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Pedido de Reconsideração

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Pedido de Reconsideração

Revista Temas Atuais de Processo Civil V.1 - N. 1 - Julho de 2011 Pedido de Reconsideração Jonathan Iovane de Lemos
Advogado. Mestre em Direito e Especialista em Direito Processual Civil pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do

Artigo originalmente publicado na Revista Brasileira de Direito Processual RBDPro. Ano 18, v.71, p.69-89, 2010. ISBN: 0100-2589. Sumário: 1) Notas Introdutórias; 2) Pedido de Reconsideração – Elementos; 2.1) Conceito e Conteúdo; 2.2) Origem e Natureza Jurídica; 2.3) Hipóteses de Cabimento; 2.3.1) Preclusão; 2.3.1.1) Preclusão para o Juiz e para as partes – Alcance dos artigos 471 e 473 do CPC; 2.3.1.2) Síntese; 2.4) Atos atacados pelo Pedido de Reconsideração; 2.5) Prazo; 2.6) Interposição simultânea com Recurso e Litigância de Má-fé; 2.7) Legitimidade; 2.8) Competência; 2.9) Princípio da Fungibilidade no Pedido de Reconsideração; 2.10) Efeitos; 2.11) Princípio do Contraditório e o Pedido de Reconsideração; 2.12) Pedido de Reconsideração e Embargos de Declaração; 3) Considerações Finais; 4) Bibliografia.
Sul (PUCRS).

1. Notas Introdutórias

A precípua função do processo, em virtude do monopólio da jurisdição, está na proteção dos interesses individuais e da coletividade, mediante a aplicação do ordenamento jurídico, sendo, indefectivelmente, em seu desenlace, um instrumento de realização da justiça[1]. Sob esse foco, cumpre ao legislador determinar o processo de maneira a torná-lo rápido, efetivo e justo, entregando à parte o bem da vida almejado, devendo ser estruturado em tantos atos quantos sejam necessários para alcançar a sua finalidade[2]. Todavia, o processo por mais que busque esforços na tentativa de alcançar uma prestação jurisdicional célere, que resolva, de maneira irrepreensível, os conflitos intersubjetivos existentes, ainda acarretará, de maneira paradoxal, um inconformismo à(s) parte(s) litigante(s). A solução estatal, a primeira vista, nunca desfrutará de validade perante o pólo sucumbente, já que a irresignação é característica indissociável da condição humana. A permissão para impugnação das decisões judiciais assegura o aperfeiçoamento do ato judicial, possibilitando a reparação de qualquer erro existente, se existente, no conteúdo do provimento, apaziguando-se verdadeiramente os litigantes[3]. Entretanto, a ânsia das partes em recorrer não se dá por satisfeita com os meios legais existentes, fato que “desbravou outros caminhos para desafiar os pronunciamentos do órgão judiciário”[4], originando os chamados sucedâneos recursais.

Dentre os vários tipos de sucedâneos, um nos chama maior atenção: o pedido de reconsideração, instituto criado pelo hábito forense[5], de larga utilização[6] pelas partes, mas que, contudo, ganhou pouco relevo na doutrina e na jurisprudência[7], tendo, inclusive, sua legalidade questionada[8], chegando-se a sustentar que o instituto era vedado por normas de direito público[9]. Em pesquisa doutrinária, não se contabilizou uma dezena de escritos específicos sobre o tema, sendo que, dos autores que aceitaram a tarefa, poucos foram além da discussão acerca das hipóteses de cabimento do pedido de reconsideração, estando, ainda, muitos dos artigos desatualizados de acordo com as recentes e inúmeras modificações formalizadas na Lex Instrumentalis. Nesse quadro, levando em conta que o pedido de reconsideração processual “é figura que, em hipótese alguma, pode, a nosso ver, ser ignorada pelo estudioso do direito”[10], tentar-se-á, em linhas gerais, situá-lo, analisando suas hipóteses de cabimento, seus requisitos, seu prazo, sua legitimidade, seu conteúdo, seus efeitos, dentre outras questões pertinentes, tudo em conformidade com o sistema processual vigente[11] – pois de nada adianta a definição de um instituto que não possui utilização por contrariar as disposições legais existentes, baseando-se em um código hipotético, dissociado e inaplicável ao cotidiano forense –, ressaltando, durante a evolução do artigo, a aplicação da jurisprudência das Cortes Superiores sobre o assunto[12].

2. Pedido de Reconsideração – Elementos

2.1. Conceito e Conteúdo

O termo “reconsiderar”, etimologicamente, possui os sentidos de “1. retomar o exame de (questão); tornar a considerar; 2. pensar melhor; repensar; 3. anular decisão já tomada; desdizer-se”, definições de curial importância, neste momento, para que se possa delimitar o conceito e o conteúdo do pedido de reconsideração. Preambularmente, nota-se que todas as definições conduzem ao sentido de uma segunda reflexão sobre o assunto a reconsiderar, não importando a manutenção/modificação dos fundamentos pretéritos existentes. Mas qual é a importância desta afirmação para conceitualização do “pedido de reconsideração”? Veja-se: por exemplo, considerando-se que o pedido de reconsideração, compulsoriamente, deverá versar apenas sobre aquilo que foi decidido, limitado pela linha argumentativa/provas analisada pelo juízo – solicitando, apenas, uma nova reflexão sobre o tema e, conseqüentemente, a reconsideração da decisão –, o pedido feito pela parte que traz ao conhecimento do magistrado uma nova interpretação ou novas provas sobre a questão em apreciação, em um caso de indeferimento de antecipação de tutela, poderia ser definido como pedido de reconsideração?

Tal fato é de suma importância, já que se aceito o argumento de que a modificação dos fundamentos e/ou a demonstração de um novo quadro fático[13] enseja a entrega de uma nova manifestação judicial, o prazo de início para interposição de agravo será o da publicação da decisão que analisar o “novo” fundamento e não o da primeira decisão indeferitória. Defendendo esse último ponto, apenas com algumas divergências em relação à legitimidade para realização do pedido, manifesta-se MARIA BERENICE DIAS, narrando que o pedido de revisão (nomenclatura utilizada pela autora para qualificar o fenômeno acima narrado) é diverso do requerimento de reconsideração, pois naquele “a parte verte os seus fundamentos para que o juiz reaprecie o que decidiu, atentando nos fundamentos que não foram sopesados quando apreciou o requerimento da outra parte [...] (suspendendo-se) o prazo para esgrimir agravo de instrumento”[14]. Todavia, não concordamos com a autora, tendo em vista que o pedido de reconsideração vislumbra a modificação de um decisum, pelo próprio juízo prolator, imediatamente, não importando as razões utilizadas para tanto. O fato proeminente do instituto em análise é o pedido de nova reflexão, para o mesmo juiz, sobre assunto que já houve manifestação judicial, sendo irrelevante, via de regra, se existe ou não linha argumentativa contemporânea, ou novas provas aptas a alteração da decisão. Dentro desse quadro, o pedido de reconsideração pode ser definido como “o requerimento apresentado pela parte ao órgão judiciário que proferiu o ato decisório para reformá-lo, retratá-lo ou revogá-lo”[15].

2.2. Origem e Natureza Jurídica

O pedido de reconsideração, segundo NELSON NERY[16], tem suas origens nas Ordenações Filipinas, mais especificamente em seu Livro III, Título 65, n.º 2[17], evoluindo através do tempo, chegando a ser incorporado em alguns códigos estaduais – v.g., Código de Processo Civil do Rio Grande do Sul (art. 528)[18]. Inobstante sua expressa previsão legal, o pedido de reconsideração nunca obteve no Brasil natureza jurídica de recurso, ao contrário de outros países latino-americanos, e.g., Argentina e Cuba, e europeus, v.g., Alemanha[19], mas apenas o caráter de sucedâneo recursal[20]. A legislação nunca o tratou como meio legal de impugnação de decisões[21], apesar de possuir esse desiderato processual, não obtendo, também, o efeito de impedir o trânsito em julgado do decisum a ser reconsiderado. Nota-se, portanto, que o instituto em comento já esteve positivado em nossa legislação[22], mas nunca de forma sistematizada, restando, nos dias atuais, previsto de maneira indireta em diversos artigos de nosso código[23], v. g., art. 527, parágrafo único[24], dispositivos que reconhecem, inegavelmente, a sua existência.

vinculando-se à análise da preclusão. Sob essa ótica. determinada conseqüência jurídica”[34]. elidindo quaisquer preocupações aparentes em relação ao “prazo. se comparado com um julgamento de recurso. Em seu progresso. Ou seja. os momentos e prazos para as suas respectivas manifestações. que definiu a preclusão como a perda. 2. vislumbrando em seu lugar a noção de ônus – pois a parte possui a “oportunidade de agir. sem contar a celeridade da decisão sobre o pedido.3.3. um instituto que visa a fazer o processo “andar para frente”[36]. em função de se ter atingido os limites assinalados em lei ou ao seu exercício[33]. se concretizada ou realizada. prevendo a lei. sem o qual nenhum procedimento teria fim”[38]. articulação de razões e formação de instrumento”[26].] (constituindo) princípio fundamental da organização do processo. estipulando. mormente aos artigos 471[28] e 473[29] do CPC. fatos que acarretam em “economia de tempo e dinheiro”[25] às partes. nota-se que a preclusão foi criada para fornecer os meios de evitar discussões infinitas no bojo processual. Hipóteses de Cabimento A prática reconheceu e adotou os pedidos de reconsideração. em sua gênese. objetivo e rigoroso do princípio da responsabilidade da parte [. possuindo.. um pouco óbvia. extinção ou a consumação de uma faculdade processual da parte. ônus é “uma atividade que. caráter punitivo dentro do processo. hodiernamente. recebeu críticas e novos limites. Preclusão A preclusão. Dessa sua difusão nos corredores forenses. de que o pedido de reconsideração só teria cabimento contra decisões não preclusas para as partes e para o juiz. foi inspirada na poena praeclusi[31]. terá (provavelmente) seus resultados revertidos em benefício daquele que a desempenhou”[35]. fator que ressalta “o caráter público. preparo.2. pelo seu não uso dentro do prazo peremptório previsto pela lei”[40]). a doutrina indicou três modalidades de preclusão. portanto. recebendo contornos através do célebre estudo de CHIOVENDA. Ultrapassada a sua conceituação. a cada parte. ganhou largo desenvolvimento pela doutrina italiana[32]. seja pela facilidade de sua interposição. É. baseando-as nas causas que lhes dão origem[39]: (a) temporal (“perda da faculdade processual. instituto que tem origem no direito romano-canônico[30]. Tal conceito. chegando-se à conclusão. nos dizeres de TEREZA ARRUDA ALVIM. mostrando-se “um instrumento simples e não raras vezes eficaz para a impugnação de decisões judiciais”[27]. no caso de omissão.1. iniciou-se na doutrina o estudo detalhado de suas hipóteses de cabimento. impedindo “eternos retornos no curso do procedimento”[37].. retirando-se a idéia de faculdade. (b) consumativa (“impossibilidade da prática do ato decorre da circunstância de já se ter o . seja pela ausência de quaisquer requisitos formais e/ou substanciais na sua elaboração.

