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Núcl eo de Educação a Distânc ia Matemática Autor: Alex andre Lopes Rog ério Lacerda BELO

Núcl eo de Educação a Distânc ia

Matemática

Autor: Alex andre Lopes Rog ério Lacerda

BELO HORIZONTE / 2012

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda ESTRUTU RA FORMAL DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÃ

ESTRUTU RA FORMAL DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÃ NCIA

REITOR

LUÍS CARLOS DE SOUZA VIEIRA

PRÓ-REITOR ACADÊMICO

SUDÁRIO PAPA FILHO

COORDENAÇÃO GERAL

AÉCIO ANTÔNIO DE OLIVEIRA

COORDENAÇÃO TECNOLÓGICA

EDUARDO JOSÉ ALVES DIAS

COORDE NAÇÃO DE CURSOS GERENCIAIS E ADMINISTRA ÇÃO

HELBERT JOSÉ DE GOES

COO RDENAÇÃO DE CURSOS LICENCIATURA/ LETRAS

LAILA MARIA HAMDAN ALVIM

COORD ENAÇÃO DE CURSOS LICENCIATURA/PEDAGOG IA

LENISE MARIA RIBEIRO ORTEGA

INSTRUCIONAL DESIGNER

DÉBORA CRISTINA CORDEIRO CAMPOS LEAL INGRETT CAMPOS LOPO PATRICIA MARIA COMBAT BARBOSA

EQUIPE DE WEB DESIGNER

CARLOS ROBERTO DOS SANTOS JÚNIOR DA NIEL EUSTÁQUIO DA SILVA MELO RODRIGUES ERNANE GONÇALVES QUEIROZ GABRIELA SANTOS DA PENHA

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

FERNANDA MACEDO DE SOUZA ZOLIO

AUXILIAR PEDAGÓGICO

RIANE RAPHAELLA GONÇALVES GERVASIO MARINA RODRIGUES RAMOS

REVISORA ORTOGRÁFICA

MAR IA DE LOURDES SOARES MONTEIRO RAMALHO

SECRETARIA

LUANA DOS SANTOS ROSSI MARIA LUIZA AYRES

MONITORIA

ELZA MARIA GOMES

AUXILIAR ADMINISTRATIVO

THAYMON VASCONCELOS SOARES MARIANA TAVARES DIAS RIOGA

AUXILIAR DE TUTORIA

MIRIA NERES PEREIRA NATHALIA CUNHA POLESE RENATA DA COSTA CARDOSO

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Legenda Nosso Tema Síntese Referên cias Bibliográficas Saiba mais

Legenda

Nosso Tema Síntese Referên cias Bibliográficas Saiba mais Reflexão Materi al complementar Dica Atividade Importante
Nosso Tema Síntese Referên cias Bibliográficas Saiba mais Reflexão Materi al complementar Dica Atividade Importante
Nosso Tema Síntese Referên cias Bibliográficas Saiba mais Reflexão Materi al complementar Dica Atividade Importante

Nosso Tema

Síntese

Referên cias Bibliográficas

Nosso Tema Síntese Referên cias Bibliográficas Saiba mais Reflexão Materi al complementar Dica Atividade Importante
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Saiba mais

Reflexão

Materi al complementar

Nosso Tema Síntese Referên cias Bibliográficas Saiba mais Reflexão Materi al complementar Dica Atividade Importante
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Nosso Tema Síntese Referên cias Bibliográficas Saiba mais Reflexão Materi al complementar Dica Atividade Importante

Dica

Atividade

Importante

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Sumário Unidade 1: Introdução à Matemática 8 Unidade 2:

Sumário

Unidade 1: Introdução à Matemática

 

8

Unidade

2:

Conceitos Bá sicos

..............................

21

Unidade

3:

Funções

..............................

39

Unidade 4: Limites e Deri vadas

59

 

78

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Prezado aluno, Nosso Tema Seja bem vindo à disciplina
Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Prezado aluno, Nosso Tema Seja bem vindo à disciplina

Prezado aluno,

Nosso

Tema

Seja bem vindo à disciplina de Matemática. Com o constante desenvolvime nto da economia e das tecnologias, e em face de u m estado de maior globalização, percebemos q ue o mercado, cada vez mais, exige um profissional c om maiores habilidades. Habilidade de trabalha r em equipe, habilidade de resolver problema e ha bilidade de se comunicar, entre diversas ou tras. Para solução de problemas, principalmente d aqueles que envolvem a matemática, é fund amental o exercício da

criatividade, do raciocínio lóg ico, da habilidade de cálculo, da capacidade de de matrizes e gráficos. Per ante dessa necessidade, desenvolvemos este

abstração e confecção material no intuito de

contribuir para o aprimorame nto desses requisitos. Veja o que estudaremos n as unidades.

∑ Unidade 1 Introd ução à Matemática: a origem da Matemática e sua Linguagem. ∑ Unidade
∑ Unidade 1
Introd ução à Matemática: a origem da Matemática e sua
Linguagem.
Unidade
2
Conc eitos Básicos: o conceito de funções, sua
importância
básica, o sistema c artesiano e a representação e análise gráfica das
funções.
∑ Unidade 3 Funç ões: o conceito de domínio e imagem de funçõe s, funções de
∑ Unidade 3 Funç ões: o conceito de domínio e imagem de funçõe s, funções de
1º grau e de 2º g rau, funções exponenciais e aplicações na ár ea gerencial:
Custo, Receita e Lu cro.
∑ Unidade 4
derivação.
Limite s e Derivadas: o conceito limite e derivada e as regras de
∑ Unidade 5
Aplic ações de Derivadas na Área Gerencial: o
conceito de
funções marginais, custo marginal, receita e lucro marginal.

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Reflexão Na ciência, em diversos momentos históricos, vários foram
Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Reflexão Na ciência, em diversos momentos históricos, vários foram

Reflexão

Na ciência, em diversos

momentos históricos, vários foram os gra ndes pensadores que

desenvolveram conceitos, teo rias e contribuíram para o desenvolvimento hum ano. Em um comentário curioso, Albert Einstein com para a ciência de Aristóteles e Galileu. Arist óteles acreditava que o ciência era fundamentada no s fatos universais e visíveis, Galileu foi um dos p rimeiros a observar que há muito além do que os olho s veem.

“Ao contrário da ciência aristotélica, a ciência moderna d esconfia sistematicamente das evidências de nossa experiência imediata. Tais evid ências, que estão na base

do c onceito vulgar, são ilusórias. Como bem salienta Eins tein no prefácio ao Diálogo sobr e os Grandes Sistemas do Mundo, Galileu esforç a-se denodadamente por

dem onstrar que a hipótese dos movimentos de rotação e

refu tada pelo fato de não observarmos quaisquer

translação da terra não é efeitos mecânicos destes

mov imentos, ou seja, pelo fato da terra nos parecer parad a.” (Machado 1987. p.12)

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Reflexão Na ciência, em diversos momentos históricos, vários foram

Fonte: Disponível em http://ww w.ggalilei.kit.net/fotos.htm. Acesso em 23 /11/2011.

Aristóteles foi um f ilósofo grego (384 –

322ac). Seus

escritos abrangem

diversos assuntos,

como

a

física,

a

metafísica, as

lei s

da

poesia

e

do

drama, a música, a

lógica, a retórica, o

governo, a ética, a biologia e a zoologia.

Aristóteles é vis to como um fundadores da filos ofia ocidental.

dos

Físico, matemático e astr ônomo italiano, Galileu Galilei (1.564-1.642) desco briu a lei dos corpos e enunciou o Princípio da Iné rcia. Foi por pouco que Galileu não seguiu a carr eira artística. Seu pai desejava que ele fosse mé dico e para atender os desejos de seu pai, dese mbarcou no Porto de Pisa. Porém se revelou u m péssimo aluno, e só pensava em fazer "exper iências de física" (na época, a Física era consid erada uma ciência de sonhadores).

