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DIREITO FINANCEIRO

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1 DIREITO FINANCEIRO 5º PERÍODO - 1º B

DIREITO FINANCEIRO PROFESSOR DEMÉTRIUS LEIS A SEREM ESTUDADAS: - CF/1988 (Capítulos: Financeiro e Orçamentária). - LEI COMPLEMENTAR 101/2000 (lei de responsabilidade fiscal) - LEI 4320/1964

BIBLIOGRAFIA BÁSICA:  Curso de Direito Financeiro. Régis/ Manual de Direito Financeiro  Direito Financeiro e Tributário: Kioshi Arada  Professor Ricardo Lobo Torres

Direito financeiro

=

Direito Tributário (quem, para quem, porque, quanto, quando).

Gestão Entrada (receita) Saída (despesa)

 Receita originária

 Receitas Derivadas  Multas  Tributos

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CF Art. 24. O direito financeiro preocupa-se com a entrada e saída nos cofres públicos. O objetivo do direito financeiro é a atividade financeira do estado, sendo essa atividade financeira do estado (trabalhar com receita, gestão, e despesa) um instrumento pelo qual o estado satisfaz o BEM COMUM. O estado busca o BEM COMUM (Interesse público)  o estado deve satisfazer as necessidades públicas básicas. [- Serviços públicos, - poder de polícia e intervenção no domínio econômico].

► Direito financeiro é um ramo do direito público. ► Lá no direito publico temos: direito constitucional. Exp. Direito constitucional, direito econômico, direito tributário, direito administrativo, direito econômico, direito financeiro, se relaciona. ► Direito financeiro se ocupa da entrada e da saída dos recursos dos cofres públicos, entrada, gestão e saída de dinheiro dos cofres públicos. Objeto de estudo do direito financeiro é Receitas, gestão e despesas, entrada e saída dos cofres públicos. ► CF/88 – art. 24, I. (ler) ► Direito financeiro e direito tributário não são sinônimos.

Relação do estado com o contribuinte ou responsável, com o tributo é muito grande. Para o direito tributário, não interessa oque será feito desses recursos. Com o direito financeiro sim, onde é que esse dinheiro será aplicado. Será aplicado para suprir as necessidades públicas básicas.

A CONTITUIÇÃO E A LEI 4320 VÃO CHAMAR INSTITUTOS DE RECEITAS E DESPESAS. A MAIS IMPORTANTE DIREITO TRIBUTÁRIO.

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Para o direito tributário terá que responder essas seguintes perguntas: 1. Quem paga o tributo? 2. Quanto se paga? 3. Porque se paga? 4. Quando se paga? (aspecto temporal também é importante)  

O João paga, porque tem um imóvel urbano. Pra quem paga? Para o município. Porque é o município que tem a competência. Respondendo essas perguntas respondemos o direito tributário.

► O TRIBUTO ESTÁ DEFINIDO NO ARTIGO 3º DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO.  O tributo é uma coação legal, é uma parcela da riqueza de cada um de nós, para que o Estado possa satisfazer as necessidades públicas básicas.  Direito Financeiro estuda: receita, gestão e despesa.  Dentro das receitas, vamos encontrar as RECEITAS originárias e derivadas:  Tributo  Multas  Empréstimos 

Ultimo objetivo do Estado  Busca realizar o bem-comum. Bem comum que pode ser chamado de interesse publico, como que ele promove o interesse publica? Ele tem que satisfazer as necessidades públicas básicas.

Esse é o primeiro tópico importante que nós vamos nos deparar. O estudo da atividade financeira do Estado e o da necessidade pública básica é a base do estudo desta disciplina.

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Exemplo: hoje em dia tem disponibilidade de escola pública, pode não ser boa, mas tem. Os professores ganham pouco, às vezes há greves, mas tem a prestação de serviço, mal, mas tem. NECESSIDADE PUBLICA BÁSICA  Serviços públicos  Poder de policia (regular, formando uma norma/ fiscalizar : aplicando a norma)  Intervenção do domínio econômico. (Intervenção direta e Intervenção Indireta)

Objeto do direito financeiro  Atividade financeira do Estado. È o instrumento pelo qual o Estado satisfaz as necessidades públicas básicas. A atividade financeira nada mais é do que a receita + a gestão + a despesa. Contida no orçamento público. A atividade financeira do estado trabalha com o orçamento.  A CF no Art. 165 CF/88, diz que existem três instrumentos orçamentários, o Estado precisa de orçamento, nenhum ente político (União, Estados Federados e os Municípios) – precisam de três instrumentos orçamentários, que sem o qual o Estado está de pés e mãos amarrados. Quem detém o poder para criar lei orçamentária é o chefe do executivo e este se submete ao legislativo.  → PPA (plano plurianual) → LDO (lei de diretrizes orçamentária) → lei orçamentária anual (LOA).

13/02/12

INTRODUÇÃO  A atividade financeira do Estado  Características da atividade financeira

Presença pessoa jurídica de direito publico

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Conteúdo econômico Conteúdo monetário Instrumentalidade Instrumentalidade e politica econômica

FINS DA ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO (vinculada à satisfação de três necessidades publicas básicas) → prestação serviços públicos → poder de policia → intervenção no domínio econômico.

