Você está na página 1de 11
MANUAL DE 18 Procedimentos ICMS • IPI • ISS Outros e Legislação MG Destaques ICMS

MANUAL DE

18

Procedimentos

ICMS • IPI • ISS

Outros e Legislação

MG

Destaques ICMS • Matéria que aborda os aspectos relativos à escri- turação dos livros fiscais

Destaques

ICMS

Matéria que aborda os aspectos relativos à escri- turação dos livros fiscais por meio de processo mecanográfico ou datilográfico.

IPI

Trabalho com esclarecimento sobre o tratamento fiscal dispensado pela legislação do IPI às hipó- teses de industrialização para uso próprio.

Jorge Luiz de Almeida Klayton Teixeira Turrin Sebastião Guedes de Araújo

Cenofisco BD Legislação

Com segurança e confiabilidade nas informações, o Cenofisco disponibiliza, inteiramente grátis, o mais completo acervo de normas federais do País (de 1900 a 2011) com atualização diária, moderno sistema de pesquisa (por número, assunto e data) e normas legais do dia Acesse www.cenofisco.com.br e confira agora este benefício.

www.cenofisco.com.br e confira agora este benefício. Í NDICE ICMS   3 • Escrituração Fiscal por

ÍNDICE

ICMS

 

3

• Escrituração Fiscal por Processo Mecanográfico ou Datilográfico

• Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) – Prorrogação do Início de Obrigatoriedade da Utilização – Atividades Específicas

IPI

5

Industrialização para Uso Próprio

Jurisprudência e Outros

8

Supremo Tribunal Federal (STF)

ICMS – Crédito Presumido – Concessão apenas às Empresas Comerciais Exclusivamente Varejistas – Princípio da Isonomia – Violação não Comprovada

Consultoria Cenofisco

8

ISS – Estacionamento – Local do Recolhimento do Imposto

Legislação Federal

9

• CONTRAN

– Resolução CONTRAN nº 377/11 Requisitos Técnicos de Fabricação e Instalação de Protetor Lateral para Veículos de Carga

– Resolução CONTRAN nº 378/11 Transporte Remunerado de Passageiros (Mototáxi) e de Cargas (Motofrete) em Motocicleta e Motoneta – Requisitos

– Resolução CONTRAN nº 379/11 Inspeção Técnica nos Veículos Utilizados no Transporte Rodoviário Internacional de Cargas e Passageiros

continua

Inspeção Técnica nos Veículos Utilizados no Transporte Rodoviário Internacional de Cargas e Passageiros continua
MG
MG

ICMS • IPI • ISS

Outros e Legislação

Manual de Procedimentos

ÍNDICE – CONTINUAÇÃO

ICMS

– Convênio ICMS nº 30/11 Acesso à Internet por Conectividade em Banda Larga – Programa Internet Popular – Adesão dos Estados de Goiás e Espírito Santo – Retificação

– Despacho CONFAZ nº 54/11 Protocolos ICMS nºs 104 e 106/11 – Aplicação no Estado de Alagoas

– Despacho CONFAZ nº 55/11 Protocolos ICMS nºs 22 a 28/11 – Divulgação da Publicação

– Protocolo ICMS nº 2/11 Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) em Substituição à Nota Fiscal Modelo 1 ou 1-A – Operações com Destinatário Específico – Retificação

– Protocolo ICMS nº 21/11 Protocolo ICMS nº 21/11 – Retificação

– Protocolo ICMS nº 22/11 Substituição Tributária – Operações com Materiais Elétricos

– Protocolo ICMS nº 23/11 Produtos Farmacêuticos – Substituição Tributária – Alteração

– Protocolo ICMS nº 24/11 Produtos Farmacêuticos – Substituição Tributária – Operações com Soros e Vacinas de Uso Humano

2 N o 18/11

Abril

– Protocolos ICMS nº 25/11 Material de Construção, Acabamento, Bricolagem ou Adorno – Alteração

– Protocolo ICMS nº 26/11 Colchoaria – Substituição Tributária

– Protocolo ICMS nº 27/11 Coco Verde In Natura – Substituição Tributária – Operações Interestaduais – Alteração

– Protocolo ICMS nº 28/11 Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) – Compartilhamento com o Estado da Bahia do Sistema de Registro de Passagem

• Importação de Importação (I.I.)

