AUDITORIA Índice: AUDITORIA 1. Como devo estudar....................................................................4 2. Procedimentos de Auditoria ........................................................ 6 3. Testes de Observância e Testes Substantivos ..

.............................. 7 3.1. Testes de Observância............................................................. 7 3.2. Testes Substantivos .............................................................. 11 4. Parecer do Auditor................................................................... 17 5. Amostragem ........................................................................... 27 6. Procedimento eletrônico de dados (PED)......................................38 7. Carta de responsabilidade da administração.................................42 8. Normas dos papéis de trabalho e documentação de auditoria.........43 9. Continuidade normal dos negócios da entidade........................... 50 10. Independência ...................................................................... 58 11. Sigilo ................................................................................... 62 12. Responsabilidade .................................................................. 64 13. Competência Técnico-profissional............................................. 65 14. Honorários............................................................................ 68 15. Rodízio de auditores............................................................... 69 16. Uso do trabalho de especialistas (Matéria Evidencial).................. 70

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17. Distinção entre auditoria interna e auditoria independente .......... 73 18. Planejamento da Auditoria ...................................................... 75 19. Fraude e erro ........................................................................ 78 20. Estimativas contábeis............................................................. 81 21. Transações com partes relacionadas......................................... 88 22. Transações e eventos subseqüentes ......................................... 91 23. O papel das normas de auditoria.............................................. 97 24. Normas internacionais para o exercício profissional da auditoria interna ...................................................................................... 98 25. Práticas para o Exercício Profissional de auditoria interna ............ 99 25.1. Auditoria interna ................................................................. 99 25.2. Código de Ética..................................................................102 25.2.1. Princípios .......................................................................103 25.2.2. Regras de Conduta ..........................................................104 25.3. Normas ............................................................................105 25.3.1 Independência .................................................................106 25.3.2. Proficiência e Zelo Profissional ..........................................107 25.3.3. Desenvolvimento Profissional Contínuo...............................110 25.3.4. Programa de garantia de qualidade....................................111 25.3.5 Planejamento ..................................................................112 25.3.6. Execução do trabalho de auditoria .....................................113 25.3.7. Comunicação de resultados ..............................................115 25.3.8 Monitoramento do progresso .............................................117 25.3.9. Resolução da aceitação dos riscos pela administração ..........117 26. NBC T 11 – Normas de auditoria independente das demonstrações contábeis ..................................................................................118 26.1. Relevância ........................................................................119 26.2. Risco de Auditoria ..............................................................119 26.3. Supervisão e controle de qualidade ......................................121 26.4. Estudo e Avaliação do Sistema Contábil e de Controles Internos: ...............................................................................................123 26.5. Continuidade normal dos negócios da entidade ......................123

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26.6.Contingências.....................................................................124 AUDITORIA GOVERNAMENTAL: 1. Auditoria no setor público federal (continuação) .........................125 1.1. Abrangência de atuação (objetivos) .......................................125 1.2. Formas e tipos ....................................................................129 1.2.1 Tipos de auditoria: .............................................................129 1.2.2. Formas de execução..........................................................131 1.3. Normas relativas à execução dos trabalhos .............................132 1.4. Normas relativas à opinião do auditor - Relatórios e pareceres de auditoria ...................................................................................139 1.5. Operacionalidade .................................................................143 2. Prática de auditoria governamental ......................................... 1497 2.1. Administração da função de auditoria ................................... 1498 2.2. Propósitos, autoridade, responsabilidade e Missão/papel/produtos da função de auditoria no contexto governamental .........................150 2.3. Controle de qualidade em auditoria ........................................152 2.4. Planejamento ......................................................................154 2.5. Programas de auditoria ........................................................156 2.6. Papéis de trabalho ...............................................................154 2.7. Procedimentos e políticas / Entrevista e interpretação das informações / Testes de auditoria .................................................159 2.8. Amostragem estatística ........................................................161 2.9. Eventos ou transações subseqüentes......................................165 2.10. Revisão analítica, conferência de cálculo, confirmação e observação................................................................................166 2.11. Procedimentos de auditoria em áreas específicas das demonstrações contábeis ............................................................166 2.11.1. Auditoria dos componentes patrimoniais.............................171 2.11.2. Auditoria das contas de resultado .................................... 1742 2.11.3. TESTES DE CORTE (“CUT – OFF”).................................... 1175 3. Procedimentos aplicáveis a receitas e despesas orçamentárias e extra-orçamentárias. ..................................................................174 3.1. Balanço Orçamentário ..........................................................174 3.2. Balanço Financeiro ...............................................................176 3.3. Balanço Patrimonial .............................................................177 4. Governança e Análise de risco ..................................................180

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4.1. 4.2. 4.3. 4.4. 4.5.

Governança no setor público .................................................180 O papel da auditoria na estrutura de governança .....................181 Estrutura conceitual de análise de risco (COSO) .......................184 Elementos de risco e controle ................................................186 Aplicação da estrutura conceitual de análise de risco ................192

5. Metodologias e habilidades em auditoria governamental ..............198 5.1. Mensuração de desempenho .................................................205 5.2. Avaliação de programas .......................................................207 5.3. Métodos estatísticos e analíticos: Revisão analítica, amostragem, regressão linear simples e múltipla ...............................................209 5.4. Métodos qualitativos ............................................................211 5.4.1. Entrevistas.......................................................................211 5.4.2. Questionários ...................................................................212 5.4.3. Fluxogramação .................................................................214 5.5. Técnicas de coleta de dados e pesquisas .................................224 5.6. Habilidades analíticas (distinção entre informações significantes e insignificantes) ..........................................................................231 6.INTOSAI.................................................................................232 6.1.Apresentação.......................................................................232 6.2. Introdução..........................................................................232 6.3.Postulados Básicos de Auditoria Pública...................................233 6.4. Normas Gerais de Auditoria Pública........................................244 6.5. Normas de Procedimentos na Execução da Auditoria Pública.....259 6.6. Normas para Elaboração dos Relatórios de Auditoria Pública......269 Questões de Concursos Anteriores e gabaritos: ..............................278 Bibliografia:...............................................................................264

1. Como devo estudar Ao nos depararmos com um edital tão “confuso” e super diferente dos editais de auditoria que temos visto nos concursos anteriores, após o “grande desespero” inicial, nos sobrevêm a pergunta que não quer calar: “Como devo estudar tudo isso?”

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Bem, para responder esta pergunta, eu diria que primeiro precisamos “reorganizar” o edital de forma que o conteúdo seja apresentado de forma didática e inteligível a todos. Desta forma, as aulas serão ministradas de acordo com minha experiência e tenho certeza que este procedimento gerará bons frutos! Não se preocupe, cobriremos todo o edital! Em segundo lugar, é imprescindível que todos leiam as legislações e normas que eu for recomendando ao longo das aulas... Isto porque, a tendência da maioria das bancas (inclusive a UNB) em provas de auditoria é cobrar a literalidade das normas. Então minha recomendação é que você estude as aulas, leia as normas recomendadas e pratique o que aprendeu através dos exercícios propostos. Seu rendimento será muito melhor! Por último, para facilitar seus estudos, você precisa entender a “estrutura” da legislação existente sobre o assunto, uma vez que é extremamente extensa. Acompanhe comigo:

A atividade de auditoria independente de demonstrações contábeis é prerrogativa de Contador (Bacharel em Ciências Contábeis); motivo pelo qual quem regulamenta a profissão é o CFC (Conselho Federal de Contabilidade). Deste Órgão, são emanados diversos diplomas legais abordando aspectos diversos, tais como: princípios contábeis, perícia e auditoria. Em relação a este último, a regulamentação é feita por meio das NBC T11 (Normas Brasileiras de Contabilidade), aprovadas por meio de resolução. As duas principais normas foram aprovadas por meio das resoluções nº 820 e 821 de 1997, que são de leitura obrigatória. Elas abordam o trabalho do auditor e o perfil desse profissional, respectivamente.

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A partir daí, há diversas outras regulamentando aspectos específicos, tais como: papéis de trabalho, amostragem, fraude e erro, etc. Nosso trabalho consistirá em facilitar a leitura dessas resoluções, abordando os aspectos mais importantes de cada uma delas que normalmente são cobrados em prova. Lembre-se que vários conceitos diferentes costumam aparecer juntos nas questões da Unb/CESPE, por isso, temos que ter tudo muito claro em nosso “cabeção” para não nos confundirmos!

2.Procedimentos de Auditoria

De acordo com Ricardo Ferreira, os procedimentos de auditoria são o conjunto de procedimentos técnicos com base nos quais o auditor obtém evidências ou provas que sejam suficientes e adequadas para fundamentar o seu parecer sobre as demonstrações contábeis auditadas. Os procedimentos de auditoria são adotados: antes do encerramento do exercício; na data de seu término; após o encerramento do exercício e antes da elaboração das demonstrações; depois da elaboração das demonstrações.1

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FERREIRA, Ricardo J. Auditoria – Rio de Janeiro - Editora Ferreira – 3º Edição.

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3. Testes de Observância e Testes Substantivos

3.1.Testes de Observância Como o próprio nome já diz, o teste de observância consiste em observar. Observar o quê? Se o controle interno (procedimentos estabelecidos para proteção dos ativos e garantia da eficácia das operações) está em funcionamento na prática. Eu hoje sou Auditor-Geral do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Lá nós temos uma série de normas. Toda vez que a administração pública vai comprar alguma coisa, ela tem que fazer uma cotação de preço que irá servir de base para a confecção do projeto base da licitação posteriormente. Isso é uma norma do controle interno. Então, quando eu pego um processo administrativo de compra, eu verifico se foram feitas as três cotações necessárias, por exemplo. Quando eu pego um processo de pagamento de despesas eu verifico, por exemplo, se naquele processo a despesa foi liquidada, se o fornecedor entregou a mercadoria ou se o contratado prestou o serviço, eu verifico se aquela nota de empenho tem atestação de dois servidores, ou seja, verifico as normas de controle interno.

Porque existe controle interno?

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Faz sentido. eu posso ser o tesoureiro e roubo. Por exemplo. está batendo a contabilidade com real. Isso contribui para evitar desvios/fraudes. Deve haver essa segregação de funções.00. trabalha com amostragem. O auditor não vai pegar a fraude que foi cometida e porque foi ajustada na contabilidade. mas ele pegaria se o valor fosse alto. 8 . Por exemplo: Há um princípio de controle interno (a ser testado pelo auditor) chamado segregação de funções. assim. quem compra não recebe. Não podemos ter a mesma pessoa. na conta caixa estará constando R$ 100. fazendo a contabilidade e ao mesmo tempo sendo tesoureiro. por exemplo. vou na contabilidade e faço um único lançamento: de débito a despesas diversas e crédito a caixa. para proteção do setor público. alertando para a necessidade da existência de pessoas diferentes para realização de atividades diversas. conforme estudaremos mais adiante.00. Ou seja. o auditor vai olhar o balanço patrimonial. se fosse significativo. quem cuida do físico não cuida da contabilidade e quem vende não dá desconto. ou seja. para evitar que haja fraudes. eu posso gerar um desfalque conhecido como desfalque permanente na empresa. Sabe quando o auditor vai conseguir descobrir esta fraude? Nunca! Isto porque o auditor confronta real com contábil. então ele conta o dinheiro e também tem R$ 100. Por exemplo. Esses testes revelarão a fragilidade do controle interno da empresa (em diferentes setores). Devem ser pessoas diferentes. porque se eu sou o tesoureiro e sou o contador e faço as duas coisas. depois. Você sabe o que é um desfalque permanente? É aquele que eu me aproprio do bem e dou baixa na contabilidade.O Controle Interno existe para proteção da empresa. uma vez que o auditor não trabalha com 100% dos fatos. Esse é o perigo! Você me diria: “o auditor pega sim. porque ele vai ver que em despesas diversas não tem o comprovante dessas despesas”.

daria para testar tudo? Não dá. O Controle interno é que garante a proteção. a salvaguarda dos ativos e garante. o auditor irá se preocupar em testar as áreas mais sensíveis. a eficácia operacional da empresa.Auditor Fiscal da Previdência Social – 2003) Julgue: Em uma organização. também. Vejamos o exemplo abaixo: GRÁFICO DE CONTROLE INTERNO (Variando de 1 a 8) 9 . as pessoas são competentes. é efetiva e eficaz. em testar as áreas onde o controle interno for ruim. vou responder com outras perguntas: O auditor testa tudo? Imagina auditar as Casas Bahia ou as Casas Sendas. Então. Resposta: Certo. no mínimo. e eu verifico que existe uma normatização para o setor e que essa normatização é realmente seguida. duas pessoas. Como exemplos de normas de controle interno podemos citar: Cotar com 3 fornecedores antes de efetivar qualquer compra (para garantir que será comprado com o menor preço). Porque o auditor tem que observar se o controle interno existe? Para instigar seu raciocínio..Permitir acesso ao almoxarifado somente a quem lá trabalha.. Porque quando a área trabalha bem. produzir dados contábeis e ajudar a administração na condução ordenada dos negócios da empresa. Ele trabalha com amostragem. a probabilidade de eu encontrar algum problema naquela área é pequena. o controle interno representa o conjunto de procedimentos.Veja a definição de controle interno cobrada pelo CESPE: (CESPE/UNB . somente realizar pagamentos autorizados por. etc. métodos ou rotinas com o objetivo de proteger os ativos.

8 –10 =2  20% de testes substantivos 1 ruim 8 bom Neste modelo. dependendo do feeling do auditor. o auditor aplicará menos testes substantivos. a probabilidade de se haver erros ou fraudes é menor. o volume de testes substantivos a serem aplicados em decorrência dos testes de observância decorrerão do grau dado em comparação com o grau 10 (referência). E vice-versa. no mercado. Este gráfico significa que: • • Se o controle interno é ruim -> Grau 1 Se o controle interno é bom -> Grau 8 controle interno grau 6 -> 40% de testes substantivos Ex: controle interno grau 8 -> 20% de testes substantivos Obs: A avaliação do grau de eficiência do controle interno é subjetivo. 10 . Sendo assim. Há. uma espécie de senso comum. contudo. PRINCIPAL RACIOCÍNIO DA AUDITORIA  Se o Controle Interno for bom.

..Assim. a partir daqui você vai determinar a quantidade de testes substantivos a serem aplicados. Qual deve ser aplicado primeiro? De observância. Quando o auditor começa a “colocar a mão na massa”. recapitulando. Porque. pode ser uma operação fictícia. controle interno existe na prática. precisa ser verificada. estabelece-se uma relação entre os testes de observância e os substantivos. etc. folha de pagamento. 11 . solicitar ao cliente para analisar os contratos. os cálculos dos impostos. Os testes substantivos buscam evidências quanto à exatidão dos dados obtidos pelo sistema contábil da entidade e se divide em: a) Testes de transações e saldos Transações  Verificar se as TRANSAÇÕES de fato aconteceram.. Se cair na sua prova: Qual a finalidade dos testes de observância? O que você responde? Verificar se o funcionamento. Ex: Controladora vendendo para a Controlada. se está em 3.2. são os testes substantivos que estão sendo aplicados. Testes Substantivos Os testes substantivos são os exames de fato que o auditor faz. Então. ou seja. pois a empresa pode executar uma transação artificial.. notas fiscais. os comprovantes de despesas e receitas.

etc). interpretações. Em boa parte dos casos. saberá se existe algo de errado ou não. esta conta pode ser separada para análise.Saldos  Verificar se os saldos apresentados na contabilidade estão corretos. mas não há saldo na conta caixa para quitar a despesa. Também é conhecida como Análise de balanço. Aprofundando: um dos indícios de “caixa 2” é o “estouro de caixa” (quando a conta caixa está com saldo credor. REVISÃO ANALÍTICA  São índices. Deve-se comparar um ano com outros anos. olhando para as demonstrações contábeis. Ex: Certificar que o saldo bancário apresentado na contabilidade é realmente o saldo constante no extrato bancário.. Em determinado momento. estabelecidos para evidenciar a situação da entidade. ao ver a situação da empresa. com vistas a direcionar a aplicação de procedimentos. b) Procedimento de Revisão Analítica  Análise gerencial. o auditor possui experiência e. Por exemplo: se as “despesas diversas” representarem 30% do faturamento. onde geralmente quem a executa é um auditor com mais experiência pelo fato de a revisão analítica consistir na tentativa de explicar atipicidade. a despesa é lançada (após a constatação da existência física).. Finalidade dos testes substantivos: 12 . Após o registro. situação contabilmente impossível). Se a margem operacional estiver muito aquém do padrão. comparações. Na prática. o saldo fica credor. participação em licitações. Outro indício é a reclassificação de contas a receber de longo prazo para contas a receber de curto prazo. mas não é registrado. este fato poderá ser destacado pelo auditor. a fim de analisar o que está certo ou errado. O dinheiro entra na empresa. a fim de evidenciar uma liquidez melhor que a real (situação necessária para obtenção de financiamentos. consiste em analisar os dados e identificar desvios.

se eles de fato existem (contas a receber e contas a pagar). é verificar se os ativos estão superavaliados: Ex: se a empresa diz que tem $10. d) DIREITOS E OBRIGAÇÕES  é saber se realmente esses direitos e obrigações ocorreram. % de ações preferenciais e nominais. É saber se o passivo está subavaliado: Ex: se a empresa diz que deve $10.000. vemos que para atingir as finalidades dos testes substantivos. o auditor deve verificar se só deve $10. pelo menos. etc).a) EXISTÊNCIA  É verificar se um componente patrimonial existe efetivamente numa determinada data. $10. (ex: informar nas notas explicativas o critério de avaliação de estoque. b) OCORRÊNCIA  é verificar se as transações de fato ocorreram.000 no estoque. Ativos Superavaliados Passivos Subavaliados Assim. Outra preocupação do auditor quando está avaliando as contas do ativo. ou seja. se foi feita reavaliação. APRESENTAÇÃO E DIVUILGAÇÃO DA INFORMAÇÃO CONTÁBIL  é saber se as informações contábeis foram mensuradas. por meio de contagem ou análise de documentos.000. 13 . apresentadas e divulgadas adequadamente. o auditor deve aplicar os testes de Transações e Saldo e os Procedimentos de Revisão Analítica. c) ABRANGÊNCIA  é saber se todas as transações foram registradas de fato.: O auditor confere tudo o que considerar relevante. e) MENSURAÇÃO. Ex. No passivo é o contrário.000. o auditor irá verificar se tem.

pois ambos. 3) CÁLCULO  É a conferência da exatidão numérica. quocientes. etc. é o Teste de Observância. com vistas à identificação de situação ou tendências atípicas.Lembre-se que o primeiro teste a ser feito quando do início de uma auditoria. na depreciação. b) contagem de ativo imobilizado. ele finalmente terá condição de emitir seu parecer de auditoria. c) contagem de duplicatas a receber e a pagar. Ex. pois a primeira preocupação é definir qual o foco dos levantamentos. d) contagem de caixa. nas contas a receber. 14 .: Cálculo no estoque. 2) OBSERVAÇÃO  São os testes de observância. pelo fato das informações serem muito inter-relacionadas. quantidades absolutas ou outros meios. Este procedimento tanto lida com valores altos como com valores baixos. A conta no banco é uma das coisas mais importantes a serem testadas na auditoria. Os procedimentos básicos na aplicação dos testes de observância e substantivos são : 1) INSPEÇÃO = EXAME  Este exame poderá ser feito em documentos ou em ativos. são importantes. Exemplos de procedimentos de auditoria de exame físico: a) contagem de estoque. 4) REVISÃO ANALÍTICA  verificação do comportamento de valores significativos. ou seja. mediante índices. é observar se o controle interno está em funcionamento. É o procedimento mais utilizado em auditorias. A partir do momento que o auditor aplica os testes. sob o ponto de vista da qualidade de informação.

deve efetuar verificações adicionais. quando o valor envolvido for expressivo em relação à posição patrimonial e financeira e ao resultado das operações. 5) INVESTIGAÇÃO E CONFIRMAÇÃO  Embora sejam conceitos diferentes.É importante destacar que se o auditor. como mecanismo de validação. até alcançar conclusões satisfatórias. que consiste em solicitar que a empresa peça a seus agentes consignatários (clientes ou fornecedores) que informem diretamente ao auditor sobre os saldos e operações. e b) acompanhar o inventário físico realizado pela entidade. através de comunicação direta com os terceiros envolvidos. Nesse sentido. A investigação consiste em aplicar procedimentos adicionais para tentar validar uma informação. durante a revisão analítica. Para a confirmação. executando os testes de contagem física e procedimentos complementares aplicáveis. utiliza-se da técnica de circularização. o auditor deve: a) confirmar os valores das contas a receber e a pagar. aplicando novos procedimentos de auditoria. a resolução do Conselho Federal colocou os dois juntos. não obtiver informações objetivas suficientes para dirimir as questões suscitadas. o auditor seleciona as pessoas que serão circularizadas (que receberão as correspondências para confirmação dos saldos em aberto em uma determinada data) e solicita a 15 . Já a confirmação consiste em obter informações junto a terceiros. Assim. CIRCULARIZAÇÃO: Consiste em obter informações junto a terceiros.

. gostaríamos de conferir um débito existente no valor de R$1. confirme junto ao nosso auditor o valor devido até o dia .”. ou seja. A partir daí. 16 .. os circularizados somente irão responder caso haja alguma divergência. aguarda as respostas e as analisa.) c) CIRCULAÇÃO POSITIVA  é aquela onde todos respondem.. Tipos de Circularização: Branca Preta Positiva Negativa Não informa o saldo Informa o saldo Aguarda resposta Aguarda resposta apenas em divergências a) CIRCULAÇÃO BRANCA  é a carta onde o saldo (valor em aberto) não é informado.... pode-se afirmar que CIRCULARIZAÇÃO não é procedimento de auditoria e sim. Sendo assim.: Caro cliente. (Ex. Contém frases do tipo: “Queira confirmar o saldo da conta. ou seja.: “ Caro cliente. d) CIRCULAÇÃO NEGATIVA  Neste caso.00. A figura a seguir evidencia a técnica citada. confrontando-as com as evidências obtidas dentro da própria empresa.entidade auditada que as remeta.. uma técnica dentro de investigação e confirmação.000.) b) CIRCULAÇÃO PRETA  é a carta onde o saldo é informado. o auditor quer uma resposta de todas as pessoas que foram circularizadas. ( Ex..

Em circunstâncias próprias.na circulação negativa. é extremamente importante. ao conselho de administração ou à diretoria da entidade. e conter seu número de registro no Conselho Regional de Contabilidade. o nome da entidade. 4. o auditor terá condições de exprimir sua opinião acerca da qualidade e adequação das demonstrações em um relatório de auditoria denominado parecer de auditoria. Em condições normais. o auditor não espera uma resposta de todos. normalmente de três parágrafos. bem como ser datado e assinado pelo contador responsável pelos trabalhos. outrossim. Dica 2: Há situações em que o mais adequado é a circulação negativa. indicando. como no exemplo de uma empresa com muitos clientes. as datas e os períodos a que correspondem. o parecer é dirigido aos acionistas. segundo a natureza deste. É um relatório sintético. cotistas ou sócios. o parecer é dirigido ao contratante dos serviços. Contém frases do tipo: “Responda se o saldo da conta ______. o nome e o número de registro cadastral no Conselho Regional de Contabilidade também 17 . for diferente de ______. o auditor subentende que tudo está correto. Caso o cliente não responda. principalmente para aferir a qualidade dos lançamentos.” Dica: A conta caixa. ainda. apesar de normalmente ter um valor pequeno. ou outro órgão equivalente. Caso o trabalho tenha sido realizado por empresa de auditoria. identificar as demonstrações contábeis sobre as quais o auditor está expressando sua opinião. Deve. pois tudo passa pelas contas Caixa e Banco. Parecer do Auditor Após a aplicação dos procedimentos.

“com exceção de” para demonstrar as improbidades. Vale ressaltar que a data do parecer deve corresponder ao dia do encerramento dos trabalhos de auditoria na entidade. Cada ressalva deve constar em um parágrafo separado. os exercícios. ainda. etc. 3. são feitas da seguinte forma: faz-se uso das expressões “exceto por”.devem constar do parecer. se tiverem ressalvas. quando necessárias. Introdutório. O parecer deve ter 3 parágrafos: 1.. coloca-se um parágrafo para cada ressalva. De Escopo/modus operandi. as demonstrações. 1º Parágrafo: Introdução Deve constar que o parecer está de acordo com as práticas contábeis em vigor no Brasil. Exemplo: Exceto quanto à contribuição previdenciária que não foi recolhida. compreendendo a aplicação de testes de observância e testes substantivos com o objetivo de identificar as áreas mais expressivas. “exceto quando”. 2.... 2º Parágrago: Modus Operandi (escopo) Neste parágrafo deve constar que o trabalho do auditor foi orientado por técnicas de amostragem estatística. Exceto quanto ao cálculo de provisões. De opinião. identificando. 18 .. As ressalvas. Ou seja.

e isto deve ser informado no parágrafo de ênfase. A ênfase não decorre de impropriedades. esse documento admite quatro modalidades face à Legislação vigente: sem ressalvas. - Em função das impropriedades detectadas e sua materialidade. Assim. 19 .3º Parágrafo: Opinião / Conclusão OPINIÃO (é nela que iremos identificar o tipo de parecer) Exs. exceto quanto ao apresentado no inciso anterior (parecer com ressalva). adverso e com abstenção de opinião. existe grande possibilidade desta empresa sofrer risco de continuidade. com ressalvas. Ele falece. RISCO DE CONTINUIDADE: possibilidade da empresa “quebrar”. 4º Parágrafo: Ênfase (se aplicável) Por fim. Por exemplo: Imagine a seguinte situação: Uma empresa familiar dirigida há várias décadas pelo próprio dono. Ocorre em função da dificuldade do auditor de formar um juízo de valor. Será emitido quando: Tiver uma INCERTEZA: O auditor não conseguiu ter certeza sobre alguma que não seja culpa da empresa. É apenas para chamar atenção. o parecer pode conter um parágrafo de ênfase.: • Entende-se que as demonstrações contábeis estão corretas em todos os aspectos relevantes (parecer sem ressalva) • Entende-se que as demonstrações contábeis estão corretas.

É preciso destacar. não é anti-ético dar a oportunidade da auditada efetuar as correções no BP e DRE. quando as inconsistências apontadas são corretamente ajustadas pela entidade auditada. O que se considera é o impacto nas demonstrações e a possibilidade de distorcer a análise do usuário da informação contábil. do Patrimônio Líquido – PL ou do ativo. ainda. pela sua omissão ou inclusão. são elas apontadas e são efetuadas sugestões pelo auditor de ajustes que devem ser feitos para que as demonstrações contábeis reflitam adequadamente a real situação econômico-financeira da empresa. 20 . lembrando que o percentual é definido pelo auditor. não é comum o CFC definir a partir de qual patamar (em termos percentuais) determinado fato deve ser destacado.Parecer sem ressallva Parecer sem ressa va A modalidade sem ressalvas é utilizada quando o auditor não detecta impropriedades significativas que mereçam ser destacadas no relatório. Se antes não estavam e. levantadas as divergências (diferença no valor contábil e real do saldo da conta “clientes”. após as recomendações e ajustes. por exemplo. recomendável). acatar as sugestões do auditor ou não. poderão vir a causar prejuízos se inclusos ou omitidos. do faturamento. as demonstrações estarão corretas e o parecer não apontará ressalvas. Ou seja. lembrando que o conceito de relevância ou materialidade é julgamento pessoal do auditor. ainda. Assim. Em acatando. O parecer sem ressalvas cabe. É preciso destacar que a auditoria contábil não é um jogo de “gato e rato”: conforme mencionado. e. Caberá a empresa. então. a finalidade da auditoria independente de demonstrações é atestar que as informações constantes nas demonstrações estão corretas. Merecerão destaques no parecer quaisquer fatos que. que a relevância é normalmente calculada tomando como base um percentual do lucro após os impostos (o mais comum. portanto. tornaram-se corretas. não há que se falar. Ratificando. por exemplo).

NÃO É REQUERIDO NENHUMA REFERÊNCIA NO PARECER. Indica que há apropriada divulgação de todos os assuntos relevantes às Demonstrações Contábeis. desde que não ajustadas. em tendo havido alterações na observância das NBC e PFC. Nesses casos. ou b) limitação na extensão do seu trabalho  deve conduzir à opinião com ressalva ou à abstenção de opinião. Circunstâncias que impedem a emissão do parecer sem ressalva  São as que tenham efeitos relevantes para as demonstrações contábeis. Parecer com ressallva : Parecer com ressa va A modalidade “com ressalva(s)” é cabível quando são detectadas ofensas aos princípios fundamentais de contabilidade – PFC. 3.Assim. o auditor fará menção a elas em seu parecer. cuidadosa analise deverá ser feita pela 21 . Todavia. isso não significa que fatos relevantes deixem de ser divulgados sob esse pretexto.. No que pertine à divulgação. tal divulgação não é requerida. Dessa forma. às práticas contábeis em vigor no Brasil ou à Legislação vigente. cada inconsistência será relatada em um parágrafo do parecer. é preciso destacar que há circunstâncias especiais em que a ampla divulgação de determinadas informações sigilosas pode ser danosa ou prejudicial à empresa ou a seus acionistas. individualmente. tais como: a) discordância com a administração – conteúdo e forma das Demonstrações Contábeis (discorda das práticas contábeis utilizadas e da forma de aplicação das práticas contábeis)  conduzir à opinião com ressalva ou à opinião adversa. Assim. Indica que as demonstrações contábeis foram elaboradas consoante as disposições das NBC e Princípios Fundamentais da Contabilidade em todos os aspectos relevantes. Nesses casos. o parecer sem ressalva: 1. Implica afirmação de que. 2. Nesse caso. elas tiveram seus efeitos avaliados e aceitos e estão devidamente revelados nas Demonstrações Contábeis.

precedendo ao da opinião. adverso ou com abstenção de opinião. Se for o caso. O parecer adverso é justificável quando as impropriedades são de tal gravidade que comprometam as demonstrações contábeis em seu conjunto. deve ser incluída descrição clara de todas as razões que fundamentaram o seu parecer. “exceto quanto” ou “com exceção de” referindo-se aos efeitos do assunto objeto da ressalva. Não é de tal magnitude que requeira parecer adverso ou abstenção de opinião. É efeito de qualquer discordância ou restrição na extensão de um trabalho. Nessa situação.administração. Assim. não prejudiquem a empresa e seus acionistas com tal divulgação. para determinar a melhor solução para o caso. juntamente com o auditor. devem ser apresentadas em parágrafo específico do parecer. 2. Ou seja. Parecer adverso Parecer adverso Quando o auditor entende que as demonstrações contábeis estão erradas. 22 . o parecer com ressalva: 1. de forma que as informações lá constantes não reflitam a real situação da empresa. Quando o auditor emitir parecer com ressalva. Utiliza expressões “exceto por”. ao mesmo tempo. objetivando que as demonstrações e notas explicativas não omitam fatos relevantes. fazer referência a uma divulgação mais ampla em Nota Explicativa. Deve-se lembrar que a divulgação em nota explicativa de uma prática contábil indevida ou de um erro na sua aplicação não elimina a necessidade de ressalva no parecer. o auditor destacará em seu parecer que as demonstrações não foram elaboradas com a fiel observância das normas contábeis em vigor.