CLAUSULAS TRANSFORMADORA (objetivos fundamentais)  São enunciados programáticos diretivos na CF. Toda politica publica que for implementada, nossa CF vai enunciando, POR EXEMPLO, A politica publica urbana, politica publica rural. Art. 3º e seus incisos CF. (Canotilho). Cláusulas transformadoras são enunciadas, diretivos da nossa CF, política publica de educação, política pública urbana, rural. As causas transformadoras devem ser observadas pelos legislador

infraconstitucional, todo governador deve seguir o norte estabelecido pela CF. (repetiu 5 x o art. 3º). Para satisfação das necessidades públicas é necessário implementar políticas públicas, houve uma identificação pelo legislador constituinte originário que uma situação deveria ser mudada. Que situação era essa? R – que nossa constituição não era livre, justa, solidária e por isso deveria produzir políticas para que nos tornemos justo, livres, solidários e além de garantir o desenvolvimento social. O art. 3º identifica que o problema sério do nosso país é a pobreza. As clausulas transformadoras identificam uma situação que se precisar mudar. As clausulas transformadoras são fundamentais.  Para prova art. 1º CF e art. 3º correlação com o art. 170 CF.  Com isso concluímos que a satisfação das necessidades públicas básicas ocorrem através das implementações de políticas públicas. Por exemplo, o Estado tem prestar transporte, educação, saúde, segurança pública, alimento

(possibilitando aos agricultores fomento).

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 Toda necessidade pública é necessidade coletiva, nem toda necessidade coletiva é uma necessidade pública. Porque a necessidade coletiva é coletiva, mas ela é hetérea, paira no ar, para que ela seja necessidade pública tem que haver uma necessidade política e precisar ser positivada, posto na lei. Toda politica pública para ser implementada precisa de recurso, logo ele estabelece prioridades fundamentais, como no art. 3º CF.

► O Estado tem que positivar as necessidades coletivas, toda política pública para ser implementada, exige recursos, então o Estado não pode pegar tudo ao mesmo tempo. Na CF temos da política de saúde, da política agrária, então precisa de dinheiro, de recursos públicos. E esse recurso é difícil.

► Existem as receitas próprias e as derivadas (tributos, multas e empréstimos públicos). ► O norte da CF está no artigo 3º CF. (o problema sério de nossa república era a pobreza e a falta de distribuição de renda). As clausulas transformadoras são fundamentais e são objetivos da república.

RECEITAS DERIVADAS SÃO: Pagamento de tributos, de empréstimos e multa.

 Financeiro Recita-gestão-despesas/ ou entrada-gestão-saída dos cofres públicos. Objeto material de estudo: aplicação na política pública.  Tributário trabalha com uma parcela das receitas. Receita derivada, decorrente do tributo. Objeto material de estudo: é o tributo e as relações de quem paga e cobra o tributo.

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► Não podemos sair da aula sem saber definição de tributo e espécies tributárias.  Definição tributo: obrigação ex-lege. Que deve ser pago em moeda. Sem ato ilícito.

Exp.: se eu saio com o carro e tomo uma multa, isso não configura tributo, por causa da ilicitude do ato.  LC→ CTN→ Art. 3º, Código Tributário Nacional. Art. 3º Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.

► ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS  Cinco (5) espécies tributárias: Impostos, taxas, contribuição de melhorias, empréstimos compulsórios, contribuições sociais, e/ou especiais. È fundamental saber disso porque nosso Estado é um Estado Fiscal.  Na CF que vamos encontrar as espécies tributárias. nossas receitas decorrem de tributos.  O art 145 CF, I, II,III; Art 148.; Art 149 A e art 195. Temos 5 espécies tributários.  São as que se denominam na doutrina, de bolo de recursos tributários. Maior parte de

► PACTO FEDERATIVO  Tem que levar em conta a distribuição dos recursos públicos. Que por sua vez leva e conta cada ente político.

Serviços públicos de radiodifusão de imagens são prestados pela União, ou por quem faça suas vezes. Saneamentos, tratamento água, são prestados pelos municípios.

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► TRIBUTOS VINCULADOS  Vinculado a uma atividade estatal específica. Tributos vinculados. exp: as taxas e os empréstimos compulsórios, o Estado tem que fazer alguma coisa, e o contribuinte tem usufruir.

► TRIBUTOS NÃO VINCULADOS  Os impostos não são vinculados. Não são vinculados a uma atividade estatal especifica. O Estado não tem que fazer nada para cobrar os impostos. Levase em conta o contribuinte, não levando em conta o que o estado faça ou deixa de fazer, por exemplo, o IPVA, porque sou dono de veículo automotor, IPTU, porque sou proprietário de imóvel.  Não é tributo vinculado a coisa nenhuma. Imposto não é vinculado. O fato gerador do imposto relaciona-se a uma situação do contribuinte.

► IMPOSTOS   São tributos não vinculados Exemplos de tributos vinculados: as taxas e os empréstimos compulsórios.

► TAXAS   Duas subespécies de taxas (polícia e serviço público) – art. 145, II. Taxas de Policia – È o poder de normatizar e fiscalizar - Taxa de incêndio/ compra de arma, taxa para registrar, taxa de alvará de construção, autorização para comércio - é taxa do poder de polícia. 

Taxas serviço públicos - Temos as taxas que são decorrentes do serviço público, mesmo que você não use você tem que pagar, é vinculado, ou seja, que o estado tem que fazer alguma coisa. Exemplo: coleta de lixo.

► CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIAS

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 

São tributos vinculados. Fato gerador é a obra pública de valorização imobiliária. Obra publica e valorização imobiliária: o estado tem que realizar uma obra publica e essa tem que decorrer a valorização imobiliária. Só assim o contribuinte vai ter que pagar pela contribuição de melhoria.

► EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS (instituído por José Sarney)    Tributos afetados a uma finalidade constitucionalmente pré-estabelecida. Casos: art 148,I, II. Características principais desse tributo: é um tributo que só pode ser instituído pela União e num prazo estabelecido na lei ele é devolvido ao contribuinte.   No seu início foi para compra de veículo automotivo e gasolina. Dentro de um prazo instituído por lei, esse dinheiro deve ser devolvido ao contribuinte.

27/02/2012 Obs. Cai na Prova. ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO (revisão da aula anterior)

 Tributos (gênero)  Impostos – art. 145 CF  Taxas – art. 145, II CF  Contribuição melhoria – art. 145, III CF  Empréstimos compulsórios – art. 148 CF  Contribuições especiais e ou sociais – art. 149 e 195 CF  São 5 espécies de tributos.  A CF indica a competência.  Art. 153 CF – competência da União – são sete  Art. 154 CF – competência da União – são dois

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 Art. 155 CF – competência dos Estados – são três  Art. 156 CF – competência dos municípios – são três  Art. 146 CF – A CF compete competência e os entes políticos devem instituir com LC.

Como que o município utiliza outorga de competência? R – o ente político tem que legislar, ele tem que editar uma lei, dentro de sua competência cria o tributo.

 Dos sete impostos conferidos para a União, ela se utiliza de seis, porque o tributo sobre a fortuna não foi editada.  O código tributário nacional é uma lei complementar, é a lei complementar mais importante (tributário).  Financeiro – L. Complementar 101 e lei 4.320.

IBDT _ estudo Injustiça Tributária Características principais dos tributos  O estado tem que realizar obra pública que dela decorre valorização mobiliária.  Empréstimos compulsórios, peculariedades restituidade, calamida pública, no caso de investimento público, art. 148 CF. O fato gerador da época era compra de veículo zero quilômetro.  Maior anomalia do tributário, contribuições especiais e sociais, art. 149 A, e art. 195.  Taxa de iluminação pública (inconstitucional), logo aprovou art. 149 A. (contribuição para custeio de iluminação pública – municipal).  Art. 195 CF. INSS. (I, II, III ...)  Contribuição de importador de bens e serviço do exterior. (contribuição social)

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O poder de polícia, taxa de incêndio, art. 178 CT, o poder de policia é o poder do Estado de normatizar e também de fiscalizar, o poder de polícia limita direitos e liberdade, possui duas competências uma legislativa, por exemplo, regras do código de obras.  Taxas poder de polícia possuem duas subespécies  Contribuições de melhorias  Empréstimos compulsórios, com duas subespécies  Contribuições especiais e sociais Taxas são tributos vinculados a uma atividade Estatal específica relacionada a um contribuinte. Ler os artigos:  Art. 78 CT  Art. 145, II CF Exemplo de Intervenção no domínio econômico – exemplo CIDI (marinha), FUNTEL ... CONDICINE. Contribuição sindical, CREA, OAB, são tributos. A principal fonte de recursos do Estado é o tributo. Visando satisfazer as necessidades públicas do Estado.

05/03/2012 MODULO II – DIREITO FINANCEIRO ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO – NECESSIDADE PÚBLICAS DO ESTADO A atividade financeira do Estado está vinculada a satisfação de 3 necessidade públicas básicas inseridas na ordem jurídico constitucional:    Prestação de serviços públicos – Art. 175 CF/88. Exercício regular do poder de polícia – Art. 145 CF/88. Intervenção do Estado no domínio econômico. Art. 170 CF/88 e seguintes. O título VII da CF/88. Art. 175, 173, 174, 177 CF/88.

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1º - AS ATIVIDADES PÚBLICAS BÁSICAS E A ORDEM ECONÔMICA. 1. ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO  Atuação estatal voltada para obter, gerir e aplicar (gastar) recursos financeiros necessários à consecução de seus fins (finalidades) que, em última análise é a realização do bem comum. Bem comum – É um ideal que promove o bem estar e que conduz a um modelo de sociedade que permite o pleno desenvolvimento das potencialidades humanas ao mesmo tempo em que estimula a compreensão e a prática de valores espirituais. 2º - CARACTERÍSTICAS DA ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO 1. Pessoa Jurídica de Direito Público – Interno – União, Estados, D.F 2. Conteúdo Econômico 3. Conteúdo Monetário (porque se tratam de obtenção, gestão e gastos de recursos monetários) 4. A Instrumentalidade do Estado (é a relação de meio e fim, é o instrumento pelo qual o Estado, realiza, atinge seus fins) 5. Instrumentalidade e Política econômica (o Estado intervém na política econômica, o Estado por meio da politica econômica intervém, porque é uma decisão política, porque são nossos representantes quem participam do processo de decisão)

Os fins da atividade do Estado se coincidem porque são os mesmos que os fins da atividade financeira do Estado.

NECESSIDES PÚBLICAS BÁSICA  Serviços públicos - artigo 17    União – art. 21 CF/88 Estado – art. 25, §2º CF/88 Municípios – art. 30.

 Poder de polícia – artigos 145, II, 182 CF/88 + art. 78 CTN.