– Solução de Consulta nº 1/11 Isenção – Ausência de Previsão

• IPI

– Ato Declaratório Executivo RFB-SP nº 11/11 Bebidas – Enquadramento

– Ato Declaratório Executivo RFB-RJ nº 12/11 Bebidas – Enquadramento

– Ato Declaratório Executivo RFB-RS nº 20/11 Bebidas – Enquadramento

– Ato Declaratório Executivo RFB-RS nº 32/11 Bebidas – Enquadramento

Legislação Estadual

• ICMS

– Decreto nº 45.586/11 Alterações no Regulamento

5
5

a semana

11

– Enquadramento Legislação Estadual • ICMS – Decreto nº 45.586/11 Alterações no Regulamento 5 a semana

Manual de Procedimentos

ICMS • IPI • ISS

Outros e Legislação

MG
MG

ICMS

Escrituração Fiscal por Processo Mecanográfico ou Datilográfico

SUMÁRIO

1. Considerações Iniciais

2. Livros Fiscais – Substituição por Fichas

3. Formalização do Pedido

4. Observações Finais

1. Considerações Iniciais

Nos termos do art. 127 da Parte Geral do Regulamento do ICMS, aprovado pelo Decreto nº 43.080/02, a escrituração dos livros fiscais será feita com base nos documentos relativos às operações ou às prestações realizadas pelo contribuinte, sob sua exclusiva responsabilidade e na forma estabelecida pela legislação tributária.

Os livros fiscais podem ser escriturados por processo manual ou por processamento de dados, hipótese em que serão observa- das as disposições do Anexo VII do RICMS-MG, ou ainda, por processo mecanográfico ou datilográfico.

Os procedimentos relativos à escrituração dos livros fiscais

previstos na legislação do ICMS estão disciplinados nos arts. 166

a

206 do Anexo V do RICMS-MG.

Entretanto, nesta oportunidade, com fundamento nos arts. 173

e

174 da Parte Geral do RICMS-MG, examinaremos os aspec-

tos relativos à escrituração dos livros fiscais por meio de processo mecanográfico ou datilográfico.

2. Livros Fiscais – Substituição por Fichas

As disposições relativas à escrituração por processo mecano- gráfico ou datilográfico aplicam-se aos livros Registro de Entradas, Registro de Saídas, Registro de Controle da Produção e do Estoque e Registro de Inventário, na hipótese em que forem substituídos por fichas (art. 173 da Parte Geral do RICMS-MG).

Quando o contribuinte optar por substituir os referidos livros fiscais por fichas, essas serão:

a) impressas com as mesmas características dos livros que substituírem;

com as mesmas características dos livros que substituírem; Abril b) numeradas tipograficamente, em ordem crescente, de

Abril

b) numeradas tipograficamente, em ordem crescente, de 000.001 a 999.999;

c) individualmente visadas pela repartição fazendária a que o contribuinte estiver circunscrito, antes de iniciada a escri- turação.

3. Formalização do Pedido

Para fins de escrituração dos livros referidos no tópico anterior, quando substituídos por fichas, o contribuinte deverá formalizar o pedido à Administração Fazendária de sua circunscrição, o qual conterá, além das cópias dos modelos, o seguinte (art. 174 da Parte Geral do RICMS-MG):

a) sobre o requerente:

a.1) firma ou razão social;

a.2) endereço;

a.3) números de inscrição estadual e no CNPJ;

a.4) esclarecimento sobre ser ou não contribuinte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);

b) relativamente ao sistema:

b.1)

discriminação do livro ou dos livros a serem adotados;

b.2) a indicação, ainda que por meio de códigos, dos impostos que incidam sobre a operação ou sobre a prestação de serviços de transporte ou de comuni- cação, ou a de que as mesmas não são tributadas.

4. Observações Finais

Ainda que o contribuinte venha adotar o sistema de escritura- ção indicado nos tópicos anteriores, deverá utilizar-se da disciplina prevista para escrituração dos livros fiscais, relativamente a entrada e saída de bens, mercadorias e serviços, observando as regras comuns a cada livro de sua responsabilidade, atendidas as dispo- sições dos arts.166 a 206 do Anexo V do RICMS-MG.

5
5

a semana

N o

18/11 • 3

MG
MG

ICMS • IPI • ISS

Outros e Legislação

Manual de Procedimentos

Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) – Prorrogação do Início de Obrigatoriedade da Utilização – Atividades Específicas

A Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) é conceituada como sendo um documento de existência apenas digital, emitido e armazenado eletroni-

camente, com o intuito de documentar, para fins fiscais, uma operação de circulação de mercadorias ou uma prestação de serviços, ocorrida entre as partes. Sua validade jurídica é garantida pela assinatura digital do remetente (garantia de autoria e de integridade) e pela recepção, pelo Fisco, do documento eletrônico, antes da ocorrência do fato gerador.

