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ESTADO DO PIAUÍ CÂMARA MUNICIPAL DE DEMERVAL LOBÃO Rua do Norte, 430 - Fone: (86) 9433-7445

ESTADO DO PIAUÍ CÂMARA MUNICIPAL DE DEMERVAL LOBÃO

Rua do Norte, 430 - Fone: (86) 9433-7445 - CEP 64.390-000

CNPJ:23.657.588/0001-56 - Demerval Lobão – Piauí

E-mail: camara_1963@hotmail.com

RESOLUÇÃO Nº 22/96

Estabelece o Regimento Interno da Câmara Municipal de Demerval Lobão e da outras providências.

O

PRESIDENTE

DA

CÂMARA

MUNICIPAL DE DEMERVAL LOBÃO;

 

Faço

saber

que

a

Câmara Municipal de

Demerval Lobão aprovou e eu sanciono e promulgo a seguinte Resolução;

TÍTULO I Da Câmara Municipal

CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º - A Câmara Municipal e o Poder Legislativo do Município constituído de 09 (nove) Vereadores nos termos da

Legislação vigente e tem sede a Rua do Norte, 430 – Centro, Demerval Lobão. Art. 2º - As Sessões da Câmara Municipal serão realizadas obrigatoriamente, no recinto do Edifício da Câmara, reputando-se nulas as realizadas fora dele, exceto as Sessões Solenes e de posse. Art. 3º - Comprovada a impossibilidade de uso do prédio próprio, a Presidência, a juízo de Mesa e mediante comunicação por escrito a cada um dos vereadores, escolherá outro local para a realização das Sessões. Art. 4º - No recinto de reuniões do Plenário não poderão ser colocados quaisquer símbolos, quadras, faixas, cartazes ou fotografias que impliquem propaganda político-partidária e ideológica, ou de cunho promocional de pessoas vivas ou de entidades de qualquer natureza. Art. 5º A Câmara Municipal reunir-se-á, anualmente, em Sessões Ordinárias, nas 03 (três) primeiras quartas-feiras de cada mês, nos meses de março, abril, maio, junho, agosto, setembro, outubro, novembro, e até o dia 15 (quinze) de dezembro.

SEÇÃO I Da Eleição Da Mesa

Art. 6º - A votação para a eleição da Mesa será pública, por escrutínio secreto e observadas as seguintes exigências:

I – realizar-se-á por meio de cédulas com indicação dos nomes dos candidatos e respectivos cargos; II – as cédulas serão depositadas numa urna, previamente colocada sobre a Mesa da Presidência dos Trabalhos, após votadas; III – os Vereadores votarão a medida que foram sendo nominalmente chamados; IV – o Vereador que tiver assumindo a Presidência dos Trabalhos fará a leitura dos votos, procederá a contagem e promulgará os eleitos, dando-lhes posse, em seguida; V – presença da maioria absoluta dos Vereadores; VI – redação, pelo Secretário, do resultado da eleição; VII – realização do segundo escrutínio, com os dois mais votados, quando no primeiro, não se alcançar maioria absoluta;

VIII – eleição do mais idoso, em caso de empate; IX – o mandato da Mesa será de 02 (dois) anos com direito a reeleição para o mesmo cargo na eleição subsequente. Art. 7º - A eleição do primeiro biênio da mesa realizar- se-á em Sessão Especial, em 1º (primeiro) de janeiro. Art. 8º - Já a eleição da Mesa da Câmara, para o segundo

biênio, far-se-á no mês de dezembro do segundo ano de cada legislatura e a posse dos eleitos será no dia 1º de janeiro do terceiro ano de cada legislatura. Art. 9º - Os membros da Mesa eleitos para o 1º (primeiro) biênio tomarão posse logo após a proclamação do resultado da eleição.

Art.

10

º

-

O suplente

de

Vereador convocado não

poderá ser eleito para o cargo de Mesa.

Art.

11

Somente

se modificará a composição

permanente da Mesa, ocorrendo vaga do cargo de Presidente, do

1º e 2º vice-Presidente e Secretários. Art. 12 – Considerar-se-á vago qualquer cargo da Mesa,

quando:

o Vereador, por prazo igual ou superior a 120 (cento e vinte) dias;

I – licenciar-se

membro da Mesa do

mandato de

II – houver renúncia do cargo da Mesa pelo seu titular, com aceitação do Plenário; III – for o Vereador destituído da Mesa por decisão do

Plenário.

Parágrafo único – Em caso de renúncia ou destituição da Mesa, o Vereador mais idoso assumirá interinamente a Presidência, até a eleição e posse dos membros da Mesa. Art. 13 – A destituição do membro efetivo da Mesa somente poderá ocorrer quando for o mesmo comprovadamente, ineficiente ou quando tenha se prevalecido do cargo para fins ilícitos, dependerá de deliberação do Plenário, pelo voto de 2/3 (dois terços) dos Vereadores, acolhendo representação de qualquer Vereador, na forma de processo para cassação do mandato.

Art.

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– Para

o preenchimento do Cargo da Mesa,

haverá eleições suplementares, na primeira Sessão Ordinária seguinte aquela na qual se verificar a vaga, observando-se o disposto nos arts. 7º e 9º.

SEÇÃO II Das Atribuições Específicas De Membros Da Mesa

Art. 15 – Compete ao Presidente da Câmara, além do que é previsto da Lei Orgânica:

  • I – praticar os atos essenciais de intercomunicações com

o Executivo, notadamente:

a) receber as mensagens de proposta legislativa fazendo- as protocolar e lavrar em ata; b) encaminhar ao Prefeito, por ofício, os Projetos de Lei aprovados, inclusive por decurso de prazo, e comunicar-lhes os Projetos de sua autoria ou iniciativa desaprovada, bem como os votos rejeitados ou mantidos; c) solicitar aos Secretários Municipais ou Diretores equivalentes, as informações pretendidas pelo Plenário para explicações, quando houver convocação da edilidade em forma regular.

