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Relatorio Lei de Hooke

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Experiência no 05: Lei de Hooke.

Nomes: Eridan Borges, Felipe Telles, Luis Felipe Toffolo, Luis Felipe Granucci, Luiz Eduardo Pinheiro, Patricia Carsoni

Turma A – Grupo A1 Engenharia Mecânica e-mail: pati-lene_004@hotmail.com
Resumo. Este experimento visa a análise experimental da Lei de Hooke através do uso de molas e pesos em diversos modos de associação. Tal lei pode ser comprovada pela variação de comprimento obtida das medições (elongação da mola) com o aumento dos pesos.

Palavras chave: Lei de Hooke, constante da mola, série, paralelo, coeficiente angular Introdução O físico inglês Robert Hooke foi quem primeiro demonstrou que muitos materiais elásticos apresentam deformação diretamente proporcional a uma força elástica, resistente ao alongamento produzido: Onde : 𝐹𝑒𝑙 = −𝑘∆𝑥 Sendo k a constante elástica da mola e ∆𝑥p alongamento ou encurtamento que ocorre na mola. Cada mola possui um k característico, essa constante traduz a rigidez da mesma, ou seja, é uma medida que representa a sua dureza. Quanto maior for a constante Elástica, maior será a sua dureza. É importante ressaltar que o sinal negativo observado na expressão da Lei de Hooke, significa que o vetor Força Elástica, possui sentido oposto ao vetor deformação, isto é, possui sentido oposto a deformação. A lei de Hooke pode ser utilizada desde que o limite elástico do material não seja excedido. Podemos associar duas molas em série, onde uma força 𝑃 será aplicada igualmente na extremidade de cada mola, sofrendo cada qual uma deformação: 𝑃 ∆𝑦𝑠é𝑟𝑖𝑒 = ∆𝑦1 + ∆𝑦2 = 𝑘𝑠é𝑟𝑖𝑒 Ou seja, 𝑃 𝑃 𝑃 = + 𝑘𝑠é𝑟𝑖𝑒 𝑘1 𝑘2 No caso da associação em paralelo, a força 𝑃, aplicada ao conjunto é dividida entre as duas molas, com valores P1 e P2, e deformam-se de uma mesma quantidade, tal que: 𝐹 = 𝑘𝑝𝑎𝑟𝑎𝑙𝑒𝑙𝑜 ∆𝑦 = 𝑘1 ∆𝑦 + 𝑘2 ∆𝑦 Ou seja, 𝑘𝑝𝑎𝑟𝑎𝑙𝑒𝑙𝑜 = 𝑘1 + 𝑘2 Procedimento Experimental Materiais Necessários  02 molas helicoidais;  01 conjunto de massas acopláveis  Suporte para as molas  Ganchos para pendurar as molas  Base com hastes verticais  01 Régua milimetrada  01 Balança Montagem do Experimento         Colocar uma única mola, e sem força aplicada, determinar o comprimento inicial da mola (x0). Pendure o porta peso com massa conhecida, e anote o valor correspondente a deformação da mola. Retire o porta peso e refaça o passo anterior mais 3 vezes. Coloque valores diferentes de massas conhecidas e meça a deformação ocorrente. Meça 4 vezes em cada caso. Ao retirar a massa, observe se não houve nenhuma deformação permanente. Repita os passos anteriores para a segunda mola. Repita a experiência usando duas molas idênticas em série. Repita a experiência usando duas molas idênticas em paralelo.

Resultados e Discussão Para cada mola utilizou-se valores de massas diferentes, apresentadas a seguir: Mola 01 D= 07 mm M1= 0,057 kg M2= 0,107 kg M3= 0,157 kg

Mola 02 D=13 mm M1= 0,030 kg M2= 0,053 kg M3= 0,077 kg M4= 0,100 kg Os resultados obtidos a partir da realização da primeira parte do procedimento, da associação em série e da associação em paralelo estão presentes nas Tabela 1, Tabela 2, Tabela 3 e Tabela 4.
Tabela 1: Mola 1 simples com X0 = 12,8 cm

