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MONOGRAFIA Torno Mecânico Engenharia de Produção Industrial Máquinas Industriais 21-05-2012 Alexandre Miguel Ramos

MONOGRAFIA

Torno Mecânico

MONOGRAFIA Torno Mecânico Engenharia de Produção Industrial Máquinas Industriais 21-05-2012 Alexandre Miguel Ramos

Engenharia de Produção Industrial

Máquinas Industriais

21-05-2012

Alexandre Miguel Ramos Pereira

Nº 20086381

Í ndice Curso: Engenharia de Produção Industrial Disciplina: Máquinas Industriais

Í

ndice

Curso: Engenharia de Produção Industrial Disciplina: Máquinas Industriais

1. INTRODUÇÃO

2

 

2. HISTÓRIA

3

3. O PROCESSO DE TORNEAMENTO

6

4. OPERAÇÕES FUNDAMENTAIS

7

4.1. TORNEAMENTO CILÍNDRICO

7

 

4.2. ROSCAR

7

4.3. FACEJAR

8

4.4. SANGRAR (CORTAR)

8

4.5. TORNEAMENTO CÓNICO

8

 

4.6. PERFILAR

9

4.7. FURAR E MANDRILAR

9

4.8. RECARTILHAR

9

5.

CLASSIFICAÇÃO DOS TORNOS MECÂNICOS

10

5.1. TORNO HORIZONTAL/PARALELO

10

5.2. TORNO DE PLACA

11

5.3. TORNO VERTICAL

11

5.4. TORNO REVÓLVER

12

5.5. TORNO COPIADOR

12

5.6. TORNO DE PRODUÇÃO

13

5.7. TORNO SEMI-AUTOMÁTICO

13

5.8. TORNO AUTOMÁTICO - CNC

14

6.

NOMENCLATURA E PRINCIPAIS COMPONENTES DO TORNO

15

6.1. BARRAMENTO

15

6.2. CABEÇOTE FIXO

15

6.3. CABEÇOTE MÓVEL

16

6.4. CARRO PORTA-FERRAMENTA

17

6.4.1 CARRO LONGITUDINAL

17

6.4.2 CARRO TRANSVERSAL

17

6.4.3 CARRO SUPERIOR OU ESPERA

18

6.4.4 PORTA-FERRAMENTA

18

6.5.

CAIXA DE AVANÇOS E RECÂMBIO

18

7.

ACESSÓRIOS DO TORNO

19

7.1.

PONTOS E CONTRAPONTOS

19

7.2.

PLACA DE ARRASTO

19

7.3.

LUNETA

20

7.4.

PLACA LISA

20

7.5.

BUCHAS DE CASTANHAS INDEPENDENTES

21

7.6.

BUCHA UNIVERSAL

21

7.8.

MANDRIL

22

8.

CUIDADOS COM A SEGURANÇA

22

BIBLIOGRAFIA……………….…………………………………………………………………………….………………………….23

1. Introdução Curso: Engenharia de Produção Industrial Disciplina: Máquinas Industriais Os processos de fabricação

1. Introdução

Curso: Engenharia de Produção Industrial Disciplina: Máquinas Industriais

Os processos de fabricação que envolve mudança de forma podem ser classificados em duas categorias: fabricação com remoção de material e fabricação sem remoção de material. Enquanto a segunda categoria é composta por processos de fabricação como conformação e fundição, a primeira categoria é composta basicamente pelos processos de maquinação. As grandes utilizações dos processos de maquinação devem-se principalmente à variedade de geometrias possíveis de serem maquinadas, com alto grau de precisão Apesar das vantagens da maquinação, esta possui desvantagens em relação a outros processos de fabricação como, por exemplo, a baixa velocidade de produção. Esta desvantagem faz com que qualquer aprimoramento no sentido de aumentar a produção de um processo de maquinação represente um ganho significativo. A segunda desvantagem dos processos de maquinação diz respeito aos altos custos envolvidos que se devem ao uso de máquinas e ferramentas caras e à necessidade de mão-de-obra especializada. O nível de conhecimento requerido na programação e operação nas modernas máquinas de comando numérico faz necessários operadores com certo grau de especialização. Para além de que parte da matéria- prima usada nestes processos é transformada em desperdício. Maquinação é um termo que abrange processos de fabricação por geração de superfícies por meio de remoção de material, conferindo dimensão e forma à peça. Neste contexto se insere este trabalho, cujo principal objectivo é explanar sobre o torno mecânico, mostrando seu histórico, operações fundamentais, classificação, principais componentes, acessórios.

