Você está na página 1de 163

O INSTITUTO TAVISTOCK DE RELAÇÕES HUMANAS:

Conformando o Declínio Moral, Espiritual, Politico e Econômico dos Estados Unidos da América

Pelo autor do:

O Comitê dos 300

Dr. JOHN COLEMAN

CAPÍTULO 1 A Fundação do Primeiro Instituto de Lavagem Cerebral

A

partir de seu modesto, mas vitalmente importante início na Wellington House,

o

Instituto Tavistock de Relações Humanas se expandiu rapidamente para se

tornar o instituto secreto de lavagem cerebral número 1 do mundo. É preciso explicar como esta rápida expansão foi realizada.

A ciência moderna de manipulação de massa da opinião pública nasceu na

Wellington House, Londres, um bebê robusto cujo parto foi feito por Lord Northcliffe e Lord Rothmere.

Os responsáveis pelo financiamento desta empreitada foram a monarquia inglesa, Lord Rothschild e os Rockfellers. Os papéis que tive o privilégio de examinar mostraram que o propósito das pessoas da Wellington House era mudar a opinião do povo britânico, que estava decididamente contrário à guerra contra a Alemanha, uma tarefa formidável que foi realizada pela “formação de opinião” através de pesquisa de opinião pública (pooling). O estafe era composto por Arnold Toynbee, futuro diretor de estudos do Instituto Real de Relações Internacionais (RIIA em inglês) Lord Northclife e os americanos Walter Lippmann e Edward Bernays.

Bernays nasceu em 22 de novembro de 1891, em Viena. Era sobrinho de Sigmund Freud, o pai da psicanálise, visto por muitos como o “pai das relações públicas”, embora esse título pertença por direito a Willy Munzemberg. Bernays Fo pioneiro no uso da psicologia e outras ciências sociais para formar e conformar a opinião pública de modo que o público achasse que essas opiniões fabricadas eram suas mesmo. “Se entendermos o mecanismo e os motivos da mente grupal, tornar-se-á possível controlar e arregimentar as massas de acordo com nossa vontade sem que elas saibam disso,” postulava Bernays. Chamava essa técnica de “engenharia do consentimento”. Uma de suas técnicas mais conhecidas para alcançar essa meta era o uso discreto do que chamava autoridades terceirizadas para conformar as opiniões desejadas:

Se puder influenciar os líderes, com ou sem sua cooperação consciente, você automaticamente influenciará o grupo sobre o qual exercem liderança.”

Chamava essa técnica de “formação de opinião”. Talvez agora possamos começar a entender como foi que Wilson, Roosevelt, Clinton, os Bush, pai e filho, puderam tão facilmente conduzir os Estados Unidos a guerras desastrosas, nas quais seu povo nunca deveria ter se envolvido. Os

participantes conjuntos, ingleses e americanos, concentraram seus esforços em técnicas ainda não tentadas para mobilizar o apoio para a guerra que se prenunciava no horizonte.

Conforme dito anteriormente, o povo britânico não queria a guerra e assim se posicionou, mas Toynbee, Lippmann e Bernays esperavam mudar isso pela aplicação de técnicas voltadas para a manipulação da opinião pública através do uso da pesquisa de opinião. Apresentamos aqui uma revisão dos métodos que foram inventados e aplicados para levar a Grã-Bretanha e os Estados Unidos a entrar na Primeira Guerra Mundial, além das técnicas que foram postas em prática entre as duas guerra mundiais e depois delas. Como será visto, a propaganda tem um papel importante.

No Tavistock, um dos principais objetivos era conseguir a degradação das mulheres. Tavistock reconhecia que Jesus Cristo tinha trazido para as mulheres um novo lócus de respeito na ordem da civilização, que não existia

antes de sua vinda. Após o ministério de Cristo, as mulheres ganharam um respeito e uma alta posição na sociedade que estava ausente nas civilizações pré-cristãs. Claro que se pode argumentar que esse estado elevado já existia nos impérios grego e romano, o que seria correto até certo ponto, mas não até

o nível em que a mulher foi elevada na sociedade pós-cristã. Tavistock quis

mudar isso e o processo começou imediatamente após a Primeira Guerra Mundial. A Igreja Ortodoxa Oriental, que os príncipes Rus (vikings) de Moscou trouxeram de Constantinopla, reverenciava e respeitava a feminilidade e sua experiência com os Khazarians a quem posteriormente derrotaram e rechaçaram da Rússia os deixara determinados a proteger as mulheres russa.

O fundador da dinastia Romanov, Miguel Romanov, era descendente de uma

família nobre que havia defendido a Rússia por ser ela uma nação cristã. Desde 1613, os Romanov buscaram enobrecer a Rússia e imbuí-la do nobre espírito de cristandade, o que também significava proteção e respeito para as mulheres da Rússia.

Os príncipes de Moscou, sob o governo de Dmitri Donskoi, ganharam o ódio incessante dos Rothschild contra a Rússia, devido à derrota e expulsão imposta por Donskoi às hordas de khazarianos que habitavam as regiões do baixo Volga. Essa nação guerreira bárbara, de misteriosa origem indo-turca, tinha adotado a religião judaica com a promulgação de um decreto do Rei Bulant, após a religião ser aprovada pelo vidente, mágico e feiticeiro chefe khazariano, David El Roi.

Foi a bandeira pessoal de El Roi, hoje chamada “Estrela de Davi”, que se tornou a bandeira oficial da nação dos khazars quando essa se instalou na Polônia, após ter sido expulsa da Rússia. A bandeira foi adotada pelos

sionistas como seu padrão e continua sendo erroneamente chamada “Estrela de Davi”. Os cristãos erram ao fazer a ligação com o Rei Davi do Antigo Testamento, quando na realidade não existe nenhuma elo entre os dois.

Em 1962, o ódio da Rússia foi fomentado quando a dinastia Romanov liderou o exército russo contra a Polônia, que conseguiu retomar grandes áreas da Polônia, anteriormente pertencentes à Rússia. O principal arquiteto dessa inimizade suscitada contra a Rússia foi a dinastia Rothschild e foi esse ódio candente que Tavistock usou e canalizou em seu plano de destruição da civilização ocidental. A primeira oportunidade criada por Tavistock surgiu em 1905, com o ataque da marinha japonesa que tomou totalmente de surpresa a frota russa.

A aventura teve o aporte financeiro de Jacob Schiff, banqueiro de Wall Street,

aparentado dos Rothschild. A derrota da frota russa no ataque surpresa de Port Arthur marcou o início do manto sombrio que estava prestes a recair sobre a

Europa cristã. O grupo Rockfeller Standard Oil, dirigido por Tavistock e auxiliado pelos “300”, criou a Guerra Rússia – Japão. O dinheiro usado para financiar a operação foi dado por Jacob Schiff, mas na realidade vinha do Conselho Geral de Educação Rockfeller, cujo propósito aparente era fomentar

a educação dos negros. Toda a propaganda e publicidade do Conselho foi

escrita e criada pelos cientistas sociais de Tavistock, que então se chamava

“Wellington House”.

Em 1941, outra organização Rockfeller de fachada, o Instituto de Relações Pacíficas (IPR - Institute of Pacific Relations) deu grandes somas a sua contraparte japonesa em Tóquio. O dinheiro foi então passado para a família imperial por Richard Sorge, um mestre-espião russo, com o fito de induzir o Japão a atacar os Estados Unidos em Pearl Harbor.

Uma vez mais Tavistock foi a origem de todas as publicações do IPR. Embora não fosse ainda evidente, como Spengler mencionaria em sua obra monumental publicada em 1936, marcou o início do fim da velha ordem. Contrariamente à maioria dos relatos históricos estabelecidos, a revolução “russa” não foi nunca “russa”, mas uma ideologia sustentada basicamente pelo Comitê dos 300 e seu braço, o Instituto Tavistock, que foi violentamente

lançada sobre uma família Romanov surpresa, despreparada e consternada. Foi um conflito armado político, uma guerra de baixo nível e psicológica no qual Tavistock tinha se tornado altamente versado. Como Winston Churchill

comentou:

“Transportaram Lênin em um caminhão fechado como o bacilo da praga, da Suiça até a Rússia” e então, uma vez estabelecido, “Lênin e Trotsky tomaram a Rússia pelos cabelos”

Muito se escreveu (mas quase tudo de passagem, como se fosse um mero pós-escrito da história) sobre o “caminhão selado”, “carro selado”, “trem selado” que transportou Lênin e seus revolucionários bolcheviques em segurança através de uma Europa devastada pela guerra para depositá-los na Rússia, para que lá dessem início a sua Revolução Bolchevique importada, tão erroneamente chamada de “Revolução Russa”.

Documentos que tive o privilégio de estudar na Wellington House e o que foi revelado nos papéis de Arnold Toynbee e nos privados de Bruce Lockhart, do M16 da Inteligência britânica, me fizeram chegar à conclusão que sem Toynbee, Bruce Lockhart e o M16 britânico, e sem a cumplicidade de pelo menos 5 nações européias, ostensivamente leais e amigas da corte de São Petersburgo, a implacável Revolução Russa teria sido nati-morta.

Como este relato deve, necessariamente, se limitar à participação de Tavistock no caso, não será um relato pleno de toda a velhacaria, como gostaríamos de apresentar. De acordo com os documentos privados de Milner, através de Tavistock seus auxiliares contataram um colega socialista, Fritz Platten (Milner era um importante socialista Fabiano, embora zombasse de Sydney e Beatrice Webb). Foi Platten que planejou a logística da viagem e a supervisionou até os revolucionários chegarem a Petrogrado.

Isso foi confirmado e sustentado pelos Arquivos de Wilhelmstrasse, à maioria dos quais tive acesso, arquivos esses que eram abertos apenas a certas pessoas qualificadas para a leitura. Tinham grande correlação com os relatos de Bruce Lockhart, em seus papéis privados, bem como com o que Lord Milner teve a dizer sobre a traição da Rússia. Parece que Milner tinha muitos contactos entre os expatriados bolcheviques, além de Lênin.

Foi Lord Milner quem Lênin procurou quando precisou de dinheiro para a revolução. Armado com uma carta de apresentação de Platten, Lênin se encontrou com Lord Milner e mostrou seu plano para a derrubada dos Romanov e da Rússia cristã.

Milner concordou, com a condição de enviar seu agente Bruce Lockhart, do M16, para supervisionar o dia a dia do processo e reportar a forma como Lênin estava realizando a empreitada. Lord Rothschild e os Rockfellers pediram para mandar Sydney Reilly para a Rússia para supervisionar a transferência para Londres dos recursos naturais da Rússia e seus rublos de ouro, retidos no Banco Central da Rússia. Lênin concordou com isso, como mais tarde Trotsky.

Para selar a barganha, em nome dos Rothschild, Lord Milner deu a Lênin 60 milhões de libras em soberanos de ouro, enquanto os Rockfellers contribuíram com 40 milhões. Os países que foram cúmplices no caso do “trem selado” foram a Grã-Bretanha, Alemanha, Finlândia, Suiça e Suécia.

Embora os Estados Unidos não estivesse diretamente envolvido, devia estar ciente do que estava acontecendo. Afinal das contas, foi Wilson quem deu ordem para emissão de uma passaporte americano novo em folha para LeonTrotsky (cujo verdadeiro nome era Lev Bronstein) para que pudesse viajar em paz, embora Trotsky não fosse cidadão americano. Altos funcionários do governo alemão providenciaram um vagão privado e bem equipado para Lênin

e seus compatriotas, que foi mantido sempre trancado por acordo com todas as estações por que passaram no caminho. Platten era o encarregado e estabeleceu as regras para a viagem, algumas das quais estão listadas nos Arquivos de Willhelmstrasse:

O Vagão deve permanecer trancado durante toda a viagem.

Ninguém pode entrar no vagão sem a permissão de Platten.

O trem teria status extra-territorial.

Nenhum passaporte deveria ser pedido nas fronteiras.

As passagens deveriam ser compradas a preços normais.

Nenhuma “questão de segurança” deveria ser levantada por qualquer autoridade militar ou policial dos países atravessados.

De acordo com os Arquivos de Willelmstrasse, a viagem foi autorizada e aprovada pelo General Ludendorff e pelo Kaiser Guilherme. Ludendorff chegou

a dizer que se a Suécia se recusasse a deixar os bolcheviques passarem, ele

própria garantiria a passagem para a Rússia pelas linhas alemães! No entanto,

o governo sueco não levantou nenhuma objeção, como o governo finlandês

também não. Um dos revolucionários notáveis, que se juntou ao trem quando este chegou a fronteira com a Alemanha, foi Radek, que desempenharia um papel de liderança na revolução sangrenta de Moscou. Houve momentos mais leves também. Os Arquivos de Willelmstrasse descrevem como o vagão perdeu sua locomotiva em Frankfurt, fazendo com que fosse levado de um lado para o outro durante oito horas. O grupo desembarcou em Sansnitz, cidade do báltico alemão, onde receberam “acomodação decente” do governo alemão. O governo sueco amavelmente lhes deu transporte de balas para Malmo, de onde velejaram para Estocolmo, onde “boas” acomodações esperavam o grupo de bolcheviques para um pernoite e daí foram para a fronteira com a Finlândia.

Nesse ponto o intrépido Platten deixou o grupo rumoroso e a jornada final para

a Rússia foi feita de trem até Petrogrado. Assim, uma viagem épica que

começou em Zurique, na Suiça, terminou em Petrogrado. Lênin chegara à cena

e a Rússia estava prestes a ser posta de joelhos. E durante tudo isso, Bernays, Lippmannn e seus associados da Wellington House (Tavistock) mantiveram um fluxo contínuo de lavagem cerebral pela propaganda que, podemos afirmar com segurança, enganou o mundo.

Capítulo 2 A Europa despenca do precipício

A Europa, depois da Primeira Guerra Mundial e na época do final da revolução

bolchevique, passou por muitas mudanças forçadas, de acordo com o plano de Tavistock. Quando, graças a Primeira Guerra Mundial, engendrada e instigada pelos ingleses a Europa despencou de um precipício no final de seu

mundo, ou seria melhor dizer que perdurou como um zumbi até que desaparecesse o último de sua era na escuridão do abismo, então as mudanças forçadas se tornaram bem aparentes.

Este não é um livro sobre a Primeira Guerra mundial per se. Nada marcou mais

o fracassado século XX que a maior tragédia que jamais recaiu sobre a raça

humana. Centenas de milhares de palavras foram escritas sobre sua causa, e no entanto, esse ponto nunca foi perfeitamente coberto e quem sabe nunca o

seja, fato esse sobre a qual muitos escritores, inclusive eu mesmo, concordamos.

A guerra foi iniciada pela Grã-Bretanha, com base no ódio declarado contra o

rápido progresso da Alemanha, que caminhava para se tornar a maior potência

econômica a competir com a Grã-Bretanha, sendo que Lord Edward Grey foi o grande artífice da guerra.

O fato de ser impopular e desaprovada pela grande maioria dos ingleses, requeria “medidas especiais” e a criação de um novo departamento para lidar com o desafio. Em essência, essa é a razão do por quê do surgimento da Wellington House.

Desses primórdios modestos se desenvolveu no gargantuesco Instituto Tavistock de Relações Humanas de 2005, a primeira instituição do mundo em lavagem cerebral e uma força extremamente sinistra. E essa força terá que ser confrontada e posta fora de ação, se os Estados Unidos quiserem sobreviver como uma república constitucional, com uma forma de governo republicana, garantida nos cinquenta estados americanos. Esta é a opinião abalizada de alguns membros do senado americano que foram consultados para a preparação deste livro mas que pediram para não serem nomeados.

As conseqüências da Primeira Guerra Mundial e das tentativas fracassadas de criação da Liga das Nações serviram apenas para enfatizar a brecha entre antiga civilização ocidental e a nova. O desastre econômico da Alemanha pós- guerra pairava como a fumaça de uma pira funeral sobre a cultura ocidental, piorando o clima sombrio, triste e temeroso que teve início em 1920.

Os historiadores concordam que todos os combatentes sofreram prejuízos

econômicos de graus variados, embora a Rússia tenha sido um pouco poupada, apenas para ser destruída pelos bolcheviques, enquanto a Alemanha

e a Áustria foram a mais atingidas. Uma forma estranha de alegria forçada

desceu sobre a Europa da década de 1920 (onde incluo a Grã-Bretanha) e sobre os Estados Unidos. Foi atribuída à “juventude rebelde” e ao fato das pessoas estarem “fartas de guerra e de políticas”. Na realidade as pessoas estavam reagindo à penetração de longo alcance e condicionamento interno direcional dos mestres de Tavistock.

No período entre o final da Primeira Guerra Mundial e 1935, todos estavam num estado de torpor tão grande quanto os que haviam sobrevivido ao horror das trincheiras, com tiros e bombas explodindo por toda a parte a seu redor. A diferença era que agora eram os tiros e as bombas econômicas e as grandes mudanças nos costumes sociais que adormeciam seus sentidos.

Porém, o resultado do “tratamento” foi o mesmo. As pessoas jogaram a discrição aos quatro ventos e a gangrena moral, que foi instaurada em 1918, perdurava e ganhava momento. No estado de alegria forçada ninguém percebeu a chegada da crise econômica mundial com a subsequente depressão mundial.

A

maioria dos historiadores concorda que essa situação foi criada de propósito,

e

nós somos levados a crer que Tavistock teve um papel nas campanhas de

publicidade frementes desse período.

Spengler tinha previsto o que aconteceria e na realidade suas previsões se mostraram surpreendentemente corretas. A “sociedade decadente” e as “mulheres liberadas” caracterizadas pelas “flappers” e os homens cujos ternos eram cortados para adaptar fracos de bebidas na cintura, que exigiam e conseguiam uma diminuição da modéstia feminina , o que vinha com as barras dos vestidos mais curtas, cabelos cacheados, maquiagem excessiva, mulheres que fumavam e bebiam em público. Conforme o dinheiro foi ficando mais difícil de achar, surgiram as cozinhas populares, as filas de desempregados ficaram mais longas, os vestidos mais curtos, e enquanto os escritos de Sinclair Lewis, F. Scott Fitzgerald, James Joyce e D.H. Lawrence prendiam a respiração, os últimos shows da Broadway e atrações dos clubes noturnos revelavam cada vez mais o charme escondido da mulheres e as colocava em exposição pública.

Em 1919, os estilistas de moda observaram, na revista New Yorker que “este ano as bainhas estão a seis polegadas do chão e muito ousadas”.

Capítulo 3 Como os “Tempos” foram Obrigados a Mudar

Mas esse foi apenas o começo. Em 1935, com Hitler era alçado ao poder, garantido pelas condições inviáveis impostas à Alemanha por Versailles, as barras das saias também subiam a alturas estonteante dos joelhos, a não ser na Alemanha onde Hitler pedia modéstia às mulheres germânicas, o que conseguiu, juntamente com respeito geral, o que não se encaixava no manual de Tavistock.

As pessoas que paravam para pensar diziam que não gostavam nada da forma como os “tempos mudavam”, mas o que não sabiam e não poderiam saber era que os tempos estavam sendo forçados a mudar de acordo com uma fórmula cuidadosamente planejada por Tavistock. No resto da Europa e nos Estados Unidos, a revolta grassava e a febre de “emancipação” se alastrava.

Nos Estados Unidos eram os ídolos silenciosos do cinema que mostravam o caminho, mas isso não se comparava com que acontecia na Europa onde todo o “prazer” era para ser gozado, inclusive a homossexualidade que há muito ficara escondida na escuridão e que jamais era mencionada em sociedade, a homossexualidade emergiu, juntamente com o lesbianismo, para aversão chocada de muitos e também, pelo que parece, para deliberadamente afrontar aqueles que ainda se mantinham arraigados à velha ordem. Um estudo desta aberração mostrou que que o homossexualismo e o lesbianismo se tornaram proeminentes não devido a desejos internos e latentes, mas como forma de “chocar” sociedade antiga com seus rígidos códigos de boa forma. A música também sofreu e foi “dada aos cães” com todos os tipos de jazz e outras formas “decadentes”.

Tavistock estava agora no estágio mais crucial do desenvolvimento de seu plano que requeria que as mulheres fossem reduzidas ao mais baixo padrão de moralidade e a um comportamento feminino nunca imaginado. As nações estavam apatetadas, em estado de choque pelo bombardeio das mudanças radicais que lhe eram impostas e que pareciam impossíveis de serem estancadas, em que a total ausência de modéstia feminina se refletia em atitudes comportamentais aprendidas, que faziam com que as décadas de 20 e 30 se parecessem com uma convenção dominical de professoras de colégio de moças de alta classe. Não havia como parar a “revolução sexual” que varreu o mundo nessa época, nem a degradação feminina planejada que veio com ela. Algumas vozes se fizeram ouvir, notadamente as de G.K Chesterton e Oswald Spengler, porém não foi o bastante para diminui o pacto do assalto lançado pelo Instituto Tavistock, que na realidade havia declarado guerra contra a civilização ocidental.

Os efeitos da “penetração de longo alcance e condicionamento interno direcional” podiam ser vistos por toda a parte. A falência moral, espiritual, racial, econômica, cultural e intelectual que vivenciamos hoje não é um fenômeno social ou o resultado de algo abstrato ou sociológico que “ “aconteceu” por acaso, mas sim o resultado de um programa cuidadosamente planejado por Tavistock.

O que estamos presenciando não é acidental, uma aberração da história. É sim

o produto final de uma crise social e moral deliberadamente induzida, evidente em toda a parte: nos programas de “realidade” e de música da televisão, que

parecem ser amalgamas de todos os mais baixos instintos, nos filmes quase pornográficos da Fox News (Faux News – Notícias Falsas) passados na maiores redes de cinema, na publicidade em que a modéstia e a decência foram lançadas aos quatro ventos, no comportamento grosseiro e chamativo nos lugares públicos, sobretudo nos restaurantes americanos, e nas hostes de marias-ninguém repentinamente “criadas” para se tornarem âncoras de

televisão muito bem pagas, todas elas treinadas para falar de forma dura, com uma voz monótona e rascante, sem a menor cadência, como se falassem com

a boca cerrada, de uma maneira que é bruta, aguda e desagradável para os ouvidos.

Embora jornalistas de noticiários e “âncoras” de televisão tenham sempre sido homens, de repente já não há mais que uma a dúzia deles no campo. Vemos isso nas estrelas “desconhecidas” da indústria do cinema que jorram filmes de qualidade cultural cada vez mais baixa. Também o vemos na glorificação do divórcio sob demanda, no aborto, no comportamento ostensivo homossexual e lésbico, na perda das crenças religiosas e na vida familiar da civilização ocidental. Vemos isso no aumento maciço de adição às drogas e em todas as formas de mal social mal disfarçado em “direitos civis”.

Vemos isso na corrupção barata do sistema político e na confusão constitucional em que Câmara e Senado permitem violações flagrantes da lei maior do país, em todos os níveis do governo, e sobretudo no braço executivo do governo, em que cada presidente depois que Roosevelt tomou a si poderes que não competem ao Presidente. Vemos isso na assunção ilícita de poderes de guerra pelo Presidente quando tais poderes são expressamente negados ao Executivo pela constituição norte-americana.

Vemos isso em uma nova dimensão de desobediência constitucional acrescida

a uma feia lista de “leis” não permitidas pela Constituição. Um dos fatos mais recentes e chocantes foi a Suprema Corte dos EUA descaradamente exorbitar de seus poderes ao desconsiderar os direitos dos Estados, elegendo George Bush filho como Presidente. Esse deve ter sido um dos golpes mais selvagens desferidos contra a Constituição, na maior contravenção da Décima Emenda da Constituição norte-americana na história dos Estados Unidos. Entretanto,

tão confusos e chocados estão os americanos que houve poucos protestos, nenhuma demonstração de massa e nenhuma moção para refrear a Suprema Corte.

Apenas por este incidente, o poder da “penetração de longo alcance e condicionamento interno direcional” de Tavistock provou ser um grande triunfo.

A condição de desintegração da nossa república em que nos encontramos em

2005 não evoluiu simplesmente; ao contrário, é o produto final de um projeto de

lavagem cerebral de engenharia social cuidadosamente planejado e de imensas proporções. A verdade se reflete na agonia daquela que já foi a maior ação da terra. Os papéis de condicionamento fisiológico escritos pelos cientistas sociais de Tavistock estão funcionando bem. Sua reação é programada. Você não pode pensar de outra forma a não ser que faça um esforço supremo.

E também não pode dar passos para se libertar desta condição, a menos que

possa primeiro identificar o inimigo e seu plano para a dissolução dos Estados Unidos e da Europa em particular e do mundo ocidental em geral. Esse inimigo se chama Instituto Tavistock de Relações Humanas que vem lutando contra a civilização ocidental desde os primórdios, antes de ganhar forma e substância na Wellington House para daí evoluir para as instalações atuais da Universidade de Sussex e da Clínica Tavistock em Londres. Antes de eu ter

desmascarado a instituição em 1969, ela era desconhecida nos Estados Unidos. Ela é, sem dúvida alguma, o estabelecimento de engenharia e lavagem cerebral número um do mundo.

Veremos o que conseguiu nos seus primeiros tempo na Inglaterra pré-Primeira Guerra Mundial e depois no período que levou à Segunda Guerra Mundial e dessa até nossos dias. Durante a Segunda Guerra Mundial, o Instituto Tavistock tinha sua matriz na Divisão de Guerra Psicológica do exército britânico. Cobrimos sua história durante os anos de formação na Wellington House e passaremos agora a falar da atividades antes e depois da Segunda Guerra Mundial.

CAPÍTULO 4 Engenharia Social e Cientistas Sociais

O

Dr. Kurt Lewin foi o teórico chefe de Tavistock que se especializou no ensino

e

aplicação de psicologia topológica, que era e continua sendo o mais

avançado método de modificação comportamental.

Lewin foi ajudado pelo Major John Raelings Reese, Eric Trist, W.R. Bion, H.V. Dicks e vários dos grandes da lavagem cerebral e engenharia social como Margaret Meade e seu marido, Gregory Bateson. Bernays era o consultor- chefe até a época em que George Bush foi colocado na Casa branca pela Suprema Corte. Não queremos ser demasiadamente técnicos e, portanto, não entraremos nos detalhes de como aplicavam a nova ciência. Muitos aceitarão o termo genérico “lavagem cerebral” como explicação geral das atividades dessa “mãe de todos os think tanks” (centros de pensamento).

Na será grande surpresa saber que Lewin e sua equipe fundaram o Centro de Pesquisa de Stanford, a Escola de Economia de Wharton, o MIT, o Instituto Nacional de Saúde Mental entre diversos outros institutos que carinhosamente acreditávamos serem instituições “americanas”. No passar dos anos, o Governo Federal contribuiu com milhões e milhões de dólares para Tavistock e sua rede expandida de instituições interligadas enquanto que a América Corporativa e Wall Street compareciam com quantias semelhantes.

Ousamos dizer que, sem o crescimento e avanços surpreendentes das técnicas de lavagem cerebral de massa desenvolvidas pelo Instituto Tavistock, não teria havido a Segunda Guerra Mundial, nem nenhuma das guerras que se seguiram, e certamente não as duas guerras do Golfo, a segunda das quais ainda está grassando em dezembro de 2006. Por volta do ano 2000 quase não havia qualquer aspecto da vida americana livre dos tentáculos de Tavistock, isso incluindo todos os níveis de governo, do local ao federal, indústria, comércio, educação e instituições políticas da nação. Cada aspecto mental e psicológico do país era analisado, perfilado e armazenado na memória dos banco de computadores.

O que surgiu daí foi o que Tavistock chamou de “uma resposta de três sistemas”, sobre como os grupos populacionais reagem ao stress de “situações forjadas”, que se tornam exercício de gestão de crises. O que temos nos Estados Unidos e na Inglaterra é um governo que cria uma situação vista pelos cidadãos como uma “crise”, para que o governo então a gerencie.

Um exemplo de uma “situação forjada” foi o ataque japonês a Pearl Harbor, em dezembro de 1941. O ataque a Pearl Harbor foi “forjado”, conforme explicado

anteriormente, pela transferência de dinheiro de Rockfeller para Richard Sorge,

o espião–mestre, e deste para um membro da família imperial japonesa para

levar o Japão a disparar os primeiros tiros para que o governo Roosevelt pudesse levar os Estados Unidos para a Segunda Guerra Mundial.

O estrangulamento do Japão pela Grã Bretanha e Estados Unidos, com o

rompimento unilateral de seus acordos comerciais, estancou o fluxo de matéria-prima essencial para a fábrica insular que era o Japão, chegando a um ponto em que foi tomada a decisão de acabar com isso. Tavistock teve um imenso papel na criação da onda mássica de propaganda antijaponesa que

arrastou os Estados Unidos para a guerra na Europa através da guerra contra Japão.

Uma pressão econômica inaguentável foi exercida contra o Japão, ao mesmo tempo em que a administração Roosevelt se recusava a “negociar”, até que o governo de Tóquio não visse outra saída a não ser atacar Pearl Harbor.

Roosevelt tinha, muito atenciosa e convenientemente, posto a Frota do Pacífico no olho do furacão, movendo-a de seu porto seguro de San Diego para Pearl Harbor, e isso por absolutamente nenhuma razão válida ou estratégica e assim

a colocando diretamente ao alcance da Marinha Japonesa. Outro exemplo, em

anos mais recentes é a Guerra do Golfo, que começou com toda a celeuma levantada sobre os supostos estoques de armas nucleares e químicas do Iraque, as supostas WMD (weapons of mass destruction), “armas de destruição em massa”.

Tanto a administração Bush quanto o governo Blair sabiam que a questão era uma “situação forjada”, sem fundamento ou mérito; sabiam que tais armas não existiam. Havia prova irrefutável que o programa de armamento de Hussein havia sido eliminado após a Guerra do Golfo de 1991, através de sanções brutais contínuas.

Em resumo, os dois “líderes” ocidentais foram pegos em uma teia de mentiras. No entanto, tal é o poder Comitê dos 300 e o poder de lavagem cerebral de Tavistock, que permaneceram em seus cargos apesar do fato aceito de que, por causa de suas mentiras, pelo menos um milhão de iraquianos e mais de 3.800 americanos morreram e 25.999 ficaram feridos (números da GRU - Inteligência Militar Russa), dos quais 53% estão incapacitados, com um custo em termos monetários, em outubro de 2005, de US$550 bilhões, o que deveria ter levado a perda de seus mandatos.

O número de mortos iraquianos é a somatória das duas guerras do Golfo em

que a maioria era composta por civis que morreram por falta de comida, água

limpa e medicamentos, como resultado das sanções criminosas impostas pelos governos britânico e americano, acobertados pelas Nações Unidas. Ao impor

sanções contra o Iraque, as Nações Unidas violaram sua própria Carta, passando daí para a frente a ser uma instituição aleijada e sem credibilidade.

Não há na história fato paralelo em que uma pessoa, no mais alto posto de um país, tenha sido comprovadamente culpada de mentira e engodo e mesmo assim tenha ficado no poder, manchando seu mandato, uma situação que demonstra o poder do Instituto Tavistock com seu tratamento “penetração de longo alcance e condicionamento interno” do povo americano, que o faria aceitar docilmente uma situação cheia de horror como essa, sem nem sair ás ruas, indignado.

Bem fez Henry Ford ao dizer que “cada povo merece o governo que tem”, e se

o povo nada faz para derrubá-lo do poder, tal como é o direito do povo americano segundo sua constituição, então merece ter mentirosos e chicaneiros administrando sua nação e suas vidas.

Por outro lado, o povo americano pode muito bem estar passando por uma das três fases do que o Dr. Fred Emery, ex-psiquiatra chefe de Tavistock, descreveu como “turbulência do ambiente social”. Segundo Emery:

Grandes grupos populacionais manifestam os seguintes sintomas quando sujeitos a condições de mudanças violentas, stress e turbulência, que podem ser subdivididos em categorias bem definidas:

Superficialidade é a condição que se manifesta quando o grupo populacional ameaçado reage adotando slogans rasos que tentam passar como ideais.