O Protocolo ICMS nº 7/11, publicado no DOU de 07/04/2011, prorrogou para 01/10/2011 o início da vigência da obrigatoriedade

de utilização da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), modelo 55, para os contribuintes que tenham sua atividade principal enquadrada em um dos seguintes códigos da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAEs):

a) 1811-3/01 – Impressão de jornais;

b) 1811-3/02 – Impressão de livros, revistas e outras publicações periódicas;

c) 4618-4/03 – Representantes comerciais e agentes do comércio de jornais, revistas e outras publicações;

d) 4647-8/02 – Comércio atacadista de livros, jornais e outras publicações;

e) 4618-4/99 – Outros representantes comerciais e agentes do comércio especializado em produtos não especificados anteriormente;

f) 5310-5/01 – Atividades de Correio Nacional;

g) 5310-5/02 – Atividades de franqueadas e permissionárias de Correio Nacional;

h) 5811-5/00 – Edição de Livros;

i) 5812-3/00 – Edição de Jornais;

j) 5813-1/00 – Edição de Revistas;

k) 5821-2/00 – Edição Integrada à Impressão de Livros;

l) 5822-1/00 – Edição Integrada à Impressão de Jornais;

m) 5823-9/00 – Edição Integrada à Impressão de Revistas.

Para essas atividades, especificamente, a citada prorrogação alcança, inclusive, os contribuintes que, independentemente da atividade econômica exercida, realizem operações (parágrafo único da Cláusula Segunda do Protocolo ICMS nº 7/11):

1) destinadas à Administração Pública direta ou indireta, inclusive empresa pública e sociedade de economia mista, de qualquer dos

Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;

2) com destinatário localizado em Unidade da Federação diferente daquela do emitente;

3) de comércio exterior.

Para os demais contribuintes permanecem os prazos estabelecidos na legislação. Base legal: citada no texto.

4 N o 18/11

Abril

5
5

a semana

os prazos estabelecidos na legislação. Base legal: citada no texto. 4 • N o 18/11 Abril

Manual de Procedimentos

ICMS • IPI • ISS

Outros e Legislação

MG
MG

IPI

Industrialização para Uso Próprio

SUMÁRIO

1. Introdução

2. Hipótese de Inocorrência do Fato Gerador

3. Produto Objeto de Operação de Venda que For Consumido dentro do Estabelecimento Industrial

4. Produtos que Devem Deixar o Recinto do Estabelecimento que os Produziu

4.1. Suspensão do IPI – Hipótese

5. Estorno de Crédito

6. Industrialização Executada por Terceiros

1. Introdução

Duas situações deverão ser analisadas quando falamos sobre a incidência ou não do IPI na hipótese de ocorrer a industrialização para uso próprio.

A primeira é aquela em que o consumo se dá no mesmo

estabelecimento que efetuou a industrialização, e a segunda quando ocorrer o consumo em outro estabelecimento do mesmo contribuinte, mas em endereço diferente (filial).

A seguir, examinaremos os detalhes pertinentes à referida

operação, segundo o Regulamento do IPI, aprovado pelo Decreto nº 7.212/10, e os demais atos que citaremos no decorrer do texto.

2. Hipótese de Inocorrência do Fato Gerador

Segundo o item 4 do Parecer Normativo CST nº 450/71 e Parecer Normativo CST nº 284/71, sendo o produto consumido ou utilizado no mesmo local, não há fato gerador do imposto, uma vez que o produto não sai do estabelecimento industrial.

Reproduzimos, a seguir, a íntegra do Parecer Normativo CST nº 284/71 e o item 4 do Parecer Normativo CST nº 450/71:

“Parecer Normativo CST nº 284, de 1971

Inocorrência do fato gerador: o consumo do produto no próprio recinto do estabelecimento industrial não constitui fato gerador do IPI.

01 – IPI

01.04 – Fato Gerador

1. Versa a hipótese sobre estabelecimento que fabrica diversos

produtos, para consumo em seu próprio recinto.

2. É o caso, por exemplo, de usina de açúcar que, dispondo

de seções de serraria e carpintaria em seu prédio, montadas ex- clusivamente para atender suas necessidades, produz artefatos de madeira tais como escrivaninhas, armários, caibros, ripas, vigotas, tábuas, etc.

3. A hipótese genérica de ocorrência do fato gerador do Im-

posto de Consumo, quanto aos produtos nacionais, era a saída do respectivo estabelecimento produtor (art. 2º, inciso II, da Lei nº 4.502, de 30/11/64).

