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MATEMÁTICA FINANCEIRA

Fernando Palazolli Marco Aurélio Vallim Reis da Silva Paulo Quintairos

MENSAGEM DOS AUTORES

O livro é fruto da mistura das experiências e vivências dos autores, envolvendo a

Matemática Financeira e suas diversas aplicações. A soma das trajetórias profissionais dos autores resultou no conhecimento de como a Matemática Financeira é usada no

mercado financeiro e de capitais, na administração de empresas, bem como na atividade de consultoria financeira. Por outro lado, a vivência dos autores como professores dos cursos, de graduação e pós-graduação, nas áreas de administração e de finanças, permi- tiu um profundo conhecimento das dificuldades encontradas pelos estudantes no estudo do assunto.

A experiência mercadológica dos autores guiou a escolha dos tópicos abordados,

bem como do grau de aprofundamento de cada um deles. A experiência acadêmica foi fundamental para a escolha da forma de apresentação dos assuntos. Ao longo de toda a

obra, a ênfase foi a de focar as aplicações práticas, envolvendo o uso da calculadora financeira. Os exercícios são todos contextualizados e adaptados à realidade atual do Brasil. Todos os assuntos apresentados no livro são ilustrados com exemplos e exercí- cios resolvidos. Ao final de cada tópico há uma grande variedade de exercícios propos- tos, todos com respostas.

A escolha dos tópicos abordados permite que o livro seja usado como texto básico

dos cursos de Matemática Financeira, com o uso opcional da calculadora HP12C, ou como um curso introdutório de Análise de Investimentos e de Mercado Financeiro e de Capitais.

INTRODUÇÃO

Segundo Eduardo Giannetti (2005) “a vida é um intervalo finito de duração in- definida” o que acarreta uma série de “implicações e possibilidades”, dentre as quais “que peso atribuir ao futuro próximo e remoto diante dos apelos, acenos e premências do momento?”. O que pode levar alguém a abdicar de desfrutar do dinheiro que dispõe hoje? A resposta é, simplesmente, ser recompensado, financeiramente, no futuro. Con- trariamente, toda vez que alguém deseja desfrutar de uma quantia que somente terá no futuro, haverá de pagar mais caro por isso. Assim sendo, o valor do dinheiro é variável

no tempo e dependente das necessidades que alguém, ou uma empresa, tenham dele ao longo do tempo. De acordo com Castelo Branco (2002), o objetivo da Matemática Fi- nanceira é “estudar o valor do dinheiro em função do tempo”, ou seja, é uma ferramenta que serve para avaliar o custo de antecipar o desfrute de um capital que não se tem ou, por outro lado, quanto se pode ganhar por adiar o desfrute do capital que se possui.

A partir dos comentários acima, é possível chegar a duas conclusões importantes

para nosso estudo:

É

possível atribuir valor ao tempo (Leite, 1993, p.242) na medida em que um in-

divíduo exige uma remuneração para postergar seu consumo (poupar seus recur- sos financeiros); e,

Tal remuneração exigida pelo indivíduo que dispõe de recursos financeiros ocio- sos será uma função do tempo, mas também dos riscos envolvidos nessa decisão.

A

Matemática Financeira é uma ferramenta útil nos processos de escolhas como:

qual o melhor plano de financiamento, comprar ou alugar, substituição de equipamen- tos, melhores alternativas de aplicações financeiras, dentre outras. Desde sua origem, a Matemática Financeira foi sendo desenvolvida do simples cálculo de juros até a criação de ferramentas sofisticadas de análise de investimentos, formando o conjunto que hoje é usualmente referido como Engenharia Econômica.Por todas estas características, é uma ferramenta fundamental e indispensável para administrar empresas. Administrar uma empresa implica tomar decisões que afetarão os destinos da or- ganização. O processo de tomada de decisão gerencial envolve, necessariamente, o pro- blema da escassez ou fartura de recursos, tornando necessário que o administrador tenha de comparar várias alternativas existentes para a aplicação ou a obtenção dos recursos financeiros. A importância da análise financeira permeia, de forma mais ou menos dire- ta, todos os setores de uma empresa. Na Diretoria Industrial, por exemplo, devem ser tomadas decisões que dizem respeito a novas tecnologias, matérias-primas, estoques, plantas industriais, compra de novos equipamentos, pessoal especializado etc. Na Diretoria Comercial, que envolve Marketing e Vendas, devem ser tomadas decisões a respeito do lançamento de novos produtos, propaganda, publicidade, participação de mercado etc. Na Diretoria de Re- cursos Humanos (Gestão de Pessoas), são tomadas decisões referentes ao recrutamento e seleção, treinamento, relações sindicais, cargos e salários etc. Na Diretoria Financeira, as preocupações estão voltadas para os resultados, custos, despesas, capital de giro, alo- cação correta dos recursos financeiros etc. Uma análise superficial da estrutura de uma empresa pode levar a conclusão pre- cipitada de que somente a área financeira da empresa deve se ocupar do dinheiro. Po- rém, uma análise mais cuidadosa mostra que todas as áreas de uma empresa são respon- sáveis pela demanda ou geração de recursos financeiros. Em outras palavras, a função

financeira de uma empresa não fica restrita ao departamento financeiro, mas permeia toda a estrutura organizacional. Assim sendo, para administrar uma empresa do ponto de vista financeiro, isto é, de acordo com a Administração Financeira, é imprescindível dominar as técnicas da Matemática Financeira, que é a base fundamental da área de Finanças.

SUMÁRIO

CAPÍTULO 1 – NTRODUÇÃO AO MERCADO FINANCEIRO E DE CAPI- TAIS

5

CAPÍTULO 2- A UTLIZAÇÃO DA HP 12C

5

CAPÍTULO 3- CAPITALIZAÇÃO SIMPLES

7

CAPÍTULO 4- DESCONTO

14

CAPÍTULO 5- CAPITALIZAÇÃO COMPOSTA

20

CAPÍTULO 6- SÉRIES PERIÓDICAS UNIFORMES

32

CAPÍTULO 7- SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO

43

CAPÍTULO 8- TÉCNICAS DE ANÁLISE DE INVESTIMENTOS

53

CAPÍTULO 9- PRINCIPAIS OPERAÇÕES REALIZADAS NO MERCADO FI- NANCEIRO

60

BIBLIOGRAFIA

78

CAPÍTULO 1- INTRODUÇÃO AO MERCADO FINAN- CEIRO

Este primeiro capítulo contém um breve resumo dos princípios do funcionamen- to do mercado financeiro e de capitais. Sendo assim, o objetivo deste capítulo é tão so- mente permitir que os estudantes vislumbrem a importância dos conceitos e técnicas da Matemática Financeira para compreender e trabalhar no mercado financeiro e de capi- tais. Para compreender e perceber a relevância dos mercados é necessário analisar uma sociedade sob a ótica sistêmica. Em um sistema econômico — um país, por exemplo —, as unidades familiares, as empresas, o governo e o setor externo interagem através dos fluxos reais (fatores de produção, produtos e serviços) e dos fluxos monetários (paga- mentos pelos produtos e serviços adquiridos, pagamento de impostos e remuneração dos fatores de produção). Dentro desse sistema, o mercado financeiro desempenha um papel fundamental, uma vez que promove a intermediação de recursos entre os agentes supe- ravitários e os agentes deficitários. Os agentes deficitários de uma sociedade são aqueles cujos gastos (consumo) supe- ram a renda. Na condição de deficitários, tais agentes se dispõem a pagar juros pelo capital obtém sob a forma de empréstimos. Em outras palavras, pagam o preço por usu- fruir antecipadamente suas receitas. Os agentes superavitários estão numa condição o- posta àquela dos deficitários. Agentes superavitários são aqueles cujos gastos são inferi- ores à própria renda. Tais elementos recebem juros pelo capital emprestado, ou seja, são remunerados por adiar consumo.

1.1- Estrutura do Sistema Financeiro Nacional

O papel do Estado moderno é o de garantir o funcionamento dos mercados, ga-

rantindo a livre concorrência e a lisura das operações. A função do governo é criar e manter um ambiente propício e saudável para o florescimento e desenvolvimento de negócios. No Brasil os mercados são regulados e fiscalizados pelo Sistema Financeiro Nacional. O SFN é constituído por um subsistema normativo e por outro operativo.

Subsistema Normativo

O subsistema normativo tem as funções de regular e controlar o subsistema ope-

rativo. A regulação e o controle são exercidos por meio de normas legais, as quais são

expedidas pelas autoridades monetárias ou pela oferta seletiva de crédito pelos agentes financeiros do governo.

O subsistema normativo é composto pelos seguintes órgãos:

Conselho Monetário Nacional (CMN): É o órgão deliberativo de cúpula do Sistema Financeiro Nacional. Devido à condição de órgão normativo, não lhe cabem funções executivas, sendo responsável pela fixação das diretrizes das po- líticas monetárias, creditícia e cambial do país.

Banco Central do Brasil (BACEN): Atua como órgão executivo central do sis- tema financeiro, cabendo-lhe a responsabilidade de cumprir e fazer cumprir as disposições que regulam o funcionamento e as normas expedidas pelo CMN.

Comissão de Valores Mobiliários (CVM): Funciona como órgão especifica- mente voltado ao desenvolvimento, à disciplina e a fiscalização do mercado mo- biliário, principalmente ações e debêntures.

Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP): É responsável por fixar as diretrizes e normas da política de seguros privados. Sua principal função é regu- lar a constituição, organização, funcionamento e fiscalização das sociedades se- guradoras, sociedades de capitalização e entidades de previdência privada aber- ta.

Banco do Brasil (BB): É uma sociedade anônima de capital misto, cujo controle

é

exercido pela União. Exerce ao mesmo tempo, as funções de banco comercial

e

agente financeiro do Governo Federal, sendo o principal executor das políticas

de crédito rural e industrial.

Caixa Econômica Federal (CEF): É a instituição financeira responsável pela operacionalização das políticas do Governo Federal para habitação popular e sa- neamento básico. Também cabe à CEF a administração de loterias, de fundos e de programas, entre os quais se destacam: o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), o Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS), o Programa de Integração Social (PIS), o Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Social (FAS) e o Fundo de Desenvolvimento Social (FDS).

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES): É o prin- cipal órgão de execução da política de investimentos do Governo Federal. Exer-

ce

a tarefa de apoiar investimentos estratégicos, necessários ao desenvolvimento

do

país e, particularmente ao fortalecimento da empresa privada nacional.

Subsistema Operativo

O subsistema operativo é constituído pelas instituições financeiras públicas ou

privado, atuantes no mercado financeiro. De acordo com a Lei de Reforma Bancária (Lei nº. 4.595, de 31 de dezembro de 1964), as instituições financeiras são pessoas jurí- dicas, públicas ou privadas, cuja atividade principal, ou acessória, seja a coleta, inter- mediação e/ou aplicação de recursos financeiros. Tais recursos podem ser próprios ou de terceiros, em moeda nacional ou estrangeira, sendo a custódia de valor de proprieda- de de terceiros. Para os efeitos dessa lei, equiparam-se às instituições financeiras as pessoas físicas que exerçam quaisquer das atividades referidas de forma permanente ou

eventual.

O

subsistema operativo é formado pelas seguintes instituições:

Bancos Múltiplos: São bancos que, mediante autorização do Banco Central, podem operar, simultaneamente, carteiras de banco comercial, de desenvolvi- mento, de crédito imobiliário, de crédito, financiamento e investimento, de ar- rendamento mercantil, e de desenvolvimento. Constituem, assim, uma só Institu- ição Financeira de Carteiras Múltiplas.

Bancos Comerciais: Os bancos comerciais são classificados como instituições monetárias por terem o poder de criação de moeda escritural 1 . Trata-se de insti- tuições financeiras que recebem depósitos à vista em contas de movimento e efe-

1 Depósitos bancários à vista. Também chamada de moeda bancária.

tuam empréstimos a curto prazo. Financiam especialmente capital de giro para as empresas.

Bancos de Investimento: São entidades privadas, especializadas em operações de participação ou financiamento, a médio e longo prazo. Visam suprir necessi- dades de capital fixo e de giro.

Bancos e Companhias de Desenvolvimento: Podem ser regionais ou estaduais, com funções semelhantes às do BNDES. Têm área de atuação restrita à esfera à sua localização.

Caixas econômicas: Essas instituições podem receber depósitos à vista do pú- blico em geral, além de depósitos em caderneta de poupança. Sua atuação visa basicamente o financiamento habitacional e empréstimos em geral.

Companhias de Crédito, Financiamento, e Investimento (Financeiras): São instituições privadas, constituídas na forma de sociedade anônima. Têm por ob- jetivo o financiamento do consumo.

Companhias de Crédito Imobiliário (CCI) e Associações de Poupança e Empréstimo (APE): São instituições participantes do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE). Estão sujeitas, enquanto instituições financei- ras, às normas e fiscalização do Banco Central.

Leasing, Factoring, Consórcios: São empresas ou atividades típicas de conces- são de créditos empresarial geral, ou operações com consumidores.

Bolsas de Valores: Associações civis cujo principal objetivo social é manter um local adequado ao encontro de seus membros e à realização, entre eles, de tran- sações de compra e venda de títulos e valores mobiliários, em mercado livres e abertos. São supervisionadas pela Comissão de Valores Mobiliários.

Sociedades Corretoras: São sociedades anônimas ou sociedades por quotas de responsabilidade limitada. A principal função dessas sociedades é a de promo- ver, de forma eficiente, a aproximação entre compradores e vendedores de títu- los e valores mobiliários. Tal aproximação visa promover a negociabilidade dos títulos e valores por meio de operações realizadas em recinto próprio (pregão das Bolsas de Valores).

Sociedades Distribuidoras: Empresas constituídas como sociedades anônimas, sociedades por quotas de responsabilidade limitada, ou ainda como firmas indi- viduais, cuja autorização para o funcionamento é dada pelo BACEN.