Há muito pouco “investimento de ego” tornando a primeira fase uma “resposta mal adaptada” porque, como Emery disse, “a causa da crise não está isolada e identificada” e tanto crise quanto tensão não diminuíram, mas perduram pelo tempo que o controlador quiser.

A segunda fase da reação da crise (já que a crise está continuando) é a

“fragmentação”, uma condição em que surge o pânico, a “coesão social” é desmantelada, levando a formação de grupos muito pequenos que tentam se proteger da crise com pouca ou nenhuma preocupação com qual será o dano ou custo disso para os outros pequenos grupos fragmentados. Emery chama essa fase de “desajuste passivo”, embora ainda não haja identificação da causa da crise.

A terceira fase é quando as vítimas se afastam da fonte da crise induzida e da

tensão resultante. Fazem viagens de “fantasia de migração interna,

introspecção e auto-obsessão”. Isso é o que Tavistock chama de “dissociação

e auto-realização”. Emery passa a explicar como as respostas passivas de desajuste estão agora acopladas com “respostas ativas de desajuste”.

Emery afirma que, nos últimos 50 anos, experiências de psicologia social aplicada e as “crises de gestão” resultantes dominaram todos os aspectos da vida nos Estados Unidos, sendo que os resultados estão armazenados em computadores dos principais “think tanks”, como a Universidade de Stanford. De tempos em tempos os cenários são retomados, usados e revistos, sendo que, de acordo com Emery, “os cenários estão em operação atualmente”.

Isso traduzido significa que Tavistock fez o perfil e a lavagem cerebral da maioria do povo americano. Se alguma parcela do público puder jamais identificar a causa das crises que varreram essa nação nos últimos setenta anos, a estrutura de engenharia social criada por Tavistock virá abaixo. Porém, isso ainda não aconteceu e Tavistock continua a afogar o público americano em seu mar de opinião pública fabricada.

A engenharia social desenvolvida pelos cientistas da área de ciências sociais

de Tavistock foi usada como arma nas duas guerras mundiais do século XX,

sobretudo na Primeira Guerra Mundial. Os especialistas em pesquisa de opinião que a desenvolveram tem sido francos em dizer que empregam na população americana os mesmos dispositivos e métodos usados e experimentado contra populações inimigas.

Hoje, a manipulação pelas pesquisas de opinião pública se tornou técnica central nas mãos de engenheiros sociais e controladores dos cientistas sociais, empregados por Tavistock, e também em diversos outros “think tanks” espalhados por todo o Reino Unido e os Estados Unidos.

CAPÍTULO 5 Temos o que H.G. Wells chamava de “Um Governo Invisível” ?

Como relatei anteriormente, a ciência moderna de formar a opinião pública através de técnicas avançadas e manipulação da opinião da massa começou em uma das mais avançadas fábricas de propaganda do ocidente, situada na Inglaterra na Wellington House.

Esse estabelecimento, dedicado à engenharia social e criação da opinião pública nos primórdios da Primeira Guerra Mundial, estava sob a égide dos Lords Rothmere e Northcliffe e do futuro diretor do instituto Real de Relações internacionais (RIIA), Arnold Toynbee. A Wellington House tinha uma seção americana cujos membros mais proeminentes eram Walter Lippmann e Edward Bernays. Conforme descobrimos mais tarde, Bernays era sobrinho de Sigmund Freud, fato cuidadosamente escondido das vistas do público.

Juntos, centralizavam o trabalho sobre técnicas para “mobilizar” suporte para a Primeira Guerra Mundial entre as massas de pessoas que se opunham à guerra contra a Alemanha. A percepção pública era que a Alemanha era amiga do povo inglês e não um inimigo, sendo que o povo inglês não via necessidade de lutar contra a Alemanha. No final das contas, não era verdade que a Rainha Vitória era prima do Kaiser Guilherme II? Toynbee, Lippmannn e Bernays trabalharam para persuadí-los que a guerra era necessária, usando as técnicas da nova ciência, através das novas artes de manipulação de massas e meios de comunicação, para seus fins de propaganda nuançados com a disposição para a mentira, que estava apenas surgindo em seus horizontes, com o aprendizado das experiências da Guerra Anglo-Boer (1899-1902).

Porém, não era apenas o público britânico cuja percepção dos eventos precisava ser alterada, mas também o recalcitrante público norte-americano. Para isso, Bernays e Lippmann foram instrumentais em conseguir que Woodrow Wilson estabelecesse a Comissão Creel, que criou o primeiro órgão de técnicas metodológicas para a disseminação de propaganda exitosa e para a ciência da formação de opinião, a fim de garantir uma opinião “correta”.

Desde o início as técnicas eram usadas de tal forma que o “polling” (formação de opinião pública) se baseava em uma característica óbvia mas surpreendente: ela se preocupava com as opiniões das pessoas, mas não com sua compreensão dos processos da ciência. Assim, intencionalmente, os formadores de opinião elevaram um elemento essencialmente irracional da mente ao nível mais importante do foco do público. Foi uma decisão consciente para minar a compreensão da realidade pelas massas de pessoas em uma sociedade industrial cada vez mais complexa.

Se você já assistiu o “Fox News” em que os telespectadores recebem os resultados de um pesquisa sobre “o que os Americanos pensam” e depois, pela próxima meia hora, se viu balançando a cabeça e se perguntando o que os resultados da pesquisa refletiam em termos de seu próprio processo de raciocínio, então você só pode ter se sentido mais confuso que nunca. A chave para entender a Fox News e a pesquisa de opinião pode estar no que Lippmann dizia sobre essas questões. Em seu livro de 1922, Opinião Pública , Lippmann explicava, em grandes linhas, a metodologia da guerra psicológica. No capítulo introdutório, O Mundo Externo e as Imagens em Nossas Cabeças, Lippmann enfatizou:

o objeto do estudo da opinião pública social é a realidade

conforme definida pela percepção interna ou imagens da realidade. A

opinião pública trata com fatos indiretos, não vistos, intrigantes e não

há nada de óbvio neles. As situações às quais as opiniões públicas se

referem são apenas isso, opiniões

Que

As imagens nas cabeças dos seres humanos, as imagens de si próprios, de outros, de suas necessidades, propósitos e relacionamentos, são suas opiniões públicas. Essas imagens, sobre as quais agem os grupos de pessoas ou indivíduos, são Opinião Pública com letras maiúsculas. A imagem interna freqüentemente engana homens em suas relações com o mundo externo.

A partir desta avaliação foi fácil para Bernays passar ao próximo passo decisivo: que as elites que governam a sociedade podem e controlam os recursos de comunicação em massa para mobilizar e alterar a mente de “rebanho”. Um ano após o livro de Lippmann, Bernays publicou o livro Cristalizando a Opinião Pública. Em 1922 publicou a seqüência do aterior com um livro intitulado simplesmente Propaganda. No primeiro capítulo, Organizando o Caos, Bernays escreveu:

A manipulação consciente e inteligente dos hábitos e opiniões

organizados das massas é um elemento importante na sociedade democrática. Os que manipulam esse mecanismo não percebido da

sociedade constituem um governo invisível, que é o verdadeiro poder de mando de nosso país. Somos governados, nossas mentes são moldadas, nossos gostos formados, nossas idéias sugeridas,

sobretudo por homens de quem

governantes invisíveis desconhecem, em muitos casos, a identidade de seus colegas membros do gabinete interno

nunca

ouvimos

falar

nossos

Não importa qual atitude queiramos tomar nessa direção, o fato permanece que em quase todos os atos de nossas vidas diárias, seja na esfera da política ou dos negócios, na nossa conduta social ou no pensamento ético, somos dominados por um número relativamente pequeno de pessoas – uma mera porção desses nossos cento e vinte milhões – que entendem os processos mentais e padrões sociais das massas. São eles que manipulam os fios, que controlam a mente pública, que dominam antigas forças sociais e encontram novas formas de restringir e guiar o mundo.

Em Propaganda, Bernays completou seu elogio ao “governo invisível” frisando a nova fase que as técnicas de propaganda tomariam:

As civilizações se tornaram mais complexas e como a necessidade de governo invisível tem sido cada vez mais demonstrada, foram inventados e desenvolvidos meios técnicos pelos quais a opinião pode ser arregimentada. Com a imprensa e os jornais, o telefone, o telégrafo, rádio e aviões, as idéias podem ser espalhadas rapidamente e até instantaneamente por toda a América.

Para apoiar este ponto, Bernays citou o mentor da “manipulação da opinião”, H.G. Wells. Mencionou um artigo do New York Times de 1928, em que Wells saudava “os meios modernos de comunicação” por abrir um novo mundo de processos políticos e por permitir “o propósito comum” que devia ser “documentado e apoiado contra a perversão e a traição”. Para Wells, o advento da “comunicação de massa”, levada à televisão, significava novos caminhos fantásticos para o controle social, muito além dos sonhos mais loucos dos primeiros fanáticos da manipulação de massas da Sociedade Fabiana Britânica. Mais adiante voltaremos a esse tópico vitalmente importante.

CAPÍTULO 6

Comunicação de Massa Anuncia a Indústria de Formação de Opinião

O reconhecimento da idéia de Wells deu a Bernays um lugar chave na

hierarquia dos controladores da opinião pública dos Estados Unidos. Em 1929,

ele ganhou um cargo na CBS que tinha sido recentemente comprada por William Paley.

Da mesma forma, o advento da comunicação em massa introduziu a indústria

de polling/amostragem para que esta organizasse as percepções das massas

para a máfia da mídia (parte do governo invisível que controlava o espetáculo

nos bastidores)

Por volta de 1935-36, o polling estava com a corda toda. No mesmo ano Elmo Hoper começou as pesquisas FOR na sua revista Fortune que evoluiu para a coluna “O que as Pessoas Pensam” do New York Herald Tribune.

George Gallup deu início ao Instituto Americano de Opinião Pública; em 1936 abriu o Instituto Britânico de Opinião Pública. Gallup passou a concentrar suas atividades próximo à Universidade de Princeton, criando elos com o complexo do Departamento de Pesquisa de Opinião Pública/Instituto Internacional de Pesquisa Social/ Psicologia, administrado por Hadley Cantril, que viria a ter um papel cada vez mais importante no desenvolvimento dos métodos de perfilamento (profiling) psicológico mais tardes usados na Conspiração Aquariana.

No mesmo período de 1935-36 o polling (formação de opinião) foi usado pela primeira vez nas eleições presidenciais, sob o ímpeto de dois jornais de propriedade da família Cowles, o Minneapolis Tribune e o Des Moines Register. Os Cowles ainda são líderes no campo jornalístico. Baseados em Spokane, Washington, são formadores de opinião ativos e o apoio que deram à guerra de

Bush no Iraque foi um fator crucial. Não se sabe bem quem introduziu a prática

de

“conselheiros do Presidente”, aquelas pessoas que não são eleitas e que

os

cidadãos não tem oportunidade de vetar, mas que decidem as políticas

internas e externas da nação. Woodrow Wilson foi o primeiro presidente americano a usar essa prática inconstitucional.

Pesquisa de Opinião e a Segunda Guerra Mundial

Vários pequenos fatos aconteceram, levandp à próxima fase, acionada por dois acontecimento importantes que se cruzaram: A chegada em Iowa do imigrante

Karl Lewin, especialista em guerra psicológica e o envolvimento dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial.

A Segunda Guerra Mundial deu aos cientistas sociais emergentes de Tavistock um imenso escopo de experimentação. A liderança de Lewin reuniu a força- tarefa principal que iria, depois da Segunda Guerra Mundial, empregar essas técnicas, desenvolvidas em guerras, contra a população dos Estados Unidos. Na realidade, em 1964 Tavistock declarou guerra contra a população civil dos Estados Unidos e nesse estado de guerra continuou desde então.

Os conceitos básicos expostos por Lewin, Well, Bernays e Lippmann permaneceram em vigor como sinalizadores para a manipulação da opinião pública. A guerra deu aos cientistas sociais a possibilidade de aplicá-los de forma altamente concentrada e de reunir um grande número de instituições sob sua direção para levar a frente as metas de suas experiências.

O principal instituto que era o veículo para a constituição da “opinião pública”

era o Comitê para o Moral Nacional (Committee on National Morale). Estabelecido ostensivamente para mobilizar o apoio à guerra da mesma maneira que o Presidente Wilson tinha seu comitê de gestão para administrar a Primeira Guerra Mundial, seu propósito real era realizar o perfilamento (profiling) intensivo da população do “eixo” e americana com o fito de criar e

manter um forma de controle social.

O comitê era encabeçado por vários líderes da sociedade americana, como

Robert P. Bass e Herbert Bayard Swope, entre outros notáveis. Seu secretário era Gregory Bateson, marido de Margaret Mead, um dos principais instigadores das notórias experiências com LSD “MK-Ultra” da CIA, que alguns especialistas consideram ter sido a ponta de lança da contracultura americana de drogas, sexo e rock. O Conselho Consultivo do Comitê incluía o fazedor de pesquisas, Paul Gallup, o agente da inteligência Ladislas Farago e o psicólogo de Tavistock, Gardner Murphy.

O comitê realizou uma série de projetos, o mais importante deles um grande

estudo sobre como melhor

pessoal-chave, crítico para o desenvolvimento do projeto de opinião pública

era:

Kurt K. Lewin, Educação e História; Psicologia e Ciências Sociais

Professor Edwin G. Borin, Psicologia

Professor Hadley Cantril, Psicologia

Ronald Lippitt, Ciências Sociais

travar guerra psicológica contra a Alemanha. O

Margaret Mead, Antropologista, Ciências Sociais; Desenvolvimento de Jovens & Crianças

O estafe chegou a mais de 100 pesquisadores e compreendia a equipe do Comitê e de várias instituições de profiling e de opinião críticas para o projeto. Uma dessa equipes de projetos especiais fazia parte do OSS – Office and Strategic Services (o precursor da CIA) e era composta por Margaret Mead, Kurt Lewin, Ronald Lippit, Dorwin Cartwright, John K. Ftrnch e formadores de opinião pública como Samuel Stouffer (mais tarde presidente do grupo do Laboratório de Relações Sociais da Universidade de Harvard); Paul Lazarsfeld do Departamento de Sociologia da Universidade de Columbia, que desenvolveu, junto com o perfilador Harold Lasswell, uma metodologia de “pesquisa de opinião” para o OSS, baseado em “análise de conteúdo” detalhada da imprensa local dos países inimigos, e Rensis Likert, um dos principais teóricos de Tavistock.

Likert, que antes da guerra foi um executivo importante da Prudential Insurance Company, havia aperfeiçoado as técnicas de perfilamento, como diretor de técnicas de pesquisa para a Life Insurance Agency Management Association. Isso lhe deu a possibilidade de interagir favoravelmente com o chefe da Pesquisa de Bombardeio Estratégico dos EUA, que era o ex-chefe da Prudential Life Insurance Company. Likert serviu como diretor da divisão de moral da Pesquisa de Bombardeio Estratégico de 1945-46 e nessa posição ele tinha um enorme campo para perfilamento e manipulação da opinião publica

CAPITULO 7 A Criação da Opinião Pública

Segundo os registros do Instituto Tavistock, a Pesquisa de Bombardeio Estratégico teve um papel importante em forçar a Alemanha a ficar de joelhos por meio de um bombardeio sistemático das casas dos trabalhadores alemães, que Sir Arthur Harris, da RAF (Real Força Aérea) britânica, ficou encantado em realizar.

Além disso, de 1939 a 1949, Likert dirigiu a Divisão de Programa de Pesquisas do Departamento de Agricultura, de onde surgiram os principais estudos sobre técnicas de “persuasão de massa”. Ou, para dizer de outra forma, “formar a opinião pública para se encaixar nas metas desejadas”. Pode-se apenas especular sobre o número de cidadãos que acredita que seu apoio ao esforço de guerra dos “aliados” veio de suas próprias convicções.

Um dos auxiliares-chave na divisão era o protegido de Lewin e futuro operativo de Tavistock, Derwin Cartwright, que escreveu o livro-documento “Alguns princípios da Persuasão de Massa” (Some Principles of Mass Persuasion), ainda em uso hoje. Outra agência importante na formação da opinião pública era o Escritório de Informação de Guerra (OWI - Office of War Information) dirigido por Gardner Cowles durante o esforço de guerra. Bernays foi trazido para a OWI como consultor.

No que expomos aqui, fica fora de nexo o fato da rede das principais “instituições de polling” terem surgido após a Segunda Guerra Mundial. Elas tiveram um papel poderoso e decisivo desde então. Gallup, da comissão do Moral Nacional do Conselho Diretor, aprimorou sua atividade e se tornou comandante das instituições de polling para o lançamento de novas políticas do Comitê dos 300, que ele fazia passar por “resultados de polling) Bernays teve vários papéis centrais no pós-guerra. Em 1953, escreveu um trabalho para o Departamento de Estado em que recomendava o estabelecimento de um escritório de guerra psicológica por Estado.

Em 1954, tornou-se consultor da Força Aérea Americana, o setor das forças armadas mais diretamente sob a influência do pessoal da Pesquisa de Bombardeio Estratégico.

Durante o início dos anos 50, Bernays era consultor de relações públicas da United Fruits (United Brands) Corporation, uma das empresas líderes na aparelhagem de comunicações/ segurança nacional (o “complexo militar- industrial” de Eisenhower) na época ocupada em consolidar seu poder sobre a política norte-americana.

Bernays dirigiu a campanha publicitária que alegava que a Guatemala estava caindo sob “controle comunista”, que resultou em um golpe naquele país totalmente arquitetado nos Estados Unidos. Bernays, em 1955, escreveu um livro sobre sua experiência intitulado A Engenharia do Consentimento (The Engineering of Consent) Esse livro se tornou o plano virtual de Tavistock, seguido pelos Estados Unidos para derrubar qualquer país cuja política fosse inaceitável para a ditadura socialista do Governo Mundial Único.

Durante todo o período do pós-guerra, Bernays foi membro da Sociedade para Antropologia Aplicada, uma das instituições de controle social de Margaret Mead nos EUA, e da Sociedade de Estudo Psicológico de Questões Sociais, um grupo criado por Rawlings Reese, membro fundador de Tavistock, para dirigir “tropas de choque psiquiátricas” entre a população americana.

Rensis Likert foi para a Universidade de Michigan para estabelecer o Instituto de Pesquisa Social -ISR (Institute for Social Research),que absorveu o Centro de Massachussets para os Estudo de Dinâmicas de Grupo, a principal filial de Tavistock nos EUA no início da era pós-guerra. O ISR de Tavistock era o centro de diversos subgrupos de perfilamento e “pesquisa de opinião”, entre os quais o Centro para a Pesquisa do Uso de Conhecimento Científico, que foi criado por Ronal Lippit, colega de Likert na OSS e discípulo de Lewin. O diretor de Projetos, Donald Michael, era um ator importante no Clube de Roma, e um segundo subgrupo, o Centro de Estudos de Pesquisa, era a criação pessoal do próprio Likert, que cresceu para se tornar a mais elaborada instituição dos Estados Unidos para “supervionar” (criar) atitudes e tendências populares, entre elas as principais estavam a diminuição e degradação das mulheres e a implantação da capacidade intelectual superior de certos grupos de acordo com roteiros cuidadosamente preparados por Lewin. Nessa época, Robert Hutchins se tornou famoso, sendo que seu maior amigo nesses anos iniciais era William Benton, que fundou em 1929, com Chester Bowles, da Benton e Bowles, a conhecida firma de publicidade. Benton usava a empresa Benton e Bowles como meio de desenvolver a ciência de controle das massas pela publicidade.

Foi o trabalho pioneiro de Bentom, apoiado por Douglas Cater, que levou ao desenvolvimento do controle florescente de Tavistock sobre a mídia americana, através do Instituto Aspen do Colorado, o lar americano do Governo Socialista Mundial Único do Comitê dos 300. De passagem, menciono que a ciência do controle das massas pela publicidade está hoje tão firmemente instalada que se tornou o componente-chave na formação da opinião. Nos primeiros anos após a Segunda Guerra Mundial, Holywood a incorporou em quase todos os seus filmes. A publicidade (lavagem cerebral) era feita através do tipo e marca do carro que o herói dirigia, a marca de cigarros que o suave Lawrence Harvey fumava, as roupas e maquiagem usadas pela atriz principal, roupas estas que se tornavam cada vez mais ousadas com o passar dos anos.

CAPÌTULO 8 Degradação das Mulheres e Declínio dos Padrões Morais

O ritmo da degradação feminina aumentou acentuadamente desde que as

barras dos vestidos chegaram aos joelhos. Isso se manifesta em áreas de quase pornografia em filmes e telenovelas e nós nos arriscamos a dizer que não está longe o dia em que tais cenas serão “totais e obrigatórias”.

A deterioraçõa da forma de falar feminina atraente pode ser rastreada de volta

até a metodologia de Tavistock e seus praticantes, Cantril, Likert e Lewin. Outra mudança notável foi o aumento de filmes mostrando encontros sexuais acoplados com reivindicações de “direitos humanos” para todas as classes da sociedade. Pessoas especiais eram selecionadas e treinadas para essa tarefa. Eram, provavelmente, as mais conhecidas dentre as inúmeras personalidades de Holywood que recebiam centenas de milhares de dólares por serem entrevistadas em programas de televisão de entrevistas “debates” sobre o tema “amor e sexo”.

Benton, o pioneiro na degradação da mulher, tinha como seu mentor o proeminente especialista da teoria de perfilamento (profiling) de Tavistock, um certo Harold Lasswell, que junto com Benton fundou a Comissão de Policiamento Americana (American Policy Commission), em 1940. Essa sociedade conjunta de Lasswell e Benton marcou o mais claro elo entre as operações ocultas do Governo Socialista Mundial Único de Aspen com o Instituto Tavistock. Aspen se tornou o quartel-general do Comitê dos 300 nos Estados Unidos.

Hedley, Cantril, Likert e Lewin, com sua metodologia aplicada de lavagem cerebral psicológica humanística, passaram a ter um papel cada vez mais importante no uso da “pesquisa de opinião” para conseguir mudanças de paradigmas e valores na sociedade, como os já mencionados acima, porém com maior expansão e alcançando cada nível da sociedade de civilização ocidental, conforme conhecida a séculos.

A base a partir da qual Cantril realizou suas operações de guerra contra o povo

americano era o Departamento de Pesquisa de Opinião Pública (Office of Public Opinion Research) da Universidade de Princeton, fundado em 1940, o mesmo ano em que Cantril escreveu seu livro intitulado A invasão de Marte

(The Invasion from Mars), uma análise detalhada sobre como a população da área de Nova Iorque- Nova Jersey reagiu com medo e pânico ao anúncio por rádio da Guerra dos Mundos, feito por Orson Wells em 1938. Como as pessoas poderiam saber que eram parte de uma experiência de perfilamento,

já que seria razoável concluir que, em 1938, nenhuma dessas 5 milhões de

pessoas tinha jamais ouvido falar de Hadley Cantril ou do Instituto Tavistock?

Seria interessante saber hoje, em 2005, quantos americanos já ouviram falar de Tavistock.

Muitos se lembrariam de Orson Wells, mas a probabilidade é que noventa e nove por cento da população não daria a mínima importância ao nome de Cantril, ou teria qualquer conhecimento sobre o Instituto Tavistock. Vale a pena contar aqui o acontecido na noite de 30 de outubro de 1938, porque as mesmas técnicas tem sido usadas pelo governo Bush, pelo Departamento de Defesa e pela CIA para conformar a percepção do público sobre os eventos que levaram à invasão do Iraque em 2003 e continuam sendo muito usados em 2005.

Em 1938, Orson Wells havia granjeado grande reputação como um mestre em encenar noticiários de falsos eventos usando o autor inglês, H.G. Wells, um ex- agente do M16 e seu livro A Guerra do Mundo. Na adaptação do livro de Wells para o rádio, o outro Wells interrompeu o programa radiofônico em Nova Jersey com o anúncio de que os marcianos tinham acabado de aterrissar. “A invasão marciana começou” disse Orson Wells.

Durante o programa de quatro horas de duração, pelo menos quatro vezes foi anunciado que aquilo que a audiência ouvia era uma encenação fictícia do que aconteceria se a história de H.G. Wells tivesse ganhado vida. Mas isso não significou nada. Tomadas de pânico, milhões de pessoas fugiram de suas casas, aterrorizadas, congestionando ruas e sistemas comunicações.Qual foi o propósito desta brincadeira? Em um primeiro momento, verificar quão efetivos eram na prática os métodos de Cantril e Tavistock, e talvez, mais importante que isso, criar o cenário para a guerra que se avizinhava na Europa onde os “noticiários radiofônicos” teriam um papel essencial na coleta e disseminação de informações, como uma fonte estabelecida de informação confiável, bem como um fórum para dirigir a opinião pública.

Dois dias após o programa do “Notíciário da Invasão Marciana”, um editorial d New York Times, intitulado Terror pelo Rádio, sem querer mostrou o que Tavistock tinha em mente para o povo americano na próxima guerra que já se aproximava: “O que começou como um entretenimento poderia perfeitamente ter terminado em desastre”, dizia. Autoridades do setor radiofônico tinham uma responsabilidade e “deveriam pensar duas vezes antes de misturar novas técnicas com ficção tão aterradora”.

Por acaso, o Times havia topado com a onda do futuro vista pelos olhos dos teóricos de Tavistock. A partir de então, “misturar novas técnicas com ficção tão aterradora” que poderia ser vista como verdade, passou a ser a prática usual dos formados por Tavistock.

Todos os noticiários de rádio deveriam ser adaptações de “notícias e ficção” , em uma mistura sutil para que uma coisa não fosse diferençável da outra. Na verdade, Tavistock colocou em prática, um ano mais tarde, sua recém-testada teoria, quando, no mesmo momento em que Neville Chamberlain conseguia evitar a guerra com sucesso, as populações das cidades européias, Londres, Munique, Paris e Amsterdã, foram atingidas pela inquietação do conflito, pelo uso das mesmas técnicas empregadas no programa de rádio de 1938, Guerra do Mundo.

CAPÍTULO 9

Como Indivíduos e Grupos Reagem à Mistura de Fatos com Ficção

A conclusão de Cantril foi que o público tinha reagido exatamente de acordo com as experiências de sua pesquisas de perfilamento, como ele imaginava que faria. A noite de 30 de outubro de 1938 tornou-se uma data marco em seus arquivos, data essa que significava, para sempre, uma imensa mudança de paradigma na forma como as “notícias” seriam apresentadas daí em diante

Um pouco mais de sete décadas depois, o mundo continua engolindo uma dieta de fatos misturados com ficção – e ficção que de muitas formas é aterradora. O mundo ocidental passou, sem querer, por tantas mudanças drásticas que lhe foram impostas, tornando-se tão diferente daquele da noite de 30 de outubro de 1938 que até se transformou em “um outro planeta”. Voltaremos a esse ponto vital mais adiante neste relato. Após a Segunda Guerra Mundial, Cantril se envolveu totalmente com o principal guru de Tavistock, o fundador John Rawlings Reese e seu Projeto de Tensões Mundiais na UNESCO das Nações Unidas.

Perfis de como indivíduos e grupos reagiam às tensões internacionais foram formuladas com base na mistura bem arquitetada de fatos com ficção apavorante para preparar a campanha de lançamento dos “cidadãos do mundo” (da ditadura do Governo Social-Comunista Mundial Único.

Isso começou a ser empregado para enfraquecer as fronteiras, o idioma e a cultura nacionais, e para desacreditar o orgulho da nação e da soberania dos estados-nações, preparando a futura Nova Ordem Socialista do Mundo do Governo Mundial Único, sendo que o presidente Woodrow Wilson dizia que “a América tornaria a democracia segura”. Esses jovens rapazes americanos imberbes do Arkansas e da Carolina do Norte foram mandados marchando para a Europa, acreditando estar “lutando por seu país”, sem saber que a “democracia” que Wilson os mandava”tornar segura para o mundo” era uma ditadura do Governo Social-Comunista Mundial Único Essa mentalidade de pensamento conjunto é vista na monografia de 1955, Em Direção a uma Psicologia Humanista, editado por John Rawlings Reese como uma progressão do apoio dado por Cantril à percepção da “personalidade” de David Allport, treinado em Tavistock.

Conforme expresso em um livro de 1947, Entendendo o Comportamento Social Humano, no capítulo sobre “Causalidade”, a metodologia de Cantril se baseava no conceito que “o ambiente específico em que o crescimento tem lugar dá ao indivíduo específico uma direção determinada para o crescimento”.

Os esforços de Cantril são bons exemplos da ruptura dos limites entre a coleta de opinião supostamente neutra e a criação de opinião por engenharia social; Tavistock estava agora comprometido com forçar grandes mudanças na personalidade ou comportamento em todos os setores dos grupos populacionais alvo, como esperamos ter demonstrado. Para ajudá-lo em suas tarefas, Cantril nomeou um conselho consultivo, em que estavam, entre outros:

Warren Bennis, seguidor de Eric Trist, diretor de Tavistock;

Marilyn Ferguson, supostamente a autora da Conspiração Aquariana;

Jean Houston, chefe do Instituto de Pesquisa Cerebral, membro do Clube de Roma e autor de Jogos Mentais;

Aldous Huxley, que supervisionou por 2º anos o programa de LSD MK-Ultra da CIA.

Willis Harman, diretor da Universidade de Stanford e mentor da “The Changing Images of Man”, mais tarde disfarçada na Conspiração Aquariana, atribuída a Marilyn Ferguson;

Michael Murphy, chefe do Instituto Esalen, estabelecido por Huxley e outros como o centro para “treinamento de sensibilidade” e experiências com drogas;

James F.T, Bugenthal, um dos iniciadores dos projetos de criação de cultos em Esalen;

Abraham Maslow, principal expoente da irracional “força do pensamento”;

Carl Rogers, colaborador de Maslow.

A ideologia reinante foi exemplificada por um crítica literária que apareceu na

edição

Humanistic Psychology).

de

1966

da

Revista

de

Psicologia

Humanística

(The

journal

of

Revendo o livro de Maslow A Psicologia da Ciência (The Psychology of Science), Willis Harman, um ano antes de seu estudo de Pesquisa de Stanford de 1967-69, deu as boas-vindas ao “desafio da ciência” de “percepção extrasensorial, psicocinesia, misticismo e drogas de expansão da consciência” (sobretudo LSD e mescalina). Louvava a “nova ciência” de Maslow por dar importância à “hipnose, criatividade, parapsicologia e experiência psicodélica” e desviar a preocupação científica para longe da mundo “externo” para estudar o “espaço interno”.

Esse era o pensamento original de Cantril da “personalidade particular” levado

a sua conclusão lógica. Cabe a Cantril a “glória e honra” de forçar uma vasta mudança de paradigma na forma pela qual o mundo ocidental pensaria e se comportaria, daí em diante. Oswald Spengler certamente não teria nenhuma

dificuldade em identificar isso como uma das causas da queda do Ocidente que ela havia previsto em 1936.

Fazer Mudanças na

“Estrutura Cognitiva e Comportamental”

Qualquer que tenha sido a coloração da ideologia que acompanhou os cientistas das instituições de pollling (formação de opinião) depois da Segunda Guerra Mundial, a noção imutável de engenharia social através de “métodos de amostragem” e “pesquisa de opinião” já podia ser encontrada no trabalho de Cartwright, “Alguns Princípios de Persuasão de Massa” (Some Principles of Mass Persuasion), preparado para a Divisão de Pesquisas de Programas do Departamento de Agricultura. O subtítulo deste trabalho era “Dados Selecionados de Pesquisa da Venda de Títulos de Guerra dos Estados Unidos”, (Setected Findings on the Sale of US War Bonds) mas como Cartwright deixou claro, o aspecto da pesquisa relacionado com a guerra era apenas um pretexto para conduzir uma análise dos princípios de como a percepção poderia ser alterada para se adequar a qualquer meta determinada pelo controlador. Poderíamos nos perguntar o que a venda de títulos pública de guerra tinha a ver com agricultura, mas isso era parte da metodologia de Cartwright.

