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Administração Financeira e Orçamentária

Administração Financeira e Orçamentária ESTRUTURA DO CAPITAL

ESTRUTURA DO CAPITAL

EstruturaEstrutura dede CapitalCapital

A estrutura de capital de uma empresa refere-se à composição de suas fontes de financiamento a longo prazo, oriundas de capitais de terceiros (exigível) e de capitais próprios (patrimônio líquido).

Diferentes setores de atividade e, inclusive, diferentes empresas dentro do mesmo segmento de negócios podem apresentar estruturas financeiras diferenciadas.

EstruturaEstrutura ÓtimaÓtima dede CapitalCapital

O conceito de estrutura ótima de capital

vincula-se à proporção de recursos próprios

e de terceiros a ser mantida por uma

empresa que leva à maximização da riqueza

de seus acionistas.

Ainda não existe uma posição totalmente definida sobre esse assunto, porém, podem ser identificadas duas grandes linhas de pensamento: a convencional e a proposta defendida por Modigliani e Miller.

TeoriaTeoria ConvencionalConvencional

Admite que, mediante uma combinação adequada de suas fontes de financiamento, uma empresa possa definir um valor mínimo para seu custo total de capital.

Em outras palavras, é possível uma empresa alcançar estrutura ótima de capital, na qual minimizaria seu custo de capital e maximizaria a riqueza de seus acionistas.

TeoriaTeoria dede ModiglianiModigliani MillerMiller (MM)(MM)

Modigliani e Miller apregoam que num mundo hipoteticamente sem impostos, o custo total de capital
Modigliani e Miller apregoam que num mundo
hipoteticamente sem impostos, o custo total de
capital de uma empresa é independente de sua
estrutura de capital.
O
que
define
efetivamente
o
valor
(e
a
atratividade) de um
investimento
é
a
sua
rentabilidade e, também, o risco associado à
decisão, e não a forma como é financiado.

PorPor queque UsarUsar CapitalCapital PróprioPróprio QuandoQuando oo CapitalCapital dede TerceirosTerceiros éé MaisMais BaratoBarato

Em geral, uma empresa pode escolher o quociente de endividamento (P/PL) que desejar. Pode emitir ações, debêntures conversíveis em ações e reter lucros. Por outro lado, pode também negociar com diferentes níveis de empréstimos e financiamentos, contratar leasing, e assim por diante.

PorPor queque UsarUsar CapitalCapital PróprioPróprio QuandoQuando oo CapitalCapital dede TerceirosTerceiros éé MaisMais BaratoBarato

O capital próprio é considerado um investimento de risco, arcando os seus provedores com todo o resultado residual da empresa. Eventual insucesso na gestão dos negócios repercute direta e negativamente sobre os rendimentos dos acionistas, não se estendendo sobre a remuneração dos credores.

Um passivo oneroso constitui-se numa obrigação contratual com encargos e desembolsos financeiros previamente

estabelecidos

entre

as

partes,

e

a

obrigação

de

seu

desembolso

não

se

vincula

geralmente

ao

sucesso

da

empresa.

PorPor queque UsarUsar CapitalCapital PróprioPróprio QuandoQuando oo CapitalCapital dede TerceirosTerceiros éé MaisMais BaratoBarato

Não há uma fórmula conclusiva e definitiva sobre como avaliar a relação ótima entre capital próprio e de terceiros, no entanto:

-as empresas normalmente procuram não se afastar muito do padrão de endividamento do setor;

-empresas com maiores incertezas em relação a seus resultados operacionais tendem a demandar maiores participações de recursos próprios para financiar suas atividades.

MercadoMercado EficienteEficiente

• Aquele no qual os preços refletem as informações disponíveis e apresentam grande sensibilidade a novos dados, ajustando-se

rapidamente

a

outros

ambientes.

Os

preços

não

devem

ser

tendenciosos.

• Nenhum participante sozinho tem capacidade de influenciar os preços nas negociações.

• Constituído de investidores racionais.

• Informações disponíveis, gratuitas e instantâneas.

• Inexistência de racionamento de capital.

• Os ativos são divisíveis e negociáveis sem restrições.

• Expectativas dos investidores homogêneas.

MercadoMercado EficienteEficiente

•Rapidez na execução das ordens de compra e venda num ambiente organizado. •Elevado número de participantes envolvidos na negociação de ações. •Disseminação das informações das empresas, muitas vezes analisadas por especialistas. •Os retornos oferecidos pelos diversos investimentos devem remunerar seu risco, com visão de longo prazo. •Imperfeições:

- Estimativas não homogêneas dos investidores; - Não todos os investidores são racionais; -O mercado sofre influências de políticas econômicas.

FinanciamentoFinanciamento porpor MeioMeio dede RecursosRecursos PrópriosPróprios

O financiamento de uma empresa por meio de recursos próprios pode desenvolver-se pela retenção de seus resultados líquidos e, principalmente, pela integralização de novas ações.