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Reflexão Na ciência, em diversos momentos históricos, vários foram

Fonte: Disponível e m http://3.bp.blogspot. com/_QP- GecxpDTo/STQUT6 uJjbI/AAAAAAAAAFU/

14s5GLOSgu4/s320 /aristoteles2.jpg . Acesso em 23/11/20 11.

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Aristóteles, predecessor de Galileu, era o único descobridor respeitado

Aristóteles, predecessor de

Galileu, era o único descobridor respeitado d a sua época e quando

descobria algo sobre a Física , ninguém o contestava, até surgir Galileu, com s uas descobertas.

Outro estudioso importante p ara a Matemática foi Albert Einstein, um teórico e

físico, alemão radicado

nos Estados Unidos. Foi elei to, em 2009, o físico mais memorável de todos os tempos. É conhecido

por desenvolver a teoria da r elatividade. Recebeu o Nobel de Física de 1921

pela correta explicação

do efeito fotoelétrico. O seu tr abalho teórico possibilitou o desenvolvimento da energia atômica.

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Aristóteles, predecessor de Galileu, era o único descobridor respeitado

Fonte: Disponível em http://www.brogui.com/2009/0 1/17/fotos-

  • de-albert-einstein-que-pouca- gente-

conhece/. Acesso em 23/11/2 011.

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Aristóteles, predecessor de Galileu, era o único descobridor respeitado

Fonte: Disponível em http://raposasasul.blogspot.com/20 11/05/einst

ein-e-os-meus-alunos.html. Acesso em

23/11/2011.

 

PENSAMENTOS DE EINSTEIN

 
 

"Se a Teoria da Re

latividade se mostrar correta, os alem ães me chamarão de

   

alemão, os suíços dir

ão que sou suíço e a França me rotulará

de grande cientista; se

estiver errada, os fra os alemães me acusa

nceses dirão que sou suíço, os suíços me c hamarão de alemão e rão de judeu."

“A mente que se abre

a uma nova idéia jamais voltará ao seu t amanho original.”

 

“Lembre-se de que as

pessoas podem tirar tudo de você, menos o

seu conhecimento. É o

seu bem mais precios

o. Explore; viaje; descubra. Conheça.”

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Unidade 1: Introd ução à Matemática 1. Conte údo

Unidade 1: Introd ução à Matemática

1. Conte údo Didático

O estudo da matemática é f undamental para o indivíduo e para sociedade.

Para o indivíduo porque

abre novas perspectivas e

oportunidades para sua vida pessoal e profissi onal, para a sociedade

porque permite a oportunidad e de descobrir novas tecnologias e modelos qu e podem mudar a forma

de vida das pessoas.

Ao longo desta unidade, t eremos a oportunidade de conhecer a orige m da matemática, sua linguagem e aplicações.

1.1 Origem

da Matemática

Por volta do ano 4.000 a.C. , apareceram as primeiras ferramentas e arma s de bronze. Pequenas

aldeias cresciam, surgia as sim a necessidade de produzir alimentos em

pessoas começaram a se

dedicar a uma única atividade, surgiram as

maior quantidade. As profissões: agricultores,

artesãos, comerciantes, sac erdotes, administradores. Com esse desenvolv imento surgiu a escrita. Era o fim da Pré-História e o começo da História.

Muitas descobertas dessa é poca surgiram no Egito. O projeto e construção

das pirâmides exigiam

desenhos, símbolos e form as de resolver problemas. Já não era mais p ossível efetuar cálculos

rápidos utilizando pedras, nó s ou riscos. Foi partindo dessa necessidade ime diata que estudiosos do Antigo Egito passaram a repr esentar a quantidade de objetos de uma coleçã o através de desenhos –

os símbolos. A criação dos Matemática.

símbolos foi um passo muito importante para

o desenvolvimento da

Na Pré-História, a única form a de saber o número de presas abatidas era ju ntar três aves com seis

coelhos para obter um total d e nove presas. Hoje usamos os símbolos. 3 + 6

= 9. Muitas vezes não

sabemos nem que objetos e stamos somando. Mas isso não importa: a ope ração pode ser feita da

mesma maneira. Entretanto números?

como eram os símbolos que os egípcios criar am para representar os

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Conta ndo com os egípcios Fonte: Disponível em http://e
Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Conta ndo com os egípcios Fonte: Disponível em http://e

Conta ndo com os egípcios Fonte: Disponível em http://e ducar.sc.usp.br/licenciatura/2003/hm/page03.htm. Acesso e m 22/11/ 2011

“Há mais ou menos 3 .600 anos, o faraó do Egito tinha um súdito cham ado Aahmesu, cujo nome significa “Filho da Lua”. Aahmesu ocupava na sociedade egípcia uma posiçã o muito mais humilde que a do faraó: provavelment e era um escriba. Hoje Aahmesu é mais conhecido d o que muitos faraós e reis do Antigo Egito. Entre o s cientistas, ele é chamado de Ahmes. Foi ele quem e screveu o Papiro Ahmes.

O papiro Ahmes é um a ntigo manual de matemática. Contém 80 problemas, todos resolvidos. A maioria

envolvendo assuntos

do dia-a-dia, como o preço do pão, a armazenag em de grãos de trigo, a

alimentação do gad o. Observando e estudando como eram efe tuados os cálculos no Papiro Ahmes, não foi d ifícil aos cientistas compreender o sistema de numer ação egípcio. Além disso, a decifração dos hieróglif os – inscrições sagradas das tumbas e monumentos do Egito – no século XVIII

também foi muito útil . O sistema de numeração egípcio baseava-se

em sete números-chave:

1 10 100 1.000 10.00 0 100.000 1.000.000 Os egípcios usavam símbolo s para representar esses números. Um traço vert ical representava uma unidade: Um osso de calcanh ar invertido representava o

número 10: Um laço va lia 100 unidades: Uma flor de lótus valia 1.000: Um

dedo dobrado valia 10.000:

Com um girino os

egípcios representavam

100.000

unidades:

Uma

figura ajoelhada, talvez

representando um deus , valia 1.000.000.

Todos os outros núme ros eram escritos combinando os números-chave. N a escrita dos números que

usamos atualmente, a

ordem dos algarismos é muito importante. Se tomar mos um número, como por

exemplo 256 e trocar mos os algarismos de lugar vamos obter outros

números completamente

diferentes: 265 526 56 2 625 652. Ao escrever os números, os egípcios nã o se preocupavam com a ordem dos símbolos. O bserve, no desenho, que, apesar de a ordem dos sím bolos não ser a mesma, os três garotos do Antigo E gito estão escrevendo o mesmo número: 45.”

Fonte: Disponível em http: //educar.sc.usp.br/licenciatura/2003/hm/page03.htm. Acesso em 22/11/2011

Assim, os egípcios dominar am os números inteiros. Faltava a fração. As m argens do rio Nilo eram extremamente importantes p ara esta sociedade. Uma vez por ano, na époc a das cheias, as águas

subiam e quando baixavam,

produziam terras férteis para o cultivo. A gra nde questão era: como

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda repartir estas terras para u ma determinada elite de

repartir estas terras para u ma determinada elite de agricultores? Esses e spaços delimitados por

cercas de pedra sempre eram

derrubados com a subida do Nilo.