Esse artigo representava a hipótese de Bernays-Lippmann-Cantril-Cartwright sintetizada e concentrada em um cenário da Segunda Guerra Mundial. O artigo apareceu na revista de Tavistock, Relações Humanas (Human Relations), o que deveria, imediatamente, despertar a atenção do leitor.

“Entre os vários avanços tecnológicos do último século que produziram mudanças na organização social”, começava Cartwright, “o desenvolvimento da mídia de comunicação de massa promete ser o de maior alcance. Esse aumento da interdependência das pessoas significa que as possibilidades de mobilização de ação social de massas aumentaram sensivelmente. Pode-se pensar que uma pessoa muito persuasiva consiga, através de mídia de massa, dobrar a população conforme sua vontade.”

Não acredito que Cartwright tivesse Jesus Cristo em mente quando fez essa declaração. Com o subtítulo Criando uma Estrutura Cognitiva Específica, Cartwright continua:

Princípio I

A maioria dos psicólogos considera verdade que o comportamento de

uma pessoa seja guiado por sua percepção do mundo em que vive Segue-se desta assertiva que uma forma de alterar o comportamento de uma pessoa seria modificar a sua estrutura cognitiva. A mudança da estrutura cognitiva dos indivíduos pela mídia de massa tem diversos pré-requisitos. Estes podem ser listados como princípios.

Intercalando seu relato com exemplos da aplicação de seu estudo sobre o esforço de venda de títulos de guerra da Segunda Guerra Mundial, Cartwright então elabora os princípos:

“A ‘mensagem’ (i.e,, informação, fatos, etc.) deve chegar aos órgãos

sensoriais das pessoas que devem ser influenciadas

estímulo total são então selecionadas ou rejeitadas com base em uma

impressão de suas características gerais, etc

princípios investigou mais a fundo os métodos de alteração da estrutura cognitiva.

Um segundo grupo de

Situações de

”.

Princípio II

“Tendo chegado a esses órgãos a ‘mensagem’ precisa ser aceita como parte da estrutura cognitiva da pessoa”. Nessa seção Cartwright observou que: “qualquer esforço para mudar o comportamento pela modificação dessa estrutura cognitiva precisa sobrepujar as forças que

tendem a manter a estrutura atual. Apenas quando uma determinada estrutura cognitiva pareça para a pessoa insatisfatória para seu ajuste

é que esta estará propensa a receber influências programadas para mudar tal estrutura”.

Capítulo 10 O polling amadurece

Foi na clínica Tavistock de Londres que Sigmund Freud se estabeleceu quando chegou da Alemanha e onde seu sobrinho, Edward Bernays, criou sua corte anos mais tarde. Foi assim que a Inglaterra se tornou o centro mundial de lavagem cerebral, experiências com engenharia social que espalhou clínicas de pós-guerra por todo os Estados Unidos.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Tavistock era a matriz do Departamento de Guerra Psicológica das Forças Armadas Britânicas que, através de arranjos do Departamento Britânico de Operações Especiais (SOE - Special Operation Executive – mais tarde conhecido como M16) ditou a política das Forças Armadas dos Estados Unidos em questões de guerra psicológica. Já próximo ao final da guerra, o pessoal de Tavistock tomou a Federação Mundial de Saúde Mental e a Divisão de Guerra Psicológica do Quartel General Supremo da Força Expedicionária Aliada (SHAEF) na Europa.

O teórico chefe de Tavistock, Dr. Kurt Lewin, veio para os Estados Unidos

organizar a Clínica Psicológica de Harvard, o centro de pesquisas do MIT de Dinâmicas de Grupo, o Instituto de Pesquisa Social da Universidade de Michigan. Enquanto isso seus colegas, Cartwright e Cantril, se uniram a ele para terem um papel importante político no departamento psicológico do Departamento de Serviços Estratégicos (OSS - Office of Stratecic Services), do Departamento de Pesquisa Naval (ONI- Office of Naval Research) doa Supervisão de Bombardeio Estratégico dos EUA, (U.S. Strategic Bombing Survey) e da Comissão do Moral Nacional (Committee of National Morale). Além disso, um grande número de pessoas influentes em altos cargos políticos

foram treinados na teoria de psicologia topológica do dr. Lewin, que até hoje é

o método mais avançado de modificação do comportamento e lavagem

cerebral. Entre os colegas importantes de Lewin em Tavistock estavam Eric Trist, John Rawlings, H.V.Dicks,W.R.Bion e Richard Crossman.

Pessoal selecionado da Supervisão de Bombardeio Estratégico (Strategic Bombing Survey), da Comissão do Moral Nacional (Committee on National Morale) e do Conselho Nacional de Recursos de Defesa (National Defense Resources Council) se juntaram a Lewin na Rand Corporation, no Stanford Research Institute, na Wharton School , no National Training Laboratories e no National Institute of Mental Health. O governo norte-ameriano começou a contratar projetos multimilionários com essas instituições. No período de quarenta anos, dezenas de bilhões de dólares foram alocados pelo governo federal dos EUA para financiar o trabalho desses grupos, enquanto que dezenas de bilhões de dólares adicionais foram canalizados para essas instituições por fundações privadas. Com o passar dos anos, essas instituições cresceram e a abrangência de seus projetos cresceu com ela. Cada aspecto

mental e psicológica da vida do povo americano foi perfilado,registrado e armazenado nos bancos de dados dos computadores.

Tanto instituições, quanto pessoal e redes continuaram se expandindo e penetrando fundo em cada fresta e buraco dos governos federal estaduais e locais. Seus especialistas internos e ex-formandos eram chamados para desenvolver políticas para os departamentos de conflitos armados, conselhos de mediação trabalhista, sindicatos, Força Aérea, Marinha, Exército, Associação Nacional de Educação, clínicas psiquiátricas, a Casa Branca,o Departamento de Defesa e o Departamento de Estado. Lewin e Tavistock também conseguiram amplos contratos com a Agência Central de Inteligência (CIA).

Nós testemunhamos o crescimento da espionagem dos cidadãos em escala maciça a partir de locais secretos, sob o pretexto de preocupação com a segurança. Temos prova que tal vigilância foi conduzida desde 1972 a partir de um prédio sem placa situado em West Virginia, sob a égide do inconstitucional Departamento de Segurança da Pátria (Homeland Security) Dizemos que esse departamento é inconstitucional porque viola, grosseiramente, a Décima Emenda da Constituição estabelecida para a proteção da soberania dos diversos estados na época da formação da União. Só a Agência de Segurança da Pátria sabe o que se passa dentro desse prédio comum da Virginia.

Os bancos de dados da Virginia agora guardam as histórias privadas de milhões de pessoas “avaliadas” pelo ATS – Automated Targeted System computadorizado. O público não tem direto de ver esses arquivos tipo “1984”, que provavelmente estão sendo acessados e compartilhados por todos os tipos de agência e também, achamos nós, por governos estrangeiros.

Nunca antes da história dos EUA ocorreu uma tão ampla e difusa espionagem dos cidadãos, sob o disfarce de preocupação com a segurança. A cada 24 horas, um fluxo de passageiros aéreos variando entre 1 a 1.5 milhão estão sendo “avaliados” sem que saibam e certamente sem seu consentimento, Relações de cooperação próxima se desenvolveram entre esses think –tanks, as principais organizações de polling dos EUA e as maiores companhias de informática.

A pesquisa Gallup, a pesquisa Yankelovich-CBS-New York Times, o Centro

Nacional de Pesquisa de Opinião e outros incessantemente conduziram perfis

psicológicos de toda a população, compartilhando os resultados para avaliação

e processamento com psicólogos sociais ubíquos. O que o público ve nos

jornais, como pesquisas de opinião, representa apenas uma pequena parcela do trabalho que os pesquisadores se propuseram fazer. A chave para o

controle por parte de Tavistock de outros setores importantes das atividades quotidianas do governo dos Estados Unidos é que ele agora tem sua própria estação de televisão com a Fox News, desde sua aquisição por Richard Murdoch, uma verdadeira máquina virtual de propaganda para o governo. Acima deste grupo coeso de psicólogos sociais, pesquisadores de opinião e manipuladores de mídia está a elite de patronos poderosos que o preside, “os deuses do Olimpo” (o Comitê dos 300). É voz corrente, nos círculos bem informados, que o grupo controla tudo no mundo, com exceção da Rússia e ultimamente da China, depois que a família Li rompeu com David Rockefeller.

Planeja e desenvolve estratégia de longo prazo de uma forma totalmente disciplinada e unida. Comanda mais de 400 da empresas listadas no Fortune

500 nos Estados Unidos, com relações de interconexões que chegam a cada faceta do governo, comércio, bancos, política exterior, agências de inteligência

e o setor militar. Absorveu todos os outros “grupos de poder” do início da

história americana: os Rothchild, Morgan, o grupo Rockefeller, o establishment liberal do Leste, personificado pelas famílias Perkins, Cabot e Lodge, a nata do comércio de ópio da antiga Companhia das Índias Orientais que gerou bilhões e bilhões de dólares. Sua hierarquia compreende as velhas famílias descendentes da Companhia Britânica das Índias Orientais com suas vastas fortunas derivadas do comércio de ópio que é dirigido de cima para baixo, inclusive pela realeza européia, entre outros.

Nos recessos profundos do setor de inteligência de Washington os agentes

veteranos se referem a este grupo, em voz baixa e linguagem misteriosa, como

o Comitê dos 300. Os líderes são chamados de Olímpicos. Nenhum presidente norte-americano é eleito ou permanece no cargo sem seu apoio e favor.

Aqueles que desafiam seu controle são removidos. Exemplos disso são: John F. Kennedy, Richard Nixon e Lyndon Johnson. Gore não estava disposto a endossar a política dos “Olímpicos” de invasão e tomada das riquezas de petróleo do Iraque. O Comitê dos 300 é o Governo Socialista do Mundo Único internacional que dirige a Nova Ordem Mundial dos bastidores, onde permanecerá até que esteja pronto para emergir e tomar abertamente o controle pleno de todos os governos do mundo em uma ditadura comunista internacional.

CAPÍTULO 11 A mudança do Paradigma da Educação

Durante a década de 1970, foi feita uma mudança dramática no currículo escolar de todos os níveis que chegou, aparentemente, até o ponto dos alunos receberem créditos por cursos de moral e cívica em vez de os receberam por aulas de inglês, redação ou matemática. Uma epidemia de “sexo casual” e de drogas grassou entre os adolescentes ainda no colegial e se alastrou por todo o país. Em julho de 1980, houve uma grande conferência internacional em Toronto, no Canadá, chamada Primeira Conferência Global sobre o Futuro, na qual 4.000 engenheiros sociais, especialistas em cibernética e futurólogos de todos os think tanks participaram. A conferência foi dirigida pelo presidente bilionário do Instituto Tavistock, Maurice Strong, que determinou a temática:

Chegou a hora de sairmos do pensamento e diálogo e passamos à ação. Esta conferência se tornará a plataforma de lançamento para a importante ação que terá lugar na década de oitenta.”

Strong era o presidente da Petro-Canadá, um das “naus capitânias” dos “Olímpicos”. No passado, havia sido do M16 da inteligência britânica, onde tinha a patente de coronel durante a Segunda Guerra Mundial. Strong e sua rede de empresas estavam altamente envolvidas no lucrativo comércio do ópio- heroína-cocaina. Strong e Aldous Huxley foram os responsáveis pela praga do LSD que varreu os Estados Unidos e mais tarde a Europa.Ele foi diretor do Programa Ambiental das Nações Unidas.

Um dos principais porta-vozes dos “Olímpicos” era o Dr. Aurelio Peccei, presidente do Clube de Roma, um think tank da OTAN. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) foi criada dentro do quadro da Conspiração Aquariana, um projeto dos cientistas sócios da Universidade de Stanford, sob a direção de Willis Harmon. Por sua vez, a OTAN formou e promoveu um novo ramo chamado Clube de Roma, o nome escolhido propositalmente para confundir e dissimular, já que nada tinha a ver com a Igreja Católica.

Sem entrar em tecnicalidades do Clube de Roma, (daqui em diante chamado “O Clube”), seu propósito era agir como contrapeso para a expansão agrícola e industrial do pós- guerra, a chamada “sociedade pós-industrial e agrícola de crescimento zero”, que pretendia estancar as indústrias manufatureiras florescentes e a capacidade crescente da agricultura mecanizada para a produção de alimentos dos Estados Unidos.Ser membro do Clube de Roma permitia a entrada na OTAN e vice-versa.

O Centro de Pesquisa de Stanford, o Instituto Tavistock e outros centros de psicologia social aplicada se uniram. Em 1994, Tavistock assinou um grande contrato com a NASA para avaliar os efeitos de seu programa espacial. O Clube em si só foi fundado em 1968, como parte da conclamação por uma Nova Ordem Mundial dentro do Governo Mundial Único. Mas o Clube se tornou um instrumento para impor limites de crescimento para as nações industrializadas, sendo que os Estados Unidos foi o primeiro país a servir de alvo. Na realidade, este foi um dos primeiros passos para implementar a meta dos “300” de levar os EUA a um estado de feudalismo, uma sociedade feudal.

Uma das indústrias combatidas pelo Clube era a nuclear e seus membros foram bem sucedidos no esforço para sustar a construção de usinas de geração de energia elétrica o que colocou a demanda cem anos a frente da oferta de energia elétrica. A OTAN era sua aliada militar para manter a Rússia na linha. Na agenda da reunião de 1980, mencionada acima, estavam os seguintes tópicos:

Movimento de liberação feminina.

Consciência negra, mistura racial, quebra dos tabus contra casamentos mistos conforme proposto pela antropologista Margaret Meade e Gregory Bateson, de Tavistock.

Nessa reunião ficou decidido que seria lançado um programa agressivo para depreciar a civilização ocidental como medíocre.

Podia-se ver isso em filmes em que as “estrelas de repente proliferaram até se tornarem nomes familiares.

A rebelião dos jovens contra erros imaginários da sociedade.

Interesse crescente na responsabilidade social dos negócios.

O “gap” de geração implicando em uma mudança de paradigma.

A posição antitecnologia de muitos jovens.

Experiências com novas estruturas de relações interpessoais familiares em que a homossexualidade e o lesbianismo se tornam “normais”, sem diferença de outras pessoas para todos os níveis da sociedade, como duas “mães” lésbicas.

O surgimento de movimentos falsos de conservação/ecologia, como o Greenpeace.

Um surto de interesse nas perspectivas religiosas e filosóficas do oriente.

Um interesse renovado pelo cristianismo “fundamentalista”, apresentada pela primeira vez pela Companhia da Índia Oriental Britânica aos EUA através do pregador de “dispensas”John Nelson Derby. Essa foi uma mudança dos dogmas do cristianismo nas igrejas protestantes dos Estados Unidos, dividindo as igrejas

sulistas, sendo que, até certo ponto, “fundamentalista” se tornou politizada.

a

nova

igreja

Sindicatos trabalhistas mudando a ênfase da qualidade do ambiente de trabalho.

Interesse crescente em meditação e outras disciplinas espirituais. A “Cabala” passou a suplantar a cultura cristã e pessoas especiais foram escolhidas para ensinar e divulgar a Cabala. Entre os primeiros discípulos estavam Shirley McLane, Roseanne Barr e, mais tarde, Madonna e Demi Moore.

A importância crescente dos processos de “autorrealização”.

Reinvenção da música, “hip-hop” e “rap”, por grupos como o Ice Cube.

Uma nova forma de linguagem em que o inglês é tão mutilado que chega a ser ininteligível. Isso está sendo passado para os que lêem noticiários no horário nobre da televisão.

Essas tendências díspares representaram o aparecimento de um clima forjado de revolução social e de mudanças de grande alcance, conforme uma nova imagem do ser humano começava a se instalar, trazendo transformações radicais para a civilização ocidental.

Uma rede “sem líder” mas poderosa, do “exército invisível”, começou a trabalhar para realizar uma mudança “inaceitável” nos Estados Unidos. Os membros de suas fileiras constituíam as tropas de choque que radicalizavam todas as formas da norma, rompendo com certos elementos chave da civilização ocidental. Entre os Olímpicos essa rede era conhecida como a Conspiração Aquariana e os que aderiram a ela eram conhecidos como as “tropas de choque invisíveis”.

Esse novo paradigma de mudança gigantesca e irrevogável tomou os EUA enquanto dormia, varrendo para fora os antigos com novos sistemas políticos, religiosos e filosóficos. Era o que os cidadãos da Nova Ordem Mundial – Governo Mundial Único teriam para exibir daí para diante, uma nova mente -- o surgimento de uma nova ordem sem nações–estado, o orgulho do lugar e o orgulho da raça, a cultura do passado, tudo jogado na lata de lixo da história, para jamais reviver. Sabemos, por experiência, que esta obra será possivelmente recebida com descrença e derrisão.

Alguns até terão pena de nós. Termos como “louco de guiso” serão usados para descrever este livro. Este é o padrão de reação quando as motivações dos cientistas sociais, os que fazem lavagem cerebral, os formadores de opinião, os psicólogos sociais de Tavistock têm quando seu trabalho de guerra contra os Estados Unidos é exposto. A probabilidade é que 90% do povo

americano não saiba da existência de Tavistock, quanto mais quais suas funções.

Tavistock declarou guerra à Alemanha e quando esse conflito terminou, em 1946, os praticantes de lavagem cerebral e pesquisa de opinião passaram a guerrear com o povo americano .

Se for assim que você reagir quando ler este relato, não se sinta mal. Entenda que essa é a forma de reação que se espera que você tenha. Se a motivação parecer incompreensível, exagerada e sem credibilidade, é porque a motivação não existe. Se tal for o caso, então a ação que daí deriva não existe e, portanto, “os Olímpicos” não existem e não existe nenhuma conspiração. Mas o fato concreto é que existe uma conspiração gigantesca.

Sem dúvida Kurt Lewin, cientista top de Tavistock e teórico importante de todos os think tanks, poderia explicar isso melhor que nós, se assim quisesse. Sua prática é derivada do que ele chamava de doutrina de “psicologia topológica”. Foi baseado nas teorias desse homem, Lewin, que as batalhas da Segunda Guerra Mundial foram travadas com tamanho sucesso e foi esse o homem que planejou e executou a Supervisão de Bombardeio Estratégico que levou a Alemanha à derrota na Segunda Guerra Mundial, através da destruição por atacado de 65% das casas dos trabalhadores alemães.

CAPÍTULO 12 A doutrina de Lewin de “Mudança de Identidade”

Não é fácil um leigo acompanhar a doutrina de Lewin. Basicamente, Lewin disse que todo fenômeno psicológico ocorre em um campo chamado “espaço

de

fase psicológica”. Esse espaço é composto por dois campos, o ambiente e o

eu.

O conceito de “ambiente controlado” surgiu de um estudo que afirmava que se

você tem uma personalidade fixa (uma susceptível de ser previsivelmente perfilada) e se você quiser suscitar um determinado tipo de comportamento dessa personalidade específica, então tudo o que precisa fazer é controlar a terceira variável da equação e assim produzir o comportamento desejado. Esse era o padrão das fórmulas de psicologia social. O M16 o usa, como também quase todos os tipos de situação envolvendo negociações, operações contra- revolucionária do exército, negociações trabalhistas e negociações diplomáticas também usavam esse mesmo sistema aparentemente até a década de 1980.

Após 1960, Tavistock mudou a equação dando maior ênfase à técnica de

ambiente controlado, não o comportamento, mas a personalidade desejada. O que Lewin pretendeu realizar era muito mais drástico e permanente: a alteração das estruturas profundas das personalidades humanas. Em resumo,

o que Lewin conseguiu fazer foi ir além da “mudança de comportamento” chegando à “mudança de identidade”.

A mudança de identidade foi adotada pelas nações do mundo. Países

trabalharam para adquirir uma “nova personalidade” que pudesse mudar a forma como o mundo os via. A teoria se baseava nas formulações originais de dois teóricos de Tavistock, a teoria exposta por William Sargent em seu livro

Batalha para a Mente (Battle for the Mind) e o trabalho do próprio Kurt Lewin sobre regressão de personalidade.

Lewin observou que o “eu interno do indivíduo mostra certas reações quando sob tensão do meio-ambiente. Quando não há tensão, então o eu interno de uma pessoa é bem diferenciado, equilibrado, multifacetado e versátil”.

Quando uma tensão razoável é aplicada a partir do meio-ambiente então todas as várias habilidades e faculdades do eu interno entram em alerta, prontas para uma ação efetiva. Porém, quando uma quantidade intolerável de tensão é aplicada, então essa geometria desaba em uma sopa cega, indiferenciada: uma personalidade primitiva, regredida. A pessoa é reduzida a um animal; as habilidades

altamente diferenciadas e versáteis desaparecem. O ambiente controlado domina a personalidade.

É essa “técnica” de Lewin que é usada nos prisioneiros detidos na prisão da

Baía de Guantánamo, desafiando a lei internacional e a Constituição dos Estados Unidos. O grave erro de conduta do governo Bush nessa instância vai

ale dos limites morais de uma civilização ocidental cristã normal e sua aceitação por um público americano dócil talvez seja um primeiro sinal de que

o povo americano tenha sido tão alterado pela “penetração de longo alcance e

condicionamento de direcionamento interno” de Tavistock, que esteja, agora pronto para descer para o nível da Nova Ordem Mundial com um Governo Mundial Único, onde esse tratamento “bárbaro” será visto como normal e aceito sem protesto. Os fatos de médicos terem tomado parte na tortura desumana de outros seres humanos, sem sentirem remorso, indica até que ponto o mundo já caiu.

Isso foi observado como sendo a base para o campo militar de Guantánamo, em Cuba, instalado lá para escapar às restrições da Constituição dos EUA e para criar um ambiente controlado no estilo Lewin. Os homens aprisionados nessa prisão psicológica estão agora em um estado de regressão em que foram reduzidos ao nível de um animal.

Guantánamo é o tipo de prisão que prevemos será criada por todos os Estados Unidos e pelo mundo todo, quando a Nova Ordem Mundial – Governo Mundial Único assumir o controle total do mundo. É sadista, desumano e bestial, planejado para quebrar o orgulho natural das vítimas, para quebrar a vontade de resistir e reduzindo os prisioneiros ao nível de animais.

Durante a primeira experiência de governo mundial na então URRS, os homens tinham permissão de usar o banheiro só para serem interrompidos no meio da evacuação e levados para fora antes de poderem se limpar. Abu Graihb e Guantánamo estavam mais ou mesmo nesse nível quando os controladores foram sujeitos ao escrutínio de todo o mundo. O General Miller que era o principal chefão desapareceu desde esse episódio

“Dissidentes”, que insistem que o governo americano deve obedecer a Constituição e reclamam seus direitos constitucionais, serão no futuro tratados como “dissidentes” exatamente como Stalin tratou os “dissidentes” na Rússia. “Guantánamos” futuros, surgindo por todo os EUA são um presságio do futuro. Um com o qual podemos contar.

CAPÍTULO 13

O Declínio Induzido da Civilização Ocidental entre as Duas Guerras Mundiais

No período ente as duas guerras mundiais, a Alemanha, sendo a super economia, com superpureza racial, uma nação superguerreira, foi a que mais sofreu, como era a intenção.

A Liga das Nações foi o “primeiro rascunho” da Nova Ordem Mundial embutida

no Governo Mundial Único que se aproxima rapidamente. As “propostas de paz” da Conferência de Paz de Paris, dirigida e controlada por Tavistock, visava aleijar a Alemanha tornando-a para sempre uma potência européia de segunda classe, com seu respeito próprio destruído através da demoção social para um estado de pobreza, ou, na melhor das hipóteses para um estado proletário. Não é surpreendente que o povo alemão tenha se voltado, enraivecido, para dar a Hitler a massa de seguidores que ele precisava para converter seu nacionalismo latente em uma força de ressurreição. Jamais saberemos se Tavistock errou no cálculo ou se, na verdade, criou a sua maneira a cena para uma guerra maior e mais sangrenta.

Na verdade, Meade e Bertrand Russell tinham afirmado que o que se precisava era um mundo povoado por pessoas “dóceis”. Russell tinha observado o caráter “infantil” do negro americano que havia encontrado em suas viagens pelos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, no entanto, o Emissário de Tavistock chamava os negros de “comedores inúteis”, declarando que deveriam ser eliminados em massa. Russell também gostava da docilidade dos brasileiros, resultado, segundo ele, do “cruzamento racial com africanos trazidos para o país como escravos”. Há uma escola de pensamento que afirma que uma das razões básicas dos fanáticos que planejaram ambas as guerras mundiais era justamente o fato de acharem que os que mais lutariam nelas seriam homens jovens e brancos.

É verdade que Alemanha, Reino Unidos, Estados Unidos e Rússia perderam

milhões da população masculina na flor da idade, que foram para sempre removidos do estoque de criação das nações. Na Primeira Guerra Mundial, planejada por Tavistock, as frentes de guerra e as batalhas foram arranjadas de tal forma que a Rússia perdeu 9.000.000 homens e 70% de toda a sua força

militar.

Com exceção da Rússia, a aristocracia sofreu bem menos que a burguesia com as consequências econômicas da guerra e revolução. Tradicionalmente, a riqueza da aristocracisa estava na posse de terras, o que não se depreciou tão fortemente durante a inflação quanto outros bens tangíveis.

A desintegração das monarquias (exceto na Inglaterra) feriu a velha ordem das

classes mais altas da sociedade, que já não podiam servir a sociedade em seus papéis de oficiais e diplomatas, já que não havia mais grande demanda para seus serviços. As oportunidades para tais encargos passaram a ser bem menores do que eram antes da guerra.

Corajosamente, parte da aristocracia russa aceitou trabalho proletário ou até serviços que eram considerados de baixo status, como motoristas de táxi, porteiros de clubes noturnos ou maîtres em restaurantes na Paris do pós- guerra. Muitos, entretanto, caíram em uma vida de degradação social. Onde antes as fronteiras sociais eram intransponíveis nas velhas monarquias, agora apareciam grandes lacunas conforme os limites entre as classes foram se esfumaçando. Conforme diz o Duque de Windsor em suas memórias A História de um Rei:

A força da mudança não tinha ainda penetrado a textura da sociedade

britânica a ponto de obliterar muito da velha elegância

período chamado de estação londrina, o West End era praticamente

um baile contínuo da meia-noite até a madrugada

sempre ser salva se recorrendo a uma ou outra das alegres (gay)

casas noturnas que tinham entrado em voga e se tornado quase respeitáveis.

E a noite podia

Durante o

(Na época, a palavra “gay” significava apenas “alegre”. Só passou a ser cooptada como eufemismo para sodomia em meados dos anos cinquenta). O Duque também não explicou que a “força da mudança” foi sabiamente aplicada pelo Instituto Tavistock. O declínio da modéstia feminina, que tinha se tornado visível ao final da Primeira Guerra Mundial, de repente passou a aparecer por toda parte mais rapidamente.

Para os não-informados, era apenas um fenômeno social. Ninguém suspeitaria que a Wellington House e seus engenheiros sociais sinistros fossem a causa. Juntamente com esse testemunho de emancipação surgia um movimento de revolta, sobretudo entre os jovens, contra qualquer restrição convencional de mente ou corpo que chegava ao fim em meio aos ídolos destroçados dos impérios caidos.

A geração do pós-guerra na Europa se revoltou contra toda e qualquer tradição

e costume, enquanto lutavam desesperadamente para se desfazer dos horrores da guerra pela qual tinham passado. Os decotes se aprofundaram e beber e fumar em público passou a ser uma forma de revolta.

O homossexualismo e o lesbianismo passaram a ser demonstrados, não por convicção íntima, mas como forma de protesto contra o que havia acontecido, como uma rebelião contra o que a guerra tinha destruído. Excessos radicais e revolucionários se manifestaram na arte, na música e na moda. O “jazz” estava no ar e a “arte moderna era considerada chique. O elemento compreensível em tudo era “não se preocupe”; era inquietante e irreal. Esses foram os anos em que toda a Europa sofria de síndrome de bombardeio. A Wellington House e Tavistock tinham feito bem seu trabalho. Por baixo da sensação frenética de estar sendo empurrado para a frente por eventos incontroláveis, havia um torpor espiritual e emocional. O horror da guerra em que milhões de jovens tinham sido desnecessariamente abatidos, mutilados, feridos e mortos por gás, estava só então começando a ser entendido pelas pessoas e portanto o jeito era “apagar as lembranças”.

As mortes tornavam as guerras extremamente reais em toda a sua feiúra horrenda e cruel e a e as pessoas se afastavam delas em choque e repulsa, no desespero trazido pela desilusão da paz. Os europeus, com sua cultura que glorificava a civilização ocidental ficaram até certo ponto até mais em estado de choque que os americanos.

Perderam sua fé nas bases que tinham feito o progresso que havia sustentado seus pais e seus avós e tornado suas nações grandes. Isso era especialmente verdade para a Alemanha, Rússia e França. As pessoas pensantes não conseguiam entender porque as duas nações mais civilizadas e avançadas do mundo tinham se destroçado mutuamente, tirando a vida de milhões da fina flor de seus homens jovens. Era como se uma loucura terrível tivesse contaminado a Inglaterra e a Alemanha.

Para os iniciados, no entanto, não era loucura, mas a metodologia da Wellington House que tinha se aferrado à juventude britânica. O medo de que isso pudesse acontecer de novo foi o que quase impediu o surgimento da Segunda Guerra Mundial. Os oficiais, que voltavam da carnificina, descreviam para os jornais e noticiários os horrores do combate homem a homem que havia acontecido frequentemente na “Grande Guerra”. Estavam estarrecidos, consternados, horrorizados e amedrontados. Nenhum deles conseguia entender por que tinha ido lutar na guerra.

Os negros segredos da Wellington House e dos “Olímpicos” ficaram escondidos, como ainda permanecem escondidos até hoje. Onde antes o fato do Rei da Inglaterra depositar uma coroa na tumba de Whitehall, Londres traria consolo, agora gerava amargura, raiva e ódio.

A cena estava pronta para a Segunda Guerra Mundial, em que Tavistock iria

ter um papel importante e desproporcionado. Havia alguns poucos pensadores que tinham algo a dizer: Spengler, em história, Hemingngway e Evelyn Vaugh, em literatura, e nos EUA, Upton Sinclair e Jack London, porém suas mensagems também eram sombrias, mais sombrias ainda que os sombrios presságios de Spengler de declínio inevitável da civilização ocidental. O que foi confirmado pela degradação das relações pessoais no pós-guerra. Divórcio e traição do cônjuge ocorriam mais frequentemente. O belo conceito da mulher posta em um pedestal, da mulher suave e feminina, com uma linda voz cheia de cadências, a flor da criação divina, o mistério, era uma ideal que

desaparecia. Em seu lugar surgia a mulher estridente, chamativa, vulgar, com a fala dura como se fosse um simulacro de homem e que se popularizou devido

a um programa de entrevistas popular matutino. Ninguém poderia saber que

esse triste declínio era o produto de Tavistock ter declarado guerra contra as

mulheres ocidentais.

Na Europa pós-Primeira Guerra, Montparnasse, em Paris, havia se tornado um lugar melancólico. Viena, esvaziada pela onda que varrera tantos de seus filhos, era ainda mais triste. No entanto, Berlim, tão borbulhante e limpa, se tornara a Babilônia da Europa e talvez a mais triste de todas.

“Quem quer tenha vivido esses meses apocalípticos, esses anos, se tornou desgostoso e amargo, sentiu a chegada do contra-golpe, da horrível reação” escreveu o historiador Zweig.