Dentro desse quadro. a partir de agora. Há de se ressaltar. Preclusão para o Juiz e para as Partes – Alcance dos artigos 471 e 473 do CPC Inexiste na legislação nacional uma sistematização sobre o instituto da preclusão. hipóteses de redefinição do julgado. ao meritum causae[52]. como é notório. segundo alguns doutrinadores. retratar as decisões proferidas no curso do processo”[49]. §3º[47] e 301.3. de modificá-la – com exceção das matérias de ordem pública. excetuando. dois possuem fundamental importância para o desenvolvimento do pedido de reconsideração. o artigo possui redação confusa. exclusivamente. misturou resoluções interlocutórias e sentenças definitivas”[51]. via de regra. o juiz estaria impossibilitado.praticado”[41]) e (c) lógica (“prática de ato incompatível com aquele que se pretenda exercitar no processo”[42]). Todavia. de acordo com a combinação dos artigos 267. parcela da doutrina aduz que o termo “questões” faz referência. realizada a análise de alguma questão. clamando-nos uma especial atenção: artigos 471 e 473 do CPC. deixando margem para as mais diversas interpretações. que a preclusão se opera em relação à impugnação da decisão. que podem ser decretadas ex officio. Dentre os artigos existentes. fenômeno conhecido na doutrina como preclusão pro judicato – nomenclatura corretamente criticada por JOSE MARIA ROSA TESHEINER[44] –. §4º[48] do CPC –. já que o Código de Processo Civil brasileiro limita-se a fazer menções fragmentadas sobre o tema[45].1. . “insinua o veto de o juiz. pois “falando de decisões. ainda. analisar a possibilidade de preclusão das questões do processo ao juiz. Passada essa breve determinação do tema.1. Primeiramente. O artigo 471 dispõe que “nenhum juiz decidirá novamente as questões já decididas. cumpre-se. e às partes. não a elas próprias[43]. o CPC brasileiro está muito distante de ser um exemplo de rigor técnico e precisão lingüística. em seus incisos. o que afastaria o cabimento do pedido de reconsideração. sendo o dispositivo 471 um bom paradigma dessa imprecisão. Em suma: o artigo 471. relativas à mesma lide”. aglutinando no mesmo período os conceitos carneluttianos de “questão” e de “lide”. de regra. “sendo de má técnica legislativa”[50]. Tal dispositivo. que tanta confusão causa na doutrina. enquanto outra narra que a palavra “questões” refere-se a qualquer “ponto de controvérsia no curso da lide”[53]. caput. 2. convalida a afirmação de existência de preclusão que atinge o órgão jurisdicional[46]. pois.

relativamente às terminologias utilizadas pelo CPC.º 5. com definitividade. pelo menos no sentido do artigo 471. não podendo. . portanto. e a sua resistência pela outra. que o próprio inciso I do dispositivo emana: “[.. definindo-o como “um ponto[59] duvidoso. É de se ressaltar. Dessas breves notas. restando claras as razões que conduzem a identificação do termo “questões” à resolução do objeto litigioso no caso concreto. é aquela dada pela primeira corrente citada. estando limitada. [. após o estudo do conceito de pretensão e razão.] il conflitto di interessi tra due persone qualificato dalla pretesa dell'una e dalla resistenza dell'altra“[57].. levando em consideração a impossibilidade de julgamento fracionado da demanda de acordo com a atual jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça[65] –. ou proibindo. De fato. possibilitando. já que acarretaria. embora não pareça a melhor opção sobre o tema. significar qualquer decisão sobre ponto incidente no curso do procedimento.. Já CARNELUTTI engendrou seu conceito de lide a partir da idéia de “interesse”. tem-se um conflito de interesses. mas que não se confunde com a lide[61].. CARNELUTTI. questão. o objeto principal do processo e nela se exprimem as aspirações em conflito de ambos os litigantes”[55]. Em sua obra.. Ministro da Justiça do país à época da publicação da Lei n. está diretamente vinculado à pretensão processual da parte autora. Como observado. que “o projeto só utiliza a palavra “lide” para designar o mérito da causa. via de regra. pelo que dispõem os artigos 2º[63] e 128[64] do CPC. Adicionando-se a tal quadro a pretensão de uma parte. ao nosso sentir. é qualquer ponto controverso existente. estar-se-á permitindo. que para CARNELUTTI nada mais é que “[. antes de entregue a manifestação definitiva judicial. Todavia. pois se duas ou mais pessoas têm interesse pelo mesmo bem. todavia. o que ensejou a criação das duas correntes citadas. corroborando tal entendimento. informa. a sua preclusão. mesmo tendo em mente os conceitos expostos. a possibilidade de prolação de sentenças parciais de mérito. é solvido pelo magistrado em um único momento. que a uma só possa satisfazer.Tal discussão é de basilar importância para o pedido de reconsideração. a reanálise por parte do juiz de qualquer matéria decidida. pois. em hipóteses alguma. o termo “questões”.869/73. a possibilidade de reconsideração das decisões para o magistrado. de fato ou de direito”[60].. O meritum causae – não importando se aceite. acatada uma ou outra corrente. nasce a lide. ao nosso sentir.] A lide é. que é a exigência da subordinação a um interesse próprio de um interesse alheio[56]. Veja-se que ALFREDO BUZAID[54]. realiza a análise do conceito de questão. segundo a teoria clássica de CARNELUTTI. ao meritum causae. acabando por desenlaçar que “o mérito é o complexo das questões materiais que a lide apresenta”[62]. ou não. classificada por LIEBMANN como “o mais ousado esforço feito até hoje para procurar identificar o conteúdo material do processo”[58]. a melhor interpretação do artigo 471 do CPC. não podendo ser outra a interpretação do artigo 471. que vincula o termo “questão” àquelas situações referentes ao mérito da causa – que apenas são decididas na sentença –.] o que foi estatuído na sentença”. já se denota a ambígua redação do artigo em mote. ou não.

após a preclusão de determinada questão. A preclusão é sanção imposta à parte. como destacado no item superior. momento pelo qual. não a estando presente até a prolação da sentença de mérito. Síntese A doutrina.3. 2. em sentido contrário ao do artigo preteritamente analisado. retomem a sua discussão. qualquer que seja o grau de jurisdição ordinária. no curso da lide. ambos do CPC. apenas nos casos dos incisos dos artigos 463[72] ou 471. que. com razão as afirmações de SERGIO PORTO: “questão decidida representa todo o ponto controvertido que. aplica-se perfeitamente ao tema: Acerca dos pressupostos processuais e das condições da ação. o artigo 473 determina. mesmo que se entenda pela preclusão de questões para o juiz. preclusa para a parte toda a questão decidida não atacada pelo recurso competente. pois. (grifo nosso). com exceção de questão decidida pelo órgão hierarquicamente superior[70]-[71]. expressamente. em todos os livros consultados. citada por ARAKEN DE ASSIS[66]. não se deve olvidar que são poucas as decisões judiciais prolatadas no curso do procedimento que . inviável o julgamento parcial da demanda. Para o juiz só opera a preclusão maior. exigiu manifestação jurisdicional”[67].Veja-se uma decisão do Pleno do Supremo Tribunal Federal. Entende-se que não existe preclusão para o juiz. A proposta do artigo em destaque tem como escopo impedir que as partes. enquanto não acabar o seu ofício jurisdicional na causa pela prolação da sentença definitiva. essa não parece ser a melhor resposta sobre o assunto. já que. Entretanto. porque consiste na perda de uma faculdade processual: não se aplica ao juiz. salientando ser inútil “tentar encartá-las em categorias que se pretendam exaurientes”[69]. procurou estabelecer que apenas as questões passíveis de manifestação ex officio pelo magistrado poderiam ser reconsideradas. Aqui. apontando as principais hipóteses[68] em que se admitiria o pedido de reconsideração. a impossibilidade de se tratar de “questões materiais (de mérito)” a redação desse dispositivo. Ainda. a coisa julgada. Já para as partes.1.2. como dito acima. sendo lógica. ou seja. impossibilitando a sua solução definitiva de maneira fracionada no andamento do processo. mutatis mutandis. na linha de raciocínio até então exposta. a proibição de discussão acerca das questões preclusas “no curso do procedimento”. Resta. poderão ser alteradas as disposições sentenciais. não há preclusão para o juiz.

PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO. 2. e. onde a parte prejudicada poderá solicitar a reconsideração do decisum que julgou liminarmente os pedidos da ação ou decretou o indeferimento exordial. 471. (RCDESP no AgRg no Ag 957. já que latente o transbordamento dos limites do pedido de reconsideração.4. A prática forense.. com exceção. 2. não incide o instituto contra acórdãos (art. mas. 163[78] da Lex Instrumentalis) proferidos pelos Tribunais[79]. §1º[76] e 296[77] do CPC. sendo possível a interposição do instituto contra decisão singular do magistrado. retificar a sua decisão ex officio. qualquer tentativa de limitar o cabimento do pedido de reconsideração. §2º[73] do CPC) e os despachos[74] (art. apenas nos casos de ordem pública. uma vez que a interposição desse pedido de reconsideração traduz erro .não se tratam de matéria de ordem pública. não preclusa para a parte. podendo.No caso. Ao contrário. QUARTA TURMA. plenamente cabível pedido de reconsideração contra julgamento monocrático a que se refere o art. 162. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA. 1. nos artigos 285-A. 162. em se tratando de acórdão de Turma do Tribunal não é cabível pedido de reconsideração.g. Pedido de reconsideração. DJe 23/06/2008) (grifo nosso). julgado em 12/06/2008. é a testemunha da inexistência de preclusão para o juiz. em face da autorização legal estipulada. que reconhece a aplicação do pedido de reconsideração. respectivamente: PROCESSUAL CIVIL. As sentenças. como. Pedido de reconsideração não-conhecido. do CPC. decisão da Primeira Turma desta Corte que os rejeitou. do CPC. Atos atacados pelo Pedido de Reconsideração Dos argumentos asseverados nos pontos supras. com exceção dos casos dispostos em lei. §1º do CPC. 557. portanto. estando o juízo limitado pelo disposto nos artigos 2º e 128 do CPC. Ora. Nesse sentido manifesta-se a jurisprudência dominante do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal. não são passíveis de reconsideração. Rel. AGRAVO REGIMENTAL. nos termos do art. §3º[75] do CPC). restando inócua. Ainda. tendo em vista o teor do art. assim como pelas decisões oriundas das Turmas Recursais. pode-se concluir que os únicos atos passíveis de pedido de reconsideração são as decisões interlocutórias (art. dos casos já mencionados. que não é suscetível sequer de conversão em novos embargos de declaração. claro. na mesma linha de raciocínio exposta. sim. 557. § 1º. NÃO-CABIMENTO.689/PA. Não cabe pedido de reconsideração em sede de decisão colegiada. a decisão recorrida não é despacho que tenha rejeitado embargos de declaração. . caput.

PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO.DOS EMB. normalmente. PENHORA.JULG. estará preclusa a questão para parte.419/06[81] c/c arts. torna–se preclusa para o exeqüente a oportunidade de insurgir–se contra a nomeação. 184. tem-se que a parte poderá pedir a reconsideração de uma decisão singular até o momento anterior em que ela se torne preclusa[80]. EXECUÇÃO. §2º[82] e 522[83] do CPC).REG. (AI-AgR-ED-segundo julgamento 331409 / SP . Prazo Do breve estudo realizado sobre o tema da preclusão. RECURSO ESPECIAL DESACOLHIDO.5. os despachos. II – Ainda que. Com efeito. §§ 3º e 4º da Lei n. não podendo fazê–lo meses depois.º 11. Relator(a): Min. NOMEAÇÃO DE BENS ACEITA PELO JUIZ. não se pode transformá–la em sucedâneo do recurso cabível. se dará após o transcurso do prazo do recurso cabível contra a decisão a ser reconsiderada. MOREIRA ALVES. não importando se prolatadas por Juízes. o que. Pretores. 2. SEG. quando já ultrapassado o prazo para a interposição .crasso. Desembargadores ou Ministros.NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. as decisões monocráticas proferidas em sede recursal e as sentenças passíveis de reconsideração por expressa determinação legal. por meio de petição. I – Sem ter interposto agravo contra a decisão de primeiro grau que aceitou os bens nomeados à penhora pelo executado. no décimo segundo dia após a data de disponibilização da decisão no Diário de Justiça (de acordo com o art. DJ 02/05/2003) (grifo nosso). Órgão Julgador: Primeira Turma.NO AG. 4º. Indeferida a realização de perícia técnica. Pedido de reconsideração não conhecido. e não interposto agravo dessa decisão. em princípio.DECL. seja possível a reconsideração de decisão judicial. SUCEDÂNEO DO RECURSO CABÍVEL APÓS O PRAZO DESTE. a qual não poderá mais requerer do juízo a sua reconsideração. Julgamento: 25/03/2003. Esse é o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça: PROCESSO CIVIL. quando já opostos embargos de devedor. os atos passíveis de pedido de reconsideração são as decisões interlocutórias. PRECLUSÃO.SÃO PAULO.

“não se submete à incidência do princípio da singularidade. quando o magistrado a quo. quando feito isoladamente.117/CE. SEGUNDA TURMA. não se mostra incabível a interposição do pedido. julgado em 16/12/1991. (REsp 303. a priori. Com efeito. Nota-se que a questão não estaria preclusa. Nesse ponto. fato reconhecido pela jurisprudência da Corte Superior: PROCESSO CIVIL. 1367) O pedido de reconsideração. não é recurso. Ainda. QUARTA TURMA. Ademais. INICIO. Todavia. . (REsp 13. deve-se atentar pela diferenciação existente entre o pedido de reconsideração e a possibilidade de retratação do magistrado.Apesar de o pedido de reconsideração poder fazer-se simultaneamente com a interposição de agravo. sobrevindo o julgamento do agravo distribuído no Tribunal.6. ostentando natureza de sucedâneo recursal. sem que haja. 2. AGRAVO DE INSTRUMENTO. Rel. PRAZO. podendo ser ajuizado em conjunto com outro meio de impugnação”[84]. enquanto esse funda-se na lei[86]. ainda. RECURSO ESPECIAL PROVIDO. 346) (grifo nosso). . como visto. enquanto não preclusa a questão para a parte. outro caso instigante seria. Ademais. a interposição do pedido de reconsideração após a interposição de agravo de instrumento e da manutenção da decisão agravada pelo juiz. DJ 17/02/1992 p. pelo acúmulo de serviço. demora para analisar o pedido de reconsideração interposto. esta resta possibilitada da apresentação do pedido de reconsideração. não incide. PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO ISOLADO. de acordo com a lei recursal pertinente. já que. Interposição Simultânea com Recurso e Litigância de Má-fé Um ponto interessante sobre o tema em análise é a possibilidade de interposição concomitantemente do pedido de reconsideração e o recurso cabível na espécie. qualquer violação ao princípio da singularidade/unicidade. o fenômeno da preclusão consumativa.528/TO. DJ 27/08/2001 p. Ministro HÉLIO MOSIMANN. julgado em 21/06/2001. já que pendente de julgamento o agravo de instrumento. pegando-se o mesmo exemplo referido acima. à primeira vista.deste. no caso concreto. Rel. Com efeito. CONTAGEM. não tem a força de interromper ou suspender prazo recursal. inclusive. dever-se-á analisar as razões do pleito. pela evolução do estudo até o momento. é plenamente possível. estaria beirando as penas da litigância de máfé. Ministro SÁLVIO DE FIGUEIREDO TEIXEIRA. Tecnicamente. pois aquele é oriundo da praxe forense. já que o pedido de reconsideração e o recurso possuem pretensões diversas[85].

IV. que o pedido de reconsideração seja formulado pela parte que teve sua solicitação inatendida pela primeira vez.560/SP. ser requerido por um terceiro e pelo Ministério Público[93]. 17. ressalta-se ser plenamente cabível a penalização da parte por utilizar de maneira impertinente o pedido de reconsideração. sob pena de aplicação da multa estipulada no artigo 18[91] do CPC. o pedido de reconsideração pode ser interposto por qualquer uma das partes. V e VI[89] do CPC) para conter eventuais abusos cometidos pelas partes[90]. Rel. O pedido de reconsideração é cabível por aquele que. não conhecimento do pedido. 17. não há mais possibilidade de o juiz reconsiderar sua decisão. Pedido manifestamente incabível. 512[87] do CPC. PRIMEIRA TURMA. aplicação de multa (CPC. face ao disposto no art. não importando sua forma de participação no processo (parte ou custos legis). Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI. DJe 12/03/2008) (grifo nosso). Legitimidade Diferente do aduzido por MARIA BERENICE DIAS[92]. devendo os magistrados empregar o instituto da litigância de má-fé (art. ARTS. inclusive. PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO DE DECISÃO COLEGIADA QUE NÃO CONHECEU ANTERIOR PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO CONTRA DECISÃO COLEGIADA. vê-se prejudicado no curso processual. restando prejudicado pelo deferimento/indeferimento de alguma solicitação. o que caracterizaria o interesse de sua reforma. Por fim. 2.Nesse caso. VI E 18). podendo. não deve ser utilizado de maneira temerária pelas partes. Não se torna obrigatório. julgado em 21/02/2008. Contudo.7. Essa é a orientação do Superior Tribunal de Justiça: PROCESSUAL CIVIL. portanto. O pedido de reconsideração é uma ferramenta profícua para resolução de diversos problemas que podem acontecer no desenvolvimento processual. (RCDESP na RCDESP no AgRg no Ag 795. pois operada “a substituição do ato impugnado pelo „julgamento‟ emanado do órgão ad quem”[88]. desde que haja sucumbência na decisão. .

deverá existir. mas residindo. no caso concreto: (a) dúvida objetiva (“hipóteses controversas na doutrina e na jurisprudência. Frisa-se que se trata do juízo e não. após a realização do laudo. “mesmo à falta de regra expressa”[99]. 2. desde que não esteja preclusa a questão.g. na qual. Dentro desse quadro.9. a respeito do recurso próprio contra algum ato decisório”[100]). como no caso de o juiz. Aplicação do Princípio da Fungibilidade no pedido de reconsideração O art. em 15 dias. 359[94] do CPC. quando o correto se encontra indicado expressamente no texto da lei”[101]) e (c) que o recurso impróprio seja interposto no prazo do recurso que se pretende transformá-lo[102]. previa o instituto da fungibilidade. do mesmo juiz que prolatou a decisão. até mesmo um terceiro. Para sua aplicação. pode interpor pedido de reconsideração. tal instituto foi retirado de nosso ordenamento. por força de razões mais ou menos convincentes. o juízo competente para apreciação do pedido de reconsideração é o “juiz que proferiu a decisão que se pretende ver reconsiderada”. Competência Outro ponto que merece atenção é a competência para a decisão sobre o pedido de reconsideração. 2. sua proficuidade. após o pedido do autor. seja questionando a sua exibição em demanda cautelar pretérita. 810[96]. Ademais. sob pena de aplicação de multa diária de R$ 100. até hoje. No caso de um processo no qual tenha sido indeferido o pleito liminar pelo juiz plantonista. especificamente. do revogado de CPC‟39. após a simplificação da sistemática recursal formalizada no Código de 1973[97]. o perito. plenamente cabível a interposição de pedido de reconsideração pela instituição financeira. seja argumentando pela existência de obrigação específica na lei sobre o tema – aplicação do art. o magistrado determina que a instituição financeira acoste aos autos os extratos bancários do período cobrado. v. (b) inexistência de erro grosseiro (“interposição do recurso errado. permitir o pagamento dos honorários periciais em parcela única. “partindo da falsa sensação de segurança derivada do esquema simples de correlação entre atos decisórios e recursos”[98]. Contudo. depois da solicitação do réu. cite-se uma ação de cobrança com fulcro nas diferenças oriundas de expurgos econômicos.Como exemplo.8. o pedido de reconsideração será apreciado pelo magistrado titular da vara a qual a ação foi encaminhada pela distribuição. Segundo NELSON NERY JÚNIOR[95].00 (cem reais). e não para o juiz plantonista que indeferiu a medida acautelatória. .