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 Intervenção do domínio econômico   Direta – quando o Estado atua no domínio econômico, ele o ESTADO é o empresário. Art. 173 CF/88 Indireta – quando o ESTADO regula ou fiscaliza a atividade econômica. Art. 174 CF/88 Num estado capitalista como o nosso, onde a livre iniciativa, a livre concorrência baliza todo nosso sistema, que garante a liberdade de empresa, a liberdade de lucro, quem domina? R – Normalmente é a iniciativa privada, mas em alguns setores é o Estado, A União. O Estado tem como fim desenvolver o interesse público. Na busca do direito público o Estado busca realizar os direitos fundamentais e a democracia. Fez uma leitura do artigo 21 CF/88.

12/03/2012 Lei 4.320/64 – STF Saber Direito Professor Demétrius Sem áudio – anotei tudo ► A atuação do Estado está relacionado a satisfação de três necessidades públicas básicas: serviços públicos, poder de polícia e a intervenção do poder econômico.

► Os serviços públicos podem ser prestados por cada um dos entes públicos. Na fundamentação constitucional encontramos o artigo 175 CF regulamentando o serviço público, no artigo 21 CF o legislador descreveu os serviços públicos de competência da união. Menção ao artigo 30 CF municípios e o artigo 25 § 2º.

► Poder de polícia é o poder de normatizar e regulamentar – artigo 78 CTN. Restringir e limitar o direito. O poder de policia compreende duas competências

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uma legislativa e uma administrativa. A legislativa compreende ao estado editar regras, como por exemplo, o código de trânsito brasileiro.

► Efetiva fiscalização compreende a competência administrativa do poder de policia.

Artigo 1º IV Artigo 173 direta e 174 CF forma indireta. Artigos 176 e 177 CF regimes de monopólios.

Bens que são monopólios da união, petróleo, artigo 177 CF. Ciclos econômicos é a lavra desses bens como a refinas, transporte marítimos, enriquecimento, reprocessamento, industrialização e comercio. Artigo 170 CF/88 – intervenção indireta do Estado na atividade econômica. ► Questão da prova. Se o estado nota uma situação que pode resulta numa crise, no abalo destes valores que devem ser percebidos pelo estado ele pode intervir no sistema

econômico. Sim ele pode se valer de leis tributárias, existem impostos, impostos sobre importação, sobre exportação. Exemplo crise mundial uma das primeiras medidas

interventivas do país. Essa medida aqueceu o mercado. Pode intervir, abrindo linhas de créditos, diminuindo juros. LER O LIVRO DO KIOSHI ARADA.  O Estado quando atua como empresário intervém diretamente no sistema econômico (empresas públicas ou de economia mista).

 Indiretamente, atua através da fiscalização, incentivo e planejamento como agente normativo e regulador.

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 Atente que a CF assegura o direito subjetivo a propriedade e a livre concorrência que por extensão de sentido possibilitam a contratação de mão de obra, criação de empresas objetivando lucro. (Arts. 1º, IV; 173 e 174/CF).

Para assumir uma identidade econômica devem ser verificados os seguintes quesitos:  Monopólios estão restritos a determinados cilclos e bens (petróleo, gás natural, hidrocarbonetos; (Art. 177/CF)  Bens (petróleo, gás natural, hidrocarbonetos)  Ciclos (pesquisa, lavra, refinação, importação, exportação).

 Intervenção direta é a atuação do Estado no domínio econômico ele, empresário (monopólio e sociedades mistas) não poderá gozar de incentivos fiscais – Art. 173, §§s 1º e 2º.  Quando a atuação é no domínio econômico (direta)  Quando a atuação é sobre o domínio econômico (indireta)

FAZER UM FICHAMENTO DO ITEM 6.0 DO CAPÍTULO I DO LIVRO “TORRES LOBO”. OK – FEITO E ENTREGUE – VALE 0,5 – PONTO. Cap. 2 – Direito Financeiro: Conceito: Ramo do Direito Público que estuda a atividade financeira do Estado sob o ponto de vista jurídico. Sua autonomia advém da existência de princípios jurídicos específicos, não aplicáveis a outros ramos do Direito. (art. 24/CF). Objeto material: Receita, despesa, orçamento e crédito público. Porque o Direito Financeiro é autônomo? Devido a este possuir princípios jurídicos específicos, não aplicáveis a outros ramos do Direito. Tal especificidade fez com que o DFinanceiro se destacasse do Direito Administrativo. A necessidade de despesas públicas sempre resulta de decisão política, as quais devem ser propostas em orçamento prévio para ser aprovado pelo Legislativo e posteriormente ser incluso no orçamento anual do ano conseguinte.

