EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DO JUIZADO ESPECIAL FEDERAL DA CIDADE DE TERESINA – SEÇÃO JUDICIÁRIA DO ESTADO DO PIAUÍ.

Dependente, nacionalidade, estado civil, residente e domiciliado(a) na Rua, Bairro, Cidade, Estado, inscrito(a) no CPF sob o nº, vemà presença de Vossa Excelência, através de seus procuradores constituídos, propor a presente AÇÃO DE CONCESSÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO, contra o INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL- INSS <endereço para citação/intimação a ser verificado de acordo com a cidade e estado que se ingressa com a ação>, pelos fatos e fundamentos que a seguir aduz:

I – DOS FATOS A Parte Autora viveu matrimonialmente em sociedade de fato com o de cujus, Fulano de Tal, pelo período aproximado de tantos anos. Destaca-se que o(a) falecido(a) era segurado(a) da Previdência Social, conforme comprova cópia da carteira de trabalho anexa, possuindo, na data de seu falecimento, a condição de segurado(a). Após o falecimento de seu(ua) companheiro(a), a Parte Autora deu entrada em requerimento administrativo para concessão do benefício de pensão por morte, tendo sido o mesmo indeferido pela Autarquia, conforme comprovam os documentos anexos. Consciente da possibilidade assegurada pelo ordenamento jurídico pátrio, bem como pelas decisões de nossos Tribunais, recorre agora àtutela judicial para ver seus direitos concedidos de forma correta e necessária, para que seja garantida a Justiça.

II – DO DIREITO A Parte Autora cumpriu todos os requisitos necessários para a concessão da pensão por morte. Senão vejamos: A Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, determina, em seu art. 16:
Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado:

. APELAÇÃO CIVEL No 200071000012912. Assim. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. 16. A pensão por morte será devida ao conjunto dos dependentes do segurado que falecer. são beneficiários do Regime Geral de Previdência Social. 75. 74. 28/09/2005. e no art. Segundo o art. Importante destacar o artigo 201 da Carta Magna. por determinação legal e garantia constitucional. na condição de dependentes do segurado. Data: 13/09/2005. dependente. ao cônjuge ou companheiro e dependentes. mediante contribuição. DEPENDENCIA. inciso I. em seu inciso V: Art. Arts.) *** Pensão por morte. (. Vejamos as disposições legais especificas da pensão por morte: Art. atenderão. Quinta Turma. a companheira.. de Pr. A dependência econômica das pessoas indicadas no inc. Os planos de previdência social. O valor mensal da pensão por morte será de 100% do valor da aposentadoria que o segurado recebia ou daquela a que teria direito se estivesse aposentado por invalidez na data de seu falecimento. a companheira.. União estável (declaração). de qualquer condição.) § 4º. . Art.) V .) (TRF 4ª. E sua dependência econômica para com o(a) falecido(a) e legalmente presumida. 975. 33 desta Lei2. 201. homem ou mulher.pensão por morte de segurado. PRESUNÇÃO. p.. Civil (aplicação). De fato. do mesmo artigo.. dentre outros.213/91.I -o cônjuge. REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO. Decisão Unânime. por ser a Parte Autora companheiro(a) do(a) falecido(a) e este(a) contribuinte/segurado(a) do Regime Geral de Previdência Social. menor de 21 anos ou invalido. a: (.. não havendo motivo plausível para o indeferimento arbitrário feito pela Autarquia Ré. Prova exclusivamente testemunhal (possibilidade). nos termos da lei. resta claro o direito do(a) requerente a concessão da pensão por morte pleiteada. a contar da data: I -do óbito.. cuja dependência e presumida. Ora. Os Tribunais pátrios corroboram com o entendimento trazido nessa exordial: PREVIDENCIÁRIO. (. nossos juízes já decidiram que a presunção de dependência econômica entre companheiros e absoluta 16 . CAUSA INTERRUPTIVA. I e presumida e a das demais deve ser comprovada. 202. aposentado ou não. 131 e 332 do Cód. quando requerida até 30 dias depois deste. da Lei 8. o companheiro e o filho não emancipado. 1. e o(a) mesmo(a). RELATOR LUIZ ANTONIO BONAT. COMPANHEIRA. observado o disposto no art. Publicação DJU. não necessitando de maiores comprovações. PENSÃO POR MORTE. nos termos do § 4º. obedecido o disposto no § 5º.

Hipótese em que. uma demonstração visível de que um casal esta partilhando uma vida em comum. DJ 13. 131 e 332 do Cód. podendo ser feita exclusivamente testemunhal. A companheira faz jus a percepção do benefício de pensão por morte se demonstrada a união estável com o segurado falecido mediante início de prova material corroborada por prova testemunhal. COABITAÇAO. (STJ.72. Rel. NAVES. ainda que o casal não residisse junto.002652-0/SC.2010 III – DO PEDIDO Diante do exposto e comprovado.2009 ►PEDILEF nº 2005. Se a lei não impõe a necessidade de prova material para a comprovação tanto da convivência em união estável como da dependência econômica para fins previdenciários. A coabitação. FIDELIDADE. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. coexistem e deve ser observados o princípio do livre convencimento motivado do juiz e o princípio da liberdade objetiva na demonstração dos fatos a serem comprovados (arts. devendo este juízo fazer valer os ditames da lei e por fim a tamanha injustiça. vale dizer. Juiz Fed. Juiz Fed. exclusivamente. José Antonio Savaris. 200501580257. Ricarlos Almagro V. aliado a outros fatores. porém ao qual se negou improvimento.38. RESP 09/10/2006). CITAÇÃO DO INSS. PENSÃO POR MORTE. DJ 01. COMPROVAÇAO. embora não seja pressuposto necessário para a configuração da união estável.760739-3/MG. Civil). REQUISITOS. Por fim. como já pacificou a TNU nos seguintes julgados: ►PEDILEF nº 2007. JUROS DE MORA. não há por que vedar à companheira a possibilidade de provar sua condição mediante testemunhas. um de seus mais importantes indicativos.95. UNIAO ESTAVEL.10. e. denota a existência do animus de formação de vinculo familiar. requer: . Ao magistrado não é dado fazer distinção nas situações em que a lei não faz. Por óbvio que a requerente cumpriu os requisitos legais para a concessão do benefício ora pleiteado.03. formando um núcleo familiar. sem duvida. cabe destacar comprovação da existência de união estável não são necessárias provas documentais. Rel. MARCO INICIAL. o longo tempo que o relacionamento durou.00. com divisão de despesas e cooperação de ambos para a construção de um patrimônio juntos.quase vinte anos. QUANTUM.No nosso sistema processual. Cunha. Recurso especial do qual se conheceu. SEXTA TURMA. NILSON *** PREVIDENCIÁRIO. de Pr. 4.

Requer-se que ao final da presente demanda. quando da expedição da RPV ou do precatório. devidamente atualizados. Dá-se a causa o valor de R$ 1. e) a condenação do INSS ao pagamento das custas. condenando-se o INSS a conceder a pensão por morte ora pleiteada. respeitada a prescrição qüinqüenal. da Lei nº 1. caso sejam encontradas diferenças em favor do(a) autor(a). bem como o histórico de contribuições do(a) falecido(a) segurado(a). nos termos do art. 74 e seguintes da Lei nº 8. requer o julgamento antecipado da lide. 55 da Lei nº 9.099/95. advertindo-se que. Por ser medida de salutar JUSTIÇA!! PEDE DEFERIMENTO.. despesas e honorários advocatícios. Sendo outro o entendimento de V. 330 do Código de Processo Civil. na base de 20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação. na pessoa de seu Procurador Regional. consoante narrado nessa inicial. da Constituição Federal de 1988 e no art.960/2009 ao art. no percentual constante no contrato de honorários anexo. que os valores referentes aos honorários contratuais (contrato de honorários anexo).259/01. requere protesta pela produção de todos os meios de prova admitidos em direito. Para tanto. para. Cidade e data . sejam expedidos em nome da sociedade de advogados contratada pela Parte Autora. na forma do artigo 4º. em caso de inércia. 285. acrescidas de correção monetária a partir do vencimento de cada prestação até a efetiva liquidação. sem exclusão de nenhum que se fizer necessário ao deslinde da demanda. conforme dispõe o art. b) a procedência da pretensão deduzida. d) a intimação do INSS para que apresente o Processo de Concessão do Benefício Previdenciário.. adotando-se os critérios de atualização previstos na nova redação da Lei 11.. responder a presente demanda.213/91. c) a condenação do INSS ao pagamento das parcelas mensais vencidas e não pagas. Por não estar em condições de pagar as custas do processo e os honorários advocatícios. assim como dos eventuais honorários de sucumbência. 11 da Lei nº 10. com a redação imposta pela Lei nº 7. apuradas em liquidação de sentença. 9. conforme dispõe o art.494/97.in fine do CPC). conforme o previsto no art.a) a citação do Instituto Nacional Do Seguro Social.510/86 e artigo 9º. no prazo legal. sem prejuízo próprio e de sua família. querendo. desde a data da concessão do benefício. devendo ser considerada como data de início do referido benefício à data do óbito. 201. 1º-F da Lei nº. Exa. § 5º. Exa. a Parte Autora elenca ao final da presente os dados das testemunhas a serem ouvidas. Considerando que a questão de mérito e unicamente de direito..060/50.000.00 (mil reais). principalmente a ouvida de testemunhas que comprovarão a relação existente entre o(a) falecido(a) segurado(a) e a Parte Autora. se assim entender V.INSS. requer a concessão do Benefício da Justiça Gratuita. presumir-se-ão aceitos como verdadeiros os fatos articulados pela Parte Autora (art. para posterior remessa dos autos a Contadoria Judicial para apuração da RMI e dos demais valores devidos ao(a) pensionista.

nome – CPF Endereço 2. nome – CPF Endereço 3. nome – CPF Endereço .Assinatura do advogado TESTEMUNHAS: 1.

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