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Religiao - Respostas Catolicas Aos Ataques Protestantes

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Respostas Católicas

Aos

Ataques Protestantes

Jaime Francisco de Moura

1ª Edição

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Introdução
Este trabalho tem como objetivo complementar a primeira obra que escrevi, publicada pela Editora Com Deus. “As Diferenças entre Igreja Católica e Igrejas Evangélicas”, o qual responde acusações do protestantismo em relação à Igreja Católica. Apresento neste novo livro, uma série de respostas às novas acusações, que são direcionadas ao Catolicismo nos dias atuais, onde as mesmas circulam na mídia para confundir os Católicos menos esclarecidos. As datas (do ano 310 a 1965) mencionadas nestas acusações são imprecisas, incertas e muitas delas não condizem com os fatos e com a realidade histórica do Cristianismo. Procuro responder em linguagem bem simples e mostrar como é disseminada uma falsa didática estabelecida pelos protestantes nos dias de hoje. O protestantismo do século XXI visa desarraigar os Católicos das suas origens religiosas e as táticas e investidas promovem campanhas de difamação do Catolicismo, campanhas de teor superficial, com base em mentiras e calúnias. Assim o Católico que não tem conhecimento da sua fé, aprende a perder o amor à Santa Igreja Católica, a única fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo. O conteúdo desta obra é um alerta aos fiéis Católicos para que tomem consciência do

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significado da verdade da fé. É também um chamado aos fiéis a estudarem o Credo, a Bíblia, a Tradição, o Magistério e o Catecismo da Igreja procurando viver generosamente a vocação Cristã. BSB, Setembro de 2011 (mês da Bíblia)

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O Catolicismo Romano e a Bíblia!
Este é o título que chegou até mim, através de um aluno de Teologia Protestante, com várias acusações sobre a Igreja Católica. Resolvi transformar os seus questionamentos em um livro resposta. Mais ao final da obra, o leitor encontrará acusações que foram pesquisadas em outras fontes, como livros, Internet etc. Todas elas são acusações de falso teor Bíblico, onde muitos Cristãos são enganados por não terem oportunidade em se aprofundar no tema. Vejamos como o estudante de Teologia começa:

O Catolicismo, que conhecemos hoje, é o resultado de alterações feitas a partir da igreja primitiva. Segue um resumo dos desvios introduzidos pela Igreja Católica nestes quase 1300 anos.
Respostas: Os protestantes não têm nenhuma autoridade para afirmar tal coisa, pois surgiram 1500 anos depois da Era Apostólica. Só o que Cristo transmitiu aos Apóstolos e o que se herdou destes numa sucessão ininterrupta que está na Igreja Católica, tem foros de verdade plena, e verdade revelada. Para uma melhor compreensão, é só estudar Os Padres Apostólicos, do século I e 4

II, (que estiveram em contato com os Apóstolos) e os Apologetas do século II e III, que defendiam a fé Cristã contra os pagãos e contra as primeiras heresias. Só assim, é fácil entender que não houve alterações na doutrina de Cristo.

Segundo o Aurélio, o Catolicismo Romano é a religião que reconhece o Papa como autoridade máxima, que se expande por meio dos sacramentos, que venera a virgem Maria e os santos, que aceita os dogmas como verdades incontestáveis e fundamentais e que tem como ato litúrgico mais importante a Missa.
Respostas: O Dicionário Aurélio fala o básico, de uma forma muito pobre e secular. Com poucas palavras não se pode definir a Igreja Católica. Ficou muito vago o esclarecimento correto sobre a Igreja da qual Jesus fundou. Mas vamos lá! O termo Católico vem do grego καθολικος (lê-se katholikos), e significa “geral”, “universal”. Isso se dizia para designar toda a Igreja, ou seja, todos os Cristãos sejam eles, gregos, filipenses, efésios, gálatas, etc. Quando usamos esse termo, estamos dizendo que a Igreja de Cristo é Universal. É a Igreja que desde sempre segue a Cristo. Ela em todas as partes do mundo segue o mesmo rito, vive a mesma fé, segue o mesmo líder. Aliás, o sucessor de Pedro, que fora indicado pelo 5

próprio Cristo para ser a Pedra firme que, assistido pelo Espírito Santo, e fortalecido pelo próprio Jesus Eucarístico, vai guiar a sua Igreja até a segunda vinda gloriosa do Nosso Rei Mestre e Senhor

Durante os primeiros séculos Cristãos ocorreram muitas perseguições, isto cooperou para que a igreja se mantivesse fiel as Escrituras.
Respostas: Aqui há um erro seríssimo. Na verdade, os primeiros Cristãos eram perseguidos pelo Império Romano, mas ainda não estava definido o Novo Testamento ou o Cânon Bíblico completo para se seguir fielmente. Ao contrário do que muitos pensam, a Bíblia Cristã não caiu do céu organizada como um único livro. Para reunir os livros sagrados em um único volume, antes foi necessário saber quais eram eles, pois estavam aparecendo muitos livros que não eram inspirados por Deus (Apócrifos). Tudo que era ensinado nos primeiros séculos vinham da Tradição passada de geração em geração. Alguns escritos do Novo Testamento, por exemplo, apareceram vinte anos depois da morte de Jesus, começando pela carta de São Paulo aos Tessalonicenses, dado, aliás, que chegou até nós pela Tradição. Lucas, por sua vez, antes de escrever o seu Evangelho endereçado a Teófilo consultou pessoas que conheciam a pregação de Cristo. Conferir em (Lucas 1, 3). Paulo confirma esse sistema em (2 Tessalonicenses 2, 15) (2

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Tessalonicenses 3, 6) Confira mais em (2 Timóteo 2, 2) (Colossenses 2, 8). Quando Jesus morreu no ano 33, o livro do Apocalipse ainda não estava escrito. Ele só foi aparecer por volta do ano 98-99 DC. E quando o Apocalipse foi escrito, ele ainda não estava incluído no Cânon Bíblico. Até então, ninguém ainda sabia se era inspirado ou não. Para concluir! 1 - O Cânon da Bíblia não estava formado até o Século IV 2 - O Cânon foi definido por uma autoridade “Extra Bíblica” (Magistério da Igreja, Juntamente com a (Tradição) 3 - A Bíblia não estava disponível a todos até o Século XV 4 - A Sola Scriptura não existia antes do Século IV

Mas a corrupção no Cristianismo começou já em meados do século III, onde houve o primeiro rompimento sério dos cristãos, por causa da introdução do batismo de crianças. O rompimento foi chamado de "desfraternização".
Respostas: Que heresia, esta tua confirmação! Primeiramente vamos para a história. Orígenes (escritor eclesiástico da Igreja primitiva, considerado o Pai da Teologia), entre os anos (185 7

255) deixou escrito: “A Igreja recebeu dos Apóstolos a Tradição de um batismo também aos recém-nascidos”. Cipriano (Bispo de Cartago) em 258 escreve: “Do batismo não devemos afastar as crianças”. Observe que Orígenes e Cipriano são bem anteriores a Constantino, o qual vocês, afirmam que a Igreja foi corrompida com ele em 330. Aproveito aqui para deixar um questionamento! Será que antes de Constantino a Igreja estaria também corrompida? Agora vamos para as Sagradas escrituras! Nos Atos dos Apóstolos, se lê que estes batizavam famílias inteiras, ora, nas famílias há sempre crianças: (Atos 16, 14-15) (Atos 16, 32-33) (1 Coríntios 1, 16) (Atos 9, 18-19) (Colossenses 2, 11-14). É importante notar que em (1 Coríntios 10, 2) São Paulo mostra que todos os Israelitas foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar (como símbolo do batismo Cristão). E este batismo não aconteceu por imersão, pois os Israelitas, junto com todas AS CRIANÇAS, passaram o mar vermelho a pé enxuto, tocando apenas a areia úmida do mar. Na Bíblia e na Tradição, não há nada dizendo que só se devem batizar adultos. A negação do batismo de crianças só foi contestada a partir do século XV com a Reforma protestante.

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No ano 313, Constantino ascendeu ao posto de Imperador. Este apoiou o Cristianismo o fez Religião oficial do Império Romano.
Respostas: Vocês protestantes têm que estudar um pouco mais de História! Quem oficializou o Cristianismo como Religião do Estado, ou religião oficial, foi o Imperador Teodósio I no ano de 380. Em 313 Constantino apenas deu liberdade de culto aos cristãos com o chamado Edito de Milão. Uma questão de bom senso! A Igreja tem uma série ininterrupta de 266 Papas: De Pedro até Bento XVI. De Pedro até Constantino foram TRINTA E DOIS PAPAS ! O Papa da época era Melcíades, que se tornou São Melcíades, o 32º Papa, tendo Pedro como o 1º. Se a Igreja se corrompeu através de Constantino... De qual igreja foram os 32 papas antes dele? Se Constantino fundou alguma igreja onde estão as provas? Onde está um só documento histórico comprovando. Onde está o EDITO DO IMPERADOR Constantino ? Protestantes! Estudem a História... Não tenham medo da Verdade que liberta!

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A partir de então, a curva de desvio da Verdade acentuou e acelerou-se de forma violenta, a ponto de os séculos mais negros da história da Europa coincidir com os anos em que a Igreja Católica "reinou" soberana: os mil anos de trevas (500-1500). Trevas estas não só espiritual, mas também intelectual e moral.
Respostas: Nunca em minha vida vi tamanha heresia, blasfêmia e contradição. Infelizmente esta é uma afirmação usada por muitos protestantes para enganar milhões de pessoas em todo o mundo. Analisemos então as Escrituras! Em (Mateus 16, 18) Jesus diz: “as portas do inferno não prevalecerão contra sua Igreja”. Se houve mil anos de trevas, Cristo mentiu e nos enganou. Se houve mil anos de trevas, satanás teve domínio neste período e isso vai contra o que Jesus prometeu. Se a sua acusação fosse verdadeira poderíamos rasgar nossas Bíblias, não é mesmo? Não sei de qual fonte veio esta absurda afirmação, mas convido o irmão a estudar a Bíblia e fazer uma boa reflexão no capítulo mencionado.

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Um destes desvios foi a reza pelos mortos introduzida no ano de 310. O Catolicismo começa a utilizar práticas que não estão na Bíblia.
Respostas: Engraçado! Você diz que a igreja começa a se corromper no ano 313 com Constantino, e aqui se tem 03 anos antes dele assumir o Cristianismo. Agora pergunto! A igreja se corrompeu a partir de 310 ou 313? É de se perceber que vocês atiram de todos os lados e sem pontaria para acusar a Igreja Católica de qualquer jeito. Mas em todo caso vamos a sua acusação sobre a oração pelos mortos! Desde o AT já se rezavam pelos mortos. Veja o que fala (Tobias 12, 12) “Quando tu oravas com lágrimas e enterravas os mortos, quando deixavas a tua refeição e ias ocultar os mortos em tua casa durante o dia, para sepultá-los quando viesse a noite, eu apresentava as tuas orações ao Senhor”. Confira também em (2 Macabeus 12, 4346). “Em seguida, fez uma coleta, enviando a Jerusalém cerca de dez mil dracmas, para que se oferecesse um sacrifício pelos pecados: belo e santo modo de agir, decorrente de sua crença na ressurreição, porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo

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rezar por eles. “Mas, se ele acreditava que uma bela recompensa aguarda os que morrem piedosamente era esse um bom e religioso pensamento; eis por que ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas”. Além de textos Bíblicos, temos ainda a Didaquê, (∆ιδαχń, "ensino", "doutrina", "instrução" em grego clássico) ou Instrução dos Doze Apóstolos (do grego Didache kyriou dia ton dodeka apostolon ethesin) que é um escrito do século I, o qual trata do Catecismo Cristão. É constituído de dezesseis capítulos, e apesar de ser uma obra pequena, é de grande valor histórico e teológico. O título lembra a referência de (Atos 2, 42) “E perseveravam na doutrina dos Apóstolos ...” Confira o que diz a Didaquê ou (Doutrina dos 12 Apóstolos): “Ao fazerdes as vossas comemorações, reuni-vos, lede as Sagradas Escrituras... tanto em vossas assembléias quanto nos cemitérios. O pão duro que o pão tiver purificado e que a invocação tiver santificado ofereça-o orando pelos mortos”. Além da Bíblia e a Didaquè dos Apóstolos, temos ainda registros dos primeiros Cristãos, sobre a Oração pelos Mortos Confira:

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A Igreja de Esmirna (Turquia), após o martírio de seu bispo Policarpo e de onze fiéis, mortos em 156 (ou 157), informava "a Igreja de Deus, peregrina em Filomelio na Frígia, e todas as comunidades da santa Igreja universal" sobre o fim glorioso dos mártires, e acrescentava: "Nós veneramos dignamente os Mártires enquanto discípulos e imitadores do Senhor e pela sua suprema fidelidade para com o próprio Rei e Mestre; e seja-nos também permitido ser seus companheiros e discípulos. Após recolher os ossos de Policarpo, mais preciosos do que pedras raras, e mais puros do que o ouro fino, depusemo-las lá onde era de rito. E reunindo-nos ali sempre que nos for possível, exultantes e alegres, o Senhor haverá de permitir-nos festejar a data do martírio deles, em memória de quantos já enfrentaram a mesma luta e como exercício e preparação de quantos haverão de enfrentá-la no futuro" (Martyrium Polycarpi: XVII, 3; XVIII, 2-3). Com os mesmos sentimentos desses nossos irmãos de Esmirna queremos rezar junto às sepulturas dos gloriosos Mártires das Catacumbas de São Calisto e celebrar na alegria o seu "dies natalis". Graças à sua intercessão a nossa fé haverá de tornar-se mais sólida para enfrentar as provas da vida. Tertuliano (220) / Bispo de Cartago:

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“A esposa roga pela alma de seu esposo e pede para ele refrigério, e que volte a reunir/se com ele na ressurreição; oferecem sufrágio todos os dias aniversários de sua morte” (Demonogamia,10). Tertuliano atesta o uso de sufrágios na liturgia oficial de Cartago, que era um dos principais centros do cristianismo no século III: “Durante a morte e o sepultamento de um fiel, este fora beneficiado com a oração do sacerdote da Igreja”. São Cipriano (258), bispo de Cartago, refere/se à oferta do sacrifício eucarístico em sufrágio dos defuntos como costume recebido da herança dos bispos seus antecessores (cf. epist. 1,2). Nas suas epístolas é comum encontrar a expressão: “oferecer o sacrifício por alguém ou por ocasião dos funerais de alguém”. Podemos e devemos, pois, fazer orações e sacrifícios também pelos mortos em geral. Devemos rezar por todas as almas, porque não sabemos com certeza, quais estejam realmente precisando, e em condições de receber o mérito impetratório das nossas orações e sacrifícios oferecidos a Deus por elas. Estes e, sobretudo, as Santas Missas que fizermos celebrar, não ficarão sem efeito. Pois Deus saberá aplicá-los às almas que mais estiverem precisando, além de ser para

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nós, ocasião de prestarmos a Deus as homenagens que Lhe devemos.

E com a ascensão de Constantino outros hábitos pagãos foram introduzidos na Igreja. Como por exemplo: O uso de velas, no ano de 320.
Respostas: As alegações protestantes de que as velas são também utilizadas em cultos pagãos não invalidam a Palavra de Deus. Certo é que nas Escrituras o uso delas está inegavelmente comprovado. Desde o AT as velas eram utilizadas na liturgia e utilizadas no templo: "Farás um candelabro de ouro puro... Far-lhe-ás também sete lâmpadas. As lâmpadas serão elevadas de tal modo que alumiem defronte dele" (Êxodo 25, 31-37). Outros: (1 Reis 7, 49) (2 Crônicas 4, 7-20) ( Jeremias 52, 19. E perguntou-me: “que vês? Vejo um candelabro todo de ouro, respondi; que tem um reservatório no alto, sete lâmpadas em redor e ainda sete bicos para as lâmpadas colocadas em cima do candelabro, junto deste, duas oliveiras colocadas de um e de outro lo do reservatório”. 15

(Zacarias 4,5) Confira mais em: (Números 8, 2-4) (Êxodo 39, 37) (Levítico 24, 1-4) (Êxodo 35, 8). Só para o irmãozinho entender melhor: A vela é luz, símbolo de Cristo. Ela se consome iluminando. Como Cristo deu a sua vida, todos os cristãos são chamados a consumir sua vida para iluminar o mundo (Mateus 5, 14) (Mateus 5, 15) O Senhor se refere à luz que brilha sobre um candeeiro. (Apocalipse 1, 13) (Apocalipse 2, 1): Cristo aparece entre candelabros. Não venha dizer que a Bíblia se entregava à supertições por ordem de Deus. Se o que a Igreja Católica usa é superstição ou hábito pagão, ela o aprendeu de Deus, captou da Bíblia

No ano de 375 foi instituído o culto aos Anjos.
Respostas: É bom explicar que este culto, é culto de veneração, que é diferente de culto de adoração. Porque que a Igreja define tal dogma? Porque Deus nos deu os seus Anjos para nos guiarem e para proteger-nos... “Porque aos seus anjos ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos” (Salmos 90, 11). A presença dos anjos

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nas Escrituras é intensa. É preciso ser mesmo cabeça-dura, para contestar o auxílio que Deus envia aos homens através de seus anjos. Confira algumas passagens: “Pela tarde chegaram os dois anjos a Sodoma. Lot, que estava assentado à porta da cidade, ao vê-los, levantou-se e foi-lhes ao encontro e prostrou-se com o rosto por terra”. (Gêneses 19,1) “O anjo do Senhor, porém, gritoulhe do céu: “Abraão! Abraão!” “Eis-me aqui!” (Gêneses 22,11) “O anjo de Deus, que marchava à frente do exército dos israelitas, mudou de lugar e passou para trás; a coluna de nuvens que os precedia pôs-se detrás deles” (Êxodo 14, 19) Confira mais em: (Tobias 3, 25) (2 Reis 1, 3) (Daniel 14, 33) (Zacarias 3, 1) (Lucas 1, 2627) (Lucas 1, 30) (Lucas 2, 13-14) (Mateus 2, 13) (Mateus 28, 5-6) (Atos 12, 7) (Atos 27, 2324) (Apocalipse 11, 15) (Apocalipse12, 7-9) (Apocalipse 22, 8-9)

E por volta do mesmo ano (375) a adoração dos santos.
Respostas: A Igreja nunca definiu tal dogma. Ela definiu o culto de veneração, o que é o mesmo dado aos Anjos. Por não saber a diferença entre culto de veneração, que significa: interceder, homenagear, saudar, honrar, imitar, vocês protestantes nos acusam de adorá-los.

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Nós os veneramos porque Deus é pai dos vivos e dos mortos, e pelo fato de estarem no Céu, podemos estar em comunhão com eles e eles com nós (Hebreus 12, 22-24). A Igreja Católica ensina que devemos adorar unicamente a Deus, que é o Pai, o Filho e Espírito Santo. Os Santos intercedem a Deus por nós! Os Santos no céu estão na mesma condição dos Anjos (Mateus 22, 30), pois conservam as suas naturezas individuais e intelectuais, e possuem a mesma Luz divina na qual vêem a Deus, e em Deus e tudo que a sua mente pode conhecer “Na tua Luz veremos a Luz” – (Salmos 35, 10). Por isso, a Bíblia afirma que os Santos “julgarão o mundo” (1 Coríntios 6, 2). Para fazerem esse julgamento devem conhecer os atos nele praticados. Portanto, os Santos conhecem as nossas precisões e intercedem por nós como nossos amigos junto de Deus. É o que lemos em várias passagens da Bíblia! Em Jeremias lemos: “E o Senhor me disse: ‘ainda que Moisés e Samuel se apresentassem diante de mim, o meu coração não se voltaria para esse povo” (Jeremias 15,1). Ora, Moisés e Samuel já não eram do número dos vivos, e podiam, no entanto, interceder pelo povo.

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Note-se que em (2 Macabeus 15,14), o próprio Jeremias, já falecido, é apresentado como, quem “muito ora pelo povo e pela cidade santa”. No Apocalipse São João narra a visão que teve de Jesus Cristo em seu trono de glória, e como, diante d’Ele, se apresentavam anciãos “com taças cheias de perfume, que são as orações dos santos” (Apocalipse 5, 8) (Apocalipse 8, 4). Esses anciãos significam os “Santos da glória” ao apresentarem a Jesus as orações dos “santos da terra”, ou seja, os fiéis de Cristo nesse mundo. Trata-se de uma forma de mediação secundária dos Santos entre Cristo e os seus fiéis. No 1º livro dos Reis lemos que Deus prometeu a Salomão conservar para seu filho (Davi) a tribo ou reino de Judá, “em atenção” e “por amor ao seu servo Davi” (já morto) (1 Reis 11, 11-13). Isso significa que Deus toma em consideração os pedidos dos seus amigos também do Céu, os Santos. Igual sentido tem a oração de Moisés pedindo a Deus que poupasse o povo culpado em atenção aos patriarcas Abraão, Isaac e Jacó, todos já falecidos (Êxodo 32, 11-14). Daniel fala da intercessão de um santo a outro santo. (Daniel 8, 13-14) Daniel fala também da presença de uma figura humana (Daniel 8, 15-19)

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Josué narra a presença de um homem, mandado por Deus (Josué 5, 13-15) Ainda no 2º livro dos Reis a Bíblia narra o milagre da ressurreição de um morto, ao contato com os ossos do profeta Eliseu (2 Reis 13, 21) Note-se que nesse texto está divinamente aprovada ainda a prática Católica de se guardarem com respeito às relíquias dos Santos, pois, também através delas Deus pode nos conceder graças e favores. Na Parábola do pobre Lázaro e do rico, Jesus apresenta Abraão sendo rogado pelo mal rico que fora condenado ao inferno (Lucas 16, 27). No caso, o mal rico não foi atendido porque estava no inferno. Mas com esse fato Jesus significou a possibilidade de se pedir ajuda aos amigos de Deus que estão no céu, pois se o mal rico estivesse no Céu, com certeza ele seria atendido. Se os santos da terra (os fiéis em Cristo) intercedem junto de Deus pelas necessidades dos irmãos, conhecidos e desconhecidos (são incontáveis os casos na Bíblia), quanto mais os Santos da glória que, na Luz divina, conhecem perfeitamente as nossas precisões (como acima ficou provado). Eles intercedem com certeza por nós junto de Deus. Ler ainda (Sabedoria 18, 20-22).

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Para nós Católicos os santos já estão no Céu, e podem interceder por nós (Apocalipse 6, 910) (Apocalipse 5, 9) (Apocalipse 14, 3) e (Apocalipse 15, 3) Por fim, um argumento de reta razão ou do bom senso: É conforme a natureza dos seres criados por Deus que os inferiores obtenham favores dos superiores também pela mediação de amigos de ambos. A própria mediação de Cristo tem por base este princípio. Ora, os Santos são amigos de Deus e nossos na glória (Lucas 16, 9). Logo, eles não só podem, mas realmente intercedem por nós junto de Deus. Conclusão: aí estão alguns dos fundamentos Bíblicos da prática Católica da devoção ou culto de veneração aos anjos e Santos. Vocês protestantes costumam apresentar que há um só Mediador, Jesus Cristo (1Timóteo 2, 5). A isso “se responde completando a citação no versículo 06 assim: “. . . o Qual Se entregou em Redenção por todos”. Cristo é, sim, o único Mediador, mas “de redenção”. O que não exclui a mediação de intercessão dos Anjos e Santos, como ficou provado.

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E mais: estando os “Santos da glória” na mesma condição dos Anjos, eles podem também ser venerados como os Anjos o foram por homens justos, ou seja, pelos fiéis, conforme se lê na Bíblia. Pelo fato de os habitantes do céu estar unidos mais intimamente com Cristo, consolidam com mais firmeza na santidade de toda a igreja. Eles não deixam de interceder por nós junto ao pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus. Por conseguinte, pela fraterna solicitude deles, a nossa fraqueza recebe o mais valioso auxilio.

Em 394 foi instituída a Missa no lugar de cultos
Respostas: Aqui há uma inversão: Foi depois do século XVI, que os protestantes substituíram a Santa Missa (atualização do único sacrifício de Cristo no Calvário), pelo culto, que liturgicamente falando está truncado e distorcido. Cultos até parecem um lugar de reunião social e não de adoração a Deus. A Missa foi instituída por Nosso Senhor Jesus Cristo, na última quinta feira de sua vida mortal: "Isto é o meu Corpo" (Marcos 14, 22) (Lucas 22, 19) (1 Coríntios 11, 24) "isto é meu

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sangue, o sangue da Nova Aliança" (Mateus 26, 28) (Marcos 14, 24) (Lucas 22, 20) ( 1Coríntios 11, 25). Missa, que é a Celebração da Eucaristia aparece entre os primeiros cristãos, inclusive é citada nos Atos dos Apóstolos: "No primeiro dia da semana, tendo-nos nós reunidos para a fração do pão" (Atos 20, 7). E fazia parte do primeiro Catecismo cristão: "Reuni-vos no dia do Senhor para a fração do pão e agradecei (celebrai a eucaristia), depois de haverdes confessado vossos pecados, para que vosso sacrifício seja puro." (Didaqué, XIV, 1). Se Jesus nos garantiu que o pão e vinho são o seu CORPO e o seu SANGUE, então não nos resta mais nenhuma dúvida: Devemos adorá-lo. Infelizmente os protestantes não crêem na PRESENÇA REAL de Jesus na Sagrada Eucaristia, negando suas próprias palavras em dezenas de textos bíblicos, como: "Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente" (João 6, 51). O primeiro a usar a palavra Missa no sentido atual e próprio, foi Santo Ambrósio (+ 397) na epístola 20,4. S. Agostinho (+ 430) escrevia: "Eis que após o sermão se faz a missa (= despedida) dos catecúmenos; ficarão apenas os fiéis batizados" (serm. 49,8).

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Depois de estudar em profundidade e ouvir o Espírito Santo a Igreja proclama doutrinas, como verdades definitivas, às quais chamamos de “dogma”. Transubstanciação significa a mudança de substância. É o que ocorre com o pão e o vinho que se convertem no Corpo e no Sangue de Jesus, pelas palavras do sacerdote na consagração, onde opera “in persona Christi” (na pessoa de Cristo). Está fartamente fundamentada nas Escrituras e nos escritos dos primeiros cristãos. Bíblia: (Marcos 14, 22) (Lucas 22, 19) (1 Coríntios 11, 24) (Mateus 26, 28) (Marcos 14, 24) (Lucas 22, 20) (1 Coríntios 11, 25) Tradição: "[Cristo] declarou o cálice, uma parte de criação, por ser seu próprio Sangue, pelo qual faz nosso sangue fluir; e o pão, uma parte de criação, ele estabeleceu como seu próprio Corpo, pelo qual Ele completa nossos corpos." (Santo Irineu de Lião, Contra Heresias, 180 d.C.).

Em 431 foi instituído o culto a Virgem Maria.
Respostas: O culto dedicado a ela é de veneração, que é o mesmo culto dedicado aos

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Anjos e Santos. Ora, o culto a Maria é Bíblico. Nós repetimos na Ave-Maria as palavras do Arcanjo Gabriel. É só ler (Lucas 1, 26) E a proclamamos bem-aventurada (Lucas 1, 45-48). E Isabel cheia do Espírito Santo a proclamou mãe de Deus: "Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?" (Lucas 1, 43). Sabemos que os judeus usavam o nome "Senhor" (Kyrios), para se referir a Deus, pois não pronunciavam por respeito o nome YAWEH. (Confira os textos onde "Senhor" = Deus: (Mateus 1, 20) (Mateus 1, 22) (Lucas 1, 38) (Lucas 1, 45) (Lucas 1, 58) (Lucas 2, 22) (Lucas 2, 24) (Lucas 2, 39) (Lucas 4, 18) e centenas de outros. Ainda é preciso ressaltar que o texto mais importante sobre a imaculada conceição da Virgem Maria, (Lucas 1, 28) teve sua tradução adulterada por Lutero: O termo kekaritomene, ou seja, “cheia de graça” - para um genérico "abençoada". Com essa mudança em sua tradução alemã ele negou a Imaculada Conceição, ou seja, que Maria foi preservada do pecado original, como atesta esse título Bíblico, confirmado pelo beato Papa Pio IX. Uma pesquisa Arqueológica! Em 1917 a Biblioteca John Ryland, de Manchester (Inglaterra) adquiriu no Egito um pequeno fragmento de papiro de 18 x 9,4 cm (Ryl. III,470), cujo conteúdo foi identificado em 1939; é

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o texto de uma oração dirigida a Maria Santíssima invocada como Theotókos (= Mãe de Deus) no séc. III. Quando em 431 (séc. V) o Concílio de Éfeso proclamou Maria Theotókos, fez eco a uma tradição cujo primeiro termo conhecido remonta a Orígenes (243 dC). Como se vê, a Igreja só vem a confirmar uma verdade que era crida desde os primórdios do Cristianismo. Os protestantes costumam citar grandes teólogos e santos Católicos que não professavam a Imaculada Conceição. Ora, é preciso lembrar-lhes, que este assunto ainda estava "em aberto" (em discussão) no tempo deles. O Dogma da Imaculada Conceição só foi definido em 08/12/1854.

Em 500 o uso da roupa sacerdotal.
Respostas: Às vezes vocês usam textos do AT para nos acusar, mas quando colocamos textos do AT para comprovar as doutrinas cristãs, vocês costumam dizer que o "AT expirou no Calvário". Nada mais falso: "Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição." (Mateus 5, 17). E ainda usam (1 Pedro 2, 5-9), para dizer que "todos são sacerdotes". Desde o AT Coré e sua turma reivindicou de Moisés a igualdade a eles,

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mas Deus fez a terra se abrir e os engoliu vivos, por causa de sua revolta (Números 16, 1-35). Mas não vou esticar muito o assunto! Os paramentos litúrgicos (ou roupas sacerdotais) são bíblicos! (Êxodo 39, 1) “As vestes de cerimônia para o serviço do santuário, e os ornamentos sagrados para Aarão, como o Senhor havia ordenado a Moisés.” (Êxodo 39, 27). “Fizeram-se túnicas de linho, tecidas, para Aarão e seus filhos” No Novo Testamento, a dignidade sacerdotal está claríssima: E esta dignidade sempre foi simbolizada em vestes, como as vestes do Rei Salomão. Por que em (Hebreus 5, 4) se diz: "Ninguém se apropria desta honra"? Ora, vestes simbolizam hierarquia. Por que São Paulo fala da hierarquia na Igreja, em (1 Coríntios 12, 28) "Na Igreja, Deus constituiu primeiramente os apóstolos, em segundo lugar os profetas, em terceiro lugar os doutores?” Também desde os primeiros cristãos encontramos relatos da ordenação sacerdotal: "Origines para atender a urgentes negócios eclesiásticos, foi à Grécia, e ao atravessar a Palestina, em Cesaréia, recebeu dos bispos da

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região a ordenação sacerdotal." (Eusébio de Cesaréia, HE VI,23,4. 317 DC).

Em 526 a Igreja instituiu a Extrema Unção.
Respostas: O Sacramento da "Unção dos Enfermos" (antigamente chamado de Extrema Unção) administra-se aos enfermos e àqueles que estejam em risco de morte. Ele está em: (Tiago 5, 14) Confira: “Alguém dentre vós está enfermo? “Mande chamar os Presbíteros (Padres) da Igreja e orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o enfermo e o Senhor o aliviará e os pecados que tiver cometidos ser-lhes-ão perdoados” (Marcos 6, 13) "Expulsavam muitos demônios e ungiam com azeite a muitos enfermos e os curavam". O Concílio de Trento (1545-1563) o confirmou: "Se alguém disser que a Extrema Unção não é verdadeira e propriamente um Sacramento instituído por Cristo, nosso Senhor, e promulgado pelo bem-aventurado São Tiago Apóstolo, mas

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apenas um rito aceito ou uma invenção humana, seja excomungado." (Dz. 926).

Em 593 a doutrina do purgatório.
Respostas: As provas estão na Bíblia: (Miquéias 7, 8-9) (Mateus 12, 32) (Mateus 5, 2526) Purgatório é um estado de purificação em que as almas dos justos, que não se santificaram suficientemente neste mundo, hão de completar a sua purificação, “por intervenção do fogo”, para serem admitidas no Céu, “onde nada de impuro entrará” (Apocalipse 21,27). Eis alguns textos Bíblicos confirmando o Purgatório: “Vou mandar o meu mensageiro para preparar o meu caminho. E imediatamente virá ao seu templo o Senhor que buscais, o anjo da aliança que desejais. Ei-lo que vem – diz o Senhor dos exércitos. Quem estará seguro no dia de sua vinda? Quem poderá resistir quando ele aparecer? Porque ele é como o fogo do fundidor, como a lixívia dos lavadeiros. Sentar-se-á para fundir e purificar a prata; purificará os filhos de Levi e os refinará, como se refinam o ouro e a prata; então eles serão para o Senhor aqueles que apresentarão as ofertas como convêm” (Malaquias 3,1-3).

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Confira mais outra: “É neste mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos no cárcere, àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes, quando Deus aguardava com paciência, enquanto se edificava a arca, na qual poucas pessoas, isto é, apenas oito se salvaram através da água” (1 Pedro 3, 19-20). Cárcere = prisão passageira que simboliza o estado de purificação = Purgatório Confira mais em: (1 Coríntios 3, 11-15) e (Mateus 5, 25-26). A Bíblia está cheia de passagens alusivas à purificação pós-morte (= purgatório). Não é a palavra que interessa, mas é o conceito o seu significado que é Bíblico. (Poderíamos perguntar aos protestantes: Santíssima Trindade é verdade? Esta palavra não está na Bíblia, e daí?). O dogma foi promulgado em 1274.

E neste mesmo ano de 593, é estabelecida a supremacia Papal.
Respostas: Na própria Bíblia, vemos Moisés, Josué e os profetas como um chefe supremo do povo Hebreu. Fica claro que a Igreja segue uma autoridade competente com a assistência do Espírito Santo, para que não se caia em erros

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doutrinários. Hoje são mais de 40.000 igrejas protestantes, e cada uma ensinando o quem bem convém, porque? Porque não seguem uma autoridade constituída. Cada um abre uma igreja de acordo com seu bel-prazer. Supremacia papal só confirma o que está na Bíblia. "Um só Batismo, Uma só fé, um só Deus, que é Pai de todos”.

Em 600 os serviços eram feitos em latim, e rezas dirigida a Maria.
Respostas: O latim era uma língua falada na cidade de Roma e na província do Lácio, no século I a.C. estendeu-se a toda a Itália e seguidamente à parte ocidental da Europa, desde a atual Romênia até Portugal vindo dar origem às línguas latinas. O latim é tão importante que foi uma das três línguas em que foi escrita a causa da condenação de Jesus e colocada na sua cruz (João 19, 20). Assim no Oriente o rito litúrgico continuou com o grego como língua oficial. No ocidente (Roma), o grego foi cedendo lugar ao Latim, até que no quarto século, a Igreja de Roma foi definitivamente latinizada. A Igreja fixou sua Sede em Roma, onde o Latim era a língua falada. Além disso, como as línguas vivas as palavras mudam constantemente

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de significado, a Igreja elegeu o Latim como língua oficial, pois sendo língua-morta, não está sujeita às mudanças. E a Verdade conservada pela Igreja precisa permanecer inalterada através dos tempos.

Em 606 Bonifácio III se declara Bispo Universal, ou Papa.
Respostas: Aqui está um erro seríssimo. O primeiro papa foi Pedro instituído por Jesus (Mateus 16, 16-19). Antes de Bonifácio III (606607) houve 65 papas. O que caracterizou o seu pontificado foi a convocação de um sínodo, onde se estabeleceram as regras das eleições dos papas, sendo que somente os eclesiásticos poderiam participar nela e que os candidatos só se poderiam propor dois dias depois da morte do anterior bispo de Roma. Ele não se declarou Papa como está nesta afirmação Papa de origem romana, durante o pontificado de São Gregório Magno desempenhou o cargo de primicerius defensores, exercendo importantes funções de direção na comitiva papal. Foi eleito papa cerca de um ano antes do seu reconhecimento pelo imperador (como, aliás, aconteceu a bastantes outros), que tardou porque as invasões dificultavam as comunicações. O seu

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papado teve início a 19 de fevereiro de 607 e terminou a 12 de novembro de 607. Apesar do seu pontificado curto, teve uma contribuição importante na organização da Igreja Católica Romana.

Em 706 a obrigatoriedade de se beijar os pés do Bispo Universal.
Respostas: Onde? Qual documento? Nós Católicos sabemos que existe o costume de beijar o anel que está nas mãos do Papa e não os pés. Quanto às pessoas que beijam o seu anel trata-se do reconhecimento de sua autoridade sobre toda a Igreja. Mas para que os protestantes possam entender melhor, vamos voltar nos tempos antigos, onde as pessoas beijavam as mãos dos reis e não tinha nenhum problema. Beijar, ajoelhar-se ou prostrar-se significa homenagem, respeito, saudação, etc. “Betsaida se ajoelhou e se prostou diante do Rei” (1 Reis 1, 16-22). Há muitas passagens Bíblicas em que as inclinações e as prostrações significam humildade, reconhecimento. Do mesmo modo, ao beijar as mãos do Papa, a pessoa está saudando, cumprimentando - o. Confira também: (Gênesis 27,

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29) (Êxodo 18, 7) (Josué 7, 6) (2 Samuel 14, 4) (Mateus 18, 26) (Atos 16, 29) (Números 22, 31) (1 Crônicas 29, 20) (1 Samuel 25, 23).

Em 786 foi introduzida a adoração a imagens.
Respostas: Não é adoração, é Veneração. Vocês protestantes sempre acusam os Católicos de adorar imagens. Vamos demonstrar aqui que Deus não proibiu fazer imagens, aliás, mandou fazer. Esclarecimento: Imagem: é a representação de um ser em seu aspecto físico. Assim imagem é uma fotografia, uma estátua, um quadro, etc. Ídolo: é um falso deus, inventado pela fantasia humana (sol, lua, animais, etc.). Adorar: é o ato de considerar Deus como o único criador e senhor do mundo. Idolatria: é o ato de adorar o falso deus, ou seja, é considerar o falso deus como criador e senhor do universo. Venerar: é imitar, honrar, louvar, homenagear, saudar, etc. Deus proíbe a fabricação de ídolos, não de imagens. Lendo na Bíblia (Ex 20, 1-5), percebemos que Deus proíbe severamente a fabricação de

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ídolos (falsos deuses) para serem colocados no lugar do Deus verdadeiro (criador do universo). Quando as imagens não são para serem colocadas no lugar de Deus, isto é, quando as imagens não são para serem adoradas, então o mesmo Deus as manda fazer, e muitas. Exemplo das imagens que mandou fazer. Ler (Êxodo 25, 1820) (Êxodo 26, 1-2) (Êxodo 37, 7-9) (1 Reis 6, 2329) (1 Reis 6, 32) (1 Reis 7, 36) ( 1 Reis 8,7) (2 Crônicas 3, 10-14) ( 2 Crônicas 5, 8) (Ezequiel 41, 17-21) (Números 21, 8-9) (1 Crônicas 28, 18-19) (Números 7, 89) (1 Samuel 4, 4) (2 Samuel 6, 2) (Hebreus 9, 5) O templo de Deus, construído ricamente pelo rei Salomão, estava cheio de imagens de escultura e Deus se manifestou nesse templo e o encheu de sua glória: (Ezequiel 41, 17-20) (Ezequiel 43, 4-6). Nesse templo havia até imagens gigantes: (1 Reis 6, 23-35) (2 Crônicas 3, 10-14) tinha “a serpente de bronze, querubins de ouro, grinaldas de flores, frutos, árvores, leões”, etc. (Números 21, 9) (Êxodo 25, 13) (Ezequiel 1, 5) (Ezequiel 10, 20) (1 Reis 6, 18, 23) (1 Reis 7, 36) (Números 8, 4). É bom lembrar que os primeiros Cristãos usavam imagens nos lugares de culto, nos cemitérios e nas catacumbas. Perseguidos, para auxiliar sua fé tão posta à prova, pintavam e esculpiam naqueles subterrâneos, figuras

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representando Cristo e Sua Mãe Santíssima. O que mostra de passagem que o culto também à Mãe de Cristo é tão antigo quanto o próprio Cristianismo. Ademais o fato de que Deus apareceu sob forma visível no mistério da encarnação parece um convite a reproduzir a face humana do Senhor e dos seus amigos. As primeiras imagens eram inspiradas pelo texto bíblico (cordeiro, bom pastor, peixe, Daniel, Moisés); mas podiam também representar o Senhor, a virgem Maria, os Santos Apóstolos e Mártires. Desde os inícios da arquitetura sacra as Igrejas foram enriquecidas com imagens tanto a título de instrução dos iletrados.