  • II – promulgar as Resoluções, os Decretos Legislativos

e, bem assim, as Leis não sancionadas pelo Prefeito no prazo

legal, e as disposições constantes de veto rejeitado, fazendo-as publicar. Art. 16 – São atribuições do 1º (primeiro) Secretário:

  • I – Organizar o expediente;

    • II – Ler a matéria constante do expediente e despacha-

las;

  • III – Encaminhar, para os devidos fins, a matéria

constante do expediente; IV – Fazer a chamada dos Vereadores, ao abrir-se a Sessão e nas ocasiões determinadas pelo Presidente, anotando os comparecimentos e ausências;

  • V – Fazer recolher e guardar em ordem as proposições

para apresentá-las oportunamente;

  • VI – Assinar, depois do Presidente, os atos

administrativos da Mesa;

  • VII – Zelar pela guarda dos papéis submetidos a decisão

da Câmara, nelas anotar discussões e votação, autenticando-as com sua assinatura;

VIII – Sobrepor emendas aos projetos recebidos do Executivo, quando for o caso; IX – Certificar a freqüência dos Vereadores, para efeito de percepção da parte variável da remuneração; X – Registrar, em livro próprio, os procedentes firmados na aplicação do Regimento Interno, para a solução de casos futuros;

XI – Fiscalizar a redução da ata e proceder a sua leitura; XII – Redigir as atas das Sessões Secretas e fazer a correspondência oficial. Art. 17 – Compete ao 2º (segundo) Secretário auxiliar o 1º (primeiro) Secretário em suas atribuições e substituí-los em suas feitas e impedimentos.

CAPÍTULO II DAS COMISSÕES Da Finalidade Das Comissões e De Suas Modalidades

Art. 18 – As Comissões são órgãos técnicos compostas de 03 (três) Vereadores, com a finalidade de examinar matéria em tramitação na Câmara e emitir parecer sobre a mesma, ou de proceder a estudos sobre assuntos importantes, ou ainda de investigar fatos determinados de interesse da administração, ou atuar pela consecução de pretensões municipais. Art. 19 – As Comissões da Câmara são permanentes, especiais e de Representação. Art. 20 – As Comissões Permanentes incube estudar as proposições e assuntos distribuídos ao seu exame, manifestando- se sobre eles sua opinião para orientação do Plenário. Parágrafo único – As Comissões Permanentes são as seguintes:

I – Comissão de Constituição e Justiça;

II – Comissão de Finanças e tomada de preços. Art. 21 – As Comissões Especiais, destinadas a proceder a estudo de assuntos de especial interesse do Legislativo, terão suas finalidades especificadas na Resolução que as constituiu, as quais indicarem também o prazo para apresentarem o relatório de seus trabalhos. Art. 22 – A Câmara, pela Mesa, poderá constituir Comissões Especiais de Inquérito, com a finalidade de apurar irregularidades do Executivo. Parágrafo único – As denúncias sobre irregularidades e a indicação das provas deverão constar dos requerimentos que solicitam a constituição da Comissão de Inquérito, que terão no mínimo 1/3 (um terço) de assinaturas dos Vereadores da Câmara. Art. 23 – A Comissão de Representação será constituída para representar a Câmara em atos externos de caráter cívico cultural, ou cultural, dentro ou fora do território do Município.

CAPÍTULO III DA INTERRUPÇÃO E DA SUSPENÇÃO DO EXERCÍCIO DA VEREANÇA E DAS VAGAS

Art. 24 – O Vereador somente poderá licenciar-se, mediante requerimento direto dirigido a Presidência e sujeito a deliberação do Plenário, nos seguintes casos:

I – Por moléstia, devidamente comprovada por médico oficial ou de médico de reputação ilibada; II – Para desempenhar missões temporárias de caráter cultural de interesse público, fora do território do município; III – Para tratar de interesse particular, sem remuneração, por prazo não superior a 120 (cento e vinte) dias e inferior a 30 (trinta) dias.

Parágrafo único – A aprovação dos pedidos de licença se dará no expediente das Sessões, sem discussão, e terá preferência sobre qualquer outra matéria, só podendo ser rejeitado pelo quorum de 2/3 (dois terços) dos vereadores, nas hipóteses dos incisos II e III. Art. 25 – As vagas da Câmara dar-se-ão por extinção ou cassação do mandato do vereador. § 1º - A extinção se verificar pela morte, renúncia ou falta de posse no prazo legal ou regimental, perda ou suspensão dos direitos políticos, ou por qualquer outra causa legal hábil. § 2º - A cassação dar-se-á por deliberação do Plenário nos casos e na forma prevista na legislação vigente. Art. 26 – A extinção do mandato se torna efetiva pela declaração do ato ou fato extinto pelo Presidente, que a fará constar da ata a perda do mandato se torna efetiva a partir do Decreto Legislativo de cassação do mandato promulgado pelo Presidente e devidamente publicado. Art. 27 – A renúncia do Vereador far-se-á por ofício dirigido a Câmara, reputando-se aberta a vaga a partir da leitura do documento em Plenário e inserção em ata. Art. 28 – Em qualquer caso de vaga ou de licença de Vereador, o Presidente da Câmara convocará imediatamente o respectivo suplente.