A falência política, espiritual e social das novas elites no poder, que tinham

sucedido aos monarcas, aos aristocratas e às dinastias de hábitos antiquados da burguesia era, sob certos aspectos, mais espetacular que a de seus predecessores e em nenhum lugar mais que nos Estados Unidos, com a chegada da era socialista sob Franklin D. Roosevelt.Entretanto, dessa vez o eclipse da liderança não estava localizado em um continente ou limitado a nenhuma classe especial da sociedade.

O novo mundo geográfico, em termos dos problemas que tinha à frente, os Estados Unidos de Franklin D. Roosevelt, logo demonstrou que era pouca coisa menos anacrônica que o império Austro-Húngaro de Francisco José tinha sido. Ali estava ele estabelecendo uma Nova Ordem Socialista Mundial “democrática”, saída diretamente do modelo da Sociedade Fabiana, enquanto

que os Estados Unidos era uma república confederada constitucional, ou seja,

o exato oposto. Nem a mudança do lócus do poder da Europa e o prestígio

das antigas democracias ocidentais do Império Central, nem a substituição das classes dominantes tradicionais dentro das monarquias derrubadas passadas para os Estados Unidos fizeram alguma coisa para melhorar o clima econômico, político, social, moral ou religioso no mundo após Primeira Guerra Mundial. A quebra de Wall Street e a Depressão que se seguiu dão testemunho

eloqüente, embora silencioso, da verdade e precisão de nossa assertiva. A forma pela qual este evento foi armado pelo Instituto Tavistock pode ser visto em um cronograma de eventos que apresento no Apêndice.

CAPÍTULO 14 A América não é uma “Pátria”

Há muito tempo que os Estados Unidos é o solo mais fértil para a disseminação generalizada de propaganda. Seu povo foi aliciado, mentido, trapaceado, no que os ingleses sempre lideraram o mundo, já que o principal centro de controle da mente e de lavagem cerebral é o Instituto Tavistok de Relações Humanas.Seu antecessor foi a organização criada por Lord Northcliffe, que casou com uma moça da família Rockfeller (a qual se opunha Lord Rothmere) e os americanos Walter Lippmann e Edward Bernays.

De seu início modesto em 1914, o Instituto Tavistock de Relações Humanas cresceu para não ter par na área de criação de propaganda. Tavistock é uma organização dedicada à propagação da propaganda para se adequar a todos os aspectos da vida. Tavistock encara a propaganda com se estivesse se preparando para uma batalha, o que, sob certo aspecto, está. Não há meias- medidas: vale tudo, desde que a vitória seja assegurada.

Ao analisar a cena política, não se pode deixar de ver que nas últimas duas décadas, o aumento da profundidade e volume da propaganda, ou mais especificamente, o controle da mente, se tornou altamente difundido. A correta aplicação da propaganda a qualquer tema, seja ele econômico ou político, é um elemento essencial no mecanismo de controle do governo. Stalin disse uma vez que caso se queira obter uma população dócil, então o medo e o terror tinham que ser lançados sobe ela. De certo modo foi o que aconteceu nos Estados Unidos e na Inglaterra.

A Segunda Guerra Mundial trouxe oportunidades ilimitadas de desenvolvimento da propaganda até o nível de uma arte requintada. Olhando para trás, para os esforços feitos pelo governo Roosevelt para convencer o povo americano, que era 87% contra a guerra na Europa, a mudar de opinião, vemos que apesar de tudo, Roosevelt não teve sucesso. Os americanos rejeitaram a entrada do país na guerra da Europa.

Foi necessário uma situação forjada, um pretexto armado e pré-escolhido, o ataque japonês a Pearl Harbor, para reverter a opinião pública a favor da entrada dos Estados Úmidos na guerra da Europa. Roosevelt afirmava que os EUA estavam lutando pela democracia e por sua forma de vida, mas nenhuma dessas alegações tinha qualquer vestígio de verdade; a guerra foi travada para avançar a causa do socialismo internacional em sua meta de uma Ordem Mundial dentro de um Governo Mundial Único.

Para ser bem sucedida, a propaganda deve visar o total da população e não os indivíduos, ou grupos individuais, sendo o propósito atrair o máximo de atenção. Sua intenção não é instruir. Para a propaganda os fatos não contam

e a idéia é causar uma impressão. Tem que ser uma doutrinação unilateral,

sistemática e contínua de que o que o governo, a mídia e os líderes políticos estão dizendo é a verdade. E tem que ser apresentada de tal maneira que o povo sinta que esse é o seu pensamento

Assim, a propaganda deve ser dirigida a audiências de massa em que sua mensagem pode deixar sua marca. Tomemos um exemplo recente do tipo de propaganda que normalmente seria aceita por uma audiência.

No rastro do desastre do World Trade Center, o presidente Bush criou uma nova agência do governo, por ele chamada de Office of Homeland Security, (em que a palavra Homeland tem a cotação de “pátria”) indicando um diretor para sua supervisão. Ora, isso parece reconfortante e adequado até olharmos

a 10 a . Emenda, que reserva todos esses poderes que o Sr. Bush quis tomar a

si, aos vários estados. O fato do Sr. Bush não poder sobrepujar a 10 a . Emenda foi sumariamente ignorado. O burburinho da propaganda diz que ele pode e como ela era dirigida às massas, acreditaram no burburinho e não na sua Constituição, de tal modo que houve pouca oposição efetiva a essa grosseira violação da constituição, sobretudo da 10 a . Emenda. Bush parece ter agido sob

a diretiva e Stalin: “Se você quer controlar o povo, primeiro o aterrorize”.

Aqueles que se opunham à quase-lei do “Homeland Security” (Segurança da Pátria) eram considerados “antipatriotas” e a “favor do terrorismo. Mais uma

vez, o fato concreto desse ato espúrio não ser lei, mas apenas propaganda, não entra em questão, sendo aceito sem pestanejar pelo público não pensante.

É assim que a opinião pública se faz e é a opinião pública que balança os

legisladores para votarem pela “Homeland Security” ou qualquer outra lei de mentirinha, como tanto Bernays quanto Lippmann diziam nos primeiros tempos da Wellington House. Os legisladores votam dentro de linhas partidárias, como

no sistema parlamentar britânico, e não votam com base na Constituição americana. Eles sabiam que se opor ao presidente os fariam correr o risco de perder sua posição confortável na próxima eleição ou de ter suas reputações manchadas pelas calúnias de algum funcionário do governo.

Os Estados Unidos não é uma só Pátria, mas sim 50 estados diferentes e separados. De qualquer forma, a palavra pátria (homeland) vem direto do Manifesto Comunista. Já que o propósito último do governo é estabelecer a Nova Ordem Internacional Comunista do Governo Mundial Único, a escolha desta palavra nomear uma legislação comunista não deve nos surpreender. O poder de controlar a Educação, Bem-estar e Polícia pertence aos estados aos

quais sempre pertenceu, não tendo sido tirada dos estado na época da convenção.

Nem o presidente Bush, nem Câmara e Senado têm o poder de mudar isso, que é o que a recém criada agência se propõe a fazer. Foi somente através da repetição sistemática e contínua da propaganda que o povo americano

aceitou essa grande violação da constituição dos Estados Unidos. O clamor da propaganda continuou através de inúmeros artigos sobre o histórico e

experiência do “Diretor da Pátria” e sobre qual era seu trabalho, etc

porém

, não houve nenhuma palavra sobre a óbvia inconstitucionalidade da nova Agência. Não deve ter escapado a sua percepção que o próprio título:

“Segurança da Pátria” é uma propaganda muito esperta. O povo está agora

convencido que não apenas a nova agência é constitucional, como ela também

é necessária. A massa da população está agora com a “mente controlada” (lavagem cerebral).

Os que quiserem estudar a matéria em vez de simplesmente assistir ao noticiário da CBS, encontrarão algo bem diferente no relato de um comentarista autônomo e nos relatos da mídia. Como sempre, essas pessoas serão a minoria, de modo que sua opinião, mesmo se expressa, não alterará o propósito e a intenção de criar essa nova agência. Afirmo a vocês que os Estados Unidos é proibido pela sua constituição e pela constituição dos 50 estados de ter qualquer mecanismo federal de controle central de imposição. A assim chamada lei da “Segurança da Pátria é um travesti de lei, pois destrói a forma republicana de governo outorgada aos dez Estados originais na 10 a . Emenda e isso não pode lhes ser tirado.

Sendo assim, a Lei de Segurança da Pátria é nula e vazia, não sendo nenhuma lei. No entanto, as vítimas de cérebro lavado, controladas internamente por Tavistock obedeceram a ela como se fosse uma lei. Resumindo, a Lei da Segurança da Pátria é um engodo e não pode ser transformada em lei. Nenhuma medida inconstitucional pode ser promulgada sob forma de lei e o Congresso tem o dever urgente de repelir tal “lei” que deu origem ilegítima aos decretos “Homeland“ e “Patriot”.

O ponto cardeal a ser lembrado é que propaganda e lavagem cerebral devem

sempre ser vistas em relação aos fins que pretendem servir. Neste caso, convence a população que as liberdades devem ser sacrificadas em troca de

“proteção”. Henry Clay, o maior estudioso da constituição que já viveu, chamou

o engodo de: “Uma doutrina de necessidade, uma doutrina do inferno”. E condenou terminantemente tais tentativas.

H.V. Dicks ensinou em Tavistock. Disse que direitos individuais devem ser sacrificados pelo bem de todos. Isso inclui a medida que violava a lei maior do

país. Tem que ser aceita para o bem de todos. Isso é mais bem explicado se tomarmos como exemplo a propaganda e lavagem cerebral que acompanhou o esforço desesperado do presidente Roosevelt para envolver os Estados Unidos na guerra com o Japão e daí passando para a Europa.

Quando o ataque previsto para Pearl Harbor aconteceu, (Roosevelt sabia o dia

e a hora) Roosevelt anunciou, em seus discursos escritos para ele pelo

Instituto Tavistock, que o povo americano estaria lutando pela mais alta e nobre

das causas, a defesa e seu país, a defesa da liberdade e pela segurança da nação. Como é comum nesses casos, os fatos comprovaram uma série de objetivos bem diferentes.

Roosevelt não disse que o povo americano iria para a guerra lutar pelo progresso do socialismo internacional e pelas metas da Nova Ordem Mundial – Comunismo Internacional - Governo Mundial Único.

Foi dito ao povo americano que a Alemanha pretendia escravizar o mundo. Essa idéia era muito boa porque até a pessoa menos educada compreende que a escravidão é um dos piores destinos que poderia recair sobre a humanidade. O uso da palavra “escravidão” mexia em um ponto sensível.

Mais uma vez a propaganda não guardava nenhuma relação com os fatos. Pessoas racionais, não susceptíveis à propaganda, teriam realizado que um país pequeno como a Alemanha não teria a possibilidade de escravizar o mundo, mesmo se quisesse. Simplesmente não teria os recursos nem a força humana para tal. A Alemanha não possuía uma grande frota marinha para fazer tal ataque aos Estados Unidos se tornar uma realidade.Logo de início os promotores da guerra realizaram que para que o momentum fosse mantido seria preciso manter um esforço contínuo de propaganda.

O mesmo princípio foi seguido pelo vice-presidente Cheney nas semanas que

precederam o ataque dos Estados Unidos ao Iraque. Ele distorceu fatos, lançou ataques e mais ataques de “medo retórico” e torceu informação de inteligência para se adequar a este propósito. Ninguém trabalhou mais arduamente que Cheney para assegurar que a guerra contra o Iraque não fosse impedida no último minuto.

Em 1941, era importante para Roosevelt atrair a atenção das massas para as “questões”, fazendo com que as interiorizassem. Daí os intermináveis relatórios, os curtas de noticiários mostrados incessantemente nos cinemas e as intermináveis palestras de lavagem cerebral dos políticos. A propaganda teria que ser a mídia facilmente entendida pelos de mais baixos níveis de inteligência do país, através de cartazes mostrando trabalhadores em fábricas de munição, estaleiros e fábricas de montagem de aviões na “frente doméstica”

para o “esforço de guerra”, e assim por diante. No período que se seguiu à tragédia do WTC, muito dessa propaganda de lavagem cerebral e de slogans foi revivido: “América em Guerra”, “A Linha do Fronte” e “Depósitos de Munição”, “Posições das Tropas Inimigas” apareciam como sublegenda em quase tudo que era mostrado na televisão e em toda a manchete de jornal.

O fato dos Estados Unidos não estarem em guerra porque a guerra não havia sido declarada e não havia “tropas” inimigas, a não ser pequenos grupos dispersos de guerrilheiros foi obviamente, omitido.

Dicionários definem tropas como “um corpo de soldados; um exército, geralmente no plural, mas o Taleban não tinha exército, e portanto não tinha tropas. Além disso, não pode ser declarada guerra ao “terrorismo, ou “bolchevismo” ou qualquer outro “ismo”. Guerra só pode ser declarada contra uma nação soberana, isso de acordo com a constituição dos Estados Unidos.

Guerra só pode ser declarada contra um país ou uma nação específica de pessoas que habitem este país. Tudo o mais é besteirol de Tavistock apresentado em uma bandeja decorada com bandeirolas e sob acompanhamento de música marcial. Dizer que os Estados Unidos está em guerra com o Taleban é o máximo da mistificação. O estado de guerra requer a prévia declaração da guerra. Sem declaração a guerra é uma mistificação; na realidade não é guerra nenhuma. Uma nova dimensão foi acrescentada. O presidente Bush, a quem é negado o poder de guerrear e o poder de legislar pela constituição dos Estados Unidos, se imbuiu subitamente de tais poderes que não existiam na constituição norte-americana.

Começou a ser chamado de “comandante em chefe” título ao qual não tinha direito, como não tinha direito nem mesmo ao título temporário, que pode ser outorgado apenas pelo Congresso na seqüência de uma declaração plena de guerra. Isso nunca aconteceu. E de repente, o título temporário foi declarado intercambiável com o título de presidente.

Bush foi misticamente “declarado” como tendo o poder de rotular quem ele quisesse como “combatente inimigo”. Que não existe tal poder na constituição norte-americana, nem o fato disso não estar expressamente implícito, não atrapalhou o Sr. Bush nem por um momento. Para ele, dali em diante, ele era a lei.

Desta forma, a ilícita e inconstitucional tomada a si de poderes por um presidente dos EUA, que começou como Woodrow Wilson que se arrogou mais dez poderes adicionais que não lhe eram devidos de forma alguma, se

expandiu com Roosevelt se arrogando trinta e G.W Bush trinta e cinco (e

continua

)

poderes negados pela constituição.

Na verdade os Estados Unidos se tornou uma nação sem lei, sob a orientação do Instituto Tavistock, cuja lavagem cerebral do “condicionamento direcional interno e penetração de longo alcance” do público norte-americano tornou isso possível.

Gostaria de acrescentar que o estabelecimento de propaganda britânico usou a mesma linguagem de mentiras contra os Boers da África do Sul, na guerra lançada pelos ingleses para tomar controle dos imensos depósitos de ouro no país. A imprensa britânica estava cheia de relatos sobre o “exército Boer”

quando os Boers não tinham exército, apenas uma força de guerrilha formada por cidadãos agricultores. Como o Kaiser Guilherme II em 1913/1914, Paul Kruger, o patriarca temente a Deus da República do Transvaal foi demonizado pela imprensa britânica, como um tirano brutal que reprimia a população negra, quando nada disso tinha o menor vislumbre de verdade. No final, através de uma série de tentativas e erros ocorridos na Primeira e Segunda Guerras Mundiais, chegou-se a uma fórmula que foi revivida e adaptada para ser usada

no ataque dos EUA contra o Afeganistão. Isso bastou para captar a atenção da

população americana, porque a campanha foi preparada para seu nível psicológico. As lições da arte da propagada aprendidas nas duas guerras

mundiais foram simplesmente mudadas de do cenário europeu para os EUA e depois para o Iraque, Sérvia e Afeganistão.

A lavagem cerebral foi mantida estritamente no essencial, encorpada por

slogans, frases de efeito usando fórmulas estereotipadas desenvolvidas por Lord Nortthcliffe na Wellington House de Londres, em 1912. O povo inglês teve que ser educado para saber que o povo alemão era o inimigo. Tudo de mal e cruel era imputado a tudo o que fosse alemão, de forma que a massa de britânicos começou a acreditar que os alemães eram realmente bárbaros cruéis que não parariam por nada. Cartazes foram afixados por toda a parte mostrando o “açougueiro boche” matando mulheres e crianças belgas

CAPÍTULO 15 O Papel da Mídia na Propaganda

No linguajar moderno, aquilo que se chama mídia tem um papel muito forte na propaganda, de modo que é uma boa idéia ver onde isso começou e como foi que quase toda a mídia dos EUA é hoje um órgão de propaganda totalmente controlado. O período que precedeu a Primeira Guerra assistiu a uma série de eventos em que as personalidades eram manipuladas, os piores nesse quesito sendo os jornais britânicos e americanos. Como em todas as guerras, alguém precisava ser demonizado para que o público se envolvesse. Em 1913 foi o Kaiser Guilherme II da Alemanha que foi demonizado antes, durante e depois

da guerra.

Um dos principais criadores da propaganda da época era Lord Northcliffe, o conhecido barão da imprensa, parente dos Rothschilds, que detestava a Alemanha. Northcliffe dirigia a Wellington House como um grande centro de propaganda antialemã e guardava um ódio especial a Guilherme II, o primo da Rainha Vitória, da notória dinastia dos Guelph de Veneza.

Northcliffe censurava Guilherme II toda chance que tinha, sobretudo quando o Kaiser falava sobre o poderio e proezas da Alemanha. Guilherme II era dado a contar prosa, sendo que a maioria dos governos europeus o conheciam como o homem que gostava de “brincar de soldado” e se vestir com uniformes extravagantes e decorados. Claramente, Guilherme II não era um homem de inclinação militar.

Sendo um Rothschild isso mexia com Northcliffe que passou a propalar que “o lugar ao sol da Alemanha”, como dizia o Kaiser, era um perigo para o resto da Europa. O fato de sua assertiva não ter o menor fundamento parecia não aborrecer Northclife, que exagerava o caso até um ponto fantástico de se observar.

A verdade era que a Alemanha não constituía ameaça na época, como

também o Kaiser não era o guerreiro poderoso pronto para atacar, mas ao contrário, um homem sujeito a breakdowns nervosos, pois teve três em cinco anos e possuidor de um braço emaciado, quase inútil, o que não projetava a imagem de homem marcial. O máximo que se poderia dizer em termos de Guilherme II ser marcial, era seu gosto de se vestir com uniformes engalanados. O caso era que Guilherme II tinha pouco ou nenhum controle sobre os militares alemães, fato esse do qual Northcliffe estava ciente e mesmo assim preferia ignorar.

Nesse prisma, o Kaiser estava no mesmo nível do monarca inglês, George V, que não tinha o menor controle sobre a Força Expedicionária Britânica. Isso

não impediu Northcliffe de lançar um ataque virulento contra o primo alemão da Rainha Vitória, culpando-o como responsável por uma lista de atrocidades, supostamente cometidas pelo exército alemão durante sua invasão da Bélgica. Claro que o Alto Comando alemão tinha feito mal em invadir a Bélgica, que era neutra, mas eles estavam apenas em trânsito e não havia a intenção de ocupar

o país. Tudo fazia parte do plano tático de marchar sobre Paris, tomando um

“atalho” através da Bélgica, para flanquear o exército francês. Não haveria nada a ganhar com a matança deliberada de civis, fato esse sublinhado pelo

Alto Comando Alemão em suas instruções aos comandantes militares em campo. Northcliffe chamou o Kaiser de “megalomaníaco” com “fome de governar o mundo” o que, de qualquer forma, ia muito além da capacidade de qualquer uma das potências européias.

Em 1940 Churchill acusou Hitler de ter o mesmo desejo de governar o mundo, embora soubesse que isso era falso. Churchill também declarou que Hitler era um “louco”, sabendo que essa caracterização do Chanceler era falsa. E para não ser desencorajado, Northcliffe fazia com que seus postos de mídia se referissem constantemente a Guilherme II como o “cachorro louco da Europa”.

A Wellington House contratou os serviços de um cartunista que regularmente

retratava Guilherme II com um cão louco babando, ou uma criatura parecida com um macaco. Os cartuns baratos eram publicados em forma de livreto e logo ganharam status imerecido na imprensa. Os cartuns eram de mau gosto e de pior execução. O livreto era o que os ingleses chamavam de “penny horrible” (tostão horrível).

Demonstrando o poder da imprensa, Noorthcliffe fez com que a mídia impressa apresentasse críticas altamente elogiosas ao livro, se é possível chamá-lo assim. Lord Asquith, o Primeiro Ministro, foi persuadido a escrever um comentário que era uma farsa absoluta. O presidente Wilson convidou o “artista”, um holandês chamado Raemaker, para a Casa Branca por ocasião de um tour de venda de livros nos Estados Unidos. Conforme era de se esperar, Wilson promoveu o cartunista e deu sua benção ao livro que na verdade só mereceria a lata de lixo.

Até a lendária revista “Punch” se uniu à campanha para retratar Guilherme II sob as luzes mais desfavoráveis. Era como se nenhuma revista ou jornal pudesse deixar de publicar a torrente de esgoto que saia da Wellington House. Era propaganda em sua forma mais crua.

Como era a intenção, logo depois os efeitos começaram a aparecer e as pessoas começaram a pedir que o Kaiser “fosse enforcado” sendo que um

ministro religioso chegou ao ponto de dizer que ele perdoaria a Alemanha desde que todos os alemães fossem fuzilados. Hollywood logo se juntou à condenação do Kaiser, de quem nada sabia. O primeiro foi um filme chamado Meus quatro anos na Alemanha, adaptação de um livro escrito pelo embaixador dos EUA em Berlim, James W. Gerard. O filme era apresentado como um relato fatual do Kaiser se preparando para a guerra. Guilherme II era retratado como tendo o QI de uma criança paranóica de seis anos e mostrado como um homem montado em um cavalo de brinquedo.

Descrições pejorativas de suas limitações eram repetidas centenas de vezes. O pior ainda estava por vir com a versão de Hollywood da versão de uma história chamada A Besta de Berlim que retratava o Kaiser se regozijando sobre os cadáveres de civis belgas e dando risadinhas ao ver os navios torpedeados. Nada disso era verdade, porém servia ao propósito, gerando um ódio acirrado contra a Alemanha e tudo o que fosse alemão, que se alastrou, com extrema rapidez, por todo os Estados Unidos. Essa foi a base da pior propaganda jamais vista e foi realizada de forma incessante pelo governo britânico, não apenas em casa, onde contava mais, como também nos Estados Unidos. A Wellington House contava com os Estados Unidos para derrotar a Alemanha no campo de batalha. No final da década de 1990, faltou um pouquinho para o povo americano acreditar a mesma coisa do Taleban e do presidente Hussein, do Iraque, com o qual o Taleban não tinha ligação ( na realidade eles se detestavam).

Questões fundamentais:

1. O Taleban como um todo e o povo do Afeganistão, separado do Taleban, são os responsáveis pelo bombardeio covarde do World Trade Center?

2. Osama Bin Laden é um novo Kaiser Guilherme II?

3. É o Taleban o único responsável pelo ataque covarde do WTC ou o presidente George Bush culpou parcialmente o povo do Afeganistão por isso?

Talvez daqui a 50 anos venhamos a saber a verdade.Enquanto isso, o Instituto Tavistock jogou a carta da propaganda ato o limite, e mais uma vez foi bem sucedido. Após a Primeira Guerra o mito do Kaiser Guilherme II ainda persistia. Na verdade, a mesma máquina de propaganda que o demonizara antes e durante a guerra não se abrandou até 13 de julho de 1959, data do centenário de nascimento de Guilherme II, que foi celebrado pela BBC sob forma de um documentário sobre o tão vilipendiado ex-líder alemão.

Explicava como o povo britânico foi aterrorizado com os relatos arrepiantes do Kaiser cortando braços de crianças com sua espada, enquanto que colunas de soldados alemães estupravam as mulheres nas praças das cidades belgas por onde passavam, nenhum dos relatos tendo qualquer elo com a verdade. Até membros inteligentes do parlamento inglês foram engajados pelo jorro incessante de ódio preparado por Northcliffe e sua equipe, que incluía os americanos Lippmann e Bernays. Entretanto, por melhor que fosse, o documentário da BBC não fazia nenhum esforço para explicar como o mito de monstro do Kaiser surgiu subitamente do nada, para ganhar as manchetes de jornais, como aconteceu em 1913.

Da mesma forma extraordinária, ninguém explicou, para minha satisfação, como foi que subitamente Osama bin Laden apareceu na cena e como se tornou um vilão, da mesma forma que Guilherme II, em um período de tempo extremamente curto. Como isso aconteceu?

É fato histórico que o presidente Wilson apressou a passagem pelo Congresso da lei que estabelecia os bancos de Reserva Federal, imediatamente antes do início da Primeira Guerra Mundial. Sem dólares em papel moeda, impressos a vontade, é de se duvidar que a guerra pudesse ter começado. Será que Wilson sabia o que se preparava? Parece que sim.

Como pode o Kaiser ter repentinamente ganho vida, surgindo de um personagem de cartum, olhando fixo de milhares de jornais, revistas e cartazes? Hoje sabemos que ele foi o produto da vasta máquina de propaganda do Departamento de Guerra Britânico, que permaneceu como organização secreta até nossos dias, embora alguns de nós consigamos rasgar parte dos véus que sempre a resguardou.

Uma coisa que descobri durante a pesquisa foi que o Instituto Tavistock é o berço de algumas das mentiras mais absurdas que jamais foram inventadas e que são tidas como verdades.

CAPÍTULO 16 A Propaganda Científica pode Enganar os Eleitos

A

grande maioria do mundo hoje certamente já ouviu falar da “Besta de Berlim”

e

como os “Aliados” puseram um fim a sua fúria insana através da Europa. Em

tempos recentes, a maioria das pessoas também já ouviu falar da “Besta de Bagdá”. Porém, quantos ouviram falar o nome de Sir Harold Nicholson, estudioso ilustre, que através do exame de literalmente centenas de milhares de documentos de 1912 a 1925 exonerou totalmente o Kaiser Guilherme II de

ter iniciado a Primeira Guerra Mundial?

Quantas pessoas sabem disso? Faça o teste. Tente o seu programa de noticiário local e veja o que acontece. Assim, por mais de vinte e cinco anos o mito do Kaiser dominou as manchetes e teve o efeito de fazer com que milhões de pessoas da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos se voltassem contra a Alemanha como um subproduto injusto e infeliz da imensa massa de propaganda que tinha o povo inglês preso pela garganta desde que iniciara seus negócios em 1913. Falo da Wellington House e seu sucessor, o Instituto Tavistock de Relações Humanas.

O que surpreende nesse mito é o tempo que durou. Porém, o propósito da propaganda é precisamente perpetuar o mito, a mentira ou a desinformação, que continuam vivos bem depois que a verdade já foi esquecida. O Japão será sempre culpado por Pearl Habor, e pelo “estupro de Nanquim”, enquanto Churchill continuará sendo sempre saudado como um grande homem, em vez de um fomentador de guerras. Da mesma forma que Colin Powell visitou o Iraque e voltou levantando a bandeira, que virou manchete, de que Hussein tinha “usado gás contra os curdos” durante a guerra Irã-Iraque.

A verdade é que os mísseis contendo gás que caíram sobre as aldeias curdas

continham fosgênio, algo que o Iraque não possuía, mas que fazia parte do arsenal do Irã. O que aconteceu foi que durante a ofensiva iraquiana, os iranianos dispararam grande número de mísseis com gás contra as forças iraquianas, mas alguns caíram aquém do alvo, sobre as aldeias curdas. Esse fato foi confirmado pelo relatório da Escola de Guerra do Exército Americano, que exonerava totalmente o Iraque.

Porém, embora a informação tivesse sido amplamente refutada, em 2005, 30 anos mais tarde, em uma visita de boa-vontade pela Malásia, Karen Hughes, representando o presidente George Bush, repetiu a mentira e até a embelezou afirmando que “30.000 curdos” tinham sido mortos pelo bombardeio a gás de “Sadam Hussein”.

Um membro da audiência contestou sua declaração, e no dia seguinte Hughes foi obrigada a se retratar, dizendo que tinha “se enganado” ao falar. Uma investigação sobre o assunto revelou que Hughes realmente acreditava nas mentiras que ela tinha ouvido serem repetidas vezes sem conta, pelo Presidente Bush, pelo Primeiro Ministro Blair, o Secretário de Estado Colin Powell e o Secretário da Defesa Donald Rumsfeld, o que deve nos ensinar muito sobre o poder da propaganda.

Os fatos do caso reportados pela Escola de Guerra foram mais tarde confirmados pelo Exército americano e por uma segunda fonte, também norte- americana. E o mundo sabe disso? Duvido. A verdade é esquecida enquanto a mentira perdura. Assim, a propaganda anti-Iraque de Colin Powell seguirá o mesmo caminho que a propaganda contra o Kaiser Guilherme II que ainda perdura há mais de 100 anos, enquanto que a verdade foi destruída quando o primeiro tiro de propaganda apareceu nos jornais. E nisso está o valor da propaganda. Os cientistas sociais de Tavistock sabem disso e hoje podem perfilar qualquer audiência para aceitar as mentiras mais adequadas às suas percepções sem nem entender o que está por trás.

Foi assim que foi criada uma posição “moralmente correta” para dar suporte ao ataque contra o Afeganistão. Poucos americanos tiveram qualquer dúvida sobre se o que seu governo fazia no Afeganistão estava de acordo com a constituição americana. Não houve referendo e nem mandado para confirmar ou negar a aceitação do povo da política da administração Bush para o Afeganistão. A lavagem cerebral da propaganda não requer mandado. O fato de que nenhum dos supostos seqüestradores dos aviões usados contra as Torres Gêmeas fosse afegão passou totalmente despercebido do público americano, 74% do qual continua achando que o “Al Qaeda” é o responsável e que eles vivem no Afeganistão! O mesmo percentual de americanos sofreu lavagem cerebral para acreditar que o Taleban e Sadam Hussein trabalharam juntos para causar a tragédia! O público americano não sabe que Hussein nunca teria nada com a liderança do Taleban.

Por que o povo americano permite ser maltratado dessa maneira? Por que permitem que os políticos mintam, trapaceiem, finjam, prevariquem, armem conluios e confusões e continuamente o enganem? O que deveríamos sempre lembrar é a forma com que Woodrow Wilson tratou os americanos: como ovelhas. Quando lhe foi perguntado por que mantinha um pequeno rebanho de ovelhas pastando nos gramados da Casa Branca, Wilson respondeu: “Para me lembrar do povo americano”.

Wilson tinha uma vontade irrefreável de lançar os Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial e usou as mentiras (a propaganda) da Wellington House contra os dissidentes (a maioria do povo) para persuadí-los a mudar sua opinião. Roosevelt repetiu essa armação para fazer o país entrar na Segunda Guerra

Mundial, através de mentira e propaganda (o que muitas vezes é a mesma coisa) culminando com o “sucesso” de Pearl Harbor. Vimos a mesma linha de ação ser empregada pelo presidente Clinton. Na preparação e durante a guerra injusta contra a Sérvia, toda a persuasão de Clinton consistiu em mentiras e desinformação, para não dizer informação falsa.

Não é de espantar que as declarações de Rumsfeld sejam sempre recebidas com suspeita. Ao ser perguntado qual o papel da propaganda, Rumsfeld respondeu: “Os representantes do governo, o Departamento de Defesa, esta Secretaria da Defesa, e o pessoal que trabalha comigo, diremos ao povo americano a verdade”.

CAPÍTULO 17 Guerra Psicológica e de Propaganda

Uma série de documentos do governo dos Estados Unidos, alguns disponíveis, outros não, revelam, de forma surpreendente, como as nações do mundo (inclusive os EUA) se tornaram controladas devido ao exercício dos métodos de propaganda em níveis assombrosos. Devido à imensa quantidade de material de pesquisa, posso apenas mencionar os títulos e parafrasear seu conteúdo. Espero que a informação que compilei choque os americanos tirando-os de seu estupor, fazendo-os realizar como já estão longe no caminho para se tornarem escravos da Nova Ordem Socialista Mundial dentro do Governo Mundial Único.

