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A Iniciativa Novas Oportunidades apresenta-se como uma nova forma de ensino,

utilizando uma estratégia mais prática para a realização dos seus objectivos, ou seja, a
certificação de nível secundário (12º ano).
Exemplo disto foi a iniciativa promovida pela Casa Nossa Senhora do Rosário da
Figueira da Foz, que no âmbito do domínio de referência 3, do núcleo gerador das tecnologias
de informação e comunicação, organizou uma visita de estudo à Rádio Televisão Portuguesa
(RTP) Centro, para que os formandos pudessem presenciar “in loco”, o verdadeiro impacto dos
meios de comunicação social.
Sanção Coelho, realizador na RTP, serviu de guia nesta aventura.
A visita iniciou-se com uma breve introdução à evolução dos meios de comunicação
social. Desde o aparecimento da imprensa no século XV, na Alemanha por Johann Gutemberg,
com a primeira edição da Bíblia, seguida do aparecimento da revista e da fotografia em 1800,
na América, a telegrafia nos finais do século XIX em Itália, por Guilherme Marconi, que mais
tarde inventou o rádio, seguido finalmente pela invenção da televisão e agora com a difusão
da internet, que, com a sua facilidade de acesso, se tornou num meio de transmissão da
comunicação social. Todos estes têm como principal função, garantir o direito à informação.
Após esta pequena introdução, seguiu-se uma visita aos vários estúdios de produção e
realização. Esta iniciou-se na central técnica de rádio, onde se realiza a transmissão da zona
centro às rádios Antena 1, Antena 2 e Rádio Difusão Portuguesa Internacional. Aqui pôde-se
verificar uma série de aparelhos utilizados para o controlo da emissão, como alguns
computadores que contêm dados e informações, como música e gravações do exterior,
juntamente com uma mesa de mistura e controlo com um microfone acoplado para a emissão
interna de som.

Neste espaço deu-se a oportunidade de colocar algumas questões a Sansão Coelho.


A primeira questão colocada foi a da influência do público na construção da agenda
mediática, à qual respondeu que a selecção da informação é feita de uma forma quase
cooperativa pelos profissionais da comunicação social, que escolhem temas que sejam
relevantes para o interesse público.
Pediu-se que definisse o que é uma estação televisiva generalista, à qual respondeu,
que esta é uma estação que aborda todos os temas de interesse público.
Então questionou-se se a entrada em funcionamento das televisões privadas trouxe
consequências para a RTP, à qual simplesmente disse, que o aparecimento de “território novo”
não significa que transmitirá aquilo que se pretende.
Para além de ter referido que o Estado não tem influência no conteúdo das notícias
divulgadas e definido o processo de preparação das mesmas, ou seja, a preparação das
notícias, a acção, em que se tenta manter a ligação com o estúdio e finalmente a edição, com
salvaguarda de toda a informação retirada na notícia, respondeu também a algumas questões
referentes à Iniciativa Novas Oportunidades (INO).
Estas questões incluíram, o papel da RTP na difusão da INO, na qual foi dito que a
programação sobre esta iniciativa é gerida pelos protocolos (publicidade institucional) do
estado, em que o mesmo dispõe de espaços para “spots” publicitários às suas iniciativas. E
também se uma pessoa que anda a fazer o secundário pelo Centro de Novas Oportunidades
tem capacidades para trabalhar na RTP, em que referiu, que, se esta possuir formação
específica para exercer certa função, poderá ter capacidade para exercer essa mesma.
Finalmente colocou-se a questão da importância dos satélites na comunicação.
Relativamente a esta questão, foi dito que estes são utilizados em transmissões para lugares
que não exista possibilidade de comunicação por outro meio, tendo estes, a capacidade de
melhorar a qualidade das mesmas e de permitir uma melhor adaptação ao fuso horário dos
vários países, pois permite uma transmissão quase instantânea para qualquer parte do mundo.
No fim destas questões seguiu-se então a passagem pela central técnica de televisão,
em que se pôde verificar toda a tecnologia que permite a sua construção, de forma a ser
transmitida para as nossas casas, como um teleponto, vários “spots” de iluminação, fundos
digitais (painel azul) e várias câmaras distribuídas para uma boa captura de imagem.
Após alguns momentos continuou-se a viagem pela regi, que serve como uma base de
comando e controlo, em que se podem ver vários monitores (pré-visualização) e uma
misturadora de som e vídeo.

No final fez-se uma breve passagem pelas ilhas de montagem, pela central técnica de rádio e
pela redacção.
Esta visita foi considerada pelos formandos como uma nova experiência, e pelos vistos
estão todos preparados para outra.

Casa Nossa Senhora do Rosário, Figueira da Foz


EFA – Nível Secundário – Instalação e Manutenção de Sistemas Informáticos
Os Multimédia

Carlos Jacinto
Ana Paula
Maria Isabel
Paula
Liliana Simões