Resíduos Sólidos

COMPOSTAGEM
SEBASTIÃO TOMAS CARVALHO MARCOS ANTÔNIO DE SL GUERRA

SUMÁRIO
Política Nacional de Resíduos Sólidos/Objetivos Lixo no Brasil Coleta Seletiva Compostagem Fundamentos e Métodos Proposta – Projeto Piloto Monitoramento e Operação

POLITICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS
A Política de Gestão de Resíduos Sólidos está sendo desenvolvida em consonância com as Políticas Nacionais de Meio Ambiente, de Recursos Hídricos, de Saneamento e de Saúde.

OBJETIVO
Proteger e melhorar a qualidade do meio ambiente; Assegurar a utilização adequada e racional dos recursos naturais; Disciplinar o gerenciamento dos resíduos; Gerar benefícios sociais e econômicos.

0.8 kg/hab.0./dia Curitiba . / dia Produção Diária/Pessoa São Paulo .2 kg/hab./dia Belo Horizonte .1.DIAGNÓSTICO DE LIXO NO BRASIL Produção de lixo no Brasil 240./dia Ano base 2000 .000 Ton.6 kg/hab.

COMPOSIÇÃO DE LIXO NO BRASIL Resíduo orgânico 69% Materiais recicláveis 24% Outros 5% .

alteração na qualidade do ar. febre amarela. Geração de chorume que contamina o solo. O lixo é grande responsável pela proliferação de doenças tais como: Dengue. leptospiroses e intoxicações. . O lixo entope redes de esgotos causando inundações e enchentes nas cidades. verminoses. Incineração a céu aberto.EFEITOS DO LIXO NA NATUREZA Aspecto visual negativo. a água de lençóis superficiais e subterrâneos.

507 Municípios COLETA SELETIVA 135 Municípios % Reciclagem por Produto Latas de alumínio Papel Plástico Papelão Vidro 78 % 22 % 15 % 72 % 42 % .COLETA SELETIVA % Reciclagem BRASIL 5.

COLETA SELETIVA O que é coleta seletiva ? Processo educacional. A coleta seletiva de lixo é parte integrante fundamental de um projeto de reciclagem. e . social de separação do resíduos recicláveis dos não recicláveis.

COLETA SELETIVA Tipos de coleta seletiva Porta a porta Pontos de entrega voluntária Cooperativas de catadores .

HIERARQUIA DOS PRINCÍPIOS A não geração de resíduos A minimização da geração A reutilização A reciclagem O tratamento A disposição final .

Reutilizar Prolongar a vida dos materiais Adiar transformação em lixo. Reciclar Produzir novo produto a partir do velho O lixo volta a indústria como matéria-prima para outros produtos.CONCEITOS 3R’S Reduzir Gerar menos resíduos Evitar desperdícios. Escolher produtos mais duráveis. Valorizar materiais usados. Evitar descartáveis. .

DISPOSIÇÃO DOS RESÍDUOS Destinação Lixão a céu aberto Aterros controlados Aterros sanitários Outros % 76 13 10 1 .

Redução da extração de recursos naturais. Obtenção de receita com vendas de recicláveis. Redução de transporte de resíduos. Aumento de vida útil dos aterros. Melhor nível de consciência ambiental do município. .VANTAGENS DA COLETA SELETIVA Vantagens Econômicas Redução dos resíduos enviados para aterros.

. Inserção de marginalizados na sociedade.VANTAGENS DA COLETA SELETIVA Vantagens Sociais Criação de associações de catadores. Geração de empregos etc. Retirada de pessoas do convívio de lixões (inclusive crianças).

USINA DE RECICLAGEM Triagem Separação Enfardamento Compostagem .

COMPOSTAGEM .

quando ocorre o processo de humificação. e a segunda. efetuada em duas fases distintas: a primeira (degradação ativa). quando ocorrem as reações bioquímicas de oxigenação mais intensas predominantes termofílicas. ou fase de maturação.FUNDAMENTOS E MÉTODOS A compostagem é definida como um processo aeróbico controlado. desenvolvido por uma população diversificada de microrganismos. .

FUNDAMENTOS E MÉTODOS Fases do processo 65 60 55 BIOESTABILIZAÇÃO HUMIFICAÇÃO Temperatura 50 45 40 35 30 25 20 FASE TERMÓFILA COMPOSTO SEMICURADO COMPOSTO CURADO FASE MESÓFILA 0 0 15 5 30 10 45 15 60 20 75 25 90 30 105 35 120 40 135 45 Tempo de Compostagem .

