Instituto Brasileiro do Concreto

A INFLUÊNCIA DAS PROPRIEDADES FÍSICAS E MECÂNICAS DOS SISTEMAS DE REPARAÇÃO NO COMPORTAMENTO ESTRUTURAL DE VIGAS DE CONCRETO ARMADO REPARADAS

Regina Helena Ferreira de Souza Professora Titular Universidade Federal Fluminense regsouza@nitnet.com.br

Júlio Appleton Professor Catedrático Instituto Superior Técnico a2p@ip.pt

RESUMO Em reparação estrutural, a ligação dos materiais é um dos aspectos mais críticos. A ligação de dois materiais com propriedades mecânicas diferentes propicia o desenvolvimento de tensões de tração e a formação de fissuras na ou próximo da interface causando a perda de aderência entre eles. Para que o projetista possa garantir o sucesso da reparação é necessário maior conhecimento do desempenho dos produtos de reparação e das incompatibilidades físicas ou mecânicas com o substrato de concreto. Neste âmbito, desenvolveu-se um estudo experimental sobre o

comportamento estrutural de vigas e pilares reparados com dois tipos de sistemas de reparação disponíveis no mercado: uma argamassa de base cimentícia e outra modificada por polímeros. Foram avaliadas as resistências à compressão e à tração, o módulo de elasticidade, o coeficiente de Poisson, a retração e a resistência de aderência dos materiais envolvidos. As vigas reparadas foram ensaiadas em pórtico de cargas em ensaios de curta-duração. Foi possível avaliar
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com comprimento de 2. As reparações realizadas na face superior das vigas permitiram avaliar o seu comportamento em região de flexo-compressão enquanto que na face inferior permitiram avaliar o comportamento da reparação em região de flexo-tração. a influência das propriedades físicas e mecânicas das argamassas de reparação no desempenho dessas vigas reparadas. Dessas sete vigas moldadas. 1. A viga de referência (VR).25 m e seção transversal de 12 x 20 cm. Figura 1: Representação esquemática do detalhamento das vigas. as aberturas das fissuras e o comportamento estrutural na rotura e em serviço. os deslocamentos. 43º Congresso Brasileiro do Concreto 2 . No presente trabalho pretende-se mostrar. conforme indica a Figura 1. não foi cortada nem reparada.Instituto Brasileiro do Concreto as deformações.V2B) foram cortadas. quatro (V1A. DESCRIÇÃO DOS MODELOS EXPERIMENTAIS Foram moldadas sete vigas em concreto armado. através da análise de resultados experimentais. segundo as recomendações da boa técnica de reparação. As regiões hachuradas indicam as zonas reparadas. plena em concreto. apicoadas e reparadas tanto na zona de compressão como na zona de tração.V2A.V1B.

são materiais desenvolvidos e comercializados por duas grandes empresas multinacionais do ramo da construção civil.909 0.9 30 0. A 28 41 6.969 Arg.19 1.088 Arg. de forma resumida. Tabela 1: Caracterização dos materiais envolvidos. mantidos em câmara condicionada. Foram realizados dois tipos de ensaios para a retração: o ensaio convencional em corpos-de-prova de 4x4x16 mm. B 90 68 5. O trabalho referido em [1] descreve em detalhes o estudo da retração dessas argamassas.6 28 0. CARACTERIZAÇÃO DOS MATERIAIS Foram estudados dois sistemas de reparação disponíveis no mercado: uma argamassa de base cimentícia e outra cimentícia modificada por polímeros.10 0.674 Arg.941 1.927 1. A 90 43 5.017 fcm = resistência média à compressão em cilindros fctm = resistência média à tração simples Ecm = módulo de elasticidade em compressão ν = coeficiente de Poisson τad = tensão de aderência das argamassas ao substrato de concreto * ensaio convencional. mantidos no ambiente do laboratório e em câmara condicionada. Em ambos os casos.282 Arg.18 0. fctm Ecm Idade fcm Retração * Retração ν τad dias (MPa) (MPa) (GPa) x 10-3 ** (MPa) x 10-3 Concreto 28 25 2. e o não convencional que avaliou as argamassas desde a sua moldagem. sendo de fabricantes diferentes. A Tabela 1 apresenta. câmara condicionada 43º Congresso Brasileiro do Concreto 3 .81 0.2 21 0. Refere-se que a idade de 90 dias corresponde à época de realização dos ensaios das vigas. Alguns desses corpos-de-prova foram ensaiados aos 28 dias. os valores das características físicas dos materiais envolvidos.3 22 0. B 28 64 5.3 31 0.22 0. Para a caracterização dos materiais foram moldados e ensaiados vários corpos-de-prova. outros na época dos ensaios das vigas e outros ainda ao fim de 3 meses de idade.938 1. ambiente do laboratório ** ensaio convencional. Além desses ensaios normalizados avaliou-se também a tensão de aderência da argamassa pelo arrancamento de pastilhas de alumínio coladas ao substrato de concreto.5 29 0.350 Concreto 90 30 2.Instituto Brasileiro do Concreto 2.

