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Preparado por: Filipe Samuel Silva

Dep. Engª Mecânica

Preparado por: Dep. Engª Mecânica Capítulo 1 Conceito de Tensão

Capítulo 1 Conceito de Tensão

Preparado por: Dep. Engª Mecânica Capítulo 1 Conceito de Tensão

Preparado por: Filipe Samuel Silva

Dep. Engª Mecânica

Conceito de Tensão - Sumário Cap.
Conceito de Tensão - Sumário
Cap.

1

Conceito de Tensão Revisão de Estática Diagrama de Corpo Livre Análise de Tensões Carga Axial: Tensão Normal Carregamento Centrado e Descentrado Tensões de Corte Tensões de Corte: Exemplos

Tensões em Ligações

Análise de Tensões e exemplo de projecto

Tensões num Plano Oblíquo Tensões Máximas Estado Geral de Tensões Coeficiente de Segurança Exercícios Resolvidos Exercícios Propostos

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Conceito

de

Tensão

   

Cap.

 

1

• O principal objectivo do estudo da Mecânica dos Materiais é providenciar ao futuro engenheiro dos meios para analisar e projectar estruturas e elementos estruturais.

• Tanto

a

Análise

como

o

Projecto de um

elemento estrutural envolve a determinação de

tensões e deformações. Este capítulo diz respeito ao conceito de tensão.

           

Revisão

de

Estática

   

Cap.

 

1

Dep. Engª Mecânica Preparado por: Filipe Samuel Silva
Dep. Engª Mecânica
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• A estrutura está projectada para suportar uma carga de 30 kN

• A estrutura consiste em duas barras unidas por pinos (ligações sem transmissão de momentos)

• Determine as forças actuantes em cada uma das barras e as reacções nos apoios

Diagrama de Corpo Livre Cap. • Faz-se o diagrama de corpo livre e colocam-se as forças
Diagrama de Corpo Livre
Cap.
• Faz-se
o
diagrama
de
corpo
livre e
colocam-se as forças e reacções actuantes
na estrutura
• Condições de equilibrio no plano:
M
=
0
=
A
(
0.6 m
)
(
30 kN 0.8 m
)(
)
C
x
A
= 40 kN
x
F
=
0
=
A
+
C
x
x
x
C
= −
A
= − 40 kN
x
x
F
=
0
=
A
+
C
30 kN
=
0
y
y
y
A
+
C
= 30 kN
y
y
e
C y não se conseguem determinar
A y
através das equações propostas
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1

Reacções nos apoios Cap. 1 • De forma semelhante à estrutura, cada elemento estrutural deve estar
Reacções nos apoios
Cap. 1
De
forma
semelhante
à
estrutura,
cada
elemento estrutural deve estar em equilibrio
• Fazendo o diagrama de corpo livre para a
barra inferior:
M
=
0
= −
A
(
0.8 m
)
B
y
A
= 0
y
Substituindo nas equações de equilibrio
da estrutura
C
= 30 kN
y
• Resultados:
ACC
=
40
kN
→=
40
kN
←=
30
kN
xxy
NOTA: As forças de reacção são normais
às barras
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Método vectorial Cap. • As barras estão sujeitas a apenas duas forças aplicadas nas extremidades •
Método vectorial
Cap.
• As barras estão sujeitas a apenas duas forças
aplicadas nas extremidades
• Para que haja equilibrio, as forças devem ser
paralelas,
ter
a
mesma
direcção e sentidos
opostos
As
ligações também devem satisfazer as
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1

condições de equilibrio estático. Pode ser expresso, vectorialmente pelo seguinte triângulo de forças: ! ∑ F
condições de equilibrio estático. Pode ser
expresso, vectorialmente pelo seguinte
triângulo de forças:
!
F
= 0
B
F
F
30 kN
AB
BC
=
=
4
5
3
F
=
40 kN
F
=
50 kN
AB
BC
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Análise

de

tensões

   

Cap.

 

1

Preparado por: Filipe Samuel Silva
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Consegue a estrutura resistir a uma força de 30 kN?

• Da análise estática

F AB = 40 kN (compressão) F BC = 50 kN (tracção)

• Em qualquer secção do membro BC, a força interna é de 50 kN, pelo que a tensão será

d BC = 20 mm

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Dep. Engª Mecânica

σ

BC

=

P

50

×

10

3

N

=

A

314

×

10

- 6

m

2

= 159 MPa

• A partir das propriedades do material da barra (aço). A tensão admissivel é

σ

adm

=

165 MPa

• Conclusão: a resistência do membro adequada

BC

é

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Projecto Cap.
Projecto
Cap.