4. Excetuava-se dessa regra o produto que, dentro do próprio

estabelecimento, fosse consumido ou utilizado, desde que não o fosse na industrialização ou acondicionamento de outros produtos, tributados ou não (art. 5º, inciso I, alínea a, idem).

5. Nesse caso, considerava-se saído do estabelecimento o

produto, verificando-se, então, o fato gerador do Imposto, resultante de uma ‘saída ficta’.

6. A mesma norma constava do Regulamento aprovado pelo

Decreto nº 56.791, de 26/08/1965 (art. 3º, inciso I, alínea a e § 1º).

7. Tal dispositivo, porém, foi suprimido pelo Decreto nº 34, de

18/11/1966 (art. 2º, alteração 2ª), que revogou expressamente a alínea a do inciso I do art. 5º, da Lei nº 4.502/64.

8. A alteração entrou em vigor na data da publicação do referido

Decreto-Lei, nos termos do seu art. 24.

9. Portanto, a partir de 18/11/66, o consumo de produto

no próprio recinto do estabelecimento industrial não constitui fato gerador do Imposto de Consumo, atual IPI.

10. Eis a razão por que o Regulamento do Imposto sobre

Produtos Industrializados, baixado pelo Decreto nº 61.514/67 (RIPI),

não inclui a hipótese descrita entre as modalidades de ocorrência do fato gerador do Imposto.

11. É de se ressaltar, entretanto, que os cigarros distribuídos

gratuitamente a empregados da própria empresa fabricante, em qualquer estabelecimento em que trabalhem, pagarão o Imposto na forma do art. 292, inciso IV, do RIPI, disposição especial constante da alteração 29ª, observação 19ª, do Decreto-Lei nº 34/66.

12. Esclareça-se, por oportuno, que ocorrerá o fato gerador

do Imposto ao saírem os produtos do estabelecimento fabricante,

o fato gerador do Imposto ao saírem os produtos do estabelecimento fabricante, Abril 5 a semana

Abril

5
5

a semana

N o

18/11 • 5

MG
MG

ICMS • IPI • ISS

Outros e Legislação

Manual de Procedimentos

ainda que sejam destinados a outro estabelecimento da mesma firma, em virtude do princípio da autonomia dos estabelecimentos, consagrado no art. 322, § 3º, do RIPI.

13. Saliente-se, finalmente, que tal saída – e o fato gerador conseqüente – caracterizar-se-á, forçosamente, no caso de pro- dutos que, por sua própria natureza, devam deixar o recinto do estabelecimento que os produziu, a fim de poderem ser utilizados na sua finalidade específica, como é o caso, por exemplo, de car- rocerias para caminhões.”

“Parecer Normativo CST nº 450/71

01 – IPI

01.01 – Industrialização

01.01.11 – Confecção

Empresa que possui oficina para confecção de material gráfico tributado, para uso próprio: não constitui fato gerador do imposto o con- sumo ou a utilização do produto no próprio estabelecimento industrial.

) (

4 – Empresa que possui oficina onde confecciona material gráfico tributado para uso próprio (embalagem, cartuchos, etc.);

a)

a

oficina se situa no mesmo estabelecimento onde a em-

presa desenvolve suas demais atividades, sendo o produto consumido ou utilizado nesse mesmo local: não há fato gerador do imposto, uma vez que o produto não sai do estabelecimento industrial;

b)

a

oficina se situa em local diferente do estabelecimento

onde a empresa exerce suas demais atividades: haverá fato gerador do imposto, uma vez que o produto sai do estabe- lecimento que o industrializa para outro onde é utilizado ou consumido. Toda vez que houver esta saída do produto do estabelecimento industrial, mesmo que destinado a outro estabelecimento da mesma pessoa jurídica, ocorrerá o fato gerador. Considere-se ainda a possibilidade de suspensão

do imposto previsto nos incisos I e II do art. 8º do RIPI e a hipótese de ocorrência do fato gerador prevista no inciso

IV

do art. 7º do mesmo Regulamento.

(

)”.

3. Produto Objeto de Operação de Venda que For Consumido dentro do Estabelecimento Industrial

Considera-se saída do estabelecimento industrial o produto objeto de operação de venda que for consumido ou industrializado

6 N o 18/11

Abril

dentro do estabelecimento industrial (art. 5º, inciso I, letra “e”, da Lei nº 4.502/64, alterada pela Lei nº 9.532/97).