na seção do meio do vão. 4. e na seção do meio do vão. Na viga de referência VR. Para o conhecimento das deformações foram utilizados dois tipos de instrumentação. conforme as recomendações do fabricante e sob sua orientação.Instituto Brasileiro do Concreto Para a caracterização do aço das armaduras realizou-se ensaio à tração nos mesmos. DESCRIÇÃO DOS TRABALHOS DE REPARAÇÃO εsu (%) 29 27 Es (GPa) 207 215 Antes de serem ensaiadas. Diâmetro Tipo Seção fsy fsu (mm) (mm2) (MPa) (MPa) 6 400 NR 28. em vários pontos da viga: na região de flexão. 43º Congresso Brasileiro do Concreto 4 . posições de 1 a 16 e nos vãos de corte. Os detalhes da instrumentação estão indicados na Figura 2. As deformações pontuais foram obtidas por meio de extensômetros elétricos colados nas armaduras longitudinais de tração e de compressão.5 544 613 fsy = tensão de escoamento à tração fsu = tensão de rotura à tração εsu = extensão após rotura Es = módulo de elasticidade 3. Tabela 2: Características Mecânicas dos Aços. segundo as recomendações da boa técnica de reparação. O corte e o apicoamento do concreto foi realizado pela equipe do Laboratório de Estruturas do IST (Lisboa). apicoadas e reparadas. As deformações médias foram obtidas com a utilização de um alongâmetro base 100mm. as vigas foram cortadas. SISTEMA DE ENSAIOS E INSTRUMENTAÇÃO As vigas foram submetidas a esforços de flexão em ensaios de curta duração realizados em um pórtico de cargas auto-equilibrado.3 557 700 10 400 NR 78. posições de 18 a 31. a mesma instrumentação foi empregada. Os deslocamentos foram obtidos com a leitura de transdutores elétricos (T1T2 e T3) dispostos sob as cargas concentradas. A aplicação das argamassas foi realizada por técnicos de empresas especializadas. Os resultados desses ensaios estão apresentados na Tabela 2.

Em relação à retração livre.05 x 10-3. os baixos valores da tensão resistente de aderência de ambas as argamassas ao substrato de concreto. os altos valores da retração de ambas as argamassas. verifica-se no gráfico da Figura 3 que aos 10 dias de idade.Instituto Brasileiro do Concreto Figura 2: Detalhe da instrumentação das vigas. 43º Congresso Brasileiro do Concreto 5 . os valores de ambas as argamassas aproximavam-se de 1. os elevados valores das resistências à tração de ambas as argamassas. 5. o que é um valor elevado. sobretudo a B. ANÁLISE DOS RESULTADOS DOS ENSAIOS DE CARACTERIZAÇÃO DOS MATERIAIS Observando-se a Tabela 1 verifica-se: • • • • • o elevado valor das resistências à compressão das argamassas. o baixo valor do módulo de elasticidade da argamassa A.

4 0.6 0.00 0 1 2 3 4 5 6 Tempo (horas) 7 8 9 10 11 12 Figura 4: Retração livre das argamassas nas primeiras 12 horas.9 0.20 0.30 Argamassa A 0.2 0.40 Argamassa B 0. ANÁLISE DOS RESULTADOS DOS ENSAIOS DAS VIGAS Comparando-se o conjunto das vigas reparadas com a viga de referência VR observa-se tanto nos gráficos Carga x Flecha e Momento x Curvatura apresentados nas Figuras 5 a 7. 0. como nos valores dos momentos últimos teóricos e experimentais 43º Congresso Brasileiro do Concreto 6 . nas primeiras 12 horas a argamassa A começou a retrair mais tarde e apresentou valores mais baixos que a argamassa B.0 Deformação x 10-3 0.70 0.60 0.2 1.10 0.1 1.3 0. os valores de retração da argamassa A tenham sido superiores aos da argamassa B (vide tabela 1).3 1.5 0. 6.Instituto Brasileiro do Concreto RETRAÇÃO LIVRE DAS ARGAMASSAS 1.8 0.50 Extensões x 10-3 0.0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 Argamassa A Argamassa B Idade (dias) Figura 3: Retração livre das argamassas.1 0. Embora na época dos ensaios das vigas.7 0. conforme se verifica no gráfico da Figura 4.

0 14.0 2.0 6.0 7.5 20. isto é.0 12. valores obtidos com a leitura dos extensômetros e na Figura 7 considerando-se as deformações médias. valores obtidos com o alongâmetro.Instituto Brasileiro do Concreto apresentados na Tabela 3.0 10. Tal fato indica que.0 0.0 M (kNm) VR 8. a grande semelhança entre elas.0 12.0 22.0 17. 16.5 -3 V1A V2A V1B V2B Estádio I Estádio II 15.5 1 / r x 10 / m Figura 6: Gráfico Momento x Curvatura e curvas teóricas do Estádio I e II (curvatura calculada considerando deformações pontuais). tanto na rotura quanto em serviço. ou seja. a priori. Observe que no gráfico da Figura 6 as curvaturas foram calculadas considerando-se as deformações pontuais. 25 20 P (kN) 15 VR 10 V1A V1B 5 V2A V2B 0 0 5 10 a (mm) 15 20 25 Figura 5: Gráfico Carga x Flecha.0 4.0 0.0 2. 43º Congresso Brasileiro do Concreto 7 .5 10. as duas argamassas utilizadas tiveram bom desempenho na substituição do concreto nas zonas reparadas.5 5.

7.0 22. Tabela 3: Comparação entre valores teóricos e experimentais VIGAS Mcr (kNn) (*) Teórica 2. 43º Congresso Brasileiro do Concreto 8 .0 V2B Estádio I 2.5 15.32 VR 2.0 10.11 V1B 3.50 V2B 3.1 Na Tabela 3 verifica-se também a equivalência dos valores do momento de fissuração (Mcr).0 12. ASPECTO DA ROTURA A rotura de todas as vigas deu-se por esmagamento do concreto da zona comprimida e escoamento das armaduras tracionadas no meio do vão.50 (*) momento de fissuração Mu (kNm) 14 14 13.50 V2A 2.0 12.5 1/r X 10-3/m Figura 7: Gráfico Momento x Curvatura e curvas teóricas do Estádio I e II (curvatura calculada considerando deformações médias).0 2.1 15.0 VR V1A 6.0 0.47 V1A 3.5 5.0 M (kNm) 8.0 7.Instituto Brasileiro do Concreto 16.5 20.0 17.5 15.0 14.0 V2A V1B 4.5 10.1 15 15.0 Estádio II 0.7 14. A resistência à tração mais elevada das argamassas de reparação permitiram que as vigas reparadas fissurassem um pouco mais tarde.

saiu inteiro. Figura 10: Rotura da viga V2A. Figura 8: Rotura da viga VR. Figura 9: Rotura da viga V1A. capazes de conter o reparo mecânicamente. 43º Congresso Brasileiro do Concreto 9 . por vezes.Instituto Brasileiro do Concreto Observando-se o aspecto da rotura das vigas nas fotografias apresentadas nas Figuras 8 a 12 verifica-se que houve uma grande mobilização tanto do concreto quanto da argamassa. promoveriam uma ligação mais eficiente e permitiriam um comportamento na rotura mais próximo ao da viga monolítica VR. Na zona comprimida das vigas reparadas verificou-se extensa fissuração ao longo da interface de ligação no ato da rotura. promovendo o destacamento brusco do reparo desta zona que. independentemente do tipo de argamassa. A inclusão de conectores físicos (“grampos”).

