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Sudao - resumo

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Centro Universitário Curitiba – UNICURITIBA Curso de Relações Internacionais Disciplina: Análise das Relações Internacionais Aluno: Diego Ferreira

de Souza Turma: 7º Noturno Um novo Estado na África: esperança ou desilusão? O Sudão do Sul teve sua criação prevista pelo Tratado de Naivasha, um acordo de paz entre o Governo do Sudão e o Movimento/ Exército de Libertação do Povo Sudanês, encerrando, após três anos de negociações, o conflito entre as partes que durou mais de 21 anos, provocando a morte de aproximadamente dois milhões de pessoas e gerando cerca de três milhões de refugiados e deslocados internos. O tratado, apesar de sua enorme contribuição na resolução desse contencioso essencialmente iniciado por diferenças étnicas, ideológicas, religiosas e econômicas, deixou como herança a incerteza sobre uma das seis regiões sudanesas de maior potencial na extração do petróleo, a região de Abyei, situada no Cordofão do Sul, estado pertencente à parte Setentrional do país e limítrofe com a Meridional, caracterizando uma região essencial para o nascimento do novo Estado e para a manutenção da paz entre as partes conflitantes e os países vizinhos. Desde a assinatura do Tratado, em 2005, o governo do Sudão e o Movimento de Libertação do Povo Sudanês vêm arquitetando a nova estrutura que ambos os países enfrentarão a partir da segunda metade de 2011. São negociações complexas que giram em torno das áreas sociais e econômicas da região, fundamental para a reestruturação pós-independência. Basicamente, o tratado de Naivasha prevê o estabelecimento de uma forma de governo que garanta os direitos humanos dos cidadãos sudaneses e a divisão equitativa do poder e da riqueza recorrentes da exportação de petróleo, além de atender a reivindicação de ambas as partes: Ao Norte o governo deveria manter o direito de aplicação da lei penal islâmica e, ao Sul, as províncias poderiam realizar um plebiscito sobre a sua autodeterminação passado um período de seis anos e após ter sido demonstrada uma estabilidade política na região. O referendo teve um índice de aprovação de 98,83% para a secessão do país e, o Sudão do Sul terá sua soberania reconhecida no dia 09 de Julho de 2011. O Tratado previa, ainda, um referendo na região do Abyei para que a população dessa região decidisse a qual dos dois estados pertenceria. Medida que não foi realizada porque os dois “governos” deram prioridade a outros pontos de negociação após grande parte da população da região de Abyei ter se recusado a participar da votação, muitos alegando fazer parte do Sul, vista sua participação na luta contra o Norte e a islamização de todo o país. Assim, a falta de atenção dos governos fez com que a região se tornasse palco de atentados promovidos essencialmente por tribos nômades que não se identificam nem com os movimentos de União, nem com os

movimentos de secessão do Sudão. Gerando um dos maiores entraves políticos para as duas partes. Frente a esses entraves internos, especula-se que potências como os Estados Unidos e China estejam fomentando a instabilidade social nessa região, inclusive com a contratação de soldados mercenários infiltrados na região do Abyei. Ainda na década de 90, uma grande petrolífera americana, a Chevron, foi obrigada a se retirar do território sudanês pela freqüência com que seus postos eram atacados por rebeldes insurgentes e hoje, a China é o maior extrator do produto no país. Assim, vai sendo construído um cenário em que o Sudão será alvo da disputa de duas grandes potências, só nos resta saber a qual dos lados os governos penderão, e seria interessante que pendessem para o mesmo lado, a fim de manter a estabilidade econômica e social tanto do norte como do Sul.

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