Mola 02

M1: (0,030 ± 0,0005)kg 𝑭 = (𝟎, 𝟐𝟗𝟑𝟒 ± 𝟎, 𝟎𝟎𝟕𝟎)𝑵

M2: (0,053 ± 0,0005)kg 𝑭 = (𝟎, 𝟓𝟏𝟖𝟑𝟒 ± 𝟎, 𝟎𝟏𝟎𝟕)𝑵 M3: (0,077 ± 0,0005)kg 𝑭 = (𝟎, 𝟕𝟓𝟑𝟎𝟔 ± 𝟎, 𝟎𝟏𝟔𝟏)𝑵 M4: (0,100 ± 0,0005)kg 𝑭 = (𝟎, 𝟗𝟕𝟖 ± 𝟎, 𝟎𝟐𝟑𝟏)𝑵 Como em todos os casos quando não houver força peso sendo aplicada não haverá deformação, assim todos os gráficos passarão pela origem. Ajuste de curva mola 01 0,0130021𝑎2 = 0,20277758 𝒚 = 𝟏𝟕, 𝟎𝟏𝟑. ∆𝒙 Ajuste de curva mola 01 em série 0,053866625𝑎2 = 0,45024675 𝒚 = 𝟖, 𝟑𝟓𝟗. ∆𝒙 Ajuste de curva mola 01 em paralelo 0,00338325𝑎2 = 0,11282697 𝒚 = 𝟑𝟑, 𝟑𝟒𝟗. ∆𝒙 Ajuste de curva mola 02 0,2401595𝑎2 = 0,67105959 𝒚 = 𝟐, 𝟕𝟗𝟒. ∆𝒙 Determinando os coeficientes angulares nos gráficos podemos identificar a constante da mola para cada caso:
Tabela 5: Coeficiente Angular da mola

M1 X1= 16 cm X2=16,2 cm X3=16,1 cm X4=16,1 cm 𝒙 =16,1 M1 X1=32,2 cm X2=32,3 cm X3=32,1 cm X4=32,2 cm 𝒙 =32,2 M1 X1= 14,6 cm X2=14,4 cm X3=14,5 cm X4=14,5 cm 𝒙 =14,5 M1 X1=18,8 X2=18,7 X3=18,9 X4=19,0 𝒙 =18,85

M2 X1=19 cm X2=18,9 cm X3=19 cm X4=19 cm 𝒙 =18,975 M2 X1=38,1 cm X2=38,0 cm X3=38,2 cm X4=38,0 cm 𝒙 =38,075 M2 X1=16 cm X2=15,9 cm X3=16 cm X4=16,1 cm 𝒙 =16

M3 X1=21,6 cm X2=21,8 cm X3=21,9 cm X4=21,9 cm 𝒙 =21,8 M3 X1=44,0 cm X2=44,1 cm X3=43,9 cm X4=44,1 cm 𝒙 =44,025 M3 X1=17,4 cm X2=17,3 cm X3=17,3 cm X4=17,4 cm 𝒙 =17,35 M4 X1=46,1 X2=46,0 X3=46,2 X4=46,1 𝒙 =46,1

Tabela 2: Mola 1 em série com X0 = 25,6 cm

Tabela 3: Mola 1 em paralelo com X0 = 12,8 cm

Tabela 4: Mola 2 simples com X0 = 10,2 cm

M2 X1=27,9 X2=27,9 X3=28,0 X4=28,0 𝒙 =27,95

M3 X1=37,1 X2=37,0 X3=37,1 X4=37,2 𝒙 =37,1

Mola Mola 01 Mola 01 em série Mola 01 em paralelo Mola 02 em série

Coef. Angular 17,009 8,361 33,348 2,799

Em anexo encontra-se os gráficos da força peso em função das elongações das molas para os quatro conjuntos de dados coletados. Para elaboração do gráfico calculou-se a força peso de cada mola com cada carregamento. Como mostrado abaixo, utilizando como gravidade : 𝑔 = 9,78 ± 0,07𝑚/𝑠² Mola 01 M1=(0,057 ± 0,0005)kg 𝐹 = 9,78 ± 0,07 × (0,057 ± 0,0005) 𝑭 = 𝟎, 𝟓𝟓𝟕𝟒𝟔 ± 𝟎, 𝟎𝟎𝟖𝟖 𝑵 M2: (0,107 ± 0,0005)kg 𝑭 = (𝟏, 𝟎𝟒𝟔𝟒𝟔 ± 𝟎, 𝟎𝟏𝟐𝟒)𝑵 M3: (0,157 ± 0,0005)kg 𝑭 = (𝟏, 𝟓𝟑𝟓𝟒𝟔 ± 𝟎, 𝟎𝟐𝟑𝟒)𝑵