Definições Oficiais:

Uma coletânea útil de termos e definições, usados pelo setor que detém o poder em Washington, Sem exceção cada um dos programas aqui citados foram planejadas e criados por Tavistock.

Ciências Sociais e Intervenção Política:

O que parece ser “apoio ao desenvolvimento” baseado em projetos pode, na realidade, ser uma manipulação perigosa da cultura e das reações sociais do hemisfério sul. Devido às imensas vantagens monetárias gozadas pelos doadores do “auxílio” este estão muitas vezes na posição de fazer extensos estudos psicológicas de grupos alvo e explorá-los de forma que muitas pessoas nem imaginariam, mesmo em seus piores pesadelos. Isso é típico de tudo que John Rawlings ensinou em Tavistock e foi realizado em todos os níveis da vida americana.

Choque e Espanto:

Obtenção Rápida de Domínio – Este é o texto (1966) da Universidade de Defesa Nacional que está por trás da intervenção norte-americana no Iraque e da guerra contra o Iraque, em março e abril de 2003. “Choque e Espanto, diz o texto, está previsto para ser o “equivalente não-nuclear” do bombardeio de Hiroshima e Nagasaki em 1945. O guia de estudo dessa terrível tragédia, hoje esgotado, dizia o seguinte: O impacto dessas armas foi suficiente para transformar a cabeça do cidadão japonês médio e a perspectiva da liderança durante esse momento de Choque e Espanto. Os japoneses simplesmente não conseguiam entender o potencial destrutivo transportado por um único avião. A incompreensão criou o estado de espanto.

Além de usar poder de fogo maciço para fins psicológicos, a publicação inclui um extenso debate sobre operações de propaganda. O principal mecanismo para conseguir esse domínio é a imposição de condições suficientes de “Choque e Espanto” sobre o adversário para convencê-lo ou obrigá-lo a aceitar nossas metas estratégicas e objetivos militares”, diz o autor. “Sendo assim, engodo, confusão, contrainformação e desinformação, talvez até em quantidade maciça, precisem ser empregados”.

Guerra Psicológica em Combate:

Esse é o texto completo da doutrina infame “Choque e Espanto”, publicada em 1996, pela Universidade de Defesa Nacional, de Washington. O conceito era ganhar controle total sobre a vontade do adversário, como também percepção e compreensão dos povos alvo, tornando o inimigo literalmente impotente para agir ou reagir.

Vale a pena notar que todas essas palavras e descrições foram encontradas em livros de textos usados para condicionar alunos que frequentavam as aulas de John Rawlings Reese no Bureau de Guerra Psicológica do Exército Britânico, onde Rawlings era teórico mestre. A doutrina do “Choque e Espanto” é descrita como uma estratégia para conseguir a destruição sistemática da capacidade militar através do atrito, quando apropriado, e usar força máxima para paralisar, chocar, enervar e finalmente conseguir a destruição moral do oponente.

A Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD):

Um Programa de Ação, apresentado na conferência, pedia um esforço maciço de propaganda usando mídia de massa, organizações não governamentais, entretenimento comercial e instituições acadêmicas em um esforço de “persuasão” das pessoas nos países em desenvolvimento para mudarem suas preferências. Uma revisão do texto original, emendado para incluir representantes de países em desenvolvimento, pede que atividades de comunicação realizadas por doadores “para fins de advocacia ou para promover estilos de vida específicos” sejam rotuladas de forma que o público fique ciente de seu propósito e que “a identidade dos patrocinadores seja indicada de maneira apropriada.

Apesar dessa recomendação, não impomos nenhuma restrição mandatória a doadores de auxílios e a seção sobre “comunicação” do documento permanece uma parte muito perigosa e explosiva da agenda da Nova Ordem Mundial.

O Projeto de Comunicação Populacional:

A Agência Norte-Americana de Desenvolvimento Internacional (USAID) tem

investido dezenas de milhões de dólares em uma campanha de influência de “mídia de massa” que usa táticas emprestadas dos operadores militares de guerra psicológica. A USAID é apenas uma das agências americanas que contratou Tavistock para escrever seus programas, na realidade, o contratado que agia como representante da USAID nesse caso, também estava trabalhando como contratado do Exército americano para preparar os manuais de treinamento para as operações psicológicas.

Entre-Educar: O Uso do Entretenimento como Propaganda:

A audiência jovem é mais propensa a ser vulnerável às mensagens passadas

no contexto de “entretenimento” do que por outra forma de comunicação que possa levantar questionamentos quanto à legitimidade das idéias estrangeiras.

Assim, a abordagem da propaganda-entretenimento tornou-se parte preponderante do esforço internacional de controle populacional da USAID. Aqui, mais uma vez, literalmente milhões de dólares foram para os programas de entre-educação de Tavistock.

Quando a Propaganda Sai pela Culatra:

Um estudo sobre atitudes e comportamento de planejamento familiar realizado no norte da Nigéria em 1994.

De acordo com o relatório publicado, a reação negativa ilustrou “oposição às impropriedades estrangeiras, ao planejamento familiar em particular e aos programas de planejamento familiar patrocinados pelos Estados Unidos em particular”.

Programa Bilateral Populacional da Nigéria:

(Documento do Departamento de Estado Americano)

O principal documento de planejamento do governo norte-americano para a

estratégia de controle populacional na Nigéria.

Também usado como parte importante da propaganda de Guerra Psicológica usada pelos programas dos Estados Unidos para minar os movimentos políticos latinoamericanos, o esforço antiguerra, e organizações políticas locais.

O contrato para preparar esse programa foi dado a Tavistock.

Guerra Pós-moderna:

Um cardápio de recursos sobre guerra política e psicológica, atividades secretas e genocídio.

Desconcentração Urbana e Outras Táticas:

Isso é de conteúdo tão diabólico que não penso em publicá-lo, pelo menos no momento.

Influência Social – Propaganda e Persuasão:

Algumas informações úteis sobre o contexto.

Operações Psicológicas em Conflitos de Guerrilha:

O manual tático das forças paramilitares na América Central, preparado por Tavistock. A CIA contratou Tavistock e trabalha continuamente com ele.

Instituto para Análise de Propaganda:

Uma coletânea de documentos contendo fatos básicos sobre campanhas secretas de influência.

Mais uma vez aqui, o instituto é meramente uma caixa de compensação para dados e métodos de lavagem cerebral de Tavistock para uso de massa.

As Agências de Inteligência dos Estados Unidos:

As descrições e deveres oficiais das agências de inteligência (bureaus) do governo americano incluem a coleta ou análise de inteligência.

Sigilo & Boletins do Governo:

Uma coletânea de documentos pedindo abertura no governo.

Coletânea de Repórteres:

Coletânea de material de pesquisa confiável sobre instituições internacionais e seu papel de fachada para nações ricas e poderosas que controlam suas políticas.

Cientistas sociais de Tavistock ensinaram os quadros de liderança de muitas das instituições listadas.

Propaganda, disseminação de idéias e informação com o propósito de induzir ou intensificar atitudes e ações específicas:

Como a propaganda é freqüentemente acompanhada por distorções de fatos e apelos às paixões e aos preconceitos, imagina-se que seja invariavelmente falsa e enganosa.

Como afirmam os manuais de Tavistock, a diferença essencial está nas intenções do propagandista ao persuadir uma audiência a adotar a atitude ou ação que ele ou ela propugnam. Wilson e Roosevelt foram exemplos desse truísmo, sendo ambos polidos na arte da diplomacia pelo engodo.

Capítulo 18 Graças a Propaganda, Wilson Força os Estados Unidos a Entrar na Primeira Guerra Mundial.

As técnicas modernas de propaganda maciça que tinham se tornado conhecidas, sobretudo dos governos americanos e britânicos, começaram com

a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Desde o início da guerra,

propagandistas, tanto alemães quanto britânicos, trabalharam duramente para

ganhar a simpatia e o apoio dos Estados Unidos.

Os propagandistas alemães apelaram para muitos americanos de ascendência

alemã e também aos de ascendência irlandesa, tradicionalmente hostis à Grã-

Bretanha, que viviam nos Estados Unidos. Pelos padrões de hoje, a propaganda era bastante crua, porém o que lhe faltava em sutileza era compensado pelo grande volume que jorrava da Wellington House.

Porém, logo a Alemanha ficou virtualmente sem acesso aos Estados Unidos. Daí para a frente a propaganda britânica teve pouca concorrência nos Estados Unidos, sendo conduzida com mais habilidade que a dos alemães, que não contavam com o equivalente a Wellington House, Bernays ou Lippman. Uma vez engajado na guerra, Woodrow Wilson organizou a Comissão de Informação Pública, uma agência de propaganda oficial, para mobilizar a opinião pública americana. Essa comissão mostrou ser altamente bem sucedida, sobretudo na venda dos Liberty Bonds (Títulos da Liberdade). E não

é de se admirar. Esse programa foi escrito para a Casa Branca por Tavistock, tendo sido dirigido em grande parte por Londres.

A exploração pelos aliados dos Catorze Pontos do presidente Woodrow Wilson,

que pareciam prometer uma paz justa tanto para os vencedores quanto para os vencidos, contribuiu grandemente para cristalizar a oposição dos Poderes Centrais à continuação da guerra. Em outro capítulo desta obra detalhamos as mentiras e distorções da Comissão Bryce, que continua sendo um dos mais perturbadores exemplos de como a mentira contada com espalhafato pode ser aceita como verdade. A parte que coube aos americanos da Wellington House, o principal centro de propaganda do mundo, também será explicada mais adiante nesta obra.

Os aspectos propagandísticos da Segunda Guerra Mundial foram semelhantes

aos da Primeira, exceto pelo fato que a Segunda Guerra, também iniciada pelos ingleses e financiada pelos banqueiros internacionais, teve um alcance muito maior. O rádio teve um papel preponderante com seus “noticiários radiofônicos”, que sempre apresentavam os fatos com uma pitada de ficção. As atividades de propaganda ultramarinhas foram mais intensas. O Instituto

Tavistock pode por em prática todas as lições valiosas que tinha aprendido em 1914-1919, usando essa experiência de diversas formas tanto nos velhos como nos novos países.

Mais uma vez, tanto a Alemanha quanto o Reino Unido tentaram influenciar a opinião americana. Os propagandistas alemães jogavam com o sentimento antibritânico, representando a guerra como um esforço contra o comunismo. Retratavam a Alemanha como campeã invencível de uma nova onde de anticomunismo, Agentes alemães também deram seu suporte a movimentos nos Estados Unidos que apoiavam o“isolacionismo”, descrição que se aplicava

a todos os americanos que se opunham à guerra contra a Alemanha.

Porém, os esforços de propaganda dos alemães não eram páreo para o conhecimento especializado da Wellington House e de Tavistock, ou os recursos da Grã-Bretanha (secretamente auxiliada com grandes quantias em dinheiro pelo governo de Roosevelt) e mais uma vez se provou ineficaz. O ataque a Pearl House, cuidadosamente planejado, já era do conhecimento de Roosevelt, Stimson e Knox, meses antes do ser lançado. Dezembro de 1941 foi uma dádiva dos céus para Roosevelt, que estava desesperadamente tentando forçar os Estados Unidos a entrar na guerra do lado dos britânicos, O povo americano foi persuadido pela propaganda e pelas mentiras descaradas que afirmavam ser a Alemanha o agressor.

Os terríveis avisos do Coronel Lindbergh, o famoso aviador, e de um bom número de outros senadores que se opunham à guerra, de que não se podia confiar em Roosevelt e que, como no caso da Primeira Guerra, os Estados Unidos não devia se imiscuir numa guerra com a Alemanha, foram calados pela propaganda.E também, a “situação arranjada” de Pearl Harbor mudou a opinião pública, como Roosevelt sabia que aconteceria. Os esforços de propaganda aliada que fluíam de Tavistock visavam separar os povos dos países do eixo de seus governantes, que foram os únicos responsabilizados pela guerra. Programas de rádio e panfletos lançados dos aviões traziam a propaganda aliada para o inimigo.

As agências oficiais de propaganda da Segunda Guerra Mundial foram o Departamento de Informação de Guerra (OWI – Office of War Information),

encarregado de disseminar a “informação” de Tavistock no país e no exterior e

o Departamento de Serviços Estratégicos (OSS – Office of Strategic Services,

antecessor da CIA e criação de Tavistock, encarregado da condução da guerra psicológica contra o inimigo. No Quartel-General Supremo do teatro de

operações da Europa, o OWI e o OSS trabalhavam coordenados com as operações militares pela Divisão de Guerra Psicológica, sob a direção dos cientistas sociais do Instituto Tavistock.

No período da Guerra Fria – um conflito de interesses forte entre os Estados Unidos e a República Soviética do período pós-Segunda guerra – a propaganda continuou a ser um instrumento significativo de política nacional.

Tanto o bloco democrático quanto o comunista de países tentaram ganhar para seu lado, através de campanhas continuadas, as grandes massas de pessoas não-comprometidas e com isso conseguir seus objetivos sem ter que chegar a um conflito armado. Todos os aspectos da vida e política nacional foram explorados pela propaganda.

A Guerra Fria também foi marcada pelo uso de dissidentes, julgamentos e confissões para fins de propaganda. No início dessa guerra de propaganda, os países comunistas pareciam levar uma clara vantagem. Como os seus governos é que dominavam os meios de comunicação, podiam com facilidade proteger e blindar seus povos contra a propaganda ocidental. Ao mesmo tempo, os governos altamente centralizados podiam elaborar campanhas de propaganda e mobilizar recursos para realizarem seus planos. Podiam também contar com a ajuda do partido comunista e dos simpatizantes de seus países. Por outro lado, os países democráticos não podiam impedir que seus povos fossem expostos à propaganda comunista, nem mobilizar todos os seus recursos para se contrapor a isso.

Essa aparente vantagem dos governos comunistas caiu por terra na década de 1980, com o avanço da tecnologia das comunicações. A incapacidade de controlar a disseminação da informação foi fator preponderante na desintegração de diversos regimes comunistas da Europa Oriental no final da década. A Agência Norte-Americana de Informações (USIA – United States Information Agency), criada em 1953 para realizar esforços de propaganda e atividades culturais no exterior, opera a “Voz da América”,uma rede de rádio que divulga notícias e informações sobre os Estados Unidos em mais de 40 idiomas em todas as partes do mundo.

CAPÍTULO 19 Será que a História se Repete? O Caso de Lorde Bryce

Com os historiadores profundamente preocupados em defender ou amaldiçoar a guerra com o Iraque, pode ser um bom momento para pensar sobre o caso do Visconde James Bryce, o historiador altamente respeitado que traiu e foi para a tumba como um mentiroso confirmado, covarde e impenitente. Antes de seu infeliz envolvimento com a Casa de Wellington, Bryce era altamente respeitado como um historiador honesto.

Desde o início da Primeira Guerra Mundial, os jornais britânicos e americanos ficaram cheios de histórias sobre as atrocidades dos alemães. Não há dúvida que a grande maioria delas foi preparada na Casa de Wellington e distribuída para os canais de comunicação. E o que é pior: eram veiculadas como emanadas de relatos de “testemunhas oculares”, “repórteres e fotógrafos” que acompanhavam a marcha do Exército Alemão através da Bélgica para vencer as defesas francesas em sua marcha sobre Paris. As testemunhas oculares descreviam soldados alemães atravessando bebês com suas baionetas enquanto avançavam cantando hinos marciais. Não faltavam relatos de crianças belgas com as mãos amputadas (supostamente para impedir que usassem armas). Histórias de mulheres com os seios amputados se multiplicavam ainda mais rapidamente.

Em primeiro lugar na parada de sucessos de atrocidades estavam histórias de estupro. Uma testemunha informou que os alemães arrastaram vinte moças para fora de suas casas em uma cidade belga capturada, deitaram-nas em mesas na praça da cidade e todas foram violentadas por, no mínimo, doze “Hunos”, enquanto o resto da divisão observava e aplaudia. Às custas da Inglaterra, um grupo de belgas viajou pelos Estados Unidos recontando essas histórias.

O Presidente Woodrow Wilson os recebeu solenemente na Casa Branca. Suas histórias horrorizaram a América. Ninguém pensou em confirmar as histórias de estupro que eles haviam presenciado. Seus relatos sobre as brutalidades que alegavam terem sofrido nunca foram questionados.

Os alemães negavam com veemência essas histórias. O mesmo acontecia com os repórteres americanos que estavam com o exército alemão. Em 1914 Wilson ainda não tinha conseguido “domar” os repórteres do campo de batalha, ao contrário de Bush em 1991 e quando da invasão do Irã em 2002. Não havia repórteres “infiltrados” no exército britânico. Tavistock ainda precisava aprender

como censurar a verdade “infiltrando” repórteres selecionados no meio das tropas.

Quando as correspondências dos jornalistas britânicos, lançando dúvidas sobre as atrocidades, começaram a ser publicadas na Inglaterra, Northcliffe teve a idéia de indicar Lorde Bryce para chefiar uma comissão de inquérito para investigar os relatos das atrocidades alemãs e trazer os resultados para ele. Na verdade, a sugestão partiu de Edward Bernays e foi aprovada por Walter Lippman.

Então, no início de 1915, o governo britânico oficializou a comissão e pediu a Lorde Bryce que chefiasse uma comissão real para investigar os relatos de atrocidades. Bryce foi um dos mais conhecidos historiadores de sua época; tinha escrito livros altamente elogiados sobre o governo americano e a história da Irlanda, descrevendo com compaixão o duro destino do povo irlandês sob o jugo inglês. Em 1907 trabalhou com um diplomata anglo-irlandês, Roger Casement, para expor a terrível exploração dos povos indígenas no Rio Amazonas por uma empresa inglesa de extração de borracha.

De 1907 a 1913 serviu como embaixador inglês em Washington, onde se tornou uma figura popular e até mesmo querida.

Seria difícil encontrar um intelectual mais admirado, com reputação estabelecida de honestidade e integridade. Bryce e seus seis delegados, uma amálgama de ilustres advogados, historiadores e juristas, “analisaram” 1.200 depoimentos de “testemunhas oculares” que alegavam ter testemunhado toda a sorte de atrocidades alemãs. Quase todas as testemunhas eram belgas que haviam fugido para a Inglaterra como refugiados; e também havia relatos de soldados belgas e britânicos, coletados na França. Mas os delegados não interrogaram nenhuma dessas testemunhas oculares; essa tarefa foi deixada para os “senhores de conhecimento e experiência legal” – advogados. Como os crimes declarados ocorreram no que continuava a ser uma zona de guerra, não houve investigação local de nenhum relato.

Nenhuma testemunha foi identificada pelo nome; os delegados disseram que isso era justificado no caso dos belgas pelo medo de que pudesse haver represálias alemãs contra suas famílias. Mas os soldados ingleses que testemunharam permaneceram igualmente anônimos, e por nenhuma razão aparente. Assim mesmo, em sua introdução, Bryce alegou que ele e seus delegados tinham testado “intensamente” as evidências. Ninguém suspeitava que testemunhas militares não tinham sido “testadas”, muito menos “intensamente”. Nenhuma razão foi dada para esse grave lapso, e para o que Tavistock desde então caracterizou não como uma mentira, mas como “inexatidão”.

O Relatório Bryce foi publicado em 13 de maio de 1915. O quartel general da propaganda na Casa de Wellington, próximo ao Palácio de Buckingham, garantiu que ele fosse enviado a praticamente todos os jornais da América. O impacto foi estupendo, como afirmam as manchetes e os subtítulos do New York Times.

COMISSÃO BRYCE CONFIRMA ATROCIDADES ALEMÃS

Não Apenas Crimes Individuais, mas também Massacre Premeditado na Bélgica.

JOVENS E IDOSOS MUTILADOS

Mulheres Atacadas, Crianças Brutalmente Assassinadas, Incêndios e Pilhagens Sistemáticos.

APROVADO PELOS OFICIAIS

Tiroteio Desumano contra a Cruz Vermelha e a Bandeira Branca; Prisioneiros e Feridos Executados.

CIVÍS USADOS COMO ESCUDOS

Em 27 de maio de 1915, os agentes da Wellington House nos EUA informaram Londres sobre o desfecho de sua propaganda maciça: Mesmo em jornais hostis aos Aliados, não existe a menor tentativa de impugnar a verdade dos fatos alegados. O prestígio de Lorde Bryce na América põe o ceticismo fora de questão.

Charles Materman, chefe da Wellington House, disse a Bryce: “Seu relatório levou a América de roldão”. Sir Roger Casement foi um dos poucos críticos do Relatório Bryce.

“Basta ver James Bryce, o historiador, para condenar Lorde Bryce, o guerrilheiro”, foi o que escreveu Casement em um ensaio indignado chamado A Extensão do Poder Funesto da Mentira. Nessa época, Casement havia se tornado um defensor ferrenho da independência da Irlanda então pouca gente prestou atenção à sua divergência, que foi descartada como tendenciosa.

Clarence Darrow, famoso advogado americano iconoclasta, que se especializou em absolver clientes ostensivamente culpados, era outro cético. Visitou a França e a Bélgica em 1915 e procurou em vão por uma única

testemunha ocular que confirmasse pelo menos uma das histórias de Bryce. Cada vez mais incrédulo, Darrow anunciou que pagaria US$ 1.000 – soma bastante grande em 1915 (mais de US$ 17.000 em 2006) – a quem apresentasse um menino belga ou francês cujas mãos tivessem sido amputadas por um soldado alemão, ou uma prova clara de que uma única criança de qualquer sexo tivesse sido atravessada por uma baioneta das tropas alemãs.

Não houve vencedor, nenhuma “vítima” se apresentou para pedir a recompensa embora Darrow tenha gastado um valor considerável de seu próprio bolso para divulgá-la.

Depois da guerra, os historiadores que tentaram examinar a documentação das histórias de Bryce foram informados que os arquivos tinham desaparecido misteriosamente. Nenhum representante ou departamento do governo se ofereceu para iniciar uma busca pelos documentos “desaparecidos”.

“intensamente

testados” a um teste novo e totalmente imparcial, levou a maioria dos

Essa

manobra

clara

para

não

submeter

os

documentos

historiadores

a

descartar

99%

das

atrocidades

de

Bryce

como

sendo

fabricadas.

Um deles chamou o Relatório “em si uma das maiores atrocidades da guerra”. Trabalhos mais recentes reduziram a porcentagem das fabricações de Bryce porque foi descoberto que vários milhares de civis belgas, inclusive algumas mulheres e crianças, foram executados pelos alemães no verão de 1914 e Bryce resumiu mais ou menos corretamente alguns dos piores excessos, como as execuções na cidade de Dinant. Mas mesmo esses historiadores mais recentes admitem que o Relatório de Bryce foi “gravemente contaminado” por estupros, amputações e bebês assassinados. Culpam a histeria e o ódio da guerra por esse grave engano.

Isso é a mesma coisa que dar a Bryce um passe livre. O número de correções que precisaram ser feitas pelos críticos nos relatórios de Darrow foi menos de um por cento e não conseguiu inocentar Bryce. Como foi destacado na época, 99% do Relatório da Comissão Bryce eram mentiras. A correspondência entre os membros da comissão de Bryce sobreviveu ao “desaparecimento” dos documentos; ela revela sérias dúvidas sobre os relatos de mutilação e estupro.

Essas sérias dúvidas nunca foram divulgadas na Inglaterra e nos EUA, da mesma forma que os relatórios sobre brutalidade da Wellington House o foram. Um dos secretários da comissão admitiu ter recebido inúmeros endereços britânicos de mulheres belgas supostamente engravidadas por estupros alemães, mas apesar de buscas intensivas não conseguiu localizar nenhuma

mulher da lista. Mesmo a história amplamente divulgada de um membro do parlamento que abrigou duas mulheres grávidas acabou sendo revelada fraudulenta. Parece que Bryce ignorou essa evidência negativa, assim como Bush e Blair fariam depois milhares de vezes quando, em raras ocasiões, uns poucos repórteres cumpriram sua missão e fizeram perguntas inconvenientes.

Lorde Bryce, o intelectual, deveria saber – e quase certamente sabia – que lendas de assassinatos de bebês, estupro e amputação dos seios de mulheres assassinadas eram fábulas-padrão antiquíssimas sobre “odiar o inimigo”, assim como estupros em massa nos campos e praças públicas.

Mesmo um exame superficial das campanhas de Napoleão na Europa traz à tona centenas desses tipos de “atrocidades”, das quais apenas uma pequena fração se revelou real. Bryce, o historiador culto, o intelectual digno de confiança reputado por sua honestidade, deveria ter rejeitado tais fabricações. Ele certamente sabia que a grande maioria das “histórias sobre "atrocidades” vinha da Wellington House. Ao invés de verificar sua origem e então descartá- las como propaganda, Bryce as agrupou todas em um “relatório” que as considerou geralmente factuais e depois lançou uma condenação ampla ao exército e ao povo alemães. Isso nos lembra o Sr. G.W. Bush e sua classificação geral de que toda a população de vários estados muçulmanos pertencia a um “Eixo do Mal”.

Por que Bryce não descartou as fabricações e não se concentrou nas execuções de civis pela Alemanha? Como já afirmamos, ele sabia que uma grande parte dos “incidentes” eram produtos da Wellington House; e se ele tivesse agido assim, teria aberto um assunto muito delicado sobre o amplo uso da propaganda pelo governo britânico.

Houve uma razão importante para Bryce decidir abandonar um currículo honroso e manchar sua reputação: Uma grande porcentagem do exército belga em 1914/1915 era composta de “Home Guards” (guerrilheiros) que não usavam uniformes a não ser uma insígnia pregada em suas camisas ou chapéus. Os alemães, tentando desesperadamente vencer no Leste antes que o exército invasor russo esmagasse suas linhas tenuemente defendidas no Leste, ficaram furiosos como esses combatentes aparentemente civis, e não tiveram misericórdia para com eles. A imprensa jamais noticiou que os alemães tinham o direito de revidar o fogo dos civis ou mesmo de iniciá-lo, de acordo com as leis de guerra constantes na Convenção de Genebra àquela época.

O fato é que em 1915 e até 1945, os “guerrilheiros” podiam ser legalmente combatidos. Civis, mesmo com crachás presos em seus chapéus, não tinham autoridade para atirar contra soldados de uniforme, nem tinham direito à proteção. Sim, era isso que diziam as leis de guerra da Convenção de

Genebra, e Lorde Bryce e seus delegados sabiam disso. Nem esse importante fato foi alardeado na Inglaterra e nos EUA da mesma forma que a propaganda que conquistou com sucesso os corações e mentes do povo britânico e americano. Alguns comandantes alemães com certeza perderam a cabeça e se vingaram excessivamente contra cidades inteiras, como Dinant.

Mas uma defesa medíocre podia ser montada até para esses homens. No entanto, a discussão sobre o queera permitido pela Convenção de Genebra faria os leitores bocejarem. Eles queriam o que Bryce deu a eles – sangue e concupiscência, estupro e horror perpetrados pelas “bestas” (“Boche”) alemãs contra mulheres, criancinhas e “civis desarmados”. Queriam uma prova de que

o “Huno” alemão era um bárbaro, uma besta selvagem. E se o público não

fosse facilmente enganado, o esforço de guerra da Casa de Wellington e do Governo Britânico teria ficado em maus lençóis.

Não há dúvida que o Relatório Bryce ajudou a Inglaterra a vencer a guerra. Não há dúvida que ele influenciou a opinião pública americana e convenceu milhões de americanos e outros povos neutros. Traduzido para 27 idiomas, convenceu milhões de pessoas de que os alemães eram bestas medonhas em forma humana. Ninguém, exceto uns poucos intrusos “tendenciosos” como Sir Roger Casement e Clarence Darrow, jamais reprovou Lorde Bryce pelas mentiras perversas que ele espalhou pelo mundo. Nenhum homem de bem perdoaria Bryce por macular sua reputação.

Durante todo esse evento, a Wellington House permaneceu em segundo plano

– poucos sabiam de sua existência – para não falar de seu papel vital como

fábrica de propaganda, mas ela tinha feito um trabalho importante e teve uma função decisiva em suporte à lavagem cerebral. Quanto a Bryce, foi para o túmulo cheio de honras reais e acadêmicas: como um grande mentiroso sujo, um homem que maculou sua reputação, com as mãos cheias de sangue, um patife brilhante, um ladrão que roubou a verdade de um público que tinha o direito de a conhecer e que conseguiu escapar da investigação, da exposição e

da condenação final que foi universalmente atribuída a Judas Iscariotes.

De uma perspectiva de cem anos, devemos ter uma visão muito mais dura sobre esse homem. O Relatório Bryce tinha conexões óbvias com a decisão britânica de manter o bloqueio da Alemanha por sete meses após o armistício de 1918, causando a morte por inanição de aproximadamente 600.000 alemães idosos e muito jovens, tudo parte do plano para enfraquecer a Alemanha para que ela nunca mais fosse uma “ameaça” aos “aliados”.

As mentiras da propaganda da Casa de Wellington sobre o exército alemão foram, sem dúvida, a maior atrocidade da Primeira Guerra Mundial e fez com que todos os alemães tivessem sede de vingança. Ao criar um ódio cego pela

Alemanha, Bryce começou a cultivar os carros blindados da Segunda Guerra Mundial.

CAPÍTULO 20

A Magia Negra da Mentira bem Sucedida:

A Guerra do Golfo de 1991

Por esses antecedentes, o que vimos na Guerra do Golfo por volta de 1991 foi assustador o bastante para nos obrigar a lembrar a origem da magia negra da

mentira bem contada praticada por Lorde Bryce e o tipo de mentiroso congênito

e deslavado que ele mostrou ser. Também nos lembra como a Wellington

House e depois Tavistock puseram seu timbre na lavagem cerebral como instrumento de guerra. Esse foi um dos fatores determinantes que me levaram a escrever este livro e a expor Tavistock e sua influência funesta e prejudicial.

Na Guerra do Golfo, o Departamento de Estado americano fechou todos os meios de comunicação e nomeou seu próprio porta-voz que dava sua versão, gritantemente inverídica dos eventos, através de transmissões de TV. Eu apelidei o sujeito de “Pete Pentágono”, e ele falava alegremente sobre “dano colateral”, uma nova frase de Tavistock que estava sendo testada pela primeira vez. Levou muito tempo para o público entender seu significado baixas humanas, mortes humanas e destruição da propriedade.

Então o público teve uma oportunidade inesperada quando permitiram à CNN que entrasse e informasse sobre o sucesso do míssil “Patriot” destruindo os SCUDS iraquianos o que, posteriormente, se revelou outro exercício básico de propaganda.

De acordo com a CNN, pelo menos um SCUD de ataque Israel era derrubado

todas as noites. Entretanto, durante a guerra, o World in Review, informou que nem um único míssil SCUD tinha sido derrubado. Ninguém ousava informar que um total de 15 SCUDs haviam atingido Tel Avive e outras partes de Israel.

O que prevalecia era desinformação e informação falsa. Só o WIR informou a

verdade, mas com uma tiragem tão pequena, isso não foi importante para a propaganda. Então houve a gigantesca fraude perpetrada contra o povo

americano por uma das maiores empresas de Relações Públicas de Washington, a Hilton and Knowles.

Aqui, mais uma vez, só o WIR revelou que o episódio piegas dos soldados iraquianos arrancando recém-nascidos de incubadoras no Kuwait e os jogando no chão, era uma grande falsidade. É interessante que assim como a Benton and Bowles, a Hilton and Knowles tinha laços estreitos com o Instituto Tavistock. As duas empresas eram agências importantes de “publicidade”.

