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www.redebrasilatual.com.br Jaú Distribuição Gratuita Jornal Regional de Jaú nº 3 Junho de 2012 habitação Fim

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Jaú

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www.redebrasilatual.com.br Jaú Distribuição Gratuita Jornal Regional de Jaú nº 3 Junho de 2012 habitação Fim
Distribuição Gratuita
Distribuição
Gratuita

Jornal Regional de Jaú

nº 3

Junho de 2012

habitaçãoGratuita Jornal Regional de Jaú nº 3 Junho de 2012 Fim Da mentira Juiz eleitoral mantém

Fim Da mentira

Juiz eleitoral mantém decisão que proíbe propagandas da prefeitura

mantém decisão que proíbe propagandas da prefeitura Política prefeiturA retirA propAgAndAs Anúncios

Políticamantém decisão que proíbe propagandas da prefeitura prefeiturA retirA propAgAndAs Anúncios enganosos

decisão que proíbe propagandas da prefeitura Política prefeiturA retirA propAgAndAs Anúncios enganosos

prefeiturA retirA propAgAndAs

Anúncios enganosos denunciados pelo Brasil Atual são suspensos por ordem judicial

Pág. 3

Brasil Atual são suspensos por ordem judicial Pág. 3 economia um imposto pArA melhorAr o pAís

economia

são suspensos por ordem judicial Pág. 3 economia um imposto pArA melhorAr o pAís Taxação sobre

um imposto pArA melhorAr o pAís

Taxação sobre grandes fortunas ajudaria a saúde e o combate à miséria no Brasil

Pág. 4-5

a saúde e o combate à miséria no Brasil Pág. 4-5 entrevista Biscoito fino é sAmBA-rock

entrevista

e o combate à miséria no Brasil Pág. 4-5 entrevista Biscoito fino é sAmBA-rock Banda de

Biscoito fino é sAmBA-rock

Banda de Jaú agrada ao público e conquista seu espaço

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Jaú

Jaú

estação bauru
estação bauru

eDitorial2 Jaú estação bauru Nesta terceira edição em Jaú, o jornal Brasil Atual repete a fórmula

Nesta terceira edição em Jaú, o jornal Brasil Atual repete a fórmula consagrada em outras 15 cidades, de dar voz ao povo que não tem acesso a rádio, jornal e televisão. Fazemos uma comunicação de inclusão social, valorizando nossa gente. É com esse espírito que a edição levanta as cobertas de dois assuntos bem importantes. Primeiro, a campanha publicitária ofi- cial que apresentava Jaú como um paraíso de moradias populares, quando a realidade é oposta. É no caráter enganoso dessas campa- nhas que o povo mais perde. Os autores podem até tentar enganar os leitores, mas não duvidem da inteligência do povo jauense. Outra matéria mostra que o leão do Imposto de Renda é in- justo para os trabalhadores, pequenos empresários e profissio- nais liberais, pois o regime fiscal brasileiro privilegia os mais ricos. A edição se junta àqueles que buscam uma reforma fis- cal mais justa e solidária, que permita o crescimento social e o desenvolvimento econômico de todas as faixas sociais e não só das do alto da pirâmide social.

faixas sociais e não só das do alto da pirâmide social. jornal on-line Leia on-line todas
jornal on-line

jornal on-line

Leia on-line todas as edições do jornal Brasil Atual. Clique www.redebrasilatual.com.br/jornais e escolha a cidade. Críticas e sugestões jornalba@redebrasilatual.com.br

DeclaraçõesCríticas e sugestões jornalba@redebrasilatual.com.br “Porque eu amo jaú” divulgAção Dona Lucia Antonia

“Porque eu amo jaú”

divulgAção
divulgAção
Declarações “Porque eu amo jaú” divulgAção Dona Lucia Antonia Cabral, moradora do Jardim Maria Luiza

Dona Lucia Antonia Cabral, moradora do Jardim Maria Luiza III se interessou pelo novo jornal por causa da participação das pessoas e das verdades mostradas à população.