Assim, em um primeiro instante, poderíamos concluir que tal exigência seria aplicável nos casos em que o estabelecimento in-

dustrial retira dos estoques determinado produto de sua fabricação

e destina-o ao uso ou consumo próprio.

Contudo, segundo nosso entendimento, tal dispositivo não é aplicável à citada hipótese, mas tão somente nos casos em que o estabelecimento industrial vende o produto. Todavia, por qualquer

razão, tal produto não chega a sair do estabelecimento, embora haja

a transmissão da sua propriedade. Nesse sentido é o que ocorre, por

exemplo, quando o estabelecimento vende uma máquina, contudo, em vez de entregá-la, utiliza o referido equipamento na fabricação de produtos encomendados pelo adquirente do bem.

A mencionada disposição foi incorporada no art. 36, inciso XI, do Regulamento do IPI, aprovado pelo Decreto nº 7.212/10, que deixa claro que o fato gerador, nas citadas hipóteses, ocorre no momento da venda dos produtos que forem consumidos ou utilizados dentro do estabelecimento industrial. Portanto, se não ocorrer venda, não ocorre o fato gerador do tributo.

4. Produtos que Devem Deixar o Recinto do Estabelecimento que os Produziu

Observa-se nos Pareceres Normativos CST nºs 450/71 e 284/71 (transcritos no tópico 2) que o entendimento do Fisco Federal é no sentido de que a inocorrência do fato gerador do IPI só contempla os produtos que sejam consumidos ou utilizados no próprio estabelecimento que os produziu. Assim, caso os produtos deixem o recinto do estabelecimento que os tenha fabricado, ainda que para serem utilizados pela própria empresa (em outro estabele- cimento desta), neste momento ocorrerá o fato gerador.

4.1. Suspensão do IPI – Hipótese

Conforme foi comentado no tópico 4, caso os produtos deixem

o recinto do estabelecimento que os tenha fabricado, ainda que para

serem utilizados pela própria empresa (em outro estabelecimento da mesma empresa), neste momento ocorrerá o fato gerador do IPI. Contudo, poderão ser realizadas ao abrigo da suspensão do IPI as seguintes operações (art. 43, incisos XI e XII, do RIPI/10):

a) saídas de bens do ativo permanente (máquinas e equi- pamentos, aparelhos, ferramentas, moldes, matrizes e semelhantes), remetidos pelo estabelecimento industrial a outro estabelecimento da mesma firma para serem utilizados no processo industrial do recebedor;

b) saídas de bens do ativo permanente remetidos pelo estabelecimento industrial a outro estabelecimento, para

5
5

a semana

saídas de bens do ativo permanente remetidos pelo estabelecimento industrial a outro estabelecimento, para 5 a

Manual de Procedimentos

ICMS • IPI • ISS

Outros e Legislação

MG
MG

serem utilizados no processo industrial de produtos encomendados pelo remetente, desde que devam retornar ao estabelecimento encomendante, após o prazo fixado para fabricação dos produtos.

5. Estorno de Crédito

Ao observar o princípio da não cumulatividade do imposto previsto no art. 225 do RIPI/10, é obrigatório o estorno do crédito do tributo relativo aos insumos usados na fabricação de produtos para uso ou consumo do próprio estabelecimento.

Na hipótese de o contribuinte ter conhecimento prévio da destinação a ser dada aos insumos (industrialização para uso próprio), o crédito não deverá ser escriturado desde logo, ou seja, por ocasião das respectivas entradas.

6. Industrialização Executada por Terceiros

Se o estabelecimento der saída de insumos com destino a outro estabelecimento para industrialização de produtos a serem utilizados pelo autor da encomenda (ou seja, que não sejam destinados ao comércio), entendemos que a remessa será feita com lançamento do IPI, naturalmente com aproveitamento do crédito do imposto relativo às respectivas entradas.

Por ocasião do retorno, o industrializador deverá lançar o IPI sobre o valor de operação (preço cobrado pela industrialização, equivalente à mão de obra e ao material aplicado de sua propriedade) acrescido do valor correspondente aos insumos remetidos pelo encomendante, salvo quando se tratar de insumos usados.