Analisando os gráficos ajustados podemos afirmar que estes se comportam como uma reta crescente , assim quanto maior a elongação maior a força aplicada na molas. Isso prova que as molas obedecem a Lei de Hooke, pois aplicando um carregamento elas sofreram um alongamento e cessando o carregamento retornaram a uma mesma posição de equilíbrio. Também podemos analisar a relação da constante elástica com o diâmetro do enrolamento, onde quanto maior o diâmetro menor é o valor da constante da mola. Essa constante elástica tem como função determinar uma proporção entre variação do comprimento da mola e a força aplicada.

Como não houve variação de comprimento inicial da mola ao cessar o carregamento podemos afirmar que esta não sofreu deformação permanente. Abaixo encontra-se os valores teóricos da constante da mola determinados algebricamente, e comparando-os com os valores encontrados pelo determinação do coeficiente angular nos gráficos podermos confirmar que levando em consideração os erros que os valores batem. Mola 01 M1 −𝑘 = 0,55746 ± 0,00888 0,033 ± 0,001

M3 −𝑘 = Média: −𝒌 = 𝟑𝟑, 𝟎𝟖𝟎 ± 𝟑, 𝟐𝟒𝟖 Mola 02 M1 −𝑘 = 0,2934 ± 0,0070 0,0865 ± 0,001 1,53546 ± 0,234 0,0455 ± 0,001 −𝑘 = 33,746 ± 5,885

−𝑘 = 3,392 ± 0,120 M2 −𝑘 = 0,51834 ± 0,0107 0,1775 ± 0,001

−𝑘 = 16,893 ± 0,781 M2 −𝑘 = 1,04646 ± 0,0124 0,06175 ± 0,001 M3

−𝑘 = 2,920 ± 0,077 −𝑘 = 0,75306 ± 0,0161 0,269 ± 0,001

−𝑘 = 16,947 ± 0,475 M3 −𝑘 = 1,53546 ± 0,234 0,09 ± 0,001 M4

−𝑘 = 2,799 ± 0,070 −𝑘 = 0,978 ± 0,0231 0,359 ± 0,001

−𝑘 = 17,061 ± 2,790 Média: −𝒌 = 𝟏𝟔, 𝟗𝟔𝟕 ± 𝟏, 𝟑𝟒𝟖 Mola 01 em série M1 −𝑘 = 0,55746 ± 0,00888 0,066 ± 0,001 Média:

−𝑘 = 2,724 ± 0,072 −𝒌 = 𝟐, 𝟗𝟓𝟗 ± 𝟎, 𝟎𝟖𝟓 Conclusão As molas experimentadas obedecem a Lei de Hooke, onde para cada mola há uma constante de elasticidade, que depende do material, tipo, diâmetro da mola. Diferentes cargas não mudam o valor dessa constante, nem se alterarmos a forma que elas suportará essa carga como em série ou em paralelo. No caso em série ela obedece a regra da associação em série, onde k será a soma das duas molas dividido por dois, e em paralelo obedece a regra da associação em paralelo será a soma dos k das molas. Também podemos concluir que com um gráfico da Força Peso x Elongação podemos encontrar k. Referências [1] Amorim. Elizete; “Laboratório de Física 2” Notas de aula (2012). [2]http://www.infoescola.com/fisica/lei-dehooke/ (acesso: 29/05/2012). [3] http://www.sofisica.com.br/conteudos/Meca nica/Dinamica/fe.php (acesso: 29/05/2012).

−𝑘 = 8,446 ± 0,263 M2 −𝑘 = 1,04646 ± 0,0124 0,12475 ± 0,001

−𝑘 = 8,388 ± 0,167 M3 −𝑘 = 1,53546 ± 0,234 0,18425 ± 0,001

−𝑘 = 8,334 ± 1,315 Média: −𝒌 = 𝟖, 𝟑𝟖𝟗 ± 𝟎, 𝟓𝟖𝟏 Mola 01 em paralelo M1 −𝑘 = 0,55746 ± 0,00888 0,017 ± 0,001

−𝑘 = 32,792 ± 2,451 M2 −𝑘 = 1,04646 ± 0,0124 0,032 ± 0,001

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