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RELATÓRIO DE ATIVIDADES 2011

RELATÓRIO DE ATIVIDADES 2011

ÍNDICE

APRESENTAÇÃO

3

MISSÃO, VISÃO, VALORES

ORGANIZAÇÃO OPERACIONAL

ORGANIZAÇÃO INSTITUCIONAL

ORGANIZAÇÃO FINANCEIRA

ATIVIDADES E PROJETOS

8

UNIDADES DO FISIÔ

PARCERIAS

PROJETOS

INDICADORES (por unidade)

14

DE IMPACTO

DE RESULTADOS

DO PERFIL PATOLÓGICO DOS PACIENTES

DO PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO DOS PACIENTES

APRESENTAÇÃO

O FISIÔ – CENTRO COMUNITÁRIO DE FISIOTERAPIA é uma organização não-

-governamental, sem fins lucrativos, criada em 20 de abril de 2006.

MISSÃO, VISÃO, VALORES

Missão: Fornecer gratuitamente atendimentos de fisioterapia para a população em risco de vulnerabilidade social no município de São Paulo.

Visão: Democratizar o acesso a serviços de saúde de qualidade e buscar ser um modelo de referência em tratamento de fisioterapia.

Valores:

=> Qualidade: Oferecer atendimentos de fisioterapia de alto padrão. => Adaptabilidade: o FISIÔ organiza a sua forma de atender em função dos locais

de trabalho disponibilizados e das necessidades específicas do público atendido.

=> Profissionalismo: todos os serviços de fisioterapia e administrativos são reali-

zados por profissionais da área que, voluntários ou remunerados, trabalham com seriedade e dedicação.

ORGANIZAÇÃO OPERACIONAL

O FISIÔ dispõe de uma sede social - endereço apenas administrativo - e de unida-

des de atendimento.

Atualmente, o FISIÔ conta com duas unidades onde são realizados os atendimen- tos: a Unidade Casa Maria de Nazareth (CMN) localizada no bairro de Heliópolis, e a Unidade AHIMSA localizada no bairro de Vila Mariana.

Cada unidade nasceu de uma parceria com a associação da qual adotou o nome, para atender a população já freqüentadora destas associações. No caso da Unida- de CMN, o grupo atendido se estendeu à população do bairro.

ão insti-

seguinte

ão insti- seguinte

Títulos e Cadastros-

CREFITO - Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional PAD n o 5809/2006.

COMAS - Conselho Municipal de Assistência Social Obtido em 2009 sob o n o 1506/09. (vence 31/05/2012)

Utilidade Pública Municipal Solicitado em 26 de dezembro de 2011.

Utilidade Pública Estadual Processo de solicitação em fase de elaboração.

Utilidade Pública Federal Solicitado em 18 de agosto de 2011 – Protocolo n o 08071021866/2001-93.

Cadastro Nacional de Entidades de Saúde Processo de solicitação em fase de elaboração.

Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Solicitado em 26 de dezembro de 2011 – Protocolo n o 010560.

Comunicação - O FISIÔ dispõe de um material impresso (Relatório de Atividade, folder) e utiliza ferramentas de comunicação virtuais: o site (www.fisio.org.br), o twit- ter (@FISIO_ASSOC), linkedin, Facebook (https://www.facebook.com/?ref=logo#!/ fisioassoc), um blog no wordpress (http://fisioassoc.wordpress.com/) que são alimen- tados e atualizados periodicamente.

Em 2012 está projetada a elaboração de um plano de comunicação para intensificar as ações de divulgação da organização nos próximos anos.

ORGANIZAÇÃO FINANCEIRA

Demonstração analítica do resultado Período de Janeiro a Dezembro - Exercício 2011

NOMENCLATURA

SALDO FINAL

RECEITAS

255.000,00

DONATIVOS E CONTRIBUIÇÕES

255.000,00

DESPESAS

237.104,18

CUSTO PREST. SERV. FISIOTERAPIA

170.004,90

DESPESAS ADMINISTRATIVAS

67.099,28

DESPESAS COM PESSOAL - P.C.M.S.O.

26.992,99

OCUPAÇÃO (manutenção e reparos)

405,81

UTILIDADES E SERVIÇOS - TELECOM.