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Cap. 3 – Despesas Públicas: (art. 167/CF). Conceitos: a) Designa um conjunto dos dispêndios do Estado, ou de outra pessoa de direito público, para o funcionamento dos serviços públicos. b) Aplicação de certa quantia em dinheiro, por parte da autoridade ou agente público competente, dentro duma autorização legislativa, para execução de fim a cargo do governo. Resumindo: Despesa pública corresponde invariavelmente a um dispêndio relacionado com uma finalidade de interesse público (coletivo) acampado pelo Estado. Classificação: a) Ordinárias: São as que constituem a rotina de serviços públicos e que são renovadas anualmente, mediante orçamento. b) Extraordinárias: São as destinadas a atender serviços de caráter esporádico, excepcionais que não se renovam anualmente. Execução das despesas públicas: Vinculada ao art. 167/CF e ao princípio da legalidade. A não observância deste resulta em crime de responsabilidade (Lei 1.079/50 e DL 201/67 – Crime de responsabilidade do Prefeito) ou ato de improbidade administrativa (art. 10, IX da Lei 8.429/92). Procedimento: a) Empenho prévio. Este limita a diminuir do determinado item orçamentário a quantia necessária ao pagamento do débito. b) Liquidação: Verificação do direito adquirido pelo credor tendo por base títulos e documentos probatórios do crédito. (art. 63/Lei 4.320/92). c) Ordem de pagamento: Despacho da autoridade competente para efetivação do mesmo. (art. 64/Lei 4.320/92). d) Pagamento: Extinção da obrigação por cumprimento contratual pleno. (art. 62/Lei 4.320/92). Obs.: Débitos oriundos de sentença judicial -=> (art. 100/CF): Precatórios -=> Exceção: Caput A realização das despesas segue o princípio da legalidade. A inobservância deste sucumbe o agente em crime de responsabilidade (Lei 1.079/50 e DL 201/67 -=> Crime de responsabilidade do prefeito). Pode ainda incidir sobre este, ato de improbidade adminstrativa (Art 10, IX, Lei 8.429/92 com punição orientada pelo art. 12, II). Despesas extraordinárias: Art. 41, III – Lei 4.320/64; Art. 167, § 3º. Casos de guerra ou relevância urgência (pressuposição de imprevisibilidade) Cap. 4 – Receitas Públicas: a) Conceito: Receita é o ingresso de dinheiro aos cofres do Estado para atendimento de suas finalidades. É a entrada que, integrando-se no patrimônio público sem

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qualquer reserva ou correspondência no passivo, vem acrescer o seu vulto, como elemento novo e positivo. Divisão: a) Receitas correntes: Tributárias, agorpecuária, de serviços, etc.

de

contribuições,

patrimonial,

industrial,

b) De capital: Operações de crédito, alienação de bens, amortização de empréstimos, transferências de capital, receitas de capital. Receitas originárias: São aquelas que resultam da atuação do Estado, sob regime de Direito Privado, na exploração de atividade econômica. Resulta do seu domínio privado segundo art. 99/CC. Classificação: 1) Quanto à regularidade: a) Ordinárias: São aquelas que ingressam com regularidade, por meio do normal desenvolvimento da atividade financeira do Estado. Constituem fonte regular e permanente de recursos necessários ao atendimento de despesas públicas. b) Extraordinárias: São auferidas em caráter excepcional e temporária em função de determinada conjuntura. Ex.: Empréstimo compulsório. 2) Quanto à origem: a) Originárias: Oriunda de exploração, pelo Estado, de atividade econômica.Resultam do domínio privado do Estado. Aqui o objetivo é o lucro (atua sob regime de direito privado). b) Derivadas: Caracterizada pelo constrangimento legal para sua arrecadação. (Tributos, penas pecuniárias, confisco e reparações e guerra).

19/03/2012 MATÉRIA DA PROVA – cap. I, cap. II, cap. VIII, cap. IX (todos os tributos) – dica o foco é a Constituição Financeira – Subsistemas constitucionais – (Lobos Torres) – art. 163 à 169 CF – art. 24 CF – art. 170, 171, 172, 173, 174, 175 e seguintes, art. 70 a 75. LC. 4320 e Lei 101. Art. 157 ao 162. Ler necessidades públicas básicas.  NECESSIDADE PÚBLICA BÁSICA ► A atividade financeira são as quais o Estado garante as despesas básicas; que é serviço público, poder de polícia, intervenção de domínio econômico. Art. 175 CF  Serviços de interesse geral prestado pela União. Art. 21 CF.  Serviço local. Art. 30 CF ► Poder de polícia

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 Poder

de

normatizar,

de

fiscalizar,

representa

limitações ao direito – art. 78 CTN – art. 145 CF ou nos artgs. 152 e seguintes. ► Intervenção do domínio econômico. São três instrumentos:  Poder normativo,  Poder de polícia,  Poder de assunção do estado em atividade

econômica. ► A intervenção pode ser direta ou indireta. Poder de polícia e intervenção do domínio econômico é uma intervenção indireta. ► Art. 170 CF – intervenção do domínio econômico.  Qual o fundamento da ordem econômica?

R - Valorização do trabalho humano e a livre iniciativa. Art. 170 caput  Qual o fim da ordem econômica? R - Existência digna e ordem social. ► Quando o Estado edita lei de meio ambiente, está intervindo no domínio econômico. ► ALGUNS TRIBUTOS são fiscais e extrafiscais. ► ART. 173 CF – direto – ART 174 CF indireto – Serv. Público 175 CF.  DESPESAS PÚBLICAS 1. Conceito (Hely Lopes Meirelles)  Despesa vem do latim dispedium (gasto), gasto público tem que atender as necessidades públicas básicas, interesse público. O gasto não autorizado é contrário ao direito público e é nulo de pleno direito. Surge ai um princípio fundamental que é o da legalidade. SUPREMACÍA CONSTITUCIONAL, SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO (EFETIVAÇÃO DA DEMOCRACIA E DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS)

2. Alterações que resultam do princípio da legalidade art. 167 CF  Exceção – art. 167, § 3º

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 Abertura de Créditos extraordinários  Despesas imprevisíveis e urgentes 3. Características  I – Anterioridade de previsão orçamentária  II – Dirigida para uma determinada finalidade ► Art. 169 CF ► Art. 19 LC 101/00 ► Art. 15 ao 24 LC 101/00 ► Ensino – art. 212, cáput CF ► União 18% ► Estados e municípios 25% ► Saúde – art. 198, §2, II e III ► Art. 71 ADCT  III – visar uma finalidade  IV – Feita por ente público