E ainda no ano de 786 foi introduzida a adoração as Relíquias.
Respostas: Mais uma vez, não é adoração, é veneração. Vocês jogam tudo dentro do mesmo saco e acham que é a mesma coisa, mas não é. As Relíquias Milagrosas são objetos santificados pelo contato com os Santos. Muitas vezes são atribuídos milagres pelo simples toque nessas relíquias. O mesmo Deus honra as relíquias, porque se serve delas para operar milagres. No início do Cristianismo, era comum, já nas

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catacumbas, a reprodução de imagens e a guarda das relíquias dos Santos. O uso das relíquias para operar milagres e se obter graças, vem desde o tempo de Cristo. A bíblia, de sua parte, reconhece em toda a parte a mão de Deus que manifesta aos seus o seu poder e o seu amor. Já os Hebreus conservavam religiosamente as relíquias: Moisés levou do Egito o corpo de José (Êxodo 13, 9) “Ora uma mulher atormentada por um fluxo de sangue, havia doze anos, aproximou-se dele por trás e tocou-lhe a orla do manto. Dizia consigo: “se eu somente tocar na sua vestimenta, serei curada. Jesus virou-se, viu-a e disse-lhe: “tem confiança, minha filha, tua fé te salvou. E a mulher ficou curada instantaneamente”. (Mateus 9, 20) “E tendo atravessado, chegaram a Genesaré. As pessoas do lugar o reconheceram e mandaram anunciar por todos os arredores. Apresentaram-lhe, então, todos os doentes, rogando-lhe que ao menos deixasse tocar na orla de sua veste. E todos aqueles que nele tocaram, foram curados”. (Mateus 14, 34-36) “De maneira que traziam os doentes para as ruas e punham-nos em leitos e macas, afim de que quando Pedro passava, ao menos a sua sombra cobrisse alguns deles. Também das cidades

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vizinhas de Jerusalém afluía muita gente, trazendo os enfermos e os atormentados por espíritos imundos, e todos eles eram curados”. (Atos 5, 16) “Deus fazia milagres extraordinários por intermédio de Paulo, de modo que lenços e outros panos que tinham tocado o seu corpo eram levados aos enfermos, e afastavam-se deles as doenças e retiravam-se os espíritos malignos”. (Atos 19, 1112) “Continuando o seu caminho entretido a conversar, eis que de repente um carro de fogo com cavalos de fogo os separou um do outro, e Elias subiu ao céu no turbilhão. Vendo isso, Eliseu exclamou: “meu pai, meu pai! “Carro e cavalaria de Israel”. E não o viu mais. Tomando então as suas vestes, rasgou-as em duas partes. Apanhou o manto que Elias deixara cair, e voltando até o Jordão, parou à beira do rio. Tomou o manto que Elias deixara cair, feriu com ele as águas, dizendo: “onde está o senhor, o Deus de Elias? Onde está ele? Tendo ferido as águas, estas separaram-se para um e outro lado, e Eliseu passou.” (2 Reis 2, 11-14) “Eliseu morreu e foi sepultado. Guerrilheiros Moabitas faziam cada ano incursões na terra. Ora, aconteceu que um grupo de pessoas, estando a enterrar um homem, viu uma turma desses guerrilheiros e jogou o cadáver no túmulo

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de Eliseu. O morto ao tocar os ossos de Eliseu, voltou à vida, e pôs-se de pé”. (2 Reis 13, 20-21) No início do Cristianismo Santo Inácio de Antioquia foi lançado no anfiteatro de Roma às feras, que lhe não deixaram senão ossos; os seus discípulos procuraram-nos de noite e levaram-nos para Antioquia (No ano 107) O mesmo se fez a S. Policarpo, bispo de Esmirna (166) queimado vivo; os seus restos foram considerados jóias preciosas. Eis a origem da benção dos objetos (Relíquias) e das pessoas consagradas a Deus. E na categoria de objetos entram as imagens, as estátuas, que são objetos de culto, enquanto nos lembram as virtudes dos Santos que representam.

Em 850 foi introduzido o uso da água benta.
Respostas: arranjaram esta data? Onde os protestantes

Mas vamos lá! A água benta é um sacramental. Sempre que o sacerdote a benze, faz em nome da Igreja e na qualidade de seu representante, cujas orações o nosso Divino Salvador sempre aceita com benevolência.

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A água benta ocupa um lugar fundamental em todos os ritos litúrgicos. A sua importância leva-nos de novo à aspersão batismal. Durante a oração de benção, pede-se ao Senhor para que a aspersão desta água nos traga os três benefícios seguintes: o perdão dos nossos pecados, a defesa contra as ciladas do Maligno e o dom da proteção divina. É importante lembrar que para ser verdadeiramente água benta, ela precisa ser benzida pelo sacerdote segundo o cerimonial prescrito pela Igreja, no "Ritual de Bênçãos" e no próprio "Missal Romano". É muito conveniente ter sempre consigo água benta para usar em qualquer circunstância. Por exemplo, benzer-se com ela ao sair e ao entrar na igreja, em casa ou no local de trabalho; ao iniciar uma oração, um serviço, uma viagem. Para afastar do lar a influência maléfica dos demônios, é muito aconselhável aspergir na casa algumas gotas de vez em quando. Isto pode ser feito por qualquer pessoa da família. É claro que pedir a um Padre para benzer a casa é muito melhor! Portanto, a água benta é sempre benfazeja e eficaz A água é antes de tudo fonte e poder de vida: sem ela a terra não é mais que um deserto árido, cenário da fome e da sede, onde os homens e animais estão condenados à morte. Contudo, há também águas de morte: a inundação devastadora que transtorna a terra e traga os seres vivos. 40

A água enfim, nas abluções cultuais, que são transferência duma praxe da vida doméstica, purifica as pessoas e as coisas das sujidades contraídas no curso dos contatos cotidianos. Assim, a água, ora vivificadora, ora temível, sempre, porém, purificadora, está intimamente ligada à vida humana e a história do povo da aliança. “O Senhor disse a Moisés o seguinte; toma os levitas do meio dos israelitas e purifica-os. Eis como farás para purificá-los: asperge-os com a água da expiação e eles passem uma navalha sobre todo o corpo, lavem as suas vestes e purifiquem-se a si mesmos.” (Números 8, 5-7) Outros exemplos na Bíblia: “Tomará água santa num vaso de barro e, pegando um pouco de pó do pavimento do tabernáculo, o lançará na água. Estando a mulher de pé diante do Senhor, o sacerdote lhe descobrirá a cabeça e porá em suas mãos a oblação de recordação, a oblação de ciúme. O sacerdote terá na mão as águas amargas que trazem a maldição”. (Números 5, 17-18) “Em seguida, um homem puro, depois de ter molhado nela um hissopo, aspergirá com ele a tenda, todo o seu mobiliário, todas as pessoas que aí se encontram, bem como a pessoa que tocou nos ossos,, ou no homem assassinado, ou no cadáver, ou no sepulcro”. (Números 19, 18)

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“Derramarei sobre vós águas puras, que vos purificarão de todas as vossas imundícies e de todas as vossas abominações”. (Ezequiel 36, 25) “Mas o que beber da água que eu lhe der, jamais terá sede. Mas a água que eu lhe der virá a ser nele fonte de água, que jorrará até a vida eterna” (João 4, 14) “Novamente me disse: Está pronto! Eu sou o Alfa e o Omega, o começo e o fim. A quem tem sede eu darei gratuitamente a beber da fonte da água viva” (Apocalipse 21, 6) “Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela. Para santificá-la, purificando-a pela água do batismo com a palavra” (Efésios 5, 25-26).

Em 890 o culto a José.
Respostas: Como já expliquei em outras respostas, existe culto de adoração (dado somente a Deus) e culto de veneração, (dado aos Anjos, Maria e os Santos). O culto dado a São José, que nós Católicos consideramos santo, é o de veneração, que significa honrar saudar homenagear etc., (não adorar). A maior homenagem a São José foi prestada pelo próprio Deus, quando o escolheu para

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ser pai nutrício de seu Filho Único, Jesus, nosso Salvador! Os santos são a grande obra de Deus: Desde o AT, os escritores sagrados teciam homenagens aos santos. Teciam elogios aos heróis da fé: Aqueles que nos precederam e foram exemplos na obediência e no serviço a Deus. Veja: (2 Macabeus 7, 20) (Eclesiástico 44, 1) Mas também no Novo Testamento, a carta aos Hebreus dedica todo o capitulo-11 para elogiar os SANTOS. “Eu sou o Senhor, que vos santifico” (Êxodo 31, 13) (Levíticov 20, 8) (Levítico 21,8) (Levítico 21,15) 21,23) Na Igreja, o culto aos santos remonta aos primórdios da Igreja, como atesta o historiador Eusébio de Cesaréia. Não é fácil entender porque os inimigos da Igreja de Cristo atacam furiosamente os santos (Apocalipse 13, 7)

Em 993 a canonização dos Santos.
Respostas: As referências aos santos estão profusamente assinaladas nas Escrituras. São inúmeras passagens: (Lucas 1, 70) (Atos 3, 21)

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(Romanos 1, 7) (Romanos 8, 27) (1 Cor 7, 14)... etc...etc...etc... O culto aos santos remonta aos primórdios da Igreja. "Igualmente o trono de Tiago, o primeiro a receber do Salvador e dos apóstolos o episcopado da Igreja de Jerusalém e freqüentemente nas Escrituras é designado como irmão de Cristo (Gálatas 1, 19) (1 Cor 15, 7) (Mateus 13, 55), foi conservado até hoje e os irmãos da região sucessivamente o cercaram de cuidados. Deste modo realmente demonstram a todos a veneração que os homens de outrora e os atuais dedicavam e ainda dedicam aos homens santos, porque amados de Deus. Eis o referente a esta questão." (Eusébio de Cesaréia, HE VII,19. 375 DC). Em (Mateus 16, 19) fica claro que Jesus entrega o poder a Pedro de ligar e desligar. Se Jesus entrega essa missão a Pedro ele também entrega aos seus sucessores, pois, com a morte dos Apóstolos a Igreja teria que continuar as promessas de Jesus. Concluindo: “O Papa ligou na terra, então está ligado nos Céus; Roma falou, a sentença está dita”. A Igreja Católica é a única instituição que tem o poder de ligar e desligar, pois tem a sucessão Apostólica. Isso é que faz a diferença entre Católicos e protestantes.

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Em 993 o celibato.
Respostas: A Igreja Católica valoriza a vocação para o celibato, assim como para o matrimônio, ambas, igualmente santas, desde que sejam vividas com amor e como uma consagração a Deus. E para conhecerem os dons de Deus é preciso ter muita fé. A igreja Católica reconhece que a exigência do celibato dos padres não é lei Divina, mas lei eclesial, que em circunstâncias especiais poderia ser abolida, mas opta pela maior perfeição, já que por este motivo os Apóstolos de Jesus deixaram a convivência matrimonial e familiar, para se propagar o reino de Deus. (Lucas 18, 2830). Assumindo livremente o celibato, o sacerdote imita os Apóstolos e a Jesus. Jesus, Paulo e Timóteo eram celibatários (não casaram) Se o estado de celibato estivesse errado, Paulo não teria dito que o celibato é melhor que o casamento: O celibato tem uma tríplice dimensão, a saber. 1- Dimensão cristológica: porque os vocacionados querem melhor e em tudo imitar ao seu Senhor que nunca casou.

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2 – Dimensão eclesiológica: “... e há eunucos (aqueles que não se casam) que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do reino dos Céus. Quem puder compreender, compreenda” (Mateus 19, 12) 3 – Dimensão escatológica: “Estes são os que não se contaminam com mulheres, pois são virgens. São aqueles que acompanham o Cordeiro por onde quer que se vá; foram resgatados dentre os homens, como primícias oferecidas a Deus e ao Cordeiro” (Apocalipse 14, 45) Se você pensar bem, os que se mantiverem no celibato receberão uma grande recompensa, confira em (Marcos 10, 28-29) Ademais, Paulo aconselha o celibato (1 Coríntios 7, 1-8) (1 Coríntios 7, 25-32) (1 Coríntios 7, 38) Casados ou não o homem peca contra a castidade, quando sucumbe a tentação. Conheço vários pastores que são casados e adulteraram, não é o fato de ter ou não mulher que fará alguém a não pecar. Se fosse assim, não haveria motéis, em que a maioria de seus frequentadores são homens casados.

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Em 998 o jejum as sextas feiras e na quaresma.
Respostas: Mais uma protestante, pois o jejum é bíblico. ignorância

Está entre as ordens dadas a Deus através de Moisés: "No dia dez desse sétimo mês, tereis uma santa assembléia, um jejum e a suspensão de todo o trabalho servil" (Números 29, 7). E no novo Testamento o próprio Jesus jejuou: "Jejuou quarenta dias e quarenta noites" (Mateus 4, 2) e recomendou: "Dias virão em que lhes será tirado o esposo. Então eles jejuarão”. (Mateus 9, 15). “Jesus respondeu-lhes: Por causa de vossa falta de fé. Em verdade vos digo: se tiverdes fé, como um grão de mostarda, direis a esta montanha: Transporta-te daqui para lá, e ela irá; e nada vos será impossível. Quanto a esta espécie de demônio, só se pode expulsar à força de oração e de jejum” (Mateus 17, 20) “Passara o tempo - já havia passado a época do jejum - e a navegação se tornava perigosa. Paulo advertiu-os” (Atos 27, 9) “Passara o tempo - já havia passado a época do jejum - e a navegação se tornava perigosa. Paulo advertiu-os” (Atos 27, 33)

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Em 1003 foram instituídas as festas dos fiéis defuntos:
Respostas: Desde o Antigo Testamento já havia o costume de se rezar pelos mortos (2 Macabeus 12, 46). Se desde o AT já havia o costume de se rezar pelos mortos (2 Macabeus 12, 46) e está vinculada à verdade de fé do purgatório, que é mostrada no texto de São Paulo: Ele será salvo, porém passando de alguma maneira através do fogo (1 Coríntios 3, 15). E no próprio Evangelho: “Em verdade te digo: dali não sairás antes de teres pago o último centavo.” (Mateus 5, 26). Alguém poderia sair do céu ou do inferno “depois de pagar o último centavo” ? Leia também: (Miquéias 7, 8-9) (Mateus 12, 32) (Lucas 12, 48)

Em 1074 a Infalibilidade do Papa e da Igreja.
Respostas: O que sabemos é que a infalibilidade do Papa e da Igreja se fundamenta na 48

Palavra do Senhor: “as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. (Mateus 16, 18). A Infalibilidade é a garantia de preservação de todo erro doutrinal pela assistência do Espírito Santo. Não é simples inerrância de fato, mas de direito. Portanto, não se deve confundir a infalibilidade com a “Inspiração” que consiste no impulso Divino que leva os escritores sagrados a escreverem o que Deus quer, e nem com a “Revelação”, que supõe a manifestação duma verdade antes ignorada. O privilégio da infalibilidade não faz com que a Igreja descubra verdades novas, garante-lhe somente que, devido à assistência Divina, não pode errar nem, por conseqüência, induzir em erro, no que respeita a questões de Fé e Moral. Todavia, não se confunde a “Infalibilidade” com a “impecabilidade”. A Igreja nunca defendeu a tese de que o Papa não pudesse cometer pecados. O Papa é infalível quando segue as normas da infalibilidade, falando à toda a Igreja, como sucessor de S. Pedro, em matéria de Fé e Moral, definindo (implícita ou explicitamente) uma verdade que deve ser acatada por todos. Em sua vida privada, ou quando não utilizando a fórmula da infalibilidade, o Papa comete erros e pecados. Para entender melhor: O Papa é infalível quando se trata de assuntos

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relacionados a fé e a moral. Quando o Papa fala de ciência, política etc, não é infalível. O Motivo da Infalibilidade do Papa é a Assistência Direta do Espírito Santo. A Fundamentação Bíblica está em (Mateus 16, 18). Os protestantes confundem tudo. Confundem ADORAÇÃO com VENERAÇÃO, confundem INFALIBILIDADE com IMPECABILIDADE, IMAGENS com ÍDOLOS, etc. E eles ainda dizem que "igreja nenhuma salva". Mas diferente é a Igreja de Cristo: Una, Santa, Católica e Apostólica. Nesta o Senhor Jesus deixou todos os tesouros da sua salvação. Na Parábola do Bom Samaritano (que é o próprio Jesus), Ele salva o homem caído (todos nós), mas depois o leva à Hospedaria = (Igreja) e entrega ao hospedeiro (Pedro = o Papa) duas moedas = (Antiga e a Nova Aliança). E vai embora (volta ao Céu). Mas voltará no fim dos tempos. Feridos como ficamos, fora da Hospedaria (Igreja) não sobreviveremos até sua volta. Portanto, fora da hospedaria você morre: FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO! Só na Igreja temos o remédio (Confissão) e o Alimento (Eucaristia)!

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Há ainda a alegação de que a Igreja é invisível: Reunião de todos os crentes. Outra palavra inteiramente contrária ensinamento bíblico, pois a Igreja de Cristo: ao

1. Tem um chefe visível: (Mateus 16, 19) 2. Tem organização visível e hierárquica: (1 Coríntios 12, 28) 3. Tem a Cabeça (Cristo) visível: (Colossensses 1, 18) 4. É esposa do Cordeiro, que é visível: (Apocalípse 21, 2) 5. Reúne-se em Concílios: (Atos 15) E mais: São Paulo diz claramente que a Igreja é hierárquica: “Na Igreja, Deus constituiu primeiramente os apóstolos, em segundo lugar os profetas, em terceiro lugar os doutores, depois os que tem o dom dos milagres, o dom de curar, de socorrer, de governar, de falar diversas línguas” (1 Coríntios 12, 28).

Em 1079 foi decretado o celibato sacerdotal por Bonifácio VII.
Respostas: O Celibato não se opõe ao Matrimônio que é um Sacramento da Igreja, e é fundamentado na Palavra de Jesus. Conselho

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reforçado por São Paulo: "Pois quereria que todos fossem como eu" (1 Coríntios 7, 7) Na Igreja, o Concílio de Elvira (Espanha) por volta do ano 300; proibia aos Bispos, sacerdotes e diáconos, sob pena de degradação, o uso do matrimônio e o desejo de ter prole (cânon 33). Concílio Ecumênico de Latrão-I em 1123: a todos os clérigos, a partir do subdiaconato, foi prescrito o celibato. O celibato tem uma tríplice dimensão, a saber. - Dimensão Cristológica: porque os vocacionados querem melhor e em tudo imitarem ao seu Senhor que nunca casou. - Dimensão Eclesiológica: “. . . e há eunucos (aqueles que não se casam) que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino do Céus. Quem puder compreender, compreenda”. (Mateus 19, 12). - Dimensão Escatológica: “estes são os que não se contaminam com mulheres, pois são virgens. São aqueles que acompanham o Cordeiro por onde quer que se vá; foram resgatados dentre os homens, como primícias oferecidas à Deus e ao Cordeiro”. (Apocalipse 14, 4-5)

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São Paulo aconselha o celibato - (I Coríntios 7, 1) (1 Coríntios 7, 8) (1 Coríntios 7, 25) (1 Coríntios 7, 32) (1 Coríntios 7, 35-38) Receberão uma grande recompensa os que se mantiverem no celibato. “Pedro começou a dizer-lhe: Eis que deixamos tudo e te seguimos. Respondeu-lhe Jesus: Em verdade vos digo, ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras, por causa de mim e por causa do Evangelho, que não receba, já neste século, cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos, e terras, com perseguições, e no século vindouro a vida eterna”. (Marcos 10, 28-29). Quando Jesus formava seu ministério, ele dizia aos Apóstolos: “Largue tudo que tem e segueme”. Ora, sabemos que os apóstolos não levaram mulheres, filhos e bens materiais para seguir Jesus. Assumindo livremente o celibato, o sacerdote imita os Apóstolos e a Jesus.

Em 1184 instituição Inquisição pela Igreja Católica.

da

Santa

Respostas: A Inquisição foi um procedimento de toda a sociedade medieval. De

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governos e Igrejas. Houve também a inquisição protestante. Citemos alguns tópicos: Com a Reforma, a desordem iria aparecer na superfície da terra. A partir do dia 06 de Maio de 1527, começa o saque de Roma pelas tropas de Carlo V, comandadas pelo Duque de Bourbon. Cerca de quarenta mil homens espalharam na cidade o terror, a violência e a morte. Em Genebra, o adultério era punido com a morte; Houve perseguições às bruxas, cientistas e livres pensadores. Queima de livros, e com o fanatismo e o dogmatismo houve perseguição de cientistas e livres pensadores. Na Francônia, em pouco tempo, duzentos e noventa e cinco castelos e mosteiros foram vítimas dos incêndios e da rapina, pelos camponeses reformistas. Em 1534, um grupo de Anabatistas apoderou-se do governo da cidade episcopal de Munster, na Vestfália, tornando uma Nova Jerusalém onde foram postas em prática todas as fantasias acumuladas do setor lunático do movimento. As propriedades foram confiscadas e introduziu-se a poligamia;

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Zwínglio caracterizava-se por um humanismo, um radicalismo, e também um racionalismo estranho ao luteranismo; a piedade para Zwínglio é, sobretudo social. Sua reforma levou realmente ao estabelecimento da Teocracia em Zurique. Tinha uma onipotência absoluta em matéria civil e política graças a acumulação dos poderes temporal e espiritual, regulando este último todas as atividades. João Calvino, governou com mão de ferro, transformou Genebra numa oligarquia religiosa, proibiu os moradores de praticar hábitos como dançar, jogar, ir ao teatro etc. Durante os quatro primeiros anos de governo houve nada menos, nada mais do que 58 execuções. Segundo Preserved Smith, ouve mais casos de vício em Genebra depois da reforma do que antes; Em 1555 o consistório de Genebra recebe do conselho da cidade o direito de excomungar. Durante dez anos Calvino reina como senhor supremo, sendo que para ele, há uma necessidade da igreja pregar a palavra de Deus, mas o estado reinar com dureza e ordem.

Em 1090 a invenção do Rosário.
Respostas: O Rosário é um conjunto de orações: Credo (= símbolo dos apóstolos); Pai-

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nosso (bíblico); Ave-Maria (bíblia + oração da Igreja)... Quanto ao nome “Rosário” em particular, foi muito fomentado por um relato popular do século XIII: narrava-se que um monge Cisterciense se comprazia em recitar freqüentemente 50 AveMarias, as quais emanavam de seus lábios como rosas que iam depositar na cabeça da Virgem Santíssima. Um passo anterior no desenvolvimento do Rosário se deve ao monge cartuxo Henrique de Egher ou de Calcar (+1408). Este redigiu um poema intitulado “Psalterium Beatae Mariae”, no qual estimulava a recitação de um “Pai-Nosso” antes de cada dezena de “Ave-Marias”; ora, este uso foi encontrado espontânea aceitação por parte dos fiéis e veio a tornar-se comum. Outra etapa importante foi a associação da meditação à recitação vocal das “Ave-Marias”. No século XIV, tal praxe estava em vigor nos mosteiros das monjas dominicanas de Toss e Katharinental. Contudo, a difusão desses costumes se deve a um monge cartuxo, Domingos Ruteno, que viveu no início do século XV; Domingos propunha a recitação de 50 “Ave-Marias”, cada qual com seu ponto de meditação próprio. Outros sistemas de meditação entraram aos poucos em vigor: houve quem as aplicasse a 150, 165, 200... Pontos ou mistérios. O dominicano Alano da Rocha

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(+1475) sugeria a recitação de 150 mistérios, que percorriam os principais aspectos da obra da Redenção, desde o anúncio do Anjo a Maria até a morte da Virgem Santíssima e o juízo final. Mais uma evolução do Rosário, já insinuada pelos precedentes, foi a inclusão dos mistérios dolorosos da Paixão do Senhor entre os temas de meditação. Isto se explica pelo caráter sombrio e tristonho que, por vezes tomou a piedade popular no fim da Idade Média: o grande Cisma do Oriente (1378-1417), a guerra dos cem anos, o flagelo de pestes, os temores de fim do mundo muito chamaram a atenção dos fiéis para as tristezas da vida, em particular para as dores de Cristo e de Maria; muitos então, além das sete alegrias de Maria, focalizavam devotamente as suas sete dores. A consideração desses tópicos da História mostra claramente que, durante séculos, a maneira de celebrar o “Saltério de Maria” variou muito, ficando ao arbítrio da devoção dos fiéis a forma precisa de honrar a Virgem por essa via. Papel de relevo na orientação geral da prática do Rosário coube, sem dúvida, à benemérita Ordem de São Domingos, à qual foi sempre muito caro esse exercício de piedade; através de Irmandades do Rosário, assim como por meio de pregações, escritas, devocionários etc., os dominicanos difundiram largamente a devoção.

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Foi, finalmente, um Papa dominicano, São Pio V (1566-1572) quem deu ao Rosário a sua forma atual, determinado tanto o número de “PaisNossos” e “Ave-Marias” como o teor dos mistérios que o devem integrar. O Santo Pontífice atribuiu à eficácia dessa prece a vitória naval de Lepanto, que, aos 7 de outubro de 1571, salvou de grande perigo a Cristandade Ocidental; em conseqüência, introduziu no calendário litúrgico da Ordem de São Domingos a festa do Rosário sob o nome de “Festa de Nossa Senhora do Rosário”. A solenidade foi, em 1716, estendida à Igreja universal, tomando mais tarde o nome de “Festa de Nossa Senhora do Rosário”. A devoção foi daí por diante, mais e mais favorecida pelos Pontífices Romanos, merecendo especial relevo o Papa Leão XIII, que determinou que fosse o mês inteiro de outubro dedicado, em todas as paróquias, à recitação do Rosário. Na base destas notícias, vêse o quanto é falso afirmar, como de vez em quando se lê, que o Rosário é inovação introduzida no Cristianismo em 1090. O costume antigo de repetir orações à guisa de coroa espiritual não se concretizou apenas no Rosário de Nossa Senhora. Além deste, estão em uso entre os fiéis, outras coroas espirituais representadas por um colar de contas correspondente. Assim, a coroa das Sete Alegrias de Maria, a coroa Angélica, a Coroa de Santa Brígida...

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Rezar o Santo Rosário é ser atendido com segurança, pois o Divino Filho de Maria Santíssima ouve os rogos de sua Mãe. Mãe nossa, que é também a Mãe do juiz que nos julgará em nosso último dia. Assim sendo, nada melhor que termos como Advogada Aquela que nos obterá toda espécie de graças para chegarmos bem diante do supremo Juiz. Os protestantes criticam o Rosário, dizendo que são "vãs repetições" (Mateus 6, 7). Respondemos-lhes com a oração que o próprio Jesus fez: "e foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras." (Mateus 26, 44). Será que Jesus fez "vãs repetições"? E a oração do Pai Nosso! Como a fazemos sem repetí-las? Ainda alegam que a oração só pode ser espontânea, não pode ser repetitiva. Total ignorância bíblica. Os apóstolos rezavam (cantavam) os salmos junto com Jesus: (Mateus 26, 30) (Marcos 14, 26). O Apóstolo Paulo recomenda (Efésios 5, 19) (Colossensses 3, 16 ) e o próprio Jesus rezou o Salmo 21 na Cruz: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes" (Salmo 21, 2) (Mateus 27, 46) (Marcos 15, 34).

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1076 o terço foi introduzido.
Respostas: O costume de rezar breves fórmulas de oração consecutivas e numeradas mediante um artifício qualquer (contagem dos dedos, pedrinhas, grãos...) constitui uma das expressões da religiosidade humana, independentemente do Credo que alguém professa. Entre os Cristãos, tal hábito já estava em uso entre os eremitas e monges do deserto nos séculos IV e V. Tomou incremento especial no Ocidente: no fim do século X, havia-se implantado entre os fiéis o costume de rezar o “Pai-Nosso” certo número de vezes consecutivas. Tal praxe teve origem, provavelmente, nos mosteiros, onde muitos Cristãos professavam a Vida Religiosa, mas não estavam habilitados à seguir a oração comum, que compreendia a recitação dos salmos. Em conseqüência, para esses irmãos ditos “conversos”, os Superiores religiosos estipularam a recitação de certo número de “PaisNossos” em substituição do Ofício Divino celebrado solenemente no coro. Para favorecer esses exercícios de piedade, foi-se aprimorando a confecção das correntes que serviam à contagem das preces: cada um desses cordéis de grãos se dividia geralmente em cinco décadas; cada décimo grão era mais grosso do que os outros, a fim de facilitar o cálculo (portanto, ainda não se usavam, como hoje, séries

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de dez grãos pequenos separados por um grão maior, pois só se dizia o “Pai-Nosso”). Esses instrumentos eram chamados “Paternoster” tanto na França como na Alemanha, na Inglaterra e na Itália ou, menos freqüentemente, “numeralia, fila, computum, preculae”. Os seus fabricantes constituíam prósperas corporações, ditas dos “Paternostries” ou dos “Paternosterer”. Ao lado de tal praxe, ia-se desenvolvendo entre os fiéis outro importante exercício de piedade, ou seja, o costume de saudar a Virgem Santíssima; repetiam a saudação do Anjo a Maria (“Ave, cheia de graça...” (Lucas 1, 28), acompanhada das palavras de Isabel “bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto de tuas entranhas” (Lucas 1, 42). A invocação subseqüente “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós...” ainda não estava em uso na Idade Média. Em conseqüência, por volta do ano 1.150 ou pouco antes, os fiéis conceberam a idéia de dirigir a Maria, 150, 100 ou 50 saudações consecutivas, à semelhança do que faziam repetindo a oração do Senhor. Cada uma das séries de saudações (às quais cá e lá se acrescentava o “Pai-Nosso”) devia, segundo a intenção dos fiéis, construir uma coroa de rosas ofertada à Virgem Santíssima; daí os nomes de “Rosário” e “coroa” que se foram atribuindo a tal prática; a mesma era também chamada “Saltério da Virgem

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Santíssima”, pois imitava as séries de 150, 100 ou 50 “Pais-Nossos”, que faziam as vezes de Saltério dos irmãos conversos nos mosteiros. Assim se vê que os “Paternoster” e, posteriormente, os “Rosários” entraram na vida de piedade dos fiéis a guisa de Breviário dos Leigos, com o objetivo de entreter nos fiéis a estima para com os Salmos e a oração oficial da Igreja; o Rosário tem assim o seu cunho de inspiração Bíblica. Por fim, é importante notar que o têrço não é uma oração meramente vocal. A repetição das mesmas preces tem o objetivo de criar um clima contemplativo, que permita a meditação e o aprofundamento dos grandes mistérios da nossa fé, associados a cada dezena do Rosário. O aspecto meditativo ou contemplativo do Rosário é de valor capital. O terço é uma arma que Deus coloca nas mãos de seus fiéis soldados, na luta contra satanás e seus sequazes que andam pelo mundo para perder as almas. Esta poderosíssima arma está à disposição de todos os Católicos. Com ela receberemos proteção nos assaltos do demônio e estaremos prontos a enfrentar todas as dificuldades desta vida.

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Os Papas, os Santos e a Igreja incentivam de todos os modos esta devoção, que a própria Medianeira de todas as graças nos ensinou.

Em 1090 os Sete Sacramentos.
Respostas: Procuremos, em primeiro lugar, compreender bem o que é um Sacramento, donde vem e para que serve. Esta simples noção já fará cair as objeções protestantes, como perante a exposição clara da verdade. O Catecismo diz que “Sacramento é um sinal sensível, instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, para produzir a graça em nossas almas e santificá-las”. Desta definição resulta que três coisas são exigidas para construir um Sacramento: a) “Um sinal sensível”, representativo da natureza da graça produzida. Deve ser “sensível” porque se não pudéssemos percebê-lo, deixaria de ser um sinal. Este sinal sensível consta sempre de “matéria” e de “forma”, isto é, da matéria empregada e das palavras pronunciadas pelo ministro de sacramento. b) Deve ser “instituído por Jesus Cristo” porque só Deus pode ligar um sinal visível a faculdade de produzir a graça. Nosso Senhor, durante a sua vida mortal, instituiu pessoalmente os

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sete sacramentos deixando apenas à Igreja o cuidado de estabelecer ritos secundários, realçá-los com cerimônias, sem tocar-lhe na substância. c) “Para produzir a graça”. Isto é, distribuir-nos os efeitos e méritos da rendenção que Jesus Cristo mereceu por nós, na cruz. Os sacramentos comunicam esta graça, “por virtude própria” independentemente das disposições daquele que os administra ou recebe. Esta qualidade, chamada pelos teólogos de “ex opere operato”, distingue os sacramentos da “oração”, das “boas obras” e dos “sacramentais” que tiram a sua eficácia “ex opere operantis” das disposições do sujeito. Como Provar a Existência dos Sete Sacramentos? É um dogma, definido pelo concílio de Trento, que existem os sacramentos e que são em número de sete, condenando o erro protestante. A Igreja Católica sempre ensinou e sempre ensinará que há sete sacramentos, porque assim recebeu o ensino dos Apóstolos, tanto pela Tradição, como pelo Evangelho. Assim o vai transmitindo aos séculos. Nunca houve discursão a este respeito na Igreja, embora não encontremos nos primeiros séculos a enumeração metódica que hoje empregamos na citação dos sacramentos.

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Três argumentos temos às mãos para provar a tese dos sete sacramentos, e todos três são irrefutáveis: a) A crença dos séculos b) O bom senso c) O Evangelho A) Crença secular O primeiro argumento da crença popular desta verdade parece remontar ao século V, quando até mesmos os hereges, como os Monofisitas e os Nestorianos, aceitavam o número dos sete sacramentos. Em textos deles é explícito o número de sete sacramentos, recebidos da Igreja Romana. B) O bom senso É apenas argumento de conveniência, é certo, mas este argumento tem o seu valor pela analogia perfeita que estabelece entre as leis da vida natural e as leis da vida sobrenatural. Santo Tomás explica admiravelmente esta analogia. Os sete sacramentos reunidos são necessários, e bastam para a vida, conservação e prosperidade espiritual, quer do corpo inteiro da Igreja, quer de cada membro em particular. Os cincos primeiros são estabelecidos para o aperfeiçoamento pessoal, os dois últimos para o governo e a multiplicação da Igreja.

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Na ordem natural, para o aperfeiçoamento pessoal, é preciso: 1º nascer, 2º fortificar-se, 3º alimentar-se, 4º curar-se na enfermidade, 5º refazer-se nos achaques da velhice. Para o aperfeiçoamento moral a humanidade carece de: 1º autoridade para governar, 2º propagação para perpetuar-se. Tal é a ordem natural. Temos os mesmos elementos na ordem espiritual: 1º. O batismo é o nascimento da graça 2º. A crisma é o desenvolvimento da graça 3º. A eucaristia é o alimento da alma 4º. A penitência é a cura das fraquezas da alma 5º. A extrema-unção é o restabelecimento das forças espirituais 6º. A ordem gera a autoridade sacerdotal 7º. O matrimônio assegura a propagação dos Cristãos e das suas doutrinas. Os sete sacramentos são deste modo, como outros tantos socorros, dispostos ao longo do caminho, da vida, para a infância, a juventude, a idade madura e a velhice; para as duas principais “carreiras” que se oferecem: sacerdócio e casamento. Não se pode negar que a analogia é admirável e restabelece que deve haver sete sacramentos. Se houvesse menos, faltaria qualquer coisa; se houvesse mais, haveria um supérfluo. Então todas as necessidades estão preenchidas.

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C) O Evangelho Para o protestante, escravo da letra, o último argumento deve ser o mais decisivo. Estarão expressos no Evangelho os sete sacramentos? Perfeitamente! O que o protestante não consegue entender que Nosso Senhor não citou o número de 7, mas citou os sacramentos. Todavia, o mesmo protestante acredita na Santíssima Trindade, e Nosso Senhor nunca falou o número 3 para designar esse mistério. O Evangelho não fala de sete sacramentos, mas vai enumerando todos os sete, instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Em 1190 a Igreja Católica decretou a venda de indulgências.
Respostas: As doutrinas das indulgências têm fundamento bíblico em (2 Samuel 12, 13-14). Já no AT aparecem claras as duas dimensões do pecado: A culpa e as penas. Quando Davi arrependeu-se o seu pecado: "Pequei contra o Senhor" (2 Samuel 12, 13), o profeta Natã lhe disse: "O Senhor perdoa o teu pecado; não morrerás" (2 Samuel 12, 13), mas acrescenta em seguida: "Todavia, como desprezaste o Senhor com essa ação, morrerá o filho que te nasceu" (2 Samuel 12, 14). Aí estava a pena imposta pelo

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Senhor, embora o seu pecado tivesse sido perdoado, quanto à culpa. Quanto ao 'bom ladrão', é preciso dizer que Jesus é a única fonte de todo bem: Tanto para apagar a culpa como as penas do pecado. Por isso ele concedeu ao 'bom ladrão' os dois benefícios. Não sou eu que vou limitar a misericórdia de Jesus... Leia ainda: (Números 20, 12) (Números 27, 13-14) (1 Coríntios 11, 31-32) As indulgências são boas obras que devem ser praticadas com profundo amor a Deus, e total repúdio do pecado já absolvido pelo sacramento da Penitência, a fim de que o amor a Deus assim excitado apague os resquícios do pecado que costumam permanecer no cristão mesmo após a absolvição sacramental. O fiel católico que lucra uma indulgência, pode aplicá-la às almas do purgatório, à guisa de sufrágio, isto é, pedindo a Deus que o amor ao Senhor existente naquelas almas acabe de erradicar qualquer vestígio de amor desregrado. Deve-se reconhecer que não é fácil ganhar indulgências, pois o apego ao pecado (ainda que leve) muitas vezes está profundamente arraigado no íntimo do cristão.

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A esmola, implicando caridade ou amor a Deus e ao próximo, pode ser uma obra indulgenciada. É este aspecto que deu origem à falsa interpretação de que se vendia e comprava o perdão dos pecados no século XVI. O tema das indulgências freqüentemente suscita mal-entendido, mas afinal, o que são indulgências? Para ter noção do que são as indulgências na Igreja, devemos aprofundar sucessivamente quatro proposições doutrinárias, a saber: Todo pecado acarreta necessidade de expiação ou reparação. Em vista da reparação, existe na Igreja o tesouro infinito dos méritos de Cristo, que frutificou nos méritos da Bem-aventurada Virgem Maria e dos demais Santos. Cristo confiou à sua Igreja o poder das chaves para administrar o tesouro da Redenção. Fazendo uso deste poder, a Igreja, em determinadas circunstâncias, houve por bem aplicar os méritos de Cristo aos penitentes dispostos a expiar os pecados. Deve-se observar também que a Igreja nunca vendeu o perdão dos pecados, nem vendeu indulgências. Mais: quando a Igreja indulgenciava a prática de esmolas, não intencionava dizer que o

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dinheiro produz efeitos mágicos, mas queria apenas fomentar a caridade ou as disposições íntimas do cristão como fator de purificação interior. Não há dúvida, porém, de que os protestantes de hoje em dia, e muitos fiéis cristãos dos séculos XV/XVI usaram de linguagem inadequada ou errônea ao falar de indulgências. Foi o que deu origem aos protestos de Lutero e dos reformadores. Na verdade, é muito difícil ganhar uma indulgência plenária. Quem, ao recitar breve prece indulgenciada ou ao fazer visita a um santuário, pode ter certeza de estar contrito dos seus pecados a ponto de não lhes ter mais o mínimo apego? O velho homem, mais ou menos arraigado em cada cristão, é caprichoso e sorrateiro; para dominá-lo, é necessária assídua vigilância com o auxílio da graça.

Em 1200 o pão da comunhão foi substituído pela Hóstia.
Respostas: Pão existe é nas “ceias” protestantes... No Santo Sacrifício da Missa, após a consagração, a Hóstia é Jesus, e Jesus sendo Deus, deve ser adorado!

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Desde que Jesus instituiu a Eucaristia na última 5ª feira, véspera de sua Paixão, foi assim: “Isto é o meu Corpo” (Marcos 14, 22) (Lucas 22, 19). As vezes os protestantes acusam os Católicos de sacrificar o Cristo em cada Santa Missa. Nada mais sem sentido. Na Santa Missa não se repete sacrifício algum: Ela é o mesmo e único Sacrifício de Cristo tornado presente. Assim como na quinta-feira - véspera da Paixão e Morte do Senhor - Ele "antecipou" o Sacrifício do Calvário, dando aos apóstolos o "Sangue da Nova Aliança" (Mateus 26, 28), assim o mesmo é perpetuado através dos tempos em cada Santa Missa.

Em 1215 o dogma da transubstanciação. Doutrina da Hóstia transformada no corpo de Cristo.
Respostas: É estranho que os protestantes não tenham encontrado aí a doutrina da conversão do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Cristo. Na verdade, nada há de mais claro do que esta doutrina expressa em (Mateus 26, 26-28) (Marcos 14, 22-25) (Lucas 22, 19) (I Coríntios 11, 23-25)

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Entregando o pão aos discípulos, disse o Senhor: “Isto é meu corpo” e, entregando o vinho, disse: “Isto é meu sangue”. Além do que, em (João 6, 51-58) Jesus promete dar sua carne e o seu sangue como alimento espiritual; ver especialmente (João 6, 51): “O pão que eu darei, é a minha carne para a vida do mundo”. A doutrina da conversão eucarística é muito clara no Evangelho. A teologia medieval apenas criou o vocábulo técnico “transubstanciação” para designar a mensagem bíblica. A Igreja não “cria” dogmas. Depois de estudar em profundidade e ouvir o Espírito Santo a Igreja proclama doutrinas, como verdades definitivas, às quais chamamos de “dogma”. Transubstanciação significa a mudança de substância. É o que ocorre com o pão e o vinho que se convertem no Corpo e no Sangue de Jesus, pelas palavras do sacerdote na consagração, onde opera “in persona Christi” (na pessoa de Cristo). - Está fartamente fundamentada nas Escrituras e nos escritos dos primeiros cristãos. Confira na Bíblia: (Marcos 14, 22) (Lucas 22, 19) (1 Cor 11, 24) (Mateus 26, 28) (Marcos 14, 24) (Lucas 22, 20) (1 Coríntios 11, 25)

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Confira na Tradição: "[Cristo] declarou o cálice, uma parte de criação, por ser seu próprio Sangue, pelo qual faz nosso sangue fluir; e o pão, uma parte de criação, ele estabeleceu como seu próprio Corpo, pelo qual Ele completa nossos corpos." (Santo Irineu de Lião, Contra Heresias, 180 d.C.).

Em 1215 criou-se a confissão.
Respostas: Desde o AT é prefigurado o sacramento da confissão (Números 5, 7) (Eclesiástico 4, 3) (Neemias 9, 2-6) e Jesus o instituiu: "Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (João 20, 23). Também (Tiago 5, 16). Porque não basta confessar-se apenas com Deus? Porque o próprio Jesus no Evangelho fala da atitude do homem que tinha uma oferta a apresentar a Deus e que devia deixar a oferta e primeiro ir reconciliar-se com o irmão com quem não estava bem.