das pessoas e das verdades mostradas à população. Hélio Peres Júnior, que mora no Jardim Santa
das pessoas e das verdades mostradas à população. Hélio Peres Júnior, que mora no Jardim Santa
das pessoas e das verdades mostradas à população. Hélio Peres Júnior, que mora no Jardim Santa

Hélio Peres Júnior, que mora no Jardim Santa Helena, disse que gostou muito das matérias relacionadas ao trânsito. E que a partir da leitura do jornal Brasil Atual vai tomar muito mais cuidado.

do jornal Brasil Atual vai tomar muito mais cuidado. divulgAção divulgAção Sara da Silva, moradora do
divulgAção
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Brasil Atual vai tomar muito mais cuidado. divulgAção divulgAção Sara da Silva, moradora do Jardim São
divulgAção
divulgAção
vai tomar muito mais cuidado. divulgAção divulgAção Sara da Silva, moradora do Jardim São José e

Sara da Silva, moradora do Jardim São José e que há quatro meses espera um bebê, disse que não troca Jaú por nada por causa da riqueza dos sapatos femininos!

Jaú por nada por causa da riqueza dos sapatos femininos! Claudinei Toraceli, auxiliar de escritório, morador
Jaú por nada por causa da riqueza dos sapatos femininos! Claudinei Toraceli, auxiliar de escritório, morador
Jaú por nada por causa da riqueza dos sapatos femininos! Claudinei Toraceli, auxiliar de escritório, morador

Claudinei Toraceli, auxiliar de escritório, morador da região central, declarou que ama Jaú, porque é uma cidade tranquila, acolhedora, e próspera. ‘Assim como meus pais, também formei minha família aqui’.

como meus pais, também formei minha família aqui’. divulgAção expediente rede Brasil Atual – Jaú editora
divulgAção
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Jaú 3 Política justiça obriga Prefeitura a retirar propagandas Anúncios enganosos denunciados pelo brasil atual

Política

justiça obriga Prefeitura a retirar propagandas

Anúncios enganosos denunciados pelo brasil atual são suspensos por ordem judicial

A Prefeitura de Jaú está proibida de fazer propagan- da institucional em qualquer veículo de comunicação – rá- dio, televisão, jornais e ou- tdoors. Por determinação do juiz da 63ª Zona Eleitoral de Jaú, Guilherme Mendes Tar- cia e Fazzio, todos os outdo-

ors – que a edição anterior do jornal Brasil Atual classifi- cou de mensagens enganosas

– foram retirados às pressas

para cumprir a liminar conce- dida em 8 de maio. A multa

diária pelo descumprimento é de R$ 50 mil. Dentre o conteúdo suspen- so, estavam mensagens em que a Prefeitura divulgava obras dos governos estadual

e federal como se fossem do

prefeito, tais como casas que jamais saíram do papel ou que fazem parte de programas par- ticulares junto à Caixa Econô- mica Federal e informações

divulgAção
divulgAção

inverídicas sobre a entrega de remédios. A descoberta de que os

serviços divulgados nas pro- pagandas eram diferentes da realidade foi recebida com re- volta pela população. Na opi- nião de Laércio Gomes Car- doso, morador da Vila Maria,

“o prefeito deveria ter mais respeito pelo dinheiro públi- co, investi-lo em melhorias para a população e não ten- tar confundir o eleitor”. Para o professor de história Allan Cato, “o ex-ditador alemão Adolf Hitler adotava método semelhante nas propagandas

de guerra nazistas. “Eles repe- tiam uma mentira mil vezes, até que se tornasse verdade.” Somente em janeiro e fe- vereiro deste ano, a Prefeitura gastou mais de meio milhão de reais em propaganda, valor que ultrapassou o total anual gasto em 2009, 2010 e 2011,

o

que contraria a legislação.

O

juiz entendeu que os gastos

excessivos em propaganda da Prefeitura representam “risco de conferir vantagem de na-

tureza eleitoral, dada a proxi- midade do período eletivo”, o que poderia favorecer o atual prefeito. O juiz Tarcia e Fa- zzio fundamentou na decisão que “o indicativo relevante de custos consideravelmente superiores àqueles realizados nos anos anteriores, dá ampa-

ro à imediata suspensão”.