1

Preparado por: Dep. Engª Mecânica Projecto Cap. 1 • O projecto de novas estruturas requer a

• O projecto de novas estruturas requer a selecção dos materiais apropriados e das dimensões adequadas para satisfazer os requisitos estruturais de funcionamento • Por razões baseadas no custo, peso, disponibilidade, etc, a escolha é feita por forma a que a barra superior seja de alumínioadm = 100 MPa). Qual o diâmetro apropriado para a barra?

3 P P 50 × 10 N σ = A = = = 500 × adm
3
P
P
50
×
10
N
σ
=
A
=
=
=
500
×
adm
6
A
σ
100
×
10
Pa
adm
2
d
A =
π
4
(
− 6
2
)
4
A
4 500
×
10
m
− 2
d =
=
=
2.52
×
10
m
π
π

10

6

m

2

= 25.2 mm

• Uma barra de alumínio de 26 mm de diâmetro, ou mais (se for necessário), é adequada.

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Tipos

de

Esforços

no

Espaço

 

Cap.

 

1

Mf x F x x F y y F z Mf y Mf z z
Mf x
F x
x
F y
y
F z
Mf y
Mf z
z
Carga Axial: Normal Tensão Cap. 1 Dep. Engª Mecânica Preparado por: Filipe Samuel Silva • A
Carga Axial: Normal Tensão Cap. 1 Dep. Engª Mecânica Preparado por: Filipe Samuel Silva • A
Carga Axial: Normal Tensão Cap. 1 Dep. Engª Mecânica Preparado por: Filipe Samuel Silva • A
Carga Axial: Normal Tensão Cap. 1 Dep. Engª Mecânica Preparado por: Filipe Samuel Silva • A
Carga Axial: Normal Tensão Cap. 1 Dep. Engª Mecânica Preparado por: Filipe Samuel Silva • A
Carga Axial: Normal Tensão Cap. 1 Dep. Engª Mecânica Preparado por: Filipe Samuel Silva • A

Carga

Axial:

Normal

Tensão

Carga Axial: Normal Tensão Cap. 1 Dep. Engª Mecânica Preparado por: Filipe Samuel Silva • A
Carga Axial: Normal Tensão Cap. 1 Dep. Engª Mecânica Preparado por: Filipe Samuel Silva • A
Carga Axial: Normal Tensão Cap. 1 Dep. Engª Mecânica Preparado por: Filipe Samuel Silva • A
Carga Axial: Normal Tensão Cap. 1 Dep. Engª Mecânica Preparado por: Filipe Samuel Silva • A

Cap.

1

Dep. Engª Mecânica Preparado por: Filipe Samuel Silva
Dep. Engª Mecânica
Preparado por: Filipe Samuel Silva

• A resultante das forças internas, para um corpo carregado axialmente, é normal à secção recta perpendicular do corpo.

A

intensidade

dessa

força

nessa

secção

é

definida como tensão normal.

σ

= lim

A

0

F

P

A

média

A

σ

=

• A tensão normal, num ponto particular da secção, pode não ser igual à tensão média, mas a resultante da distribuição das tensões é.

P =

σ

média

A

=

dF

=

σ dA

A

• A distribuição precisa da tensão é estaticamente indeterminada, i.e., não pode ser determinada somente através da estática.

Cargas concêntricas e excêntricas Cap. • Uma distribuição uniforme da tensão na secção pressupõe que a
Cargas concêntricas e excêntricas
Cap.
Uma
distribuição uniforme da tensão na
secção pressupõe que a linha de acção da
resultante das forças internas passa no centro
geométrico da secção.
• Uma distribuição uniforme de tensão só é
possivel se as cargas concentradas, aplicadas
nas extremidades das barras, passarem pelo
centro geométrico das secções. A isto
chamamos de cargas concêntricas.
Se
uma
barra
for
carregada com
excentricidade, a resultante da tensão resulta
de uma carga axial e de um momento.
• A distribuição das tensões em carregamentos
excêntricos não é uniforme ou simétrica.
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1

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Tensões de Corte Cap. 1 • As forças P e P’ estão aplicadas transversalmente ao membro
Tensões de Corte
Cap. 1
As
forças
P
e
P’
estão
aplicadas
transversalmente ao membro AB.
• As forças internas correspondentes actuam no
plano de secção C e são chamadas de tensões
tangenciais (ou tensões de corte)
A
resultante
da
distribuição
dos esforços
transversos internos é definida como força de
corte, P.
• A correspondente tensão de corte média é dada
por,
P
τ
=
média
A
A distribuição da tensão de corte varia de zero
nas superfícies até um máximo, que é maior que o
valor médio.
A
distribuição da
tensão de
corte não
se pode
           

Tensões

de

Corte:

Exemplos

 

Cap.