530,15

HONORÁRIOS PROFISSIONAIS

3.207,80

DESPESAS GERAIS

22.269,59

SERV. PROFISSIONAIS CONTRATADOS

2.400,00

IMPOSTOS E TAXAS

9.764,96

DESPESAS FINANCEIRAS

1.527,98

OUTRAS RECEITAS NÃO OPERACIONAIS

9.019,34

RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO

26.915,16

A gestão dos recursos do FISIÔ está em conformidade com o ano fiscal brasileiro (janeiro

a dezembro). Os relatórios financeiros, as prestações de contas e os balanços patrimo-

niais são atualizados por um serviço independente de acordo com a Norma Brasileira de Contabilidade 10.19 relacionada a entidades sem fins lucrativos, para então serem submetidos à analise e aprovação da Diretoria e pela Assembléia Geral dos associados.

Embora sempre haja a necessidade de novos recursos para acompanhar a evolução pro- gramática na sua integridade, o FISIÔ vem conseguindo manter um patamar orçamentá- rio estável nos últimos anos, no entanto não dispõe de um fundo de reserva para viabili- zar os principais avanços que se apresentam a cada etapa de trabalho. Com isso para os próximos anos o FISIÔ pretende dispor de 3% dos valores arrecadados para compor um fundo de reserva para que inovações possam sem implementadas.

,

por ser uma instituição sem fins lucrativos,

depende de aportes financeiros externos para execução de suas atividades, mobili- zados por doações de pessoas jurídicas e físicas as quais agem de forma totalmente filantrópica.

e físicas as quais agem de forma totalmente filantrópica. A equipe gestora do FISIÔ tem como

A equipe gestora do FISIÔ tem como desafio para o ano de 2012 estabelecer um plane- jamento de captação detalhado onde será focada não só a arrecadação de novos fundos mas também a diversificação das fontes dos doadores seguindo o esquema abaixo.

não só a arrecadação de novos fundos mas também a diversificação das fontes dos doadores seguindo

ATIVIDADES E PROJETOS

UNIDADE: FISIÔ na Casa Maria de Nazareth

Em fevereiro de 2007, o FISIÔ abriu a sua primeira unidade em parceria

com a Casa Maria de Nazareth (CMN). A CMN é uma associação sem fins lucrativos que dá apoio à população da subprefeitura do Ipiranga, mais especificamente nos bairros de Heliópolis e Sacomã. A CMN empresta um espaço para que o FISIÔ possa desenvolver as suas atividades de fisioterapia.

Parceria -

- onde os atendimentos individuais são realizados, e a outra é utilizada como ginásio.

Instalações

O espaço consiste de duas salas. Uma foi dividida em três cabines

Público-alvo - O FISIÔ atende a população de baixa renda no município de São Paulo, principalmente os moradores dos bairros de Heliópolis e Sacomã, sem distinção de sexo ou faixa etária.

São priorizados os pacientes que necessitam de tratamento com urgência, tais como casos pós-operatórios e/ou em que a atividade profissional está comprometida, poden- do causar um desequilibro econômico e social do núcleo familiar.

Tratamentos - Todos os pacientes devem apresentar-se com um encaminhamento médico. Ao iniciar o tratamento, cada paciente passa pela avaliação de um fisiotera- peuta e da coordenadora. Dependendo das patologias encontradas, os pacientes são atendidos de uma a três vezes por semana até a declaração da alta.

As patologias encontradas pelo FISIÔ na CMN são de fundo ortopédico e são tratadas com diversas técnicas manuais e por eletroterapia. Alguns pacientes que procuram o FISIÔ apresentam patologias de fundo neurológico e estão sendo tratados, até que en- contrem vaga em outra entidade de tratamento especializado.

Os atendimentos são individuais e duram em média cinquenta minutos.

Em 2011 foi aberta uma sessão de atendimento em grupo para oferecer uma manuten- ção aos pacientes que já receberam alta mas que ainda podem voltar a ter dores crôni- cas. As sessões duram em média cinquenta minutos.

Dias, horários e local de funcionamento - Cinco fisioterapeutas traba- lham na unidade FISIÔ na Casa Maria de Nazareth, localizada na Rua Siqueira Bulcão, 54, Heliópolis, CEP 04218-060, São Paulo, SP. Os tratamentos individuais são dispensados nas segundas, terças, quartas e quintas-feiras, das 9h às 12h e das 13h às 17h e as sessões de grupo são dispensadas nas sextas-feiras das 9h às 11h.

Projetos para 2012 - A equipe dirigente do FISIÔ determinou como objetivo ampliar o local de atendimento e aumentar parcerias com entidades públicas de saúde, sempre buscando atender de forma mais eficiente a população.

