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História natural das doenças - Níveis de prevenção

História natural das doenças - Níveis de prevenção

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NÍVEIS DE PREVENÇÃO EM SAÚDE

SAÚDE BUCAL COLETIVA

PROF. WLADIMIR PIMENTA

INTRODUÇÃO

 História Natural das Doenças
Equilíbrio Saúde/Doença · A doença resulta de um desequilíbrio entre os agentes patológicos e o ser humano; · A natureza e extensão do desequilíbrio dependem da natureza e características do hospedeiro humano e dos agentes causais; · As características do agente e do hospedeiro e sua interação estão diretamente relacionadas e dependem, grandemente, do meioambiente físico, social, econômico e biológico.
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INTRODUÇÃO

 Meio ambiente e as Doenças
O meio-ambiente tem papel importantíssimo na causa das doenças e serve para fazer a aproximação entre certos agentes e o hospedeiro e influenciar suas características e inter-relações. Alguns fatores estão diretamente relacionados e influenciam o meio ambiente. São fatores físicos, biológicos, mecânicos e químicos.

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 Meio ambiente e as Doenças
Fatores físicos: Deficiência ou excesso de luz, ruído, umidade, temperatura, eletricidade, radiações, etc... Fatores Biológicos: vírus, bactérias, protozoários, parasitos, animais daninhos, ervas irritantes, ervas venenosas, etc... Fatores mecânicos: traumatismos, pressão atmosférica (aumentada ou diminuída); Fatores químicos: substâncias orgânicas ou inorgânicas em estado sólido, líquido ou gasoso e com efeito irritante ou tóxico

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 História Natural da Doença
Toda condição de saúde e doença no ser humano tem sua origem em outros processos, antes mesmo que o próprio ser humano seja envolvido. – três períodos específicos: · Período de Pré Patogênese · Período de Patogênese · Sequelas/Incapacidade residual

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 História Natural da Doença

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 Período de Pré-patogênese
É a interação preliminar dos fatores relacionados com o agente potencial, o hospedeiro e o meio-ambiente na produção da doença. Fatores hereditários, sociais e econômicos, ou do meio-ambiente podem estar criando estímulos patogênicos muito antes que o ser humano e o estímulo comecem a interagir para produzir a doença. Então, o período de pré-patogênese, como o próprio nome indica, ocorre antes do ser humano adoecer, pela interação equilibrada entre hospedeiro humano, meio-ambiente e agente causal.

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 Período de Pré-patogênese
Ex: Todos temos s.mutans, meio ambiente bucal e dentes, mas nem todos temos a doença cárie, porque equilibramos os fatores através da higienização bucal, da utilização de fluoretos, do controle da dieta, etc... A pré-patogênese pode ser: · Específica: quando existe uma coleção de fatores que indicam que se houver um desequilíbrio surgirá apenas uma determinada doença. · Inespecífica: quando existe uma coleção de fatores que, uma vez em desequilíbrio, poderão propiciar o surgimento de diversas doenças.

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 Período de Patogênese
É a evolução de um distúrbio no ser humano, desde a primeira interação com estímulos que provocam a doença até às mudanças de forma e função que daí resultam, antes que o equilíbrio seja alcançado ou restabelecido, ou até que seja seguido um defeito, invalidez ou morte. Pode ser: Precoce: O organismo responde à agressão com modificações teciduais, podendo ser diagnosticada clinicamente. É a fase em que dissemos ter encontrado o “horizonte clínico” da doença. Ex: 1a. manifestação clínica da cárie dentária: mancha branca não cavitada.
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 Período de Patogênese
Avançada: A doença segue sua evolução própria, terminando com a morte, com a cura completa ou deixando sequelas. A uma mudança nos tecidos ou uma reação alterada seguem-se sinais e sintomas e um processo típico da enfermidade em questão. Ex: Mancha branca cavitada em esmalte -> cavitação atingindo a dentina -> cavitação atingindo a polpa .....

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 Sequelas
As sequelas ou consequências da doença podem ser reparadas com mais ou menos eficiência, permitindo a reabilitação do indivíduo, ou levando-o à invalidez (total ou parcial), a um estado crônico ou à morte. Ex: uma prótese é a recuperação da sequela que foi a perda dentária devido a cárie.

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 Níveis de Prevenção
Promover saúde ou utilizar medidas preventivas significa prevenir a ocorrência ou a evolução da doença, a partir do entendimento de sua História Natural. Logo, níveis de prevenção são as barreiras que interpomos nas diversas etapas do ciclo evolutivo de uma determinada doença.