Sesóstris determinou a me dição desses terrenos com uma corda de de terminado tamanho. As

pessoas encarregadas de m edir esticavam a corda e verificavam quantas v ezes aquela unidade de

medida estava contida nos vezes nos lados do terreno. fracionário.

lados do terreno. Entretanto, dificilmente cabia

um número inteiro de

Por essa razão, os egípcios criaram um novo tip o de número: o número

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda repartir estas terras para u ma determinada elite de

Descobr indo a fração

Fonte: D isponível em http://edu car.sc.usp.br/licenciatura/2003/hm/page03.htm. Acesso em 22/11/20 11

Como o símbolo das opera ções (+ ou -) ainda não haviam sido inventad os, todas as operações envolviam uma grande quant idade de números de entendimento bem complic ado. Somente por volta

do século III a.C. começou a se formar um novo sistema de numeração bem

existentes. Esse foi o sistema

de numeração romano.

mais prático que os já

De todas as civilizações da

Antiguidade, a dos romanos foi a mais importa nte.

Os romanos foram

muito espertos: em vez de i nventar outros símbolos, os romanos usaram a s letras de seu alfabeto

para representar os números . As sete letras que os Romanos utilizavam com o numerais são:

I

1

V

5

X

10

L

50

C

100

D

500

M

1000

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Como eles combinaram esse s símbolos para formar o

Como eles combinaram esse s símbolos para formar o seu sistema de numera ção? Repetindo cada símbolo duas ou três vezes o número fica duas ou três vezes maior. Mas aten ção! Não pode repetir mais de três vezes. E mais: o s símbolos V, L e D não se repetem. Veja só alg uns exemplos: II é 2, XXX é 30, CCC é 300, MM é 2000.

Tem mais ...

As letras I, X ou C colocam-s e à esquerda de outras de maior valor para repre sentar a diferença entre elas, obedecendo às seguint es regras:

  • I só se coloca à esquerda de V ou de X;

  • X só se coloca à esquerda de

L ou de C;

  • C só se coloca à esquerda de

D ou de M.

Se um símbolo for colocado à direita de outro símbolo de menor valor, este ú ltimo símbolo soma o seu valor ao valor do outro, a ssim: VI (5+1=6) ou CX (100+10=110).

Se um símbolo for colocado à

esquerda de outro símbolo de menor valor, este

símbolo diminui o seu

valor ao valor do outro, veja s ó: IV (5-1=4) ou CM (1000-100=900).

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Como eles combinaram esse s símbolos para formar o

Fo nte: Disponível em htt p://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81baco. Ac esso em 22/11/2011

O método normal de cálculo

na Roma antiga, assim como na Grécia anti ga, era mover bolas de

contagem numa tábua própri a para o efeito. As bolas de contagem originais

denominavam-se calculi.

Mais tarde, e na Europa m edieval, os jetons começaram a ser manufatur ados. Linhas marcadas

indicavam unidades, meias d ezenas, dezenas, etc., como na numeração rom ana.

O sistema de numeração de cimal foi desenvolvido na Índia. O sistema foi

desenvolvido utilizando

apenas nove sinais. A gra nde contribuição dada pelos hindus para for mar o seu sistema de

numeração foi a invenção do zero. Hoje, estes símbolos são chamados de a lgarismos indo-arábicos.

Os hindus descobriram e os

árabes divulgaram.

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Com o sistema de numeraçã o hindu ficou fácil

Com o sistema de numeraçã o hindu ficou fácil escrever qualquer número, p or maior que ele fosse. Esses números foram cham ados de números naturais. Os números natura is simplificaram muito o trabalho com números fracio nários. Não havia mais necessidade de escreve r um número fracionário

por meio de uma adição de

dois fracionários, como faziam os matemátic os egípcios. O número

fracionário passou a ser es crito como uma razão de dois números natura is. A palavra razão em

matemática significa divisão.

Portanto, os números inteiros e os números

fracionários podem ser

expressos como uma razão d e dois números naturais. Por isso, são chamado s de números racionais.

A descoberta de números rac ionais foi um grande passo para o desenvolvime nto da Matemática.

Para c onhecer mais, leia o texto original na íntegra ac essando o site http://educar.sc.usp.br/licenciatura/2003/hm/page 03.htm.
Para c onhecer mais, leia o texto original na íntegra ac essando o site
http://educar.sc.usp.br/licenciatura/2003/hm/page 03.htm.
Só no séc. XVII, quand o Descartes e Pierre Fermat introduziram as coordenadas cartesianas, se tornou
no séc.
XVII,
quand o Descartes e Pierre Fermat introduziram
as
coordenadas
cartesianas, se tornou
possível transformar problemas geométricos e m problemas
algébricos e estudar ana liticamente funções. A Matemática recebe assi m um grande
impulso, nomeadamente
na sua aplicabilidade a outras ciências - os cient istas passam,
a partir de observações o u experiências realizadas, a procurar determinar a fórmula ou
função que relaciona a s variáveis em estudo. A partir daqui todo
o estudo se
desenvolve em torno das propriedades de tais funções. Por outro lado, a introdução de
coordenadas, além de fa cilitar o estudo de curvas já conhecidas permit iu a "criação"
de novas curvas, image ns geométricas de funções definidas por re lações entre
variáveis.
Fonte: http://www.somatematica .com.br/historia/derivadas.php acesso em 23/11/2011

1.2 A Linguagem da Matemática

A matemática moderna utili za símbolos e operações para manipulação

de números de várias

maneiras. As operações bás icas matemáticas, como sabemos, são a adição que utiliza o "sinal mais

+", a subtração com o "sinal o símbolo “x”.

menos -", a divisão que utiliza os símbolos “ / ou ÷ ” e a multiplicação com

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Outros símbolos de matem ática são utilizados para identificar

Outros símbolos de matem ática são utilizados para identificar igualdades

e desigualdades. Esta

simbologia é geralmente utili zada na resolução de equações. O "sinal de igu al" = é o símbolo usado

entre as duas quantidades eq uivalentes. As desigualdades utilizam os sinais:

maior “ > “ ; menor “ <”;

menor ou igual “ “; maior ou igual “ “ e Diferente “ π ” ,

Segue uma tabela com o res umo das principais simbologias:

Símbolo

 

Nome

   

Lê-se como

 

Categoria

 

Adição

 

mais

 

Aritmética

+

4 + 6 = 10 significa

que se se somar 4 a 6, a soma, ou resultado, é 10.

 

Exemplo: 43 + 65 = 108; 2 + 7 = 9

 
 

Subtração

 

menos

 

Aritmética

9 - 4 = 5 significa q ue se subtrair 4 de 9, o resultado será 5. O sinal - é único porque

-

também denota qu e um número é negativo. Por exemplo, 5 + (-3) = somar cinco a men os três, o resultado será dois.

2 significa que se se

Exemplo: 87 - 36 =

51

 

Implicação mater ial

 

implica; se

então

 

Lógica proposicional

⇒⇒⇒⇒

A B significa: se

A for verdadeiro então B é também verdadeiro; se A for falso então

nada é dito sobre

B.

pode ter o mes mo significado de , ou pode ter o significado qu e mencionamos mais abaixo sobre as fu nções.

  • x = 2

x² = 4 é v erdadeiro, mas x² = 4

x = 2 é em geral falso

(visto que x pode ser

−2).

⇔⇔⇔⇔

Equivalência mat erial

 

se e só se; se.

   

Lógica proposicional

A B significa: A é verdadeiro se B for verdadeiro e A é falso se B é falso.

  • x + 5 = y + 2

x + 3 = y

 
 

Conjunção lógica

 

e

 

Lógica proposicional

∧∧∧∧

a proposição A falsa.