UNIDADE: FISIÔ na Ahimsa

Parceria -

Em outubro de 2008, a equipe do FISIÔ foi procurada pela AHIMSA - As-

sociação Educacional para Múltipla Deficiência, para firmar uma parceria de trabalho.

A AHIMSA é uma associação sem fins lucrativos cuja missão é: “Qualificar a vida do surdocego e do múltiplo deficiente sensorial 1 , possibilitando: uma forma de comunica- ção, a autonomia, e independência nas atividades de vida diária e um estilo próprio de aprendizagem para sua inclusão na sociedade”.

As atividades da AHIMSA são organizadas em função das faixas etárias dos alunos. O GAI - Grupo de Atendimento Infantil atende as crianças de 0 a 6 anos. Os Programas Funcionais I e II atendem as crianças de 7 a 10 anos e de 10 1/2 a 14 anos e o Programa de Transição para Vida Adulta atende os adolescentes e adultos de 15 a 22 anos. A atuação do FISIÔ na AHIMSA em 2010 consistiu em dar assistência em fisioterapia para as crian- ças do GAI e dos Programa Funcionais I e II.

Instalações -

FISIÔ equipou especificamente para os atendimentos de fisioterapia.

A AHIMSA colocou à disposição do FISIÔ uma sala na casa, que o

Os tratamentos de fisioterapia são destinados às crianças e aos

adolescentes que frequentam a AHIMSA, assim como aos seus parentes e aos profis- sionais da AHIMSA para ajudar nos cuidados a serem tomados nas atividades diárias.

Público-alvo -

Todos os tratamentos são individuais e duram em torno de quarenta

e cinco minutos. A equipe busca orientar as famílias – geralmente as mães - quanto ao

posicionamento das crianças e aos exercícios a serem realizados em casa. Também os fisioterapeutas efetuam um trabalho de orientação dos profissionais da AHIMSA para melhorar o posicionamento das crianças, principalmente durante as atividades ofereci- das na escola.

Tratamentos -

Dias, horários e local de funcionamento - Duas fisioterapeutas traba- lham na unidade FISIÔ na AHIMSA, localizada na Rua Baltazar Lisboa, 212, Vila Mariana, CEP 04110-060, São Paulo, SP, nas segundas, terças, quartas, quintas e sextas-feiras, das 9h às 12h e das 13h às 17h.

1 Definição de Portadoras de Múltiplas Deficiências Sensoriais: auditiva associada a: deficiência mental e motora leve, transtornos globais do desenvolvimento e distúrbios de aprendizagem e neurológicos; visual (total ou baixa visão) associada a: transtornos globais do desenvolvimento e distúrbios de aprendizagem, neurológico e linguagem, deficiência mental e motora leve.

Projetos para 2012 - A equipe dirigente do FISIÔ estabeleceu seguir em frente com a mesma qualidade que tem sido a marca de seu trabalho, permitindo às crianças e adolescentes freqüentadoras da AHIMSA uma melhora na sua qualidade de vida pes- soal, familiar e educacional.

PROJETOS

Multiplicar as unidades de atendimento - A equipe do FISIÔ está estu-

dando diversas maneiras de ampliar as suas atividades, seja pela criação de uma rede

de

atendimentos para a população de São Paulo, seguindo o modelo da unidade FISIÔ

na

CMN, seja pela abertura de novas unidades de atendimentos em outras associações,

seguindo o modelo da unidade FISIÔ na AHIMSA ou seja ainda pela elaboração de no-

vos modelos de atendimentos respondendo a uma outra demanda.

Aprimorar os atendimentos de fisioterapia - O FISIÔ pretende manter

o padrão de qualidade seguido desde o início das suas atividades e implementar novas

ferramentas integradas ao tratamento de fisioterapia. Ao longo dos 5 anos de atividades

e sempre no intuito de melhorar a eficiência dos tratamentos de fisioterapia, foi perce- bido ao longo dos tratamentos que alguns pacientes apresentaram a necessidade de um suporte complementare ao cuidados fisioterápicos o que nos levou a buscar parce- rias com entidades públicas de saúde, universidades e entidade públicas especializadas como descrito abaixo.