A ação foi movida pelo Partido Social Cristão, o PSC, do pastor evangélico Wagner Francisco, que lamenta a fal-

ta de honestidade nas propa-

gandas. “O exemplo do que é ter palavra, de falar a verdade deveria vir de cima.” Para o pastor, “com o dinheiro que se gastou nesses dois meses daria para construir pelo menos dez casas populares”.

outro escândalo

A Torre Agência de Comu- nicação e Marketing Institu- cional Ltda. teve seu contrato de R$ 1,7 milhão, para coor- denar as ações de propaganda oficial da Prefeitura, julgado irregular pelo Tribunal de Con- tas do Estado (TCE). O órgão encontrou 14 pontos duvido- sos no edital de contratação. Agora, a agência também está na mira da Justiça. De acordo com o juiz eleitoral Guilher- me Mendes Tarcia e Fazzio, o prefeito de Jaú está proibido de

reprodução
reprodução

realizar novas contratações ou executar contratos já existentes por meio da agência.

amarildo, do sbt, perde anúncios

O apresentador do SBT Amarildo de Oliveira – que segundo o Jornal da Cida- de,
O apresentador do SBT
Amarildo de Oliveira – que
segundo o Jornal da Cida-
de, de Bauru, poderá tra-
balhar na campanha de re-
eleição do prefeito Osvaldo
Franceschi – também está
proibido de receber anún-
cios da Prefeitura de Jaú
em seu programa. De acor-
do com a decisão da Justi-
ça, devem ser suspensos os
novos contratos e as execu-
ções de contratos já existen-
tes com o SBT, sob pena de
multa diária de R$ 50 mil, em
caso de desobediência. No
início do mandato do prefei-
to, Amarildo era um crítico
da administração municipal,
mas mudou sua posição.
Em seu programa diário
havia grande quantidade
de inserções comerciais da
Prefeitura da cidade.
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Jaú

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economia4 Jaú Um imposto que não mata ninguém. e vale muito Tributação das grandes fortunas seria

Um imposto que não mata ninguém. e vale muito

Tributação das grandes fortunas seria para a saúde pública e o combate à miséria Por Maurício Thuswohl

A criação de um Impos- to sobre Grandes Fortunas (IGF), prevista na Constitui- ção Federal de 1988, está su- bordinada à aprovação de lei complementar para entrar em vigor e até hoje não virou rea- lidade. O debate sobre a taxa- ção das fortunas voltou à tona no ano passado, por causa da Emenda 29, que fixou os per- centuais mínimos que União,

Estados e municípios devem

investir na saúde. Defensores

e críticos da tributação pra-

ticada em outros países vol- taram a tornar públicos argu-

mentos de uma discussão que ganha corpo. Em 1989, o Se- nado aprovara um projeto de lei complementar do então se- nador Fernando Henrique Car- doso (PSDB-SP) que punha em vigor o IGF, mas permitia

fotomontAgem
fotomontAgem

que os valores pagos fossem deduzidos do imposto de ren- da. Na Câmara, o projeto aca- bou substituído por outro, do PSOL, aprovado na Comissão

de Constituição e Justiça em

junho de 2010 e pronto para ir

a voto em plenário. No entan- to, dorme em alguma gaveta

da Mesa Diretora à espera de

uma decisão política que des-

trave a discussão.

imposto sobre Grandes Fortunas

alíquota do imposto sobre Grandes Fortunas, em milhões
alíquota do imposto
sobre Grandes Fortunas,
em milhões

Elaborado pelos deputa- dos Chico Alencar (RJ), Ivan Valente (SP) e Luciana Genro (RS, sem mandato), do Par- tido Socialismo e Liberdade (PSOL), o projeto de lei do Imposto sobre Grandes For- tunas (IGF) visa complemen- tar a Constituição Federal.