B é verdadeira se A e B foram ambos verdadeiro s; caso contrário, é

Exemplo: n < 4

n > 2

n = 3 quando n é um número natural

 
 

Disjunção lógica

 

ou

 

Lógica proposicional

∨∨∨∨

a proposição A

B é verdadeira se A ou B (ou ambos) forem verd adeiros; se ambos

forem falsos, a pro posição é falsa.

 
 

Exemplo: n 4

n 2

n 3 quando n é um número natural

 

∀∀∀∀

Quantificação un iversal

 

para todos; para qualquer; para cada.

 

Lógica predicativa

x: P(x) significa:

P(x) é verdadeiro para todos os x

 

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Exemplo: ∀ n ∈ N: n² ≥ n Igualdade
Exemplo: ∀ n ∈ N: n² ≥ n Igualdade igual a todas = x = y
Exemplo: ∀
n ∈ N: n² ≥ n
Igualdade
igual a
todas
=
x = y significa : x e y são nomes diferentes para a exata mesm a coisa.
Exemplo: 1 + 2 = 6 − 3
Teoria de
chavetas de conjunto
o conjunto de ...
conjuntos
{
,
}
{a,b,c} signifi ca: o conjunto que consiste de a, b, e c.
Exemplo: N =
{0,1,2,
...
}
Teoria de
Conjunto va zio
conjunto vazio
conjuntos
{} significa: o conjunto sem elementos; ∅ é a mesma coisa
{}
Exemplo: {n ∈ N : 1 < n² < 4} = {}
Teoria de
Pertença a c
onjunto
em; está em; é um elemento de; é um
membro de; pertence a
conjuntos
∈∈∈∈
∉∉∉∉
a ∈ S signifi ca: a é um elemento do conjunto S; a ∉ S signific a: a não é um elemento
de S
Exemplo: (1/ 2) −1 ∈ N; 2 −1 ∉ N
União teóric
a de
Teoria de
a união de
com
...
;
união
conjuntos
conjuntos
∪∪∪∪
A ∪ B signifi ca: o conjunto que contém todos os elementos d e A e também todos os
de B, mas m ais nenhuns.
Exemplo: A
⊆ B ⇔
A ∪ B = B
Intersecção
teórica de
Teoria de
intersecta com; intersecta
conjuntos
conjuntos
A ∩ B signific a: o conjunto que contém todos os elementos qu e A e B têm em
comum.
Exemplo: {x ∈ R : x² = 1} ∩ N = {1}
( )
Aplicação de função;
agrupamento
Teoria de
de
conjuntos
[ ]
Para a aplica ção de função: f(x) significa: o valor da função f no elemento x
para o agrup amento: execute primeiro as operações dentro d os parênteses.
{ }
Exemplo: Se f(x) := x², então f(3) = 3² = 9; (8/4)/2 = 2/2 = 1, m as 8/(4/2) = 8/2 = 4
Seta de funç ão
de
para
Funções
f:X→Y
f: X → Y sign ifica: a função f mapeia o conjunto X no conjunto
Y
Exemplo: Co nsidere a função f: Z → N definida por f(x) = x²
Números na turais
N
Números
N
N significa: {1 ,2,3,
...
}

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Exemplo: {| a | : a ∈ Z }
 

Exemplo: {|a| : a Z} = N

 
 

Números int eiros

 

Z

Números

Z

Z significa:

,−3,−2,−1,0,1,2,3,

}

Exemplo: {a :

|a| N} = Z

 
 

Números ra cionais

 

Q

Números

Q

Q significa: { p/q : p,q Z, q 0}

 

3.14 Q; π Q

 

Números re ais

R

Números

R

R significa: {l im n a n : n N: a n Q, o limite existe}

 

π R; (−1) R

 
 

Números co mplexos

 

C

Números

C

C

significa: { a + bi : a,b R}

 

i

= (−1) C

 

Comparação

 

é menor que, é maior que

Ordenações

<

parciais

x

< y significa : x é menor que y; x > y significa: x é maior que y

 

>

Exemplo: x < y

y > x

 
 

Comparação

 

é menor ou igual a, é maior ou igu al a

Ordenações

parciais

 

x

y significa : x é menor que ou igual a y; x y significa: x é

maior que ou igual a y.

Exemplo: x 1

x² x

 

 

Raiz quadra da

a raiz quadrada principal de; raiz quadrada

Números reais

x significa:

o número positivo, cujo quadrado é x

 
 

Exemplo: (x ²) = |x|

 
     

Geometria

PI

PI

euclidiana

π

π significa: a razão entre a circunferência de um círculo e o s eu diâmetro

Exemplo: A =

πr² é a área de um círculo de raio r

 
     

Análise

!

 

Fatorial

fatorial

combinatória

n! é o produt o 1×2×

...

×n

 

Exemplo: 4!

= 24

|

|

Valor absolu to

valor absoluto de; módulo de

Números

|x| significa: a

distância no eixo dos reais (ou no plano comple xo) entre x e zero

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Exemplo: |''a'' + ''bi''| = √ ( a ²
 

Exemplo: |''a'' + ''bi''| = (a² + b²)

 
 

Norma

No rma de comprimento de

 

Análise funcional

|| ||

 

||x|| é a norma do el emento x de um espaço vectorial

 

Exemplo: ||''x''+''y''|| ||''x''|| + ||''y''||

 
 

Soma

so ma em

de

até

de

Aritmética

 

k=1 n a k significa: a 1 + a 2 +

+ a n

Exemplo: k=1 4 k² = 1² + 2² + 3² + 4² = 1 + 4 + 9 + 16 = 30

 
 

Integração

Int egral de

até

de

em função de

Cálculo

a b f(x) dx significa: a área entre o eixo dos x e o gráfico da função f e ntre x = a e x = b

 

0 b x² dx = b³/3; x² d x = x³/3

 
 

Derivada

de rivada de f; primitiva de f

 

Cálculo

f '

f '(x) é a derivada da função f no ponto x, i.e. o declive da tangente n esse ponto

 

Exemplo: Se f(x) = x ², então f '(x) = 2x

 
 

Gradiente

De l, nabla, gradiente de

 

Cálculo

f (x 1 , …, x n ) é o ve ctor das derivadas parciais (df / dx 1 , …, df / dx n )

 

Exemplo: Se f (x,y,z ) = 3xy + z² então f = (3y, 3x, 2z)

 

Quadro 1

 

Fonte:

Disponível

em

http://pt.wi kipedia.org/wiki/Anexo:Tabela_de_s%C3%ADmbolos_mate m%C3%A1ticos.

Acesso

em

23/11/2011.

 
Veja, no Saiba mais, alguma s curiosidades sobre os três símbolos mais us ados na matemática.
Veja, no Saiba mais, alguma s curiosidades sobre os três símbolos mais us ados na matemática. O
sinal de igualdade, maior e m enor.
Sinais de relação (=, < e > )
Robert Record, matemático
inglês, terá sempre o seu nome apontado na
por ter sido o primeiro a e mpregar o sinal = (igual) para indicar igualdade.
história da Matemática
No seu primeiro livro,
publicado em 1540, Reco rd colocava o símbolo entre duas expressõe s iguais; o sinal = ;
constituído por dois pequen os traços paralelos, só apareceu em 1557. Com
entam alguns autores
que nos manuscritos da Ida de Média o sinal = aparece como uma abreviatu ra da palavra est.
Os sinais > (maior que) e <
(menor que) são devidos a Thomaz Harriot, qu e muito contribuiu com
seus trabalhos para o dese nvolvimento da análise algébrica.
Fonte: Disponível em http://www.vocesabia.net/cie ncia/matematica/origem-dos-
sinais-matematicos/. Acesso em 23/11/2011.

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda No quadro 2, apresentamos a você alguns exemplos de

No quadro 2, apresentamos a

você alguns exemplos de aplicações da matem ática.