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“Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta”. (Mateus 5,23-24) O poder de perdoar os pecados em nome de Deus, é o próprio Jesus Cristo que o dá aos Apóstolos (homens). “Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente; se te ouvir, terás ganho teu irmão. Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas testemunhas. Se recusa ouvi-los, dizê-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano”. (Mateus 18, 1518) “Alguém entre vós está triste? Reze! Está alegre? Cante. Está alguém enfermo? Chame os Sacerdotes da Igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com o óleo do Senhor. A oração da fé salvará o enfermo e o Senhor o restabelecerá. Se ele cometeu pecados ser-lhe-ão perdoados. Confessai os vossos pecados uns aos outros,e orai uns aos outros para serdes curados”. (Tiago 5, 1316)

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“João usava uma vestimenta de pêlos de camelos e um cinto de couro em volta dos rins. Alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. Pessoas de Jerusalém, de toda Judéia e de toda circunvizinhança do Jordão vinham a ele. Confessavam seus pecados e eram batizados por ele nas águas do Jordão” (Mateus 3, 4-6) “Muitos dos que haviam acreditado vinham confessar e declarar suas obras. Muitos também, que tinham exercido artes mágicas, ajuntaram os seus livros e queimaram-nos diante de todos. Calculou-se o seu valor, e achou-se que montava a cinqüenta mil moedas de prata” (Atos 19, 18-19) A Confissão está presente nos escritos dos primeiros cristãos: "Reuni-vos no dia do Senhor para a fração do pão e agradecei (celebrai a eucaristia), depois de haverdes confessado vossos pecados, para que vosso sacrifício seja puro." (Didaqué, XIV,1). "Porém Deus não faz distinção; Ele prometeu sua misericórdia a todos e deu permissão de perdoar a seus sacerdotes, sem uma única exceção." (Santo Ambrósio de Milão, Sobre a Penitência 3,10. 370 DC)

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Em 1220 é introduzida a adoração da hóstia.
Respostas: A Hóstia consagrada é Jesus presente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Confiram em (Marcos 14, 22) (Lucas 22, 19) (1 Coríntios 11, 24) (Mateus 26, 28) (Marcos 14, 24) (Lucas 22, 20) (1 Coríntios 11, 25). Portanto nela adoramos a Jesus, digno de toda honra, toda glória, todo louvor, desde agora e por todos os séculos... Essa presença não foi contestada nem mesmo por Lutero. Em uma carta endereçada a um amigo (De euch. Dist.I, art) ele fala sobre o texto evangélico “Isto é o meu corpo”, ele diz: “Eu queria que alguém fosse assaz hábil para persuadir-me de que na Eucaristia não se contém senão pão e vinho: esse me prestaria um grande serviço. Eu tenho trabalhado nessa questão a suar; porém confesso que estou encadeado, e não vejo nenhum meio de sair daí. O texto do Evangelho é claro demais”. No Evangelho de João, vemos Jesus fazendo uma série de coisas preparatórias para o seu discurso sobre a Eucaristia: Primeiro ele faz o milagre da multiplicação dos pães (João 6, 5-13) mostrando assim sua capacidade de modificar miraculosamente as coisas criadas. Em seguida, ele caminha sobre as águas (João 6, 19-20) mostrando seu controle sobre o seu próprio corpo.

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Além dessas capacidades, ele faz o seu discurso Eucarístico (João 6, 27-59). É um discurso afirmando que devemos buscar não a comida que perece (isto é, os alimentos do dia a dia), mas aquela que dura até a vida eterna, que ele nos dará (João 6,27). Em seguida ele trata do Maná, prefiguração da Eucaristia, e afirma que o Maná não era o verdadeiro pão dos Céus, e sim ele (João 6, 31-40). Assim como os Protestantes, os Judeus perguntaram como ele poderia dar a sua carne a comer. Note-se que o verbo que é usado na pergunta dos Judeus é o verbo “Phageim” (comer). Jesus responde reafirmando o que já dissera: Quem não comer da minha carne e não beber do meu sangue não terá a vida eterna, e afirma que sua carne é verdadeiramente uma comida e seu sangue verdadeiramente uma bebida (João 6, 52-59). O verbo que é usado nesta resposta não é mais o verbo “Phageim”, mas o verbo “Trogô”, que significa mastigar. Ele está mostrando que não é uma parábola, não é um simbolismo, não é um memorial. Muitos daqueles que o seguiam, não suportaram as palavras de Jesus. Ele, porém, não retirou o que dissera. Muitos dos que antes o seguiam, então se retiraram e não mais andaram com ele, por não suportarem seus ensinamentos sobre a Eucaristia. Note-se, como curiosidade, que o capítulo e o versículo que narra isso (João 6, 66)

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é o único capítulo-versículo “666” de todo o Novo Testamento. Em (Mateus 26, 26) (Marcos 14, 22) (Lucas 22, 19) (1 Coríntios 11, 23) Jesus diz que o pão e o vinho é seu corpo e seu sangue (Isto é meu corpo; isto é o Cálice do meu sangue). Teria sido perfeitamente possível, escrever “Isto significa”, ou “Isto representa”. Não é porém isto o que está escrito. Está escrito que “Isto é” o corpo e o sangue de Cristo. Esta é também, a fé pregada por Paulo em (1 Coríntios 11, 27-29). É evidente que o sacrifício de Cristo é um acontecimento único, que não precisa jamais ser repetido. Na Santa Missa, não há repetição do sacrifício; Jesus não é imolado de novo. A sua imolação única, porém, passa a estar novamente presente, por graça de Deus, para que possamos, nós também, receber seus frutos dois mil anos depois. Aos Protestantes, cabe uma pergunta muito objetiva: Seria possível Cristo ser tão solene e tão claro, utilizando palavras tão majestosas e escandalizando a tantos incrédulos Judeus, apenas para prometer-nos um “Pedaço de pão” que devemos comer em sua lembrança? Seria Impossível.

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Note-se que quando Deus mandou sacrificar o Cordeiro da páscoa no Egito e marcar as portas com seu sangue, ele também mandou comer da carne do cordeiro (Êxodo 12, 1-11). Ora, o cordeiro era figura de Cristo, que é o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (João 1, 29). Não basta o sacrifício do cordeiro; temos também que comer sua carne. Não há outras explicações contrárias. Na Eucaristia está realmente Cristo de corpo e sangue. Compare em suas palavras: “Lázaro, sai do sepulcro” e Lázaro sai imediatamente “Mulher, está curada” e ela fica curada “Isto é meu corpo” esse é o corpo de Cristo. Ao negar a presença Eucarística, os Protestantes negam as palavras de Cristo. Aliás, o que Paulo afirma acaba condenando o Protestantismo: “É culpado do corpo do Senhor, come sua própria condenação, que não dicerne o corpo de Cristo de um vulgar pedaço de pão, e come esse pão indignamente”.

Em 1229 a proibição da leitura da Bíblia pelos leigos.
Respostas: De onde vocês tiraram essa idéia? Ao contrário, a Igreja Católica sempre encorajou a leitura da Bíblia.

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S. João Crisóstomo (354-407 dC), doutor da Igreja, escreveu: "É isto que tem destruído todas as coisas: vocês pensarem que a leitura da Escritura é tarefa apenas para os monges, quando na verdade vocês precisam dela muito mais do que eles. Aqueles que se põem no mundo e diariamente são feridos têm mais necessidade da medicina. Assim, age bem pior aquele que não lê as Escrituras, supondo que são supérfluas. Tais coisas são invenção do diabo" (Homilia sobre Mat. 2,5). Papa S. Gregório I (+604 dC), escreveu: "O Imperador dos Céus, o Senhor dos homens e dos anjos, enviou suas epístolas para vós, para que aproveiteis a vossa vida, mas vós negligenciais a lê-las devidamente. Estudai e meditai diariamente sobre as palavras do vosso Criador - eu vos imploro. Aprendei o coração de Deus nas palavras de Deus, para que possais aspirar as coisas eternas, para que vossas almas possam ser despertadas pelo desejo da alegria celestial" (Epístola V,46). S. Bernardo de Clairvaux (10901153 dC), doutor e padre da Igreja, escreveu: "A pessoa que deseja muito a Deus estuda e medita sobre a Palavra inspirada, para conhecer o que ela diz. É

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assim que essa pessoa certamente encontra aquele a quem deseja" (Comentário ao Cântico dos Cânticos, Sermão 23,3). Papa S. Pio X (1903-1914 dC), escreveu: "Nada poderia nos alegrar mais do que ver nossos queridos filhos criarem o hábito de ler os Evangelhos, não apenas de tempos em tempos, mas diariamente". Finalmente, o Catecismo da Igreja Católica declara: "A Igreja 'exorta com veemência e de modo peculiar todos os fiéis cristãos... a que, pela freqüente leitura das divinas Escrituras, aprendam «a eminente ciência de Jesus Cristo» [Fil. 3,8]. «Porquanto ignorar as Escrituras é ignorar Cristo»' [S. Jerônimo]" (CIC 133). A proibição de que falam os protestantes, é que o Concílio de Tolosa (França) proibiu traduções da Bíblia para o vernáculo para evitar erros, proibição retirada pelo Concílio da Tarragona (Espanha) em 1233. O Sínodo de Oxford (1408) proibiu a publicação e a leitura de textos vernáculos da Bíblia não autorizados. O mesmo se deu no Sínodo dos Bispos alemães em Mogúncia (1485), devido a confusão doutrinária criada por John Wiclef (132084). O Concílio de Trento (1545-1563) declarou autêntica a Vulgata latina, tradução devida a S.

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Jerônimo (+420) e decretou que as traduções da Bíblia deveriam conter o visto do Bispo diocesano, para se evitar abusos de tradução. Isso aconteceu porque a Igreja exerce seu papel de zelar pela fidelidade da doutrina conf. (2 Timóteo 4, 2); (Tito 1, 13). É o que aconteceu ao contrário com os protestantes. Lutero divulgou a Bíblia para que cada um pudesse interpretar a sua maneira.

Em 1245 foi introduzido o uso de sinos na missa.
Respostas: Este questionamento não tem fundamento nenhum. O uso de sinos é apenas uma maneira de alertar os fiéis e reuni-los para as cerimônias religiosas. Que mal há nisto ou onde há proibição disto? No AT Deus ordenou a Moisés que fizesse duas trombetas de prata para convocar o povo (Números 10, 2). Durante a Celebração Eucarística a campainha serve para alertar os fiéis no momento solene da consagração, quando Jesus se torna

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presente REALMENTE sob as espécies do pão e do vinho.

Em 1439 Tradição Católica Romana do mesmo nível que as Sagradas Escrituras Bíblicas.
Respostas: A palavra de Deus não está somente na Bíblia, mas também na Tradição. Para que você possa entender, a Bíblia não caiu prontinha do céu, não. Foi necessária a Tradição para dizer quais livros eram inspirados ou não. O próprio Jesus não mandou escrever, mandou que pregasse e ensinasse a sua palavra (Marcos 16, 15). Em (Lucas 10, 16) Ele diz: “Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou”. Eis aí a Tradição meus caros protestantes. A Mensagem de Cristo foi ensinada ORALMENTE, só depois foi escrita. Muitas coisas foram ensinadas e não estão na Bíblia, como se diz em (João 23, 30) Quer um exemplo? “As coisas que Jesus ensinou quando ainda estava aparecendo aos seus discípulos, depois da ressurreição, não foram registradas na Bíblia, e só sabemos desses relatos pela Tradição”. Você quer também as passagens Bíblicas falando da Tradição? Então confira: (2 Tessalonicense 2, 15) (2

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Tessalonicenses 3, 6) (2 Timóteo 2, 2) (Lucas 1, 3).

Ainda em 1439 a Igreja Católica introduz a doutrina do purgatório.
Respostas: A Igreja define esta doutrina através da própria Bíblia. E ela fala deste lugar de purificação? Sim: 1) Na 1ª Epístola de São Paulo aos Coríntios cap.3, vers. 11-15, fala de um fogo que salva: “O fogo provará o trabalho de cada um (...) Se queimar, sofrerá ele os danos. Mas será salvo por intervenção do fogo”.( 1 Coríntios 3, 11-15) 2) Fala de um perdão na outra vida - O próprio Jesus Cristo afirmou, no Evangelho de São Mateus cap.12 vers.32: “A todo o que disser uma palavra contra o Filho do Homem ser-lhe-á perdoada; ao que disser, porém, contra o Espírito Santo, não lhe será perdoada nem nesse mundo, nem no outro”. (Mateus 12, 32) Jesus Cristo ensina, portanto, que há pecados que serão perdoados também no outro mundo, isto é, após a morte.

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3) Fala de uma Prisão temporária - Jesus cristo, em S. Mateus, exorta a reconciliação com os irmãos nesta vida para que “não suceda que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao seu ministro, e sejas posto em prisão”. Em verdade te digo: não sairás de lá antes de ter pago o último centavo”. (Mateus 5, 25-26) É evidente que esta prisão temporária, lugar de perdão na outra vida, através de um fogo que purifica e salva, não pode ser o céu, “onde nada de impuro entrará” (Apocalipse 21-27), nem inferno, “onde não há redenção” e o fogo é eterno (Mateus 25, 41). Purgatório, conforme a mente da escritura é sinônimo de “prisão” passageira, cadeia ou de travessia de um “fogo” purificador (1 Coríntios 3, 15). Não é punição nem castigo de Deus, mas uma exigência purificadora do próprio amor da criatura imperfeita, diante do amor perfeito de Deus (Isaías 33, 14). É uma questão de justiça... “Esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (2 Pedro 3, 13) (I Pedro 1, 7). Outro exemplo Bíblico bem claro está em (Malaquias 3, 1-4) onde se diz: “Vou mandar o mensageiro para preparar o meu caminho. E imediatamente virá ao seu templo o Senhor que buscais, o anjo da aliança que desejais. Ei-lo que vem – diz o Senhor dos exércitos. Quem estará seguro no dia de sua vinda? Quem poderá resistir

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quando ele aparecer? Porque ele é como o fogo do fundidor, como a lixívia dos lavadeiros. Sentar-seá para fundir e purificar a prata; purificará os filhos de Levi e os refinará, como se refinam o ouro e a prata; então eles serão para o Senhor aqueles que apresentarão as ofertas como convêm. E a oblação de Judá e de Jerusalém será agradável ao Senhor, como nos dias antigos, como nos anos de outrora”. Confira mais em (1 Pedro 3, 19-20) onde diz o seguinte: “É neste mesmo espírito que eram detidos no cárcere, àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes quando Deus aguardava com paciência, enquanto edificava a arca, na qual poucas pessoas, isto é, apenas oito se salvaram através da água” Pela graça de Deus, o purgatório não é inferno em miniatura, mas um estado de aperfeiçoamento final, rumo ao céu. Nele a pessoa se purifica do “... pecado que não é para a morte” (1 João 5, 17) ou dos estragos do pecado perdoado, passando, então definitivamente, para a feliz eternidade da glória: “Porque não entrará nela (na Jerusalém Celeste) nada de imperfeição” (Apocalipse 21, 27). Só resta que esses textos se refiram a um lugar intermediário, transitório e de expiação, que a Igreja, com toda a propriedade, chama de

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Purgatório, embora esta palavra não esteja na Bíblia. Esta é sua realidade. Temos que admitir, portanto, com a Bíblia, a existência desse lugar de purificação que a sabedoria de Deus, em sua ínfima bondade, inventou para conciliar as exigências da sua justiça divina com as da sua misericórdia. Estão, pois, em erro os que só admitem a existência do Céu e do Inferno, e por isso não rezam pelos mortos. Embora o Purgatório não seja mencionado com este nome na Escritura (A Santíssima Trindade também não é e todos os Cristãos a professam como verdade Revelada). A sua realidade é incontestável. Purgatório não é um lugar, mas sim, um estado de purificação em que as almas dos justos, que não se santificaram suficientemente neste mundo, hão de completar a sua purificação, “por intervenção do fogo”, para serem admitidas no Céu, “onde nada de impuro entrará” (Apocalipse 21, 27). Purgatório não se confunde, portanto com um terceiro caminho, como algumas pessoas erroneamente interpretam.

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Em 1508 a Ave Maria foi oficialmente aprovada.
Respostas: Esta oração tem sua primeira parte bíblica, na saudação do anjo Gabriel a Maria e a complementação feita pela Igreja no Concílio de Éfeso (431 AD). Ela está voltada a Nossa Senhora que foi saudada pelo Anjo do Senhor, e proclamada Bendita entre as mulheres pelo fruto de seu ventre, e que intercede por nós junto ao Filho que ela gerou. É uma questão de lógica que não pode ser percebida pelo fundamentalismo protestante. A oração da Ave Maria está baseada na Palavra de Deus, e é isso que vou mostrar aqui. Vejamos: Ave Maria. Cheia de graça, o Senhor é convosco! A oração começa com as palavras do Anjo Gabriel, quando ele apareceu para Maria e foi anunciar a concepção virginal, como consta do Evangelho de São Lucas, capítulo 1, versículo 28: Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. Aqui a Igreja acrescentou o nome de Maria, após o Ave, uma vez que o anjo Gabriel se reportava a Maria.

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Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do seu ventre, Jesus! A primeira parte da oração termina com a saudação de Isabel, cheia do Espírito Santo, a sua prima Maria, quando esta foi visitá-la, após saber, através do anjo Gabriel, que a prima idosa estava grávida, o que pode ser constatado no Evangelho de São Lucas, capítulo 1, versículo 42, tendo a Igreja Católica acrescentado, apenas, o nome de Jesus, após a palavra ventre, já que Ele é que estava sendo tecido no ventre de Maria, primeiro tabernáculo Dele, veja: Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Santa Maria, Mãe de Deus Ora, se Jesus é Deus e Maria é a Mãe de Jesus Cristo, assim, Maria é a Mãe de Deus (Filho). Vocês protestantes afirmam por pau e pedras que Maria foi mãe somente do Jesus humano. Aqui eu pergunto! Por acaso existiu dois Jesus? Um humano e um Divino? Não! Jesus é um só, humano e Divino ao mesmo tempo.

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Imagino que nem aqui, vocês vão se opor a isso. Ou vão? Rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém! Aqui é que o negócio pega (para vocês protestantes). Como Maria vai rogar por nós? Ora, como cremos que Maria está no Céu, ao lado do seu Filho, cremos que ela pode interceder por nós, da mesma forma que interceu pelos noivos nas Bodas de Caná e, também, com base na Tradição da Igreja Católica, vinda desde o tempo dos Apóstolos e na Bíblia. O Catecismo nos ensina: 956. A intercessão dos santos. Os bemaventurados, estando mais intimamente unidos com Cristo, consolidam mais firmemente a Igreja na santidade [...]. Eles não cessam de interceder a nosso favor, diante do Pai, apresentando os méritos que na terra alcançaram, graças ao Mediador único entre Deus e os homens, Jesus Cristo [...]. A nossa fraqueza é assim grandemente ajudada pela sua solicitude fraterna: E para concluir, gostaria de lembrar (Lucas 1, 48) “Todas as gerações me chamarão de bem aventurada”. Por enquanto são os Católicos que ainda não esqueceu este versículo.

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Em 1545 a Doutrina que equipara a Tradição com a Bíblia.
Respostas: Na verdade isto já está na própria escritura, infelizmente os protestantes desconhecem, ou fazem de conta que desconhecem. Então vejamos: “Em nome de Nosso Senhor, Jesus Cristo, mandamos que vos afasteis de todo irmão que se entrega à preguiça e não segue a tradição que de nós recebestes” (2 Timóteo 3, 6) “Intimamos-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que eviteis a convivência de todo irmão que leve vida ociosa e contrária à tradição que de nós tendes recebido” (2 Tessalonicenses 3, 6) (2 Tessalonicenses 2, 15) “ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa”. Aqui, palavras e Tradição são a mesma coisa. As palavras eram ditas e não escritas na mesma hora, como imaginam vocês protestantes. Portanto é São Paulo que equipara o ensinamento oral (Tradição) com o ensinamento escrito (Bíblia). Alguns ainda acusam a Igreja de seguir tradições humanas.

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Isto não é verdade. Tradição dos homens, chamada "tradição dos antigos" (Mateus 15, 2) são as tradições de Lutero, Calvino e outros que eles seguem. Nós católicos seguimos a TRADIÇÃO APOSTÓLICA, recomendada por Paulo em (2 Tessalonicenses 2, 15) (1 Coríntios 11, 34) e (2 Timóteo 2, 2) e pelo apóstolo João em: (2 João 2, 3) A própria Bíblia diz que nem tudo está nela. Portanto a TRADIÇÃO completa a Bíblia, ou porque Jesus não ensinou (João 16, 12). Os concílios nada mais fazem que ratificar as verdades que sempre foram cridas.

Em 1546 Os incorporados ao cânon.

apócrifos

foram

Respostas: Poderíamos encerrar a questão perguntando-lhe: Onde está na Bíblia a lista dos livros canônicos? (pois, protestante só aceita o que está na Bíblia). Mas vamos elucidar mais. Os Livros apócrifos (Apokruphoi, secreto) - Não eram lidos em público só particularmente. Deuterocanônicos (do grego, deutero = segundo) são os livros que foram reconhecidos como canônicos em um segundo momento.

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Os judeus que não aceitaram a Cristo (os escritos no NT) é que propuseram o Sínodo de Jâmia e expurgaram todos os livros após Esdras. Os protestantes, seguindo o exemplo desses judeus não-cristãos... e não dos autênticos judeus que reconhecerem em Jesus o Messias predito pelos profetas, também retiraram da Bíblia os livros Deuterocanônicos. A imprensa foi inventada por Gutemberg (séc XV) e o primeiro livro impresso foi a Bíblia 1455/1460. Veja a Bíblia de Gutemberg, com os 73 livros (os protestantes só vieram no séc XVI, para profanar e mutilar as Sagradas Escrituras). Veja como o Cânon Bíblico já estava definido desde o ano de 393, no Concilio Regional de Hipona. Portanto eles foram retirados pelos protestantes, pois já integravam a Bíblia desde o século IV (quando a Igreja encerrou o estudo do Cânon. Somente no século XVI eles foram retirados da Bíblia protestante, mas a Bíblia Católica continua inalterada. Veja também que a Bíblia impressa em 1455 (bem antes de Lutero, portanto) já continha todos os 73 livros, o que não deixa a menor dúvida de que foram mesmo os protestantes que arrancaram os 07 livros.

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Se os protestantes seguem o Sínodo de Jâmnia (dos judeus) e rejeitam os Concílios dos Cristãos, então por que não rejeitam o Novo Testamento como eles o fizeram? Afinal, vocês protestantes seguem o Judaísmo ou o Cristianismo?

Em 1600 a invenção dos escapulários.
Respostas: O escapulário é uma tira de pano que os frades e freiras de certas ordens trazem sobre o peito. Normalmente, quando se fala de um escapulário costuma referir-se o escapulário da Ordem do Carmo, que é reconhecido pela Igreja Católica e que todos os Papas do século XX usaram. O Escapulário está ligado a uma venerável tradição carmelita segundo esta tradição, Nossa Senhora teria aparecido a São Simão Stock, trazendo o escapulário na mão e dizendo: «Hoc tibi et tuis privilegium: in hoc moriens salvabitur». Por outras palavras: «aquele que fizesse parte da Ordem (recebesse e usasse o escapulário como sinal dessa pertença) seria salvo definitivamente». É mais um gesto de carinho de dedicação de nossa Mãe celeste, que nos adotou, quando seu

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Filho no-la deu por mãe, do alto da Cruz, conf. (João 19, 26-27).

Em 1854 conceição de Maria.

dogma

da

imaculada

Respostas: Este dogma está contido no próprio texto de (Gênesis 3, 15), pois aí se prediz que o futuro Salvador e a sua Santa Mãe terão uma inimizade total com Satã, e que lhe imporão derrota total. O que é incompatível com a condição de quem tivesse estado, por um momento sequer, sob o pecado e, pois, sob o Maligno. Pressupõe-se a concepção imaculada, não só de Cristo enquanto homem, mas também de sua Santa Mãe. Destinada a ser Mãe verdadeira e virginal de Cristo-Deus, não podia Ela ter contato com o pecado. Ademais, se alguém, fosse dado escolher a própria mãe, não escolheria a mais virtuosa, a mais pura, a mais santa? De fato, Jesus não só pôde escolher a sua Mãe, mas fazê-la, pois é Deus. Ele fez, pois, imaculada a sua Mãe, isto é, isenta de toda a culpa original. O dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria foi realmente promulgado pelo papa Pio IX em 1854. Como já se sabe, foi a confirmação de uma verdade que foi crida pela Igreja em todos os tempos desde os seus

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primórdios. A promulgação do dogma não “cria” a verdade, mas apenas a ratifica e coloca um termo às discussões sobre sua pertinência. É o Papa usando de toda a sua autoridade (Mateus 16, 19), cumprindo o mandato de Jesus para "confirmar os irmãos na fé" (Lucas 22, 32). Por isso os Padres da Igreja nunca tiveram dúvida: "Roma locuta, causa finita" (Roma definiu questão encerrada). Lutero escreveu: “Não há honra, nem beatitude, que sequer se aproxime por sua elevação da incomparável prerrogativa superior a todas as outras, de ser a única pessoa humana que teve um filho em comum com o Pai Celeste”. (Deutsche Schriften, 14, 250) Calvino escreveu: “Não podemos reconhecer as benções que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para mãe de Deus”. (Comm. Sur I’Harm. Evang.20)

Neste mesmo ano de 1854 a ascensão de Maria ao céu.
Respostas: As argumentações Bíblicas da assunção aos Céus estão em: (Gênesis 5, 24)

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(Hebreus 11, 5) (2 Reis 2, 11) ( 2 Cor 12, 2-4). Desde remota época, os autores Cristãos julgaram que Maria teve um fim de vida singular; em seus sermões professaram a glorificação corporal de Maria, logo após a sua morte. Eis uma das versões mais expressivas: “Quando se aproximava o fim da vida terrestre de Maria, houve grande agitação na Igreja. Maria soube de antemão que estava para deixar este mundo”. Os Apóstolos também foram previamente avisados, de modo que se reuniram em Jerusalém. Quando lá chegaram, Maria já tinha morrido; abriram o seu sepulcro, que encontrou vazio. Cristo viera buscar a alma de sua Mãe Santíssima, que a arte bizantina representa sob a forma de uma criança enfaixada. A seguir, o corpo da Santa Mãe de Deus, gloriosamente ressuscitado, também foi assumido e levado a se reunir à respectiva alma no céu. Os teólogos procuraram as bases Bíblicas para fundamentar tal crença; eis o que apontam: 1) Maria é dita pelo Anjo Gabriel “cheia de graça”. Este é quase o nome próprio da Virgem – o Anjo não a chama “Maria” (Lucas 1, 28). Isto quer dizer que Maria nunca esteve sujeita ao império do pecado. Em conseqüência, não podia ficar sob o domínio da morte, que entrou no mundo através do pecado (Romanos 5, 12). Sendo assim, é lógico dizer que ela não conheceu a deterioração da sepultura, sendo

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glorificada não somente em sua alma, mas também em seu corpo 2) A carne da mãe e a carne do filho são uma só carne. Ora, Maria é a Mãe de Jesus, que foi glorificado em corpo e alma após ter morrido. Conseqüentemente, deve ter tocado a Maria a mesma sorte gloriosa que tocou a seu Divino Filho. A Mãe de Jesus, tal como está nos céus já glorificada em corpo e alma. É a imagem e o começo da consumação da Igreja, que só estará plena no futuro. Assim também brilha aqui na terra como sinal de esperança segura e de conforto para o povo de Deus em peregrinação, até que chegue o dia do Senhor ( 2 Pedro 3, 10).

Em 1870 foi declarada a infalibilidade papal por Pio IX.
Respostas: A Infalibilidade é a garantia de preservação de todo erro doutrinal pela assistência do Espírito Santo. Não é simples inerrância de fato, mas de direito. Portanto, não se deve confundir a infalibilidade com a “Inspiração” que consiste no impulso Divino que leva os escritores sagrados a escreverem o que Deus quer, e nem com a “Revelação”, que supõe a manifestação duma verdade antes ignorada. O privilégio da infalibilidade não faz com que a Igreja descubra verdades novas, garante-lhe somente que,

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devido à assistência Divina, não pode errar nem, por conseqüência, induzir em erro, no que respeita a questões de Fé e Moral. Todavia, não se confunde a “Infalibilidade” com a “impecabilidade”. A Igreja nunca defendeu a tese de que o Papa não pudesse cometer pecados. O Papa é infalível quando segue as normas da infalibilidade, falando à toda a Igreja, como sucessor de S. Pedro, em matéria de Fé e Moral, definindo (implícita ou explicitamente) uma verdade que deve ser acatada por todos. Em sua vida privada, ou quando não utilizando a fórmula da infalibilidade, o Papa comete erros e pecados. Para entender melhor: O Papa é infalível quando se trata de assuntos relacionados à fé e a moral. Quando o Papa fala de ciência, política etc, não é infalível. O Motivo da Infalibilidade do Papa é a Assistência Direta do Espírito Santo. Não se justifica que Deus possa ter deixado os homens à sua própria sorte tocante à doutrina. O “livre Exame” Protestante gera o subjetivismo e as divisões, condenadas pela Sagrada Escritura. A autoridade de um corpo de Apóstolos é necessária, racionalmente, para a realização dos planos de Deus na terra, sob pena de aceitarmos a tese de que Deus não guia seu povo. Conclusão: Tanto através da razão como da história, provamos que o poder de ensinar, conferido por Nosso Senhor Cristo à Igreja

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docente, traz consigo o privilégio da “Infalibilidade”, isto é, que Igreja não pode errar quando expõe a doutrina de Jesus Cristo.

Em 1950 o dogma da assunção de Maria.
Respostas: O Espírito Santo inspirou a Igreja, conforme promessa de Jesus em (João 14, 16). É mais do que lógico, pois ela é IMACULADA = CHEIA DE GRAÇA - conf. (Lucas 1, 28). A Assunção de Maria aos céus é uma verdade sempre crida em toda a caminhada da Igreja. Têm fundamento bíblico, pois aquela que é "Cheia de Graça" (Lucas 1, 28) não poderia experimentar a corrupção. O Salário do pecado é a morte. Jesus morreu por nossos pecados, mas seu corpo não experimentou a corrupção. Maria também não teve pecado (sua concepção foi imaculada), então seu corpo, como o do seu Filho não experimentou a corrupção. Se Jesus levou o "bom ladrão" para o paraíso (Lucas 23, 43), onde você acha que Ele iria deixar a SUA MÃE? A solene proclamação do dogma foi feita pelo Papa Pio XII, na Bula "Munificentissimus

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Deus", de 01/11/1950: "Pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada Mãe de Deus, sempre Virgem Maria, cumprindo o curso de sua vida terrena, foi assumpta em corpo e alma à gloria celeste" (Dz. 2333). "Roma locuta, causa finita". Pois Pedro (o Papa) recebeu de Jesus a autoridade para "ligar e desligar" (Mateus 16, 19).

Em 1965 Maria é proclamada a Mãe da igreja.
Respostas: “Ele é a Cabeça do corpo, da Igreja” (Colossensses 1, 18). Mãe de Cristo (Cabeça) é também mãe do Corpo (Igreja). Onde já se viu ser mãe da cabeça e não do corpo? Maria é Mãe de Cristo (Cabeça) é também mãe do Corpo (Igreja). Pois está escrito: "Ele é a Cabeça do corpo, da Igreja" (Colossensses 1, 18). Logo ela é também mãe do corpo que é a Igreja. É evidente que a IGREJA É ÚNICA: Pois não pode haver uma cabeça com mais de um corpo. "Muitas igrejas" seria uma Cabeça com muitos corpos: Seria um monstro

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Para a Igreja Católica, Maria também é Mediadora, igualmente a Jesus.
Respostas: Isso não é verdade. A Igreja Católica nunca ensinou que Maria seja Mediadora (não confundir Mediadora com Medianeira que quer dizer intercessora). A Igreja Católica ensina que ela é Intercessora. Ocorre que Maria e os Santos são Intercessores humanos junto a Jesus. É o que ocorreu durante as bodas de Caná (João 2, 111) em que Jesus transformou água em vinho por causa da Intercessão humana de Maria junto a ele. Não foram os noivos que vieram pedir o milagre diretamente a Jesus, mas usaram da intercessão humana da Mãe de Jesus. E Jesus atendeu, mesmo não chegando a sua hora. A Igreja sempre ensinou que há um único Mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo (1 Timóteo 2, 5) mas, Jesus também admite pedidos de intercessores humanos junto a Ele. Jesus é o Mediador, mas de Redenção, o que não exclui a mediação de intercessão dos Anjos, Santos e Maria, como ficou provado.

Para os Católicos Maria é isenta do pecado original, sendo que ela mesma disse no Magnificat, que seu espírito exultava de alegria em Deus, seu salvador! Se ela tem salvador, é
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porque tem pecado! Se ela tem pecado, como pode ser imaculada?
Respostas: Para dar a resposta à dúvida a todos os protestantes, existem dois modos de salvar uma pessoa de um rio, por exemplo. Um deles é atirando-se a ele ou então lançando uma corda, um bote, o que seja: salvamos a pessoa depois de ela estar no rio. O outro modo, é impedindo que a pessoa caia no referido rio. Não se pode dizer, de maneira alguma, pelo menos não sem risco de darmos a nós mesmos um atestado de incapacidade intelectual, que a segunda maneira não é um verdadeiro e autêntico salvamento. Nós fomos salvos já no rio, ou seja, no pecado. Maria, diferentemente, foi salva antes de cair no rio, antes de ser contaminada pelo pecado original, transmitido geração após geração devido ao erro inicial de Adão e Eva. Objetam os protestantes que nós, católicos, cremos que ela não foi salva por Cristo e que, por isso, estamos destruindo a universalidade da Redenção e as próprias palavras da Virgem no Magnificat, quando chamou a Deus de salvador. Estariam eles certos se sustentássemos que Maria foi preservada do pecado pelos seus próprios méritos, sem o concurso da graça, o que não é verdade, como já mostramos. Maria foi sim, salva. E nisso, estamos todos concordes. Todavia, foi salva antecipadamente, em previsão dos méritos de Cristo.

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Sim, pois Deus, que está fora do tempo e é onisciente – tem conhecimento de tudo! – sabia que Jesus, o Verbo, iria morrer pelos nossos pecados, e pelos méritos advindos de Seu sacrifício vicário no Gólgota, e, por essa presciência, por essa previsão, salvou, por aqueles mesmos méritos de Nosso Senhor, a Santíssima Virgem, ainda antes de ela ser tocada pelo pecado original, de modo a restar imaculada. É difícil de compreender se queremos reduzir Deus às nossas idéias e tolher-lhe o poder, como fazem muito alguns teólogos protestantes da época da Reforma, seduzidos pelo espírito humanista e relativista reinante naquele tempo. Eis o que diz o texto da Bula Ineffabilis, que definiu o dogma hoje comemorado: “A Santíssima Virgem Maria foi, no primeiro instante da sua concepção, por um único dom da graça e privilégio do Deus Altíssimo, em vistas dos méritos de Jesus Cristo, o Redentor do gênero humano, preservada isenta de toda a mancha do pecado original.” (DS 1641) Mais claro impossível! Em Nossa Senhora, não há lugar para o pecado, não só porque ela se privou de cometer os pessoais – coisa que, com a ajuda da graça, é possível, segundo Santo Agostinho – como também nem mesmo o pecado original, aquela mancha transmitida à toda a descendência adâmica, a tocou, enchendo de ódio a Satanás, “autor e princípio de todo pecado.”

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É esse, aliás, o ensino dos Padres da Igreja – aqueles primeiros escritores cristãos, cheios de autoridade, santidade e ortodoxia, que atestavam o depósito da doutrina apostólica logo nos seus inícios, e, por isso mesmo, autorizados, hoje, a dirimir toda dúvida, eles que perto estavam de Cristo. Santo Éfrem, poeta sírio, chamado de “Harpa do Espírito Santo”, compositor de muitos cânticos da liturgia dos ritos siríaco, maronita, caldaico e mesmo bizantino e romano, já escrevia: “Vós e Vossa Mãe sois os únicos que são totalmente belos em todos os aspectos, pois em Vós, Ó Senhor não há mácula e em Vossa Mãe nenhuma mancha.”(Carm. Nisib.27) Outrossim, Santo Agostinho, o Doutor da Graça, advoga que todos são pecadores, “exceto a Santa Virgem Maria, a quem eu desejo, por causa da honra de Nosso Senhor, deixar inteiramente fora de questão quando se fala de pecado” (De natura et gratia 36, 42) Possa alguns, depois de tudo isso, ainda contrariar a posição da Santa Madre Igreja, e argumentar que Maria então não teve participação em sua salvação, pois foi escolhida desde antes, não só para ser imaculada, mas para ser a Mãe do Salvador. Tal tese, entretanto, não recebe a guarida da razão. Sim, Maria teve participação. Foi livre. Tanto que São Lucas nos recorda as palavras da Santa Mãe de Deus: “fiat mihi secundum verbum tuum.” “Faça-se em mim segundo a tua palavra.” (v. 38) É pelo conhecimento prévio da anuência de

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Maria, que Deus a escolhe de antemão. Desfaça-se o aparente paradoxo! Ele não diz seu “sim” a Deus porque Ele a escolheu e predestinou para isso, e sim Ele a escolheu e predestinou porque sabia, ciente de tudo que é, que Ela diria aquele “sim”. Para Deus, voltamos, não há tempo, Ele é eterno. “Do antigo adversário nos veio a desgraça, mas do seio virginal da Filha de Sião germinou aquele que nos alimenta com o pão do céu e garante para todo o gênero humano a salvação e a paz. Em Maria, é-nos dada de novo a graça que por Eva tínhamos perdido. Em Maria, mãe de todos os seres humanos, a maternidade, livre do pecado e da morte, se abre para uma nova vida. Se grande era a nossa culpa, bem maior se apresenta a divina misericórdia em Jesus Cristo, nosso Salvador.” Destinada a ser Mãe verdadeira e virginal de Cristo-Deus, não podia Ela ter contato com o pecado. Ademais, se a alguém fosse dado escolher a própria mãe, não escolheria a mais virtuosa, a mais pura, a mais santa? De fato, Jesus não só pôde escolher a Sua Mãe, mas fazê-la, pois é Deus. Ele fez, pois, imaculada a sua Mãe, isto é, isenta de toda a culpa original. É a razão de conveniência. Mas, essa verdade está contida no próprio texto de (Gênesis 3, 15), pois aí se prediz que o futuro Salvador e a sua Santa Mãe terão uma inimizade total com Satã, e que lhe imporão derrota

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total. O que é incompatível com a condição de quem tivesse estado, por um momento sequer, sob o pecado e, pois, sob o Maligno. Pressupõe-se a concepção imaculada, não só de Cristo enquanto homem, mas também de sua Santa Mãe.

Deram a ela também o título de Corredentora.
Respostas: Também está contida no citado texto (Gênesis 3, 15) a verdade de que aquela Mulher invicta, posta por Deus em total inimizade com o Demônio, ia participar de todos os sofrimentos e lutas do futuro Redentor por nossa Redenção. Realmente a Virgem Maria participou da Paixão de Jesus no grau máximo, sofrendo em união com Ele as dores mais atrozes, e oferecendoo a Deus Pai como vítima por nós. Sacrificou-Lhe o seu direito natural de Mãe sobre o Filho. Ela é pois, Nossa Corredentora.

Os Católicos falam de sua Assunção Corpórea ao Céu.
Respostas: A vitória de Cristo sobre Satã, o pecado e a morte foi realizada na Paixão e Morte na Cruz, mas se tornou completa e patente com a sua Ressurreição e Ascensão ao Céu. Ora, o texto do Gênese associa inseparavelmente o Messias e 107

sua Mãe na mesma luta e na mesma vitória final e completa. Ora, a vitória de Maria Santíssima não seria completa se o seu corpo imaculado e virginal tivesse ficado sujeito à corrupção do sepulcro. Jesus Cristo não o permitiu, elevando-a ao Céu em corpo e alma no fim de sua vida. Assim cumpriu-se plenamente aquela magnífica profecia.

Eles a consideram como Advogada.
Respostas: Ora, o que faz um advogado? Não é justamente defender aquele que não tem conhecimento ou não pode fazê-lo? Não foi exatamente isso que Maria fez ao advogar a causa dos noivos junto a Jesus? O fato de em (João 2, 1) dizer que Jesus é que é o único advogado, significa apenas que ele é o único advogado dos homens junto a seu Pai. Mas Maria é Advogada junto a Jesus Cristo Ninguém consegue um milagre diretamente de Deus Pai, sem passar por Jesus. Maria, nem os noivos conseguiram o milagre diretamente de Deus Pai, sem antes passar por Jesus Cristo. Porém, tal sentença não exclui a possibilidade de também haver (como houve) advogados dos homens junto a Jesus.

