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A MARATONA DOS BATOTEIROS

Antnio Torrado
escreveu e Cristina Malaquias ilustrou

cgado, a tartaruga e o caracol foram fazer uma

corrida. Qual de ns o mais veloz? tinha desafiado o caracol. Cada qual se sentia mais rpido do que os outros dois, mas, cautela, cada um tinha preparado o seu plano secreto para ser o vencedor. Quem deu o sinal de partida foi a lebre: Um, dois, trs Partida! Despachem-se. Mais parecia que os trs corredores nem tinham ouvido Na dvida, a lebre repetiu: Um, dois, trs. Partida! O cgado protestou. Basta! No me atrapalhes, que vou na esgalha. A tartaruga resmungou: Chega! No me enerves, que vou na mecha. 1
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O caracol irritou-se: Cala-te! No me distraias, que vou de foguete. Devagarinho, cada um tomou o seu caminho. O cgado dirigiu-se para um quartel de bombeiros e entrou para uma ambulncia. A tartaruga orientou-se para um stand de automveis e subiu para um carro de corridas. O caracol procurou uma estao de caminhos-de-ferro e trepou para uma locomotiva. S que S que a ambulncia, onde o cgado se escondera, foi participar numa procisso e depois voltou ao quartel. S que o carro de corridas, onde a tartaruga se enfiou, foi mostrar-se a uma exposio de automveis e depois voltou para o stand. S que a locomotiva, onde o caracol se meteu, foi fazer umas manobras e depois voltou para a oficina. Nunca mais chegam? impacientou-se a lebre, na meta da corrida, h que tempos. No chegam, nem chegaro. E, por este andar, os trs batoteiros, que se perderam da corrida, ainda vo ter de palmilhar muita estrada at descobrirem de novo a linha de partida.

FIM

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