PROVAS DE VELOCIDADE: Até 400m. PROVAS DE MEIO-FUNDO: 800m. até 3000m PROVAS DE FUNDO: 5000m.

em diante A) MORFOLÓGICAS Os corredores de velocidade são geralmente altos e possuem um elevado nível de massa muscular . Os corredores das provas de meio-fundo e fundo, principalmente as últimas, são geralmente mais baixos e mais leves, comparados com os corredores de velocidade. Possuem geralmente 10 a 15Kg menos que a altura em cm. para os homens e 10 a 12Kg a menos para as mulheres. Devido ao peso reduzido dos corredores de meio-fundo e fundo, estes também possuem um baixo percentual de gordura. B) IDADE A idade na qual ocorrem as melhores performances é proporcional a distância da prova. Isto justifica-se pelo longo processo pelo qual deve passar um fundista para desenvolver ao máximo suas capacidades, principalmente no que se refere ao volume de trabalho, que cresce progressivamente. Já os velocistas, em sua maioria, são atletas mais jovens, no entanto isso não quer dizer que atletas de idades um pouco mais avançadas não possam ter um ótimo desempenho nestas provas. Exemplo disto é a velocista Merlene Page que aos 37 anos de idade conquistou a segunda melhor marca de todos os tempos nos 100 metros, com 10’’79. C) FISIOLÓGICAS a) O consumo de O2 O consumo de oxigênio cresce à medida que aumenta a distância da prova. Corredores de longa distância tem um alto consumo de O2 relativo, já que o peso corporal diminui com as especialidades mais longas. Embora não seja de fundamental importância para atletas de velocidade possuir uma elevada capacidade aeróbica, é conveniente que tenham uma capacidade aeróbica adequada que lhes permitam cumprir melhor as tarefas de treinamento. Atletas com boa capacidade aeróbica recuperam-se mais rápido para realizar um novo esforço. b) Limiar anaeróbico O limiar se trata de, por um lado, manter o mais alto consumo de oxigênio durante um tempo prolongado, e por outro lado, que a mais alta velocidade corresponda a um consumo menor. O nível do limiar é mais metabólico que cardíaco e determina a capacidade de realizar esforços superiores aos 10 minutos de duração com uma percentagem alta do VO2 Máx., ou de manter uma velocidade o mais elevada possível sem superar o limiar anaeróbico em esforços de 30 segundos a 6 minutos. O limiar em indivíduos destreinados se situa em torno de 40 – 60% do VO2 Máx. e nos indivíduos treinados chega a superar 90%, mas situa-se em valores médios de 70 – 80%. c) Tipos de fibras Atletas corredores de meio-fundo e fundo tem predominância de fibras lentas (ou vermelhas, ou tipo I), com tempos de contração longos. Seu metabolismo predominante é de caráter aeróbico. Velocistas tem predomínio de fibras rápidas (ou brancas, ou do tipo II) subdivididas em A,B e C com contrações rápidas. O metabolismo predominante é de caráter anaeróbico. As fibras rápidas tem maior capacidade , porém com tempo curto de duração , pois entram em fadiga rapidamente, ao contrário das fibras de contração lenta.

D) CAPACIDADES MOTORAS Até 800m a velocidade é primordial, acima desta distância, a resistência passa a ter papel decisivo na qualidade dos atletas. Quanto mais longa é a prova mais é solicitada a capacidade de resistência em detrimento da velocidade, potência e flexibilidade. Estas qualidades são importantes para corredores de meio-fundo e fundo, mas em menor grau do que para velocistas, por exemplo, nas quais são imprescindíveis. A flexibilidade é importante à medida que produz benefício quanto à mecânica da corrida e economia de energia (favorece o relaxamento). E) TÉCNICAS Nas corridas de velocidade os atletas, principalmente os de 100 e 200m, devem percorrer a distância à maior velocidade possível, portanto os esforços devem ser máximos, pois como as distâncias são curtas não pode-se economizar energia . Já nas corridas de meio-fundo e fundo a característica é a economia

porém vai elevando-se paulatinamente até chegar a uma verticalidade adequada para a corrida de velocidade. elevando-se menos nas corridas de meio-fundo e fundo. apresenta uma estabilização da amplitude no decorrer da prova e um posterior aumento da mesma no final ao passo que a freqüência. As passadas muito amplas passam a ser anti-econômicas à medida que aumenta a distância. assim como a freqüência das mesmas é maior nas corridas de velocidade. sem movimentos exagerados. Em média. A seguir serão apresentadas algumas características técnicas que poderão diferenciar as corridas de velocidade das corridas de meio-fundo e fundo: Tronco e cabeça O velocista deve correr com o tronco praticamente ereto ( 80 a 90 graus com a horizontal). A passada. o que é inconveniente para esforços de longa duração. O passo do velocista deve ser ativo. A perna livre é mais elevada. estabiliza-se no decorrer da prova e decresce na fase de desaceleração da mesma. que apresenta pouca amplitude e freqüência no início da prova. quanto à necessidade ou não de um sprint final etc. como as saídas são realizadas sem o uso do bloco (saída baixa). pela frente dele. o corpo do atleta está inclinado para frente. assim como os movimentos amplos dos braços. A amplitude das passadas. pois ocorre um despêndio muito grande de energia. com o objetivo de manter o equilíbrio do corpo. o corredor de maratona com o calcanhar e os meio-fundistas com a parte média do pé. Somente no início das corridas de velocidade é que o olhar não está dirigido para a frente (horizontalmente) e nem o tronco na vertical. Os movimentos são amplos nas corridas de velocidade. tendo pouca ou nenhuma inclinação (85 a 95°). até os 20 metros iniciais. Algumas caracterísiticas técnicas exprimem este comportamento.60m enquanto a dos velocistas quase sempre ultrapassa os 2m (convém ressaltar que a amplitude da passada também está relacionada com o comprimento dos membros inferiores). Alguns metros após a largada o olhar dirige-se para frente e por volta dos 20 metros o tronco assume a vertical. Ação de membros superiores Os braços dos corredores de velocidade devem mover-se junto ao corpo. onde a mão vai à frente até a altura da face e atrás até o lado do quadril ou um pouco mais. Ação de membros inferiores A ação dos membros inferiores é mais acentuada nas corridas de velocidade. CARACTERÍSTICAS DO PERCURSO DE CADA PROVA O atleta de 100m buscará alcançar a máxima velocidade o mais cedo possível e tratará de manter esta velocidade durante o maior tempo. maratonistas 1. estando a coxa paralela (ou quase) ao solo. não importando que se movam em paralelismo com o corpo ou que cruzem ligeiramente para dentro. devido à posição inclinada do corpo. as passadas dos oitocentistas podem chegar a 1. A ação dos meio-fundistas e fundistas é mais moderada. Nestas corridas. O corredor de meio-fundo e fundo também deve correr com o tronco relativamente erguido. e o aumento ou diminuição de ambos pode depender de fatores como a posição dos adversários.90-2. em ambas as provas.de energia para correr uma determinada distância com um gasto mínimo de energia. os calcanhares tangenciam as nádegas durante a fase de recuperação das corridas de velocidade. sem jamais ultrapassar o plano sagital. pode-se dizer que mantém uma regularidade. e também não é errado envolver os ombros neste movimento. os braços auxiliam ritmicamente o movimento de avanço. Salienta-se que o pé deve apontar para a direção da corrida tanto nas provas de velocidade quanto nas provas de meio-fundo e fundo. sem que haja um decréscimo significativo na fase de desaceleração da corrida. terá que ter uma maior .0m. Quanto ao contato do pé com o solo. que não é tão grande no início. como se estivesse “tracionando” o solo por debaixo de si mesmo. os atletas assumem a posição de corrida logo em seguida ao início da prova. com a borda externa do pé. como por exemplo às características relacionadas as passadas: os velocistas possuem tanto a freqüência quanto a amplitude das passadas maiores que os corredores de meio-fundo e fundo. além disso. Quanto a freqüência e amplitude da passada durante o percurso.50 a 1. já que o percurso é maior. CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DURANTE O PERCURSO Nas corridas de velocidade. Nas corridas de meio-fundo e fundo. o velocista apóia primeiro a parte anterior. A cabeça em linha com o tronco e o olhar é dirigido horizontalmente na direção da corrida e não para baixo. O atleta corredor de 200m tem que estar muito bem preparado para se dar ao luxo de correr 200m a uma velocidade similar ao de uma corrida de 100m.

alta resistência anaeróbica e sentido de distribuição do esforço. O fator resistência somente. correndo a distância com adequada distribuição de energia. Deve-se ao fato de que estas são provas de distâncias curtas. nas provas de meio-fundo (800m até 3000m) a tática . nas quais não deve haver economia de energia.Nos 800m o principal elemento para a obtenção de marcas aceitáveis é conseguir manter a velocidade durante todo o percurso. economizando energia para que a fadiga apareça o mais tarde possível. para que possa ser cumprida num menor tempo. TÁTICA DAS CORRIDAS DE VELOCIDADE E MEIO-FUNDO E FUNDO Podemos dizer que nas corridas de velocidade a tática não tem considerável importância. No entanto.resistência de velocidade. principalmente as primeiras. não permite que sobre esta distância se obtenham marcas de grande valor. À medida que aumenta a distância aumenta também a prioridade da resistência em relação a velocidade. Para as corridas de 400m exige-se velocidade de base. já que o tempo de duração é curto. sendo necessário imprimir uma velocidade de acordo com cada distância. ao contrário das corridas de meio-fundo e fundo.

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