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Maria não faz milagres. Desafio a me mostrar alguma referência Bíblica que diz que Maria fez algum milagre.
Respostas: Claro que Maria nem Santo algum, fazem milagre. A Igreja de Cristo (Católica) nunca ensinou um absurdo desses. O que a Igreja ensina é que Maria intercede, como o fez em Caná. Aliás, em Caná a intercessão de Maria foi tão poderosa que antecipou o momento de Jesus fazer milagres: "Minha hora ainda não chegou" (João 2, 4). Mas "Jesus é o mesmo ontem, hoje e por toda a eternidade" (Hebreus 13, 8). Assim Ele continua fazendo milagres hoje, e também por intercessão de Maria. Existem milhares de milagres catalogados. A ciência (bureau médico) comprovou 66. Será que os protestantes, que negam as verdades reveladas, acreditam na ciência acreditam no que vêem? Os fariseus viam os milagres, mas não podendo negá-los, tentavam destruir as provas "os príncipes dos sacerdotes resolveram tirar a vida também a Lázaro" (Jo 12,10). Vocês seriam

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capazes de destruir intercessão de Maria?

todas

estas

provas

da

E como Maria pode ser mãe de Deus? Deus é eterno.
Respostas: Se vocês dizem que Maria é Mãe só do Jesus Humano, vocês estão cometendo um grande erro. Por acaso existe 02 Jesus? Um humano e um Divino? Não seria exato dizer que Maria é simplesmente a mãe do Jesus humano. Ora, quando nós falamos que ela é Mãe de Deus, nós estamos dizendo que Maria é mãe de Deus na 2ª Pessoa que é Jesus Cristo. É preciso deixar claro que Maria gerou o Homem - Deus (Romanos 9, 5) (João 1, 1) e o verbo se fez carne (João 1, 14)... Chamá-lo-ão por Emanuel (Isaías 7, 14), que traduzido é Deus conosco (Mateus 1, 23). “Meu senhor e meu Deus” (João 20, 28). “E todos os anjos o adoram” (Hebreus 1, 6). Maria é, realmente, mãe de Jesus Cristo, homem e Deus, conforme o testemunho da escritura: (Lucas 1,31; 2,7) (Gálatas 4,4). Diante disto, podemos seguramente, sem sombra de dúvida, rezar a Nossa Senhora, chamando-lhe: “Santa Maria, mãe de Deus”. Porque, dar a luz um filho (Mateus 1, 26) (Lucas 2, 7), é ser mãe; e, no

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caso, mãe de uma pessoa dotada de natureza humana e divina. Maria revestiu o verbo com a sua própria carne. Esse é todo o sentido e o cumprimento das palavras do anjo Gabriel naquele dia... Para Entender: Maria da mesma forma, dando natureza humana à natureza divina de Jesus, que é Deus, torna-se a mãe da pessoa de Jesus Cristo, na plenitude de seu ser humano e divino. Por exemplo: Jesus não disse ao filho da viúva: “a parte de mim que é divina te diz: Levanta-te!”, Jesus manda simplesmente “Eu te digo: Levanta-te”. Na cruz, Jesus não disse: “minha natureza humana tem sede”, mas exclamou: “tenho sede”. Para Entender Melhor Ainda: Nosso Senhor morreu como homem, pois Deus não poderia morrer na Cruz. Então perguntamos: Nosso Senhor, que morreu como homem, não pagou nossos pecados como Deus? Seus méritos não eram infinitos? Portanto, as duas naturezas de Jesus Cristo não podem ser separadas, pois nunca poderíamos explicar a redenção fazendo uma distinção tão grande. Portanto Nossa Senhora,

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Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, é Mãe de Deus. Ou alguém poderia negar que Nosso Senhor, morrendo como homem, nos redimiu como Deus? Algumas pessoas ignoram que Lutero e Calvino não negaram o dogma da divina maternidade de Maria. • Lutero escreveu: “Não há honra, nem beatitude, que sequer se aproxime por sua elevação da incomparável prerrogativa superior a todas as outras, de ser a única pessoa humana que teve um filho em comum com o Pai Celeste”. (Deutsche Schriften, 14,250) • Calvino escreveu: “Não podemos reconhecer as benções que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para mãe de Deus”. (Comm. Sur I’Harm. Evang.20)

A imagem de Aparecida é um ídolo do povo Católico, e eles carregam sua imagem em procissão. Isso é idolatria!
Respostas: Se entender-mos ídolo em seu sentido preciso, esta afirmação não se sustenta. A mãe de Jesus não é um Ídolo, já que para ser um Ídolo seria preciso que Maria fosse considerada

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pelos Católicos como uma Deusa prestando culto de adoração, inclusive oferecendo sacrifício. O culto à Maria é um culto de veneração. Venerar é honrar, saudar homenagear, bem-aventurar etc. Enquanto adorar é OFERECER SACRIFÍCIO. Só a Deus é oferecido Sacrifício pela sua Igreja. E o Sacrifício que a Igreja oferece é a Santa Missa que está centrada na Eucaristia com o corpo e o sangue de Cristo. Para os protestantes entenderem, seria bom verificar na Bíblia em (João 6, 52-59) onde Jesus responde aos Judeus, reafirmando o que antes tinha dito. Quem não Comer da minha carne e não Beber do meu sangue não terá a vida eterna. E afirma que, sua carne é verdadeiramente uma comida e seu sangue verdadeiramente uma bebida. Conferir também em (Mateus 26, 26) (Marcos 14, 22) (Lucas 22, 19) (1 Coríntios 11, 23) (1 Coríntios 11, 27-29). Note-se que quando Deus mandou sacrificar o Cordeiro da Páscoa no Egito e marcar as portas com seu sangue, ele mandou comer da carne do Cordeiro (Êxodo 12, 1-11). Ora, o Cordeiro era figura de Cristo que é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1, 29). É evidente que o sacrifício de Cristo é um acontecimento único, que não precisa jamais ser repetido. Na Santa Missa, não há repetição do sacrifício; Jesus não é imolado de novo. A sua imolação única, porém, passa a estar novamente presente, por graça de Deus, para que possamos,

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nós também, receber seus frutos dois mil anos depois. É que, o Protestantismo não pode oferecer Sacrifício a Deus (já que seus ministros, não sendo legítimos sucessores dos Apóstolos, não são habilitados a consagrar a Eucaristia). Portanto é de se concluir, que nenhum Protestante presta Culto de Adoração, mas apenas de veneração, infelizmente. O fato de uma Imagem ser carregada em procissão igualmente não configura Idolatria. Ora, se carregar um objeto em procissão fosse Idolatria como se afirma no Protestantismo, teríamos necessariamente que considerar inclusive o Povo de Deus como Idólatra. Afinal, também o povo de Deus fez procissões, carregando como objeto de Culto a Arca da Aliança, que também é uma imagem, uma escultura. E isso é narrado diversas vezes no Antigo Testamento: (Êxodo 25, 18) (Números 10, 33-34) (Josué 3, 3) (Josué 6, 4) (Josué 6, 9) etc. Esta procissão, conduzindo inclusive imagens de Querubins, estabelecida por Deus na Bíblia, não é igual a uma procissão qualquer com ...imagens de esculturas feitas de madeira e rogando ao falso Deus que não pode salvar (Isaías 45, 20). As Procissões que levam imagens dos heróis da fé não são imagens de Deuses, porém não

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tem como ser Idolatria. Também não é feito nenhum sacrifício a Nossa Senhora, a nenhum Anjo e a nenhum Santo. Enquanto os Pagãos, sim: Eles já carregavam suas imagens, considerando-as como Deuses e fazendo sacrifícios. Veja a diferença das duas procissões: O Católico carrega a Imagem de pessoas virtuosas já falecidas com a mesma audácia dos Judeus ao carregarem a venerável Arca da Aliança.

O Santuário de Aparecida não passa de chamarisco de dinheiro.
Respostas: Afinal quem explora mais as pessoas para "ganhar dinheiro" a Igreja Católica ou os Pastores Protestantes? Vamos ver uma pesquisa que mostra os cinco Pastores protestantes mais ricos do mundo. A revelação é da revista americana Forbes, conhecida por suas listas e matérias sofre finanças, e levou em consideração apenas o patrimônio declarado legalmente pelos pastores. Você imaginou os valores não declarados? Vamos lá então! Ocupando a primeira posição está o pastor David Oyedepo com um patrimônio estimado de

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US$ 150 milhões de dólares. Fundador da Living Faith World Outreach Ministry, uma igreja com 50 mil membros, ele possui quatro jatos particulares, residências em Londres e também uma nos Estados Unidos. Oyedepo também é dono de uma editora, por onde publica seus livros (geralmente com temas sobre prosperidade) e também é dono de uma escola de elite e de uma universidade, a Universidade Aliança, uma das principais da Nigéria. Em segundo lugar está o pastor Chris Oyakhilome, da igreja Believers’ Loveworld Ministries que possui 40 mil membros. Os bens deste pastor estão avaliado entre US$ 30 e US$50 milhões de dólares, ele é dono de jornais, revista, de uma emissora de TV local, de uma gravadora, de uma TV por satélite, de hotéis e também possui muitos imóveis. Em 2010 este pastor protagonizou um escândalo financeiro, sendo acusado de desviar da igreja cerca de US$ 35 milhões para bancos estrangeiros. Em terceiro lugar está Temitope Joshua, da Igreja Synagogue Of All Nations (SCOAN), que possui uma fortuna avaliada em US$ 15 milhões de dólares. Ele é dono de uma rede de TV cristã, a Emmanuel TV. Joshua é conhecido por seus “poderes” de curar doenças incuráveis como a AIDS e o câncer, seu discurso atrai cerca de 15 mil pessoas aos domingos. Ele possui igrejas no Reino Unido, na África do Sul, na Grécia e em Gana, país

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onde um de seus amigos íntimos, Atta Mills, é presidente. O próximo milionário da fé na lista da Forbes é Matthew Ashimolowo, da Kingsway International Christian Centre (KICC), seu patrimônio está em torno de US$ 10 milhões de dólares. Este pastor era ministro da Igreja Quadrangular e foi enviado para Londres em 1992, mas ele acabou criando seu próprio ministério. Ashimolowo recebe da KICC um salário de US$ 200 mil dólares e também recebe pela sua empresa, a Matthew Ashimolowo Mídia, que publica livros cristãos e documentários. Em 2009 seu ministério teve um lucro de quase US$ 10 milhões de dólares. Em último lugar, mas não menos rico, está o pastor da Household of God Church, Chris Okotie, que tem propriedades avaliadas entre US$ 6 e US$ 10 milhões de dólares. Okotie fez sucesso como cantor pop na década de 80 e anos mais tarde resolveu fundar o ministério. Sua igreja tem hoje cerca de 5 mil membros sendo que a maioria são celebridades e empresário nigerianos. Ele chegou até a se candidatar a presidente, mas perdeu por três vezes seguidas. Entre seus bens materiais estão os automóveis Mercedes S600, Hummer e um Porsche.

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Então, quem melhor se enquadra na definição de ser chamarisco para ganhar dinheiro?

A Imagem de Aparecida é Paralítica, Cega Surda e Muda. É só conferir no (Salmo 115).
Respostas: No (Salmo 115) não há qualquer menção à Mãe de Jesus. Ele fala nos “Ídolos” do paganismo primitivo, que, como vimos nada tem a ver com o culto de veneração que os Católicos têm para com Maria que é igual a honrar, saudar, homenagear, bem – aventurar etc. O Salmista se refere aos falsos ídolos (falsos deuses) que o verdadeiro Deus condenava Qualquer pessoa de bom senso pode ver muito bem o quanto é falsa as acusações do Protestantismo. As imagens de falsos deuses é uma coisa. As imagens dos heróis da fé ou dos personagens Bíblicos são outra coisa bem diferente. Vocês jogam tudo dentro do mesmo saco e acham que é a mesma coisa. Exorto o irmão a estudar mais a Bíblia, verificando outros estudos como os gêneros literários, os relatos históricos, a cultura da época etc.

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Só Jesus basta. Não precisa de Igreja nenhuma.
Respostas: Será que Jesus estava brincando com Pedro, quando o escolheu para chefe da SUA IGREJA e lhe entregou as “Chaves do Reino dos Céus”? Então vejamos: (Mateus 16, 18-19) “E eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; e eu te darei as chaves do reino dos Céus: e tudo o que desatares sobre a terra, será desatado também nos céus” Deus fez diversas vezes tais mudanças, para que o nome exprimisse o papel especial que deve representar a pessoa. Assim mudou o nome de Abrão para Abraão (Gêneses 17, 5) para exprimir que devia ser pai de muitos povos. Muda o nome de Sarai para Sara representando a mãe de muitas nações (Gêneses 17, 15-16). Muda o nome de Jacó para Israel (Gêneses 35, 10). Mudou também o nome de Josué (Números 13, 16) Eliacim (2 Reis 23, 34) Sedecias (2 Reis 24, 17). Assim como Jesus Cristo mudou o nome de Simão para Pedro, sobre a qual estará fundada a Igreja, sendo o seu construtor o próprio Cristo. No caso do Apóstolo, o significado do episódio é claro: Simão será a pedra fundamental ou rocha

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inabalável sobre a qual Jesus construirá a sua Igreja. Na verdade, Jesus quis confiar a Pedro uma missão, formulada em (Mateus 16, 17-19) (Lucas 22, 30-32) e (João 21, 15-18). Em todo o trecho em que Nosso Senhor confirma Pedro como primeiro Papa, fica evidente que ele se dirige, exclusivamente, a ele, sem um mínimo desvio: “Eu te digo... Tu és Pedro... Sobre esta pedra edificarei... Eu te darei... O que desatares...” No catálogo dos Apóstolos (Mateus 10, 2- 4) (Marcos 3, 16-19) (Lucas 6, 13-16) (Atos 1, 13), Pedro sempre é colocado em primeiro lugar. Em (Mateus 10, 2) lê-se explicitamente que Pedro é o primeiro (prótos). Ora, prótos tanto quer dizer o primeiro numericamente como o primeiro em dignidade e honra (Mateus 20, 27) (Marcos 12, 28-31) (Atos 13, 50). Jesus deu muitas provas de deferência a Pedro. Ver (Mateus 17, 24-27) Jesus mandou pagar o tributo ao templo em nome dele e de Pedro; (Mateus 14, 27-30) Pedro caminha sobre as águas ao encontro de Jesus (Lucas 24, 34) Jesus apareceu a Pedro em particular (João 21, 18) Jesus prediz a Pedro o tipo de sua morte. Era Pedro quem geralmente falava em nome de todos (Mateus 14, 28) (Mateus15, 5) (Mateus 16, 22) (Mateus 17, 4) (Mateus 18, 21)

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(Mateus 19, 27) (Mateus 26, 33) (Marcos 8, 29) (Marcos 10, 28) (Marcos 11 21) (Marcos 14, 29) (Lucas 8, 45) (Lucas 9, 20-33) (Lucas 18, 28) (Lucas 22, 31) (João 6, 68) (João 13, 6-10). Pedro é a pessoa a quem tudo é dirigido... É ele o centro de todo este texto. Esse ponto é muito importante, pois a interpretação de muitos protestantes quer admitir o absurdo de que Nosso Senhor não sabia se exprimir corretamente. Eles dizem que Cristo queria dizer: “Simão, tu és pedra, mas não edificarei sobre ti a minha Igreja, por que não és pedra sobre mim”. Ora é uma contradição, pois Nosso Senhor alterou o nome de Simão para “Kephas”, deixando claro que seria a “pedra” visível de sua Igreja. Ao fazer de Pedro o fundamento visível da Igreja, Jesus não deixa de ser o fundamento invisível, e mais profundo, da mesma. Ver (1 Coríntios 3, 11). Também ao entregar as chaves a Pedro, Jesus continua a “possuir a Chave de Davi”, que abre e fecha definitivamente (Apocalipse 3, 7); os poderes de Pedro provêm de Cristo, e são exercidos com a assistência do próprio Cristo.

Igreja não salva ninguém, quem salva é Jesus.

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Respostas: Esta frase repetida aos quatro ventos pelos “protestantes” pode levar o leitor desatento a pensar que seja uma verdade. Ledo engano. Não passa de falácia ou sofisma (mentira com aparência de verdade). Essa expressão equivale a dizer: «Bisturi não opera ninguém, quem opera é o médico. Ora... Assim como o médico opera através do bisturi, também Jesus salva através da Igreja. Ou será que Jesus iria fundar uma Igreja que não vale nada? Se Jesus fundou UMA IGREJA e prometeu estar nela até o fim do mundo (Mateus 28, 20), é evidente que ela é NECESSÁRIA para a salvação. “Cristo é a Cabeça do corpo da Igreja” (Colossensses 1, 18). Portanto Ele salva com a Igreja. Ele age através dela, para efetivar a sua obra salvífica. Na Parábola do Bom Samaritano (que é o próprio Jesus), Ele salva o homem caído (todos nós), e o leva à Hospedaria (Igreja). Entrega ao hospedeiro (Pedro = o Papa) duas moedas (Antiga e a Nova Aliança). E vai embora (volta ao Céu). Mas voltará no fim dos tempos. Feridos como ficamos, fora da Hospedaria (Igreja) não sobreviveremos até sua volta! Portanto, fora da hospedaria você morre.

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SÓ NA IGREJA TEMOS A CURA (Confissão) e o ALIMENTO (Eucaristia). Quanto às milhares de seitas protestantes (que eles chamam “de ‘igrejas”), elas nada têm a ver com Jesus. São frutos de mentes INCHADAS DE SOBERBA, que provocaram divisão e confusão no povo de Deus... E portanto do maligno, pois Deus não é o autor da confusão e da divisão. Igreja é a reunião de todos os crentes. Igreja é o Corpo Místico de Cristo. Ele é a Cabeça e nós somos os membros. “Ele é a Cabeça do corpo, da Igreja” (Colossensses 1, 18). Portanto, nós somos APENAS PARTE DA IGREJA, mas não “a Igreja”. Cristo é a parte mais importante da Igreja: a Sua Cabeça. E dentre os membros da Igreja existe uma hierarquia. Uns são mais importantes que os outros. São Paulo explica isto muito bem em (1 Coríntios 12, 28) “Na Igreja, Deus constituiu primeiramente os apóstolos, em segundo lugar os profetas, em terceiro lugar os doutores, depois os que têm o dom dos milagres, o dom de curar, de socorrer, de governar, de falar diversas línguas.”

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Na Bíblia não existe nome de Igreja Católica. Isso é mais uma invenção dos Bispos e dos Papas.
Respostas: É claro que não existe este nome na Bíblia, pois quando começou a Igreja Católica o Novo Testamento ainda não estava definido, pois, os primeiros escritos do novo testamento apareceram quase cinquenta anos depois da morte de Jesus, começando pela carta de São Paulo aos Tessalonicenses, dado, aliás, que chegou até nós pela tradição. Assim como o próprio Paulo cita uma vez, uma sentença de Jesus que não é referida nos quatro evangelhos: “Há mais felicidade em dar que em receber” (Atos 20, 35). Ora, Paulo só poderia escrever esta frase, através da tradição, pois não tinha sido escrita anteriormente por alguém. Mas o Catolicismo, ou seja, a corporação dos que são chamados a vivenciar a fé apregoada por Jesus Cristo; começou no século l, com a fundação da Igreja pelo próprio Cristo, (cf. Mateus 16, 18) “a minha Igreja” e (Mateus 28, 18-20) ("a todos os povos"). É só os protestantes estudarem um pouco mais de História. Conseqüentemente a expressão "Igreja Católica" já está nos escritos de Santo Inácio de Antioquia (107 aproximadamente), onde se lê: "Onde quer que se apresente o Bispo, aí esteja também a comunidade, assim como a presença de

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Cristo Jesus nos assegura a presença da Igreja Católica" (Aos Esmirnenses 8, 2). Ora, a Igreja tem que ser única, pois Jesus ao instituí-la disse no singular: “MINHA IGREJA”. E não “MINHAS IGREJAS”. (Portanto as demais, inventadas pelos homens, nada têm a ver com Ele). Católica significa universal. A Igreja de Cristo é Católica (= universal), porque recebeu a missão de levar o Evangelho a todos os povos: (Mateus 28, 19) (Marcos 16, 15). A partir daí, seguindo a História, os protestantes podem ver a relação dos 266 PAPAS, de Pedro até Bento XVI, comprovando que esta é sem dúvida a ÚNICA IGREJA de Cristo! Como não podia ser diferente, nenhuma igreja protestante possui sucessão apostólica, ou seja, nenhuma delas possui qualquer ligação com os Apóstolos.

Deus não habita em templos feitos por mãos humanas.
Respostas: Realmente, as igrejas protestantes foram inventadas após 1517 por homens comuns, portanto são obras humanas.

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Se considerar-mos a pergunta, vale observar que “O Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos humanas”. (Atos 17, 24). Cristo está, pois, na SUA ÚNICA IGREJA, conforme Ele mesmo prometeu: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.” (Mateus 28, 20).

A Igreja Católica é a prostituta do Apocalipse (Apocalipse 17, 16).
Respostas: A Igreja de Cristo é ÚNICA, pois única é a Esposa do Cordeiro (Apocalipse 21, 9). Cristo não é adúltero. Porque Ele fundou UMA SÓ IGREJA (Mateus 16, 16-19) Ele disse no singular: “MINHA IGREJA”. A IGREJA É A ESPOSA de Cristo – OS SANTOS SEU ORNAMENTO! “Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe glória, porque se aproximam as núpcias do Cordeiro. Sua Esposa está preparada. Foi-lhe dado revestir-se de linho puríssimo e resplandecente. (Pois o linho são as boas obras dos santos.)” (Apocalipse 19, 7-8). “os quatro

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Animais e os vinte e quatro Anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um uma cítara e taças de ouro cheias de perfume (que são as orações dos santos).” (Apocalipse 5, 8). Os Protestantes é que seguem a grande prostituta, por isso atacam furiosamente os santos... “Vi que a mulher estava ébria do sangue dos santos e do sangue dos mártires de Jesus” (Apocalipse 17, 6) É evidente que todas essas milhares de seitas que apareceram depois, sobretudo após o século XVI, são as prostitutas. (ESPOSA É UMA SÓ... Prostitutas podem ser muitas...)

E também Apocalipse.

é

a

Babilônia

do

Respostas: Os protestantes que deturpam toda a Bíblia, agora se metendo em geografia é ridículo: Deveriam saber que o Vaticano não se situa nos referidos montes da “Babilônia” que são Quirinal, Viminal, Esquilino, Caélio, Aventino, Paladino e Capitolino. Estes montes se situam no lado Leste de Roma, enquanto o Vaticano se situa

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em um único monte, a saber, o Monte Vaticano, situado no lado oeste de Roma. “A vossa obediência se tornou notória em toda parte, razão por que eu me alegro a vosso respeito. Mas quero que sejais prudentes no tocante ao bem, e simples no tocante ao mal. O Deus da paz em breve não tardará a esmagar Satanás debaixo dos vossos pés.” (Romanos 16, 19-20). Bem, se a Igreja Católica é a Babilônia do Apocalipse, S. Paulo se enganou em dizer que aos pés dessa Igreja Satanás será esmagado?

A Igreja proíbe os Padres de casarem. A Bíblia diz: Crescei-vos e multiplicai-vos.
Respostas: A Igreja não obriga ninguém a ser Padre, muito menos a ser celibatário. A quem Deus chama a um ministério lhe dá as forças necessárias para exercê-lo dignamente. O celibato tem uma tríplice dimensão, a saber. - Dimensão Cristológica: porque os vocacionados querem melhor e em tudo imitar ao seu Senhor que nunca casou.

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- Dimensão Eclesiológica: “e há eunucos (aqueles que não se casam) que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino do Céus. Quem puder compreender, compreenda”. (Mateus 19, 12). - Dimensão Escatológica: “estes são os que não se contaminam com mulheres, pois são virgens. São aqueles que acompanham o Cordeiro por onde quer que se vá; foram resgatados dentre os homens, como primícias oferecidas à Deus e ao Cordeiro”. (Apocalipse 14, 4-5) São Paulo aconselha o celibato - (I Coríntios 7, 1-8) (1 Coríntios 25, 32) (1 Coríntios 25, 35-38) Receberão uma grande recompensa os que se mantiverem no celibato. “Pedro começou a dizer-lhe: Eis que deixamos tudo e te seguimos. Respondeu-lhe Jesus: Em verdade vos digo, ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras, por causa de mim e por causa do Evangelho, que não receba, já neste século, cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos, e terras, com perseguições, e no século vindouro a vida eterna”. (Marcos 10, 28-29). Quando Jesus formava seu ministério, ele dizia aos Apóstolos: “Largue tudo que tem e segueme”. Ora, sabemos que os apóstolos não levaram mulheres, filhos e bens materiais para seguir Jesus.

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Na Igreja Católica cobra - se pelos batizados, casamentos e Missas, quando lemos na Bíblia, (Mateus 10, 8) Dai de graça o que de graça recebeste?
Respostas: Neste trecho de São Mateus, Jesus ordena: "Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expulsai os demônios. Dai de graça o que de graça recebeste". Aqui se trata, portanto, de curas. E são exatamente alguns pastores protestantes, que fazem propaganda ruidosa de suas "curas milagrosas", ficando com este negócio, ricos! Quando os padres católicos fazem exorcismos, bênçãos e orações pelos doentes, acompanhadas às vezes de graças extraordinárias, fazem de graça. Em muitas paróquias, os padres não cobram mais por ocasião de batizados, casamento ou missa de 7° dia. Mas em muitos outros lugares as taxas constituem o principal sustento do padre e da igreja. E isto não é contrário à Bíblia que diz: “O que é catequizado na palavra, reparta de todos os bens com o que catequiza” (Gálatas 6, 6). (I Coríntios 9, 13-14): “Não sabeis que os que trabalham no santuário, comem o que é do santuário; que os que servem o altar, têm parte do altar? Assim ordenou também o Senhor, aos que pregam o Evangelho que vivam do Evangelho”. Há outros trechos semelhantes.

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Os Católicos acreditam nos milagres que acontecem em Lourdes, Fátima, etc. Isto é crendice, os verdadeiros crentes não lhes dão importância. Isso não está na Bíblia!
Respostas: Na Bíblia, desde a vocação de Moisés, o milagre era tido pelos homens retos, como sinal da presença de Deus, da aprovação divina duma pessoa e da missão profética a ela confiada. Somente os orgulhosos e perversos não reconheciam este sinal de Deus. Daí a Bíblia louvar os que aceitavam e se alegravam com os milagres, e reprovar os endurecidos que não os aceitavam e se alegravam com os milagres. Em (Êxodo 4, 1-9) lemos, como Deus concedeu a Moisés ostentar 3 milagres diante do povo e do Faraó, como prova de ser ele enviado por Deus. Na Igreja primitiva, Pedro e Paulo fizeram alguns milagres em nome de Jesus Cristo, como narram os Atos dos Apóstolos. (Atos 3, 6-10) (Atos 5, 12-16) (Atos 9, 33-34) (Atos 9, 40) (Atos 20, 7-12) ( Atos 28, 3-6) Etc. No nosso século XX a Igreja Católica manda com todo o rigor científico examinar os milagres acontecidos em Lourdes e Fátima, pelas equipes de qualificados especialistas interconfessionais. Em Lourdes, por exemplo, de 1.200 curas milagrosas, reconhecidas como

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inexplicáveis por estas equipes médicas, a Comissão teológica dos bispos aprovou apenas 65 como milagrosas. Tal é o rigor exigido pela Igreja! Um dos poucos milagres permanentes, confirmados cientificamente, pode ser observado cada dia na Igreja de Lanciano na Itália, onde no século VII, durante a Consagração, na Missa dum padre Basiliano, o pão e vinho consagrados, mudaram-se visivelmente em Corpo e Sangue (de Jesus). Colocados num belo reliquiário, guardam-se frescos, sem se estragar, até hoje. Em 1970 o bispo de Lanciano requisitou uma equipe de especialistas, de alto gabarito, para examinar estas relíquias. O veredito era o seguinte: O pedaço da carne é verdadeira carne humana, tecido do miocárdio (coração), fresco, do grupo AB. Os 5 coágulos de sangue são verdadeiro sangue humano, do grupo AB, com diagrama de frescura como se fosse hoje tirado duma pessoa viva. Nota: O grupo sangüínio AB é muito raro na sociedade em geral; mas 95 por cento dos judeus pertecem a este grupo.

Jesus teve irmãos e irmãs, mas a Igreja Católica diz que não! A Bíblia deixa claro que teve. Veja em (Marcos 6, 3) “por acaso, não é
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ele o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão?”
Respostas: Isso não é verdade, pois três desses “Irmãos de Jesus” têm seus pais nomeados na Bíblia. Vejamos: o 1º é Tiago. É ele, segundo (Gálatas 1, 19), Tiago Apóstolo, o Menor (Marcos 15, 40), cujo pai é Alfeu (Mateus 10, 3); o 2º, José, é irmão carnal de Tiago, pois ambos são filhos de uma das três Marias que estiveram ao pé da Cruz (Mateus 27, 56), e cujo irmão pai é também Alfeu; o 3º é Judas, o Tadeu, que também é irmão de Tiago (Judas 1,1). Seu pai é também Alfeu. São Lucas o chama “Judas de Tiago” ou seu irmão (Lucas 6, 16). O último da lista é Simão, cujos pais não têm os nomes expressos na Bíblia. Mas o historiador Hegezipo (sec. II), informa que ele é filho de Cléofas, esposo de “Maria, irmã da Mãe de Jesus” (João 19,25). Ele é, pois, primo de Jesus. E se Cléofas e Alfeu são nomes em hebraico e aramaico da mesma pessoa, como pensam muitos, os quatro chamados “irmãos de Jesus” são entre si, irmãos carnais. Em qualquer hipótese eles são primos ou parentes de Jesus. Vou responder de outra forma, para que vocês protestantes possam entender de uma vez por todas! Quem eram Tiago, José, Judas e Simão?

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Explicação: A mãe de Jesus tinha uma prima ou parente que se chamava também Maria, casada com Cleófas. Tiago e José eram filhos de Cléofas com a parenta de Nossa Senhora, que se chamava Maria. Logicamente Judas era irmão de Tiago. De fato lemos: “Judas, irmão de Tiago” (Judas 1 e Lucas 6, 16), mas todos eram primos de Jesus, ou parentes próximos, como Simão pelo mesmo motivo. Na língua semítica "irmãos" era um termo usado não só para designar filhos do mesmo pai ou mãe (como no português). Mas a expressão era usada também para designar primos, tios, cunhados, parentes etc. Vejam exemplos: "Disse Abraão a Lot: Peço-te que não haja rixas, pois somos irmãos" (Gênesis 13, 8) Abraão não era irmão de Lot, mas tio. "Eleazar morreu e não teve filhos, mas filhas e estas se casaram com os filhos de Cis, seus irmãos" (1 Crônicas 23, 22) - As filhas de Eleazar eram primas dos filhos de Cis.

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Em (Gênesis 29, 15) Labão fala a Jacó: "Por seres meu irmão, servir-me-ás de graça?" Em (Gênesis 27, 43 e 29, 10-11), Labão é declarado irmão de Rebeca, mãe de Jacó. Portanto tio dele. Veja mais em: (Êxodo 2, 11) (Gênesis 9, 6) (Mateus 5, 21-22) (1 Coríntios 15, 6) Jesus no calvário entregou sua mãe a João, o evangelista; se Maria tivesse outros filhos Jesus teria entregado sua Mãe a seus irmãos carnais e não ao evangelista. Portanto, Jesus é ao mesmo tempo, o primogênito e o unigênito de Maria. E não seria nada "desonroso", se Maria tivesse outros filhos. Mas isso não aconteceu, porque o Senhor tencionou conservar intacto o ventre que abrigou, aqueceu e alimentou o FILHO ÚNICO DE DEUS. É isso que se depreende ao ler todo o testemunho dos primeiros Cristãos. A propósito, até o século XVI, quando surgiu o protestantismo, jamais alguém ousou antes duvidar da eterna virgindade de Maria; nem mesmo os próprios reformadores protestantes, apesar de seu ódio doentio em tudo que a Igreja pregava. É lamentável que as seitas oriundas do protestantismo estão se afastando cada vez mais da genuína pregação de Jesus e dos Apóstolos a ponto

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de duvidar de verdades mais elementares guardadas pelo Cristianismo até então. Agora vamos para o bom senso: Porque os supostos "irmãos de Jesus" não compareceram na crucificação? Tenha-se em conta que Maria é chamada mãe de Jesus e nunca mãe dos irmãos de Jesus.

José não conheceu Maria (teve relações com ela) “ATÉ QUE” desse à luz um filho (Jesus), mas depois tiveram relações e vieram outros filhos. A Bíblia deixa claro sobre os irmãos de Jesus. Leia (Mateus 1, 18- 25).
Respostas: Esta Objeção é tirada do versículo onde diz: “E José não a conheceu até que ela deu à luz.” Mas vocês concluem que a conheceu depois. Esta é mais uma falsa conclusão porque desconhecem a expressão “até que” que é, na Bíblia, um hebrismo que significa “Sem que”, invertendo-se os termos da frase. Significa, então, que Maria “deu á luz sem que José a tivesse conhecido”, e nada mais. Assim Mateus quis apenas afirmar que “Maria concebeu sem participação de José”. São incontáveis os exemplos disso na Bíblia. Eis alguns: “O coração do justo está firme e não temerá “até que” veja confundidos os seus 136

inimigos” (Salmos 111, 8). Ora, se não temeu antes, não temerá depois. O sentido é: “os inimigos serão confundidos sem que o coração do justo tema”. Mais outro exemplo! “Micol não teve filhos até o dia da sua morte” (2 Samuel 6, 23) Isso obviamente não quer dizer que Micol teve filhos após esse dia. Confira também em (Hebreus 1, 13) esse modo de falar. No demais, vocês não se importam com o contexto literário e histórico da Bíblia. E tomam, no caso, “coabitar” no sentido de relação carnal, quando, pelo contexto, e pelo modo como os judeus se casavam, só cabe o sentido de “morar juntos”. De fato, o casamento dos judeus era feito em duas etapas: a 1ª se realizava na casa dos pais da moça em cerimônia simples. Marcavam-se então as núpcias festivas - era a segunda etapa - na qual a esposa era levada para a casa do esposo e seus familiares. Era esta a coabitação (morar juntos), de que fala o evangelista no citado texto. Foi entre essas duas cerimônias que se deu o mistério da Encarnação.

Para que velas nos túmulos, se a pessoa que morreu não pode ver mais nada?

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Respostas: Quando acendemos uma vela sobre a sepultura de alguém, isso significa que a pessoa ali sepultada tinha fé, vivia sua fé, irradiava luz com as boas obras que fazia. Significa também esperança de vida eterna. E, como a fé é vida em Deus, a vela acesa sobre o túmulo de um cristão significa também presença de Deus. Já se vê que é um absurdo acender vela sobre o túmulo de um ateu ou de uma pessoa sem fé. Se a pessoa não tinha fé e não praticava o bem, a vela acesa sobre seu túmulo é uma mentira, porque está significando uma coisa que não existiu.

E velas nas Igrejas, para que serve?
Respostas: Jesus disse: "Onde houver dois ou mais rezando em meu nome, no meio deles estarei eu" (Mateus 18, 20). Por isso, toda vez que nos reunimos na igreja, na capela ou em casa para rezar, começamos por acender as velas, para significar a fé daqueles que rezam, para significar a presença de Deus em nossa vida e sobre tudo a presença de Deus naquela oração. Na noite do sábado santo, quando o celebrante acende aquela vela grande (o círio

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pascal), ela significa a ressurreição de Jesus, isto é, a nova vida de Cristo e sua presença entre nós. Quando se batiza uma criança, para significar que o Batismo comunica a vida da fé e para significar também a presença de Deus na alma da criança, acende-se uma vela. Essa vela do Batismo é acesa no círio pascal, mostrando que a vida de fé da criança é a mesma nova vida de Cristo em sua ressurreição. Enfim, nas celebrações religiosas (seja a Santa Missa, os Sacramentos ou qualquer ato de culto), as velas acesas significam a expressão da vida de fé daqueles que rezam e a presença de Deus entre nós.

O Novo Testamento não apresenta Ministros aspergindo água benta em caixão de morto. Essa prática foi criada pela Igreja Católica Romana no ano 1000 depois de Cristo.
Respostas: A água benta é um sacramental, que lembra o Batismo; aspergi-la sobre um cadáver significa pedir a Deus que receba quanto antes à respectiva alma no regaço da visão beatífica. Esse tipo de oração tem nome próprio de “sufrágio (voto, anseio) em favor dos mortos”.

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Quanto às espórtulas do culto sagrado, vêm a ser a maneira como os fiéis colaboram com a Igreja no plano material. Não devem constituir condição absoluta para a prestação de serviços religiosos. Hoje em dia a Igreja preconiza o dízimo em lugar das espórtulas, a fim de separar claramente dinheiro e culto divino. Os protestantes é que cobram dinheiro com muita freqüência.

Depois que se morre, não tem mais nada a fazer, pois todos ficam no Cheol, dormindo inconscientemente. (Eclesiastes 9, 56)
Respostas: O antigo conceito de que os mortos dormem foi superado pelos próprios livros do Antigo Testamento, escritos posteriormente. O protestantismo há de admitir que Deus Pai evoluiu seu ensinamento, da mesma maneira que uma professora evolui o aprendizado a medida que o aluno vai ficando adulto. Nos Livros do Novo Testamento, Jesus mostrou que os mortos não estão dormindo, mas estão bem conscientes ao citar, por exemplo, o diálogo dos já falecidos Lázaro e o Rico. Em (Apocalipse 6, 9) os mártires (já falecidos) junto ao Altar de Deus nos Céus clamam

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por justiça. Confiram mais em (Apocalipse 5, 8) (Apocalipse 8, 4) Vê-se que os acordadões, não é mesmo? mortos estão bem

Estão tão acordados, que intercedem pelos homens aqui na terra. Confiram em (Jeremias 15, 1) (1 Reis 11, 11-13) (Êxodo 32, 11-14) (2 Reis 13, 21)

Jesus é a Rocha, Pedro é a pedrinha.
Respostas: O cavalo de batalha dos protestantes está sobre esta frase: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei minha Igreja.". Neste texto, Jesus aponta Simão como o chefe universal da Igreja. Ele o aponta como o primeiro Papa. Os protestantes dizem que os católicos desvirtuam este versículo. Dizem que para entender (Mateus 16, 18), é necessário ir do português para o grego. Dizem também que "Em grego, a palavra para pedra é petra, que significa uma rocha grande e maciça. A palavra usada como nome para Simão, por sua vez, é petros, que significa uma pedra pequena, uma pedrinha”.

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Na verdade, todo este discurso é falso. Como sabem os conhecedores de Grego, as palavras petros e petra eram sinônimos no grego do primeiro século. Elas significaram "pequena pedra" e "grande rocha" em uma velha poesia grega, séculos antes da vinda de Cristo, mas esta distinção já havia desaparecido no tempo em que o Evangelho de São Mateus foi traduzido para o grego. A diferença de significados existe, apenas, no grego ático, mas o Novo Testamento foi escrito em grego Koiné - um dialeto totalmente diferente. E, no grego koiné, tanto petros quanto petra significam "rocha". Se Jesus quisesse chamar Simão de "pedrinha", usaria o termo lithos. Os protestantes dizem que os Católicos, por desconhecerem o grego, pensam que Jesus comparava Pedro à rocha. Eles afirmam o contrário. De um lado, a rocha sobre a qual a Igreja seria construída: o próprio Jesus. De outro, esta mera pedrinha. Para os protestantes Jesus queria dizer que ele mesmo seria o fundamento da Igreja, e que Simão não estava sequer remotamente qualificado para isto. Ora, devemos ir do português para o grego. Mas, com certeza, devemos ir do grego para o aramaico. Porque esta foi a língua falada por Jesus, pelos apóstolos e por todos os judeus da Palestina. Era a língua corrente da região.

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Muitos, talvez a maioria, soubessem grego, pois esta era a lingua franca do Mediterrâneo. A língua da cultura e do comércio. “A maioria dos livros do Novo Testamento foi escrita em grego, pois não visavam apenas os cristãos da Palestina, mas de outros lugares como Roma, Alexandria e Antioquia, onde o aramaico não era falado”. A maioria dos livros neo-testamentários foi escrito em grego, mas não todos. O Evangelho de São Mateus foi escrito pelo próprio em aramaico ou hebreu (sabemos disto por escritos de Euzébio de Cesaréia) e traduzido para o grego, talvez pelo próprio evangelista, muito cedo. De qualquer forma, o original se perdeu (como todos os livros originais do Novo Testamento), e, hoje em dia, somente resta a versão grega." O Aramaico do NT. Sabemos que Jesus falava aramaico devido a algumas de suas palavras que nos foram preservadas pelos Evangelhos. Veja (Mateus 27, 46), onde ele diz na cruz, ?Eli, Eli, Lama Sabachtani?. Isto não é grego, mas aramaico, e significa, meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste? Nas epístolas de S. Paulo em Gálatas e em 1 Coríntios, preservou-se a forma aramaica do novo nome de Simão. Em nossas bíblias, aparece como

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Cefas. Isto não é grego, mas uma treansliteração do aramaico Kepha (traduzido por Kephas na forma helenística). E o que significa Kepha? Uma pedra grande e maciça, o mesmíssimo que petra. A palavra aramaica para uma pequena pedra ou pedrinha é evna. O que Jesus disse a Simão em (Mateus 16, 18) foi tu és Kepha e sobre esta kepha construirei minha igreja. "Quando se conhece o que Jesus disse em aramaico, percebe-se que ele comparava Simão à rocha; não os estava contrastando. Podemos ver isto, vividamente, em algumas versões modernas da bíblia em inglês, nas quais este versículo é traduzido da seguinte forma:You are Rock, and upon this rock I will build my church?. Em francês, sempre se usou apenas pierre tanto para o novo nome de Simão, quanto para a rocha." Mas os protestantes, ainda replicam! "Se kepha significa petra, porque a versão grega não traz, tu és Petra e sobre esta petra edificarei a minha Igreja? Respostas: Por que, para o novo nome de Simão, Mateus usa o grego Petros que possui um significado diferente do petra" Porque não havia escolha, Grego e aramaico têm diferentes estruturas gramaticais. Em aramaico, pode-se usar kepha nas duas partes de (Mateus 16, 18). Em grego, encontramos um

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problema derivado do fato de que, nesta língua, os substantivos possuem terminações diferentes para cada gênero. Existem substantivos femininos, masculinos e neutros. A palavra grega petra é feminino. Pode-se usá-la na segunda parte do texto sem problemas. Mas não se pode usá-la como o novo nome de Simão, porque não se pode dar, a um homem, um nome feminino. Pelo menos, naquela época não se podia. Há que se masculinizar a terminação do nome. Fazendo-o, temos Petros, palavra já existente e que também significava rocha. Por certo, é uma tradução imperfeita do aramaico; perdeu-se parte do jogo de palavras. Em inglês, português e outros idiomas, perderam-se tudo. Mas, em grego, era o melhor que poderia ser feito. Além da evidência gramatical, a estrutura da narração não permite uma diminuição do papel de Pedro na Igreja. Veja a forma na qual se estruturou o texto de (Mateus 16, 15-19). Depois da confissão de Pedro acerca da identidade de Jesus, o Senhor faz o mesmo para Pedro. Jesus não diz: Bendito és tu, Simão Bar-Jona. Pois não foi nem carne nem o sangue que te revelou este mistério, mas meu Pai, que está nos céus. Por isto, eu te digo: és uma pedrinha insignificante, e sobre a

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rocha edificarei a minha Igreja. ... Eu te darei as chaves do reino dos céus. Jesus abençoa Pedro triplamente, inclusive com o dom das chaves do reino, mas não mina a sua autoridade. Sustentá-lo é contrariar o contexto. Jesus coloca Pedro como uma forma de comandante ou primeiro ministro abaixo do Rei dos Reis, dando-lhe as chaves do Reino. Como em (Isaías 22, 22), os reis, no Velho Testamento apontavam um comandante para os servir em posição de grande autoridade, para governar sobe os habitantes do reino. Jesus cita quase que verbalmente esta passagem de Isaias, o que torna claríssimo aquilo que Ele tinha em mente. Ele elevou Pedro como a figura de um pai na família dos cristãos (Isaías 22, 21), para guiar o rebanho (João 21, 15-17). Esta autoridade era passada de um homem para outro através dos tempos pela entrega das chaves, que se usavam sobre os ombros em sinal de autoridade. Da mesma forma, a autoridade de Pedro foi transmitida, nestes dois mil anos, através do papado. São Cipriano Bispo de Cartago: (Mártir em +258) diz: "Cristo edifica a Igreja sobre Pedro. Encarrega-o de apascentar-lhe as ovelhas. A Pedro, é entregue o primado para que seja uma Igreja e uma cátedra de Cristo. Quem abandona a cátedra de Pedro, sobre a qual foi fundada a Igreja, não

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pode pensar em pertencer à Igreja de Cristo (De un. Eccl. cap. IV).