PARCERIAS

Unidade Básica de Saúde Delamare - Foi estabelecido um vinculo de trabalho com a UBS Delamare no qual a UBS encaminha alguns pacientes para receber tratamento no FISIÔ. Desde 2009, durante as férias de janeiro, a UBS empresta uma sala para que a equipe do FISIÔ possa continuar os tratamentos dos pacientes mais comprometidos, uma vez que a CMN, que nos hospeda, fecha durante este período.

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - No início de 2011,

O FISIÔ firmou um convênio de estágio com a Faculdade de Ciências Humanas e da

Saúde – Curso de Psicologia - da PUC. A proposta foi formulada no intuito de organi- zar um serviço multiprofissional integrando aos tratamentos de fisioterapia um suporte psicoterápico. Tal demanda se justificava pela percepção, em alguns pacientes, da não evolução no tratamento fisioterápico e de queixas múltiplas em relação à saúde e às relações sociais.

Dois estudantes de psicologia do 5 o ano do “Núcleo Contexto em Crise” da Faculdade prestaram atendimentos de psicologia, sob a coordenação de uma professora da área.

Mensalmente foram realizadas reuniões de equipe onde a coordenadora de fisioterapia,

os fisioterapeutas, a professora coordenadora de psicologia e os estagiários de psico-

logia discutiam a evolução dos pacientes em ambos os tratamentos. Durantes esses en- contros, foram também trabalhadas as dificuldades que os fisioterapeutas encontraram na relação com alguns pacientes durante os tratamentos.

Dezenove pacientes foram atendidos pelos estagiários e cem sessões de psicoterapia foram realizadas. Segundo os fisioterapeutas, a intervenção no âmbito psicológico im- pactou de forma significativa na evolução do tratamento. Esta parceria será renovada em 2012 com novos estudantes.

Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS)- Em 2012 foi determinado que a equipe do FISIÔ entrará em contato com o CRAS e o CREAS da re- gião de Ipiranga para facilitar a intervenção de um profissional da área junto aos pacientes do FISIÔ apresentando dificuldade de integração social ou em situação de vulnerabilidade social.

INDICADORES - FISIÔ na Casa Maria de Nazareth

INDICADORES DE IMPACTO

O objetivo deste estudo é apresentar uma avaliação qualitativa dos tratamentos reali-

zados nesta unidade. Para a realização deste estudo foi entrevistado no final de 2011 um grupo de quinze pacientes freqüentadores desta unidade. Apesar do grupo forma- do não representar nem em número nem exatamente em gênero o público atendido, o

resultado foi esclarecedor.

O relatório abaixo descreve os aspectos do tratamento que foram apontados de forma

mais freqüente pelos pacientes presentes na reunião.

Os pacientes surpreenderam-se com a rapidez com a qual iniciou o tratamento depois

de entrar em contato com o FISIÔ. [O Sr. Valdemar, 54 anos que sofre há um ano e meio de uma

lesão na perna devido a um acidente de moto relatou que era “[

]

muito demorado [os serviços públi-

cos], mas o postinho [UBS Delamare] me indicou aqui [o FISIÔ] ai, eu vim diretamente, aqui [no FISIÔ]

rapidinho, consegui ”. A D a Antonieta, 56 anos que sofre de lesão no braço contou também que “vim para

marcar fisioterapia e em seguida consegui começar o meu tratamento”.]

O fato dos atendimentos serem agendados evite aos pacientes uma longa espera para

entrar na sessão. [A D a Adália, 74 anos, que sofre de dores fortes na coluna, relatou que “eu nem fui

]

Aqui [no FISIÔ] Você chega e logo está atendido” conta o Sr. Valdemar. “Os meninos [os fisioterapeutas]

são muito pontuais, eles são muito bons” contou a D a Antonia.]

atendida [em hospitais públicos], esperei o dia todo e nem fui atendida.” “Muito diferente, em tudo. [

Os pacientes surpreenderam-se positivamente com a eficiência dos tratamentos de- vido ao numero de sessões semanais e à qualidade dos atendimentos. [“Vim dois dias [por

semana], aumentaram mais um dia, e mais um dia. Já estou com 4 dias por semana, tá bom demais” conta

o Sr. Valdemar. “Eu vim um dia por semana, ai foram aumentando, melhorei, ai foram diminuindo” relatou

a D a Vera, 43 anos, que sofre de por na perna. A D a Jersina, 58 anos, que sofre de dores na coluna contou

que “graças a Deus fui bem atendida, são [os fisioterapeutas] maravilhosos. Foi bom demais.”]