2. História Curso: Engenharia de Produção Industrial Disciplina: Máquinas Industriais A máquina-ferramenta é

2. História

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A máquina-ferramenta é utilizada na fabricação de peças de revolução, por meio da movimentação mecânica de um conjunto de ferramentas. O torno mecânico é a máquina ferramenta mais antiga e dele derivaram todas as outras inventadas pelo homem. Inicialmente, os movimentos de rotação da máquina eram gerados por pedais. A ferramenta para tornear ficava na mão do operador que dava forma ao produto. Daí a importância de sua habilidade no processo de fabricação. Quando a ferramenta foi fixada à máquina, o operador ficou mais livre para trabalhar. Pode-se dizer que nesse momento nasceu a máquina-ferramenta.

dizer que nesse momento nasceu a máquina-ferramenta. Máquina-ferramenta Sabe-se que antigas civilizações, a

Máquina-ferramenta

Sabe-se que antigas civilizações, a exemplo dos egípcios, assírios e romanos, já utilizavam antigos tornos de arco como um meio fácil de fazer objectos com formas redondas.

como um meio fácil de fazer objectos com formas redondas. Torno de arco usado no Imperio

Torno de arco usado no Imperio Romano

Curso: Engenharia de Produção Industrial Disciplina: Máquinas Industriais Os Tornos de Vara foram muito utilizados

Curso: Engenharia de Produção Industrial Disciplina: Máquinas Industriais

Os Tornos de Vara foram muito utilizados durante a idade média e continuaram a ser utilizados até o século XIX por alguns artesãos. Nesse sistema de torno a peça a ser trabalhada era amarrada com uma corda presa numa vara sobre a cabeça do artesão e sua outra extremidade era amarrada a um pedal. O pedal quando pressionado puxava a corda fazendo a peça girar, a vara por sua vez fazia o retorno. Por ser fácil de montar esse tipo de torno permitia que os artesãos se deslocassem facilmente para lugares onde houvesse a matéria-prima necessária para eles trabalharem.

houvesse a matéria-prima necessária para eles trabalharem. Torno de Vara usado na Idade Média A necessidade

Torno de Vara usado na Idade Média

A necessidade de uma velocidade contínua de rotação fez com que fossem criados os Tornos de Fuso. Esses tornos necessitavam de duas ou mais pessoas, dependendo do tamanho do fuso, para serem utilizados. Enquanto um servo girava a roda, o artesão utilizava suas ferramentas para dar forma ao material. Esse torno permitia que objectos maiores e com materiais mais duros fossem trabalhados.

maiores e com materiais mais duros fossem trabalhados. Torno de Fuso, usado a partir de 1600

Torno de Fuso, usado a partir de 1600

Com a invenção da máquina a vapor por James Watt, os meios de produção como teares e afins foram adaptados à nova realidade. O também inglês Henry Moudslay adaptou a nova maravilha a um torno criando o primeiro torno a vapor.

Curso: Engenharia de Produção Industrial Disciplina: Máquinas Industriais Essa invenção diminuía a necessidade de

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Essa invenção diminuía a necessidade de mão-de-obra, uma vez que os tornos podiam ser operados por uma pessoa apenas. À medida que a fabricação se tornava mais mecânica e menos humana as caras habilidades dos artesãos eram substituídas por mão-de-obra barata. Isso deu condições para que Whitworth em 1860 mantivesse uma fábrica com 700 funcionários e 600 máquinas ferramenta. Moudslay e Whitworth ainda foram responsáveis por várias outras mudanças nos tornos da época, como o suporte para ferramenta e o avanço transversal. Em 1906, o torno já tem incorporado todas as modificações feitas por Moudslay e Whitworth. A correia motriz é movimentada por um conjunto de polias de diferentes diâmetros, o que possibilitava uma variada gama de velocidades de rotação.