Se Pedro recebeu autoridade, ele já morreu. Na Bíblia não fala nada sobre esta suposta autoridade.
Respostas: Pedro recebeu autoridade, sim. Sabemos pela Bíblia, pela História e pela Tradição que esta autoridade e o primado da Igreja, foi dado a Pedro, não como privilégio pessoal, mas para o bem e para a unidade da Igreja. Vamos analisar as Sagradas Escrituras. Lá existe não só a investidura de Pedro como chefe visível da Igreja, mas a investidura perpétua dos Apóstolos, para serem os “enviados” de Cristo (Mateus 28, 20): “É me dado todo o poder no céu e na terra; ide, pois e ensinai a todos os povos e eis que estou convosco todos os dias até a consumação do mundo” Que quer dizer isso? 1- Cristo tem todo poder, é a primeira parte. 2- Cristo transmite este poder, é a segunda parte. 3- Até quando? Até a consumação do mundo

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Jesus Cristo fundou uma Igreja visível, que devia durar até ao fim do mundo, deve necessariamente nomear um chefe, com sucessão, para perpetuar a mesma autoridade. “Quem vos escuta, a mim escuta” (Mateus 28, 18). Se assim não fosse, Cristo não poderia dizer: “Eis que estou convosco todos os dias até o fim do mundo”, devia ter dito que estaria apenas com Pedro até o fim de sua vida. Dessa forma, cumpre-se o que manda a Bíblia: “Um só Senhor, Uma só fé, Um só batismo” (Efésios 4, 5). Como os protestantes são lentos para entender as Escrituras! Será que Jesus fundou uma Igreja só para 30 anos. Pedro morreu e acabou tudo? Além do mais se para a vaga de Judas Iscariotes elegeram Matias, como seu sucessor, como não iriam suprir a vaga de Pedro, quando foi morto? Veja a escolha de Matias em (Atos 1, 1526). E para mostrar mais ainda a autoridade de Pedro, vamos ver que o seu nome aparece sempre em primeiro lugar em todas as listas que enumeram os apóstolos (Mateus 10, 2) (Marcos 3, 16) (Lucas 6, 14) (Atos 1, 13). Mateus até o chama de "o primeiro" (Mateus 10, 2). Já Judas Iscariotes é invariavelmente mencionado por último. Vamos conferir agora 46 razões para provar sua autoridade

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1 - Pedro é quase sempre mencionado em primeiro, mesmo quando aparece ao lado de outros. A (única) exceção está em (Gálatas l 2, 9), onde ele ("Cefas") é listado após Tiago e João, mas, mesmo assim, o contexto coloca-o em preeminência (ex.: Gálatas 1, 18-19) (Gálatas 2, 7-8). 2 - Pedro é o único entre os Apóstolos que recebe um novo nome, Pedra, solenemente conferido (João 1, 42) (Mateus 16, 18). 3 - Da mesma forma, Pedro é estimado por Jesus como o Pastor chefe, logo após Ele (João 21, 1517), de forma especial pelo nome, e sobre a Igreja universal, apesar dos demais Apóstolos terem uma função similar, mas subordinada (Atos 20, 28) (1 Pedro 5, 2). 4 - Pedro é o único apóstolo mencionado pelo nome quando Jesus Cristo orou para que "a sua fé (=Pedro) não desfalecesse" (Lucas 22, 32). 5 - Pedro é o único Apóstolo a ser exortado por Jesus para que "confirmasse os seus irmãos" (Lucas 22, 32). 6 - Pedro foi o primeiro a confessar a divindade de Cristo (Mateus 16, 16).

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7 - Apenas de Pedro diz-se que recebeu conhecimento divino através de uma revelação especial (Mateus 16, 17). 8 - Pedro é respeitado pelos judeus (Atos 4, 1-13) como líder e porta-voz dos cristãos. 9 - Pedro é respeitado pelas pessoas comuns da mesma maneira (Atos 2, 37-41) (Atos 5, 15). 10 - Jesus Cristo associa-se a Pedro no milagre da obtenção de dinheiro para o pagamento do tributo (Mateus 17, 24-27). 11 - Cristo ensina as multidões de cima do barco de Pedro e o milagre que se segue, apanhando peixes no lago de Genesaré (Lucas 5, 1-11), podem ser interpretados como uma metáfora do Papa como "pescador de homens" (Mateus 4, 19). 12 - Pedro foi o primeiro Apóstolo a correr e entrar no túmulo vazio de Jesus (Lucas 24, 12) (João 20, 6). 13 - Pedro é reconhecido pelo anjo como o líder e representante dos Apóstolos (Marcos 16, 7). 14 - Pedro lidera a pescaria dos Apóstolos (João 21, 2-3) ( João 21, 11). O "barco" de Pedro tem sido respeitado pelos católicos como uma figura da Igreja, com Pedro no leme.

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15 - Apenas Pedro se lança e anda sobre o mar para encontrar Jesus (João 21, 7). 16 - As palavras de Pedro são as primeiras a serem registradas, bem como são as mais importantes, no discurso anterior ao Pentecostes (Atos 1, 15-22). 17 - Pedro toma a liderança na escolha do substituto para o lugar de Judas Iscariotes (Atos 1, 22). 18 - Pedro é a primeira pessoa a falar (e a única a ser registrada) após o Pentecostes, tendo sido ele, portanto, o primeiro cristão a "pregar o Evangelho" na Era da Igreja (Atos 2, 14-36). 19 - Pedro realiza o primeiro milagre da Era da Igreja, curando um aleijado (Atos 3, 6-12). 20 - Pedro lança a primeira excomunhão (anátema sobre Ananias e Safira) enfaticamente confirmada por Deus (Atos 5, 2-11). 21 - Até a sombra de Pedro realizam milagres (Atos 5, 15). 22 - Pedro é a primeira pessoa após Cristo a ressuscitar um morto (Atos 9, 40). 23 - Cornélio é orientado por um anjo a procurar Pedro para ser instruído no cristianismo (Atos 10, 1-6).

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24 - Pedro é o primeiro a receber os gentios após receber uma revelação de Deus (Atos 10, 9- 48). 25 - Pedro instrui os outros apóstolos sobre a Catolicidade (universalidade) da Igreja (Atos 11, 5-17). 26 - Pedro é o objeto da primeira mediação divina na Era da Igreja (um anjo o liberta da prisão (Atos 12, 1-17). 27 - Toda a Igreja (fortemente indicado) oferece "fervorosa oração" para Pedro enquanto se encontra preso (Atos 12, 5). 28 - Pedro preside e abre o primeiro Concílio da Cristandade, e estabelece princípios que serão posteriormente aceitos (Atos 15, 7-11). 29 - Paulo distingue as aparições do Senhor (após sua ressurreição) a Pedro daquelas que se manifestaram aos demais apóstolos (1 Coríntios 15, 4-8). Os dois discípulos no caminho de Emaús fazem a mesma distinção (Lucas 24, 34), nesse momento mencionando apenas Pedro ("Simão"), ainda tendo eles mesmos visto a Jesus ressuscitado momentos antes (Lucas 24, 31-32). 30 - Muitas vezes Pedro é distinto dos demais Apóstolos (Marcos 1, 36) (Lucas 9, 28) ( Lucas 9, 32) (Atos 2, 37) (Atos 5, 29) (1 Coríntios 9, 5).

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31 - Pedro é sempre o porta-voz dos demais Apóstolos, especialmente durante os momentos decisivos (Marcos 8, 29) (Mateus 18, 21) (Lucas 9, 5) ( João 6, 67). 32 - O nome de Pedro é sempre listado em primeiro no "círculo íntimo" dos discípulos (Pedro, Tiago e João – (Mateus 17, 1) (Mateus 26, 37) (Marcos 5, 37) (Marcos 14, 37). 33 - Pedro é muitas vezes a figura central em relação a Jesus, nas cenas dramáticas tal como o fato de andar sobre a água (Mateus 14, 28-32) (Lucas 5, 1) (Marcos 10, 28) (Mateus 17, 24). 34 - Pedro é o primeiro a reconhecer e refutar a heresia de Simão Mago (Atos 8, 14-24). 35 - O nome de Pedro é mencionado mais vezes do que os nomes dos demais discípulos em conjunto: 191 vezes (162 como Pedro ou Simão Pedro; 23 como Simão; e 6 como Cefas). Em freqüência, João aparece em segundo lugar com apenas 48 menções, sendo que Pedro está presente em 50% das vezes em que encontramos o nome de João na Bíblia! Todos os demais discípulos em conjunto são mencionados 130 vezes. 36 - A proclamação de Pedro no dia de Pentecostes (Atos 2, 14-41) contém uma interpretação autoritária da Escritura, além de uma decisão doutrinária e um decreto disciplinar a

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respeito dos membros da "Casa de Israel" (Atos 2,36) um exemplo de "ligar e desligar". 37 - Pedro foi o primeiro carismático, tendo julgado com autoridade e reconhecendo o dom de línguas como genuíno (Atos 2, 14-21). 38 - Pedro foi o primeiro a pregar o arrependimento cristão e o batismo (Atos 2, 38). 39 - Pedro (presumivelmente) tomou a liderança no primeiro batismo em massa (Atos 2, 41). 40 - Pedro comandou o batismo dos primeiros cristãos gentios (Atos 10, 44-48). 41 - Pedro foi o primeiro missionário itinerante e foi o primeiro a exercitar o que chamamos hoje de "visita às igrejas" (Atos 9, 32-38) (Atos 9, 43). Paulo pregou em Damasco imediatamente após sua conversão (Atos 9, 20), mas não foi para esse lugar com tal objetivo (Deus alterou seus planos). Sua jornada missionária inicia-se em (Atos 13, 2). 42 - Paulo foi para Jerusalém especificamente para ver Pedro durante 15 dias, no início de seu ministério (Gálatas 1, 18) e foi encarregado por Pedro, Tiago e João (Gálatas 2, 9) a pregar para os gentios.

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43 - Pedro age (fortemente indicado) como o bispo/pastor chefe da Igreja (1 Pedro 5, 1) exortando todos os outros bispos ou "anciãos". 44 - Pedro interpreta profecia (2 Pedro 1, 16-21). 45 - Pedro corrige aqueles que distorcem os escritos de Paulo (2 Pedro 3, 15-16). 46 - Pedro escreve sua primeira epístola a partir de Roma, conforme atesta a maioria dos estudiosos, como bispo dessa cidade e como bispo universal (ou papa) da Igreja primitiva. "Babilônia" (1 Pedro 5, 13) é codinome para Roma. Seria impossível acreditar que Deus daria a Pedro tamanha preeminência na Bíblia se isso não fosse significativo e importante para a história posterior da Igreja, em especial, para o governo da Igreja. O papado é a realização mais completa e plausível a esse respeito. E disso nós Católicos têm a certeza...

Pedro não foi Papa, ele era casado. Na Igreja Católica os Papas, Bispos e Padres não casam.
Respostas: Por acaso, é proibido o casamento do Papa? É obrigatório o casamento do

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Pastor? Quem está certo? O que diz a Bíblia? Se for ler direitinho ela não é contra e nem a favor. Pedro era realmente casado, mas ao seguir Jesus ele não levou esposa e família, portanto, se tornou celibatário, caso a esposa era viva. Além do mais, onde está na Bíblia a mulher de Pedro? Não seria ele viúvo? Os outros Apóstolos também não casaram. Jesus também não se casou e ainda falou... e há eunucos (aqueles que não se casam) que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino do Céus. Quem puder compreender, compreenda. (Mateus 19, 12). Veja o que diz (Apocalipse 14, 4-5) “Estes são os que não se contaminam com mulheres, pois são virgens. São aqueles que acompanham o Cordeiro por onde quer que se vá; foram resgatados dentre os homens, como primícias oferecidas a Deus e ao Cordeiro”. Se o Papa quiser casar é só ele mudar a norma da Igreja, juntamente com todos os Bispos do mundo. Celibato não é dogma de fé, mas norma pastoral. Papa, bispos, padres não se casam pois são imitadores de Jesus celibatário e seguem os conselhos de São Paulo: "O solteiro cuida das coisas que são do Senhor, de como agradar ao Senhor" (1 Coríntios 7, 32). Eles, a exemplo de Cristo SumoSacerdote, entregam suas vidas inteiramente ao

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Reino de Deus. Renunciam a todos os bens deste mundo, até mesmo à constituição de família carnal: Tudo em prol do Reino dos Céus! O papa e os nossos sacerdotes são celibatários, por isso seguem o Cordeiro para onde Ele for (Apocalipse 14, 4). A igreja Católica valoriza a vocação para o celibato assim como, para o matrimônio, ambas igualmente santas, desde que sejam vividas com amor e como uma consagração a Deus. E para conhecerem os dons de Deus é preciso ter muita fé.

A Bíblia não diz que Pedro foi Papa. Não existe "Papa" na Bíblia.
Respostas: O que importa não é o nome “Papa”. O que importa é a autoridade que Jesus lhe deu. Isto só ele recebeu. E onde está escrito que Jesus deu qualquer poder a esses falsos pastores, inventores de seitas? Também não existe "Trindade" na Bíblia. Lá também não diz que Jesus fez pipi. Será que ele não fez só porque não está escrito na Bíblia? Também não existe o nome “Brasil” na Carta de Pero Vaz de Caminha. Será que nosso país não existia em 1500?

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Jesus em (Mateus 16, 19) escolhe Pedro para o chefe da Sua Igreja (que nós chamamos de Papa). Podemos chamar o Papa de Chefe, Líder, Pastor... O que importa é a AUTORIDADE QUE JESUS lhe deu em (Mateus 16, 19) (Lucas 22, 32) (João 21, 15-17) e muitos outros textos. Depois de Pedro temos a sucessão de 266 papas até Bento XVI. É só estudar a História: "Depois do martírio de Pedro e Paulo, o primeiro a obter o episcopado na Igreja de Roma foi Lino" (Eusébio de Cesaréia, História Eclesiástica, III, 2-1). Sulpício Severo, falando do tempo de Nero, diz: “Neste tempo, Pedro exercia em Roma a função de Bispo” (His. Sacr, n. 28). Obs: O Papa é um Bispo.

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E mesmo que existisse Papa na Bíblia, porque então Tiago comandou o Concílio de Jerusalém? Leia (Atos 15).
Respostas: Tiago era o anfitrião, o Bispo de Jerusalém, mas observe que Pedro, fala primeiro neste concílio e decide sobre a questão da circuncisão: “Então toda a assembléia silenciou” (Atos 15, 7-12) Logo depois e em seguida, é que Tiago dá continuidade ao Concílio. Conferir o versículo 13. “Eu te darei as chaves do Reino dos Céus” (Mateus 16, 17-19) – Esta é a primazia de jurisdição sobre todos, pois é a ele que a sentença é dita. O primado de Pedro sobre os outros fica claramente expresso quando ele: Preside e dirige a escolha de Matias para o lugar de Judas (Atos 1, 1-25) É o primeiro a anunciar o evangelho no dia de pentecostes (Atos 2, 14) Testemunha diante do sinédrio, a mensagem de Cristo (Atos 10, 1) Acolhe na Igreja o primeiro Pagão (Atos 10, 1)

Como a Bíblia não relata Pedro como Papa, também não existe sucessor. Isso não
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tem na Bíblia e é tudo invenção da Igreja Católica.
Respostas: Relata sim! Já confirmei isso nas respostas anteriores. A sucessão dos Apóstolos é também confirmada na própria Bíblia, confira: “Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho, sobre que o Espírito Santo vos constituiu Bispos, para apascentardes a Igreja de Deus a qual santificou pelo seu próprio sangue” (Atos 20, 28). “Em cada igreja instituíram anciãos e, após orações com jejuns, encomendaram-nos ao Senhor, em quem tinham confiado” (Atos 14, 23). “Nas cidades pelas quais passavam, ensinavam que observassem as decisões que haviam sido tomadas pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém. Assim as igrejas eram confirmadas na fé, e cresciam em número dia a dia” (Atos 16, 4-5).

Além da Bíblia, a História nos relata uma sucessão ininterrupta dos sucessores até nossos dias. Destacamos uma obra de grande valor, “Contra as Heresias” de Irineu de Lião, escrita por volta de 180 d.C que testemunha a lista dos Papas até aquela época, e a obra “Líber Pontificalis” escrito no século VI onde são mencionados os nomes: Pedro, Lino, Anacleto, Clemente I, Evaristo, Alexandre I, Sisto I, Telésforo, etc… Não podemos esquecer que certos nomes mencionados nesses documentos estão também narrados no

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Novo Testamento. É o caso de citado em (2 Timóteo 4, 21), o primeiro sucessor de Pedro. Outro nome mencionado no Novo

Lino

Testamento é o de São , terceiro sucessor, onde conheceu Pedro pessoalmente em Roma, pontificando entre os anos 92 e 101. São Clemente é citado por São Paulo em (Filipenses 4, 3). Durante o seu governo, surgiu, na distante igreja de Corinto, uma dissensão interna, que culminou na deposição irregular dos presbíteros consagrados. Informado dos fatos, Clemente resolveu intervir, onde exortava com autoridade, os fiéis daquela comunidade a se manterem unidos na fé e na caridade. Sobre essa carta, Eusébio nos informa que “foi lida para benefício comum na maioria das igrejas, tanto em tempos antigos como em nossos dias”. Jesus Cristo fundou uma Igreja visível (Mateus 16, 18) que deveria durar até o fim do mundo, necessariamente tinha que nomear um chefe, com sucessão, para perpetuar a mesma autoridade: “Quem vos ouve, a mim ouve; quem vos despreza, a mim despreza,; e quem me despreza, despreza aquele que me enviou ” (Lucas 10, 16). Se assim não fosse, Cristo não poderia dizer: “Eis que estou convosco todos os dias até o fim do mundo”; deveria ter dito que estaria apenas com Pedro até o fim de sua vida. Dessa forma, cumpre-se o que manda a Bíblia: “Um só Senhor,

Clemente

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uma só fé, um só batismo” (Efésios 4, 5) E Jesus diz ainda: “É me dado todo poder no Céu e na terra; ide, pois, e ensinai a todos os povos e eis que estou convosco todos os dias até a consumação do mundo” (Mateus 28, 19-20). Cristo não poderia transmitir esse poder somente aos Apóstolos, pois eles deviam morrer um dia, e se ele promete estar com os Apóstolos até o fim do mundo, é claro que ele não está se dirigindo aos Apóstolos como pessoas físicas, mas como um corpo moral e visível, que deve perpetuar-se nos seus sucessores, e hão de durar até o fim dos tempos. Nas primeiras comunidades Cristãs, já no século I convém destacar Santo Inácio de Antioquia, que teve uma grande experiência e conviveu longos anos com os Apóstolos. Escreveu uma carta aos Romanos onde diz: “Tudo isso eu não vos ordeno como Pedro e Paulo; eles eram Apóstolos, e eu sou um condenado” (Rom, c IV). Pelo ano de 160, Hegesipo apresenta como critério da Fé Ortodoxa, a conformidade com a “doutrina” dos Apóstolos “transmitida” por meio dos Bispos, e por esse motivo redige a lista dos Bispos. No século II Santo Irineu de Lyon escreve na sua grande obra: Contra as heresias: “Mateus, achando-se entre os hebreus, escreveu o Evangelho

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na língua deles, enquanto Pedro e Paulo evangelizavam em Roma e fundavam a Igreja” (L.3, C. 1, n. 1, v. 4) S. Jerônimo ainda diz: “Simão Pedro foi a Roma e aí ocupou a cátedra sacerdotal durante 25 anos” (De Viris III. 1,1) S. Agostinho: “S. Lino sucedeu a S. Pedro” (Epist. 53) Convém notar ainda que todos os catálogos dos Bispos de Roma, organizados segundo os documentos primitivos, pelos antigos escritores, colocavam invariavelmente o nome de Pedro à frente de todos. Portanto, a Bíblia e a História, deixam bem claro que Jesus fundou uma Igreja sobre Pedro e com a sucessão ininterrupta dos Bispos, até o fim dos tempos.

Os Católicos prostram adorando ao Papa, mas Pedro repreendeu este gesto de Cornélio.
Respostas: Vamos ao texto bíblico: Em (Atos 10, 25), Cornélio se prostrou "para adorar" a Pedro, por isso foi repreendido. Mas....prostrar nem sempre é adorar. Leia:

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(Josué 7, 6) "Josué rasgou suas vestes e prostrou-se com a face por terra até a tarde diante da arca do Senhor, tanto ele como os anciãos de Israel". Josué e os anciãos de Israel eram idólatras? (1 Reis 1, 22-23) “O profeta Natã... veio perante o rei e se prostrou diante dele”. O profeta Natã era idólatra? Gostaria de lembrá-lo que Pedro repreendeu Cornélio porque ele "prostrou-se aos seus pés para adorá-lo." (Atos 10, 25). Também João diante do anjo: "Prostrei-me aos seus pés para adorá-lo" (Apocalipse 19, 10). Na Igreja Católica só adoramos a Deus! Aos anjos e santos, veneramos como a Bíblia nos ensina. Quanto às pessoas que beijam o anel do Papa, quando tem a oportunidade de aproximar-se dele, trata-se do reconhecimento de sua autoridade sobre toda a Igreja. O chamado "Anel do Pescador" lembra o texto que Jesus disse a Simão: "doravante serás pescador de homens" (Lucas 5, 10).

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O Papa não é infalível, ele é pecador como todos nós. O único que não tem pecado é Jesus.
Respostas: A Infalibilidade é a garantia de preservação de todo erro doutrinal pela assistência do Espírito Santo. Não é simples inerrância de fato, mas de direito. Portanto, não se deve confundir a infalibilidade com a “Inspiração” que consiste no impulso Divino que leva os escritores sagrados a escreverem o que Deus quer, e nem com a “Revelação”, que supõe a manifestação duma verdade antes ignorada. O privilégio da infalibilidade não faz com que a Igreja descubra verdades novas, garante-lhe somente que, devido à assistência Divina, não pode errar nem, por conseqüência, induzir em erro, no que respeita a questões de Fé e Moral. Todavia, não se confunde a “Infalibilidade” com a “impecabilidade”. A Igreja nunca defendeu a tese de que o Papa não pudesse cometer pecados. O Papa é infalível quando segue as normas da infalibilidade, falando à toda a Igreja, como sucessor de S. Pedro, em matéria de Fé e Moral, definindo (implícita ou explicitamente) uma verdade que deve ser acatada por todos. Em sua vida privada, ou quando não utilizando a fórmula da infalibilidade, o Papa comete erros e pecados.

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Para entender melhor: O Papa é infalível quando se trata de assuntos relacionados a fé e a moral. Quando o Papa fala de ciência, política etc, não é infalível. O Motivo da Infalibilidade do Papa é a Assistência Direta do Espírito Santo.

Pedro era pobre. “Não tenho prata nem ouro” (Atos 3,6) O Papa está cercado de riquezas.
Respostas: Certamente vocês devem estar falando do Vaticano. Não podemos negar que o vaticano tem uma grande riqueza que foi doada no decorrer da História. Temos que entender que essa riqueza não é do Papa e nem dos Bispos, e sim um patrimônio da Humanidade, pois ali tem um patrimônio histórico que não pode ser desfeito, como pensam os protestantes. Querem um exemplo? O Presidente da República pode vender o museu nacional do Rio de Janeiro? Não, porque pertence a todos. Concluindo: O Papa não tem nenhuma propriedade, e quando morre, deixa apenas o bom exemplo e os ensinamentos para todos. O que é diferente dos pastores, quando morrem deixam propriedades, riquezas para esposa filhos e netos. Conseguem grandes patrimônios em seus nomes.

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Nós recebemos o Espírito Santo, não precisamos de Papa.
Respostas: Todos nós recebemos dons do Espírito Santo. Mas só o Papa recebeu o dom da INFALIBILIDADE, para ensinar sem erro a doutrina de FÉ E MORAL. Os dons que nós recebemos não dispensam a Igreja. Esses dons estão em QUARTO lugar na hierarquia de valores. Vejamos com atenção como São Paulo nos explica isto: "Na Igreja, Deus constituiu primeiramente os apóstolos, em segundo lugar os profetas, em terceiro lugar os doutores, depois os que têm o dom dos milagres, o dom de curar, de socorrer, de governar, de falar diversas línguas" (1 Coríntios 12, 28). Portanto use os dons em comunhão com a Igreja para a edificação do único corpo. Use-os em comunhão com os apóstolos, especialmente com Pedro (o Papa).

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Pedro nunca esteve em Roma. Não é interessante observar que o chefe da igreja de Roma nunca esteve em Roma? Os Católicos lançam mão de fontes extra-bíblicas para afirmar que Pedro esteve em Roma.
Respostas: E qual é a fonte que você usa para dizer que não esteve? Você não está apresentando nenhuma! Suas afirmações são secundárias e subjetivas. Existe uma série ininterrupta de testemunhos da era Apostólica até o século III e isso sem uma voz discorde. Em Cartago e em Corinto, em Alexandria e Roma, na Gália como na África, no Oriente como no Ocidente, a viagem de Pedro a Roma é afirmada unanimemente, como fato sobre o qual não pairou nunca a mínima dúvida. Orígenes (+ 254) diz “São Pedro, ao ser martirizado em Roma, pediu que fosse crucificado de cabeça para baixo” (Com.in Genes,t.3) Clemente de Alexandria (+ 215) diz “Marcos escreveu o seu Evangelho a pedido dos Romanos que ouviram a pregação de Pedro” (Hist. Ecl. VI, 14) Tertuliano (+ c. 222) por sua vez, diz “Nero foi o primeiro a banhar no sangue o berço da fé. Pedro então, segundo a promessa de Cristo, foi por outrem cingido quando o suspenderam na Cruz” (Scorp. c. 15) 168

No século II Santo Irineu (+ 202) escreve na sua grande obra “contra as heresias” “ Mateus, achando-se entre os hebreus, escreveu o Evangelho na língua deles, enquanto Pedro e Paulo evangelizavam em Roma e fundavam a Igreja” (L.3,c 1,n 1, v.4) Dionísio (+ 171) escreve ao Papa Sotero: “Pedro e Paulo foram à Itália, onde doutrinaram sofreram o martírio no mesmo tempo” (Evas. Hist., Eccl. II 25) No século I Santo Inácio (+ 107 ) bispo de Antioquia, que conviveu longos anos com os Apóstolos. Condenado por Trajano, fez viagem para Roma, onde foi supliciado, tendo escrito antes uma carta aos Romanos onde diz: “tudo isso eu não vos ordeno como Pedro e Paulo; eles eram Apóstolos, e eu sou um condenado” (Rom. c IV) Clemente Romano (+ 101) terceiro sucessor de Pedro, conheceu-o pessoalmente em Roma. E por isso, autoridade de valor excepcional. Eis o que escreve: “Ponhamos diante dos olhos os bons Apóstolos Pedro e Paulo. Pedro que, pelo ódio iníquo, sofreu; e depois do martírio, foi-se para a mansão da glória. A estes Santos varões, que ensinavam a Santidade, associou-se grande

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multidão de eleitos, que, supliciados pelo ódio, foram entre nós de ótimo exemplo”. Note que só estão citados autores do início do Cristianismo, para que não fique dúvida acerca da idoneidade dos testemunhos, que poderiam ser objeto de dúvida dos protestantes. É bom revelar que nenhum protestante imparcial teve a ousadia de contestar esses historiadores. É, portanto, um fato certo que Pedro esteve em Roma e foi ali martirizado sob o reinado de Nero. Nenhum historiador, até os protestantes, isto é, durante 1500 anos, o contesta; ao contrário: para todos eles é fato notório e público. Tendo vindo ambos a Corinto, os dois apóstolos Pedro e Paulo nos formaram na doutrina evangélica. A seguir, indo para a Itália, eles vos transmitiram os mesmos ensinamentos e, por fim, sofreram o martírio simultaneamente (Dionísio de Corinto, ano 170, extrato de uma de suas cartas aos Romanos conforme fragmento conservado na "História Eclesiástica" de Eusébio, II, 25,8). Nós aqui em Roma temos algo melhor do que o túmulo de São Filipe. Possuímos os troféus dos apóstolos fundadores desta Igreja local. Vai à via Óstia e lá encontrareis o troféu de Paulo; vai ao

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Vaticano e lá vereis o troféu de Pedro (Gaio, ano 199) Pedro finalmente tendo ido para Roma, lá foi crucificado de cabeça para baixo (Orígenes, +253, conforme fragmento conservado na "História Eclesiástica" de Eusébio, III,1). E as escavações dos anos 50/60 do séc. XX encontraram o túmulo de Pedro sob a Basílica do Vaticano. Lá estava a inscrição: "Petrus Eni" (Pedro está aqui).

Não faz sentido batizar criança: Ela não se arrepende!
Respostas: A Igreja Católica o faz, lembrando que as crianças dos Judeus eram consagradas a Deus, sobretudo os primogênitos, pela circuncisão; e que Jesus, que não precisava ser batizado, foi circuncidado como criança segundo o rito Judaico e depois batizada por João como adulto. Ora, se o menino puro e santo que era Jesus, e seus pais aceita o rito, que no Judaísmo equivalia ao batismo dos cristãos, por que negar às crianças esse sinal de entrega a Deus? Na Nova e Eterna Aliança “o Batismo substituiu a circuncisão da Antiga Aliança”, como rito da entrada para o povo escolhido de Deus. Ora

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se o próprio Deus ordenou a Abraão circuncidam os meninos já no 8º dia depois do nascimento, sem exigir deles uma fé adulta e livre escolha, então não seria lógico recusar o Batismo às crianças dos Pais Cristãos, por causa de tais exigências. Em (1 Cor 10, 2) Paulo mostra que todos os Israelitas foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar (como símbolo do batismo Cristão). Sabemos, porém, que este batismo não aconteceu por imersão, pois os Israelitas, junto com todas as crianças passaram o mar vermelho a pé enxuto, tocando apenas a areia úmida do mar. O batismo das crianças é então uma circuncisão nova, que agrega ao novo povo de Deus (Colossenses 2, 11) (Efésios 2, 11-22) unido à páscoa de Cristo por esforços e por uma fidelidade generosa, o batizado se prepara para entrar no seu reino glorioso (Colossenses 1, 12) e na posse da celeste herança da qual tem as primícias pelo dom do espírito ( 2 Cor 1, 22 ) ( Efésios 1, 14 ). Eis outro texto Bíblico confirmando o Batismo das crianças: "Nele também fostes circuncidados com circuncisão não feita por mão de homem, mas com a circuncisão de Cristo, que consiste no despojamento do vosso ser carnal. Sepultados com ele no Batismo, com ele também ressuscitastes por vossa fé no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos" (Colossenses 2, 11-12).

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Nos atos dos apóstolos se lê que estes batizam famílias inteiras, ora, nas famílias há sempre crianças: Ler: (Atos 16, 14-15) (Atos 3233) (1 Coríntios 1 ,16) (Atos 9, 18-19) ( Colossenses 2, 11-14) (Atos 2, 38-39) (1 Pedro 3, 20-21) (Atos 16, 31-32). Como explicar a frase: “Quem crer e for batizado será salvo, quem não crer será condenado” (Marcos 16, 16). Nesta passagem, os protestantes, na verdade só observam a primeira parte. Veja bem: Quando eles falam que a criança não crê, porque não entende nada, deveriam também considerar a segunda parte do texto: Quem não crer será condenado! Se for por esse raciocínio, todas as crianças serão condenadas, pois elas não tem nenhuma condição de crer. Portanto mais uma vez, eles se contradizem, nesta passagem. Os primeiros cristãos: Orígenes (185-255) escreve: “A igreja recebeu dos Apóstolos a tradição de dar batismo também aos recém-nascidos”. (Epist. ad Rom. Livro 5,9). E S. Cipriano em 258 escreve: “Do batismo e da graça não devemos afastar as crianças”. (Carta a Fido)

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E o batismo correto de que fala a Bíblia é o batismo por imersão. A igreja Católica além de batizar crianças, que está errado, derrama água na cabeça.
Respostas: Vejamos como isso é falso. Os protestantes confundem o Batismo instituído por Cristo – que é Sacramento de regeneração espiritual – com o de João Batista, que era mero rito para excitar à penitência ou conversão (Mateus 3, 11) (Atos 11, 16) (João 1, 29-34). Em todas as vezes que os Apóstolos batizavam, eles o faziam por infusão e não por imersão, pois não havia nem rios nem riachos, estavam em casa ou no cárcere (Prisão). Confira em (Atos 18, 7- 8). A Bíblia não afirma que João Batista imergia (mergulhar n’água) as pessoas. Muito menos o fez com Jesus Cristo, a Quem tinha grandíssimo respeito. Além disso, o costume constante dos hebreus era antes o das abluções rituais, isto é, derramar água por cima da pessoa que se purificava (Marcos 7, 4) (João 2, 6). Nenhum dos seis casos de batismos, feitos no tempo dos Apóstolos, e registrados na Bíblia, 174

foram feitos em rios. E onde estão na Bíblia esses batismos? Estão narrados nos Atos dos Apóstolos: O 1.º está em (Atos 2, 41) cerca de três mil pessoas batizadas no dia de Pentecostes em Jerusalém, onde não há rios; O 2.º está em (Atos 8, 36-38) é o batismo do servo da rainha da Etiópia, em uma fonte na qual havia “alguma água” (no original da Bíblia); O 3.º está em (Atos 9, 11-18) é o batismo de Saulo no interior de uma casa em Damasco; O 4.º está em (Atos 10, 47) é o batismo de um grupo de gentios em Cesaréia “com água de batismo”; O 5.º está em (Atos 16, 33-35) é o batismo do carcereiro de Filipos, numa cadeia à meia noite, feito por São Paulo; O 6.º está em (Atos 19, 3-5) é o batismo de um grupo de ex-discípulos de João Batista em Éfeso, em que, como sempre, não há qualquer menção de rio. Portanto, a maneira mais conforme à Bíblia, de se administrar o Batismo Cristão, é a de ablução (derramar água na pessoa a quem se batiza)

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No demais, como se batizariam os enfermos? Ter-se-ia que providenciar tanques térmicos? Ou deixar-se-iam as pessoas morrerem sem o Batismo que, no entanto, é necessário para a salvação? Portanto, além das razões bíblicas e da prática constante da Igreja, quantos e sérios problemas na ordem prática? Se quisermos celebrar o batismo por imersão, o ritual do batismo dá toda explicação de como fazer, embora, a quantidade de água comum, mergulhando o indivíduo no rio ou derramando água sobre sua cabeça, não altera em nada o batismo, pois a função da água, do líquido usado é, biblicamente, simbolizar a água viva, Jesus Cristo (João 4, 14). Purificando a pessoa.

Na Bíblia ninguém confessava com os outros, mas somente com Deus.
Respostas: Não é verdade. Desde o Antigo Testamento os pecados eram confessados ao sacerdote: "ele confessará a sua falta e restituirá integralmente o objeto do delito, ajuntando um quinto a mais àquele que foi lesado" (Números 5, 7). Cristo não mandou pedir perdão diretamente a Deus, pelo contrário, soprou o Espírito Santo sobre os Apóstolos (homens),

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dando-lhes o poder de perdoar, explicitando-lhes maior certeza, segurança, tranqüilidade e paz. Esse poder de perdoar os pecados, Jesus o confiou aos homens pecadores, aos apóstolos e seus sucessores. Disse ele: “assim como meu pai me enviou, também eu vos envio a vós. Recebeis o espírito santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos”. Em (Mateus 3, 6), está escrito que as pessoas iam a João Batista e confessavam seus pecados; Em (Atos 19, 18), confessavam seus pecados aos apóstolos. Porque não basta confessar-se apenas com Deus? Porque o próprio Jesus no Evangelho fala da atitude do homem que tinha uma oferta a apresentar a Deus e que devia deixar a oferta e primeiro ir reconciliar-se com o irmão com quem não estava bem. “Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta”. (Mateus 5, 23-24)

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O poder de perdoar os pecados em nome de Deus, é o próprio Jesus Cristo que o dá aos Apóstolos (homens). “Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente; se te ouvir, terás ganho teu irmão. Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas testemunhas. Se recusa ouvi-los, dizê-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano”. (Mateus 18, 1518) “Alguém entre vós está triste? Reze! Está alegre? Cante. Está alguém enfermo? Chame os Sacerdotes da Igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com o óleo do Senhor. A oração da fé salvará o enfermo e o Senhor o restabelecerá. Se ele cometeu pecados ser-lhe-ão perdoados. Confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns aos outros para serdes curados”. (Tiago 5, 1316)

Por que o povo não recebe o vinho na Igreja Católica? Por que só o padre?
Respostas: A Instrução da Igreja é uma só para o mundo todo.

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Em qualquer igreja, em qualquer lugar do mundo pode ser administrada a comunhão sob as duas espécies. O que impede a distribuição é o perigo de profanação do Santíssimo Sangue do Senhor. Por isso cabe ao padre avaliar, se pode ou não haver distribuição a todo o povo. Para multidões isto é inviável. Mas o que os protestantes precisam entender é: Não existe Corpo sem sangue. Onde está o Corpo de Cristo está também o seu Sangue. Nós não recebemos nem pão, nem vinho... Nós recebemos Jesus em corpo, sangue, alma e divindade, sob a espécie de pão ou em ambas... isto não faz a menor diferença! Jesus está todo inteiro na menor partícula da hóstia consagrada! No Milagre de Lanciano, Cada "pedrinha" do sangue coagulado tem o mesmo peso das demais, ou de todas juntas.

Católicos praticam a antropofagia: comem a Carne de Cristo.
"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós" (João 1, 14).

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1) Jesus nasceu em Belém, conforme predisseram os profetas: "Mas tu, Belém-Efrata, tão pequena entre os clãs de Judá, é de ti que sairá para mim aquele que é chamado a governar Israel" (Miquéias 5, 1) Belém, do hebreu Bet léhem/Bet láhem, traduzido para o Latim como: “Bethlehem” e para o português como Belém, significa CASA DO PÃO. Está aí a prefiguração de que Jesus seria o Pão da Vida, dado a nós como alimento. 2) Ao nascer Jesus foi colocado numa manjedoura, onde era colocada a comida dos animais, simbolizando que Ele se tornaria alimento: "achareis um recém-nascido envolto em faixas e posto numa manjedoura" (Lucas 2, 12); 3) No Apocalipse, o anjo entrega o “livro” para ser comido (Apocalipse 10, 10) Imagem da PALAVRA (que é o próprio Jesus) que é dado a nós como alimento na Eucaristia. 4) Finalmente a afirmação categórica de Jesus, para não restar qualquer dúvida: "a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida" (João 6, 55). São duas palavras para dizer memória:

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1. Mneumon = simples lembrança; 2. Anamnese = tornar presente, atualizar. - Nos textos sobre a Eucaristia: (Lucas 22, 19) (1Coríntios 11, 24,25) e todos os outros. O termo usado é "anamnesis" - Jesus se torna presente. - Quanto se trata de simples lembrança, caso da lembrança da mulher do perfume (Mateus 26, 13) ou lembrança da multiplicação dos pães (Mateus 16, 9) o termo usado é o "mneumon" Seguem os textos do original grego. Palavras-chave "entre aspas": Preste atenção nestes textos da eucaristia, a palavra usada é "anamnesin": (Lucas 22, 19): και λαβων αρτον ευχαριστησας εκλασεν και εδωκεν αυτοις λεγων τουτο εστιν το σωµα µου το υπερ υµων διδοµενον τουτο ποιειτε εις την εµην "αναµνησιν". (1 Coríntios 11, 24): και ευχαριστησας εκλασεν και ειπεν λαβετε φαγετε τουτο µου εστιν το σωµα το υπερ υµων κλωµενον τουτο ποιειτε εις την εµην "αναµνησιν". Agora textos de simples lembrança. A palavra usada é "mneumon".

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(Mateus 26, 13) e (Marcos 14, 9) (lembrança da mulher do perfume): αµην λεγω υµιν οπου εαν κηρυχθη το ευαγγελιον τουτο εν ολω τω κοσµω λαληθησεται και ο εποιησεν αυτη εις "µνηµοσυνον" αυτης. (Mateus 16, 9) (lembram-se da multiplicação dos pães): ουπω νοειτε ουδε "µνηµονευετε" τους πεντε αρτους των πεντακισχιλιων και ποσους κοφινους ελαβετε. Em (Hebreus 10, 3) o escritor sagrado está explicando que o sangue de bodes e carneiros não é suficiente para apagar os pecados, por isso esses pecados "continuam presentes" ("anamnesis") e por isso os sacrifícios precisam ser repetidos. Já no Sacrifício do Calvário, o Sangue de Cristo foi derramado uma vez por todas! Na Santa Missa o sacrifício não é repetido, mas "tornado presente". Atualizado! No Sermão 131,1, Santo Agostinho defende a Transubstanciação. Veja: “Nós ouvimos o Verdadeiro Mestre, o Divino Redentor, o Salvador da humanidade, glorificando para nós nosso Resgate, Seu Sangue. Ele falou-nos de Seu Corpo e Sangue. Ele chamou a Seu Corpo Comida, e Seu Sangue Bebida. Os fiéis reconhecem nisto o Sacramento da Fé [...]”