Resumo da obra: Direito Financeiro e Tributário – Kiyoshi Harada Cap. 1 – Introdução: Finalidade do Estado = Bem comum: Ideal que promove o bem estar e conduz a um modelo de sociedade, que permite o pleno desenvolvimento das potencialidades humanas ao mesmo tempo em que estimula a compreensão e prática de valores espirituais.   Atividades essenciais = Representam interesses primários do Estado, sendo indelegáveis. Ex.: Segurança pública, poder jurisdicional, etc. Atividades complementares = Representam interesses secundários do Estado podendo ser exercidas por este ou em conluio com concessionárias de serviços públicos. Forma de arrecadação: 1) No Estado monárquico – requisição de bens e serviços de súditos, colaboração gratuita e honorífica e despojo oriundo de guerras. 2) Hoje, a atividade financeira do Estado é a procura de meios para satisfazer às necessidades públicas. Consiste em obter, criar, gerir e despender dinheiro

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indispensável às necessidades cuja satisfação o Estado assumiu por força constitucional. Necessidade pública = É aquela de interesse geral, satisfeita sob o regime de direito público presidido pelo princípio da estrita legalidade, em contraposição aos interesses particulares ou coletivos, satisfeitos pelo regime de direito privado, informado pelo princípio da autonomia da vontade. Resumindo: A atividade financeira do Estado está ligada a 3 pilares. a) Prestação de serviços públicos; b) Exercício do poder de polícia; c) Intervenção no domínio econômico. Atividade financeira do Estado – Definição: Atuação estatal voltada para obter, gerir e aplicar os recursos financeiros necessários a consecução das finalidades do Estado que, em última análise, se resumem na realização do bem comum. Definição de Serviço público: Prestação de utilidade ou comodidade material fruível diretamente pelos administradores, prestado pelo Estado ou por quem faça suas vezes, sob-regime de Direito Público. Definição de Poder de polícia: Art. 145/II, 170, 174, 182, 192, 193/CF; Art. 78/CTN: Poder discricionário, com limitação legal. Atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente a higiene, segurança, ordem, costumes, disciplina da produção e do mercado, ao exercício das atividades econômicas pendentes de concessão ou autorização Estatal, ao respeito à propriedade, tranquilidade e aos direitos individuais ou coletivos. Em Resumo: Atividade inerente ao poder público que objetiva, no interesse geral, intervir na propriedade e na liberdade dos indivíduos, impondo comportamentos comissivos ou omissivos. Obs.: Poder de polícia é do poder da polícia: O segundo é espécie de poder da administração pública, fundamentado no princípio da prevalência do interesse público sobre o privado.

Definição de Intervenção no domínio econômico: O estado intervém na economia através de seu poder normativo, elaborando leis que protegem e resguardam direitos, coíbem abusos. Fomenta ou não a economia, através seu poder de polícia e ainda administrativamente intervém na atividade econômica através de financiamentos e ações de exploração da mesma em caráter excepcional (arts. 173 e 177/CF). Obs.: Empresas públicas e empresas controladas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LC nº 101/00) não formam categoria uniforme. Enquanto algumas têm finalidade lucrativa (Ex.: Petrobrás) outras somente prestam serviços públicos (Ex.: CEF, Correios, etc.). (Ver arts. 170 e 173/CF).

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Obs.2: Somente as estatais que buscam lucro não podem gozar de privilégio fiscal. Prestadoras de serviços sim. CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Lei 8.884/94. Cap. 2 – Direito Financeiro: Conceito: Ramo do Direito Público que estuda a atividade financeira do Estado sob o ponto de vista jurídico. Sua autonomia advém da existência de princípios jurídicos específicos, não aplicáveis a outros ramos do Direito. (art. 24/CF). Objeto material: Receita, despesa, orçamento e crédito público. Porque o Direito Financeiro é autônomo? Devido a este possuir princípios jurídicos específicos, não aplicáveis a outros ramos do Direito. Tal especificidade fez com que o DFinanceiro se destacasse do Direito Administrativo. A necessidade de despesas públicas sempre resulta de decisão política, as quais devem ser propostas em orçamento prévio para ser aprovado pelo Legislativo e posteriormente ser incluso no orçamento anual do ano conseguinte. Cap. 3 – Despesas Públicas: (art. 167/CF). Conceitos: c) Designa um conjunto dos dispêndios do Estado, ou de outra pessoa de direito público, para o funcionamento dos serviços públicos. d) Aplicação de certa quantia em dinheiro, por parte da autoridade ou agente público competente, dentro duma autorização legislativa, para execução de fim a cargo do governo. Resumindo: Despesa pública corresponde invariavelmente a um dispêndio relacionado com uma finalidade de interesse público (coletivo) acampado pelo Estado. Classificação: c) Ordinárias: São as que constituem a rotina de serviços públicos e que são renovadas anualmente, mediante orçamento. d) Extraordinárias: São as destinadas a atender serviços de caráter esporádico, excepcionais que não se renovam anualmente. Execução das despesas públicas: Vinculada ao art. 167/CF e ao princípio da legalidade. A não observância deste resulta em crime de responsabilidade (Lei 1.079/50 e DL 201/67 – Crime de responsabilidade do Prefeito) ou ato de improbidade administrativa (art. 10, IX da Lei 8.429/92). Procedimento: e) Empenho prévio. Este limita a diminuir do determinado item orçamentário a quantia necessária ao pagamento do débito. f) Liquidação: Verificação do direito adquirido pelo credor tendo por base títulos e documentos probatórios do crédito. (art. 63/Lei 4.320/92). g) Ordem de pagamento: Despacho da autoridade competente para efetivação do mesmo. (art. 64/Lei 4.320/92).