como corolário. toda a certeza da aplicação do tema na Corte Suprema não encontra ressonância no Superior Tribunal de Justiça. AGRAVO DE INSTRUMENTO. a fungibilidade do pedido.Em homenagem aos princípios da economia. existindo uma prevalência da possibilidade de reconhecimento do pedido de reconsideração como agravo regimental ou embargos de declaração. ELLEN GRACIE.NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. conforme denominado pela agravante. conforme está sedimentado no enunciado 7 da Súmula desta Corte. DJe 11/09/2008) (grifo nosso). EMB.REG. os meios impugnativos em que este poderia ser recebido estão categoricamente definidos em lei. Rel. BEM DE FAMÍLIA. 2. face à ausência dos requisitos “a” e “b”. III . dúvida objetiva sobre o tema. (AgRg no Ag 999. Ministro SIDNEI BENETI. Relator(a): Min.790/RJ. (AI-AgR-ED 335512 / SP . manifesta-se de maneira pacífica o Supremo Tribunal Federal: A apresentação de "pedido de reconsideração". pois em conflito interno acerca da uniformidade da questão. Embargos de declaração conhecidos como agravo regimental. da instrumentalidade e da fungibilidade pedido de reconsideração podem ser recebidos como agravo interno nos termos da jurisprudência desta Corte.NO AG. IMÓVEL RURAL. contra acórdão proferido por Turma não tem amparo legal. II . inexiste previsão legal do pedido de reconsideração. agravo interno/regimental ou embargos de declaração. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.Em âmbito de recurso especial não há campo para se revisar entendimento assentado em provas. de maneira paradoxal. não existindo. ao qual se nega provimento. encontra-se dividido sobre o tema. I . previamente elencados. que. portanto. dependendo do caso. RECEBIMENTO COMO AGRAVO REGIMENTAL. veja-se: PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO. impossibilitando. SÚMULA 7/STJ. Entretanto. FUNGIBILIDADE RECURSAL. configurando equívoco inescusável da parte.Desta feita. TERCEIRA TURMA. pode-se concluir que é impossível a aplicação do princípio da fungibilidade no pedido de reconsideração. a inviablizar a aplicação do princípio da fungibilidade recursal. REVISÃO. EXECUÇÃO. Nesse sentido.Agravo regimental improvido. Julgamento: 08/10/2002. sendo inviável o seu recebimento como agravo retido. Ora.DECL. o que obsta o reconhecimento de inexistência de erro grosseiro. MÓDULO RURAL.SÃO PAULO. DJ 08/11/2002) (grifo nosso). com o cotejo dos três elementos necessários para aplicação da medida. sendo que. POSSIBILIDADE. PENHORA. Órgão Julgador: Primeira Turma. julgado em 26/08/2008. . IMPOSSIBILIDADE.

REG. “sua pendência não impedirá a preclusão do direito de recorrer. acerca da (in)existência de algum outro efeito recursal no pedido de reconsideração (devolutivo. o que daria ensejo à possibilidade de recuperação do lapso a qualquer tempo[105]. Interposição após o julgamento da reconsideração. obstativo. RECURSO ESPECIAL. (AI-AgR 654382 / RS RIO GRANDE DO SUL. Juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário. Efeitos Em face da ausência de previsão legal. não se pode admitir a existência de quaisquer efeitos inerentes aos recursos de maneira extensiva ao instituto. INOCORRÊNCIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Pedido de reconsideração. DJe 02/06/2008) Agravo regimental em agravo de instrumento. prorrogando-se. não suspendendo nem interrompendo os prazos de interposição dos recursos cabíveis contra a decisão a ser reconsiderada. Órgão Julgador: Segunda Turma. (REsp 984. Não suspensão do prazo recursal.724/MG. DJ 01/02/2008) Válido o questionamento. AG. Recurso impróprio. Agravo de instrumento. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. Intempestividade. Tal posicionamento é realizado. PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO. RECURSO ESPECIAL DESPROVIDO. ainda. Relator(a): Min. Conforme aduz ARAKEN DE ASSIS[104].10. 4. Julgamento: 04/12/2007. o início do dies a quo para interposição do recurso. mesmo que . GILMAR MENDES. Tendo em vista a ausência normativa sobre o assunto. a doutrina é pacifica em relação à inexistência de efeito suspensivo no pedido de reconsideração[103]. Recurso adequado. Rel. essa não configura a melhor interpretação doutrinária sobre o assunto. Agravo de instrumento.Desse modo. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI. para evitar que a fluência do prazo recursal não reste ao alvedrio da parte. nem a decisão a seu respeito restituirá o prazo já vencido”. INTERRUPÇÃO DO PRAZO RECURSAL. 2. 5. Precedentes. PRIMEIRA TURMA.NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. julgado em 20/05/2008. justamente. 6. O posicionamento do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal não diverge do que dito: PROCESSUAL CIVIL. quiçá infinitamente. substitutivo e translativo). mesmo existindo a possibilidade jurisprudencial de fungibilidade do pedido de reconsideração.

“havendo prejuízo ou desvantagem. portanto. 2. tem-se de ressaltar que nos casos em que realizada a juntada de novos documentos deverá o magistrado proporcionar a manifestação da parte contrária. a priori. Nesse sentido: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. decidida a questão.11. versar sobre matérias de ordem pública. podendo. Pedido de Reconsideração e Embargos de Declaração Derradeiramente. também. travar-se-ia o mesmo embate feito anteriormente. pois. sendo. Todavia. sendo desnecessária. PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO. já que tranqüilo o entendimento de que a interposição de aclaratórios com finalidade de pedido de reconsideração não interrompe o prazo recursal. o magistrado não realiza a intimação da parte contrária acerca do pedido de reconsideração postulado. em ato contínuo. esse segundo ato do juiz que acolheu o pedido de reconsideração se classificaria como decisão interlocutória e. na ausência de procedimento delimitado.no pedido de reconsideração esteja contida. teoricamente. tal atitude do juízo não caracteriza. violação ao princípio do contraditório. realizada a discussão sobre determinado assunto. poder-se-ia suscitar a hipótese de violação ao princípio do contraditório nos casos de análise do pedido de reconsideração. NÃO OCORRÊNCIA. RECURSO . já que a matéria reapreciada deve. a devolução da questão a ser analisada pelo magistrado. Ainda. decidindo “logo após o pedido do requerente”[106]. 2. antes de decisão sobre o pedido de reconsideração[108]. O Princípio do Contraditório e o Pedido de Reconsideração Na prática. INTERRUPÇÃO. indiretamente.12. não parece oportuna a necessidade de intimação da requerida para que analise o pedido de reconsideração feito pela requerente. Porém. PRAZO RECURSAL. portanto. sendo lhe possibilitada a substituição de sua decisão anterior. a fim de situar questão presente nos tribunais. por si só. suscetível de impugnação pela via do agravo”[107]. ter sido debatida em momento pretérito. não se atendendo ao princípio do contraditório. mister realizar a distinção entre o pedido de reconsideração e os embargos declaratórios. a intimação da parte adversa sobre os limites do pedido de reconsideração formulado. Dentro desse quadro. Destarte.

DEFICIENTE. mas a falta de consideração de algum ponto crucial para o deslinde do feito (omissão). por isso. omissão e dúvida. 3. 964. porém não rebate a premissa firmada no acórdão recorrido no sentido de que o requerimento realizado era. rel.2007) (grifo nosso). ou não. 5. Aplicação da Súmula 284⁄STF e. interrompem o prazo recursal não pode servir para mascarar meros pedidos de reconsideração nomeados de "embargos de declaração". ainda.099/95[112]). O Tribunal a quo considerou que a peça nomeada de "embargos de declaração" representou. (assim como) percorrer todos os passos que conduziram à formação do ato para chegar a idêntico resultado”[111]. . ainda que rejeitados. um pedido de reconsideração. é de se notar que nos embargos de declaração a parte embargante requer o suprimento de um erro material ou formal. erro material e de fato). nos casos dos Juizados Especiais (art. qualquer pedido de reconsideração interposto sob a alcunha de “embargos de declaração” não obterá o condão de interromper ou suspender. o pedido de reanálise da decisão (pedido de reconsideração). o agravo de instrumento interposto seria intempestivo. realizar uma série de questionamentos até então esquecidos pela doutrina. ser apto à modificação do decisum. “não servem para reiterar o já decidido”[110]. objetivar a clarificação dos termos ou do dispositivo da decisão (obscuridade e dúvida). na verdade. interrompem o prazo recursal. pedido de reconsideração e. Pedido de reconsideração não é idôneo para a reabertura do prazo recursal. 2. Com efeito. Dos autos não constam a peça em referência – "embargos de declaração" – nem a decisão a que essa se refere. a fluência do prazo recursal. Recurso especial não conhecido. Os aclaratórios.235⁄PI. positivado no artigo 535[109] do CPC. A jurisprudência desta Corte no sentido de que os embargos de declaração. contra os casos de erro material ou erro de fato existente na sentença (art. Castro Meira. obscuridade. Recurso deficiente. 4.10. ainda. com o presente estudo. de um fenômeno corriqueiro nos corredores forenses. fugindo de seus limites a reanálise “dos termos do julgamento anterior. 50 da Lei n. (REsp. da Súmula 182⁄STJ. 3. Considerações Finais Tentou-se. a incongruência interna da decisão ou com a realidade dos autos (contradição. DJ 04. O recurso de embargos de declaração. ainda.º 9. Da ciência de suas hipóteses de cabimento. PREMISSA NÃO ATACADA. por analogia. Não se realiza. A recorrente alega que os embargos de declaração. pela sua gênese. Min. 1. 2ª Turma. pois o prazo recursal não teria sido interrompido. ou. que pode. portanto. 463 do CPC). 6. verdadeiramente. ainda que rejeitados. tem cabimento nos casos de contradição. podendo. podendo ser interposto.

310. __________. BUZAID. 1972. rigorosamente.O pedido de reconsideração é um sucedâneo recursal. agosto. é um instrumento útil para resolução de qualquer problema existente ao bom andamento processual. Alfredo. e alguns tipos de sentença (arts. Porto Alegre. nota-se que o pedido de reconsideração. inexiste preclusão de questões para o juiz – salvo alguns casos –. mostrando-se muito útil como meio de resolução. São Paulo: Saraiva. o pedido de reconsideração não admite fungibilidade. In: Revista Jurídica. devendo ser utilizado com cautela pelas partes. 7-37. estando. em um poder judiciário cada vez mais assoberbado pelo acúmulo de demandas. ao contrário do que amplamente divulgado. 285-A e 296 do CPC). Ao fim. Araken de. 2003.. sob a qual tenha se operado a preclusão – de acordo com o artigo 473. Buscou-se demonstrar que. não se encontrando óbices para sua interposição concomitante com recursos. 4. possibilita a correção de erros que somente após longo e burocrático trâmite recursal seriam modificados. Brasília. pelo poder judiciário. 2007. não podendo rediscutir questões que sejam de matéria disponível das partes. 2ª ed. Fora posicionamento duvidoso do Superior Tribunal de Justiça. Exposição de Motivos do CPC de 1973. de maneira célere e eficaz. Referências Bibliográficas ASSIS. contudo. podendo atacar tanto decisões interlocutórias quanto despachos. v. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. normalmente célere. p. Sua utilização temerária deve ser coibida. Do Agravo de Petição na Sentença do Código de Processo Civil. 1956. __________. limitada a sua atuação pelos artigos 2º e 128 do CPC. Introdução aos Sucedâneos Recursais. já que. que prescinde de forma e requisitos para sua análise. Manual dos Recursos. para problemas ocorridos no processo. restando vedado contra decisões colegiadas. . O pedido de reconsideração não suspende e nem interrompe a interposição do meio legal de impugnação da decisão.