Agentes Autônomos de Investimento: Pessoas físicas credenciadas por bancos de investimento, sociedades de crédito, financiamento e investimentos, socieda- de de crédito mobiliário, sociedades corretoras e sociedades distribuidoras, que desempenham, exclusivamente por conta e ordem das entidades credenciadas, atividades como colocação ou venda de títulos e valores mobiliários registrados na CVM ou de emissão ou de co-obrigação de instituições financeiras, entre ou- tras.

Companhias de Seguros: Constituídas como sociedade anônima, são empresas administradoras de riscos, com obrigação de pagar indenizações por ocasião de perdas e danos dos bens segurados.

1.2- Segmentos do mercado financeiro

O mercado financeiro é formado, essencialmente, por quatro segmentos. São e- les o Mercado Monetário, o Mercado de Crédito, o Mercado de Capitais e o Merca- do Cambial. A seguir, serão brevemente apresentados cada um deles.

Mercado Monetário: Neste segmento são realizadas operações de curto e cur- tíssimo prazo, as quais servem para controlar a liquidez do sistema financeiro. Os papéis negociados nesse mercado são usualmente tomados como parâmetro para a formação da taxa de juros básica da economia. Os papéis mais negociados são aqueles emitidos pelo Banco Central do Brasil, os quais são voltados à exe- cução da política monetária do Governo Federal, e pelo Tesouro Nacional, cujo objetivo é o financiamento do orçamento público. Além desses, são negociados, no mercado monetário, os certificados de depósitos interfinanceiros (CDI), ex-

clusivamente entre instituições financeiras, e os títulos de emissão privada, como

o certificado de depósito bancário (CDB) e debêntures.

Mercado de Crédito: Atende os agentes econômicos quanto às suas necessida- des de crédito de curto e médio prazo, principalmente, as solicitações de crédito para financiamento de bens duráveis pelos consumidores e do capital de giro das empresas.

Mercado Cambial: Realiza operações de compra e venda de moedas estrangei- ras conversíveis. Atuam nesse mercado, principalmente, os agentes voltados ao comércio internacional. As operações nesse segmento de mercado são feitas sob

a intermediação de instituições financeiras autorizadas, bancárias e não bancá- rias.

Mercado de Capitais: Atende os agentes econômicos quanto às suas necessida- des de crédito de médio e longo prazo, essencialmente aquelas relacionadas com investimentos em ativo imobilizado. São operações realizadas, principalmente, com ações e debêntures.

Mercado Acionário

Ações são títulos nominativos, de renda variável, emitidos por sociedades anônimas que representam uma fração de seu capital social. Ao adquirir ações, o investidor torna-se um co-proprietário da empresa.

As ações podem ser de dois tipos:

Ordinárias, que concedem àqueles que as possuem o direito de voto nas assem- bléias deliberativas da empresa, permitindo votar par eleger diretores, aprovar demonstrações financeiras, modificar estatutos sociais etc. Na distribuição de dividendos da empresa seus proprietários só recebem sua parcela correspondente depois dos proprietários das ações preferenciais.

Preferenciais, garantem àqueles que as possuem a prioridade no recebimento de dividendos e no reembolso do capital em caso de dissolução da sociedade. Esse tipo de ação restringe ou não concede o direito a voto nas assembléias delibera- tivas da empresa.

Após o seu lançamento no mercado primário, as ações passam a ser negociada no mer- cado secundário, compreendendo os mercados de balcão 2 e a bolsa de valores.

As negociações de ações no mercado secundário não impacta diretamente o fluxo de caixa das empresas, isto é, não há repasse de recursos para as empresas uma vez que a troca de propriedade das ações ocorre entre investidores, e, não mais com a empresa.

O funcionamento do mercado secundário de ações ocorre principalmente nas bolsas de valores. Atualmente, as negociações são feitas eletronicamente (o pregão de viva voz somente ocorre na BM&F 3 e não mais na BOVESPA) por intermédio de uma Socieda- de Corretora 4 .

Os ganhos dos investidores no mercado acionário decorrem, basicamente, da valoriza- ção das ações possuídas e do recebimento de dividendos distribuídos pelas respectivas sociedades anônimas das quais seja acionista.

Além das taxas e emolumentos, o investidor quando decide negociar suas ações, está sujeito ao pagamento do Imposto de Renda com alíquota, atualmente, de 15% sobre ganho de capital (diferença entre valor de aquisição e valor de venda da ação). Já, o ga- nho líquido com as operações de day trade 5 é tributado em 20%. É importante ressaltar que, atualmente, vendas iguais ou inferiores a R$ 20.000,00 no total e dentro do mesmo mês (01 a 30), estão isentos de Imposto de Renda.

Na Bolsa de Valores são realizadas três modalidades de operações:

No mercado a vista: compram-se e vendem-se ações cuja liquidação física a- contece no segundo dia útil após a realização do negócio e a liquidação financei- ra, ocorre no terceiro dia útil.

No mercado a termo: compram-se e vendem-se certas quantidades de uma a- ção, por um preço fixado entre comprador e vendedor, cuja liquidação ocorre em data futura, em geral 30, 60, 90, 120, 150 ou 180 dias depois da data da realiza- ção da operação.

Mercado de opções: nesse segmento, não se negociam ações, e sim direitos de compra e venda sobre elas. Uma opção de compra confere ao seu titular (com- prador) o direito de comprar uma certa quantidade de ativo por um preço pré- determinado até uma determinada data. Para ter esse direito de comprar o ativo- objeto 6 por um determinado preço, o titular paga um prêmio ao vendedor da a-

2 Mercados de balcão: O mercado de balcão é um segmento do mercado de capitais brasileiro. O mercado de balcão é um mercado de títulos sem local físico definido para a realização das transações que são feitas por telefone entre as instituições financeiras.

3

BM&F – Bolsa de Mercadorias e Futuros.

4 Sociedade Corretora: Instituição que opera como intermediária entre os investidores nas tran- sações em bolsas de valores.

5

Day trade: corresponde a compra e venda de uma mesma ação no mesmo dia.

6 Ativo-objeto: ativo sobre o qual lança-se a opção, podendo ser ações, índices ou commodities (commodities é um termo utilizado para designar um tipo de mercadoria em estado bruto ou produto primário que tenha importância comercial. São exemplos de commodities: minérios, algodão, café, algodão, soja e carnes).

ção. A opção de venda detém as mesmas características da anterior, porém, o ti- tular desta opção tem o direito de vendê-la até uma determinada data.

Geralmente as Bolsas de Valores calculam um ou mais índices que refletem o compor- tamento dos principais papéis ali negociados. O índice mais relevante no mercado brasi- leiro é o IBOVESPA - Índice Bovespa.

O IBOVESPA é formado por uma carteira teórica das ações negociadas no mercado à

vista, a partir de uma aplicação hipotética. As ações que integram o índice, respondem por mais de 80% do número de negócios e do volume financeiro verificado nos 12 me- ses anteriores à formação da carteira. Esta carteira é refeita a cada quatro meses com a finalidade de atualizar a representatividade das ações.

Modelos de avaliação de ações

Um dos maiores problemas que os investidores encontram no mercado acioná- rio, por se tratar de operações de renda variável, é a grande variedade de alternativas de investimentos e de métodos de avaliação disponíveis. Dentre as diferentes formas de avaliação, destacam-se três abordagens metodológicas, as quais buscam explicar as os- cilações das cotações das ações no mercado acionário. As metodologias são usualmente referidas como escolas, sendo as mais usadas: a análise técnica, a análise da trajetória aleatória e a análise fundamentalista. A seguir os fundamentos de cada uma dessas escolas serão sucintamente apresentados.

Escola técnica

Os fundamentos da escola técnica são baseados na crença de que as variações de preços movimentam-se em tendência, existindo uma dependência entre as oscilações que se sucedem. Os adeptos da escola técnica estudam os movimentos passados dos preços e dos volumes negociados com a finalidade de prever o desempenho futuro das oscilações dos títulos. Eles consideram que os preços apresentam padrões indentificá- veis e previsíveis de comportamento. Os analistas adeptos da análise técnica utilizam gráficos para estudar comporta- mento histórico dos preços dos ativos. Por essa razão, esta abordagem também é conhe- cida como análise gráfica. Assim, no âmbito desta abordagem, cabe ao analista gráfico (grafista) identificar as tendências de alta e de queda dos preços das ações, por meio de observações passadas. O objetivo é fazer previsões sobre os preços futuros, auxiliando

as decisões de compra e venda de determinado título. De acordo com abordagem grafista, os preços dos ativos são determinados em função da oferta e demanda. No âmbito da escola técnica, os fatores relacionados com a empresa (lucro líquido, dividendo, participação de mercado, grau de endividamento e outros) ou com a economia (política monetária e fiscal, fatores políticos, perspectivas de crescimento e etc.) não são importantes para a tomada de decisão. Os grafistas adotam o princípio de que os preços já refletem todas essas informações.

Teoria da trajetória aleatória

A teoria da trajetória aleatória, “Randon Walk” ou “randômica”, é baseada na suposição que os preços dos títulos variam aleatoriamente em torno de seu valor intrín- seco. Tal variação é função das informações que chegam aos investidores. Os ajustes de preços ocorrem, de acordo com a teoria randômica, de forma instantânea. Assim sendo, não há possibilidades dos investidores auferirem ganhos anormais, isto é, não seria pos-

sível obter um desempenho melhor que uma estratégia simples de comprar e manter aleatoriamente uma ação.

Assim sendo, a teoria da trajetória aleatória implica na eficiência dos mercados. Não é considerado, como na abordagem técnica, que os preços passados das ações pos- sam ser utilizados para prever o desempenho futuro dos títulos.

Abordagem fundamentalista

A análise fundamentalista parte da premissa que o valor de uma ação é determi- nado pelo desempenho econômico-financeiro futuro de uma empresa, ou seja, o retorno

que o investidor poderá obter caso adquira a ação. Entretanto, como nem sempre o valor potencial, ou valor intrínseco, assemelha-se ao valor de mercado (preço atual da ação no mercado multiplicado pela quantidade de ação), o objetivo da análise fundamentalista é determinar qual título está sendo negociado acima ou abaixo desse valor. Um investidor que utiliza dessa abordagem procurará comprar as ações cujos preços estejam abaixo desse valor potencial, esperando a valorização do título, isto é, um ganho de capital. Analogamente, o investidor venderá as ações cujos preços estejam acima do valor in- trínseco. Na análise fundamentalista, o valor intrínseco das ações é obtido através do descon-

to do fluxo de rendimentos futuros de uma empresa, considerando a uma determinada

taxa de desconto. Essa taxa varia em função do risco, isto é, do grau de incerteza futuro dos títulos. A determinação da taxa de desconto de uma ação implica prever a capacida- de futura da lucratividade da empresa, haja vista ser este um dos fatores determinantes das variações dos dividendos. O cálculo da taxa de desconto envolve, portanto, a análise de uma série de fatores internos e externos à empresa. Sendo assim, se faz necessária uma análise inicial das perspectivas futuras da economia, da política e dos próprios as- pectos sociais, uma vez que estes irão afetar de forma diferenciada os lucros dos diver- sos setores industriais e das empresas. Depois de traçar as perspectivas econômicas, relevantes para a avaliação de uma a- ção, os analistas precisam analisar como as variáveis analisadas afetarão a empresa ob- jeto do estudo. Para isto, deverão ser feitas projeções futuras dos dados econômicos e financeiros para, posteriormente, determinar o valor da companhia. Este valor poderá estar abaixo ou acima do valor potencial. Isso irá determinar se o ativo está sub ou super avaliado. O processo de análise fundamentalista, que foi apresentado acima de forma simples e sucinta, implica um grande tempo de análise, envolvendo elevada complexidade. A complexidade decorre de variáveis incertas, as quais mudam com grande freqüência. As constantes e rápidas mudanças de cenários exigem que as premissas das projeções sejam refeitas, para que sejam determinados novos valores potenciais das companhias.

A determinação do valor de uma empresa é feita, principalmente, pelo desconto de flu-

xos futuros de rendimentos de cada título. Uma outra técnica também empregada é a análise comparativa (múltiplos).

Exercícios propostos

1. Que papel o mercado financeiro desempenha na economia do país?

2. Quem são os agentes deficitários e agentes superavitários?

3. Quais sãos as principais funções do Conselho Monetário Nacional

4. Quais sãos as principais funções da Comissão de Valores Mobiliários

5.

Quais sãos as principais funções da Banco Central

6. Explique os principais participantes do subsistema operativo

7. O que é o mercado monetário?

8. O que é o mercado de crédito?

9. O que é o mercado de capitais?

10. O que é o mercado cambial?

11. O administrador financeiro deve estar familiarizado com o funcionamento des- ses mercados? Explique.

12. Quais as formas que uma empresa pode se utilizar para financiar seus projetos de investimentos?

13. Explique o funcionamento da Bolsa de Valores

14. Explique como funciona e quais são as fontes de retorno de um investimento no

mercado acionário.

15. O que é abertura de capital?

16. O que são ações, e quais seus tipos?

17. Quais as modalidades de operações realizadas na bolsa de valores?

18. Como é formado o Índice Bovespa?

19. Quais são as principais diferenças entre a análise técnica e fundamentalista.

20. Quais são as principais tipos de financiamento disponíveis no mercado financei- ro.

CAPÍTULO 2 – AS PRINCIPAIS FUNÇÕES DA HP 12C

2.1- O uso da calculadora financeira HP-12C

O propósito deste capítulo não é fornecer ao leitor um curso completo sobre cal-

culadoras financeiras, nem mesmo um curso específico sobre a HP 12-C. O aprendizado

de todas as funções existentes numa máquina deste tipo engloba variadas operações, sendo a quantidade de funções depende da marca e modelo da calculadora. Entretanto,

algumas das operações tratadas ao longo deste livro podem ser feitas com maior facili- dade usando-se uma calculadora financeira. Por isso, será apresentada neste capítulo, uma breve introdução das funções mais importantes da HP 12-C.

A HP 12-C é uma calculadora de tecnologia norte-americana e, por isso, suas

teclas contém letras que sintetizam, em inglês, as funções que representam. A HP foi projetada para fazer muitos tipos de cálculos. Uma conseqüência de tamanha funciona- lidade, é que algumas teclas abrigam mais de uma função, as quais são identificadas por

caracteres impressos em cores diferentes (amarelo, branco e azul).