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h) Pagamento: Extinção da obrigação por cumprimento contratual pleno. (art. 62/Lei 4.320/92). Obs.: Débitos oriundos de sentença judicial -=> (art. 100/CF): Precatórios -=> Exceção: Caput A realização das despesas segue o princípio da legalidade. A inobservância deste sucumbe o agente em crime de responsabilidade (Lei 1.079/50 e DL 201/67 -=> Crime de responsabilidade do prefeito). Pode ainda incidir sobre este, ato de improbidade adminstrativa (Art 10, IX, Lei 8.429/92 com punição orientada pelo art. 12, II). Despesas extraordinárias: Art. 41, III – Lei 4.320/64; Art. 167, § 3º. Casos de guerra ou relevância urgência (pressuposição de imprevisibilidade) Cap. 4 – Receitas Públicas: b) Conceito: Receita é o ingresso de dinheiro aos cofres do Estado para atendimento de suas finalidades. É a entrada que, integrando-se no patrimônio público sem qualquer reserva ou correspondência no passivo, vem acrescer o seu vulto, como elemento novo e positivo. Divisão: c) Receitas correntes: Tributárias, de contribuições, patrimonial, industrial, agorpecuária, de serviços, etc. d) De capital: Operações de crédito, alienação de bens, amortização de empréstimos, transferências de capital, receitas de capital. Receitas originárias: São aquelas que resultam da atuação do Estado, sob regime de Direito Privado, na exploração de atividade econômica. Resulta do seu domínio privado segundo art. 99/CC. Classificação: 3) Quanto à regularidade: c) Ordinárias: São aquelas que ingressam com regularidade, por meio do normal desenvolvimento da atividade financeira do Estado. Constituem fonte regular e permanente de recursos necessários ao atendimento de despesas públicas. d) Extraordinárias: São auferidas em caráter excepcional e temporária em função de determinada conjuntura. Ex.: Empréstimo compulsório. 4) Quanto à origem: c) Originárias: Oriunda de exploração, pelo Estado, de atividade econômica.Resultam do domínio privado do Estado. Aqui o objetivo é o lucro (atua sob regime de direito privado). d) Derivadas: Caracterizada pelo constrangimento legal para sua arrecadação. (Tributos, penas pecuniárias, confisco e reparações e guerra). O Estado “faz” derivar para seus cofres parcelas das riquezas de seus súditos. Cap. 8 – Direito Tributário: A evolução:

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Antigamente espólios de Guerra, conquistas e doações voluntárias associadas a produção de moeda e imposição de penalidades (entre outros) perfaziam a forma de arrecadação do Estado. Com o passar do tempo e a necessidade de modernização do Estado como um todo, visando um atendimento mais amplo às reais necessidades coletivas, a força coercitiva manifesta pela cobrança sistemática de tributos. O exagero provoca luta entre povo e soberanos. Com certeza esta foi a principal influência para as Revoluções Francesa, Independência America e Inconfidência Mineira no Brasil. Consequentemente estes movimentos promoveram a cobrança tributária a submissão parlamentar anterior à sua promulgação, salientando o princípio da legalidade tributária (Art. 150,I/CF) “Só haverá cobrança, instituição ou modificação de tributo quando houver a devida previsão legal para isto. Não pode um decreto ou outro instrumento infra-legal o fazê-lo”. Exceções ao Princípio da Legalidade: a) Impostos reguladores (II,IE,IPI,IOF) podem ser majorados por meio de decreto; b) Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico(CIDE); c) As medidas provisórias podem instituir ou majorar impostos que não sejam privativos de lei complementar.(Art. 62,§7º - CF/88. Tributo hoje é categoria jurídica disciplinada pelo Direito por força da jurisdição do Estado. Conceito de Direito Tributário: É a disciplina da relação entre fisco e contribuinte, resultante da imposição, arrecadação e fiscalização de impostos, taxas e contribuições. Tributo = gênero Contribuições de melhoria, taxas e Impostos = espécie Fontes do Direito Tributário: a) Materiais: Pressupostos fáticos de tributação caracterizados por riquezas ou bens em geral como patrimônio, bens e serviços. Por servirem de suporte fático, classificam-se como fatos imponíveis. Fonte real é aquela que é pressuposta de fato que compõe norma jurídica definidora de fator geradorda obrigação tributária. b) Formais: São atos normativos (individuais ou em conjunto) que disciplinam sobre o assunto segundo o art. 59/CF. Ex.: Leis complementares, Leis delegadas, medidas provisórias, decretos e resoluções.
1) Normas e emendas constitucionais: Consideradas as mais importantes seja

por hierarquia ou pela quantidade de princípios. Regulam normas por meio de princípios limitadores. Procedimento previsto no art. 60/CF. 2) Leis complementares: Origem – EC18/65, tendo como premissa extravazar interesses da União abarcando âmbito nacional. Procedimento previsto no art. 69/CF Obs.: Lei complementar não forma categoria legislativa unitária (algumas atuam no campo da União, art. 154,I e outras em cunho nacional, art. 146, I).