APLICAÇÕES DA MATE MÁTICA Conteúdo Aplicações NÚMEROS POSITIVOS E NEGATIVOS +2 -3 Temperatura, Conta bancária ou
APLICAÇÕES DA MATE MÁTICA
Conteúdo
Aplicações
NÚMEROS POSITIVOS E
NEGATIVOS +2 -3
Temperatura, Conta bancária ou Nível de altitude:
RAZÕES E PROPORÇÕ
ES Fazer comparações, pequenas análises de dados
1/3
TRIGONOMETRIA
Engenharia, na Mecânica, na Eletricidade, na A cústica, na Medicina.
Por exemplo, a trigonometria do triângulo permit e: calcular a altura de
um prédio através de sua sombra, calcular a distâ ncia a ser percorridas
em uma pista circular, análises de distância de pla netas.
MATRIZES
Animações no cinema utilizam matrizes. Desd e o movimento dos
personagens até o quadro de fundo podem ser criados por softwares
que combinam pixels em formas geométricas, qu e são armazenadas e
manipuladas.
EQUAÇÕES
Quando duas linhas de um mesmo plano se c ruzam, obtém-se um
ponto. É comum usarmos equações para indi car a localização de
pessoas, barcos, aviões, cidades.
INEQUAÇÕES
As inequações são usadas em experiências, es tatísticas, análise de
dados e comparações.
EQUAÇÕES
As equações diferenciais têm ampla aplicaç ão na resolução de
problemas complexos sobre movimento, cre scimento, vibrações,
eletricidade e magnetismo, aerodinâmica, ter modinâmica, energia
DIFERENCIAIS
nuclear e todo tipo de fenômeno físico que
variação de quantidades variáveis
envolva as taxas de

Quadro 2 Fonte: Disponível em http://alde ciralmeida7.blogspot.com/. Acesso em 23/11/2011.

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda 2.Te oria na Prática Aplicações da Matemática F enômeno
Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda 2.Te oria na Prática Aplicações da Matemática F enômeno

2.Te oria na Prática

Aplicações da Matemática

 

F enômeno

Explica ção matemática

Como é que um avião se mantém no ar sem alg o a suportá-lo?

Como é que um avião se mantém no ar sem alg o a suportá-lo? Equaçõe s

Equaçõe s descobertas por Daniel B ernoulli no século XVIII.

O que faz com que uma

maçã

 

caia de uma árvore na te rra?

Equações do movimento e da

mecânic a descobertas por

O que mantém a Terra a girar em torno do Sol?

O que mantém a Terra a girar em torno do Sol?

Newto n no século XVII.

Como é que as imagens e sons de um jogo de futebol apare cem numa TV em qualquer parte d o mundo?

Como é que as imagens e sons de um jogo de futebol apare cem numa TV

Atrav és da radiação eletromag nética descrita pelas equações de Maxwell, século XIX.

 
Foram estudados por

Foram

estudados por

Sons musicai s

Aristóteles.

 
2000 anos antes de enviarmos uma na ve espacial para o

2000 anos antes de enviarmos uma na ve espacial para o

A Terra é circul ar

espaço que nos fornece fotog rafias da Terra, Eratóstene s usou a Matemática para pro var que a Terra é circula r. Calculou o seu diâmetro e a sua curvatura com

 

99%

de exatidão.

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Previsão com base na teoria Quem vai ganhar nas
 
Previsão com base na teoria

Previsão com base na teoria

Quem vai ganhar nas

eleições?

das p robabilidades e

 

estatística.

 
Previsão com base na teoria Quem vai ganhar nas eleições? das p robabilidades e estatística. Amanhã
 

Amanhã vai cho ver?

Amanhã vai cho ver? Previsão c om base no cálculo.

Previsão c om base no cálculo.

Fonte: Disponível em http://alde ciralmeida7.blogspot.com/2009/12/o-papel-da-matematica-e m-nossas- vidas.html#comment-form. Aces so em 23/11/2011.

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda 3. Síntes e Nesta unidade, abord amos os seguintes
Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda 3. Síntes e Nesta unidade, abord amos os seguintes

3. Síntes e

Nesta unidade, abord amos os seguintes tópicos:

Origem da Matemáti ca ∑ Por volta do ano 4.00 0 a.C,,.surgiram as profissões e, em
Origem da Matemáti ca
Por volta do ano 4.00 0 a.C,,.surgiram as profissões e, em seguida, a e scrita.
Egito utiliza símbolos para representar as quantidades – Criam os nú meros inteiros e as
frações.
Por volta do século III a.C., desenvolveu-se o sistema de numeração r omano.
Desenvolvimento de f erramentas de cálculo.
Desenvolvimento do
sistema de numeração decimal na Índia com utili zação do zero.
Aperfeiçoamento dos sistemas de divisão e multiplicação.
A Linguagem da Ma temática S ímbolo Nome + ; - ⇒ → ⇔ ↔ ∧
A Linguagem da Ma temática
S ímbolo
Nome
+ ; -
⇔ ↔
=
{
,
}
{}
∈ ∉
adição e subtração
implicação material
equivalência material
conjunção lógica
disjunção lógica
quantificação universal
igualdade
chavetas de conjunto
conjunto vazio
pertença a conjunto
união e interseção de conjuntos
(
)
[ ]
{ }
f:X→Y
N
<;
> ; ≤ ; ≥
!
|
|
f '
aplicação de função; agrupamen to
seta de função
números naturais ; inteiros e rac ionais
comparação
raiz quadrada
fatorial
valor absoluto
soma
integração
derivada
gradiente

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Unidade 2: Conc eitos Básicos 1. Conte údo Didático

Unidade 2: Conc eitos Básicos

1. Conte údo Didático

Nesta unidade, iremos apren der a representar e utilizar a relação entre conj untos. Este é o primeiro

passo para compreendermo s o conceito de função. A função é a base do

estudo da matemática.

Todas as equações matemát icas são representadas por símbolos e funções , portanto, compreender

o significado de função é o o bjetivo desta unidade.

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Unidade 2: Conc eitos Básicos 1. Conte údo Didático
Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Unidade 2: Conc eitos Básicos 1. Conte údo Didático

1.2 Conju ntos

Iniciaremos os estudos com c onjuntos que são a base para o entendimento d e funções. Preste bastante atenção!

Conjunto é uma lista, coleç ão ou classe de objetos, dados, números ou

qualquer outro item. Os

conjuntos são indicados por l etras maiúsculas do alfabeto e seus elementos p or letras minúsculas. No

exemplo, o conjunto “A” conté m os números 1; 3 e 6.

A

•1 •3 •6
•1
•3
•6

Podemos representar os con juntos com expressões. No exemplo, temos a letra do conjunto e seus

elementos escritos entre cha ves e separados por vírgula ou ponto-e-vírgula, a ssim:

A={1,3,6}.
A={1,3,6}.

Vejamos algumas considera ções sobre conjuntos.

Disciplina: Matemática

Autor: Alexandre Lopes

Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda 1.1.1 Considerações sobre notações de co njuntos Os conjuntos
  • 1.1.1 Considerações sobre notações de co njuntos

Os conjuntos têm suas carac terísticas próprias. Vamos conhecer alguns iten s sobre as notações de

conjuntos.