Ele determina que o imposto incida em 1% sobre os pa- trimônios de R$ 2 milhões a R$ 5 milhões; em 2%, entre R$ 5 milhões e R$ 10 mi- lhões (26.206 pessoas em 2008, segundo a Receita Federal); em 3%, entre R$ 10 milhões e R$ 20 milhões

(10.168 pessoas); em 4%, entre R$ 20 milhões e R$ 50 milhões (5.047 pes- soas); e em 5% sobre pa- trimônios acima de R$ 50 milhões (1.327 pessoas – há, ainda, 997 pessoas com patrimônio acima de R$ 100 milhões).

contribuição social das Grandes Fortunas

Em 2011, no debate sobre

a Emenda 29, o deputado Dr.

Aluizio (PV-RJ) criou a Con- tribuição Social das Grandes Fortunas (CSGF). A relatora do

projeto na Comissão de Seguri- dade Social e Família, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), apresentou emenda para que

a arrecadação proveniente da

CSGF fosse direcionada a ações

e serviços de saúde. O dinheiro

seria encaminhado ao Fundo Nacional de Saúde (FNS) e fi- nanciaria o Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a de- putada, a CSGF atingiria mais de 55 mil contribuintes com patrimônio superior a R$ 4 mi-

lhões. Seu relatório previa nove

alíquotas para a CSGF, a serem pagas anualmente: 0,4% (entre R$ 4 milhões e R$ 7 milhões); 0,5% (de R$ 7 milhões a R$ 12 milhões); 0,6% (de R$ 12 mi- lhões a R$ 20 milhões); 0,8% (de R$ 20 milhões a R$ 30 mi- lhões); 1% (de R$ 30 milhões

a R$ 50 milhões); 1,2% (de

R$ 50 milhões a R$ 75 mi-

lhões); 1,5% (de R$ 75 mi- lhões a R$ 120 milhões); 1,8% (de R$ 120 milhões a R$ 150 milhões); e 2,1% para patrimô- nios acima de R$ 150 milhões. A deputada ressalta que as alíquotas produziriam efeito sobre a arrecadação e

alíquota da contribuição social das Grandes Fortunas, em milhões fonte: receitA federAl
alíquota da contribuição social das
Grandes Fortunas, em milhões
fonte: receitA federAl

baixíssimo impacto para os contribuintes atingidos face à evolução patrimonial: “A Receita Federal informa que, em 2009, o patrimônio das pessoas que superava R$ 100 milhões elevou-se de R$ 418 bilhões para R$ 542 bilhões – 30% de crescimento num ano.

Assim, uma tributação de 2% representa pouco para esse di- minuto segmento social, mas significará um belo aporte de recursos para a saúde públi- ca, que atende 190 milhões de brasileiros” – diz Jandira. Se aprovada na Comissão de Seguridade Social e Família,

a CSGF passará por duas co-

missões antes de ir a votação.

O trâmite se estenderá pelo

primeiro semestre de 2012.

O objetivo dos defensores da

proposta é evitar que se repita

a situação do projeto que está

a hibernar na gaveta da Mesa Diretora.

Jaú

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imposto ou contribuição social: o que é melhor?

O professor de Direito Tri- butário da Universidade Fede- ral do Rio de Janeiro Bruno Macedo Curi acha que o Im- posto sobre Grandes Fortunas (IGF) deve prevalecer sobre

a contribuição (CSGF). Ele

lembra que entre os objetivos constitucionais do Brasil es-

tão a erradicação da pobreza,

da marginalização e a redução

das desigualdades sociais: “O

combate à pobreza é algo ca- ríssimo. Por isso, buscou-se um instrumento tributário e a receita do IGF ficou vincu- lada ao Fundo de Combate à Pobreza”.

Segundo Curi, não have- ria dupla tributação do IGF e do Imposto de Renda porque “não há duas incidências so- bre o mesmo bem; o IGF não tributa a renda, mas o capital.

