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UNIJUÍ - UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
UNIJUÍ - UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE
DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

TEORIA GERAL DO ESTADO

DCS – DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS
DCS – DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS

b

ACADEMICO: ANDRE FERNANDO SIEZEMEL

b

RG: 387806

b

CUSO: GEOGRAFIA

b

COMP. CURRICULAR: TEORIA GERAL DO ESTADO

b REGIME:ESPECIAL PROF: DEJALMA CREMONESE

b

TRABALHO DE TGE
TRABALHO DE TGE

AS GRANDES OBRAS POLITICAS DE MAQUIAVEL AOS NOSSO DIAS

INTRODUÇÃO Esta obra é indispensavel para todos que almejam um interesse, sobre os problemas politicos, juridicos
INTRODUÇÃO
Esta obra é indispensavel para todos que
almejam um interesse, sobre os problemas
politicos, juridicos e filosoficos da historia.Traz -
nos a exercia das grandes obras que
revolucionaram o mundo, iniciando a partir do
século XVI até as lutas quase ressentes do
comunismo.
Nesta são examinados vários ensaios e
tratados da pura filosofia ou pratica política, sobre
uma forma clara e esclarecedora e completa.

7º EDIÇÃO

GRANDES OBRAS MAQUIAVEL AOS ASAS GRANDES POLÍÍTICAS DEDE MAQUIAVEL OBRAS POL NOSSOS DIAS AOS NOSSOS TICAS
GRANDES OBRAS
MAQUIAVEL AOS
ASAS GRANDES
POLÍÍTICAS
DEDE MAQUIAVEL
OBRAS POL
NOSSOS DIAS
AOS NOSSOS
TICAS
DIAS

JEAN - JACQUES CHEVALLIER

AGIR
AGIR
SUMÁÁRIO SUM RIO
SUMÁÁRIO
SUM
RIO

O PRINCIPE DE MAQUIAVEL O SEIS LIVROS DA REPUBLICA DE BODIN O LEVIATÃ DE HOBBES A POLITICA EXTRAIDA DA SAGRADA EXCRITURA DE BOSSUET O ENSAIO SOBRE O GOVERNO CIVIL DE LOCKE O ESPÍRITO DAS LEIS DE MONTESQUIEU O CONTRATO SOCIAL DE ROUSSEAU O QUE E TERCEIRO ESTADO DE SIEYÉS REFLEXOES SOBREA REVOLUÇAO FRANCESA DE BURKE

• O PRINCIPE DE MAQUIAVEL • O SEIS LIVROS DA REPUBLICA DE BODIN • O LEVIATÃ
SUMÁÁRIO SUM RIO • O PRINCIPE DE MAQUIAVEL • O SEIS LIVROS DA REPUBLICA DE BODIN
SUMÁÁRIO SUM RIO • O PRINCIPE DE MAQUIAVEL • O SEIS LIVROS DA REPUBLICA DE BODIN
SUMÁÁRIO SUM RIO
SUMÁÁRIO
SUM
RIO

OS DISCURSOS À NAÇAO ALEMÃ DE FCHTE A DEMOCRACIA NA AMERICA DE TOCQUIAVILLE O MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA DE MARX E ENGELS O INQUERITO SOBRE A MONARQUIA DE CHARLES MAURRAS AS REFLEXOES SOBRE A VIOLENCIA DE SOREL O ESTADO E A REVOLUÇAO DE LENIN MINHA LUTA DE HITLER O ESPITIRO CONTRA O LEVIATA

A SERVICO DO ABSOLUTISMO
A SERVICO DO ABSOLUTISMO

Dum soberano rei depende a salvação:

Para tudo conservar, tudo sustém na mão”.

Corneille, Cinna

Capíítulo tulo II Cap
Capíítulo
tulo II
Cap

O PRINCIPE ”, DE MAQUIAVEL (1513)

Pois a forca só é justa quando necessária”

Maquiavel.

MAQUIAVEL (1513) MAQUIAVEL (1513)
MAQUIAVEL (1513)
MAQUIAVEL
(1513)

CENÁRIO E CIRCUNSTANCIA

Maquiavel nos evoca uma época: O Renascimento Uma Nação: A Itália Uma Cidade: Florença

E enfim, o próprio homem, um bom funcionário Florentino que na maior ingenuidade e na total ignorância do estranho futuro, trazia o nome de MAQUIAVEL, destinado a mais ruidosa e equivoca reputação e aos trames que a injusta política lhe traria

OBRA ““OO PRINCIPE GRANDE OBRA PRINCIPE”””” AA GRANDE
OBRA ““OO PRINCIPE
GRANDE OBRA
PRINCIPE””””
AA GRANDE

Ao escrever O Príncipe, Maquiavel expressa nitidamente os seus sentimentos de desejo de ver uma Itália poderosa e unificada. Expressa também a necessidade ( não só dele mas de todo o povo Italiano ) de um monarca com pulso firme, determinado que fosse um legítimo rei e que defendesse seu povo sem escrúpulos e nem medir esforços.

Para Maquiavel , um príncipe não deve medir esforços nem hesitar, mesmo que diante da crueldade ou da trapaça, se o que estiver em jogo for a integridade nacional e o bem do seu povo.

Maquiavel nunca chegou a escrever a sua frase mais famosa: "os fins justificam os meios". Mas com certeza ela é o melhor resumo para sua maneira de pensar.

Capitulo IIII Capitulo
Capitulo IIII
Capitulo

OS SEIS LIVROS DA REPUBLICA, DE

JEHAN BODIN (1576)”

“Apresentar o rei da frança como responsável por toda a organização política tal era o objeto primordial da Republica.”