CAPÍTULO IV DA LIDERANÇA PARLAMENTAR

Art. 29 – É considerado líder o Vereador escolhido pela maioria absoluta da representação partidária para, em nome da bancada, expressar em Plenário, pontos de vistas sobre assuntos em debate.

§ 1º - O líder escolhido indicará seus vice-líderes, que substituirão nas suas faltas e impedimentos ou ausências do recinto.

§ 2º O líder será eleito para mandato de 01 (um) ano, e no início de cada ano os partidos comunicarão a Mesa a escolha de seus líderes. § 3º - Além das lideranças partidárias, poderá haver líder e vice-líder do Prefeito, com todos os direitos e prerrogativas atribuídas aos líderes partidários. Art. 30 – As lideranças partidárias não poderão ser exercidas por integrantes da Mesa, exceto os suplentes. Art. 31 – Por deliberação da maioria absoluta dos membros de bancada, o líder poderá ser destituído de suas funções e substituído por outro Vereador, fato que será imediatamente comunicado a Mesa Diretora e ao Plenário. Art. 32 – São atribuições do líder:

I – Fazer comunicação de caráter inadiável a Câmara, por cinco minutos, vedados os apartes; II – Indicar o orador do partido nas solenidades; III – Votar antes de seus liderados. Art. 33 – O líder do Prefeito será considerado como autor nas proposições do Executivo.

CAPÍTULO V DAS INCOMPATIBILIDADES

Art. 34 – As incompatibilidade de Vereador são aquelas previstas na Constituição, na Lei Orgânica do Município e neste Regimento. Art. 35 – O subsídio dos Vereadores será fixado e atualizado na conformidade do que for estabelecido por Resolução da Câmara, segundo limite e critério indicados na Lei Federal.

Art. 36 – No processo, nas licenças por doenças, e para desempenhar missões de caráter cultural ou de interesse do Município, os subsídios dos Vereadores serão integrais. Art. 37 – Resolução especial fixará a verba de representação do Presidente da Câmara e 1º Secretário, dispondo sobre a forma de sua atualização monetária anual. Art. 38 – Ao Vereador em viagem a serviço da Câmara para fora do Município, é assegurado o ressarcimento dos gastos com locomoção, alojamento e alimentação, exigida a comprovação das despesas, sempre que possível, ou por diária pré-fixada.

TÍTULO II DAS PROPOSIÇÕES E DA SUA TRAMITAÇÃO

CAPÍTULO I DAS MODALIDADES DE PROPOSIÇÃO E DE SUA FORMA

Art. 39 – Proposição é toda matéria sujeita a deliberação do Plenário, qualquer que seja o seu objetivo. Art. 40 – São modalidades de proposições:

I – os Projetos de Lei; II – os Projetos de Decretos Legislativo; III – os Projetos de Resolução; IV – as Emendas substitutivas e as subemendas; V – os vetos; VI – os pareceres das Comissões Permanentes; VII – as Indicações, os Requerimentos, os Recursos e as Representações.

Art. 41 – As proposições deverão ser redigidas em termos claros, objetivos e concisos, em língua nacional e na ortografia oficial, e assinada(a) pelo autor ou autores. Art. 42 – Exceção feitas as emendas, subemendas e vetos, as proposições deverão conter emenda indicativa do assunto a que se referem. Art. 43 – As proposições consistentes em Projetos de Lei de Decretos Legislativos, de Resolução ou de Projeto Substitutivo deverão ser oferecidas articuladamente, acompanhadas de justificativas por escrito. Art. 44 – Serão restituídas ao autor as proposições que:

I – Foram manifestamente anti-regimentais, ilegais ou inconstitucionais. Parágrafo único – As razões de devolução de qualquer proposição, deverão ser devidamente fundamentadas por escrito pelo Presidente. Art. 45 – Proposições subscritas pela Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final não poderão deixar de ser recebidas sob alegação de inconstitucionalidade e ilegalidade. Art. 46 – Toda proposição deverá respeitar os princípios da técnica legislativa, quanto à apresentação e forma material.

CAPÍTULO II DAS PROPOSIÇÕES EM ESPÉCIE

Art. 47 – Toda matéria legislativa de competência da Câmara, dependente de manifestação do Prefeito, será objeto de projeto de lei; todas as deliberações privativas da Câmara, tomadas em Plenário, que independe do Executivo, terão forma de Decreto Legislativo ou de Resolução, conforme o caso.

§ 1º - Destinam-se os decretos legislativos a regular as matérias de exclusiva competência da Câmara sem a sanção do Prefeito e que tenham efeito externo. § 2º - Destinam-se as resoluções a regular as matérias de caráter político ou administrativo relativo a assuntos de economia interna da Câmara. Art. 48 – As iniciativa dos projetos de lei cabe a qualquer Vereador, a Mesa da Câmara, as Comissões Permanentes e ao Prefeito, ressalvados os casos de iniciativa exclusiva do Executivo. Art. 49 – Veto é a posição formal e justificada do Prefeito a projeto de lei aprovado pela Câmara, por considerá-lo inconstitucional, ilegal ou contrário ao interesse público. Art. 50 – Parecer é o pronunciamento por escrito ou verbal de Comissão Permanente sobre matéria que lhe haja sido regimentalmente distribuída. Art. 51 – Indicação é a proposição em que o Vereador sugere medidas de interesse público aos poderes competentes. Art. 52 – Requerimento é todo pedido verbal ou escrito de Vereador ou de Comissão, feito ao Presidente da Câmara ou por seu intermédio, sobre assunto do expediente ou da ordem do dia, ou de interesse pessoal do vereador. Art. 53 – Recurso é toda petição de Vereador ao Plenário contra ato do Presidente, nos casos expressamente previstos neste Regimento Interno. Art. 54 – Representação é a exposição escrita e circunstanciada do Vereador ao Presidente da Câmara, visando a destituição de membro da Mesa, nos casos previstos neste Regimento. Parágrafo único – Para efeitos regimentais, equipara-se a representação, a denúncia contra o Prefeito ou Vereador, sob a acusação de prática de ilícito político-administrativo.