Renda é o acréscimo de patri- mônio (tributável pelo IR) e a grande fortuna é o patrimô- nio em si. Se uma pessoa com grande fortuna não acrescer seu patrimônio durante um ano-calendário, não pagará imposto de renda, mas pagará

o IGF”. O tributo, portanto,

atua sobre o patrimônio de quem concentra grande parte

da renda nacional.

afortunados

Grandes Fortunas do Brasil

997 pessoas com patrimônio superior a R$ 100 milhões
997
pessoas com
patrimônio
superior a
R$ 100 milhões
997 pessoas com patrimônio superior a R$ 100 milhões 10.168 pessoas com patrimônio entre R$ 10
997 pessoas com patrimônio superior a R$ 100 milhões 10.168 pessoas com patrimônio entre R$ 10

10.168

pessoas com patrimônio entre R$ 10 e R$ 20 milhões

10.168 pessoas com patrimônio entre R$ 10 e R$ 20 milhões 1.327 pessoas com patrimônio entre

1.327

pessoas com patrimônio entre R$ 50 e R$ 100 milhões

5.047

pessoas com patrimônio entre R$ 20 e R$ 50 milhões

26.206

pessoas com patrimônio entre R$ 5 e R$ 10 milhões

Segundo Curi, o calcanhar de Aquiles é a possibilidade de o IGF provocar fuga pa- trimonial do país. “Eis um ponto crucial. O imposto não incide sobre o patrimônio de fora do país, ao contrário do Imposto de Renda, que tem

previsão constitucional para isso. Assim, é preciso haver uma emenda constitucional

destinada a evitar a previsível

evasão de divisas. Até porque, quanto maior o patrimônio do cidadão, tanto maior será sua

mobilidade” – diz o professor, para quem uma alternativa possível, mas não ideal, seria

a União aumentar o IOF sobre

certas remessas de dinheiro para o exterior. “Mas isso, in- felizmente, não é à prova de fraudes e demandaria maior esforço de fiscalização.”

como é lá fora

Em 1922, na Alemanha,

a tributação, com alíquotas

de 0,7% a 1%, atingia não

apenas quem possuía bas-

tante dinheiro, mas também poder econômico e político.

O imposto foi declarado

inconstitucional em 1995. Desde então, aguardam-se

novas regras para que volte

a ser cobrado. Na França, o Imposto de Solidariedade sobre a For- tuna, ainda em vigor, tem alíquotas de 0,5% a 1,5% e incide sobre o patrimônio líquido de pessoas físicas. Foi recriado pelo presiden- te François Mitterrand, em

1988. Outros países euro- peus que tributam as fortunas são Áustria, Suécia, Finlân- dia, Islândia, Luxemburgo, Noruega e Suíça. Holanda,

em 2001, e Dinamarca, em

1996, o aboliram em um pas- sado recente; há mais tempo,

Itália (1947) e Irlanda (1978)

o deixaram de lado. Nos países anglo-saxões,

a taxação de grandes fortu-

nas nunca pegou. Na Ingla-

terra, as discussões sobre a

sua criação foram de 1960

a 1974, quando se formou

uma comissão especial para

decidir sobre o tema. Ela constatou que a instituição de um imposto sobre gran- des fortunas substituiria um imposto sobre patrimônio

já existente, impedindo sua adoção. Nos Estados Uni- dos e no Canadá, o debate foi abandonado na primeira

metade do século 20, mas ambos possuem sistemas próprios de impostos, cha- mados de property tax, que incidem sobre a proprieda- de e não sobre o patrimônio global dos contribuintes. Nos países emergentes, a África do Sul e a China não

tributam as grandes fortunas. Na Índia, desde 1957, existe um imposto anual sobre o patrimônio líquido com alí- quotas que variam entre 1%

e 5% sobre os bens das pes-

soas físicas e jurídicas que excedam um limite estabele- cido pelo governo. O modelo

indiano, no entanto, isenta da cobrança do imposto pro-

priedades agrícolas, obras de arte, bens de uso pessoal e até um imóvel do contribuin- te, desde que comprovada-

mente habitado por ele.

