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Palestras sobre o Trabalho de Gurdjieff

Mi 12 Sol Dó 12 768 Si Ré 9 12 384 8 1 Ré Fá
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Mi
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Benedito Nelson Augusto dos Santos

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George Ivanovitch Gurdjieff

por Michel de Salzmann

( Texto humildemente copiado do site www.gurdjieff.org )

( Texto humildemente copiado do site www.gurdjieff.org ) GURDJIEFF, G. I. (1877?–1949), Georgii Ivanovich

GURDJIEFF, G. I. (1877?–1949), Georgii Ivanovich Gurdzhiev, mestre espiritual greco-armênio que permanece uma figura enigmática e uma força crescentemente influente no panorama contemporâneo dos novos ensinamentos religiosos e psicológicos. Assemelhando-se mais com a figura de um patriarca Zen ou de um Sócrates do que com a imagem familiar de um místico Cristão, Gurdjieff era considerado, por aqueles que o conheceram, simplesmente como um incomparável “despertador” de homens. Ele trouxe para o Ocidente um modelo abrangente de conhecimento esotérico e deixou atrás de si uma escola que incorpora uma metodologia específica para o desenvolvimento da consciência.

Pelo termo consciência Gurdjieff compreendia bem mais do que percepção e funcionamento mentais. De acordo com ele, a capacidade para a consciência requer uma combinação harmoniosa das distintas energias da mente, do sentimento e do corpo, e é somente isto que pode permitir que atuem no Homem aquelas influências superiores associadas a certas noções tradicionais como nous, buddhi ou atman. Desde esta perspectiva, o Homem tal como se encontra é realmente um ser inacabado, guiado inconscientemente pelo seu condicionamento automático sob o poder dos estímulos externos. A ampla variedade dos métodos de Gurdjieff pode, em sua totalidade, ser compreendida como o ferramental para se alcançar a consciência de si e os atributos espirituais de um “Homem real”— isto é, vontade, individualidade e conhecimento objetivo. Estes métodos e seu ensinamento sobre a evolução do Homem se entrelaçam com uma vasta rede de idéias cosmológicas apresentadas em seus próprios escritos e no livro Fragmentos de um Ensinamento Desconhecido de P. D. Ouspensky (New York, 1949).

Durante sua vida, apesar dos relatos sensacionalistas da imprensa escritos sobre ele nos anos vinte, Gurdjieff era quase desconhecido fora de seu círculo de seguidores. No entanto, a partir dos anos cinqüenta, suas idéias começaram a se difundir através da publicação de seus próprios escritos e do testemunho de seus alunos. Seu excepcional caráter pessoal, especialmente seu talento único para utilizar cada circunstância da vida como um meio para ajudar seus alunos a sentir a verdade completa sobre eles mesmos, deu origem a numerosos relatos enganosos que por muitos anos obscureceram a integridade de suas idéias. Hoje em dia, porém, o ensinamento de Gurdjieff já emergiu para fora desse ambiente de rumor e insinuações para ser reconhecido como um dos mais penetrantes ensinamentos espirituais dos tempos modernos.

Gurdjieff nasceu em Alexandropol, no sul da Transcaucásia russa. Seu pai era grego e sua mãe armênia. Excepcionalmente dotado, ainda rapaz ele foi favorecido com tutores da Igreja Ortodoxa e precocemente preparado tanto para o sacerdócio quanto para a medicina. Convencido de que a linha do conhecimento esotérico perene ainda estava preservada em algum lugar, ele deixou o meio acadêmico para se engajar numa busca por respostas definitivas. Por cerca de vinte anos (1894–1912) ele perseguiu sua busca— principalmente na Ásia Central e no Oriente Médio—pelo cerne das tradições antigas. Este capítulo de

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sua vida permanece um mistério, embora os eventos significativos sejam contados em sua narrativa autobiográfica Encontros com Homens Notáveis.

Em 1913 Gurdjieff apareceu em Moscou com um ensinamento totalmente desenvolvido e começou a organizar a seu redor grupos de alunos oriundos principalmente da intelligentsia. A partir deste momento os contornos de sua vida podem ser traçados mais claramente. Tanto o escritor russo P. D. Ouspensky quanto o compositor Thomas de Hartmann descrevem a continuidade de seu trabalho durante os tempos difíceis da Revolução bolchevique e a viagem que ele e seus seguidores fizeram ao Cáucaso (1917), daí a Constantinopla (1920) e finalmente a Fontainebleau, França, ao sul de Paris, onde, em 1922, ele foi capaz de estabelecer em bases mais firmes seu Instituto para o Desenvolvimento Harmonioso do Homem no Prieuré d’Avon.

A doutrina e os métodos experimentais do instituto rapidamente atraíram muitos dos principais artistas e

intelectuais da Inglaterra e dos Estados Unidos, que vieram para se encontrar com Gurdjieff e eventualmente trabalhar com ele. A maioria deles, como Maurice Nicoll, Jane Heap, e Katherine Mansfield, tinha sido introduzida ao ensinamento por A. R. Orage, o notável crítico e editor da The New

Age, e por P. D. Ouspensky.