. previne a formação de chorume além de ser mecanismo de controle de mosca. Relação C/N - Acima de 40/1 falta nitrogênio que ocasiona a diminuição da velocidade de decomposição. Temperatura .É o fator mais indicativo do equilíbrio biológico. aumenta a velocidade de oxidação da matéria orgânica .Evita altos valores de temperatura.FUNDAMENTOS E MÉTODOS Fatores que afetam o processo Aeração . Abaixo de 25/1 excesso de nitrogênio volatilização da amônia. Umidade - A presença de água é imprescindível para as necessidades fisiológicas dos organismos. diminui a emanação de odores.

Nitrogênio - Fonte de proteínas . ácidos nucléicos . Tamanho das leiras altura. maior a área superficial sujeita ao ataque microbiano. aminoácidos crescimento e funcionamento celular. .FUNDAMENTOS E MÉTODOS Fatores que afetam o processo Carbono – Fonte energética e material básico para construção de células bacterianas. Não poderão exceder 3 metros de Tamanho da partícula .Quanto mais fragmentado for o material.

...máximo de 18/1 pH em água ...° 31 de 08. mínimo de 40% Nitrogênio total .... do Ministério da Agricultura..1980.....° 6..mínimo de 1% Umidade .. Pecuária e Abastecimento regulamentou as portarias n.4 A Lei n.....06..mínimo de 6 tolerado até 36% tolerado até 0.......2002....máximo de 40% Relação C/N ........1983........... por tratar de fertilizantes orgânicos de maneira geral.......° 84 de 29....QUALIDADE DO COMPOSTO Qualidade vista pela legislação Matéria orgânica total .894. n.................... de 16.....12...03....03......9% tolerado até 44% tolerado até 21/1 tolerado até 5. .1986 e n........° 01 de 04....

outros. equino. verduras. Ex.: bovino. idade. sendo influenciada por vários fatores como a espécie. torta de tomate Estercos de Animais A composição dos estercos é variável. Ex. ovino. Ex. suíno.: bagaço de cana-de-açucar. alimentação. Restos Vegetais Grande variedade na composição química.bagaço de laranja.MATÉRIA-PRIMA PARA PRODUÇÃO DE COMPOSTO Resíduos Industriais Grande variedade na geração de resíduos pelas industrias.: capim. cascas de eucalipto. grama. legumes Fração orgânica do lixo doméstico . raça.

07 0.44 90.30 8.45 94.26 0.25 0.O.42 0.58 93.41 0.44 1.44 0.% Cana-de-açucar: bagaço Café: borra Couro: pó Goiaba: sementes Laranja: bagaço Serragem de Madeira Torta de tomate 71.86 1.% Equinos Bovinos Ovinos Suínos 46.05 K% 0.O.53 0.74 1.1 65.46 22.94 1.37 Estercos de Animais M.01 2.45 .86 C/N 18/1 32/1 32/1 16/1 P% 0.36 0.18 0.0 57.34 C/N 37/1 22/1 5/1 48/1 18/1 865/1 10/1 P% 0.72 K% 1.71 0.03 98.06 5.01 2.22 0.04 0.31 N% 1.40 0.37 2.13 0.CARACTERÍSTICAS DOS RESÍDUOS Resíduos Industriais M.44 1.75 1.07 2.1 N% 1.46 92.67 1.2 53.

27 0.17 0.28 88.52 92.63 1.64 N% 0.O.82 0.36 - 0.77 2.44 - .49 1.99 91.38 88.80 90.35 C/N 61/1 19/1 62/1 81/1 33/1 36/1 31/1 96/1 12/1 P% 0.34 4.30 0.67 0.CARACTERÍSTICAS DOS RESÍDUOS Restos Vegetais M.75 90.34 0.58 0.72 K% 7.% Banana: talos de cachos Banana: folhas Capim limão-cidreira Capim gordura Capim guiné Grama batatais Grama seda Mandioca: cascas de raízes Mandioca: folhas 85.55 58.94 91.36 0.15 0.39 1.62 0.19 0.