∑ Um conjunto que não po ssui elementos é chamado de conjunto vazio e r epresentado
Um conjunto que não po ssui elementos é chamado de conjunto vazio e r epresentado por ou {
}.
Quando um
conjunto p ossui um número ilimitado de elementos, ele
é infinito e utilizamos
reticências (
).
Ex.: E = { 1, 2, 3,
}.
Dados dois conjuntos A e
B, dizemos que A está contido em B ou que A é
subconjunto de B se, e
somente se, todo elemen to do conjunto A também é elemento de B. Ex.: Se A = {1, 2, 4}
e
B =
{1, 2, 3, 4, 5 , 6} então A
B ou A é subconjunto de B.
Chamamos de A
B o c onjunto formado por todos os elementos comuns a A e B. Ex.: Se A = {1,
2, 4, 6} e B = {2, 6, 9} ent ão A
B = {2, 6}.
A
B
•1
•2 •2
•9
•4
•6 •6
Chamamos de A
B o conjunto formado por todos os elementos de A ou B. Considerando os
conjuntos A e B do exem plo anterior, temos A
B
= {1, 2, 4, 6, 9}.
A
B
•1
•6
•2
•1
•6
•9
=
•2
• 2
•4
•6
•9
•4
Chamamos diferença d e
A
e
B (A-B)
ao conjunto de elementos que
pertencem
a
A
e
não

pertencem a B.

A = {1, 2, 4, 6} e B = {2, 6, 9 } então A -
A = {1, 2, 4, 6}
e
B = {2, 6, 9 }
então A
- B = {2, 6}.

A = {0,2,4,6,8} e B= {0,2}

então A – B = {4,6,8}

Disciplina: Matemática

Autor: Alexandre Lopes

Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda ∑ Chamamos conjuntos co mplementares aos elementos que pertencem

Chamamos conjuntos co mplementares aos elementos que pertencem a

B e não pertencem a A.

Dados A e B, A

B, de u m mesmo universo U, chama-se conjunto compl

ementar de A em

relação a B, e indica-se

A

C B o conjunto formado pela diferença B- A.

A A= {0,2} e B = {0,2,4} então C B = { 4 }
A
A= {0,2}
e B = {0,2,4}
então
C B =
{ 4 }

Vamos ao novo tópico q ue discorrerá sobre números e conjuntos.

1.3 Os N úmeros e Seus Conjuntos

Relembrando algumas definiç ões dos conjuntos de números já apresentadas

na Unidade 1, temos:

CONJUNTO DOS NÚMEROS NAT URAIS N

N = {0, 1, 2, 3, 4, 5,

...

}

CONJUNTO DOS NÚMEROS INTE IROS Z

Z = { ...

,

-3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4,

...

}

CONJUNTO DOS NÚMEROS RAC IONAIS Q

Q = {x / x =

a

b

, com a, b

Z e b π 0}

Todo número racional

pode ser representado na forma decimal:

7

4

=

1,75

;

3

5

= 0,6

ou

representação periódica

1

3

= 0,333...

47

90

= 0,5222...

CONJUNTO DOS NÚMEROS IRRA CIONAIS I

Os números cuja representa

ção decimal é não exata e não periódica são

denominados números

irracionais. Todas as raízes n

ão exatas são exemplos de números irracionais.

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda ∑ Chamamos conjuntos co mplementares aos elementos que pertencem

2 = 1,4142135 ...

Disciplina: Matemática

Autor: Alexandre Lopes

Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda 3 = 1,7320508 ... = 3,1415926535 . e =
3
3

= 1,7320508 ...

 

= 3,1415926535

.

e

= 2,71828

...

(n.º de Euler)

CONJUNTOS DOS NÚMEROS RE AIS

A união dos números Racion ais com os Números Irracionais constitui o con junto de números reais,

portanto:

R = Q U I = { x / x é racional ou x é irracional}

Os números reais são:

os números n aturais;

os números i nteiros;

os números r acionais;

os números i rracionais.

Podemos representar os nú meros Reais (R) em uma reta que chamamos R eta Real: Cada número

Real tem

um

ponto na reta

associado

a

ele

e

cada ponto

da

reta tem

um número Real que o

representa.

 

-5

-4

-3

-2

-1

0

+1

+2

+3

+4

+5

3 +2,3 - -1,5 R - Números Reais Q - Números Racionais I Números Z Números
3
+2,3
-
-1,5
R - Números
Reais
Q - Números Racionais
I
Números
Z
Números
Não
Irracionais
Números
Inteiros
Inteiros

Representação dos conjuntos de números

1.4 Interv alos

Os subconjuntos de RRRR repres entam intervalos em uma reta.

Intervalos limitados

Núcleo de Educação a Distância | N ewton Paiva

24 | P á g i n a

Disciplina: Matemática

Autor: Alexandre Lopes

Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Os subconjuntos sejam a, b com a < b.

Os subconjuntos sejam a, b RRRR, com a < b. Um intervalo limitado em RRRR é

um subconjunto definido

de uma das seguintes formas :

[a ; b] = { x R: a ≤ x ≤ b }
[a ; b] = { x
R: a ≤ x ≤ b }

de nominado intervalo fechado de extremidades a e

b.

a b R
a
b
R
]a ; b[ = { x R: a < x < b }
]a ; b[ = { x
R: a < x < b }

de nominado intervalo aberto de extremidades a e b.

a b R
a
b
R
[a ; b[ = { x R: a ≤ x < b }
[a ; b[ = { x
R: a ≤ x < b }

de nominado intervalo fechado em a e aberto em b .

a b R
a
b
R
]a ; b] = { x R: a < x ≤ b }
]a ; b] = { x
R: a < x ≤ b }

de nominado intervalo aberto em a e fechado em b .

a b R
a
b
R

Intervalos ilimitados

Os subconjuntos sejam a

RRRR. Um intervalo ilimitado em RRRR é um subconju nto definido de uma das

seguintes formas:

 

[a ; +

[ = { x

R: x a }

d enominado intervalo fechado.

 

a

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Os subconjuntos sejam a, b com a < b.

R

 

]a ; +

[ = { x

R: x > a }

d enominado intervalo aberto.

 

a

 
R

R

]

; a] = { x

R: x a }

d enominado intervalo fechado.

 

a

 
R

R

]

; a[ =

{ x

R: x < a }

d enominado intervalo aberto.

 

a

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Os subconjuntos sejam a, b com a < b.

R

Disciplina: Matemática

Autor: Alexandre Lopes

Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Vamos conhecer o Sistema C artesiano Ortogonal. 1.5 Siste
Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Vamos conhecer o Sistema C artesiano Ortogonal. 1.5 Siste

Vamos conhecer o Sistema C artesiano Ortogonal.

1.5 Siste ma Cartesiano Ortogonal

O sistema Cartesiano Orto gonal é formado por um

plano que

é dete rminado por

dois eixos

perpendiculares entre si e co m a mesma origem 0. O eixo na posição horizo ntal é denominado

das abscissas e é denot ado por coordenadas e é denotado por 0y.
das abscissas e
é
denot ado
por
coordenadas e é denotado
por 0y.

0x.

O

eixo

na

posição

vertical

é

denominado

O plano formado por estas duas reta s

eixo eixo das
eixo
eixo
das

é denominado plano

cartesiano ortogonal e deno tado por µµµµ.

y p

µµµµ

y (Eixo das coordenadas) P P 2 x (Eixo das abscissas) 0 x P 1 p
y (Eixo das coordenadas)
P
P 2
x (Eixo das abscissas)
0
x
P 1
p

Da do um ponto P qualquer em µµµµ

P 1 é a projeção ortogonal de P sobre 0x; P 2 é a projeção ortogonal de P sobre 0y; x p é a coordenada de P 1 em 0x; y p é a coordenada de P 2 em 0y;

A

origem do sistema é o ponto O(0,0).

Disciplina: Matemática

Autor: Alexandre Lopes

Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda 1.4.1 Representação Gráfica Qualquer que seja P ex iste
  • 1.4.1 Representação Gráfica

Qualquer que seja P

µµµµ, ex iste um único par de valores reais x p e y p , deno minado par ordenado e

indicado por (x p ;

y p ).