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 Níveis de Prevenção propostos por Leavell e Clark (1965)
Primeiro nível – Promoção da saúde Segundo nível – Proteção específica Terceiro nível – Diagnóstico precoce e Tratamento imediato Quarto nível – Limitação do dano Quinto nível – Reabilitação

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 1º Nível: PROMOÇÃO DE SAÚDE
Consiste na criação de condições favoráveis para que o ser humano possa resistir ao ataque de qualquer doença. Relaciona-se com a qualidade de vida das populações. Por isso, a atuação é inespecífica, no sentido de capacitar o ser humano a resistir ao ataque de qualquer doença. Relaciona-se com a pré-patogênese inespecífica. Vigilância em saúde Toda atividade de educação em saúde entra neste nível

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 2º Nível: Proteção Específica
Neste nível já estamos protegendo o ser humano especificamente contra uma determinada doença. Relaciona-se com a pré-patogênese específica. Ex: iodo no sal para proteger contra o bócio endêmico; flúor na água para proteger contra a cárie dental. -Selantes oclusais - ATF - Campanhas de imunização

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 3º Nível: Diagnóstico precoce e Tratamento Imediato
Nas doenças que não foram evitadas, seja porque não existem medidas para atuação em nível anterior, seja porque as medidas não foram aplicadas, a atuação deve ser orientada para identificar e tratar o mais cedo possível. Relaciona-se com o Horizonte Clínico/Patogênese precoce. Ex: mancha branca não cavitada -> tratamento remineralizador É a melhor “fase” para o tratamento do câncer

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 4º Nível: Limitação do Dano
Quando existe falha na aplicação dos níveis anteriores, devemos intervir em qualquer fase da doença na intenção de impedir que ocorra um mal maior. Relaciona-se com a patogênese avançada. Ex: cavidade em esmalte -> restauração com preparo ultra conservativo para evitar que a lesão atinja a dentina. E se já atingiu a dentina? Restauração para evitar que atinja a polpa. E se já atingiu a polpa? Realização de tratamento endodôntico. Ou seja, a atuação neste nível sempre procura evitar que ocorra algo pior. Neste nível estão a maioria dos tratamentos especializados
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 5º Nível: Reabilitação
É o último nível de prevenção. A doença evoluiu até a sua fase final , deixando o ser humano com as suas sequelas. Necessidade de reabilitar as incapacidades parciais ou totais. Relaciona-se, na Hist. Nat. da doença com a fase de Sequelas. Ex: paciente perdeu, ao longo da vida, todos os elementos dentários e será colocada uma prótese total superior e inferior para reabilitá-lo estética e funcionalmente. Isso é prevenção? É, tendo em vista que se este procedimento não for adotado o paciente perderá a dimensão vertical, ocorrerá flacidez da musculatura facial, dores articulares na ATM, além da dificuldade de mastigação e fonação.
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 Níveis de Prevenção:
Claro está que quanto mais precoce for a nossa atuação, melhor será para a saúde do paciente. Logo a atuação nos três primeiros níveis é muito melhor do que nos dois últimos quando levamos em consideração a saúde do paciente e a filosofia de promoção de saúde. Ainda de acordo com Leavell & Clark, podemos dividir os níveis da seguinte forma: · Prevenção primária : 1o. e 2o. níveis de prevenção · Prevenção secundária: 3o. e 4o. níveis de prevenção · Prevenção terciária: 5o. nível de prevenção

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 Níveis de Aplicação:
Em diversas doenças dispomos de vários métodos situados em um único nível de prevenção (p. Ex: Flúor na água de abastecimento; dentifrício fluoretado; verniz fluoretado; bochechos com solução fluoretada são todas medidas de segundo nível de prevenção.) Como, onde e em quem vamos aplicar as medidas preventivas???? Logo, níveis de aplicação são níveis onde determinamos o tipo de ação exigida para a utilização dos níveis de prevenção.

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 Níveis de Aplicação:
· 1o. nível: Ação Governamental Ampla · 2o. nível: Ação governamental restrita · 3o. nível: Ação paciente/profissional de nível superior · 4o. nível: Ação paciente/profissional auxiliar · 5o. nível: Ação individual

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 1º Nível: Ação Governamental ampla:
Exige a ação coordenada de todas as unidades governamentais no sentido do desenvolvimento socioeconômico. Problemas de saúde coletiva que exigem programas de grande envergadura estão neste nível. Tenciona-se a melhoria do nível de vida das populações. Relaciona-se com o primeiro nível de prevenção. Ex: PAC e programas sociais

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 2º Nível: Ação Governamental restrita:
Exige uma ação do governo restrita apenas a algumas unidades Governamentais. Tenciona-se combater apenas um ou dois problemas de saúde. Não há melhoria na qualidade de vida das populações. Ex: dia de vacinação contra a paralisia infantil. A criança que vive em péssimas condições continuará a viver do mesmo jeito, apenas não terá paralisia. Relaciona-se com o segundo nível de prevenção. Ex: Campanhas municipais
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 3º Nível: Ação PacienteProfissional de nível superior:
Ação bilateral que envolve o paciente e o profissional de nível superior. Consiste em ações educativas e clínicas realizadas por especialista e/ou clínico geral em consultórios particulares ou de saúde coletiva. Relaciona-se com o terceiro, quarto e quinto níveis de prevenção. Ex: A maioria das atividades clínicas do odontólogo