 

1

Corte Simples Preparado por: Filipe Samuel Silva
Corte Simples
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P F τ = = média A A Dep. Engª Mecânica
P
F
τ
=
=
média
A
A
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Corte Duplo

Tensões de Corte: Exemplos Cap. 1 Corte Simples Preparado por: Filipe Samuel Silva P F τ
P F τ = = média A 2 A
P
F
τ
=
=
média
A
2 A
Tensões em Ligações Cap. • Parafusos, originam cavilhas e rebites tensões nos elementos com que estão
Tensões em Ligações
Cap.
• Parafusos,
originam
cavilhas
e
rebites
tensões
nos
elementos com que estão em
contacto (tensões de contacto).
• A força resultante na superfície
da placa, P, é igual, de sentido
oposto, à força exercida no pino,
F.
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1

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Dep. Engª Mecânica

A

correspondente tensão de

contacto (ou esmagamento) é

dada por,

 
 

P

P

 

σ

es

=

A

=

t d

         

Análise

de

Tensões

e

Exemplo

de

Projecto

Cap.

 

1

Ext. plana Planta da barra BC Alçado principal Ext. plana Alçado Lateral direito Planta da barra
Ext. plana
Planta da barra BC
Alçado
principal
Ext. plana
Alçado
Lateral
direito
Planta da barra AB
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Preparado por: Filipe Samuel Silva

• Determinar as tensões nos membros e nas ligações da estrutura da figura.

• Da análise estática:

F AB = 40 kN (compressão) F BC = 50 kN (tracção)

• Devem considerar-se as tensões normais máximas em AB e BC, e as tensões de corte e de contacto em cada ligação

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Tensões

Normais

em

Veios

 

Cap.

 

1

Ext. plana
Ext. plana

• A barra está sujeita a tracção com uma força axial de 50 kN. • Numa qualquer secção da barra (secção recta circular, A = 314x10 -6 m 2 ) a tensão normal média é σ BC = +159 MPa.

• Na extremidade da barra (tirante), a menor secção recta é onde se encontra o pino. Aí, a secção resistente é,

A =

(

)(

20 mm 40 mm

25 mm

)

=

300

×

10

6

m

2

σ

BC

, (

tirante

)

P

50

×

10

3

N

=

=

A

300

×

10

6

m

2

= 167 MPa

• A barra AB está sujeita a compressão, com uma força axial de 40 kN e uma tensão normal de –26.7 MPa.

           

Tensões

de

Corte

em

Pinos

 

Cap.

 

1

• • Preparado por: Filipe Samuel Silva
Preparado por: Filipe Samuel Silva

A secção recta dos pinos em A, B, e C, é

A = π r

2

= π

2

25 mm

2

=

491

×

10

6

m

2

A força do pino em C é igual à força exercida pela barra BC,

Dep. Engª Mecânica
Dep. Engª Mecânica

τ

C média

,

P

50

×

10

3

N

=

=

A

491

×

10

6

m

2

= 102 MPa

• O pino, em A está sujeito ao corte em duas secções, com a força exercida pela barra AB,

τ

A média

,

P

20 kN

=

=

A

491

×

10

6

m

2

= 40.7 MPa

           

Tensões

de

Corte

em

Pinos

 

Cap.

 

1

Pino B Dep. Engª Mecânica Preparado por: Filipe Samuel Silva
Pino B
Dep. Engª Mecânica
Preparado por: Filipe Samuel Silva

• Considerando as forças e secções no pino B, por forma a encontrar a maior tensão de corte, temos,

P

E

P

G

= 15 kN = 25 kN (maior)

• A correspondente tensão média de corte é dada por,

τ

B média

,

=

P G

A

=

25 kN

491

×

10

6

m

2

= 50.9 MPa

Pinos Tensões em Cap. 1 Dep. Engª Mecânica Preparado por: Filipe Samuel Silva • Para determinar
Pinos Tensões em Cap. 1 Dep. Engª Mecânica Preparado por: Filipe Samuel Silva • Para determinar
Pinos Tensões em Cap. 1 Dep. Engª Mecânica Preparado por: Filipe Samuel Silva • Para determinar
Pinos Tensões em Cap. 1 Dep. Engª Mecânica Preparado por: Filipe Samuel Silva • Para determinar
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Pinos Tensões em Cap. 1 Dep. Engª Mecânica Preparado por: Filipe Samuel Silva • Para determinar

Pinos

Tensões

em

Pinos Tensões em Cap. 1 Dep. Engª Mecânica Preparado por: Filipe Samuel Silva • Para determinar
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Cap.

1

Dep. Engª Mecânica Preparado por: Filipe Samuel Silva
Dep. Engª Mecânica
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• Para determinar a tensão de contacto em A, no membro AB, temos t = 30 mm e d = 25 mm,

σ

b

=

P

td

=

  • 40 kN

(

30

)(

mm 25 mm

)

= 53.3 MPa

• Para determinar a tensão de contacto em A no apoio (chapa), temos t = 2(25 mm) = 50 mm e d = 25 mm,

σ

b

=

P

td

=

  • 40 kN

(

50

)(

mm 25 mm

)

= 32.0 MPa

Dep. Engª Mecânica

         

Tensões

em

Corpos

Sujeitos

a

Duas

Forças

Cap.

 

1

Preparado por: Filipe Samuel Silva
Preparado por: Filipe Samuel Silva
Dep. Engª Mecânica Tensões em Corpos Sujeitos a Duas Forças Cap. 1 Preparado por: Filipe Samuel

• Forças axiais resultam apenas em

tensões

axiais,

no

plano

perpendicular ao da aplicação da força

• Forças transversais, em parafusos

ou

pinos,

resultam apenas em

tensões de corte, no plano perpendicular ao eixo dos pinos ou parafusos.

• Vamos agora verificar que tanto esforços axiais como transaversos produzem tanto tensões normais como tensões de corte, em planos diferentes do plano perpendicular aos eixos dos membros.

Tensões num Plano Oblíquo Cap. • Seja uma secção que faça um ângulo θ com o
Tensões num Plano Oblíquo
Cap.
• Seja uma secção que faça um ângulo θ com
o palno vertical e normal ao eixo da peça
Das
condições de equilibrio, as forças
distribuídas na secção têm que ser iguais à
força P.
• Decompondo P nas componentes normal e
tangencial à secção oblíqua,
F = P cos θ
V = P sin θ
• A tensão média, normal e tangencial, no
plano oblíquo, são
F
P cos
θ
P
2
σ
=
=
=
cos
θ
A
A
A
θ
0
0
cos
θ
V
P sin
θ
P
τ
=
=
=
sin
θ
cos
θ
A
A
A
θ
0
0
cos
θ
Dep. Engª Mecânica
Preparado por: Filipe Samuel Silva

1

           

Tensões

Máximas

   

Cap.

 

1

Carregamento axial Tensões para θ=0 Tensões para θ=45º Tensões para θ=-45º Dep. Engª Mecânica Preparado por:
Carregamento axial
Tensões para θ=0
Tensões para θ=45º
Tensões para θ=-45º
Dep. Engª Mecânica
Preparado por: Filipe Samuel Silva

• As tensões normais e de corte, num plano oblíquo, são dadas por:

σ

=

P

2

P

cos

θ

τ

=

A

0

A

0

sin θ cos θ

• A tensão máxima normal ocorre no plano perpendicular ao eixo do membro,

σ

max

P

=

A

0

τ

′ = 0

• A máxima tensão de corte ocorre num plano que faz + 45 o em relação ao eixo do membro,

τ

max

=

P

sin 45 cos 45 == P σ

A

0

2

A 0
A
0
Estado Geral de Tensão Cap. • Um corpo, sujeito a um carregamento genérico é seccionado num
Estado Geral de Tensão
Cap.
Um
corpo,
sujeito
a
um
carregamento
genérico
é
seccionado num plano que passa
por Q
• A distribuição das tensões internas
podem ser definidas por,
x
∆ F
σ
=
lim
x
∆ A
A
→ 0
x
x
∆ V
y
∆ V
z
τ
=
lim
τ
=
lim
xy
xz
∆ A
∆ A
A
0
A
0
• Para que exista equilíbrio, iguais
tensões internas têm que existir
na outra secção.
Dep. Engª Mecânica
Preparado por: Filipe Samuel Silva

1

Dep. Engª Mecânica

           

Estado

Geral

de

Tensão

   

Cap.