A fabricação da Hilton and Knowles, narrada entre lágrimas por uma “testemunha ocular” (que vem a ser a filha adolescente da família Al Sabah, do embaixador do Kuwait em Washington) foi o que levou o Senado a violar a Constituição dos Estados Unidos e “dar” a Bush pai a “permissão” para atacar o Iraque, apesar do fato de não existir tal cláusula na Constituição americana. Embora Bush pai pudesse dizer – “Bem, não sabia disso, não contratei Hilton and Knowles”, ele sabia muito bem tudo sobre a proeza de propaganda impingida ao povo americano. Ninguém vai jamais acreditar que ele não reconheceu a filha adolescente do embaixador do Kuwait, que ele já tinha encontrado várias vezes antes.

O embaixador do Kuwait pagou US$ 600.000 a Hilton and Knowles para que

armasse a elaborada fraude na frente do Senado, pela qual ele deveria ter sido preso por mentir a uma comissão do Senado. O que foi muito irritante foi que a filha também não foi punida por sua parte em contar sua experiência comovente: “Eu vi os soldados iraquianos arrancarem os recém-nascidos de

suas incubadoras e jogá-los no chão”, ela gritou. A verdade é que Narita Al Sabah não tinha nem chegado perto do Kuwait por anos, e certamente não durante a guerra! Estava em Washington D.C. com seu pai na residência do embaixador em Washington.

No entanto, essa criança mentirosa e seu pai não foram processados. É isso que os especialistas em propaganda de Tavistock chamam de “nova versão bem-sucedida de eventos”.

O testemunho de Narita Al Sabah tornou-se a peça central de uma maciça

campanha da mídia nos EUA, que ficou conhecida não só por ter mudado a opinião do Senado, mas também por colocar o povo americano a favor da guerra contra o Iraque.

Bush pai usou um velho artifício da propaganda ao dizer ao mundo que Saddam Hussein tinha que ser tirado do Iraque para que o Oriente Médio voltasse a ser seguro. (Lembrem-se que Wilson enviou tropas americanas para morrer na França, para “tornar o mundo seguro para a democracia”). Bush também tentou amedrontar o povo americano alegando que se os EUA não parassem Hussein ele jogaria bombas nucleares sobre cidades americanas, alegação que não tinha qualquer fundamento. Em outras palavras, era uma mentira da propaganda. Bush pai começou então a vilanizar e demonizar o presidente do Iraque para atender aos planos de seus amigos do cartel do petróleo.

Poucas pessoas se lembravam das mentiras usadas por Wilson para levar os EUA para a guerra na França, caso contrário teriam notado a incrível semelhança com o que o Presidente Bush estava dizendo e com o que Lorde

Bryce disse a Wilson e o que Wilson disse ao povo americano para que lhe desse apoio no esforço de envolver tropas americanas na Primeira Guerra Mundial. Quando Hussein foi esquecido e as ameaças que supostamente representava desapareceram, os novos bichos-papões passaram a ser Osama bin Laden e a Al-Qaeda.

Woodrow Wilson usou propaganda sem rodeios quando disse ao relutante povo americano que a guerra “tornaria o mundo seguro para a democracia”. Bush usou o mesmo artifício.

O custo de tornar o mundo “seguro para a democracia” foi altíssimo. O

Professor William Langer calcula que foram 10 milhões de mortos e 20 milhões

de feridos durante a Primeira Guerra Mundial. Só a Rússia perdeu 9 milhões de

homens, ou assustadores 75% de seu exército. O custo total da guerra em dólares foi estimado em US$ 180 bilhões aos quais devemos somar os custos indiretos de US$ 151.612.500.000.

CAPÍTULO 21

O Memorial do Soldado e os Cemitérios da Primeira Guerra Mundial

Em 2005, o custo da guerra de Bush contra o Iraque já chega a cerca de US$ 420 bilhões e a família Bush ainda quer mais dinheiro para essa aventura de mau agouro. E conhecendo o povo Americano e seus representantes legislativos infelizes, incompetentes e inúteis, Bush conseguirá o que quer. O custo em dólar da Primeira Guerra Mundial não leva em conta o pesar e o sofrimento trazidos para a América por Wilson, o transgressor. Inserimos aqui um artigo recente que dá um toque pessoal, pungente à terrível perda de vidas desta guerra de pesadelo.

Há várias semanas atrás visitei, com minha família, o Museu Memorial do Soldado no coração do centro de Saint Louis. Trata-se de uma grande e imponente edificação, dedicada em 1936 pelo Presidente Roosevelt como memorial aos 1075 cidadãos de Saint Louis que morreram na Primeira Guerra Mundial.

O memorial é dolorosamente belo, cheio de mosaicos e mármores, com pisos aterraçados e esculturas de granitos Bedford. É dominado por um grande monumento de granito preto em seu centro, coberto por fileiras e fileiras cuidadosamente dispostas de nomes dos mortos. No dia em que visitamos este lugar impressionante e assombrado, estava totalmente vazio. Embora vazio de visitantes estava cheio de espíritos e vozes e rostos dos rapazes pálidos, de cabelos despenteados em seus uniformes impecáveis, que saíram marchando de Saint Louis, há 86 anos atrás, para lutar em uma guerra gloriosa lá longe, numa terra longínqua, rapazes que nunca voltaram para casa.

A pungência disso se tornou ainda mais forte pelo fato que estamos vivendo diariamente com as repercussões do conflito atual, a guerra sangrenta e selvagem do Iraque. Todos os dias lemos sobre os rapazes que nunca voltarão para casa. O que mais me chamou a atenção, enquanto andava pelo memorial e museu, levando minha filha recém-nascida nos braços, foi o fato de que ele se parecia com tantos outros memoriais que visitei no meu país natal, a Escócia. Também se parecia com os que tinha visto na França, Inglaterra, e no Canadá, e na Nova Zelândia e se parecia exatamente com os memoriais de quase todos os países tocados pela carnificina da Primeira Guerra Mundial.

Em quase todos os países tocados pela carnificina da Primeira Guerra Mundial, a chamada “Guerra para acabar com Todas as Guerras”,

homens acorriam para se alistar e iam para a guerra com grande entusiasmo. Acreditavam que seria uma guerra curta, decisiva e exitosa, travada pelas razões certas, e que seria gloriosa para os vencedores. Acreditavam estar criando um mundo melhor.

Estavam errados. Cerca de 5.500 homens morreram todos os dias durante quatro anos e meio durante a Primeira Guerra Mundial; isso representa cerca de quatro homens por minuto, a cada minuto, durante quatro anos e meio, até que 10 milhões estavam mortos. A Primeira Guerra Mundial fez mais que destruir vidas; destruiu a confiança no progresso, na prosperidade e na racionalidade dos seres humanos civilizados, que tinham se tornado tão características do século dezenove. A guerra destruiu muito da próxima geração que teria dado liderança para a Europa

E esta manhã, enquanto me sento com minha filhinha ao colo, leio reportagens diárias sobre a escalada da violência no Iraque, com homens ingleses, iraquianos e americanos continuando a morrer, o Memorial do Soldado de Saint Louis – um memorial de uma guerra que nunca deveria ter sido travada – me assombra, como os mortos assombram o Memorial. Foi o pior de todos os desastres e essa guerra que nunca deveria ter sido lutada me assombra.

Os cérebros neo-conservadores da Administração Norte-Americana deveriam visitar locais como este e meditar longa e profundamente sobre as lições de tais memoriais antes de embarcarem em uma guerra no Oriente Médio que já matou um número desconhecido de pessoas e que certamente matará muitos mais, direta ou indiretamente

(Escrito pelo Professor Doutor James Lachlan McLeod, Professor Associado de História, Universidade de Evansville, Indiana, USA).

Minhas experiências são semelhantes as do prof. McLeod. Eu visitei os campos de batalha de Verdun e Passchendale, onde ocorreu a maior parte da carnificina que ele tão bem descreveu. Tentei imaginar 10 milhões de soldados morrendo tão jovens, o terror e sofrimento por que passaram a pesar inconsolável dos que ficaram para trás.

De pé na luz crepuscular em um dos muitos cemitérios da França, olhando as milhares e milhares de precisas cruzes brancas marchando por todo o cemitério, fui acometido pela raiva e inundado pelo pesar, de tal forma que juro ter ouvido os gritos e gemidos de angústia dos mortos clamando por justiça, jovens tão cruelmente ceifados em seu primor, e me pareceu ver seus rostos

refletidos nas nuvens acima. Foi uma experiência mística que jamais esquecerei, semelhante à experiência de um oficial Britânico que visitou esses campos de batalha em 1919:

Ontem visitei os campos de batalha dos últimos anos. O local era quase irreconhecível. Em vez da selvageria do terreno destroçado pelas bombas havia um jardim de flores e grama alta. O mais fantástico de tudo foi o aparecimento de milhares de borboletas brancas que revoavam por toda a parte. Era como se as almas dos soldados mortos tivessem vindo para assombrar o local onde tantos haviam caído. Era inquietante vê-las. E o silêncio! Tão parado que se podia quase ouvir o bater das asas das borboletas.

(dos registros da I Guerra Mundial do Museu da Guerra de Londres).

Meu sentimento profundo de ultrage me deu a determinação de encontrar tudo o que pudesse sobre essa terrível guerra que começou com o um ataque maciço de propaganda, o flagelo do mundo moderno. Essa foi outra razão para escrever este livro e expor o mal de Tavistok. Sir Roger Casement achava que Lord Bryce devia ser enforcado por traição e eu acho que Wilson deveria ter tido sorte igual, o que impediria Roosevelt e Churchill de mergulhar o mundo em uma segunda rodada de carnificina. A propaganda prevaleceu e perdeu-se o mundo ocidental civilizado.

O mundo que conhecíamos, o mundo criado pela civilização ocidental, não existe mais. As predições sombrias de Spengler se mostram verdadeiras. No lugar de nosso mundo ocidental civilizado logo veremos o edifício pavoroso do novo Governo Unitário Socialista Comunista surgir da escuridão da longa noite que se avizinha. Não pode haver dúvida que a Primeira Guerra Mundial foi causada pela Grã-Bretanha e seu aliado, os Estados Unidos da América do Norte, com o auxílio a da Wellington House. A guerra não poderia ter sido montada sem as forças sombrias da Wellington House. O nome de Lord Grey o principal artífice da guerra. Ficará na história como o de um político traiçoeiro e desonesto.

Não há consenso sobre por que a Grã-Bretanha iniciou a Primeira Guerra Mundial. Porém, em 1916, o Exército Alemão tinha derrotado os exércitos da França e da Grã-Bretanha de forma decisiva. Wilson sofria enorme pressão para enviar tropas americanas para a Europa e a Wellignton House lançou um esforço maciço de propaganda contra o povo americano, ataque esse que no entanto permaneceu ineficaz até a publicação do Relatório Bryce. Entender o que se passa hoje no Iraque é impossível, a menos que tenhamos pleno conhecimento da barragem de propaganda lançada contra os americano e ingleses em 1913 e 1940.

Foi um dos capítulos mais sombrios e infames da história, com Wilson afirmando mentiras como “guerra justa”, “uma guerra para acabar com todas as guerras”, uma guerra “para tornar o mundo mais seguro para a democracia”.

Na realidade, tratava-se de uma guerra para tornar o comércio seguro, sobretudo para a Grã-Bretanha, mas também para a França, então ameaçada pela indústria alemã. Mas essas eram palavras para esconder a verdadeira intenção de Wilson, insignificante nesse contexto, tal como se esperaria de um político. O tipo de conversa fiada que se vê nas colunas sociais.

O discurso de Wilson de “tornar o mundo seguro para a democracia”, nada

mais era que bolas de gás coloridas. Ele se propunha a entrar na guerra do lado dos Ingleses que estavam, naquele mesmo momento, fazendo tudo para que não houvesse nenhuma democracia popular no Império. Os Ingleses acabavam de eliminar brutalmente os Boers na África do Sul, em uma guerra cruel que durou três anos. Se Wilson quisesse que o mundo fosse “seguro para

a democracia” deveria ter entrado nela do lado dos alemães contra a Inglaterra,

a agressora e instigadora da guerra.

Em vez de fazer “o mundo seguro para a democracia”, isso se tornou a maior calamidade de todas as que fustigaram nações civilizadas que caíram vítimas

de políticos, mentirosos, imorais e corruptos e foram levadas a uma guerra que

foi corretamente chamada de “a Grande Guerra”. Claro que só foi “grande” em

tamanho e abrangência. Jamais entenderemos como os Estados Unidos se tornou a “única grande potência”, se não confessarmos os pecados de Wilson

e do establishment inglês de 100 anos atrás.

Os Estados Unidos tem se imiscuído, continuamente, nos assuntos de outras nações soberanas, apesar do aviso terrível de George Washington, sendo que

a primeira manifestação disso foi nossa entrada na Primeira Guerra Mundial e

na fracassada Liga das Nações. Wilson, fazendo pleno uso dos propagandistas

da Wellington House, e brandido slogans como uma espada, disse a um Senado relutante que se não ratificassem a Liga das Nações isso “quebraria o coração do mundo”.

Graças ao senador Cabot Lodge, um certo número de senadores americanos, depois de reflexão isenta e de exame do tratado se recusaram a ratificá-lo, pois descobriram que buscava matar a soberania dos Estados Unidos. Usando e abusando de sua queda pela propaganda, Wilson tentou ganhar a parada conclamando, em sua campanha de re-eleição por “um grande e solene referendo pela aceitação do tratado”, porém, sem ter Lord Bryce para apoiá-lo, perdeu e acabou eliminado.

Infelizmente não levou muito tempo para que os magos da propaganda preparassem seu ressurgimento com as Nações Unidas, versão reformulada da Liga das Nações. Truman (não o simples vendedor de chapéus do Missouri, mas o Mestre Maçon Iluminista) traiu o povo americano permitindo que esse edifício de um mundo único fosse erigido nos Estados Unidos, sendo que Truman usou o legado de propaganda de Wilson para persuadir senadores importantes a votar em suas mentiras.

O que Truman fez foi forçar a nação americana a firmar um pacto com o diabo

– o diabo do poder sobrepujando justiça e verdade, justiça sob a mira da

espingarda. Nós empregamos essa “justiça” na Segunda Guerra Mundial através de bombardeios em massa de centros civis, sem consideração pela perda de vidas e usamos bombas atômicas no Japão, embora a guerra já houvesse terminado, dentro do princípio de “chocar e apavorar”, ecoado por Rumsfeld na guerra inconstitucional contra o Iraque.

CAPÍTULO 22 A Paz não é Popular

A Segunda Guerra Mundial seguiu um padrão praticamente idêntico ao da

Primeira. Para concluir o tratado de paz com Hitler, Neville Chamberlain foi imediatamente sujeito a uma poderosa barragem de propaganda dirigida pelo Instituto Tavistok. Chamberlain tinha desafiado o Comitê dos 300 e apoiado um

recém-chegado, uma pessoa de fora das fileiras, que era visto como uma ameaça ao socialismo mundial.

O mundo não soube a verdade sobre Chamberlain, que ele era um político

hábil que procurava evitar outra guerra, ou que tinha muita experiência e tinha preparado um plano de paz exeqüível, o que, é claro, não agradava aos abastados comerciantes que qual urubus sentavam-se nas cercas esperando para rapinar a riqueza das nações e os corpos de seus filhos.

A vasta máquina de propaganda criada pelo Instituto Tavistock foi imediatamente acionada contra Chamberlain após o anúncio de seu bem sucedido plano de paz. Shakespeare disse que “o mal feito pelos homens perdura após eles; o bem muitas vezes é enterrado com seus ossos.” O bem feito por Chamberlain não era conveniente para os fomentadores da guerra e estes o enterraram sob uma montanha de propaganda e de mentiras rematadas.

Tais mentiras eram a obra de especialistas de propaganda empregados pelo Instituto Tavistok, notadamente, Peter Howard, Michael Foot e Frank Owen. Um desses homens. Sob o pseudônimo de “Cato”, difamou Chamberlain de tal forma que o ódio que ligaram a seu nome perdura até hoje, julho de 2005. Tal é o poder e o alcance da máquina de propaganda de Tavistock. Em anos mais recentes, muito depois dos enganosos mestre da propaganda terem feito seu serviço, o historiador e estudioso inglês, David Dutton, escreveu um livro, Neville Chamberlain, no qual apresentou uma avaliação equilibrada do antigo primeiro ministro.

Longe de ser o “bôbo” de Hitler e um “tolo”, Chamberlain demonstrou uma considerável capacidade de negociação e foi um líder altamente competente que luto valentemente para evitar uma outra guerra. Porém isso era contrário aos interesses do Comitê dos 300. Churchill conseguiu sua “guerra deliciosa”, mas por volta de 1942 os “Aliados” já tinham sido virtualmente expulsos do continente europeu, com grande perda de homens. França, Bélgica, Holanda e Dinamarca estavam ocupadas.

A Alemanha ofereceu termos generosos à Inglaterra, mas o fautor de guerra,

Churchill, rejeitou as aberturas de paz e voltou-se para seu velho burro de

trabalho, os Estados Unidos, para que providenciasse homens, dinheiro e equipamentos para continuar a “guerra deliciosa”.

povo americano: “Quando vão

aprender? Quando vão discernir entre propaganda e informação genuína? Quando vão submeter as propostas de guerra ao teste constitucional?”

É com profundo pesar que pergunto ao

Wilson era um mentiroso consumado e tinha ódio da Constituição: sim, graças

a um imenso esforço de propaganda, organizado, executado e mantido pela

Wellington House, pode realizar sua missão, operando sob a bandeira do

patriotismo, que sobrepujou a vigorosa oposição à guerra.

Entre Wilson, Churchill e Roosevelt, um tremendo dano foi cometido contra a civilização cristã ocidental. Mesmo assim, apesar disso, uma onda de propagando continua a rolar sobre seus nomes, como para lavar o sangue dos milhões de suas mãos. Em vez de serem vilipendiados, inúmeros monumentos em sua homenagem podem ser vistos por toda a Europa, sendo que nos Estados Unidos um imenso monumento multibilionário será construído em honra a Franklin D. Roosevelt, cuja traição levou os japoneses a “darem o primeiro tiro”, conforme registro do Stimtson Diaries.

Pearl Harbor abriu o caminho para o controle comunista da China, e

ultimamente, para uma Nova Ordem Mundial Comunista-Socialista, dentro do Governo Único Mundial. Nossa única esperança em um vale de desesperança

é que essa obra possa ajudar a abrir os olhos do povo americano para que

possa decidir nunca mais se deixar enganar pela propaganda, embora, depois

do que se seguiu à tragédia de 9/11, esta pareça ser uma esperança vã.

Passamos, recentemente, pela experiência perturbadora de sermos empurrados para guerras desnecessárias da Sérvia, Afeganistão e Iraque por meio de ferramentas ampliadas de propaganda manejadas pelos especialistas de Tavistock, as mesmas que foram usadas para denegrir o Kaiser e

Chamberlain. O presidente Milosevic foi demonizado, vilipendiado, diminuído e finalmente escorraçado do poder. O Presidente Milosevic foi ilegalmente preso

e ilegalmente transportado para a Holanda para ser “julgado” por um tribunal canguru que vem tentando há quase quatro anos condená-lo por “crimes de guerra”.

George Bush filho se recusou a dar tempo para que os mediadores trabalhassem no Iraque porque sabia que isso impediria a guerra. Eles se recusou a dar aos inspetores de armamentos das Nações Unidas tempo para terminarem seu trabalho, declarando, em vez disso, com toda a má intenção de

todos os propagandistas, que o mundo não podia esperar dez dias a mais devido ao “perigo iminente” que as “Armas de Destruição em Massa” representavam nas mãos do “ditador Iraquiano” (O açougueiro de Bagdá).

Assim, mais uma vez, o povo dos Estados Unidos foi levado junto com a correnteza das mentiras deslavadas, disseminadas pelos propagandistas do Instituto Tavistock e ecoadas pala mídia americana. Sobretudo pelo principal órgão de propaganda dos Estados Unidos, o canal de Notícias Fox.

Sob um certo aspecto, desta vez os americanos foram mais felizes. Não foi preciso esperar que 100 anos se passassem para descobrir verdade: não havia “Armas de Destruição em Massa”, nenhuma “fábrica química ou bacteriológica”, nenhum foguete de longo alcance para criar uma “nuvem em cogumelo sobre Boston” (cortesia da apologista da propaganda de Tavistock e da lavagem cerebral, sra. Rice, do Sr. Bush e de seu parceiro no crime o Primeiro- Ministro Britânico Blair.

Porém, apesar de serem apanhados numa teia de mentiras, todos os acima mencionados continuam em seus cargos. Não foram despedidos pelas inúmeras mentiras que juraram ser verdade, e das quais nem se deram ao trabalho de tentar se safar, dando de ombros às críticas com o auxílio de mestres do engodo (mentirosos polidos) como Karl Rove e Alasteir Campbell Esperemos que a causa da justiça seja servida e que os responsáveis pela tragédia dos bombardeios da Sérvia e do Afeganistão e pelas invasões sem motivo do Iraque sejam levados a Corte Internacional de Justiça para responder pelos seus crimes.

As vozes dos mortos clamam dos campos de batalha da Europa, do Pacífico, da Sérvia, do Afeganistão e do Iraque, lamentando terem morrido porque a “lavagem cerebral” triunfou e a propaganda, o flagelo do mundo moderno, prevaleceu, se desenrolando em volutas a partir do Instituto Tavistock, como um miasma fétido que sai de um pântano úmido e repugnante envolvendo o mundo e o impedindo de ver a verdade.

CAPÍTULO 23 Instituto Tavistock:

Controle da Inglaterra sobre os Estados Unidos

O Instituto Tavistock de Relações Humanas está situado em Londres, e nos

terrenos da Universidade de Sussex, Sussex, Inglaterra, onde estão localizados quase todos os seus centros de pesquisa. Tavistock é tão importante hoje quanto era quando revelei sua existência pela primeira vez no início de 1969. Fui acusado de fazer parte de Tavistock porque trabalhei muito próximo às instalações de Tavistock em Sussex, e conheço bem sua história.

Quase todas as atividades mais recentes de Tavistock tiveram e ainda têm

grande influência sobre o estilo de vida dos Estados Unidos e sobre nossas instituições políticas. Acredita-se que Tavistock esteja por trás da publicidade pró-aborto, da proliferação de drogas, do ataque a nossas tradições familiares e do ataque feroz à Constituição, de nossa má condução da política externa e

de nosso sistema econômico, programado para fracassar.

Além de John Rawlings Reese, ninguém em Tavistock faz tanta diferença na moldagem da política internacional e dos eventos mundiais quanto Edward Bernays (sobrinho em segundo grau de Sigmund Freud) e Kurt Lewin.

Deve-se incluir um “terceiro homem” aqui, embora ele nunca tenha feito parte do corpo docente de Tavistock; estamos falando de Willi Munzenberg cujos métodos e aplicações de propaganda, tão cruciais para a era moderna de comunicação em massa, deram-lhe o título de “o maior propagandista do mundo”. Sem dúvida o homem mais brilhante de sua era (começou seu trabalho antes da Primeira Guerra Mundial), Munzenberg foi responsável por organizar os bolchevistas depois que eles derrubaram a Dinastia Romanov.

Munzenberg formatou definitivamente as idéias e métodos postos em prática por Bernays e Lewin. Suas façanhas legendárias ao lidar com Leon Tepper o Kappelmeister da Rot Kappell (Maestro da organização de espionagem “Orquestra Vermelha”) fizeram de Munzenberg o mestre da espionagem para todas as agências de inteligência existentes. Tepper foi treinado por Munzenberg e nunca foi preso. Tepper conseguiu obter todos os segredos da Inglaterra e dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial. Não havia praticamente nenhum plano secreto lançado pelos “aliados” que já não fosse

do conhecimento de Tepper, que passava as informações para a KGB e para o

GRU em Moscou.

Em seu campo, Bernays era igualmente brilhante, mas eu suspeito que a maioria de suas idéias veio de seu famoso tio Sigmund. Quanto às suas idéias sobre propaganda, não há dúvida que ele as “pediu emprestadas” a Munzenberg e isso se reflete no clássico de Bernays Propaganda, publicado em 1928. O livro defende a tese de que é totalmente correto e um direito natural dos governos organizar a opinião pública para se adequar às políticas oficiais. Voltaremos a esse assunto mais tarde.

Munzenberg foi audacioso o suficiente para por em prática seus dogmas básicos sobre propaganda muito antes de Bernays ou Joseph Goebbels, Ministro Nacional para Esclarecimento Público da Alemanha (como o Ministério da Propaganda era chamado).

O especialista em propaganda do Partido Nazista admirava demais o trabalho de Munzenberg e baseou muito seu próprio programa de propaganda nos métodos de Munzenberg. Goebbels sempre teve o cuidado de considerar Munzenberg o “pai” da propaganda, embora muito pouco se soubesse sobre ele.

Goebbels havia feito um estudo particular sobre como Munzenberg usou seu domínio das ciências da propaganda quando foi escolhido por Lênin para neutralizar a aterrorizante publicidade gerada em 1921, quando 25 milhões de camponeses na região do Volga morreram de inanição. Então começaram a dizer que o alemão de nascimento Munzenberg tinha se tornado o queridinho dos bolchevistas. Citando um texto recente:

Munzenberg, que na época havia voltado a Berlin onde foi eleito mais tarde para o Reichstag como deputado comunista, foi encarregado de criar uma falsa organização ‘beneficente’, o Comitê Internacional para a Organização de Auxílio aos Trabalhadores, contra a fome na União Soviética, cujo objetivo era fingir para o mundo que alívio humanitário estava vindo de uma fonte diferente da Organização Americana de Mitigação de Herbert Hoover. Nisso, Munzenberg teve um sucesso estrondoso.

Munzenberg chamou a atenção da diretoria da antiga Wellington House que, em 1921, mudou seu nome para Instituto Tavistock de Relações Humanas sob direção do General-de-Divisão John Rawlings Reese, ex-membro da Escola do Chefia de Guerra Psicológica do Exército Britânico (British Army Psychological Warfare Bureau School).

Não será surpresa para os leitores que acompanharam meu trabalho saber que muitas das técnicas aperfeiçoadas por Munzenberg foram adotadas mais tarde por Bernays e seus colegas Kurt Lewin, Eric Trist, Dorwin Cartwright, H.V.

Dicks e W.R. Bion em Tavistock, que depois ensinaram os métodos para a Agência Central de Inteligência (CIA).

Munzenberg não foi o único comunista a influenciar profundamente eventos nos Estados Unidos. Acredito que Tavistock ajudou na preparação do “documento sobre o aborto”, que foi subsequentemente apresentado à Suprema Corte em 1973 como um trabalho original, quando de fato era meramente uma cópia do que Madame Kollontei, fundadora do movimento de “liberação da mulher” e proponente do “amor livre” na URSS, havia escrito. Comissária bolchevista influente, seu livro é uma diatribe contra a santidade do casamento e a família como a mais importante unidade social dos países cristãos. Kollontei certamente tirou seu “feminismo” diretamente das paginas do Manifesto Comunista de 1848.

George Orwell, agente do serviço secreto M16 e autor do famoso livro 1984, estudou o trabalho de Munzenberg em grande detalhe. Na verdade, sua frase mais conhecida foi baseada no que Munzenberg disse ser a base da propaganda: “A linguagem política é desenhada para fazer mentiras parecerem verdades incontestáveis e o assassinato parecer respeitável, e para dar aparência de solidez a vento puro”.

Em sua reprodução alemã, Munzenberg disse: “Todas as notícias são mentiras e toda propaganda é disfarçada de notícia”.

É importante conhecer Munzenberg porque isso nos ajuda a entender como os políticos operam e como forças secretas controlam o acesso às informações, e como a opinião pública é formatada e moldada. Com certeza Bernays seguiu o mestre e nunca se afastou de sua metodologia.

Sem saber dessas coisas, jamais poderemos entender como o Presidente George Bush consegue fazer as coisas que faz e não precisa sofrer as conseqüências. Isso certamente me permitiu traçar as origens dos assim- chamados “Neo-Conservadores” que baseiam suas políticas diretamente em seu fundador, Irving Kristol, que admite ter sido um discípulo declarado de Leon Trotsky.

Tavistock ainda é a mãe de todos os centros de pesquisa relacionados a modificações comportamentais, formação de opinião e modelagem de eventos políticos. O que Tavistock fez foi criar um “buraco negro de vergonha no século XX”. Sua tarefa teria sido muito mais difícil não fosse pela prostituição da mídia.

Lord Northcliffe, chefe da antecessora de Tavistock, a Casa de Wellington, foi um mandachuva da mídia e houve uma época em foi tão longe a ponto de despachar milhares de cópias de seu Daily Mail para a França todas as semanas e depois enviá-las por uma frota de caminhões para as tropas inglesas na linha de frente, “para ganhar seus corações e mentes em apoio à guerra”. (Primeira Guerra Mundial)

Principalmente aqui nos Estados Unidos, o Instituto Tavistock praticamente assumiu o Instituto Massachusetts de Tecnologia (MIT), a Pesquisa Stanford, o Instituto Esalen, a Faculdade de Economia Wharton, o Instituto Hudson, o Kisssinger Associados, a Universidade Duke e muitas outras instituições que considerávamos totalmente americanas.

A Empresa Rand de Pesquisa e Desenvolvimento, sob a tutela de Tavistock, teve uma profunda influência em várias instituições e segmentos de nossa sociedade. Como uma das principais instituições de pesquisa controladas por Tavistock, a Rand opera nosso programa de Míssil Balístico Intercontinental (ICBM), faz análises para os fazedores de política externa norte-americanos, faz recomendações sobre políticas nucleares e faz centenas de projetos para a CIA no campo do controle mental.

Entre os clientes da Rand estão a AT&T, o Banco Chase Manhattan, a Força Aérea norte-americana e o Departamento de Energia dos EUA. A B.M. Rand é uma das principais instituições do mundo controladas por Tavistock, trabalhando com lavagem cerebral em todos os níveis, inclusive governo, forças armadas e organizações religiosas. Desmond Tutu, da Igreja Anglicana, foi um dos projetos da Rand.

Vejamos um outro exemplo: a Universidade de Georgetown, talvez uma das maiores instituições de ensino superior dos Estados Unidos. A partir de 1938, toda a estrutura de Georgetown foi transferida para Tavistock – todos os seus formatos e programas de aprendizado foram alterados para se adequar a uma planta desenhada pela “equipe de truste cerebral” de Tavistock.

Isso foi muito importante para as políticas norte-americanas, principalmente na área de relações de política externa. Sem exceção, todos os funcionários de campo do Departamento de Estado dos Estados Unidos são treinados em Georgetown. Alguns dos nomes mais conhecidos formados por Georgetown (Tavistock) são Richard Armitage e Henry Kissinger. Exatamente quanto dano esses dois membros do Exército Invisível de John Rawlings Reese causaram para o bem-estar de nosso país terá que ser revelado em uma outra época. Existem grandes evidências de aumento de ingerência de Tavistock em nossas agências de inteligência. Quando pensamos em inteligência nos Estados

Unidos, em geral pensamos na CIA ou na Divisão Cinco do FBI. Mas existem muitas outras agências de inteligência recebendo instruções de Tavistock.

São elas: Agência de Inteligência do Departamento de Defesa (DIA), Agência Nacional de Reconhecimento (NRO), Agência de Inteligência Naval (ONI), Serviço de Inteligência do Tesouro (TIS), Serviço de Inteligência do Departamento de Estado, Agência de Controle de Drogas (DEA) e pelo menos mais dez outros importantes serviços.

Como e quando Tavistock começou sua carreira? Como disse em meus trabalhos de 1969 e 1983, quando pensamos em Tavistock, automaticamente pensamos em seu fundador, o major do exército britânico John Rawlings Reese. Até 1969 havia muito pouca gente na Inglaterra, fora dos círculos de inteligência, que sabia da existência de Tavistock, muito menos do que estava sendo feito em suas instalações em Londres e Sussex. Tavistock prestava serviços de natureza sinistra para aquelas pessoas que encontramos em qualquer cidade do mundo; pessoas que têm os membros do governo e os departamentos de polícia na palma de suas mãos.