CAPÍTULO III DA APRESENTAÇÃO E DA RETIRADA DA PROPOSIÇÃO

Art. 55 – O Presidente ou a Mesa, conforme o caso, não aceitará proposição:

I – Em matéria que não seja de competência do Município; II – Que versar sobre assuntos alheios a competência da Câmara ou privativas do Executivo; III – Que visa a delegar a outro Poder, atribuições privativas do Legislativo;

IV

Que,

sendo de

iniciativa

exclusiva do Prefeito,

tenha sido apresentada por Vereador; V – Que seja apresentado por Vereador licenciado ou

afastado;

VI – Que tenha sido rejeitada anteriormente na mesma Sessão Legislativa, salvo se tratar de matéria de iniciativa do Prefeito, ou quando tenha sido subscrita pela maioria absoluta do Legislativo; VII – Quando a emenda ou subemenda for apresentada fora do prazo, não observar restrição constitucional do poder de emendar, ou não tiver relação com a matéria da proposição principal;

VIII – Quando a indicação versar matéria que, em conformidade com este Regimento de vê ser objeto de requerimento. Art. 56 – As proposições poderão ser retiradas mediante requerimento de seus autores ao Presidente da Câmara, se ainda se encontrem sob deliberação do Plenário, com a audiência deste, em caso contrário.

I – Quando a proposição dor subscrita por mais de um Vereador, e condição pra sua retirada que todos a requeiram. II – Quando o autor for o Executivo, a retirada deverá ser comunicada através de ofício, não podendo ser recusada. Art. 57 – No início de cada Legislatura, a Mesa ordenará o arquivamento de todas as proposições apresentadas na Legislatura anterior. Que se achem sem parecer contrário das comissões competentes, exceto as originárias do Executivo, sujeitas a deliberação em prazo determinado.

CAPÍTULO IV DA TRAMITAÇÃO DAS PROPOSIÇÕES

Art. 58 – Recebida qualquer proposição escrita, será encaminhada ao Presidente da Câmara, que determinará a sua tramitação no prazo máximo de 06(seis) dias, observado o disposto neste capítulo. Art. 59 – Quando a proposição consistir em Projeto de Lei, de Decreto Legislativo, de Resolução ou de Projeto Substitutivo, uma vez lido pelo Secretário durante o expediente, será pelo Presidente encaminhada às comissões competentes para os pareceres técnicos. Parágrafo Único – Os projetos originários, elaborados pela Mesa ou por Comissões permanentes ou especiais em assuntos de sua competência, dispensarão para a sua apreciação pelo Plenário sempre que o requerer o seu próprio autor e a audiência não for obrigatória, na forma deste Regimento. Art.60 – Sempre que o Prefeito vetar, no todo ou em parte, determinada proposição aprovada pela Câmara, comunicado o voto a esta, a matéria será incontinente encaminhada a Comissão de Constituição e Justiça.

Art. 61 – Os pareceres das Comissões Permanentes serão obrigatoriamente incluídos na ordem do dia em que serão apreciadas as proposições a que se referem. Art. 62 – Os recursos contra atos do Presidente da Câmara serão interpostos dentro do prazo de 15 (quinze) dias, contados da ciência da decisão, por simples petição, e distribuídas a Comissão de Constituição e Justiça, que emitirá perecer acompanhado de Projeto de Resolução.

TÍTULO III DAS SESSÕES DA CÂMARA

CAPÍTULO I DAS SESSÕES EM GERAL

Art. 63 – As Sessões da Câmara Municipal de Demerval Lobão, serão ordinárias, extraordinárias e solenes, assegurados o acesso às mesmas, do público em geral. § 1º - Qualquer cidadão, poderá assistir as Sessões da Câmara, na parte de recinto reservado ao público, desde que:

I – Se apresente conveniente; II – Não porte arma; III – Se conserve em silêncio durante os trabalhos; IV – Não manifesta apoio ou desaprovação ao que se passa em Plenário; V – Atenda as determinações do Presidente. § 2º - O Presidente determinará a retirada da Sessão de quem se conduzir de forma a perturbar os trabalhos e evacuará as galerias, sempre que julgar necessário. Art. 64 – As Sessões ordinárias serão realizadas nos três primeiros sábados de cada mês, com início as 8:00 horas e término as 10:00 horas.

§ 1º - As Sessões Extraordinárias poderão ser diurnas ou noturnas, antes ou depois das Sessões ordinárias, ou qualquer dia da semana, por convocação de Presidente, ou por deliberação da Câmara, a requerimento de 2/3 (dois terços) de seus membros. § 2º - Não haverá convocação da Câmara para realizações de Sessões aos domingos, salvo em casos excepcionais, a requerimento de todas as lideranças e destinadas ao cumprimento de prazos ou determinações constitucionais ou, ainda, de matéria de relevante interesse público. Art. 65 – As Sessões Solenes realizar-se-ão a qualquer dia e hora, para fim específico, sempre relacionado com assuntos cívicos e culturais, não havendo fixação de sua duração. Parágrafo único – As Sessões Solenes poderão realizar- se em qualquer local seguro e acessível, a critério da Mesa. Art. 66 – As Sessões da Câmara serão realizadas no recinto destinado ao seu funcionamento, considerando-se inexistentes as que se realizarem noutro local, salvo motivo de força maior, devidamente reconhecido pelo Plenário. Parágrafo único – Não se considera como falta a ausência do Vereador à Sessão que se realizar fora da sede da Câmara.