Reproduzimos, a seguir, a íntegra do Recurso nº 098224 da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, que traz escla- recimentos sobre o assunto:

“Número do Recurso: 098224

Câmara: Segunda Câmara

Número do Processo: 11080.011298/94-00

Tipo do Recurso: Voluntário

Matéria: IPI

Recorrente:

Recorrida/Interessado: DRJ-Porto Alegre/RS

Data da Sessão: 09/11/1995 01:00:00

Relator: José Cabral Garofano

Decisão: Acórdão 202-08213

Resultado: NPU – Negado Provimento por Unanimidade

Texto da Decisão:

Ementa: IPI – Industrialização por Encomenda. Quando o produto resultado da industrialização por encomenda se destinar ao uso do próprio encomendante, o valor das matérias-primas e dos produtos intermediários por ele fornecidos integra a base de cálculo tributável – (art. 63, parágrafo 2, RIPI/82). Recurso negado”. Base legal: citada no texto.

63, parágrafo 2, RIPI/82). Recurso negado”. Base legal: citada no texto. • Abril 5 a semana

Abril

5
5

a semana

N o

18/11 • 7

MG
MG

ICMS • IPI • ISS

Outros e Legislação

Manual de Procedimentos

JURISPRUDÊNCIA E OUTROS

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF)

ICMS – CRÉDITO PRESUMIDO – CONCESSÃO APENAS ÀS EMPRESAS COMERCIAIS EXCLUSIVAMENTE VAREJISTAS – PRIN- CÍPIO DA ISONOMIA – VIOLAÇÃO NÃO COMPROVADA

Agravo Regimental no Agravo de Instrumento 817074/RS Relator: Ministro Joaquim Barbosa Órgão Julgador: Segunda Turma Data do Julgamento: 22/03/2011 Publicação: 06/04/2011

Ementa

Tributário. ICMS. Crédito presumido. Concessão apenas às empresas comerciais exclusivamente varejistas. Isonomia. Violação não comprovada. Art. 33, XIX do Decreto nº 33.178/1989 do Estado do Rio Grande do Sul. Art. 150, II da Constituição. Processual civil. Agravo regimental. 1. O controle jurisdicional que implique extensão de benefício fiscal somente é cabível em situações excepcionais, com a demons- tração da inexistência de traço distintivo entre os quadros fáticos-jurídicos capaz de justificar a utilidade do tratamento especial. 2. No caso, a agravante não demonstrou de modo específico de que forma as empresas comerciais exclusivamente varejistas e as empresas atacadistas possuem traços em comum que validassem a concessão de crédito presumido de ICMS, quanto às operações de venda a prazo sem a intermediação de instituição financeira. A alegação genérica de inexistência de distinção é insuficiente para dar amparo à tese de quebra da isonomia. Agravo regimental ao qual se nega provimento.

Decisão

Negado provimento ao agravo regimental. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, neste julgamento, a Senhora Ministra Ellen Gracie.

2ª Turma, 22/03/2011.

CONSULTORIA CENOFISCO

PERGUNTAS E RESPOSTAS

ISS – Estacionamento – Local do Recolhimento do Imposto

Na prestação de serviço de estacionamento, o imposto será devido para qual Município?

Nos serviços de guarda e estacionamento de veículos terrestres automotores, de aeronaves e de embarcações, o imposto será devido no local onde o bem estiver guardado ou estacionado. Base legal: Lei Complementar nº 116/03.

8 N o 18/11

Abril

5
5

a semana

estiver guardado ou estacionado. Base legal: Lei Complementar nº 116/03. • 8 • N o 18/11

Manual de Procedimentos

ICMS • IPI • ISS

Outros e Legislação

MG
MG

LEGISLAÇÃO FEDERAL

A íntegra da legislação mencionada encontra-se disponível no Cenofisco BD On-line.

RESOLUÇÃO CONTRAN Nº 377, DE 06/04/2011 DOU de 13/04/2011

CONTRAN

Requisitos Técnicos de Fabricação e Instalação de Protetor Lateral para Veículos de Carga

Sinopse: A Resolução CONTRAN nº 377/11 referenda a Deliberação nº 106, de 27/12/2010, que dá nova redação ao art. 1º da Resolução CONTRAN nº 323, de 17/07/2010, que estabelece os requisitos técnicos de fabricação e instalação de protetor lateral para veículos de carga.

RESOLUÇÃO CONTRAN Nº 378, DE 06/04/2011 DOU de 13/04/2011

CONTRAN

Transporte Remunerado de Passageiros (Mototáxi) e de Cargas (Motofrete) em Motocicleta e Motoneta – Requisitos

Sinopse: A Resolução CONTRAN nº 378/11 dá nova re- dação ao § 2º do art. 3º da Resolução CONTRAN nº 356/10, que estabelece requisitos mínimos de segurança para o transporte remunerado de passageiros (mototáxi) e de cargas (motofrete) em motocicleta e motoneta.

RESOLUÇÃO CONTRAN Nº 379, DE 06/04/2011 DOU de 13/04/2011

CONTRAN

Inspeção Técnica nos Veículos Utilizados no Transporte Rodo- viário Internacional de Cargas e Passageiros

Sinopse: A Resolução CONTRAN nº 379/11 referenda

a Deliberação nº 107/11, que alterou o art. 3º da Resolução

CONTRAN nº 359/10, que dispõe sobre a atribuição de compe- tência para a realização da inspeção técnica nos veículos utilizados no transporte rodoviário internacional de cargas e passageiros e dá outras providências.

CONVÊNIO ICMS Nº 30, DE 01/04/2011 DOU de 05/04/2011, retificado no DOU de 15/04/2011

ICMS

Acesso à Internet por Conectividade em Banda Larga – Progra- ma Internet Popular – Adesão dos Estados de Goiás e Espírito Santo – Retificação

Sinopse: Foi retificado no DOU de 15/04/2011 o Convênio ICMS nº 30/11, que dispõe sobre a adesão dos Estados de Goiás

e Espírito Santo ao Convênio ICMS nº 38/09, que autoriza os

Santo ao Convênio ICMS nº 38/09 , que autoriza os Abril Estados do Pará e São

Abril

Estados do Pará e São Paulo e o Distrito Federal a concederem isenção de ICMS nas prestações de serviço de comunicação referentes ao acesso à internet por conectividade em banda larga prestadas no âmbito do programa Internet Popular.

DESPACHO CONFAZ Nº 54, DE 12/04/2011 DOU de 13/04/2011

ICMS

Protocolos ICMS nºs 104 e 106/11 – Aplicação no Estado de Alagoas

Sinopse: O Despacho CONFAZ nº 54/11 dispõe sobre a aplicação, no Estado de Alagoas, dos Protocolos ICMS nºs 104/08 (substituição tributária nas operações com materiais de construção, acabamento, bricolagem ou adorno) e 106/08 (substituição tributária nas operações com cosméticos, perfu- maria, artigos de higiene pessoal e de toucador).

DESPACHO CONFAZ Nº 55, DE 13/04/2011 DOU de 14/04/2011

ICMS

Protocolos ICMS nºs 22 a 28/11 – Divulgação da Publicação

Sinopse: O Despacho CONFAZ nº 55/11 divulga a publi- cação dos Protocolos ICMS nºs 22 a 28, de 13/04/2011, que aprovaram vários assuntos relacionados com o ICMS.

PROTOCOLO ICMS Nº 2, DE 23/03/2011 DOU de 25/03/2011, retificado no DOU de 12/04/2011

ICMS

Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) em Substituição à Nota Fiscal Modelo 1 ou 1-A – Operações com Destinatário Específico – Retificação

Sinopse: Foi retificado no DOU de 12/04/2011 o Proto- colo ICMS nº 2/11, que alterou o Protocolo ICMS nº 42/09, que estabelece a obrigatoriedade da utilização da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) em substituição à Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, pelo critério de CNAE e operações com os destinatários que especifica.

5
5

a semana

N o

18/11 • 9

MG
MG

ICMS • IPI • ISS

Outros e Legislação

Manual de Procedimentos

PROTOCOLO ICMS Nº 21, DE 01/04/2011 DOU de 07/04/2011, retificado no DOU de 13/04/2011

ICMS

Protocolo ICMS nº 21/11 – Retificação

Sinopse: Foi retificado no DOU de 13/04/2011 o Protocolo ICMS nº 21/11, que estabelece disciplina relacionada à exigência do ICMS nas operações interestaduais que destinem mercadoria ou bem a consumidor final, cuja aquisição ocorrer de forma não presencial no estabelecimento remetente.

PROTOCOLO ICMS Nº 22, DE 13/04/2011 DOU de 14/04/2011

ICMS

Substituição Tributária – Operações com Materiais Elétricos

Sinopse: O Protocolo ICMS nº 22/11 dispõe sobre a substituição tributária nas operações com materiais elétricos.

PROTOCOLO ICMS Nº 23, DE 13/04/2011 DOU de 14/04/2011

ICMS

Produtos Farmacêuticos – Substituição Tributária – Alteração

Sinopse: O Protocolo ICMS nº 23/11 altera o Protocolo ICMS nº 105, de 10/08/2009, que dispõe sobre a substituição tributária nas operações com produtos farmacêuticos, soros e vacinas de uso humano.