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"Moisés não vos deu o pão do céu, mas o meu Pai é quem vos dá o verdadeiro pão do céu" (João 6, 32). Jesus mostra a superioridade da Eucaristia sobre o maná do AT. Se o maná que era figura da Eucaristia, sustentou o povo 40 anos no deserto. Como a Eucaristia pode ser símbolo? A figura (Maná) então seria maior que o que a Eucaristia? Se o maná sustentou o povo 40 anos no deserto, a Eucaristia nos sustentará no 'deserto desta terra' até chegarmos ao Céu. Se você negar a realidade da Eucaristia, pode negar o resto da Escritura. Nada há mais claro que este discurso do Pão da Vida. Quando Jesus falou de maneira figurada (Eu sou a porta, Eu sou a videira), todos entenderam e ninguém abandonou Jesus. Mas quando ele falou da Eucaristia... eles questionaram até o fim... Como Jesus confirmou: "minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida" (João 6, 55), então eles foram embora (João 6, 66). E assim os protestantes também abandonaram Jesus, porque não aceitaram comer sua carne e beber o seu sangue... e se juntaram aos do versículo 6,66. Os primeiros cristãos:

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São Justino: “Este alimento se chama ‘Eucaristia’, não sendo dele lícito participar senão ao que crê ser verdadeiro o que foi ensinado por nós e já se tenha lavado no banho da remissão dos pecados... porque não tomamos estas coisas como pão e bebida comuns, mas da mesma forma que Jesus Cristo, nosso Salvador, se fez carne e sangue por nossa salvação, assim também se nos ensinou que por virtude da oração do Verbo, o alimento sobre o qual foi dita a ação de graças (...) é a carne daquele mesmo Jesus encarnado” ( Apologia I, 65-67) São Cirilo de Jerusalém: “Pois, assim como o pão e o vinho da eucaristia, antes da santa epiclese da adorável Trindade, eram simplesmente pão e vinho, mas depois da epiclese o pão se torna corpo de Cristo e o vinho sangue de Cristo” (1ª CATEQUESE MISTAGÓGICA, 7 ) "Se Ele em pessoa declarou e disse do pão: «Isto é o meu corpo», quem se atreveria a duvidar doravante? E quando ele afirma categoricamente e diz: «Isto é o meu sangue», quem duvidaria dizendo não ser seu sangue? Outrora, em Caná da Galiléia, por própria autoridade, transformou a água em vinho. Não será digno de fé quando transforma o vinho em sangue?” (4ª CATEQUESE MISTAGÓGICA, 2)

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“Portanto, com toda certeza recebemolos como corpo e sangue de Cristo” (4ª CATEQUESE MISTAGÓGICA, 3) Santo Inácio de Antioquia (Séc. II): "Não me agradam comida passageira, nem prazeres desta vida. Quero pão de Deus que é carne de Jesus Cristo, da descendência de Davi, e como bebida quero o sangue d’Ele, que é Amor incorruptível". (Carta aos Romanos, parágrafo 7, cerca de 80-110 d.C.) Além disso, existem dezenas de milagres eucarísticos que confirmam a Presença Real de Jesus na Eucaristia, como os protestantes duvidam, infelizmente faltam-lhe as duas coisas: Fé para crer e razão para entender! Eles apegam-se em nomes e não buscam o significado do ensinamento bíblico. A essência da Missa está na Bíblia, que é chamada de Fração do Pão, Partir o Pão... 1. A mudança do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Jesus: "Tomai e Comei... Tomai e bebei..." 2. A atualização (não é repetição) do Único e eterno Sacrifício do Calvário: "Fazei isto em memória de Mim".

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Os Católicos crucificam Jesus em todas Missas.
Respostas: De modo algum! Jesus morreu uma vez por todas. Na Santa Missa não se repete nada. Na Santa Missa o Sacrifício do Calvário é tornado presente: ATUALIZADO, e não repetido. As palavras da consagração, tiradas do Evangelho: "Fazei isto em memória de Mim" significam tornar presente. Em grego existem duas palavras que foram traduzidas por "memória": 1. Mneumon = simples lembrança; 2. Anamnesis = tornar presente, atualizar. Os evangelistas usam o termo αναµνησις (anamnesis) para narrar a Instituição da Eucaristia. Todos os textos do Pão da vida foram grafados também com a palavra "anamnesis", como (Lucas 22, 19) (1 Coríntios 11, 24)

Na Bíblia não existem padres. Isto é mais uma invenção da igreja Católica.
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Respostas: Ora, a palavra Padre tem o mesmo significado de Sacerdote. E também significa “Pai” = pai na fé. No AT Moisés transmitiu sua autoridade a Josué (Números 27, 20) os sacerdotes recebiam a unção (Levítico 8, 12) (Levítico 21, 10) Saul foi ungido por Samuel (1 Samuel 10, 1) Davi foi ungido por Samuel (1 Samuel 16, 13) Salomão foi ungido por Sadoc (1 Reis 1, 39) Mas Coré, Datã e Abiron quiseram ser sacerdotes por si mesmos e foram mortos (Números 16, 31). No Novo Testamento: Paulo impôs as mãos sobre Timóteo, conferindo-lhe autoridade (2 Timóteo 1, 6) (Hebreus 5, 4) “Ninguém se apropria desta honra, senão somente aquele que é chamado por Deus, como Aarão”. (Atos 6, 6): "Os quais (7 varões) foram apresentados aos Apóstolos, os quais, orando, lhes impuseram as mãos" (Atos 14, 23): "Os constituíram presbíteros pela imposição das mãos". Encontramos, contudo, desde os primeiros cristãos os relatos de ordenação sacerdotal:

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"Origenes para atender a urgentes negócios eclesiásticos, foi à Grécia, e ao atravessar a Palestina, em Cesaréia, recebeu dos bispos da região a ordenação sacerdotal." (Eusébio de Cesaréia, HE VI,23,4. 317 DC). "Os apóstolos... pregavam pelos campos e cidades, e aí produziam sua primícias, provando-as pelo Espírito, a fim de instituir com elas bispos e diáconos dos futuros fiéis. Isso não era algo novo: desde há muito tempo, a Escritura falava dos bispos e dos diáconos. Com efeito, em algum lugar está escrito: "Estabelecerei seus bispos na justiça e seus diáconos na fé." (São Clemente (+ 90), Primeira Carta aos Coríntios,42) Agora pergunto: Quem conferiu ordem (autoridade) a esses "pastores" protestantes, que se intitulam apóstolos, presbíteros, reverendos, bispos, e bispas?

Os Católicos fazem festas na igreja e gostam de dançar. Isso é contra a Bíblia.
Respostas: A Bíblia menciona muitas festas. Exemplo: “Três vezes por ano celebrarás uma festa em minha honra” (Êxodo 23, 14)

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“Celebrava-se em Jerusalém a festa da Dedicação. Era inverno” (João 10, 22). A Igreja, baseando-se nas escrituras, sempre faz festas, zelando, no entanto, pelo ambiente externo dos festejos, assim como sempre zelou pelo ambiente interno do Templo, como celebrações de missas, sacramentos e demais atos litúrgicos. As festas religiosas são celebradas em dependências próprias, no pátio ou no salão da Igreja, fora do recinto interno do Templo. Jesus quando menino era levado todos os anos à grande festa da Páscoa, em Jerusalém. Quando adulto participou de festas: “Seus pais iam todos os anos a Jerusalém para a festa da páscoa. Tendo ele atingido doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume da festa” (Lucas 2, 41-43) “Procuravam a Jesus e falavam uns aos outros no templo: Que vos parece? Achais que ele não virá a festa? (João 11, 56) “Depois disto houve uma festa dos Judeus, e Jesus subiu a Jerusalém” (João 5, 1) “Antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao pai, como amasse os seus que estavam no mundo, até ao extremo os amou” (João 13, 1)

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Cristo era um homem cheio de alegria, que irradiava alegria. Gostava de beber um bom vinho com seus amigos. Era verdadeiramente espiritual. São Paulo fala das festas cristãs: “Celebremos, pois, a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da malícia e da corrupção, mas com os pães não fermentados de pureza e de verdade” (I Coríntios 5, 8).

E a dança na verdade, não é condenada pelos textos bíblicos; pelo contrário, tem aprovação. Condenável é a dança extravagante, imoral, maliciosa e desonesta, provocadora de desordens e confusões. Confira: “Reconstruir-te-ei, e serás restaurada, ó virgem de Israel! Virás, ornada de tamborins, participar de alegres danças” (Jeremias 31, 4)

“Então a jovem executará danças alegres; jovens e velhos partilharão (o júbilo) comum. Transformar-lhes-ei o luto em regojizo e os consolarei após o sofrimento e os alegrarei” (Jeremias 31, 13) “A profetiza Maria, irmã de Aarão, tomou seu tamborim na mão, e todas as mulheres seguiram-na dançando com tamborins” (Êxodo 15, 20)

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Ler (1 Reis 12, 32) (2 Crônicas 5, 3) (2 Crônicas 7, 8) (2 Crônicas 7, 9) (2 Crônicas 30, 13) (Lucas 2, 41-42) (João 4, 45) (João 5, 1) (Levítico 23, 39) (Levítico 23, 41) (Números 29, 12) (Isaías 25, 6) (Lucas 23, 39-41) (Números 29, 12) (1 Reis 8, 1-2) (Deuteronômio, 16, 14). Os católicos fazem festas não para se alegrar, mas sim porque já são alegres.

O que não está na Bíblia, não pode ser aceito. Muitas coisas que não estão nela são invenções dos homens!
Respostas: Os protestantes gostam de repetir esta frase, ensinada por Lutero, baseada na doutrina chamada "Sola Scriptura". Ora, Jesus ensinou bem diferente: "Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora" (João 16, 12). e continuando, explica no versículo seguinte: "Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade" (João 16, 13). O que não deixa dúvida, que é na Igreja (Católica e Apostólica), onde o Espírito Santo foi derramado em Pentecostes (Atos 2) que devemos buscar o verdadeiro ensinamento de Jesus, e não 191

somente na Bíblia. A Bíblia contém apenas uma parte, e não todo o ensinamento para a nossa salvação. Se tudo estivesse na Bíblia, para que o Espírito Santo, para ensinar "toda a Verdade"? (João 16, 13).

Só a Bíblia basta!
Respostas: Onde está escrito na Bíblia, que só ela basta? Será que antes da invenção da Imprensa, as pessoas iam para o inferno? E os analfabetos também? Mas porque então Cristo não deu esta Bíblia? Porque ele não disse aos Apóstolos: “Sentai-vos e escrevei o que vos digo, ou, então viajai e distribui Bíblias”; o que disse foi: “Ide e pregai” - “Quem vos ouve, ouve a mim”. (Lucas 10, 16) e os Apóstolos foram fiéis à sua missão; poucos escreveram, e escreveram pouco, mas todos pregaram, e pregaram muito. Se fosse fundamental somente o ensino da Bíblia escrita, todos os apóstolos teriam primeiro escrito e depois pregado a Bíblia. Mas foi o contrário. Eles foram enviados e pregaram a palavra de Deus de viva voz (Tradição); e a maioria dos apóstolos não escreveu nada, só pregou a palavra de Deus de viva voz.

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São Paulo foi claro dizendo que a Palavra escrita (Bíblia) tem o mesmo valor da Tradição oral (Tradição Apostólica). Leia (2 Tessalonicenses 2, 15) (1 Coríntios 11, 3-4) e (2 Timóteo 2, 2). Para nós Católicos a Bíblia é a palavra de Deus, mas Deus se revela além da Bíblia, também na Tradição, na história, nos fatos do cotidiano e no próprio ensinamento da igreja. Obs: Observem bem que hora, os protestantes falam “Não está na Bíblia” e ora fala “Só a Bíblia basta”.

Lutero descobriu que a Bíblia é a única regra de fé.
Respostas: Este é um dos princípios heréticos de Lutero, conhecido como "Sola Scriptura". É tão grotesca mentira, que apenas a leitura da Bíblia, já a derruba: (João 20, 30) e (João 21, 25). E fica ainda mais claro, quando comparamos com outras passagens como a promessa do Paráclito (João 14, 16-26) (João 15, 26) (João 16, 7-13) e seu efetivo derramamento (Atos 2): Para que precisaríamos do Espírito Santo,

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se tudo já está na Bíblia? O que Ele viria ensinar, se tudo já foi ESCRITO? Além disso, a Bíblia não caiu pronta do Céu. É uma síntese da pregação dos Apóstolos. Se não fosse a Igreja Católica, com seus monges a copiarem manualmente as Escrituras durante 1.500 anos, onde estaria a Bíblia? Se a Bíblia fosse suficiente, como saberíamos quais são os livros canônicos, se ela não traz a lista deles? Acho que para qualquer pessoa de inteligência mediana, já é o suficiente para entender que a TRADIÇÃO APOSTÓLICA é indispensável para o entendimento da Palavra de Deus.

Em (2 Timóteo 3, 16-17) lemos: “Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, refutar, corrigir, educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito, qualificado para qualquer boa obra”.
Respostas: Existem aqui cinco considerações que enfraquecem esta interpretação: A palavra grega ophelimus utilizado no v.16 significa útil e não suficiente. Um exemplo desta diferença seria dizer que a água é útil para nossa existência - mesmo necessária - mas não é suficiente; isto é, ela não é o único componente que

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nos manteria vivos. Também precisamos de alimentos, medicamentos, etc. Da mesma forma, a Escritura é útil na vida do cristão, mas isto nunca quis dizer que ela é a única fonte de ensino cristão e a única coisa que cada um necessita. A palavra grega pasa, que geralmente é traduzida como toda, na realidade significa qualquer, e seu sentido se refere a cada uma ou qualquer uma das classes denotadas pelo substantivo a que está conectado [2]. Em outras palavras, a forma grega indica que toda e qualquer Escritura é útil. Se a doutrina da Sola Scriptura fosse verdadeira, baseada no verso grego 16, todo e qualquer livro da Bíblia poderia, isoladamente, ser considerado a única regra de fé, uma posição que é obviamente absurda. A Escritura a que Paulo se refere é o Antigo Testamento, um fato que é claramente referido pelo fato de as Escrituras serem conhecidas desde a tenra infância (v.15) por Timóteo. O Novo Testamento como conhecemos ainda nem mesmo existia, ou na melhor das hipóteses estava incompleto, então não poderia estar incluído no que Paulo quis dizer com o termo Escritura. Se aceitarmos as palavras de Paulo sem analisarmos o que realmente significam, a Sola Scriptura, então, significaria que a única regra de fé do cristão é o Antigo Testamento. Esta é uma conclusão que todos os cristãos rejeitariam.

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Os protestantes responderiam a este argumento dizendo que Paulo não está tratando do cânon da Bíblia (os livros inspirados que constituem a Bíblia), mas sim da natureza da Escritura. Ainda que haja alguma validade nesta afirmação, a questão do cânon também é relevante aqui, pelas seguintes razões: antes que falemos da natureza das Escrituras como sendo theopneustos, ou seja, inspirados (literalmente "soprados por Deus"), é imperativo que identifiquemos com segurança os livros que queremos listar como Escritura; de outra forma, livros errados poderia ser chamados de inspirados. Obviamente, as palavras de São Paulo aqui tomaram uma nova dimensão quando o Novo Testamento foi completado, e os cristãos eventualmente as consideravam, também, como sendo Escritura. Deve ser dito, então, que o cânon bíblico também entra na questão, pois Paulo - escrevendo sob a inspiração do Espírito Santo - enfatiza o fato de que toda (e não somente alguma) Escritura é inspirada. A questão que deve ser discutida, entretanto, é esta: como podemos ter a certeza de que temos todos os livros corretos? Obviamente, somente poderemos conhecer a resposta se soubermos qual é o cânon da Bíblia. Tal questão guarda um problema para os protestantes, mas não para os católicos, pois estes possuem uma autoridade infalível que pode responder.

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A palavra grega artios, aqui traduzida como perfeito, à primeira vista pode fazer crer que a Escritura é de fato tudo o que é necessário. "Logo", alguém poderia perguntar, "se as Escrituras tornam o homem de Deus perfeito, que mais seria preciso? Por acaso a palavra 'perfeito' não significa que nada mais é necessário?". Bem, a dificuldade com esta interpretação é que o texto não diz que somente pelos meios da Escritura o homem de Deus é tornado perfeito. O texto indica precisamente o oposto, pois é verdadeiro que a Escritura opera em conjunção com outras coisas. Note que não é qualquer um que se torna perfeito, mas o homem de Deus - que significa um ministro de Deus (1 Timóteo 6, 11), um sacerdote. O fato de este indivíduo ser um ministro de Cristo pressupõe que ele já estava acompanhando um estudo que o prepararia para exercer tal ofício. Sendo assim, a Escritura poderia ser mais um instrumento dentro de uma série de outros que tornam o homem de Deus perfeito. As Escrituras poderiam complementar sua lista de itens necessários ou poderiam ser o item mais proeminente da lista, mas seguramente não eram a única ferramenta de sua lista nem pretendia ser tudo o que necessitaria. Por analogia, considere um médico. Neste contexto, poderíamos dizer algo como "O Tratado de Medicina Interna do Harrison (livro texto de referência na prática médica mundial) torna nossa prática médica perfeita, logo estamos aptos a qualquer procedimento médico".

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Obviamente tal afirmativa não pode significar que tudo o que o médico precisa seja o TMIH. Este é um item entre vários outros, ou o mais proeminente. O médico também necessita de um estetoscópio, um tensiômetro, um otoscópio, um oftalmoscópio, técnicas cirúrgicas, etc. Estes outros itens são pressupostos pelo fato de estarmos falando de um médico, e não de um leigo. Logo, seria incorreto presumir que somente o TMIH torna o médico perfeito, a única ferramenta necessária.

Além disso, considerar que a palavra perfeito significa o único item necessário resulta em contradição bíblica, pois em (Tiago 1,4) lemos que a paciência - sem citar as Escrituras - torna os homens perfeitos e íntegros, livres de todo defeito. É verdade que aqui uma palavra grega diferente teleios - é usada para perfeitos, mas permanece o fato de que o entendimento básico é o mesmo. Então, se alguém certamente entende que a paciência não é a única ferramenta que o cristão precisa para ser perfeito, um método interpretativo consistente levaria-nos a reconhecer da mesma forma que as Escrituras não são a única coisa que o homem de Deus necessita para ser perfeito. A palavra grega exartio no v.17, traduzida por qualificado (outras Bíblias trazem algo como equipado ou plenamente qualificado) é tida como uma prova pelos protestantes da Sola Scriptura pois esta palavra - novamente - implica em dizer

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que nada mais é necessário ao homem de Deus. Contudo, ainda que o homem de Deus seja qualificado ou plenamente equipado, este fato por si mesmo não garante que este homem saiba interpretar e aplicar corretamente uma passagem bíblica. O sacerdote deve também aprender como usar corretamente as Escrituras, mesmo que ele já esteja equipado com elas. Considere de novo a analogia do médico. Pense num estudante de medicina no início de seu internato. Ele deve dispor de todo seu arsenal necessário para os procedimentos cirúrgicos, ou seja, ele deve estar qualificado, plenamente equipado para qualquer procedimento de emergência, mas a menos que ele passe boa parte do tempo junto a médicos mais experientes, observe suas técnicas, aprenda suas habilidades, e pratique algum procedimento ele próprio, os instrumentos cirúrgicos que possui são completamente inúteis. Sem dúvida, se não aprender a usar tais instrumentos apropriadamente, estes mesmos podem se tornar armas perigosas em suas mãos. Quem se habilitaria a submeter-se a um cirurgião que aprendeu cirurgias por cursos de correspondência?

Todos têm o Espírito Santo e podem interpretar a Bíblia.

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Respostas: Bíblia fora da Igreja não vale nada! Quer prova? É só ver essas mais de 40 mil seitas protestantes... TODAS TÊM A BÍBLIA, NÃO TÊM? De que adianta? Cada uma ensina uma heresia diferente da outra! Você já Imaginou se cada cidadão brasileiro tivesse liberdade para interpretar a Constituição Federal? Não seria o caos total? Poderíamos ainda perguntar: Se todos podem interpretar a Bíblia, por que só a interpretação Católica, que reúne os bispos do mundo inteiro em torno do Papa, não é válida? Se todos são guiados pelo Espírito Santo, como cada protestante lê a Bíblia e funda uma "igreja" diferente. Cada qual com doutrinas contrárias às outras? Assim como existe o Supremo Tribunal Federal, corte máxima do país. Também Jesus deu a Pedro a autoridade máxima na Terra, para evitar o caos na interpretação da Bíblia! Pois a Palavra de Deus é clara: "Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal" (2 Pedro 1, 20). "...há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou

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pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína..." (2 Pedro 3, 16). - Quem recebeu as Chaves do Reino (Mateus 16, 19) e autoridade para confirmar os irmãos na fé (Lucas 22, 32) foi Pedro! Tudo que ele faz na Terra, Jesus confirma no céu.

Só a Fé Basta, pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus (Gálatas l 3, 26).
Respostas: Cego, seguidor de cego. Quem ensinou que só a fé basta (Sola Fide), foi Lutero... "Também os demônios crêem e tremem." (Tiago 2, 19). Estamos "carecas" de saber que a justificação vem pela fé, mas a "fé sem obras é morta” (Tiago 2, 26) a Fé opera pela caridade (Gálatas 5, 6)... e é pela obras que seremos julgados: (Mateus 25) (Apocalipse 20, 12-13)...

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É pelas obras que seremos recompensados: (Apocalipse 14, 13) (Apocalipse 22, 12) Jesus foi claro: "Quem crer e for BATIZADO será salvo, mas quem não crer será condenado." (Marcos 16, 16). Portanto além da fé, é preciso SER BATIZADO, isto é, estar inserido na Igreja de Cristo, que está sob o comando de Pedro! Este é um dos princípios heréticos de Lutero. Frontalmente contrário à Bíblia. "Toda a Escritura é inspirada por Deus" (2 Timóteo 3, 16). Portanto, não basta tomar este ou aquele versículo, e esquecer os outros igualmente inspirados, como: "a fé sem obras é morta" (Tiago 2, 26) "a fé que opera pela caridade." (Gálatas 5, 6). Jesus nos disse que "recompensará a cada um segundo suas obras." (Mateus 16, 27). O Apocalipse também ressalta a importância das obras: "Sim, diz o Espírito, descansem dos seus trabalhos, pois as suas obras os seguem." (Apocalipse 14, 13). Isto sem levar em conta que no julgamento final, Jesus vai separar os cabritos das

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ovelhas, em vista das obras que cada um praticou. Leia: (Mateus 25, 32).

Com a Reforma a Bíblia foi traduzida para a língua do povo.
Respostas: As traduções da Bíblia em línguas correntes feitas pelos reformadores permitiram inaugurar a crítica científica dos cânones Cristãos; um número muito grande de fiéis, já podia ler o Evangelho, como você afirma, mas ao mesmo tempo, surgiram novas interpretações e vieram as dúvidas. Só na Alemanha, uma vintena de traduções foi publicada. Será que é por isso que já temos mais de 40.000 Igrejas protestantes? E daqui a dez anos, quantos poderão existir? A Bíblia deve ser lida sim, mas com a interpretação da Igreja. Não se pode ler a Bíblia e dar uma interpretação particular, como os protestantes, pois cada um entende de mil maneiras diferentes. Esta é apenas mais uma das muitas mentiras protestantes. Lutero foi chamado para conversar com os teólogos, os cardeais da Igreja, que entendem de Bíblia e Teologia.

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Por que ele preferiu ir para a rua e falar para o povo? - Porque é mais fácil enganar aos inocentes que não conhecem as Escrituras... É o que os protestantes fazem hoje... Só levam para suas seitas os maus Católicos, mesmo e que nada sabem da Palavra de Deus! Não foi Lutero que levou a Bíblia ao povo. Muito antes dele, apesar das dificuldades (não havia ainda a imprensa), foi a Igreja Católica que difundiu a Palavra de todos os meios disponíveis... Antes de 1477 já se haviam imprimido 5 edições da Bíblia (Mogúncia, 1472; Strassburgo, 1466, (duas) Nuremberg, 1470; Augsburgo, 1475). De 1477 a 1522 saíram mais 9 edições (7 em Augsburgo, 1 em Nuremberg, 1 em Strassburgo). Nesta mesma época publicaram-se mais 4 edições completas da Bíblia, em baixo-alemão. (Colônia (duas) 1480; Lubeck, 1494; Halberstadt, 1522). Da Vulgata, - e o latim era então língua acessível à maioria das pessoas instruídas - até 1500 já se haviam tirado quase 100 edições. (...)" (Franca, CP: 205-206). Antes a Bíblia era negada ao povo sob a desculpa que só o sacerdote podia interpretá-la corretamente. A supremacia da Bíblia em todas as questões de fé e prática foi enfatizada (sola

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scriptura) assim combatendo a idéia que a tradição e as interpretações dos clérigos teriam o mesmo valor que as Escrituras. A Bíblia era negada somente aos incultos. Depois que a Bíblia caiu nas mãos de todo mundo, o próprio protestantismo começou a se esfacelar e subdividir em muitas seitas, e o resultado estão aí para quem quer ver. A Sola Scriptura é a teoria mais furada que eu conheço, pois quem não concorda com a Tradição e com o magistério da Igreja está perdido em relação ao que Jesus ensinou.

Lorraine Boettiner escreveu: "O protestantismo como surgiu no século dezesseis não foi o começo de alguma coisa nova, mas o retorno ao cristianismo bíblico e à simplicidade da igreja apostólica da qual a igreja católica se afastou há muito tempo”.
Respostas: O que aconteceu no século XVI foi o surgimento de uma nova torre de Babel, onde ninguém entende a linguagem de ninguém. A cada dia o Cristianismo vem se dividindo e subdividindo cada vez mais por causa do livre exame protestante, da Sola Scriptura e da Sola Fide. É só verificar as 40.000 denominações que existem na face da terra, cada uma se contradizendo com a outra. 205

Lorraine Boettiner está querendo dizer que a Igreja Católica passou todos estes séculos ensinando o erro? Depois aparecem os protestantes para restaurar o Cristianismo? E como fica aquela frase que Jesus disse a Pedro de que “AS PORTAS DO INFERNO NÃO IAM PREVALECER CONTRA SUA IGREJA”. Será que Cristo nos enganou? Será que 15 séculos de história da igreja Católica antes da Reforma protestante estavam nas trevas? Isso é o cúmulo do absurdo! Os protestantes devem ler mais a Bíblia, e também estudar um pouco mais de História. Gostaria de lembrar novamente que a verdadeira Igreja foi fundada por Cristo sobre Pedro, e não sobre Lutero, Calvino, Wesley... 1500 anos depois da era Apostólica.

Os dogmas da Igreja Católica não resistem ao exame Bíblico, porque são fundamentos da Teologia Humana.
Respostas: A Igreja Católica não tem nenhuma doutrina que não venha da própria Bíblia, tudo está lá. A Igreja nos seus 2.000 anos nunca revogou um dogma sequer. A verdade é para sempre. É muito interessante que em (1 Timóteo 3, 15) vemos não a Bíblia, mas a Igreja - isto é, a

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comunidade viva de crentes fundada sob Pedro e os apóstolos e mantida pelos seus sucessores - sendo chamada de coluna e fundamento da verdade. Claramente esta passagem de modo algum significa diminuir a importância da Bíblia, mas sua intenção é de mostrar que Jesus Cristo de fato estabeleceu um magistério autorizado que foi enviado a ensinar todas as nações (Mateus 28, 19). Em outro lugar esta mesma Igreja recebeu de Cristo a promessa de que os portões do inferno não prevaleceriam contra ela (Mateus 16, 18), pois Ele sempre estaria presente (Mateus 28, 20) e enviaria o Espírito Santo para ensiná-la todas as verdades (João 16, 13). Ao chefe visível de sua Igreja, São Pedro, Nosso Senhor disse: “Te darei as chaves do Reino dos Céus. Tudo que ligares na terra será ligado no céu; e tudo que desligares na terra será desligado no céu” (Mateus 16, 19). É evidente a partir destas passagens que Nosso Senhor enfatiza a autoridade de Sua Igreja e a norma que deveria seguir para salvaguardar e definir o Depósito da Fé. Também é evidente destas passagens que esta mesma Igreja seria infalível, pois se em algum lugar de sua história a Igreja ensinou o erro em matéria de fé e moral - ainda que temporariamente - cessaria de ser esta coluna e fundamento da verdade. Pelo fato de todo fundamento existir para ser firme e permanente, e de que as passagens acima não permitem a possibilidade da Igreja ensinar algo contrário à reta fé e moral, a única conclusão plausível é que Nosso Senhor foi muito

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preciso em estabelecer a sua infalibilidade quando chamou-a de coluna e fundamento da verdade. Se é tão fácil descobrir erros teológicos nos dogmas, por que até hoje ninguém apontou neles, um só ensinamento contrário à Bíblia ?

Lutero foi quem a traduziu a Bíblia para o povo.
Respostas: Não foi Lutero que traduziu por primeiro a Bíblia para a língua do povo. Muito antes dele, apesar das dificuldades (não havia ainda a imprensa), foi a Igreja Católica que difundiu a Palavra de todos os meios disponíveis... Nota: A Bíblia protestante não possui alguns livros, como esse citado, porque Lutero os arrancou. Veja que a primeira Bíblia impressa em 1455 (bem antes de Lutero), possuía os 73 livros. Em 1454 D.C. Gutenberg causou grande excitação quando no outono daquele ano exibiu uma amostra na feira do comércio de Frankfurt. Gutenberg rapidamente vendeu todas as 180 cópias da Bíblia da Vulgata latina até mesmo antes da impressão estar acabada. Veja que bem antes de Lutero fazer sua Reforma protestante, e arrancar os 07 livros, esta

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Bíblia já possuía os 73 livros. E em 1466 D.C. a Primeira Bíblia é Impressa oficialmente em Alemão: Isto foi cinqüenta e oito anos antes de Lutero traduzir sua Bíblia em alemão em 1524. Nestes cinqüenta e oito anos os Católicos imprimiram 30 diferentes edições alemãs da Bíblia. Os protestantes, sem conhecerem as Sagradas Escrituras e a Igreja Primitiva, alegam que os livros deutero-canônicos não são inspirados, porque contêm erros. Ora, quem lhes deu autoridade para discernir quais livros são inspirados. Será que foi a Lutero que Jesus entregou as "Chaves do Reino dos Céus" (Mateus 16, 19), com esta autoridade? Foi São Jerônimo (347-420, a pedido do Papa São Dâmaso, o primeiro a dedicar longos anos de sua vida para traduzir diretamente dos originais, a Bíblia para a língua do povo: o Latim vulgar. Daí o nome de "Vulgata". Quando chegamos em 1520 e antes que a Bíblia de Lutero aparecesse, havia 104 edições da Bíblia em latim; havia 9 em alemão antes do nascimento de Lutero, e havia 27 em alemão antes da Bíblia luterana aparecer. Antes da Bíblia protestante aparecer já havia na Itália mais de 40 edições e 25 destas estavam na língua italiano com a permissão expressa de Roma.

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Na França havia 18 edições antes de 1547. A Espanha começou suas edições em 1478. Ao todo, 626 edições da Bíblia com 198 na língua das pessoas, tinham sido editadas antes da primeira Bíblia protestante aparecer no mundo. Com todas essas evidências por que esses "intelectuais" declaram que a Igreja menosprezou a Bíblia? Isto mostra um testemunho que a Igreja lutou para preservá-la, traduzir, e multiplicar. Ela salvou a Bíblia da destruição absoluta nas mãos dos infiéis; ela salvou a Bíblia da extinção total a guardando-a de todas as formas, como o maior tesouro.

Lutero, pelo Espírito de Verdade, rejeitou os livros apócrifos.
Respostas: No século IV, o Concílio de Hipona, guiado pelo Espírito Santo, definiu o Cânon com os 07 livros Deuterocanônicos. Será que DOZE SÉCULOS DEPOIS, ele se arrependeu?

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Ou será que Lutero sabe mais que todos os bispos reunidos em um Concílio? Ou será que Lutero sabe mais que a Bíblia. O Concilio é Bíblico, como vemos em (Atos 15) E mais: Será mesmo inspirado pelo Espírito Santo um homem que blasfemava contra Jesus, dizendo: "Cristo Adúltero. Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: "Que fez, então, com ela? "Depois, com Madalena, depois, com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim, Cristo, tão piedoso, também teve que fornicar, antes de morrer" (Lutero, Tischredden, Conversas à Mesa, nº 1472)

Assim, por causa de vossa tradição, anulais a palavra de Deus.
Respostas: É preciso distinguir "tradição dos antigos" de "TRADIÇÃO APOSTÓLICA". Tradição dos homens, como LUTERO, CALVINO, RUSSEL E OUTROS... são tradições humanas (= tradições dos antigos – (Mateus 15, 2).

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Nós católicos seguimos a TRADIÇÃO APOSTÓLICA, recomendada por Paulo em (2 Tessalonicenses 2, 15); (1Coríntios 11, 34) e (2 Timóteo 2, 2) e pelo apóstolo João em: (2 João 12) ( 3 João 14). Jesus condenou, portanto, as tradições judaicas (Marcos 7, 8) (preceitos humanos); Mas os católicos seguem a Tradição apostólica que é bíblica, (preceitos divinos): ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa. (2 Tessalonicenses 2,1 5) A Tradição Apostólica (ensinamento oral) completa o ensinamento escrito (Bíblia), porque nem tudo foi escrito, conf. (João 20, 30) e (João 21, 25).

Em (Colossenses 2, 8) diz: "Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo." (Mateus 15,3) "Ele, porém lhes respondeu: Por que transgredis vós também o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição?" (Marcos 7, 8-9 e 13) "Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição de homens”.

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Respostas: Meu caro amigo! Em (Colossenses 2, 8) Paulo fala das observâncias Judaicas, como a circuncisão, abluções, festas etc. Por isso ele acentua os costumes Judaicos e mostra a importância e a necessidade de uma fé total em Cristo. Os protestantes confundem a tradição Judaica, que o próprio Cristo condenou com a TRADIÇÃO ORAL que ele deixou aos Apóstolos e que está na própria Bíblia. Veja em (2 Timóteo 1, 13-14) (2 Timóteo 2, 2). Se você quiser estudar um pouco mais, verá que Lucas antes de escrever o seu Evangelho endereçado a Teófilo consultou pessoas que conheciam a pregação de Cristo, Concluindo: O Evangelista usou a Tradição e somente depois escreveu. Confira em (Lucas 1, 3). Em (Mateus 15, 3) (Marcos 7, 8-9 e 13) o sentido é o mesmo de (Colossenses 2, 8) E para provar que a Bíblia foi deturpada por vocês vamos a mais uma passagem. “Nelas há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como fazem também com as demais escrituras” (2 Pedro 3, 15-16) Confira mais em (Atos 8, 30-31) (2 Pedro 2, 1-3).

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Conforme temos visto, para o Catolicismo Romano, a Bíblia não é a única regra de fé. A revelação está apoiada no seguinte tripé: As Escrituras, a tradição e o magistério.
Respostas: Claro que a Bíblia não é a única regra de fé, se assim fosse ela própria nos diria isso. A sagrada Escritura mesma, sobre o número de livros nada diz, nem para Católicos, nem para protestantes. Nem a própria palavra “Bíblia” está confirmada nas Escrituras, mas somente na Tradição. Se fosse fundamental o ensino da Bíblia escrita, todos os Apóstolos teriam primeiro escrito e depois pregado a Bíblia. Mas foi o contrário, eles foram enviados e pregaram a palavra de Deus de viva voz (Tradição); e a maioria dos Apóstolos não escreveu nada, só pregou a palavra de Deus de viva voz. Quer mais outra prova? Abra suas Bíblias nas profecias de Jeremias: A primeira imaginação é que o profeta escreveu tudo antes de ter falado. Mas não foi assim. O profeta falou e só vinte e dois anos depois é que suas profecias foram escritas. Pesquisas Históricas mostram que os fatos referentes à origem do povo de Deus foram escritos 214

muitos séculos depois. Descobriu-se que há textos formados com pedaços de outros textos, escritos por gente de idéias e épocas diferentes. Pergunto: como ficou a mensagem de Deus nestes períodos em que não foram escritos? Será que a palavra de Deus não teve validade só por que não foram escritas na mesma hora ou no mesmo minuto?

Paulo nos advertiu: "Mas ainda a que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já tenho anunciado, seja anátema." (Gálatas 1,8) E em (Romanos 3, 4) está escrito “... sempre seja Deus verdadeiro e todo o homem mentiroso”.
Respostas: Não seja incoerente! A Igreja Católica nunca anunciou outro evangelho além do que Paulo, os demais Apóstolos e os primeiros Cristãos ensinaram. Faça um estudo da Igreja Primitiva e você vai entender tudo. Ademais, gostaria de saber porque vocês protestantes, tem medo de estudar esses primeiros Cristãos, será que não suportariam a verdade?

A Igreja Católica possui livros apócrifos em sua Bíblia. A palavra "apócrifo" vem do grego apokrupha que significa "coisas

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ocultas". Os apócrifos são: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, 1º e 2º de Macabeus, seis capítulos e dez versículos acrescentados no livro de Ester e dois capítulos de Daniel.
Respostas: O Protestantismo confunde “Deuterocanônicos” com “Apócrifos”. Veja algumas explicações: 1- Cânon, do grego Kanón = regra, medida e catalogado 2- Canônico = livro catalogado - O que significa que também é inspirado por Deus 3- Protocanônico = livro catalogado próton, isto é, em primeiro lugar ou sempre catalogado 4- Deuterocanônico = livro catalogado, déuteron ou em segunda instância, posteriormente (após sido controvertido) 5- Apócrifo. Do grego apókrypton = livro oculto, isto é, não lido nas assembléias públicas de culto, reservado à leitura particular. Em conseqüência, livro não canônico, não catalogado, embora tenha aparência de livro canônico ex: (Evangelho segundo Tomé, Evangelho da Infância, Assunção de Moisés) etc. Esses livros escritos antes ou pouco depois de Cristo tinham como intenção figurar como Escritura Sagrada. Mas, pelo Magistério da Igreja e assistência do Espírito Santo, esses livros espúrios foram definitivamente afastados, restando apenas o cânon bíblico que

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guardamos até hoje. Por esse motivo, muitos desapareceram, outros sobreviveram em uma ou outra comunidade antiga, ou ainda, em traduções, fragmentos ou citações. Deu para entender a diferença entre Apócrifo e Deuterocanônico? As passagens Bíblicas começaram a ser escritas esporadicamente desde os tempos anteriores a Moisés. Todavia, Moisés foi o primeiro codificador das tradições orais e escritas de Israel. A essas tradições (leis, narrativas, peças litúrgicas) foram sendo acrescido, aos poucos, outros escritos no decorrer dos séculos, sem que os Judeus se preocupassem com a catalogação dos mesmos. Já no século I da era Cristã, os Judeus reuniram-se no Sínodo de Jâmnia, ao sul da Palestina, por volta do ano 100 d.C, afim de estabelecer as regras que caracterizariam os livros sagrados( inspirados por Deus). Foram estipulados os seguintes critérios: 1- O livro Sagrado não pode ter sido escrito fora da terra de Israel 2- Não em língua aramaica ou grega, mas somente em hebraico 3- Não depois de Esdras (458 - 428 a.C) 4- Não em contradição com a Tora ou Lei de Moisés.

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Em conseqüência, os Judeus da palestina fecharam seu cânon sagrado sem reconhecer livros e escritos que não obedeciam a tais critérios. Acontece, porém, que em Alexandria, no Egito, havia uma próspera colônia Judaica que, vivendo em terra estrangeira e falando língua estrangeira (o grego), não adotou os critérios nacionalistas estipulados pelos Judeus de Jâmnia. Os Judeus de Alexandria chegaram a traduzir os livros sagrados hebraicos para o grego entre 250 e 100 a.C dando assim origem à versão grega dita “Alexandrina” ou “dos setenta intérpretes”. Essa edição bíblica contém livros que os Judeus de Jâmnia não aceitaram, mas que os de Alexandria liam como “Palavra de Deus”, assim são os livros de (Tobias), (Judite), (Sabedoria), (Baruc), (Eclesiástico), (1 Macabeus) e (2 Macabeus), além de Éster 10, 4 – 16,24 e Daniel 3, 24-90 do capítulo 3. Podemos, pois, dizer que havia do cânones entre os Judeus no início da era Cristã: O restrito, da Palestina, e o amplo, de Alexandria. O grupo de Judeus que se reuniu em Javneh (Jâmnia) se converteu no grupo dominante da história judaica posterior, e hoje muitos Judeus aceitam o cânon de Javneh. Contudo, alguns Judeus, como os de Etiópia, seguem um cânon diferente que é idêntico ao Antigo Testamento Católico e inclusive os sete livros

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Deuterocanônicos (Cf. Encicoplédia Judaica, vol. 6, p.1147). Como é lógico, a Igreja não tomou em conta as conclusões de Jâmnia. Primeiro, um concílio Judeu posterior a Cristo não tem autoridade sobre seguidores de Cristo. Segundo, Jâmnia rechaçou precisamente aqueles documentos que são fundamentais para a Igreja Cristã – os evangelhos e os demais documentos do Novo Testamento. Terceiro, ao rechaçar os Deuterocanônicos, Jâmnia rechaçou livros que haviam sido usados por Jesus e os Apóstolos e que estavam na edição da Bíblia que eles usavam na vida cotidiana- A Septuaginta. Como os Judeus em todo mundo que usavam a Septuaginta, os primeiros cristãos aceitaram os livros que encontraram nela. Sabiam que os Apóstolos não os guiariam erroneamente nem poriam suas almas em perigo, pondo em suas mãos falsas escriturasespecialmente sem adverti-los contra elas. Os Apóstolos e Evangelistas, ao escreverem o Novo Testamento em grego, citavam o Antigo Testamento, usando a tradução grega de Alexandria. Esta tornou-se a forma comum entre os cristãos, em conseqüência, o cânon amplo, incluindo os sete livros já citados, passou para o uso dos cristãos. No começo do cristianismo, como conseqüência da existência desses dois cânones, o de Alexandria e o da Palestina, havia uma confusão sobre quais deveriam ser seguidos. O Papa

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Damaso, no ano 374, confiou a S. Jerônimo o cuidado de corrigir e traduzir os livros santos, cujo conjunto forma o atual cânon ou catálogo da Igreja. Obs: Os 07 livros que os protestantes dizem que a Igreja Católica incluiu nas Sagradas Escrituras estão catalogados como Deuterocanônicos e não como Apócrifos.