A maioria dos pacientes presentes a rma que a dor melhorou rapidamente, depois da

2 a /3 a sessão. [O Sr. Valdemar conta que “[

]

a dor era constante, tomava comprimidos para dormir,

depois que comecei o tratamento, não sinto mais dor, não sinto mais nada. Agora aliviou totalmente a dor. Parei de tomar comprimido para dormir. Eu andava de muleta quando cheguei aqui [no FISIÔ].

Agora não carrego mais muletas. Eu estou andando mais rápido. [

dobrar o meu joelho. Agora posso já dobrar [30 o ].” A D a Antonieta também relata que “[

são de] fisioterapia já estava bem melhor”.]

]

O médico falou que não ia poder mais

]

na terceira [ses-

Os pacientes presentes que já finalizaram o tratamento foram questionados se voltaram

a fazer atividades que tinham parado por causa da dor. As senhoras em geral falaram

que voltaram a andar e a fazer os serviços de casa. [A D a Antonia conta que “depois de 1 mês

[de tratamento], comecei aos pouquinhos, devagar, mas graças a Deus estou bem melhor. Já consegui fazer

muitas coisas que não conseguia mais fazer”. A D a Adália voltou a ir para a igreja a pé e a D a Vera conta que

para mim, hoje é outra coisa, ando, subo escada. Agora faço tudo, até corro!” ]

Os pacientes ficaram muito receptivos às orientações que receberam dos fisioterapeu- tas. Os pacientes que apresentaram um quadro de dor mais agudo realizaram em casa, várias vezes por dia, os exercícios orientados pelos terapeutas. [A D a Ana Maria, 47 anos,

que sofre de forte dores na coluna e na perna conta que “[o fisioterapeuta] fazia [exercícios] com a gente, e

eu, chegando em casa, fazia a mesma coisa do que eu fazia aqui.” “Essa perna é dura, e não consigo dormir

então tem dias que eu faço [os exercícios] de manhã e de noite” relatou a D a Sebastiana, 70 anos que de dor na coluna e na perna e que não conseguia ficar em pé. O Sr. Valdemar conta também que “eu faço [os

exercícios] direto [

]

com ajuda da minha filha pequena [risos].”]

A maioria dos pacientes demonstraram que adquiriram graças ao tratamento uma cons-

ciência corporal e postural. Eles lembram das orientações dos terapeutas quando a dor

ameaça voltar. [“Quando está doendo, eu me ponho para relaxar o ombro [mostrando o exercício] [ sempre” conta a D a Antonia. A D a Marieta exclamou-se: “Eu faço! Eu sei o que tem que fazer quando vem a dor.”]

]

Finalmente foram solicitadas algumas sugestões para melhorar os atendimentos. Mas

a platéia não soube responder. Para a alegria da equipe do FISIÔ, todos mostraram sa- tisfação.

Desde o início das suas atividades na CMN, o FISIÔ cadastrou 853 pacientes. Em 2010

Desde o início das suas atividades na CMN, o FISIÔ cadastrou 853 pacientes. Em 2010 foi aumentada a capacidade de atendimentos com a contratação de novos fisioterapeu tas. Desde então foi atingida a capacidade plena de atendimentos na unidade CMN.

Horas proporcionadas em sessões de fisioterapia

Desde o início das suas ativi dades na CMN, o FISIÔ pro porcionou 15.816 horas em sessões de fisioterapia com um aumento significativo em 2010 e 2011.

A grande maioria dos pacientes recebem tratamentos individuais. Porém, desde o iníci

de 2011, o FISIÔ abriu semanalmente duas horas de sessões de fisioterapia para atende

em grupo pacientes precisando continuar a realizar os exercícios propostos em sessõe individuais. 28 sessões foram realizadas em 2011 e 14 pacientes foram atendidos dest forma.

em 2011 e 14 pacientes foram atendidos dest forma. Número de pacientes que receberam alta Desde

Número de pacientes que receberam alta

Desde o início das atividades do FISIÔ na unidade CMN, 362 pacientes finalizaram

o tratamento de fisioterapia.

alta Desde o início das atividades do FISIÔ na unidade CMN, 362 pacientes finalizaram o tratamento
análise acima mostra um aumento dos desligamentos do rometimento da população atendida com relação aos

análise acima mostra um aumento dos desligamentos do rometimento da população atendida com relação aos s oi questionado. Para remediar este desperdício, foi elabo onsistirá primeiramente em modificar o sistema de age ioterapia para minimizar a ausência nos tratamentos e nto com os pacientes para conscientizá-los da importân entos.

