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O que são as Auroras?

Uma Aurora é um brilho luminoso na atmosfera superior que é causado por


partículas energéticas que entram na atmosfera (Geophysical Institute, University of
Alaska Fairbanks, 2008).
Esta definição diferencia a aurora de outras formas de brilhos aéreos, e do
brilho do céu que é devida à luz solar reflectida ou refractada. Os brilhos aéreos que
possuem energia interna são mais comuns que as auroras (Geophysical Institute,
University of Alaska Fairbanks, 2008).
Na Terra, as partículas energéticas que formam a aurora, provêm do ambiente
do geoespaço, a magnetosfera. Estas partículas são maioritariamente electrões, mas
os protões também originam auroras. Estes electrões percorrem as “linhas” do campo
magnético. O campo magnético da Terra parece um íman de dois pólos onde as linhas
dos campos começam e acabam o seu percurso perto dos pólos geográficos da Terra
(Geophysical Institute, University of Alaska Fairbanks, 2008).
Os electrões da aurora são guiados para a atmosfera de altas latitudes; à
medida que entram na alta atmosfera, a probabilidade de colidirem com um átomo ou
moléculas aumenta à medida que a profundidade aumenta (ou seja, quanto mais perto
da Terra se aproximam, mais elevada a probabilidade de colisão) (Geophysical
Institute, University of Alaska Fairbanks, 2008).
Uma vez que haja colisão, o átomo ou molécula retira alguma energia da
partícula energética e armazena-a como energia interna, enquanto o electrão
prossegue com uma velocidade reduzida. Ao processo de acumulação de energia
numa molécula ou átomo denomina-se de “excitação” dessa partícula. Esta poderá
regressar ao estado não excitado ao enviar um fotão, ou seja, produzindo luz
(Geophysical Institute, University of Alaska Fairbanks, 2008).
A composição e densidade da atmosfera e a altitude da aurora determinam a
possibilidade de emissões de luz (Geophysical Institute, University of Alaska
Fairbanks, 2008).
Quando um átomo ou molécula excitados regressam ao nível básico, enviam
um fotão com uma energia específica. Esta energia depende do tipo de partícula e no
nível de excitação, e tem-se a percepção da energia de um fotão através da sua cor
(Geophysical Institute, University of Alaska Fairbanks, 2008).
A atmosfera alta é constituída por ar como o que se respira. Em altitudes muito
elevadas há oxigénio atómico em adição ao do ar normal, que é constituído por azoto
e oxigénio moleculares. Os electrões energéticos na aurora são suficientemente fortes
para, ocasionalmente, colidirem com moléculas do ar e separarem estas moléculas de
azoto e oxigénio nos seus átomos (Geophysical Institute, University of Alaska
Fairbanks, 2008).
Os fotões que saem da aurora possuem as cores do espectro do azoto e
oxigénio atómicos, sendo que o último, por exemplo, emite fotões de duas cores:
verde e vermelho. O vermelho é acastanhado, que é o limite do que o olho humano
consegue percepcionar, e, embora o vermelho da aurora não raras vezes seja muito
brilhante e claro, o humano mal o consegue ver (Geophysical Institute, University of
Alaska Fairbanks, 2008).
A película fotográfica tem uma sensibilidade diferente às cores do que o olho,
devido a isto, vê-se mais, comummente, da parte vermelha da aurora nas fotos do que
à vista desarmada. Dado que há mais oxigénio atómico a elevadas altitudes, a parte
vermelha da aurora tende a estar sobre a regular aurora verde (Geophysical Institute,
University of Alaska Fairbanks, 2008).
As cores que se observam são uma mescla de todas as emissões da aurora.
Como a luz solar branca resulta da mistura das luzes das cores do arco-íris, a aurora é
uma mistura de cores. A impressão global é um brilho esverdeado-esbranquiçado.
Uma aurora muito intensa possui orlas púrpura no fundo. O púrpura é uma mistura de
emissões de azul e vermelho das moléculas de azoto (Geophysical Institute, University
of Alaska Fairbanks, 2008).
As emissões verdes dos átomos de oxigénio são peculiares, uma vez que,
normalmente, um átomo excitado regressa ao nível básico rapidamente, e a emissão
de um fotão tem a duração de microssegundos ou menos; no átomo de oxigénio,
demora mais, somente após ¾ de segundo é que o átomo excitado regressa ao nível
básico para emitir um fotão verde. E para um fotão vermelho demora quase dois
minutos (Geophysical Institute, University
of Alaska Fairbanks, 2008).

Ilustração 1 - Esquema de Cores e das partículas


envolvidas numa aurora.

Se o átomo colide com outra


partícula do ar durante este período de
tempo, poderá ceder a sua energia de
excitação à outra partícula envolvida nesta
colisão, e nunca radiar o fotão
(Geophysical Institute, University of Alaska
Fairbanks, 2008).
As colisões são mais prováveis quando o gás atmosférico é mais denso, sendo
por esse motivo que elas ocorrem mais comummente à medida que descemos na
atmosfera. Este é o motivo pelo qual a cor vermelha do oxigénio só aparece na porção
mais elevada da aurora, onde as colisões são mais raras (Geophysical Institute,
University of Alaska Fairbanks, 2008).
Abaixo dos 100 quilómetros de altitude, a cor verde nem possui possibilidade
de ocorrer. Isto sucede-se quando observamos uma orla púrpura: a emissão verde é
extinguida pelas colisões, e tudo o que resta é uma mistura verde e azul das emissões
do nitrogénio molecular (Geophysical Institute, University of Alaska Fairbanks, 2008).

Sitiografia
Geophysical Institute, University of Alaska Fairbanks -
http://odin.gi.alaska.edu/FAQ/density.gif

Imagem
Ilustração 1- http://odin.gi.alaska.edu/FAQ/density.gif