Art. 67 – A Câmara observará o recesso determinado pela Lei Orgânica do Município, no mês de julho e no mês de dezembro, após o dia 15, a 28 ou 29 de fevereiro. Parágrafo único – Nos períodos de recesso, a Câmara poderá reunir-se em Sessão Legislativa extraordinária, quando regularmente convocada pelo Prefeito, para apreciar matéria de interesse público relevante e urgente. Art. 68 – A Câmara somente se reunirá em Sessão com, pelo menos, 1/3 (um terço) dos Vereadores que a compõem.

Parágrafo único – O disposto neste artigo não se aplica

 

Art. 73 – Após a aprovação da ata, o Presidente

em Sessões Solenes, que se realizarão com qualquer número de Vereadores presentes.

determinará ao 1º Secretário a leitura da matéria do expediente, obedecendo a seguinte ordem:

Art. 69 – De cada Sessão da Câmara, lavrar-se-á ata, dos

I

– Expedientes oriundos do Prefeito;

trabalhos, contendo, sucintamente, os assuntos tratados, a fim de

II

– Expedientes oriundos de diversos;

serem submetidos ao Plenário.

III

– Expedientes apresentados pelos Vereadores.

Art. 74 – Na leitura das matérias feitas pelo 1º

 

CAPÍTULO II

Secretário, observar-se-á a seguinte ordem:

DAS SESSÕES ORDINÁRIAS

I

– Projetos de Lei;

 

II

– Projetos de Decretos Legislativos;

Art. 70 – As Sessões Ordinárias compõem-se de duas

III

– Projetos de Resolução;

partes: o expediente e a ordem do dia.

IV – Requerimentos;

Art. 71 – A hora do início dos trabalhos, feita a chamada

V

– Indicações;

dos Vereadores pelo 1º Secretário, e havendo número legal, o

VI

– Pareceres das Comissões;

Presidente declarará aberta a Sessão. Art. 72 – Havendo número legal, a Sessão se iniciará com o expediente, que terá a duração mínima de uma hora, destinando-se a discussão da ata da sessão anterior e a leitura dos documentos de quaisquer origens. § 1º - Nas Sessões em que esteja incluído na ordem do dia o debate da proposta orçamentária, o expediente será de mais horas.

VII

– Recursos;

VIII – Outras matérias. Art. 75 – Terminadas a leitura da matéria em pauta, verificará o Presidente o tempo restante do expediente, o qual deverá ser dividido em duas partes iguais, dedicadas, respectivamente, ao pequeno e ao grande expediente. § 1º - O pequeno expediente tem a duração de 05 (cinco) minutos e destina-se a breves comunicações ou comentários sobre

apartes.

§

- No expediente, serão objetos de deliberação,

a matéria em discussão, devendo o Vereador inscrever-se,

pareceres sobre matéria não constante da ordem do dia, requerimentos comuns e relatórios de comissões especiais, além da ata da sessão anterior. § 3º - Quando não houver número legal para deliberação no expediente, as matérias a que se refere o § 2º, ficarão transferidas, automaticamente para o expediente da sessão seguinte.

previamente, no horário de funcionamento da Câmara, em lista especial controlada pelo 1º Secretário. § 2º Durante o pequeno expediente não serão permitidos

§ 3º - Quando o tempo restante do pequeno expediente for inferior a 05 (cinco) minutos, será incorporado ao grande expediente.

§ 4º - No grande expediente, os Vereadores inscritos, também em lista própria do 1º Secretário, usarão de palavra, para

 

CAPÍTULO III DAS SESSÕES EXTRAORDINÁRIAS

tratar de qualquer assunto de interesse público. Art. 76 – Finda a hora do expediente, por se haver esgotado o tempo, ou por falta de oradores, e decorrido o intervalo regimental, passar-se-á a matéria constante da ordem do dia. § 1º - Para a ordem do dia, far-se-á verificação de presença, e a sessão somente prosseguirá se estiver presente a maioria absoluta dos Vereadores.

Art. 80 – As Sessões Extraordinárias serão convocadas na forma prevista na Lei Orgânica do Município, mediante comunicação escrita aos Vereadores. Art. 81 – A Sessão Extraordinária compor-se-á, exclusivamente, da ordem do dia, que se cingirá a matéria de convocação.

§ 2º - Não se verificando o “quorum” regimental, o Presidente concederá 15 (quinze) minutos de tolerância, depois declarará encerrada a Sessão.

 

CAPÍTULO IV DAS SESSÕES SOLENES

 

Art. 77 – Nenhuma proposição poderá ser posta em discussão, sem que tenha sido incluída na ordem do dia. Parágrafo único – Nas sessões em que deve ser apreciada a proposta orçamentária, nenhuma outra matéria

Art. 82 – As Sessões Solenes, serão convocadas, pelo Presidente da Câmara, por escrito, que indicará a finalidade de reunião.

figurará na ordem do dia. Art. 78 – A organização da pauta da ordem do dia obedecerá aos seguintes critérios preferenciais:

§ 1º - Nas Sessões Solenes não haverá expediente nem ordem do dia formal, dispensada a leitura da ata e a verificação de presença;

I – Matérias em regime de urgência especial;

§

-

Não

haverá

tempo predeterminado para o

II – Matéria em regime de urgência simples;

encerramento de Sessão Solene.

 

III – Vetos;

§

-

Nas

Sessões Solenes, somente

poderão usar a

IV – Matérias em discussão única;

palavra, além do Presidente da Câmara, líder partidário ou o

V – Matérias em segunda discussão; VI – Matérias em primeira discussão; VII – Recursos;

Vereador pelo mesmo designado, o Vereador que for indicado pelo Plenário, como orador oficial da cerimônia e as pessoas homenageadas.

VIII – Demais proposições. Art. 79 – Havendo ou não Vereador inscrito para explicações pessoais, a Sessão será encerrada se o tempo

 

TÍTULO IV DAS DISCUSSÕES E DELIBERAÇÕES

regimental estiver esgotado.

 

CAPÍTULO I DAS DISCUSSÕES

 

Art. 83 – Discussão e o debate de proposição figurante

regimentais, gozar de prerrogativas de líder, como interprete do pensamento do prefeito junto a Câmara.

na ordem do dia pelo Plenário, antes de se passar a deliberação sobre a mesma. Art. 84 – A discussão da matéria constante da ordem do

 

CAPÍTULO II DA DISCIPLINA DOS DEBATES

dia só poderá ser efetuada com a presença da maioria dos membros da Câmara. Art. 85 – Terão uma única discussão as proposições seguintes:

Art. 88 – Os debates deverão realizar-se com dignidade e ordem, cumprindo ao Vereador atender as seguintes determinações regimentais:

I – As que tenham sido colocadas em regime de urgência

especial;

– Falar de pé, exceto se tratar do Presidente, e quando impossibilitado de fazê-lo, requererá ao Presidente autorização

I

II – As que se encontrarem em regime de urgência

para falar sentado;

simples;

II

– Dirigir-se ao Presidente ou a Câmara voltado para a

III – Os projetos de lei oriundos do executivo com solicitação de prazo; IV – O veto; V – Os projetos de decretos legislativos ou de resolução de qualquer natureza;

Mesa, salvo quando responder a aparte; III – Só usar da palavra mediante autorização e se obtiver o consentimento; IV – Usar, ao referir-se ou dirigir-se a outro Vereador, o tratamento de excelência.

VI – Os requerimentos sujeitos a debates. Art. 86 – Na discussão única e na primeira discussão,

Art. 89 – O Vereador que for dada a palavra deverá, inicialmente, declarar a que título se pronuncia e não poderá:

serão recebidas emendas, subemendas e projetos substitutivos

I

– Usar da palavra com finalidade diferente do motivo

apresentados por ocasião dos debates, em segunda discussão

alegado para a solicitação, nem desviar-se da matéria do debate;

somente se admitirão emendas e subemendas.

II

– Usar de linguagem antirregimental ou falar sobre

Art. 87 – O autor e os relatores dos projetos, além de tempo regimental que lhes são assegurados, poderão voltar a tribuna durante 15 (quinze) minutos para explicação, desde que 1/3 (um terço) dos membros da Câmara assim requeira por

matéria vencida; III – Ultrapassar o prazo que lhe compete e deixar de atender às advertências do Presidente. Art. 90 – O Vereador somente usará da palavra:

escrito.

I

– No expediente, quando for para solicitar retificações

§ 1º - Em projeto de autoria da Mesa ou da Comissão,

ou impugnação de ata ou quando se achar regularmente inscrita;

serão considerados os respectivos presidentes.

II

– Para discutir matéria em debate, encaminhar votação

§ 2º - Em projetos do Executivo, será considerado autor, para efeito do presente artigo, o Vereador que nos termos

ou justificar o seu voto; III – Para apartear, na forma regimental;

IV

Para

levantar

questão

esclarecimento à Mesa;

  • V – Para explicação pessoal;

de

ordem ou pedir

  • VI – Para apresentar requerimento verbal de qualquer

natureza;

  • VII – Quando for designado para saudar visitante ilustre.

Art. 91 – Para o aparte ou interrupção do orador por

outro para indagação ou comentário relativamente a matéria em debate observar-se-á o seguinte:

  • I – O aparte deverá ser expresso em termos corteses e não poderá exceder a 03 (três) minutos;

    • II – Não serão permitidos aparte paralelos,

sucessivamente ou sem licença expressa do orador;

  • III – Não é permitido apartear o Presidente nem o orador

que fala “pela ordem”, em explicação pessoal para encaminhamento de votação ou para declaração de voto; IV – O aparteante permanecerá de pé, quando aparteia e enquanto houver a resposta do aparteado.

Art. 92 – Os oradores terão os seguintes prazos para uso da palavra:

  • I – 03 (três) minutos, para apresentar requerimento de

retificação ou impugnação da ata, falar pela ordem, apartear e justificar requerimento de urgência especial;

  • II – 05 (cinco) minutos para falar no pequeno

expediente, encaminhar votação, justificar voto ou emenda e

proferir explicação pessoal;

  • III – 10 (dez) minutos para discutir requerimento,

indicação final, artigo isolado de proposição e voto; IV – 15 (quinze) minutos para discutir projeto de decreto legislativo ou de resolução, processo de cassação do Prefeito ou Vereador - salvo o acusado, cujo prazo será o indicado na Lei

Federal – e parecer pela inconstitucionalidade ou ilegalidade de projeto;

V – 20 (vinte) minutos para falar no grande expediente e para discutir projeto de lei, a proposta orçamentária, a prestação de contas e a destituição de membro da Mesa. Parágrafo único – Será permitida a cessão de tempo de um para outro orador.

CAPÍTULO III DAS DELIBERAÇÕES

Art. 93 – As deliberações do Plenário serão tomadas por maioria simples, sempre que não se exige maioria absoluta ou maioria de 2/3 (dois terços), conforme as determinações constitucionais, legais ou regimentais, aplicáveis em cada caso. Parágrafo único – Para efeito de quórum, computar-se-á a presença de vereador impedido de votar. Art. 94 – A deliberação se realizar através da votação. Parágrafo único – Considerar-se-á qualquer matéria em fases de votação a partir do momento em que o Presidente declarar encerrada a discussão. Art. 95 – O voto será sempre público nas deliberações da Câmara. Art. 96 – Os processos de votação são 02 (dois):

simbólico e nominal. § 1º - O processo simbólico consiste na simples contagem de votos a favor ou contra, mediante convite do Presidente aos Vereadores para que permaneçam sentados, se votarem a favor, ou se levantarem, quando votarem contra. § 2º - O processo nominal consiste na expressa manifestação de cada Vereador, pela chamada, sobre em que

sentido vota, salvo quando se tratar de votação através de cédulas em que não se aplicará essa manifestação.

Art. 97 – O processo simbólico será a regra geral para as votações, somente abandonado por imposição legal ou regimental ou a requerimento aprovado pelo Plenário. Parágrafo único – Do resultado da votação simbólica, qualquer Vereador poderá requerer verificação, mediante votação nominal, não podendo o Presidente indeferir o requerimento. Art. 98 – A votação será nominal nos seguintes casos:

  • I – Eleição ou destituição de membro da Comissão Permanente;

II – Julgamentos de contas do Executivo; III – Cassação do mandato do Prefeito ou Vereador; IV – Apreciação do veto;

  • V – Requerimento de urgência especial;

VI – Criação ou extinção de cargos da Câmara. Parágrafo único – Não será permitido ao Vereador abandonar o Plenário no curso da votação, salvo se acometido de ma súbito, sendo considerado o voto, que já tenha proferido. Art. 99 – Concluída a votação de projetos de lei, com ou sem emendas aprovadas, ou de projetos de lei substitutivo, será a matéria encaminhada a Comissão de Constituição e Justiça para adequar o texto a correção vernácula. Art. 100 – A redação final será discutida e votada depois de sua publicação, salvo se a dispensar o Plenário, a requerimento de Vereador. Art. 101 – Aprovado pela Câmara um projeto de lei, será este enviado ao prefeito, para sanção, promulgação ou veto, uma vez expedidos os respectivos autógrafos. Parágrafo único – uma via dos projetos de lei aprovados

ficará arquivada na Secretaria da Câmara.

TÍTULO V DAS ELABORAÇÕES LEGISLATIVA ESPECIAL E DOS PROCEDIMENTOS DE CONTROLE

CAPÍTULO I DA ELABORAÇÃO LEGISLATIVA ESPECIAL

SEÇÃO I DO ORÇAMENTO

Art. 102 – Recebida do Prefeito a proposta orçamentária dentro do prazo e na forma da lei, o Presidente mandará publicá-la e distribuir cópias da mesma aos Vereadores, enviando-a a Comissão de Finanças e Orçamento nos 10 (dez) dias seguintes, para parecer. Art. 103 – A Comissão de Finanças e Orçamento pronunciar-se-á em 20 (vinte) dias, findo os quais, com ou sem parecer, a matéria será incluída como item único na ordem do dia da primeira sessão desimpedida.

SEÇÃO II DAS CODIFICAÇÕES

Art. 104

Código e

a reunião de disposições legais

– sobre a mesma matéria, de modo orgânico e sistemático, visando a estabelecer os princípios gerais do sistema adotado e completamente a matéria tratada. Art. 105 – Os projetos de codificações, depois de apresentados em Plenário, serão distribuídos por cópia aos Vereadores e encaminhado a Comissão de Constituição e Justiça, observando-se para tanto, o prazo de 10 (dez) dias.

§

-

Nos

15 (quinze) dias subsequentes, poderão os

vereadores encaminhar a comissão emendas e sugestões a

respeito.

§ 2º - A critério da Comissão de Constituição e Justiça, poderá ser solicitada assessoria de órgão de assistência ou parecer de especialista da matéria, desde que haja recurso para atender a despesa específica e, nesta hipótese, ficará suspensa a tramitação da matéria. § 3º - A Comissão terá 40 (quarenta) dias para exarar parecer, incorporando as emendas apresentadas que julgar conveniente ou produzindo outras, em conformidade com as sugestões recebidas. § 4º - Exarado o parecer, o processo será incluído na pauta da ordem do dia mais próximo possível. § 5º - Aprovado em primeira discussão, voltará o processo a Comissão por mais 05 (cinco) dias, para incorporação das emendas aprovadas. § 6º - Ao atingir este estágio, o projeto terá a tramitação normal das demais proposições.

SEÇÃO III DOS PRAZOS DE LEI DO EXECUTIVO COM PRAZO DETERMINADO

Art. 106 – Os projetos de lei do executivo com pedido de apreciação dentro do prazo determinado, tramitarão sempre em regime de urgência especial, após decorrido o prazo. § 1º - Vencido o prazo e não apreciado pela Câmara, será o projeto, com ou sem parecer, incluído automaticamente na ordem do dia, em Sessão subsequente, em dias sucessivos.

§ 2º - O Presidente convocará sessões extraordinárias para atender as exigências do parágrafo anterior, inclusive, aos sábados, domingos e feriados. § 3º - Se, ao cabo de 05 (cinco) sessões, o projeto não for apreciado, será considerado aprovado.