Funções Financeiras Ligar e Função Função Acesso à Entrada Operações desligar Amarela Azul Memória
Funções
Financeiras
Ligar e
Função
Função
Acesso à
Entrada
Operações
desligar
Amarela
Azul
Memória
básicas

Adequando a máquina

A seguir, serão apresentados alguns procedimentos, os quais visam adaptar a HP 12-C ao uso deste livro.

Primeiro procedimento: “Reset” geral da HP 12-C

a) desligue a máquina – tecle

ON
ON

para desligá-la;

b) pressione a tecla

ON
ON

, mantendo-a pressionada;

c) pressione a tecla - d) solte ON ; e) solte - .
c) pressione a tecla
-
d) solte
ON
;
e) solte
-
.

, mantendo-a também pressionada;

No visor da máquina deve aparecer a mensagem Pr Error. Repita os passos caso não tenha encontrado esta mensagem. Desligando e ligando novamente a máquina, apa- recerá no visor 0.00. Toda essa operação deixou a HP como saiu de fábrica.

O Teclado

As teclas em destaque na figura servem para ligar e desligar a máquina

ON
ON

A maioria das teclas da HP-12C realiza duas ou até três funções. Assim, para utilizar a função impressa em branco numa determinada tecla, basta pressioná-la diretamente;

para utilizar qualquer função impressa em amarelo, é necessário apertar a tecla

de pressionar a tecla com a função desejada. Analogamente, antes de acionar qualquer

função impressa em azul, é preciso digitar a tecla

f
f

antes

g
g

.

Ponto ou vírgula?

Quando a máquina estiver usando a notação americana, a parte fracionária do número é separada por um ponto, por exemplo 2,732.23. Neste curso será adotada a notação brasileira, na qual a vírgula é utiliza para separar a parte fracionária da parte inteira do número. Para configurar a calculadora de acordo como padrão brasileiro, os seguintes passos devem ser seguidos:

a) desligue a máquina;

b) pressione a tecla

ON
ON

, mantendo-a pressionada;

c) pressione a tecla . d) solte ON ; e) solte . .
c) pressione a tecla
.
d) solte
ON
;
e) solte
.
.

, mantendo-a também pressionada;

Casas decimais no visor

O número de casas decimais, apresentados no visor da calculadora, pode ser de- terminado pelo usuário. Para as necessidades deste curso, duas casas decimais devem

ser adotadas. Para isso basta pressionar

e a tecla correspondente ao número de casas

decimais depois da vírgula que necessitamos, neste caso 2.

f
f

Exemplo

1,55786452

ENTER
ENTER

15

Teclado

Visor

f 8 f 2 f 4
f
8
f
2
f
4
 

1,55786452

1,56

1,5679

Limpando os dados: as teclas em destaque são as que permitem a limpeza dos dados da máquina.

CLX
CLX

Limpa o visor.

Limpa TODAS as memórias da calculadora.permitem a limpeza dos dados da máquina. CLX Limpa o visor. f FIN f f PRGM

f FIN f
f
FIN
f
f PRGM f PREFIX
f PRGM
f PREFIX

Limpa as memórias financeiras (n, i, PV, PMT e FV).

Limpa as memórias da pilha operacional e as memórias estatísticas. Estas não serão abordadas neste curso.

Limpa as linhas de programação.

Limpa os prefixos f, g, STO, RCL e GTO.Também não serão a- bordadas neste curso.

Elaborando cálculos aritméticos simples

em seguida o segundo núme-

ro. Depois disso, apertar a operação desejada (+ , - , x ou /) . O resultado aparecerá no visor.

Após a introdução do primeiro número, apertar

ENTER
ENTER

Exemplo

Teclado

Visor

15

ENTER
ENTER

15

5

x

75

Cálculos em cadeia

Exemplos

18 a) (12 3) Teclado 18 ENTER 12 ENTER 3 - /
18
a)
(12
3)
Teclado
18
ENTER
12
ENTER
3
-
/

=

Visor

18

22

9

2

b) (1 + 0,04) x (1+0,08) =

Teclado 1 ENTER 0,04 + 1 ENTER 0,08 + x
Teclado
1
ENTER
0,04
+
1
ENTER
0,08
+
x

c) (1 + 0,04) 2 =

Teclado 1 ENTER 0,04 + x 2 y
Teclado
1
ENTER
0,04
+
x
2
y

d) (1 + 0,30)

Teclado

1

0,30

1

12

ENTER

+

ENTER

/

x

y

-

1

1 12

 

Visor

1

1,04

1

1,08

1,1232

Visor

1

1,0400

1,0816

1 =

 

Visor

1,00

1,30

1,00

0,0833

1,02810

0,02210

Porcentagem

Para calcular o valor correspondente à porcentagem de um número, primeiro introduza a

base do número, depois aperte

ENTER
ENTER

, introduza a porcentagem e em seguida

%
%

Exemplo: 14 % de 500,00

Teclado

Visor

500

ENTER %
ENTER
%

500,00

14

70,00

Variação percentual

Para calcular a variação percentual entre dois números, primeiro coloque o valor mais

antigo da operação, depois aperte

ENTER
ENTER

, introduza o segundo número e aperte

∆%
∆%

Exemplo: O preço de uma mercadoria subiu de R$ 5,20 para R$ 6,30. Qual foi a varia- ção percentual de preços?

Teclado

Visor

5,20

ENTER ∆ %
ENTER
∆ %

5,200

6,30

21,15%

Percentual de um total

Para calcular o percentual de um valor em relação ao seu total, introduza o valor total, digite o valor do número que você quer saber a porcentagem em relação ao total e de-

pois digite

%T
%T

Exemplo: A despesa total desse mês foi assim distribuída:

Escola

=

700,00

Almoço

=

300,00

Condução =

100,00

Outros

=

500,00

Total

= 1.600,00

Qual foi o percentual que a escola representa no total de despesa?

Teclado

ENTER %T
ENTER
%T

Visor

1.600,00

1.600,00

700,00

43,75%

Troca de sinais

A tecla

passa a ser negativo e vice-versa.

CHS
CHS

troca o sinal do número que estiver no visor, isto é, se tiver positivo ele

Calendário

Para adequar o calendário à formatação brasileira (dia, mês e ano) basta pressio-

nar g e
nar
g
e

. No visor deverá aparecer a mensagem D.MY.brasileira (dia, mês e ano) basta pressio- nar g e Para saber uma data futura, aperte

Para saber uma data futura, aperte a data atual, separando o dia do mês e ano pela tecla

•
pressione a tecla ENTER .Digite o número de dias correspondente que você quer ver à
pressione a tecla
ENTER
.Digite o número de dias correspondente que você quer ver à
frente e tecle
g DATE
.

Exemplo: Qual é a data de vencimento de uma compra realizada na dia 08/05/2008 cujo pagamento será feito em 50 dias?

Teclado 08.52008 ENTER 50 g DATE
Teclado
08.52008
ENTER
50
g DATE

Visor

08.052008

27.062008

5

O vencimento será no dia 27/06/2008. O número no final do visor refere-se ao dia da semana em que a data ocorrerá. No caso seria na sexta-feira.

Dias da semana

1-

segunda-feira

2-

terça-feira

3-

quarta-feira

4-

quinta-feira

5-

sexta-feira

6-

sábado

7-

domingo

Para saber uma data passada, aperte a data atual, separando o dia do mês e ano pela

tecla

quer ver para trás, tecle

, pressione a teclao dia do mês e ano pela tecla quer ver para trás, tecle ENTER CHS e

ENTER CHS e g DATE
ENTER
CHS
e
g DATE

.Digite o número de dias correspondente que você

.

Exemplo: Utilizando o exemplo anterior, qual foi o dia que eu fiz a compra, sabendo-se comprei a 50 dias atrás e que hoje 27/06/2008 estou pagando a fatura?

Teclado 27.062008 ENTER 50 CHS g DATE
Teclado
27.062008
ENTER
50
CHS
g DATE

Visor

27.062008

08.052008

4

Fiz a compra no dia 08/05/2008, uma quarta-feira.

Para saber a variação entre datas, aperte a mais antiga, separando o dia do mês e ano

pela tecla

•

, pressione a tecla

ENTER
ENTER

.Digite a data mais recente e tecle

g ∆DYS
g ∆DYS

.

Exemplo: Utilizando o exemplo anterior, qual foi a variação em dias , sabendo-se que comprei uma mercadoria no dia 08/05/2008 e que paguei no dia 27/06/2008?

Teclado

27.062008

08.052008

ENTER g ∆DYS
ENTER
g ∆DYS

Visor

27.062008

50

A quantidade de dias entre a compra e o pagamento foi de 50 dias.

Usando a memória

A HP12C possuí 20 memórias, que vão de 0 a 9 e de

•

0

•

9.

Para armazenar na memória, basta digitar o número e apertar mória desejada.

Para chamar a memória, tecle

STO, e o número da me-e apertar mória desejada. Para chamar a memória, tecle RCL e o número da memória desejada.

RCL
RCL

e o número da memória desejada.

Exemplo: Armazenar o número 12 na memória 1.

15 STO 1. Quando precisar desse número novamente ,basta apertar RCL 1 que apare- cerá
15
STO
1. Quando precisar desse número novamente ,basta apertar
RCL
1 que apare-
cerá no visor o número 15. Vale lembrar que caso for apertado apertada a tecla
f
REG
o número 15 não estará mais na memória, pois essa função, como já comentado,

limpa todas as memórias da máquina.

Setor financeiro

O grupo de funções (n, i, PV, PMT e FV) é utilizado para os cálculos financeiros envolvendo juros compostos, séries uniformes de pagamentos/desembolsos, etc.

PV
PV

= capital inicial ou valor presente;

FV
FV

= montante ou valor futuro;

PMT
PMT

= parcelas;

n
n

= número de períodos de tempo;

i
i

= taxa de juros, expressa em percentagem;

Existem várias outras teclas, funções ou setores que poderiam ser mencionados. Entretanto, tais funções serão apresentadas à medida que se mostrarem necessários ao andamento da disciplina.

Exercícios

21. Calcule:

a) (1 + 0,05) 2 =

b)

c)

(18

+

2) x

3)

(15

(17

+

2) x

9)

(12

5

(1

=

+

5)

=

d) 20 % de 1.200,00 =

e)

((1 + 0,30)

1 12 x

(1 + 0,03)) 1 =

22. O total de despesa desse mês foi assim distribuída:

Salários

=

8.700,00

Marketing = 4.300,00 Manutenção = 1.000,00 Outros = 5 500,00

Total

=

19.500,00

Qual foi o percentual que os salários representam no total de despesas? Qual foi o percentual que a manutenção representa no total de despesas?

23. O preço de uma ação subiu de R$ 7,50 para R$ 9,50. Qual foi a variação percen- tual de preço?

24. O preço de um produto caiu de R$ 19,50 para R$ 16,50. Qual foi a variação per- centual de preço?

25. Qual é a data de vencimento de uma compra feita no dia 18/10/2008 cujo paga- mento será feito em 180 dias?

26. Sabendo-se que comprei uma mercadoria no dia 28/01/2005 e que paguei no dia 27/06/2005, pergunta-se: qual foi a variação em dias?

27. Até hoje, quantos dias você já viveu?

28. Em que dia da semana você nasceu?

CAPÍTULO 3- CAPITALIZAÇÃO SIMPLES

2.1- Conceitos básicos

Antes de estudarmos os regimes de capitalização de juros, vamos definir alguns conceitos elementares da Matemática Financeira. Lembremos que, como já foi mencio- nado, o principal objetivo dessa disciplina é estudar o valor do dinheiro no tempo (Cas- telo Branco, 2002:1; Assaf Neto, 2002:15; Hazzan e Pompeo, 2004:1).

Juros (J): A noção de juro, normalmente, está associada à idéia de um empréstimo ou remuneração de uma determinada aplicação financeira. Sob esta ótica, o juro é a remu- neração do capital (dinheiro, capital financeiro) empregado pelo indivíduo que empresta (doador) ou pelo aplicador do recurso. Concomitantemente, o juro é o custo do capital imposto ao indivíduo que toma emprestado (tomador) ou pelo indivíduo/instituição que capta o recurso. Em síntese, o juro pode ser considerado o custo da “mercadoria” cha- mada dinheiro. Todo indivíduo, ou empresa, tem necessidades de consumo. A preferência tem- poral dos agentes econômicos em postergar consumo (poupar) exige uma recompensa, a qual é definida na forma de juro. De outro lado, antecipar o consumo implica pagar um custo por isso; esse custo é, também, juro. O juro é, portanto, o custo de postergar ou antecipar consumo. Em uma abordagem pouco usual, a expressão “juro” pode representar a expecta- tiva de remuneração do capital empregado pelas empresas (capital investido) quando fazem aplicações de recursos em ativos visando um fluxo de benefícios monetários no futuro.

Observa-se que todas as afirmações anteriores podem ser resumidas no princípio básico de que o dinheiro tem valor no tempo. Em conseqüência, todas as transações que envolvem recursos monetários ao longo do tempo são realizadas considerando uma de- terminada taxa de troca, a qual representa o valor do dinheiro no tempo: a taxa de juros.

Risco: é a probabilidade de que em evento ocorra, sendo uma medida objetiva, ao con- trário da incerteza que é uma medida subjetiva. Existe risco quando é possível estimar as probabilidades de ocorrência de diferentes resultados; existe a incerteza quando não havendo essa possibilidade, toma-se uma decisão com base na sensibilidade pessoal. Usualmente o risco é medido pelo desvio padrão (σ) dos resultados possíveis de um investimento.

Capital (C), Principal (P), Valor Presente (VP) ou Present Value (PV): é o recurso financeiro que servirá de base para o cálculo dos juros; refere-se ao recurso financeiro transacionado na data de início de uma operação financeira qualquer. De uma forma simples, é o valor – normalmente uma quantia em dinheiro – que se quer aplicar ou em- prestar; é também chamado de Capital Inicial ou Principal, Valor Presente (VP) ou, ain- da, o correspondente em inglês, Present Value (PV). Esta última forma é a adotada co- mo utilizado nas calculadoras HP12C.