Figura 13: Aspecto da fissuração da viga VR Figura 14: Aspecto da fissuração da viga V1A 43º Congresso Brasileiro do Concreto 10 . AVALIAÇÃO DA FISSURAÇÃO Figura 12: Rotura da viga V2B. O aspecto da fissuração das vigas reparadas está exemplificado nas Figuras 13 a 15. 8.Instituto Brasileiro do Concreto Figura 11: Rotura da viga V1B.

próximo à rotura.6 kNm.8 kNm.Instituto Brasileiro do Concreto Figura 15: Aspecto da fissuração da viga V2B 8. mas a fissuração da viga V2B no meio do vão foi mais grave. Vide Tabela 1. foram iguais ou menores aos da viga de referência VR. 8. A avaliação da retração inicial dos sistemas de reparação através de ensaios específicos deve ser sempre exigida pelo usuário. A fissuração de aderência nos vãos de corte das vigas Tipo B ocorreu para valores de momento fletor em torno de M = 8. o crescimento da retração da argamassa A foi inferior ao da argamassa B.13 referente à viga VR com as Figuras 14 e 15 das vigas reparadas verifica-se que a grande diferença entre elas consiste no surgimento de fissuração de aderência na interface de ligação do reparo na fibra tracionada. independentemente do tipo de argamassa.2 Fissuração de Flexão e de Cisalhamento As aberturas de fissuras de flexão das vigas reparadas. No meio do vão. a viga V1B apresentou fissuras de aderência. Outro aspecto a ser considerado na análise dessa fissuração de aderência refere-se aos altos valores encontrados para a retração de ambas as argamassas de reparação. as vigas reparadas com argamassa A apresentaram melhor comportamento. No vão de corte. o que está de acordo com o maior valor obtido para a tensão média de aderência τad = 1.1 Fissuração de Aderência Comparando-se a Fig. As vigas Tipo A não apresentaram fissuração de aderência no meio do vão. próximo à rotura (M ≈ 13 kNm). surgindo para valores de momento fletor em torno de M = 5. comprometendo a aderência ao substrato. este tipo de fissuração surgiu para ambas as vigas. Pode-se assim dizer que em relação à fissuração de aderência. Nas primeiras horas. indicando que a retração inicial da argamassa pode afetar o comportamento do reparo. o que corresponde ao valor do momento freqüente. Tal fato 43º Congresso Brasileiro do Concreto 11 . condição de momento raro.22 MPa.

05 w.09 0.10 0.10 0.13 0.freq 0.09 0. Também independentemente do tipo de argamassa. Vide Tabela 4.12 0.07 0.raro 0.16 0. verificou-se que as aberturas das fissuras de corte foram maiores nas vigas reparadas.freq 0. Comparando-se o desempenho das zonas reparadas.07 0. provavelmente devido à fissuração de aderência ali verificada.14 0.flexão M.13 0. a distribuição da fissuração de flexão e de corte foi mais bem distribuída em VR do que nas vigas reparadas. 43º Congresso Brasileiro do Concreto 12 . Tal fato já havia sido verificado por Regina Souza [2] em outra pesquisa.11 0. é possível dizer que o reparo na zona de flexo-tração é mais crítico que zona de flexo-compressão. Vide Tabela 4. conforme mostra o gráfico da Figura 16. 9.03 0.10 w.12 0.corte M.04 0.Instituto Brasileiro do Concreto deve-se à maior resistência à tração oferecida pelas argamassas de reparação. AVALIAÇÃO DAS DEFORMAÇÕES MÉDIAS NOS TRECHOS ADJACENTES À SUPERFÍCIE DE LIGAÇÃO Os valores das deformações das fibras comprimidas nas posições 1 a 10 e das fibras tracionadas nas posições 11 a 16 adjacentes à ligação mostraram que o comportamento das vigas reparadas foi semelhante ao da viga monolítica de concreto.12 0.03 0.10 0. As deformações médias nas fibras estudadas apresentaram comportamento linear independentemente do material ser concreto ou argamassa A ou B.00 0.05 0.01 0. Tal fato indica que os diferentes valores do módulo de elasticidade dos materiais envolvidos parecem não ter alterado o comportamento das vigas reparadas.13 w.01 0. apesar de não ter sido utilizado nenhum conector de amarração.flexão M.raro 0. corte M.13 0.12 Conforme mostram as Figuras 12 a 15.14 0. Tabela 4: Valores das aberturas de fissuras VIGAS VR V1A V2A V1B V2B w.

as deformações obtidas com o alongâmetro no vão de corte não levaram a avaliações conclusivas sobre o comportamento destas fibras.2 0 0.4 -0.M. onde as curvaturas são calculadas com base nas deformações pontuais.frequente = 5. Por outro lado.7 kNm 20 18 VR 16 V1A 14 Altura da Viga (cm) 12 10 8 6 4 2 0 -0. para momento freqüente. Pelo exposto nestas observações acima verifica-se que a tensão de aderência foi uma característica da argamassa de reparação mais importante que o módulo de elasticidade.Instituto Brasileiro do Concreto Deformações médias . o gráfico M x k da Figura 6.8 1 1.6 0.2 0. A fissuração de aderência neste trecho dificultou a transmissão do carregamento e a formação de fissuras de cisalhamento.2 Deformações específicas (o/oo) V2A V1B Figura 16: Deformações médias ao longo da altura da viga. 43º Congresso Brasileiro do Concreto 13 .4 0. No que diz respeito às deformações pontuais. mostra que os extensômetros colados nas armaduras de tração e de compressão tiveram comportamento semelhante em todas as vigas.

Some-se a isso. devido aos diferentes valores do módulo de elasticidade. Assim. sem o que esta pesquisa não poderia ter sido realizada. 11. tanto em serviço como na rotura. verificou-se que os altos valores de retração inicial influenciaram a fissuração de aderência. ao LNEC. Ø O sistema de reparação A teve comportamento em serviço mais adequado do que o sistema B. Ø Não se verificaram diferenças significativas nos valores das deformações. Ø Os fabricantes dos sistemas de reparação devem continuar preocupando-se com o aprimoramento dos aspectos relativos à aderência e à retração. AGRADECIMENTOS Os autores expressam o seu agradecimento à Betão Liz. pode-se dizer que este não deve ter sido também o responsável pela fissuração de aderência verificada na interface. Os autores agradecem ainda ao 43º Congresso Brasileiro do Concreto 14 . CONSIDERAÇÕES FINAIS Ø As vigas reparadas com os dois tipos de sistemas de reparação apresentaram comportamento estrutural semelhante ao da viga de referência plena de betão. o fato de que o valor do módulo de elasticidade da argamassa B é semelhante ao do concreto e que a viga que mais apresentou fissuração de aderência no vão de flexão pura foi a viga V2B. ao IC/IST e à UFF/CAPES/CNPq pela efetiva colaboração. Ø O desempenho do reparo na região de flexo-tração é mais crítico do que na região de flexo-compressão. e suporte financeiro.Instituto Brasileiro do Concreto 10. à Bettor MBT. Ø Os altos valores verificados para a resistência à compressão das argamassas podem ter contribuído para o bom desempenho da reparação na zona de flexocompressão. Ø Os baixos valores da tensão de aderência contribuíram efetivamente para o surgimento de fissuras de aderência na interface de ligação. Ø Apesar dos baixos valores das tensões resistentes de aderência apresentados pelas duas argamassas estudadas. ao REBA. fornecimento de material e mão de obra. à SIKA.

– “Avaliação da deformação de Argamassas de reparação por meio de diferentes Métodos de Ensaio”. 2000. Veiga. REPAR 2000 – Encontro Nacional sobre Conservação e Reabilitação de Estruturas. – “Análise do Comportamento de Vigas de Betão Armado reforçadas à Flexão e ao Esforço Transverso”. F.. que colaborou com a pesquisa na fase de interpretação e análise dos resultados experimentais. Lisboa. IST. Ribeiro. Regina H. bolsista de iniciação científica. Appleton. 2000.H. J. São Paulo. M. 12. Tese de Doutoramento. A.F. M. p 599-608. – “Avaliação da Reparação estrutural em Elementos de Betão Armado”. Regina H. [3] Souza. F. [2] Souza.R. 320pp. 43º Congresso Brasileiro do Concreto 15 .Instituto Brasileiro do Concreto aluno Bruno Perdigão Olivieri. R. Anais em CD. S.. Simpósio Internacional de Manutenção e Restauração de Pavimentos e Controle Tecnológico. 1990. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] Souza.. S.

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