No começo de 1924, Gurdjieff fez sua primeira visita aos Estados Unidos, acompanhado por um numeroso grupo de alunos, onde, principalmente em New York, ele realizou uma série de apresentações públicas de seu trabalho sobre as danças sagradas. Sua meta era mostrar os princípios esquecidos de uma “ciência dos movimentos” objetiva e demonstrar o papel específico desta ciência no trabalho de desenvolvimento espiritual.

No verão de 1924, após um acidente automobilístico quase fatal, Gurdjieff decidiu reduzir as atividades de seu instituto e o círculo de seus seguidores, e assegurar o legado de suas idéias em forma escrita. Em

1934 ele já tinha completado as duas primeiras séries de seus escritos e parte da terceira. Durante este

período ele manteve contato com seus alunos mais antigos, retornou duas vezes aos Estados Unidos (em

1929 e 1933) e se estabeleceu definitivamente em Paris.

Em 1935, Gurdjieff retomou seu trabalho com grupos, assistido por Jeanne de Salzmann, sua discípula mais próxima, que mais tarde foi responsável pela continuação do seu trabalho. Embora fosse exigida de seus seguidores uma extrema discrição, os grupos se expandiram continuamente na França, mesmo durante a guerra, e incluíram figuras destacadas da literatura, arte e medicina, tais como René Daumal, Kathryn Hulme e P. L. Travers. Após a guerra, a família internacional de alunos de Gurdjieff reuniu-se novamente em torno dele. Ele fez sua última visita à América em Dezembro de 1948 e, apesar de doente, continuou seu trabalho intensamente até sua morte em Paris, em 29 de outubro do ano seguinte.

Relatos de Belzebu a Seu Neto, publicado em inglês pela primeira vez em 1950, é sua obra-prima, uma visão ampla, panorâmica e sem precedentes de toda a vida do Homem na Terra, tal como vista por seres de um mundo distante. Através de uma alegoria cósmica e sob o disfarce de anedotas digressivas e elaborações lingüísticas provocativas, ela transmite o essencial do ensinamento de Gurdjieff. Encontros com Homens Notáveis, publicado em 1963, conta a estória da juventude de Gurdjieff e sua incessante busca de conhecimento. Originalmente Gurdjieff pretendia completar sua trilogia com uma série final intitulada A Vida Só É Real Quando “Eu Sou”; o manuscrito, no entanto, nunca foi completado, e parte

dele se perdeu. A parte restante, em forma bruta e fragmentada, foi publicada em 1981. Gurdjieff Fala a Seus Alunos, publicado em 1973, é uma coletânea de palestras proferidas por Gurdjieff e registradas por seus alunos nos anos vinte. Gurdjieff também deixou uma considerável quantidade de música, composta em colaboração com Thomas de Hartmann. Parte desta música foi usada para acompanhar os movimentos

e as danças sagradas, que constituíram uma parte essencial do ensinamento de Gurdjieff e foram documentadas e preservadas por seus alunos.

O trabalho específico e a pesquisa correlata propostos por Gurdjieff têm sido sustentados e expandidos

sob a direção de seus alunos, através de fundações e sociedades na maioria das principais cidades do

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mundo ocidental. Alguns outros grupos também têm aparecido, os quais, embora não conectados com seus alunos, pretendem seguir Gurdjieff ou ter alguma relação com seu ensinamento.

~ • ~ Este ensaio foi publicado previamente na Enciclopédia da Religião, 16 Volumes, Mircea Eliade, editor- chefe, New York: Macmillan, 1987. Tradução para o Português: por Sociedade para o Estudo e Pesquisa do Homem–Instituto Gurdjieff, Rio de Janeiro, Brasil. Em 13 de Novembro de 2001.

O GRUPO

A evolução natural do ser humano segue a linha de nascimento, crescimento, reprodução, envelhecimento

e morte. Algumas pessoas acreditam que a vida não se resume a apenas isso. Muitos acreditam que existe

algo muito superior na criação do mundo, que não pode se resumir a essa simples rotina.

Desde a mitologia grega o homem se diferencia dos animais por possuir algo muito valioso, que é a sua consciência. O homem tem dentro de si o poder de crescer como pessoa e espírito, não se deixando aprisionar por conceitos, vícios, comodidades e mecanicidades que o resumem a um ser robótico.

A insatisfação do homem com a vida que leva e com o mundo em que vive é a primeira chama do

despertar de uma consciência. Uma pessoa satisfeita com sua vida não tem possibilidade de acordar para a realidade, pois sem rasgar o véu de Maya, o que o cerca continuará sendo ilusão. “A meta era livrar-se da “neurose do hábito” – “hábito de inferioridade” em relação a plenitude do seu

ser.” (Colin Wilson)

Quando a pessoa percebe o quanto pode despertar desse sono comum, é chegada a hora de procurar outras pessoas que tenham o mesmo sentimento e os mesmos anseios. Juntos, podem procurar alguém que

também esteja nessa busca há mais tempo e já saiba algo mais sobre este caminho. Nesse processo inicia-

se um grupo. “Um grupo é o começo de tudo. Um homem só não pode fazer nada, nada pode atingir. Um

grupo realmente dirigido pode fazer muito. Tem pelo menos a oportunidade de chegar a resultados que um homem sozinho nunca seria capaz de obter.” (Fragmentos)

Foi seguindo esses passos que nós do Grupo de Trabalho de Gurdjieff nos conhecemos em palestras dirigidas pelo Benedito Nelson. Com o tempo, a necessidade de se conhecer foi aumentando e os estudos foram se intensificando. Entre nós não existe facção religiosa, política e nem doutrinação de nenhuma espécie, existe apenas orientação para uma observação imparcial de si mesmo e do mundo que nos rodeia.