Taxa de Juros (i): “é o coeficiente obtido da relação dos juros (J) com o Capital (PV), que pode ser representado em forma percentual ou unitária. A terminologia ‘i’ é do in- glês interest, que significa juro.” (Castelo Branco, 2002:11).

i =

J

PV

Prazo, tempo ou períodos (n): é o tempo necessário para que um determinado capital (PV), aplicado a uma taxa de juros (i), produza um montante (FV). O período pode ser inteiro ou fracionário: um dia, um mês comercial (30 dias) e um ano comercial (360 dias) são considerados períodos inteiros, ao passo que 3,5 meses, 5 anos e 3 meses, 17,2 dias são considerados períodos fracionários.

Montante (M), Valor Futuro (VF) ou Future Value (FV): é a quantia (valor monetá- rio) acumulada após certo período de tempo (n), resultante da aplicação de um determi- nado capital (FV) a uma taxa de juros (i). É, portanto, a soma do capital (PV) mais ou juros (J).

FV = PV + J

Segundo Samanez (2002), “se aplicarmos um capital durante um determinado período de tempo, ao fim do prazo o capital se transformará em um valor (montante) que será igual ao capital aplicado, acrescido da remuneração obtida durante o período de aplicação”.

Diagrama de Fluxo de Caixa: entende-se por Fluxo de Caixa a movimentação de re- cursos financeiros, entradas e saídas de caixa, ao longo de determinado período de tem- po. O Fluxo de Caixa diz respeito às entradas e saídas de dinheiro, não se confundindo com o conceito contábil da competência. O Diagrama de Fluxo de Caixa nada mais é do que uma representação gráfica das entradas e saídas de dinheiro durante um período de tempo. Uma linha horizontal, dividida em tantos quantos forem os períodos considerados para a análise, representa o tempo. As entradas, recebimentos ou encaixes são representados por setas voltadas para cima e, por convenção, são considerados valores positivos; as saídas, pagamentos ou desembolsos são representados por setas voltadas para baixo e, por convenção, são con- siderados valores negativos.

(+) (-) Diagrama de Fluxo de Caixa simplificado
(+)
(-)
Diagrama de Fluxo de Caixa simplificado

2.2- Capitalização Simples

No regime de capitalização simples ou linear, a taxa de juros (i) incide apenas sobre o capital inicial (PV). Ou seja, no Regime de Juros Simples não existe capitaliza- ção de juros, pois não há incorporação dos juros de um determinado período ao capital para calcular os juros no período seguinte. “Conseqüentemente, o capital crescerá a uma taxa linear e a taxa de juros terá um comportamento linear em relação ao tempo” (Sa- manez, 2002, p.2).

Exemplo: para elucidar o regime de capitalização simples, consideremos a aplicação de R$100,00, por três anos, à taxa anual de 10%.

n

PV

J (i = 10%)

1

R$100,00

R$10,00

2

R$100,00

R$10,00

3

R$100,00

R$10,00

Total dos juros auferidos em 03 períodos = 30

Ao fim do 1 o período, temos que J 1 = PV x i;

Ao final do 2 o período, temos que os juros acumulados são dados pela fórmula J 2 = PV x i + PV x i, ou seja, J 2 = (PV x i) x 2;

Findo o 3 o período, temos que os juros acumulados são dados pela fórmula J 3 = PV x i + PV x i + PV x i, ou seja, J 3 = (PV x i) x 3;

Generalizando, se a aplicação fosse feita por n períodos de tempo (sendo n > para o enésimo período, temos, enfim, que os juros acumulados são dados pela fórmula genérica de J n = (PV x i) x n.

No exemplo acima, temos uma aplicação de $ 100 à taxa de juros simples de 10% ao período, durante três períodos inteiros de tempo. Como os juros não são incor- porados ao principal para servirem de base para o cálculo dos juros do período seguinte, percebe-se que o total de juros recebidos/pagos são àqueles de cada período multiplica- dos pelo número de períodos da aplicação. Genericamente, temos:

Lembrando que:

FV

J

= PV

i

n

= PV + J J = FV

PV

(1)

(2)

Igualando as equações (1) e (2), teremos que:

Finalmente

FV

PV = PV

i

n FV = PV + PV

FV = PV (1 + i

n)

(3)

i

n

Deve-se ressaltar que, no regime de juros simples, os juros de cada período são calculados sempre sobre o investimento/capital inicial.

Taxa proporcional de juros

Duas taxas de juros são proporcionais se houver igualdade de quociente das taxas com o quociente dos respectivos períodos, isto é,

Períodos não-inteiros

i

1

i

2

=

n

2

n

1

i

1

n

1

=

i

2

n

2

.

Há diversas situações práticas em que o período de investimento é somente uma fração do período expresso na taxa de juros. Nesses casos, em que as unidades de tempo da taxa de juros e do período de investimento são diferentes, é necessário homogeneizá- las por meio de um ajuste na taxa. Tal problema pode ser resolvido adotando os concei- tos de juro comercial e juro exato. Estes conceitos serão apresentados nos exemplos a seguir.

a) Taxa de juros mensal e prazo diário de aplicação:

J = PV

i

30

n

b) Taxa de juros anual e prazo mensal de aplicação:

J = PV

i

12

n

c) Taxa de juros anual e prazo diário de aplicação:

J = PV

i

360

n (juro comercial)

J = PV

i

365

n (juro exato)

Os conceitos de juros comercial e exato podem ser especificados da seguinte

forma:

Juro exato: é aquele obtido quando o período (n) está expresso em dias e é adotada a convenção do ano civil (365 dias); e

Juro comercial: é aquele obtido quando o período (n) está expresso em dias e é adotado o ano comercial (360 dias) como base de cálculo.

A equação (3) nos mostra como é calculado o Montante no regime de juros sim-

ples:

FV = PV

(1 + i

n) .

Observa-se que o montante, ou valor de resgate de uma aplicação, é o capital inicial- mente investido (principal), acrescido dos juros ganhos no período. Inversamente, para calcular o principal (capital investido) a partir de um montante conhecido, temos:

Juros simples na HP-12C

PV =

FV

(

1 +

i

n)

.

Para calcular juros simples utilizando as teclas financeiras da máquina, as se- guintes funções devem ser usadas:

PV
PV

= capital inicial ou valor presente;

n
n

= número de períodos de tempo;

i
i

= taxa de juros, expressa em percentagem;

f
f
i
i

= valor dos juros simples (aciona a função INT).

Observa-se, entretanto, que existem duas condições essenciais para o cálculo dos juros simples na HP: a taxa deve ser sempre anual e tempo (n) sempre em dias. Não se pode esquecer que o valor a ser armazenado em PV deve ser impostado com sinal nega- tivo, a fim de se obter os juros com sinal positivo. Para isso utiliza-se a tecla CHS. De acordo com o Manual do Proprietário da HP-12C, a máquina calcula os juros simples na base de 360 dias e na base de 365 dias, simultaneamente. É possível obter qualquer um dos resultados, como indicado em seguida. Além disso, se o valor dos ju- ros acumulados estiver no visor, é possível calcular a quantia total (o valor do principal

somado aos juros acumulados), bastando pressionar a tecla

Exercícios de fixação

Exercícios resolvidos

+
+

.

29. Quanto ganhou de juros um aplicador que depositou $ 3.000,00 por um ano à ta- xa de juros simples de 25% a.a.?

Solução: PV = 3.000, i = 25% a.a. e queremos saber J. Pela equação (2) temos que J = PV x i, logo:

J = 3.000 x 0,25 = $ 750 7

30. Qual o valor de resgate (montante) de uma aplicação de $ 1.600 feita por um ano à taxa de juros simples de 50% a.a.?

Solução: PV = 1.600, i = 50% a.a. e queremos saber FV. Pela equação (2) temos que J

= PV x i, logo:

J = 1.600 x 0,50 = $ 800

E

pela equação (1), sabemos que FV = PV + J, então:

FV = 1.600 + 800 = $ 2.400

Poderíamos resolver o problema, ainda, através da variante da equação (1), FV = PV x (1 + i). Desta forma, teríamos:

FV = 1.600 x (1 + 0,50) = $ 2.400

31. Quanto renderia um capital de $ 10.000 aplicado por dois meses à taxa simples de 36% a.a.?

Solução: PV = 10.000, n = 2 meses, i = 36% a.a. e queremos saber J. Pela equação do juro comercial (1.2.2, item b) temos:

J = PV x i x n = 10.000 x (0,36/12) x 2 = $ 600

32. Quanto resgatará uma pessoa que aplicou $ 500 por 16 meses à taxa de juros simples de 12% a.t.?

Solução: PV = 500, n = 16 meses, i = 12% a.t. queremos saber FV. Pela equação (4) temos que FV = PV x (1 + i x n), logo FV = 500 x (1 + 0,12/3 x 16) = $ 820

Exercícios propostos

33. Você resolveu aplicar R$ 25.000,00, pelo prazo de 9 meses no Banco Sá Cana S.A. que está pagando 3,5% ao mês na operação. Determinar o valor dos juros re- cebidos após o término do período, sabendo-se que o banco utiliza o regime de capitalização simples. Resposta: R$ 7.875,00.

34. Quanto renderá de juros o capital de R$ 6.000,00 aplicado pelo prazo de cinco meses a uma taxa de 5% ao mês, considerando-se o regime de juros simples? Resposta: R$ 1.500,00

35. Determinar a taxa de juros aplicada a um capital de R$ 15.000,00, durante 4 me-

ses, sabendo-se que o rendimento de juros da aplicação foi de R$ 2.000,00 no re-

gime de juros simples. Resposta: 3,33% a.m.

7 Lembremos que a taxa de juros (i) geralmente é dada na forma percentual, mas para trabalharmos de- vemos convertê-la para a forma fracionária.

36.

Um capital de R$ 250.000,00, que é aplicado durante oito meses, rende de juros R$23.000,00. Determinar a taxa mensal e anual correspondente, considerando o regime de capitalização simples. Resposta: 1,15% a.m.; 13,80% a.a.

37. Um capital de R$ 90.000,00 aplicado pelo prazo de 180 dias obteve um rendi-

mento de R$ 3.250,00. Indaga-se: qual a taxa mensal, semestral e anual desta a- plicação, sob o regime de juros simples? Resposta: 0,6% a.m.; 3,61 a.s.; 7,22% a.a.

38. Sabendo que os juros de R$2.150,00 foram obtidos com a aplicação de R$16.740,00, à taxa de 9% ao trimestre, calcule o prazo dessa aplicação feita no regime de capitalização simples. Resposta: 4,28 meses.

39. Determinar a taxa anual proporcional das seguintes taxas: (a) 3% ao mês; (b) 9% ao bimestre; (c) 15% ao trimestre; (d) 30% ao semestre. Respostas:

36%;54%;60%60%.

40. Qual o juro exato de um capital de R$ 11.200,00 que é aplicado, no regime de capitalização simples, por 42 dias à taxa de 34% a.a.? Resposta: R$438,18.

41.Calcular o juro comercial correspondente ao exercício anterior. Resposta:

R$444,27.

42. Determinar a taxa mensal proporcional das seguintes taxas abaixo: (a) 20% ao ano; (b) 12% ao bimestre; (c) 20% ao trimestre; (d) 40% ao semestre. Respostas:

1,67%; 6%;6,67% e 6,67.

43. Calcular o valor do juro referente a um capital de R$ 1.000,00 aplicado nas se- guintes hipóteses abaixo:

a. 20% ao ano pelo prazo de cinco anos. Resposta: R$ 1.000,00;

b. 30% ao ano pelo prazo de sete meses. Resposta: R$ 175,00;

c. 20% ao semestre pelo prazo de quatro anos. Resposta: R$ 1.600,00;

d. 5% ao mês pelo prazo de dois anos. Resposta: R$ 1.200,00;

e. 10% ao bimestre pelo prazo de cinco meses. Resposta: R$ 250,00.

44. Determinar o prazo para um capital de R$ 6.500,00 render de juros R$ 260,00, sabendo que a taxa de aplicação foi de 1% ao mês. Resposta: 4 meses.

45. Qual o capital que à taxa de 2,5% ao mês, rende de juros R$ 1350,00 em 5 anos. Resposta: R$ 900,00

46. Calcule o montante da aplicação de um capital de R$ 55.800,00, pelo prazo de 18 meses, à taxa de 3% ao mês, sob o regime de capitalização simples. Resposta:

R$ 85.932,00.

47. Determine o montante das seguintes aplicações abaixo:

Capital Inicial

Taxa de Juros

Prazo

A R$ 3.800,00

9% a.t.

Cinco meses

B R$ 1.480,00

18% a.a.

Sete meses

C R$ 9.700,00

3,5% a.m.

Dois anos

D R$ 17.300,00

15% a.s.

Dois meses

Respostas: a) R$ 4.370,00; b) R$ 1.635,40; c) R$ 17.848,00; d) R$ 18.165,00.

48. Determinar o valor presente de um título cujo valor de resgate é de R$ 18.000,00, sabendo que a taxa de juros (simples) é de 4,5% ao mês e que faltam 7 meses para o seu vencimento. Resposta: R$ 13.688,21.

49. Determinar o valor presente dos títulos abaixo que tem os seguintes valores e prazos de resgate.

Montante

Taxa de Juros

Prazo

A R$ 12.000,00

22% a.t.

Cinco meses

B R$ 26.000,00

5% a.a.

Sete meses

C R$ 69.000,00

13% a.m.

Um semestre

D R$ 87.000,00

7% a.b.

Dois anos

Respostas: a) R$ 8.780,48; b) R$ 25.263,15; c) R$ 38.764,04; d) R$ 47.282,60.

50. Um determinado capital, aplicado durante oito meses, à taxa de 19% ao ano, no regime de juros simples, rende R$ 1.600,00 de juros. Calcule o montante ao final

dos oito meses. Resposta: R$ 14.231,58

51.