2003. O Pedido de Reconsideração e suas Hipóteses de Cabimento. Giusepe. 1969. CHIOVENDA. inclusive de acordo com o novo Código Civil. n. São Paulo: Classic Book. Sistema de Direito Processual Civil.berenicedias. v. IV. Antônio. p. Habscheid. 2. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. Antonio Carlos de Araújo. Napoli: Morano Editore. CARNELUTTI. I.° 122. v. 2000. 1957. 102 a 242. Forense: Rio de Janeiro. Disponível na Internet em: http://www. julho. 100-112. 1. DE STAFANO. 1965. Acesso em 23 de Outubro de 2008. In: Opere Giuridiche. Leonardo José Carneiro da. 3. In: Revista Dialética de Direito Processual. p.CALAMANDREI. 2. v. In: Revista Trimestrale di Diritto Processuale Civile. p. DALL‟AGNOL. Comentários ao Código de Processo Civil. Anno XI. Instituições de Direito Processo Civil. 3. CINTRA. São Paulo. Arts. 2003 v. Comentários ao Código de Processo Civil. II. rev. Do Processo de Conhecimento. L’oggetto del processo in un libro recent di Walter J. __________. ed. 2000. CUNHA. 4. 327-338. Padova: CEDAM. atual. . v. São Paulo: Saraiva. Il concetto di „lite‟ nel pensiero di Francesco Carnelutti. Instituzione di Diritto Processuale Civile. Arts. Francesco. ed. 1943. v. 200-226. Piero. Tradução: Hiltomar Martins Oliveira. Giuseppe. 332 a 475. t.br.com.

MITIDIERO. 5. HABSCHEID. . São Paulo: Malheiros Editores.DINAMARCO. L’oggetto del processo nel diritto processuale civile tedesco. 2. Despacho Saneador. São Paulo: Saraiva. Instituições de Direito Processual Civil. GREGO FILHO. 236-244. II serie. LACERDA. 299-306. 2000. 1995.2004). 2005. Pedido de Reconsideração. 12. atual. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. ed. In: Revista de Processo. __________. In: Os fundamentos do Processo Civil Moderno. n. LIEBMAN. In. p. 452-464. de acordo com a emenda constitucional n. MARINONI. São Paulo: Saraiva. Rogério. 2005.: Rivista di Diritto Processuale. São Paulo: Saraiva. atual. São Paulo: Malheiros Editores.12. 2005. 3ª ed. Sobre o pedido de reconsideração (sucedâneo de recurso?). v. A Preclusão no Direito Processual Civil Brasileiro. outubro-dezembro. Vicente. II. Direito Processual Civil brasileiro. O conceito de Mérito em Processo Civil. Galeno. Tereza Cristina. São Paulo: Memória Jurídica Editora. abril-junho. 1997. Daniel Francisco. Estudos sobre o Processo Civil Brasileiro. Porto Alegre: La Salle.2004 (DOU de 31. n. 1980. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. 154 a 269. Cândido Rangel. Comentários ao Código de Processo Civil brasileiro: Arts. 1991. p. Enrico Tullio. t. rev. Maurício. rev. 1953. 45. GIANNICO. 62. 80. p. DONNINI. Walter J. ed.12. In: Revista de Processo. de 8. 1947.

Flávia Moreira Guimarães. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. 2003. 11. n. Belém: Edições CEJUP. V. 476 a 565. 1. p. PINTO. 135-137. O Contraditório nos Recursos e no Pedido de Reconsideração. Arts. atual. aument. Francisco Calvalcanti. José Alexandre Manzano. 42. ed. V. 1997. v. 103-109. p. 2. 2004. Nelson. 2006. Almir de Lima. PONTES DE MIRANDA. PESSOA. In: Revista IOB de Direito Civil e Processual Civil. 10. v. PEREIRA. 2008. Pedido de Reconsideração e Preclusão Pro Judicato no Processo Civil. ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. t. Atualização Legislativa de Sérgio Bermudes. Rio de Janeiro: Forense. rev. 2007 OLIVEIRA. Forense: Rio de Janeiro. 2005. Comentários ao Código de Processo Civil. MOREIRA. __________. ano VII.. atual. II. 6. ed. Agravo de Instrumento. Carlos Alberto Alvaro de. ./ago. Arts. ed. ampl. Comentários ao Código de Processo Civil. NERY JÚNIOR. e reform. 444 a 475. Teoria e Prática da Tutela Jurisdicional. Teoria Geral dos Recursos. 154 a 269.MONIZ DE ARAGÃO. 1991. 3. 1988. Arts. rev. Teresa Arruda Alvim. rev. Forense: Rio de Janeiro. OLIANI. 2. José Carlos Barbosa. e acrescida de apêndice. tir. ed. jul. atual. Achados na Lei. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. inclusive de acordo com o novo Código Civil. rev. E. 2003. D. Do Formalismo no Processo Civil.Rio de Janeiro: Forense. ed. São Paulo: Saraiva. inclusive de acordo com o novo Código Civil. Comentários ao Código de Processo Civil.

v. v. VASCONCELOS. tir. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais.º 11. [3] ASSIS. SILVA. Do Processo de Conhecimento. Sobre o pedido de reconsideração (sucedâneo de recurso?). In: Revista . Darci Guimarães. Notas sobre os embargos de declaração no Código de Processo Civil brasileiro. 444 a 495. julho. RIBEIRO. 6.187/2005). Teoria Geral dos Recursos. 1987. n. 40. Darci Guimarães. 4.. [4] ASSIS. Daniel. ALFREDO. Araken de. 2000. 1991. Nelson. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. Acesso em 17 de Outubro de 2008. Barcelona: Bosch. Ovídio Araújo Baptista da. 89.tex. atual. 88-89. Porto Alegre. ed. Tereza Cristina. ampl. rev. ed. rev. La Pretension Procesal y La Tutela Judicial Efectiva: Hacia una Teoría Procesal Del Derecho. ampl. 2007.º 11. p. p. junho.187/2005). De acordo com a nova Lei do Agravo (Lei n. O Pedido de Reconsideração e a Preclusividade das Decisões Judiciais. Comentários ao Código de Processo Civil. Sérgio Gilberto. Agravo de Instrumento. ano XIV. ed. Jurisdição. Teresa Arruda Alvim. p.PORTO. Os agravos no CPC brasileiro. 835. Arts.pro. [5] WAMBIER. 2. p. 344. p. ampl. 2004. cit. Teresa Arruda Alvim. Barcelona: Bosch. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. de acordo com a nova Lei do Agravo (Lei n.br. 1. 55-66. La Pretension Procesal y La Tutela Judicial Efectiva: Hacia una Teoría Procesal Del Derecho. PINTO. 88-89. Teresa Arruda Alvim. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. 2006. op. 31. p. 2004. MARINONI. 2006. Rio de Janeiro: Forense. 220. p. 6.º 5. Manual dos Recursos. In: Revista Jurídica. [6] Nesse sentido: NERY JÚNIOR. Os agravos no CPC brasileiro. 155-165. e reform. ed. WAMBIER. p. 479. Exposições de Motivos do CPC. direito material e processo. [1] RIBEIRO. 4. 2004. atual. 2008. Disponível na Internet em: http://www. Antônio Vital Damos de. 54. n. atual. USTÁRROZ. In: Revista da AJURIS. n. São Paulo. [2] BUZAID. p. 2006.

Direito Material e Processo. mais do que isso. julho. OLIANI. abril-junho. 1997. NERY JÚNIOR. n. São Paulo. 103. atual. Antônio Vital Damos de. 2006. 1987. ed. 100. Rio de Janeiro: Forense. Nelson. CARLOS ALBERTO ALVARO DE OLIVEIRA (Teoria e Prática da Tutela Jurisdicional. Belém: Edições CEJUP. especialmente a jurídica. p. 2006.: Rivista di Diritto Processuale. jul. em suas grandes construções teóricas.de Processo. p. p. rev. 344. p.br. 54. 458) argumenta que“ [. In: Revista IOB de Direito Civil e Processual Civil.] pode transformar-se em grave deformação da ordem processual. atual.316) aduz que o pedido de reconsideração “[. Teoria Geral dos Recursos. rev. Os agravos no CPC brasileiro. In: Revista da AJURIS. imprópria e deve ser banida da prática forense”. não traçado como figura de juízo repele todos os princípios processuais que não o admitem”. 62. sem terem presente a conveniência. O Pedido de Reconsideração e suas Hipóteses de Cabimento. 4.. In. [9] VASCONCELOS. p. 12. 4. In: Revista Jurídica. p. ano XIV. Teresa Arruda Alvim. 1988. anche se non come uno schiavo. Notas sobre os embargos de declaração no Código de Processo Civil brasileiro. é por natureza ambígua. De acordo com a nova Lei do Agravo (Lei n... v. explica ser “[. 6. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. testarem a correção e. Rio de Janeiro: Forense. Porto Alegre. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. São Paulo: Saraiva. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. p. 137): “o pedido de reconsideração não tem validade jurídica. [8] Para ALMIR DE LIMA PEREIRA (Achados na Lei. Disponível na Internet em: http://www. 155. O Pedido de Reconsideração e a Preclusividade das Decisões Judiciais. julho. n. Leonardo José Carneiro da./ago. 2) ensina que: “é claro que teorizar é tão importante .. [. esquecem-se com freqüência de que a linguagem humana. 221. p. São Paulo. 42. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. Acesso em 23 de Outubro de 2008. [11] HABSCHEID (L‟oggetto del processo nel diritto processuale civile tedesco. 1980. O Contraditório nos Recursos e no Pedido de Reconsideração. Agravo de Instrumento. Reconsideração versus Revisão: uma distinção que se impõe. Teresa Arruda Alvim. 89.] tal medida é atípica. 1991. 2004. ma con una ubbidienza critica”. 479. No mesmo sentido: WAMBIER.com.berenicedias. OVÍDIO ARAÚJO BAPTISTA DA SILVA (Jurisdição. pois. p. de. CUNHA. PESSOA. n. ed. e reform. como fórmula salvadora contra o risco de reproduzirmos o estilo seguido pelos juristas acadêmicos que. ed.. n. 300. atual. USTÁRROZ. DIAS. p. 2008. José Alexandre Manzano. 143. No mesmo sentido. p. a coerência de suas construções”. II serie. 1991. [10] PINTO. Daniel. 2007. Flávia Moreira Guimarães. ampl. VICENTE GREGO FILHO (Direito Processual Civil Brasileiro. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais.187/2005). 1. v.º 11.. ed... In: Revista Dialética de Direito Processual. tir. 2. p. Pedido de Reconsideração e Preclusão Pro Judicato no Processo Civil. através de exemplos objetivos. 2006. ano VII. 59. p.] il giurista deve attenersi a quanto il legislatore dichiara: le sue sono possibilità ristrette peché deve ubbidire alle legge.. junho. Maria Berenice. 2008. ampl. 40. 13).] conveniente esta imersão no mundo concreto da experiência. [12] Sobre a importância de análise de exemplos práticos. p. 2003.