uração dos tratamentos

a ausência nos tratamentos e nto com os pacientes para conscientizá-los da importân entos. uração dos
Dois indicadores são bastantes reveladores sobre a inclusão d nde atua. A divulgação do trabalho

Dois indicadores são bastantes reveladores sobre a inclusão d nde atua. A divulgação do trabalho do FISIÔ pelos próprios pa em crescendo desde o início das nossas atividades e represen e encaminhamento. Uma parte significativa dos encaminham rientação da UBS local com a qual foi desenvolvida uma relaç mas bastante eficiente. Já 5% dos pacientes foram encaminhad públicas de saúde e pelo hospital próximo à unidade demonstran ISIÔ estão sendo reconhecidas pelas entidades de saúde vizin eito um trabalho de divulgação.

ERFIL PATOLÓGICO DOS PACIENTES

Localização das patologias

entidades de saúde vizin eito um trabalho de divulgação. ERFIL PATOLÓGICO DOS PACIENTES Localização das patologias
sse indicador mostra de forma clara que ainda uma grande part rigem nas más posturas

sse indicador mostra de forma clara que ainda uma grande part rigem nas más posturas adotadas no trabalho. Algumas por falt orporal do paciente e outras resultam das condições de trabalh ntes. As “outras causas” das patologias não aparecem sempre de número de patologias classificadas como tal é bastante signific omo “outras causas”: má postura, obesidade, problemas genéti sforços Repetitivos, idiopatia (causas desconhecidas), etc.

PERFIL DEMOGRAFICO E SÓCIO-ECONOMICO DOS PACI

seguir,

consta

a

tabulação

dos

resultados

de

um

questio

entado

a

cada

paciente

no

início

do

tratamento,

para

er um conhecimento mais profundo do perfil sócio-econôm ue foi atendida. Os pacientes são livres para responder ou

opulação atendida por sexo

profundo do perfil sócio-econôm ue foi atendida. Os pacientes são livres para responder ou opulação atendida
stado civil dos pacientes scolaridade

stado civil dos pacientes

stado civil dos pacientes scolaridade

scolaridade

stado civil dos pacientes scolaridade
enda mensal dos pacientes oradia

enda mensal dos pacientes

enda mensal dos pacientes oradia

oradia

enda mensal dos pacientes oradia

Indice de vulnerabilidade social 1

Baseado no mapa da Prefeitura do município de São Paulo (anexo I) que estabelece o ín-

dice paulista de vulnerabilidade social por regiões, segue abaixo um descritivo do índice

de vulnerabilidade social da população atendida na unidade FISIÔ na CMN.

A maioria da população atendida localiza-se no bairro de Heliópolis (87%) que per-

tence à subprefeitura de Ipiranga. Segundo o mapa em anexo, o índice de vulnerabili- dade social neste bairro específico varia entre 4 (“média”) e 6 (“muito alta”).

Os demais pacientes (13%) vêm de várias outras subprefeituras tais como: Sacomã, Americanópolis, Balneário Mar Paulista, Cambuci, Campos Elíseos, Jardim Climax,

Jardim da Saúde, Jardim Monte Santo, Jardim Paranapanema, Jardim Sapopemba, Parque dos Bancários, São Lorenço da Serrinha, Saúde, Vila Independência onde o índice

de vulnerabilidade social também varia entre 4 (“média”) e 6 (“muito alta”).

1 Definição: Vulnerabilidade social é formada por pessoas e lugares, que estão expostos à exclusão social, são famílias, indivíduos sozinhos, e é um termo geralmente ligado a pobreza. As pessoas que estão incluídos na vulnerabilidade social são aquelas que não tem voz onde vive, geralmente moram na rua, e depende de favores de outros. O principal conceito é que uma pessoa está em vulnerabilidade social quando ela apresenta sinais de desnutrição, condições precárias de moradia e saneamento, não possui família, não possui emprego, e esses fatores compõe o risco social, ou seja, é um cidadão, mas ele não tem os mesmos direitos e deveres dos outros. A pessoa que está nessa situação torna-se um excluído, que ocorre quando indivíduos são impossibilitados de partilhar dos bens e recursos oferecidos pela sociedade, fazendo com que essa pessoa seja abandonada e expulsa dos espaços da sociedade.

fonte: www.osignificado.com.br/vulnerabilidade-social/

INDICADORES - FISIÔ na Ahimsa

INDICADORES DE IMPACTO

O objetivo deste estudo é apresentar uma avaliação qualitativa dos tratamentos realiza-

dos nesta unidade. Serão apontados os impactos diretos e indiretos que os tratamentos fornecidos pelo FISIÔ trouxeram para a população atendida nos diversos âmbitos que

compõem o contexto das suas vidas seja pessoal, familiar e/ou profissional.