Uma pessoa obtém um empréstimo de R$ 9.000,00 com um amigo e se com-

promete a pagar um montante R$ 17.000,00 após três anos. Determinar as taxas mensal, semestral e anual de juros cobrada. Resposta: 2,47% a.m, 14,82% a.s. e

29,63% a.a.

52. Uma loja ofereceu um carro por R$ 18.000,00 à vista, ou 25% de entrada e mais

um pagamento de R$ 30.000,00 após dois anos. Qual foi a taxa anual de juros co-

brada nessa operação, sabendo que foi adotado o regime de juros simples? Res- posta: 61,11% a.a.

53. Determinar quanto renderá de juros um capital de R$ 2.500,00 aplicado à taxa de 14% ao ano, durante nove meses, no regime de juros simples. Resposta: R$

262,50

54. Um capital de R$ 12.780,00, aplicado durante 19 meses, rendeu de juros

R$1.160,35. Determinar a taxa anual considerando que a aplicação foi feita em

regime de capitalização simples. Resposta: 5,73% a.a.

55. Calcule o prazo de vencimento de uma operação de empréstimo cujo principal

foi de R$ 2.500,00, sabendo-se que a taxa de juros contratada foi de 1,3% a.m.e que o valor a ser pago foi de R$ 3.735,00. Considere que a operação está sendo realizada hoje. Resposta: 38 meses.

56. Em quantos dias um capital de R$ 25.000,00 produzirá juros de R$ 2.700,00 a

uma taxa de 3% ao mês, sendo simples o regime de capitalização. Resposta: 100 dias.

57. Calcule o montante que resulta da aplicação de um capital de R$ 1.450,00, pelo

prazo de 64 dias, à taxa de juros de 3,7% ao mês, considerando o regime de juros simples. Resposta: R$ 1.564,45.

58. Uma loja faz uma promoção com o intuito de aumentar as vendas de um deter- minado produto que normalmente custa R$ 630,00. As opções promocionais de compra oferecidas são as seguintes: (a) Desconto de 5% para a compra à vista; (b) Entrada de R$ 100,00 e mais um pagamento de R$ 650,00 após um ano; (c) Um único pagamento de R$ 680,00 dois meses após a data de aquisição. Consi- derando que seja possível obter uma taxa de juros simples de 20% ao ano para a- plicações, determine, do ponto de vista do comprador, qual é a melhor das opções oferecidas pela loja? Resposta: alternativa A; o valor presente em cada uma das opções é R$598,50; R$641,67; R$ 658,00.

59. Quanto tempo deve permanecer aplicado um capital para que o juro seja igual a

5 vezes o capital, se a taxa de juros simples for de 16% a.a.? Resposta: 31 anos e três meses.

60. Um fazendeiro possui um estoque de 1.500 sacas de café e, na expectativa de al-

ta de preço do produto, recusa a oferta de compra desse estoque à razão de R$ 310,00 por saca. Quatro meses mais tarde, forçado pelas circunstâncias, vende o estoque por um valor 15% menor do que àquele que recusara anteriormente. Con-

siderando que a taxa de juros de mercado é de 4% a.m., calcule o prejuízo real do fazendeiro na data da venda da mercadoria, utilizando o regime de capitalização simples. Resposta: R$ 144.150,00.

61. Um determinado capital, acrescido dos seus juros simples de nove meses, resulta

em R$ 24.590,50. O mesmo capital, acrescido dos seus juros simples de 15 me- ses, resulta em R$ 28.517,50. Calcule o capital e a taxa de juros simples mensal Resposta: R$ 18.700,00 e i = 3,5% a.m.

62. Dois amigos de trabalho resolveram aplicar suas economias em um banco. João

aplicou R$ 13.400,00, ao passo que Batista aplicou apenas R$ 9.500,00, ambos mantiveram os valores aplicados a juros simples por um período de três meses. Qual a taxa obtida por João se Batista, conseguiu a 2,5%¨a.m., e seus rendimen- tos foram de R$533,70 menos que obtido por João? Resposta: 3,1% a.m.

63. Uma empresa liquidou, com atraso de 18 dias, uma duplicata cujo valor nominal é de R$ 20.000,00. Sabendo que a taxa de juros de mora cobrada pelo banco (também conhecida por comissão de permanência) é de 8% a.m., calcule o mon- tante necessário para a liquidação da duplicata. Resposta: R$ 20.960,00.

64. Calcule a remuneração obtida sobre um capital de R$7.300, aplicado durante 19 meses, à taxa de juros simples de 62% a.a. Resposta: R$7.166,17.

65. Um capital de R$5.000 foi dividido em três parcelas, as quais foram todas apli-

cadas pelo prazo de um ano. A primeira parcela foi aplicada a juros simples de 4% a.t., a segunda a juros simples de 6% a.t. e a terceira a juros simples de 10% a.t. Se o rendimento da primeira parcela for de R$192,00 e o rendimento das três

parcelas totalizar R$1.472,00 calcule o valor de cada parcela. Resposta: R$1.200,

$ 1.500 e $ 2.300.

66. Calcule o prazo necessário para quadruplicar um capital aplicado a juros simples

e mensais de 7%. Resposta: 42,86 meses.

67. O valor de resgate de um título é 140% maior que o valor da aplicação. Conside- rando de 30% ao ano a taxa de juros simples, calcule o prazo da aplicação. Res- posta: 16 meses.

CAPÍTULO 4- DESCONTO

De uma maneira geral, desconto pode ser definido como a diferença entre o va- lor futuro de um título (valor de face) e o seu valor na data da operação (valor atual). Desconto é, portanto, o abatimento concedido quando ocorre o resgate antecipado de um título de crédito, isto é, resgate antes do vencimento do título. Matematicamente tem-se que:

D = FV

PV

onde D é o valor do desconto, FV o valor nominal (ou futuro) do título ou valor de res- gate e PV o valor presente na data da operação.

Desconto comercial ou “por fora”

De acordo com a definição de Mathias & Gomes (1996, p.62), o desconto co- mercial ou “por fora” é obtido pelo cálculo dos juros simples, sobre o valor nominal do compromisso, o qual será saldado n períodos antes de seu vencimento. Partindo da definição, o cálculo do desconto comercial (D c ) é feito da seguinte

forma:

D

c =

FV

i

n

.

O cálculo do valor descontado (PV) pode ser feito da seguinte forma:

Desconto bancário

PV

=

VF

D

c

PV

=

FV

(

1

i

n)

Os bancos praticam o desconto comercial, mas, devido às despesas e custos en- volvidos na operação (despesas administrativas), acrescem uma taxa prefixada a ser cobrada sobre o valor nominal. Assim, de acordo com a definição anterior, para calcular o desconto bancário (D b ) é necessário conhecer, também, a taxa de despesas administrativas (h) cobrada pelo banco, além, é claro, da fórmula do desconto comercial (D c ).

Ou, ainda,

D

b

=

D

c

+ (

FV

h

)

D

b

=

FV

D

b =

VF

i

n

(i

+

n

FV

+

h)

h

,

sendo o valor descontado bancário (PV)

PV

=

VF

Exercícios de fixação

Exercícios resolvidos

D

b

PV

=

VF

(1

i

n

+

h)

68. Qual o valor do desconto comercial de um título de R$ 2.000,00, com vencimen- to para 30 dias, à taxa de 2,5% ao mês?

Solução: FV = 3600,00; n = 30 dias = 1 mês; i = 2,5% ao mês

D

c

=

FV

i

n

D

c

= 3600

0,025 1 = 90,00

69. Um título de R$7.800 foi descontado no Banco Xis, cuja taxa referente às despe- sas administrativas é de 2%. Sabendo que o título foi descontado 4 meses antes de seu vencimento e que a taxa corrente em desconto comercial é de 45% a.a., qual o desconto bancário? Quanto recebeu o proprietário do titulo?

Solução:

D

b

=

FV

(

i

V

b

Exercícios propostos

n

+

h

=

FV

)

D

b

D

b

=

7800 (0,45 12 4 + 0,02) = 1.326,00

= 7.800,00 1.320,00 = 6.474,00

70. Qual o valor do desconto bancário de um título de R$ 2.000,00, com vencimento para 30 dias, à taxa de 2,5% ao mês? R: 50,00

71.Calcule a taxa mensal de desconto comercial utilizada numa operação de 38 dias cujo valor de resgate é de R$ 1.150,00, sendo o valor atual de R$ 1.120,87. Resposta: 2% a.m.

72. Uma duplicata no valor de R$ 6.800,00 é descontada por um banco (desconto

comercial), gerando um crédito de R$ 6.256,00 na conta do cliente. Sabendo-se

que a taxa cobrada pelo banco é de 2,0% ao mês, determinar o prazo do venci- mento da duplicata? Resposta: 4 meses.

73. Um título de R$ 7.340,00 é descontado à taxa de 5,3% ao mês, 13 dias antes do

seu vencimento. Calcule o valor do desconto comercial e o valor depositado na conta do cliente. Respostas: R$ 168,58 e R$7.171,42,00.

74. Uma duplicata de R$ 8.240,00 com 23 dias a decorrer até o seu vencimento, foi

descontada por um banco (desconto comercial) à taxa de 3,4% ao mês. Calcule o valor líquido entregue ao cliente. Resposta: R$ 8.025,21.

75.

O desconto de uma duplicata no valor de R$ 3.500,00, com nove dias a vencer,

gerou um crédito de R$ 3.468,50 na conta do cliente. Determine a taxa mensal de desconto, de acordo com o desconto comercial. Resposta: 3% a.m.

76. Calcule o valor líquido, referente à duplicata cujo valor nominal é de

R$4.360,00, e que foi descontada (pelo método do desconto comercial) 22 dias antes do seu vencimento, junto a uma instituição financeira, cuja taxa de desconto

simples é de 6% ao mês. Resposta: R$4.168,16

77. Calcule o valor líquido, referente à duplicata cujo valor nominal é de

R$8.760,00, e que foi descontada 25 dias antes do vencimento. A instituição fi- nanceira adota o desconto comercial e cobrou uma taxa de juros simples de 15% ao bimestre. Resposta: R$ 8.212,50

78. Calcule o valor do desconto bancário numa operação onde o valor nominal é de $ 27.000 e o prazo de antecipação é de 116 dias. Considere juros correntes de 25,6% a.a. e taxa administrativa de 1,8%. Resposta: R$ 2.713,20.

79. O Sr. Daniel deseja comprar um carro e solicitou a uma instituição bancária um empréstimo a ser pago em 2 meses, totalizando R$47.000,00. Sabendo que o Banco Arapuka S.A. cobra 3,5% de taxa de administração e que a taxa de juros de mercado é de 29,4% a.a., determine o preço do carro sabendo que o valor recebido era exatamente igual ao valor creditado pelo banco. Resposta: R$43.052,00

80. Um banco anuncia que sua taxa de juros é a menor do mercado, cobrando apenas

2,5% de taxa de administração. No comercial de televisão diz que se o cliente so- licitar $ 15.000 para pagamento seis meses após, terá um desconto de apenas R$3.500,00. Qual é a taxa de juros comercial considerada? Resposta: 3,47% a.m.

81. João pediu um empréstimo de R$5.000 para pagamento em quatro meses, rece-

beu líquido $ 4.291,67. Ao indagar o gerente do banco sobre a taxa de juros prati- cada pela instituição, recebeu a explicação de que o banco utilizou a taxa de 24,5% a.a., acrescida de uma taxa de serviço. Calcule o valor da taxa de serviço

que o banco aplicou na operação. Resposta: 6% a.m.

82. Um título que vence daqui a 60 dias, no valor de R$20.000, foi descontado por

R$18.753,00 (valor atual comercial). Qual a taxa de desconto aplicada na opera- ção? Resposta: 3,12% a.m.

83. Uma empresa, passando por um problema financeiro momentâneo, decidiu des-

A duplicata tinha venci-

mento para daqui a cinco meses. Se a taxa de juros for de 25% a.a. e a taxa de serviço de 2,5%, qual será o valor líquido a ser recebido pela empresa? Resposta:

R$ 6.270,00.

contar uma duplicata de $ 7.200 no Banco Traça S.A

84. O Banco Falência S.A. oferece empréstimos pessoais a uma taxa de 5% a.m. de

desconto comercial e 2% de despesas administrativas. Se uma pessoa necessita de

R$7.000,00 agora, para pagar daqui a três meses, qual deve ser o valor do com- promisso assumido? Resposta: R$ 8.433,73.

85. Uma duplicata cujo valor nominal é de R$285.000,00 é descontada cinco meses

antes de seu vencimento. Considerando uma taxa simples de 8% ao semestre, cal- cular o valor do desconto e o valor liberado desse comercial. Resposta: D C = R$19.000,00; PV = $ 266.000,00.

86. O Sr, Roberval possui um título cujo valor nominal é de R$20.000,00 com ven-

cimento para três meses. Para obter esse dinheiro imediatamente a partir do título, ele pode vender o papel por $ 19.500 a um particular ou descontá-lo, comercial- mente, em um banco, o qual aplica uma taxa mensal de desconto de 1% a.m Qual transação é mais vantajosa para o proprietário? Resposta: venda para o par-

ticular.

87. Uma duplicata cujo valor nominal é de R$20.000,00 foi descontada comercial-

mente 120 dias antes do vencimento. Considerando que o valor líquido liberado foi de $ 18.000 e sabendo que foi cobrada uma comissão de 2% sobre o valor nominal do título, calcule a taxa mensal de desconto da operação. Resposta: 2% a.m.

88. Uma duplicata, cujo valor nominal é de $ 65.300, foi descontada num banco dois

meses antes de seu vencimento. Sendo de 2,65% ao mês a taxa de desconto, usa- da na operação, calcular o valor do desconto e o valor descontado (líquido). Con-

sidere que o banco cobra 1,3% sobre o valor nominal do título, descontados inte- gralmente no momento da liberação dos recursos, como despesa administrativa. Resposta: R$4.309,80 e R$60.990,20.