G. H. Sabine.

JEAN BODIN (1530-1596) JEAN BODIN (1530-1596) publicou, em 1576, o livro "DE LÁ REPUBLIQUE", vasta obra
JEAN BODIN (1530-1596)
JEAN BODIN (1530-1596) publicou, em 1576, o livro
"DE LÁ REPUBLIQUE", vasta obra de teoria política, que se
destacou pelos conceitos emitidos sobre a soberania e o direito
divino dos reis, As noções de soberania surgiram num
momento em que a França se via assolada pelas guerras de
Religião do século XVI. Foi o medo da anarquia que levou
Bodin a sustentar que para preservar a ordem social deveria
existir uma vontade suprema soberana.
JEAN BODIN (1530-1596) Segundo Bodin, a soberania pode ser exercida por um Príncipe (caracterizando uma monarquia),
JEAN BODIN (1530-1596)
Segundo Bodin, a soberania pode ser
exercida por um Príncipe (caracterizando uma
monarquia), por uma classe dominante
(caracterizando uma aristocracia) ou pelo
povo inteiro (seria uma democracia). Mas, ela
só' pode ser efetiva na monarquia, porque esta
dispõe da unidade indispensável à autoridade
do soberano.
JEAN BODIN (1530-1596) Nos livros I e II, Bodin estabelece a natureza do Estado como tal,
JEAN BODIN (1530-1596)
Nos livros I e II, Bodin estabelece a natureza do
Estado como tal, sua finalidade, seu fundamento na
família, a cidadania, e as formas possíveis que o Estado
pode assumir
No livro III continua a analisar a estrutura essencial
do governo, e diz que a sociedade deve contar com um
senado ou conselho com um direito constitucional de
aconselhar, uma magistratura com direito legal de
julgamento, e os Estados Gerais que fazem a ligação
entre o povo e o soberano.
JEAN BODIN (1530-1596) No livro IV, como também em parte do V, não está preocupado com
JEAN BODIN (1530-1596)
No livro IV, como também em parte do V,
não está preocupado com a teoria, mas com
a prática do governo. Discute as revoluções,
quais as suas causas, como evitá-las. Fala
da habilitação aos cargos e dos critérios de
nomeação dos funcionários.
No livro V diz sobre as leis que
governam a distribuição de propriedade,
opondo-se ao confisco de patrimônio, por
maior que seja a necessidade do tesouro; é
contra a venda de cargos públicos. Fala
também da arte da guerra
JEAN BODIN (1530-1596) No livro VI aborda o papel da Igreja, dizendo que ela tem um
JEAN BODIN (1530-1596)
No livro VI aborda o papel da Igreja, dizendo que
ela tem um dever e um lugar dentro do Estado.Neste
último volume retorna à origem divina do poder, dizendo
que o microcosmo deve refletir o macrocosmo, e assim,
uma vez que o universo está sujeito à única majestade de
Deus, assim a sociedade está sujeita à única e soberana
majestade do príncipe.
Capitulo III Capitulo III
Capitulo III
Capitulo
III

O “LEVIATÔ, DE THOMAS HOBBES (1651)

O “Leviatã”é um mito, a transposição de

uma argumentação abstrata no mundo da

imaginação

Oakeshott

*O homem é o lobo do homem. *É preciso que cada um não faça aos outros
*O homem é o lobo do homem.
*É preciso que cada um não faça aos outros o
que não gostaria que fizessem a si.
*Todos os homens são naturalmente iguais,
mas essa igualdade baseia-se no desejo
universal da auto preservação.
*Os homens não vivem em cooperação natural,
como fazem as abelhas ou as formigas. O
acordo entre elas é natural; entre os homens é
artificial. Os indivíduos só entram em sociedade
quando a preservação da vida está ameaçada.
*A esperança constante chama-se confiança
em si mesmo.
*O medo dos poderes invisíveis, inventados ou
imaginados a partir de relatos, chama-se
religião.
Hobbes
THOMAS HOBBES Em o leviatã, Hobbes descreve o homem em seu estado natural, como, egoísta, egocêntrico
THOMAS HOBBES
Em o leviatã, Hobbes descreve o
homem em seu estado natural, como, egoísta,
egocêntrico e inseguro. Ele não conhece leis e não
tem conceito de justiça; ele somente segue os
ditames de suas paixões e desejos temperados com
algumas sugestões de sua razão natural
THOMAS HOBBES Onde não existe governo ou lei, os homens naturalmente caem em contendas. Desde que
THOMAS HOBBES
Onde não existe governo ou lei, os homens
naturalmente caem em contendas. Desde que os
recursos são limitados, ali haverá competição, que
leva ao medo, à inveja e a disputa. Os homens
também naturalmente buscam a glória,
derrubando os outros pelas costas, já que, de um
modo geral, as pessoas são mais ou menos iguais
em força e inteligência, nenhuma pessoa ou
nenhum grupo pode, com segurança, reter o
poder.
Assim sendo, o conflito é perpétuo, e "cada
homem é inimigo de outro homem".
THOMAS HOBBES Nesse estado de guerra nada de bom pode surgir. Enquanto cada um se concentra
THOMAS HOBBES
Nesse estado de guerra nada de bom pode surgir.
Enquanto cada um se concentra na autodefesa e na conquista,
o trabalho produtivo é impossível. Não existe tranqüilidade para
a busca do conhecimento, não existe motivação para construir
ou explorar não existe lugar para as artes e letras, não existe
espaço para a sociedade só "medo contínuo e perigo de morte
violenta".
Então a vida do homem nesse estado é, segundo a mais
famosa frase de Hobbes, "solitária, pobre, sórdida, brutal e
curta".
THOMAS HOBBES Tal visão, que é de conformidade com a desconfiança e desespero da época, obviamente
THOMAS HOBBES
Tal visão, que é de conformidade com a
desconfiança e desespero da época, obviamente dispensa qualquer
referência a Deus. Em particular, ela dispensa qualquer referência
ao papel de Deus no governo, que Hobbes via como um produto
humano. O governo surge quando o homem, impulsionado pela
razão, busca urna boa maneira de evitar seu desesperado estado
natural de conflito e medo, esperando atingir a paz e a segurança.
O homem escolhe reconhecer um poder comum, contanto
que seu vizinho faça o mesmo, porque só tal coisa pode manter a
ordem. Esse poder, então, tem a obrigação de manter a segurança
comum; sua ação é através da lei e sua expressão é força
incontestável. Pois à medida que o poder é repartido, o conflito vai
surgir. E o Leviatã esta para intervir a qualquer hora ou momento.
Capitulo IVIV Capitulo
Capitulo IVIV
Capitulo

A “POLITICA EXTRAIDA DA SAGRADA EXCRITURA”, DE BOSSUET (1679 – 1709)

“Aquele que deu reis aos homens quis

fossem respeitados como Seus representantes.”