v. 2007. [19] NERY JÚNIOR. ed. 89-90. 2007.1908. encerrados nos preconceitos dos gabinetes climatizados. tinha a seguinte redação: “Art. 6.htm [18] Conforme ARAKEN DE ASSIS (Manual dos Recursos. 2007. p. [20] De acordo com ARAKEN DE ASSIS (Manual dos Recursos. ampl. 166. Maria Berenice. 310. Teoria Geral dos Recursos. p. até a sentença definitiva”. ampl. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. pensar dialeticamente a relação entre direito. que não foi justamente dada.quanto extrair conseqüências práticas. por justa causa superveniente. Porto Alegre. ed. e reform. [15] ASSIS. 2003. In: Revista Jurídica. propriamente. [. o dispositivo 528 da Lei 65RS. . como acima temos dito. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. que. que segundo Direito. sim.. Acesso em 23 de Outubro de 2008. com tanto que a revogue antes da sentença deffinitiva.01. 6. 24). Introdução aos Sucedâneos Recursais. 2004.ci. alheio ao quadro oficial de recurso. Saudável é. mas sim um novo pronunciamento judicial com base em uma nova situação processual criada pela ampliação do grau cognitivo pelas novas provas e/ou fatos agregados ao processo”. ou a requerimento da parte ou ex officio. uma vez que o aporte aos autos de provas e/ou fatos novos aumenta o grau de cognição do juiz. Araken de.uc. atual. impugna o provimento judicial sem criar processo autônomo”. que se orientam pelas necessidades do momento. de 16. 863. 2007. Disponível na Internet em: http://www. ou os direitos dos doutores.com. agosto. estará autorizado a proferir uma nova decisão à luz desse novo contexto processual. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. DIAS. “se o pedido de reconsideração vier acompanhado de provas novas sobre fatos antigos e/ou de provas novas sobre fatos novos não será. por tal razão. atual. José Alexandre Manzano. 91 e 96.] havendo alteração do quadro fáticoprobatório. Manual dos Recursos..br. nota 172. Teoria Geral dos Recursos. que não querem enxergar o mundo real e suas mazelas. [13] OLIANI. podel-o-ha fazer a todo tempo se achar per Direito.pt/ihti/proj/filipinas/l3p666. p. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais.berenicedias. O que se deve rejeitar são os extremos: o direito dos rábulas e dos práticos. e reform. 528. [16] NERY JÚNIOR. O Contraditório nos Recursos e no Pedido de Reconsideração. entre teoria e prática”. fato e valor. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. p. Para o autor. Nelson. de um pedido de reconsideração. p. A sentença interlocutória simples pode ser revogada antes de executada. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. 864. . e ella seja tal interloentoria. possa ser revogada. Nelson. Reconsideração versus Revisão: uma distinção que se impõe. p. eventual decisão superveniente sobre a mesma matéria não será mera reconsideração. p. 838) “o verdadeiro sucedâneo recursal é o mecanismo que. 2004.” Disponível em http://www1.

julho. 222. 480. [31] MITIDIERO. Os agravos no CPC brasileiro. Anno XI. 155-156. [30] GIANNICO. p. 2005. 3. atual. l’ampiezza di impostazione e di sviluppo che a noi. ed.187/2005). O Pedido de Reconsideração e suas Hipóteses de Cabimento. 2005. A decisão liminar. Daniel Francisco. p. per merito del Chiovenda e di altri insigni studiosi. [24] Art. II . São Paulo: Editora Revista dos Tribunais.] Parágrafo único. Nelson. 36.º 11. 2004.. 2006. 471.º 11. [27] GIANNICO. v.º 11. Os agravos no CPC brasileiro. A Preclusão no Direito Processual Civil Brasileiro. salvo se o próprio relator a reconsiderar. ed. v. 3.. ed. Giuseppe. 2. [28] Art. 154 a 269. 473. p. Redação dada pela Lei n. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. A Preclusão no Direito Processual Civil Brasileiro. 4. no curso do processo.. de acordo com a nova Lei do Agravo (Lei n. t. e reform. Teresa Arruda Alvim. Habscheid. 91. p. . Sobre o assunto. 337. salvo: I . 481. ampl. 527.187/2005). Teresa Arruda Alvim. 4. p. L’oggetto del processo in un libro recent di Walter J.” [33] CHIOVENDA. 4. In: Revista Trimestrale di Diritto Processuale Civile. 184. São Paulo: Saraiva. [32] DE STAFANO. Comentários ao Código de Processo Civil brasileiro: Arts. São Paulo: Memória Jurídica Editora. proferida nos casos dos incisos II e III do caput deste artigo. rev. [26] PINTO. [29] Art. Agravo de Instrumento. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. p. atual. 1957. ampl. caso em que poderá a parte pedir a revisão do que foi estatuído na sentença. [23] Artigos 285-A. 2005. a cujo respeito se operou a preclusão. e distribuído incontinenti. São Paulo: Saraiva.] il concetto di preclusione non ha avuto. rev. Maurício.187/2005. Nenhum juiz decidirá novamente as questões já decididas. 2. somente é passível de reforma no momento do julgamento do agravo. as questões já decididas. 133. também em WAMBIER. Maurício. Instituições de Direito Processo Civil. [25] NERY JÚNIOR. É defeso à parte discutir. [22] WAMBIER. 1991. interessante as palavras do autor: “[. p. o relator: [. §2º do CPC. São Paulo: Saraiva. p. Giusepe. 1969. p. ed.[21] CUNHA. In: Revista Dialética de Direito Processual. Teoria Geral dos Recursos. relativas à mesma lide. sobreveio modificação no estado de fato ou de direito. de acordo com a nova Lei do Agravo (Lei n. tratando-se de relação jurídica continuativa. ed. 100-101. 2003. ampl. p. atual.se. 296 e 523. è familiare. 6. 1. Leonardo José Carneiro da.. tir. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. fuori d’Italia. Teresa Arruda Alvim. 2006. São Paulo.nos demais casos prescritos em lei. Recebido o agravo de instrumento no tribunal.

II. significa julgamento implícito ou presumido. 45./ago.br. 5. 2004. 4. 2006. 2.457. ed. p. p. p. v. Teoria Geral dos Recursos. 2005. 2005. [41] WAMBIER. judicato significa julgado. atual. Preclusão pro judicato significa “preclusão como se tivesse sido julgado”. A Preclusão no Direito Processual Civil Brasileiro. ed. Instituições de Direito Processual Civil. 42. [38] OLIVEIRA. ed. jul.º 11. [44] “Preclusão pro judicato não significa preclusão para o juiz. 6. 477. In: Revista IOB de Direito Civil e Processual Civil.. 4. São Paulo: Saraiva. atual. Instituições de Direito Processual Civil. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. não. porque esta supõe ausência de decisão Preclusão pro judicato. e reform.187/2005). 12.. ed. Teoria Geral dos Recursos. e ocorreu preclusão. 1997. atual. [. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. ed. de 8. 2006. 2000.tex. Direito Processual Civil Brasileiro. n. e acrescida de apêndice. Teresa Arruda Alvim. ampl.187/2005). ed. 477. Os agravos no CPC brasileiro. Os agravos no CPC brasileiro. ed. atual. Acesso em 17 de Outubro de 2008. rev. p..12. Teresa Arruda Alvim. rev. [42] NERY JÚNIOR. 104. 5. Do Formalismo no Processo Civil. 92. Pedido de Reconsideração e Preclusão Pro Judicato no Processo Civil. atual. 2003.12. Do Processo de Conhecimento. ed. nota 7. Teresa Arruda Alvim. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. Nelson. atual. p. Nelson. Comentários ao Código de Processo Civil. 12. Antonio. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. de acordo com a emenda constitucional n. preclusão “pro judicato”. p.] Se houve decisão. 474. juiz é iudex (nominativo) ou iudicem (acusativo). ampl. de acordo com a nova Lei do Agravo (Lei n. Em latim. p.º 11. ampl.. [40] NERY JÚNIOR. 2. São Paulo: Malheiros Editores.2004). atual. em mau latim”. [43] DINAMARCO. Flávia Moreira Guimarães. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. rev. Carlos Alberto Alvaro de. p. 329. não há “preclusão pro judicato”. atual. [39] WAMBIER. rev. São Paulo: Saraiva. 92. Disponível na internet: http://www.pro.] Admitindo-se que haja preclusão para o juiz. ed. rev. 36. [37] PESSOA. [36] DALL‟AGNOL. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. [45] GIANNICO. v. [35] WAMBIER. No mesmo sentido: DINAMARCO. 2004. de acordo com a emenda . 4. diga-se. 102 a 242. p. 169-170. Os agravos no CPC brasileiro. rev. p. ano VII. 2006.º 11. rev.2004 (DOU de 31. p. ampl. São Paulo: Saraiva. em bom português: “preclusão para o juiz”. Arts. de acordo com a nova Lei do Agravo (Lei n. 2006.187/2005). Cândido Rangel. como ocorre na hipótese do artigo 474 do Código de Processo Civil. Vicente. ampl. 6.. de acordo com a nova Lei do Agravo (Lei n. e reform.[34] GREGO FILHO. Maurício. [. Cândido Rangel.