89. O valor líquido de R$44.200,00 foi creditado na conta do cliente que descontou

um título de R$53.500,00. Sabendo-se que foi adotada a taxa de desconto comer- cial de 2,7% ao mês, determine o prazo de antecipação do título. Resposta: 6,44 meses.

90. Um banco desconta um título de valor nominal de $ 36.000,00, 80 dias antes de

seu vencimento. Nesta operação, o banco cobra 35% ao ano de taxa de desconto bancário e 2,3% de despesa administrativa. Calcule o valor líquido liberado ao cliente. Resposta: R$32.372,00

91. Calcule o valor do desconto bancário para um título de R$69.000,00, cujo prazo

de antecipação é de 40 dias, sendo 70% a.a. a taxa de desconto comercial e 1,9% a taxa de despesas administrativas. Resposta: R$6.677,67.

CAPÍTULO 5- CAPITALIZAÇÃO COMPOSTA

Neste capítulo será abordado o conceito de juros compostos, bem como o regime de capitalização que dele resulta. Os conceitos básicos relativos ao Regime de Juros Compostos ou Regime de Capitalização Composta serão apresentados de forma simples e didática. Na seqüência serão apresentadas várias aplicações práticas onde tal regime é usado, sempre considerando a HP-12C como ferramenta de trabalho. As aplicações a serem abordados são: taxas equivalentes, valor nominal e valor atual, taxa nominal e taxa efetiva.

Definições Básicas

O regime de juros compostos é o mais comum e amplamente adotado no sistema financeiro e no cálculo econômico. A capitalização composta é aquela em que a taxa de juros incide sempre sobre o capital inicial, acrescido dos juros acumulados até o período anterior. Desse modo, o juro gerado pela aplicação será incorporado ao principal, pas- sando a integrar o capital a ser remunerado pelos juros do período seguinte. Nota-se que neste regime de capitalização a taxa varia exponencialmente em função do tempo. Co- mo o regime composto é o padrão adotado pelo mercado, é fundamental compreender seu funcionamento para compreender as operações realizadas no mercado financeiro nacional. Para introduzir o conceito de capitalização composta, podemos começar com um exemplo de cunho prático. Suponhamos que um capital (PV)) é aplicado a juros com- postos (taxa i) por um período de três meses (n).

Na data do investimento o valor aplicado é simplesmente PV;

Ao final do primeiro mês, os juros da aplicação são calculados como J 1 = i x PV

Ao final do segundo mês, os juros da aplicação são calculados como J 2 = i x (PV + J 1 ) , ou seja, J 2 = i x (1 + i) x PV;

Ao final do terceiro mês, os juros da aplicação são calculados como J 3 = i x (PV + J 1 + J 2 ) = i x [PV + i x PV + i x (1 + i) x PV] , ou ainda, J 3 = i x [(1 + i) + i x (1 + i)] x PV = i x (1 + i) 2 x PV

Ao final do terceiro mês de aplicação, o valor a ser recebido (FV) será tal que

FV = PV + J Total =

PV + i x PV + i x (1 + i) x PV + i x (1 + i) 2

x PV

ou FV = { (1 + i) + i x (1 + i) + i x(1 + i) 2 } x PV FV = { (1 + i) x (1 + i) + i x (1 + i)2} x PV = {(1+i) x (1 + i) 2 } x PV FV = PV(1+i) 3 Para ilustrar melhor o exemplo, consideremos o montante inicial de R$1.000,00, a- plicado à taxa de 4% ao mês, durante 3 meses.

n

Capitalização Simples

Capitalização Composta

Juros por período

Montante

Juros por período

Montante

1

1.000,00 x 0,04 = 40,00

1.040,00

1.000,00 x 0,04= 40,00

1.040,00

2

1.000,00 x 0,04 = 40,00

1.080,00

1.040,00 x 0,04= 41,60

1.081.60

3

1.000,00 x 0,04 = 40,00

1.120,00

1.081,60 x 0,04= 43,26

1.124.86

PV = 1.000,00

FV 1 = 1.000,00 + (0,04 x 1.000,00) = 1.000,00 (1+ 0,04)

FV 2 = FV 1 (1 + 0,04) FV 2 = 1.000,00 (1 + 0,04) (1 + 0,04) FV 2 = 1.000,00 (1 + 0,04) 2

FV 3 = FV 2 (1 + 0,04) FV 3 = 1.000,00 (1 + 0,04) 2 (1 + 0,04) FV 3 = 1.000,00 (1 + 0,04) 3

Observa-se que o montante produzido nesta aplicação foi de R$ 1.124,86. O ra- ciocínio apresentado para a aplicação de três períodos pode ser generalizado para um número n de períodos de capitalização. O resultado encontrado pode ser escrito da se- guinte forma:

FV = PV

Na equação acima, VF é o montante ou valor futuro — o valor que será sacado ao final da aplicação — PV é o valor presente ou inicial, n representa o número de períodos de capitalização e i é a taxa de juros.

(

1 + i

) n

.

Valor atual

Para calcular o valor atual basta que isolemos o capital, isto é,

VP =

(

VF

1 + i

) n

É importante enfatizar que o valor atual pode ser calculado em qualquer data

focal inferior à do montante. Não precisa ser, necessariamente, a data zero.

Diagrama de Fluxo de Caixa

O regime de capitalização composta pode ser mais facilmente compreendido

com o uso do diagrama de fluxo de caixa. Conforme foi dito no capítulo 1 desse livro, a natureza dos problemas financeiros está sempre associada à idéia de troca temporal de fluxos financeiros. É bastante usual expressar esta troca utilizando uma forma simples de representação gráfica, a qual é denominada diagrama de capital no tempo ou fluxo de caixa.

2 3 0 1 n n-1
2
3
0
1
n
n-1
2 3 0 1 n n-1 Evolução Temporal

Evolução Temporal

Os

for-

mados pelos se-

guintes elemen-

dia-

gramas

são

tos,

conforme

a

figura

acima:

uma

linha

hori-

 

37

zontal representando o tempo, setas indicando a entrada (setas voltadas para cima) ou saídas (setas voltadas para baixo) de recursos. Apesar de simples o diagrama pode ser muito útil da resolução de problemas envolvendo séries de pagamentos. O fluxo de cai- xa do aplicador do exemplo anteriormente apresentado é

Usando a HP-12C

As teclas abaixo são pré-programadas na HP-12C para resolver a equação

FV = PV

(

1 + i

) n

.

Tecla

Nome

n
n

Número de períodos

i
i

Taxa de juros

PV
PV

Valor Presente

FV
FV

Valor Futuro

O exemplo da aplicação inicial de R$1.000,00, aplicado à taxa de 4% ao mês, durante 3 meses pode ser resolvido via HP-12C utilizando a seguinte seqüência:

1. Ligue a calculadora pressionando a tecla

pressionando

f
f

e, em seguida,

FIN ;
FIN
;
ON
ON

e limpe a memória financeira

2. Deixar sempre ativado no visor o C. Esta função serve para calcular quando

prazo não é inteiro. Para isso, basta pressionar verá aparecer o C.

STO
STO

e

EEX
EEX

o

. No visor de-

3. Digite 1000, pressione

e pressione

i ;
i
;
CHS
CHS

e pressione

PV
PV

; digite 3 e pressione

n
n

; digite 4

4. Agora pressione

FV
FV

e o visor indicará 1.124,86 como resposta.

Períodos fracionários de tempo na HP -12C

Para que a HP trabalhe com períodos fracionários de tempo (n), deverão ser

. No visor aparecerá a letra “C” que deverá ser

conservada. Quando “C” não estiver visível no visor da máquina, a HP fará os cálculos como base na convenção linear, isto é, os juros serão calculados de acordo com o regime de

pressionadas as teclas

STO
STO

e

EEX
EEX

capitalização composta para períodos inteiros e de acordo com o regime de capitaliza- ção simples para períodos fracionários.

Taxa efetiva e Taxa Nominal

Os conceitos de taxa efetiva e taxa nominal decorrem da situação em que o perí- odo de capitalização não coincide com o período a que a taxa se refere. A taxa nominal é uma taxa declarada ou taxa cotada; não incorpora capitalizações. A taxa efetiva equi- valente é a resultante das capitalizações feitas com a taxa nominal. Os conceitos de taxa nominal e efetiva podem ser mais bem esclarecidos com um exemplo. Considerando uma aplicação que paga juros nominais de 6% ao ano; a taxa mensal proporcional será de 6%/12 = 0,5%. Uma aplicação de R$1.000,00 ao final de um ano, considerando a capitalização mensal, renderá o montante de

ou

6,87%. No exemplo dado, 6% a.a. é a taxa nominal, 0,5% a.m. é a taxa proporcional e

6,78% é a taxa efetiva.

(1

+

.005)

12

1068,60

1000 =

1.000

=

1.061,68

. Logo a taxa efetiva será de

1000

0,0687

Exercícios de fixação

Exercícios resolvidos

92. Calcule o montante de uma aplicação de R$ 1.000,00 pelo prazo de 9 meses à uma taxa de 4% ao mês, no regime de juros compostos.

Solução: FV = (1 + 0,04) 9 1000 = 1.423,31 ou f FIN 1000 CHS
Solução:
FV =
(1
+
0,04)
9 1000
=
1.423,31
ou
f
FIN
1000
CHS
PV
4
i 9
n FV

93. Determine a taxa anual equivalente a 2% ao mês

12 1 Solução: (1 + 0,02) ou x 1,02 Enter 12 y 1 -
12 1
Solução: (1
+
0,02)
ou
x
1,02
Enter
12
y
1
-

=

0,2682

ou 26,82% a.a.

94. Um capital de R$ 1.000,00 foi aplicado por 3 anos, à taxa nominal de 10% a.a. com capitalização semestral. Calcular a taxa efetiva anual e o montante resgata- do.

Solução:

FV =

1000

1

+

0,10

2

6

=

1.340,10

e

10,25% ao ano. A taxa efetiva da operação é

34,10% em três anos.

i

a

=

1

+

1.340,10

0,10

1.000,00 =

2

2

1

=

0,1025 ou

0,3401

ou

1.000,00

Exercícios propostos

95. Determine o montante (valor futuro) das seguintes aplicações abaixo, conside- rando o regime de juros compostos.

Capital Inicial

Taxa de juros

Prazo

A R$ 15.000,00

12% a.a.

3 anos

B R$ 11.000,00

5% a.m.

7 meses

C R$ 19.000,00

10% a.t.

3 trimestres

D R$ 27.000,00

15% a.s.

4 semestres

Respostas: R$21.073,92; R$15.478,10; R$25.289,00; R$47.223,17

96. Dona Maria tem um empréstimo que vencerá em um prazo de dois anos. Na data

do vencimento ela terá de desembolsar o valor de R$ 5.000,00, referente ao valor que tomou emprestado hoje, acrescido dos juros devidos. A taxa contratada foi de 4,5% ao mês, no regime de juros compostos. Calcule o valor que Dona Maria to- mou emprestado. Resposta: R$1.738,52.

97. Determine o valor presente dos seguintes títulos abaixo, no regime de juros compostos:

 

Montante

Taxa de juros

Prazo

A

R$ 10.000,00

15% a.a.

5 anos

B

R$ 91.000,00

4% a.m.

8 meses

C

R$ 15.000,00

12% a.t.

9 trimestres

D

R$ 58.000,00

20% a.s.

15 semestres

Respostas: R$4.971,77; R$66.492,81; R$5.409,15; R$3.764,52.

98. Uma loja financia uma geladeira cujo valor (à vista) é de R$ 700,00 nas seguin-

tes condições: sem entrada e pagamento em uma única prestação de R$ 900,00 no final de 6 meses. Qual a taxa mensal, semestral e anual equivalente cobrada pela loja? Resposta: 4,28% a.m.; 28,57% a.s e 65,31% a.a.

99. Determine o montante, no final de 3 anos, resultante da aplicação de um capital de R$ 10.000,00 à taxa de 4% ao mês. Resposta: R$41.039,33.

100. Carlos aplicou parte de suas economias em um fundo bancário. O dinhei-

ro permaneceu aplicado por três anos. Ao verificar o saldo da aplicação, Carlos viu que tinha R$7.200,00. Sabendo que a taxa do fundo foi fixa de 2% ao mês, calcule o total de juros que Carlos ganhou com a operação. Resposta:

R$3.670,39.

101. A Imobiliária Fim da Linha está oferecendo aos seus clientes um imóvel

pelo valor de R$185.000,00 à vista. Uma outra possibilidade oferecida para o mesmo bem é R$85.000,00 de entrada e mais uma parcela de R$110.000,00 no final de 4 meses. Sabendo que no mercado financeiro a taxa de juros (composta) das aplicações financeira gira em torno 1% ao mês, determine a melhor opção pa- ra um interessado que possua recursos disponíveis para comprar o imóvel. Res- posta: aplicando R$100.000,00, após 4 meses serão obtidos R$104.060,40; por- tanto é mais vantajoso comprar o imóvel à vista.

102. D. Joaquina planeja comprar um carro daqui a dois anos. Quanto ela deve

aplicar hoje para que possa comprar um carro no valor de R$ 25.000,00 no prazo desejado? Considere a taxa de juros (composta) obtida no mercado financeiro de

1,5% ao mês. Resposta: R$17.488,60.

103. O Sr. Luis Otávio aplicou R$ 5.000,00 em um fundo bancário. Ao final

de 3 meses ele verificou que seu saldo do fundo era de R$5.788,13. Calcule o rendimento mensal médio obtido pelo fundo. Resposta: 5% a m.

104. Determine a taxa de juros obtida por um aplicador que investiu a quantia

de R$1.000,00 e resgata os montantes nas seguintes hipóteses: (a) R$ 1.104,08 no prazo de 7 meses; (b) R$ 2.073,60 no final de 7 anos; (c) R$ 1.355,13 no final de 3 trimestres. Respostas: (a) 1,42% a.m.; (b) 10,98% a.a.; (c) 10,66% a.t.

