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A INFLAÇÃO E SEUS INDICADORES

Carlos Roberto Danker


Prof.Natal Dolzan Júnior
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Gestão/Administração de Empresas (EMD0731) – Matemática Financeira
23/08/06

RESUMO

Inflação é o aumento persistente dos preços, crescimento anormal e contínuo dos meios de pagamento
(moeda e crédito) em relação às necessidades de circulação dos bens de consumo. (FERREIRA, 1986)
que envolve o conjunto da economia e do qual resulta uma contínua perda do poder aquisitivo da
moeda. Medido com seus índices, temos vários tipos que citaremos a seguir.

Palavras-chave: Inflação; Índices; Economia.

INTRODUÇÃO

Veremos o real significado deste termo que é tão utilizado e supostamente conhecido.
Tecnicamente podemos definir Inflação como sendo “Uma taxa de variação relativa dos preços”.
Dentro deste contexto surge o termo indexação de uma determinada economia como forma de eliminar
o efeito inflacionário do contexto econômico. Também veremos seus índices e medidores.

1 INFLAÇÃO

Inflação é o aumento persistente dos preços, que envolve o conjunto da economia e do qual
resulta uma contínua perda do poder aquisitivo da moeda. Em sua forma extrema (hiperinflação), os
preços aumentam tanto que as pessoas não procuram reter dinheiro, nem mesmo por poucos dias, dada
à rapidez com que diminui seu poder de compra. O caso mais grave de hiperinflação (um trilhão por
cento entre agosto de 1922 e novembro de 1923) ocorreu na Alemanha, após a primeira guerra mundial.

''Este quadro... é o da inflação gerando a própria inflação, e tendendo a perpetuar-se em


patamares.'' (Simonsen, 1978, p. 85-86).

2 TIPOS DE INFLAÇÃO
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Existem basicamente em uma economia, três tipos distintos de inflação. Na verdade,
geralmente, um desses três tipos é mais preponderante em uma determinada economia, entretanto,
dificilmente existirá somente um tipo de inflação na economia. Os tipos de inflação também mantêm
certa relação com a estrutura de mercado (oligopolista, monopolista, monopsonista, etc.) onde esteja
ocorrendo. Os tipos de inflação se classificam, portanto em:

Julho de 1970 é também a data do prefácio ao livro Inflação: “Gradualismo x Tratamento de


Choque” (Simonsen, 1970), onde seu autor volta ao tema:

''... a correção monetária atua como um realimentador automático de inflação.'' (p. 16; há
sentença semelhante na p. 191)

2.1 Inflação de Demanda

A inflação de demanda é acarretada basicamente por certa defasagem entre a quantidade


ofertada e a quantidade demandada, sendo esta última bem maior do que a primeira, causando dessa
forma uma pressão nos preços em função de certo patamar de demanda reprimida. Dentro deste
contexto a inflação da moeda estreitamente relacionada com a inflação de demanda, pois quando o
governo pratica a emissão de moeda (aumentando a base monetária) cria na população, em curto prazo,
a idéia do aumento do poder aquisitivo. Esse aumento, entretanto é bastante ilusório, pois a própria
moeda quando chega à economia, já está com valor menor do que aquele que esta deveria representar.
No entanto essa "riqueza" inesperada poderá efetivamente pressionar determinados segmentos de
mercado que apresentam baixa elasticidade (baixa capacidade de absorver variações na demanda sem
repassá-las para os preços dos produtos).

Um outro efeito também negativo associado a essa questão de elasticidade, se refere ao fato do
empresário não ter capacidade de repassar para o produto um certo aumento de custo (impostos por
exemplo) pois o seu segmento de mercado se apresenta extremamente inelástico. Neste caso a
tendência no sentido de uma falência, infelizmente, é bastante forte.

2.2 Inflação de Custos


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Este tipo de inflação se caracteriza basicamente por uma majoração exógena de determinados
componentes do produto, tais como matéria prima, salários, impostos, combustível, etc. Nestes casos o
comportamento da demanda não é um fator muito determinante do preço final das mercadorias.
Geralmente a inflação de custos está bastante associada a estruturas de mercado oligopolizadas onde a
disputa por segmentos de mercado não é feita através dos preços. Com uma significativa elevação dos
custos de produção, os preços finais da mercadoria, consequentemente ficarão fixados num patamar
mais elevado, independentemente do nível de demanda no segmento de mercado. Um ótimo exemplo
deste tipo de inflação pode ser verificado no setor automobilístico, que é fortemente oligopolizado
(formado por cartéis). Neste setor mesmo em períodos nos quais as vendas baixem significativamente,
os preços não seguirão essa tendência.