Luís XIV

BOSSUET BOSSUET (1679 (1679 –– 1709) 1709) “Considerai o príncipe em seu gabinete. Dali partem as
BOSSUET
BOSSUET (1679
(1679 –– 1709)
1709)
“Considerai o príncipe em seu gabinete. Dali partem as ordens graças
as quais procedem harmonicamente os magistrados e os capitães, os
cidadãos e os soldados, as províncias e os exércitos, por mar e por
terra. Eis a imagem de Deus que, assentado em seu trono no mais alto
...
dissemos de grande e augusto sobre a autoridade real. Vede um povo
imenso reunido numa só pessoa, considerai esse poder sagrado,
paternal e absoluto; considerai a razão secreta, que governa to do o
corpo do Estado, encerrada numa só cabeça: vereis a imagem de Deus
nos reis, e tereis idéia da majestade real".
dos céus, governa a natureza inteira
Enfim, reuni tudo quanto
BOSSUET BOSSUET (1679 (1679 –– 1709) 1709) No fim do século xvii, jacques bossuet (1627-1704) exerceu
BOSSUET
BOSSUET (1679
(1679 –– 1709)
1709)
No fim do século xvii, jacques bossuet (1627-1704) exerceu grande
influência, como o teórico do absolutismo de luís xiv. Na sua obra
intitulada "a política segundo as santas escrituras",
Bossuet admite que existiu outrora um estado de natureza.
Para viver em segurança, o povo se organizou, do ponto de vista
político, e conferiu o poder supremo a um soberano e aos seus
descendentes legítimos. Surgiu, assim, a monarquia, que é a mais
comum, a mais antiga e também a mais natural forma de governo.
BOSSUET BOSSUET (1679 (1679 –– 1709) 1709) A monarquia é sagrada, pois os príncipes são como
BOSSUET
BOSSUET (1679
(1679 –– 1709)
1709)
A monarquia é sagrada, pois os príncipes são como ministros de
Deus e seus representantes na terra é absoluta, porque o príncipe não deve
prestar contas a ninguém. paternal, porque como o pai de família em
relação a seus filhos, o rei "não nasceu para si, mas para o povo". E é justa,
porque está sob a proteção de Deus. (Nada melhor do que tais idéias, para
os reis de um país que vinha de um período agitado de guerras religiosas e
de enfrentamento com a nobreza.)
Entretanto, já no final do século XVIII, na Inglaterra, e durtante o
século XVIII, na França, surgiram fortes corretnes de pensamento
contrárias ao absolutismo monárquico. As teorias políticas de locke,
Montesquieu e Rousseau contribuíram de forma marcante para abalar a
estruturas do Antigo Regime.
BOSSUET BOSSUET (1679 (1679 –– 1709) 1709) No século XVIII, os reinados de luís XV (1751-1774)
BOSSUET
BOSSUET (1679
(1679 –– 1709)
1709)
No século XVIII, os reinados de luís XV (1751-1774) e de luís
XVI (1774-1792) transcorreram em crise, decorrente da difícil situação
fincnaceira do Estado, das reinvindicações políticas da burguesia, do
descontentamento das classes populares e das críticas dos filósofos ao
absolutismo. Em 1789, a Revolução Francesa pôs fim ao Antigo Regime
absolutista francês.
O ASSALTO CONTRA O ABSOLUTISMO
O ASSALTO CONTRA O
ABSOLUTISMO

“Os franceses,na maioria, pensavam como Bossuet; de repente, eis que pensam como Voltaire: é uma revolução”

Paul Hazard

Capitulo II Capitulo
Capitulo II
Capitulo

O “ENSAIO SOBRE O GOVERNO CIVIL”, DE JOHN LOCKE (1690)

“Jamais houve talvez um espirito mais

sábio do que Monsieur Locke”.

Voltaire

JONH JONH LOCKE LOCKE (1690) (1690) O escritor inglês John Locke (1632/1704) personificou, na Inglaterra do
JONH
JONH LOCKE
LOCKE (1690)
(1690)
O escritor inglês John Locke (1632/1704) personificou,
na Inglaterra do final do século XVII, as tendências liberais
opostas às idéias absolutistas de Hobbes. Partidário dos
defensores do Parlamento, seu "Ensaio sobre o Governo Civil"
foi publicado em 1690, menos de dois anos depois da Revolução
Gloriosa de 1688, que, destronou o rei Jaime II.
0 ponto de partida de Locke é mesmo de Hobbes
seguido de um "contrato" entre os homens, que criou a
sociedade e o governo civil. Mas, Locke chega a conclusões
opostas às de Hobbes pois, sustenta que, mesmo no estado de
natureza, o homem é dotado de razão. Dessa forma, cada
indivíduo pode conservar sua liberdade pessoal e gozar do
fruto de seu trabalho.
JONH JONH LOCKE LOCKE (1690) (1690) Entre os direitos que, segundo Locke, o homem possuía quando
JONH
JONH LOCKE
LOCKE (1690)
(1690)
Entre os direitos que, segundo Locke, o homem
possuía quando no estado de natureza, está o da
propriedade privada que é fruto de seu trabalho. 0 Estado
deve, portanto, reconhecer e proteger a propriedade.
Locke defende também que a religião seja livre e que não
dependa do Estado.
JONH JONH LOCKE LOCKE (1690) (1690) Em sua obra "Ensaio sobre o Governo Civil", Locke defende
JONH
JONH LOCKE
LOCKE (1690)
(1690)
Em sua obra "Ensaio sobre o Governo Civil", Locke
defende os princípios liberais de liberdade individual, direito à
propriedade e divisão dos poderes do Estado. Ao sustentar também
o direito do povo a sublevação, fez a justificativa da Revolução
Gloriosa de 1688, que derrubou Jaime II e consolidou a vitória do
Parlamento sobre o Rei.
Locke passou para a História, - justamente como o teórico
da monarquia constitucional - um sistema político baseado, ao
mesmo tempo, na dupla distinção entre as duas partes do poder, o
parlamento e o rei, e entre as duas funções do Estado, a legislativa
e a executiva, bem como na correspondência quase perfeita entre
essas duas distinções - o poder legislativo emana do povo
representado no parlamento; o poder executivo é delegado ao rei
pelo parlamento.
Capitulo IIII Capitulo
Capitulo IIII
Capitulo

“O ESPIRITO DAS LEIS”, DE MONTESQUIEU

“Quando se faz uma estatua, não se deve

estar sempre sentado no mesmo lugar, é preciso

vê - lá de todos os lados, de longe e de perto, de

cima e de baixo, em todos os sentidos”.