105. Calcule o prazo de um empréstimo de R$ 55.000,00 para ser liquidado,

em um único pagamento, de R$ 110.624,65. A taxa contratada é de 15% ao se-

mestre. Resposta: 5 semestres.

106. Um empréstimo de R$ 3.000,00 pode ser liquidado em um único paga-

mento nas seguintes hipóteses abaixo: (a) R$ 3.374,59 com a taxa de 4% ao mês; (b) R$ R$5.184,00 com a taxa de 20% ao ano; (c) R$ 4.831,53 com a taxa de 10% ao semestre. Calcule o prazo de cada uma das operações acima descritas. Respostas: (a) 3 meses; (b) 3 anos; (c) 5 semestres.

107. Calcule a taxa mensal de uma aplicação capaz de dobrar o capital inves-

tido após nove meses de aplicação. Resposta: 8,01% a.m.

Taxas equivalentes

No regime de capitalização composta, a taxa equivalente tem de ser obtida pela equivalência das taxas. Duas taxas de juros são equivalentes quando, considerando o mesmo prazo de aplicação e o mesmo capital, as duas taxa promovam rendimentos i- guais. Por exemplo, a taxa anual de 10% é equivalente à taxa mensal de 0,7974%. Um capital de R$1.000,00 aplicado por um ano à taxa de 10% a.a. resultará em um valor futuro de R$1.100,00. Da mesma forma, R$1.000,00 aplicado por doze meses a 0,7974% a.m. resultará em um valor futuro de R$1.100,00. De acordo com a definição acima, uma taxa mensal i m é equivalente à anual i a

se:

PV

(

1

+ i

a

)

= PV

(

1

+ i

m

)

12

(

1

+ i

a

)

=

(

1

+ i

m

)

12

Assim sendo, é possível obter a taxa anual a partir da mensal utilizando a seguin- te equação:

i

a

=

(1

+

i

m

)

12

1 .

Para obter a taxa mensal a partir da anual tem-se:

i

m

=

(1

+

i

a

)

1 12

1 .

É possível generalizar os resultados acima com a seguinte equação:

Q i = (1+ i ) T 1 Q T
Q
i
= (1+
i
)
T
1
Q
T

;

Onde i Q e Q são, respectivamente, a taxa que se deseja calcular e o período de tempo ao qual ela se aplica; já i T e T são, respectivamente, o a taxa conhecida e o prazo para o qual a taxa se aplica.

OBSERVÇÃO IMPORTANTE : Algumas operações realizadas no mer- cado financeiro utilizam dias corridos e outras dias úteis. No caso de dias corridos, por convenção, utilizamos o ano com 360 dias (mês de 30 dias) . No caso de dias úteis, utilizanos o ano de 252 dias (mês de 21 dias úteis). Somente utilizar dias úteis quando estiver especificado no exercí- cio.

Programando a HP-12C para o cálculo de taxas equivalentes

A tabela abaixo apresenta todos os passos necessários para inserir em uma calcu- ladora financeira HP-12C um programa para calcular taxas equivalentes de juros Outras marcas de calculadoras, notadamente a Aurora Fn1000, podem ser pro- gramadas com pequenas adaptações nas teclas utilizadas. Note-se que podem existir várias formas de se impostar o mesmo programa na calculadora. Assim, caso você já tenha um programa instalado para o mesmo fim, não há necessidade de inserir o que agora se apresenta. Para o cálculo de taxas equivalentes, a calculadora HP-12C deverá estar ajustada para trabalhar com períodos fracionários de tempo: no visor deverá aparecer a letra “c”.

Programa para cálculo de taxas equivalentes

 

HP-12C

Comentário

f

R/S (P/R)

Entra no módulo de programação

f

PRGM

Limpa os programas existentes

1

1

Enter

Introduz ENTER

Enter

Introduz ENTER

RCL i

Recupera o conteúdo do registro i

%

Extrai a porcentagem

+

Adiciona o conteúdo do registro y ao registro x

RCL PV

Recupera o conteúdo de PV

RCL FV

Recupera o conteúdo de FV

/ (dividir)

Divide o conteúdo do registro y pelo conteúdo do registro x, no caso PV por FV

Y

x

Eleva o conteúdo do registro y pelo conteúdo x

%

Encontra a variação percentual

g

GTO 00

Vai para a linha zero (00) da progra- mação

f

R/S (P/R)

Volta ao módulo de operação

Exercícios de fixação

Determine a taxa anual equivalente a 2% ao mês

2 i – Note que não usamos a forma fracionária para entrar com o valor da taxa de juros

1 FV 12 PV R/S 26,82

Exercícios propostos

108. Determine as seguintes taxas equivalentes: (a) taxa anual equivalente a

5% ao mês; (b) mensal equivalente a 25% ao ano; (c) bimestral equivalente a 3% ao mês; (d) anual equivalente a 0,062% ao dia; (e) diária equivalente a 30% ao ano; (f) taxa para 150 dias úteis, equivalente a 35% ao ano (252 dias úteis); (g) taxa para 691 dias úteis, equivalente a 2,0% ao mês (21 dias úteis); (h) taxa para 25 dias úteis, equivalente a 15% ao trimestre (63 dias úteis). Respostas: (a) 79,59% a a ;(b) 1,88% a m ;(c) 6,09% a b ;(d) 25% a a ;(e) 0,07% a d; (f) 19,56%

p

/ 150 dias úteis;(g) 91,86% p/ 691 dias úteis;(h) 5,70% p/ 25 dias úteis.

109.

Calcule o valor de resgate de uma aplicação de R$ 24.000,00, conside-

rando 9 meses de prazo e uma taxa efetiva de 25% ao ano. Resposta:

R$28.372,25.

110. Uma aplicação, cujo prazo de vencimento é de 3 meses, deverá ser resga-

tada por R$ 5.000,00. Sabendo que a taxa efetiva para tal aplicação é de 30% ao ano, determine o valor aplicado. Resposta: R$4.682,57.

111. A financeira Fim de Festa emprestou ao Sr. Manoel R$ 80.000,00 hoje.

Ao final 6 meses a empresa receberá R$ 95.000,00. Calcule as taxas mensal, se- mestral e anual equivalentes desse empréstimo. Respostas: 2,91% a.m.; 18,75% a.s.; 41,02% a.a.

112. Determinar o montante produzido pela aplicação de R$ 7.000,00, à taxa

efetiva de 90% ao ano (252 dias úteis), pelo prazo de 300 dias úteis. Resposta: R$

15.029,60

113.

Dona Maria possui um título que vencerá no prazo de um ano, sendo que

o

valor de resgate do papel é de R$ 2.000,00. Foi oferecida a ela uma proposta

para trocar aquele título por outro, com vencimento daqui a 7 meses, sendo o va- lor de resgate de R$ 1.600,00. Considerando que a taxa composta no mercado fi- nanceiro gira ao redor de 35% ao ano, a troca seria vantajosa para Dona Maria? Resposta: a proposta não é financeiramente vantajosa.

114. O Sr. Guilherme aplicou a quantia de R$ 2.000,00, pelo prazo de 193 di-

as úteis, à taxa de 25% ao ano (252 dias úteis). Calcule o saldo que ele deve ter

no fundo. Resposta: R$ 2.372,74.

115. O Sr. Jacob deseja aplicar parte de suas economias e analisa três propos-

tas: (a) aplicar em um CDB pré-fixado de 30 dias com taxa de 30,00% ao ano; (b) aplicar em uma caderneta de poupança com rendimento de 2,5% ao mês; (c) apli- car em um CDB pré-fixado de 60 dias com taxa de 10% ao semestre. Qual das al- ternativas é a melhor opção de investimento? Resposta: a poupança é a melhor al- ternativa.

116. Severina fez aplicação de R$ 150.000,00 que rendeu de juros R$

32.325,94. Sabendo que a taxa de juros foi de 79,5856% ao ano, determine o pe- ríodo mensal que durou a aplicação. Resposta: 4 meses.

117. Seu Zuzu aplicou R$ 2.500,00 em um fundo de investimentos e resgatou

R$ 3.000,00 após de 120 dias. Determinar as taxas diária, mensal e anual desta

aplicação. Resposta: 0,15% a.d.; 4,66% a.m.; 72,80% a.a.

118. O gerente de um banco apresentou a um cliente duas aplicações financei-

ras. A primeira tem rentabilidade de 35% ao ano, ao passo que a segunda oferece 8% ao trimestre. Qual é a melhor alternativa para o cliente? Resposta: a segunda, pois paga 36,05% ao ano.

119. Uma geladeira é vendida nas Lojas Arapukã nas seguintes condições: R$

600,00 podendo ser paga em até 2 meses, ou seja, o comprador tem 2 meses co- mo limite para efetuar o pagamento. Entretanto, para pagamento à vista, a loja o- ferece um desconto de 10%. Sabendo que a taxa do mercado financeiro é 70% ao ano, vale a pena comprar à prazo? Resposta: ao optar por pagar à prazo, o cliente poderá aplicar R$600,00 por dois meses e obterá R$655,48; ficando com R$55,48. Pagando à vista, o cliente aplicará o desconto de R$60,00 e ao final de 2 meses terá R$65,55. Logo a opção à vista é mais interessante.

120. Dona Nilza aplicou R$ 1.300,00 em um fundo de investimentos. Como

conseqüência, após 3 anos ela resgatou de R$ 6.386,90 do referido fundo. Deter- mine a taxa (composta) equivalente mensal, anual e semestral obtida por Dona Nilza. Resposta: 4,52% a.m.; 70,00%a.a.; 30,38% a.s.

121. Camila deseja comprar um automóvel cujo valor é R$ 60.000,00. Quan-

to ela deve aplicar hoje para comprar o carro em dois anos? Observe que o banco ofereceu a ela uma aplicação cuja taxa mensal é de 2,5%. Resposta: R$33.172,52.

122. Quanto um investidor deve aplicar hoje para obter R$10.000,00, de juros,

ao final de cinco anos? Considere uma taxa de juros compostos de 30% a.a.

Resposta: R$3.686.05.

123. Dona Celina aplicou R$1.000,00 em um fundo de investimentos e resga-

tou R$1.076,89 após três meses. Calcule a taxa mensal de juros de tal aplicação. Resposta: 2,5%. a. m

124. Uma aplicação oferece taxa nominal de 12% a.a., mas é capitalizada tri-

mestralmente. Calcule a taxa efetiva anual da aplicação. Resposta: 12,55% a a

125. Marcos aplicou R$ 25.000,00 em um fundo de investimentos que paga

juros efetivo de 3% a.m. Após certo período de tempo, ele resgatou R$ 36.713,34, estando neste valor incluídos os juros creditados e o capital investido.

Calcule por quanto tempo ficou o dinheiro aplicado. Resposta: 13 meses.

126. Um corretor de títulos propõe a seu cliente uma aplicação cuja rentabili-

dade é de 40% a.a. Um outro corretor de títulos propõe ao mesmo investidor ou- tra alternativa onde ele poderá ganhar 9% a.t. Qual das opções é mais rentável?

Resposta: a segunda alternativa, pois renderá 41,16% a.a.

127. A taxa de juros efetiva de empréstimos cobrada pelo Banco Sete Dedos

S.A. é de 30% a.a

que sua taxa nominal é de 27% a.a., tendo como algo a diferenciá-la apenas o fato de sua capitalização ser mensal. Qual é a melhor taxa para os cliente? Resposta: a taxa efetiva do segundo banco é de 30,60% a.a., portanto maior que a do primei- ro.

O Banco Larapio S.A., numa campanha promocional, informa

128. Uma empresa toma um empréstimo de R$ 500.000 junto a um banco cuja

taxa de juros nominal é de 21% a.a., com capitalizações quadrimestrais. Quanto

deverá devolver ao fim de dois anos? Resposta: R$750.365,18.

129. Qual o montante auferido em um investimento de R$ 10.000, efetuado

por quatro anos e nove meses à taxa efetiva de 10% a.a., no regime de juros com-

postos? Resposta: R$15.725,89.

130. Um capital de R$1.700,00 é aplicado a juros compostos, pelo período de

um ano e oito meses, à taxa efetiva de 2,5% a.m. Calcule os juros auferidos no período. Resposta: R$1.085,65.

131. O Fundo Cascadura remunera aplicações, a juros compostos, com a taxa

de 3% a.m. Marikota pretende aplicar hoje R$85.000,00 mais R$100.000,00 da- qui a três meses. Calcule qual será o montante atingido por ela daqui a 6 meses. Resposta: R$210.767,15.

132. Calcule o capital que, aplicado durante nove anos, à taxa efetiva de 10%

a.a., produzirá um montante de R$375.000,00. Resposta: R$159.036,61.

133. Guilherme aplicou seu capital, a juros compostos durante 10 meses. O

rendimento obtido por ele foi igual ao valor inicialmente aplicado. Determine, a taxa mensal da aplicação. Resposta: 7,18%.a m

134. Gislaynne aplicou toda a sua economia no mercado financeiro. Uma par-

te ela aplicou no banco Alpha, à taxa efetiva de 5,5% a.m. e outra no banco Be- tha, à taxa efetiva de 4,3% a.m. O prazo de aplicação foi de seis meses em ambas as instituições. Determine os percentuais do capital aplicado em cada um dos bancos, sabendo que os saldos finais foram iguais em ambas as instituições. Con- sidere o regime de capitalização composta. Resposta: 48,28% no banco Alpha e 51,72% no Betha.

135. Godofredo descobriu uma aplicação que pagava juros nominal de 8% ao

trimestre. Fez a aplicação em 25 de abril de 2007 e sacou todo o saldo credor em 05 de agosto de 2007. Sabendo que o depósito inicial foi de R$20.000,00 e ne-

nhum depósito a mais foi efetuado, calcule quanto Godofredo sacou no final do prazo, sabendo que a aplicação tem capitalização mensal. Resposta: R$21.872,08.

136. Um investidor depositou 1/4 de seu capital a taxa de juros compostos de

24% a.a., capitalizados trimestralmente, e o restante a 30% a.a. capitalizados se-

mestralmente. Ao final de três anos retirou o montante de R$ 391.791,13. Calcule o capital investido. Resposta: R$ 184.423,84.