Isso também acontece em todas as principais cidades americanas, onde os membros Illuminati da Maçonaria usam seus poderes secretos de controle para passar por cima da Declaração de Direitos, intimidando e brutalizando cidadãos inocentes a seu bel prazer. Onde estão os estadistas que um dia fizeram deste um grande país? O que temos em seu lugar são legisladores que não impõem as leis que fazem, e que têm pavor de corrigir os erros óbvios que abundam em todas as mãos, amedrontados porque se forem fiéis a seu juramento poderão se ver sem emprego, ou mesmo mortos, assim como aconteceu com o deputado Louis T. Mc Fadden.

São também legisladores que não têm a mais pálida idéia do que seja a Constituição, e não parecem se incomodar com isso. Aprovam “leis” que nunca testaram com relação à sua constitucionalidade. De qualquer forma, a maioria dos legisladores nem sabe como fazer isso.

Como resultado, o que prevalece em Washington é a anarquia. Pode muito bem ser chocante para os candidatos à Câmara e ao Senado, saber que todos deles são meticulosamente estudados e perfilados pelos cientistas de modificações comportamentais de Tavistock ou de uma ou mais de suas afiliadas nos EUA. Qualquer candidato aberto a sugestões e fácil de ser controlado passa a ser maciçamente apoiado por eles.

Basta dizer que o Congresso está permeado de um sentimento inconstitucional de ausência de lei, que é a razão pela qual somos insultados por medidas

como a lei “Brady” e a lei Feinstein de “armas de ataque”, e a lei de Segurança da Terra Natal.

Armas de Ataque”, Lei de Segurança da Terra Natal” de 2003, e a “Lei Patriótica” não aparecem em nenhum lugar da Constituição e todas são, portanto, uma proibição. A “lei” de Feinstein, de maneira suspeita, parece-se muito com o trabalho do Instituto Tavistock. Sendo a Constituição a lei suprema do país, todas as leis de “controle de armas” ficam sem efeito. Armas são propriedade privada. As armas não são controladas pelo Comércio Interestadual. Qualquer cidadão americano no gozo de suas faculdades mentais, maior de idade e que não seja um marginal tem o direito de ter e portar armas em qualquer quantidade e em qualquer lugar.

Isso foi dito pelo grande St. George Tucker que declarou:

O Congresso dos Estados Unidos não tem poder para reger ou interferir com problemas domésticos de qualquer estado. Compete a eles (os estados) estabelecer todas as regras relativas ao direito de propriedade. Nem a Constituição permitirá qualquer proibição de armas ao povo ou a fabricação pacífica delas para qualquer objetivo e em qualquer número que se considere adequado para a ocasião.

Comentários sobre a Constituição, de Blackstone; página 315.

Qualquer candidato que não for fácil de controlar ou que não se encaixe nos perfis de Tavistock é eliminado. Nesse sentido, a imprensa e a mídia eletrônica – sob a direção de Tavistock ou de uma de suas afiliadas, têm uma função- chave. Alertar o eleitor, alertar o público. Nosso processo eleitoral se tornou uma farsa, graças ao trabalho de Tavistock para controlar os pensamentos e idéias do povo desta nação por meio de “condicionamento direcional interior” e de “penetração de longa distância”, dos quais a ciência de controle mental da pesquisa de opinião é parte integrante. Tavistock serve à Nobreza Negra em todos os seus elementos, trabalhando para nos roubar a vitória da Revolução Americana de 1776. Se o leitor não conhece a Nobreza Negra, vale dizer que esse termo não se refere ao povo negro. Refere-se a um grupo de dinastias extremamente ricas, cuja história remonta a mais de oitocentos anos, e que forma a espinha dorsal do Comitê dos 300. A maioria deles também faz parte dos Illuminati.

No front internacional, assim como em áreas de instituições americanas onde a política externa é decidida, Tavistock traça o perfil psicológico em todos os níveis de governo, além de se intrometer na vida privada em escala realmente grande.

Tavistock desenvolveu perfis e programas para o Clube de Roma, a Fundação Cini, o fundo alemão Marshall, a Fundação Rockefeller, o Bildersberg, o CFR e

a Comissão Trilateral, a Fundação Ditchley, o Banco de Acordos

Internacionais, o I.M.F., as Nações Unidas e o Banco Mundial, Microsoft, Citibank, a Bolsa de Valores de Nova Iorque e assim por diante. Isto não é, absolutamente, a lista completa de instituições nas mãos dos planejadores de Tavistock.

A

obstrução à propaganda que precedeu a Guerra do Golfo de Bush em 1991

foi

baseada em um perfil psicológico de grandes grupos populacionais nos

Estados Unidos, preparado por Tavistock. Os resultados foram entregues aos formadores de opinião, também conhecidos como “agências de publicidade” na Avenida Madison. A mesma tática foi usada para preparar a segunda guerra contra o Iraque em 2002. Essa propaganda foi tão eficaz que em duas semanas pessoas que nem sabiam onde ficava o Iraque no mapa, muito menos onde estavam os seus líderes, começaram a gritar e a clamar pela guerra contra “um ditador que ameaça os interesses americanos”.

Assustador? Sim, mas infelizmente 100% verdade! As próprias palavras “crise

do Golfo” foram criadas pelo Instituto Tavistock para arrebanhar o máximo de

apoio para a guerra de Bush em favor de uma empresa com 300 navios e membro do Comitê dos 300 – a British Petroleum (BP).

Hoje conhecemos – pelo menos alguns de nós conhecem – o tamanho da atuação de Tavistock quando o assunto é formar opinião pública com base em confusão, mentiras, dissimulação, má interpretação e fraude declarada. Não há nenhuma outra instituição no mundo que possa chegar aos pés do Instituto Tavistock de Relações Humanas.

Citando meu relatório atualizado de 1984: Poucas instituições e editoras acompanham as mudanças que estão ocorrendo. A última edição da ‘Esquire Magazine’ traz um artigo intitulado ‘Descobrindo a América’.

A Esquire não mencionou Tavistock pelo nome, mas foi isso que disse:

Durante a revolução social (frase muito importante) dos anos 1970, a maioria dos rituais e interações pessoais e a vida institucional foram radicalmente alteradas. Naturalmente, essas mudanças afetaram a forma como vemos o

A base econômica dos Estados Unidos está mudando e novos serviços

e produtos estão sendo oferecidos.

futuro

O artigo então prossegue afirmando que nossas vidas profissionais, nosso período de laser, nossos sistemas educacionais estão sendo alterados, e o

mais importante, o raciocínio de nossas crianças está sendo alterado. O autor

do artigo da Esquire conclui:

Os Estados Unidos foram transformados assim como a direção que adotarão

Ocasionalmente, nossa nova seção Americana (prometida para

edições futuras da Esquire), não parecerá tão nova, porque a maioria dos novos raciocínios já permeia a vida americana, mas até agora isso passou desapercebido.

no futuro

Eu não poderia dar uma descrição melhor da falácia “o tempo muda as coisas”. Basta voltar à época em que esse artigo foi escrito para ver as assustadoras mudanças que foram impostas ao povo americano.

Nada muda por si; todas as mudanças são orquestradas, seja secretamente ou publicamente. Embora a Esquire não tenha dito quem era responsável pelas mudanças – na maioria mudanças indesejáveis a que Nós, Povo, tentamos resistir (as letras maiúsculas são intencionais).

A Esquire não está só nessa contenda. Milhões de americanos vivem na total ignorância sobre as forças moldando seu futuro. Não sabem que os Estados Unidos estão sendo completamente “condicionados” pelo “método de penetração direcional interior de longo prazo” de Tavistock.

A pior parte disso é que esses milhões, devido ao condicionamento de

Tavistock (fazendo com que os americanos pensem da forma que Tavistock quer que pensem), já não parecem se preocupar. Foram “Condicionados Interiormente” através de “Penetração de Longo Prazo” – o plano mestre de controle de Tavistock para fazer a lavagem cerebral da nação, que reduziu o povo americano a um estado de “neurose de guerra” permanente.

Como veremos, existem boas razões para essa apatia e ignorância. As mudanças indesejáveis e impostas a que fomos sujeitos com nação, foram o resultado do trabalho de vários mestres teóricos e técnicos que se uniram a John Rawlings Reese no Instituto Tavistock.

CAPÍTULO 25 Ataque de Tavistock aos Estados Unidos

Um dos principais membros da equipe de Tavistock foi Dr. Kurt Lewin. Nascido na Alemanha, foi obrigado a fugir quando seus experimentos de controle da população foram descobertos pelo governo alemão. Reese já conhecia bem Lewin – os dois haviam cooperado extensamente em experimentos de pesquisas de opinião e em experimentos semelhantes de moldagem de opinião. Diz-se que Dr. Goebbels adotou entusiasticamente os métodos de Tavistock.

Lewin voou para Londres onde se juntou a Reese em Tavistock e recebeu sua primeira importante tarefa: fazer a propaganda da entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, lançando uma blitz da mídia contra a Alemanha tanto na Europa quanto nos Estados Unidos. Ele foi admiravelmente bem- sucedido no que resultou na maior campanha de propaganda da história, uma que levou o povo americano a um frenesi de ódio contra a Alemanha e, mais tarde, contra o Japão.

Essa blitz acabou custando a vida de centenas de milhares de soldados americanos e despejou bilhões de dólares nos cofres de Wall Street e dos bancos internacionais e nos braços dos comerciantes.

Nossas perdas em vidas e tesouros nacionais jamais serão recuperadas.

Imediatamente antes do ataque ao Iraque, os Estados Unidos foram submetidos a uma onda de propaganda só levemente menor do que aquela desenvolvida para jogar os Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial.

Uma análise cuidadosa de palavras-chave e frases desenvolvidas por Lewin para uso na Segunda Guerra Mundial mostrou que em 93,6% de todos os casos examinados essas palavras e frases-gatilho eram iguais às usadas na Guerra da Coréia, na Guerra do Vietnam e na Guerra do Golfo. Na era da Guerra do Vietnam, as pesquisas com a metodologia de Tavistock eram usadas com efeitos devastadores contra o povo americano. Durante a Guerra do Golfo, um exemplo dos métodos de Tavistock foi a maneira pela qual o Departamento de Estado se referia constantemente ao pessoal de sua embaixada no Kuwait como “reféns”, embora nenhum tenha sido jamais preso. Na verdade, todos eles estavam livres para sair a qualquer tempo, mas Washington ordenou que ficassem no Kuwait para que se pudesse fazer propaganda usando a situação.

Essencialmente, os reféns eram reféns do Departamento de Estado! Incapazes

de incitar o Presidente Hussein a dar os primeiros tiros, teriam que montar uma

“situação maquinada” como a de Pearl Harbor. O nome April Glaspie será associado para sempre a traição e infâmia.

O que se seguiu foi um elaborado roubo de milhões de barris do petróleo

iraquiano pelo Kuwait. Quando o Presidente Hussein protestou e ameaçou invadir o Kuwait, este recebeu o “vá em frente” da embaixadora dos EUA em Bagdá April Glaspie, para atacar o Kuwait e por um fim a uma situação que estava custando ao povo iraquiano bilhões de dólares. Mas quando o ataque

foi montado, Bush pai não perdeu tempo em mandar os militares americanos para ajudar o Kuwait.

O Presidente Bush acelerou seu apoio contra o Iraque usando a falsa alegação dos “reféns”. Foi aqui que o Instituto Tavistock falhou: embora conseguisse convencer a maioria dos americanos que nossas políticas para o Oriente Médio estavam certas, Tavistock não conseguiu controlar a Síria, Irã, Iraque, Argélia e Arábia Saudita mesmo depois da maior campanha da história contra eles.

É nesse ponto que o plano diabólico de Tavistock de tirar o petróleo das

nações árabes começa a desmontar. Os dias em que o M16 podia despachar “arabistas” como Philby e o Capitão Hill para minar os estados muçulmanos, já

estavam longe.

Os países árabes aprenderam com seus erros e hoje confiam no governo britânico muito menos do que o faziam no início da Primeira Guerra Mundial. A ditadura de Mubarak no Egito está tendo problemas.

Os fundamentalistas muçulmanos tentam tornar o turismo perigoso e o Egito baseia-se em moeda forte estrangeira para não naufragar, além do presente de US$ 3 bilhões anuais dos contribuintes americanos. Da mesma forma, a Síria não vai apoiar as políticas norte-americanas em favor de Israel contra a Palestina por muito mais tempo. Tanto a Síria quanto o Irã foram fortemente armados pela Rússia com armamentos ultramodernos.

Em casa, bilhões de dólares foram despejados nos cofres de Tavistock pelo governo norte-americano; entre os beneficiários desses bilhões de dólares estão os Laboratórios de Treinamento Nacional, a Clínica Psicológica de Harvard, a Escola Wharton, o Instituto Hoover de Stanford, Rand, MIT, o Instituto Nacional de Saúde Mental, a Universidade de Georgetown, o Instituto Esalen, o Centro de Estudos Avançados em Ciências Comportamentais, o Instituto de Pesquisas Sociais de Michigan e muitos outros “centros de idéias” e instituições de ensino superior.

A tarefa de criar essas afiliadas nos Estados Unidos e no mundo foi dada a

Kurt Lewin, que já conhecemos, mas cujo nome provavelmente não era conhecido por mais de 100 pessoas antes que surgisse minha história sobre Tavistock. No entanto, esse homem e John Rawlings Reese fizeram mais para prejudicar as instituições sobre as quais se baseia a república americana do que qualquer Hitler ou Stalin poderiam ter feito. A maneira pela qual Tavistock rasgou a trama de nosso tecido social que mantém a nação unida é uma narrativa arrepiante e assustadora do sucesso da lavagem cerebral em massa

através das pesquisas de opinião.

Por que as técnicas Tavistock de Reese funcionam tão bem na prática? Reese aperfeiçoou seus experimentos de lavagem cerebral em massa através de testes de estresse, ou choques psicológicos, também conhecidos como eventos estressantes.

A teoria de Reese, agora amplamente provada, era que se populações inteiras

pudessem ser submetidas ao teste de estresse então seria possível, pela primeira vez, descobrir com antecedência quais seriam as respostas em massa

da população a determinados eventos estressantes.

De maneira bem explícita, essa técnica é a alma da criação de opinião pública desejada através de pesquisas de opinião, que foram usadas, com efeito devastador, para proteger a administração Clinton dos escândalos que rondavam a Casa Branca, e que agora protegem Bush filho de ser tirado da Casa Branca.

CAPÍTULO 26 Como Políticos, Atores e Cantores Medíocres são “Inflados”

Essa técnica envolve o “perfilamento” e pode ser aplicado a indivíduos, pequenos ou grandes grupos de pessoas, grupo enorme de pessoas e/ou empresas de todos os portes. Eles são então “inflados” para se tornar “astros”.

Ainda por volta de seus vinte anos em Arkansas, William Clinton foi perfilado para ser aceito no programa de bolsa de estudos de Rhodes. Seu progresso foi acompanhado durante toda sua carreira, principalmente durante o período da Guerra do Vietnam. Então, depois de ser aprovado, Clinton foi “treinado” para a Casa Branca e a partir daí “inflado” constantemente. É claro que sua conexão com os Illuminati o ajudou muito.

Toda a operação estava sob controle dos lavadores cerebrais do Instituto Tavistock. É assim que as coisas funcionam. Assim também são forjados os instrumentos para literalmente criar candidatos, principalmente aqueles considerados adequados para cargos públicos; candidatos em quem sempre se pode confiar para fazer a coisa “certa”. O Congresso está cheio deles. Gingrich foi um típico “produto Tavistock” de sucesso até que sua conduta veio a público. Trent Lott, Dick Cheney, Charles Schumer, Barney Frank, Tom DeLay, Denns Harster, Dr. Frist, e assim por diante, são outros exemplos dos “graduados” por Tavistock. A mesma técnica é aplicada a atores, cantores, músicos e apresentadores.

Usam propaganda pesada para convencer a população de que a indesejada “turbulência ambiental e social” é resultado do tempo de mudanças em que vivemos quando na verdade, como agora sabemos, são programas desenhados pelos cientistas da Nova Ciência (programas de estresse) para criar artificialmente “turbulências ambientais e sociais” e depois divulgar os resultados como vindos de condições naturais, mais conhecidas como “tempo de mudanças”.

Os cientistas da Nova Ciência de Tavistock confiavam que pessoas ou grupos- alvo não aplicariam o princípio de que “para todo efeito precisa haver uma causa” – e estavam certos. Por exemplo, aceitamos docilmente os “Beatles” e sua “música inédita” porque nos contaram que todas as letras são de autoria do grupo.

Na verdade, o graduado por Tavistock Theo Adorno, cuja dissonância de 12 tons foi cientificamente entoada para criar “turbulências ambientais e sociais”

em massa por todos os Estados Unidos, foi quem escreveu as músicas e as letras. Nenhum dos Beatles sabia ler partituras. No entanto, eles foram “inflados” sem cessar, dia e noite, até que tudo sobre eles, inclusive mentiras, fosse aceito como verdade.

Tavistock cansou de provar que quando um grande grupo é perfilado com sucesso, pode ser submetido a “condicionamento direcional interior” em quase todos os aspectos da vida social e política.

Parte integrante dos experimentos de controle mental em massa nos EUA, que já ocorrem desde 1946, a pesquisa de opinião é de longe uma das tarefas mais bem-sucedidas. Os Estados Unidos foram manipulados em todas as direções e nunca souberam disso.

Para provar o sucesso de suas técnicas, Reese fez com que Tavistock testasse um grande grupo de pessoas sobre um assunto relacionado com conspiração.

O resultado foi que 97,6% dos pesquisados rejeitaram incondicionalmente a

idéia de que houvesse uma conspiração geral. Qual seria então o índice para que nosso povo acreditasse que tem estado sob ataque direto de Tavistock nos últimos 56 anos?

Temos apresentadores de talk shows radiofônicos, com Rush Limbaugh, que não cansam de dizer a seus ouvintes que não existe conspiração. Quantas pessoas acreditam que nos últimos 56 anos Tavistock tem enviado um exército invisível de tropas de choque para todos os povoados, vilas, cidades e metrópoles do país? A tarefa do exército invisível é se infiltrar, manipular e modificar o comportamento social através de “condicionamento direcional interior”.

O “exército invisível” de Reese é composto de verdadeiros profissionais que

conhecem seu trabalho e são dedicados à tarefa que lhes foi imposta. Hoje, podem ser encontrados em tribunais de justiça, igrejas, diretorias de escolas, clubes esportivos, jornais, estúdios de TV, órgãos governamentais, conselhos municipais, câmaras estaduais, e são uma legião em Washington. Concorrem a todos os cargos, de vereador a delegado, de diretor de escola a deputado, e até para o cargo de Presidente dos Estados Unidos da América. Como isso funciona foi explicado por John Rawlings Reese já em 1954:

Sua função é aplicar as técnicas avançadas de guerra psicológica a todos os grupos da população que vão crescer ainda mais, de forma que populações inteiras sejam mais facilmente controladas. Num mundo completamente louco, grupos interligados de psicólogos de Tavistock, capazes de influenciar o campo político e governamental, devem ser árbitros, a cabala do poder.

Será que essa confissão franca irá convencer os céticos da conspiração? Provavelmente não, porque é improvável que essas mentes tão fechadas conheçam realmente essas coisas. Ronald Lippert foi um diretor desse exército invisível de Reese, cuja especialidade era manipular as mentes das crianças. O Dr. Fred Emery foi outro “psicólogo conectado” de Tavistock e que fazia parte da Comissão Kerner do Presidente Johnson.

Emery foi o que Tavistock chama de especialista em “turbulência ambiental e social”, cujo resultado final é que, quando todo um grupo populacional é submetido a crises sociais, isso se decompõe em idealismo sinóptico e finalmente se fragmenta; ou seja, simplesmente desiste de lidar com o problema ou os problemas. A palavra “ambiental” não tem nada a ver com questões de meio-ambiente, mas sim com o ambiente específico no qual o especialista se infiltrou com a intenção específica de criar problemas, “turbulências” ou “padrões de estresse”.

Isso já aconteceu com rock & roll, drogas, amor livre, aborto, pornografia, gangues de rua, e o ataque constante à vida familiar, uma desmoralização ridícula da instituição do casamento, com a ordem social, com a Constituição e, principalmente com a Segunda e a Décima Emendas.

Quando isso acontece, vemos comunidades sem poder para lidar com uma justiça desintegrada, escolas ensinando evolução, menores sendo estimulados a comprar preservativos e os “direitos da criança” sendo expandidos. “Direitos das crianças” costuma significar filhos que podem desobedecer aos pais, um ponto-chave para todos os programas socialistas de “amparo à criança”. Os membros do Exército Invisível de Reese estão entrincheirados na Câmara e no Senado, nas áreas militares, policiais e em praticamente todos os governos do país.

Após estudar o estado da Califórnia, cheguei à conclusão de que ele tem o maior contingente de tropas de choque do “Exército Invisível” do país, o que faz da Califórnia algo muito próximo ao estado de polícia socialista. Acredito que a Califórnia será o “exemplo” para o resto da nação.

No momento, não existem leis escritas que tornem ilegal esse tipo de condicionamento. Reese e Lewin pesquisaram as leis da Inglaterra e dos Estados Unidos e concluíram que era legal “condicionar” uma pessoa sem o seu consentimento ou conhecimento. Precisamos mudar isso. A pesquisa de opinião é parte integrante do “condicionamento”. O “Exército Invisível” de tropas de choque de Tavistock mudou a forma de pensar dos Estados Unidos sobre rock, sexo antes do casamento, consumo de drogas, filhos ilegítimos, promiscuidade, casamento, divórcio, vida familiar, aborto, Constituição e até

mesmo assassinato, sem falar que falta de moral não é motivo de preocupação desde que se faça um bom trabalho. Nos primeiros anos de Tavistock, o “Conceito de Grupo sem Líder” foi usado para jogar na lama os EUA que antes conhecíamos. W.R. Bion, que dirigiu a Faculdade de Economia de Wharton por anos, onde se ensinava livre comércio e economia Keynesiana, foi encarregado do projeto.

O Japão adotou o modelo econômico americano ensinado pelo General

McArthur – não a fraude de Wharton – e vejam o Japão hoje. Não culpem os japoneses por seu sucesso – culpem Tavistock por destruir nosso sistema econômico. Mas a vez do Japão está chegando! Nenhuma nação será poupada do massacre final que resultará no Governo Mundial Único e na Nova Ordem Mundial.

O “truste cerebral” encarregado da Guerra de Tavistock contra os Estados

Unidos (de 1946 até hoje) é composto de Bernays, Lewin, Byron, Margareth

Meade, Gregory Bateson, H.V. Dicks, Lippert, Nesbit e Eric Trist. Onde as tropas de choque do “Exército Invisível” foram treinadas? Em Tavistock, por Reese, de onde se espalharam por todo o país para lançar suas sementes dos “padrões de estresse de turbulência ambiental e social”. Infiltraram-se em todos

os níveis da sociedade americana, obtendo postos em cargos onde poderiam

exercer a influência que Reese os ensinou a usar. Decisões tomadas pelo Exército Invisível de tropas de choque afetaram profundamente os EUA em todos os níveis, e o pior ainda está por vir.

Apenas para dar alguns exemplos de quem são os principais membros das

tropas de choque, vamos mencionar George Schultz, Alexander Haig, Larry King, Phil Donahue, Almirante Burkley (profundamente envolvido em acobertar

os assassinos de Kennedy), Richard Armitage, Billy Graham, William Paley,

William Buckley, Pamela Harriman (falecida), Henry Kissinger, George Bush e

Katherine Meyer Graham, sem falar da caravana que chegou a Washington vinda de Arkansas, chefiada pelo casal Clinton e nas mãos de quem a nação logo seria estraçalhada. Recém-chegados incluem Rush Limbaugh, Bill O’Reilly, Larry King, Karl Rove, Paula Zahn e Tim Russert.

Os líderes empresariais participantes das tropas de choque são tantos que seria impossível mencioná-los aqui. Milhares dessas tropas de choque do Exército Invisível da Brigada Empresarial foram treinados numa instalação norte-americana de Tavistock, o Laboratório Nacional de Treinamento (NTL) que começou sua existência na enorme propriedade nova-iorquina de Averill e Pamela Harriman.

Como agora sabemos, foi a Sra. Harriman que escolheu William Clinton para um treinamento especial e finalmente para o Salão Oval.

No Laboratório Nacional de Treinamento (NTL – National Training Laboratory) os líderes empresariais são treinados em situações de estresse e em como lidar com elas. As empresas que enviaram seus principais executivos para o NTL para receber treinamento de Tavistock incluem Westinghouse, B.F. Goodrich, Alcoa, Halliburton, BP, Shell, Mobil-Exxon, Eli Lily, DuPont, a Bolsa de Valores de Nova Iorque, Archer Daniels Midland, Shell Petróleo, Mobil Oil, Conoco, Nestlé, AT&T, IBM, Microsoft, CBS, NBC e ABC.

O governo americano enviou seu pessoal de mais alto escalão da Marinha Americana, do Departamento de Estado Americano, da Comissão de Serviço Civil, da Força Aérea e da Marinha. Basta ver a safra atual de generais do exército servindo no Iraque para ver a diferença entre eles e os generais da Segunda Guerra Mundial e do Vietnam. Todas as suas falas e ações na frente das câmeras de televisão são “em forma de show”, no padrão típico de um produto de Tavistock.

Milhões de dólares de impostos americanos foram pagos pela “educação” que Tavistock deu a esses funcionários do governo, na Arden House, na propriedade de Harriman.

CAPÍTULO 27

A Fórmula de Tavistock que levou os Estados Unidos a entrar nas Guerras do Golfo

Talvez o aspecto mais importante do treinamento do Exército Invisível seja o uso de pesquisas de opinião para fazer com que o público aceite as metas de

Tavistock. Esse “viés mental” que altera a opinião é chamado de “formação de opinião” e é o resultado de respostas mal adequadas dadas pelas platéias-alvo

e criadas pelo perfilamento por atacado de pessoas ou grupos selecionados.

O que acontece a seguir é mais bem descrito pelo clima que antecedeu a Guerra do Golfo de Bush. Ao invés de se rebelar ativamente contra a guerra com uma nação amiga que não havia feito mal aos Estados Unidos, e com quem não tínhamos desavenças, o povo americano foi “torcido” em favor da

guerra contra o Iraque, e isso foi conseguido pela “penetração de longo prazo”

e pelo “condicionamento direcional interior” sem que o público percebesse que estavam exercendo um controle mental sobre ele contra a sua vontade.

Tavistock aconselhou o Presidente Bush pai a usar a seguinte fórmula simples que Reese e Lewin ensinaram Allen Dulles a usar, já em 1941, quando Roosevelt estava se preparando para arrastar os EUA para a Segunda Guerra Mundial.

(1) Qual é o estado de ânimo e seu provável desdobramento no país alvo?

(isso também se aplica ao estado de ânimo nos EUA)

(2) Qual é o grau de suscetibilidade nos EUA quanto à idéia de que a guerra no Golfo Pérsico é necessária?

(3) Quais técnicas podem ser usadas para enfraquecer a oposição nos EUA à guerra no Golfo Pérsico?

(4) Quais técnicas de guerra psicológica teriam sucesso em minar o estado de ânimo do povo iraquiano?

(foi aqui que Tavistock errou feio)

Assim que Bush se comprometeu com a Guerra do Golfo de 1991 da Primeira Ministra Thatcher, em nome da Rainha Elizabeth e de sua British Petroleum, Tavistock montou uma equipe que incluía psicólogos, formadores de opinião

pública liderados pelos mentirosos deslavados da Hill e Knowlton, e um exército de perfiladores de Tavistock. Todos os discursos do Presidente Bush, com a intenção de promover a guerra contra o Iraque, foram criados por equipes multidisciplinares de redatores treinados por Tavistock.

Recentemente, uma comissão do Congresso recebeu informações ultra- secretas sobre como a Guerra do Golfo foi propagada e como o povo americano foi convencido de apoiar a guerra corrupta do Presidente George Bush. O relatório dizia que no início do plano para atacar o Iraque, a administração Bush foi informada que o apoio público era imprescindível e que ele não tinha a maioria dos americanos a seu favor.

A regra número um foi criar nas mentes dos americanos a “grande necessidade

de proteger os campos de petróleo sauditas, ameaçados por uma invasão do Iraque sob a liderança de um louco”. Assim, embora se soubesse desde o início que o Iraque não tinha interesse nos campos de petróleo sauditas, a

Agência Nacional de Segurança (CIA) soltou informações falsas e ambíguas de que os campos de petróleo sauditas eram o alvo final do Iraque. Essa completa invenção foi o segredo do sucesso. A Agência Nacional de Segurança nunca

foi

punida por sua conduta mentirosa.

O

relatório dizia que seria necessária uma quantidade sem precedentes de

cobertura televisiva para mudar a posição do público com relação à guerra. Logo no início, a administração Bush obteve a cooperação incondicional das três maiores redes, ABC, CBS e NBC, e mais tarde da CNN. Nos últimos anos, juntou-se a elas uma estação virtual de propaganda, a Fox News (também chamada de Notícias Falsas [Faux News]). O tamanho da cobertura sobre a Guerra do Golfo e assuntos correlatos em 1990 por essas estações foi maior

do que qualquer outro assunto coberto em 1989. Assim que a guerra começou,

a cobertura foi cinco vezes maior do que qualquer outro fato, inclusive o

massacre da praça Tiananmen, na China.

Em 2003, Bush filho seguiu fielmente a fórmula que herdou de seu pai, mas com adaptações adicionais. Notícias misturadas com ficção (veja a seção sobre a “Guerra dos Mundos” de H.G. Wells) se tornaram mais ficção misturada com notícias e usou-se de mentiras deslavadas para que fosse impossível distinguir informes objetivos de notícias adulteradas com ficção.

Uma das principais participantes da cobertura da guerra foi a CNN, que foi contratada pela administração Bush para levar a Guerra do Golfo às salas de visitas americanas durante 24 horas por dia. Como resultado da quantidade de notícias tendenciosas favoráveis, o envio de tropas para o Golfo foi aprovado por cerca de 90% do povo americano. Era apenas uma nova forma de praticar

a pesquisa de formação de opinião, apenas uma nova forma de fazer a lavagem cerebral da melhor parte do país.

Os agentes da Agência Nacional de Segurança (NSA) avisaram à administração Bush que, desde o início, o público teria que ser persuadido a aceitar seus planos para a Guerra do Golfo. Decidiram criar um paralelo entre Hitler e Saddam Hussein, com as palavras “Saddam Hussein precisa ser detido” repetidas sem cessar, seguidas pela mentira de que o Presidente iraquiano “está agindo como Hitler”. Mais tarde foi incluída uma ameaça aterradora, de que o Iraque tinha poder para atingir os EUA com armas de longa distância de destruição em massa. Foi uma adaptação da frase de Stalin que para capturar e escravizar seu próprio povo, primeiro o aterrorize.

O Primeiro Ministro britânico Blair foi mais além. Falando ao Parlamento, disse

ao povo britânico que “Saddam Hussein” tinha capacidade para atingir a Inglaterra e poderia fazer isso em 45 minutos. Foi tão longe a ponto de alertar os turistas britânicos de férias em Chipre para voltar à Inglaterra o mais rápido possível, porque a inteligência britânica tinha sabido que o Iraque estava se preparando para lançar um ataque nuclear contra a ilha. Blair deu essa notícia sabendo muito bem que o programa de armas nucleares do Iraque tinha sido totalmente destruído em 1991 e que ele não tinha capacidade para montar tais ataques.

A “habilidade” da primeira administração Bush para comunicar a necessidade

da guerra no Golfo atingiu seu ápice com a história “incubadora” fabricada pela Hill e Knowlton e contada entre lágrimas pela filha do embaixador do Kuwait em Washington.