Montesquieu

MONTESQUIEU MONTESQUIEU “Tudo estaria perdido se o mesmo homem ou o mesmo corpo dos principais, ou
MONTESQUIEU
MONTESQUIEU
“Tudo estaria perdido se o mesmo homem ou o
mesmo corpo dos principais, ou dos nobres, ou do povo,
exercesse esses três poderes: o de fazer leis, o de
executar as resoluções públicas e o de julgar os crimes ou
as divergências dos indivíduos”.
MONTESQUIEU MONTESQUIEU Charles Louis de Secondat, conhecido como Barão de Montesquieu (1689-1755), nascido no castelo de
MONTESQUIEU
MONTESQUIEU
Charles Louis de Secondat, conhecido como Barão
de Montesquieu (1689-1755), nascido no castelo de La
Bréde, perto de Bordéus (França), entrou para a história
da ciência política pela importância e atualidade dos
argumentos da sua principal obra L’Esprit des Lois (O
Espírito das Leis, 1748). Escrito num longo período de 20
anos na França revolucionária, o livro exerceu imensa
influência, tanto na Revolução Americana, quanto na
Francesa, no sistema de governo inglês e, de certa
forma, em todo o mundo durante os dois últimos séculos.
MONTESQUIEU MONTESQUIEU Para solucionar o problema, daquilo que Montesquieu chama de “verdade eterna”, à medida que
MONTESQUIEU
MONTESQUIEU
Para solucionar
o
problema, daquilo que
Montesquieu chama de “verdade eterna”, à medida
que “qualquer pessoa
que tenha
o
poder tende
a
abusar dele”, o autor sugere um antídoto infalível:
“Para que não haja abuso, é preciso organizar as coisas
de maneira que o poder seja contido pelo poder”.
Assim, criam-se os poderes legislativo, executivo e
judiciário, atuando de
forma
independente
para
a
efetivação da liberdade, sendo que a mesma não existe
se uma pessoa ou grupo exercer os referidos poderes
ao mesmo tempo. É a tripolarização dos poderes.
MONTESQUIEU MONTESQUIEU Com isso cria se um sistema chamado de freios e contra pesos, onde todos
MONTESQUIEU
MONTESQUIEU
Com isso cria se um sistema chamado de freios e
contra pesos, onde todos fiscalizam e são fiscalizados,
não podendo qualquer um que seja tornar
regime autoritário.
um
Outra característica de Montesquieu e de
examinar 3 tipos de governo, a República, a Monarquia
e o Despotismo, onde explica também que as leis que
governam o povo devem levar em consideração o
clima, a geografia e outras circunstâncias gerais, e
que, também as forças que governam devem ser
separadas e balanceadas para garantir os direitos
individuais e a liberdade.
Capitulo III Capitulo III
Capitulo III
Capitulo
III

“DO CONTRATO SOCIAL”, DE J. J. ROSSEAU

“Bem mais do que a intenção de

revolucionar os grandes estados, Rosseau tinha

o desejo de deter as pequenas repúblicas no

declive de sua corrupção”.

Bertrand de Jouvenel

J.J. J.J. ROSSEAU ROSSEAU Também para Rousseau existe uma condição natural dos homens, mas é uma
J.J.
J.J. ROSSEAU
ROSSEAU
Também para Rousseau existe uma condição natural
dos homens, mas é uma condição de felicidade, de virtude e de
liberdade, que é destruída e apagada pela civilização. É a
concepção oposta àquela de Hobbes. Para Rousseau é a
civilização que perturba as relações humanas, que violenta a
humanidade, pois os homens nascem livres e iguais (eis o
princípio que vai se afirmar na revolução burguesa), mas em
todo lugar estão acorrentados.
A sociedade nasce, igualmente, de um contrato, ele
apresenta a mesma mentalidade comercial e o mesmo
individualismo burguês. O indivíduo é preexistente e funda a
sociedade através de um acordo, de um contrato.
J.J. J.J. ROSSEAU ROSSEAU Rousseau viu o homem na natureza como sem moralidade, mas ao mesmo
J.J.
J.J. ROSSEAU
ROSSEAU
Rousseau viu o homem na natureza como sem
moralidade, mas ao mesmo tempo sem maldade; o homem é
corrompido não pela natureza, mas pela posse da
propriedade e pela formação da própria sociedade civil. Ë a
sociedade civil que é corrupta e a natureza é um ideal pré-
humano.
J.J. J.J. ROSSEAU ROSSEAU No contrato social, Rousseau critica o absolutismo francês, e prefere a democracia.
J.J.
J.J. ROSSEAU
ROSSEAU
No contrato social, Rousseau critica o absolutismo
francês, e prefere a democracia. A lei deve ser igual para
todos, e ninguém deve se por acima dela. Os costumes,
através de gerações levam à obediência passiva. A
liberdade é boa e nutre os fortes, mas abate os fracos. Na
pátria que Rousseau queria ter nascido, os homens,
acostumados à independência, são dignos dela.
Nela, o domínio da fronteira não seria motivo de
guerra. O direito de legislar seria comum a todos os
cidadãos. No Do contrato social, Rousseau fala da figura
do legislador, que deve representar a vontade geral.
Capitulo VI Capitulo VI
Capitulo VI
Capitulo
VI

“O QUE É TERCEIRO ESTADO”, DE SIEYÈS (1789)

...

a

energia da insurreição penetrou – me

o coração.”