 

1

Preparado por: Filipe Samuel Silva
Preparado por: Filipe Samuel Silva
Dep. Engª Mecânica Estado Geral de Tensão Cap. 1 Preparado por: Filipe Samuel Silva • As

• As tensões são definidas em planos paralelos

aos eixos

x,

y

e

z.

No equilibrio, tensões

iguais e opostas exercem-se nos planos

escondidos.

A

combinação de forças geradas pelas

tensões tem que satisfazer as condições de equilibrio:

F

x

=

F

y

=

M

x

=

M

y

=

= 0 M = 0

F

z

z

• Considerando os momentos no eixo z:

M

z

=

0

=

(

τ

xy

A a

)

( τ
(
τ

yx

A a

)

τ

xy

=

τ

yx

semelhantemente,

τ

yz

= τ

zy

e

τ

yz

= τ

zy

• Conclui-se que são apenas necessários 6 componentes de tensão para definir um estado completo de tensão.

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Coeficiente

de

Segurança

   

Cap.

 

1

Os membros estruturais devem ser projectados por forma a que as tensões máximas atingidas sejam inferiores à tensão de cedência do material

n = Factor de segurança

n =

σ

Tensão de cedência

cedência

=

σ

admissivel

Tensão admissivel

Considerações sobre o factor de segurança:

• Incerteza nas propriedades dos materiais • Incerteza nas cargas • Incerteza na análise • Deterioração e manutenção

• Importância do membro na integridade da

estrutura

• Nível de risco envolvido • Influência no funcionamento da máquina • Fadiga • Etc.

           

Problemas

Resolvidos

   

Cap.

 

1

Determine as tensões normais a meio de cada secção

Preparado por: Filipe Samuel Silva
Preparado por: Filipe Samuel Silva

Troço AB

σ

AB

=

P

30000

30000

=

=

A

AB

π

r

2

π

* 15

2

= − 42, 4 * 10

6

Pa

Troço BC

σ

BC

=

P

'

(

30000

40000 )

70000

=

=

A

BC

π

r

2

π

* 25

2

= − 35 ,7 * 10

  • 6 Pa

Determine a força P para que ocorra uma mesma tensão normal a meio de cada secção.

Troço AB F − P AB σ = = AB 2 A π (15) AB Troço
Troço AB
F
− P
AB
σ
=
=
AB
2
A
π (15)
AB
Troço BC
F
P
− 40000
BC
σ
=
=
BC
2
A
π
( 25)
BC
− P
P
− 40000
σ
=
σ
=
Dep. Engª Mecânica

P = 22500N

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Dep. Engª Mecânica

           

Problemas

Resolvidos

   

Cap.

 

1

A carga axial P é suportada pela coluna de perfil em I, cuja área da secção recta é de 8580 mm^2. A

mesma carga deve ser suportada por uma fundação de cimento, de 450*450 mm. Sabendo que a tensão

média na viga não deve ultrapassar 130 MPa, e que a tensão na fundação não deve ultrapassar 10 MPa,

determine a máxima carga P 450 mm 450 mm
determine a máxima carga P
450 mm
450 mm

Coluna

 

σ

=

P

130 =

P

P

 
 

Ac

8580

Fundação

σ =

P

10 =

P

 
 

Af

450 * 450

 

= 1115, 4 KN

P

= 2025

KN

A máxima carga permitida é definida pelo elemento que cede primeiro, logo

P

max

= 1115, 4 KN

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Problemas

Resolvidos

   

Cap.

 

1

No seguinte guindaste portuário, a barra CD tem uma secção recta uniforme de 50*150 mm. Para

as cargas apresentadas determine a tensão normal desenvolvida a meio da mesma barra.

∑ M = 0 ⇔ F * 15 − A CD
M
= 0 ⇔
F
* 15 −
A
CD

W = 80000

Kg = 800000

N

(

g =

10

m

/

s

2

)

W F cd R Ax R Ay 15 25 3 W * 28 = 0 ⇒
W
F cd
R Ax
R Ay
15
25
3
W
* 28 = 0 ⇒
F
= 1493,3
KN
CD

σ

CD

=

F

CD

1493300

=

A

CD

50

* 150

= 199,1 MPa

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Problemas

Resolvidos

   

Cap.