Para a realização deste estudo, foram convidados no final de 2011 os acompanhantes dos pacientes para falar sobre os tratamentos dispensados aos seus filhos ao longo do ano. A adesão foi imediata. Os acompanhantes participaram de forma discreta, falando um após o outro do seu filho. Todos tiveram a oportunidade de verbalizar, frente a um auditório extremamente atento, as suas experiências, dificuldades e vitórias. Os depoi- mentos foram muito ricos em informações sobre os efeitos do trabalho do FISIÔ rea- lizado nesta unidade.

A necessidade de um tratamento de fisioterapia é manifesta para todas as crianças que

apresentam um grau de deficiências elevadas. Algumas delas encontram-se em situa- ção de pós-operatório criando uma necessidade de tratamento ainda maior. Todos os acompanhantes relataram as dificuldades em encontrar tratamentos de fisioterapia gra- tuito para os seus filhos devido a vários fatores (falta de vagas nos serviços públicos

pouco especializados, idade das crianças, comportamento difícil das crianças durante o atendimento).

Esta falta de atendimento gera nos pais uma frustração em não conseguir definir as ca- pacidades de desenvolvimento dos seus filhos. “A pergunta que eu tanto perguntava para o fi-

sioterapeuta era se a minha filha ia andar.” disse a D a Francesca, mãe da Franciele, 3 anos, que ouviu de um médico que a filha não teria capacidade mental e motora para nada. A D a Francisca se orgulha hoje de ver a sua filha empurrando uma cadeira com rodinhas. Essa expectativa é geralmente ligada a uma

outra angústia de levar o seu filho a uma maior independência. A D a Ângela, avó da Ana Clara,

3 anos teme, uma vez falecida de deixar a sua neta sem cuidados.

O oferecimento de sessões de fisioterapia para as crianças/adolescentes frequen- tadoras da AHIMSA foi muito bem recebido pelos pais que ficam em media três

horas por dia nos transportes para ir e voltar da AHIMSA. A D a Francisca disse que sente

com o tratamento uma parceria, um apoio, como se fosse um suporte.” E a D a Silvana enfatiza que ter encontrado o FISIÔ foi uma benção”.

No inicio do tratamento, as crianças precisam de um tempo para se adaptar ao toque e à voz do terapeuta. Não gosta que ninguém toque” como relataram a maioria dos pais presen- tes. Uma vez vencida esta resistência, os resultados começam a aparecer: O Mikael (12

anos) reconhece e gosta da A. [fisioterapeuta]” relatam a D a Rose e a D a Ângela, avó da Ana Clara, 3 anos.

A A. procura a fazer com que o

Matheus (11 anos) se interesse ao tratamento” disse a D a Luiza. “A Franciele (3 anos) não gosta de ninguém que toque nela, ela se acostumou com a A., estão indo muito bem” declarou a D a Francisca.

“O Matheus (11 anos) resmunga porque não gosta de toque, mas aceita. [

]

Os efeitos dos tratamentos nas crianças foi muito positivo não só do ponto de vista da equipe do FISIÔ como do ponto de vista dos pais das crianças que relataram que: O

Mikael (11 anos) chegou de cadeira de roda e “já” fica em pé com a cabeça erguida. A Ana Clara (3 anos) também ficou em pé com a ajuda do tratamento. A posição dos braços e das mãos da Franciele (3 anos) e do Mikael (12 anos) estão mais para a frente o que facilita a interação com objetos e pessoas. O Felipe (9 anos) melhorou o posicionamento da cabeça que ficou mais erguida e abriu um campo de visão maior e ampliou a sua comunicação e interação com o mundo externo. A Franciele (3 anos) melhorou a postura do pescoço e da cabeça, adquiriu a posição sentada, engatinha e está ficando em pé, treinando o andamento.