24 DIREITO FINANCEIRO 5º PERÍODO - 1º B 3) Leis ordinárias: Atos normativos que prescidem maioria absoluta para devida

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aprovação. Criam ou majoram tributos, também conhecidas como fontes de excelência. Leis delegadas: Diferem da LO pelo processo legislativo. Elaboradas pelo Presidente (art. 68/CF). Atentar ao §2. Medidas provisórias: Editadas pelo Presidente conforme art. 62/CF. Podem ter eficácia ex tunc se não convertidas em lei no prazo de 60 dias. Obs.: MP fere o princípio da legalidade tributária. Decretos legislativos: Hierarquia similar a lei ordinária, editados pelo Congresso (art. 49,I/CF) – aprovação de tratados e convenções internacionais. Resoluções: Fixa alíquotas (art. 155, IV, §2º) de ICMS, podendo ser mínimas ou máximas. De competência do Congresso. Tratados e convenções internacionais: Modificam ou revogam legislação tributária interna desde que ratificados pelo Congresso. (art. 49,I/CF) e EC 45/2004. Decretos: Atos normativos decretados pelo chefe do executivo. Visa à regulação da lei e o seu devido cumprimento.

Cap. 9 – Sistema Tributário na CF. A CF, arts. 145 a 162 dirime sobre o STN, conjunto de normas constitucionais de natureza tributária, inserida no sistema jurídico global, formada por conjunto unitário e ordenado de regras subordinadas a princípios fundamentais, harmônicos que regulam elementos constitutivos da própria CF.
Sistema global Sistema parcial CF STN

Conceito de tributo: Algo não uniforme. Prestação pecuniária compulsória, que o Estado exige de seus súditos em virtude de seu poder de império. Segundo o CTN: É toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela cobrada se possa exprimir que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. Natureza jurídica: Determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevante para qualificá-la: a) A denominação e demais características formais adotadas em lei; b) A destinação legal do produto da sua arrecadação.

Espécies de tributos: 1) Impostos: (Art. 145,I/CF). São exigências desvinculadas de qualquer atuação estatal, decretadas por força jurisdicional. Divide-se em: a) Imposto direto: Não existe repercussão econômica do encargo tributário (a pessoa que pratica o fato suporta o ônus fiscal);

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b) Imposto indireto: É quando o ônus financeiro do tributo é transmitido ao consumidor final (repercussão econômica). c) Impostos pessoais: Leva em conta a capacidade contributiva do cidadão. d) Impostos reais: São os considerados sobre tributação única em oposição ao anterior. 2) Taxas: Espécie de imposto vinculado à atuação estatal. Ex.: Exercício do poder de polícia ou prestação de serviço público diretamente ao contribuinte. Obs.: Taxas não têm juridicamente natureza contraprestacional, permanecendo a dose de arbítrio do legislador em fixá-la sem inverter a relação custo-benefício ou violentar seu conceito. 3) Empréstimo compulsório: (Art. 148,II e II/CF) são decretados privativamente pela União. Podem ser constituídos por LC para atender despesas extraordinárias como guerra ou calamidade pública. 4) Contribuições Sociais: Vinculada à atuação indireta do Estado. Fundamentada na maior despesa provocada pelo contribuinte e na particular vantagem a ele proporcionada pelo Estado. (Arts. 149 e 195/CF). a) Contribuições sociais de intervenção no domínio econômico: Taxa de marinha mercante, adicional ao frete para renovação da marinha mercante, adicional de tarifa portuária, etc. Fator gerador: operação de importação e de comercialização no mercado interno. b) Contribuições sociais de interesse de categorias profissionais ou econômicas: Contribuição sindical, contribuição para custeio de iluminiação pública, contribuição para anutenção do SENAI, SENAC, SESI, OAB. Competência Tributária: 3 entes da União numa relação de hierarquia por exclusão limitados pelos seguintes princípios. a) Princípio da legalidade tributária: Só haverá cobrança, instituição ou modificação de tributo quando houver a devida previsão legal para isto. Não pode um decreto ou outro instrumento infra-legal o fazê-lo. b) Princípio da anterioridade da lei e da nonagesimidade: A cobrança do tributo está vinculada ao exercício financeiro, no caso anual. Já o segundo proíbe que os impostos sejam majorados sem que a lei que o faça seja publicada com uma antecedência mínima de 90 dias, também chamada de anterioridade mitigada. (Art. 150,I/CF). c) Princípio da isonomia tributária: Este princípio consigna que a lei, em princípio não deve dar tratamento desigual a contribuintes que se encontrem em situação equivalente. (Art. 150, II/CF). d) Princípio da capacidade contributiva: O princípio da capacidade contributiva estabelece que, "sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultado à administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte". (art. 145, §1º/CF). e) Princípio da vedação de efeitos confiscatórios: É proibido utilizar o tributo com efeito de confisco, (art. 150,IV/CF). Ultrapassado o limite da capacidade econômica do passivo estaria caracterizado o confisco.

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f) Princípio da imunidade recíproca: (Art. 150, VI/CF). Nenhuma entidade política poderá exigir imposto sobre o patrimônio, renda ou serviços de outra. g) Princípio da imunidade genérica: (Art. 150, VI, b, c, d/CF).

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