Sérgio Gilberto. Aduz o autor: “questões relativas à lide são sempre questões de mérito e o juiz só as decide em sentença. [53] PORTO. 165-166. v. 301. de modo que a nova decisão de questões já decididas. alegar: [. Comentários ao Código de Processo Civil. Comentários ao Código de Processo Civil. Francisco Calvalcanti. 146 e ss. p. II. ed. Araken de. Maurício.. Despacho Saneador. Galeno. ed. 206. ano XIV. Atualização Legislativa de Sérgio Bermudes. aument. ed. José Alexandre Manzano. 96-103). 332 a 475. o réu que a não alegar. [49] ASSIS. 2005. 863 e Introdução aos Sucedâneos Recursais. 2007. 310. 134. 1956. da matéria constante dos ns. portanto. [50] PONTES DE MIRANDA. São Paulo: Saraiva. 2000.457-458. antes de discutir o mérito. 1997. 146. 103. 145-146.” De forma uníssona: PONTES DE MIRANDA. 155. v. 2. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. p. p. Comentários ao Código de Processo Civil. p. cit. Porto Alegre. 6. O Pedido de Reconsideração e a Preclusividade das Decisões Judiciais. p. o juiz conhecerá de ofício da matéria enumerada neste artigo. agosto. [46] Nesse sentido: CUNHA. São Paulo: Malheiros Editores. In: Revista Dialética de Direito Processual. julho. na primeira oportunidade em que lhe caiba falar nos autos. 267. todavia. rev. enquanto não proferida a sentença de mérito. rev. aument. 444 a 475. Extingue-se o processo.. em qualquer tempo e grau de jurisdição. 316. [47] Art. 2003. Antonio Carlos de Araújo. Antônio Vital Damos de. 45. seria posterior à prolação da sentença. p.12. inclusive de acordo com o novo Código Civil. 1987. 2003. GIANNICO. São Paulo: Saraiva. 2007. Arts. A Preclusão no Direito Processual Civil Brasileiro.. p. OLIANI. O Contraditório nos Recursos e no Pedido de Reconsideração. Compete-lhe. V. LACERDA. p. 444 a 475. porém.] § 4o Com exceção do compromisso arbitral. 2005. 2ª ed. Op. São Paulo. Forense: Rio de Janeiro. p. Rio de Janeiro: Forense. In: Revista Jurídica. O Pedido de Reconsideração e suas Hipóteses de Cabimento. Porto Alegre. o conflito existente entre as partes fora do processo e . p. Do Processo de Conhecimento. 3. 146.. 40. v. ora proibida. Arts. [51] PONTES DE MIRANDA. Francisco Calvalcanti. [48] Art. de 8. Atualização Legislativa de Sérgio Bermudes. Porto Alegre: La Salle. Manual dos Recursos. responderá pelas custas de retardamento. 3. sem resolução de mérito: [. V e Vl. Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. Arts. atual. 1997. Leonardo José Carneiro da.2004 (DOU de 31. V. IV. 4. p. t. v. p.12. 24. rev. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. p. Arts. n. p. Comentários ao Código de Processo Civil.constitucional n. IV. 444 a 495. julho. “o elemento que delimita em concreto o mérito da causa não é. VASCONCELOS. [52] CINTRA.. 1953. [54] Para BUZAID (Do Agravo de Petição na Sentença do Código de Processo Civil.] § 3o O juiz conhecerá de ofício.. 2003. In: Revista da AJURIS. t.2004). v.

° 122..º 06. a lide. 269 E 495 . São Paulo: Saraiva. Op. que o conceito de lide se presta de modo fecundo a caracterizar o mérito da causa”. 77. A questão é. Napoli: Morano Editore. 240) é “[. [59] Nessa senda.] aquele fundamento da demanda ou da defesa que haja permanecido incontroverso durante o processo. cit. p. todavia. legitimidade perante norma hierarquicamente superior etc”. [56] CARNELUTTI. [60] CARNELUTTI. Sistema de Direito Processual Civil. 126. In: Os fundamentos do Processo Civil Moderno. o ponto duvidoso. In: Opere Giuridiche. posto em dúvida o fundamento. Há questões de fato. 2000. havendo contestação de algum ponto por uma delas. que correspondem à dúvida quanto à pertinência de alguma norma ao caso concreto.A coisa julgada material é a qualidade conferida por lei à sentença /acórdão que resolve todas as questões suscitadas pondo fim ao processo. da 02ª Turma. p. [63] Art. [58] LIEBMAN. In: Os fundamentos do Processo Civil Moderno. p.PRAZO PARA PROPOSITURA – TERMO INICIAL . e de direito. Exposições de Motivos do CPC. nos casos e forma legais. Parece-nos. sem que as partes tenham levantado discussão a respeito – e sem que o juiz tenha. porém. 39. 163. 1947. portanto. ARTS. p. 252. Instituzione di Diritto Processuale Civile. I. Estudos sobre o Processo Civil Brasileiro.º 404. [65] Recurso Especial n. Tomo II. São Paulo: Malheiros Editores. de-ofício. Tradução: Hiltomar Martins Oliveira.é. Nenhum juiz prestará a tutela jurisdicional senão quando a parte ou o interessado a requerer. DJ 09/06/2003. Piero..sim. 2o. 1943. extinguindo. n. que segundo DINAMARCO (O conceito de Mérito em Processo Civil. Cândido Rangel. 2000. não há que se falar em fracionamento da sentença/acórdão. 2000.CPC. o pedido feito em relação àquele conflito. São Paulo: Classic Book. v. Enrico Tullio. Julgado no dia 21/11/2002. não suscitadas. 3ª ed. n. Discordes as partes. [57] CARNELUTTI. [61] CALAMANDREI. correspondentes à dúvida quanto a uma assertiva de fato contida nas razões de alguma das partes. . sendo-lhe defeso conhecer de questões. . de Relatoria do Ministro Francisco Peçanha Martins. 267. pois. São Paulo: Malheiros Editores. [64] Art. Francesco. à interpretação de textos. [55] BUZAID. 81. o que . p. 1965.777/DF. a cujo respeito a lei exige a iniciativa da parte. v. Padova: CEDAM.. O juiz decidirá a lide nos limites em que foi proposta. p. [62] DINAMARCO. (grifo nosso). 212. Francesco. o ponto se erige em questão. 3ª ed. torna-se curial ressaltar a correta definição de ponto.TRÂNSITO EM JULGADO DA ÚLTIMA DECISÃO PROFERIDA NOS AUTOS . que restou assim ementado: “PROCESSUAL CIVIL .SÚMULA 100 TST – PRECEDENTES STF E STJ. p. 162. O conceito de Mérito em Processo Civil.RECURSO ESPECIAL – AÇÃO RESCISÓRIA . 128. Il Concetto di „lite‟ nel Pensiero di Francesco Carnelutti. 1. i.Sendo a ação una e indivisível. ALFREDO.

o direito de propor a ação rescisória se extingue após o decurso de dois anos contados do trânsito em julgado da última decisão proferida na causa. (f) direito probatório. [. Pedido de Reconsideração. 444 a 495. Manual dos Recursos. no curso do processo. ou lhe retificar erros de cálculo. e Introdução aos Sucedâneos Recursais. [70] Explica MAURÍCIO GIANNICO (A Preclusão no Direito Processual Civil Brasileiro. É defeso ao magistrado decidir novamente no curso do processo questões já resolvidas pelo tribunal. 218. resolve questão incidente. Relator: Marilene Bonzanini Bernardi. (e) requisitos de admissibilidade dos recursos e seus efeitos. p. [69] WAMBIER.Publicada a sentença. . Tribunal de Justiça do RS. 56) que “decidida qualquer questão em grau superior.º 11. 2000. (b) matérias suscitadas em preliminar de contestação – art. 310. Comentários ao Código de Processo Civil. §4º. de acordo com a nova Lei do Agravo (Lei n. nota 115. 162. 28. p. seja tornando sem efeito decisões conflitantes anteriormente proferidas. 242. rev. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. 2003. In: Revista Jurídica.por meio de embargos de declaração. de ofício ou a requerimento da parte.afasta a possibilidade do seu trânsito em julgado parcial. ampl. 301. v. seja mediante implementação das situações determinadas pela autoridade mais elevada. Porto Alegre. STJ e TST.. p. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. toda e qualquer manifestação do órgão inferior – especialmente se conflitante – acerca da matéria já julgada por um órgão superior”. Do Processo de Conhecimento. Rogério. . Arts. Nona Câmara Cível. 6 [68] São elas: (a) condições de ação e pressupostos processuais. Há de ser tida como inoportuna e ilegal. agosto. v. [67] PORTO. 463 . 2006. [73] Art.1982. AgRg no AI 268-DF. 485. Sérgio Gilberto. 24. Julgado em 24/07/2006) [72] Art. decisões interlocutórias e despachos. sob tal enforque. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. II . (c) antecipação de tutela e medidas liminares. n. In: Revista de Processo.04. o juiz só poderá alterá-la: I . Incidência da preclusão hierárquica. (h) validade e adequação das medidas executivas. [74] DONNINI. 4.187/2005). ASSIS. 80. Teresa Arruda Alvim. AGRAVO PROVIDO DE PLANO.. atual. PRECLUSÃO HIERÁRQUICA. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. p. (g) nulidades absolutas e relativas. 864. (Agravo de Instrumento Nº 70016174922. Relator Alfredo Buzaid. (d) determinação do reexame necessário. ed.]§ 2o Decisão interlocutória é o ato pelo qual o juiz. Os atos do juiz consistirão em sentenças. 2007.para lhe corrigir. Entendimento consagrado no STF. Os agravos no CPC brasileiro. inexatidões materiais. Araken de. 1995. [71] Nesse sentido a jurisprudência do TJRS: PROCESSO CIVIL. [66] Pleno do STF. p. . outubro-dezembro. 495 do CPC. p. caberá aos Juízos inferiores simplesmente dar cumprimento a tais decisões.Recurso especial conhecido e provido”. 2005. nota 178.Consoante o disposto no art. São Paulo: Saraiva.