Os depoimentos dos pais mostraram que os efeitos dos tratamentos foram além da parte postural das crianças e atingiu o seu estado emocional. A D a Luiza, mãe do Matheus (11

anos) acha que “ele até ficou mais feliz, está chorando menos. Ele está bem melhor”. “Melhorou a partici- pação das atividades dele, a comunicação, o comportamento. O Mikael (12 anos) chora menos e fica menos irritado.” conta a D a Rose. “Hoje Felipe (9 anos) fica mais atento, por ter melhorado seu posicionamento, por ele prestar mais atenção nas coisas.” relata a D a Silvana.

Esta evolução postural e emocional levou a uma melhor integração das crianças nas

atividades diárias e na vida familiar. A D a Luiza relata que o Matheus (11 anos) ganhou em in- dependência, consegue comer sozinho e agora compartilha as refeições junto com a família (antes dos efeitos do tratamento, ele tomava as refeições separadamente). O Matheus aceita melhor que

alguém o toque. “O pai lhe ensinou a abraçar e ele gosta de abraçar.” A D a Ângela relatou que “os ou-

A D a Rosa conta que “o Mikael (12 anos)

reconhece os dois irmãos e brinca com eles. A interação entre eles melhorou depois do tratamento.”

tros netos se interessam mais por ela [Ana Clara, 3 anos].”

A D a Francisca relata que a melhora da Franciele (3 anos) deu mais vitalidade nas brincadeiras entre ela e o irmão mais velho. A D a Ângela conta que desde que começou o tratamento, o seu relacionamento com a neta (Ana Clara, 3 anos) melhorou.

Os efeitos dos tratamentos prolongaram-se nas rotinas dos acompanhantes que rece- beram orientações do fisioterapeuta e exercícios a reproduzir em casa. A maioria dos pais está aplicando diariamente os exercícios ensinados pelo terapeuta o que tem por efeitos acelerar os efeitos do tratamento e trazer um alivio nos pais.

Os tratamentos atingiram indiretamente o estado emocional das mães que demons- traram uma grande alegria em contar dos avanços dos seus filho. Ao contar o quanto foi ótimo

ver o filho de pé, a D a Luiza se emocionou. A D a Rose, mãe do Mikael disse que o fato de ver o filho mais feliz lhe transmite felicidade e mudou o seu dia-dia. A D a Silvana conta que está prestando mais atenção no sor- riso do Felipe e que notou uma melhora na fisionomia dele. Muitas mães qualificaram cada melhora dos seus

filhos como uma “conquista”, uma “grande vitória”.

entes atendidos por faixa etária s proporcionadas em sessões de fisioterapia o início das suas

entes atendidos por faixa etária

entes atendidos por faixa etária s proporcionadas em sessões de fisioterapia o início das suas atividades

s proporcionadas em sessões de fisioterapia

o início das suas atividades na SA, o FISIÔ despendeu 2.796 horas ssões de fisioterapia.

em sessões de fisioterapia o início das suas atividades na SA, o FISIÔ despendeu 2.796 horas

Foi estabelecido uma visão geral do desen- volvimento motor dos pacientes através do GMFCS (Sistema de Classificação da Função Motora Grossa) que estabelece, por faixa etária, cinco níveis de desenvolvi- mento motor das crianças 2 .

Função Motora Grossa) que estabelece, por faixa etária, cinco níveis de desenvolvi- mento motor das crianças
Fonte: AHIMSA
Fonte: AHIMSA

Deficiência visual dos pacientes 4

Fonte: AHIMSA Deficiência visual dos pacientes 4 Fonte: AHIMSA

Fonte: AHIMSA

Fonte: informações colhidas oralmente pelo FISIÔ junto ao acompanhante do paciente. PERFIL DEMOGRÁFICO E

Fonte: informações colhidas oralmente pelo FISIÔ

junto ao acompanhante do paciente.

PERFIL DEMOGRÁFICO E SÓCIO-ECONÔM

A seguir, consta a tabulação dos resultados de um cada acompanhante do paciente para traçar o per acompanhantes são livres para responder ou não

Estado civil dos pais dos pacien

per acompanhantes são livres para responder ou não Estado civil dos pais dos pacien Situação profissional

Situação profissional das mães d

per acompanhantes são livres para responder ou não Estado civil dos pais dos pacien Situação profissional
enda mensal das famílias dos pacientes oradia

enda mensal das famílias dos pacientes

enda mensal das famílias dos pacientes oradia

oradia

enda mensal das famílias dos pacientes oradia

Anexo I

Anexo I

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