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habitação6 Jaú Prefeitura faz propaganda de casas que não construiu Até programas do governo estadual e

Prefeitura faz propaganda de casas que não construiu

Até programas do governo estadual e federal são divulgados como se fossem dela

A insistencia da prefeitura

em tentar tirar proveito político de obras do governo do Estado causou incomodo em especialis- tas no assunto. O fiscal de obras da Companhia de Desenvolvi- mento Habitacional e Urbano (CDHU) Antônio Catto critica a forma como o governo muni- cipal reivindica a “paternidade” de conjuntos habitacionais. “A Prefeitura de Jaú não constrói casa, ela tem apenas permissão da CDHU, órgão do governo es- tadual, ou da Caixa Econômica Federal para contratar alguma construtora ou viabilizar a área” – afirma Catto. “Ninguém faz nada de graça: a Caixa aprova o crédito, uma construtora executa as obras e o mutuário paga a con- ta em parcelas, durante anos.” A propaganda seria verdadeira se a Prefeitura fizesse os conjuntos habitacionais com orçamento próprio, o que não é o caso. Hoje não existe nenhum programa

divulgAção
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municipal de habitação em Jaú. “O prefeito não me deu casa nenhuma. Meu crédito foi apro- vado pela Caixa e eu pago as parcelas todo mês, com o di- nheiro do meu salário. Acho um absurdo a Prefeitura divulgar

que constrói casas, sendo que, na verdade, as casas são de em- preendimentos particulares” – afirma o calçadista Cláudio dos Santos, morador do residencial Bela Vista. Esse conjunto habi- tacional é um dos que aparecem

em outdoor da Prefeitura como se fossem uma realização do prefeito. O Bela Vista, perto do Jardim São José, foi construído pela construtora Marimbondo, particular, e as 580 casas foram pagas por meio de financiamen-

to

da Caixa Econômica Federal.

O

mesmo vale para os conjun-

tos Márcio Soufen Redi e Dona Emília, que também aparecem nas propagandas como se fos- sem realizações da administra- ção municipal. Nos programas da CDHU, as casas são quitadas da mes- ma forma – em parcelas pelos mutuários. Em nenhum desses conjuntos existe dinheiro do or- çamento do município. As obras dos Residenciais Jaú O. e N. são

exemplo disso: nenhuma casa foi construída pela Prefeitura, que apenas cadastra os interessa- dos. No dia 14 de abril, no Está- dio Zezinho Magalhães, foi rea- lizado o sorteio pela CDHU em que 4.586 famílias concorreram

a 158 casas (3,4% dos partici-

pantes foram sorteados). Na oca- sião, o prefeito de Jaú, Osvaldo Franceschi, e o vereador Ademar Pereira da Silva, o Dema, foram vaiados pelo público.

Falar é fácil

A Prefeitura divulgou em

outdoors que as 777 casas do Residencial Frei Galvão, que serão construídas atrás do Jar- dim Juliana, já estão com as obras em andamento. “É menti- ra, eu moro perto daqui. Peque-

na parte das obras teve início, o prefeito apenas assinou um con- trato com a Caixa Econômica Federal” – afirma o calçadista Adilson Moreira. “Basta olhar o terreno; está vazio.”

O residencial Jaú M tam-

bém está abandonado. “O mato toma conta das casas,

que seriam para o desfavela- mento do distrito de Potun- duva. Posso ser pobre, mas não sou ignorante” – afirma a auxiliar de limpeza Sandra dos Santos Moreira, esposa de Adilson Moreira, que teve pa- rentes que tentaram casas no local. “Uma pena, pois muita gente mora na favela Baiano do Bomba. Cadê o desfavela- mento que o prefeito prome- teu?” – questiona o auxiliar de

serviços gerais R. Z., que diz ter recebido ameaças de fun- cionários da Prefeitura.