O que muitas empresas ou particularmente revendedoras fazem para sobreviver durante


determinadas crises é promover certas ofertas ou promoções, entretanto sem baixar os preços, que são
conseqüência direta dos custos de fabricação, montagem, distribuição e comercialização. Obviamente,
mesmo neste tipo de mercado oligopolizado, a questão da elasticidade deve ser considerada. Todo
empresário trabalha com certa margem de lucro ou como também é denominada mark-up. Esta margem
de lucro pode representar nesses momentos de esfriamento do mercado uma importante "arma
estratégica" para se manter no mercado. Dessa forma a elasticidade do empresário em absorver a crise
em seu setor está bastante associada à sua capacidade de reduzir sua margem de lucro sem
comprometer sua sobrevivência empresarial. Tanto a determinação do percentual da margem de lucro
como o quanto e quando reduzir, não deve ser arbitrado empiricamente.

2.3 Inflação Estrutural

A inflação estrutural está estreitamente relacionada com a ineficiência de serviços fornecidos


pela infra-estrutura de uma determinada economia. Essa ineficiência, obviamente eleva
desnecessariamente os custos dos serviços prestados pelo governo, acarretando dessa maneira uma
majoração dos custos de produção e em seguida o aumento dos preços das mercadorias no mercado.

Fica claro perceber que se as estradas de um determinado país estão em péssimo estado de
conservação, consequentemente os custos de transporte e distribuição ficarão mais elevados. Se os
portos são ineficientes, as exportações acabarão ficando mais caras e o produto ficará pouco
competitivo no mercado internacional. Assim como esses exemplos, uma série de outros podem ser
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dados como forma de explicar, embora não justificar, de que forma a infra-estrutura de uma economia
ou mesmo de um segmento de mercado poderá influenciar o nível de inflação e a estrutura de preços
das atividades desse setor. Geralmente em economias em desenvolvimento como é o caso do Brasil,
onde o processo tecnológico ainda é dependente e muita vez obsoleta isso evidentemente provoca
elevação nos custos de produção, distribuição, comercialização, com conseqüência direta para a
formação dos preços de mercado nas diversas instâncias do comércio.

Obs.: A inflação inercial não é mais um tipo de inflação e sim certa conseqüência "natural" de
todo processo inflacionário. Esta inércia inflacionária pode ser entendida como se fosse um efeito de
manutenção da taxa inflacionária. Entre todos os agentes de determinado segmento de mercado ou até
mesmo da economia como um todo existe um efeito psicológico tendendo ao repasse das expectativas
de inflação do momento para os preços de seus produtos. Isso provoca a manutenção da taxa de
inflação em um determinado patamar ou até mesmo um crescimento acentuado tendendo para a
hiperinflação.

''É preciso compreender que, se todos reajustam salários, preços e lucros na proporção da
inflação passada, o melhor que se pode conseguir não é estabilizar a moeda, mas apenas estabilizar a
taxa de inflação. '' (Simonsen, 1978, p. 101).

3 TEORIAS PARA A ORIGEM DA INFLAÇÃO

3.1 Teoria Quantitativa

Segundo a mais antiga das teorias sobre a inflação, a quantitativa, é a quantidade de


dinheiro circulante no sistema econômico -- base monetária -- que determina o nível dos preços.
A razão entre a quantidade de dinheiro e as transações anuais do sistema (cuja inversa é a
velocidade de circulação da moeda) depende da freqüência com que se pagam salários, da
estrutura da economia e dos hábitos de poupança e consumo da população. Na medida em que
esses fatores permaneçam constantes, o nível de preços será diretamente proporcional ao fluxo
de dinheiro e inversamente proporcional ao volume físico da produção. Essa teoria, formulada por
David Hume no século XVIII, supõe que toda a capacidade produtiva de um sistema se encontre
aproveitada. No intervalo entre as duas guerras mundiais, a teoria quantitativa caiu em
descrédito, ao se comprovar que a utilização da capacidade produtiva do sistema econômico
variava mais e com maior freqüência do que o nível de preços.
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3.2 Teoria keynesiana

A teoria econômica de Keynes afirma que a inflação deriva das tentativas de consumir mais
bens e serviços do que o sistema econômico pode produzir. Se os gastos do governo são maiores do que
a diferença entre a produção e o consumo, diz-se que há uma lacuna inflacionária. O mercado preenche
essa lacuna aumentando os preços até um patamar em que a diferença entre a renda e o consumo, em
valor monetário, seja suficiente para acomodar os gastos públicos. Essa teoria foi invalidada pela
prática, nas décadas posteriores à segunda guerra mundial, quando o processo inflacionário se instalou
em vários países, sem prévia existência de lacunas inflacionárias.

3.3 Inflação de Custos

O terceiro enfoque do problema inflacionário supõe que os preços das mercadorias são
determinados por seus custos, ao passo que a provisão de dinheiro é responsável pela demanda. Nessas
circunstâncias, o aumento dos custos pode gerar uma pressão inflacionária que se perpetua por meio da
"espiral preço-salário". Admite-se que os assalariados e os capitalistas aspiram a parcelas do produto
nacional que, somadas, ultrapassam o total anualmente produzido, em situação de pleno emprego. Da
impossibilidade de satisfazer os dois grupos ao mesmo tempo surge o embate entre eles, que é a origem
da espiral preço-salário. Os assalariados, quando insatisfeitos, demandam aumentos salariais. Os
capitalistas atendem a essas exigências, pelo menos em parte (geralmente após longa negociação), e
diminuem seus lucros, num primeiro momento. Em seguida, porém, aumentam os preços, para neles
embutir o aumento de custos da produção. Com isso, diminui o poder de compra dos assalariados, que
irão, novamente, reivindicar aumento de remuneração.

Um recurso para reduzir a inflação, segundo essa teoria, seria a manutenção de uma
porcentagem constante de desemprego. O recurso é, porém, invalidado na prática pelo fenômeno do
estagflação (conjuntura econômica em que a estagnação ou declínio do nível de produção e emprego se
combinam com uma inflação acelerada), fenômeno típico do período que se seguiu à segunda guerra
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mundial, que se tem acentuado em quase todas as economias capitalistas desenvolvidas depois da
crise do petróleo de 1973-1979.

4 INFLAÇÃO E POBRESA

Tanto a inflação quanto os recursos que geralmente se utilizam para combatê-la prejudicam os
mais fracos. A política monetária, de controle inflacionário, age provocando desemprego e deprimindo
os preços dos que exercem menos controle sob seus rendimentos. A política tributária é um pouco mais
eqüitativa do que a monetária, mas também restringe a produção e o nível de empregos. Assim, o fardo
do controle da inflação sempre fica nas costas dos mais fracos e nas costas dos que perdem o emprego.

Há diversos índices que se utilizam para medir a inflação. Para aferir a variação dos preços dos
produtos finais consumidos pela população usa-se o índice de custo de vida (ICV) ou o índice de preços
ao consumidor (IPC), tomando por base os produtos de consumo de uma família-padrão para toda a
sociedade ou certa classe. Para medir a variação nos preços dos insumos e fatores de produção e demais
produtos intermediários, usam-se índices de preços ao produtor ou o índice de preços no atacado (IPA).
A inflação no Brasil levou à criação de mais de trinta índices diferentes para medir a inflação e corrigir
a desvalorização da moeda.

''... o atual processo inflacionário brasileiro parece conter uma forte componente de realimentação - a
inflação persiste no presente porque existiu no passado.'' (p. 77)

TABELA 1 – O quadro inflacionário pelo IPCA cheio, no período 1998-2006.


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• 1998 = 1,65%
• 1999 = 8,94%
• 2000 = 5,97%
• 2001 = 7,67%
• 2002 = 12,53%
• 2003 = 9,3%
• 2004 = 7,6%
• 2005 = 5,69%
• 2006 = 4,03% (julho 2005 a junho de 2006);

Fonte: O Globo, 03.08.2006, Caderno “Economia”, pág. 27 (ref). Inflação no período 1998-2006;
http://pt.wikipedia.org/wiki/Infla%C3%A7%C3%A3o

''A componente de realimentação é definida como aquela que resulta da inflação do período
anterior. (...) Tal componente corresponde... de um modo geral, a todas as revisões de preços tornadas
automáticas pela legislação sobre correção monetária.'' (1970, p. 128).

Como se pode ver, as passagens acima refletem claramente a tese central do inercialismo de
que, em uma inflação crônica, devido aos reajustes automáticos de preços resultantes da indexação, a
inflação do período presente reflete, em grande parte, a inflação do período passado.