No início nos reunÍamos uma vez por semana onde assistíamos palestras sobre a Psicologia de George Ivanovitch Gurdjieff, um final de semana por mês tínhamos um trabalho intensivo de convivência em grupo e de observação chamado Domingueira. O Grupo de Movimentos se reunia nas segundas para treinar as danças sagradas. Todo esse estudo também se estendia durante os outros dias com as leituras pessoais dos livros do Quarto Caminho e filmes.

De uma maneira geral nossos esforços se dividem em 6 partes:

1. Exercícios psicológicos diários para o conhecimento de si mesmo e sua relação com o mundo exterior.

2. Práticas semanais de movimentos e exercícios do corpo .

3. Trabalhos físicos em grupo para o conhecimento de si mesmo em situações não comuns (jardinagem,

artesanato, serviços gerais, arte, culinária, etc

)

que chamamos de "Domingueiras"

4. Relaxamento, meditação, contemplação, Mokusô semanal.

5. Estudo de Astrologia, Mitologia e Filosofia.

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6. Autores recomendáveis que trazem idéia do Trabalho : Gurdjieff, Ouspensky, Eliphas Levi, Carlos Castanheda, M.Nicoll, Bennet e Max Heindel.

A maioria dos integrantes do GTG ( Grupo de Trabalho de Gurdjieff ) praticam Karate, Judô e Capoeira Angola, tais práticas não atrapalham o estudo de si mesmo. Acreditamos que os homens são diferenciados pelos seus níveis de consciência e pelo que valorizam em sua busca para uma possível evolução, como:

1. Homem Comum - Aquele que vive para as leis sociais sem procurar nada para sua evolução interior e estão satisfeitos com o que são e têm na vida ( Homem mecânico, intelectual e emocional. )

2. Homem Buscador - Aquele que acha que a vida não se resume somente em comer, beber, procriar e se divertir, mas está à procura de algo fora disso. Possui um centro magnético que o atrai para o Ocultismo e sua prática ( Homem do Trabalho ).

3. O Guerreiro ( o termo "Guerreiro" é usado como a pessoa que luta para sua perfeição interior e sua impecabilidade como homem. ) - É aquele homem que é fruto de um esforço sobre si mesmo e põe em prática seu conhecimento para sua própria evolução, podendo ser um homem de conhecimento que já consegue ver e estudar outras realidades "além da conhecida"

Hoje em dia estamos no processo de construção de um Condomínio onde todos os integrantes do Grupo residem e fazem o Trabalho de Gurdjieff com mais intensidade, sem deixar de trabalhar, estudar e ter sua vida social normal. A mudança para Porto Velho, Rondônia foi com o intuito de se desapegar totalmente da história pessoal e iniciar um trabalho mais direto. A escolha da Região Norte foi devido a experiências particulares de cada integrante ao visitar a Floresta Amazônica. Essas pessoas fazem parte do primeiro grupo a se reunir desde 1999.

Outros grupos continuam os trabalhos de reuniões, domingueiras e movimentos. Temos um grupo no Rio de Janeiro, Belém do Pará e um iniciando em Porto Velho.

Todos nós temos em mente que o Quarto Caminho vem nos auxiliando cada vez mais a crescer como pessoa e a ampliar cada vez mais nossa consciência.

Os Centros

Os ensinamentos de Gurdjieff têm como meta mostrar a nós, seres humanos, que muitos dos valores que achamos que possuímos na realidade não os temos, como: controle, paciência, conhecimento de si mesmo, bondade, generosidade e a Consciência de Si. Todos os exercícios no grupo de estudo são para o homem conhecer a si mesmo, mas, antes, tem de saber quais são as partes do seu corpo psicológico que se manifestam, que são:

Centro Intelectual – Fica na cabeça e é o responsável pelas imaginações pensamentos e etc.

Centro Emocional – fica na região do tórax e é responsável pelas nossas emoções e sentimentos.

Centro Instintivo – vai do plexo solar até o lado esquerdo do abdômen e é responsável pelos cinco sentidos do homem de hoje, além da assimilação, excreção, e aparelhos respiratório, circulatório e etc.

Centro Motor – fica entre o tórax e o abdômen, nas costas e é dali que saem todos os movimentos que aprendemos durante a vida como dançar andar e etc.

Centro Sexual – situa-se abaixo do umbigo e nos dá a sensação de prazer e da atração pelo sexo oposto.

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Centro Intelectual Superior – raramente funciona no homem comum e nos dá a possibilidade de pensar, calcular, analisar as coisas fora da compreensão do homem, dentro daquilo que chamamos de razão pura ou divina.

Centro Emocional Superior – é uma fonte de emoções raras no homem normal. Só raramente é que se sente, quando estamos olhando e sentindo partes da natureza (paisagens, flores, etc). Quase sempre é acompanhado de lágrimas, não de tristeza, mas de alegria e de embevecimento.