Não há no Novo Testamento nenhuma citação desses livros. Jesus e os apóstolos não citaram uma vez sequer um trecho incluído nesses livros. Assim mostrando que não eram considerados genuínos por Cristo ou pelos apóstolos.
Respostas: Leia algumas passagens, pois aqui não cabe todas elas. Jesus respondeu: “Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mateus 4, 4) “Para que os filhos que vós amais, Senhor, aprendessem que não são os frutos da terra que alimentam o homem, mas é a vossa palavra que conserva em vida aqueles que crêem em vós” (Sabedoria 16, 26) “Virão do Oriente e do Ocidente, do norte e do sul, sentar-se-ão à mesa no reino de Deus” (Lucas 13 ,29) “Olha! Eis que voltam os 220

filhos que viras partir”. “Chegam do Oriente e do Ocidente, à voz do Altíssimo, e repletos da alegria que lhes dá a glória de Deus” (Baruc 4, 37) “Por esta razão os Judeus, com maior ardor, procuravam tirar-lhe a vida, porque não somente violava o repouso do sábado, mas afirmava ainda que Deus era seu pai e se fazia igual a Deus” (João 5, 18) “Ele nos tem por uma moeda de mau quilate, e afasta-se de nossos caminhos como de manchas. Julga feliz a morte do justo, e gloria-se de ter Deus por pai”. (Sabedoria 2, 16) “Mas se provier de Deus, não podereis desfazê-la. Vós vos arriscaríeis a entrar em luta contra o próprio Deus” (Atos 5, 39) “Mas não creias tu que ficarás inpune, após haveres ousado combater contra Deus” (2 Macabeus 7, 19) “Pretendendo-se sábios, tornaram-se estultos. Mudaram a majestade de Deus incorruptível em representações e figuras de homem corruptível, de aves, quadrúpedes e répteis” (Romanos 1, 22-23) “Por outra, para punir dos loucos pensamentos de sua perversidade, que os faziam extraviar-se na adoração de répteis irracionais e de vis animais, enviastes contra eles uma multidão de animais estúpidos” (Sabedoria 11, 15)

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“Não sabeis que os santos julgarão o mundo? E se o mundo há de ser julgado por vós, seríeis indignos de julgar os processos de mínima importância?” (1 Coríntios 6, 2) “Eles julgarão as nações e dominarão os povos, e o Senhor reinará sobre eles para sempre” (Sabedoria 3, 8) “Não! As coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas a demônios e não a Deus. E eu não quero que tenhais comunhão com os demônios” (1 Coríntios 10, 20) “Havíeis exasperado vosso criador, ofertando sacrifícios aos demônios e não a Deus” (Baruc 4, 7) “Como também diz em outra passagem: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedec” (Hebreus 5, 6) “Soube também que os Judeus e seus sacerdotes haviam consentido que Simão se tornasse seu chefe e sumo sacerdote perpetuamente, até à vinda de um profeta fiel” (1 Macabeus 14, 41). “Pela fé Enoc foi arrebatado, sem ter conhecido a morte: E não foi achado, porquanto Deus o arrebatou; mas a escritura diz que, antes de ser arrebatado, ele tinha agradado a Deus” (Hebreus 11, 5) “Henoc agradou a Deus e foi transportado ao paraíso, para excitar as nações a penitência” (Eclesiástico 44, 16) “Foi pela sua fé que Abraão, submetido à prova, ofereceu Isaac, seu único filho” (Hebreus

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11, 17) “Por ventura, não foi na prova que Abraão foi chamado fiel? E não lhe foi isto imputado em justiça?” (1 Macabeus 2, 52) “Eu vi os sete anjos que assistem diante de Deus. Foram-lhes dadas sete trombetas” (Apocalipse 8, 2) “Eu sou o anjo Rafael, um dos sete que assistimos na presença do Senhor” (Tobias 12, 15)

Doutrinas contrárias as escrituras são baseadas nos livros apócrifos, tais como: a intercessão dos santos, a salvação pelas obras, etc.
Respostas: Em cada acusação que os protestantes citam, mais no fundo do poço eles se encontram. Acabei de mostrar com passagens Bíblicas, a acusação feita no item anterior. Para comprovar isto, não vou usar os livros que eles chamam de apócrifos. Confira então a: Intercessão dos Santos. “E o Senhor me disse: ainda que Moisés e Samuel se apresentassem diante de mim, o meu coração não se voltaria para esse povo” (Jeremias 15, 1). Ora, Moisés e Samuel já não eram do número dos vivos, e podiam, no entanto, interceder pelo povo.

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Na parábola do pobre Lázaro e do rico, Jesus apresenta Abraão sendo rogado pelo mal rico que fora condenado ao inferno (Lucas 16, 27) No caso, o mal rico não foi atendido por que estava condenado ao inferno e se tivesse no Céu Deus poderia atendê-lo. Agora faço uma pergunta! Apesar de não ser atendido ele intercedeu ou não? “Adiantou-se outro anjo e pôs-se junto ao altar, com um turíbulo de ouro na mão. Foram-lhe dados muitos perfumes, para que os oferecesse com as orações de todos os santos no altar de ouro, que está adiante do trono”. (Apocalipse 8, 3-4) Obs: Nestas orações se fazem pedidos, agradecimentos, intercessões etc... E agora vamos para uma passagem onde fica bem claro que os Santos não estão vivos! “Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos homens imolados por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho de que eram depositários. E clamavam em alta voz, dizendo: Até quando tu, que és o Senhor, o Santo o Verdadeiro, ficarás sem fazer justiça e sem vingar o nosso sangue contra os habitantes da terra?” (Apocalipse 6, 9-10). Agora vamos para a salvação pelas obras: A Igreja nunca ensinou que a salvação vem só pelas obras, mas também nunca ensinou que ela

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vem só pela fé. Para a Igreja, as duas andam juntas, pois a fé sem obras é morta (Tiago 5, 14-17) (Mateus 7, 21-23) (Apocalipse 20, 11-15). É muito fácil ver que a interpretação dos protestantes é falsa já no texto de (Romanos 3, 28) (Gálatas 3, 16), quando Paulo assim diz: “julgamos que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei”. Com efeito: Pela expressão “obras da lei”, Paulo fala de certas observâncias judaicas, como a circuncisão, abluções, festas etc, e não das obras resultantes da observância da Lei (o decálogo). Quanto a salvação, vocês se baseiam em (Romanos 3, 28). ESCLARECIMENTO: Paulo escreve aos Romanos, que eram pagãos, acostumados a adorar ídolos ou falsos deuses. Por isso acentua a importância e a necessidade de uma fé total em Cristo, mas não exclui as obras como necessárias para a salvação. Quando se fala de fé, como também da graça de Deus, não podemos esquecer-nos das obras, senão estaremos separando o corpo da alma, propondo uma vivência Cristã contraditória.

Além do mais os Católicos não gostam de ler a Bíblia. Os Padres não incentivam os fiéis a conhecer a verdade.
Respostas: Os Católicos não lêem a Bíblia da mesma maneira que os Protestantes, ou

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seja: Com uma interpretação subjetiva, secundária e pessoal. Os Católicos lêem a Bíblia sim, no caminho que a Igreja sempre indicou: com uma orientação séria e segura do Magistério da Igreja, com ajuda da Exegese e da Teologia Bíblica que a Igreja oferece. Mas porque isso? Porque do contrário, com a interpretação pessoal, pode-se chegar à criação de outras tantas interpretações, dando-nos a impressão do surgimento de uma nova torre de Babel (Gêneses 11, 1-9). O livre exame da Bíblia é um perigo muito grande. Aliás, isso fica evidente pela constatação do número de igrejas Protestantes que surgiram e surgem a cada dia. Todos devem ler a Bíblia, sim, mas não podemos pretender entendêla, sozinhos. A Bíblia tem que ser lida com cuidado e só em versões inteiramente fidedignas, para não se resvalar nos erros Protestantes. O próprio Pedro alerta os primeiros fiéis a respeito da dificuldade de compreender a Bíblia. “Nelas há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como o fazem também com as demais Escrituras” (2 Pedro 3, 15-16 ). Lucas, no Ato dos Apóstolos, narra que Felipe foi alertado por um Anjo para ir à estrada que desce de Jerusalém a Gaza. Nela viu um

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Ministro da Rainha Candace, da Etiópia, lendo Isaías. Felipe perguntou-lhe: Porventura entendes o que está lendo? O Eunuco respondeu que não entendia, rogando que explicasse o sentido do que lia. (Atos 8, 26-31). Com o Protestantismo em 1517, nenhum livro dividiu tanto os homens e os corações quanto a Bíblia. Porém, não basta ler, pois a maioria dos que lêem sem orientação e explicação, acaba se tornando um fundamentalista. É preciso uma orientação fiel e segura, assim como a Igreja Católica fazia antes da Reforma, e faz nos dias atuais.

As procissões Católicas é idolatria. Na Bíblia não há um relato sequer sobre carregar imagens em procissão.
Respostas: Há vários relatos sobre as procissões na Bíblia. A Igreja Católica não faz nada a não ser o que vem dela própria. A própria palavra de Deus nos apresenta a arca da aliança, revestida de ouro, com querubins (imagens) e levada em procissão. Vamos a algumas passagens! “Josué disse ao povo, santificai-vos, porque amanhã o Senhor operará no meio de vós coisas maravilhosas. Depois falou aos sacerdotes: Tomai a Arca da Aliança e ide adiante do povo.

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Eles tomaram a Arca da Aliança e caminharam à testa do povo” (Josué 3, 5-6) “Os sacerdotes que levavam a Arca da Aliança do Senhor, conservavam-se de pé sobre o leito seco do Jordão, enquanto que todo o Israel passava a pé enxuto. E ali permaneceram até que todos passassem para a outra margem” (Josué 3, 17) “Josué convocou os doze homens escolhidos, um por tribo, entre os filhos de Israel. E disse-lhes: Ide adiante da Arca do Senhor, vosso Deus, ao meio do Jordão, e cada um de vós; segundo o número das tribos de Israel, carregue uma pedra no seu ombro” (Josué 4, 4-5) “O Senhor disse a Josué: Ordena aos sacerdotes, que levam a Arca do testemunho, que saiam do Jordão. Josué ordenou-lhes “Sai do Jordão”. E os sacerdotes, que levavam a Arca da Aliança do Senhor, tendo deixado o leito do rio, ao pisarem seus pés a terra firme, as águas do Jordão retomaram seu lugar e correram caudalosas como antes” (Josué 4, 15-18) “A arca do senhor deu uma volta à cidade e, retornaram ao acampamento para ali passar a noite. Josué levantou-se muito cedo e os sacerdotes levaram a arca do senhor. Os sete sacerdotes, levando as sete trombetas retumbantes, marchavam diante da arca do senhor, tocando a

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trombeta durante a marcha. Os guerreiros precediam-no, e à retaguarda seguia a arca do senhor. E ouvia-se o retinar da trombeta durante a marcha”. (Josué 6, 11-13) “Partiram da montanha do senhor e caminharam três dias. Durante esses três dias de marcha, a arca da aliança do senhor os precedia, para lhes escolher um lugar de repouso. A nuvem do senhor estava sobre eles de dia, quando partiam do acampamento”. (Números 10,33-34) “Sete sacerdotes, tocando sete trombetas, irão adiante da arca. No sétimo dia dareis sete vezes volta à cidade, tocando os sacerdotes a trombeta”. (Josué 6,4) “Dando ao povo esta ordem: Quando virdes a arca da aliança do Senhor, vosso Deus, levada pelos sacerdotes, filhos de Levi, deixarei vosso acampamento e vos poreis em marcha, seguindo-a.” (Josué 3,3) “Marcharam os guerreiros diante dos sacerdotes que tocavam a trombeta, e a retaguarda seguia a arca, e durante toda a marcha ouvi-se o retinir das trombetas” (Josué 6, 9) Vemos claramente com a Bíblia nas mãos, que a arca da aliança, com seus querubins (anjos de ouro), não foi somente colocada num lugar de honra e destaque, onde se celebrava o culto, mas

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também levada pelos sacerdotes, solenemente, em procissão, dando voltas pela cidade, tocando trombetas. Ainda hoje realizam-se procissões, caminhadas de louvor a Deus pelos santos da igreja, cujas imagens dos santos, a exemplo dos querubins, para lembrar-nos os heróis do cristianismo. Será isso idolatria?

Imaculada conceição de Maria. Este dogma afirma que Maria nasceu sem pecado, ou seja, ela não herdou a mancha do pecado original, e ainda se manteve sem pecado por toda a sua vida.
Respostas: Imaculada conceição! Essa prerrogativa é conseqüência da Maternidade Divina. Destinada a ser Mãe verdadeira de CristoDeus, não podia Ela ter contato com o pecado. Jesus não só pôde escolher a Sua Mãe, mas fazê-la, pois é Deus. Ele fez, pois, Imaculada a sua Mãe, isto é, isenta de toda a culpa original. Essa verdade está contida no próprio texto de (Gênesis 3, 15), pois, aí se prediz que o futuro Salvador e a sua Santa Mãe terão uma inimizade total com satã, e que lhe imporão derrota total. O que é incompatível com a condição de quem tivesse estado, por um momento sequer, sob o pecado e, pois, sob o maligno. Se Maria é pecadora, como se afirma no 230

protestantismo, o próprio demônio pode se apresentar diante de Jesus e dizer: “Onde está sua honra e sua glória?” A vitória de Cristo sobre satã não seria total, se sua mãe fosse uma mulher pecadora.

É interessante observar que nem Maria sabia dessa sua suposta imaculada conceição. No seu cântico diz: "e o meu Espírito se alegra em Deus, meu Salvador." (Lucas 1, 47). Só um pecador é que necessita de um Salvador. Ela falou "...Deus meu Salvador".
Respostas: É claro que Maria precisou de um salvador, pois ela é criatura. Apesar de não ter pecado, ela sabia muito bem que foi Deus que a fez assim. Nada mais errado do que atribuir à redenção feita por Cristo na cruz um conceito atrelado ao tempo e ao espaço... Se fosse assim, não poderíamos ser salvos hoje, pois o evento “salvação” está historicamente distante 2000 anos. Podemos dizer que existem dois modos de salvar uma pessoa de um rio, por exemplo. Um deles é atirando-se a ele ou então lançando uma corda, um bote, o que seja: salvamos a pessoa depois de ela estar no rio. O outro modo, é impedindo que a pessoa caia no referido rio. Não se pode dizer, de maneira alguma, pelo menos não sem risco de darmos a nós mesmos um atestado de 231

incapacidade intelectual, que a segunda maneira não é um verdadeiro e autêntico salvamento. Nós fomos salvos já no rio, ou seja, no pecado. Maria, diferentemente, foi salva antes de cair no rio, antes de ser contaminada pelo pecado original, transmitido geração após geração devido ao erro inicial de Adão e Eva. Objetam os protestantes que nós, católicos, cremos que ela não foi salva por Cristo e que, por isso, estamos destruindo a universalidade da Redenção e as próprias palavras da Virgem no Magnificat, quando chamou a Deus de salvador. Ora, vocês protestantes estariam certos se sustentássemos que Maria foi preservada do pecado pelos seus próprios méritos, sem o concurso da graça, o que não é verdade, como já mostramos. Maria foi sim, salva. E nisso, estamos todos concordes. Todavia, foi salva antecipadamente, em previsão dos méritos de Cristo. * (respostas de Rafael Vitola Brodbeck)

Quando depois do nascimento de Cristo, Maria levou as duas ofertas que a lei mandava a oferta queimada e a oferta pelo pecado. (Lucas 2, 22-24) e (Levítico 12, 6-8). Mas se não tinha pecado, para que levar as ofertas?

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Respostas: Vou lhe responder fazendo uma réplica no mesmo nível! Jesus que não tinha pecado foi circuncidado quando pequeno e depois batizado quando adulto. (Mateus 3, 13-17). Jesus Cristo não precisava ser circuncidado e nem batizado, pois nele não havia pecado. Ele foi circuncidado e batizado para se cumprir a lei e as Escrituras. Como Maria foi isenta do pecado, conforme explicação no questionamento anterior, ela estava cumprindo também os preceitos da lei e das Escrituras. Portanto, o seu questionamento nem merece uma resposta mais aprofundada. Como sempre, são questionamentos secundários e subjetivos.

Nas Escrituras, em nenhum momento, se afirma que Maria não cometeu pecado. Pelo contrário: "Pois todos pecaram e destituídos da glória de Deus." (Romanos 3, 23) "Não há um justo, nem sequer um." (Romanos 3, 10). Só Cristo é identificado como o único sem pecado.
Respostas: Quando Adão e Eva pecaram, condenando os seus descendentes ao pecado e à morte, Deus revelou o seu plano para redimir a humanidade mediante o mistério da Encarnação. Em sua divina Sabedoria, Deus decidiu nascer de uma mulher. Esta mulher extraordinária, que foi 233

escolhida desde o princípio dos tempos para ser a sua Mãe é a Virgem Maria. (Lucas 1, 26-30) "No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. Entrando onde ela estava, disse-lhe: 'Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!' Ela ficou intrigada com essa palavra e pôs-se a pensar qual seria o significado da saudação. O Anjo, porém, acrescentou: 'Não temas, Maria! Encontraste graça junto de Deus'". O Anjo disse a Maria que ela viria a ser a Mãe do Messias e que ela foi escolhida por Deus para esta importantíssima e santíssima missão. Deveria ser óbvio para todos os crentes que Deus, em sua inconcebível pureza e santidade, não poderia habitar no seio de uma mera mulher pecadora. No entanto, alguns afirmam que Maria era uma criatura pecadora como qualquer outra e manchada pelos efeitos do pecado original como qualquer outra filha de Eva. (Romanos 3, 20-26) "Pois diante Dele ninguém será justificado pelas obras da Lei, pois da Lei vem só o conhecimento do pecado. Agora, porém, independentemente da Lei, se manifestou a justiça de Deus, testemunhada pela Lei e pelos Profetas, justiça de Deus que opera pela fé em Jesus Cristo, em favor de todos os que crêem —

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pois não há diferença, sendo que todos pecaram e todos estão privados da glória de Deus — e são justificados gratuitamente, por sua graça, em virtude da redenção realizada em Cristo Jesus: Deus o expôs como instrumento de propiciação, por seu próprio sangue, mediante a fé. Ele queria assim manifestar sua justiça, pelo fato de ter deixado sem punição os pecados de outrora, no tempo da paciência de Deus; ele queria manifestar a sua justiça no tempo presente para mostrar-se justo e para justificar aquele que é pela fé em Jesus". Vocês protestantes usam este versículo isoladamente ("todos pecaram") numa imatura tentativa de provar que Maria não poderia ter sido concebida sem pecado, caso contrário as Sagradas Escrituras cairiam em contradição. Este argumento não considera o contexto das palavras de São Paulo. Quando lemos toda a Carta de São Paulo aos Romanos, percebemos claramente que São Paulo está tratando da humanidade em geral. E se considerarmos o versículo 23 como uma regra absoluta, declarando que todos sem qualquer exceção pecaram, então o próprio Jesus também acabaria sendo incluído nessa categoria. E isto sim produziria uma contradição bíblica de enormes proporções! Mas lendo o contexto de todo o capítulo 3 da Carta aos Romanos, podemos compreender claramente que:

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Deus em Sua graça tem o poder para perdoar as transgressões; e Que nenhum ser humano pode, por seu próprio esforço, ser completamente justificado perante Deus. A palavra-chave para compreendermos esta situação é "graça". É a graça de Deus que torna a justificação humana possível. Maria é "cheia de graça" (Lucas 1, 26-30) e não por causa do seu próprio esforço, mas por um ato totalmente imerecido de Deus que a preparou antecipadamente para ser a Nova Eva, a Arca da Nova Aliança, a Esposa do Espírito Santo, a Mãe do Deus Filho. Avançando na leitura da Carta aos Romanos, vemos como São Paulo ilustra esta questão usando as vidas de Esaú e Jacó, ambos filhos de Isaac: (Romanos 9, 11-16) "Quando ainda não haviam nascido, e nada tinham feito de bem ou de mal — a fim de que ficasse firme a liberdade da escolha de Deus, dependendo não das obras, mas daquele que chama - foi-lhe dito: 'O maior servirá ao menor', conforme está escrito: 'Amei a Jacó e aborreci a Esaú'. Que diremos então? Que há injustiça por parte de Deus? De modo algum. Pois ele diz a Moisés: 'Farei misericórdia a quem eu fizer misericórdia e terei piedade de quem eu tiver piedade'. Não depende, portanto, daquele que quer, nem daquele que corre, mas de Deus que faz misericórdia".

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Deus, em sua infinita Sabedoria, escolheu Jacó para ser o ancestral do Messias. Essa graça foi dada a Jacó sem qualquer mérito próprio da sua parte. Foi simples desejo de Deus agir sobre ele em benefício da humanidade. Não existe qualquer razão para Deus não ter aplicado o mesmo princípio com Maria, que estava destinada a servir a Deus numa posição muito mais privilegiada do que a do patriarca Jacó. Logo, quando São Paulo escreve: "todos pecaram", está se referindo àqueles capazes de cometer pecados. No entanto, Maria foi isenta do pecado original por Deus e não por seus próprios méritos. Ela foi livrada da mancha do pecado em preparação para o papel único que protagonizaria na salvação da humanidade. Deus pode fazer isto? Sim, Ele é absolutamente capaz de fazê-lo. O sacrifício de Jesus é "de uma vez por todas", é eterno e assim resgata as pessoas que viveram antes e depois da sua morte na Cruz. São Paulo diz ainda: "Ele [Deus] justifica aquele que tem fé em Jesus". Isto foi feito em relação a Maria de uma maneira perfeita, pois era necessário para a salvação da humanidade. Só que no caso de Maria, realizou-se antecipadamente. Ela foi a primeira a crer no plano de salvação de Deus quando disse: "Faça-se em mim segundo a tua palavra!" (Lucas 1, 38). (Romanos 3, 10-18) "Conforme está escrito: Não há homem justo, não há um sequer, 237

não há quem entenda, não há quem busque a Deus. Todos se transviaram, todos juntos se corromperam; não há quem faça o bem, não há um sequer. Sua garganta é um sepulcro aberto, sua língua profere enganos; há veneno de serpente debaixo de seus lábios, sua boca está cheia de maldição e azedume. Seus pés são velozes para derramar sangue; há destruição e desgraça em seus caminhos. Desconheceram o caminho da paz, não há temor de Deus diante de seus olhos". Aqui São Paulo cita o Salmo 14 para ensinar que os iníquos são, todos eles, pecadores sem exceção. O mesmo Salmo também mostra que os justos são aqueles que vivem uma vida reta. Nem São Paulo, nem o Salmista têm a intenção de ensinar que todos os seres humanos sem exceção alguma são completamente iníquos. Há muitíssimas pessoas na Bíblia consideradas retas e justas, apesar de terem o pecado original. (Lucas 18, 18-26) "Certo homem de posição lhe perguntou: 'Bom Mestre, que devo fazer para herdar a vida eterna?' Jesus respondeu: 'Por que me chamas de bom? Ninguém é bom, senão só Deus! Conheces os mandamentos: Não cometas adultério, não mates, não roubes, não levantes falso testemunho, honra teu pai e tua mãe'. Ele disse: 'Tudo isso tenho guardado desde a minha juventude' Ouvindo, Jesus disse-lhe: 'Uma coisa ainda te falta. Vende tudo o que tens, distribui aos pobres e terás um tesouro nos céus; depois vem e segue-me'. Ele, porém, ouvindo isto, 238

ficou cheio de tristeza, pois era muito rico. Vendoo assim, Jesus disse: 'Como é difícil aos que têm riquezas entrar no Reino de Deus! Com efeito, é mais fácil um camelo entrar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus!' Os ouvintes disseram: 'Mas então, quem poderá salvar-se?'” Muitos citam o que Jesus disse em Lucas 18, 19: "Ninguém é bom, senão só Deus", para assim afirmar que Maria não poderia ser perfeitamente boa. Mais uma vez devemos chamar a atenção para o contexto. Jesus termina o seu ensinamento com as palavras: "As coisas impossíveis aos homens são possíveis a Deus". Foi o Todo-Poderoso quem derramou a sua graça sobre Maria para que ela fosse perfeita para receber em seu seio a vida do seu Criador. Justamente por isso o Anjo a chama de "cheia de graça". (Lucas 1, 47-48) "Meu espírito exulta em Deus, em meu Salvador, porque olhou para a humilhação de sua serva. Sim! Doravante as gerações todas me chamarão de bem-aventurada". Maria, ela mesma, declara que foi salva por Deus. Ela também menciona sua "pequenez". Alguns enxergam nisto uma admissão de pecado, mas tal admissão contradiria aquilo que o Anjo acabara de lhe dizer. Na verdade, Maria pode chamar Deus de seu Salvador porque Deus a separou do destino comum da humanidade enquanto ela ainda encontrava-se no ventre da sua 239

mãe. A Maria foi antecipadamente concedida a graça extraordinária da salvação, para que ela pudesse estar pronta para a sua missão sem igual [na História da Humanidade]. A humilde admissão de sua pequenez não é, portanto, uma admissão de pecado, já que toda criatura é extremamente pequena quando comparada a Deus. Jesus diz: "Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vossas almas" (Mateus 11, 29). Admitir sua própria pequenez é sinal de santidade e não uma admissão de pecado. (Mateus 1, 18-25) "A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, comprometida em casamento com José, antes que coabitassem, achouse grávida pelo Espírito Santo. José, seu esposo, sendo justo e não querendo denunciá-la publicamente, resolveu repudiá-la em segredo. Enquanto assim decidia, eis que o Anjo do Senhor manifestou-se a ele em sonho, dizendo: 'José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e tu o chamarás com o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos seus pecados'. Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor havia dito pelo profeta: 'Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e o chamarão com o nome de Emanuel', o que traduzido significa: 'Deus está conosco'. José, ao despertar do sono, agiu conforme o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu em casa sua mulher. Mas

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não a conheceu até o dia em que ela deu à luz um filho. E ele o chamou com o nome de Jesus". Este versículo aponta que José teve relações conjugais com Maria após o nascimento de Jesus? A expressão "não a conheceu até o dia em que ela deu à luz um filho" poderia sugerir que sim. Contudo, nós encontramos a mesma expressão em 2 Samuel 6, 23 e em várias outras passagens da Bíblia. Afirma-se aí que Micol "não teve filhos até o dia da sua morte". Isso obviamente não quer dizer que Micol teve filhos após esse dia. Muitos não compreendem o temor de José, assumindo que ele duvidava da pureza de Maria. Porém, Maria era desposada com José e muito provavelmente informou o seu futuro marido acerca do que o Anjo lhe havia profetizado. Cerca de seis meses antes, um Anjo havia anunciado aos parentes de Maria, Zacarias e Isabel, que eles teriam um filho (Lucas 1, 5-25). Tendo conhecimento de tudo isto, José poderia facilmente deduzir que algo estava acontecendo. Deus estava visivelmente agindo em suas vidas. A notícia acerca de Maria certamente deve ter suscitado temor no coração de José. Ele não poderia tocar a mulher que Deus tinha escolhido para ser o seu Santo dos Santos vivo! Apenas quando o anjo reafirma isso em um sonho é que ele obedientemente aceitará sua missão de guardião e pai putativo do Messias. Assim forma-se

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a Sagrada Família: três pessoas virgens inteiramente dedicadas a cumprir a vontade de Deus.

A religião verdadeira, é uma religião MONOTOISTA, adora-se exclusivamente a Deus, é como se costuma dizer: O Cristianismo é uma religião CRISTOCÊNTRICA, Cristo é o centro de tudo. Não tem Santo e nem Maria
Respostas: E por acaso a Igreja Católica adora vários deuses? Se os protestantes provarem que adoramos vários deuses, me torno protestante aqui e agora. É bom que fique bem claro que nós adoramos unicamente Deus, que é o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Inclusive, quem adora de verdade, são os Católicos, pois, participam do sacrifício de Cristo onde ele se faz presente na EUCARISTIA. Aí está o sentido da verdadeira Adoração. Não basta ficar pulando, gritando e cantando nos cultos protestantes para dizer que está adorando a Deus. Vou explicar mais uma vez! O culto que se presta aos Santos e a Virgem Maria, é culto de Veneração = Imitar, saudar, homenagear, lembrar etc. Adorar é considerar um ser supremo (como Deus) criador de tudo e de todas as coisas. E até agora nós Católicos não estamos dizendo que Maria, os Anjos e os Santos são Deuses ou

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criadores do mundo não. Será que vocês não enxergam?

Maria é uma mulher igual às outras. Apenas foi uma mulher abençoada, escolhida e querida por Deus.
Respostas: Qual mulher concebeu sem sêmen de um homem? (Lucas 1, 35) Qual mulher que é "cheia de graça"? (Lucas 1, 26) A qual mulher "todas as gerações chamarão de Bem Aventurada"? (Lucas 1, 48) Em qual mulher "o Poderoso fez maravilhas"? (Lucas 1, 49) Qual mulher concebeu o Filho de Deus, por obra do Espírito Santo? (Lucas 1, 35) Qual mulher é "Mãe do meu Senhor"? (Lucas 1, 40) TUDO ISSO E MUITO MAIS... É UMA MULHER QUALQUER?

Maria teve muitos filhos e filhas. Está na Bíblia em (Lucas 2, 7) que Jesus foi o primogênito.

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Respostas: Em (Lucas 2, 7) diz-se que Maria teve PRIMOGÊNITO. Primogênito é o primeiro! Agora eu pergunto: Onde está o segundo, ou outro qualquer? Quem tem o primeiro filho, é obrigado a ter um segundo? E se morrer no parto? E se não quiser ter mais, como é o caso de Maria, por causa de seu voto de virgindade? Quando o anjo anunciou que Maria teria UM FILHO, ela contrapôs ao anjo sua condição: Não conheço homem. Mas o anjo a tranqüilizou, dizendo que não precisaria de "homem" para ter Jesus: Tudo será obra do Espírito Santo. Agora, perguntamos aos caluniadores da Virgem Maria; Como depois de ter Jesus, Maria iria violar seu voto de virgindade, para ter outro filho qualquer?

A Bíblia não diz que Maria subiu ao Céu.
Respostas: Em primeiro lugar devemos sempre lembrar que nem tudo está na Bíblia (João 20, 30; 21,25). Depois é preciso observar que Maria é "cheia de Graça" (Lucas 1, 28) e "Bendita tu entre as mulheres" (Lucas 1, 42).

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Não tendo Maria nem pecado original, nem pecado temporal, seu corpo não poderia evidentemente sofrer a corrupção. Então é só ouvirmos a Palavra de Pedro, que é confirmada no céu, (conf. Mateus 16, 19) "Pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada Mãe de Deus, sempre Virgem Maria, cumprindo o curso de sua vida terrena, foi assumpta em corpo e alma à gloria celeste" (Dz. 2333).(Pio XII, Bula "Munificentissimus Deus", 01/11/1950).

Jesus único mediador entre Deus e os homens (1 Timóteo 2, 5)
Respostas: Cristo é, sim, o único Mediador, mas de “redenção”. O que não exclui a mediação de intercessão dos Anjos e Santos. Jesus é o único mediador entre Deus e os homens. Isto significa que ninguém vai ao Pai, a não ser por Ele (cf. João 14, 6). Entretanto, Maria e os santos intercedem "junto a Jesus" por nós, como Maria fez em Caná: Intercedeu junto a Jesus. A palavra de Deus é verdade, indiscutível. Nenhum Católico nega qualquer delas (Vocês protestantes é que negam a maioria... e o que resta, vocês deturpam).

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Aliás, se assim não fosse, vocês não podiam sequer rezar pelas pessoas. Quando vocês rezam pelas pessoas, vocês estão intercedendo por elas, junto a Jesus. E é exatamente isto que a Igreja faz.

Em (Atos 4, 12) afirma que só há salvação em Jesus.
Respostas: Ora, a Igreja Católica nunca disse que não seria Jesus quem salva. E quando a Igreja ensinou que foi Maria sua Mãe, ou os Anjos, ou os Santos? Os protestantes usam também (Isaías 42, 8), para afirmar que “Nosso Senhor não aceita repartir com outras entidades a honra e a glória que só a Ele pertence”. Ora, porque a mãe de Jesus, os Anjos e Santos estariam repartindo honras e glórias pertencentes somente a Jesus? Presta-se honra e glória a uma Divindade ADORANDO-A, oferecendolhe Sacrifícios, o que não ocorre com o culto prestado a uma Santa Criatura de Deus, como Maria, os Anjos e Santos que são Venerados pelos Católicos, (nunca adorados).

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Enquanto o nome de Maria é digna de ser Venerada, juntamente com todos os Anjos e Santos, o nome de Jesus é o único nome digno de, além de Venerado, ser Adorado.

Examinai as Escrituras porque vós cuidais ter nelas a vida eterna e são elas que de Mim testificam (João 5, 39) Se é pelas Escrituras e pelos ensinos de Jesus que alcançamos a salvação, excluise que o seja pelo Catecismo Romano.
Respostas: Não há oposição entre as Escrituras e o Catecismo. Este é um compêndio da doutrina contida nas Escrituras, redigido com fins didáticos ou a fim de facilitar a iniciação nas verdades da fé. O estudo do Catecismo leva à leitura do texto bíblico, pois o cita freqüentemente e mostra o valor da Palavra de Deus. Toda denominação protestante tem seu manual de doutrina e seus livros usuais, que ajudam a assimilar e praticar a mensagem bíblica. Os reformadores protestantes redigiram seus Credos ou suas 247

profissões de fé, tencionando assim exprimir a doutrina das Escrituras; tenha-se em vista, entre outras, a Confessio Augustana de Lutero.

Não há um trecho no Novo Testamento que fale ter ocorrido na Igreja Primitiva alguma procissão Eucarística, porque começou após 1360 anos depois de Cristo.
Respostas: Lembramos que as procissões têm fundamento bíblico; a Arca da Aliança do Senhor foi processionalmente transportada por Davi para Jerusalém (2 Samuel 6, 12-17). Ora, se a Arca da Aliança mereceu um cortejo tão solene da parte dos israelitas, muito mais a Eucaristia deve ser estimulada e celebrada publicamente pelos cristãos. Aliás, a data de 1360 é falha. As procissões eucarísticas tiveram início no século XIII, com a finalidade de proclamar solenemente a real presença de Jesus na Hóstia consagrada.

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Quanto às aparições, não acredito, pode ser o próprio satanás, pois ele se transfigura em Anjo de luz.
Respostas: Desesperados, não sabendo mais o que dizer, alguns protestantes se juntam aos fariseus para contestar o poder de Jesus. Exatamente como eles fizeram, dizendo que Jesus expulsava demônios pelo poder de Beelzebul (Mateus 12, 24). Se você atribuir certas coisas a satanás, você está dando a ele poder maior que o de Deus! (Ou seja, está admitindo que o diabo é o seu deus). CUIDADO... ISTO É CONTRA O ESPÍRITO SANTO! PECADO

Mas para responder a esta tua afirmação, vamos para as Escrituras mais outra vez! Há textos na Bíblia que convidam a admitir as aparições sim: A passagem das aparições de Moisés, cujo Deuteronômio nos certifica da morte (Deuteronômio 34, 5) e que apareceu vivo, como lemos no Evangelho, com Elias que não morreu. (Mateus 17, 3). E além do mais, as Sagradas Escrituras atestam que alguns mortos foram enviados a certas pessoas vivas; e reciprocamente, algumas pessoas foram até a morada dos mortos, assim Paulo foi

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arrebatado ao paraíso (1 Coríntios 12, 2). E o Profeta Samuel, após sua morte, apareceu a Saul (1 Samuel 28, 15-19). Nestas Aparições, em geral, Nossa Senhora os Anjos e os Santos deixam suas solicitações para a conversão, a oração, a penitência. São sempre propostas. Nunca imposições. Tudo o que Nossa Senhora, os Anjos e os Santos anunciam em aparições já está no Evangelho. Os homens esqueceram-se de seguí-lo. Por isso, existe o apelo de todos eles para que se convertam.

As aparições de Maria e dos Santos é pura invenção do Catolicismo Romano. Não há se quer uma citação Bíblica a esse respeito.
Respostas: Quando estas aparições começaram a acontecer, a Bíblia já estava concluída. Mas temos que levar em conta que Deus age também além das páginas da Bíblia, ou seja, Deus age no decorrer da História. Existem vários relatos na Bíblia que confirmam as Aparições de outros personagens Bíblicos, o que não exclui as aparições de Maria e

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dos Santos. Vamos explicar melhor citando (Josué 5, 13-15). “Josué encontrava-se nas proximidades de Jericó. Levantando os olhos, viu diante de si um homem de pé, com uma espada desembainhada na mão. Josué foi contra ele: És dos nossos, disse ele, ou dos nossos inimigos? Ele respondeu: Não; venho como chefe do exército do Senhor. Josué prostrou-se com o rosto por terra, e disse-lhe: Que ordena o meu Senhor a seu servo?” Agora pergunto! O chefe do Exército de Deus apareceu ou não? Maria e os Santos poderiam ou não poderiam aparecer? Vamos para outra passagem Bíblica, em (Daniel 8, 15-19) que fala também da presença de uma figura humana. “Ora, enquanto eu contemplava essa visão e procurava o significado, vi, de pé diante de mim, um ser em forma humana, e ouvi uma voz humana vinda do meio do Ulai: Gabriel, gritava, explica-lhe a visão. Dirigiu-se então em direção ao lugar onde eu me achava. À sua aproximação, fiquei apavorado e caí com a face contra a terra. Filho do homem, disse-me ele, compreende bem que essa visão simboliza o tempo final. Enquanto falava comigo, desmaiei, com o rosto em terra. Mas ele tocou-me e me fez ficar de pé. Eis, disse, vou revelar-te o que acontecerá nos últimos tempos da cólera, porque isso diz respeito ao tempo final.” 251

Vamos para mais uma passagem Bíblica em (Mateus 27, 51-53) “E eis que o véu do templo se rasgou em duas partes de alto a baixo, a terra tremeu, fenderam-se as rochas. Os sepulcros se abriram e os corpos de muitos justos ressuscitaram. Saindo de suas sepulturas, entraram na Cidade Santa depois da ressurreição de Jesus e apareceram a muitas pessoas”. Aqui está bem claro que não foram os vivos que apareceram. Correto? Foram os Santos que aguardavam a ressurreição de Jesus, porque somente ELE é que poderia abrir as portas do Céu. A partir de então Jesus leva muitos com ELE para o céu. Como se vê, as aparições estão na Bíblia. Peço mais uma vez que o irmãozinho faça um estudo mais detalhado sobre as Sagradas Escrituras.

Deus não divide sua glória com ninguém: (Isaías 42, 8)
Respostas: Quando enaltecemos uma obra, a glória é recebida pelo seu autor. Quando admiramos e elogiamos o quadro “Monalisa”, estamos elogiando o autor dele, Leonardo da Vinci. Quando homenageamos (veneramos) os santos, não estamos dividindo a glória nenhuma,

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mas estamos glorificando a Deus, pois a santificação é obra d'Ele: “EU SOU O SENHOR, QUE VOS SANTIFICO.” (Êxodo 31, 13) (Levítico 20, 8 ) (Levítico 21, 8) (Levítico 21, 15) (Levítico 21, 23) Só protestante mesmo, para dizer que elogiar a obra de Deus (os santos) está dividindo sua glória! Leiam a GRANDE HOMENAGEM AOS SANTOS em (Hebreus 11)

As Escrituras deixam claro que a glorificação dos santos só acontecerá depois da volta de Cristo e não fala que Maria seria uma exceção.
Respostas: Em (Mateus 27, 51-53) diz que, após a ressurreição de Cristo, os sepulcros se abriram e os corpos de muitos justos (Santos) ressuscitaram, entrando na Jerusalém Celeste e apareceram a muitas pessoas. E agora! Como fica esta afirmativa? Na verdade, antes da ressurreição de Jesus, as portas do céu não estavam abertas, mas depois de ressuscitar, muitos entraram, na Jerusalém celeste. Convenhamos lembrar que o próprio Cristo disse ao bom ladrão, “Hoje mesmo estará comigo no paraíso” (Lucas 23, 42-43) Portanto, Jesus não está sozinho no céu. 253

Quer também uma boa argumentação Bíblica da assunção de Maria? Confira! “Henoc andou com Deus e desapareceu, porque Deus o levou”. (Gênesis 5, 24) “Continuando o seu caminho, entretidos a conversar, eis que de repente um carro de fogo com cavalos de fogo os separou um do outro, e Elias subiu ao céu num turbilhão”. (2 Reis 2, 11) “Conheço um homem em Cristo que há catorze anos foi arrebatado até o terceiro céu. Se foi no corpo, não sei. Se fora do corpo, também não sei; Deus o sabe. E sei que esse homem - se no corpo ou se fora do corpo, não sei; Deus o sabe foi arrebatado ao paraíso e lá ouviu palavras inefáveis, que não é permitido a um homem repetir.” (2 Cor 12, 2-4) “Pela fé Henoc foi arrebatado, sem ter conhecido a morte: e não foi achado, porquanto Deus o arrebatou; mas a Escritura diz que, antes de ser arrebatado, ele tinha agradado a Deus (Gn 5,24).” (Hebreus 11, 5) Aqui deixo um questionamento para vocês protestantes! Será que estes personagens Bíblicos que acabei de mencionar eram mais santos do que a Mãe de Jesus? Só eles poderiam ser levados aos céus e Maria não? Maria foi a Arca da Nova Aliança que carregava o Deus vivo em seu

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ventre. Ela não tinha também este mérito? É claro que Maria foi assunta ao Céu de corpo e de alma. Assim como Deus fez com Elias e Enoc. Maria está no Céu e disso nós temos certeza.

A adoração está nos evangélicos, e não na missa Católica.

cultos

Respostas: A verdadeira adoração está na Santa Missa onde o centro é a Eucaristia com o corpo e o sangue de Cristo. Jesus nos diz em (Mateus 24, 15) que o primeiro que fará o anticristo será a "abominável desolação" no lugar santo, como profetizou Daniel... e segundo Daniel, em quatro passagens, esta abominação consistirá em tirar "o sacrifício perpétuo" e também os altares e sacerdotes: “Cresceu até o chefe desse exército de astros, cujo (holocausto) perpétuo aboliu e cujo santuário destruiu”. (Daniel 8, 11) “Concluirá com muitos uma sólida aliança por uma semana e no meio da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; sobre a asa das abominações virá o devastador, até que a ruína decretada caia sobre o devastado”. (Daniel 9, 27)

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“Tropas sob sua ordem virão profanar o santuário, a fortaleza; farão cessar o holocausto perpétuo e instalarão a abominação do devastador”. (Daniel 11, 31) “Desde o tempo em que for suprimido o holocausto perpétuo e quando for estabelecida a abominação do devastador, transcorrerão mil duzentos e noventa dias”. (Daniel 12, 11). As Igrejas Protestantes já perderam o "essencial". Não tem mais o altar, o sacrifício nem sacerdote. Já têm espírito do anticristo!

A Bíblia diz para não usar nas orações vãs repetições: (Mateus 6, 7- 8) como os gentios.
Respostas: É lamentável que vocês protestantes só aprenderam repetir: "Só a Bíblia", mas de Bíblia não sabem nada. Vejam esta passagem do Apocalipse: "Não cessavam de clamar dia e noite: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Dominador, o que é, o que era e o que deve voltar." (Apocalipse 4, 8). Não seria isto orações repetidas? Além do mais, se o próprio Jesus orou no Horto repetindo sempre as mesmas palavras, por que nós não vamos repetir?

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Leia: "Deixou-os e foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras." (Mateus 26, 44) "Afastou-se outra vez e orou, dizendo as mesmas palavras." (Marcos 14, 39) E a oração do pai Nosso que o Próprio Jesus nos ensinou! Você conseguiria fazer esta oração sem repetí-la.

Jesus nasceu pobre na gruta de Belém, por que o Papa, em Roma vive no rico palácio do Vaticano?
Respostas: Nessa parábola: “O reino dos céus é comparado a um grão de mostarda que um homem toma e semeia em seu campo”. (Mateus 13, 31) Jesus compara a sua Igreja (O reino dos céus) com o grão de mostarda, que semeado cresceu e tornou-se grande árvore, e em seus ramos avinham-se aves vindas de toda parte. Assim na vida de Jesus, esta sementinha da Igreja, era constituída apenas da sagrada família; depois de 12 apóstolos, discípulos, etc. Jesus andava com eles e ensinava à beira do lago ou nos montes. Jesus não precisava de casas nem de dinheiro. Para o culto divino e público Jesus se 257

servia de sinagogas e do magnífico templo de Jerusalém. Nunca se proferiu uma só palavra contra a riqueza e beleza do templo de Deus! Quando este reino de Cristo (sua Igreja) tornou-se uma “grande árvore”, abrigando 1 bilhão de pássaros (fiéis), esta mesma Igreja necessita de muitos grandes templos para o culto divino, e muitos edifícios para a propagação e administração deste reino de Deus visível na terra. Como no governo, há prefeitos com prefeituras, presidentes com palácios, assim na Igreja há bispos e padres com Igrejas e sua morada. Além disso, os prefeitos, os governadores e presidentes cada um tem sua esposa e filhos, casas e propriedades, e quando morrem deixam geralmente para os filhos e netos, o mesmo o fazem os pastores. O Papa, porém a exemplo de Jesus, não tem para si nem mulheres nem propriedade alguma, e quando morrem, deixam apenas o bom exemplo e os ensinamentos para todos. Eles vivem e morrem pobres como Jesus. Os templos (Igrejas) escolas, propriedades que a Igreja Católica possui, na verdade são para o nosso uso, e também para nossos filhos. Nunca fica no nome de algum padre ou bispo.

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Em Roma vendem-se lembranças com a fotografia e a benção do Papa, que ele nunca abençoou nem viu.
Respostas: Como Jesus curou a distância o servo do Centurião e a filha da mulher cananéia, sem contato palpável ou visual: “Depois, dirigindo-se ao centurião, disse: Vai, seja-te feito conforme a tua fé. Na mesma hora o servo ficou curado” (Mateus 8, 13) “Disse-lhe, então Jesus: Seja-te feito como desejas. E na mesma hora, sua filha ficou curada” (Mateus 15, 28). Assim também a benção do Papa age a distância, por sua intenção e vontade, e o valor destas lembranças não é do Papa, mas é destinadas para boas obras. A bênção se torna maldição para quem faz em sua própria honra “Se não me ouvirdes, se não tomardes a peito a glória de meu nome, diz o Senhor dos exércitos, lançarei contra vós a maldição, trocarei em maldições as vossas bênçãos - aliás, já o fiz, porque não tomastes a peito as minhas ordens” (Malaquias 2, 2) claro que este não é o caso do Papa, muito pelo contrário. Sabemos que o Papa ao dar a bênção, o faz com o sentido da parábola do semeador. Abrimos nossa bíblia: “Ouvi, pois, o sentido da parábola do semeador: Quando um homem ouve a palavra do

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reino e não a entende, o malígno vem e arranca o que foi semeado no seu coração. Este é aquele que recebeu a semente à beira do caminho. O solo pedregoso em que ela caiu, é aquele que acolhe com alegria a palavra ouvida, mas não tem raízes; é inconstante: sobrevindo uma tribulação ou uma perseguição por causa da palavra, logo encontra uma ocasião de queda. O terreno que recebeu a semente entre os espinhos, representa aquele que ouviu bem a palavra, mas nele os cuidados do mundo e a sedução das riquezas a sufocam e a tornam infrutuosa. A terra boa semeada é aquele que ouve a palavra e a compreende, e produz fruto: cem por um, sessenta por um, trinta por um” (Mateus 13, 18-23) “O senhor teu Deus os escolheu para abençoarem em nome do senhor” (Deuteronômio 21, 5). “Abençoarei os que te abençoarem” (Gênesis 12, 3). “Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebemos a promessa do espírito” (Gálatas 3, 14). “Abençoai os que vos perseguem, abençoai-os e não os amaldiçoeis” (Romanos 12, 14).

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“Quando Salomão acabou de fazer ao Senhor esta prece e esta súplica, levantou-se de diante do altar do Senhor, onde estava ajoelhado com as mãos levantadas para o céu. De pé, abençoou toda a assembléia de Israel, dizendo em alta voz: Bendito seja o Senhor, que como havia prometido, deu a paz ao seu povo de Israel! Não falhou uma palavra sequer de todas as boas palavras que dissera pela boca de seu servo Moisés” (1 Reis 8,54-56)

Na Igreja Católica há ladrões, viciados, alcoólatras, fumantes, etc.
Respostas: Deus não expulsava ninguém! “Dize-lhe isto: Por minha vida oráculo do Senhor Javé, não me comprazo com a morte do pecador, mas antes com sua conversão, de modo que tenha a vida. Convertei-vos! Afastai-vos do mau caminho que seguis; por que haveis de perecer, ó casa de Israel?” (Ezequiel 33, 11) “Jesus, ouvindo isto, respondeu-lhes: Não são os que estão bem que precisam do médico, mas sim os doentes. Ide e aprendei o que significam estas palavras: Eu quero a misericórdia e não o sacrifício. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores” (Mateus 9, 12).

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Como vimos a Igreja Católica não expulsa pecadores de sua Igreja, os protestantes expulsam.

Não existe indulgência na Bíblia. Mais uma invenção do Catolicismo!
Respostas: A doutrina e o uso das indulgências vigentes na Igreja Católica há vários séculos encontram sólido apoio na Revelação divina, o qual vindo dos Apóstolos, “se desenvolve na Igreja sob a assistência do Espírito Santo”, enquanto a Igreja no decorrer dos séculos, tende para a plenitude da verdade divina, até que se cumpram nela as palavras de Deus (“Dei Verbum”, 8) e ( DI, 1). “Indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida aos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos” (“Norma” 1). Assim nos ensina a revelação divina que os pecados acarretam como conseqüência penas infligidas pela santidade e justiça divina, penas que devem ser pagas ou neste mundo, mediante os sofrimentos, dificuldades e tristezas desta vida e,

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sobretudo, mediante a morte, ou então no século futuro [...]” (DI, 2). O pecado traz 2 conseqüências: a culpa e as penas. A culpa é perdoada na confissão (João 20, 23) as penas são pagas com boas obras, indulgências (2 Samuel 2, 14) ou no purgatório. Indulgência é Bíblica. Deus perdoou Davi seu pecado, mas as penas devidas foram pagas com a morte do filho adulterino (da mulher de Urias). Leiam (2 Samuel 12, 13-14).

Onde há na Bíblia poder de intercessão dos anjos?
Respostas: Por acaso você não lê a Bíblia? Há intercessão, e muitas! Vamos à primeira: (Hebreus 1, 14) “Não são todos os anjos espíritos ao serviço de Deus, que lhes confia missões para o bem daqueles que devem herdar a salvação?” Não venha me dizer que isto não é INTERCESSÃO! Vamos à segunda: (Gênesis 48, 16) “o anjo que me guardou de todo o mal, abençoe estes meninos! Seja perpetuado neles o meu nome e o de meus pais Abraão e Isaac, e multipliquem-se

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abundantemente nesta terra!”. Por acaso esta também não é mais uma INTERCESSÃO? Vamos à terceira: (Apocalipse 1, 1) “Revelação de Jesus Cristo, que lhe foi confiada por Deus para manifestar aos seus servos o que deve acontecer em breve. Ele, por sua vez, por intermédio de seu anjo, comunicou ao seu servo João” E isso também não INTERCESSÃO? A Bíblia se refere aos Santos Anjos a executar vários ofícios religiosos para com os homens. Assim, ora os vemos apresentando a Deus as suas orações (Apocalipse 8, 3-5); ora, rogando a Deus por eles (Zacarias 1, 12-13); ora ainda sendo rogados por varões justos (Gênesis 19, 17-21; 32, 26; 48, 15); (Oséias 12, 5) (Atos 12, 15). Eles foram, por isso, venerados por homens justos (Gênesis 18, 2; 19.1-2) (Números 22, 31) (Josué 5, 13-15). Podemos, pois, venerá-los (não adorá-los) propriamente falando (Apocalipse 22, 8-9) e pedir-lhes a proteção, pois a Bíblia afirma que eles exercem um “ministério” em favor da nossa salvação (Hebreus 1, 14). Todos os seres humanos têm um anjo da guarda, leia-se (Mateus 18, 10) (Hebreus 1, 14) (Êxodo 23, 20-21) Os anjos são Intercessores entre nós e Deus, conforme (Zacarias 1, 12).

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A doutrina da “intercessão dos santos” não é citada em lugar nenhum dos mais de 1100 capítulos das Escrituras. Há inúmeras citações da Bíblia de intercessão (oração) de um vivo por outro vivo. O número chega provavelmente aos MILHARES!
Respostas: É citada sim! Vou lhe mostrar algumas de dezenas e dezenas delas: Em (Daniel 8, 13-14) Ele fala da intercessão de um santo a outro santo. Confira: “Ouvi um santo que falava, a quem outro santo respondeu: quanto tempo durará o anunciado pela visão a respeito do holocausto perpétuo, da infidelidade destruidora, e do abandono do santuário e do exército calcado aos pés?” Em (Jeremias 15, 1) lemos: “E o Senhor me disse: ‘ainda que Moisés e Samuel se apresentassem diante de mim, o meu coração não se voltaria para esse povo”. Ora, Moisés e Samuel já não eram do número dos vivos, e podiam, no entanto, interceder pelo povo. Note-se que em (2 Macabeus 15, 14), o próprio Jeremias, já falecido, é apresentado como, quem “muito ora pelo povo e pela cidade santa”. Em (1 Reis 11, 11-13) lemos que Deus prometeu a Salomão conservar para seu filho (Davi) a tribo ou reino de Judá, “em atenção” e “por amor ao seu servo Davi” (já morto) Isso 265

significa que Deus toma em consideração os pedidos dos seus amigos também do Céu, os Santos. Igual sentido tem a oração de Moisés pedindo a Deus que poupasse o povo culpado em atenção aos patriarcas Abraão, Isaac e Jacó, todos já falecidos (Êxodo 32, 11-14). No Apocalipse São João narra a visão que teve de Jesus Cristo em seu trono de glória, e como, diante d’Ele, se apresentavam anciãos “com taças cheias de perfume, que são as orações dos santos” (Apocalipse 5, 8) (Apocalipse 8, 4) ( Apocalipse 6, 9-10). Esses anciãos significam os “Santos da glória” ao apresentarem a Jesus as orações dos “santos da terra”, ou seja, os fiéis de Cristo nesse mundo. Trata-se de uma forma de mediação secundária dos Santos entre Cristo e os seus fiéis. Na Parábola do pobre Lázaro e do rico, Jesus apresenta Abraão sendo rogado pelo mal rico que fora condenado ao inferno (Lucas 16, 27). No caso, o mal rico não podia ser atendido. Mas com esse fato Jesus significou a possibilidade de se pedir ajuda aos amigos de Deus que estão no céu, pois o mal rico pediu intercessão de Abraão. Se os santos da terra (os fiéis em Cristo) intercedem junto de Deus pelas necessidades dos irmãos, conhecidos e desconhecidos (são incontáveis os casos na Bíblia), quanto mais os

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Santos da glória que, na Luz divina, conhecem perfeitamente as nossas precisões (como acima ficou provado). Eles intercedem com certeza por nós junto de Deus. Ler ainda (Sabedoria 18, 2022). Por fim, um argumento de reta razão ou do bom senso: É conforme à natureza dos seres criados por Deus que os inferiores obtenham favores dos superiores também pela mediação de amigos de ambos. A própria mediação de Cristo tem por base este princípio. Ora, os Santos são amigos de Deus e nossos na glória (Lucas 16, 9). Logo, eles não só podem, mas realmente intercedem por nós junto de Deus. Os Santos do Antigo Testamento e os do Novo só entraram no céu com Jesus no dia da sua gloriosa Ascensão. Aguardavam aquele glorioso dia num lugar que Jesus chama “Seio de Abraão” (Lucas 16, 22), e onde já eram muito felizes, mas não plenamente felizes como na glória celeste. Os Santos do Novo Testamento, porém, logo ao deixarem este mundo entram na Luz da Glória, onde sempre fruem da perfeita felicidade do céu, onde a caridade atinge a sua plenitude no seio de Deus. Conferir (Apocalipse 7, 13-15) (Apocalipse 7, 9).

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Os Santos estão na mesma condição dos Anjos (Mateus 22, 30), pois conservam as suas naturezas individuais e intelectuais, e possuem a mesma Luz divina na qual vêem a Deus, e em Deus e tudo que a sua mente pode conhecer “Na tua Luz veremos a Luz” – (Salmos 35,10). Por isso, a Bíblia afirma que os Santos “julgarão o mundo” (1 Coríntios 6, 2). Para fazerem esse julgamento devem conhecer os atos nele praticados. Portanto, os Santos conhecem as nossas precisões e intercedem por nós como nossos amigos junto de Deus.

Ninguém pode interceder por nós junto ao Pai. Existe só um Mediador, que é Jesus Cristo (1 Timóteo 2, 5)
Respostas: Os Católicos nunca disseram que Maria, os Anjos e os Santos são MEDIADORES, os Católicos sempre ensinam que são INTERCESSORES, é bem diferente. Existe sim, só um Mediador (1 Timóteo 2, 5) E a isso nós completamos a citação no versículo 06, assim: “. . . o Qual Se entregou em Redenção por todos”. Cristo é, sim, o único Mediador, mas de

“redenção”. O que não exclui a intercessão
dos Anjos e Santos.

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Lembro mais vez que INTERCESSÃO não é o mesmo que MEDIAÇÃO. Quando Maria pediu o milagre nas Bodas de Canaã, ela estava apenas INTERCEDENDO mas o MEDIADOR entre ela e Deus Pai, foi Nosso Senhor Jesus Cristo. Quando você pede uma cura, uma bênção ou faz uma oração por uma pessoa, você está INTERCEDENDO, entre aquela pessoa e a Jesus Cristo. Você é o INTERCESSOR e Jesus Cristo o MEDIADOR entre você e o PAI. Agora deu pra entender? E para concluir: Estando os “Santos da glória” na mesma condição dos Anjos, eles podem também ser venerados como os Anjos o foram por homens justos, ou seja, pelos fiéis, conforme se lê na Bíblia. Pelo fato de os habitantes do céu estarem unidos mais intimamente com Cristo, consolidam com mais firmeza na santidade toda a igreja. Eles não deixam de interceder por nós junto ao pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus. Por conseguinte, pela fraterna solicitude deles, a nossa fraqueza recebe o mais valioso auxilio.

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Os Santos, Maria e os Anjos não são Onipresentes para atender orações. Somente Deus é Onipresente.
Respostas: É claro que os Santos e os Anjos nunca atenderam orações como está neste seu questionamento. Quem atende as orações é somente Deus. Os santos e os Anjos são INTERCESSORES, quer dizer: ESTÃO PEDINDO (INTERCEDENDO) EM NOSSO FAVOR! Eis a diferença! Vou dar um exemplo bem simples! Quando você faz uma oração por um familiar seu, que está lá no Japão, é necessário você estar presente (onipresente) lá naquele País? E por acaso você não está INTERCEDENDO? Lembro mais uma vez! INTERCESSOR não é a mesma coisa que MEDIADOR! Mediador é somente Nosso Senhor Jesus Cristo. Intercessores são todos os vivos aqui na terra e todos aqueles que já estão na glória juntos de Deus, pois Deus não é somente Deus dos vivos. Ele é Deus dos vivos e dos mortos.

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Mostre algum Apóstolo orando pelos mortos.
Respostas: OK! Vamos à versículos do Novo testamento e do Antigo Testamento. NT - (2 Timóteo 1, 16-18) e (Timóteo 4, 19) Paulo ora por Onesíforo. AT - (Êxodo 32, 11-14) Moisés pede a Deus em atenção os Patriarcas que já tinham falecido. Porém Moisés está intercedendo! São Paulo, na 2ª Epístola a Timóteo, cap.1, vers.18, assim ora a Deus pelo amigo Onesíforo: “Que o Senhor lhe conceda a graça de obter misericórdia do Senhor naquele dia”. (2 Tm 1, 18) Se você verificar os versículos 15 a 18 do capítulo 1º, com o versículo 19 do capítulo 4º desta mesma Epístola, vê-se que Onesífero já era morto, porque nestes textos, Paulo se refere nominalmente a outras pessoas, e quando seria o caso de nomear Onesíforo, seu grande amigo e benfeitor, ele não o faz, mas só se refere “à casa” e “à família de Onesíforo”. Onesíforo não era mais do número dos vivos. E Paulo ora por ele, pedindo que o Senhor tenha dele misericórdia. Por isso meu irmãozinho! Onesífero estava bem morto e Paulo ora por ele. Mais claro

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do que isso, impossível! Só não enxerga quem não quer. Leia também (Êxodo 32, 11-14) Onde Moisés inclui na sua oração os patriarcas Abraão, Isaac e Jacó já falecidos. Confira: “Moisés tentou aplacar o Senhor seu Deus, dizendo-lhe: “Por que, Senhor, se inflama a vossa ira contra o vosso povo que tirastes do Egito com o vosso poder e à força de vossa mão? Não é bom que digam os egípcios: com um mau desígnio os levou, para matá-los nas montanhas e suprimi-los da face da terra! Aplaque-se vosso furor, e abandonai vossa decisão de fazer mal ao vosso povo. Lembrai-vos de Abraão, de Isaac e de Israel, vossos servos, aos quais jurastes por vós mesmo de tornar sua posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e de dar aos seus descendentes essa terra de que falastes, como uma herança eterna.” E o Senhor se arrependeu das ameaças que tinha proferido contra o seu povo”. Nota: Se os Patriarcas já tinham falecidos, por que Moisés pede a Deus para se lembrar deles e cumprir a promessa? Moisés deveria pedir a Deus algo, somente para quem estivesse vivo, não é mesmo? Além da Bíblia, vamos para a História!

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Os primeiros cristãos nos confirmam o costume de orar pelos mortos: "Vendo a rixa suscitada pelos judeus, o centurião colocou o corpo no meio e o fez queimar, como era costume. Desse modo, pudemos mais tarde recolher seus ossos [de Policarpo], mais preciosos do que pedras preciosas e mais valiosos do que o ouro, para colocá-lo em lugar conveniente. Quando possível, é aí que o Senhor nos permitirá reunir-nos, na alegria e contentamento, para celebrar o aniversário de seu martírio, em memória daqueles que combateram antes de nós, e para exercitar e preparar aqueles que deverão combater no futuro." (Martírio de Policarpo 18, +- 160 D.C)

Os mortos estão dormindo, esperando a ressurreição final. Nada podem fazer.
Respostas: Nunca ouvi absurdo tão grande. Os mortos estão na vida eterna no destino que lhes coube, mas não permanecem mortos e incapazes de nada. Até no Antigo Testamento isto já era conhecido. Lembra de que um morto ressuscitou ao ser colocado no túmulo de Eliseu? Como não podem fazer nada? Leia (2 Reis 13, 21) Os protestantes sustentam o antigo conceito do Cheol, citado nos primeiros livros do

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Antigo Testamento, em que os mortos estariam dormindo inconscientemente. Para tal citam (Eclesiastes 9, 5-6). Tal idéia é falsa. O antigo conceito de que os mortos dormem foi superado pelos próprios livros do Antigo Testamento, escritos posteriormente. Os protestantes hão de admitir que Deus Pai evoluiu seu ensinamento, da mesma maneira que uma professora evolui o aprendizado a medida que o aluno vai ficando adulto. Nos Livros do Novo Testamento, Jesus mostrou que os mortos não estão dormindo, mas estão bem conscientes ao citar, por exemplo, o diálogo dos já falecidos Lázaro e o Rico. Em (Apocalipse 6, 9) os mártires (já falecidos) junto ao Altar de Deus nos Céus clamam por justiça. Confira mais em (Apocalipse 5, 8) (Apocalipse 8, 4) Vê-se que os mortos estão bem acordadões, não é mesmo? Estão, tão acordados, que intercedem pelos homens aqui na terra. Confira em (Jeremias 15, 1) (1 Reis 11, 11-13) (Êxodo 32, 11-14) (2 Reis 13, 21)

A Bíblia é clara em dizer que eles não ressuscitaram ainda. Isso só acontecerá na

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segunda vinda de Cristo, ao soar da última trombeta, no último dia.
Respostas: Quero que o irmão leia bem devagar prestando bem atenção na palavra destacada com a letra grande em negrito. Livro de (Mateus 27, 51-53) “E eis que o véu do templo se rasgou em duas partes de alto a baixo, a terra tremeu, fenderam-se as rochas. Os sepulcros se abriram e os corpos de muitos justos Saindo de suas sepulturas, entraram na Cidade Santa depois da ressurreição de Jesus e apareceram a muitas pessoas”. Aproveito também para lembrar o irmãozinho que a palavra “apareceram” que está negritada em letra menor, explica muito bem as aparições da Virgem Maria, dos Anjos e dos Santos. Eles já estão na glória de Deus, e como os “justos” que acabei de mencionar em (Mateus 27, 51-53) e em casos especiais, Deus os permite vir em aparições.

ressuscitaram.

Porque Missa de 7ºdia, se ao morrer a pessoa não lembra mais de nada?

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Respostas: Sete foram os dias em que Deus criou o mundo; 7 é o resultado de 3 (que é a Trindade) + 4 (os quatro cantos do mundo), portanto, é a soma do criador com suas criaturas. Na tradição dos nossos pais, o número 7 é sinal de plenitude, perfeição. Quando morreu o patriarca Jacó, “fizeram solene lamentação. José celebrou em honra de seu pai Jacó, um luto que durou sete dias” ( Gêneses 50, 10). “Por ocasião da morte de Saul, enterraram os ossos dele debaixo de uma árvore e fizeram jejum de sete dias” ( 1 Samuel 31, 13). Quando morreu Judite, a heroína do povo hebreu, “todo o povo a chorou durante sete dias” (Judite 16, 24). O luto por um morto dura sete dias (Eclesiástico 22, 11). Nós continuamos fazendo luto por sete dias. Podemos encerrar o luto com a missa de sétimo dia. Também era costume passar uma taça de vinho e repartir o pão com a família enlutada, como sinal de partilha e participação nos sofrimentos dela.

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Hoje, o sinal de nossa comunhão com a dor da família enlutada, é a Eucaristia. Missa é a nossa refeição. Eucaristia, além de lembrar comunhão e participação, lembra também esperança e ressurreição. Lembra vida e vida eterna.

Para que a cruz na sepultura?
Respostas: Em quase todos os túmulos, é fácil ver uma cruz. Ela recorda Jesus morto e ressuscitado. Recorda nossa ressurreição. A cruz é o grande sinal do amor de Cristo. É uma lição para nós. O falecido descansa à sombra da cruz, na esperança de ressuscitar no dia da ressurreição final. A cruz é, pois, sinal de esperança, ela é sinal de glória e vitória. Acho que ficou claro, não ficou?

E para que flores no cemitério?
Respostas: As flores nada mais são do que a manifestação de que não permanecemos insensíveis, frios, rudes como pedras, diante da pessoa que parte.

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Quem é inteligente saberá, realmente, tirar lições belíssimas das velas e das flores colocadas nas sepulturas, como diz a Bíblia: “o homem nascido da mulher é de bem poucos anos e cheio de inquietação. Sai como a flor e depois morre; desaparece como a sombra” (Jó 14, 1-2) “A árvore seca, as flores caem, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente” (Isaías 40, 8). “E o rico nas suas preocupações passará como a flor da erva” (Tiago 1, 10). “Porque toda a carne é como erva, e toda glória do homem como flor do campo. Seca a planta e caí a sua flor” (1 Pedro 1, 24-25). Desta forma, velas acesas, no cemitério, e flores, embelezando as sepulturas, nos querem lembrar, por um lado, a alegria do céu, e por outro lado, o carinho e a saudade sentidos pela pessoa falecida, além da própria realidade passageira de nossa existência terrena.

A serpente de bronze foi quebrada por Ezequias, portanto era idolatria mesmo!

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Respostas: Este é um erro tão grosseiro, que nem uma criança de sete anos cai numa tolice dessas. Será então que Deus errou em mandar fazer a Serpente de Bronze... e quinhentos anos depois o rei Ezequias corrigiu o erro de Deus, quebrando a serpente ? É isto que vocês fazem também com Jesus: Dizem que Jesus errou em dar autoridade a Pedro, e então 1.500 anos depois mandou Lutero consertar o erro. Como não têm inteligência para entender o que está tão claro. Os israelitas transformaram a serpente de bronze numa "deusa": Nehustã. E é exatamente isto que Deus condena. Então o rei Ezequias quebrou-a. Quebrou o ídolo, quebrou a "deusa Nehustã", que eles estavam adorando. Imagens, Deus manda fazer. Ídolos (falsos deuses), Deus proíbe.

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Onde Deus permite pedir alguma coisa através das imagens?
Respostas: Se na Bíblia protestante ainda não foi arrancado estes dois capítulos, por favor, confira em (Êxodo 25, 18) onde Deus manda fazer querubins que são imagens, e em (Êxodo 25, 22) onde Deus diz que se encontraria com Moisés através daquelas imagens. “Terão esses querubins suas asas estendidas para o alto, e protegerão com elas a tampa, sobre a qual terão a face inclinada. Colocarás a tampa sobre a arca e porás dentro da arca o testemunho que eu te der. Ali virei ter contigo, e é de cima da tampa, do meio dos querubins que estão sobre a arca da aliança, que te darei todas as minhas ordens para os israelitas.” Obs: Se Deus diz vir até Moisés junto aos Querubins. É através daqueles Querubins (que são imagens) que Moisés faz os seus pedidos. Mais claro do que isso, é impossível.

Deus proibiu fazer imagem em (Êxodo 20, 4) “Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança”.
Imagem: é a representação de um ser em seu aspecto físico. Assim imagem é uma fotografia, uma estátua, um quadro, etc.

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Ídolo: é um falso deus, inventado pela fantasia humana (sol, lua, animais, etc.). Adorar: é o ato de considerar Deus como o único criador e senhor do mundo. Idolatria: é o ato de adorar o falso deus, ou seja, é considerar o falso deus como criador e senhor do universo. Venerar: é imitar, homenagear, saudar, etc. honrar, louvar,

Deus proíbe a fabricação de ídolos, não de imagens. Lendo na Bíblia (Êxodo 20, 1-5), percebemos que Deus proíbe severamente a fabricação de ídolos (falsos deuses) para serem colocados no lugar do Deus verdadeiro (criador do universo). Quando as imagens não são para serem colocadas no lugar de Deus, isto é, quando as imagens não são para serem adoradas, então o mesmo Deus as manda fazer, e muitas. Exemplo das imagens que mandou fazer. Ler (Êxodo 25, 1820) (26,1-2; 37, 7-9) (1 Reis 6, 23-29) (1 Reis 6, 32; 7, 36; 8,7) (2 Crônicas3, 10-14; 5, 8) (Ezequiel 41, 17-21) (Números 21, 8-9) (1 Crônicas 28, 18-19) (Números 7, 89) (1 Samuel 4, 4) (2 Samuel 6, 2) (Hebreus 9, 5)

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O templo de Deus, construído ricamente pelo rei Salomão, estava cheio de imagens de escultura e Deus se manifestou nesse templo e o encheu de sua glória: (Ezequiel 41, 17-20 - 43, 46). Nesse templo havia até imagens gigantes: (1 Reis 6, 23-35) (2 Crônicas 3, 10-14) tinha “a serpente de bronze, querubins de ouro, grinaldas de flores, frutos, árvores, leões”, etc. (Números 21, 9) (Êxodo 25, 13) (Ezequiel 1, 5; 10, 20) (1 Reis 6, 18, 23; 7, 36) (Números 8, 4). É bom lembrar que os primeiros Cristãos usavam imagens nos lugares de culto, nos cemitérios e nas catacumbas. Perseguidos, para auxiliar sua fé tão posta à prova, pintavam e esculpiam naqueles subterrâneos, figuras representando Cristo e Sua Mãe Santíssima. O que mostra de passagem que o culto também à Mãe de Cristo é tão antigo quanto o próprio Cristianismo. Ademais o fato de que Deus apareceu sob forma visível no mistério da encarnação parece um convite a reproduzir a face humana do Senhor e dos seus amigos. As primeiras imagens eram inspiradas pelo texto bíblico (cordeiro, bom pastor, peixe, Daniel, Moisés); mas podiam também representar o Senhor, a virgem Maria, os Santos Apóstolos e Mártires. Desde os inícios da arquitetura sacra as Igrejas foram enriquecidas com imagens tanto a título de instrução dos iletrados.

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Além do mais, o próprio Jesus deixou sua imagem estampada no "Santo Sudário", para que ninguém ouse dizer que Deus proíbe imagens.

Católicos se prostram diante imagens e pessoas. Isso é idolatria!

de

Respostas: Prostrar-se não significa adoração. A Bíblia está cheia de exemplos. Pena que nossos irmãozinhos não a lêem. Veja: (Josué 7, 6) "Josué rasgou suas vestes e prostrou-se com a face por terra até a tarde diante da arca do Senhor, tanto ele como os anciãos de Israel". - Josué e os anciãos de Israel eram idólatras? A Arca também não era uma imagem? (1 Reis 1, 22-23) “O profeta Natã... veio perante o rei e se prostrou diante dele”. O profeta era idólatra ? (2 Reis 2, 14-15) “Eliseu atravessou o rio. Os irmãos profetas... vieram ao seu encontro e se prostraram por terra, diante dele”. - Os profetas estariam adorando Eliseu? E São Tomás de Aquino complementa com perfeição o raciocínio: “O culto da religião

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não se dirige às imagens em si como realidades, mas as considera em seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não termina nela, mas tende para a realidade da qual é imagem.” (Suma Th.IIII,81,3,ad3. apud CIC §2132).

Jesus em Apocalipse, disse: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados e não tomes parte das suas pragas. (Apocalipse 3, 13- 17).
Respostas: Observamos, antes do mais, que a citação é falha; o texto transcrito se encontra em (Apocalipse 18, 4). – A exortação para sair... refere-se a Babilônia, imagem da Roma pagã e perseguidora dos cristãos; nada tem a ver com a Igreja Católica, à qual o autor do Apocalipse pertencia. Não se pode interpretar um texto bíblico isoladamente do seu contexto. Mais uma interpretação secundária e subjetiva.

Conclusão do Estudante de Teologia Protestante Quando enviou estes Questionamentos

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“O meu objetivo com este estudo bíblico não é ofender os católicos. Apenas oferecer-lhes conteúdo bíblico para analisar a doutrina católica e tirarem suas próprias conclusões.”
Respostas: De maneira nenhuma você ofendeu os Católicos, apesar de não oferecer nenhum conteúdo Bíblico, nem nada, e sim a deturpação da Palavra. Se tivesse acreditado em seus falsos argumentos, eu era mais um fanático e iludido, que talvez, a partir de amanhã mesmo, já começaria a combater a Igreja Católica, a ÚNICA IGREJA fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Se você é católico praticante, não praticante, espero que creia na Bíblia como única fonte de verdade, sendo assim analise o que ela fala sobre as doutrinas católicas.
Respostas: A verdade está nas Escrituras, Tradição e Magistério da Igreja, a teoria da Solla Scriptura, já é uma teoria morta.

Jesus nos prometeu em (João 16, 13) que o Espírito Santo nos guiaria em toda a verdade.

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Respostas: Sim, mas não podemos ficar ao livre arbítrio para não se resvalar nos erros protestantes, onde a cada dia surge uma interpretação diferente e uma igreja em cada esquina, “Os butecos da fé”.

Procure-a por si mesmo na Bíblia, orando e pedindo a Deus, sem se deixar influenciar por opiniões humanas.
Respostas: É o que estou fazendo! Não estou sendo influenciado pelas opiniões dos protestantes.

Busque com o coração aberto e sincero que com certeza você terá a revelação da verdade.
Respostas: Já tive a revelação sim, ela foi confiada unicamente a Igreja que é coluna e fundamento da verdade (1 Tim 3, 15) e está somente na Igreja Católica Apostólica Romana. E para finalizar, quero deixar algumas palavras de um renomado Cristão e defensor da Fé Católica. Nilton Fontes!

Sola

Scriptura, Sola

Fide

e

Sola

Gratia. “Agora vamos mostrar a causa, e a origem de tudo”...

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Lembre que foi a soberba que derrubou satanás e seus anjos do céu (Apocalipse 12, 9). Então, comece a estudar as coisas básicas que ainda não entendeu. Vamos ao início: Diz o Gênesis que “A serpente era o mais astuto dos animais” (Gêneses 3, 1) Já no Evangelho, o Senhor Jesus nos compara às ovelhas. Sabe por quê? Porque em relação ao inimigo astuto (Gêneses 3, 1) nós somos frágeis como ovelhas. A ovelha só fica protegida, se estiver junto ao pastor no seu redil, em companhia de todo o rebanho. É aí que entra a astúcia de Satanás. Sabendo ele que não nos pode arrebatar, se estivermos no redil do Pastor (A Igreja de Cristo), a primeira coisa que ele faz é convencer-nos de sair dela. E ficando a sós, nos tornamos presas fáceis dele. E ele retira você da Igreja, retira seu alimento, o Pão da Vida (Eucaristia), retira sua mãe Maria, retira a Palavra (pois a Palavra que cada um interpreta como quer, não vale nada...) e pronto: você caiu na armadilha do inimigo! É esta a tragédia que lhe aconteceu... Você abandonou a Igreja, deixou o alimento de Vida Eterna... E se tornou presa fácil da astúcia de Satanás.

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Então Satanás começa a segunda parte do seu trabalho, ainda mais astuto, que a primeira. Agora ele vai convencê-lo de que você está certo, todos na Igreja erraram, todos os apóstolos erraram, todos os cristãos erraram, mas VOCÊ É O ILUMINADO, O MAIS INTELIGENTE, O ESCOLHIDO PARA CONSERTAR TUDO! COMO SEU ORGULHO VAI CRESCENDO, VOCÊ COMEÇA A ABRIR UMA “IGREJA” JUNTAMENTE COM OUTRAS QUE VÃO SURGINDO EM CADA ESQUINA. Como esta proposta satisfaz o seu “ego” (soberba), você aceita logo, e sem saber começa a trabalhar para ‘o inimigo’... Mas ele sabe também que você conhece um pouco da Palavra de Deus e pode acabar descobrindo sua mentira. Então ele cuida de criar “pistas seguras”, de modo que entrando por elas, você não consiga mais encontrar a verdade. Estas pistas "A PRIORI", (sem precisar de provas) são algumas teses que subvertem todo o ensinamento do Senhor. Os três "Sola" É aqui que entram as famosas premissas de Lutero. Os três "sola": Sola Scriptura, Sola Fide e Sola Gratia. E está pronto e pavimentado o caminho da perdição.

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Então precisamos logo desfazer essas mentiras que sustentam todas as heresias e seitas derivadas do protestantismo: 01) Sola Scriptura - É tão grotesca mentira, que apenas a leitura da Bíblia, já a derruba: (João 20, 30 e João 21, 25). E fica ainda mais claro, quando comparamos com outras passagens como a promessa do Paráclito (João 14, 16-26) (João 15, 26) (João 16, 7-13) e seu efetivo derramamento (Atos 2) Se a Sola Scriptura fosse verdade para que precisaríamos do Espírito Santo, se tudo já está na Bíblia? O que Ele viria ensinar, se tudo já foi ESCRITO? Além disso, a Bíblia não caiu pronta do Céu. É uma síntese da pregação dos Apóstolos. Se não fosse a Igreja Católica, com seus monges a copiarem manualmente as Escrituras durante 1.500 anos, onde estaria a Bíblia? Se ela fosse suficiente, como saberíamos a lista dos livros canônicos, se ela não traz a lista deles? Acho que para qualquer pessoa de mediana inteligência, já é o suficiente para entender que a TRADIÇÃO APOSTÓLICA é indispensável para o entendimento da Palavra de Deus. E cai a primeira mentira de Satanás. 02) Sola Fide - Esta é tão grotesca, que as passagens da Escritura que ela contradiz são tantas,

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que qualquer criança da pré-catequese é capaz de dizer. Satanás só consegue cegar e convencer os eruditos com essa mentira, pois se cumpre aqui a Palavra do Senhor em (Mateus 11, 25 e Lucas 10, 21). Mas vamos logo à sua incoerência: Diante das dezenas de textos, vou citar só três. (Mateus 16, 27) "Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai com seus anjos, e então recompensará a cada um segundo suas obras."; (Tiago 2, 26) "Assim como o corpo sem a alma é morta, assim também a fé sem obras é morta."; (Apocalipse 14, 13) "Sim, diz o Espírito, descansem dos seus trabalhos, pois as suas obras os seguem". Se ainda restar alguma dúvida, leia (Mateus 25, 31- 46), onde vemos que o destino final de cada um está intrinsecamente vinculado às obras que praticou. Cai a segunda grande mentira de Satanás. 03) Sola Gratia - (só a Graça) - Outro terrível princípio, pois diz que uma vez justificado, estamos salvos para sempre. É o "pecca fortiter"

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(Você pode pecar à vontade, que seu pecado está coberto pela graça de Deus). Ora isto vai contra toda a Palavra de Deus: "Aquele que diz conhecê-lo e não guarda os seus mandamentos é mentiroso e a verdade não está nele" (1 João 2, 4), é portanto contra os dez Mandamentos, que ordena todo comportamento moral. E cai o terceiro embuste satânico. Como todo o edifício do Protestantismo está assentado sobre esses três pilares, acho que não é preciso dizer mais nada, para saber que já ruiu. Não há mais pilar algum, apenas areia... e areia movediça. E não passa de insensato quem constrói sua casa sobre a areia, como nos adverte o Senhor em (Mateus 7, 26). Só me resta agora, concluir com o convite fraterno de que volte para o redil do Senhor, a casa construída sobre a rocha, (conf. Mateus 16, 16-19). É na barca de Pedro que você estará seguro. É nela que você receberá a sã doutrina, pois Jesus nos instrui a partir dela: “subiu a uma das barcas que era de Simão e pediu-lhe que a afastasse um pouco da terra; e sentado, ensinava da barca o povo” (Lucas 5, 3). Não entre mais em qualquer barca furada, corre-se o risco de se afundar! Pense bem!

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Conclusão

Como se vê, a Igreja Católica não tem nenhuma doutrina que não venha da própria Bíblia, tudo está lá. As expressões da fé e do culto Católico não são senão o desabrochamento homogêneo das virtualidades do Evangelho; sob a ação do Espírito Santo. É o grão de mostarda trazido por Cristo à terra que tornou-se grande árvore, sem perder a sua identidade (cf. Mateus 13, 31). E a grande razão pela qual o Protestantismo se torna duvidoso ao cristão que reflete, é o subjetivismo que o impregna visceralmente. A falta de referenciais objetivos e seguros, garantidos pelo próprio Espírito Santo (João 14, 26) (João 16, 13), é o principal ponto fraco ou o calcanhar de Aquiles do Protestantismo. Disto se segue a divisão do mesmo em centenas e centenas de denominações diversas, cada qual com suas doutrinas e práticas, na maioria das vezes contraditórias ou mesmo hostis entre si. Esta diluição do Protestantismo e a perda dos valores típicos do Cristianismo estão na lógica do principal fundador - Martinho Lutero, que apregoava o livre exame da Bíblia ou a leitura da mesma, sob as luzes exclusivas da inspiração

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subjetiva de cada crente; cada qual tira das Escrituras "o que bem lhe parece ou lhe apraz".

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Obras do mesmo autor:
1 - As Diferenças entre a Igreja Católica e Igrejas Evangélicas 2 - Porque estes Protestantes se tornaram Católicos 3 - Lavagem cerebral e hipnose no meio Protestante

São 03 obras em defesa da fé Católica que estão disponíveis em livrarias Católicas de todo o Brasil e também pela Internet.

Maiores informações: jaime.francisco@bol.com.br (61) 9933 – 6192 ou www.respostascatolicas.webnode.com.br ou ainda: www.editoracomdeus.com.br Saiba como responder aos Protestantes: www.respostascatolicas.webnode.com.br

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