137. Bruno conseguiu um empréstimo de R$23.800,00 para ser devolvido em

2 anos. Sabendo que a financiadora cobra uma taxa nominal de 27% a.a., com ca- pitalização quadrimestral, calcule o montante a ser devolvido no final da opera- ção.Resposta: R$ 39.914,98.

138. Calcule o valor que deve ser aplicado hoje para se obter um montante de

R$500.000,00, considerando dois anos de prazo e taxa semestral de 15%, no re- gime de juros compostos. Resposta: R$285.876,62.

139. Calcule o valor futuro que será obtido, daqui a 26 trimestres, como resul-

tado da aplicação de R$150.000,00 (hoje), a uma taxa de 2,75% a.m., no regime de juros compostos. Resposta: R$1.244.726,80.

140. Luna deseja fazer uma aplicação financeira, a juros compostos de 2% ao

mês. O objetivo a ser alcançado é obter R$13.000,00 ao final do sexto mês ou R$27.000 no final do 12 o mês. Quanto deve ser aplicado para atingir cada um dos objetivos. Resposta: R$11.543,63 e R$21.289,32.

141. O Banco Taubaté emprestou a importância de R$13.130,00 pelo prazo de

um ano. Sabendo que o banco cobra uma taxa nominal de 12% a.a. com capitali- zação mensal, calcule a taxa efetiva anual e qual o montante a ser devolvido na liquidação do empréstimo. Resposta: 12,68% e R$14.795,21.

142. Agnaldo deseja comprar um carro cujo valor é R$60.000,00. Quanto ele

deve aplicar hoje para ter o valor daqui a 2 anos. Considere a taxa de aplicação de 10% a.s. Resposta: R$40.980,81.

143. D. Eunice aplicou R$15.000,00 em um banco. Após um ano ela recebeu

R$782,87 de juros. Qual foi a taxa de juros mensal paga pela banco onde o di-

nheiro foi aplicado? Resposta: 0,42% a.m.

144. Calcule a taxa de juros mensal paga por uma instituição onde o aplicador

recebeu, após 3 anos, o montante de $ 45.666,57, sendo $ 25.666,57 referente a juros. Resposta: 2,32% a.m.

145. Um apartamento é vendido, a vista, por $ 245.000. Caso o comprador op-

te por pagar em uma única parcela após certo período de tempo, o vendedor exige

R$ 74.461,23 como juros, oriundos de uma taxa de 2,5% a.m. Qual é o prazo do pagamento nessa hipótese? Resposta: 11 meses.

146. Ao resgatar um título, após 6 meses da aplicação, o investidor recebeu

R$24.185,73. Tendo sido informado de que este montante incluía R$4.783,86 re- ferentes aos juros creditados. Calcule a taxa anual de juros ganhos. Resposta:

55,39% a.a.

147.

Em

quanto

tempo

Resposta: 25 anos.

dobra

um

capital

que

cresce

2,82%

a.a.?

148. Dona Santinha necessitará de $ 12.000 daqui a 7 meses. Quanto ela deve-

rá depositar hoje, num fundo de investimentos, para resgatar o valor desejado no

prazo? Admita uma taxa de juros de 3,5% a.m.Resposta: R$9.431,89.

149. Uma pessoa deve a um banco dois títulos cujos valores de resgate são

R$4.000,00 e R$9.000,00 vencíveis, respectivamente, em 5 e 7 meses. Desejando

antecipar a liquidação de toda a dívida para o momento atual, calcule qual o valor

a pagar considerando uma taxa de juros de 1,9% ao mês. Resposta: R$3.640,74 e

R$7.889,02.

150. Considere uma taxa de 7% a.m.; qual das duas alternativas de pagamento

apresenta menor custo para o devedor: (a) pagamento integral de $ 140.000 à vis-

ta; (b) $ 30.000 de entrada, $ 40.000 em 60 dias e $ 104.368,56 em 120 dias?

Resposta: a opção (b) equivale a pagar R$144.559,82 à vista. Logo a opção (a) é

a

melhor.

151.

Um financiamento está sendo negociado a uma taxa nominal de 72% ao

ano. Qual o custo efetivo da operação se os juros forem capitalizados trimestral-

mente? Resposta: 93,88% a.a.

152. Um investidor comprou um título cujo vencimento se dará daqui a 4 me-

ses, sendo o montante de R$39.640,00. O banco procura o aplicador e oferece trocar este título por outro vencível daqui a 10 meses, cujo valor de resgate de R$45.300,00. Sendo de 2,2% ao mês a taxa corrente de juros de mercado, é inte- ressante para o investidor a troca de títulos? Qual a rentabilidade da nova aplica- ção proposta pelo banco? Resposta: a rentabilidade obtida com a operação será de 2,25%; logo a troca é interessante para o investidor.

153. Uma empresa pretende comprar um equipamento cujo valor é de

R$120.000 daqui a quatro anos, com o montante de uma aplicação financeira. Qual o valor da aplicação, que deve ser feita hoje, considerando juros efetivos de 13% a.a.? Resposta: R$73.598,25.

CAPÍTULO 6- SÉRIES PERIÓDICAS UNIFORMES

Nos capítulos anteriores foram analisadas operações financeiras cujos fluxos de caixa eram compostos por uma entrada (saída) e, posteriormente, uma saída (entrada). Como foi mostrado nos exemplos e exercícios, há uma grande variedade de operações financeiras com tais características. São exemplos: o desconto de notas promissórias, aplicações financeiras com um único depósito e saque integral ao fim de determinado período de tempo etc. Entretanto, há uma enorme variedade de operações financeiras cujos fluxos de caixa são mais complexos que os apresentados até aqui. Tais operações implicam várias entradas e/ou saídas de caixa. Ao longo deste capítulo serão estudadas operações cujos fluxos de caixa são compostos de entradas e/ou saídas periódicas no tempo. São exemplos de tais operações os financiamentos com pagamentos mensais, bem como as aplicações que envolvem depósitos periódicos, como os títulos de capitalização, fundos de aposentadoria, pou- pança programada etc. Neste capítulo serão tratadas, especificamente, as séries que en- volvem pagamentos/recebimentos a períodos fixos, as quais são usualmente referidas na literatura como séries periódicas uniformes ou, ainda, séries de renda certa. Observa-se que todo o estudo será feito no regime de juros compostos. A idéia fundamental que permeia o mecanismo das séries é que ao se efetuar a- plicações financeiras ou na tomada de um empréstimo, o capital (PV) pode ser pago (ou recebido) de uma só vez ou em parcelas sucessivas de pagamentos (ou recebimentos). No caso de aplicações financeiras, pode-se obter um montante, numa data futura, usan- do um processo conhecido como capitalização. Já no caso de empréstimos, ou seja, pa- gamento uma dívida, o processo é conhecido como amortização. Existe ainda o caso de pagamentos apenas pelo uso do bem, sem que haja qualquer amortização: é o caso do leasing ou aluguéis.

Definições e classificação

A sigla PMT será utilizada para representar uma série de pagamentos ou recebi- mentos, referenciados por uma taxa de juros (i), caracterizando uma série, uma anuidade ou renda certa (sinônimos). Os termos são os valores que constituem a renda (PMT); sendo que o intervalo de tempo entre dois termos é chamado de período (n). A soma de todos os períodos fornece a duração da série. As séries podem ser classificadas das seguintes formas:

a) Quanto ao prazo:

a. Temporárias: têm duração limitada.

b. Perpétuas: têm duração ilimitada.

b) Quanto ao valor dos termos:

a. Uniformes: todos os termos são iguais;

b. Variáveis: os termos não são iguais;

c) Quanto à forma de pagamento ou recebimento:

a. Imediatas: os termos são exigíveis a partir do primeiro período:

i. Postecipadas ou vencidas: os termos são exigíveis no final de cada período;

ii. Antecipadas: os termos são exigíveis no início de cada período;

b. Diferidas: os termos são exigíveis a partir de uma data diferente do primeiro período (carência):

i. Postecipadas ou vencidas.

ii. Antecipadas.

d) Quanto à periodicidade:

a. Periódicas: todos os períodos são iguais

b. Não-periódicas: os períodos não são iguais entre si.

5.1 - Série de Pagamento postecipada ou vencida

As séries postecipadas são aquelas em que os pagamentos (ou recebimentos) são exigidos no final de cada período, isto é, as prestações são postecipadas.

Cálculo do valor futuro de uma série de pagamentos iguais com termos vencidos

No âmbito das séries de pagamentos, o montante é o valor futuro (FV) da série de pagamentos (ou recebimentos) uniformes. Quando os pagamentos (ou recebimentos) forem postecipados, o valor futuro (FV) da série uniforme será igual a soma dos mon- tantes de cada prestação (PMT) em uma data futura (qualquer). Os transportes tempo- rais de valores são feitos via mesma taxa de juros adotada para a série. Para calcular o montante (FV) de uma série de pagamentos, usando a calculado- ra financeira, é necessário conhecer o valor dos termos (PMT), da taxa de juros (i) e o número de períodos de duração da série.

Exemplo: Determinar o valor do futuro, no final do 5º mês, de uma série de 5 aplica- ções mensais, iguais e consecutivas, em um fundo de renda fixa, no valor de R$ 1.00.,00 cada uma, a uma taxa de 1% ao mês, sabendo-se que a primeira parcela é aplicada no final do primeiro mês.

FV

 
 

0

1

2

3

4

  0 1 2 3 4
  0 1 2 3 4
  0 1 2 3 4
  0 1 2 3 4
  0 1 2 3 4
  0 1 2 3 4
  0 1 2 3 4
  0 1 2 3 4
  0 1 2 3 4
no final do primeiro mês. FV   0 1 2 3 4 5 1.000,00 1.000,00 1.000,00

5

final do primeiro mês. FV   0 1 2 3 4 5 1.000,00 1.000,00 1.000,00 1.000,00

1.000,00

1.000,00

1.000,00

1.000,00

1.000,00

FV =

1

FV

2

FV

3

FV

4

FV

5

=

=

=

=

1000

1000

1000

1000

1000

(1

(1

(1

(1

(1

+

+

+

+

+

0,1)

4

0,1)

0,1)

0,1)

0,1)

3

2

1

0

FV

TOTAL

= 5.101,01

=

=

=

=

=

1.040,60

1.030,30

1.020,10

1.010,00

1.000,00

colocando o R$ 1.000,00 em evidencia temos:

FV

TOTAL

=

1000

[(1

+

0,1)

0

+

(1

+

0,1)

1

+

(1

+

0,1)

2

+

(1

+

0,1)

3

+

(1

+

0,1)

4

]

= 1.010,00

A soma dos n termos de uma Progessão Geométrica é dada por:

S

n

=

A

1

q

n

1

q

1

Assim temos:

FV =

1.000,00

 

(

1+

i

)

n 1

FV

=

PMT

 
 

i

Usando a HP-12C:

1

(

1

+

0,1

)

5

1

(

1

+

0,1

)

1

PMT = R$1.000,00;

i = 1% a.m.;

n = 5 ; FV = ?

= 5.101,01

f FIN g END 1.000 CHS PV 1 i 5 n FV
f
FIN
g
END
1.000 CHS
PV
1
i
5
n
FV

FV= 5.101,01

Cálculo do valor presente de uma série de pagamentos iguais com termos vencidos

O valor presente (PV) de uma série periódica é a soma de todas as parcelas (termos) do fluxo de caixa da série, sendo cada uma delas deslocadas para a data inicial do fluxo (data 0). O deslocamento temporal dos termos é feito via taxa de juros (i), utilizando as regras da capitalização composta

Exemplo: Calcular o valor à vista de um bem vendido em 5 parcelas de R$ 100,00 sa- bendo-se que se trata de uma série vencida e que a taxa contratada foi de 4% ao mês.

100,00

100,00

100,00

100,00

100,00

foi de 4% ao mês. 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 saída PV =? PV = 1
foi de 4% ao mês. 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 saída PV =? PV = 1
foi de 4% ao mês. 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 saída PV =? PV = 1
foi de 4% ao mês. 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 saída PV =? PV = 1

saída

PV =?

PV =

1

PV

2

=

PV

3

=

100,00

100,00

100,00

1

(

1

+

0,04

1

)

1

(

1

+

0,04

1

)

2

(

1

+

0,04

)

3

=

=

=

100,00

100,00

100,00

0,96614

=

96,15

0,9256

=

92,46

0,8890

=

88,90

PV

4

=

100,00

1

(

1

+

0,04

)

4

PV

5

=

100,00

1

(

1

+

0,04

)

5

PV

TOTAL

=

R$445,18

100,00

=

100,00

=

0,8548

=

85,48

0,82193

=

82,19

Concluindo, temos:

Usando a HP-12C:

PMT = R$100,00; f FIN g END 100 CHS PV 4 i 5 n PV
PMT = R$100,00;
f
FIN
g
END
100
CHS
PV
4 i
5
n
PV
FV= 445,18
 

PV

=

PMT

(

1

+

i

)

1

 

(

1 +

i)

n

i

i = 4% a.m.;

n = 5 ; PV = ?

 

A seguir será apresentado um outro exemplo da compra do televisor, onde iremos calcu- lar o valor das parcelas de uma série postecipada.

Exemplo: um televisor foi vendido por R$4.000,00, nas seguintes condições: uma en- trada de 20% mais oito prestações iguais, sendo a primeira com vencimento para 30 dias (um mês). Considerando que o juro composto cobrado é de 5% a.m., qual o valor das prestações.

PV = R$4.000,00;

i = 5% a.m.;

Usando a HP-12C: f FIN g END 3200 CHS PV 5 i 8 n g
Usando a HP-12C:
f
FIN
g
END
3200 CHS
PV
5
i
8
n
g
PMT
495,11

n = 8 ; Entrada = R$800,00; PMT = ?

A taxa de juros de uma série periódica pode ser calculada, utilizando uma calcu- ladora financeira. Para isso, é preciso conhecer a PMT, o período de duração da série (n) e o valou futuro FV ou o valor presente (PV). Vejamos um exemplo:

Exemplo: