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O Que São Aracnídeos, Suas Características e Prin

Os aracnídeos são uma subclasse do filo dos artrópodes, caracterizados por quatro pares de patas e cefalotórax, incluindo aranhas, escorpiões, ácaros e opiliões. Eles desempenham papéis ecológicos importantes como predadores e possuem características distintas, como a ausência de antenas e a presença de quelíceras. A reprodução é geralmente sexuada, com a maioria das espécies apresentando dimorfismo sexual e práticas como canibalismo pós-cópula em algumas espécies.

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O Que São Aracnídeos, Suas Características e Prin

Os aracnídeos são uma subclasse do filo dos artrópodes, caracterizados por quatro pares de patas e cefalotórax, incluindo aranhas, escorpiões, ácaros e opiliões. Eles desempenham papéis ecológicos importantes como predadores e possuem características distintas, como a ausência de antenas e a presença de quelíceras. A reprodução é geralmente sexuada, com a maioria das espécies apresentando dimorfismo sexual e práticas como canibalismo pós-cópula em algumas espécies.

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Aracnídeos: o que são, características e


principais tipos

Aracnídeos são uma subclasse do filo dos


artrópodos, caracterizados pelos quatro pares
de patas e pelo cefalotórax. No grupo dos
aracnídeos encontram-se as aranhas,
escorpiões, ácaros e opiliões.

Dentro do Filo dos Artrópodes encontramos uma


classe de animais que assusta muita gente: a Classe
dos Aracnídeos. Talvez sejam as muitas longas
pernas, talvez sejam os múltiplos olhos, as cerdas que
dão um aspecto “peludo” para algumas espécies, ou
apenas a lembrança de que muitas espécies são
peçonhentas. O fato é que os aracnídeos são animais
que geram fobia em grande parte das pessoas.

Porém, apesar da sua má fama, aranhas, escorpiões,


ácaros e opiliões são animais extremamente
importantes nos ecossistemas, atuando geralmente
como predadores de topo e regulando o tamanho de
outras populações.

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O que são os aracnídeos


Atualmente, os Aracnídeos são uma subclasse do Filo
dos Artrópodes. Dentro desse grupo encontramos
aranhas, escorpiões, opiliões, ácaros e carrapatos
distribuídos entre pouco mais de 60.000 espécies já
descritas.

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Características dos aracnídeos


Os aracnídeos são artrópodes predominantemente
terrestres e não apresentam asas, tendo seu
deslocamento exclusivo pela movimentação de seus 4
pares de partas.

Outra característica importante desse grupo é o fato


de que boa parte das espécies de aracnídeos possui a
cabeça e o tórax fundidos em um único tagma,
chamado de cefalotórax. Nessa região encontramos
apêndices locomotores, apêndices bucais (como as
quelíceras) e um par de pedipalpos. Além de órgãos
sensoriais como os olhos (que são simples e variam
em posição e número), porém, não possuem antenas.

O abdômen desses animais pode variar bastante.


Pode ter um formado arredondado e volumoso, como
nas aranhas. Nelas encontramos no abdômen um par
de apêndices chamado de fiandeiras. Já nos
escorpiões o abdômen é alongado e formado de um
pré e um pós-abdômen com uma estrutura na ponta
chamada de télson.

Habitats e hábitos dos aracnídeos


Praticamente todas as espécies de aracnídeos são
animais terrestres, havendo poucos representantes
aquáticos.

Como dito acima, a grande maioria dos aracnídeos


atua como predadora, alimentando-se geralmente de
pequenos artrópodes. Porém, há também várias
espécies de aracnídeos parasitas, como os carrapatos
e algumas espécies de ácaros.

Desenvolvimento embrionário dos


aracnídeos
Os aracnídeos são animais triblásticos. Ou seja,
durante a fase embrionária de gástrula, os embriões
desses animais apresentam três folhetos
embrionários: ectoderme, endoderme e mesoderme.
A partir desses folhetos, são desenvolvidos os
diferentes tecidos desses animais.

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Além disso, assim como os demais animais do Filo


dos Artrópodes, os aracnídeos são animais
celomados, já que possuem uma cavidade interna que
abriga os órgãos e que é totalmente derivada da
mesoderme.

São também classificados como animais


protostômios, já que durante seu desenvolvimento
embrionário a boca se forma antes do ânus.

Anatomia dos aracnídeos


Sistema digestório
O sistema digestório dos aracnídeos é completo,
começando em boca e terminando em ânus.

Ao longo do tubo digestório há especializações e


regionalizações, onde conseguimos destacar órgãos
como o estômago e o intestino.

Na boa, há a presença de estruturas que auxiliam na


captura das presas e na captura de alimentos. Há, por
exemplo, um par de quelíceras. As quelíceras
possuem formatos e funções específicas variáveis.
Nas aranhas, por exemplo, elas possuem formato de
presa e são capazes de injetar peçonha.

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Outro fator importante a ser destacado sobre o


sistema digestório dos aracnpideos é o fato de que a
digestão desses animais se inicia fora de seus corpos.
Isso porque, apreender uma presa, muitas vezes os
aracnídeos injetam em suas presas líquidos digestivos
cheios de enzimas. Esses líquidos digerem
parcialmente as presas que são sugadas para dentro
do corpo desses aracnídeos.

Respiração
A maior parte dos aracnídeos respira através de um
sistema respiratório denominado de sistema
filotraqueal ou pulmão foliáceo.

Esse sistema se assemelha às traqueias dos insetos,


onde há tubinhos que conectam as hemoceles ao
ambiente exterior. Porém, no caso dos aracnídeos, as
pontas dos tubos voltados para as hemoceles
possuem uma série de dobras ou lamelas,
aumentando a área de contato delas com as células.

Além disso, algumas espécies pequenas de ácaros e


carrapatos podem trocar gases através da superfície
de seus corpos. E as aranhas podem ter redes
traqueais além dos pulmões foliáceos.

Sistema circulatório
O sistema circulatório dos aracnídeos, assim como
nos demais animais do Filo dos Artrópodes, é um
sistema aberto. Isso quer dizer que a hemolinfa
(líquido geralmente incolor que transporta
substâncias) sai dos vasos sanguíneos e permeia os
espaços entre as células (hemoceles).

No dorso desses animais encontramos um grande


vaso, também chamado de coração tubular dorsal,
capaz de se contrair para bombear sangue.

Sistema nervoso
Os aracnídeos possuem um sistema nervoso
ganglionar bastante desenvolvido. No cefalotórax
encontramos alguns, sendo que o maior encontra-se
acima do esôfago. Ligando esses gânglios, há um
cordão nervoso ventral que se estende até o fim do
abdômen.

Conectados a esse sistema nervoso, há diferentes


órgãos sensoriais. Nas aranhas encontramos olhos
simples (geralmente oito) localizados na região frontal
do cefalotórax. Além disso, esses aracnídeos podem
apresentar cerdas táteis. Essas cerdas, chamadas de
tricobótrios, são “pelinhos” que podem captar
estímulos, como vibrações no ambiente, utilizadas
para a captura de presas.

Os aracnídeos podem ainda apresentar os chamados


órgãos de fenda. Essas estruturas localizadas nas
também têm função de perceber vibrações no
ambiente. Já os escorpiões possuem órgãos
chamados de “pente” que percebem pequenas
vibrações no substrato.

Excreção
A excreção nos aracnídeos, assim como nos insetos, é
realizada pelos túbulos de Malpighi. Essas estruturas
são formadas por pequenos tubos que permeiam os
tecidos, absorvendo as excretas. Uma das pontas
desses tubinhos encontra-se na hemocele, onde filtra
o líquido presente ali. Já a outra extremidade
desemboca no intestino, onde elimina a urina.

Além dos túbulos de Malpighi, as aranhas podem


também apresentar as chamadas glândulas coxais.
Essas glândulas recebem esse nome porque suas
aberturas se encontram na base das pernas desses
animais.

Em ambos os casos, esses órgãos irão eliminar


excretas nitrogenadas, como o ácido úrico. Sendo
assim, dizemos que os aracnídeos são animais
uricotélicos.

Reprodução dos aracnídeos


Os aracnídeos, em geral, se reproduzem
sexuadamente. Apresentam sexos separados, com
um considerável dimorfismo sexual, já que as fêmeas
comumente são maiores que os machos.

Esses animais realizam fecundação interna. Apesar


disso, na maior parte das espécies os machos não
apresentam pênis.

Nas aranhas, comumente há rituais de cópula e, em


seguida, o macho realiza a introdução de
espermatozoides nas fêmeas com a ajuda dos seus
pedipalpos. Para isso, o macho coleta em seu poro
genital uma espécie de bolsinha gelatinosa chamada
de espermatóforo e a introduz na fêmea.

Após a fecundação, a fêmea irá colocar ovos envoltos


por uma cápsula de seda. São, portanto, animais
ovíparos, em geral. Desses ovos saem filhotes
semelhantes aos adultos e seu desenvolvimento é
direto.

Já os escorpiões têm uma reprodução um pouco


diferente. Para realizarem a fecundação interna, após
o comportamento de cópula, os machos colocam
sobre o substrato um espermatóforo. Em seguida, as
fêmeas se posicionam sobre esse espermatóforo, de
modo que os espermatozoides entrem em seu poro
genital.

No interior das fêmeas, formam-se ovos que ficam


retidos em seus corpos. Sendo assim, esses animais
são considerados ovovivíparos.

A maior parte das espécies não possuem cuidado


parental. Porém, há casos interessantes em que a
fêmea protege os filhotes durante o período de
incubação e os primeiros dias de vida. como algumas
espécies de escorpiões cujas fêmeas carregam os
filhotes no dorsopor algum tempo. E também o caso
das tarântulas-de-jardim (gênero Lycosa) que
carregam os ovos embaixo do abdômen em uma
bolsa de seda. E, após eclodirem, os filhotes ficam
sobre seu dorso durante algum tempo.

Outra característica interessante da reprodução dos


aracnídeos é a ocorrência de canibalismo pós-cópula.
Em muitas espécies as fêmeas possuem o
comportamento de se alimentarem dos machos após
a reprodução. Isso garante que a fêmea esteja bem
nutrida para a produção dos ovos, garantindo a
perpetuação da espécie e aumentando as chances de
que os genes desses machos sejam passados para as
próximas gerações.

Vídeoaula
Para saber mais sobre Aracnídeos, se liga nessa
vídeoaula com a professa Cláudia de Souza Aguiar:

ARACNÍDEOS: representantes e …

Principais grupos de aracnídeos


Dentro da classe dos aracnídeos, destacam-se os
seguintes grupos:

Ordem Araneae
A ordem Araneae é representada pelas aranhas. Esses
animais apresentam o corpo dividido em dois tagmas:
cefalotórax e abdômen. Esses dois tagmas são unidos
por uma pequena estrutura cilíndrica chamada de
pedicelo.

No fim do abdômen, as aranhas possuem uma


glândula chamada de fiandeira. Essa glândula é
responsável pela produção da seda, utilizada para
prender presas, construir ootecas ou ainda na
produção de teias em algumas espécies.

Na boca apresentam dois apêndices chamados de


quelíceras. As qulíceras das aranhas possuem presas
e, em seu interior, ductos capazes de liberar e
inocular peçonha em suas presas. Esses apêndices
podem ainda apresentar estruturas semelhantes à
pequenos dentes, utilizados para macerar suas
presas.

Próximo à boca estão os pedipalpos. Podem ter


tamanhos variáveis, sendo semelhantes às patas em
algumas espécies. Nos machos, os pedipalpos
apresentam as últimas seções maiores que nas
fêmeas, uma vez que as utilizam para a transferência
de espermatozoides.

Ordem Scorpiones
Essa ordem de aracnídeos é representada pelos
escorpiões. Esses animais em geral, são pequenos e
discretos, tendo hábitos predominantemente
nioturnos.

Seus corpos, assim como as aranhas, são divididos


em dois tagmas: cefalotórax e abdômen. Porém, o
abdômen é dividido em duas regiões: o mesossomo
(com 7 segmentos) e o metassoma (com 5
segmentos).

No mesossomo os escorpiões apresentam o órgão


sensorial exclusivo desse grupo: o pente. Como você
viu acima, essa estrutura captura vibrações no solo,
importantes para auxiliar o animal a capturar suas
presas.

Já no fim do matassoma encontramos uma estrutura


chamada de télson. Na ponta do télson há um
aguilhão, capaz de inocular a peçonha produzida em
glândulas na base dessa estrutura.

Ordem Opiliones
A ordem dos opiliones é representada pelos opiliões
que, em muitos aspectos, lembram as aranhas.
Porém, são animais inofensivos, não apresentando
peçonha e tendo hábitos predominante noturnos.

Quando ameaçados podem liberar um forte odor, que


faz com que sejam apelidados de aranha-fede-fede
em algumas regiões do Brasil.

Também possuem o corpo dividido em cefalortórax e


abdômen. Porém, não há entre esses dois tagmas a
estrutura chamada de pedicelo, como nas aranhas.
Na verdade, essas duas estruturas estão
praticamente fundidas, dando a impressão de que
formam uma única estrutura ovalada na maioria das
espécies.

Outro detalhe interessante desse grupo de aracnídeos


é o fato de que, ao contrário da maior parte das
espécies dessa classe de artrópodes, os opiliões
machos possuem um longo pênis.

Subclasse Acari
Nesse grupo de aracnídeos encontramos os ácaros e
carrapatos.

São, em geral, animais muito pequenos, sendo grande


parte das espécies microscópicas. Seus corpos são
compostos por uma única peça, já que cabeça, tórax
e abdômen encontram-se fundidos.

Muitas espécies desse grupo são parasitas e podem


até transmitir doenças, como é o caso do carrapato
estrela, vetor da febre maculosa.

Sobre o(a) autor(a):

Juliana Evelyn dos Santos é bióloga formada pela


Universidade Federal de Santa Catarina e cursa o
Doutorado em Educação na mesma instituição.
Ministra aulas de Ciências e Biologia em escolas da
Grande Florianópolis desde 2007 e é coordenadora
pedagógica do Blog do Enem e do Curso Enem
Gratuito.

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