CAPÍTULO II DOS PROCEDIMENTOS DE CONTROLE

SEÇÃO I DO JULGAMENTO DE CONTAS

Art. 107 – Recebido o parecer do Tribunal de Contas, independentemente de leitura em Plenário, o Presidente fará distribuir cópias do mesmo, bem como do balanço anual, a todos os Vereadores, enviando o processo a Comissão de Finanças e Tomada de Preço, que terá 10 (dez) dias para apresentar ao Plenário seu pronunciamento acompanhado do Projeto de Decreto Legislativo pela aprovação ou rejeição das contas. Art. 108 – O processo de decreto legislativo apresentado pela Comissão de Finanças sobre a prestação de contas, será submetido a uma única discussão e votação, assegurando aos Vereadores o debate da matéria. Parágrafo único – Não se admitirão emendas ao projeto de Decreto Legislativo. Art. 109 – Se a deliberação da Câmara for contrária ao parecer prévio do Tribunal de Contas, o projeto de Decreto Legislativo terá os motivos da discordância. Parágrafo único – A Mesa comunicará o resultado da votação ao Tribunal de Contas do Estado. Art. 110 – Nas Sessões em que se devem discutir as contas do Executivo, o expediente se reduzirá a 30 (trinta)

minutos

e

a

ordem

do dia será destinada exclusivamente à

Parágrafo

único

O

requerimento

deve

indicar,

matéria.

explicitamente, o motivo do convite e as questões que serão

propostas ao convidado.

 

SEÇÃO II DO PROCESSO CASSATÓRIO

Art. 111 – A Câmara processará o Prefeito ou Vereador

SEÇÃO III

Art.

116

– Aprovado

o requerimento, o convite se

efetivará, mediante ofício assinado pelo Presidente, em nome da Câmara, que solicitará ao Prefeito indicar o dia e hora para o comparecimento.

pela prática de infração político-administrativo, definidas na

Art.

117

O

Prefeito

poderá

espontaneamente,

Legislação Federal, observadas as normas complementares da Lei Orgânica do Município. Parágrafo único – Em qualquer caso, assegurar-se-á ao

comparecer a Câmara para prestar esclarecimentos, após entendimento com o Presidente, que designará dia e hora a recepção.

acusado ampla defesa. Art. 112 – O julgamento far-se-á em Sessão extraordinária para esse efeito convocada. Art. 113 – Quando a deliberação for no sentido de culpabilidade do acusado, expedir-se-á Decreto Legislativo da cassação de mandato, do qual se dará notícia a Justiça Eleitoral.

DA CONVOCAÇÃO DO CHEFE DO EXECUTIVO

Parágrafo único – Das questões e assuntos a serem esclarecidos dará a Mesa ciência por escrito a cada um dos Vereadores. Art. 118 – Na Sessão a que comparecer, o Prefeito fará inicialmente a seguir esclarecimentos solicitados por qualquer Vereador, na forma regimental. § 1º - Não é permitido aos Vereadores apartear a exposição do Prefeito, nem levantar questões estranhas ao assunto da convocação.

TÍTULO VI

Art. 114 – A Câmara poderá convidar o Prefeito para prestar informações, perante o Plenário, sobre assuntos relacionados com a administração municipal sempre que a medida se faça necessária, para assegurar a fiscalização apta do Legislativo sobre o Executivo. Parágrafo único – O convite poderá ser feito, também a auxiliares diretos do Prefeito ou incluir este e aqueles. Art. 115 – O convite deverá ser feito, por escrito, por qualquer Vereador ou Comissão, devendo ser discutido e

§ 2º - O Prefeito poderá fazer-se- acompanhar de funcionários municipais, que assessorem nas informações. Art. 119 – Quando nada mais houver a indagar ou a responder, ou quando escoado o tempo regimental, o Presidente encerrará a Sessão, agradecendo aos expositores, em nome da Câmara, o comparecimento.

DO REGIMENTO INTERNO E DA ORDEM REGIMENTAL

aprovado pelo Plenário.

 

CAPÍTULO I

 

DAS QUESTÕES DE ORDEM E DOS PROCEDENTES

Art.

120

As

interpretações

de

disposições do

– regimento feitas pelo Presidente da Câmara, em assuntos controversos desde que o mesmo assim o declare perante o Plenário, por ofício ou a requerimento de Vereador, constituirão precedentes regimentais. Art. 121 – Os casos não previstos neste regimento serão resolvidos soberanamente pelo Plenário, cujas decisões se considerarão incorporadas ao regimento. Art. 122 – Questões de ordem e toda dúvida levantada em Plenário quando a interpretação e aplicação do regimento. Art. 123 – Cabe ao Presidente opor-se a decisão, sem prejuízo de recurso ao Plenário.

CAPÍTULO II DO REGIMENTO

Art. 124 – O projeto de resolução destinado a alterar, reformar ou substituir o regimento, sofrerá, duas discussões obrigatórias enquanto permanecer na ordem do dia, para receber emendas, no mínimo por 05 (cinco) sessões, obedecendo, no mais, ao rito a que estão sujeitos os projetos de lei em regime de tramitação ordinária. Art. 125 – O regimento interno da Câmara somente poderá ser alterado, reformado ou substituído através de resolução.

CAPÍTULO III DO REGIMENTO E SE SUA REFORMA

Art. 126 – Este regimento interno somente poderá ser alterado, reformado ou substituído pelo voto da maioria absoluta dos membros da edilidade, mediante proposta:

I – De 1/3 (um terço), no mínimo, dos Vereadores; II – De Mesa; III – De uma das Comissões da Câmara.

TÍTULO VII DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS

CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 127 – Nos dias de Sessão, deverão ser hasteadas as bandeiras do Brasil, do Piauí e do Município, no prédio e no recinto do Plenário. Art. 128 – Este Regimento entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.