Sieyès

SIEY SIEYÈÈSS 0 abade Sieyés foi autor de vários opúsculos que contribuíram para criar a consciência
SIEY
SIEYÈÈSS
0 abade Sieyés foi autor de vários opúsculos
que contribuíram para criar a consciência
revolucionária do Terceiro Estado. No panfleto "Qu
'est-ce que le Tiers Etat", ele fez progredir o debate
sobre a 1 forma de convocação dos Estados Gerais,
quando indagava: 0 que é o Terceiro Estado? -
Tudo. 0 que ele foi até agora na ordem política? -
Nada. - 0 que ele quer? Tornar-se alguma coisa."
Tudo, nada, algo,dir-se-ia hoje um slogan
onde as mais ardentes paixoes da epoca
encontrarvam a sua formula de propaganda , o seu
brado de guerra.
SIEY SIEYÈÈSS Tudo, para uma naçao prosperar e preciso trabalhos particulares para sustentar a sociedade, e
SIEY
SIEYÈÈSS
Tudo, para uma naçao prosperar e preciso trabalhos
particulares para sustentar a sociedade, e funçoes publicas para
administrar-la.
Nada, nada se é quando se tem por si exclusivamente a
proteçao da lei comum. O terceiro estado é o conjunto dos que
pertemcem a ordem comum; que esta sujeitos a lei comum, isto é, a
massa dos não priveligiados.
Algo, o povo quer ser algo, na verdade o minimo possivel;
formula entao apenas tres pedidos: ser representado por deputados
verdadeiramente seus ; que se vote por cabeça e não por ordem; ser
tambem representados por pessoas ‘’maculadas’’, de previlegios,
togados e outros.
SIEY SIEYÈÈSS Representando cerca de 97% da população do país, o Terceiro Estado conseguiu aumentar sua
SIEY
SIEYÈÈSS
Representando cerca de 97% da população do
país, o Terceiro Estado conseguiu aumentar sua
participação nos Estados Gerais, elegendo 1 610
deputados (a metade da Assembléia), oriundos das
fileiras da burguesia (advogados, comerciantes,
proprietários rurais, banqueiros), a elas se social que
tinha um projeto político para substituir o absolutismo,
baseado nos princípios iluministas da igualdade perante
a lei e do liberalismo político e econômico
SIEY SIEYÈÈSS A massa da população, formada por artesão, diaristas pequenos comerciantes, músicos, aprendizes, etc, não
SIEY
SIEYÈÈSS
A massa da população, formada por artesão,
diaristas pequenos comerciantes, músicos,
aprendizes, etc, não participou das eleições, pois só
podiam - votar aqueles que tivessem o ofício ou
emprego público, grau universitário ou de mestre de
corporação e que pagassem pelos menos seis libras
de imposto de capitação.
CONSEQUENCIA DA REVOLUCAO ( 1790 – 1848)
CONSEQUENCIA DA REVOLUCAO
( 1790 – 1848)

Tudo está destruído; trata se de recriar. Há um governo, há poderes; mas que é o resto da nação? Grão de areia”.

Napoleão

Capitulo II Capitulo
Capitulo II
Capitulo

“REFLEXOES SOBRE A REVOLUCAO FRANCESA”. DE EDMUND BURKE (1970)

Esta convicção, tão vigorosa e

superabundante

...

essa

vaga lodosa, essa

torrente, esse mar”.

Taine

EDMUND EDMUND BURKE BURKE (1970) (1970) Burke nunca sistematizou o seu pensamento político, que só pode
EDMUND
EDMUND BURKE
BURKE (1970)
(1970)
Burke nunca sistematizou o seu pensamento
político, que só pode ser conhecido pela leitura dos
seus textos e discursos. Opondo-se desde cedo à
doutrina dos direitos naturais, aceitava contudo o
conceito de contrato social a que lhe juntava a ideia
da sanção divina.
Para Burke a Liberdade, o grande ideal
revolucionário, é um bem. Mas a justiça, a ordem e a
paz, também o são, e são indispensáveis à existência
prática da liberdade. Assim, o objectivo não deve ser
um fim perfeito e final de uma sociedade, mas o que
for mais praticável.
EDMUND EDMUND BURKE BURKE (1970) (1970) A sua principal obra, as Reflexões sobre a Revolução em
EDMUND
EDMUND BURKE
BURKE (1970)
(1970)
A sua principal obra, as Reflexões sobre a
Revolução em França foram lidas por toda a Europa,
incentivando os seus dirigentes a resistir à Revolução
Francesa.
Para Burke, a Revolução francesa baseava-se numa
teoria, a teoria dos Direitos Humanos, com preposições
simples, universais e dogmáticas, que fazia apelo às leis
da razão, claras e indiscutíveis, que se justificavam a si
próprias, e que levavam a pôr de parte tradições e
costumes sociais de séculos, para remodelar a sociedade
de acordo com um plano inteligível e racionalmente
justificado.
EDMUND EDMUND BURKE BURKE (1970) (1970) Ora, para Burke, este racionalismo militante estava totalmente fora de
EDMUND
EDMUND BURKE
BURKE (1970)
(1970)
Ora, para Burke, este racionalismo militante estava
totalmente fora de lugar na actividade política; a
sociedade humana era demasiadamente complexa para
ser susceptível de uma compreensão racional simplista, e
muito menos de uma alteração completa, ou mesmo de
uma interferência contínua.
EDMUND EDMUND BURKE BURKE (1970) (1970) Burke deu origem ao Conservadorismo moderno, que não é um
EDMUND
EDMUND BURKE
BURKE (1970)
(1970)
Burke deu origem ao Conservadorismo
moderno, que não é um conservadorismo do medo,
do pessimismo, do pecado original, mas uma filosofia
política que tem uma visão positiva da função do
estado e dos objectivos últimos da sociedade
humana; afirmando que se baseava, de uma maneira
que fará escola nos constitucionalistas românticos, e
de acordo com o Espírito das Leis de Montesquieu, na
descrição fiel dos princípios tradicionais da vida
política britânica.
Capitulo IIII Capitulo
Capitulo IIII
Capitulo

OS “DISCURSOS À NACAO ALEMÔ, DE FICHTE (1807 – 1808)

“Fichte, pai da unidade Alemã, filho da

revolução e de Napoleão”.

Bertrand de Jouvenel

Johann Gottlieb Fichte nasceu em 19 de maio de 1762 em Rammenau, Alemanha, filho de um

Johann Gottlieb Fichte nasceu em 19 de maio de 1762 em Rammenau, Alemanha, filho de um tecelão. Depois de estudar nas universidades de Jena e Leipzig, foi preceptor em Zurique, na Suíça, e logo em Leipzig. Em 1791 viajou a Königsberg para conhecer Kant, cuja filosofia ética o atraía fortemente.

Filosofia de Fichte, baseada no valor moral inerente ao homem e muito próxima do pensamento de Kant, pretendia se consubstanciar em princípios capazes de orientar a ação prática

FICHTE FICHTE (1807 (1807 -- 1808) 1808) O primeiro e maior discípulo de Kant, que encaminhou
FICHTE
FICHTE (1807
(1807 -- 1808)
1808)
O primeiro e maior discípulo de Kant, que
encaminhou decididamente o criticismo pela senda
do idealismo imanentista, é Fichte. Resolve ele o
mundo kantiano da sensibilidade, perante o qual,
no dizer de Kant, o espírito seria passivo, no
mundo da natureza, criado pelo espírito para se
realizar a si mesmo como eticidade e liberdade,
pois Fichte mantém o conceito kantiano do
primado da razão prática, precisamente no
conceito do espírito como eticidade.
FICHTE FICHTE (1807 (1807 -- 1808) 1808) No discurso a naçao Alema, sustenta Fichte que o
FICHTE
FICHTE (1807
(1807 -- 1808)
1808)
No discurso a naçao Alema, sustenta Fichte que o
motivo fundamental, pelo qual se decide em favor do
idealismo e não em favor do dogmatismo, isto é, do realismo,
seria prático, moral, em suma, uma questão de caráter.
Dogmatismo significa passividade, acomodação, fraqueza,
debilidade; ao passo que idealismo, isto é, imanentismo,
significaria atividade, independência, liberdade, posse de si
mesmo. E, de fato, este motivo prático, moral, ficou sendo a
base do idealismo posterior, que, portanto, procurou a sua
justificação teorética em uma metafísica monista-imanentista,
e não em uma metafísica transcendente e teísta.
Capitulo III Capitulo III
Capitulo III
Capitulo
III

“A DEMOCRACIA NA AMERICA”, DE ALEXIS DE TOCQUEVILLE (1835 – 1840)

Ele representa o último ramo de descendentes

intelectuais de Montesquieu”.

Albert Sorel

TOCQUIAVILLE TOCQUIAVILLE O autor explana sobre a concepção da Democracia na América, do pensador doutrinário Alexis
TOCQUIAVILLE
TOCQUIAVILLE
O autor explana sobre a concepção da Democracia na
América, do pensador doutrinário Alexis de Tocqueville e sua
possível aplicação, com especial ênfase ao contexto latino-
americano.
Conciliar as pretensões absolutistas e a revolta anárquica
naturais ao ideário humano só é possível através de um nível
de excelência educacional e de uma orientação política
embasados na ética e na liberdade individual. É esta, segundo
o autor, a proposta que Tocqueville desenvolve e fundamenta.
Num mundo marcado pela injustiça e opressão a hipocrisia do
discurso neo-liberal deve ser confrontada (e aclarada) com uma
reflexão profunda sobre a liberdade e a igualdade. Tocqueville
viveu esta reflexão.
TOCQUIAVILLE TOCQUIAVILLE A ciência política de Tocqueville é esclarecida como conseqüente de uma epistemologia modesta e
TOCQUIAVILLE
TOCQUIAVILLE
A ciência política de Tocqueville é esclarecida como
conseqüente de uma epistemologia modesta e um ideal ético
igualitário que só podem resultar num máximo respeito às
liberdades individuais. A Democracia Liberal segundo Tocqueville
é a única possibilidade de realização do ideal cristão de semelhança
entre os homens. Imbuído de profunda consciência moral,
Tocqueville sentiu-se no dever de dedicar sua vida à concretização
de sua teoria social. O compromisso do intelectual de divulgar seu
saber é, segundo Tocqueville, tão intenso quanto forem as
perspectivas de melhoras sociais decorrentes dele.
SOCIALISMO E NACIONALISMO
SOCIALISMO E NACIONALISMO

(1848 – 1927)

“Pode se considerar uma

 

sociedade como uma espécie de

grande animal. Entendo – o como

metáfora; más há místicos que

pretendem que realmente existe

esse grande animal, tanto quando

vós e eu

..

Isso não passa de

 

mitologia.”

 
 

Alain

Capitulo II Capitulo
Capitulo II
Capitulo

“O MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA DE KARL MARX E FRIEDRICH ENGELS (1848)

“O fato decisivo, o acontecimento

historico é o crescimento de uma nova classe ...

Do drama, o principal personagem é o

proletariado”.

Edouard Dolléans

MARX MARX && ENGEL ENGEL Manifesto Comunista fez a humanidade caminhar. Não em direção ao paraíso,
MARX
MARX && ENGEL
ENGEL
Manifesto Comunista fez a humanidade caminhar. Não
em direção ao paraíso, mas na busca (raramente bem
sucedida, até agora) da solução de problemas como a miséria e
a exploração do trabalho. Rumo à concretização do princípio,
teoricamente aceito há 200 anos, diz que "todos os homens são
iguais". E sublinhando a novidade que afirmava que os pobres,
os pequenos, os explorados também podem ser sujeitos de
suas vidas.
MARX MARX && ENGEL ENGEL Por isso é um documento histórico, testemunho da rebeldia do seres
MARX
MARX && ENGEL
ENGEL
Por isso é um documento histórico, testemunho da rebeldia do
seres humanos. Seu texto, racional, aqui e ali bombástico e, em
diversas passagens irônico, mal esconde essa origem comum
com homens e mulheres de outros tempos: o fogo que acendeu
a paixão da Liga dos Comunistas, reunida em Londres no ano
de 1847, não foi diferente do que incendiou corações e mentes
na luta contra a escravidão clássica, contra a servidão medieval,
contra o obscurantismo religioso e contra todas as formas de
opressão.
MARX MARX && ENGEL ENGEL A Liga dos Comunistas encomendou a Marx e a Engels a
MARX
MARX && ENGEL
ENGEL
A Liga dos Comunistas encomendou a Marx e a Engels a
elaboração de um texto que tornasse claros os objetivos dela e sua
maneira de ver o mundo. E isto foi feito pelos dois jovens, um de 30 e o
outro de 28 anos. Portanto, o Manifesto Comunista é um conjunto
afirmativo de idéias, de "verdades" em que os revolucionários da época
acreditavam, por conterem, segundo eles, elementos científicos – um
tanto economicistas – para a compreensão das transformações sociais.
Nesse sentido, o Manifesto é mais um monumento do que um
documento
...
Pétreo, determinante, forte: letras, palavras, e frases que
queriam Ter o poder de uma arma para mudar o mundo, colocando no
lugar "da velha sociedade burguesa uma associação na qual o livre
desenvolvimento de cada membro é a condição para o
desenvolvimento de todos."
MARX MARX && ENGEL ENGEL O Manifesto Comunista como não poderia deixar de ser, termina triunfalista
MARX
MARX && ENGEL
ENGEL
O Manifesto Comunista como não poderia deixar de
ser, termina triunfalista e animando. Não quer
espiritualizar e sim emocionar para a luta. Curiosamente,
retoma a idéia do "fantasma", ao desejar que "as classes
dominantes tremam diante da idéia de uma revolução
comunista". Os proletários, que têm um mundo a ganhar
com a revolução, também são, afinal, conclamados, na
célebre frase, que tantos sonhos, projetos de vida e
revoluções sociais já inspirou:
"PROLETÁRIOS DE TODOS OS PAÍSES, UNI-VOS !"
Capitulo IIII Capitulo
Capitulo IIII
Capitulo

“O INQUERITO SOBRE A MONARQUIA”, DE CHARLES MAURRAS (1900 - 1909)

“Só a instituição infinitamente duradoura

faz com que o melhor de nós se conserve”.

Maurras

CHARLES CHARLES MAURRAS MAURRAS Nacionalista, anti-semita e anti-republicano, o escritor e teórico político francês Charles Maurras
CHARLES
CHARLES MAURRAS
MAURRAS
Nacionalista, anti-semita e anti-republicano, o
escritor e teórico político francês Charles Maurras exerceu
grande influência intelectual na Europa do início do século
XX. Seu nacionalismo de direita antecipou algumas idéias
do fascismo.
Maurras nasceu em Martigues em 20 de abril de
1868. Viveu em Paris a partir de 1891, onde fundou o
grupo de jovens poetas contrários ao simbolismo que
ficou conhecido como École Romane. Após o caso
Dreyfus, que polarizou a opinião pública francesa entre
esquerda e direita, ingressou na política e tornou-se
ardente monarquista ..
CHARLES CHARLES MAURRAS MAURRAS Em 1900, Maurras defendeu a restauração do regime monárquico com a publicação
CHARLES
CHARLES MAURRAS
MAURRAS
Em 1900, Maurras defendeu a restauração do
regime monárquico com a publicação de Enquête sur la
monarchie (Inquérito sobre a monarquia). Em L'Avenir de
l'intelligence (1905; O futuro da inteligência), inclui os
intelectuais -- em sua opinião não valorizados pela
democracia -- entre as classes dirigentes de um eventual
regime monárquico de direita. Em 1926, o Vaticano
condenou as idéias de Maurras, mas a medida em nada
reduziu seu prestígio
CHARLES CHARLES MAURRAS MAURRAS O inquérito marcou uma nova decisão para evolução para as idéias políticas
CHARLES
CHARLES MAURRAS
MAURRAS
O inquérito marcou uma nova decisão para
evolução para as idéias políticas do século XX pois
trazia sugestões antiindividualistas, anti racionaliza.
Submissão a natureza das coisas. Sem duvida a
monarquia deveria reformar, era enqluzive o eixo
de toda reforma.
Mauras, defenda que a transmissão
hereditária, na família pela família, é a transmissão
por excelência, por conseguinte, a hereditariedade
do poder tem sua força, duração e continuidade
paralelas à força, duração e continuidade da nação
Capitulo III Capitulo III
Capitulo III
Capitulo
III

“AS REFLEXOES SOBRE A VIOLENCIA” GEORGES SOREL (1908)

DE

“A sabotagem é um processo do Ancien Regime

e, de modo algum, tende a orientar o

trabalhador no caminho da emancipação”.

G. Sores

GEORGES GEORGES SOREL SOREL Sociólogo e sindicalista francês nascido em Cherbourg, defensor da teoria da evolução
GEORGES
GEORGES SOREL
SOREL
Sociólogo e sindicalista francês nascido em Cherbourg, defensor
da teoria da evolução do processo histórico pela criação do mito e da
violência. De família de classe média, estudou engenharia e entrou no
serviço público como engenheiro de estradas e pontes, antes de passar a
se interessar por questões econômicas e sociais (1887). Aposentou-se e
revoltado com a decadência moral e a corrupção da burguesia francesa,
passou a se dedicar a uma vida de estudos (1892) e procurou novos
valores morais no proletariado. Descobriu a obra de Karl Marx (1893) e
começou a escrever as análises críticas que constituem seu mais original
e valioso trabalho. Defendeu de Alfred Dreyfus (1897), atacou os
partidos Socialista e Radical e propugnou o sindicalismo revolucionário
(1902), movimento anarquista que defendia a espontaneidade da luta de
classes.
GEORGES GEORGES SOREL SOREL Em seu mais conhecido o livro, Reflexões sobre a violência (1908), defendeu
GEORGES
GEORGES SOREL
SOREL
Em seu mais conhecido o livro, Reflexões sobre a
violência (1908), defendeu o uso da violência pelo
proletariado, mas estabelecia que este apenas se
revoltaria se tivesse fé num mito em cuja eficácia
pudesse confiar. O mito do proletariado seria o da
greve geral, meio de fazer parar o país e conseguir a
derrubada da burguesia. Depois desencantou-se com o
sindicalismo e aderiu (1915), hesitante, ao movimento
católico Ação Francesa, mas na revolução russa
(1917), apoiou os bolcheviques.
Capitulo VI Capitulo VI
Capitulo VI
Capitulo
VI

“O ESTADO E A REVOLUCAO”, DE LENIN (1917)

“Todos os revolucionários proclamam

sucessivamente que as revoluções passadas só

tiveram por resultado iludir o povo, e que só

será verdadeira revolução a que tem em vista”.

Vilfredo Pareto

LENIN LENIN O Estado e a Revolução nada mais é do que a doutrina do Marxismo
LENIN
LENIN
O Estado e a Revolução nada mais é do que
a doutrina do Marxismo sobre o Estado e as
tarefas do Proletariado na Revolução - tal é seu
título completo - foi escrito em agosto-setembro
de 1917, na clandestinidade. Representa o
produto de uma longa série de reflexões e
estudos, registrados num caderno que recebeu o
título "O Marxismo acerca do Estado" e que
continha citações de Marx e de Engels, extratos
de livros e artigos de Kaustsky e Bernstein, além
de conclusões e críticas do próprio Lênin.
LENIN LENIN Planejada inicialmente para se desenvolver em 7 (sete) capítulos, esta obra não chegou a
LENIN
LENIN
Planejada inicialmente para se desenvolver em 7
(sete) capítulos, esta obra não chegou a ser concluída.
Os acontecimentos que levaram à Revolução de
Outubro de 1917, com Lênin à frente, impediram-no de
levar a cabo o que havia se proposto para o último
capítulo, que versaria sobre "A experiência das
Revoluções Russas de 1905 e 1917" (fevereiro). Tal
capítulo chegou somente a ser introduzido, com um
esclarecimento de Lênin que se limitaria a tratar das
"lições mais importantes da experiência que dizem
respeito diretamente às tarefas do proletariado na
revolução em relação ao poder de Estado."
LENIN LENIN Para Lenin sem teoria revolucionaria não ha açao revolucionaria. A teoria tornava possivel a
LENIN
LENIN
Para Lenin sem teoria revolucionaria não
ha açao revolucionaria. A teoria tornava
possivel a açao, mas eta fazia com que a teoria
progredisse , transformando - a. Porque a teoria
jamais deve se achar atrasada em relaçao a
vida.
LENIN LENIN É certo que Lênin voltou a trabalhar sobre o texto, pois a 2ª edição
LENIN
LENIN
É certo que Lênin voltou a trabalhar sobre o texto,
pois a 2ª edição (dezembro de 1918) traz o acréscimo
de um item ao Capítulo II ("Como Marx colocava a
questão em 1852"). Não consta, porém, que tivesse
concluído a obra, com a produção do planejado
Capítulo VII (ou do 2º fascículo). Referências à
experiência daquelas revoluções russas (1905 e
fev/1917) aparecem em diversas de suas obras
posteriores, mas não com o t- Essência de classe
do Estado
Capitulo VV Capitulo
Capitulo VV
Capitulo

“MEIN KAMPF” (MINHA LUTA), DE ADOLF HITLER (1925 – 1927)

“A tentativa de divinização de um grupo

humano por si próprio”.

Francois Perroux

ADOLF ADOLF HITLER HITLER É em 1889 que nasce, numa simbólica cidadezinha, a margem do rio
ADOLF
ADOLF HITLER
HITLER
É em 1889 que nasce, numa simbólica cidadezinha, a
margem do rio Inn, o homem que se diz “o escolhido pelo céu para
proclamar a vontade racista do criador.
Na sua adolescência após a morte do pai e da mãe, parte para
Viena com uma maleta de roupa e tendo no coração, conforme diz
“uma vontade inabalável”, de ser alguém. Acumulam se as
decepções, a escola de Belas – Artes não quis receber como aluno de
pintura e teve que ganhar a vida como auxiliar de pedreiro.
Após algum tempo de trabalho a cidade parecia como a
capital da iniqüidade social, onde vizinhavam – se, sem transição a
riqueza e a miséria.
ADOLF ADOLF HITLER HITLER A essência da ideologia nazista encontra-se sintetizada no livro de Hitler, Minha
ADOLF
ADOLF HITLER
HITLER
A essência da ideologia nazista encontra-se
sintetizada no livro de Hitler, Minha Luta (Mein
Kampf), onde o Nacionalista, defende o racismo e a
crença na superioridade da raça ariana; nega as
instituições da democracia liberal e a revolução
socialista; apóia o campesinato e o totalitarismo; e
luta pelo expansionismo alemão.
ADOLF ADOLF HITLER HITLER O estado segundo “Minha Luta, não é evidentemente um estado liberal, “vazio”de
ADOLF
ADOLF HITLER
HITLER
O estado segundo “Minha Luta, não é evidentemente um estado
liberal, “vazio”de conteúdo moral, desprovido de todo imperativo , de
todo absoluto, entregue ao apetite de múltiplos partidos, que por sua
vês encobrem interesses particulares. É um estado que possui uma
missão, um estado “ético”, que depende de um absoluto. É um Estado
anti – liberal, antiparlamentar, antipartidário; um estado fundado sobre
o principio e a mística do chefe, do condutor(Führer) e cujo motor é
um partido único, intermediário entre as massas e o chefe.É um estado
anti – marxista ,anti- igualitário, hierárquico e cooperativo, obstinado,
enfim, em nacionalizar, em tornar não grosseiramente nacionais, mas
agressivamente nacionalistas, as massas que o marxismo judeu queria
desnacionalizar, internacionalizar.
CONCLUSAO CONCLUSAO
CONCLUSAO
CONCLUSAO

O ESPIRITO CONTRA O LEVIATÃ

“NOSSO SÉCULO,EM FACE DO SÉCULO XIX, PARECE UM RENACIMENTO DA FATALIDADE”.

André Malraux

CONCLUSÃO CONCLUSÃO OO ESPIRITO ESPIRITO CONTRA CONTRA OO LEVIATÃ LEVIATÃ Ao longo dos ultimos anos, entre
CONCLUSÃO
CONCLUSÃO
OO ESPIRITO
ESPIRITO CONTRA
CONTRA OO LEVIATÃ
LEVIATÃ
Ao longo dos ultimos anos, entre duas grandes
guerras,a mesma revolta de espirito tem se
expresado em certos numeros de obras de qualidade
não se pretende, aqui, conhecer o segredo da
historia, não se tenha certeze, se quer, de que haja
um segredo da historia. Registra se apenas a luta do
espirito contra o leviatã, luta sempre reiniciada,
como a do mar.
CONCLUSÃO CONCLUSÃO OO ESPIRITO ESPIRITO CONTRA CONTRA OO LEVIATÃ LEVIATÃ Diz-se, tão somente: se um dia
CONCLUSÃO
CONCLUSÃO
OO ESPIRITO
ESPIRITO CONTRA
CONTRA OO LEVIATÃ
LEVIATÃ
Diz-se, tão somente: se um dia esta luta
não mais devesse começar, sobre o peso das
propagandas enbrutecedoras, sobre o acoite dos
terrores, lavados ou sangrentos, se um dia tivesse
de esgotar-se o impieto espiritual transmitido de
idade em idade, só então seria permitido
entregar-se. E dar aqui essência ao amargo
veredito de Taime, “nenhum homem sensato pode
ter esperança.