A terceira variável na equação de Simonsen designa a ''componente autônoma'', ou seja, as


variações da taxa de inflação que decorrem de fatores aleatórios (1970, p. 132) e eventos como más
safras, aumentos de impostos indiretos, reajustes excepcionais da taxa de câmbio, de salários, ou de
tarifas públicas (1970, p. 127-128, 133). É óbvio que Simonsen tinha em vista o que a literatura de
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inflação de custos, margens e conflito distributivo eventualmente chamou de choques inflacionários,
expressão que mais tarde os inercialistas passaram a usar com mais freqüência do que se fazia antes.

O termo ''autônomo'' era tradicionalmente usado na literatura macroeconômica até os anos 60,
por influência da visão keynesiana. Comumente representava-se algum fator econômico como formado
de dois componentes, um ''induzido'' e outro ''autônomo''; o primeiro componente variava em função da
renda ou de outra força econômica explicada no contexto de algum modelo teórico, enquanto que o
segundo era determinado por forças exógenas ao modelo.

4 NOMENCLATURAS

4.1 IPA - Índice de Preços no Atacado - onde entram preços praticados do mercado atacadista e
representa 60 % do IGP-DI.

4.2 (IPC - Índice de Preços ao Consumidor) - a coleta de dados ocorre nas cidades de S.Paulo e Rio de
Janeiro dentre as famílias que tem uma renda de 1 a 33 salários mínimos. Representa 30 % do IGP-DI.

4.3 INCC - Índice Nacional de Construção Civil - onde são avaliados os preços no setor de construção
civil, não só de materiais como de mão-de-obra. Representa 10 % do IGP-DI.

5 INDÍCES QUE CALCULAM A INFLAÇÃO

5.1 IGP / FGV – Índice Geral de Preços


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É calculado mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Os conceitos Disponibilidade


Interna e Oferta Global dependem de como se considera o componente IPA. O IGP, no conceito
Disponibilidade Interna, procura medir os preços que afetam diretamente as unidades econômicas
situadas dentro do território brasileiro. Das ponderações é excluída a parte do produto interno que é
exportada (no conceito Oferta Global a parte do produto que é exportada é considerada). O IGP-DI se
refere ao mês "cheio", ou seja, o período de coleta vai do primeiro ao último dia do mês de referência e
a divulgação ocorre próxima ao dia 20 do mês posterior. O IGP-DI foi criado em 1947 com o objetivo
de balizar o comportamento de preços em geral na economia.

5.2 IPC-DI FGV – Índice de Preços ao Consumidor – Disponibilizarão Interna

É calculado mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A coleta de dados ocorre nas
cidades de S.Paulo e Rio de Janeiro dentre as famílias que tem uma renda de 1 a 33 salários mínimos.
Representa 30 % do IGP-DI.

5.3 INPC IBGE - Índice Nacional de Preços ao Consumidor

Índice calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) com o objetivo de
balizar os reajustes de salário. O universo de pesquisa é composto de pessoas que ganham de 1 a 8
salários mínimos nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife,
São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além do Distrito Federal e do Município de Goiânia.
A composição dos grupos de despesas para o cálculo do índice é o seguinte: Alimentação (33,10%),
Artigos de Residência (8,85%), Habitação (12,53%), Transportes e Comunicação (11,44%), Vestuário
(13,16%), Saúde e Cuidados Pessoais (7,56%) e Despesas Pessoais (13,36%).
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O período de coleta vai do primeiro dia do mês ao último dia do mês de referência e a
divulgação ocorre próxima ao dia 15 do mês posterior.

5.4 IPCA IBGE - Índice de Preços ao Consumidor Ampliado

Índice calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) com o objetivo de
corrigir os balanços e demonstrações financeiras trimestrais e semestrais das companhias abertas. O
universo de pesquisa é composto de pessoas que ganham de 1 a 40 salários mínimos nas regiões
metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza,
Salvador e Curitiba, além do Distrito Federal e do Município de Goiânia, o que corresponde a cerca de
30% da população do País.

A composição dos grupos de despesas para o cálculo do índice é o seguinte: Alimentação


(25,21%), Artigos de Residência (8,09%), Habitação (10,91%), Transportes e Comunicação (18,77%),
Vestuário (12,49%), Saúde e Cuidados Pessoais (8,85%) e Despesas Pessoais (15,68%). O período de
coleta vai do primeiro dia do mês ao último dia do mês de referência e a divulgação ocorre próxima ao
dia 15 do mês posterior. Hoje o IPCA é calculado a partir da coleta de 200.000 cotações de preços de
1.360 produtos.

O IPCA é o índice oficial do governo, funcionando como parâmetro para o sistema de metas
inflacionárias a partir de julho/99.

5.5 ICV Dieese - Índice de Custo de Vida

A composição dos grupos de despesas para o cálculo do índice é o seguinte: Alimentação


(28,13%), Habitação (22,47%), Transportes (19,30%), Comunicação (1,23%), Vestuário (6,94%),
Assist. Saúde e Higiene (4,95%), Educação e Cultura (4,80%), Equipamentos Domésticos (4,49%),
Recreação e Fumo (3,99%), Limpeza Domestica (1,19%), Higiene Pessoal (2,14%) e Despesas
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Diversas (0,37). O índice é calculado pelo DIEESE, com o objetivo de atender à necessidade de
diversos sindicatos de auferir o custo de vida no município de São Paulo. O período de coleta vai do
primeiro ao último dia do mês civil, a divulgação ocorre próximo ao dia 10 do mês posterior.

5.6 IPC FIPE - Índice de Custo de Vida

Índice de preços ao consumidor medido na cidade de S.Paulo, atualmente, com o universo de


pessoas que ganham de 1 a 20 salários mínimos. O índice de Preços ao Consumidor do Município de
São Paulo é o mais tradicional indicador da evolução do custo de vida das famílias paulistanas e um
dos mais antigos do Brasil. Começou a ser calculado em janeiro de 1939 pela Divisão de Estatística e
Documentação da Prefeitura do Município de São Paulo. Em 1968, a responsabilidade do cálculo foi
transferida para o Instituto de Pesquisas Econômicas da USP e, posteriormente em 1973, com a criação
da FIPE, para esta instituição.

A FIPE - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas é uma instituição de pesquisa ligada à


Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (USP). Cabe ressaltar que o
IPC foi criado em 1939 pela Prefeitura do Município de São Paulo com o objetivo de reajustar os
salários dos servidores municipais. A composição dos grupos de despesas para o cálculo do índice de
acordo com a POF de 1992 (amostra de 1.200 unidades de consumo ou famílias) é o seguinte:
Alimentação (30,81%), Despesas Pessoais (12,52%), Habitação (26,52%), Transportes (12,97%),
Vestuário (8,65%), Saúde e Cuidados Pessoais (4,58%) e Educação (3,95%). Atualmente, a ponderação
do IPC da FIPE são as seguintes: Habitação (32,7925%), Alimentação (22,7305%), Transportes
16,0309 %, Despesas Pessoais 12,2985 %, Saúde 7,0756 %, Vestuário 5,2893 % e Educação 3.7827 %.

O índice composto de 343 itens pesquisados em 3200 estabelecimentos.

O período de coleta do índice vai desde o primeiro dia de cada mês até o último dia do mesmo e
a divulgação ocorre próximo ao dia 10 do mês subseqüente ao da coleta. Semanalmente ocorrem
divulgações prévias, chamadas quadrissemanais que simplesmente comparam os preços das últimas
quatro semanas apuradas, em relação às quatro semanas imediatamente anteriores, auferindo um índice
mensalisado para cada semana do mês.
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Para o cálculo das variações quadrissemanais, leva-se em consideração a amostra total do IPC
mensal de aproximadamente 110.000 tomadas de preços, que é subdividida em quatro subamostras,
cada uma delas pesquisadas em um período de no mínimo 07 e no máximo 08 dias, que constituem a
SEMANA de coleta. O sistema de cálculo sempre abrange um período total de 08 SEMANAS e as
variações são obtidas fazendo-se a divisão dos preços médios das 4 SEMANAS de referência pelos
preços médios das 4 SEMANAS anteriores (base).

Desta forma, para se obter uma série seqüencial de índices quadrissemanais, considera-se
sempre 8 SEMANAS incluindo-o no cálculo as informações sobre os preços coletados na última
SEMANA automaticamente, eliminando-se da operação os dados referentes à SEMANA mais antiga.

6 CONCLUSÃO

Com este trabalho, vimos os tipos de inflação, suas descrições e indicadores. Podemos concluir
que existem várias teorias para o seu surgimento, e como se faz o uso para projetar futuros ou atuais
problemas que podem ou poderão ser causados pela mesma.

7 BIBLIOGRAFIA

http://www.acionista.com.br/graficos_comparativos/evolucao_indice_crise_governo_2005.htm

Acessado em 19/08/2006

http://www.renascebrasil.com.br/f_inflacao2.hmt
Acessado em 20/08/2006

Simonsen, M. H. (1970). Inflação: Gradualismo x Tratamento de Choque. Apec, Rio de Janeiro.

Simonsen, M. H. (1978). Palestras e conferências: 1978 vol. Rio de Janeiro: Ministério da


Fazenda.
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