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Introdução Um pouco mais avançados, alunos do segundo ano depende de um aprendizado mais apurado, tendo em mente as partes principais de separação de poções.

O Autor.

ano depende de um aprendizado mais apurado, tendo em mente as partes principais de separação de

Capítulo 1 - Preparo e aplicação de substâncias em poções

O uso de qualquer substância em demasia pode causar envenenamento, contu- do o uso adequado de substâncias naturais em poções pode até salvar vidas. No reino natural há abundância de virtudes, venenosas ou não, próprias para as necessidades humanas. Para que as plantas não percam seu valor nas poções, devem ser colhidas quan- do não estão molhadas de orvalho. Secam-se à sombra, porque os fortes raios solares tiram das plantas, depois de arrancadas, uma parte de suas substâncias, que se eva- poram ao Sol. As raízes devem ser bem lavadas e picadas em pedacinhos antes de serem postas a secar.

Quando já secas as ervas examinam-se e separam-se as partes estragadas. Conserva-se somente o que é bom. As folhas, flores, talos, raízes picados guardam-se então em caixas, em lugar seco. De vez em quando é bom tornar a examiná-las, a ver se estão apanhando umi- dade, caso em que é necessário secá-las de novo. As que cheiram a mofo devem ser substituídas. Deve-se naturalmente anotar, em cada caixa, cuidadosamente, o tipo de erva contido, para evitar confusão.? Deste modo cada qual pode ter seu próprio kit de substâncias para o preparo de poções. As substâncias podem ser aplicadas de diversas formas, e é muito importante que toda pessoa que pretenda aprofundar-se no preparo de poções conheça seus vários modos de aplicação. Citamos os seguintes:

Chás De várias maneiras se prepara um chá, a saber:

Como tisana Põe-se água a ferver e, quando estiver fervendo, acrescentam-se as substâncias. Cobre-se. Deixa-se ferver mais uns cinco minutos, e tira-se do fogo. Deixa-se repousar alguns minutos, bem coberta, coa-se e pronta está a tisana.

mais uns cinco minutos, e tira-se do fogo. Deixa-se repousar alguns minutos, bem coberta, coa-se e

Por infusão Esta forma consiste em despejar água fervendo sobre as substâncias, num caldei- rão ou outro recipiente, e deixá-las repousar assim, bem cobertas, durante uns dez minutos. Para este preparo são mais apropriadas as folhas e flores. Os talos e raízes também podem preparar-se por infusão, mas devem ser picados bem finos e ficar em repouso, depois deitar água fervente em cima, uns vinte ou trinta minutos.

Por decocção Deitam-se as substâncias num caldeirão e verte-se água fria em cima. A duração do cozimento pode variar entre cinco e trinta minutos, dependendo da qualidade das substâncias empregadas. Partes duras, como sejam: raízes, cascas, talos, picam-se em pedacinhos e cozinham-se quinze a trinta minutos. Tira-se do caldeirão e conserva-se em recipiente coberto durante alguns minutos mais; depois coa-se. Esta forma é mais recomendável para as cascas, raízes e talos.

Por maceração Põe-se de molho as substâncias em água fria, durante dez a vinte e quatro horas, segundo o que se emprega. Folhas, flores, sementes e partes tenras ficam dez a doze horas. Talos, cascas e raízes brandos, picados, dezesseis a dezoito horas. Talos, cascas e raízes duros, picados, vinte duas a vinte e quatro horas. Coa-se. O método da mace- ração oferece a vantagem de que os sais minerais e as vitaminas das ervas são apro- veitados.

Sucos Se os chás são eficazes, muito mais são os sucos crus das ervas. Infelizmente, nem sempre podemos obtê-las frescas. A estação do ano ou o lugar em que mormos ou estamos muitas vezes só nos permitem obter inúmeras delas em estado seco, da provisão que temos. Mas, sempre que possível, devemos usá-las frescas. O suco se obtém facilmente triturando as ervas com um pilão ou moendo-as em máquinas de moer. Passa-se em seguida por um coador.

Sopas e caldos Muitas ervas silvestres podem ser também preparadas em forma de sopas ou enso- pados. As poções de ervas em forma de sopas ou ensopados, além de salutares têm a vantagem de serem simples de preparar.

Cataplasmas As cataplasmas se empregam de vários modos, a saber:

salutares têm a vantagem de serem simples de preparar. Cataplasmas As cataplasmas se empregam de vários

Ervas frescas, ao natural Podem aplicar-se diretamente à parte dolorida, inchada ou ferida.

Ervas secas em saquinhos Frias ou quentes, conforme o caso, usam-se para cãibras causadas por feitiços de pa- ralisar ou de impedimento.