O Senado – e todo o país – engoliram essa fraude maciça. Era o Kaiser Guilherme II “cortando os braços de criancinhas belgas” sendo repetido o

tempo todo e cada vez com maior sucesso. Depois da “grande mentira” da Hill

e Knowlton, 77% dos americanos pesquisados disseram que aprovavam o uso de tropas americanas contra o Iraque, embora 65% dos pesquisados não soubessem onde ficava o Iraque.

Todas as principais pesquisas de opinião aprovaram que Bush passasse por cima da Constituição, porque os pesquisados não tinham idéia do que fosse uma declaração constitucional de guerra, nem que isso era obrigatório. O papel representado pela ONU aumentou as “habilidades de comunicação” da administração Bush, de acordo com o relatório.

A segunda administração Bush usou os mesmos métodos de Tavistock e mais

uma vez o povo americano aceitou as mentiras e distorções apresentadas a eles como fatos. A guerra foi vigorosamente promovida pelo vice-presidente

Cheney que liderou uma grande campanha para forçar a opinião pública a apoiar George Bush. Nenhum outro vice-presidente na história dos Estados Unidos tomou parte tão ativa em obrigar o povo americano a entrar em guerra com um país estrangeiro.

Cheney apareceu na televisão 15 vezes em um mês e inexoravelmente afirmava que o Taliban estava por trás do ataque às Torres Gêmeas de Nova Iorque e que o Taliban estava sob controle do presidente Hussein.

“A guerra contra o terrorismo tem que ser levada aos terroristas do Iraque”, disse Cheney, “antes que atinja novamente os Estados Unidos”.

Cheney continuou nessa mesma linha por muito tempo após sua alegação ter sido provada absolutamente falsa. Embora as maiores autoridades mundiais tenham anunciado que o Iraque não tinha nada a ver com os ataques de 11 de setembro e que não havia guerrilheiros do Taliban no Iraque, Cheney manteve suas mentiras, até que Hans Blix, ex-inspetor chefe de armas da ONU calou sua boca e a Agência Central de Inteligência informou ao Senado norte-americano que não havia descoberto qualquer conexão entre o Iraque e o Taliban, e o 11 de setembro.

Na verdade, dizia o relatório da CIA, Hussein odiava os Taliban e os tinha

expulsado do Iraque muitos anos atrás. Publico essas informações na

esperança que o povo americano não seja tão ingênuo na próxima vez que seu presidente queira envolvê-lo numa guerra. Também gostaria que o povo americano soubesse que está sendo grosseiramente enganado por um “centro

de idéias” estrangeiro que os engana constantemente em uma série de

questões.

Vejamos algumas questões e esperemos que o povo americano nunca mais seja enganado pelos habilidosos “comunicadores”.

O povo americano foi grosseiramente enganado sobre cinco guerras

importantes e isso deveria ser o suficiente para qualquer país. Mas infelizmente

o bombardeio ininterrupto do Iraque e da Sérvia pelos aviões britânicos e americanos mostraram que o povo americano não aprendeu nada com a Guerra do Golfo e como ela foi instigada e como mentiram para ele e o manipularam de maneira claramente repreensível.

A segunda Guerra do Golfo foi a prova cabal de que os métodos de Tavistock

funcionam, tanto que mentiras deslavadas foram usadas porque sabiam que mesmo se fossem reveladas como tais, a administração Bush sabia que suas

mentiras seriam simplesmente desdenhadas, porque o povo americano estava agora totalmente condicionado, em um estado permanente de “neurose de guerra”, e não mostraria qualquer preocupação com o que seria uma posição muito grave para qualquer país.

O que pode ser feito com relação ao controle que Tavistock e suas várias afiliadas têm sobre o país, o Direito Cristão, o Congresso, sobre nossas agências de inteligência e Departamento de Estado, um controle que se estende até o Presidente e nossas mais altas patentes militares? Como já disse, o principal problema é convencer a grande massa de americanos que o que está acontecendo com eles e com o país não é um caso de “tempo de mudanças” devido a circunstâncias fora de seu controle, mas um complô cuidadosamente orquestrado, uma ameaça real ao futuro de todos nós, e não apenas alguma teoria “conspiratória”.

Podemos despertar o país, mas apenas se for feito um esforço concentrado em termos de povo. A solução do problema é educar os americanos através de ação unificada. Existe uma grande e urgente necessidade de educar os milhões de pessoas sobre o que as manipulações secretas estão fazendo, e o mais importante, como e por que estão fazendo. É necessária uma ação constitucional urgente para que isso seja feito. Existem muitos cidadãos importantes que têm o poder e os meios financeiros para iniciar uma campanha liderada pelo povo. O que não queremos é um terceiro partido político.

Um movimento popular, adequadamente educado e instruído, agindo em harmonia é a única forma (pelo menos na minha opinião) de tirarmos nosso país das forças obscuras e diabólicas que o têm nas mãos. Juntos, em um movimento popular, podemos libertar os EUA do controle de forças estrangeiras, forças às quais o Instituto Tavistock serve tão bem, forças estrangeiras dedicadas à destruição dos Estados Unidos concebidos pelos nossos Pais Fundadores.

Este trabalho sobre o Instituto Tavistock é outro “primeiro” da minha série sobre grandes organizações cujos nomes serão novos para a maioria dos leitores. Tavistock é o mais importante centro nervoso de nosso governo secreto nos EUA e envenenou e mudou para pior cada faceta de nossas vidas desde 1946 quando iniciou suas operações na América do Norte. Tavistock representou e representa o principal papel na formatação das políticas norte-americanas e dos eventos mundiais. É sem dúvida a mãe dos centros de controle mental e condicionamento mental do mundo.

Nos Estados Unidos ele tem o maior controle dos assuntos do dia-a-dia e tem influência direta no curso e na direção de “depósitos de idéias” americanos como Pesquisa Stanford, Instituto Esalen, Escola Wharton, MIT, Instituto

Hudson, Fundação Heritage, Universidade de Georgetown, e ainda mais diretamente, estende sua influência para a Casa Branca e o Departamento de Estado. Tavistock tem uma profunda influência em moldar a política interna e externa dos Estados Unidos.

Tavistock é um centro de estudos, dedicado ao serviço da Nobreza Negra e àqueles dedicados a promover uma Nova Ordem Mundial dentro do Governo Mundial Único.

Tavistock trabalha para o Clube de Roma, o CFR, a Comissão Trilateral, o Fundo Marshall Alemão, a Sociedade Mont Pelerin, o grupo Ditchley, a Casa Maçônica Quator Coronati, o Banco de Acordos Internacionais, o Banco Mundial (BIS) e o Fundo Monetário Internacional.

CAPÍTULO 28 Como Tavistock Faz Pessoas Saudáveis Ficarem Doentes

A história de Tavistock começa em 1921 com seu fundador, Brig. Gen. John

Rawlings Reese que desenvolveu os métodos Tavistock de “lavagem cerebral” em massa. Tavistock foi fundado como um centro de pesquisas para o Serviço Especial de Inteligência Britânico (SIS).

Foi Reese quem lançou o método de controle de campanhas políticas, além de técnicas de controle mental que continuam até hoje, e foi Reese e Tavistock que ensinaram URSS, Vietnam do Norte, China e Vietnam como aplicar suas técnicas – tudo o que sempre quiseram saber sobre lavagem cerebral individual ou de um grupo de pessoas.

Reese foi confidente íntimo da falecida Margareth Meade e de seu marido Gregory Bateson, que tiveram funções importantes no desenvolvimento das instituições norte-americanas que fazem as políticas governamentais. Foi também amigo de Kurt Lewin, que foi expulso da Alemanha após ser acusado de ser um sionista ativo.

Lewin fugiu da Alemanha quando se tornou evidente que o NSDP assumiria o controle. Lewin tornou-se diretor de Tavistock em 1932. Teve papel importante na preparação do povo americano para a entrada na Segunda Guerra Mundial. Lewin foi responsável por organizar a maior máquina de propaganda conhecida pela humanidade, que ele dirigiu contra toda a nação alemã durante a Segunda Guerra Mundial. A máquina de Lewin foi responsável por instigar a opinião pública americana a aceitar a guerra criando um clima de ódio contra a Alemanha.

O que fez do método de Reese um sucesso? Basicamente foi o seguinte: As

mesmas técnicas de psicoterapia usadas para curar um indivíduo mentalmente doente poderiam ser aplicadas na direção oposta. Poderiam também ser usadas para fazer com que pessoas saudáveis ficassem mentalmente doentes. Reese começou sua longa série de experimentos na década de 1930 usando recrutas do exército britânico como cobaias. Daí, Reese progrediu e aperfeiçoou técnicas de lavagem cerebral em massa, que mais tarde iria aplicar a países condenados à mudança. Um desses países foram os Estados Unidos, que permanecem o foco das atenções de Tavistock. Reese começou aplicando

suas técnicas de modificação de comportamento contra o povo americano em 1946. Poucos, ou ninguém, perceberam a extrema ameaça representada por Reese.

O Bureau de Guerra Psicológica do Exército Britânico foi criado em Tavistock através de acordos secretos com Churchill, muito antes que Churchill se tornasse Primeiro Ministro. Os acordos deram ao Executivo Britânico de Operações Especiais, conhecido apenas como SOE, controle total sobre as políticas das Forças Armadas americanas, agindo através de canais civis e que, invariavelmente, se transformavam em políticas do governo americano.

Tal acordo ainda está firmemente em vigor, tão inaceitável pelos patriotas americanos de hoje quanto quando foi estabelecido. Foi a descoberta desse acordo que levou o General Eisenhower a lançar seu histórico alerta sobre os poderes acumulados nas mãos do “complexo industrial militar”.

Para que possamos entender bem a influência de Tavistock na vida diária política, social, religiosa e econômica dos EUA, devo explicar que foi Kurt Lewin, o segundo em comando, o responsável por fundar as seguintes instituições americanas, muitas das quais foram responsáveis por fazer mudanças profundas nas políticas internas e externas norte-americanas:

* Clínica Psicológica de Harvard

* Instituto Massachusetts de Tecnologia (MIT)

* Comitê de Estado de Ânimo Nacional

* Conselho de Recursos de Defesa Nacional

* Instituto Nacional de Saúde Mental

*Laboratórios Nacionais de Treinamento

*Centro de Pesquisas Stanford

* Faculdade de Economia Whalton

* Departamento de Polícia de Nova Iorque

*FBI

*CIA

* Instituto Rand

Lewin recebeu a tarefa de selecionar pessoal-chave para essas e outras renomadas instituições de pesquisa, inclusive Esalen, Rand Corporation, Força Aérea e Marinha norte-americanas, Joint Chiefs of Staff, Pesquisa Stanford e Departamento de Estado. Mais tarde, Tavistock condicionou os escolhidos para operar as instalações ELF de modificações climáticas localizadas em Wisconsin e Michigan, como uma defesa contra as estações russas operadas da Península de Kola.

Foi através de instituições como Stanford e Rand que o traiçoeiro e infame projeto “MK Ultra” começou. “MK Ultra” foi um experimento de 20 anos usando LSD e outras drogas “que mudam a mente”, realizado sob a direção de Aldous Huxley e do guru do movimento “Proibir a Bomba”, Bertrand Russell (estadista sênior dos 300) para e em nome da CIA.

Na segunda Guerra do Golfo, pessoal treinado por Tavistock ensinou o General americano Miller como operar centros sistemáticos de tortura para extrair “informações” de muçulmanos capturados e mantidos na prisão de Abu Graib no Iraque e da Baía de Guantánamo em Cuba, que chocaram e enojaram o mundo quando foram revelados.

Através do LSD e de outras drogas semelhantes que controlam a mente e alteram o humor, Lewin, Huxley e Russel conseguiram causar danos indescritíveis à juventude americana, danos dos quais nós, como nação, talvez nunca nos recuperemos completamente. Seus terríveis experimentos com drogas eram feitos nas Pesquisas Stanford, na Universidade McGill, no Hospital Naval de Bethesda e nas instalações do exército americano distribuídas por todo o país.

Vale repetir que o movimento que brotou entre nossa juventude nas décadas de 1950 e 1960, conhecido como a “Nova Era” ou “Era de Aquário” foi um programa de Tavistock. Não houve nada de espontâneo nele.

Em 2005 a “nova” bossa se chama “Hip Hop” um tipo de dança praticada principalmente por crianças dos bairros mais pobres das cidades americanas. Tavistock pegou o Hip Hop e transformou numa indústria florescente com seus especialistas escrevendo letras e músicas. Até hoje é um dos maiores geradores de lucro para a indústria fonográfica. Os métodos de Reese foram seguidos de perto por Aldous Huxley, Bertrand Russell, Arnold Toynbee e Alistair Crowley. Russell foi particularmente adepto de usar os métodos de

Tavistock para criar sua campanha “CND”, “Proibir a Bomba” assumida depois pela Campanha contra Armas Nucleares, que se opunha aos experimentos nucleares norte-americanos. O movimento foi uma frente por meio da qual Huxley fornecia drogas para a juventude britânica.

Nesses experimentos, o povo americano foi o maior alvo do que qualquer outro grupo nacional do mundo. Como revelei em 1969 e 2004, desde 1946 o governo americano despejou bilhões de dólares em projetos que podem ser classificados como “operações sub-reptícias” ou seja, os programas experimentais recebem outros nomes e títulos para que o povo americano insuspeito não proteste contra tal desperdício do governo.

Nesses experimentos de Tavistock, todos os aspectos do estilo de vida americano, seus costumes, suas tradições, sua história, são examinados para ver se podem ser submetidos a mudanças. Todos os aspectos de nossa vida psicológica e fisiológica estão constantemente sob análise das instituições americanas de Tavistock.

Seus “agentes de mudança” trabalham incansavelmente para mudar nosso estilo de vida e fazer com que tais mudanças pareçam apenas “tempo de mudanças” aos quais temos que nos adaptar. Essas mudanças impostas encontram-se em política, religião, música, na forma como as notícias são fabricadas e transmitidas, no estilo de transmissão das notícias aos leitores com preponderância das leitoras americanas que foram privadas de todos os traços de feminilidade; no estilo e proferição dos discursos do Sr. Bush (frases curtas com staccato) acompanhados de contorções faciais e de movimentos corporais ensinados pelos artistas da mudança, na sua maneira de andar (estilo marinha americana), no surgimento dos assim-chamados fundamentalistas cristãos na política, no apoio maciço aos “ismos”, a lista não tem fim.

O desfecho, o resultado líquido desses programas experimentais, determina como e onde devemos viver no presente e no futuro, como reagiremos a situações de estresse ou em nossa vida nacional e pessoal, e como nosso pensamento em nível nacional sobre educação, religião, moral, economia e política pode ser canalizado na “direção certa”.

Nós, o Povo, fomos e continuamos a ser infinitamente estudados nas Instituições Tavistock. Somos dissecados, perfilados, nossos pensamentos são lidos e os dados são colocados em um banco de dados para efeitos de formatar e planejar como reagiremos a futuros choques e situações estressantes planejadas. Tudo isso é feito sem nosso consentimento e em aberta violação do nosso direito constitucional à privacidade.

Esses resultados de perfis e prognósticos são colocados em bancos de dados

de computadores da Agência Nacional de Segurança, do FBI, da Agência de

Inteligência do Departamento de Defesa, do Joint Chiefs of Staff, da Agência Central de Inteligência, e da Agência Nacional de Segurança, para mencionar apenas alguns locais onde tais dados são armazenados. O limite entre espionagem interna e externa está ficando indefinido à medida que o povo americano é condicionado para o futuro Governo Mundial Único onde a vigilância das pessoas assumirá níveis sem precedentes.

Foi esse tipo de banco de dados que permitiu ao FBI queimar David Koresh e seu Ramo de Davi enquanto o país observava o acontecido em rede nacional

de TV sem nenhum protesto e com uma assustadora ausência de protesto por

parte do Congresso.

Com uma penada, os direitos do estado do Texas foram destruídos. Waco foi uma cobaia para ver como a população reagiria ao testemunhar a destruição

da 10 a Emenda na frente de seus olhos e, como previsto, o povo do Texas e

dos Estados Unidos agiu exatamente como o perfil de Tavistock; agiram como

ovelhas pastando pacificamente enquanto a cabra traidora que irá guiá-las para

o

matadouro circunda o rebanho.

O

que aconteceu e vem acontecendo constantemente, foi previsto pelo

Conselheiro de Segurança de Carter, Zbigniew Brzezinski e seu livro da Nova Era A Era Tecnocrática, publicado em 1970.

O que ele previu está acontecendo debaixo de nossos olhos, mas a natureza

mortalmente sinistra desses eventos é perdida em meio às pessoas. A realidade do que Brzezinski previu em 1970 aconteceu. Sugiro que leia o livro

– se for possível obtê-lo – e depois, como eu fiz, compare os eventos que

transpiraram desde 1970 com o que está escrito em A Era Tecnocrata. A precisão da previsão de Brzezinski não é apenas incrível, mas assustadora.

Se você ainda está cético, leia 1984 de George Orwell, ex-agente da inteligência britânica M16. Orwell teve que escrever sua incrível revelação como ficção para evitar ser processado de acordo com a Lei dos Segredos Oficiais da Inglaterra. A “novidade” de Orwell está agora em toda a parte, e assim como ele previu, não levanta oposição. Os leitores achavam que Orwell estava descrevendo a Rússia, mas ele estava prevendo o surgimento de um regime muito pior do que o regime bolchevista, o governo da Nova Ordem Mundial da Grã Bretanha.

É só olhar as leis aprovadas por Blair para ver que as liberdades foram

esmagadas, a discordância política foi esmagada, a Carta Magna foi incendiada e em seu lugar foi colocado um conjunto de leis draconianas de

sinistra leitura. “Os Estados Unidos serão amanhã o que a Inglaterra é hoje”, como diz um velho ditado.

Gostemos ou não, Brzezinski previu que Nós, o Povo, ficaríamos sem nada do nosso direito à privacidade; cada pequeno detalhe de nossas vidas seria de conhecimento do governo e estaria sujeito a recuperação instantânea do banco de dados. No ano 2000, ele diz, cidadãos comuns estarão sob controle do governo como nunca foi experimentado por qualquer outro país.

Hoje, em 2006, os americanos estão sob uma vigilância constante que não teria sido imaginada alguns anos atrás. A 4 a Emenda foi pisoteada; nossa melhor proteção contra um estado glutão, a 10 a Emenda já não existe e tudo foi possibilitado pelo trabalho de Reese e dos cientistas das Ciências Sociais que controlam o Instituto Tavistock.

Em 1969, por ordem do Comitê dos 300, Tavistock criou o Clube de Roma, como publiquei em minha monografia com o mesmo título publicada naquele ano. O Clube de Roma criou então a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) como uma aliança política.

Mas em 1999, descobrimos a verdade sobre a OTAN; é uma entidade política com apoio militar de seus países-membros. Tavistock forneceu pessoal-chave para a OTAN desde sua concepção e ainda o faz. Escreve todas as políticas- chave para a OTAN. Em outras palavras, Tavistock controla a OTAN.

Prova disso é forma como a OTAN conseguiu bombardear a Sérvia por 72 dias

e noites e sair impune, embora tendo violado as quatro Convenções de

Genebra, a Convenção de Haia, os Protocolos de Nuremberg e a Carta das

Nações Unidas. Não houve protesto do povo americano nem do povo inglês contra tal conduta bárbara.

É claro que tudo estava predeterminado nos bancos de dados de Tavistock:

Sabiam exatamente como o povo iria reagir ou não iria reagir ao bombardeio. Se fosse feita com antecedência uma determinação desfavorável sobre como o povo iria reagir não teria havido bombardeios na Sérvia.

Exatamente os mesmos estudos de Tavistock foram usados para avaliar a reação pública sobre a chuva de mísseis e bombas sobre a cidade aberta de Bagdá em 2002, a tática infame de “choque e espanto” de Rumsfeld. Comportamentos bárbaros dessa magnitude foram tolerados porque o Presidente e seus homens já sabiam de antemão que não haveria protesto do povo americano.

Tanto o Clube de Roma quanto a OTAN tiveram influência considerável nas decisões de política externa tomadas pelo governo americano, e continuam a ter, como vimos no caso dos ataques não provocados à Sérvia e ao Iraque, realizados pelas administrações Clinton e Bush, respectivamente. A história tem mais exemplos.

Quando irrompeu a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos estavam sendo submetidos a uma campanha pré-planejada de lavagem cerebral de proporções enormes, preparada e executada pelo Instituto Tavistock. Isso deveria abrir caminho para uma entrada suave dos EUA na guerra que não era de sua conta e calar a boca de quem se opunha a ela.

Todos os grandes discursos de Roosevelt foram escritos pelos técnicos peritos em controle mental de Tavistock, muitos deles vindos da Sociedade Fabiana.

Foi dito aos Estados Unidos que a guerra foi iniciada pela Alemanha; que o perigo da Alemanha para a paz mundial era muito maior do que o do bolchevismo. Um grande número de Cientistas Sociais das instituições Tavistock dos EUA foi selecionado para liderar a tarefa de persuadir o povo americano de que a entrada dos Estados Unidos na guerra era a coisa certa a ser feita. No entanto, não tiveram sucesso até que o Japão foi “obrigado a dar o primeiro tiro” em Pearl Harbor, uma situação inventada e que foi posta em prática por Roosevelt, Stimson e Knox.

CAPÍTULO 29 Psicologia Topológica Ilude o Próprio Eleito

A psicologia topológica de Kurt Lewin – padrão nas instituições Tavistock – foi ensinada a cientistas americanos selecionados enviados para aprender sua metodologia e o grupo voltou aos Estados Unidos para comandar a ofensiva para obrigar os americanos a aceitar que o apoio à Inglaterra, instigadora da guerra, era no nosso melhor interesse. A psicologia topológica ainda é o método mais avançado de induzir modificações comportamentais, seja em indivíduos ou em grandes grupos populacionais.

Infelizmente, a psicologia topológica foi usada com muito sucesso pela mídia de massa para levar os americanos a uma situação forjada pela Inglaterra no Iraque, outra guerra com a qual não tínhamos nada que ver. Os mentirosos profissionais que governam este país, os devassos da mídia, os pérfidos traiçoeiros “porta-vozes” do Governo Mundial Único – Nova Ordem Mundial, usaram a psicologia topológica contra aqueles que se opunham a seus anseios.

Bush, Baker, Haig, Rumsfeld, Rice, Powell, General Myers, Cheney e aqueles no Congresso que os bajularam numa mostra servil de “subserviência” – lavaram o cérebro do povo americano para que acreditasse que o Presidente do Iraque Saddam Hussein era um monstro, um homem mau, um ditador, uma ameaça à paz mundial, que tinha que ser tirado do poder, embora o Iraque nunca tivesse feito nada para prejudicar os Estados Unidos. Embora possa ter havido alguma verdade nas alegações de que Hussein tinha feito algumas coisas terríveis, o mesmo poderia ser dito de Wilson e Roosevelt, ampliado um milhão de vezes.

Se é função dos Estados Unidos depor monstros e homens maus de outros países, porque não depusemos Stalin ou Mao Tse Tung? A guerra de Tavistock contra a Constituição americana emudeceu completamente os americanos até o ponto em que de alguma forma acreditavam que os EUA tinham o direito de atacar o Iraque e depor seu líder, mesmo que a Constituição proibisse expressamente tal ação, para não dizer que isso violaria as leis internacionais e os Protocolos de Nuremberg. Como já foi dito, é preciso “uma situação inventada” para encolerizar os americanos.

Na Primeira Guerra Mundial foram as “atrocidades” do Kaiser. Na Segunda Guerra Mundial foi Pearl Harbor, na Coréia foram os ataques dos “torpedeiros fantasmas” do Vietnam do Norte à marinha norte-americana que nunca

aconteceram. No Iraque foram os artifícios e mentiras de April Glaspie; na Sérvia a “preocupação” de Madame Albright com a suposta “perseguição” de forasteiros albanianos ilegais que inundaram a Sérvia para escapar da miséria econômica de sua terra natal foi a desculpa para sua cruzada autojustificada contra a Sérvia.

Tavistock cunhou um outro nome para os albanianos ilegais; dali para frente deviam ser chamados de “kosovares”. É claro que o povo americano perfilado e programado não fez objeções quando a Sérvia, sem justa causa e sem jamais ter prejudicado os Estados Unidos, foi bombardeada impiedosamente por 72 dias e noites!

No entanto, o verdadeiro perigo para a paz vem de nossa política unilateral com relação aos países do Oriente Médio, e de nossa atitude com os governos socialistas. Apelos para a união em torno da bandeira no início da Segunda Guerra Mundial foram psicologia topológica pura de Reese – e isso foi repetido na Guerra do Golfo, na Guerra da Coréia, no Iraque (duas vezes) e na Sérvia.

Logo será a Coréia do Norte novamente. Os Estados Unidos perseguem esse país por mais de 25 anos, só que agora a desculpa é que a Coréia do Norte está para lançar uma bomba nuclear sobre uma cidade americana! Em todas essas guerras o povo americano sucumbiu à lavagem cerebral de Tavistock disfarçada de “patriotismo” somado a uma alta dose de medo, que foi martelada em suas cabeças dia e noite. Os americanos acreditam no mito de que a Alemanha era o “homem mau” desejoso de controlar o mundo. Rejeitamos a ameaça bolchevista. Fomos levados duas vezes a um transe contra a Alemanha. Acreditávamos em nossos controladores porque não sabíamos que éramos um povo de cérebro lavado, manipulado e controlado. E assim nossos filhos foram enviados para morrer nos campos de batalha da Europa por uma causa que não era uma causa americana.

Imediatamente após Winston Churchill se tornar Primeiro Ministro da Inglaterra depois de desalojar Neville Chamberlain porque ele tinha tido sucesso em fazer um acordo de paz com a Alemanha, Churchill, o grande exemplo da crença no respeito às leis internacionais, começou a infringir leis internacionais que orientavam a conduta civilizada durante as guerras.

Agindo sob orientação do teórico de Tavistock Richard Crossman – Winston Churchill adotou o plano de Tavistock para bombardear populações civis. (Vimos a mesma política ser adotada no Iraque e na Sérvia).

Churchill deu à Real Força Aérea (RAF) ordens para bombardear a pequena cidade alemã de Freiberg, uma cidade indefesa na lista de tais cidades da

Alemanha – os dois lados haviam feito um pacto por escrito que cidades abertas e indefesas não seriam bombardeadas.

Num sábado à tarde, dia 27 de fevereiro de 1940, a RAF fez um ataque aéreo

a Freiberg com seus bombardeiros Mosquito matando 300 civis, inclusive 27

crianças que brincavam num pátio claramente identificado como sendo de uma escola. Assim começou a campanha da RAF de bombardeio de alvos civis alemães; a infame Pesquisa Consultiva sobre Bombardeios inspirada por Tavistock, que foi dirigida apenas contra moradias de trabalhadores alemães e

a infraestrutura civil. Tavistock garantiu a Churchill que tal bombardeio de terror

em massa poria a Alemanha de joelhos assim que a meta de destruir 65% das moradias dos trabalhadores alemães fosse atingida.

A decisão de Churchill de lançar bombardeios terroristas contra a Alemanha foi

um crime de guerra e continua sendo um crime de guerra. Churchill foi um criminoso de guerra e deveria ter sido julgado por seus crimes hediondos

contra a humanidade.

O bombardeio de Freiberg, Alemanha, sem consultar a França, foi o primeiro afastamento da conduta civilizada durante a Segunda Guerra Mundial e o governo britânico foi o único culpado pelos ataques aéreos dos alemães que se seguiram às táticas terroristas de Churchill. Os EUA, na guerra não declarada contra Iraque, Sérvia, Iraque novamente e Afeganistão, que começou em março de 1999, seguiram à risca os bombardeios instigados por Churchill.

Kurt Lewin, cujo ódio pelos alemães não conhecia limites, desenvolveu a política do bombardeio terrorista de civis. Lewin foi o “pai” da Pesquisa Estratégica sobre Bombardeios, desenhada deliberadamente para destruir 65% das moradias dos trabalhadores alemães e matar de maneira indiscriminada o máximo possível de civis alemães.

As baixas civis alemãs foram muito maiores do que as baixas militares da guerra, como resultado do “Bombardeiro” Harris e seus pesados ataques noturnos pela RAF contra as moradias dos trabalhadores alemães. Esse foi um grave crime de guerra que ficou sem punição. Isso desmente a propaganda veiculada por Tavistock que foi a Alemanha que começou esses ataques terroristas. O fato é que só depois de oito semanas de bombardeios a Berlim que causaram danos pesados às moradias de civis e a alvos não militares e que tiraram milhares de vidas civis é que a Luftwaffe revidou com ataques a Londres. O revide alemão veio apenas após incontáveis apelos de Hitler diretamente a Churchill para que parasse de desrespeitar o acordo, que o “grande homem” ignorou.

Churchill, o mestre da mentira, o mentiroso contumaz, com a ajuda e sob a direção de Lewin conseguiu persuadir o mundo de que a Alemanha havia

começado o bombardeio de civis como uma política deliberada quando, como vimos, foi Churchill quem o começou. O Departamento de Guerra britânico e os documentos da RAF confirmam isso. O dano causado a Londres pela Luftwaffe

foi relativamente leve se comparado ao que a RAF fez com as cidades alemãs,

mas o mundo nunca ouviu falar disso.

O mundo viu apenas pequenas partes de Londres danificadas pelos

bombardeios alemães, com Churchill caminhando sobre os escombros, com seu queixo proeminente e um charuto preso entre os dentes, a síntese do escárnio. Com que competência Tavistock o ensinou a encenar tais eventos!

(Vemos o eco dos maneirismos afetados de Churchill em George Bush, que parece ter se submetido a algum “treinamento” também).

O caráter de “bulldog” de Churchill foi criado por Tavistock. Seu verdadeiro

caráter nunca foi revelado. O bombardeio desumano de Freiberg virou uma sombra se comparado ao desumano, bárbaro anticristão bombardeio da cidade aberta e indefesa de Dresden que tirou mais vidas do que a bomba atômica

lançada sobre Hiroshima.

O bombardeio de Dresden e a hora do ataque foram uma decisão a sangue-frio

tomada depois de o “grande homem” consultar Tavistock para causar “choque

e espanto” e impressionar seu amigo, Joseph Stalin. Foi também um ataque

direto ao cristianismo, planejado para acontecer durante a Quaresma. Não

havia razão militar ou estratégica para bombardear Dresden, que foi escolhida como alvo por Lewin. Em minha opinião, o bombardeio de Dresden, apinhada

de refugiados civis alemães fugidos da investida russa do Leste, quando a

Quaresma estava sendo celebrada, foi o mais hediondo crime de guerra jamais

cometido.

No entanto, porque o povo inglês e americano tinha sido exaustivamente programado, condicionado e com o cérebro totalmente lavado, nenhum murmúrio de protesto foi ouvido. Os criminosos de guerra “Bombardeiro” Harris, Churchill, Lewin e Roosevelt saíram impunes desse crime terrível contra a humanidade.

Em maio de 2005, em uma visita de estado a Berlim, o Presidente russo Vladimir Putin, durante uma entrevista conjunta com o Chanceler alemão Gerhard Schroeder, disse ao jornal alemão Beeld, que as forças aliadas não poderiam ser absolvidas dos horrores da Segunda Guerra Mundial, e isso incluía o bombardeio de Dresden:

“Os aliados ocidentais não são pródigos em qualquer humanidade especial”, disse ele. “Até hoje não consigo entender porque Dresden foi destruída. Não havia razão militar para isso”, declarou Putin.

Talvez o líder russo não conheça Tavistock e sua Pesquisa Consultiva sobre Bombardeios que ordenou o terrível bombardeio, mas certamente os leitores deste livro agora sabem por que essa atrocidade bárbara e horrível foi cometida.

Vamos voltar a Reese e a seu trabalho inicial em Tavistock envolvendo experimentos de lavagem cerebral em 80.000 soldados britânicos. Depois de 5 anos reprogramando esses homens, Reese estava confiante q