Prefeito osvaldo dispensa verba f

A administração da Pre- feitura de Jaú solicitou a sus- pensão de um convênio no valor de R$ 493 mil para a construção de casas em Po-

tunduva. O dinheiro havia sido liberado pelo governo federal com o objetivo de construir 25 casas no distri- to. A suspensão veio a públi- co quando o vereador Fer- nando Frederico de Almeida Júnior (PMDB) apresentou, em março, um requerimento questionando o Poder Exe-

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casas de papel

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Além de fazer parte do programa “minha casa minha vida” que é do Governo Fe- deral e não do Município, as casas mostradas nas propagan- das da Prefeitura não eram nos condomínios a que os anúncios se referiam. No local reserva- do ao Residencial Frei Galvão, das 777 casas que a Prefeitura divulga estarem em andamen- to, o trabalho de fundação e alicerces foi iniciado em ape- nas quatro unidades. Em boa parte do terreno não foi inicia- da a terraplanagem. O mesmo está ocorrendo em mais qua- tro conjuntos habitacionais mostrados pelas placas publi- citárias do prefeito Osvaldo Franceschi (PV). No conjunto Itatiaia, a Prefeitura divulgou

que seriam entregues 317 ca- sas, mas só 77 tiveram seus contratos assinados na Caixa Econômica Federal (CEF) e agora recebem o serviço de terraplanagem. Outras 80 uni- dades estão em fase de análise de documentação dos benefi- ciários. O Itatiaia foi aprova- do pela CEF para construção em quatro etapas,sendo que a segunda, a terceira e a quarta fases sequer começaram. Mais cru ainda está o Residencial Capitão Abel Camilo. A pro- paganda mostrava que seriam entregues 108 casas, mas ele sequer saiu do papel, mesma situação do residencial Ângelo Grizzo, onde a Prefeitura di- vulgou que construía 585 casas e as obras nem começaram.

ederal para Potunduva

cutivo sobre o andamento do contrato. A resposta, que che- gou este mês à Câmara dos Vereadores, diz que em agosto passado a Prefeitura pediu o cancelamento do contrato, as- sinado em 2008. Para Frederico, a justifica- tiva do prefeito é inaceitável. “Desde o primeiro dia do seu mandato ele poderia ter inicia- do a obra. A atitude demonstra falta de planejamento e, mais que isso, que o distrito de Po- tunduva nunca recebeu do go-

verno a atenção que merece. Foi uma perda enorme e irre- parável para o povo do distri- to” – comenta o vereador. A Prefeitura Municipal deveria investir R$ 88 mil para com- plementar a verba do gover- no federal nas áreas Cachoei- rinha e Baiano da Bomba, em Potunduva. O irmão do prefeito, Eduardo Frances- chi, secretário de Economia e Finanças, considerou esse valor um absurdo para ser in- vestido em Potunduva.

esse valor um absurdo para ser in- vestido em Potunduva. entrevista biscoito Fino é samba-rock Banda

entrevista

biscoito Fino é samba-rock

Banda de Jaú agrada ao público e conquista seu espaço

Alegria, descontração, in- teratividade com o público e qualidade musical são os dife- renciais da banda formada em 2008, hoje composta por Pau- linho Boza (guitarra, cavaco, violão e vocal), Silvio Pereira (percussão e vocal), Carlos Bo- rim (bateria), Cristiano Fagian (sax), Johnny Almeida (baixo) e Fabio Correa (trompete). Além da agenda lotada, os músicos da banda do Biscoito Fino empres- tam o talento a outros artistas da região, tocando em shows e gravações, nos estúdios de Jaú e na capital. O rótulo Samba-rock-pop define o estilo da banda. Por

divulgAção
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isso, quem vai aos shows do Biscoito Fino não consegue fi- car parado. Além de reviver os sucessos do passado com uma nova roupagem, o balanço da guitarra e do cavaco com a mis- tura dos instrumentos percussi- vos e da bateria torna o som da banda contagiante, ingrediente perfeito para quem planeja uma

festa onde os convidados não têm vontade de ir embora. A banda já tocou em palcos como Circuito SESC e nas melhores casas de shows de Jaú, Botu- catu e do Circuito Universitá- rio da Unesp de Bauru. Agora, a banda, em estúdio, prepara o primeiro CD, que será lançado ainda em 2012.

a brincadeira ficou séria

Um bate-papo com o vocalista da banda, Paulinho Boza

Como nasceu o Biscoito Fino?

