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Exercício Escrito de Filosofia - 10º Ano

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10/25/2015

 

 

 

Exercício Escrito de Filosofia 10º C
Ano Lectivo: 2010/2011 10 de Dezembro de 2010
 

1º Período Duração: 70m

Nome: ____________________________________________________________________________

nº ____

Leia com atenção as perguntas responda apenas ao que é solicitado, de forma clara o objectiva. Não responder ao que é pedido ou consultar auxiliares de memória externos ao EEF fornecido pelo Docente, acarreta a anulação da questão.

GRUPO I (30 pontos) – O Grupo I do é constituído por 5 questões de escolha múltipla. Cada uma é seguida de quatro respostas possíveis – A, B,
C e D – mas só uma delas é que está certa. – Na sua folha de respostas, atribua claramente o número da pergunta a que está a responder e a letra da alternativa que considera correcta. Se escolher mais do que uma alínea a resposta será anulada. – A cotação de cada uma desta respostas é de 6 (seis pontos). Cada resposta correcta: 6 (seis pontos). Cada resposta errada: -3 (três pontos). Cada questão não respondida: 0 (zero pontos).

“(...) O que é intrigante para muitas pessoas é que um argumento pode ser válido mesmo que as suas premissas e conclusão sejam todas falsas.”
Adaptado  e  traduzido  por  Baggini,  Julian  e  S.  Fosl,  Peter,  The  Philosopher’s  toolkit,  Blackwell,  pp.12-­‐14.  

1 – Esta frase procura explicar que a validade de um argumento é: A – A propriedade que os argumento possuem quando é impossível (ou muito improvável) que as suas premissas e conclusão sejam falsas. B – A propriedade que os argumentos possuem quando é impossível (ou muito improvável) que as suas premissas sejam verdadeiras e a conclusão falsa. C – A propriedade que os argumentos possuem quando é impossível (ou muito improvável) que as opiniões e ideias do argumento sejam falsas. D – A propriedade que os argumento possuem quando é impossível (ou muito improvável) que as suas premissas sejam falsas e a conclusão verdadeira.
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(1) Todos os carvalhos (que são arvores) têm raízes. (2) Todas as árvores que crescem em Inglaterra têm raízes.
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(C) Alguns carvalhos crescem em Inglaterra. 2 - Este argumento é: A – Válido, porque segundo a definição de validade como possibilidade não é possível as premissas serem (todas) verdadeiras e, simultaneamente, a conclusão ser falsa. B – Inválido, porque segundo a definição de validade como possibilidade seja ou não conhecido o valor lógico das premissas é impossível que as premissas sejam (todas) verdadeiras e a conclusão falsa. C – Válido, porque segundo a definição de validade como possibilidade quer as premissas como a conclusão do argumento são efectivamente, actualmente e factualmente verdadeiras. D – Inválido, porque segundo a definição de validade como possibilidade não é impossível que as árvores que crescem em Inglaterra possuam raízes mas, mesmo assim, não exista um único carvalho em Inglaterra.
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1

 
 

3 – Um argumento indutivo é um argumento em que: A – As premissas possuem a pretensão de apoiar ou sustentar a conclusão de tal modo que a conclusão é consequência necessária das premissas. B – As premissas possuem a pretensão de apoiar ou suportar a conclusão de tal modo que, se forem consideradas verdadeiras, garantem a verdade da conclusão. C – As premissas possuem a pretensão de apoiar ou suportar a conclusão de tal modo que a verdade das premissas não garanta a verdade da conclusão. D – As premissas possuem a pretensão de apoiar ou suportar a conclusão de tal modo que dadas as premissas é apenas improvável ou implausível que a conclusão seja verdadeira.
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“(...) Tudo quanto realizamos é parte da nossa conduta, mas nem tudo o que realizamos constitui uma acção.”
Jesus Mosterín, Raconalidad y Acción Humana. Madrid: Alianza, p142

4 – Após a leitura do texto é possível dizer que segundo Mosterín a acção refere-se: A – A todos os acontecimentos realizados pelo ser humano que estão dependentes da sua vontade. B – A um acontecimento ao qual está associado um agente e acerca do qual é possível fazer uma descrição verdadeira que exiba a presença de uma intenção. C – A um acontecimento ao qual está associado um agente e acerca do qual é possível fazer uma descrição verdadeira que exiba a presença de crenças e motivações. D – A um acontecimento realizado pelo ser humano e acerca do qual é possível fazer uma descrição verdadeira que exiba a presença de consciência.
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5 – Escolha, entre as proposições alternativas, aquela que se refere a uma intenção: A – “O alvo é o Banco de Portugal, pretendo assaltar o cofre central mediante uma descarga eléctrica.” B – “Não participei no roubo porque tinha medo de ser apanhado”. C – “O meu propósito era conseguir obter boa nota no teste”. D – “Podia justificar-me, mas não existem boa razões para aquilo que fiz.”
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GRUPO II (110 pontos)
Nas respostas são critérios a considerar: o domínio e clareza na interligação dos conhecimentos; o uso adequado dos conceitos; o rigor no tratamento das questões; o poder de síntese e a confirmação das afirmações feitas.

1 – (*) Negue as proposições expressas pelas seguintes frases: (20 pontos) a) Todas as frases declarativas expressam proposições. b) Alguns filósofos não são geniais. c) “Há frases absurdas verdadeiras.” d) Um almoço nunca é de graça.
(*) Recorde-se que negar uma proposição é apresentar a sua contraditória e não a sua contrária, subcontrária ou subalterna.
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2 – Indique se as seguintes proposições são verdadeiras ou falsas. Justifique as suas respostas. (40 pontos) a) Ser loira é condição suficiente para ser bonita. b) Morar no Porto é condição suficiente para viver na Europa. c) Ter mais de 20 anos é condição suficiente para ter mais de 50 anos. d) Ser réptil é condição necessária para ser cobra.
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4 – Considere o seguinte argumento dedutivo: (1) Os unicórnios foram pintados em tapeçarias. (2) Se algo foi pintado, então essa coisa existe.
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(C) Os unicórnios existem. 4.1 – Determine se o argumento é a) válido e b) sólido (bom). Justifique a sua resposta. (30 pontos) 4.2 – Identifique a forma lógica deste argumento dedutivo quanto à validade. (20 pontos)
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GRUPO III (60 pontos)
Nas respostas são critérios a considerar: a profundidade dos conhecimentos exibidos; a redacção coerente de ideias; o uso adequado dos conceitos; o poder de síntese; a confirmação das afirmações feitas e a busca de originalidade.

“ (...) A verdade é que existe uma diferença entre o que simplesmente me acontece, o que faço sem me dar conta e sem querer (...), o que faço sem me dar conta mas segundo uma rotina adquirida voluntariamente e o que faço apercebendo-me e querendo (...) parece que a palavra ‘acção’ apenas convém à última destas possibilidades. É evidente que ainda existem outros gestos difíceis de classificar, mas que à partida parecem qualquer coisa menos acções: por exemplo, fechar os olhos e levantar o braço quando alguém me atira qualquer coisa à cara ou procura algo a que e agarrar quando estou quase a cair. Não, decididamente uma acção é apenas o que não teria feito se não tivesse querido fazê-lo: chamo acção a um acto voluntário.
SAVATER, Fernando (1999), As Perguntas da Vida. Lisboa: Publicações Dom Quixote, p. 267-275

1 – (*) Partindo do texto, caracterize a acção humana de modo a distinguir fazer, agir e acontecer (acontecimento). Fundamente a sua resposta. (30 pontos)
(*) Não ignore o excerto, use exemplos e estruture uma resposta profunda e coesa com base nos conceitos estudados, sem recurso a rodeios ou outras estratégias que provoquem ruído.
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“O homem não é conduzido por forças cegas, mas por motivos (i. e. decisões conscientes). Esta é precisamente a característica da acção voluntária. Age-se voluntariamente quando o acto resulta de deliberação e decisão.”

2 – Esclareça a rede conceptual da acção humana. (30 pontos)
(*) Refira os diversos momentos da acção voluntária e caracterize integralmente o processo deliberativo (ver transparências).
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Grupo I (escolha múltipla) Grupo: II (4 perguntas) Grupo III (2 perguntas)                                           Total

 

30 pontos 110 pontos 60 pontos 200 pontos

  Bom trabalho!
Professora Joana Inês Pontes

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