FinanciamentoFinanciamento porpor MeioMeio dede RecursosRecursos PrópriosPróprios

O processo de integralização de novas ações (ordinárias ou preferenciais), que se desenvolve dentro do segmento acionário do mercado de capitais, obedece a este fluxo seqüencial de atividades:

de capitais, obedece a este fluxo seqüencial de atividades: Empresa Emitente de Novas Ações Instituição Financeira

Empresa Emitente de Novas Ações

seqüencial de atividades: Empresa Emitente de Novas Ações Instituição Financeira Não Bancária Intermediadora da

Instituição Financeira Não Bancária Intermediadora da Operação

Financeira Não Bancária Intermediadora da Operação Colocação Inicial: Mercado Primário Renegociação

Colocação

Inicial:

Mercado

Primário

da Operação Colocação Inicial: Mercado Primário Renegociação das Ações: Mercado Secundário

Renegociação das Ações:

Mercado

Secundário

PorPor queque InvestirInvestir emem AçõesAções ??

A decisão de investir em ações deve ser precedida de uma análise das expectativas dos rendimentos a serem auferidos ao longo do prazo de permanência em determinada posição acionária e, também, da valorização que possa verificar-se nesses valores mobiliários. Na verdade, a principal tarefa de um investidor centra-se na avaliação do retorno esperado de seu capital aplicado, o qual deverá ser condizente com o risco assumido.

FinanciamentoFinanciamento porpor MeioMeio dede RecursosRecursos dede TerceirosTerceiros

As principais modalidades de empréstimos e financiamentos a longo prazo, praticadas com recursos de terceiros e disponíveis às empresas no mercado de capitais, podem ser classificadas de acordo com os seguintes tipos:

• Empréstimos e financiamentos diretos;

• Repasses de recursos internos;

• Repasses de recursos externos;

• Subscrição de debêntures;

• Arrendamento mercantil (leasing).

FinanciamentoFinanciamento porpor MeioMeio dede RecursosRecursos dede TerceirosTerceiros

Empréstimos e Financiamentos
Empréstimos e Financiamentos

Referem-se às operações de captação de recursos processadas diretamente por uma empresa nas instituições financeiras (bancárias ou não) componentes do mercado de capitais.

Por exemplo: a colocação de Certificados de Depósitos Bancários, por parte dos Bancos de Investimento, visa suprir o financiamento de capital de giro que essas instituições financeiras não bancárias promovem no mercado.

FinanciamentoFinanciamento porpor MeioMeio dede RecursosRecursos dede TerceirosTerceiros

Repasses de Recursos Internos
Repasses de Recursos Internos

Identificam os recursos oficiais alocados para o financiamento de atividades consideradas como de interesse econômico nacional. Essa forma de financiamento assume grande destaque no Brasil, dado o precário nível de captação da poupança privada voluntária. Os fundos oficiais internos apresentam normalmente baixos custos aos tomadores (em geral, as taxas de juros são inferiores às praticadas no mercado) e provêm, basicamente, de dotações orçamentárias da União, da poupança compulsória (PIS, COFINS etc), de incentivos fiscais e de captações processadas no exterior.

FinanciamentoFinanciamento porpor MeioMeio dede RecursosRecursos dede TerceirosTerceiros

Repasses de Recursos Externos
Repasses de Recursos Externos

São poupanças captadas no exterior, por instituições financeiras nacionais, e, a seguir, repassadas no mercado interno para as várias empresas interessadas.

Banco Estrangeiro Emprestador dos Recursos

interessadas. Banco Estrangeiro Emprestador dos Recursos Banco Nacional Captador e Repassador dos Recursos Externos

Banco Nacional Captador e Repassador dos Recursos Externos

Emprestador dos Recursos Banco Nacional Captador e Repassador dos Recursos Externos Empresa Nacional Financiada

Empresa

Nacional

Financiada

FinanciamentoFinanciamento porpor MeioMeio dede RecursosRecursos dede TerceirosTerceiros

Subscrição de Debêntures
Subscrição de Debêntures

As debêntures são títulos privados de crédito, emitidos exclusivamente por companhias de capital aberto e colocadas no mercado à disposição de investidores interessados.

A autorização de emitir esses valores, assim como a definição de suas principais características (prazo de resgate, rendimentos previstos e forma de pagamento etc) são de competência da assembléia de acionistas da empresa, respeitada a legislação em vigor.

FinanciamentoFinanciamento porpor MeioMeio dede RecursosRecursos dede TerceirosTerceiros

Subscrição de Debêntures
Subscrição de Debêntures

As debêntures podem ser do tipo “simples”, as quais somente podem ser resgatadas em dinheiro, e “conversíveis” em ações, as quais permitem que o debenturista, por ocasião do resgate, possa converter o montante acumulado em ações da empresa.

As debêntures ainda podem ter seus juros renegociados. Na hipótese de não se alcançar um acordo com a empresa, o debenturista poderá exigir o resgate de sua aplicação, incidindo rendimentos somente até a data de sua saída.

FinanciamentoFinanciamento porpor MeioMeio dede RecursosRecursos dede TerceirosTerceiros

Arrendamento Mercantil (Leasing)
Arrendamento Mercantil (Leasing)

Permitem que uma empresa se utilize de determinado ativo mediante o estabelecimento de um contrato de aluguel com a instituição arrendadora.

Ao final do contrato, poderão ocorrer as seguintes opções para a empresa arrendatária:

-renovação do contrato com ou sem substituição do bem arrendado;

-Devolução do bem à arrendadora; ou

-Aquisição do bem por um preço previamente fixado (definido como valor residual garantido).