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 4º Nível: Ação PacienteProfissional auxiliar:
Na Odontologia temos quatro tipos de profissional auxiliar: ASB, TSB, TPD e APD. Destes quatro, de acordo com a lei em vigor, somente o ASB e o TSB podem ter contato direto com o paciente, com a supervisão do CD. Neste nível, esses profissionais aplicarão os métodos definidos pela legislação e que são de sua competência. Ex: ensinar técnica de escovação; aplicar substâncias preventivas à cárie, etc... Os métodos pressupõe uma relação bilateral, desenvolvida por profissional técnico ou auxiliar. Pode ser utilizado em clínica privada ou em saúde coletiva. Relaciona-se com o segundo nível de prevenção.
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 5º Nível: Ação Individual:
Envolve decisões individuais sobre a prática de atos favoráveis à saúde. Está relacionado à motivação e educação do paciente. Estabelecimento de hábitos e atitudes favoráveis à saúde. Relaciona-se com o primeiro e o segundo níveis de prevenção..

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 Testando
Questão da Cesgranrio - Petrobrás 2008

Pergunta: O procedimento que pode ser enquadrado no 4o Nível de Prevenção da cárie dental é o(a)

(A) capeamento pulpar direto. (B) selamento de fossas e fissuras. (C) fluoretação da água. (D) radiografia interproximal. (E) nutrição adequada no período de formação dos dentes
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 Testando
Questão da CESGRANRIO - PREFEITURA MUNICIPAL DE MANAUS 2005 Na proteção contra a cárie dental, o meio pelo qual se procura utilizar métodos de eficiência mensurável, comprovados, é chamado de: (A) proteção específica. (B) reabilitação. (C) promoção de saúde. (D) limitação do dano. (E) diagnóstico precoce
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 Testando
Questão da CESGRANRIO - PREFEITURA MUNICIPAL DE MANAUS 2005 Dentre os procedimentos de prevenção da cárie dentária listados abaixo, qual pode ser enquadrado no 1o nível de prevenção? (A) Nutrição adequada no período de formação dos dentes. (B) Dentisteria operatória. (C) Fluoretação da água. (D) Selantes oclusais. (E) Aplicação tópica de flúor
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 Testando
Questão da CESGRANRIO - PREFEITURA MUNICIPAL DE MANAUS 2005 Dentre os procedimentos de prevenção da cárie dentária listados abaixo, qual pode ser enquadrado no 1o nível de prevenção? (A) Nutrição adequada no período de formação dos dentes. (B) Dentisteria operatória. (C) Fluoretação da água. (D) Selantes oclusais. (E) Aplicação tópica de flúor
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 Testando
Questão da FCC 2007)

Dentre as medidas abaixo relacionadas qual se encontra no 2o nível de prevenção? (A) Proteção pulpar. (B) Fluoretação das águas de abastecimento. (C) Exodontia (D) Saneamento básico

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 Testando
Questão da Cajuína 2010)

A prevenção em saúde bucal foi dividida em diversos níveis sendo o segundo e o terceiro níveis, respectivamente, definidos como: a) Limitação do dano e reabilitação b) Diagnóstico precoce e reabilitação c) Proteção específica e diagnóstico precoce d) Reabilitação e limitação do dano

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 Testando
Em qual nível de prevenção pode-se enquadrar a identificação de lesões pré-malignas ou iniciais, em relação ao câncer oral? (A) 1o (B) 2o (C) 3o (D) 4o (E) 5o

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 Testando
Os níveis de prevenção e de aplicação das medidas de remineralização de lesões incipientes de cárie dental, respectivamente, são (A) 1o e 2o (B) 1o e 3o (C) 2o e 2o (D) 2o e 3o (E) 3o e 3o

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 Testando
Quando uma auxiliar se desloca para uma escola com a finalidade de fazer a supervisão da aplicação tópica de flúor Através de bochechos fluoretados, qual o nível de atuação e prevenção que estão sendo empregados? (A) 4o e 2o (B) 1o e 3o (C) 4o e 3o (D) 2o e 3o (E) 3o e 3o

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 Testando
CESGRANRIO 2005) O meio pelo qual procuramos criar as condições mais favoráveis possíveis para que um indivíduo possa resistir ao ataque de uma doença ou grupo de doenças é a (o): a) Profilaxia b) Proteção específica c) Promoção de saúde d) Limitação do dano e) Diagnóstico precoce

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 Testando
FUNRIO 2007) Segundo M. M. Chaves a utilização de uma dieta adequada que prepare o individuo para melhor enfrentar as doenças está enquadrada em que nível de prevenção em relação à doença cárie? A) Primeiro B) Segundo C) Terceiro D) Quarto E) Quinto

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