[. já que a reanálise da matéria ocorre.. que poderão declará-los prejudicados ou retratar-se) e 543-C. poderá ser dispensada a citação e proferida sentença. 167. os recursos especiais sobrestados na origem: [. 285-A. [81] Art..[75] Art. Turmas de Uniformização ou Turmas Recursais. 4º Os tribunais poderão criar Diário da Justiça eletrônico. de ofício ou a requerimento da parte. [77] Art. [. Quando houver multiplicidade de recursos com fundamento em idêntica controvérsia.] § 3º Considera-se como data da publicação o primeiro dia útil seguinte ao da disponibilização da informação no Diário da Justiça eletrônico. [82] Art.§ 4º Os prazos processuais terão início no primeiro dia útil que seguir ao considerado como data da publicação... [78] Art. §7º II (Art. reformar sua decisão. 240 e parágrafo único). 543-B. reproduzindo-se o teor da anteriormente prolatada.] § 3o Julgado o mérito do recurso extraordinário. O Contraditório nos Recursos e no Pedido de Reconsideração. Quando a matéria controvertida for unicamente de direito e no juízo já houver sido proferida sentença de total improcedência em outros casos idênticos. § 1o Se o autor apelar. bem como comunicações em geral. excluindo o dia do começo e incluindo o do vencimento. no prazo de 5 (cinco) dias. Salvo disposição em contrário.]II . por imposição legal e não mediante pedido da parte. “(o pedido de reconsideração) não se sujeita a prazo e. Quando houver multiplicidade de recursos com fundamento em idêntica questão de direito. não manter a sentença e determinar o prosseguimento da ação.] § 3o São despachos todos os demais atos do juiz praticados no processo. nos casos. [. em virtude de não estarem disciplinados no Código de Processo Civil. no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. [80] Em sentido contrário: OLIANI.). computar-se-ão os prazos. o recurso especial será processado nos termos deste artigo. Indeferida a petição inicial. a cujo respeito a lei não estabelece outra forma. 163. salvo quando se tratar de decisão suscetível de causar à parte lesão grave e . [. 184. a análise da repercussão geral será processada nos termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal.. não autorizam a interposição do pedido de reconsideração contra decisões colegiadas. José Alexandre Manzano. 162 [.... São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. [83] Art. [76] Art. para publicação de atos judiciais e administrativos próprios e dos órgãos a eles subordinados. [79] O disposto nos arts. observado o disposto neste artigo. 296.. Das decisões interlocutórias caberá agravo. §3º (Art.serão novamente examinados pelo tribunal de origem na hipótese de o acórdão recorrido divergir da orientação do Superior Tribunal de Justiça. disponibilizado em sítio da rede mundial de computadores. ambos do CPC. na forma retida.. 2007. 522. Recebe a denominação de acórdão o julgamento proferido pelos tribunais. não há requisitos de forma a serem observados”.]§ 2o Os prazos somente começam a correr do primeiro dia útil após a intimação (art.. 543-C. facultado ao juiz. no prazo de 10 (dez) dias. p. 543-B. é facultado ao juiz decidir. os recursos sobrestados serão apreciados pelos Tribunais.] § 7o Publicado o acórdão do Superior Tribunal de Justiça. o autor poderá apelar..

opuser resistência injustificada ao andamento do processo. Os agravos no CPC brasileiro. 2003. Ao decidir o pedido. 512. quer dizer. 18. WAMBIER.187/2005). 4. 2005. Reconsideração versus Revisão: uma distinção que se impõe. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. não poderia utilizar-se do recurso cabível”. a parte pretendia provar. Também. de ofício ou a requerimento. p. 111-112. A Preclusão no Direito Processual Civil Brasileiro. [84] CUNHA.. Disponível na Internet em: http://www. v. rev. V . São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. 252. 359. p. . não se pode afirmar que o postulante consumou o ato de impugnação ao apresentar o pedido de reconsideração e.]IV . Manual dos Recursos. 2006. [89] Art. [87] Art. p. p. condenará o litigante de má-fé a pagar multa não excedente a um por cento sobre o valor da causa e a indenizar a parte contrária dos prejuízos que esta sofreu. 300. por meio do documento ou da coisa. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. [91] Art. julho. 1991. p. por ser tratar de meio atípico de impugnação de pronunciamentos judiciais. p. [93] OLIANI. ampl. porque à míngua de previsão legal.º 11. o juiz admitirá como verdadeiros os fatos que. de acordo com a nova Lei do Agravo (Lei n. p. mais os honorários advocatícios e todas as despesas que efetuou DIAS. O Pedido de Reconsideração e suas Hipóteses de Cabimento.. In: Revista Dialética de Direito Processual. por conseguinte.com. Acesso em 23 de Outubro de 2008. [90] MARINONI. 187. [86] GIANNICO. 62.proceder de modo temerário em qualquer incidente ou ato do processo. ed. 4. O Contraditório nos Recursos e no Pedido de Reconsideração. 166). 2007. Leonardo José Carneiro da. Araken de. Tereza Cristina. Maria Berenice. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. [94] Art. 534. “sua utilização também não enseja a ocorrência de preclusão consumativa. José Alexandre Manzano. Sobre o pedido de reconsideração (sucedâneo de recurso?). Maurício. São Paulo: Saraiva. O julgamento proferido pelo tribunal substituirá a sentença ou a decisão recorrida no que tiver sido objeto de recurso.br. In: Revista de Processo. 2007. 2007. Teresa Arruda Alvim. quando será admitida a sua interposição por instrumento. [88] ASSIS. Vl . Reputa-se litigante de má-fé aquele que: [. bem como nos casos de inadmissão da apelação e nos relativos aos efeitos em que a apelação é recebida. atual. O juiz ou tribunal. abril-junho.de difícil reparação.berenicedias. n. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. 168. 17. [85] Para JOSÉ OLIANI (O Contraditório nos Recursos e no Pedido de Reconsideração.provocar incidentes manifestamente infundados. São Paulo.

2007. e reform. rev. devendo os autos ser enviados à Câmara. 6. Teoria Geral dos Recursos. 168) aduz que: “em havendo os pressupostos para a aferição da dúvida objetiva. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. seja qual for a variante. 476 a 565. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. [97] Explica BUZAID (Exposições de Motivos do CPC. e reform. ou. p. Nelson. 6. que o CPC de 1973. Forense: Rio de Janeiro. segundo a sua finalidade ou repercussão no processo. 139. ou turma. isto sim. De forma uníssona. No mesmo sentido: VASCONCELOS. adotando critério pragmático para identificação do ato jurisdicional. Arts. ed.] o projeto simplifica o sistema de recursos. 2004. todavia. no segundo. [. p. Se o juiz põe termo ao processo. 369. Salvo a hipótese de má-fé ou erro grosseiro. prevalece o entendimento de que é imprescindível respeitar o prazo do recurso próprio”. Teoria Geral dos Recursos.. há de prosseguir? No primeiro caso o recurso era de apelação. atual. agravo de instrumento.. 94) que “atualmente. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. ed. tem propendido pela corrente mais rígida. ed. a parte não será prejudicada pela interposição de um recurso por outro. Nelson. p. e reform. ampl. 6. Nota-se. § 1º. V. NELSON NERY JÚNIOR (Teoria Geral dos Recursos. atual. agravo” (ASSIS. ed. portanto. ampl. Manual dos Recursos. havido por ele como o correto para a espécie”.º 11. e reform. 492-493. da inexistência de erro grosseiro. 2006. [96] Art. ed. ampl. 162.) [98] ASSIS. [99] NERY JÚNIOR.º 29 a 33) que “[. [101] NERY JÚNIOR. 2007. p. [100] ASSIS. na redação original do art. de todas as decisões interlocutórias. cit.. o processo acaba ou. Antônio Vital Damos de. 94. Concede apelação só de sentença. muito bem adverte ARAKEN DE ASSIS (Manual dos Recursos. Teresa Arruda Alvim. 6. ampl. v. a que competir o julgamento. inclusive de acordo com o novo Código Civil. atual. Nelson. 2004. José Carlos Barbosa. Os agravos no CPC brasileiro. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. cabe apelação. 162. 2007. Op. atual. Araken de.. p. Comentários ao Código de Processo Civil. rev. Manual dos Recursos. p.] O critério que distingue os dois recursos é simples. ampl. WAMBIER. Não importa indagar se decidiu ou não o mérito. 171: “a jurisprudência. 11. 91. p. 2004. São Paulo: Revistas dos tribunais. atual.187/2005). Teoria Geral dos Recursos.. Araken de. 2004. observar o prazo do recurso efetivamente interposto. O recorrente deve. [103] MOREIRA. 4. simplificava o reconhecimento dos provimentos judiciais. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. O Pedido de Reconsideração e a Preclusividade das Decisões . p. 87.[95] NERY JÚNIOR. de acordo com a nova Lei do Agravo (Lei n. Em qualquer situação em que ficássemos em dúvida de qual o recurso dever-se-ia interpor “bastaria indagar: omitido o recurso. p. atual. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. Inobstante. n. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. [102] Sobre a desnecessidade de tal requisito. 810. ed. p. 2003. no que diz respeito ao aspecto do prazo”. o prazo se nos afigura absolutamente irrelevante. A condição do recurso é que tenha havido julgamento final do processo”.

ano XIV. A Preclusão no Direito Processual Civil Brasileiro. Teoria Geral dos Recursos. CUNHA. Acesso em 23 de Outubro de 2008. Cabem embargos de declaração quando: I . Maria Berenice. O Contraditório nos Recursos e no Pedido de Reconsideração. na sentença ou no acórdão.]”. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. Os agravos no CPC brasileiro. O Pedido de Reconsideração e suas Hipóteses de Cabimento. 6. p. In: Revista Jurídica. WAMBIER. p. NERY JÚNIOR. 2004. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. os embargos de declaração suspenderão o prazo para recurso. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. Araken de. Porto Alegre. [109] Art. p. 2006. de acordo com a nova Lei do Agravo (Lei n. [110] ASSIS. Porto Alegre. Nelson. aduz que “o contraditório exige que o juiz. 97-98. atual. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais.º 11. 481. 310.houver. 4. Disponível na Internet em: http://www. julho. 163. atual. 165. e reform. n. . 2007. p. obscuridade ou contradição. ampl. In: Revista da AJURIS. 25. 6. p. 2007. 2004. e reform. Nelson. GIANNICO. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. Teoria Geral dos Recursos. JOSÉ OLIANI (O Contraditório nos Recursos e no Pedido de Reconsideração. atual. 50. [108] Nesse sentido. 2007. 865 e Introdução aos Sucedâneos Recursais. p. Op. p. agosto. v. [107] NERY JÚNIOR. 2004. DIAS. [111] ASSIS. In: Revista Dialética de Direito Processual.. 40. José Alexandre Manzano. ampl. 535. [106] NERY JÚNIOR.. 2003. p. 97. faculte à parte contrária debater todos os fundamentos suscitados no pedido de reconsideração e aqueles nos quais a decisão pretende se basear. Nelson. 170-171). ed. 2003. Maurício. [112] Art. ampl.187/2005). Teresa Arruda Alvim. Reconsideração versus Revisão: uma distinção que se impõe. Manual dos Recursos. Leonardo José Carneiro da. 1987. São Paulo. Manual dos Recursos. atual. São Paulo: Saraiva. p. 6.br. ed. v. cit. II . [104] ASSIS. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. ed. julho. p. p. 580. e reform. Araken de. Teoria Geral dos Recursos.berenicedias. ampl.. rev. Quando interpostos contra sentença. 112. 92. 4.com. p. 2007. antes de se pronunciar. 2005. 580.for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar-se o juiz ou tribunal. podendo ser dispensada a audiência da contraparte quando as partes já tiverem debatido a matéria a ser decidida [. p. ed. 185. OLIANI.Judiciais.

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