e de registro depende de concurso público de provas e
títulos, não se permitindo que qualquer serventia fique vaga, sem abertura de concurso de provimento ou de
remoção, por mais de seis meses.

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Há uma lei acima do Direito.

Pode se habilitar em concurso de remoção aquele que seja titular, não importando a causa da titularização,
há ao menos dois anos. Quando se inicia a qualidade de titular? Quando do início do exercício, e não na data da
outorga. O concurso de remoção limita-se ao Estado da federação.

Critério de ingresso: para prestar o concurso para ingresso na atividade notarial e registral basta ser
bacharel em direito ou exercer por pelo menos 10 anos função notarial ou registral - Art. 14, LNR.

Precisa de alguma experiência anterior? Não. Também não é necessário ser inscrito na OAB. Na verdade não

pode ser inscrito na OAB.

Escolha de vagas na remoção: a Lei 8.934/94 dispõe que das serventias vagas (sem titular), 2/3 deverão ser
preenchidas pelo concurso de provimento e 1/3 deverá ser preenchidas pelo concurso de remoção. Ou seja, desde
a abertura das inscrições é preciso definir quais as Serventias estarão vagas.

O titular da Serventia Notarial ou Registral não tem estabilidade ou vitaliciedade. Por
outro lado, desde o momento em que assume a Serventia, assume como titular, ou seja,
não existe estágio probatório para o exercício da função.

Natureza da atividade (CRFB/1988 - art. 236): os serviços notariais e de registros serão exercidos por
delegação do poder público. Isso significa que o serviço notarial ou registral é um serviço público. É um serviço
público que pertence ao poder público especificamente ao Poder Judiciário. A atividade notarial e registral é um
serviço extrajudicial, mas vinculado ao Estado através do Poder Judiciário, estando, assim, vinculado ao Tribunal
judiciário.

Quais os serviços dos cartórios? A Lei 8.935/94 dispõe no art. 5º que os serviços do cartório são:
Registro de imóveis;
Registro de títulos,
Documentos e civil de pessoas jurídicas;
Registro civil de pessoas naturais;
Interdições e tutelas;
Tabelionato de notas;
Tabelionato de protestos;
Ofício de distribuição (função tipicamente registral);
Tabelionato e registro de contratos marítimos.

Os ofícios de registro tem por finalidade autenticar, arquivar, registrar e atribuir data aos atos praticados.
Os tabelionatos tem por finalidade formalizar a vontade das partes (principal – escritura pública,
testamento, etc), autenticar documentos ou reconhecer autenticidade de assinaturas.

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Há uma lei acima do Direito.

Esses serviços estão vinculados ao Poder Judiciário.

Obs.: o serviço da junta comercial está vinculado ao Poder Executivo. O Presidente da Junta exerce
mandato e não cria vinculo (nem mesmo depende de concurso público). Portanto, não é serviço público exercido por
delegação.

O aprovado no concurso público se torna delegado do serviço público. A forma de transferência do
exercício do serviço público se faz por delegação. O título que coloca o aprovado no serviço é a outorga. O
aprovado não é empossado, mas sim investido na função por meio de outorga.

Qual natureza da pessoa que exerce esse serviço?

* STJ: titular da serventia não é remunerado pelo Estado. Por ser agente público, o STJ vem entendendo
que o Estado é responsável subsidiariamente pelos ilícitos civis praticados pelo titular da serventia por ser este
agente público.

PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. OFENSA AO ART. 535 DO CPC NÃO CONFIGURADA. CARTÓRIO NÃO
OFICIALIZADO. ATIVIDADE DELEGADA. ART. 22 DA LEI 8.935/1994. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO TABELIÃO E
SUBSIDIÁRIA DO ESTADO. DESNECESSIDADE DE DENUNCIAÇÃO À LIDE. DANO MORAL. SÚMULA 7/STJ.
DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. SÚMULA 83/STJ.
1. Hipótese em que a instância ordinária condenou o ora recorrente ao pagamento de indenização em
razão de transferência de imóvel mediante procuração falsa lavrada no cartório de sua titularidade.
Foram fixados os valores dos danos morais e materiais, respectivamente, em R$ 10.000,00 e R$ 12.000,00
– estes últimos correspondentes aos gastos com advogado para reverter judicialmente a situação.
2. A solução integral da controvérsia, com fundamento suficiente, não caracteriza ofensa ao art. 535 do
CPC. Inexiste a omissão apontada, porquanto o Tribunal de origem asseverou de forma expressa e clara a existência
de nexo causal entre o dano e a atividade notarial, bem como a ausência de excludente por culpa de terceiro.
3. O exercício de atividade notarial delegada (art. 236, § 1º, da Constituição) deve se dar por conta e risco
do delegatário, nos moldes do regime das concessões e permissões de serviço público.

4. Conforme decidido pela Segunda Turma no julgamento do Recurso Especial 1.087.862/AM, em caso
de danos resultantes de atividade estatal delegada pelo Poder Público, há responsabilidade objetiva do notário,
nos termos do art. 22 da Lei 8.935/1994, e apenas subsidiária do ente estatal. Precedentes do STJ.

5. O Código de Defesa do Consumidor aplica-se à atividade notarial.
6. Em se tratando de atividade notarial e de registro exercida por delegação, tal como in casu, a
responsabilidade objetiva por danos é do notário, diferentemente do que ocorre quando se tratar de cartório ainda
oficializado. Precedente do STF.

7. Não está configurada violação do art. 70 do CPC, na linha do raciocínio que solidificou a jurisprudência
na Primeira Seção do STJ, no sentido de que é desnecessária a denunciação à lide em relação à responsabilidade
objetiva do Estado, sem prejuízo do direito de regresso em ação própria.
8. A análise da tese de que não houve dano moral demanda reexame dos elementos fático-probatórios
dos autos, o que esbarra no óbice da Súmula 7/STJ.
9. "Não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a orientação do Tribunal se firmou no
mesmo sentido da decisão recorrida" (Súmula 83/STJ).
10. Recurso Especial parcialmente conhecido e, nessa parte, não provido.

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Há uma lei acima do Direito.

(REsp 1163652/PE, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 01/06/2010, DJe

01/07/2010)

Gestão da serventia

Art. 21. O gerenciamento administrativo e financeiro dos serviços notariais e de registro é da
responsabilidade exclusiva do respectivo titular, inclusive no que diz respeito às despesas de custeio,
investimento e pessoal, cabendo-lhe estabelecer normas, condições e obrigações relativas à atribuição de
funções e de remuneração de seus prepostos de modo a obter a melhor qualidade na prestação dos serviços.

Toda a gestão da serventia será determinada pelo seu titular (art. 21 da Lei 8.935/94). Para a atividade do
titular o cartório funciona como se fosse uma empresa.

Ex.: Quem contrata é o titular. O contrato é realizado pelo regime da CLT art. pagamento: quanto o titular

entender necessário.

Obs.: a gestão financeira para o exercício da atividade notarial e registra não existe qualquer subsídio
prestado pelo Estado. Contudo, em razão da gratuidade de vários atos do Registro Civil de Pessoas naturais
(nascimento, casamento, óbito etc), os tribunais tem um Fundo para responder pelo déficit.

O serviço é público e não perdeu essa natureza, mas o exercício da atividade se dá em caráter privado. O
efetivo titular desse serviço é o poder público. O exercício desse serviço é delegado. O delegado exerce o serviço
em caráter privado. Isso não quer dizer que seja uma atividade regulada pelo CRFB/1988 art. 170 (não é atividade
econômica). Continua vinculado aos Princípios da administração pública.

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