Os Eus

O homem se diz uno e que está em comunhão consigo mesmo ou com outros seres superiores mas dentro de si ele é dividido em muitas partes desiguais, com gostos e características totalmente diferentes, que chamamos de Eus, ou Legião de Eus. Podemos facilmente notar em nós mesmos essa Legião de Eus, em apenas um dia de nossas vidas. Ao levantarmos pela manhã e nos depararmos com a nossa companheira, temos palavras de carinho e intimidade que não temos com os empregados. A voz é diferente, a maneira de agir é outra. E assim é no ônibus, no serviço, na escola e etc. E esses eus mudam também com a mesma pessoa, a partir das emoções que sentimos em determinado momento (raiva, alegria, carinho). As emoções levam e trazem Eus ou grupos de Eus, sempre fora do nosso controle, pois somos os Eus do momento.

Personalidade

Desde criança somos preenchidos de informações. Isso começa em casa e depois vai pela vida afora. Essas informações formam a nossa Personalidade e ela cresce a medida que os anos vão passando. Mas esse aprendizado nada mais é do que um acúmulo de dados estereotipados, todos mecânicos, e, dessa forma, automáticos. Quanto mais tempo, mais mecânicos, chegando a um ponto que, para vivermos, basta colocar os dados um ao lado do outro e, dessa forma, falamos, discutimos, trabalhamos, estudamos e vivemos satisfeitos com os dados que nos foram passados e achamos que a nossa compreensão é a única que vale, ou melhor, que existe. Tudo é decorado e guardado e assim fica formada a Personalidade.

Essência

Essência é algo com que nascemos. Ela se desenvolve com as nossas experiências durante a vida a medida que vamos encontrando pequenas dificuldades e o conhecimento passa a ser algo que praticamos em qualquer situação. O desenvolvimento da Essência se dá de acordo com nossas práticas, desde comer e beber até reconhecer o perigo, do mais simples ao mais complexo. Por isso o homem do campo ou da floresta tem a Essência mais desenvolvida que o da cidade. Enquanto no campo, a simplicidade da vida deixa transparecer a Essência até a idade mais avançada, na cidade, a criança interrompe a evolução da Essência com 5 a 7 anos e, em muitos casos, com menos idade ainda, chegando até o ponto de quase não ter nada de Essência dos 15 para cima. Nos dois casos existe o desequilíbrio. O homem do campo precisa aumentar o conhecimento da Personalidade e o homem urbano precisa deixar crescer sua Essência. A Personalidade cresce com o corpo físico e a cabeça; a Essência, com o corpo físico e o coração.

Níveis de Ser

Existem 7 tipos de homens. Os homens nº 1, 2 e 3 são as pessoas comuns que vivem normalmente dentro da sociedade e sua existência baseia-se em satisfazer as necessidades do corpo físico e das imaginações do Centro Intelectual. Todo o esforço em sua vida é para ganhar o direito de satisfazer seus desejos (comer, beber, fazer sexo, brincar), do mais pobre ao mais rico. A religião vem e dá uma freiada nisso, colocando no homem algo fora dessas influências.

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O homem nº 1 é o Motor, tudo para ele é movimento e ação. É seu corpo físico. O homem nº 2 é o Emocional, é o tipo poético, sonhador, romântico. Tudo para ele é sentimento, do ódio ao gostar. O homem nº 3 é o Intelectual, tudo tem de ser imaginado, a cabeça tem de estar em primeiro lugar. É o matemático, o técnico. Nenhum deles possui essas partes na totalidade, mas uma delas predomina em sua vida. Os três estão na mesma situação quanto ao nível de evolução. Nenhum deles está em situação superior. São homens comuns. O homem nº 4 já possui algo diferente. Ele acha que a vida não se resume somente em lutar para

viver bem, isto é, estudar, casar, e criar os filhos. Além das 4 influências da vida, ele é atraído por outro tipo de influência. Ele procura algo além disso, possui um centro magnético. É atraído por aquilo que vai além do cotidiano. Não está satisfeito com o que tem, ele está à procura. (Não podemos confundi-lo com

o

fanático religioso, pois o fanatismo é uma forma de expressão do homem nº 2 e ele não está à procura,

tem aquilo que o satisfaz, ou melhor, que satisfaz suas emoções e imaginação.) O homem nº 4 pode até

ter uma religião, mas ainda está à procura, mesmo dentro da sua religião, ou fora dela. O homem nº 4 é um buscador e está no Círculo Intermediário da Humanidade. Os homens nº 5, 6 e 7 pertencem ao Círculo Interno da Humanidade. Têm uma compreensão comum, uma lógica única e se um deles for chinês ou africano e falar ou fizer algo, um outro em qualquer parte da terra não discordará, pois nesse nível de ser não há discordância, nem idéias particulares. Eles estão mais perto da união e da clareza, isto é, têm mais consciência.

Consciência

Há vários níveis de consciência. O mais baixo podemos chamar de coma, ou sono sem sonhos, onde

o corpo físico da pessoa está inerte e não consegue perceber nenhum estímulo externo. Um nível acima é o sono com sonhos. Ë o momento em que estamos sonhando. Lá tudo é possível e sem lógica, enquanto se está no sonho nada se pode perceber do mundo físico. Apenas recebem-se alguns estímulos de fora como sons, temperatura e posições incômodas. Um nível acima é o sono desperto, ou estado de vigília. A pessoa abre os olhos, levanta-se, escova os dentes, etc e sua cabeça continua ainda meio no sono, seu corpo continua agindo mecanicamente, a cabeça fica fora daquilo que ele está fazendo. E assim vai pela vida, sonhando acordado. Tudo em sua vida acontece acidentalmente, e o que ele imagina que faz porque quer, está, na verdade, sendo levado a fazer (o estudo, o trabalho, diversão, etc). Consciência de si – podemos dizer que essa é a situação onde a pessoa está de certa forma desperta ou acordada. Isso raramente acontece, só em situações de grande perigo, de risco de vida. Nessas situações a pessoa acorda imediatamente para tentar sair da situação. Seu coração bate acelerado, ela sente seu corpo todo e seus movimentos mudam totalmente. Mas, em seguida, volta a dormir, isto é, volta

a situação anterior de sono desperto, ou vigília e aí passa a dormir novamente, divagando, falando

mecanicamente, agindo como sempre agiu, completamente identificado ou distraído, imaginando estar acordado. Esta situação de Consciência de si pode ser algo mais concreto, mais real, mas para isso é necessário um esforço interior para mantê-la por alguns momentos, alguns segundos, e, se o esforço continuar, esta consciência pode perdurar por horas ou até ser algo definitivo. Mas para isso há a necessidade de um Trabalho sobre si. Quando isso acontece, o homem já tem alguns momentos e outro nível de consciência, que chamamos de Consciência Objetiva, que também é fruto de um trabalho sobre as emoções e só podemos passar a praticá-la no caso de já possuirmos a Consciência de Si. É um trabalho completamente diferente, onde se exige não só um grupo, como um objetivo geral fora do grupo, que

consiste em saber e sentir o porque da necessidade do Trabalho, independente das situações. A Consciência Objetiva também pode ser definitiva. Além da Consciência Objetiva há a Consciência Plena, porém, na escola de Gurdjieff são consideradas apenas quatro, a consciência de sono, de vigília, de consciência de si e consciência objetiva, pela razão que não temos a possibilidade de nos lembrar dos momentos de consciência superior, apesar de

já a possuirmos, e, em certos casos, termos lembranças, pequenos lampejos dela.

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Nós somos a consciência que temos, portanto o esforço ou trabalho que fazemos sobre nós mesmos é com esse objetivo: criarmos condições de perceber a consciência superior que existe, por termos o direito de saber o nosso destino espiritual antes da passagem.

Corpos e Escolas

O homem tal como ele é não é imortal. O termo “imortalidade” deve ser compreendido como um tempo de existência definido. Como exemplo, algumas células do nosso corpo físico têm apenas algumas horas de existência, outras, alguns dias. Então, para elas, as células chamadas neurônios (que tem de 70 a 100 anos de existência, de acordo com a vida de cada pessoa) são imortais. O mesmo acontece com o homem comum, que vive imaginando ser o seu corpo físico e, sem a menor lógica, acredita na imortalidade do espírito. Mas, ao mesmo tempo, tem pavor da morte, pois algo em seu interior lhe mostra que ele é apenas carne, pois nunca conseguiu ter consciência real de seu espírito, está dormindo. Para ter tal consciência ele precisa acordar antes, ter a consciência de si. Na antiguidade, haviam Escolas para o homem alcançar aquilo que conhecemos como consciência real de seu espírito imortal ou iluminação. Para tanto, o homem tinha de abandonar a sua vida comum e entrar para algum templo ou mosteiro, que chamamos de escola.

Havia 3 tipos de escolas:

1. A primeira era a do Faquir, onde o homem, através do sofrimento físico e sob a direção de um mestre, alcançava a imortalidade (iluminação) ou armazenamento de tanta energia e, de certa forma, a iluminação. O termo faquir, que usamos, é o mais conhecido, mas a escola de sofrimento do corpo existia em várias partes do mundo, não só na Índia.

2. A segunda escola é do Yogue, ou meditação. Através do abandono total, também da existência normal, a pessoa adquiria a imortalidade (iluminação).

3. A terceira escola é a do Monge, onde a pessoa, através da fé e da abstinência dos desejos em um mosteiro, também conseguia alcançar a imortalidade (iluminação). Os mais conhecidos são os da Idade Média e do Antigo Cristianismo, como também o Xintoísmo no Oriente.

Os três tipos de escolas, de uma forma ou de outra, existiam em todo o mundo e eram os caminhos de evolução do espírito humano. Há também a evolução normal dos homens comuns na Terra, que é tão lenta que não é considerada para o Trabalho de Gurdjieff, pois as Escolas eram para pessoas que queriam sair da normalidade e do sofrimento da existência comum.

Há, porém, o Quarto Caminho, onde o homem não precisa abandonar a vida para evoluir através do esforço pessoal. É o caminho onde o homem faz um pouco de cada escola dentro da sua vida normal.

Um pouco de sofrimento físico (trabalho de domingueiras, mutirões, etc), um pouco de meditação (mokuso, relaxamento, etc), um pouco de fé e esperança naquilo que se está fazendo. Nesta forma de prática, ou Trabalho, é necessário um grupo que se determine a acordar, pois no Trabalho em conjunto, às vezes um dorme, outro acorda e ajuda quem dorme. Nesse tipo de Trabalho é necessário que haja confiança entre os participantes e que tudo o que aconteça em relação ao “Trabalho” aí realizado não seja comentado fora daquele âmbito. O Quarto Caminho é dividido em 4 partes principais:

1. Exercícios diários para o conhecimento de si e para saber como funciona a máquina humana. E a cada semana o grupo se reúne e cada um dá seu depoimento sobre os exercícios.

2. Reunião periódica para se fazer uma observação do grupo nos exercícios de movimento rítmico.

3. Trabalhos de grupo para se dar um esforço maior sobre si em 24 horas. (Domingueiras, mutirões, artesanato, etc)

4. Leituras e estudos sobre os trabalhos de Gurdjieff em grupos.

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Matéria e Materialidade

Tudo o que existe, desde o pedaço de um pau, de ferro, até o que pensamos e sentimos é matéria. Para explicar isso, a Escola de Gurdjieff usa uma tabela que se chama Tabela de Hidrogênio, que não tem nada a ver com o hidrogênio químico que conhecemos. É apenas um nome, e, para isso, um determinado corpo tem um lugar no Universo, independentemente de ser aqui no planeta Terra ou em outro lugar no espaço. Para se entender isso, a primeira matéria é o hidrogênio mais sutil que pode existir: o Hidrogênio 6.

Partindo desse princípio, existe uma força positiva, que é o número 1, outra, negativa, que é o número 2.

E o resultado, é o número 3 ( 1 + 2 = 3 ). Isso é para a nossa compreensão intelectual. A soma desses três

números é 6. Essa é a matéria mais sutil e fina que pode existir no Universo. O número seguinte é o 12, porque as três forças já existentes, para poderem se manifestar em um nível abaixo, precisam de uma ação com as três forças somadas. O número seguinte são todas essas forças dobradas, sendo o número 24 e assim sucessivamente até a matéria mais densa possível, que é o hidrogênio dos metais.

A matéria mais fina tem uma vibração maior do que a mais densa então podemos dizer que o H12 tem a metade de vibração do H6 e o dobro da densidade de matéria. Fazendo uma tabela, temos todas as matérias do Universo. Mas nem todas elas são conhecidas. No nosso mundo não possuímos nem conhecemos todas as matérias do Universo conhecido. Portanto, foi necessário fazer uma divisão na primeira escala de hidrogênio. Essa segunda escala de hidrogênio também tem matérias para nós desconhecidas. Criou-se, então, uma terceira escala de hidrogênio. Nela existem todas as matérias existentes em nosso nível de existência, com todas as nossas possibilidades. Podemos agora dizer o seguinte a respeito da formação do nosso mundo, em relação a tabela de hidrogênio, que também determina que lugar no universo ocupa uma determinada matéria ou hidrogênio.

H6 – o quarto corpo humano

H

12 – sexo sem interferência de outros centros

H

24 – pensamentos elevados

H

48 – pensamentos comuns, imaginações e impressões

H

96 – alguns tipos de vitaminas e matéria sutil de alguns corpos

H

192 – oxigênio e alguns gases

H

384 – alimentos (líquidos)

H

768 – alimentos (carne, legumes, cereais cozidos, etc)

H

1536 – cereais crus e madeira

H

3072 – minerais

H

6144 – metais

H

12288 –

Podemos dizer que no homem há todas essas matérias, desde as matérias mais sutis que conhecemos, até os metais, minerais.

Alimentos

Nós temos a necessidade de nos alimentar tanto para nossa evolução na vida, quanto para evoluir e transformar outros elementos que conhecemos. O homem se alimenta de três formas, com H48, H192 e H768, nessa escala de valores, ou importância. Como exemplo podemos dizer que o homem pode viver até 40 dias sem comida ou H768. Sem o H192, que é o ar, apenas alguns minutos (10 a 15). Sem o H48 não viveria nem 1 segundo. O H48 são as impressões que recebemos desde a temperatura, até a voz humana. Podemos dizer que é o alimento que entra através dos 5 sentidos. E se fosse possível isolar um ser humano de todas as suas impressões, ele não poderia viver no corpo físico ou carnal, que é o receptáculo de transformação de matérias inferiores em matérias superiores. Quer dizer que comemos um pedaço de pão e ele se transforma até chegar a ser um pensamento ou sentimento.

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O homem come um prato de comida (H384, H768). Esse alimento passa pela boca e se mistura com

o

H192 (saliva), cai no estômago e recebe um choque com o H192 mas continua sendo H192 que vai para

o

sangue e no aparelho circulatório como sangue venoso, chega ao pulmão e se mistura com outro

hidrogênio, que é o H192, o oxigênio, que é o ar. Com esse choque ele se transforma em H96 que o corpo também já possui de forma inerte. Com o impulso do oxigênio o H96 tem energia suficiente para se transformar em três escalas chegando ao H48 que são as emoções e pensamentos. Com as influências de nosso corpo que nos atingem como o H48, inicia-se uma nova escala que também avança três escalas até chegar a H24, H12 e H6, que é a matéria mais sutil que possuímos em nosso corpo. Só conseguimos obter

o H6 se for feito um esforço com consciência de si através de um Trabalho. Para nossa vida comum, sem fazer esforço sobre nós mesmos, não temos necessidade dos hidrogênios superiores e nem do armazenamento do H48. Mas os hidrogênios superiores se manifestam

em raras ocasiões emocionais (não confundir com emotivas) de êxtase ou algumas situações sexuais, pois

o CS e o CE usam o H12 e até o H6.

Esses hidrogênios possuem velocidades diferentes e são usados pelos centros. Podemos entender porque um centro tem dificuldade de entender o outro ou mesmo acompanhá-lo.

O homem recebe as influências de fora como o H48, que entra em seu corpo para alimentá-lo e fica

somente o suficiente para ele viver o excesso sai na mesma hora, da seguinte forma: contrações musculares, estresse, raiva, divagações e fantasias. Para o homem passar pela vida não tem necessidade de uma auto-observação, que é um choque que cria conscientemente, armazenando H48 em seu organismo, que, com o tempo pode criar possibilidade de se transformar em H24, H12 até H6, além da sua necessidade de existência comum. O esforço nas quatro escolas que existem é para armazenar energia suficiente para pensar, sentir e criar algo que possa existir sem os hidrogênios inferiores. Isto é, acumular os hidrogênios superiores a tal ponto através de um Trabalho , para que um dia eles se cristalizem e tenham uma vida independente dos hidrogênios inferiores, necessários à vida material pois o acúmulo desse Hidrogênio superior cria aquilo que conhecemos como imortalidade (iluminação) e somente através de uma Escola que se consegue isso.

Raio de Criação e as Leis Universais

Para entendermos o que é o Raio de Criação, temos que saber que o termo “mundo”, “universo”, não é igual ao que aprendemos normalmente. E que há vários conceitos de Universo ou Cosmos. Isto quer dizer que um Cosmos pode estar dentro de outro Cosmos ou Universo. E para falarmos a respeito desse assunto, temos que, em primeiro lugar, falar do Raio de Criação e da sua materialidade e tamanho.

Primeiro, vamos lembrar do tamanho daquilo que vemos. Nós somos aproximadamente dez milhões de vezes menores do que esse planeta que chamamos de Terra, que é necessário à nossa existência. Então, seu ser é superior ao nosso ser. Podemos até dizer que a Terra pode continuar existindo sem o homem. Uma célula do homem tem necessidade de que o homem viva para ela poder viver. Então o homem é

superior à célula, pois pode existir sem uma célula ou até centenas de células, quer dizer, de acordo com o nível das células. A Terra, em relação aos planetas, não tem necessidade deles para a sua existência, mas tem necessidade da existência do Sol, para que exista tal qual a conhecemos com todos os seus seres e corpo.

E ela é mais de 1.000.000 de vezes menor do que o Sol, que não tem necessidade da Terra nem dos

planetas para existir. Isso quer dizer que para nossa evolução e para todas as possibilidades como seres humanos, dependemos de muitas coisas e o máximo de influências que recebemos e das quais dependemos, vem do Sol. Então podemos considerar esse ser como Deus, assim como somos o Deus das células do nosso corpo.

A partir desse princípio, que é conhecido pelo Círculo Interno da Humanidade e por algumas

escolas, podemos fazer o Raio de Criação, da seguinte forma:

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No Raio de Criação todos esses mundos estão em evolução junto com os seres que eles possuem.

Eneagrama

Todos os caminhos possuem símbolos e lendas, dogmas e rituais, que contém ensinamentos de nível superior para compreensão dos níveis inferiores e agem como influências e dicas para seus seguidores alcançarem outra compreensão, além dos níveis em que se encontram. Para nós, o eneagrama possui aquilo que necessitamos para a prática e para as idéias do Trabalho de Gurdjieff. O Eneagrama se inicia com um círculo que simboliza a limitação da nossa compreensão. Dentro dele está um triângulo, que é a lei do três: ação, reação e neutralização. Em tudo essa lei se manifesta, desde a pedra até o absoluto. A outra lei é a da evolução de tudo o que existe fora do absoluto e se manifesta igual à escala musical (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si) e se chama a lei dos 7. Ao se completar, como na escala musical, forma uma oitava e se inicia em outra escala superior. Sabemos que a nota musical tem tons e semitons. Dessa forma, entre mi e fá há um semitom, e entre si e dó há outro. E no dó completa-se uma escala. Cada nota possui um grupo diferente de vibrações que são desiguais entre si. Nesses semitons podemos falar que existe um intervalo ou descontinuidade de vibrações. Do absoluto até nós, seria uma escala descendente dó, si, lá, sol, etc. Essas leis e suas interligações estão dentro do nosso eneagrama. Dentro do absoluto ou uno, esta é a lei dos 7 da evolução: 1/7 = 0,142857, que desta forma, completa uma oitava.

Em nossa escala evolutiva da alimentação é a mesma lei como veremos no eneagrama. Vamos dizer que um prato de comida seja o início, ou dó-768. Ao entrar na boca, transforma-se em uma pasta ou ré-384. Ao cair no estômago, chega até mi-192. Aí ele pára, pois precisa sofrer um choque para continuar a sua transmutação. É onde entra outro alimento inicial, como dó-192, no intervalo do semitom, que seria a interferência da lei dos três, na segunda ponta do triângulo, onde se inicia outra oitava. A primeira foi na

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ponta superior do triângulo, como forma positiva. Ao levar o choque, o mi-192, junto com o dó-192 prossegue como fá-96 e sol-48. Chegando na terceira ponta do triângulo, sofre um retardamento, mas prossegue pela influência dos cinco sentidos automaticamente, pelas impressões recebidas sem esforço, chegando a sua mais alta escala lá-24 e si-12. Com o primeiro esforço consciente além de si-12, produzimos o mi-12, que pára aí, mas com um pouco da energia inicial do dó-48 ao mi-48 dá para essa energia chegar até lá-6, a partir do AR. Um segundo choque consciente é um trabalho a partir do esforço da observação de si sobre as emoções e a consideração interna.

Mi 12 Sol Dó 12 768 Si Ré 9 12 384 8 1 Ré Fá
Mi
12
Sol
12
768
Si
9
12
384
8
1
24
Mi
24
7
2
24
192
6
3
5
4
192
Sol
48
48
96
Mi
96
48
Consideração

Há dois tipos de consideração: a interna e a externa. A consideração interna é aquela que qualquer pessoa possui e que consiste no seguinte: o melhor para mim e o resto para os outros. Ou o melhor é para os meus e o resto é para os outros, ou então, primeiro eu e depois o resto e assim em diante. Se agrado uma pessoa é porque ela me agrada, ou porque tenho interesse nessa atitude, vou lucrar e ganhar com isso. As pessoas, a partir dessa consideração não vêem a outra, só vêem seus interesses. Não conseguem perceber que todos nós participamos de um modo de viver e que nosso Pai Comum trata a todas as pessoas com as mesmas leis. Esse tipo de consideração não precisa de esforço nenhum, e assim não vemos nem o que está acontecendo, nem por que está acontecendo. A consideração externa para ocorrer tem de ser, acima de tudo, com um esforço de consciência, isto é, uma observação de si, pois sem isso, aquilo que chamamos de consideração, nada mais é do que uma atitude mecânica. A consideração externa é fruto de um trabalho sobre si e não uma atitude que visa lucros nem uma demonstração de educação ou benevolência, para a pessoa se sentir satisfeita com o que fez.

Linguajar

Para iniciar o Trabalho, é necessário que se tenha um linguajar, para que não haja confusão ao se conversar ou dar depoimentos em grupo. Por exemplo, falamos “Amor” para o ato sexual, para aquilo que sentimos pelos nossos filhos, pelos nossos irmãos, namorados, etc. Para o ato sexual, seria fazer sexo. Em relação aos nossos filhos é identificação, isto é, achamos que eles são partes nossas. Se alguém ou alguma

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coisa o fere física e psicologicamente, sentimos como se fosse em nós. Isso é uma identificação, que é um sentimento automático, que não leva a nenhuma evolução e nem ajuda os nossos filhos a evoluir. Identificação é tratar seu filho como uma posse, algo que lhe pertence, pois amor de mãe considera todas as crianças como semelhantes a seu filho. Identificação é fruto do egoísmo. “Quem são meus irmãos e meus pais senão aqueles que me seguem?”, disse Jesus Cristo. Para as pessoas com quem temos relacionamento íntimo, como esposa, marido, namorado, namorada, etc o que sentimos é o sentimento de posse e que se manifesta através do carinho, afago, ciúmes, brigas e até ódio, para depois voltar a ser carinho novamente e assim em diante. Para um dia chegarmos a sentir algo perto de um sentimento superior de Amor teremos de não manifestar as emoções negativas, estar atentos a nós mesmos e às pessoas que vivem a nossa volta.

Coríntios 13

“Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, e não tivesse Amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios

e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse

Amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse Amor, nada disso se aproveitaria. O Amor é benigno; o Amor não é invejoso; o Amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O Amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos; Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o Amor, estes três, mas o maior destes é o Amor.”

Livros recomendados:

GURDJIEFF - "Gurdjieff fala a seus alunos", "Encontro com Homens Notáveis"

OUSPENSKY - "O Quarto Caminho", "Fragmentos de um Ensinamento Desconhecido", "5

Conferências"

HARTMANN - "Nossa vida com Gurdjieff" ELIPHAS LEVI - "O Grande Arcano" MAX HEINDEL - "Conceito Rosacruz do Cosmo" CARLOS CASTANHEDA - "Uma Estranha Realidade", "Fogo Interior", "Viagem a Ixtlan", "O Poder do Silêncio", "A Erva do Diabo", "Porta para o Infinito", "O Segundo Círculo do Poder", "O Presente da

Águia", "Arte do Sonhar", "Passes Mágicos", "A Roda do Tempo" M.NICOLL - "Comentários Psicológicos sobre las enseñanzas de Gurdjieff y Ouspensky, Vol I, II, III, IV

e V.

YUKIO MISHIMA - "O Hagakure - A ética dos Samurais e o Japão moderno"

BÍBLIA

Benedito Nelson

Augusto dos Santos

ética dos Samurais e o Japão moderno" BÍBLIA Benedito Nelson Augusto dos Santos G GTG www.beneditonelson.com.br
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