Em forma de pasta Socam-se as plantas, formando uma papa que se coloca sobre o lugar dolorido, dire- tamente ou entre dois panos. Quando não se têm ervas frescas para este fim, podem- se utilizar também ervas secas. Neste caso se deita água fervente em cima das ervas, num caldeirão, tanta quanto necessária para formas uma pasta uniforme. As cata- plasmas têm efeito calmante sobre os inchaços, nevralgias, contusões, furúnculos, supurações, etc. No preparo das mesmos não deve-se usar colheres de metal, espe- cialmente as de alpaca, mas sim de madeira, pois as primeiras poderiam provocar envenenamento se permanecessem muito tempo na massa.

Compressas Usam-se, para este fim, panos bem limpos, brancos e finos. Cozinham-se as ervas em dose forte, isto é, usa-se, para um litro de água, duas, três ou quatro vezes mais erva que para um chá. Coa-se. No cozimento mergulha-se o pano, torce-se bem e aplica-se sobre a parte dolorida ou afetada.

Inalações Põem-se ervas em água, num caldeirão ou outro recipiente, a ferver. Quando levantar fervura, aproveita-se o vapor, aspirando-o por meio de um funil (pode ser de papel). O cuidado que aqui se deve ter é de não escaldar, porque o bafo da fervura é muito quente.

Ungüentos Podem também se preparar ungüentos de certas substâncias. Tomam-se diversas er- vas frescas, como calêndula, arnica, hipericão, barna, etc., e trituram-se, misturadas, com um pilão, ou passa-se por uma máquina de moer. O suco que se obtém, mistura- se à gordura vegetal. Aquece-se sobre o fogo até derreter. A isto se pode acrescentar um pouco de cera de abelha, para formar ungüento mais espesso.

sobre o fogo até derreter. A isto se pode acrescentar um pouco de cera de abelha,

Azeites Ao azeite também podem misturar folhas, sementes e flores de ervas – por exemplo:

camomila, alfazema – para se tornar um bom óleo. Tampa-se bem a garrafa que con- tenha a mistura e expõe-se diariamente ao Sol, durante quinze dias. Coa-se depois. O óleo assim preparado serve para diversos fins, (de acordo com a substância utilizada) interno e externo.

Capítulo 2 - Sobre a Ultilização da Água em Poções

Uma vez que as substâncias podem ser utilizadas em chás, sucos, compressas, etc., não posso deixar de dedicar um capítulo à hidroterapia.

Por hidroterapia entende-se o tratamento pela água sob suas diversas formas e tem- peraturas variáveis.

A água ingrediente básico e um veículo de calor ou frio para as poções.

Aplicada ao corpo, opera nele modificações que atingem, em primeiro lugar, o siste- ma nervoso, o qual, por sua vez age sobre o aparelho circulatório, produzindo efeitos

sobre a regularização do calor animal. As reações da aplicação da água são, portanto, três: 1ª) nervosa, 2ª) circulatória, 3ª) térmica.

Água Fria

A água fria excita fortemente a sensibilidade periférica, e a excitação experimentada

é levada, por via centrípeta, até os centros corticais, produzindo diversos reflexos, dos quais para nós os mais interessantes ocorrem na periferia, nos vasos superficiais e nos órgãos subjacentes, na pele. Quando a água fria toca a pele, os vasos periféricos se contraem, o coração retarda momentaneamente suas batidas e a pressão arterial aumente. Ao cabo de alguns segundos, graças ao relaxamento dos vasos periféricos, a pele se torna mais corada. Baixa a pressão arterial e o coração acelera suas batidas. Na aplicação de água fria verificam-se, pois, duas fases: em primeiro lugar a vasocons- trição (reflexo de defesa destinado a diminuir a perda de calor) e hipertensão; em segundo lugar a vasodilatação e hipotensão. Logo em seguida, a circulação volta, nos

de calor) e hipertensão; em segundo lugar a vasodilatação e hipotensão. Logo em seguida, a circulação

Água Quente

A água quente produz, como a água fria, a excitação da sensibilidade periférica e de-

termina quase igual a série de reflexos. A principal diferença é que a água fria é mais tônica e sedativa que a água quente. Outrossim, a aplicação demasiadamente longa desta última é deprimente. Com a água quente também se verificam as duas fases já mencionadas: 1ª) vasocons- trição com hipertensão; 2ª) vasodilatação com hipotensão.

A princípio há, com a aplicação de água quente, produção de muito calor. Depois a

defesa orgânica contra a elevação da temperatura interna se efetua por meio de uma vasodilatação periférica enérgica, e por transpiração, se a aplicação é de duração sufi- ciente. As aplicações hidroterápicas frias ou quentes têm, em seus efeitos sobre o corpo humano, a pele como intermediário. Da superfície da parte a impressão sensitiva que constitui a reação da sensibilidade, o reflexo vasomotor que provoca a reação circula- tória, e reflexo térmico que regula, por meio dos vasomotores, o gasto de calor perifé- rico. A hidroterapia utilizada como estudo para a eficácia do efeito de poções é uma gran- de aliada, uma vez que a ação das substâncias, basicamente, necessita de um agente condutor.

de poções é uma gran - de aliada, uma vez que a ação das substâncias, basicamente,