 

1

Uma carga P é aplicada numa barra de aço. Esta é, por sua vez, suportada por um prato de alumínio,

no qual foi feito um furo de 12 mm de diâmetro. Sabendo que a máxima tensão de corte admissível é de

180 MPa para o aço, e de 70 MPa para o alumínio, determine a máxima carga P que pode ser aplicada

na barra. A máxima tensão normal admissível para o aço é de 360 MPa

Preparado por: Dep. Engª Mecânica Problemas Resolvidos Cap. 1 Uma carga P é aplicada numa barra

Barra

Tracção

Corte

Preparado por: Dep. Engª Mecânica Problemas Resolvidos Cap. 1 Uma carga P é aplicada numa barra

σ

= 360 MPa * ( 6)

π

2

Adm

A =

P = σ * A = 40,71KN

τ

adm

= 180 MPa

A

= 2 *

π

* 6 * 10(

2

mm

)

P = τ * A = 67 ,9 KN

Prato

τ adm
τ
adm

= 70 MPa

A

= 2 *

π

* 20 * 8(

2

mm

)

P = τ * A = 70, 4 KN

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Problemas

Resolvidos

   

Cap.

 

1

Os componentes de madeira da figura, estão colados nas zonas de contacto. Sabendo que a distância entre

os elementos principais é de 6 mm, e que a tensão de corte máxima da cola é de 2,5 MPa, determine o

comprimento L, de colagem, necessário, para a carga aplicada. Utilize um coeficiente de segurança de

2,75. Sabendo ainda que a tensão normal admissível da madeira é de 30 MPa, determine a espessura

mínima das tábuas.

Preparado por: Dep. Engª Mecânica Problemas Resolvidos Cap. 1 Os componentes de madeira da figura, estão

Colagem

τ =

F

A

F

= 16000

N

A =

2 *

(

L

6

) * 125(

2

2

  • mm )

τ

adm

τ

adm

=

=

2,5

= 0,9091 MPa

0,9091

=

2,75 F
2,75
F

A

  • 16000 L

L

6)

* 125

2(

2

= 146,8

mm

Tábua

σ

adm

= 30 MPa

σ

=

F

  • 16000 4,26(6)

125*

e

⇔=

e

A

30

=

mm

           

Problemas

Propostos

   

Cap.

 

1

  • 1. Na figura, x = 2 m, y = 1 m, e F = 1 kN.

Os membros AC e BC têm 3 cm de diâmetro. Qual a tensão normal no membro
Os membros AC e BC têm 3 cm de diâmetro.
Qual a tensão normal no membro BC?
Preparado por: Filipe Samuel Silva

R: 0.707 MPa.

A coluna circular de 5m de altura suporta uma carga de 200 KN. É sabido que estas colunas cedem devido a tensões de corte a 45º. Qual o mínimo diâmetro da coluna para que a tensão não ultrapasse 300 MPa?

Problemas Propostos Cap. 1 1. Na figura, x = 2 m, y = 1 m, e

R: 20.6 mm

O pino da figura tem 10 mm de diâmetro. Para uma força de 500 N qual
O pino da figura tem 10 mm de diâmetro.
Para uma força de 500 N qual a tensão
média de corte no pino?
Dep. Engª Mecânica

R: 3.18 MPa.

O pino na figura tem 10 mm de diâmetro. Sendo t 1 =5 mm e t 2 = 15 mm determine a tensão de contacto no apoio, para F=150 N.

Problemas Propostos Cap. 1 1. Na figura, x = 2 m, y = 1 m, e

R: 3.0 MPa.

Preparado por: Filipe Samuel Silva

Dep. Engª Mecânica

           

Problemas

Propostos

   

Cap.

 

1

A viga S610*149 (área=18970 mm 2 ) suporta uma carga de 1 MN. Qual a tensão normal na barra?

Preparado por: Dep. Engª Mecânica Problemas Propostos Cap. 1 A viga S610*149 (área=18970 mm ) suporta

R: 52.7 MPa.

O elemento estrutural na figura tem 10 mm de espessura, e o pino tem 10 mm de diâmetro. Qual a tensão no pino quando X=0.25 m e Y= 1m ?

R: 1.5 MPa.
R:
1.5 MPa.

Duas placas estão coladas como mostra a figura. As placas têm 60 mm de largura e 10 mm de espessura. Quais as tensões de corte nas zonas coladas quando é aplicada uma força de 200 N?

Preparado por: Dep. Engª Mecânica Problemas Propostos Cap. 1 A viga S610*149 (área=18970 mm ) suporta

R: 0.144 MPa.