O Sistema Cartesiano pode s er dividido em quatro quadrantes.

  • x p

y 2º Quadrante P (a, b) 1º Quadrante b Eixo da ordenada. Eixo da abscissa. 0
y
2º Quadrante
P (a, b)
1º Quadrante
b
Eixo da ordenada.
Eixo da abscissa.
0
a
x
3º Quadrante
4º Quadrante
Veja cada quadrante sepa radamente no quadro. 2º Qu adrante 1º Quadrant e y y P
Veja cada quadrante sepa radamente no quadro.
2º Qu adrante
1º Quadrant e
y
y
P
y
p
y p
P
x
x
p
0
x
0
p
x
x p < 0 ; y p > 0
x p > 0 ; y p > 0
3º Qu adrante
4º Quadrant e
y
y
x
x
p
0
0
p
x
x
P
y p
y p
P
x p < 0 ; y p < 0
x p > 0 ; y p < 0

Disciplina: Matemática

Autor: Alexandre Lopes

Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Exercício Em uma bacia de extr ação petrolífera foram

Exercício

   

Em uma bacia de extr

ação petrolífera foram identificados 4 pontos d

e potencial de

perfuração. A localizaçã

o desses pontos corresponde a: A(6;2), B(8;3),

C(5;1) e D(3;1).

Cada unidade corresp

onde a 100 km de distância do ponto de ref

erência P(0;0).

Represente esses pont

os no sistema cartesiano. Veja a resolução no gr

áfico.

Y

6 5 4 3 2 1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
6
5
4
3
2
1
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11

X

Resolução

Y

6 5 4 B 3 A 2 D 1 C 0 1 2 3 4 5
6
5
4
B
3
A
2
D
1
C
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11

X

Disciplina: Matemática

Autor: Alexandre Lopes

Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Exercícios 1) Vamos formar o conj unto dos pares

Exercícios

   

1) Vamos formar o conj

unto dos pares ordenados. Sejam os conjuntos

A= {0; 1; 2} e B= {2; 4}.

Então A x B = {(0; 2

), (0; 4), (1; 2), (1; 4), (2; 2), (2; 4)}

2) Vamos formar o conj

unto dos pares ordenados. Sejam os conjuntos

A= {2 ; 4} e B= {1; 3; 5}.

Então A x B = {(2; 1

), (2; 3), (2; 5), (4; 1), (4; 3), (4; 5)}

Então B x A = {(1; 2

), (1; 4), (3; 2), (3; 4), (5; 2), (5; 4)}

Então A x A = A 2 =

{(2; 2), (2; 4), (4; 2), (4; 4)}

Então A x

=

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Exercícios 1) Vamos formar o conj unto dos pares

Depois de conhecer o plano c artesiano, você vai aprender sobre o Produto Ca rtesiano.

1.6 Prod uto Cartesiano

O Produto Cartesiano é um p roduto de dois conjuntos não vazios A e B (nota ção A x B), é o conjunto

formado pelos pares ordena dos nos quais o primeiro elemento pertence a A

e o segundo elemento

pertence a B. O par ordenado

é representado pela notação (a; b) onde “a” é o elemento da abscissa e

“b” é o elemento representan do a ordenada. Então:

Se (a ; b) = (c ; d)

a = c ; b = d

Disciplina: Matemática

Autor: Alexandre Lopes

Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda O Produto Cartesiano de dois conjuntos não vazios A

O Produto Cartesiano de dois

conjuntos não vazios A e B (notação A x B) é o conjunto formado pelos

pares ordenados, nos quais o

primeiro elemento pertence a A e o segundo ele mento pertence a B.

A x B = {(x : y) x A y B}
A x B = {(x : y) x
A
y
B}
  • 1.5.1 Representação

Para representar o produto c artesiano de dois conjuntos A = {0, 1, 2} e B = {2, 4}, usamos o diagrama

de flechas ou o diagrama car tesiano

O produto cartesiano A x B = {(0; 2), (0;4), (1; 2), (1; 4), (2; 2), (2; 4)}

Representação por meio de Flechas

Representação por meio de Flechas

0 1 2
0
1
2
2 4
2
4

A

B

Representação no plano cartesiano

Representação no plano cartesiano

y ( 0; 4) ( 1; 4) ( 2; 4) 4 ( 0; 2) ( 1;
y
( 0; 4)
( 1; 4)
( 2; 4)
4
( 0; 2)
( 1; 2)
( 2; 2)
2
0
1
2
x

Cada

ordenado

par

A

x

B

é

representado

por

um

ponto

no

plano cartesiano.

 

Veja, no próximo tópico, a de finição de relação.

Disciplina: Matemática

Autor: Alexandre Lopes

Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda 1.7 Defin ição de Relação Quando montamos o produto

1.7 Defin ição de Relação

Quando montamos o produto de dois conjuntos A x B, encontramos todas as possibilidades de pares

de pontos. Em alguns casos,

podemos definir uma relação entre os conjunto s ou seus elementos. A

relação define uma restrição

aos pares de pontos e as relações podem se r as mais variadas, por

exemplo:

x > y

y é divisor de y

x + y > 4

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda 1.7 Defin ição de Relação Quando montamos o produto

Exercício 1: Sejam os

conjuntos A = {2; 3; 5} e B = {1; 4; 6} sendo:

 

R é o subc

onjunto onde x > y e x

A

e y

B.

Temos R = {(2; 1), (3; 1

), (5; 1), (5; 4)} que é subconjunto de R. Uma po

ssível notação é:

R =

{(x : y)

A x B

x > y}

Exercício 2: Sejam os

conjuntos A = {0; 1; 2}, B = {2; 4} sendo:

R é o subc

onjunto de A x B onde y é o dobro de x; y = 2x.

R = {(x, y)

A x B | y = 2x} = {(1; 2), (2; 4)}

Você vai conhecer mais sobr e matemática.

Disciplina: Matemática

Autor: Alexandre Lopes

Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda 1.8 Domí nio, Conjunto Imagem e Representaçã o Gráfica.

1.8 Domí nio, Conjunto Imagem e Representaçã o Gráfica.

Vamos entender essas defini ções: Dados dos conjuntos A e B.

Podemos imaginar o conjun to A formado por três canetas (preta; azul; ve rmelha) e o conjunto B

formado por dois lápis (verde ; azul). Podemos definir uma relação R entre o s conjuntos no qual R =

mesma cor.

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda 1.8 Domí nio, Conjunto Imagem e Representaçã o Gráfica.

Domínio de R (notação D (R)) é o conjunto de elementos do primeiro conju nto que

pertencem a R.

No exemplo, a c aneta azul.

Imagem de R (notação I m(R)) é o conjunto de elementos do segundo co njunto que pertencem a

R.

No exemplo, o lá pis azul.

Veja agora a representação c om números.

Dados os conjuntos A = {0; 1 ; 2}, B = {2; 4} sendo R o subconjunto de A x B

onde y é o dobro de x; y

= 2x.

R = {(x, y)

A x B | y = 2x} = {(1; 2), (2; 4)}

Podemos representar grafica mente esta relação R nas seguintes formas:

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda 1.8 Domí nio, Conjunto Imagem e Representaçã o Gráfica.