possibilitava uma variada gama de velocidades de rotação. Inovações no torno, por Moudslay e Whitworth Em

Inovações no torno, por Moudslay e Whitworth

Em 1925, surge o Torno Paralelo: o problema de ter de fixar o torno é resolvido pela substituição do mesmo por um motor eléctrico nos pés da máquina. A variação de velocidades vinha de uma caixa de engrenagem, e desengates foram postos nas sapatas para simplificar alcances de rotação longos e repetitivos. Apesar de apresentar dificuldades para o trabalho em série devido a seu sistema de troca de ferramentas, é o mais usado actualmente. Em 1960, para satisfazer a exigência de grande rigidez criou-se uma estrutura completamente fechada; criou-se o Torno Automático. A máquina é equipada com um engate copiador que transmite o tipo de trabalho do gabarito por meio de uma agulha. Em 1978, é inventado o torno de CNC (Comando Numérico Computadorizado), que, apesar de não apresentar nenhuma grande mudança na sua mecânica, substituiu os mecanismos usados para mover o cursor por microprocessadores. O uso de um painel permite que vários movimentos sejam programados e armazenados permitindo a rápida troca de programa.

3. O Processo de Torneamento Curso: Engenharia de Produção Industrial Disciplina: Máquinas Industriais O torneamento,

3. O Processo de Torneamento

Curso: Engenharia de Produção Industrial Disciplina: Máquinas Industriais

O torneamento, como todos os trabalhos executados com máquinas-ferramentas,

acontece mediante o arranque progressivo da apara da peça a ser trabalhada. A apara é arrancada por uma ferramenta de um só gume cortante, que deve ter uma dureza superior à do material a ser cortado.

No torneamento, a ferramenta entra na peça, e através do movimento rotativo uniforme em torno do eixo permite o corte contínuo e regular do material. A força necessária para retirar a apara é feita sobre a peça, enquanto a ferramenta, firmemente presa ao porta-ferramentas, compensa a reacção desta força. No torneamento, existem três movimentos relativos entre a peça e a ferramenta.

Torneamento
Torneamento

O movimento rotativo da peça que permite

cortar o material é o movimento de corte.

O movimento de translação da ferramenta ao

longo da superfície da peça é o movimento de avanço.

O

empurrar a ferramenta em direcção ao interior da

peça determinando assim a profundidade do passe e a espessura da apara é o movimento de penetração. Um dos problemas na utilização dos tornos mecânicos é a precisão no cálculo e determinação dos esforços envolvidos no torneamento devido ao elevado número de variáveis existentes no processo. Como tal, tenta-se reduzir os cálculos simplesmente desconsiderando variáveis que possuem pouca influência na determinação do esforço de corte. Então a força mais importante é a força principal de corte na direcção tangencial Fp é pois é esta força que arranca mais apara do material durante o processo de maquinação.

Forças actuantes num torneamento
Forças actuantes num torneamento
Curso: Engenharia de Produção Industrial Disciplina: Máquinas Industriais 4. Operações Fundamentais O torno executa

Curso: Engenharia de Produção Industrial Disciplina: Máquinas Industriais

4. Operações Fundamentais

O torno executa qualquer espécie de superfície de revolução, uma vez que a peça que se

trabalha tem o movimento principal de rotação, enquanto a ferramenta possui o movimento de avanço e de translação. Além de tornear superfícies cilíndricas externas e internas, pode ainda maquinar superfícies planas no topo das peças, superfícies cónicas, esféricas e perfiladas,

facejar, abrir rasgos, entalhes, ressaltos e golas. O torno também pode ser usado para furar, alargar, recartilhar, enrolar molas, polir peças, etc. As operações fundamentais realizadas por um torno são: tornear, roscar, facejar, sangrar, tornear cónico, perfilar, furar e mandrilar.

4.1. Torneamento Cilíndrico

Operação obtida pelo deslocamento rectilíneo da ferramenta paralelamente ao eixo da

peça. O torneamento cilíndrico pode ser externo ou interno.

O torneamento cilíndrico pode ser externo ou interno. Torneamento cilíndrico externo. Torneamento cilíndrico

Torneamento cilíndrico externo.

Torneamento cilíndrico interno.

4.2. Roscar

É a operação que consiste em abrir rosca em uma superfície externa de um cilindro ou

cone, ou também no interior de um furo.

de um cilindro ou cone, ou também no interior de um furo. Rosca em superfície externa.

Rosca em superfície externa.

no interior de um furo. Rosca em superfície externa. Rosca no interior de um furo. Alexandre

Rosca no interior de um furo.

Curso: Engenharia de Produção Industrial Disciplina: Máquinas Industriais 4.3. Facejar Consegue-se quando se desloca a

Curso: Engenharia de Produção Industrial Disciplina: Máquinas Industriais

4.3. Facejar

Consegue-se quando se desloca a ferramenta no sentido perpendicular ao eixo de

rotação da peça. O facejamento pode ser externo e o interno.

da peça. O facejamento pode ser externo e o interno. Facejamento externo. Facejamento interno. 4.4. Sangrar

Facejamento externo.

pode ser externo e o interno. Facejamento externo. Facejamento interno. 4.4. Sangrar (cortar) É a operação

Facejamento interno.

4.4. Sangrar (cortar)

É a operação que consiste em cortar uma peça, no torno. O sangramento pode ser radial

ou axial.

b
b

Sangramento radial

b
b

Sangramento axial.

4.5. Torneamento Cónico

É a operação obtida pelo deslocamento da ferramenta obliquamente ao eixo da peça. O

torneamento cónico também pode ser externo ou interno.

O torneamento cónico também pode ser externo ou interno. Torneamento cónico externo. Torneamento cónico interno.

Torneamento cónico externo.

pode ser externo ou interno. Torneamento cónico externo. Torneamento cónico interno. Alexandre Miguel Ramos Pereira

Torneamento cónico interno.

Curso: Engenharia de Produção Industrial Disciplina: Máquinas Industriais 4.6. Perfilar Processo de torneamento no qual

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4.6. Perfilar

Processo de torneamento no qual a ferramenta define uma forma determinada pelo perfil

da mesma. O perfilamento também pode ser radial ou axial.

da mesma. O perfilamento também pode ser radial ou axial. Perfilamento radial. 4.7. Furar e Mandrilar

Perfilamento radial.

4.7. Furar e Mandrilar

radial ou axial. Perfilamento radial. 4.7. Furar e Mandrilar Perfilamento axial. Pela acção de uma ferramenta

Perfilamento axial.

Pela acção de uma ferramenta deslocada paralelamente ao eixo do torno maquina-se uma superfície cilíndrica interna, passante ou não. Obtêm-se furos cilíndricos com diâmetros exactos (toleranciados) em buchas, polias, engrenagens e outras peças. A furação ou o mandrilamento podem ser cilíndricos, radiais ou cónicos.

o mandrilamento podem ser cilíndricos, radiais ou cónicos. Furação ou Mandrilamento. 4.8. Recartilhar Operação

Furação ou Mandrilamento.

4.8. Recartilhar

Operação obtida quando se desejam tornar uma superfície áspera, como cabos de ferramentas, usando-se uma ferramenta que possa imprimir na superfície a forma desejada.

que possa imprimir na superfície a forma desejada. Recartilhar Alexandre Miguel Ramos Pereira Nº 20086381 9

Recartilhar

Curso: Engenharia de Produção Industrial Disciplina: Máquinas Industriais 5. Classificação dos Tornos Mecânicos Para

Curso: Engenharia de Produção Industrial Disciplina: Máquinas Industriais

5. Classificação dos Tornos Mecânicos

Para responder às numerosas necessidades, a tecnologia moderna põe à nossa disposição uma grande variedade de tornos que diferem entre si pelas dimensões, funcionamento, características, forma construtiva, etc. A escolha do tipo de torno adequado para a execução de uma determinada fabricação deverá ser feita baseando-se nos seguintes factores:

Dimensões das peças a produzirdeverá ser feita baseando-se nos seguintes factores: Forma das mesmas Quantidade a produzir Possibilidade de

Forma das mesmasnos seguintes factores: Dimensões das peças a produzir Quantidade a produzir Possibilidade de obter as peças

Quantidade a produzirfactores: Dimensões das peças a produzir Forma das mesmas Possibilidade de obter as peças directamente de

Possibilidade de obter as peças directamente de vergalhões (barras, perfis).das peças a produzir Forma das mesmas Quantidade a produzir Grau de precisão exigido. - -

Grau de precisão exigido.as peças directamente de vergalhões (barras, perfis). - - - - - 5.1. Torno Horizontal/Paralelo Os

-

-

-

-

-

5.1. Torno Horizontal/Paralelo Os tornos horizontais são os mais comuns e mais usados frequentemente. Por apresentarem alguma complexidade na mudança de ferramentas, não oferecem grandes possibilidades de fabricação em série.

oferecem grandes possibilidades de fabricação em série. Torno horizontal . Alexandre Miguel Ramos Pereira Nº

Torno horizontal

.

5.2. Torno de Placa ou Platô Curso: Engenharia de Produção Industrial Disciplina: Máquinas Industriais O

5.2. Torno de Placa ou Platô

Curso: Engenharia de Produção Industrial Disciplina: Máquinas Industriais

O torno de placa é um torno de grande diâmetro de placa (bucha), utilizado para tornear peças curtas e de grande diâmetro, tais como polias, volantes, rodas, etc. Tendo grandes

recursos para facejamento e poucos para tornear.

grandes recursos para facejamento e poucos para tornear. 5.3. Torno Vertical Torno de placa. Os tornos

5.3. Torno Vertical

Torno de placa.

Os tornos verticais, com eixo de rotação vertical, são utilizados para tornear peças de grandes dimensões e de grande peso. Tornando-se mais facilmente montar as peças sobre uma

plataforma horizontal (bucha) do que numa vertical.

uma plataforma horizontal (bucha) do que numa vertical. Torno vertical. Alexandre Miguel Ramos Pereira Nº

Torno vertical.

5.4. Torno Revólver Curso: Engenharia de Produção Industrial Disciplina: Máquinas Industriais Os tornos revólver têm

5.4. Torno Revólver

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Os tornos revólver têm uma característica fundamental que é a utilização de várias ferramentas dispostas e preparadas para realizar várias operações em forma ordenada e

sucessiva através de um porta-ferramenta múltiplo ou “revólver”.

.
.

5.5. Torno Copiador

Torno revólver

Os tornos copiadores permitem obter peças de perfil qualquer. Para poder realizar estes trabalhos, é necessário que a ferramenta esteja activada de dois movimentos simultâneos: um de translação longitudinal e outro de translação transversal em relação à peça que se trabalha.

transversal em relação à peça que se trabalha. Torno copiador. Alexandre Miguel Ramos Pereira Nº

Torno copiador.

Curso: Engenharia de Produção Industrial Disciplina: Máquinas Industriais 5.6. Torno de Produção Os tornos de

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5.6. Torno de Produção Os tornos de produção, de corte múltiplo, são aqueles que, para atender às necessidades da produção, aumentando a quantidade de peças e diminuindo o custo da produção, são providos de dois carros, um anterior com movimento longitudinal e outro posterior, com movimento transversal, que trabalham simultaneamente, com avanço automático. Os dois carros são providos de porta-ferramentas.

Os dois carros são providos de porta-ferramentas. Torno de Produção. 5.7. Torno Semi-automático Os tornos

Torno de Produção.

5.7. Torno Semi-automático Os tornos semi-automáticos derivam do torno paralelo porem com mais recursos. Constituem um escalão intermediário entre os tornos revólver e os tornos automáticos, possuindo as características daqueles, melhoradas pela mudança automática das ferramentas em cada operação. A operação a cargo do operário é exclusivamente a retirada da peça acabada e a fixação da nova peça em bruto.

da peça acabada e a fixação da nova peça em bruto. Torno Semi-Automático. Alexandre Miguel Ramos

Torno Semi-Automático.

Curso: Engenharia de Produção Industrial Disciplina: Máquinas Industriais 5.8. Torno Automático - CNC Nos tornos

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5.8. Torno Automático - CNC Nos tornos automáticos após o torneamento de cada peça, a avançará, sempre automaticamente, pelo furo da árvore e uma nova peça será executada. Assim prosseguirá sucessivamente até o término da matéria-prima, uma após outra automaticamente. Utilizam um moderno processo de produção comandado por um comando numérico computadorizado, abreviadamente CNC, que controla os movimentos da máquina. Apresenta um excelente rendimento além de elevada precisão em menor tempo, bem como a realização de operações diversas e complexas. As desvantagens só dizem respeito ao alto custo de investimento e problemas com programação.

ao alto custo de investimento e problemas com programação. Torno CNC. Alexandre Miguel Ramos Pereira Nº

Torno CNC.

Curso: Engenharia de Produção Industrial Disciplina: Máquinas Industriais 6. Nomenclatura e principais componentes do

Curso: Engenharia de Produção Industrial

Disciplina: Máquinas Industriais

6. Nomenclatura e principais componentes do torno

6. Nomenclatura e principais componentes do torno Partes do torno horizontal o Barramento; o

Partes do torno horizontal

o

Barramento;

o

Cabeçote fixo;

o

Cabeçote móvel;

o

Carro porta ferramenta.

o

Caixa de avanços e Recâmbio

6.1. Barramento

Suporta todas as partes principais do torno. Está apoiado sobre a base (pés) do torno. O

carro porta ferramentas e o cabeçote móvel deslocam-se sobre as suas guias e fusos.

o cabeçote móvel deslocam-se sobre as suas guias e fusos. Barramento do torno 6.2. Cabeçote Fixo

Barramento do torno

6.2. Cabeçote Fixo

Onde está montado a caixa de velocidades e a árvore principal.

está montado a caixa de velocidades e a árvore principal. C a b e ç o

Cabeçote fixo

O sistema permite estabelecer e fornecer o movimento de rotação

da árvore principal.

O número de rotações é estabelecido na caixa de

velocidades, podendo ser feito através de sistemas de engrenagens

ou correias e polias.

Curso: Engenharia de Produção Industrial Disciplina: Máquinas Industriais A parte do topo ou cabeça da

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A parte do topo ou cabeça da árvore principal possui um dispositivo de fixação das

peças (bucha). O formato cónico do furo nesta parte permite a utilização de um ponto.

do furo nesta parte permite a utilização de um ponto. Árvore principal com ponto. Na bucha

Árvore principal com ponto.

Na bucha universal as castanhas são movimentadas simultaneamente pela acção da chave introduzida em um dos furos existentes. Servem para fixar peças de seção circular ou poligonais regulares.

fixar peças de seção circular ou poligonais regulares. Bucha universal 6.3. Cabeçote Móvel É utilizado como
fixar peças de seção circular ou poligonais regulares. Bucha universal 6.3. Cabeçote Móvel É utilizado como

Bucha universal

de seção circular ou poligonais regulares. Bucha universal 6.3. Cabeçote Móvel É utilizado como encosto ou

6.3. Cabeçote Móvel

É utilizado como encosto ou apoio para montagem entre pontos no torneamento de

peças compridas. Para furações é colocado no lugar do contraponto uma ferramenta. No interior do corpo do cabeçote móvel mostrado há uma haste (mangote) que tem um furo cónico para adaptar a contraponto. Com a alavanca de fixação do mangote aliviada, o

contraponto pode ser movimentada longitudinalmente pela acção de um volante manual.

O corpo do cabeçote móvel pode ser ajustado longitudinalmente ao longo do barramento

e depois é fixo nas guias do barramento.

do barramento e depois é fixo nas guias do barramento. Cabeçote móvel e detalhes Alexandre Miguel
do barramento e depois é fixo nas guias do barramento. Cabeçote móvel e detalhes Alexandre Miguel

Cabeçote móvel e detalhes

Curso: Engenharia de Produção Industrial Disciplina: Máquinas Industriais 6.4. Carro Porta-Ferramenta É composto por

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6.4. Carro Porta-Ferramenta É composto por carro longitudinal, carro transversal, carro superior ou de espera e porta ferramenta.

transversal, carro superior ou de espera e porta ferramenta. Carro porta ferramenta: (a) Carro longitudinal, (b)

Carro porta ferramenta:

(a) Carro longitudinal,

(b)

carro transversal,

(c)

carro superior ou de espera,

(d)

porta ferramenta.

6.4.1 Carro Longitudinal

O carro possui uma sela que se movimenta ao longo do barramento. Na frente da sela está localizado o avental que é atravessado pelo fuso.

está localizado o avental que é atravessado pelo fuso. Carro longitudinal 6.4.2 Carro Transversal Pode ser

Carro longitudinal

6.4.2 Carro Transversal

Pode ser movimentado transversalmente ao barramento. Sobre a sela do carro longitudinal está montada a guia do carro transversal com o mecanismo de avanço do mesmo.

do carro transversal com o mecanismo de avanço do mesmo. Carro transversal Alexandre Miguel Ramos Pereira

Carro transversal

Curso: Engenharia de Produção Industrial Disciplina: Máquinas Industriais 6.4.3 Carro Superior ou Espera Está montado

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Disciplina: Máquinas Industriais

6.4.3 Carro Superior ou Espera

Está montado sobre o carro transversal, possui uma base giratória graduada e uma guia de

espera que pode movimentar o porta-ferramenta e também permite o torneamento em ângulo.

Nónio
Nónio
e também permite o torneamento em ângulo. Nónio Porta-Ferramenta Manivela da Espera Carro superior ou Espera

Porta-Ferramenta

Manivela da Espera

em ângulo. Nónio Porta-Ferramenta Manivela da Espera Carro superior ou Espera 6.4.4 Porta-Ferramenta È o local

Carro superior ou Espera

6.4.4 Porta-Ferramenta

È o local para fixar a ferramenta, através de um parafuso que

Porta-Ferramentas
Porta-Ferramentas

também fixa o porta ferramenta na espera

As manivelas de avanço transversal e do carro superior

possuem anéis graduados que indicam a profundidade de corte da

ferramenta, em fracções de milímetros permitindo avançar a

ferramenta na profundidade desejada em cada passe.

Nónio
Nónio

O suporte do carro superior possui um nónio sobre o qual pode girar.

Os movimentos: longitudinal (avanço) e transversal (profundidade),

podem ser produzidos manualmente através do volante do avental e da manivela

do carro transversal. Estes movimentos também podem ser automáticos.

6.5. Caixa de Avanços e Recâmbio

Também conhecida por caixa de engrenagem, é formada por carcaça, eixos e

engrenagens; serve para transmitir o movimento de avanço do recâmbio para a ferramenta.

O recâmbio é transmissão do movimento de rotação do cabeçote fixo para a caixa de

Caixa de Avanços
Caixa de Avanços

avanços.

cabeçote fixo para a caixa de Caixa de Avanços avanços. R e c â m b
cabeçote fixo para a caixa de Caixa de Avanços avanços. R e c â m b

Recâmbio

Curso: Engenharia de Produção Industrial Disciplina: Máquinas Industriais 7. Acessórios do Torno O torno tem

Curso: Engenharia de Produção Industrial

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7. Acessórios do Torno

O torno tem vários tipos de acessórios que servem para auxiliar na execução de muitas

operações de torneamento:

7.1. Pontos e Contrapontos

Os pontos e contrapontos são cones duplos rectificados de aço temperado, num lado um

cone Morse, e do outro lado, um cone de 60º para apoiar, ao centro, a peça a ser torneada.

O contraponto é montado no mangote do cabeçote móvel e ponto no cabeçote fixo.

1 2 3
1
2
3

Tipos de Pontos

1. Ponta fixa: suporta a peça por meio dos furos de centro.

2. Ponta rotativa: reduz o atrito entre a peça e a ponta, pois gira suavemente.

3. Ponta rebaixada: facilita o completo facejamento do topo.

7.2. Placa de Arrasto

A placa de arrasto é um acessório que transmite o movimento de rotação do eixo

principal às peças que devem ser torneadas entre pontos. Tem o formato de disco, possui um

cone interior e uma rosca externa para fixação. As placas arrastadoras podem ser:

externa para fixação. As placas arrastadoras podem ser: Tipos de placas de arrasto. Em todas as

Tipos de placas de arrasto.

Em todas as placas usa-se o arrastador que é firmemente preso à peça, transmitindo-lhe

o movimento de rotação, funcionando como órgão intermediário.

Arrastador de

haste curva

Arrastador de

haste direita

Tipos de placas de arrasto
Tipos de placas de arrasto
haste curva Arrastador de haste direita Tipos de placas de arrasto Alexandre Miguel Ramos Pereira Nº
haste curva Arrastador de haste direita Tipos de placas de arrasto Alexandre Miguel Ramos Pereira Nº
Curso: Engenharia de Produção Industrial Disciplina: Máquinas Industriais 7.3. Luneta A luneta é outro acessório

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7.3. Luneta

A luneta é outro acessório usado para prender peças de grande comprimento e finas que,

sem esse tipo de suporte adicional, tornariam a maquinação inviável, por causa da vibração e

flexão da peça devido ao grande vão entre os pontos. A luneta pode ser fixa ou móvel.

A luneta fixa é presa no barramento e possui três castanhas reguláveis. A luneta móvel

geralmente possui duas castanhas. Ela apoia a peça durante todo o avanço da ferramenta, pois

está fixada no carro do torno.

Luneta fixa
Luneta fixa

.

7.4. Bucha Lisa

fixada no carro do torno. Luneta fixa . 7.4. Bucha Lisa Luneta Móvel A bucha lisa
Luneta Móvel
Luneta Móvel

A bucha lisa fornece uma superfície plana para apoio de peças de formas irregulares. Ela

tem várias ranhuras que permitem a utilização de parafusos para fixar a obra. É aparafusada na extremidade do cabeçote fixo, sendo usada para peças cujos centros não são alinhados com outros tipos de suporte, para furar e alargar furos que devem ser colocados cuidadosamente.

e alargar furos que devem ser colocados cuidadosamente. Bucha lisa. Alexandre Miguel Ramos Pereira Nº 20086381

Bucha lisa.

Curso: Engenharia de Produção Industrial Disciplina: Máquinas Industriais 7.5. Buchas de Castanhas Independentes É

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7.5. Buchas de Castanhas Independentes É outro tipo de bucha comum. Pode ter 3 ou 4 castanhas ajustáveis, por meio de uma chave, que acciona um parafuso sem-fim que comanda o deslocamento de castanha. Este tipo de bucha permite fixar firmemente obras de qualquer forma e centrar com a precisão desejada qualquer ponto da peça. As castanhas podem ser retiradas e colocadas em posição inversa, permitindo centrar pela parte interna as obras vazadas.

permitindo centrar pela parte interna as obras vazadas. Buchas de castanhas independentes. 7.6. Bucha Universal
permitindo centrar pela parte interna as obras vazadas. Buchas de castanhas independentes. 7.6. Bucha Universal

Buchas de castanhas independentes.

7.6. Bucha Universal Neste tipo, as castanhas se movem simultaneamente pela acção da chave introduzida em um dos furos existentes. Estas placas servem para fixar peças poligonais regulares ou de seção circular.

fixar peças poligonais regulares ou de seção circular. Bucha universal. Alexandre Miguel Ramos Pereira Nº

Bucha universal.

peças poligonais regulares ou de seção circular. Bucha universal. Alexandre Miguel Ramos Pereira Nº 20086381 21
Curso: Engenharia de Produção Industrial Disciplina: Máquinas Industriais 7.8. Mandril São pequenas buchas universais

Curso: Engenharia de Produção Industrial Disciplina: Máquinas Industriais

7.8. Mandril São pequenas buchas universais de três castanhas mais comummente conhecidas como mandris, que são utilizadas para fixar brocas, alargadores, machos e peças cilíndricas de pequeno diâmetro.

machos e peças cilíndricas de pequeno diâmetro. Mandril. 8. Cuidados com a Segurança Extremo cuidado é

Mandril.

machos e peças cilíndricas de pequeno diâmetro. Mandril. 8. Cuidados com a Segurança Extremo cuidado é

8. Cuidados com a Segurança

Extremo cuidado é necessário ao operar este tipo de máquina, pois por ter suas partes giratórias, necessariamente expostas, pode provocar graves acidentes. Nunca devem ser utilizadas luvas, correntes, anel, roupas com mangas compridas e folgadas por que podem ser "arrastadas" pelos movimentos giratórios dos componentes. As castanhas necessariamente devem ficar protegidas com anteparos, preferencialmente, transparentes, como Policarbonato, e ter um sistema de segurança.