Nasceu de uma brincadeira en-

tre amigos, que foi se tornando

mais séria. A galera foi curtin-

do e pedindo que voltássemos

aos locais em que tocamos no

início. Estamos há quase qua-

tro anos nesse cenário.

Porque esse estilo musical? Ah, eu gosto. Há quatro anos

era um estilo novo na cidade, na

região. Somente eu e meu ami-

go Betinho Padrenosso (Banda

Vambora) fazíamos. Busquei informações em São Paulo,

onde o samba-rock nasceu. Qual o segredo da banda an- tes de entrar no palco?

O segredo é a alegria e a

descontração. Isso nos dei-

xa mais soltos e mais livres

para tocarmos para 10 pesso-

as ou para 100 mil.

divulgAção
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Já houve alguma reação inusi- tada do público? Esse é um lado legal da banda, porque nós não temos somente fãs mulheres, muitos homens curtem nosso som. Por ser uma banda de músicos de altíssima qualidade, a galera vai pra curtir o som. Geralmente os homens vão a lugares e baladas que têm

mulheres, e as mulheres gostam muito do nosso som porque a nossa música é dançante. Mas uma vez foi engraçado, recebi

um bilhete com um pedido de

casamento de uma fã, nunca tinha acontecido isso. Como é tocar em Jaú? Tocar na própria cidade é sempre muito bom, por estarmos perto de

nossa família e amigos. Eles con- seguem assistir aos nossos shows. Além do que, muitos dos nossos amigos jauenses, nós os conhece- mos nos shows da banda. O pú- blico de Jaú é muito legal. Você vê perspectiva para o músico no Brasil?

O músico pra ganhar dinheiro

precisa se prostituir e tocar mui-

ta música que ele mesmo não

gosta de ouvir. É difícil o músi-

co tocar somente o que gosta e

pagar suas contas com isso. Um recado aos leitores. Deixe a música fazer parte da sua vida. Tudo fica mais leve

com uma trilha sonora.

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As mensagens podem ser enviadas para jornalba@redebrasilatual.com.br ou para Rua São Bento, 365, 19º andar, Centro, São Paulo, SP, CEP 01011-100. As cartas devem vir acompanhadas de nome completo, telefone, endereço e e-mail para contato.

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horizontal – 1. Quem lê o futuro nas cartas 2. móvel sobre o qual se põem travessas com a

comida a ser servida em uma refeição 3. Tribo indígena da bacia do Javari; 3,1416 4. Adotar os procedimentos dos povos latinos 5. maldosa; cada um dos membros anteriores das aves, providos de penas, que ger. servem para voar; 6. É, em francês; comprar garrotes jovens

para mais tarde revendê-los; Universidade de são Paulo (sigla) 7. Óleo, em inglês 8. Preparar 9. contração da preposição de com o artigo definido feminino a; Reserva técnica (sigla)

10. Profissional que trabalha em oficina 11. chão, piso; Após, depois de

vertical – 1. Que se converte em caramelos 2. Pedir socorro; parágrafo 3. Ramagem; Ar, em inglês; 49, em algarismos romanos. 4. Andar (a montaria) entre o passo e o galope; A região dos mortos 5. lugar com água e vegetação no meio de um deserto; diz-se de um dos dois isômeros

em certos compostos que apresentam ligação dupla entre dois átomos de nitrogênio 6. 1.500, em algarismos romanos; denominação de vários tipos de navio, com um ou mais mastros e velas

redondas 7. Agora, forma arcaica; mais adiante 8. nota da Redação; Tornar a pôr; A identidade do computador (sigla) 9. Argola 10. no novo Testamento, cada uma das cartas escritas pelos apóstolos às primeiras comunidades cristãs; símbolo do ósmio

no novo Testamento, cada uma das cartas escritas pelos apóstolos às primeiras comunidades cristãs; símbolo do