PROTOCOLO ICMS Nº 24, DE 13/04/2011 DOU de 14/04/2011

ICMS

Produtos Farmacêuticos – Substituição Tributária – Operações com Soros e Vacinas de Uso Humano

Sinopse: O Protocolo ICMS nº 24/11 altera o Protocolo ICMS nº 37, de 05/06/2009, que dispõe sobre a substituição tributária nas operações com produtos farmacêuticos, soros e vacinas de uso humano.

10 N o 18/11

Abril

PROTOCOLO ICMS Nº 25, DE 13/04/2011 DOU de 14/04/2011

ICMS

Material de Construção, Acabamento, Bricolagem ou Adorno – Alteração

Sinopse: O Protocolo ICMS nº 25/11 dispõe sobre a subs- tituição tributária nas operações com materiais de construção, acabamento, bricolagem ou adorno.

PROTOCOLO ICMS Nº 26, DE 13/04/2011 DOU de 14/04/2011

ICMS

Colchoaria – Substituição Tributária

Sinopse: O Protocolo ICMS nº 26/11 dispõe sobre a substituição tributária nas operações com colchoaria.

PROTOCOLO ICMS Nº 27, DE 13/04/2011 DOU de 14/04/2011

ICMS

Coco Verde In Natura – Substituição Tributária – Operações Interestaduais – Alteração

Sinopse: O Protocolo ICMS nº 27/11 altera o Protocolo ICMS nº 54/02, que dispõe sobre a substituição tributária nas operações interestaduais com coco verde in natura.

PROTOCOLO ICMS Nº 28, DE 13/04/2011 DOU de 14/04/2011

ICMS

Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) – Compartilhamento com o Estado da Bahia do Sistema de Registro de Passagem

Sinopse: O Protocolo ICMS nº 28/11 dispõe sobre o com- partilhamento, com o Estado da Bahia, do Sistema de Registro de Passagem da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), desenvolvido pelo Estado de Goiás.

SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 1, DE 05/01/2011 DOU de 12/04/2011

Imposto de Importação (I.I.)

Isenção – Ausência de Previsão

Sinopse: A Solução de Consulta nº 1/11 esclarece que a isenção ou a redução do Imposto de Importação (I.I.) somente será reconhecida quando decorrente de Lei ou de Ato internacional.

5
5

a semana

Imposto de Importação (I.I.) somente será reconhecida quando decorrente de Lei ou de Ato internacional. 5

Manual de Procedimentos

ICMS • IPI • ISS

Outros e Legislação

MG
MG

ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO RFB-SP Nº 11, DE

13/04/2011

DOU de 15/04/2011

IPI

Bebidas – Enquadramento

Sinopse: O Ato Declaratório Executivo RFB-SP nº 11/11 divulga o enquadramento de bebidas segundo o regime de tributação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), de que trata o art. 1º da Lei nº 7.798, de 10/07/1989.

ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO RFB-RJ Nº 12, DE

11/04/2011

DOU de 14/04/2011

IPI

Bebidas – Enquadramento

Sinopse: O Ato Declaratório Executivo RFB-RJ nº 12/11 divulga o enquadramento de bebidas segundo o regime de tributação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), de que trata o art. 1º da Lei nº 7.798, de 10/07/1989.

ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO RFB-RS Nº 20, DE

11/04/2011

DOU de 14/04/2011

IPI

Bebidas – Enquadramento

Sinopse: O Ato Declaratório Executivo RFB-RS nº 20/11 divulga o enquadramento de bebidas segundo o regime de tributação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), de que trata o art. 1º da Lei nº 7.798, de 10/07/1989.

ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO RFB-RS Nº 32, DE

08/04/2011

DOU de 14/04/2011

IPI

Bebidas – Enquadramento

Sinopse: O Ato Declaratório Executivo RFB-RS nº 32/11 divulga o enquadramento de bebidas segundo o regime de tributação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), de que trata o art. 1º da Lei nº 7.798, de 10/07/1989.

LEGISLAÇÃO ESTADUAL

A íntegra da legislação mencionada encontra-se disponível no Cenofisco BD On-line.

DECRETO Nº 45.586, DE 12/04/2011 DOE-MG de 13/04/2011

ICMS

Alterações no Regulamento

Sinopse: O Decreto nº 45.586/11 introduz alterações no RICMS-MG, no que tange ao regime jurídico de substituição tributária e aos regimes especiais de tributação.

jurídico de substituição tributária e aos regimes especiais de tributação. Abril 5 a semana N o

Abril

5
5

a semana

N o

18/11 • 11