Representação por meio de Flechas. {(1; 2), (2; 4)}

0 2 1 4 2 A B D = {1, 2} Im = {2, 4}
0
2
1
4
2
A
B
D = {1, 2}
Im = {2, 4}

Disciplina: Matemática

Autor: Alexandre Lopes

Rogério Lacerda Representação no plano cartesiano y ( 2; 4) 4 3 2 (1; 2) 1
Rogério Lacerda
Representação no plano cartesiano
y
( 2; 4)
4
3
2
(1; 2)
1
-3
-2
-1
0
1
2
x
-1
Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Representação no plano cartesiano y ( 2; 4) 4

1.9 Fu nção - Conceito

Na matemática, como em

outras ciências, muitas vezes queremos estab elecer uma relação ou

correspondência entre dois

conjuntos.

A

observação

mostra

que

certos fenômenos que

apresentam regularidade, ist o é, comportamento idêntico. Neste caso, pode mos representá-los por

uma função.

Exemplos práticos de função:

Um carro em aceleração constante cria uma função entre as variáveis tem po(t) e velocidade (v).

Quando uma torneira que

despeja uma determinada quantidade de água por minuto, o volume de

água despejada depende rá do tempo que a torneira ficar aberta:

A temperatura de um forn o em relação à quantidade de tempo que o mes mo está ligado.

A tarifa do táxi é uma fun ção do número de quilômetros rodados.

O custo em relação à qua ntidade de mão de obra.

Disciplina: Matemática

Autor: Alexandre Lopes

Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Conceito: Uma relação f, de um conjunto A num

Conceito: Uma relação

f, de um conjunto A num conjunto B, é uma funç

ão de A

em B se, e somente se,

f associa a todo elemento de A com um único el

emento de

B.

f
f
 
 

A

B

Indica-se que

é uma f

unção de A em B

pela notação: f : A

B

ou x

y = f(x)

 

f : A

B

(l

ê-se: função f de A em B)

 
 
 

Exemplo: Sejam do

is conjuntos A = {1, 2, 3} e B = {2, 3, 4, 5} e sej

a a relação

 

dada por

R = {(x, y)

A x B | y = x + 1}, teremos então

R = {(1,2),

(2,3), (3,4)

}.

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Conceito: Uma relação f, de um conjunto A num
Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Conceito: Uma relação f, de um conjunto A num

Disciplina: Matemática

Autor: Alexandre Lopes

Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda 2. Te oria na Prática 1 - Exercício: Representar
  • 2. Te oria na Prática

1

- Exercício: Representar o produto cartesiano de dois conjuntos A = {-3; -1, 2} e B = {-2, 3} usando

o diagrama de flechas ou o di agrama cartesiano.

 

Resolução:

O produto cartesiano A x B = {(-3 ; -2), (-3 ; 3), (-1; -2), (-1; 3), (2; -2), (2; 3)}

 
Representação por meio de Flechas

Representação por meio de Flechas

 
-3 -2 -1 3 2
-3
-2
-1
3
2

A

B

 
Representação no plano cartesiano

Representação no plano cartesiano

 
y (-1; 3) 3 (-3; 3) ( 2; 3) 2 1 -3 -2 -1 0 1
y
(-1; 3)
3
(-3; 3)
( 2; 3)
2
1
-3
-2
-1
0
1
2
x
-1
(-3; -2)
( -1, -2)
-2
( 2; -2)

2

- Exercício: Dados os conj untos A = {-2; 3; 5}, B = {-1; 1; 4; 6} sendo

R o subconjunto de A x B onde x é divisor de y.

R = {(x, y)

A x B | x é divisor de y} = {(-2; 4), (-2; 6), (3; 6)}

Disciplina: Matemática

Autor: Alexandre Lopes

Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda D = {-2, 3} Im = {4, 6} Representação

D = {-2, 3}

Im = {4, 6}

  • Representação por meio de Flechas {(-2; 4), (-2; 6), (3; 6)}

D (R)

-1 -2 Im (R) 1 3 4 5 6
-1
-2
Im (R)
1
3
4
5
6
A B Representação no plano cartesiano y 8 (3; 6) (-2; 6) 6 (-2; 4) 4
A
B
Representação no plano cartesiano
y
8
(3; 6)
(-2; 6)
6
(-2; 4)
4
2
-6
-4
-2
0
2
4
x
-2

Disciplina: Matemática

Autor: Alexandre Lopes

Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda 3. Sínt ese 1. Conjuntos: lista, coleç ão ou
Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda 3. Sínt ese 1. Conjuntos: lista, coleç ão ou

3. Sínt ese

1. Conjuntos: lista, coleç ão ou classe de objetos, dados, números ou

qualquer outro item.

No exemplo A seguir o conjunto “A” contém os

números 1,5 e 8.

A

2. Os Números e Seus C onjuntos

•1 •5 •8
•1
•5
•8

CONJUNTO DOS NÚMEROS NAT

URAIS

N = {0, 1, 2, 3, 4, 5,

}

CONJUNTO DOS NÚMEROS INTE

IROS

Z = { ...

-3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4, ...

,

}

 

a

CONJUNTO DOS NÚMEROS RAC

IONAIS – (não inteiros)

Q = {x / x =

b

, com a , b

Z e b π 0}

CONJUNTO DOS NÚMEROS IRRA

CIONAIS – (decimal é não exata e não periódica)

CONJUNTOS DOS NÚMEROS RE AIS

R - Número s Reais Q - Números Racionais I Números Z Números Não Irracionais Números
R - Número s Reais
Q - Números Racionais
I
Números
Z
Números
Não
Irracionais
Números
Inteiros
Inteiros

Representação dos conjuntos de números

  • 3. Sistema Cartesiano Ortogonal - Representação Gráfica

y (Eixo das or denadas) b - - - - -∑ P(a,b) 0 a x (Eixo
y (Eixo das or denadas)
b
- - - - -∑ P(a,b)
0
a
x
(Eixo das abscissas)
µ

P é o ponto de coordena das a e b O número a é chamado abscissa de P O número b é chamado ordenada de P ∑ µ é o Plano Ortogonal

A origem do sistema é o p onto O(0,0).

Disciplina: Matemática

Autor: Alexandre Lopes

Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda 4. Produto Cartesiano: Produto de dois conjuntos não vazios

4. Produto Cartesiano:

Produto de dois conjuntos não vazios A e B (not ação A x B) é o conjunto

formado pelos pares

ordenados nos quais o primeiro elemento per tence a A e o segundo

elemento pertence a B.

5. Domínio, Conjunto Im agem: O Domínio de R (notação D(R) ) é o co njunto de elementos do

primeiro conjunto qu e pertencem a R. A Imagem de R (notação I m(R) ) é o conjunto de

elementos do segund o conjunto que pertencem a R.

6. Função – Conceito: R epresentação de um único valor em função de o utro.

.

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Autor: Alexandre Lopes

Rogério Lacerda

Disciplina: Matemática Autor: Alexandre Lopes Rogério Lacerda Unidade 3: Funçõ es 1. Cont eúdo Didático Nesta

Unidade 3: Funçõ es

1. Cont eúdo Didático

Nesta unidade, daremos con tinuidade ao estudo de funções. Vamos utilizar a

linguagem matemática,

as relações entre variáveis e o sistema cartesiano para representação gráfic a estudados na unidade

anterior para apresentar três tipos de funções comumente utilizadas em área s gerenciais: as funções

de primeiro e segundo grau s e a função exponencial. Iniciaremos com o

conceito de domínio e

imagem de funções e finaliza remos com aplicações de funções envolvendo receita, custo e lucro de

empresas. O objetivo desta

unidade é transformar a teoria e prática mat emática em ferramenta

aplicativa em situações espe cíficas da área gerencial.

1.1 D omínio e imagem de funções

Imagine que você trabalha

no comércio recebendo um

valor

fixo mens al

e

mais

um

adicional

(digamos de 10%) sobre o va lor de cada unidade do produto vendido. Veja a f unção:

f (x) = 545 + 0,1x

f (x) represe nta o valor total recebido