7 0.37 0.7 Obs: Lixo Urbano ou Domiciliar apenas os resíduos orgânicos .3 0.2 0.0 100% 71 28/1 0.2 0.5 0.2 0.9 1.2 % 20% 10% 30% 20% 20% MO 40 92 57 91 91 C/N 28/1 12/1 32/1 24/1 36/1 P2O5 0.2 0.86 0.3 - 1.4 K2O 0.PROPOSTA Criação do Projeto Piloto m3 Lixo urbano Verduras Esterco Bovino Folhas Poda de grama Final 0.1 0.

PROCEDIMENTO Início da Compostagem Homogeneização da mistura dos materiais Tamanho de partículas Empilhamento da pilha em formato de CONE Durante a Compostagem Controle de temperatura e umidade constante Reviramento da pilha a cada 3 dias ou quando a temperatura atingir 65ºC Se a umidade da pilha estiver abaixo de 40%. terá que molhar a pilha No início a temperatura aumentará rapidamente e depois vai diminuindo aos poucos .

Tamanho de partículas maior que 50mm. aumentar o ciclo de reviramento. Produção de Chorume A falta de critério na operação do sistema. Alternativa: operar na faixa de umidade de 45-55%. . para umidades acima de 55%.PROCEDIMENTO Controle dos Impactos Odores Causados por falta de reviramentos. Operação das pilhas fora da faixa de 45-65ºC. Proliferação de Vetores Falta de limpeza na Unidade. O excesso de umidade na massa de compostagem. Alternativa: cobrir a nova pilha com composto maturado. Excesso de umidade. Forma geométrica inadequada da pilha.

projetos paisagísticos. cobertura de aterros. fruticultura. Uniformidade do tamanho das partículas.PROCEDIMENTO Final da Compostagem Temperatura abaixo de 35ºC. controle de erosão. produção de grãos. recuperação de solos esgotados. reflorestamento. . Coloração escura do composto. jardinagem. etc. produção de mudas. Aplicação do Composto Horticultura. Cheiro característico.

etc. Exerce efeitos diretos no crescimento das plantas. que fazem parte de sua constituição química.IMPORTÂNCIA DO HÚMUS Crescimento das plantas Exerce um efeito tampão no solo pela sua elevada área superficial e capacidade de troca (CTC). Exerce efeito controlador sobre muitas doenças e pragas de plantas. magnésio. aumentando a absorção de calor do solo durante o dia.) e de micro nutrientes. Atua na retenção de nutrientes. fósforo e enxofre. agindo como reservatório de nitrogênio. a atividade enzimáticas e a fotossíntese dos vegetais. Atua como fonte de cátions (cálcio. . Aumenta a permeabilidade à absorção de nutrientes. potássio. Atua como elemento de fixação (complexação e quelação) de elementos metálicos (nutrientes e metais pesados) e de formação de complexos húmus – argilo-minerais. Aumenta a capacidade de retenção de água e de permeabilidade.

MONITORAMENTO Temperatura Medição 2 vezes por semana Na base e topo da leira Monitoramento em laboratório Umidade. pH. Nitrogênio Total Freqüência Mensal Análise Completa ( Macro e micro nutrientes) No final do processo de compostagem . Matéria Orgânica.

molda-se com as pontas dos dedos (b) e esfrega-se contra as palmas das mãos (c). o composto curado apresenta-se com aspecto de graxa preta (d). • semicurado: pequena parte da amostra permanecer nas mãos.TESTE PRÁTICOS Teste da Mão: avalia o estado de cura do composto Pega-se pequenas amostras (a). Após esfregar nas mãos: • cru: as palmas das mãos estarão praticamente limpas. . • curado: as mãos terão o aspecto de graxa preta.

2 0.68 39. D = m/v 68/100 = 0.8 0.56 28. inicial e final.05 0. 100 Litro • Com estes dados consegue-se ter o valor da densidade e o valor da redução. • Anota-se o peso e volume.TESTE PRÁTICOS Teste da Densidade: Define a relação existente entre a massa e o volume ocupado pelos materiais.68 kg/L Parâmetros Inicial Final Perda Total Restou Redução (kg) (kg) (kg) (%) (%) 68 0.05 58 50 42 50 Massa em kg Volume em m3 Densidade .1 0.

São Paulo. • PEREIRA NETO. 2002. São Paulo. 3ª ed. Agronômica Ceres Ltda. . 492 p. Fertilizantes Orgânicos. Manual de Compostagem. 1996. Belo Horizonte.BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA • KIEHL. Edmar José. • KIEHL. Ed. Edmar José. Manual da Compostagem: maturação e qualidade do composto. João Tinôco. 1985. 171 p.

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