Resposta: Errado. um parecer adverso deverá ser considerado. deverá ser emitido parecer com ressalvas.Perito Criminal da Polícia Federal – 2004) Relativamente à auditoria independente. caso o efeito seja e de valor muito relevante. Quando as demonstrações financeiras não tiveram sido elaboradas de acordo com os princípios fundamentais de Contabilidade. ele deve apresentar um parecer com ressalvas. cabendo mais uma vez ao auditor (julgamento pessoal) optar por um ou por outro de acordo com sua convicção. o auditor é obrigado a ressalvar. 2. Qual é a magnitude de um erro para o parecer ser com ressalvas ou adverso? Nenhuma norma diz exatamente julgamento pessoal do auditor. de acordo com as normas brasileiras de contabilidade. Neste caso: 1. ou material. o auditor deve emitir parecer adverso e. O auditor deve descrever em um ou mais parágrafos intermediários IMEDIATAMENTE ANTERIORES AO PARÁGRAFO DE OPINIÃO os motivos ou a natureza de sua opinião adversa. As demonstrações contábeis estão incorretas ou incompletas. 23 . responda à questão abaixo: Questão 4: (CESPE/UNB . isso é Se o erro for relevante. em tal magnitude que impossibilite a emissão do parecer com ressalva. Sobre os pareceres adverso e com ressalva. Se houve ofensa aos Princípios Fundamentais da Contabilidade e não comprometerem as Demonstrações Contábeis. desde que esse erro não seja corrigido. quanto deve ser.A diferença entre essa modalidade e a com ressalvas é a magnitude. julgue os itens que se seguem. Se os erros encontrados forem de magnitude tal que comprometam as Demonstrações Contábeis.

onde nada encontrou. É contratado para isso. após constatar o valor de uma provisão para perdas judiciais de valor elevado não conseguiu certificar-se da razoabilidade dos fatores considerados em sua confecção. Ou.Parecer com abstenção de opiiniião Parecer com abstenção de op n ão a) por lliimiitação na extensão : a) por m tação na extensão O relatório “com abstenção de opinião” é o mais curioso. mas não o faz em virtude de limitação no escopo de seus trabalhos ou em função de incertezas múltiplas. 24 . solicita o envio de cartas de circularização. em seu parecer.. O segundo caso ocorre quando a validação das informações revela-se inexeqüível ou extremamente arriscada. não houve resposta. ou seja. então. sobre a omissão de tais procedimentos e ao uso dos procedimentos alternativos. O primeiro caso ocorre quando o auditor tenta trabalhar mas sofre uma espécie de boicote por parte da própria auditada: pede cópia de contratos ou documentos fiscais mas não os recebe. o auditor não emite uma opinião acerca da regularidade das demonstrações. Vale mencionar que quando o auditor puder satisfazer-se quanto a tais itens pela aplicação de procedimentos alternativos. abster-se-á de opinar. Imaginemos uma empresa que trabalhe com mercadorias em consignação (montante expressivo) em outro Estado. está tentando trabalhar mas não consegue. Em situações como essa. pois ele não conferiu). tenta acompanhar a contagem dos estoques mas não é autorizado. o que levou o auditor a viajar até o local onde supostamente deveriam estar as mercadorias. o auditor não deve informar que o saldo está correto (e nem que não está. Após circularizar. o auditor não tem como opinar. Em situações como essas.. passa a não existir uma limitação significativa na extensão de seu trabalho e não é necessário menção. Nele. Assim. mas isso não ocorre.

após o parágrafo de opinião. como. Este tipo de parecer é muito raro porque ele compromete toda as demonstrações. que. b) Poderá afetar significativamente a posição patrimonial e financeira da entidade. que uma limitação na extensão do trabalho do auditor pode ser imposta pelas circunstâncias.É preciso destacar. ou ao concluir que não pode executar procedimento de auditoria que julgue necessário. Se os procedimentos alternativos não lhe permitem evidência suficiente. os registros contábeis do cliente são inadequados. Ela pode também ocorrer quando. qualquer desvios relevantes que normalmente seriam incluídos como ressalvas. no parecer. quando a época da indicação do auditor é tal que o impossibilite de observar a contagem física dos estoques. devido à relevância das incertezas descritas em parágrafos intermediários específicos. na opinião do auditor. fazendo referência à Nota Explicativa de forma mais extensa quando: a) Ocorrer incerteza em relação a fato relevante. Nessas circunstâncias. afim de obter evidências de auditoria suficientes para emitir seu parecer. c) Poderá afetar o resultado das suas operações. o auditor deve tentar executar procedimentos. ainda. b) por iincertezas: b) por ncertezas: 1. 2. 25 . caberá a ele manifestar tal limitação em seu parecer. O auditor deve expressar em parágrafo de opinião. por exemplo. não está em condições de emitir opinião sobre as Demonstrações Contábeis. O auditor deve adicionar um parágrafo de ênfase em seu parecer. Não elimina a responsabilidade do auditor de mencionar.

indicando os valores envolvidos. em cada folha do conjunto. relacionada com ressalva. o seu parecer deve conter ressalva ou opinião adversa. constante do parecer do auditor sobre as demonstrações contábeis originais. desde que tenha emitido opinião sobre as demonstrações contábeis originais. Nessas circunstâncias. III) Demonstrações contábeiis não – audiitadas : III) Demonstrações contábe s não – aud tadas Devem ser claramente identificadas como “não-auditadas”. baseando-se exclusivamente no parecer de outro auditor com respeito às demonstrações contábeis de controladas e/ou coligadas. 26 . O auditor poderá expressar opinião sobre demonstrações contábeis apresentadas de forma condensada. 2. Se a matéria envolvendo incerteza relevante não está adequadamente divulgada nas demonstrações contábeis. parecer adverso. 2. o parecer permanece na condição de parecer sem ressalva. pela omissão ou inadequação da divulgação. II) Parecer sobre demonstrações contábeiis condensadas: II) Parecer sobre demonstrações contábe s condensadas: 1. O auditor da controladora e/ou investidora deve destacar esse fato no seu parecer. parecer com abstenção de opinião e/ou ênfase. Esse fato deve ser destacado no parecer.. Toda informação importante.IMPORTANTE!   Na hipótese do emprego de parágrafo de ênfase. Observações iimportantes: Observações mportantes: I) Parecer quando demonstrações contábeiis de controlladas e/ou I) Parecer quando demonstrações contábe s de contro adas e/ou colliigadas são audiitadas por outros audiitores: co gadas são aud tadas por outros aud tores: 1. o auditor da controladora e/ou investidora deve expressar sua opinião sobre as demonstrações contábeis como um todo. deve estar incluída no parecer sobre as demonstrações contábeis condensadas. de acordo com as NBC. e PFC.

De acordo com o CFC. O emprego de amostragem estatística é recomendável quando os itens da população apresentam características homogêneas. o auditor pode empregar técnicas de amostragem.  Amostragem direcionada. amostragem estatística é aquela em que a amostra é selecionada cientificamente com a finalidade de que os resultados obtidos possam ser estendidos ao conjunto de acordo com a teoria da probabilidade ou as regras estatísticas.Em havendo emissão de relatório. formar sua opinião a respeito de todo estoque. não-aleatória. O auditor pode.  Amostragem estatística: é probabilística. 27 . A auditoria pode utilizar técnicas de amostragem estatística e nãoestatística. todos os itens têm a mesma chance de serem selecionados. Por intermédio da amostragem é possível formar-se a opinião a respeito de uma determinada população com base na análise de apenas alguns de seus elementos. ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou método de seleção de itens a testar. Amostragem De acordo com a Resolução CFC n° 1012⁄05. selecionar alguns itens que compõe o estoque de mercadorias e. por exemplo. 5. com base neles. este deve conter a indicação de que o auditor não está expressando opinião sobre as referidas demonstrações contábeis. isto é. não-estatística: é tendenciosa.

critério e conhecimento da entidade. julgue os itens a seguir. nem com respeito à população como um todo. Da mesma forma.Amostragem não-estatística (por julgamento) é aquela em que a amostra é determinada pelo auditor utilizando sua experiência. Na determinação da amostra. o risco de amostragem e a estratificação.Fiscal de Tributos Municipais de Maceió – 2003) Quanto à auditoria. erro tolerável e erro esperado. a aplicação de procedimentos de auditoria a todos os itens dentro de uma população que tenham uma característica particular (por exemplo. Resposta: Errado. o tamanho da amostra. necessariamente. Analise a questão abaixo: Questão 1: (CESPE/UNB . Devem ser considerados. A opção está incompleta. Esses itens podem indicar uma tendência ou uma característica da parcela restante da população. dando chance igual de seleção a todos os itens da população. ainda. mas não constituem. Dica: É importante reconhecer que certos procedimentos de auditoria aplicados na base de testes não estão dentro da definição de amostragem. Vejamos: 28 . o auditor deve considerar apenas os seguintes fatores: população objeto da amostra. uma base adequada para a conclusão sobre a parcela restante da população. Isto porque os itens não foram selecionados. Os testes aplicados na totalidade da população não se qualificam como amostragem de auditoria. todos os itens acima de um certo valor) não se qualifica como amostragem de auditoria com respeito à parcela da população examinada.

por exemplo. o auditor deve considerar os procedimentos de auditoria que têm maior probabilidade de atingir esses objetivos. uma das maiores preocupações do auditor é que ela seja representativa. apropriadamente. pagamentos subseqüentes. ou seja. faturas não-pagas. a população pode ser definida como a listagem de contas a receber. Por outro lado. Por exemplo. dos fatos. sim. Para que a amostra seja representativa. relatórios de recebimentos de mercadorias ou outras populações que forneceriam evidência de auditoria de que as contas a pagar estariam subavaliadas. Por outro lado. extratos de fornecedores. a população não deve ser a listagem de contas a pagar. alguns fatores deverão ser levados em consideração. o auditor está interessado em aspectos como. Na análise da conta clientes. mas. O auditor precisa determinar se a população da qual a amostra vai ser extraída é apropriada para o objetivo de auditoria específico. Isso é essencial para que as conclusões alcançadas para a amostra possam ser extrapoladas para toda a população. dentre os quais é possível destacar sete:  Os objetivos gerais e específicos: o CFC destaca que no planejamento da amostra de auditoria. seria todo o universo de contas a receber. refletidos nas Demonstrações Contábeis. no caso de executar testes de observância sobre os procedimentos de compra em uma entidade. o auditor está interessado em aspectos relacionados com os valores monetários dessas faturas e se esses valores foram.  População: é a totalidade das observações. se o objetivo for testar a existência de subavaliação de contas a pagar. ao executar procedimentos de comprovação sobre faturas processadas durante o período. tenha as mesmas características da população. 29 . Se o objetivo do auditor for testar a existência de superavaliação de contas a receber. dos eventos.Na determinação da amostra. se houve aprovação apropriada e verificação aritmética de uma fatura.

Portanto.  O tamanho da amostra. Além disso. Para que a conclusão a que chegou o auditor. por exemplo. a unidade de amostragem pode ser definida como saldos de clientes ou faturas de clientes individuais.  A estratificação da amostra: em determinadas situações. b) que todos os itens da população tenham oportunidade idêntica de serem selecionados. seja corretamente planejada para aplicação à população é necessário que a amostra seja: a) representativa da população. A população pode ser dividida em unidades de amostragem de diversos modos. podemos citar a divisão da conta clientes para fins de circularização em classes. agrupar as observações grupos homogêneos (amostragem estratificada) ou heterogêneos (por conglomerado) facilita a análise. os itens de maior valor que compõem o saldo de contas a receber. em quatro subconjuntos como segue: 30 . No caso. para detectar distorções relevantes por avaliação a maior. Este processo reduz a possibilidade de variação dos itens de cada estrato. mas não é proporcional. Quanto maior a população. a estratificação permite que o auditor dirija esforços de auditoria para os itens que contenham maior potencial de erro. a estratificação pode resultar em amostra com tamanho menor. se o objetivo do auditor for testar a validade das contas a receber. Conforme mencionado. geralmente relacionado diretamente ao tamanho da população. se o objetivo da auditoria for testar a validade de contas a receber. O auditor define a unidade de amostragem para obter uma amostra eficiente e eficaz para atingir os objetivos de auditoria em particular. É diretamente relacionado. utilizando uma amostra. sudeste e centro-oeste ou por perfil (grandes. tais como clientes das regiões sul. médios e pequenos). maior será o tamanho da amostra.Cada item que compõe a população é conhecido como unidade de amostragem. a população pode ser estratificada. e dependendo da distribuição dos valores a receber por saldo de devedores. por exemplo. Como exemplo.

e 5% de (d).000. O primeiro conjunto decorre da má avaliação do sistema de controle interno .000. 31 . Assim. 20% de (c).00. dependendo da distribuição dos valores a receber. examinando 20% da população. aumentando o risco de não detectar algo e conseqüentemente o risco do parecer ser inconsistente. e  o de aceitação e rejeição incorretas.00 e R$ 1. b) saldos entre R$ 1. que poderão vir a comprometer sua opinião.00. e d) saldos inferiores a R$ 100.000. Ao acreditar que o CI é melhor do que realmente é (exemplificando.00. respectivamente:  o risco de super ou subavaliação da confiabilidade.a) saldos superiores a R$ 2. foi maquiado para a visita do auditor) – superavaliação da confiabilidade ou superaderência.00. vinculadas aos testes de observância e substantivos.  O risco de amostragem: a possibilidade da amostra não ser representativa.CI. encontrar que 80% dos valores de contas a receber são susceptíveis de validação.00 e R$ 2. c) saldos entre R$ 100.000. Normalmente esse risco é agrupado em duas tipologias. levando o auditor a conclusões errôneas. pode-se. por exemplo. hipoteticamente. mediante a validação da totalidade dos saldos do subconjunto (a) 50% de (b). o auditor efetuará menos testes substantivos.

ao compararmos as tipologias apresentadas. não tendo sido identificadas pelo auditor. o erro tolerável é o erro 32 .  Erro tolerável: É o máximo que o auditor aceita em função da qualidade do controle interno. ainda assim. dado grau 3. concluir que o resultado da amostra atingiu o objetivo da auditoria. de fato. Quanto menor o erro tolerável. o auditor poderá comprometer seu parecer. Nos testes substantivos. quando de fato o resultado estava correto. O erro tolerável é considerado durante o estágio de planejamento e. Ao rejeitar o resultado. mais custos. Vale ressaltar que. erroneamente. maior deve ser o tamanho da amostra. podemos citar respostas às cartas de circularização fraudadas ou notas fiscais cauçadas. O contraponto (rejeição incorreta) ocorre quando o auditor recusa o resultado de uma amostra por entender nãorazoável. Em função disso. as de maior gravidade. porque não confiou no que viu. Ou seja. e. baseado na avaliação preliminar de risco de controle. o auditor efetuará mais testes do que o necessário. Contudo. O CFC destaca que erro tolerável é o erro máximo na população que o auditor está disposto a aceitar e. portanto. está relacionado com o julgamento do auditor sobre relevância. tornando a encontrar o mesmo resultado anterior. o número de erros encontrado foi irrelevante. não é. Como exemplo. maximizou os testes substantivos esperando detectar diversas inconsistências. em uma escala de 1 a 9 na avaliação do controle interno. Ao acreditar nelas. Como exemplo. em função de maiores gastos. recusou indevidamente as conclusões tendo incorrido em novos testes desnecessariamente. Dessa forma.Supondo que o CI é pior do que realmente é (risco de subavaliação da confiabilidade). enquanto que as demais representarão minimização da margem de lucro. o erro tolerável é a taxa máxima de desvio de um procedimento de controle estabelecido que o auditor está disposto a aceitar. incorrendo em maior consumo de recursos materiais e humanos. fará um volume de testes maior que o necessário. para os testes substantivos. tornou a efetuar os testes em nova amostra. podemos imaginar que o auditor tenha. Nos testes de observância. A aceitação incorreta decorre da aplicação de procedimentos que levam o auditor a acreditar que uma informação é correta quando. em termos de comprometimento dos trabalhos são a superavaliação da confiabilidade e a aceitação incorreta.

Quanto aos critérios de seleção da amostra. ou seja. b) a base de seleção. quando os resultados de todos os procedimentos de auditoria forem considerados. os mais comuns são:  Aleatória ou randômica: quando os itens são escolhidos ao acaso. c) a fonte de seleção.  Erro esperado: é o erro da amostra. 33 . para concluir que o erro real da população não excede o erro tolerável planejado. Ex: Pesquisa Ibope. é necessário examinar uma amostra maior do que quando não se espera erro. mudança nos procedimentos da entidade e evidência obtida na aplicação de outros procedimentos de auditoria. em função da sua própria natureza. se o auditor espera que a população contenha erro. por exemplo. os níveis de erros identificados em auditorias anteriores. o auditor possa concluir. que as Demonstrações Contábeis não contêm distorções relevantes. têm a mesma probabilidade de serem selecionados. o auditor deve considerar aspectos como. a seleção de amostra deve ser documentada pelo auditor e considerar: a) o grau de confiança depositada sobre o sistema de controles internos das contas. de forma que. Tamanhos menores de amostra justificam-se quando se espera que a população esteja isenta de erros. classes de transações ou itens específicos. e d) o número de itens selecionados. Com a finalidade de evidenciar os seus trabalhos. Ao determinar o erro esperado em uma população.monetário máximo no saldo de uma conta ou uma classe de transações que o auditor está disposto a aceitar. com segurança razoável. O conselho alerta que.

32. em particular.Na seleção aleatória ou randômica.  Sistemática ou por intervalo: quando as observações são selecionadas obedecendo a intervalos constantes. Ou. Por exemplo. em particular. tabelas de números aleatórios que determinarão quais os números dos itens a serem selecionados dentro do total da população ou dentro de uma seqüência de itens da população predeterminada pelo auditor. os documentos emitidos na última semana de cada mês. da população. mormente em função da experiência e da sensibilidade do auditor. com a escolha de itens fáceis de localizar. o auditor deve determinar se a população não está estruturada de tal modo que o intervalo de amostragem corresponda a um padrão. Quando utilizar esse método. realmente. por exemplo. Se usar seleção sistemática. podemos citar uma amostra de duplicatas fiscais submetidas à análise com o final 2: 2. julgue os itens subseqüentes. Ao considerar a seleção sistemática. não aleatória. representativa da população: a) que o primeiro item seja escolhido ao acaso. 12. por exemplo. utiliza-se. o auditor deve evitar a seleção de uma amostra que seja influenciada. o auditor deve observar as seguintes normas para assegurar uma amostra.  Casual: quando as observações são escolhidas de forma direcionada. Exemplificando. 42. se em cada população de vendas realizadas por filiais. as vendas de uma filial. ocorrerem somente como cada 100º item e o intervalo de amostragem selecionado for 50. uma vez que esses itens podem não ser representativos. 22. Analise a questão abaixo: Questão 2: (Unb/CESPE – MPE/TO – Analista Ministerial – 2006) No que se refere a auditoria. o resultado seria que o auditor teria selecionado a totalidade ou nenhuma das vendas da filial em questão. b) que os itens da população não estejam ordenados de modo a prejudicar a casualidade de sua escolha. 34 . etc. ainda.

mas terem composições diferentes: 1ª série: 10. Desvio: No cálculo do desvio. 10 2ª série: 15. Na 1ª série anterior. em uma lista de itens da população. entre cada item selecionado.A amostragem sistemática consiste em proceder a seleção de itens de maneira que sempre haja um intervalo prefixado. não se pode calcular a média dos desvios a partir de sua soma. 5. Duas séries podem apresentar a mesma média aritimética. mediana. 0 Assim. Variância: corresponde à média aritimética dos quadrados dos desvios. Já na 2ª série. os valores são concentrados totalmente na média 10. há grande dispersão dos valores em relação à média 10. 10. a partir de um ou mais pontos de partida aleatório. a soma dos desvios é igual a zero: Série 15 5 3 17 MédiaDesvio 10 5 10 -5 10 -7 10 7 . 3. 35 . mede-se a dispersão de cada elemento da série em relação á média. Resposta: Certo  Medidas de dispersão São destinadas à verificação da representatividade das medidas de posição (média. uniforme. 10. 17 Nos dois casos a média é igual a 10. moda). Desvio Médio: é a média aritimética dos desvios considerados em módulos (valores absolutos). Por isso. Todavia. como propriedade da média. o cálculo da média dos desvios é feito com base no desvio médio e na variância. uma vez que a soma será nula.

considerados os objetivos específicos planejados. determinar se o item em questão é. ainda que esse fato possa ter efeito sobre as outras áreas da auditoria. avaliação de créditos de liquidação duvidosa. a unidade de medida de uma variável for metro. o auditor deve obter evidência de auditoria suficiente e apropriada por meio da execução de procedimentos alternativos. Amplitude total: é a diferença entre o maior e o menor valor dos elementos de uma série. talvez o auditor possa obter evidência de auditoria suficiente e apropriada de que as contas a receber são válidas. Exemplificando: se uma confirmação positiva de contas a receber tiver sido solicitada e nenhuma resposta tiver sido recebida. razão pela qual talvez seja impróprio considerar tal fato como um erro ao avaliar os resultados da amostra deste procedimento. por exemplo. extrapolar os resultados dos erros da amostra para a população da qual foi selecionada e reavaliar o risco de amostragem.Desvio-padrão: é a raiz quadrada da variância. Na serie 15. 17. 3. Desse modo. Quando não for possível obter a evidência de auditoria esperada sobre um item de amostra específico. calculando o desvio-padrão. Se. inicialmente. um lançamento feito na conta do cliente errado não afeta o total das contas a receber. retornamos à variável original (metro). o auditor deve. Exemplificando: em um teste substantivo relacionado com o registro de contas a receber. 5. um erro. Se o auditor não puder executar procedimentos alternativos satisfatórios ou se os procedimentos executados não permitirem que o auditor 36 . por exemplo. a variância será apurada em metro quadrado. a amplitude total é: 17 – 3 = 14 Resultados da amostra:  Ao analisar os resultados da amostra o auditor deve: analisar os erros da amostra. revisando os pagamentos subseqüentes efetuados pelos clientes. como. em particular. Análise de Erros da Amostra: Ao analisar os erros detectados na amostra. de fato.

tipo de transação. localização. por exemplo. Extrapolação de Erros O auditor deve extrapolar os resultados dos erros da amostra para a população da qual foi selecionada. e decidir ampliar os procedimentos de auditoria nessa área. O erro projetado para a população deve ser considerado em conjunto com os demais erros identificados durante a auditoria. é possível que o auditor observe que muitos têm características comuns. Quando a população tiver sido dividida em subpopulações. o auditor deve executar análise separada com base nos itens examinados para cada subpopulação. 37 . deste modo. Reavaliação do Risco de Amostragem O auditor deve considerar se os erros projetados pela extrapolação para a população podem exceder o erro tolerável. o método de extrapolação precisa ser consistente com o método usado para selecionar a amostra. o item deve ser tratado como um erro. uma subpopulação. linha de produtos ou período de tempo. Entretanto.obtenha evidência de auditoria suficiente e apropriada. o auditor deve considerar os aspectos qualitativos dos erros encontrados. levando-se em conta os resultados de outros procedimentos de auditoria. produzindo. Então. O auditor também deve considerar os aspectos qualitativos dos erros. em todos os casos. Quando extrapolar resultados de erros. Nessas circunstâncias. Ao analisar os erros descobertos. Esses aspectos incluem a natureza e a causa do erro e o possível efeito do erro sobre outras fases da auditoria. a extrapolação de erros é feita separadamente para cada subpopulação e os resultados combinados. o auditor pode decidir identificar todos os itens da população que tenham características comuns. Existem diversos métodos aceitáveis para extrapolar os resultados de erros.

b) o exame da estrutura e confiabilidade. além de conhecer auditoria.Quando o erro projetado exceder o erro tolerável. Dessa forma. No programa de trabalho: a) o exame da segurança. também. ter condições de revisá-lo e. Nesse diapasão. se esse risco for inaceitável. e c) as transações intercambiadas. conhecer. o auditor deve reconsiderar sua avaliação anterior do risco de amostragem e. Procedimento eletrônico de dados (PED) Com o incremento do uso da tecnologia de informação (TI). bem como o uso de softwares extratores de dados. o que obriga o auditor. O Grau mínimo de conhecimento deve incluir: a) conhecer suficientemente sistema de contabilidade e de controle interno. considerar a possibilidade de ampliar o procedimento de auditoria ou executar procedimentos de auditoria alternativos. e c) estabelecer e supervisionar o nível de provas de controle (cut – off). cada vez mais os ambientes estão afetados por processamento eletrônico de dados. O planejamento deve considerar: a) o volume de transações da entidade. b) determinar o efeito. b) as entradas de dados. ainda. aplicar seus próprios procedimentos. não é raro encontrar na equipe de auditoria experts em TI. informática. as transações vêm sendo realizadas e registradas cada vez mais de forma automática. e 38 . 6. de modo a entender o processamento de informações.

b) a estrutura organizacional das atividades de PED da entidade e a amplitude da concentração ou distribuição do processamento informatizado. o auditor deve obter entendimento da relevância e complexidade das atividades do ambiente de PED e a disponibilidade de dados para serem utilizados na auditoria. tais como documentos-fonte.se à representatividade das assertivas contidas nas Demonstrações Contábeis afetadas pelo processamento informatizado. armazenamento e comunicação das informações contábeis. e  o planejamento e execução dos testes de controle e aplicação de procedimentos substantivos adequados para alcançar o objetivo de auditoria por parte do auditor. Durante o planejamento das fases da auditoria. um ambiente de PED pode afetar:  os procedimentos seguidos pelo auditor para obter um entendimento suficiente dos sistemas de controles internos e contábeis. e pode afetar os sistemas de controles internos e contábeis utilizados pela entidade.c) o grau de integração.  a avaliação do risco inerente e do risco de controle por meio dos quais o auditor chega à avaliação de risco de auditoria. Essa disponibilidade pode existir apenas por um curto período ou apenas em arquivo eletrônico. Tendo em vista a regulamentação do CFC. o objetivo e o escopo geral de uma auditoria não mudam em um ambiente de PED. Conseqüentemente. A relevância refere. resolução CFC nº 1029/05. c) a disponibilidade de dados. particularmente à medida que afetam a segregação de funções. necessários ao trabalho do auditor. a utilização de um computador muda o processamento. Esse entendimento inclui assuntos tais como: a) a relevância e a complexidade do processamento informatizado em cada aplicativo contábil significativo. certos arquivos informatizados e outras documentações comprobatórias. Entretanto. que podem ser afetadas pelo ambiente de PED da entidade. 39 .

os métodos de aplicação dos procedimentos de auditoria para obter evidências podem ser influenciados pelos métodos de processamento com o auxílio do computador. freqüentemente. a fim de obter evidências suficientes. o auditor deve obter evidência de auditoria suficiente de que esse trabalho é adequado para fins de auditoria. bases de dados distribuídas. No caso de utilização de profissional externo. A medida que as novas tecnologias de PED surgem. No que pertine à aplicação de procedimentos. processamento de usuário final e sistemas de gerenciamento de negócios que fornecem informações diretamente para os sistemas contábeis. e e) o potencial de utilização de técnicas de auditoria com o auxílio do computador. Se for considerada necessária a utilização de especialista com experiência e capacidade técnica para entender e atuar em ambiente de PED. visto que a responsabilidade final é do auditor. que tanto pode ser da sua equipe ou profissional externo. empregadas pelas entidades para formar de modo crescente sistemas informatizados complexos que podem incluir microcomputadores interagindo com computadores de grande porte. as quais propiciam maior eficiência na aplicação dos procedimentos de auditoria aos saldos de contas ou transações. podem aumentar o risco e exigir considerações adicionais. Como resultado. 40 . Esses sistemas aumentam a sofisticação geral do PED e a complexidade dos programas aplicativos específicos por ele afetados. o auditor deve procurar a ajuda de profissional que possua essa capacidade. Entretanto. indagação ou confirmação sem o auxílio de sistemas informatizados. Em alguns sistemas contábeis. ou ainda uma combinação de ambos. o auditor deve levar em consideração o ambiente de PED no planejamento dos procedimentos de auditoria para reduzir o risco de auditoria a um nível aceitável. Os objetivos de auditoria não mudam se os dados contábeis forem processados manualmente ou pelo computador. estas são. pode ser difícil ou impraticável para o auditor obter certos dados para inspeção. O auditor pode aplicar procedimentos de auditoria com ou sem auxílio de sistemas informatizados. observando as normas profissionais que tratam da utilização do trabalho de especialista externo.d) a capacidade da estrutura de PED da entidade para gerar relatório interno útil para o desenvolvimento de testes substantivos e outros procedimentos analíticos. que utilizam no processamento programas aplicativos relevantes.

b) os riscos podem aumentar a possibilidade de erros ou atividades fraudulentas em programas aplicativos específicos. operações. suporte de software. Avaliação do risco O auditor deve proceder à avaliação dos riscos inerentes e de controle para as assertivas contidas nas Demonstrações Contábeis. bases de dados distribuídas. podem aumentar o risco e exigir considerações adicionais. ou em atividades de processamento específicas. empregadas pelas entidades para formar de modo crescente sistemas informatizados complexos que podem incluir microcomputadores interagindo com computadores de grande porte. ou que devam operar com muitas e diferentes exceções. Os riscos inerentes de controle em ambiente de PED podem ter efeitos relevantes sobre todo o sistema contábil ou somente sobre contas específicas. À medida que as novas tecnologias de PED surgem. Esses sistemas aumentam a sofisticação geral do PED e a complexidade dos programas aplicativos específicos por ele afetados. tais como manutenção e desenvolvimento de programa. Essas deficiências tendem a ter impacto generalizado em todos os programas aplicativos. conforme segue: a) os riscos podem resultar em deficiências generalizadas nas atividades de PED. Por exemplo. segurança física do PED e controle sobre o acesso especial ou privilegiado a programas utilitários. 41 . processamento de usuário final e sistemas de gerenciamento de negócios que fornecem informações diretamente para os sistemas contábeis. Os sistemas informatizados que controlam atividades típicas de tesouraria são mais suscetíveis a ações fraudulentas por usuários ou pelo próprio pessoal do PED. em bases de dados ou arquivos-mestres específicos. Como resultado. estas são. freqüentemente. erros não são incomuns em sistemas que desenvolvem lógica ou efetuam cálculos complexos.

A menção de que não há gravames sobre os ativos além dos informados ao auditor (exemplo: O auditor confirma que o imóvel realmente existe e é propriedade da empresa. 4) Que todas as contingências existentes foram reveladas ao auditor. Dessa forma. a administração da auditada precisa ratificar ao auditor todas as informações repassadas durante os trabalhos. por exemplo). .7. verbalmente durante a aplicação dos .A possibilidade de ganho ou perda judiciais. dado em garantia em alguma transação. dentre outros itens: .Informações repassadas procedimentos. inclusive. por ocasião do encerramento dos trabalhos (com a conseqüente emissão do parecer).A menção de que a responsabilidade pelo controle interno é da administração. a responsabilidade pelas transações efetuadas. . Formalidades importantes da carta de responsabilidade: 1) A carta de responsabilidade terá a mesma data do parecer do auditor. bem como demais contingências e estimativas. A esse documento dá-se o nome de carta de responsabilidade. destacando. . 42 .Outras informações que o auditor julgar conveniente constarem. 5) Que foram tomadas providências quanto às impropriedades detectadas pelo auditor. mas ele pode estar comprometido. 3) Deve constar que as demonstrações contábeis foram elaboradas conforme a NBC. 2) A carta de responsabilidade tem que ser endereçada ao próprio auditor. que deverá conter. Carta de responsabilidade da administração Muitas das informações obtidas pelo auditor durante a aplicação dos procedimentos são verbais.

Devem seguir um padrão definido e claro. visando a fundamentar seu parecer da auditoria e comprovar que a auditoria foi executada de acordo com as Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis. Eles integram um processo organizado de registro de evidências da auditoria. objetivos e elaborados de forma sistemática e racional. evidenciar a obediência às normas de auditoria. corretos. por intermédio de informações em papel. constituem a documentação preparada pelo auditor ou fornecida a este na execução da auditoria. que estabelece procedimentos e critérios relativos à documentação mínima obrigatória a ser gerada na realização dos trabalhos de auditoria das demonstrações contábeis. concisos. meios eletrônicos ou outros que assegurem o objetivo a que se destinam. 43 .8. Os papéis de trabalho. Normas dos papéis de trabalho e documentação de auditoria O auditor deve documentar. o auditor deve documentar as questões que foram consideradas importantes para proporcionar evidência. Os papéis de trabalho correspondem aos documentos e apontamentos com base nos quais o auditor emite sua opinião a respeito das demonstrações.3. através de papéis de trabalho. todos os elementos significativos dos exames realizados e que evidenciam ter sido a auditoria realizada de acordo com as normas aplicáveis. De acordo com a NBC T 11. sem erros matemáticos. ou Working papers (WP´s). ser limpos.

De acordo com a Resolução CFC nº 1. Os papéis de trabalho destinam-se a: a) ajudar. a oportunidade e a extensão2 dos procedimentos aplicados. Os papéis de trabalho devem incluir o juízo do auditor acerca de todas as questões significativas. possa influir sobre o seu parecer. no planejamento e na execução da auditoria. pela análise dos documentos de auditorias anteriores ou pelos coligidos quando da contratação de uma primeira auditoria. os resultados obtidos e as suas conclusões da evidência da auditoria. 2 44 . c) facilitar a revisão do trabalho de auditoria.As normas de auditoria exigem que as informações constantes do relatório do auditor se baseiem em seus papéis de trabalho. por ser relevante. devendo haver estrita concordância entre estes e o parecer. inclusive nas áreas que envolvem questões de difícil julgamento. d) registrar as evidências do trabalho executado. e) avaliar o trabalho da equipe técnica que desenvolveu os trabalhos de auditoria. visto que não é necessário nem prático documentar todas as questões de que o auditor trata. e f) comprovar administrativamente ou judicialmente a correção do trabalho executado. o auditor deve registrar nos papéis de trabalho informação relativa ao planejamento de auditoria. b) atender as Normas Brasileiras de Contabilidade.204/2005. entretanto. juntamente com a conclusão a que chegou. A extensão dos papéis de trabalho é assunto de julgamento profissional. qualquer matéria que. para fundamentar o parecer do auditor independente. não é aceitável que a opinião do auditor contrarie as evidências ou provas obtidas por intermédio dos papéis de trabalho. deve gerar papéis de trabalho que apresentem as indagações e conclusões do auditor. Assim. a natureza.

Planejamento Oportunidade Extensão Resultados Conclusão Nas áreas que envolvem questões de princípio ou de julgamento difícil. A responsabilidade do auditor pelo parecer não é alterada em função do uso de documentos fornecidos pela entidade. desde que avalie sua consistência e se satisfaça com sua forma e conteúdo. devolvendo-se os originais à entidade auditada. . Dica: O auditor pode usar quaisquer documentos e demonstrações preparados ou fornecidos pela entidade. Os papéis de trabalho são de propriedade exclusiva do auditor. responsável por sua guarda e sigilo. Na hipótese de as informações constantes de livros ou documentos serem utilizados para formação da opinião do auditor. os papéis de trabalho devem registrar os fatos pertinentes que eram do conhecimento do auditor no momento em que ele chegou às suas conclusões. deve ser extraída cópia desse material. 45 . O auditor tem acesso aos originais de documentos e livros de registro da entidade.

b) apontamentos ou papéis de trabalho elaborados pelo auditor c) documentos obtidos com a entidade ou terceiros. O planejamento é um bom exemplo. 46 . É uma das preferidas dos examinadores. portanto. Segundo Ricardo Ferreira. fique de olho! Origem dos Papéis de trabalho: Quanto à sua origem. que seja aplicado a todas as empresas. Programas: São elaborados antes do início dos trabalhos.Essa informação é importantíssima! Essa questão já foi tema da grande maioria das provas de auditoria. O auditor não deve adotar um programa de trabalho pré-fabricado. os programas de trabalho representam um roteiro dos procedimentos que devem ser adotados durante a auditoria. os papéis de trabalho podem ser divididos em: a) programas de trabalho (ou programas de auditoria). a. As adaptações necessárias devem ser feitas de acordo com as atividades e outras características específicas da entidade auditada.

considerando o resultado de auditorias anteriores. É um verdadeiro instrumento de controle dos profissionais envolvidos na auditoria. Como o trabalho é executado por uma equipe técnica organizada hierarquicamente. que podem ser elaborados de forma manual. como quadros demonstrativos. O programa de trabalho traz a especificação das etapas de execução dos serviços de auditoria. O programa de trabalhos serve também para que o auditor supervisione e controle a qualidade dos trabalhos da equipe técnica a ele subordinada. Apontamentos são os papéis de trabalho elaborados pelo próprio auditor. Apontamentos: São confeccionados durante os trabalhos. memorandos. organogramas etc. com vistas a determinar sua extensão e profundidade. permitindo que se verifique se todos os procedimentos estabelecidos foram cumpridos e quem os executou. entre outros elementos. por meios eletrônicos ou por outros meios. o serviço realizado por um profissional é oportunamente revisado por seu superior. 47 . o auditor produz diversos papéis de trabalho.O programa de trabalho deve contemplar todas as informações disponíveis e necessárias ao desenvolvimento de cada trabalho a ser realizado. b. a legislação específica e as normas próprias da entidade.. Durante as fases de auditoria.

são “reaproveitados”. ou foram conferidas no diário ou Razão. por exemplo) são alguns exemplos. Permanentes: São usados por mais de um ano. b. Trata-se de documentos relevantes para os trabalhos de auditoria. São os documentos que o auditor obtém com a entidade auditada ou terceiros. Documentos coligidos pelo auditor: Tudo que o auditor obtiver na realização dos trabalhos. 48 . de financiamentos e contrato social são alguns exemplos. c. São habitualmente papéis que não sofrem alteração todos os anos. bancos. a indicação de que as informações constantes dos apontamentos tiveram os cálculos revisados. por exemplo: Folhamestra (onde são registradas informações do Balanço Patrimonial). como por exemplo. Contratos de empréstimos de longo prazo. Correntes: São aqueles usados normalmente em um Exercício social. cartas de confirmação de clientes. não sendo comum seu reaproveitamento. folha de ajustes (onde são apontadas inconsistências) e de reclassificações (onde são registradas classificações errôneas – dívidas de curto prazo lançadas no longo prazo. fornecedores. Normalmente. os papéis de trabalho podem ser divididos em: a. Quanto ao tempo de uso. de estatutos e suas alterações. o significado dos tiques aparece na parte inferior dos apontamentos. etc. cópias de atas.Você sabe o que são Tiques? Tiques são sinais gráficos ou símbolos que o auditor utiliza para identificar algum procedimento adotado em relação aos seus apontamentos. como cópias de contratos.

49 . caso ele venha a auditar novamente a entidade em exercício posterior. encontram-se. h) análises de transações. movimentação e saldos de contas. d) evidências do processo de planejamento. Entre os papéis de trabalho padronizados. cartas de confirmação de saldos. além de outros: listas de verificação de procedimentos. b) natureza e complexidade da atividade da entidade. No que pertine à forma e ao conteúdo. termos de inspeções físicas de caixa. do sistema contábil e do controle interno. c) informações sobre o setor de atividades. f) evidências de avaliação dos riscos de auditoria. e) evidências do entendimento. b) cópias ou excertos de documentos legais.Os papéis de trabalho correntes devem ser arquivados separadamente dos permanentes. ambiente econômico e legal em que a entidade opera. além de outros mais específicos. d) direção. uma vez que estes poderão ser utilizados pelo auditor em outras oportunidades. por parte do auditor. c) natureza e condição dos sistemas contábeis e de controle interno da entidade. supervisão e revisão do trabalho executado pela equipe técnica. e sua concordância quanto à eficácia e adequação. os papéis de trabalho podem ser afetados por questões como: a) natureza do trabalho. incluem: a) informações sobre a estrutura organizacional e legal da entidade. incluindo programas de auditoria e quaisquer mudanças nesses programas. e) metodologia e tecnologia utilizadas no curso dos trabalhos. g) evidências de avaliação e conclusões do auditor e revisão sobre o trabalho da auditoria interna. contratos e atas. Nesse diapasão. de estoques e de outros ativos.

l)indicação de quem executou e revisou os procedimentos de auditoria e de quando o fez. m) detalhes dos procedimentos relativos às demonstrações contábeis auditadas por outro auditor. diferentemente daqueles que contêm informações sobre a auditoria de um único período. assinadas pela administração da entidade e pelo contabilista responsável. aprovada pela Resolução CFC nº 1037/05. às condições de contratação e às deficiências constatadas. e suas respostas. n) cópias de comunicações com outros auditores. quocientes. especialistas e terceiros. De acordo com o disposto na NBC T-11. inclusive no controle interno. desde que sejam atualizados. do Conselho Federal de Contabilidade. k) evidências de que o trabalho executado pela equipe técnica foi supervisionado e revisado. coeficientes. alguns papéis de trabalho. e do parecer e dos relatórios do auditor. em relação aos trabalhos. oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria e seus resultados. ao analisar os riscos de auditoria. q) conclusões do auditor acerca de aspectos significativos. podem ser reutilizados. 9. considera-se 50 . j) registro da natureza. quando do planejamento dos seus trabalhos.i)análises de tendências. No caso de auditorias realizadas em vários períodos consecutivos. o) cópias de comunicações à administração da entidade. índices e outros indicadores significativos.10. peritos. p) cartas de responsabilidade da administração. e deve ser complementada quando da execução de seus exames. r) cópias das demonstrações contábeis. incluindo o modo como foram resolvidas ou tratadas questões não-usuais. Continuidade normal dos negócios da entidade A continuidade normal das atividades da entidade deve merecer especial atenção do auditor.

Deverão ser adotados os seguintes pressupostos na análise de RISCO De CONTINUIDADE: 1) indicadores financeiros  posição negativa de capital. mencionar. perda de mercado. Caso. Na ausência de informações em contrário. deve aplicar os procedimentos adicionais que julgar necessários para a formação de juízo embasado e definitivo sobre a matéria. os efeitos que tal situação pode determinar na continuidade operacional da entidade. o auditor deve considerar a propriedade do pressuposto de continuidade operacional subjacente à preparação das Demonstrações Contábeis. em parágrafo de ênfase. etc. se apresentem indícios que ponham em dúvida essa continuidade. dificuldade de manter mão – de – obra. a preparação das Demonstrações Contábeis presume a continuidade da entidade em 51 .que a continuidade normal dos negócios da entidade objeto da auditoria externa está caracterizada se houver evidência de normalidade das operações no prazo de um ano após a data das demonstrações contábeis. de modo que os usuários tenham adequada informação sobre a mesma. 3) outras indicações  normas legais. o auditor deve. negociações com credores. Quando planejar e executar procedimentos de auditoria. no decorrer dos trabalhos.. Quando constatar que há evidências de riscos na continuidade normal das atividades da entidade. políticas governamentais. devedores solventes. 2) indicadores de operação  elementos – chaves. e ao avaliar seus resultados. empréstimos imediatos. em seu parecer.

6) falta de capacidade financeira dos devedores em saldar seus compromissos com a entidade. Como conseqüência. Essa lista não é exaustiva e nem sempre a existência de um ou mais desses fatores significa que o pressuposto de continuidade operacional seja questionado: indicações financeiras: 1) passivo a descoberto (Patrimônio Líquido negativo). Segundo a NBC T-11.10. 2) posição negativa do Capital Circulante (deficiência de Capital Circulante). Exemplos desses tipos de indicações que devem ser consideradas pelo auditor são apresentados abaixo. O auditor deve considerar o risco de que o pressuposto de continuidade operacional não mais seja apropriado. não menor do que um ano a partir da data-base de encerramento do exercício. as indicações de que a continuidade da entidade em regime operacional está em risco podem vir das Demonstrações Contábeis ou de outras fontes. 52 . 4) principais índices financeiros adversos de forma continuada. é possível que a entidade não seja capaz de realizar seus ativos ou liquidar seus passivos pelos valores e vencimentos contratados. 5) prejuízos operacionais substanciais de forma continuada. Se esse pressuposto for injustificado. ou uso excessivo de empréstimos em curto prazo para financiar ativos em longo prazo. 8) incapacidade financeira de pagar credores nos vencimentos.regime operacional por um período previsível. Conseqüentemente. é possível que os valores e a classificação de ativos e passivos nas Demonstrações Contábeis precisem ser ajustados. 3) empréstimos com prazo fixo e vencimentos imediatos sem perspectiva realista de pagamento ou renovação. ativos e passivos são registrados com base no fato de que a entidade possa realizar seus ativos e saldar seus passivos no curso normal dos negócios. 7) atrasos nos pagamentos ou incapacidade financeira de propor e pagar dividendos.

A importância dessas indicações. inclusive as estatutárias. muitas vezes. garantias ou fianças). 11) incapacidade em obter financiamentos para desenvolvimento de novos negócios de produtos. indicações operacionais: 1) perda de substituição. e inversões para aumento da capacidade produtiva.9) dificuldade de cumprir as condições dos contratos de empréstimo (tais como cumprimento de índices econômico-financeiros contratados. a entidade. 2) contingências ou processos legais e administrativos pendentes contra a entidade que resultem em obrigações que não possam ser cumpridas. de forma adversa. pessoal-chave na administração. tais como Comissão de Valores Mobiliários (CVM). fornecedor essencial ou financiador estratégico. Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). 3) alterações na legislação ou política governamental que afetem. 10) mudança de transações a crédito para pagamento à vista dos fornecedores. mercado importante. Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Banco Central do Brasil (BCB). 3) dificuldade de manter mão-de-obra essencial para a manutenção da atividade ou falta de suprimentos importantes. pode ser mitigada por outros fatores. Superintendência de Seguros Privados (Susep). o efeito numa entidade que não está 53 . franquia. 4) para as entidades sujeitas a controle de órgãos reguladores governamentais. sem que haja 2) perda da licença. Por exemplo. outras indicações: 1) descumprimento de exigências de capital mínimo ou de outras exigências legais ou regulamentares. devem ser considerados os fatores de riscos inerentes às respectivas atividades. Secretaria de Previdência Complementar (SPC) e outros.

podendo pagar suas dívidas normais pode ser contrabalançado por planos da administração para manter fluxos de caixa adequados por outros meios. por exemplo) e de contratos de empréstimos e verificar se algumas delas não foram cumpridas. Durante a auditoria. em busca de referência às dificuldades financeiras. a dúvida quanto à capacidade da entidade de continuar em operação em futuro previsível. a entidade pode mitigar a perda de um fornecedor importante. analisar as condições de títulos emitidos (debêntures. de uma forma que o satisfaça. tais como. por alienação de ativos. alguns desses procedimentos podem assumir uma importância adicional. Do mesmo modo. revisar eventos subseqüentes à data-base para identificar itens que afetem a capacidade da entidade de continuar a operar.10 enumera alguns procedimentos pertinentes a este assunto: a) b) c) d) analisar e discutir com a administração as projeções do fluxo de caixa. do conselho de administração. Segundo a NBC T-11. Quando surgir alguma dúvida quanto à propriedade do pressuposto de continuidade operacional. analisar e discutir as Demonstrações Contábeis subseqüentes mais recentes da entidade. e) 54 . ler as atas de reuniões ou de assembléias de sócios. Quando surge dúvida quanto ao pressuposto de continuidade operacional da entidade. o auditor deve reunir evidência de auditoria suficiente e apropriada para tentar resolver. resultado e outras pertinentes. se dispuser de outra fonte de fornecimento adequada. o auditor executa procedimentos planejados para obter evidência como base para expressar uma opinião sobre as Demonstrações Contábeis. ou talvez seja necessário executar procedimentos adicionais ou atualizar informações obtidas anteriormente. assim como atas de reuniões de diretoria. reescalonamento de pagamentos de empréstimos ou obtenção de capital adicional. do conselho fiscal e de outros comitês importantes.

o auditor deve comparar os dados prospectivos do período atual (orçamentos) com os resultados atingidos até a data. a legalidade e a possibilidade de a entidade exigir. Deve ser dada ênfase aos planos que possam ter um efeito significativo sobre a solvência da entidade em futuro previsível.    55 .f) g) indagar os reclamações. assim como o comportamento histórico dos resultados efetivos com os orçamentos daqueles períodos. do resultado e de outras pertinentes. de partes relacionadas e de terceiros. mediante carta de responsabilidade da administração. como. o auditor deve obter evidência de auditoria suficiente e apropriada de que esses planos são viáveis. O auditor também deve considerar se os pressupostos que fundamentam as projeções são apropriados nas circunstâncias. Além disso. i) considerar a posição dos pedidos de clientes em carteira da entidade. considerar e discutir com a administração seus planos para o futuro. o cumprimento de acordos para proporcionar ou manter suporte financeiro. advogados da entidade quanto a litígios e confirmar a existência. reduzir ou retardar despesas ou aumentar o capital. Neste caso. por exemplo. de que podem ser implantados e de que seus resultados proporcionarão melhorias na situação da entidade. captar recursos ou reestruturar dívidas. O auditor deve. O auditor deve obter declaração escrita da administração com respeito a esses planos. também. h) avaliar a capacidade financeira e o compromisso das partes relacionadas e de terceiros proporcionarem tais recursos. Observações importantes:  Quando analisar as projeções do fluxo de caixa. os planos para alienar ativos. o auditor deve considerar a confiabilidade do sistema de controle interno da entidade que gerou tais informações.

Esses fatores. e que o efeito de qualquer plano da administração e outros fatores mitigantes tiverem sido considerados. Se. tiver sido obtida evidência de auditoria suficiente e apropriada para dar suporte ao pressuposto de continuidade operacional da entidade. levantam dúvida substancial de que a Entidade tenha condições de manter a continuidade normal de    56 . juntamente com outros assuntos apresentados na Nota X. adicionando um parágrafo de ênfase que destaque o problema da continuidade operacional da entidade. o auditor deve considerar se tais planos ou outros fatores devem ser divulgados nas Demonstrações Contábeis. o passivo circulante da Entidade excedia seu ativo circulante em XXX. Se a divulgação nas Demonstrações Contábeis for adequada. particularmente em decorrência dos planos da administração. conforme o caso. no julgamento do auditor. o auditor deve emitir um parecer sem ressalva. fazendo referência à nota explicativa nas Demonstrações Contábeis que divulgue os aspectos relacionados ao assunto. Segue exemplo de parágrafo desse tipo: “Conforme descrito na Nota Explicativa X às Demonstrações Contábeis. Se. que todas as informações necessárias tiverem sido obtidas. o auditor deve expressar sua opinião em parecer com ressalva ou adverso. o auditor deve decidir se a dúvida que surgiu sobre o pressuposto de continuidade operacional foi resolvida satisfatoriamente. Depois que os procedimentos considerados necessários tiverem sido executados. o pressuposto de continuidade operacional for apropriado devido a fatores mitigantes. e seu passivo total excedia seu ativo total em XXX. em decorrência da falta ou da insuficiência da informação. naquela data. a Entidade apresentou prejuízo líquido de XXX durante o exercício findo em 31 de dezembro de XXX1 e. Na hipótese de tal divulgação ter sido considerada necessária e não ter sido feita de forma apropriada. no julgamento do auditor. o auditor não deve modificar seu parecer.

quando tiver de ser emitido um parecer com ressalva: “A Entidade não divulgou que não conseguiu renegociar seus empréstimos bancários. As Demonstrações Contábeis não incluem quaisquer ajustes relativos à realização e à classificação dos valores de ativos ou quanto aos valores de liquidação e à classificação de passivos que seriam requeridos na impossibilidade de a Entidade continuar operando”. as mutações de seu patrimônio líquido e as origens e aplicações de seus recursos referentes ao exercício findo naquela data. o auditor deve concluir que o pressuposto de continuidade operacional da entidade usado na preparação das Demonstrações Contábeis é impróprio. como for apropriado. de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil”. o auditor deve emitir um parecer com ressalva ou com opinião adversa. Conseqüentemente. exceto quanto à omissão das informações incluídas no parágrafo precedente. com base nos procedimentos adicionais executados e nas informações obtidas. adequadamente. Se o resultado do pressuposto impróprio usado na preparação das 57 . o julgamento do auditor for que a entidade não tem condições de continuar em operação em futuro previsível. Sem esse suporte financeiro. Em nossa opinião. As Demonstrações Contábeis não incluem esses eventuais ajustes. Se. podem ser necessários ajustes relativos à realização e à classificação dos valores de ativos ou quanto aos valores e à classificação dos passivos que seriam requeridos na impossibilidade de a Entidade continuar operando. existe dúvida substancial de que a Entidade tenha condições de continuar em regime normal de atividades. em todos os aspectos relevantes.suas atividades.  Se não for feita divulgação adequada nas Demonstrações Contábeis. as posições patrimonial e financeira da Entidade em 31 de dezembro de XXXX. Segue um exemplo de parágrafos que descrevem a razão da ressalva e da opinião. incluindo o efeito de circunstâncias mitigantes. as Demonstrações Contábeis apresentam. os resultados de suas operações.

os auditores não devem submeter seus julgamentos à opinião dos clientes. A objetividade. de forma isenta de preconceitos e tendenciosidade. aos sócios. enquanto aplicada aos auditores. significa a capacidade de manter a atitude imparcial e de lidar com todas as questões a eles submetidas. Quem usa as demonstrações financeiras auditadas tem o direito de esperar uma atitude mental independente da parte dos auditores que emitiram pareceres sobre essas demonstrações e. retidão e honestidade. composto de solidez e de princípios morais. Entende-se como independência o estado no qual as obrigações ou os interesses da entidade de auditoria são suficientemente.Demonstrações Contábeis for tão relevante e amplo que torne as Demonstrações Contábeis enganosas. aos cooperados e a todas as demais partes que possam estar relacionadas com o seu trabalho. o auditor deve emitir um parecer adverso. Se souber de qualquer associação estreita entre o auditor e a 58 . aos acionistas. na verdade. 10. aos quotistas. essa atitude mental independente é uma exigência das normas de auditoria. Em suma. A independência é tradicionalmente considerada e definida como a capacidade de agir integra e objetivamente. é a capacidade que a entidade de auditoria tem de julgar e atuar com integridade e objetividade. Como profissionais independentes que são. permitindo a emissão de relatórios ou pareceres imparciais em relação à entidade auditada. ele muito provavelmente baseará qualquer conclusão em sinais exteriores de independência do auditor. isentos dos interesses das entidades auditadas para permitir que os serviços sejam prestados com objetividade. Independência De acordo com a Resolução CFC n° 1. que aprova a NBC P 1. a condição de independência é fundamental e óbvia para o exercício da atividade de auditoria independente. a integridade é um elemento do caráter.034/2005. De acordo com Cook. Uma vez que o indivíduo que usa as demonstrações financeiras não pode determinar a verdadeira atitude mental do auditor.2 – Independência.

A título de exemplo. colateral até o terceiro e por afinidade até o segundo com pessoaschaves da organização e empregados responsáveis pela contabilidade. ou os proprietários da empresa. ocorrendo. portanto. ou entre o auditor e um grupo de usuários. objetividade e ceticismo profissional. Fica. o indivíduo que lê as demonstrações com toda certeza duvidará da independência desse profissional. impossibilitam o auditor a realizar o trabalho. concluir dentro do razoável que a integridade. 3 Cook. A fim de que a opinião do auditor seja isenta. incluindo as salvaguardas aplicadas. dentre as quais é possível destacar: . o CFC elenca algumas situações que. imparcial.Vínculo conjugal. patente a necessidade de o auditor evitar todo relacionamento que possa levar quem usa as demonstrações a duvidar de sua independência.3 A independência exige: a) independência de pensamento: postura que permite expressar uma opinião sem ser afetado por influências que comprometem o julgamento profissional. tendo conhecimento de todas as informações pertinentes. Isso significa que não deve ser vinculado à entidade auditada. John W.administração. parentesco em linha reta sem limite de grau. deve ele ser independente (quando externo) ou autônomo (quando interno). b) aparência de independência: evitar fatos e circunstâncias significativos a ponto de um terceiro bem informado. 59 . a objetividade ou o ceticismo profissional de uma entidade de auditoria ou de um membro da equipe de auditoria ficaram comprometidos. permitindo à pessoa agir com integridade.

em relação às entidades cujo serviço de auditoria contábil esteja a seu cargo: I.Ser sócio ou acionista. . pairarem dúvidas acerca deste atributo. N. . impede o auditor de realizar os trabalhos. que implique em perda de independência. é vedado ao Auditor Independente e às pessoas físicas e jurídicas a ele ligadas.CFC relativas à independência.Interesse financeiro. Dessa forma. suas controladas. Adquirir ou manter títulos ou valores mobiliários de emissão da entidade. Essa decisão deve ser documentada. Vale ressaltar que essa independência alcança o responsável técnico pelos trabalhos (sócio-contador que dirige o serviço). º 308 de 1999 que não poderão realizar auditoria independente o Auditor Independente – Pessoa Física. a infringência às normas do Conselho Federal de Contabilidade . pois qualquer situação. suas controladas. Se. imediato ou mediato. conforme definido nas normas de independência do CFC. 60 . os sócios e os demais integrantes do quadro técnico de Auditor Independente – Pessoa Jurídica quando ficar configurada. deverá a empresa de auditoria trocá-lo. Nesse sentido. por meio da Inst. o ideal é que ele renuncie ao trabalho. controladoras ou integrantes de um mesmo grupo econômico. por algum motivo.. ou prestar serviços de consultoria que possam caracterizar a perda da sua objetividade e independência. se necessário for (caracterizada a falta de independência). O rol acima é meramente exemplificativo. em sua atuação na entidade auditada.Relação de trabalho nos dois últimos anos. A CVM explicita. controladoras ou integrantes de um mesmo grupo econômico. II. mesmo não enumerada.

é necessária a aplicação das seguintes ações: a) rotação do pessoal de liderança da equipe de auditoria a intervalos menores ou iguais a cinco anos consecutivos. seus trabalhos devem ser submetidos à revisão por outra entidade de auditoria. que emitirá relatório circunstanciado sobre a correta aplicação das normas profissionais e das técnicas nestes trabalhos. é vedado ao auditor. com apenas um sócio ou diretor e auditores pessoas físicas. Desta forma. Analise a questão abaixo: Questão 1: (CESPE/UNB . Sob esse aspecto. julgue os itens a seguir: Um dos princípios de ética profissional a que o auditor deve atender é a independência.Auditor Fiscal da Previdência Social – 2003) Com fulcro na normas de auditoria vigentes no Brasil. visando impedir o risco de perda da objetividade e do ceticismo do auditor. e b) intervalo mínimo de três anos para o retorno do pessoal de liderança à equipe. • o auditor não deve exercer funções gerenciais na entidade auditada.Visando possibilitar contínua renovação da objetividade e do ceticismo do auditor. e • o auditor não deve promover interesses da entidade auditada. relativamente à entidade auditada. 61 . encaminhando-o ao Conselho Federal de Contabilidade até 31 de julho de cada ano. é requerida a rotação dos responsáveis técnicos pelos trabalhos na entidade auditada. Como é impraticável a rotação nas entidades de auditoria de porte pequeno. necessários na auditoria. possuir relação de trabalho como empregado. Os princípios básicos que devem fundamentar qualquer regra de independência do auditor são: • o auditor não deve auditar o seu próprio trabalho.

Muito embora esteja sendo reproduzida uma passagem da regulamentação do assunto pelo CFC. naturalmente fica conhecendo os negócios confidenciais do cliente. sem autorização expressa da entidade. Passa a saber de eventuais fusões. ao mesmo tempo.administrador ou colaborador assalariado. ainda que essa relação seja indireta. o auditor deve respeitar e assegurar o sigilo relativamente às informações obtidas durante o seu trabalho na entidade auditada. não as divulgando. pode prejudicar à própria carreira e á profissão toda. sob nenhuma circunstância. o auditor. As informações obtidas na realização dos trabalhos estão protegidas pelo sigilo. o auditor pode prejudicar muito o cliente e. Sigilo Ao colher provas suficientes para emitir um parecer profissional. por pessoa com competência para autorizar e esclarecendo de maneira minuciosa a informação a ser repassada. Se revelar qualquer informação desse tipo. 11. Nesse sentido. novos produtos. a banca não especificou o auditor a que se refere (interno ou externo). As exceções à não divulgação são duas: em decorrência de ordem judicial e quando autorizado formalmente pela própria auditada. alterações nas taxas de dividendos. 62 . nos últimos dois anos. De acordo com a Resolução CFC n° 821/97 que aprova a NBC P 1 – Normas profissionais de Auditor Independente. opção estaria correta no que diz respeito ao auditor externo. estando incorreto no que diz respeito ao auditor interno. mudanças de pessoal e outros assuntos confidenciais. apenas. salvo quando houver obrigação legal de fazê-lo. Errado.

Auditor Fiscal da Previdência Social – 2003) Com fulcro na normas de auditoria vigentes no Brasil. É importante ressaltar que o dever de manter o sigilo prevalece: a) para os auditores.  na relação entre os auditores e os organismos reguladores e fiscalizadores (CRC. e precisam ter certeza de que esses assuntos são mantidos em segredo. Os auditores devem estar cientes de que grande parte das informações a respeito dos negócios não é do conhecimento de todos os empregados destes. capaz de causar transtornos. e  na relação entre o auditor e demais terceiros. a menos que o assunto sigiloso deva ser revelado em circunstancias 63 .  na relação entre os auditores. julgue os itens a seguir: O sigilo profissional do auditor deve ser mantido. e c) para os Conselheiros do Conselho Federal de Contabilidade e dos Conselhos Regionais de Contabilidade. a qualquer custo. Não podem permitir que pessoas não autorizadas tenham acesso aos papéis de trabalho que se registram essas informações. se revelados aos empregados.O sigilo profissional deve ser observado nas seguintes circunstâncias:  na relação entre o auditor e a entidade auditada (deve tomar cuidado com a hierarquia interna). CRF). mesmo após o término dos respectivos mandatos. b) para os contadores designados pelo CFC. Veja como esse assunto pode ser cobrado em sua prova: Questão 2: (CESPE/UNB . Os dados da folha de pagamento são um ótimo exemplo de matéria confidencial. mesmo depois de terminados os compromissos contratuais. CVM e outros órgãos fiscalizadores mesmo após o término do vínculo empregatício ou funcional.

contribua para a realização dos trabalhos de auditoria independente. 12. O contador na responsabilidades: função de auditor assume as seguintes a) Profissional: Referente ao exercício da profissão. a responsabilidade do auditor independente não é modificada. na função de auditor interno. 64 . é do auditor independente. por exemplo – para a defesa da legítimos de terceiros ligados à empresa. Caso trabalhe com inobservância das normas regulamentares. b) Cível: Se causar prejuízo a terceiros. intencionais ou não. há duas exceções à divulgação de informações sigilosas da auditada: (1) por determinação judicial e (2) quando houver autorização da própria auditada. mas deve adotar medidas no sentido de revisar esses trabalhos. c) Trabalhista: poderá vir a ter seu contrato de trabalho rescindido. Ainda que o contador da pessoa auditada. poderá sofrer sanções por parte do CRC.especiais – em juízo. poderá sofrer uma representação oriunda do Ministério Público. Responsabilidade De acordo com a Resolução CFC n° 821/97 o auditor deve aplicar o máximo de cuidado e zelo na realização dos trabalhos e na exposição de suas conclusões. por pessoa que tenha competência para autorizar e especificando o que poderá ser divulgado. já que a responsabilidade por eventuais incorreções. tais como advertência. poderá vir a ser responsável e ter que indenizá-los. por escrito. Conforme estudamos. Certo. O auditor pode valer-se do trabalho dos auditores internos da entidade auditada. d) Penal: Em caso de má-fé. suspensão e até mesmo a cassação do registro.

especialmente na área de auditoria. por sua reputação de integridade e objetividade incorruptíveis. na função de auditor independente. para executar serviços que tenham efeitos relevantes nas demonstrações contábeis. os auditores devem visar sempre os interesses do cliente. Os auditores não deve ceder à opinião dos outros nem modificar nem esconder uma opinião honesta. Podem-se citar inúmeros exemplos de auditores que perderam os clientes por se recusarem a ceder em determinados pontos. Porém. segundo os princípios contábeis ou as leis e regulamentos vigentes. mas que conseguiram muitos outros clientes. se houver várias alternativas. Competência Técnico-profissional A Resolução CFC n° 821/97 estabelece que o contador. quando o especialista legalmente habilitado for contratado pela entidade auditada. da legislação inerente à profissão. dos conceitos e técnicas administrativas e da legislação específica aplicável à entidade auditada. das técnicas contábeis. deve manter seu nível de competência profissional pelo conhecimento atualizado dos Princípios Fundamentais de Contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade. não devem deixar que essa preocupação pelos interesses do cliente suplante sua responsabilidade para com o público. 65 . Ao darem assessoria e exercerem sua atividade profissional. sem vínculo empregatício. 13. os auditores devem recomendar aquela mais favorável ao cliente. apenas para atender os desejos do cliente. quando tal fato for mencionado em seu parecer.A responsabilidade do auditor fica restrita à sua competência profissional.

O auditor deve recusar os serviços sempre que reconhecer não estar adequadamente capacitado para desenvolvê-los. de modo a poder avaliar se está capacitado a assumir a responsabilidade pelo trabalho a ser realizado. o formato e o conteúdo dos exames e das provas que serão realizadas. da complexidade das operações e do grau de exigência requerido. Um auditor. mediante avaliação. junto à administração. com vistas à atuação na área da Auditoria Independente. por exemplo. renováveis para mais um mandato consecutivo. com mandato de 2 anos. Será administrado por uma Comissão Administradora do Exame (CAE) formada por 5 (cinco) membros efetivos e 5 (cinco) membros suplentes. foi regulamentado pelo CFC o Exame de Qualificação Técnica para registro no Cadastro Nacional de Auditores Independentes (CNAI). que não disponha de equipe técnica necessária à auditoria de uma empresa de grande porte que pretenda contratá-lo deverá recusar os serviços. que sejam Contadores.Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. para a realização do trabalho de auditoria. Esta avaliação deve ficar evidenciada de modo a poder ser comprovado o grau de prudência e zelo na contratação dos serviços. e estejam inscritos no Cadastro Nacional de Auditores Independentes (CNAI). em face da especialização requerida e dos objetivos do contratante. pode-se destacar: a) Estabelecer as condições. sendo 3 (três) efetivos e 3 (três) suplentes indicados pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e 2 (dois) efetivos e 2 (dois) suplentes indicados pelo IBRACON . da estrutura organizacional.Antes de aceitar o trabalho. contemplada a utilização de especialistas em outras áreas. com comprovada atuação na área de Auditoria Independente de Demonstrações Contábeis. o auditor deverá obter conhecimento preliminar da atividade da entidade a ser auditada. b) Dirimir dúvidas a respeito do Exame de Qualificação Técnica para registro no Cadastro Nacional de Auditores Independentes (CNAI) do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e resolver situações não- 66 . Recentemente. Dentre suas atribuições.

a ser encaminhado para o Conselho Federal de Contabilidade (CFC). d) Emitir relatório até 60 (sessenta) dias após a conclusão de cada Exame. e) Decidir. c) Contabilidade bancária. o Exame de Qualificação Técnica para registro no Cadastro Nacional de Auditores Independentes (CNAI) do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) será composto de prova escrita. d) Legislação Societária. em primeira instância administrativa. sendo exigidos conhecimentos nas seguintes áreas: a) Legislação e Ética Profissional.previstas nesta Norma. No que pertine à Forma e ao Conteúdo. sobre os recursos apresentados. b) Conhecimentos da área de instituições reguladas pelo Banco Central do Brasil (Bacen). submetendo-as ao Plenário do Conselho Federal de Contabilidade (CFC). 67 . e) Legislação e normas de organismos controladores do mercado. c) Auditoria Contábil. pelos seus resultados e por outras informações relacionadas. c) Zelar pela confidencialidade dos exames. que o encaminhará à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. ao Banco Central do Brasil e ao IBRACON . b) Princípios Fundamentais de Contabilidade e Normas Brasileiras de Contabilidade. contemplando questões para respostas objetivas e questões para respostas dissertativas. f) Língua Portuguesa aplicada Vale ressaltar que os Contadores que pretendem atuar em auditoria de instituições reguladas pelo Banco Central do Brasil (Bacen) devem ainda se submeter à prova específica sobre: a) Legislação e normas emitidas pelo Banco Central do Brasil (Bacen). editados pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC).

50% (cinqüenta por cento) dos pontos possíveis. sendo aplicado 2 (duas) vezes em cada ano. 4 68 . A explicação para estas exceções é que os auditores não estão em posição de influenciar a determinação de seus honorários. em que eles poderão basear-se em descobertas feitas por uma entidade gvernamental ou quando são resultados de um processo judicial. honorários contingenciais4 não devem ser praticados por gerar conflitos de interesses. Alguns cuidados devem ser tomados por ocasião de sua definição. 14. passaria para R$ 200. uma vez que o desfecho é determinado por outras autoridades. De acordo com a Resolução CFC n° 976/03. Algo do tipo: R$ 120. Honorários Correspondem à remuneração do auditor. pode comprometer toda a margem de lucro do trabalho. alguns dos fatores devem ser considerados quando de seu estabelecimento: Honorários contingenciais são aqueles calculados em uma base pré-determinada com relação ao desfecho ou resultado de uma transação ou trabalho executado. condicionar Exceções à regra de condicionamento de honorários ocorrem quando estes são fixados por tribunais de justiça ou qualquer outro órgão público.No que tange à Aprovação e à Periodicidade.00 por hora. o candidato será aprovado se obtiver. Assim. perda de independência. uma vez que poderiam comprometer a independência e imparcialidade do auditor. principalmente porque. e. não devem estar condicionados a eventos futuros. mas descoberta alguma fraude.00 por hora. no mínimo. por conseqüência. De acordo com o Código de Ética dos contabilistas. ou no caso dos trabalhos de natureza fiscal. uma vez mal orçado.

se for o caso. como serão cobrados os custos de viagens e estadas. b) o número de horas estimadas para a realização dos serviços. junto ao contratado. o tempo máximo que empresa de auditoria pode prestar serviço a um mesmo cliente é de 5 anos. bem como a forma de pagamento.a) a relevância. e e) o lugar em que os serviços serão prestados. o vulto. d) a qualificação técnica dos profissionais que irão participar da execução dos serviços. foi iniciado no país o rodízio das empresas de auditoria. Os honorários deverão constar de carta-proposta ou documentação equivalente. Vale destacar que não há problema algum em definir. elaborada e formalizada pelas partes. Deverá conter:  honorários e condições de pagamento  descrição dos serviços e referências às leis e regulamentos  que os trabalhos serão efetuados segundo as Normas Profissionais e técnicas emanadas pelo CFC  prazo estimado  relatórios a serem emitidos 15. Rodízio de auditores A partir da instrução n° 308 de 1999 da CVM. fixando. a responsabilidade pelos gastos de deslocamento e estada. 69 . a complexidade. deverá haver um intervalo de pelo menos 3 anos para restabelecer a relação com o auditado. A partir daí. A partir daí. antes do início da execução dos trabalhos. c) a peculiaridade de tratar-se de cliente eventual. habitual ou permanente. e o custo dos serviços a executar.

das lideranças da equipe de trabalho de auditoria. diretor e gerente) na equipe de auditoria.Por determinação do CFC. O risco dessa perda deve ser eliminado adotando-se a rotação. Assim. Quando o auditor independente faz uso de especialistas que sejam seus empregados. A partir daí. para as empresas de auditoria. deverá haver um intervalo de. numa mesma entidade auditada. estes devem ser considerados como tal. a utilização dos mesmos profissionais de liderança (sócio. 70 . Uso do trabalho de especialistas (Matéria Evidencial) O auditor pode utilizar-se de trabalhos executados por outros especialistas legalmente habilitados. a cada intervalo menor ou igual a cinco anos consecutivos. 16. também. para obter evidências e dar suporte às suas conclusões. por longo período. pelo menos. com a conseqüente necessidade de supervisão e não como auxiliares do processo de auditoria. Essa regra vale. que somente devem retornar à referida equipe após o intervalo mínimo de três anos. três anos. pode gerar perda da objetividade e do ceticismo. conhecimento e experiência em áreas específicas não relacionadas à contabilidade ou auditoria. "Especialista" significa um indivíduo ou empresa que detenha habilidades. necessários na auditoria. uma empresa de auditoria pode prestar serviços para um mesmo cliente para um prazo máximo de 5 anos.

b) determinação de quantidades ou condições físicas de ativos. como por exemplo minerais estocados. e d) a quantidade e qualidade disponíveis para sua análise. de estatutos ou de outros regulamentos Ao determinar a necessidade de utilizar-se do trabalho de especialistas. como por exemplo. obras de arte e pedras preciosas. jazidas e reservas de petróleo. avaliações atuariais. b) o risco de distorção ou erro levando em conta a natureza e a complexidade do assunto sendo analisado. c) conhecimento da equipe de trabalho e a experiência prévia dos aspectos que estão sendo considerados. elenca exemplos dessas evidências. o auditor independente deve considerar: a) a relevância do item da demonstração contábil que está sendo analisada. terrenos e edificações. de outras evidências de auditoria 71 . opiniões ou declarações de especialistas são: a) avaliações de certos tipos de ativos. vida útil remanescente de máquinas e equipamentos. d) medição do estágio de trabalhos completados ou a completar em contratos em andamento.8 sobre a utilização de trabalhos de especialistas.A resolução CFC n° 1.023/2005 que aprova a NBC P 1. de contratos. e) interpretações de leis. máquinas e equipamentos. como por exemplo. c) determinação de montantes que requeiram técnicas ou métodos especializados. na forma de relatórios.

por parte do auditor independente. por oportuno. se houver. como por exemplo. O Conselho destaca. e) esclarecimentos sobre eventuais relacionamentos entre a entidade auditada e o especialista. de alguma forma. licença ou registro no órgão de classe que se lhe aplica. tais como: a) objetivo e alcance do trabalho do especialista. O risco de que a objetividade do especialista seja prejudicada aumenta quando: a) o especialista é empregado da entidade auditada. ou b) o especialista é. do trabalho do especialista incluindo a eventual possibilidade de divulgação a terceiros de sua identidade e envolvimento. d) o nível de acesso a registros e arquivos a serem utilizados pelo especialista. b) descrição dos assuntos específicos que o auditor independente espera que o especialista cubra em seu trabalho. e b) a experiência e reputação no assunto em que o auditor busca evidência de auditoria. bem como eventuais requisitos de confidencialidade. o auditor independente deve avaliar a competência do especialista em questão. Tal evidência pode ser obtida por meio de revisão dos termos de contratação geralmente fornecidos pela entidade auditada ao especialista ou contrato entre as partes.Ao planejar o uso do trabalho de um especialista. que o auditor independente deve obter evidência adequada de que o alcance do trabalho do especialista é suficiente para fins de sua auditoria. relacionado à entidade auditada. Isso envolve avaliar: a) se o especialista tem certificação profissional. O auditor deve avaliar. a objetividade do especialista. ainda. ser financeiramente dependente desta ou detendo investimento na mesma. c) o uso pretendido. 72 . Tais termos geralmente cobrem assuntos.

17. Principais características: O Auditor: é contratado Finalidade: Parecer sobre adequação das Demonstrações Contábeis Remuneração: Recebe honorários Testes: Testa menos Grau de Liberdade: Possui independência A Auditoria interna é de cunho facultativo (em função de previsão estatutária). baseado no seu conhecimento da entidade auditada e nos resultados de outros procedimentos de auditoria. Distinção entre auditoria interna e auditoria independente A auditoria externa é a chamada Auditoria independente de demonstrações contábeis: objetiva certificar a adequação das informações lá constantes face aos Princípios Fundamentais de Contabilidade e as práticas contábeis em vigor no Brasil. O auditor independente não tem a mesma capacitação que o especialista e assim.f) informação sobre premissas e métodos a serem empregados pelo especialista e sua consistência com aqueles empregados em períodos anteriores. são adequados às circunstâncias. A responsabilidade quanto à qualidade e propriedade das premissas e métodos utilizados é do especialista. Entretanto. funciona como instrumento de apoio à gestão e objetiva 73 . É obrigatória para todas as sociedades anônimas. o auditor independente deve compreender as premissas e métodos utilizados para poder avaliar se. nem sempre estará em posição para questioná-lo quanto ao trabalho efetuado. O auditor deve avaliar se as conclusões do especialista foram adequadamente refletidas nas demonstrações contábeis ou fornecem suporte adequado para as mesmas.

e obrigado a colaborar. Principais características: O Auditor: é empregado da empresa Finalidade: adequação dos controles internos Remuneração: Recebe salários Testes: Testa mais Grau de Liberdade: Possui autonomia Obs: Um auditor pode ser contratado para emitir parecer sobre um único relatório contábil. Principalmente por uma questão de segurança. este parecer não será o obrigatório. No que pertine ao escopo. convém o auditor independente testá-los. Mas. 74 . julgue os itens a seguir. uma vez que terá o escopo limitado. Certo. devendo orientar seus trabalhos considerando as diretrizes emanadas do Conselho de Administração. Responda à questão abaixo: Questão 03: (UNB – Auditor do Estado do Espírito Santo. estabelecido pela Lei. proferindo sugestões para seu aperfeiçoamento. Isso não significa que o auditor independente tenha que utilizar o trabalho do auditor interno. devendo ser redigido com objetividade e imparcialidade.2004) Com relação a auditorias interna e externa. de forma a expressar suas conclusões e recomendações e providências a serem tomadas pela administração da entidade. O auditor interno é obrigado a mostrar seus papéis de trabalho ao auditor independente. habitualmente verifica 100% das transações da entidade. O relatório é o documento pelo qual a auditoria interna apresenta o resultado dos seus trabalhos. Vale ressaltar que o auditor interno é empregado da empresa auditada.verificar se o controle interno está em efetivo funcionamento.

independência caracterizada em uma transação comercial. pois dependendo da atividade. o trabalho será maior ou menor. detalhando o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados.035/05. Como o parecer tem que ser entregue até 30 dias da AGO. 3) Peculiaridades da empresa. acelera a auditoria externa. O planejamento de auditoria deve considerar todos os fatores relevantes na execução dos trabalhos. 5) Os riscos de auditoria e a identificação das áreas importantes da entidade. em termos de natureza. 7) Identificação das áreas importantes da entidade. 75 . minimiza o risco do trabalho ser ineficaz e ineficiente. o planejamento. 2) Conhecimento detalhado das práticas contábeis adotadas pela auditada e as alterações procedidas em relação ao ano anterior. o auditor deve documentar seu planejamento geral e preparar programas de trabalho por escrito. 8) Existência ou não de auditoria interna (se tiver. Planejamento da Auditoria De acordo com a Resolução CFC n° 1. Embora não seja garantia de sucesso. 4) Prazo para conclusão (número de horas estimadas). entidades associadas e filiais. 9) Existência de Partes Relacionadas. oportunidade e extensão. Um bom planejamento é crucial para a realização da auditoria. 6) Eventual necessidade de contratar especialistas e outros auditores independentes. o planejamento tem que prever o tempo disponível. quando bem elaborado. Não pode-se confiar totalmente. especialmente os seguintes: 1) Conhecimento detalhado do sistema contábil e de controles internos da auditada. e seu grau de confiabilidade.18. Quaisquer empresas com as quais não é possível comercializar com as condições de comutatividade. quer pela complexidade de suas atividades. quer pelo volume de transações. mas pode auxiliar no trabalho). O auditor deve procurar conhecer as práticas operacionais da entidade.

. Dica: Uma das primeiras medidas a serem tomadas pelo auditor é solicitar um mapa com todas as transações que houve entre as partes relacionadas. alguns cuidados especiais de planejamento devem ser observados.* Pode ser pessoa física ou jurídica que tenha inferência nos negócios da empresa. momento em que será feito cad (quando?) profundidade (até onde será testada cada conta – 10%. observação.Fornecedor exclusivo. auditor trainee) e o tempo que será gasto por cada um. . relatórios e outros informes a serem entregues à auditada. cálculo. conteúdo e oportunidade dos pareceres. 20%) 11) Natureza.Empresas controladas. Tem como principal finalidade a proteção dos acionistas não-controladores em relação a transações que possam trazer prejuízo ao patrimônio da empresa.) que será utilizado em cada área.Venda de negócio para o dono da empresa. Quando da auditoria pela primeira vez. quem vai fazer (auditor chefe. tais como: a) Verificar se o saldo de encerramento coincide com o de abertura (para não começar o ano com saldo 76 . Ex: . etc. O planejamento de auditoria tem que refletir o que vai ser feito em cada área. 10) A Natureza. Oportunidade e Extensão dos procedimentos a serem aplicados. qual o procedimento (inspeção.

e) Identificação de fatos relevantes que possam afetar as atividades da auditada e sua situação patrimonial e financeira. julgue os itens que se seguem. entre eles. se for necessário. solicitar a autorização formal para pedir os papéis de trabalho do auditor anterior. b) Verificar a uniformidade de práticas contábeis. O planejamento da auditoria interna deve considerar diversos fatores relevantes na execução dos trabalhos. O planejamento e os programas de trabalho devem ser revisados e atualizados sempre que novos fatos o recomendem. (como mecanismo de “conhecimento” da auditada). Veja o que você acha da questão abaixo: Questão 04 : (Unb/CESPE – TRT/10ª Região – Analista Judiciário – 2005) Considerando a NBCT 12 — da auditoria interna —. f) Levantamento das principais alterações ocorridas no sistema de controle interno. desde que seja destacado nas notas explicativas. c) Ler o relatório de auditoria anterior (parecer) e. o uso do trabalho de especialistas. Se é adotado um critério contábil em um ano. é ideal que este critério seja adotado ao longo dos próximos anos.menor que fechou o ano anterior) e não contenha representações errôneas ou inconsistentes. Ex: mudança no critério de tributação – lucro presumido para real. Uniformidade é um dos princípios estabelecidos pelo IBRACON. para permitir uma melhor comparabilidade. revelados ou não. Dica: o critério pode ser mudado. Certo 77 . d) Verificar relevantes eventos subseqüentes ao exercício anterior.

8) Perda de licença para financiamento. Ele deve considerar essa possibilidade na fase do planejamento dos trabalhos. Fraude e erro A auditoria não tem como objetivo a descoberta de fraude. O CFC conceitua fraudes e erros da seguinte forma: 78 . por exemplo. 5) Alto turn-over. Entretanto. principalmente na área financeira e contábil. 2) Um número muito grande de transações entre partes relacionadas. 1) Empresas em declínio. A diferença entre fraude e erro está no elemento vontade. 6) Responsável pelo Financeiro e Contábil não tirar férias. SÃO INDICADORES DE FRAUDE. que alguém adultere um documento sem intenção. pois é nessa fase que o auditor vai especificar a “NAOPEX” (natureza. 9) Entre outros. o auditor deverá considerar a possibilidade da ocorrência de fraude. dependendo de haver ou não a motivação do agente. oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria). no fato de existir ou não a intenção quando da ação ou omissão. Uma mesma ação ou omissão pode se caracterizar como fraude ou erro.19. 7) Empresa em vias de descontinuidade. 4) Declínio do mercado onde a empresa atua. Em alguns casos a fraude fica evidente: não é admissível. 3) Caixa com saldo devedor. Sua finalidade é a emissão de um parecer acerca da adequação das demonstrações contábeis.

pois. e  Erro: o ato não intencional resultante de omissão. Ocorre quando o agente se apropria de um bem da entidade e promove a alteração nos registros contábeis. esta fraude será descoberta. adulteração de documentos. Exemplos de Fraude: I) II) III) IV) V) Manipulação. Supressão ou omissão de transações nos registros contábeis. Ex. FRAUDE TEMPORÁRIA  É aquela em que o agente se apropria de um bem da entidade e não altera os registros contábeis. Por exemplo: o funcionário se apropria do dinheiro e ainda dá baixa na contabilidade. É mais fácil de descobrir.: D – Despesas diversas C – Caixa É mais difícil de ser visualizado. Em algum momento. quando o físico for confrontado com o contábil. registros e demonstrações contábeis. Apropriação indébita de ativos. Registro de transações sem comprovação. por exemplo. só se apropria do dinheiro. Aplicação de práticas contábeis indevidas. Fraude: o ato intencional de omissão ou manipulação de transações. 79 . Para que ocorra a fraude permanente. Um sistema adequado de controle interno não permite que isso aconteça. o funcionamento precisa ter a custódia do bem e acesso aos registros contábeis. FRAUDE PERMANENTE  Geralmente. falsificação ou alteração de registros ou documentos. desatenção ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis. é difícil de se descobrir. pois estabelece a segregação de funções. de modo que os registros coincida com os ativos existentes.

Dica: Caso se descubra que durante o período coberto pelo parecer de auditoria exista distorção relevante não refletida ou não corrigida nas Demonstrações Contábeis. Aplicação incorreta das práticas contábeis. Transações que pareçam normais. Problemas internos. 80 . mediante manutenção de adequado sistema de controle interno. (Normas de Auditoria Independente). Quando houver obrigação legal poderá fazê-lo. 3. Interpretação errada das variações patrimoniais. Fraudes ou erros relevantes: I. Obrigação de comunicar à administração. Estrutura ou atuação inadequada da administração. Informações computadorizadas. III) Detecção de fraudes ou erros: 1. dependendo das O sigilo profissional impede o auditor de comunicar fraudes e/ou erros a terceiros. circunstância. de forma verbal ou escrita. Se a fraude e/ou erro têm efeito relevante e não foi apropriadamente corrigido deve ser emitido Parecer com ressalva ou com opinião adversa. 4. Fraudes e erros: responsabilidade: I) A responsabilidade primária na prevenção é da administração. II.Exemplos de Erro: I) II) III) Erros aritméticos na escrituração contábil ou Demonstrações Contábeis. II) O auditor não é responsável nem pode ser responsabilizado pela sua prevenção. 2. isto não indica que o auditor não cumpriu as NAI.

Errado. fraude é o ato intencional de omissão. manipulação de transações ou má interpretação de fatos. Quando a fraude é no mais alto escalão. o auditor deve fazer a comunicação para 2 níveis acima. Segundo as normas de auditoria independente. fraude é o ato intencional de omissão. Neste caso. desatenção ou MÁ INTERPRETAÇÃO DE FATOS. enquanto erro é o ato não-intencional resultante de omissão. a CVM obriga que a empresa auditada comunique oficialmente a troca com comunicação assinada pelo auditor. inclusive. pois normalmente o chefe é conivente.III. Responda à questão abaixo sobre fraude e erro: Questão 5: (Unb-CESPE – AGE-ES – Auditor do Estado– 2004) Julgue os itens que se seguem. Quando descobre a fraude. estimativa contábil é uma previsão quanto ao valor de um item que considera as 81 . Estimativas contábeis Nos termos do Conselho (Resolução CFC nº 1038/05). b) Informar sobre possíveis efeitos no parecer caso não as adotar. relativos aos procedimentos de auditoria. abrindo mão da auditoria. O auditor pode renunciar ao trabalho caso a entidade não tomar as medidas corretivas dessas fraudes e/ou erros (Comunica-se à CVM). desatenção ou adulteração de documentos na elaboração de registros e demonstrações contábeis. Segundo as normas de auditoria independente. a) Sugerir medidas corretivas. dando a discricionariedade para decidir o que achar mais conveniente. manipulação de transações ou ADULTERAÇÃO DE DOCUMENTOS enquanto erro é o ato não-intencional resultante de omissão. 20. a resolução do Conselho estabelece que o auditor verifique o que deve ser feito.

de forma a permitir estimativas mais apropriadas no período em exame. custos e despesas incorridos. 6. o auditor deve assegurar-se da razoabilidade das estimativas. 82 . incluindo fatores objetivos e subjetivos. 4. impostos diferidos. provisões para reduzir ativos ao seu valor provável de realização. quando estas forem relevantes. exaustão ou amortização). receitas auferidas. são exemplos de estimativa contábil. 5. além da análise da fundamentação matemático-estatística dos procedimentos utilizados pela entidade na quantificação das estimativas. Nesse sentido. a coerência destas com o comportamento dos itens estimados em períodos anteriores. individualmente consideradas. Quando a comparação entre as estimativas feitas em períodos anteriores e os valores reais destas evidenciar variações significativas. os valores destinados a possibilitar os registros relativos a: 1.melhores evidências disponíveis. os planos futuros da entidade. Dentre outros. sendo de responsabilidade da administração da entidade. 2. provisões para perdas em geral. quando não exista forma precisa de apuração. as práticas correntes em entidades semelhantes. 3. provisões para alocar o custo de itens do ativo durante suas vidas úteis estimadas (depreciação. o auditor deve verificar se houve o competente ajuste nos procedimentos. a conjuntura econômica e as suas projeções. e requerer julgamento na determinação do valor adequado a ser registrado nas Demonstrações Contábeis. Tal procedimento inclui.

Em estimativas complexas. práticas utilizadas por outras entidades do setor e os planos futuros da administração da entidade divulgados. por exemplo. Por exemplo. por exemplo. quando necessário. as estimativas contábeis podem ser de natureza simples ou complexa. como. Quanto aos procedimentos. provisões para indenizações. para estimar quantidades e efetuar certas medições quantitativas e qualitativas de estoque de minérios. 83 . pode o auditor necessitar do trabalho de um especialista. 9. provisões de garantia. prejuízos sobre contratos em andamento. podem ser necessários alto grau de julgamento e conhecimentos especiais. que requeiram técnicas especializadas. a administração precisa revisar a fórmula regularmente. o uso de taxas padronizadas para depreciar cada categoria do imobilizado ou o uso de uma porcentagem padronizada de receita de vendas para calcular uma provisão de garantia. Nos processos de estimativas de natureza complexa. O auditor deve revisar a adequação contínua de fórmulas utilizadas pela administração da entidade na preparação das estimativas contábeis. É preciso destacar que em muitos casos as estimativas contábeis são feitas usando uma fórmula baseada na experiência. quando necessário. No que tange à natureza. 8. o auditor pode necessitar do trabalho de especialista.7. revisando a vida útil remanescente dos ativos ou comparando os resultados reais com os estimados e ajustando o cálculo. o auditor deve obter evidência de auditoria suficiente e apropriada para certificar-se de que uma estimativa contábil é razoável nas circunstâncias e. Essa revisão deve refletir o conhecimento do auditor dos resultados financeiros da entidade em períodos anteriores. Nesses casos. se está divulgada apropriadamente nas Demonstrações Contábeis.

eles devem ser uniformes com os processados no sistema contábil. c) consistentes com planos da administração da entidade. significativamente. ao avaliar se o efeito sobre as Demonstrações Contábeis é relevante. o auditor deve considerar. Se dados contábeis forem utilizados. Dica: Se a administração da entidade se recusar a revisar a estimativa. deve ser solicitada a revisão da estimativa à administração da entidade. Quando houver diferença relevante entre a estimativa do auditor e o valor estimado incluído nas Demonstrações Contábeis. o auditor deve fazer uma avaliação final da razoabilidade da estimativa. entre outras coisas. b) consistentes com os pressupostos usados para outras estimativas contábeis. o auditor deve determinar se a diferença desse tipo requer ajuste. Ao avaliar os pressupostos em que a estimativa se baseia. completos e relevantes. 84 . devendo considerar se existem eventos ou transações subseqüentes que afetem. os dados e os pressupostos utilizados para determinar a estimativa contábil. Em função do risco da precisão inerente às estimativas contábeis. se eles são: a) razoáveis em relação aos resultados reais em períodos anteriores. cumulativamente. avaliar diferenças tende a ser mais difícil do que em outras áreas de auditoria. Antes de concluir seus trabalhos.Dica: O auditor deve avaliar se os dados em que a estimativa se baseia são precisos. possam ter um efeito relevante sobre as Demonstrações Contábeis. a diferença deve ser vista como uma distorção e considerada juntamente com as outras distorções. O auditor também deve verificar se diferenças isoladas que tenham sido aceitas como irrelevantes quando consideradas. com base em seu conhecimento dos negócios e se a estimativa é consistente com outras evidências de auditoria obtidas no curso dos trabalhos. Neste caso.

85 . Isso inclui a análise da fundamentação dos procedimentos adotados pela entidade na sua quantificação. o auditor deve assegurar-se de sua razoabilidade. o auditor deve avaliar os dados. eliminar a necessidade de revisar e testar o processo usado pela administração da entidade ou a necessidade de utilizar uma estimativa independente ao avaliar a razoabilidade da estimativa contábil. bem como a coerência das estimativas com o comportamento dos itens estimados em períodos anteriores. antes do término da auditoria. A revisão dessas transações e eventos subseqüentes pode reduzir ou mesmo. Quando utilizar uma estimativa independente.  Responsabilidade do auditor O auditor deve ter conhecimentos suficientes sobre os controles.  Estimativa independente O auditor pode fazer ou obter uma estimativa independente e comparála com a estimativa contábil preparada pela administração da entidade.  Revisão de eventos subseqüentes Transações e eventos subseqüentes à data das trações Contábeis. considerar os pressupostos e testar os procedimentos de cálculo utilizados em seu desenvolvimento.Nessas circunstâncias. procedimentos e métodos utilizados pela entidade na determinação das estimativas. o auditor deve avaliar as estimativas contábeis tomadas como um todo. podem proporcionar evidências sobre uma estimativa contábil feita pela administração da entidade. Quando as estimativas individualmente consideradas forem relevantes. a conjuntura econômica e suas projeções. os planos futuros da entidade. as práticas em entidades semelhantes.

86 . O uso de estimativas razoáveis é parte essencial da preparação das demonstrações contábeis e não afeta sua confiabilidade. Mudanças em Estimativas Contábeis Mudanças em estimativas contábeis são ajustes nos saldos contábeis de ativos ou de passivos ou do valor da movimentação do saldo de um ativo decorrente da avaliação da situação atual e dos benefícios futuros esperados e das obrigações associadas com ativos e exigibilidades. entre outros. e b)alteração nos padrões de uso ou de consumo dos ativos. a revisão da estimativa não se relaciona a exercícios anteriores nem representa correção de erro. inexistentes ou desconhecidas quando da elaboração das demonstrações contábeis anteriores. de: a)novas informações ou novas tecnologias. Como resultado das incertezas inerentes às atividades das entidades. Estimativas poderão ser necessárias. Uma estimativa poderá requerer revisão (se ocorrerem alterações nas circunstâncias nas quais ela foi baseada) como resultado de novas informações ou de maior experiência. e e)obrigações decorrentes de garantias etc. porém podem ser estimados. O processo da estimativa envolve julgamentos baseados nas últimas informações disponíveis. c)valor justo de ativos ou passivos financeiros. Mudanças nas estimativas contábeis não são correção de erro e decorrem. b)estoques obsoletos. muitos itens das demonstrações contábeis podem não ser mensurados com precisão. para o seguinte: a)créditos de liquidação duvidosa. por exemplo. Por sua natureza. d)vida útil ou padrão esperado de consumo de benefícios econômicos de ativos depreciáveis.

se afetar todos eles. O efeito sobre exercícios futuros. se houver. ou estiver relacionada a um componente do patrimônio líquido. uma mudança na vida útil estimada ou no padrão esperado de consumo dos benefícios econômicos de um ativo depreciável. Divulgações A natureza e o montante da mudança numa estimativa contábil. outros eventos e circunstâncias a partir da data da mudança de estimativa. passivo ou patrimônio líquido no exercício da mudança. 87 . se afetar apenas aquele exercício. portanto. o efeito da mudança referente ao exercício corrente é reconhecido como receita ou despesa nesse exercício. Se a mudança em estimativa contábil resultar em mudanças apenas em ativos e passivos. Por exemplo. afeta a despesa de depreciação no exercício corrente e em cada exercício da vida útil remanescente do ativo. Em ambos os casos. que tem efeito relevante no exercício corrente ou que se espera que tenha efeito relevante em exercícios subseqüentes. e b)no exercício da mudança e nos exercícios futuros. Entretanto. Uma mudança de estimativa contábil pode afetar apenas o exercício corrente. a não ser que o efeito em exercícios subseqüentes não seja passível de estimativa. devem ser divulgados. ou tanto o exercício corrente quanto exercícios futuros. uma mudança na estimativa do montante dos créditos de liquidação duvidosa afeta somente o exercício corrente e. deve ser reconhecida apenas nesse exercício. é reconhecido nos correspondentes exercícios. ela deve ser reconhecida pelo ajuste no correspondente item do ativo. O reconhecimento prospectivo dos efeitos de mudança em estimativa contábil significa que ela é aplicável a transações.O efeito da mudança numa estimativa contábil deve ser incluído na apuração do lucro líquido ou do prejuízo: a)no exercício da mudança.

aplicando os procedimentos necessários à obtenção de informações sobre a finalidade. 5 88 . então. De acordo com a Resolução CFC nº 1039/05.transferência de recursos ou obrigações entre partes relacionadas. Como exemplo.. Ou seja. 21. a entidade deve divulgar tal fato. é possível Transação entre partes relacionadas . Como exemplo. têm condições de influenciar a natureza ou o valor das transações. A preocupação do auditor reside no fato dessas transações serem realizadas de forma artificial ou no interesse exclusivo do acionista majoritário. São transações entre pessoas ligadas à companhia. são entidades que.Se o montante do efeito sobre os exercícios subseqüentes de uma mudança em estimativa contábil não for passível de estimativa. quando uma empresa dá como garantia determinado bem para que seu proprietário (pessoa física) consiga um empréstimo junto a uma instituição financeira. Ou.. podemos citar uma entidade vendendo para sua controladora: como afiançar que a transação é normal. com especial atenção àquelas que pareçam anormais ou envolvam partes relacionadas não-identificadas quando do planejamento. Transações com partes relacionadas As transações entre partes relacionadas5 são aquelas definidas como as que não têm a independência e a comutatividade que caracterizam as relações entre terceiros. ainda que a titulo gratuito. de forma que possam caracterizar transações artificiais ou anormais. a natureza e a extensão das transações. que não está sendo realizada no interesse exclusivo do sócio majoritário. Partes relacionadas são entidades com as quais a empresa não tem condições de comercializar com a independência e comutatividade que caracterizam as relações comerciais. em detrimento dos minoritários. de alguma forma. que têm poder de influenciá-la. O auditor deve examinar as transações relevantes com partes relacionadas.

no decorrer dos trabalhos. além do que. Em função disso. deve executar procedimentos modificados. identificados e divulgados pela administração da entidade nas Demonstrações Contábeis. Assim. ampliados ou adicionais. ou indiquem que ocorreu uma distorção relevante em conexão com partes relacionadas. essa responsabilidade exige que a administração implante sistema contábil e de controle interno adequados. os seguintes procedimentos devem ser considerados: a) revisar os papéis de trabalho de anos anteriores para identificar nomes e suas respectivas transações com partes relacionadas. o auditor deve executar procedimentos de auditoria suficientes para obter evidências de que as transações. apropriadamente. cessão de direitos e venda de mercadorias super (sub) faturadas para entes controladores. objeto do exame do auditor. conforme for apropriado. o auditor deve obter evidências suficientes para identificar partes relacionadas na fase de planejamento. seria esperado. b) revisar os procedimentos usados pela entidade para identificar partes relacionadas. adequadamente. para assegurar que as transações com partes relacionadas sejam. Considerando que a administração da entidade é responsável por identificar e divulgar partes relacionadas e transações com tais partes. com especial atenção àquelas que pareçam anormais ou envolvam partes relacionadas não-identificadas quando do planejamento. normalmente. aplicando os procedimentos necessários à obtenção de informações sobre a finalidade. a natureza e a extensão das transações. identificadas nos registros contábeis e informações extracontábeis e divulgadas nas Demonstrações Contábeis.citar a concessão de garantias ou de empréstimos. c) indagar sobre a vinculação de diretores e executivos a outras entidades que mantêm relacionamento com a auditada. 89 . Em especial. quando identificar circunstâncias que aumentem o risco de distorção. os saldos e as informações relativas a partes relacionadas foram. quaisquer transações relevantes que as envolvam. Dentre outros. possibilitando detectar.

dando atenção particular a transações contabilizadas no fim do período abrangido pelo Parecer do auditor e até a data de sua emissão. ou auditores antecessores. de outros auditores envolvidos na auditoria de empresas coligadas. Exemplos:  transações com condições negociais anormais. e) revisar atas de reuniões de acionistas e conselho administração. obter uma relação de acionistas principais do registro de ações.  transações processadas de maneira não-usual.  transações significativas ou de grande volume com certos clientes ou fornecedores. e informações fornecidas a órgãos j) revisar os registros contábeis para localizar transações ou saldos elevados ou inusitados. tais como: recebimento ou prestação de serviços administrativos sem custo. Essa revisão pode indicar relacionamento por fiança e outras transações com partes relacionadas. 90 . o auditor deve atentar para transações que pareçam não-usuais nas circunstâncias e possam indicar a existência de partes relacionadas ainda não-identificadas. e  transações não-registradas.  transações que.  transações em que a essência difere da forma.d) revisar os registros de acionistas para determinar os nomes de acionistas principais ou. taxas de juros. sobre seu conhecimento de outras partes relacionadas. tais como: preços. No desenvolvimento da auditoria. compra ou venda de uma participação societária em um empreendimento. se apropriado. de f) indagar. h) revisar transações de investimentos. careçam de motivo negocial lógico. da diretoria e outros registros legais pertinentes. g) revisar confirmações de empréstimos a receber e a pagar. se aplicável. garantias e condições de pagamento não-usuais ou fora das condições de mercado ou que seriam realizadas com terceiros. controladas ou controladoras. por exemplo. i) revisar as declarações e as normativos. em comparação com outros. bem como de confirmações bancárias. aparentemente.

o auditor deve modificar o parecer de auditoria apropriadamente. Transações e eventos subseqüentes Correspondem a fatos ocorridos após o término do Exercício Social (e antes da publicação) que influenciam as informações contidas nas Demonstrações Contábeis do ano anterior. a situação merece ser destacada aos usuários das Demonstrações Contábeis. 22. ou concluir que sua divulgação nas Demonstrações Contábeis é insuficiente e/ou inadequada. parágrafo de ênfase. mesmo que efetuadas a valor de mercado (de forma a evidenciar a potencialidade). pela magnitude das operações com partes relacionadas e pela diferenciação dessas operações quando comparadas com operações entre partes nãorelacionadas. corrigindo. indicando que a entidade realiza volume significativo de operações com partes relacionadas em condições diferentes às de mercado e os resultados dessas operações poderiam ser diferentes se realizadas em condições de mercado. se for o caso. ao seu parecer. 91 . Dica: Essas transações devem ser evidenciadas em notas explicativas às demonstrações ou no corpo das próprias demonstrações. Quando o auditor entender que. o auditor deve adicionar. Ex: Término do trabalho – 20/Janeiro Publicação – 01/março 15/fevereiro– concordata de um cliente que deve à empresa valor substancial. O auditor assume a responsabilidade do parecer até a data da publicação. o parecer que já está nas mãos da Administração da empresa auditada.Se o auditor não puder obter evidência de auditoria suficiente e apropriada sobre partes relacionadas e transações com essas partes.

Existem três situações de eventos subseqüentes: a) os ocorridos entre a data do término do exercício social e a data da emissão do parecer. 92 . o auditor deve considerar: a) procedimentos da administração – que eventos sejam divulgados. quando não ajustadas ou reveladas adequadamente. b) os ocorridos depois do término do trabalho de campo. c) os informes – divulgados. e b) pagamento ou sentença judicial. Para formar opinião sobre as Demonstrações Contábeis. Como exemplos de transações e eventos subseqüentes.Após a publicação do parecer. o auditor comunica à CVM para tomar as medidas cabíveis. mencionando-os como ressalva ou em parágrafo de ênfase. para analisar os efeitos relevantes das transações e eventos subseqüentes ao encerramento do exercício social. podemos destacar: a) perda em contas a receber decorrente da falência do devedor. e e) eventos não revelados pela administração. o auditor pode: Solicitar para a auditada republicar o parecer modificado ou publicar que o parecer não tem mais efeito. o auditor deve considerar em seu parecer os efeitos decorrentes de transações e eventos subseqüentes relevantes ao exame das demonstrações contábeis. b) atos e fatos administrativos registrados em atas. com a conseqüente emissão do parecer e a data da divulgação das demonstrações contábeis. salvo se já tiver ocorrido antes do término do trabalho. Dica: De acordo com a Resolução CFC n 1040/05. não há nada a fazer. Se a auditada não quiser fazer isto. Neste caso. e c) os ocorridos após a divulgação das demonstrações contábeis. d) contingências conhecidas e reveladas.

com o objetivo de obter evidência de auditoria quanto a saldos de contas no fim dele. f) alteração do controle societário. e indagação sobre assuntos discutidos nas reuniões e para os quais ainda não se dispõem de atas. normalmente. e o auditor deve considerálo parte normal da auditoria. inclusive como aumento de capital. por exemplo. tais como: a) revisão dos procedimentos que a administração estabeleceu para assegurar que eventos subseqüentes sejam identificados. Para identificar transações e eventos que podem requerer ajuste ou divulgação nas Demonstrações contábeis. bem como de comitês executivos e de auditoria. como. O auditor deve planejar e executar procedimentos para obter evidência de auditoria suficiente e apropriada de que todas as transações e os eventos ocorridos no período. Entretanto. aplicados a transações específicas ocorridas após o fim do período. O período entre a data do término do exercício social e a de emissão do parecer é denominado período subseqüente. d) compra de nova subsidiária ou de participação adicional em investimento anterior. o teste do corte de estoques e pagamentos a credores. 93 . realizadas após o fim do período. da diretoria. relevante e) destruição de estoques ou estabelecimento em decorrência de sinistro. e que podem requerer ajuste nas Demonstrações Contábeis e suas notas explicativas. Esses procedimentos são adicionais àqueles.c) aporte de recursos. não se exige que o auditor proceda a uma revisão contínua de todos os assuntos que foram objeto de procedimentos anteriores. b) leitura de atas de assembléia de acionistas ou quotistas. alguns procedimentos podem ser utilizados. foram identificados. de reunião dos conselhos de administração e fiscal.

por fogo ou inundação. das previsões de fluxo de caixa e de outros relatórios contábeis. ainda que parcialmente. 5. 3. o auditor deve indagar da administração se as informações mais recentes foram elaboradas nas mesmas bases utilizadas nas Demonstrações Contábeis auditadas. e 9. Neste caso. 4.ocorrência ou probabilidade de ocorrência de eventos que ponham em dúvida a adequação das práticas contábeis usadas nas Demonstrações Contábeis. compromissos. e e)indagação à administração sobre se ocorreu qualquer evento subseqüente que possa afetar as Demonstrações Contábeis e obtenção de carta de responsabilidade.assunção de novos garantias concedidas. 8. à medida que for considerado necessário e apropriado. empréstimos ou 94 .evolução subseqüente de contingências e assuntos de maior risco de auditoria. d) indagação ou ampliação das indagações anteriores.ajustes contábeis inusitados. 7. na extensão considerada necessária nas circunstâncias. comparação dessas informações com as constantes nas Demonstrações Contábeis auditadas. por exemplo. Exemplos de assuntos a serem indagados incluem: 1.situação atual de itens contabilizados com base em dados preliminares ou não-conclusivos.vendas de ativos. cisão ou liquidação de atividades.desapropriação por parte do Governo.destruição de ativos. aos advogados da entidade a respeito de litígios e reclamações.c) leitura das Demonstrações Contábeis intermediárias posteriores àquelas auditadas e. 6. como na hipótese de dúvida sobre a continuidade normal das atividades da entidade. dos orçamentos. incorporação. escritas ou verbais.emissão de debêntures ou ações novas ou acordo de fusão. 2. com a mesma data do parecer do auditor.

Durante o período entre as datas do Parecer do auditor e a de divulgação das Demonstrações Contábeis. posteriormente. os procedimentos mencionados nos itens anteriores devem ser estendidos até a data do novo Parecer do auditor. Quando.18 .Parecer dos Auditores Independentes. o auditor deve avaliar a adoção de medidas a serem tomadas em função dos seus direitos e das suas obrigações legais. Quando a administração alterar as Demonstrações Contábeis. o auditor deve executar os procedimentos necessários nas circunstâncias e fornecer a ela novo parecer sobre as Demonstrações Contábeis ajustadas. Entre essas medidas.TRANSAÇÕES PARECER E EVENTOS OCORRIDOS APÓS EMISSÃO DO O auditor não é responsável pela execução de procedimentos ou indagações sobre as Demonstrações Contábeis após a data do seu Parecer. anteriormente. a administração é responsável por informar ao auditor fatos que possam afetar as Demonstrações Contábeis. Contudo. inclui-se. após a data do Parecer do auditor. emitido não mais deve ser associado às Demonstrações 95 . Quando o Parecer do auditor tiver sido entregue à administração. comunicação formal à administração no sentido de que o Parecer. como definido na NBC T 11. se for o caso. como mínimo. expressar opinião com ressalva ou adversa. e. mas antes da divulgação das Demonstrações Contábeis o auditor tomar conhecimento de fato que possa afetar de maneira relevante as Demonstrações Contábeis. ele deve decidir se elas devem ser ajustadas. ele deve revisá-lo e. conseqüentemente. discutir o assunto com a administração e tomar as medidas apropriadas às circunstâncias. o auditor pode decidir por emitir seu Parecer com dupla data. o auditor deve solicitar a esta que não divulgue as Demonstrações Contábeis e o respectivo Parecer. Quando a administração não alterar as Demonstrações Contábeis nos casos em que o auditor decidir pela necessidade de sua alteração e o seu Parecer não tiver sido liberado para a entidade. Se as Demonstrações Contábeis forem. A data do novo parecer do auditor não deve ser anterior àquela em que as demonstrações ajustadas foram assinadas ou aprovadas pela administração. divulgadas.

Quando a administração divulgadas. Quando. anteriormente. após o de opinião. poderia tê-lo levado a emitir o documento com conteúdo diverso do que foi. se fosse conhecido naquela data. os motivos da reemissão desse Parecer com referência à nota das Demonstrações Contábeis que esclarece a alteração efetuada nas Demonstrações Contábeis. o auditor deve decidir se as Demonstrações Contábeis precisam de revisão. e c)emitir um novo Parecer sobre as Demonstrações Contábeis alteradas. o auditor deve: alterar as Demonstrações Contábeis a)executar os procedimentos de auditoria necessários às circunstâncias. discutir o assunto com a administração e tomar as medidas apropriadas às circunstâncias. juntamente com o respectivo Parecer do auditor. seja informada da situação. a necessidade de comunicação aos órgãos reguladores depende das normas aplicáveis em cada caso. TRANSAÇÕES E EVENTOS CONHECIDOS APÓS A DIVULGAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Após a divulgação das Demonstrações Contábeis. divulgadas. b)revisar as medidas tomadas pela administração para assegurar que qualquer pessoa que tenha recebido as Demonstrações Contábeis. após a divulgação das Demonstrações Contábeis. Quando a administração não tomar as medidas necessárias para assegurar que qualquer pessoa que tenha recebido as Demonstrações Contábeis. indicando em parágrafo. juntamente com o correspondente Parecer do auditor. o auditor não tem responsabilidade de fazer qualquer indagação sobre essas demonstrações. emitidas. o auditor tomar conhecimento de fato anterior à data do seu Parecer e que. são aplicáveis as considerações sobre a data do novo Parecer mencionadas no item anterior. anteriormente. Neste caso. seja informada da situação.Contábeis não-retificadas. ele deve informar à administração que poderá tomar medidas para impedir 96 . e quando a administração não alterar as Demonstrações Contábeis nas circunstâncias em que o auditor considera necessária sua alteração.

O papel das normas de auditoria Segundo Cook. as normas de auditoria determinam a estrutura dentro da qual o auditor decide sobre o que é necessário à elaboração de um exame de demonstrações financeiras. baseado em critérios pessoais de julgamento. anteriormente. incluise. os procedimentos de auditoria descrevem as tarefas realmente cumpridas pelo auditor. Enquanto as normas de auditoria são normas para controlar a qualidade do exame e do relatório. emitido não mais deve ser associado às monstrações Contábeis não-retificadas. comunicação formal à administração de que o Parecer. Em certas situações.que seu Parecer seja utilizado por terceiros. Entre essas medidas. quando estiver iminente a emissão das Demonstrações Contábeis relativas ao período seguinte. resguardando. As normas de auditoria são claramente estabelecidas e não se permite desvio algum. os procedimentos de auditoria geralmente aceitos são descritos em termos genéricos. como mínimo. que podem ser modificados de modo a adaptarem-se a um trabalho específico de auditoria. O auditor escolhe. seus direitos e obrigações legais. por exemplo. desde que elas contemplem os necessários ajustes e/ou contenham as informações normalmente divulgadas. Em contraposição. como. os procedimentos 97 . assim. na realização do exame. A necessidade de comunicação aos órgãos reguladores depende das normas aplicáveis em cada caso. à realização do exame e à redação do relatório. o auditor pode julgar desnecessária a alteração das Demonstrações Contábeis e a emissão de novo Parecer. Essas normas servem para medir a qualidade dos objetivos de auditoria e dos atos designados a atingir esses objetivos. 23. se quiser fazer um exame satisfatório.

i 24. Seu julgamento é o critério definitivo para todos os atos relacionados com a auditoria.de auditoria a serem aplicados no exame de uma empresa. 2. o propósito das Normas Internacionais para o Exercício da Auditoria Interna é: 1. Como profissional treinado que é. Servir de base para a avaliação da auditoria interna. 98 . Estabelecer princípios básicos que representam a prática da auditoria interna na forma em que esta deveria ser. nos vários tipos de organização onde os auditores prestam sua contribuição. 3. Fornecer um modelo para a execução e promoção de uma amplo leque de atividades de auditoria interna que representem valor agregado. As Normas são destinadas a servir à profissão de auditoria interna de forma total. Normas internacionais para o exercício profissional da auditoria interna Segundo o IIA. Princípios Modelo Base para avaliação Incentivar melhoria As Normas representam os critérios pelos quais as operações de um departamento de auditoria interna são avaliadas. o auditor fundamenta seu julgamento em anos de estudos. 4. como ela deve ser. em particular. Incentivar a melhoria dos processos e operações da organização. treinamento e experiência. Elas devem representar a prática de auditoria interna.

É preciso destacar que a coletânia das normas resulta de um processo de pesquisa contínuo. com a expansão dos negócios sentiu a necessidade de dar maior ênfase às normas ou aos procedimentos internos.1. O IIA publica o material com o objetivo de fornecer orientação. a administração da empresa. c) as normas. Práticas para o Exercício Profissional de auditoria interna Integram as Práticas para o Exercício Profissional (Professional Practices Framework-PPF) de auditoria interna: a) a definição de auditoria interna. 6 O IIA é a entidade internacional dedicada ao desenvolvimento profissional do auditor interno.25. coordenados pelo IIA6 (Institute of Internal Auditors). ou em alguns casos o proprietário da empresa não poderia supervisionar pessoalmente todas as suas atividades. de nada valia a implantação desses procedimentos internos sem que houvesse um acompanhamento no sentido de verificar se estes estavam sendo seguidos pelos empregados da empresa. não se propondo ser uma determinação legal ou contábil. devido ao fato de que o administrador. b) o código de ética. inclusive aos profissionais da área. Auditoria interna Conforme narra Marcelo Cavalcanti. 25. Entretanto. 99 . Estas normas reproduzidas a seguir entraram em vigor em 01 de janeiro de 2004.

avaliações. no qual apresentava sugestões para solucionar os problemas da empresa. A título de exemplo. metodologicamente estruturados para a avaliação da integridade. Nesse caso. elaborar lançamentos contábeis). do contador. por exemplo. Além disso. dentro de uma organização ele não deve estar subordinado àqueles cujo trabalho examina. o Departamento de Auditoria ficaria situado da seguinte forma: Importa informar que em alguns grupos de companhias. adequação. administração de pessoal. eficiência e economicidade dos 100 . o auditor interno não deve desenvolver atividades que ele possa vir um dia a examinar (como. levantamentos e comprovações. conseqüentemente. Portanto. que chegaram a seu conhecimento no curso normal de seu trabalho de auditoria. o auditor externo passava um período de tempo muito curto na empresa e seu trabalho estava totalmente direcionado para o exame das demonstrações contábeis. seria necessária uma auditoria mais periódica. o auditor externo ou independente. para que não infira em sua independência. etc). em uma estrutura organizacional. os auditores internos são subordinados diretamente à sociedade holding. análises. eficácia. apenas a administração da empresa investidora pode admitir ou demitir auditores de sociedades controladas e coligadas. surgiu o auditor interno como uma ramificação da profissão de auditor externo e.ii De acordo com a Resolução CFC nº 986/93 a Auditoria Interna compreende os exames. O auditor interno é um empregado da empresa e. Para atender à Administração da empresa.Adicionalmente. com maior grau de profundidade e visando também às outras áreas não relacionadas com contabilidade (sistemas de controle de qualidade. passou a emitir um relatório-comentário. Entretanto. além de sua opinião ou parecer sobre as demonstrações contábeis.

A auditoria auxilia a organização a alcançar seus objetivos adotando uma abordagem sistemática e disciplinada para a avaliação e melhoria da eficácia dos processos de gerenciamento de riscos. objetivo. acionistas etc. Acredito que a banca vai fazer algum tipo de “pegadinha” com este conceito. Dica: Recomendo a compreensão da definição dada acima. Infelizmente as provas de auditoria costumam cobrar a literalidade das normas. A atividade da Auditoria Interna está estruturada em procedimentos. dos sistemas de informações e de controles internos integrados ao ambiente. que vocês a decorem. apresentando subsídios para o aperfeiçoamento dos processos. com enfoque técnico. de controle.processos. a Auditoria interna é uma atividade independente e objetiva que presta serviços de avaliação (assurance-a) e de consultoria (consulting-c) e tem como objetivo adicionar valor e melhorar as operações de uma organização.) para atribuir responsabilidades sobre riscos e processos de controle administrados pelas gerências. com vistas a assistir à administração da entidade no cumprimento de seus objetivos. da gestão e dos controles internos. por meio da recomendação de soluções para as não-conformidades apontadas nos relatórios. e governança corporativa7. Precisamos ficar espertos! Processo de Governança corporativa – Procedimentos utilizados pelos representantes dos proprietários (por exemplo. e de gerenciamento de riscos. e tem por finalidade agregar valor ao resultado da organização. 7 101 . mudando as palavras. sistemático e disciplinado. Segundo as Normas Internacionais. e principalmente (infelizmente!).

Na consultoria há apenas duas pessoas envolvidas: a pessoa que necessita e recebe a consultoria e a que a realiza. três pessoas: a pessoa responsável pelo processo. pretende-se melhorar a eficácia do gerenciamento de risco (minimizando-os nas áreas de compras. Com isso. Vale ressaltar que nas atividades de consultoria o auditor não deve assumir responsabilidades gerenciais. pelo menos.2. de controle (aperfeiçoando-os) e governança corporativa. Vale ressaltar que o escopo é determinado pelo auditor interno e desse processo fazem parte. processo ou registro e a comparação com um padrão. que a auditoria interna é uma atividade independente mas não se confunde com auditoria independente.Este conceito acima merece ser esmiuçado: a auditoria interna tem duas preocupações principais: A avaliação e consultoria. A assessoria objetiva dar sugestões para otimização de processos. É preciso ressaltar ainda. por exemplo). pagamentos e orçamento. Para atingir esse deseiderato a técnica utiliza uma abordagem sistemática. A avaliação pressupõe a verificação de determinada situação. a que avalia (o auditor) e a que faz uso da avaliação. Código de Ética O propósito do Código de Ética do IIA é promover uma cultura ética na profissão de Auditoria Interna. 25. 102 . Objetiva a coleta de evidências que darão suportes à emissão de uma opinião. que pressupõe um conjunto ordenado de ferramentas e práticas para atingir determinada finalidade.

ou candidato pode estar a uma ação profissional.1. 2. O Código de Ética associado ao Manual de Práticas Profissionais e outros relevantes pronunciamentos do IIIA proporcionam orientação aos auditores internos sobre “servir aos outros”.A integridade dos auditores internos exige confiança e assim. Regras de Conduta que descrevem normas do comportamento esperado de auditores internos. O fato de que uma conduta em particular não seja mencionada nas Regras de Conduta não evita que esta não seja inaceitável ou sem credibilidade e.Um código de ética é apropriado e necessário para profissão de auditoria interna. fundamentada como está na confiança colocada em assegurar o objetivo sobre gerenciamento de risco. representa a base para a confiabilidade em seu julgamento. Estas regras são uma ajuda na interpretação dos Princípios em aplicações práticas e tem o objetivo de orientar a conduta ética de auditores internos. o membro. O Código de Ética do IIA vai além da definição de auditoria interna para incluir dois componentes essenciais: 1. O Código de Ética se aplica tanto a indivíduos como a entidades que prestam serviços de auditoria interna. 25. portanto. Princípios Os auditores Internos são exigidos a aplicar e manter os seguintes princípios:  Integridade . detentor de certificação.2. “Auditores Internos” se refere aos membro do IIA/AUDIBRA. controle e governança corporativa. 103 . profissionais certificados ou candidatos à Certificação profissional e aqueles que prestam serviços de auditoria interna conforme a definição de auditoria interna. violações do Código de Ética serão avaliadas e gerenciadas de acordo com os estatutos do IIA e as Políticas Administrativas. Para membros do IIA e candidatos ou profissionais certificados. Princípios relevantes para a profissão e prática da auditoria interna.

Competência . Objetividade . quando de conhecimento.Os auditores internos respeitam o valor e a propriedade das informações a que têm acesso e não as divulgam sem a autorização apropriada a não ser em caso de obrigação legal ou profissional. habilidades e experiência necessários na realização de serviços de auditoria interna.2. Confidencialidade . o Não devem.Auditores internos apresentam o mais alto grau de objetividade profissional na coleta. Auditores internos geram uma avaliação equilibrada de todas as circunstâncias relevantes e não são influenciados de forma indevida pelos seus próprios interesses ou por outros. comunicação de informações sobre a atividade ou processo em exame. o Devem respeitar e contribuir para o legítimo e éticos objetivos da organização. 104 .Auditores internos aplicam o conhecimento. na formulação de julgamentos (opiniões).  Objetividade: Auditores internos: o Não devem participar de qualquer atividade ou relação que possa prejudicar ou que. presumivelmente. avaliação.2. diligência e responsabilidade. Esta participação inclui aquelas atividades ou relações que podem envolver conflitos de interesses da organização.   25. o Devem observar a lei e divulgar informações exigidas pela lei e pela profissão. ou se envolver em atos que o resultem em descrédito para a profissão de auditor interno ou para a organização. fazer parte de qualquer atividade ilegal. Regras de Conduta  Integridade: Auditores Internos: o Devem realizar seus trabalhos com honestidade. prejudicaria sua avaliação imparcial.

habilidades e experiência necessários. podem distorcer relatórios das atividades sob sua revisão.3. se não divulgados. o Devem divulgar todos os fatos materiais de seu conhecimento que.o Não devem aceitar qualquer coisa que possa prejudicar ou que. que iremos estudar.  Competência: Auditores internos: o Devem realizar somente aqueles serviços para os quais possuam o conhecimento. prejudicaria seu julgamento profissional. o Devem realizar serviços de auditoria interna em conformidade com as Normas para a Prática Profissional da Auditoria Interna. o Não devem utilizar informações para qualquer vantagem pessoal ou de qualquer outra maneira contrária à lei ou em detrimento dos objetivos legítimos e éticos da organização. o Devem continuamente melhorar seu conhecimento técnico e a eficácia e qualidade de seus serviços. 25. Normas As Normas internacionais para o exercício da Auditoria Interna.  Confidencialidade: Auditores internos: o Devem ser prudentes no uso e proteção das informações obtidas no desempenho de suas funções. presumivelmente. encontram-se divididas em duas partes: 105 .

106 . Objetividade individual: Os auditores internos devem ter atitude imparcial e isenta e evitar conflitos de interesses. que permita à atividade de auditoria interna cumprir suas responsabilidades.3. desempenho referem-se às normas de auditoria A primeira refere-se ao perfil e a segunda ao trabalho em si. Já estudamos sobre essas normas nas aulas anteriores e vemos que as definições apontadas pelas Normas Internacionais não trazem muitas novidades. As normas de independente.1 Independência A atividade de auditoria interna deve ser independente e os auditores internos devem ser objetivos na execução de seu trabalho.As normas de atributo são as chamadas pelo CFC de “normas profissionais do auditor”. Vejamos as normas de atributo: 25. o fato de que estas normas são aplicáveis à todos os serviços de auditoria. na execução do trabalho e na comunicação de resultados. Independência Organizacional: O diretor executivo de auditoria deve estar subordinado a um nível dentro da organização. Merece destaque ainda. A atividade de auditoria interna deve ser livre de interferências na determinação do escopo da auditoria interna.

8 Proficiência significa competência.Prejuízos à Independência ou Objetividade:  Se a independência ou objetividade forem prejudicadas de fato ou na aparência. habilidade. de forma coletiva. Os auditores internos devem abster-se de avaliar operações específicas pelas quais tenham sido responsáveis anteriormente.3. Os auditores internos podem prestar serviços de consultoria relacionados às operações pelas quais tenham sido responsáveis anteriormente. capacidade. A natureza da comunicação dependerá do prejuízo.     25. o cliente do trabalho deve ser informado antes que a execução do mesmo seja aceita. (ou seja. se ele a tiver executado) Trabalhos de auditoria de avaliação relacionados a funções que estejam sob a responsabilidade do diretor executivo de auditoria devem ser supervisionadas por alguém externo à atividade de auditoria. os detalhes de tal prejuízo devem ser informados às partes apropriadas.2. habilidades e outras competências necessárias para o desempenho de suas responsabilidades. Proficiência e Zelo Profissional Os trabalhos de auditoria devem ser realizados com a proficiência e o cuidado profissional devidos. A atividade de auditoria interna. 107 . deve possuir ou obter o conhecimento. Proficiência8: Os auditores internos devem possuir conhecimentos. Caso os auditores internos constatem potenciais prejuízos à independência ou objetividade relacionados a serviços de consultoria propostos. habilidades e outras competências necessárias à execução de suas responsabilidades individuais. Presume-se prejudicada a objetividade. se um auditor prestar serviços de avaliação para uma atividade pela qual tenha sido responsável no ano anterior.

mas caso as descubra. habilidades ou outras competências necessárias à execução do todo ou parte do trabalho de auditoria. ou obter a competente orientação e assistência caso o pessoal da auditoria interna não possua o conhecimento. habilidades ou outras competências necessárias para desenvolver o todo ou parte do trabalho. Zelo profissional devido não implica infalibilidade. 108 . Vale ressaltar que. ou os contrata sempre que necessário. O auditores internos devem possuir conhecimento dos riscos e controles chaves relacionados à tecnologia da informação bem como das técnicas de auditoria baseadas em tecnologia para a execução dos trabalhos sob sua responsabilidade. na maioria dos casos os auditores não possuem realmente esta qualificação. (Usar o trabalho de especialistas) O auditor interno deve possuir suficiente conhecimento para identificar indicadores de fraude. se a equipe de auditoria interna não dispuser de conhecimentos. Lembrando que descobrir fraudes não é seu objetivo. Entretanto.O diretor executivo de auditoria deve obter assessoria competente e assistência. grande parte das equipes contam com este tipo de especialista integrado ao grupo. mas não se espera que tenha a especialidade de uma pessoa cuja responsabilidade principal seja detectar e investigar fraudes. Zelo Profissional Devido Os auditores internos devem aplicar cuidados e habilidades esperados de um profissional razoavelmente prudente e competente. tem a obrigação de comunicá-las. O diretor executivo de auditoria deve declinar de realizar trabalhos de consultoria. nem todos os auditores internos são obrigados a possuir o conhecimento técnico que se espera de um auditor cuja principal responsabilidade seja auditar a tecnologia da informação. por isso.

principalmente. Entretanto. operações ou recursos.O auditor interno deve exercer o Zelo profissional devido. O auditor interno deve estar alerta aos riscos significativos que poderiam afetar os objetivos. não garantem que todos os riscos significativos serão identificados. Isso para . No exercício do zelo profissional devido. por si só. • A relativa complexidade e extensão requeridos pelo trabalho para alcançar os objetivos do trabalho de auditoria. • A adequação e eficácia dos processos de gerenciamento de risco. o auditor interno deve considerar a utilização de ferramentas de auditoria auxiliadas por computador bem como outras técnicas de análise de dados. o prazo e a comunicação dos resultados do trabalho. • A relativa complexidade. 109 . mesmo quando desenvolvidos com o cuidado profissional devido. O auditor interno deve exercer o cuidado profissional devido durante um trabalho de consultoria. incluindo a natureza. de erros significativos. procedimentos de auditoria. ou • Custo do trabalho de avaliação em relação a benefícios potenciais. garantir a confiabilidade dos dados apurados. • O custo do trabalho de consultoria em relação aos potenciais benefícios. de controle e de governança corporativa. considerando: • A necessária extensão do trabalho para alcançar os objetivos do trabalho de auditoria. irregularidades. • A probabilidade desconformidades. considerando: • As necessidades e expectativas dos clientes. materialidade ou importância dos assuntos sobre os quais os procedimentos de auditoria são aplicados.

calculados conforme Tabelas do Anexo I da Resolução CFC n. Educação Profissional Continuada é a atividade programada. e aquele com cadastro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). atualizar e expandir seus conhecimentos para o exercício profissional. mediante documento emitido pela entidade realizadora.3. com registro em Conselho Regional de Contabilidade. inscrito no Cadastro Nacional de Auditores Independentes (CNAI). sendo encaminhado ao Conselho Regional de Contabilidade de sua jurisdição até 31 de janeiro do ano subseqüente. e os demais Contadores que compõem o seu quadro funcional técnico devem cumprir. O Auditor Independente e os demais Contadores que compõem o seu quadro funcional técnico devem cumprir 32 pontos de Educação Profissional Continuada por ano/calendário. O cumprimento das exigências estabelecidas na Resolução supramencionada deve ser comprovado pelo Auditor Independente e pelos demais Contadores que compõem o seu quadro funcional técnico mediante relatório anual das atividades realizadas. 110 . com o objetivo de manter. º 1060 de 2005. a partir de 2005. sendo analisado pelo CRC até 30 de abril. quando realizadas no exterior. Vale ressaltar que o cumprimento desta Resolução pelo Auditor Independente e demais Contadores que compõem o seu quadro funcional técnico é exigido a partir do ano subseqüente à obtenção do registro no Cadastro Nacional de Auditores Independentes (CNAI). O CFC chama o desenvolvimento profissional contínuo de “Educação Profissional Continuada” para os auditores independentes.25. formal e reconhecida que o Contador. oficialmente traduzido para a língua portuguesa. As atividades de Educação Profissional Continuada que se enquadrem nas Tabelas de Pontuação (Anexo I da Resolução). habilidades e outras competências através do desenvolvimento profissional contínuo. são comprovadas no Conselho Regional da jurisdição do seu registro profissional. na função de Auditor Independente. Desenvolvimento Profissional Contínuo Os auditores internos devem aperfeiçoar seus conhecimentos.3.

com conhecimento das práticas internas de auditoria e das Normas. Avaliações Externas 111 . da qualidade e a monitoração interna contínua.25. e • Revisões periódicas executadas através de auto – avaliação ou por outras pessoas da organização.3.4. bem como proporcionar razoável certeza de que a atividade de auditoria interna está em conformidade com as Normas e o Código de Ética. Cada parte do programa deve ser desenvolvida para auxiliar a atividade de auditoria interna a adicionar valor e melhorar as operações da organização. Programa de garantia de qualidade O diretor executivo de auditoria deve desenvolver e manter um programa de garantia da qualidade e de melhoria que inclua todos os aspectos da atividade de auditoria interna e monitore de forma contínua sua eficácia. A atividade da auditoria interna deve adotar um projeto para monitorar e avaliar a eficácia geral do programa de qualidade. Avaliações Internas As avaliações internas devem incluir: • Revisões contínuas do desempenho da atividade de auditoria interna. internas e externas. Este programa inclui avaliações periódicas. O processo deve incluir tanto avaliações internas como externas.

O plano de trabalhos de auditoria da auditoria interna deve ser baseado na avaliação de risco e realizado pelo menos uma vez ao ano. objetivos. agora.3. consistentes com as metas da organização. prazo e alocação de recursos. a atividade de auditoria interna para assegurar que adicione valor à organização.5 Planejamento O diretor executivo de auditoria deve gerenciar de forma eficaz. às normas de desempenho: 25.      Escopo Objetivos Prazo Alocação de recursos Os auditores internos devem desenvolver e registrar um plano para cada trabalho de auditoria. 112 . devem ser conduzidas ao menos uma vez a cada cinco anos por revisor qualificado e independente ou por equipe de revisão externa à organização. Passaremos. incluindo o escopo. Informações apresentadas pela alta gerência e o conselho de administração devem ser consideradas nesse processo. tais como revisões de qualidade do trabalho de auditoria.As avaliações externas.  O diretor executivo de auditoria deve estabelecer planos com base em análise de riscos para determinar as prioridades da atividade de auditoria interna.

para definir a amplitude e a época do trabalho a ser realizado. e operações e os meios pelos quais o impacto potencial de risco é mantido a nível aceitável. detalhando-se o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados. oportunidade. 113 . • As oportunidades para fazer melhorias significativas no gerenciamento de risco e nos sistemas de controle da atividade. O auditor interno deve considerar a probabilidade de erros. seus objetivos. irregularidades. de acordo com as diretrizes estabelecidas pela administração da entidade.  Os auditores internos devem realizar uma avaliação preliminar dos riscos relevantes relacionados à atividade objeto de auditoria. No planejamento do trabalho de auditoria. produtos e processos. e outras exposições significativas quando estiver desenvolvendo os objetivos do trabalho de auditoria. extensão. • Os riscos significativos para a atividade. em termos de natureza.De acordo com a Resolução CFC nº 986/93. atividades. Os objetivos do trabalho de auditoria devem refletir os resultados dessa avaliação. • A suficiência e a efetividade do gerenciamento de risco e dos sistemas de controle da atividade comparados a uma estruturação de controle pertinente ou modelo. os auditores internos devem considerar: • Os objetivos da atividade objeto da revisão e os meios pelos quais esta controla seu desempenho. descumprimentos. Objetivos do Trabalho de Auditoria: Devem ser estabelecidos objetivos para cada trabalho de auditoria.  O planejamento deve ser documentado e os programas de trabalho formalmente preparados. o planejamento do trabalho da Auditoria Interna compreende os exames preliminares das áreas. recursos. equipe técnica e uso de especialistas.

avaliar.3. 25. Os programas de auditoria para trabalhos de consultoria podem variar na forma e conteúdo dependendo da natureza do trabalho. Registro das Informações Os auditores internos devem registrar informações relevantes como suporte das conclusões e dos resultados da execução dos trabalhos. e registrar informações durante o desenvolvimento do trabalho de auditoria.6. analisar. O diretor executivo de auditoria deve estabelecer políticas procedimentos para orientar a atividade de auditoria interna.Os programas de trabalho devem ser estruturados de forma a servir como guia e meio de controle de execução do trabalho. devendo ser revisados e atualizados sempre que as circunstâncias o exigirem. Os programas de trabalho devem estabelecer os procedimentos para identificar. O programa de trabalho deve ser aprovado antes de seu início e quaisquer ajustes devem ser prontamente aprovados. e registrar informações suficientes para alcançar os objetivos do trabalho de auditoria. pertinentes e úteis para o alcance dos objetivos do trabalho de auditoria. e 114 . avaliar. Os auditores internos devem basear as conclusões e os resultados da execução dos trabalhos em análises e avaliações apropriadas. Os auditores internos devem registrar os programas de trabalho de desenvolveram para alcançar os objetivos do trabalho. Execução do trabalho de auditoria Os auditores internos devem identificar. analisar. fidedignas. Os auditores internos devem coletar informações suficientes.

7. O diretor executivo de auditoria deve assegurar que os recursos de auditoria interna sejam apropriados. antes de liberar tais registros a terceiros. onde apropriado. 115 . quaisquer regulamentações pertinentes ou outros requisitos. a qualidade seja assegurada e as equipes se desenvolvam. Os auditores internos devem comunicar os objetivos e o ambiente do trabalho de auditoria. Estas políticas devem ser consistentes com as diretrizes da organização. O Diretor executivo de auditoria deve desenvolver requisitos de guarda dos registros do trabalhos de auditoria. bem como as conclusões aplicáveis. Estes requisitos devem ser consistentes com as orientações da organização. A comunicação final dos resultados deve. quando requisitado. suficientes e efetivamente utilizados para cumprimento do plano aprovado. bem como sua liberação interna e externamente. 25. O diretor executivo de auditoria deve desenvolver políticas de administração da custodia e guarda dos registros dos trabalhos de consultoria. Comunicação de resultados Os planos de atividades. O diretor executivo-chefe de auditoria deve controlar o acesso aos registros dos trabalhos. Para tanto. necessidades de recursos e prováveis impactos de limitações de recursos devem ser comunicados à alta administração. recomendações e planos de ação e os resultados dos trabalhos de auditorias com oportunidade. ele deve obter aprovação da alta administração sênior e/ou conselho legal.3. conter a opinião geral ou conclusões do auditor interno.   Os trabalho de auditorias devem ser apropriadamente supervisionados para assegurar que os objetivos sejam atingidos. quaisquer regulamentações pertinentes ou outros requisitos.

concisas. objetivas. Se uma comunicação final contiver erro significativo ou omissão. Quando a falta de conformidade das Normas tiver impacto em um trabalho de auditoria específico.   116 . • Razão (ões) para a falta de conformidade e • Impacto da não conformidade sobre o trabalho de auditoria  O diretor executivo de auditoria interna é responsável por comunicar os resultados finais às pessoas que possam assegurar que aos resultados sejam dadas a devida consideração. controle e assuntos de governança corporativa devem ser identificados. Durante a execução de trabalhos de auditoria. gerenciamento de riscos. a comunicação dos resultados deve divulgar: • Norma (s) cuja conformidade total não foi atingida. dependendo da natureza do trabalho e das necessidades do cliente. claras.A comunicação sobre o progresso e os resultados de um trabalho de consultoria irão variar em forma e conteúdo. Toda vez que os assuntos sejam significativos para a organização. As comunicações devem ser precisas. eles devem ser comunicados à alta gerência e ao Conselho. O diretor executivo de auditoria é responsável por comunicar os resultados finais dos trabalhos de consultoria aos clientes. o diretor executivo de auditoria deve comunicar a informação correta a todas as pessoas que tenham recebido a comunicação original. construtivas. completas e oportunas.

117 . • Efetividade e eficiência das operações.3. A atividade de auditoria interna deve monitorar a liberação dos resultados dos trabalho de auditorias de consultoria na extensão combinada com o cliente. Resolução da aceitação dos riscos pela administração A atividade de auditoria interna deve monitorar e avaliar a efetividade do sistema de gerenciamento de risco da organização. • Salvaguarda do patrimônio. Deve avaliar os riscos de exposição no que diz respeito à governança corporativa da organização. A análise dos riscos da Auditoria Interna deve ser feita na fase de planejamento dos trabalhos. 25. Durante o trabalho de consultorias.9. o objetivo dos trabalhos. de forma satisfatória. estão relacionados à possibilidade de não se atingir. os auditores internos devem remeter-se ao risco consistente com os objetivos do trabalho de auditoria e estar alertas à existência de outros riscos significativos.3.8 Monitoramento do progresso O diretor executivo de auditoria deve estabelecer um processo de acompanhamento para monitorar e assegurar que as ações gerenciais decorrentes dos resultados apresentados à administração e que tenham sido efetivamente implementadas ou que a alta gerência tenham aceitado o risco de não haver implementado. • Obediência às leis. operações e sistemas de informação relativos a: • Confiabilidade e integridade das informações financeiras e operacionais. regulamentos e contratos.25.

Caso a decisão relativa aos níveis de risco residual não seja consensada. procedimentos.Quando o diretor executivo de auditoria considerar que o nível de risco residual assumido pela alta administração não deveria ser aceito pela organização. trata dos seguintes assuntos: Considerando que os assunto: Planejamento. A parte II. o diretor executivo de auditoria juntamente com a alta administração devem apresentar a matéria ao Conselho para solução e deliberação. 26. passaremos ao estudo dos tópicos pendentes. 118 . este deve revisar o assunto. Normas de Execução dos trabalhos. amostragem e carta de responsabilidade já foram abordados nas aulas anteriores. NBC T 11 – Normas demonstrações contábeis de auditoria independente das A NBC T 11 está dividida em 3 partes: Parte I: Conceituação e objetivos da Auditoria Independente Parte II: Normas de Execução dos trabalhos Parte III: Normas do parecer dos auditores independentes Nas aulas 01 e 02 já estudamos as partes I e II por completo. documentação.

praticamente da mesma forma na auditoria governamental. .Na determinação da Natureza.1.Vale ressaltar que as normas de execução dos trabalhos descritas pela NBC T 11 são adotadas. . 26. Em termos 119 . Risco de Auditoria O risco de auditoria é a possibilidade do auditor emitir uma opinião tecnicamente inadequada sobre as demonstrações contábeis. a empresa auditada pode estar divulgando informações irrelevantes para encobrir situações relevantes prejudiciais. Portanto. A relevância será considerada: . fique de olho! Atenção! Estaremos falando agora sobre auditoria independente! 26. então os procedimentos serão aplicados naquilo que for considerado relevante. Relevância Como o auditor não tem tempo de testar todas as transações. destacadas algumas peculiaridades.Na análise da apresentação e divulgação das informações contábeis: o Em determinadas situações.2. pois irá testar aquilo que tiver um saldo significativo (ou ocorrência significativa). o parecer será sem ressalva. o Se for relevante.Na análise das distorções sobre o saldo: o Se a distorção não for relevante. Oportunidade e Extensão dos procedimentos a serem aplicados: o Para determinar o que vai testar. deverá ser com ressalva ou adverso.

práticos. 3) Risco de detecção Inerente ao trabalho do auditor. flutuação de estoque. ocorre quando o auditor emite um parecer sem ressalvas quando o mais apropriado seria o adverso. Decorre de erros do auditor. concentração de dívidas com um único cliente. só que não é feito conforme está previsto no planejamento. Ex: no planejamento está estabelecida uma extensão. Nos outros dois tipos de risco. Ex: inexistência ou inadequação de controle interno. O risco de auditoria é produto de três tipos de riscos involuntários: 1) Risco inerente É vinculado ao negócio e às atividades da empresa. Dica: O Risco de detecção é responsabilidade do auditor. mas é sempre passível de ser burlado. O controle interno pode até ser rigoroso e adequado. se o auditor conseguir comprovar que não houve falha dele. * O risco inerente está ligado à empresa. a empresa tem o controle interno. O risco de auditoria é considerado em dois níveis: 120 . fica isento. 2) Risco de controle Neste caso. e vice-versa. mormente em função da aplicação de procedimentos inadequados (testes em volume inferior ao que seria desejável é uma situação). só que ele falhou (evento humano).

3. (Visão micro). o trabalho do auditor é estabelecido em critérios subjetivos. As políticas de pessoal e segregação de função. que contemplará:         Função e envolvimento dos administradores (de fato). estoque) e registros contábeis. Estrutura organizacional. o CFC estabeleceu um controle de qualidade dos trabalhos de auditoria. 2) Específico Abrange os saldos das contas. além disso. Normas para acesso físico aos ativos (caixa. será considerado por ambiente de controle. as demonstrações em conjunto e a avaliação do sistema contábil e de controle interno. Métodos de delegação da autoridade e os métodos de administração adotados. (Visão macro). Normas para acesso aos sistemas informatizados. a qualidade da administração. O sistema de aprovação e registro de transações. a qualidade da administração. os negócios. Supervisão e controle de qualidade Como não há percentual estabelecido para aplicação de testes e. e 26. Na determinação do risco. Abrange as atividades da empresa. as demonstrações contábeis. As comparações e análises dos resultados financeiros com dados históricos e/ou projetados. natureza e volume das transações. a situação econômica financeira.1) Geral Quando considera a situação econômica e financeira da empresa (os índices demonstram este risco). 121 .

dentre os quais o próprio CFC. esse programa acontece de 4 em 4 anos. encaminhando-a ao “Órgão” que fiscaliza todo o processo: o Comitê de Revisão Externa de Qualidade – CRE. etc). b) avaliar equipe técnica = grau de competência exigido. as inconsistências mais comuns. Além de funcionar como órgão julgador (quando o revisado discorda do parecer elaborado pelo colega). sendo vedada a revisão recíproca. evidenciando a adequação do sistema usado pelo revisado. o revisado se compromete a elaborar um plano de ação. composto por 4 membros do CFC e 4 do IBRACON. e c) avaliar se as conclusões obtidas e fundamentar sua opinião. Atualmente. que. o CRE publica. b) avaliar trabalhos documentados e objetivos dos procedimentos técnicos alcançados. 122 . a fim de evitar prejuízos para os usuários das informações contábeis. o mandato dos integrantes é de 3 anos (permitida a recondução) e a competência para escolher o revisor é do revisado. após aplicação de procedimentos. o IBRACON e outros. dentre os quais análise de papéis de trabalho coligidos junto aos clientes.O programa de revisão pelos pares instituído pelo CFC objetiva garantir que os serviços prestados pelos auditores evidenciem a qualidade desejada pelos organismos fiscalizadores. Dessa forma. ainda. o relatório sumário anual (uma espécie de estatística sobre os trabalhos realizados. exige que as empresas de auditoria prestem serviços para companhias abertas (auditores-revisados) submetam-se à fiscalização por outras empresas de auditoria. a) avaliar a aplicação dos Princípios Fundamentais da Contabilidade e Normas Brasileiras de Contabilidade. Alguns dos objetivos da supervisão e controle de qualidade: a) avaliar o cumprimento do planejamento e do programa de trabalho. emitirá um parecer. do mesmo porte (auditores-revisores). com o objetivo de melhorar a qualidade nos aspectos evidenciados. Ao receber o parecer do revisor.

considera-se que a continuidade normal dos negócios da entidade objeto da auditoria externa está caracterizada se houver evidência de normalidade das operações no prazo de um ano após a data da publicação das demonstrações contábeis. 123 . face dos sistemas de e) o grau de descentralização adotado pela administração. e f) o grau de envolvimento da auditoria interna. c) as áreas de risco de auditoria. Continuidade normal dos negócios da entidade De acordo com o disposto na NBC T-11 do Conselho Federal de Contabilidade.  O auditor deve efetuar sugestões objetivas para seu aprimoramento. b) os sistemas de informação contábil. Estudo e Avaliação do Sistema Contábil e de Controles Internos: Compreende o plano da organização da empresa O Auditor deverá determinar a natureza. oportunidade e extensão da aplicação dos procedimentos de auditoria.  O sistema contábil e de controles internos é de responsabilidade da administração.. decorrentes de constatações feitas no decorrer do seu trabalho..4. se existente. para efeitos tanto internos quanto externos.26. em informatização adotados pela entidade. 26. considerando: a) tamanho e complexidade das atividades da entidade.5. d) a natureza da documentação.

Deverão ser adotados os seguintes pressupostos na análise de RISCO De CONTINUIDADE: 4) indicadores financeiros  posição negativa de capital. Assim.6. Contingências representam incertezas. perda de mercado. Entretanto. dificuldade de manter mão – de – obra. os demais são contados a partir da emissão do parecer. etc. O CFC determina que o auditor deve dar atenção especial a estes itens mormente em função de sua natureza (envolvem incerteza). Fica a cargo do auditor efetuar as contingências e estimativas. deve aplicar os procedimentos adicionais que julgar necessários para a formação de juízo embasado e definitivo sobre a matéria. negociações com credores. presume-se que o trabalho de auditoria foi bem conduzido no que diz respeito a continuidade caso a entidade continue operando normalmente durante o ano seguinte ao auditado. Caso.Este é um dos únicos prazos contados a partir da publicação das demonstrações. como as contingências e as estimativas. Contingências Existem transações que são baseadas em fatos objetivos que são mais fáceis do auditor identificar. empréstimos imediatos. que poderão resultar em perdas para a entidade (passivas) ou em ganhos (ativas). 5) indicadores de operação  elementos – chaves. no decorrer dos trabalhos.. políticas governamentais. 6) outras indicações  normas legais. 26. se apresentem indícios que ponham em dúvida essa continuidade. A resolução nº 820 do CFC revela que o auditor deverá se certificar da 124 . devedores solventes. existem situações que são extremamente subjetivas.

as agências reguladoras e executivas e os entes de cooperação. pública ou privada. as administrações direta e indireta. 125 . Dica: Os mesmos procedimentos aplicados nas contingências passivas deverão ser aplicados às contingências ativas. também. bens e valores públicos ou pelos quais a União responda. guarde. ou que. O auditor deve preocupar-se em não verificar apenas as contingências passivas. gerencie ou administre dinheiros. em nome desta. ajuste ou outro instrumento congênere. projetos de cooperação junto a organismos internacionais. Auditoria no setor público federal 1. o auditor deverá identificar se o montante é ou não adequado para a situação em questão. acordo. que utilize. Além disso. Assim. assuma obrigações de natureza pecuniária. Abrangência de atuação (objetivos) A abrangência de atuação do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal inclui as atividades de gestão das unidades da administração direta. projetos financiados por recursos externos. deve utilizar os mesmos procedimentos para contingências ativas. sujeitam-se à fiscalização. conforme mencionado. O auditor deve assegurar-se que todas as contingências passivas relevantes foram identificadas e consideradas na elaboração das Demonstrações Contábeis. Ex: lançamento de tributos. recursos e sistemas de controles administrativo. programas de trabalho. Assim. 1. operacional e contábil. entidades da Administração Indireta Federal.razoabilidade na hora de fazer essas contingências. além de contemplar.1. os serviços sociais. transferências a fundo. convênio. Estão sujeitos à atuação do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal quaisquer pessoas física ou jurídica. reclamações trabalhistas. a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante contratos de gestão. arrecade.

em especial. execução de obras e fornecimento de materiais. entidades da Administração Indireta Federal e entidades privadas:  Sistema de controle interno (físicos e informatizados): sistemas administrativos e operacionais de controle interno administrativo utilizados na gestão orçamentária. contratos. patrimonial. 126 . Planos.Constituem objetos de exames realizados pelo Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. operacional e de pessoal.  Patrimônio (conservação) Os instrumentos e sistemas de guarda e conservação dos bens e do patrimônio sob responsabilidade das unidades da Administração Direta e entidades da Administração Indireta Federal. securitizações e concessão de avais. nos órgãos da Administração Direta. Os contratos firmados por gestores públicos com entidades públicas ou privadas para prestação de serviços. a restituição e as renúncias de receitas de tributos federais. assunção de dívidas. Os atos administrativos que resultem direitos e obrigações para o Poder Público Federal. projetos e atividades que envolvam aplicação de recursos públicos federais.  Atos administrativos obrigações) (que resultem em direitos. processos de licitações  Serão objetos de exame realizados pelo sistema de CI a execução dos planos. sua dispensa ou inexigibilidade. Os processos de licitação. A aplicação dos recursos do Tesouro Nacional transferidos a entidades públicas ou privadas.  Arrecadação A arrecadação. os relacionados com a contratação de empréstimos internos ou externos. financeira. programas. programas.

suas informações de entrada e de saída. sujeitam-se à atuação do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal mediante os seguintes processos: I) Tomada de Contas (OD. com suporte da setorial contábil. A tomada de contas conterá dados e informações pertinentes aos atos de gestão orçamentária. pública ou privada. desvio de bens) – consolidada I. na função de contabilidade analítica da respectiva unidade. Processo de Tomada de Contas . mediante confronto do programa de trabalho. com objetivo de evidenciar os resultados alcançados.processo formalizado pelo titular da unidade gestora da administração direta. c) eficácia dos serviços prestados pela área de informática. Processos de Contas: As pessoas física ou jurídica.  Os sistemas eletrônicos de processamento de dados. objetivando constatar: a) segurança física do ambiente e das instalações do centro de processamento de dados. b) segurança lógica e a confidencialidade nos sistemas desenvolvidos em computadores de diversos portes. reforma e pensão. PAD (processo administrativo sindicâncias e inquéritos PED disciplinar). d) eficiência na utilização dos diversos computadores existentes na entidade. patrimonial e 127 . e) os processos de admissão e desligamento de pessoal e os de concessão de aposentadoria. financeira. com as informações e comprovantes da execução física dos projetos e das atividades efetivamente desenvolvidas. Procedimentos destinados a apurar faltas funcionais. responsável pelo patrimônio.

e que. ou quando se verificar que determinada conta não foi prestada pelo responsável pela aplicação dos recursos públicos.operacional e à guarda de bens e valores públicos e deverá ser encaminhada à respectiva unidade de controle interno. no prazo e na forma fixados. Estão sujeitos à tomada de contas: a) os ordenadores de despesas das unidades da Administração Direta Federal: Os ordenadores de despesa são os responsáveis por quem manda fazer empenho. valores e bens da União. gerenciem ou guardem dinheiros. na conformidade das leis. bens e materiais da União pelos quais sejam responsáveis. desvio de bens. ou outra irregularidade de que resulte prejuízo para a Fazenda Pública. remunerados ou não pelos cofres públicos. com objetivo de demonstrar a boa e regular aplicação dos recursos utilizados e os resultados obtidos. consoante normativos técnicos emanados do órgão central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal e do Tribunal de Contas da União. devendo ser encaminhada à respectiva unidade de controle interno. A Tomada de Contas poderá ser consolidada se envolver mais de uma unidade gestora que tenha vinculação administrativa. pelo titular da unidade gestora. regulamentos e normas emanadas das autoridades administrativas competentes e conterá dados e informações pertinentes aos atos de gestão orçamentária. por ação ou omissão. b) aqueles que arrecadem. A Prestação de Contas será elaborada com suporte da unidade de contabilidade analítica da entidade. patrimonial e operacional e à guarda de bens e valores públicos. inclusive para as entidades da administração indireta. extravio ou estrago de valores. que manda pagar a despesa. pelo titular da entidade. derem causa a perda. II) Prestação de Contas (administração indireta): Processo formalizado pelo titular da entidade da Administração Indireta Federal. financeira. subtração. e c) aqueles que. 128 . Processo de Tomada de Contas Especial ocorre quando se verificar que ocorreu desfalque. ou que por eles respondam.

1 Tipos de auditoria: A auditoria classifica-se em: I.2. a probidade na aplicação dos dinheiros públicos e na guarda ou administração de valores e outros bens da União ou a ela confiados. exame da documentação comprobatória dos atos e fatos administrativos. de direito público ou privado. c) as pessoas físicas que recebam recursos da União. Formas e tipos 1. acordos. para atender necessidades previstas em Lei específica. verificação do cumprimento da legislação pertinente. entre outros.Devem prestar contas: a) os dirigentes das entidades supervisionadas da Administração Indireta Federal. que se utilizem de contribuições para fins sociais.2. b) os responsáveis por entidades ou organizações. 1. Auditoria de Avaliação da Gestão: esse tipo de auditoria objetiva emitir opinião com vistas a certificar a regularidade das contas. recebam subvenções ou transferências à conta do Tesouro. A Prestação de Contas será obrigatoriamente unificada por entidade. convênios ou ajustes. não admitindo-se subdivisões. e avaliação dos resultados operacionais e da execução dos programas de governo quanto à economicidade. verificar a execução de contratos. os seguintes aspectos: exame das peças que instruem os processos de tomada ou prestação de contas. compreendendo. verificação da eficiência dos sistemas de controles administrativo e contábil. 129 . a menos que previsto em lei específica. eficiência e eficácia dos mesmos.

entidade ou projeto.II. Objetivam obter elementos comprobatórios suficientes que permitam opinar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade e se as demonstrações deles originárias refletem. mediante procedimentos específicos. atividades. programas de governo. a situação econômico-financeira do patrimônio. das unidades ou entidades da administração pública federal. Auditoria de Acompanhamento da Gestão: realizada ao longo dos processos de gestão. Auditoria Contábil: compreende o exame dos registros e documentos e na coleta de informações e confirmações. Tem por objeto. pertinentes ao controle do patrimônio de uma unidade. com o objetivo de se atuar em tempo real sobre os atos efetivos e os efeitos potenciais positivos e negativos de uma unidade ou entidade federal. IV. verificar a efetividade e a aplicação de recursos externos. também. adequadamente. evidenciando melhorias e economias existentes no processo ou prevenindo gargalos ao desempenho da sua missão institucional. Auditoria Operacional: consiste em avaliar as ações gerenciais e os procedimentos relacionados ao processo operacional. ou segmentos destes. 130 . por unidades ou entidades públicas executoras de projetos celebrados com aqueles organismos com vistas a emitir opinião sobre a adequação e fidedignidade das demonstrações financeiras. com a finalidade de emitir uma opinião sobre a gestão quanto aos aspectos da eficiência. III. em seus aspectos mais relevantes. oriundos de agentes financeiros e organismos internacionais. os resultados do período administrativo examinado e as demais situações nelas demonstradas. ou parte dele. projetos.

atuando sobre a gestão. sendo realizadas para atender determinação expressa de autoridade competente. sendo desenvolvida de forma tempestiva no contexto do setor público. Classifica-se nesse tipo os demais trabalhos auditoriais não inseridos em outras classes de atividades.2. de natureza incomum ou extraordinária. 1.2. Direta – trata-se das atividades de auditoria executadas diretamente por servidores em exercício nos órgãos e unidades do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. Este tipo de procedimento auditorial. procurando auxiliar a administração na gerência e nos resultados. consiste numa atividade de assessoramento ao gestor público. seus programas governamentais e sistemas informatizados. por meio de recomendações. com vistas a aprimorar as práticas dos atos e fatos administrativos. Auditoria Especial: objetiva o exame de fatos ou situações consideradas relevantes. V. melhorar os controles e aumentar a responsabilidade gerencial. Formas de execução As auditorias serão executadas das seguintes formas: I. sendo subdividas em: 131 .eficácia e economicidade. que visem aprimorar os procedimentos.

II. c) integrada – executada conjuntamente por servidores em exercício nos Órgãos Central. assim como a 132 . a) compartilhada – coordenada pelo Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal com o auxílio de órgãos/instituições públicas ou privada. ou seja. unidades regionais e/ou setoriais do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. que desempenham atividades de auditoria em quaisquer instituições da Administração Pública Federal ou entidade privada. pelas denominadas empresas de auditoria externa. b) terceirizada – executada por instituições privadas.3. Normas relativas à execução dos trabalhos O servidor do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. no exercício de suas funções. terá livre acesso a todas as dependências do órgão ou entidade examinado. b) descentralizada – executada exclusivamente por servidores em exercício nas unidades regionais ou setoriais do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. setoriais. Essa forma de execução de auditoria pressupõe a utilização de indicadores de desempenho que fundamentam a opinião do agente executor das ações de controle. unidades regionais ou setoriais do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. sobre informações obtidas por meio de exame de processos e por meio eletrônico. Simplificada – trata-se das atividades de auditoria realizadas.a) centralizada – executada exclusivamente por servidores em exercício nos Órgão Central ou setoriais do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. cujo custo-benefício não justifica o deslocamento de uma equipe para o órgão. 1. setoriais. III. específico das unidades ou entidades federais. por servidores em exercício nos Órgãos Central. Indireta – trata-se das atividades de auditoria executadas com a participação de servidores não lotados nos órgãos e unidades do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal.

quando for o caso. valores e livros considerados indispensáveis ao cumprimento de suas atribuições. d) a localização do objeto ou unidade examinada. documento ou informação. b) a identificação do universo a ser examinado. Quando houver limitação da ação.documentos. ou seja. Para tanto. A elaboração de um adequado programa de trabalho exige: a) a determinação precisa dos objetivos do exame. o servidor do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal deve examinar as informações constantes da ordem de serviço e dos planos estratégico e operacional a que se vincula o objeto do controle. ao dirigente do órgão ou entidade examinada. Elaboração do programa de trabalho . bem como os resultados dos últimos trabalhos realizados e diligências pendentes de atendimento. deve considerar a legislação aplicável. sob qualquer pretexto. o fato deverá ser comunicado. nenhum processo. devendo o servidor guardar o sigilo das informações caso elas estejam protegidas legalmente. e 133 . e) o estabelecimento das técnicas apropriadas. c) a definição e o alcance dos procedimentos a serem utilizados. solicitando as providências necessárias.o trabalho realizado pelo Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal deve ser adequadamente planejado.o programa de trabalho consta da ordem de serviço preparada pela área de controle que elabora o plano estratégico e operacional. não lhe podendo ser sonegado.com o objetivo de obter os elementos necessários ao planejamento dos trabalhos. f) a estimativa dos homens x horas necessários à execução dos trabalhos. de imediato. por escrito. normas e instruções vigentes. a identificação sobre o que se deseja obter com a auditoria e a fiscalização. Planejamento dos Trabalhos . Exame Preliminar .

financeiros e materiais. assim como do devido uso e funcionamento dos mesmos. projetos e programas.avaliar os procedimentos. políticas e registros que compõem os controles. bem como o cumprimento das metas e dos objetivos dos programas. sem desvios. para: proteger seus recursos. refletem. registros e outros dados relevantes.das unidades da administração direta. assegurar a observância das leis. e promover a eficiência operacional. mecanismos. Efetividade . financeiro. entidades da administração indireta. oriundas daqueles.realizar exame das operações que se processam nos sistemas de controle interno administrativo. 134 . a boa e regular utilização dos recursos. Avaliação dos controles internos administrativos – quando ficar identificado na ordem de serviço a necessidade de avaliação dos controles internos administrativos. de suprimento de bens e serviços e operacional . de forma permanente. adequadamente. de forma ordenada. Deverá. eficiência e eficácia. de pessoal. 9 Capacidade dos sistemas de controle interno administrativo . de forma a possibilitar o atingimento das metas. financeira e operacional. patrimonial. o servidor do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal deve efetuar um adequado exame com vistas à avaliação da capacidade e da efetividade dos sistemas de controles internos administrativos9 – contábil. As unidades e entidades adotam sistemas de controle interno administrativo que compreendem um plano de organização e de todos os métodos e procedimentos. normas e políticas vigentes. com o propósito de verificar se os procedimentos. em termos satisfatórios de economia. b) constatar se os sistemas de registros incluem a totalidade das operações realizadas e se os métodos e procedimentos utilizados permitem confiar se as informações. obter informações oportunas e confiáveis.g) referência quanto ao uso de material e/ou documentos de exames prévios ou outras instruções específicas. funcionam de acordo com o previsto e se os objetivos de controle estão sendo atendidos. com o objetivo de constatar se estes proporcionam razoável segurança de que as atividades e operações se realizam. com o intuito de alcançar o cumprimento das metas e objetivos estabelecidos. ainda: a) certificar a existência e propriedade dos procedimentos e mecanismos de salvaguarda dos recursos humanos. políticas.

135 . das leis. eficiência. e d) comprovar se os procedimentos estabelecidos asseguram. razoavelmente.c) certificar a existência e a idoneidade dos critérios. normas e outras disposições de observância obrigatória. verificando. classificar e mensurar dados relevantes das operações. se estão sendo adotados parâmetros adequados para avaliação da efetividade. para identificar. o cumprimento das diretrizes governamentais. regulamentos. igualmente. eficácia e economicidade dessas operações.

Intensidade de supervisão . ainda que não possa evitálas totalmente. devendo. ainda. II. Um bom sistema de controle interno administrativo reduz a probabilidade de ocorrer tais impropriedades ou irregularidades. III. estabelecer mecanismos e procedimentos adequados para avaliar a atuação destes supervisores.o titular da unidade do Sistema de Controle Interno deve supervisionar todas as atividades que envolvem a execução do trabalho. adequadamente.o grau de intensidade da supervisão exercida sobre a equipe está diretamente relacionada aos seguintes fatores: conhecimento e capacidade profissional dos membros da equipe. deve instruir e dirigir. mecanismos e diretrizes que prevejam ou minimizem o percentual de impropriedades ou irregularidades. devem conter procedimentos. no que tange à execução dos trabalhos e ao cumprimento das ordens de serviço. seus subordinados.Prevenção de impropriedades e irregularidades Os sistemas de controle interno administrativo. assegurando-se de que esses possuam conhecimentos técnicos e capacidade profissional suficientes ao adequado cumprimento das atribuições que lhes são conferidas. podendo delegar parte das tarefas a supervisores. com maior experiência. Supervisão das atividades do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal – toda atividade do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal deve ser supervisionada pela chefia ou por servidor a quem a função for formalmente delegada. independente do nível de experiência da equipe envolvida. instituídos em uma unidade ou entidade. o grau de dificuldade previsível dos trabalhos. contribuir para o desenvolvimento dos seus conhecimentos e capacidade profissional. devendo para isso. e alcance de prováveis impropriedades ou irregularidades a detectar no órgão ou 136 . Supervisão das equipes de trabalho – o servidor do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. I. com atribuições de supervisão. conhecimentos técnicos e capacidade profissional. Responsabilidade de quem dirige a função .

na extensão indicada na ordem de serviço.entidade examinada. permitindo chegar a um grau razoável de convencimento da realidade dos fatos e situações observadas.em atendimento aos objetivos da atividade. Obtenção de evidências . o servidor do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. IV. adequação e pertinência. para obter evidências qualitativamente aceitáveis que fundamentem. seu trabalho. de acordo com o programa fornecido. d) da necessária consistência das observações e conclusões. mediante a aplicação de testes que resultem na obtenção de uma ou várias provas. da consistência da contabilização dos fatos e fidedignidade das informações e registros gerenciais para fundamentar. seu trabalho. de forma objetiva. Áreas e enfoques da supervisão . a) Suficiência da evidência – ocorre quando. solidamente. As evidências da supervisão exercida deverão ficar registradas nos próprios papéis de trabalho. o servidor do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal é levado a um 137 . b) da aplicação de procedimentos e técnicas para o atingimento das metas/objetivos previstos para a execução dos trabalhos. e) da fiel observância dos objetivos estabelecidos na ordem de serviço. os testes ou provas adequados nas circunstâncias. c) da adequada formulação dos papéis de trabalho. deve realizar. da veracidade da documentação examinada. f) do cumprimento das normas e dos procedimentos de aplicação geral. A validade do seu trabalho depende diretamente da qualidade das evidências que é considerada satisfatória quando reúne as características de suficiência.a supervisão deve abranger a verificação: a) do correto planejamento dos trabalhos de acordo com o solicitado na ordem de serviço. A finalidade da evidência consiste na obtenção suficiente de elementos para sustentar a emissão de sua opinião.

deverá ser dado o devido tratamento. Evidência suficiente é convincente.o servidor do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. quando sejam obtidas evidências das mesmas.grau razoável de convencimento a respeito da realidade ou veracidade dos fatos examinados. conclusões e recomendações eventualmente formuladas. agregando valor e sendo útil ao processo decisório. quando couber. quando os testes ou exames realizados são apropriados à natureza e características dos fatos examinados. b) Adequação da evidência . Impropriedade consiste em falhas de natureza formal de que não resulte dano ao erário. às probabilidades de erro na obtenção e comprovação da evidência. o servidor do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal deve guiar-se pelos critérios de importância relativa10 e de níveis de riscos prováveis. c) Pertinência da evidência . Na obtenção da evidência.a evidência é pertinente quando há coerência com as observações. porém evidencia-se a não observância aos 10 A importância relativa refere-se ao significado da evidência no conjunto de informações e os níveis de riscos prováveis. Evidência pertinente é a que guarda relação. 138 .entende-se como tal. deve prestar especial atenção àquelas transações ou situações que denotem indícios de irregularidades e. Evidência adequada proporciona o melhor entendimento. com vistas a permitir que os dirigentes possam adotar as providências corretivas pertinentes. Impropriedades e irregularidades . no decorrer de qualquer atividade.

quando isso não implicar risco pessoal. eficiência. desvio de bens ou outra irregularidade de que resulte prejuízo quantificável para o Erário.princípios de legalidade. constatando a existência de desfalque. alcance. no decorrer dos exames. defrontarse com tais ocorrências. legitimidade. Apesar de não ser o objetivo primordial das atividades do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal a busca de impropriedades ou de irregularidades. Portanto. Ao verificar a ocorrência de irregularidades. 139 . comunicar o fato aos dirigentes para adoção das medidas corretivas cabíveis. Parecer. Na hipótese de risco pessoal informar a ocorrência ao seu dirigente que o orientará e adotará as providências necessárias. a detecção de toda impropriedade ou irregularidade.4. por escrito. ao conhecimento do dirigente da unidade ou entidade examinada. Compete-lhe assim. Normas relativas à opinião do auditor . não significa que o trabalho tenha sido inadequado. o servidor deve levar o assunto. A irregularidade é caracterizada pela não observância desses princípios. eficácia e economicidade.Relatórios e pareceres de auditoria A opinião do Órgão ou Unidade de Controle Interno do Poder Executivo Federal deve ser expressa por meio de Relatório. quando obtida evidências. Certificado ou Nota. solicitando os esclarecimentos e justificativas pertinentes. A aplicação dos procedimentos especificados na ordem de serviço não garante necessariamente. o servidor deve estar consciente da probabilidade de. prestar especial atenção às transações ou situações que apresentem indícios de irregularidades e. a identificação posterior de situação imprópria ou irregular. 1. ocorrida no período submetido a exame.

com vistas ao atendimento recomendações sobre as operações de sua responsabilidade. d) ao Tribunal de Contas da União. e e) a outras autoridades interessadas.Relatórios: constituem-se na forma pela qual os resultados dos trabalhos realizados são levados ao conhecimento das autoridades competentes. que serão remetidos ao Tribunal de Contas da União. das impropriedades ou irregularidades constatadas ou apuradas no desenvolvimento dos trabalhos.º 8. com as seguintes finalidades: a) à direção. Nota: documento destinado a dar ciência ao gestor/administrador da área examinada. b) às gerências executivas. como resultado dos exames efetuados. para correção de erros detectados. bem como avaliará a eficiência e a eficácia da gestão. indicando as medidas adotadas para corrigir as falhas identificadas. fornecendo dados para tomada de decisões sobre a política de área supervisionada.443/92. Tem a finalidade de obter a manifestação dos agentes sobre fatos que resultaram em prejuízo à Fazenda Nacional ou de outras situações que necessitem de esclarecimentos formais. Parecer do Dirigente do Órgão de Controle Interno: É peça compulsória a ser inserida nos processos de tomada e prestação de contas. no decorrer dos exames. dependendo do tipo ou forma de auditoria/fiscalização realizada. inclusive quanto à economia na utilização dos recursos públicos. 140 . O parecer constitui-se na peça documental que externaliza a avaliação conclusiva do Sistema de Controle Interno sobre a gestão examinada. O parecer consignará qualquer irregularidade ou ilegalidade constatada. das c) aos responsáveis pela execução das tarefas. da Lei n. para que os autos sejam submetidos à autoridade ministerial que se pronunciará na forma prevista no artigo 52.

c) Certificado de Irregularidade . Os tipos de Certificado são: a) Certificado de Regularidade . da gestão e adequação.será emitido quando o Órgão ou Unidade de Controle Interno verificar a não observância da aplicação dos princípios de legalidade. desvio de bens ou outra 141 . omissões ou impropriedades de natureza formal no cumprimento das normas e diretrizes governamentais. das peças examinadas. e de todo aquele que der causa à perda.será emitido quando o Órgão ou Unidade de Controle Interno formar a opinião de que na gestão dos recursos públicos foram adequadamente observados os princípios da legalidade. pela sua irrelevância ou imaterialidade. legitimidade e economicidade e que. ou não. autoridades de nível hierárquico equivalentes nos órgãos e unidades setoriais do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. legitimidade e economicidade. legitimidade e economicidade.Certificado: É o documento que representa a opinião do Sistema de Controle Interno sobre a exatidão e regularidade. constatando a existência de desfalque. O Certificado de Auditoria será emitido na verificação das contas dos responsáveis pela aplicação. b) Certificado de Regularidade com Ressalvas . quanto à legalidade. bens e materiais de propriedade ou responsabilidade da União. utilização ou guarda de bens e valores públicos.será emitido quando o Órgão ou Unidade de Controle Interno constatar falhas. ou ainda. ou não. subtração ou estrago de valores. devendo ser assinado pelo Coordenador-Geral ou Gerente Regional de Controle Interno. não caracterizem irregularidade de atuação dos agentes responsáveis. alcance.

a opinião decorrente dos exames fica sobrestada. III. gestora/entidade examinada. e d) resultem ou não em prejuízo à Fazenda Nacional. no parágrafo final. por prazo previamente fixado para o cumprimento de 142 . as demonstrações financeiras e a respectiva gestão dos agentes responsáveis. V. O Certificado de Auditoria ou Parecer. Quando o Órgão ou Unidade de Controle Interno do Poder Executivo Federal não obtiver elementos comprobatórios suficientes e adequados. b) afetem a gestão ou situação examinada. conter assinatura do Coordenador-Geral ou Gerente Regional de Controle Interno. ou ainda. no parágrafo inicial. VI. observado o contido no parágrafo intermediário. exercício examinado. autoridades hierárquicas equivalentes nos órgãos e unidade setoriais do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. legalidade e legitimidade da gestão ou situação examinada. IV. unidade II. da gestão examinada. citar. c) comprometam a economicidade. requer o atendimento dos seguintes requisitos: I. e VII. no período ou exercício examinado. de tal modo que impeça-o de formar opinião quanto à regularidade da gestão. as impropriedades ou a) caracterizem a inobservância de normas legais e regulamentares. conter o nome e o número de registro no Conselho Regional de Contabilidade do servidor do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal que examinou as demonstrações financeiras. indicar número do processo. conter data do Certificado correspondente ao dia de sua emissão. emitindo opinião quanto à regularidade. registrar.irregularidade de que resulte prejuízo quantificável para a Fazenda Nacional e/ou comprometam. concluir. no parágrafo irregularidades que: intermediário. ou não. substancialmente. no caso de auditoria contábil. o escopo do trabalho em função do tipo de auditoria realizada.

Deve levar em conta. podem significar. em conjunto. situações simplesmente impróprias. 1. mediante novos exames. ocorrência de prejuízo à Fazenda Nacional. Na ocorrência de eventos ou transações subseqüentes ao período examinado que. quando o Órgão ou Unidade de Controle Interno do Poder Executivo Federal terá de avaliar. que determinadas constatações relacionadas com falhas. o Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal emitirá o competente Certificado. descumprimento a recomendações anteriores.diligência pelo órgão ou entidade examinado. é indispensável que esses fatos sejam considerados em seu Certificado. Tudo dependerá do acurado exame de todas as circunstâncias envolvidas na situação em julgamento. possam influir substancialmente na posição financeira e patrimonial da unidade ou entidade examinada. quando sobrestado o exame. Neste caso. o órgão do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal deve dar ciência da ocorrência ao Tribunal de Contas da União. ou até mesmo irregulares. fatores tais como: freqüência da incidência no exercício. quando caberá a emissão de Certificado de Regularidade com Ressalvas ou de Irregularidade. principalmente.5. Operacionalidade 143 . reincidência de constatação em exercícios anteriores. e outros fatores que possam contribuir para a adequada definição do tipo de certificado a ser emitido. quando então. pela sua relevância. jurisprudência de decisões do Tribunal de Contas da União na apreciação de casos semelhantes. evidência da intenção. omissões e impropriedades. O Órgão ou Unidade de Controle Interno do Poder Executivo Federal deve usar de toda acuidade e prudência no momento de definir o tipo de Certificado que emitirá como resultado dos trabalhos realizados. quando caberá a emissão de Certificado de Regularidade ou de Regularidade com Ressalvas.

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pendências existentes. Relatório Anual de Atividades de Auditoria Interna . Relatório Anual de Atividades de Auditoria . elaborado pelos órgãos setoriais de Controle Interno. II. com as justificativas pertinentes. entre outros assuntos. recomendações ou solicitações relacionadas a assuntos inerentes à unidade gestora. Plano Anual de Atividades de Auditoria .PAAA . e as solicitações ou sugestões necessárias ao melhor desempenho das atividades. entre outros assuntos. eficácia dos resultados obtidos.PAAAI documento contendo a programação dos trabalhos de auditoria da entidade supervisionada. V. IV. total das auditorias realizadas. pendências existentes. total das auditorias realizadas. As Normas Disciplinares Externas são atos emanados de órgãos ou entidades externos ao Sistema de Controle Interno. se for o caso. o relato das atividades de auditoria desenvolvidas durante o ano. com as justificativas pertinentes.RAAA . com destaque para: quantitativo dos recursos humanos e financeiros utilizados. para o período de um ano. com destaque para: quantitativo dos recursos humanos e financeiros utilizados.RAAAI documento contendo.documento contendo. Decisões e Diligências . e solicitações ou sugestões necessárias ao melhor desempenho das atividades.documento contendo determinações. para o período de um ano. O Relatório é o documento que reflete os resultados dos exames efetuados pelo Sistema de Controle Interno. entidade supervisionada e outros. VI. III. As Normas Disciplinares internas são atos expedidos pelos órgãos central e setorial do Sistema de Controle Interno. emanados de autoridades competentes. com aplicação no âmbito do Sistema. Plano Anual de Atividades de Auditoria Interna .Os Atos Legais são dispositivos da legislação em vigor. Os principais relatórios/documentos encaminhados ao Sistema de Controle Interno são: I. relativos à Administração Pública Federal. eficácia dos resultados obtidos. se for o caso. o relato das atividades de auditoria desenvolvidas durante o ano.documento contendo a programação dos trabalhos de auditoria. Contrato ou Acordo de Empréstimo de Recursos Externos documento referente a contrato de empréstimo contraído em moeda 148 .

consistência. VII. etc. estadual. firmado entre o Governo Brasileiro e Organismos Internacionais de crédito e administrado por órgãos e entidades das administrações federal. 1992] e com outras definições recentes da natureza do controle interno.representa o relato circunstanciado dos assuntos tratados e deliberados pelo Conselho Fiscal. O auditor deve gerar de forma eficaz a atividade de auditoria.estrangeira. mercado. 2. aprovado pela Secretaria do Tesouro Nacional. a função da auditoria também foi bastante modificada ao longo dos anos. produtividade. para receber enfoques especiais segundo sua necessidade permanente de acopla-la a estratégia do negócio. etc. Aquilo que foi em uma fase poderá ser menos em outra fase à medida que a se movimenta ao longo do tempo. Esta afirmação é consistente com o COSO [Committee of Sponoring Organizations of the Treadway Commission. para assegurar que esta adicione valor à organização. municipal e do Distrito Federal. Os auditores auxiliam a organização a consiguir atingir os seus objetivos internos de custo. na forma e modelo estabelecidos no "Manual do Conselheiro Fiscal". O 149 . A função auditoria é um meio para medir custos e proveitos a fim de que a organização possa validar a sua estratégia. Internal Control -. O papel do irão variar importante importante organização auditor e a focalização da auditoria com o tempo.Integrated Framework. qualidade. Os auditores auxiliam também a organização a atingir os seus objetivos externos de satisfazer as necessidades dos clientes. Prática de auditoria governamental 2. A função de auditoria interna é uma parte natural e necessária de qualquer organização. Os auditores fazem um bom trabalho quando logram sintetizar os dois fluxos de informação num fluxo coerente de informação sobre a eficácia do sistema. Administração da função de auditoria Como a maioria das atividades desenvolvidas em uma empresa. Relatórios e Atas dos Conselheiros Fiscais .1.

Nos primeiros estágios de formação. Nos 150 . Vigilante [English: Watchdog]: a função da auditoria é estar atenta e alertar. o mesmo acontece com o papel do auditor. operacional. derivamos um modelo de interação do auditor com a organização que é ao mesmo tempo diagnóstico (conhecendo um ponto. negligência e omissão. a aplicação dos recursos públicos e a correção de desperdícios. a função auditoria precisa ter a certeza de estar a focalizando os objetivos que devidos e fazendo corretamente o que ser feito. A Missão/papel/produtos governamental deve ser:    da função de auditoria no contexto comprovar a legalidade e legitimidade dos atos e fatos. contábil e finalística.processo utilizado pelos auditores e o impacto desse processo irão variar com a focalização. À medida que a organização cresce e muda. responsabilidade e Missão/papel/produtos da função de auditoria no contexto governamental A auditoria governamental visa avaliar a gestão pública. Propósitos. eficácia e economicidade. O objetivo primordial é garantir resultados operacionais na gerência da coisa pública e a avaliação dos programas de governo e da gestão pública. Ao analisar aquilo que o auditor deve examinar para a organização em cada fase do seu crescimento e do seu desenvolvimento. improbidade. financeira. o esquecimento na obtenção de licenças e autorizações). Tal como a própria organização. avaliar a gestão orçamentária. patrimonial. nós podemos deduzir os outros) e previsão (nós conhecemos o caminho do crescimento e a contribuição da função de auditoria).2. autoridade. O propósito da auditoria é um reflexo das necessidades a expectativas da organização como um todo para sobreviver. avaliar os resultados nos aspectos relacionados à eficiência. 2. o vigilante garante que não serão cometidos erros fatais com respeito à envolvente (como por exemplo.

À medida que as necessidades da organização vão mudando com o tempo." A função auditoria garante que a organização permanece fiel aos seus valores e ao seu propósito ao longo da transformação. É necessário introduzir mudanças importantes na organização. Catalizador: a função da auditoria serve para orientar e mobilizar pessoas no quadro da estratégia estabelecida pela liderança. O foco do consultor incide sobre os recursos da organização. Uma melhor utilização de recursos. O vigilante perde eficácia no decurso da fase de normalização à medida que o sistema de controle vai se construindo. O papel de catalizador é uma parte necessária dos últimos estágios da plenitude e dos primeiros estágios da renovação. os recursos adicionais aplicados à função do vigilante não tem custos relevantes. O foco do catalizador incide sobre os valores. melhor gestão da sua escassez e dos desperdícios requerem atenção durante a parte final da normalização e na parte inicial da fase de plenitude. a função auditoria vai elevando o valor de sua contribuição por ajustes do seu papel à satisfação das novas solicitações de uma organização transformada. atrasos e fraudes. Consultor: a função da auditoria é melhorar e aconselhar. No final da fase de normalização. São nesses momentos que a maior parte dos sistemas consegue mostrar as suas vantagens ou se tornam vulneráveis devido a faltas de controles por terem sido construídos sob pressão durante a fase de formação. É sempre necessário um certo nível de manutenção. e que os gestores possam gerir com eficiência e eficácia. mas no ultimo estágio da normalização. O foco do vigilante são os desvios ou erros. O consultor auxilia que o processo do negócio seja continuamente aperfeiçoado. o núcleo de princípios que faz viver a organização. e a função auditoria torna-se ao mesmo tempo um facilitador da mudança bem como uma influência inabalável para "manter a chama. omissões. a auditoria tem a função de ajudar a reforçar as novas regras.primeiros estágios da fase de normalização. São estes os riscos importantes para organização no final da fase de formação e no início da normalização. que os ativos não estejam sujeitos a perdas. Uma vez que o esforço da renovação ameaça 151 . os sistemas são revistos e as linhas de produto dimensionadas.

ordens de serviço. Controle de qualidade em auditoria O controle de qualidade das atividades visa a estabelecer critérios de avaliação sobre a aderência dos trabalhos realizados pelo Sistema de Controle Interno com relação à observância das normas estabelecidas. da legislação atualizada. claros. no corpo do relatório. atentando-se para: a) a elaboração de papéis de trabalho limpos. A fim de possibilitar a consecução dos objetivos. relacionadas. notas. pastas permanentes. os Órgãos/Unidades de Controle Interno do Poder Executivo Federal manterão sob constante controle e avaliação suas atividades. procedimentos. das ocorrências detectadas que ensejarem sugestões e recomendações aos órgãos ou entidades examinados.dos recursos humanos. c) obediência aos modelos estabelecidos para montagem e apresentação dos relatórios. planejamento dos trabalhos . com observância da fundamentação legal.3. adotando medidas corretivas com vistas ao aperfeiçoamento das mesmas. avaliando-as em todas as etapas quanto à sua eficiência e eficácia e identificar os possíveis desvios ocorridos e suas causas. certificados.aqueles que permaneceram no amadurecido e envelhecido estádio de plenitude. objetivos. conteúdo técnico e terminologia apropriada. observando critérios uniformes. ofícios e memorandos." 2. com os seguintes e importantes aspectos: I. II. b) comprovação satisfatória. materiais e instrumentais. conclusivos e corretamente referenciados. junto aos papéis de trabalho. 152 .de forma a adequar suas atividades às reais necessidades a curto.deve ser desenvolvida. d) distribuição dos assuntos. normas específicas. III. é importante que não se perca a "alma da organização. parâmetros previamente estabelecidos e atividades harmônicas em relação às ações desenvolvidas por outras áreas do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal e unidades de auditoria interna das entidades. entre outras. quando necessária. médio e longo prazos. pareceres. papéis de trabalho. organização administrativa . execução dos trabalhos .

e k) conclusão objetiva. seriedade. h) eventual existência de interpretações ou conclusões subjetivas que evidenciem pontos de vista pessoais. sem explanações muito extensas. que transmita. com o objetivo de alimentar o ciclo da metodologia dos trabalhos no âmbito do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. O monitoramento tem por finalidade básica. nas sugestões/recomendações. o planejamento. Nesse sentido. ofensivos. a execução e a comunicação dos resultados devem ser supervisionados e continuamente analisados e avaliados pelo gerente responsável pela área de atuação. objeto de exame. O monitoramento deve contribuir para o alcance dos objetivos dos trabalhos do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. coerente com o assunto enfocado.e) observância às normas ortográficas e gramaticais na redação dos relatórios. desenvolvimento das equipes e aprimoramento dos trabalhos. por parte da equipe. e ressalvas oportunas condizentes com os itens que expressam claramente o erro ou impropriedade detectada. às pessoas que os tenham praticado. que nada acrescentem ao trabalho. atendo-se mais à eficiência e segurança dos controles internos administrativos e não. desenvolver metodologias. constituindo-se em processo usado como orientação. consideração e respeito aos responsáveis e dirigentes dos órgãos e entidades examinadas. f) elaboração de comentários sucintos sobre os assuntos enfocados. não calcados em provas substanciais ou fatos devidamente comprovados. corrigir desvios e garantir os objetivos previstos. g) não utilização de termos dúbios. obscuros. i) análise dos atos e fatos. com isenção e bom senso. j) redação clara e objetiva. Monitoramento fiscalização): (Análise dos trabalhos de auditoria e A etapa de monitoramento compreende a revisão dos trabalhos realizados com base nas normas e objetivos previamente estabelecidos. desnecessárias ou inexpressivas. O papel do monitoramento dos trabalhos é identificar e localizar as falhas 153 . especificamente.

externos financiando total ou h) os critérios para a seleção dos beneficiários. g) a existência de recursos parcialmente as Ações. mapear as políticas públicas afetas a cada Ministério ou Órgão equivalente. d) as razões de implementação. detalhar as informações envolvendo a descrição dos Programas essenciais e a identificação das Ações que os compõem. segundo critérios definidos com bases estratégicas. Planejamento O planejamento das ações de controle adotado pelo Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal deve observar os procedimentos e seqüência abaixo: I. de cada uma delas. identificando. V. baseada em critérios políticos e estratégicos definidos. na execução e na comunicação dos resultados com vistas a indicar as correções a serem feitas. III. II. c) a documentação legal que lhes dá suporte. Na conformação atual da classificação orçamentária. dentre outros itens: a) os objetivos e as metas. e) as formas de execução e os mecanismos de implementação. 2.4. promover a hierarquização no nível das Ações de cada Programa. em geral. relevância e criticidade. inclusive em relação ao projeto global de governo. elaborar o relatório de situação das Ações selecionadas. 154 . b) os órgãos responsáveis. f) a clientela e o público alvo. com identificação dos macro-objetivos. de modo a evidenciar a importância estratégica. dos recursos previstos. esse exercício de hierarquização se faz em nível de Programa por ser esse o que apresenta. no sentido de se alcançarem os objetivos colimados. a definição consistente de limites e abrangência. bem como riscos baseados em materialidade.ou distorções existentes no planejamento. dos agentes responsáveis e interfaces. IV. promover a hierarquização dos diversos programas/programações governamentais.

inclusive de controle social. incluindo levantamento dos pontos críticos e frágeis capazes de impactar a execução e a definição da abordagem de controle a ser adotada. j) os mecanismos de controle. e VII. VI.i) as formas de divulgação que serão utilizadas para mobilizar a clientela. elaborar o plano estratégico da Ação selecionada. elaborar o plano operacional de cada divisão de trabalho definida na abordagem da Ação. mapear as políticas públicas hierarquização dos programas/programações detalhar as informações promover a hierarquização relatório de situação plano estratégico l Plano operacional 155 . bem como sobre o exercício atual. que terá por foco os pontos críticos identificados. e k) as informações a respeito das ações do Sistema de Controle Interno no exercício anterior. definição de instrumentos e do período de realização dos trabalhos. quando for o caso. com identificação das ações de controle a serem realizadas.

3 desta aula. Este processo permanente de trabalho permite. Neles são registrados dados da programa fiscalizado. por meio da reavaliação. podendo ser por ele elaborados ou obtidos de qualquer outra fonte. Os Papéis de Trabalho são a base física da documentação das atividades de auditoria e fiscalização. à compreensão sobre o funcionamento dos Programas e respectivas Ações ou equivalentes. Programas de auditoria Ver item 1. efetuada a cada novo conjunto de dados e informações obtidas. as etapas pela equipe responsável.A metodologia de trabalho adotada abrange os aspectos pertinentes ao conhecimento das Ações de cada Ministério. fatos e preliminares e o trabalho efetuado suas conclusões sobre os exames unidade/entidade auditada ou do informações obtidas. bem como realizados. Com base nos registros 156 . Papéis de trabalho Os Papéis de Trabalho . 2.6. bem como avaliação sobre as unidades responsáveis pelas diferentes etapas do processo gerencial de implementação da Política Pública e o planejamento das ações de controle a serem implementadas para avaliação da execução dos Programas de Governo e da Gestão Pública.PT são documentos que fundamentam as informações obtidas nos trabalhos de auditoria e fiscalização do Sistema de Controle Interno.5. à percepção sobre as principais áreas de atuação e pauta política específica. manter o controle sempre atualizado e atuante. 2.

para: a) determinar se o serviço foi feito de forma adequada e eficaz. servir de suporte aos relatórios. a natureza. Registra os fatos. compreendendo a documentação do planejamento. críticas e sugestões. referente a um determinado período de tempo. IV.dos Papéis de Trabalho a equipe responsável irá elaborar. V. constituir um registro que possibilite consultas posteriores. bem como julgar sobre a solidez das conclusões emitidas. as causas e conseqüências dos atos de uma gestão. auxiliar na execução dos exames. oportunidade e extensão dos procedimentos. o suporte nuclear da opinião de uma equipe de controle. o servidor do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal deve documentar todos os elementos significativos dos exames realizados e evidenciar ter sido a atividade de controle executada de acordo com as normas aplicáveis. a fim de se obter detalhes relacionados com a atividade de controle realizada. Sua finalidade é embasar o posicionamento da equipe com relação às questões apuradas no decurso dos exames. Os Papéis de Trabalho de Execução têm como finalidade: I. fornecer um meio de revisão pelos superiores. 157 . bem como no programa de trabalho de auditorias e fiscalizações. bem como o julgamento exercido e as conclusões alcançadas. desde o planejamento até o relato de suas opiniões. Papéis de trabalho de execução constituem-se na documentação dos trabalhos de controle elaborada e/ou colhida durante o processo de verificações “in loco”. III. b) considerar possíveis modificações nos procedimentos adotados. II. Os papéis de execução referem-se às folhas básicas do trabalho. Os papéis de trabalho devem ter abrangência e grau de detalhe suficientes para propiciar o entendimento e o suporte da atividade de controle executada. evidenciar o trabalho feito e as conclusões emitidas. Nos papéis de trabalho.

Trata-se da documentação básica das atividades de controle. Exemplos de papéis de trabalho: Registro das Constatações: Destinado ao registro das verificações significativas detectadas no desenvolvimento dos trabalhos. A elaboração dos papéis de execução representa. Material obsoleto ou substituído deve ser removido e arquivado a parte. Referências cruzadas adequadas e o uso conveniente do arquivo Permanente tornarão tais duplicações desnecessárias. tais como: a) irregularidades. nem duplicados por material neste arquivo. Os papéis de trabalho deverão estar acondicionados em arquivos do tipo permanente e corrente. o registro dos exames feitos e as conclusões resultantes desses trabalhos. A partir desse registro são desdobrados os resultados dos trabalhos. O arquivo permanente deve conter assuntos que forem de interesse para consulta sempre que se quiser dados sobre o sistema. com base em cada relatório. e 158 . Os papéis e anexos dessa natureza não devem ser incluídos nos arquivos correntes. os papéis de trabalho correntes devem constituir um registro claro e preciso do serviço executado em cada período coberto pelos exames. mas devem ser conservados somente no permanente. o mais importante momento de documentação dos trabalhos de controle. do tipo corrente. deficiências e impropriedades. Os arquivos correntes de papéis de trabalho devem conter o programa de auditoria e fiscalização. Os papéis de trabalho. Os anexos juntados ao arquivo permanente constituem parte integrante dos papéis de trabalho para cada serviço e devem ser revistos e atualizadas a cada exame. a ser elaborado de forma concisa. utilizados nas atividades de campo são considerados os mais importantes elementos documentais do trabalho do servidor do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. assim.A utilização das folhas de registro dos exames tem por finalidade documentar as verificações e exames efetuados no campo. numa pasta permanente separada. para fins de registro. Juntamente com o arquivo Permanente. Objetiva possibilitar a criação de um banco de dados relevantes sobre os órgãos ou entidades. área ou unidade objeto de controle.

Solicitação de Auditoria . do mandamento operacional efetivo. tomadas em conjunto. Os Procedimentos e as Técnicas de Auditoria constituem-se em investigações técnicas que. exatidão e validação dos dados produzidos pelos sistemas 11 Veja mais sobre testes de auditoria na aula 01 159 . emitido antes ou durante o desenvolvimento dos trabalhos de campo. em outra oportunidade. Trata-se ainda. O fundamental é descrever o que se deve fazer. o Procedimento representa a essência do ato de auditar. Procedimentos e políticas / Entrevista e interpretação das informações / Testes de auditoria11 O auditor responsável deverá estabelecer políticas e procedimentos para orientar a atividade de auditoria.b) fatos que mereçam exames mais profundos. ou seja. como deve ser o exame. 2. justificativas e outros assuntos relevantes. por fugirem ao escopo dos trabalhos realizados. são as ações necessárias para atingir os objetivos nas normas auditoriais. permitem a formação fundamentada da opinião por parte do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. b) testes substantivos: visam à obtenção de evidências quanto à suficiência.Documento utilizado para formalizar pedido de documentos. Procedimento de auditoria é o conjunto de verificações e averiguações previstas num programa de auditoria. definindo o ponto de controle sobre o qual se deve atuar. Esse abrange testes de observância e testes substantivos: a) testes de observância: visam à obtenção de razoável segurança de que os procedimentos de controle interno estabelecidos pela Administração estão em efetivo funcionamento e cumprimento. Também chamado de comando.7. informações. que permite obter evidências ou provas suficientes e adequadas para analisar as informações necessárias à formulação e fundamentação da opinião por parte do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal.

Análise Documental . A técnica pressupõe a verificação desses registros em todas as suas formas. IV. dividindo-se em testes de transações e saldos e procedimentos de revisão analítica. relevantes e úteis para conclusão dos trabalhos. a execução de exames desnecessários e o desperdício de recursos humanos e tempo. II. III. É necessário observar a finalidade específica de cada técnica auditorial.exame usado para testar a efetividade dos controles. Técnica de Auditoria é o conjunto de processos e ferramentas operacionais de que se serve o controle para a obtenção de evidências. VII.revisão das memórias de cálculos ou a confirmação de valores por meio do cotejamento de elementos numéricos correlacionados. Exame dos Registros – verificação dos registros constantes de controles regulamentares. Inspeção Física . mapas e demonstrativos formalizados. Uma das técnicas. elaborados de forma manual ou por sistemas informatizados. V.exame de processos. de modo a constatar a adequação dos cálculos apresentados. atos formalizados e documentos avulsos.contábil e administrativos da entidade. autônomas e distintas. VI. Conferência de Cálculos . particularmente daqueles relativos à segurança de quantidades físicas ou qualidade de bens tangíveis. relatórios sistematizados. da fidedignidade das informações obtidas internamente. Confirmação Externa – verificação junto a fontes externas ao auditado. A evidência é coletada sobre itens tangíveis. Correlação das Informações Obtidas . 160 . As inúmeras classificações e formas de apresentação das Técnicas de Auditoria são agrupadas nos seguintes tipos básicos: I.cotejamento de informações obtidas de fontes independentes. com vistas a evitar a aplicação de técnicas inadequadas. no interior da própria organização. para a obtenção de dados e informações. adequadas.uso de entrevistas e questionários junto ao pessoal da unidade/entidade auditada. consiste na circularização das informações com a finalidade de obter confirmações em fonte diversa da origem dos dados. as quais devem ser suficientes. Indagação Escrita ou Oral . Essa técnica procura a consistência mútua entre diferentes amostras de evidência.

VIII. 161 . É um método utilizado quando se necessita obter informações sobre um ou mais aspectos de um grupo de elementos (população) considerado grande ou numeroso. Corte das Operações ou “Cut-Off” . unidades. 12 Veja mais sobre amostragem estatística na aula 01. setores. órgãos e procedimentos interligados. IX. As informações obtidas dessa parte somente poderão ser utilizadas de forma a concluir algo a respeito do grupo. com exame de documentos. e d) avaliação e conclusão. problemas ou deficiências que de outra forma seriam de difícil constatação.corte interruptivo das operações ou transações para apurar. X. A amostragem tem como objetivo conhecer as características de interesse de uma determinada população a partir de uma parcela representativa. A amostragem é também aplicada em função da necessidade de obtenção de informações em tempo hábil. c) comparação do comportamento observado com os padrões. Rastreamento . b) observação da sua execução. observando apenas uma parte do mesmo (amostra). em casos em que a ação na sua totalidade se torna impraticável. Observação das Atividades e Condições – verificação das atividades que exigem a aplicação de testes flagrantes. 2. a dinâmica de um procedimento. Representa a “fotografia” do momento-chave de um processo. visando dar segurança à opinião do responsável pela execução do trabalho sobre o fato observado. Os elementos da observação são: a) a identificação da atividade específica a ser observada.investigação minuciosa. de forma seccionada. com a finalidade de revelar erros. Amostragem estatística12 O método de amostragem é aplicado como forma de viabilizar a realização de ações de controle em situações onde o objeto alvo da ação se apresenta em grandes quantidades e/ou se distribui de maneira bastante pulverizada. como um todo caso esta seja representativa.8.

Uma dessas razões é a economicidade dos meios. bem como ter. ela deve possuir as características de todos os elementos da mesma. Potencialmente. a amostra obtém essa característica quando ela é tomada ao acaso. Para uma amostra ser considerada representativa de uma população. tais como: a) quando a população é considerada muito pequena e a sua amostra fica relativamente grande. e c) quando há necessidade de alta precisão recomenda-se fazer censo. tornando o trabalho do servidor bem mais fácil e adequado. O método de amostragem se subdivide em dois tipos: o probabilístico e o não-probabilístico. Além disso a operacionalidade em pequena escala torna mais fácil o controle do processo como um todo. mesmo que a população não seja pequena. que depende da forma de seleção e do tamanho da amostra. a confiabilidade dos dados é maior devido ao número reduzido de elementos. Existem várias razões que justificam a utilização de amostragem em levantamentos de grandes populações. Outro fator de grande importância é o tempo.A representatividade é uma característica fundamental para a amostra. b) quando as características da população são de fácil mensuração. é o fato de que com a utilização da amostragem. Outra razão. o uso de amostra também se justifica. evitando erros nas respostas. existem casos onde não se recomenda a utilização de amostragem. Porém. conhecida a probabilidade de ocorrência de cada elemento na sua seleção. 162 . pois onde as informações das quais se necessitam são valiosas e tempestivas. que nada mais é do que o exame da totalidade da população. Onde os recursos humanos e materiais são escassos a amostragem se torna imprescindível. pode-se dar mais atenção aos casos individuais.

A principal característica do método de amostragem não-probabilístico é que este se baseia, principalmente, na experiência do servidor, sendo assim, a aplicação de tratamento estatístico a seus resultados se torna inviável, bem como a generalização dos resultados obtidos através da amostra para a população. Essa limitação faz com que o método não sirva de suporte para uma argumentação, visto que a extrapolação dos resultados não são passíveis de demonstração segundo às normas de cálculo existentes hoje. Contudo, é inegável a sua utilidade dentro de determinados contextos, tal como, na busca exploratória de informações ou sondagem, quando se deseja obter informações detalhadas sobre questões particulares, durante um espaço de tempo específico. Já o método de amostragem probabilístico tem como característica fundamental o fato de poder ser submetido a tratamento estatístico, sendo, portando, os resultados obtidos na amostra generalizáveis para a população. Para tanto, a amostragem estatística conta com uma série de formas diferentes de obtenção do tamanho da amostra. Uma dessas formas é a Amostra Aleatória Simples que tem como característica que cada elemento da população tem a mesma chance de pertencer à amostra. Considera-se para isso que os elementos da população em questão estão distribuídos de maneira uniforme. Nas demais formas ou métodos de amostragem, pelo fato dos elementos não se processarem de maneira homogênea na população, se faz necessário dispor de técnicas mais sofisticadas na obtenção do tamanho e seleção da amostra.

Para se obter uma amostra se faz necessário obter alguns elementos fundamentais, sem os quais fica impraticável o uso da técnica. O elemento primordial para se elaborar um plano amostral é saber exatamente qual o objetivo da ação de controle, ou seja, o que se deseja obter com os resultados e de posse deles a quais conclusões deseja-se chegar. Pois quando os objetivos da ação estão bem definidos fica claro o estabelecimento de qual é a população alvo a ser considerada para a elaboração da amostra, bem como a definição das

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unidades de amostragem (elementos). A partir do conhecimento da população objeto de estudo e seus elementos é que se torna possível conhecer como essa população se distribuí entre os seus elementos, para a partir daí ser definido o método de amostragem a ser adotado, bem como todas as suas considerações “a priori”. Outro fator importante a ser definido anteriormente é a precisão que se deseja, ou seja, o máximo que se admitirá de erro para os resultados obtidos na amostra. Além disso, é importante que a seleção dos elementos da amostra seja rigorosamente aleatória, essa exigência é necessária pois, se na seleção da amostra não for garantida a aleatoriedade significa que o servidor está influenciando com seu juízo pessoal na escolha dos elementos da amostra e colocando assim em risco todo o trabalho realizado, pois as informações obtidas a partir daquela amostra enviesada irá trazer resultados equivocados a respeito do universo em questão.
Uma amostra mal dimensionada, e sem aleatoriedade é tendenciosa, levando o servidor a conclusões errôneas.

Existem situações onde não é possível a obtenção de informações a respeito da população e sua distribuição, seja pelo fato de a obtenção dessas informações ser muito dispendiosa, ou seja pelo fato de se levar muito tempo para essas serem concluídas. Ou mesmo, pelo fato do acesso às mesmas somente ser possível no ato da ação de controle. Sendo assim, é usual a utilização de tabelas aplicadas ao Controle Estatístico de Qualidade, com a definição prévia do risco que se deseja assumir, ou seja, qual o limite máximo de itens ou elementos irregulares aceitáveis para se considerar uma situação regular, através do qual o tamanho da amostra é dimensionada. A utilização dessas tabelas deve ser feita com muito critério, pois os resultados obtidos das amostras provenientes delas são bastante específicos. Tais situações específicas devem ser devidamente estudadas pois essas tabelas não são de aplicação generalizada, sendo portanto necessário o estudo de cada caso em separado, mensurando as vantagens e desvantagens da sua utilização. Diante do exposto, e do fato de que o Pedido de Ação de Controle é disponibilizado conforme o Plano Amostral elaborado é necessário que o planejador da ação conste no relatório final de acompanhamento todas

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as considerações adotadas na elaboração do mesmo, tais como: nível de confiança, margem de erro, método de amostragem escolhido, divisões da população, caso seja a nível nacional, ou estadual, ou municipal, ou ainda, por tipos de ocorrência. Materialidade, Relevância e Criticidade As variáveis básicas utilizadas em todas as fases do processo de planificação dos trabalhos de controle são fundamentais, sendo que, determinadas variáveis apresentam-se com maior destaque ou contribuição para o processo. Essas variáveis são: a) Materialidade; b) Relevância; e c) Criticidade. A materialidade refere-se ao montante de recursos orçamentários ou financeiros alocados por uma gestão, em um específico ponto de controle (unidade, sistema, área, processo, programa ou ação) objeto dos exames de auditoria ou fiscalização. Essa abordagem leva em consideração o caráter relativo dos valores envolvidos. A relevância significa a importância relativa ou papel desempenhado por uma determinada questão, situação ou unidade, existentes em um dado contexto. A criticidade representa o quadro de situações críticas efetivas ou potenciais a auditar ou fiscalizar, identificadas em uma determinada unida de ou programa. Trata-se da composição dos elementos referenciais de vulnerabilidade, das fraquezas, dos pontos de controle com riscos latentes, das trilhas de auditoria ou fiscalização. Deve-se levar em consideração o valor relativo de cada situação indesejada. A criticidade, é ainda, a condição imprópria, por ilegalidade, por ineficácia ou por ineficiência, de uma situação gestional. Expressa a não-aderência normativa e os riscos potenciais a que estão sujeitos os recursos utilizados. Representa o perfil organizado, por área, dos pontos fracos de uma organização.

2.9. Eventos ou transações subseqüentes Reveja a aula 03.

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2.10. Revisão analítica, conferência de cálculo, confirmação e observação Reveja a aula 01.

2.11. Procedimentos de auditoria em áreas específicas das demonstrações contábeis 2.11.1. Presunção de omissão de receitas13 a) Ativos ocultos ou fictícios e Passivos Ocultos ou fictícios Duas das maiores preocupações dos auditores em geral correspondem aos ativos fictícios e aos passivos ocultos. Os primeiros correspondem a bens e direitos registrados no patrimônio mas que simplesmente inexistem. Caso real: determinado empresário paga compromissos pessoais com recursos financeiros da empresa e ordena ao contador que os valores sejam registrados como “ Despesas Diversas” de determinado cliente, da forma abaixo (lançamento contábil): D – Despesas Diversas C – Caixa O gasto registrado não tem respaldo e foi lançado somente para “fechar”a contabilidade. O passivo oculto compreende dívidas (obrigações) não registradas ou registradas a menor. É, portanto, oculto para a contabilidade, mas existe, de fato. Exemplificando: determinado funcionário dispensado pela entidade impetrou uma reclamação trabalhista que não foio registrada. Alguns autores, ao comentarem as diferenças entre o primeiro e o segundo caso, relatam que um é o oposto do outro: um é contabilizado
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Tércia Maciel Gomes – Lira Alves Desenvolvimento Empresarial - 2005

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mas não existe; o outro existe, mas não é contabilizado. A apuração dessas situações é feita por meio de testes, cuja direção (metodologia) varia em função da natureza de cada conta.

Bens registrados, mas não existem

Obrigações não registradas (ou a menor), mas existem

Fernandes (2000), ao discorrer sobre o assunto, explicita que o saldo de uma conta do balanço patrimonial ou da demonstração do resultado do exercício pode estar errado para mais (superavaliado) ou para menos (subavaliado). Devido a esse risco, todas as contas da contabilidade devem ser testadas para superavaliação e para subavaliação. A experiência tem demonstrado que é mais prático dirigir os testes principais de superavaliação para as contas devedoras (normalmente, as contas do ativo e despesas) e os de subavaliação para as contas credoras. Devido ao fato de as transações na contabilidade serem registradas pelo sistema de partidas dobradas, quando se testam as contas devedoras para superavaliação, às contas credoras também estão sendo testadas indiretamente nessa mesma direção. Por exemplo, se durante o exame das demonstrações contábeis de uma empresa, para o ano findo em 31/12/19XO, o auditor descobre que as despesas de pessoal estão superavaliadas, em função de os salários do mês de janeiro de 19X1 terem sido provisionados indevidamente em 19XO, é evidente que a conta credora de salários a pagar, classificada no passivo circulante, também está superavaliada. Da mesma forma, quando se testam as contas credoras para subavaliação, às contas devedoras estão sendo testadas secundariamente nessa mesma direção. Por exemplo: por ocasião da auditoria da conta credora de fornecedores a pagar (testado para subavaliação), o auditor descobre que uma fatura de compra de matéria-prima não foi registrada na contabilidade; conseqüentemente, as contas de fornecedores a pagar e matéria-prima (conta devedora classificada no grupo de estoques do ativo circulante) estão subavaliadas.

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b) Saldo credor na conta caixa O fato de a escrituração do contribuinte indicar saldo credor de Caixa constitui presunção legal de omissão de receitas. Dentre as inúmeras decisões do Conselho de Contribuintes a respeito da matéria, destacamos: Acórdão 107-04.318 – 1º CC-MF/7ª Câmara de 20/0897 “Se a reconstituição do saldo da conta Caixa, mediante a exclusão de valores representados por cheques que, embora destinados a suprir esta conta, foram compensados em razão de depósitos bancários, resultar saldo credor, presume-se que o respectivo valor tem origem em receitas emitidas e não tributadas.” c) Suprimentos não comprovados A legislação do Imposto de Renda determina que uma vez provada, por indícios na escrituração do contribuinte ou qualquer outro elemento de prova, a omissão de receita, a autoridade tributária poderá arbitrá-la com base no valor dos recursos de Caixa fornecidos à empresa por administradores, sócios da sociedade não anônima, titular da empresa individual, ou pelo acionista controlador da Companhia, se a efetividade da entrega e a origem dos recursos não forem comprovadamente demonstradas. O Conselho de Contribuintes tem se manifestado repetidas vezes a respeito das operações de reforço de caixa de empresas mediante empréstimos ou aumento de capital social por parte de dirigentes. Ressaltamos, entre as inúmeras decisões: Acórdão 1025, DF/Fortaleza/3ª Turma – de 04/04/2002 “A prova da origem e efetiva entrega dos recursos, tanto para suprimento de caixa, como para integralização de capital, deve ser comprovada por documentação hábil, idônea e coincidente, em datas e valores, por administradores, sócios da sociedade não anônima, titular da empresa individual ou pelo acionista controlador da companhia.”

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d) Diferenças em levantamentos quantitativos por espécie A legislação vigente estabelece outra hipótese de presunção legal de omissão de receitas, que consiste na identificação de receitas omitidas através de levantamento, por espécie, das quantidades de matérias primas e produtos intermediários utilizados no processo produtivo da pessoa jurídica. Para efeito de determinação da receita omitida será apurada a diferença, positiva ou negativa, entre as somas das seguintes quantidades:

A Estoques de produtos, no início período, constantes no Registro Inventário + produtos fabricados + matérias primas e produtos intermediários utilizados no período do de

B Produtos vendidos escriturados no Diário + estoques, no final do período, constantes no Registro de Inventário

Diferença positiva: Se a soma de “A” for maior que a de “B” ficará configurada a presunção de venda de produtos sem a emissão ou sem registro de notas fiscais. Diferença negativa: Se, ao contrário, “A” resultar menor que “B”, presumir-se-á que houve compra de matérias-primas ou produtos intermediários com recursos de ingressos não escriturados. Considera-se receita omitida o valor resultante da multiplicação das diferenças de quantidades de produtos ou de matérias-primas e produtos intermediários pelos respectivos preços médios de venda ou de compra, conforme o caso, em cada período de apuração abrangido pelo levantamento.

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também. e) Diferenças em levantamentos econômicos ou financeiros Constituem. a origem dos recursos utilizados nas respectivas operações. a partir da obtenção legítima das informações. regularmente intimado. relativamente às mercadorias adquiridas para revenda. destacamos: Acórdão 1. sem nenhum arbítrio. em montante correspondente ao custo dessas mercadorias. a caracterização e quantificação do ilícito fiscal. não comprove.044 – CSRF-MF/1ª turma – 26/11/90 “A falta de registro contábil e fiscal de aquisição de mercadorias autoriza a presunção de omissão de receita. f) Omissão do registro de pagamento efetuados A não escrituração de pagamentos efetuados pela pessoa jurídica (compras omitidas) caracteriza omissão de receitas. mediante documentação hábil e idônea. mas de forma justa e correta. também. haja vista que a metodologia permite a mais ampla defesa por parte do contribuinte. tem por objetivo. às empresas comerciais.O critério de apuração de receita omitida aplica-se. Essa norma. Dentre as inúmeras decisões do Conselho de Contribuintes a respeito da matéria. ressalvada prova em contrário (tributação que se solidifica quando o contribuinte não apresenta prova que descaracteriza a presunção). presunção legal de omissão de receita. os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto à instituição financeira. que não prejudica a proteção do sigilo bancário. em relação aos quais o titular pessoa jurídica.” Acórdão 103-12.162 1º CC MF/3ª Câmara – de 09/11/93 “A falta de contabilização de compras autoriza a presunção de que os valores dos respectivos custos foram pagos com recursos mantidos à 170 .

inspeção documental para exame da documentação de pagamento e recebimento. Ricardo J. 14 FERREIRA. Aplicações de Liquidez Imediata . investigação e confirmação junto a devedores. investigação e confirmação.Editora Ferreira – 3º Edição.2. Auditoria – Rio de Janeiro . 171 . pela solicitação de informação ao banco (circularização). omitidos. Auditoria dos componentes patrimoniais14 Os procedimentos aplicáveis à auditoria das contas variam de acordo com o auditor. dos resultados da 2. recibos) e investigação e confirmação.inspeção documental (extratos bancários.11. a) Ativo Circulante e Ativo Realizável a Longo Prazo Caixa – Inspeção física (contagem do dinheiro). apresentamos alguns dos procedimentos básicos de auditoria que podem ser aplicados aos principais elementos que compõem o balanço patrimonial. Provisão para Devedores Duvidosos – revisão dos cálculos por meio da conferência da exatidão aritmética do valor e inspeção para verificação dos documentos que serviram como base para fixação dos critérios de cálculo.margem da empresa. revisão dos cálculos de conciliações bancárias. outros podem ser aplicados.” escrituração. de acordo com as circunstâncias. certificados. Além dos procedimentos indicados. portanto. pela solicitação de informações ao banco (circularização). Bancos Conta Movimento – inspeção documental (extratos bancários). CRÉDITOS Duplicatas e Outros Títulos a Receber – inspeção documental dos títulos. A título de exemplificação.

inspeção física. revisão dos cálculos de provisões para perdas. revisão dos cálculos nos casos de depreciação. por intermédio da circularização de pessoas que receberam os valores antecipadamente. estratos de ações escriturais etc. certificados de ações. Produtos Acabados e em Elaboração acompanhamento de inventário.. duplicatas. faturas. IMOBILIZADO Bens de Uso Permanente – Inspeção dos documentos de aquisição de bens tangíveis e contratos representativos de bens intangíveis.ESTOQUES Mercadorias e Matérias – Primas . inspeção documental das notas fiscais. Seguros e Outras Despesas Antecipadas .acompanhamento de inventário. DIFERIDO 172 . conferência dos cálculos na apuração das saídas e dos estoques finais. estatutos e suas alterações. DESPESAS ANTECIPADAS Juros. da aplicação do método da equivalência patrimonial e do custo de aquisição. inspeção física. inspeção física para constatar a existência dos bens. para comprovar a propriedade de imóveis.inspeção documental para a verificação de contratos. Também são aplicáveis os procedimentos de investigação e confirmação. investigação e confirmação com fornecedores de bens móveis e no Registro de Imóveis. b) Ativo Permanente INVESTIMENTOS Participações Permanentes em Outras Sociedades . inspeção e revisão dos cálculos dos documentos e registros da contabilidade de custos. amortização e exaustão acumuladas.inspeção dos documentos e revisão dos cálculos para a verificação dos valores apropriados como despesa do exercício.

investigação e confirmação do registro dos atos de constituição e alterações.inspeção pelo exame de documentos (títulos. laudos de peritos etc).Inspeção dos documentos relativos a recebimentos antecipados e revisão dos cálculos para a verificação dos valores apropriados ao resultado do exercício.inspeção pelo exame de contrato ou estatuto e suas alterações. c) Passivo Circulante e Passivo Exigível a Longo Prazo Fornecedores – Inspeção pelo exame dos documentos de compra e investigação e confirmação mediante circularização de fornecedores. Reserva de Reavaliação . d) Resultado de exercícios futuros Receitas de Exercícios Futuros . Empréstimos e Financiamentos Bancários – Inspeção pelo exame dos contratos e títulos representativos das dívidas e investigação. escrituras etc) e investigação e confirmação mediante circularização de pessoas relacionadas aos fatos geradores das reservas. revisão dos cálculos e verificação dos documentos no caso dos custos e despesas correspondentes às receitas de exercícios futuros. revisão dos cálculos no caso da amortização acumulada. 173 . Reservas de Capital . por meio de circularização de bancos.inspeção pelo exame de documentos (atas de assembléias de acionistas. contratos.Despesas Pré – Operacionais e Outras Despesas Diferidas – inspeção dos documentos e revisão dos cálculos para a verificação dos valores apropriados como despesa do exercício. e) Patrimônio Líquido Capital Social .

2 – as despesas e receitas antecipadas ou diferidas estão corretamente apresentadas em contas patrimoniais.11.as notas explicativas esclarecem os principais critérios adotados em relação à apropriação das receitas e despesas. 15 FERREIRA. os elementos obtidos na confirmação (circularização) servem também para a auditoria da receita de vendas a prazo.2. o auditor está também verificando a correção dos saldos das despesas com provisões e depreciação. Quando o auditor examina as duplicatas a receber. Auditoria das contas de resultado15 A auditoria das contas de resultado tem como objetivo verificar se: 1. em função do uso do método das partidas dobradas.Editora Ferreira – 3º Edição. Os procedimentos aplicados sobre as contas patrimoniais também têm reflexos sobre as contas de resultado. 3. Auditoria – Rio de Janeiro . 4 – Foram apropriadas todas as despesas correspondentes às receitas realizadas no período.as receitas e despesas foram apropriadas de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade. O auditor deve fazer a análise do comportamento das receitas e despesas (revisão analítica). Ao auditar os estoques. o auditor obtém elementos que servem para a auditoria do custo das mercadorias vendidas. inspeção de atas. Ricardo J. 2. Ao revisar os cálculos das provisões e da depreciação acumulada. relatórios e demais documentos que justifiquem a constituição.Reservas de Lucros – verificação dos cálculos feitos na constituição das reservas. procurando identificar variações que lhe pareçam anormais e que mereçam uma verificação mais detalhada dos documentos. 174 . aplicados uniformemente em relação ao exercício anterior.

Auditoria – Rio de Janeiro . bem como os elementos dos resultados. O corte das transações é feito principalmente para a verificação da observância do princípio da Competência. de forma a se constatar se as receitas e despesas foram registradas no período ao qual pertencem. As mercadorias adquiridas no ano 2. A inspeção é adotada em relação às contas de resultado no que diz respeito ao exame de documentos e livros. É o caso. a melhor ocasião para a adoção dos procedimentos de auditoria das contas de resultado é a data do encerramento do exercício. dos estoques de mercadorias e das duplicatas a receber. que podem incluir: 1 – determinação do momento em que os registros contábeis auxiliares e os documentos a eles relacionados refletem o levantamento do inventário. 2 – pedido de informação a clientes. por exemplo. não envolve a verificação da existência de ativos tangíveis. mais diretamente. o auditor deve realizar os testes de corte. As informações obtidas por meio desses procedimentos se destinam. 175 . 2.3.Em regra. Ricardo J. fornecedores e bancos quanto a direitos e obrigações que devam estar indicados nas demonstrações de determinado exercício. Quando os controles internos da entidade auditada são considerados inadequados. às contas patrimoniais. não podem constar do inventário do ano 1. a confirmação e a observação não são feitas propriamente para as contas de resultado. Para se assegurar de que não existem valores de um exercício registrados em exercício anterior ou posterior. 16 FERREIRA. existem elementos patrimoniais em relação aos quais os procedimentos de corte também são aplicáveis. por exemplo. Em geral.11.Editora Ferreira – 3º Edição. Todavia. TESTES DE CORTE (“CUT – OFF”)16 As demonstrações contábeis objeto da opinião do auditor devem contemplar a situação do patrimônio da entidade na data do encerramento de cada exercício auditado.

As técnicas a serem desenvolvidas para validação das informações expostas a seguir foram desenvolvidas por Vale. b) Conferência dos valores lançados como receitas e despesas executadas. com vistas à confirmação da remessa das mercadorias aos clientes até a data do balanço (a realização da receita de vendas ocorre no momento da entrega das mercadorias ao cliente.1. Obs: Na próxima aula estaremos estudando os procedimentos complementares aplicáveis a receitas e despesas orçamentárias e extra-orçamentárias. em cuja análise é efetuada a conferencia minuciosa dessas cifras. em relação a toda a documentação referente à execução financeira da entidade auditada. em relação aos valores constantes nos registros de acompanhamento da execução orçamentária. especiais e extraordinários). 3. e) Verificação da existência de irregularidade na execução da receita e da despesa. d) Verificação e análise do resultado (superávit/déficit) dos orçamentos correntes e de capital executados. Balanço Orçamentário Os procedimentos a serem aplicados para atestar as informações constantes no balanço orçamentário seriam os seguintes: a) Conferência dos valores lançados como receitas previstas e despesas fixadas. 176 .3 – confronto das notas fiscais de venda emitidas até a data do encerramento do exercício com os documentos de despacho. que impliquem na elaboração incorreta do balanço orçamentário. em relação aos valores constantes no balanço financeiro. c) Conferência dos valores lançados como créditos adicionais (suplementares. Procedimentos aplicáveis a receitas e despesas orçamentárias e extra-orçamentárias. bem como do resultado geral da execução orçamentária. em relação aos valores constantes no orçamento anual. Vejamos cada caso: 3.

c) Participações permanentes relevantes em outras empresas não vinculadas: não são reconhecidas pela equivalência patrimonial conforme determina o Princípio da Oportunidade. os Princípios Fundamentais de Contabilidade estabelecidos por meio da Resolução n. pois representam ativos permanentes colocados à disposição da coletividade. º 9. b) Depreciações. ° 750/93 do CFC: a) Previsões por perda em ativos: contrariam os Princípios da Prudência e da Competência quando deixam de registrar em cada período a provisão. seu reconhecimento ocorre apenas no momento da realização dos ativos pela diferença entre o valor original e o de mercado expresso no valor da venda.429. Embora não impactem apenas um sistema contábil em especial.f) Apontamento das falhas e omissões constatadas. serem registrados no ativo permanente em obediência aos Princípios da Oportunidade e da Entidade. Sua adoção. os itens abaixo listados não são observados pela Contabilidade Governamental. fazendo-o no momento da ocorrência afetiva da perda. Devem. da Oportunidade e da Competência. contrariando. pois. como função governamental. amortizações e exaustões: não são registradas em cada período para lançar contra o resultado conforme determina o Princípio da Competência. a priori. d) Atualização dos ativos não monetários e do saldo patrimonial: não é reconhecida em cada período de apuração como determinam os Princípios de Atualização Monetária (observada a Lei n. não devem ser considerados como despesas efetivas e sim como despesas por mutações patrimoniais. no molde do setor empresarial. 177 . e sim reconhecidas somente pelos dividendos recebidos. g) Outras verificações que se fizerem necessárias. possibilitará maior aproximação do valor da substância patrimonial ao de mercado. que estabelece as situações em que deve ser procedida). transferindo-lhe de forma permanente e contínua benefícios. e) Bens de uso comuns do povo: esses valores indicam o potencial da entidade para atingir sua finalidade possibilitando o desenvolvimento econômico e social e o bem-estar social.

com a finalidade de apurar-se o efetivo saldo de caixa e bancos. destacando a origem dos 178 . g) Apontamento das falhas e omissões constatadas. que deverá ser assinado pelos auditores. em espécie. Vale defende que os procedimentos a serem aplicados na auditoria financeira obedecem. normalmente. em etapas distintas e seqüenciais. realizado no momento inicial da auditoria. Caso não se tenha acesso aos mesmos no mento inicial da auditoria. à seguinte seqüência: a) Análise preliminar de toda a documentação necessária à realização da auditoria. c) Levantamento financeiro. para que estes não sejam abertos sem a presença dos auditores. os procedimentos comuns. a análise restringir-se-á aos balancetes do período em exame.2. b) Roteirização dos serviços a serem executados durante a auditoria. d) Procedimento da auditoria da receita.f) Receitas lançadas e não recebidas ao término do exercício: reconhecer como variações independentes da execução orçamentária todos os valores a receber reconhecidos. e) Processamento da auditoria da despesa. 3. no momento em que deles a administração tomar conhecimento independentemente de sua constituição definitiva. pelo tesoureiro e pelos demais responsáveis pelo setor financeiro da entidade auditada. numa só etapa. caso a auditoria refira-se a todo o exercício financeiro. Especificamente em relação ao levantamento financeiro (verificação da conformidade entre os saldos financeiros reais e documentais da entidade auditada). reunindo. Balanço Financeiro Resumidamente. as seguintes etapas devem ser seguidas: a) Conferência dos valores. f) Análise do balanço financeiro. de natureza tributária ou não. Caso contrário. colocarse-á um aviso no cofre ou na porta da tesouraria. a) Emissão do termo de conferências de caixa. existentes na tesouraria. e. os procedimentos diferenciados.

Declaração. • • • d) Recebimento e conferência da documentação. da seguinte documentação. referente ao período do levantamento: • Relação das receitas orçamentárias e extra-orçamentárias. contendo o saldo de todas as contas na data do início do levantamento. que deverá ser emitida pelo tesoureiro e pelos demais responsáveis pelo setor financeiro da entidade auditada. anterior. destacando. o banco de valores arrecadados pela tesouraria. além dos que forem lançados no termo de conferência de caixa de que trata a alínea “b”. 3. ou o número da guia de arrecadação. e) Verificação da compatibilidade dos dados constantes no termo de conferência de caixa e nas relações de receitas e despesas com os dados constantes nos respectivos comprovantes e extratos. além dos que forem relacionados e entregues aos auditores. Balanço Patrimonial 179 . Cópia dos extratos de todas as contas bancárias do período a que se refere o levantamento. no caso de receita arrecadada pela tesouraria. sobre a inexistência de qualquer outro documento de despesa. b) Solicitação de declaração.recursos. emitida por cada banco depositário. emitida pelo tesoureiro e pelos demais responsáveis pelo setor financeiro da entidade auditada. especialmente. o número da guia de receita respectiva. o banco. Declaração. através de documento protocolado. sobre a inexistência de qualquer outro valor. • Relação das despesas orçamentárias e extra-orçamentárias. f) Verificação de compatibilidade entre o saldo anterior ao período do levantamento. acompanhada dos respectivos comprovantes. acompanhada dos respectivos comprovantes. em espécie.3. as receitas e despesas (reais) deste o saldo final (real) apurado. c) Solicitação. a conta e o número do cheque respectivo de cada item.

deverá ser processada por meio dos seguintes procedimentos: a) Análise dos balanços e demonstrações das variações patrimoniais. imóveis. etc. em relação aos dados constantes nos demonstrativos e comprovantes respectivos. é efetuada em relação aos valores constantes na documentação comprobatória respectiva. bancos. são conferidos em relação aos dados constantes na documentação comprobatória respectiva.) com os valores constantes nos demonstrativos e comprovantes respectivos. na data da realização do balanço. etc. créditos. títulos e valores. f) Conferência de outros itens do balanço patrimonial. i) Apontamento das falhas e omissões constatadas.) com os valores. os quais. b) Conferência dos valores lançados no ativo financeiro realizável (devedores diversos. cuja conferência. lançados como saldo final no balanço financeiro do exercício. d) Conferência dos valores lançados no passivo financeiro (restos a pagar.) com os valores constantes nos demonstrativos e comprovantes respectivos. e) Conferência dos valores lançados no passivo permanente (dívida fundada e outros) com os valores constantes nos demonstrativos e comprovantes respectivos. deverá ser efetuada através dos seguintes procedimentos: a) Conferência dos valores lançados no ativo financeiro disponível (caixa. dívida ativa. das relações de bens e direitos e dos demonstrativos da despesa de 180 . porventura existentes. etc. Ainda segundo Vale (2001). que demonstra os valores dos bens. bancos em prazo fixo. da mesma rubrica. por sua vez. que impliquem na elaboração incorreta do balanço patrimonial. c) Conferência dos valores lançados no ativo permanente (móveis. da mesma rubrica. bem como o saldo patrimonial da entidade auditada. que compreende os bens e direitos da entidade auditada. etc. depósito. apuradas por meio dos procedimentos de auditoria do ativo e passivo patrimonial.) com os valores. g) Verificação da existência de irregularidades na administração do patrimônio da entidade auditada. a auditoria do ativo. direitos e obrigações. lançados no balanço financeiro. por sua vez. h) Conferência e análise do saldo patrimonial (ativo real líquido ou passivo real descoberto) da entidade auditada.A análise do balanço patrimonial.

quanto à existência. g) Diligenciamento de toda a documentação relativa à dívida ativa. c) Análise dos demonstrativos das obrigações (dívida fundada. depósito. etc. pelos menos. 181 . f) Diligenciamento dos bens móveis de natureza incorpórea (ações. restos a pagar.capital da entidade auditada de. d) Verificação da compatibilidade dos dados constantes na documentação de que tratam as alíneas “a “ e “c” com os preceitos da legislação pertinente ao assunto. m) Análise e apuração de eventuais denúncias de irregularidades sobre a administração do ativo patrimonial da entidade auditada. n) apontamento das falhas e omissões constatadas. Em relação ao passivo. cinco exercícios anteriores ao de realização da auditoria. os motivos e os efeitos da paralisação.) do período a que se referir a auditoria. no período a que se referir a auditoria. h) Diligenciamento de eventuais obras inacabadas.). etc. j) Diligenciamento dos demos itens existentes no ativo patrimonial da entidade auditada no momento da realização da auditoria. c) Análise dos demonstrativos da despesa de capital (obras. material permanente. no entendimento de Vale. que compreende as obrigações da entidade auditada. seriam os seguintes: a) Análise dos balanços e das demonstrações das variações patrimoniais.). bem como da documentação relativa à alienação de bens. b) Verificação da compatibilidade entre os dados constantes nos documentos referidos na alínea anterior. títulos. pelo menos. etc. l) Verificação da compatibilidade dos dados constantes na documentação referida nas alíneas “a” e “c” com os dados resultantes dos o procedimentos de que tratam as alíneas “e” a “j”. i) Análise e diligenciamento da participação da entidade auditada em outras entidades públicas ou privadas. e) Diligenciamento dos bens móveis (material permanente) e imóveis. cinco exercícios anteriores ao de realização da auditoria. bem como dos demonstrativos das obrigações da entidade auditada de. b) Verificação da compatibilidade entre os dados constantes nos documentos referidos na alínea anterior. os procedimentos a serem aplicados. evidenciando o tempo. utilização e conservação dos mesmos.

l) Apontamento das falhas e missões constatadas. e) Diligenciamento da dívida fundada. j) Análise e apuração de eventuais denúncias de irregularidades sobre a administração do passivo patrimonial da entidade auditada. h) Diligenciamento dos demais itens existentes no passivo patrimonial da entidade auditada. apresentadas e divulgadas adequadamente. ainda. Ocorrência – se as transações de fato ocorreram. quanto à existência. obrigatoriedade e execução. de fato. caso exista. quanto à sua legalidade. f) Diligenciamento do saldo de restos a pagar. no momento da realização da auditoria. Abrangência – se as transações foram adequadamente registradas. Direitos e obrigações – se. 4. débitos de tesouraria. que os procedimentos acima explicitados são aplicáveis às três esferas de governo (federal. existem em determinada data.d) Verificação da compatibilidade dos dados constantes na documentação de que tratam as alíneas “a” e “c” com os preceitos da legislação pertinente ao assunto. Vale ressaltar. quanto à sua legalidade.). etc. estadual e municipal). os procedimentos de auditoria são aplicados com vistas a validar os seguintes quesitos. quanto a seus elementos intrínsecos. apresentação e divulgação – se as transações foram mensuradas. Governança e Análise de risco 182 . legalidade e obrigatoriedade das obrigações. obrigatoriedade e liquidação. e Mensuração. i) Verificação da compatibilidade dos dados constantes na documentação referida nas alíneas “a” e “c” com os dados resultantes dos procedimentos de que tratam as alíneas “e” a “h”. Nesse viés. conforme explorado nas primeiras aulas: Existência – se um componente patrimonial realmente existe em certa data. g) Diligenciamento do saldo das obrigações de natureza compensatória (depósito.

4. O papel da auditoria na estrutura de governança De acordo com o estudo realizado em 2001. Os dirigentes do setor privado priorizam o foco da governança.1. Integrity (Integridade): É baseada na honestidade. 3. A ausência de transparência na governança é um dos fatores responsáveis pelos desmandos da gestão pública. normas de propriedade. pelo IFAC (International Federation of Accountants). as prioridades no contexto do setor público. probidade na administração dos recursos públicos e na gestão da instituição. das metas. incluindo a administração dos recursos 183 . objetividade.. pois depende da atitude e da consciência social das pessoas responsáveis pelos setores dos órgãos públicos. das rotinas e. A transparência tornouse um marco da responsabilidade social. No entanto. dos modelos de decisão. também abranger a Gestão do Conhecimento. Opennes (Transparência): é exigido para assegurar que as partes interessadas (sociedade) confiem no processo de tomada de decisão e nas ações das entidades do setor público. Governança no setor público O termo governança refere-se aos processos de como as organizações são administradas e controladas. na sua gestão e nas pessoas que nela trabalham. três princípios fundamentais de governança: 1. são mais difíceis de identificar. foi desenvolvido no setor público.2. que operam com estruturas e modelos de gestão diferentes. Accountability (responsabilidade de prestar contas): é o que as entidades do setor público e seus indivíduos são responsáveis por suas decisões e ações. Na Administração Pública. das responsabilidades. 4. a governança tem que estabelecer a definição clara dos papeis. 2.

como definem a cultura da organização e o comportamento de todos os envolvidos. Relatórios externos: como a organização demonstra a prestação de contas da aplicação do dinheiro público e seu desempenho. uma comissão composta por representantes das principais associações de classe de profissionais ligados à área financeira. o IFAC apresenta as dimensões que as entidades da administração pública devem adotar: • Padrões de comportamento: como a administração da entidade lidera e determina os padrões da instituição. Além dos princípios. da confiança dos relatórios internos e externos. submetendo-se ao escrutínio externo apropriado. Controle: controles estabelecidos pela cúpula administrativa da organização no apoio ao alcance dos objetivos da entidade. como as responsabilidades são definidas e asseguradas.3. em sua essência.públicos e todos os aspectos de desempenho e. regulamentações e políticas internas. da complacência com as leis aplicáveis. Em 1985. e pelos bancos em particular. • • • Se os conceitos de governança forem aplicados e disseminados na organização. Este modelo vem sendo cada vez mais usado pelas empresas no mundo. foi criada. no modelo de trabalho do COSO. 4. que envolvem não só alterações no instrumental e na metodologia.National Commission on Fraudulent Financial Reporting (Comissão Nacional sobre Fraudes em Relatórios Financeiros). podem trazer contribuições significativas para a melhoria da qualidade da gestão. Estrutura conceitual de análise de risco (COSO) A Auditoria Interna vem passando por mudanças bastante profundas. Esta Comissão foi denominada . Estruturas e processos organizacionais: como a administração é designada e organizada dentro da instituição. nos Estados Unidos. como também na sua própria função nas empresas. para estudar as causas da ocorrência de fraudes em relatórios 184 . da efetividade e eficiência das operações. As mudanças têm se baseado. uma iniciativa independente.

185 . efetividade dos controles internos e governança corporativa. John Flaherty é quem ocupa a presidênica. dos contadores. Seu primeiro objeto de estudo foram os controles internos. das empresas de investimento e da Bolsa de Valores de Nova York. O nome “Treadway Comission” foi em homenagem ao primeiro presidente da comissão.Integrated Framework" (Controles Internos – Um Modelo Integrado). representantes da indústria. Treadway. Hoje. É custeado por cinco das principais associações de classe de profissionais ligados à área financeira nos Estados Unidos. a saber: AICPA American Institute Certified Public Accounts AAA FEI IIA IMA American Association Financial International The Institute Auditors Institute of Accountants of Instituto Americano de Contadores Públicos Certificados Americana de Accounting Associação Contadores Executives Executivos Internacional of Financeiros Internal Instituto dos Auditores Internos dos Contadores Management Instituto Gerenciais O Comitê trabalha independente das suas entidades patrocinadoras. O COSO é uma entidade sem fins lucrativos. Em 1992 publicaram o trabalho "Internal Control . voltada à melhoria dos relatórios financeiros através da ética. que são. Posteriormente a Comissão foi convertida em Comitê. geralmente.financeiros/contábeis. James C. que tornou-se referência mundial para o estudo e aplicação dos controles internos. que passou a ser conhecido como COSO – The Comitee of Sponsoring Organizations (Comitê das Organizações Patrocinadoras).

o ponto de partida é a definição e a função do controle interno. estas pessoas podem valer-se de seus conhecimentos e competências para burlar os controles. O controle interno proporciona uma garantia razoável. que deve ser inferior à perda decorrente da consumação do risco controlado. desenvolvido para garantir. o controle interno é um elemento que compõe o processo de gestão. segurança e qualidade dos ativos. 4. com o objetivo principal de auxiliar a entidade atingir suas metas. inclusive com as metas de desempenho. rentabilidade. Conformidade (objetivos de conformidade) com leis e normativos aplicáveis à entidade e sua área de atuação. consignadas pelos valores e enquadramentos corretos. todos os registros devem refletir transações reais. com objetivos ilícitos.Conluio entre empregados: da mesma maneira que as pessoas são responsáveis pelos controles.Para os integrantes do COSO. Confiança nos registros contábeis/financeiros (objetivos de informação): todas as transações devem ser registradas. São eles: 186 . e presentes em todos os controles internos.” Este processo depende das seguintes categorias: • Eficiência e efetividade operacional (objetivos de desempenho ou estratégia): categoria relacionada com os objetivos básicos da entidade. • • De acordo com a definição acima. Com isso eles chegaram a seguinte conclusão: "Controle Interno é um processo. temos os acontecimentos do dia 11/09/2001. Fato que ninguém poderia prever ou controlar. nunca absoluta. sendo responsabilidade de todos. inter-relacionados entre si.Eventos externos: estes eventos estão além do controle de qualquer organização. c. b.4. Como exemplo. com razoável certeza.Custo/benefício: todo controle tem um custo. Elementos de risco e controle O processo de controles internos é constituído de cinco elementos. por alguns motivos relacionados abaixo: a. que sejam atingidos os objetivos da empresa. nos Estados Unidos.

a) Ambiente de Controle: Ambiente de controle é essencial à efetividade dos controles internos. • b) Avaliação e Gerenciamento dos Riscos A existência de objetivos e metas é condição "sine qua non" para a existência dos controles internos. de informação e de conformidade. procedimentos. Certifique-se que os funcionários conhecem responsabilidades e a função de seus serviços.a) Ambiente de Controle. Avaliação de riscos é a identificação e análise dos riscos associados ao não cumprimento das metas e objetivos operacionais. A postura da alta administração desempenha papel determinante neste componente. envolvendo competência técnica e compromisso ético. d) Informação e Comunicação. deixando bem claro aos seus funcionários. Eles devem ser claros. e e) Monitoramento. Código de Ética e Código de Conduta a serem adotados. identificar os riscos que ameacem os seus cumprimento. c) Atividade de Controle. Dicas • • • O ambiente de controle torna-se mais efetivo. b) Avaliação e Gerenciamento dos Riscos. para poder melhor. as políticas. Estas definições podem ser feitas de maneira formal ou informal. à medida que as pessoas têm a sensação que estão sendo controladas. quando o funcionário não agir de acordo com os padrões estipulados pela entidade. os limites de sua autoridade. O ambiente de controle torna-se efetivo quando as pessoas da entidade sabem quais são suas responsabilidades. Este conjunto forma a base para definir como estes riscos serão gerenciados. e o comprometimento de fazerem o que é correto da maneira correta. e se os funcionários sabem qual o padrão de conduta e ética a serem seguidos. Verifique se são tomadas as ações corretivas disciplinares devidas. 187 . suas Verifique se há um plano adequado de treinamento. e tomar as ações necessárias para o gerenciamento dos riscos identificados.

Como e onde podemos falhar? c.Há algum ativo líquido ou de uso alternativo? e.O que pode dar certo ou errado? b. mas cabe à Auditoria Interna fazer uma avaliação própria dos riscos. confrontando-a com a avaliação feita pelos administradores. para evitar surpresas desagradáveis.Com podemos ser lesados? f. o impacto nas operações. A identificação e gerenciamento dos riscos é uma ação proativa.Onde gastamos mais dinheiro.Quais as informações mais importantes e decisões que requerem mais análise? i.Como sabemos se nossos objetivos foram ou não alcançados? g. como auxílio no processo de identificação dos riscos.Quais ativos devem ser protegidos? d. e como faturamos e cobramos nossas vendas? h. no caso de ocorrer o risco. Análise dos Riscos Risco é a probabilidade de perda ou incerteza associada ao cumprimento de um objetivo.Quais atividades regulamentadas? são mais complexas e atividades mais 188 . Uma vez identificados os riscos. considerando os aspectos quantitativos e qualitativos. Por isso deve ser feito um processo de identificação dos riscos para cada objetivo proposto. levando em conta os seguintes aspectos: • • • a probabilidade (freqüência) dos riscos ocorrerem. devemos avaliálos. a.A avaliação de riscos é uma responsabilidade da administração. Perguntas Chaves Sugere-se que o auditor responda as perguntas abaixo. ações necessárias para administrar os riscos identificados.

e assegurarem-se de que as informações necessárias à transação foram checadas. estabelecer alçada operacional para o Comitê de Crédito de uma agência. priorizando as atividades e processos mais críticos e que podem ser melhorados. antes de darem 189 . B] Autorizações (prevenção) . Por exemplo: estabelecer um valor máximo para um caixa pagar um cheque. significa que ele já verificou. Principais atividades de controle e suas respectivas naturezas Quanto à prevenção A] Alçadas (prevenção) . na sistemática de trabalho anterior à do COSO. validou e assegurou que a mesma está em conformidade com as políticas e procedimentos estabelecidos. até mesmo. estabelecer valor máximo dos tetos assumidos por um operador de mercado para cada horizonte de investimento.Quais são nossas maiores exposição ao risco legal? Dicas • • • Certifique-se que a entidade tem uma missão clara. Avalie os riscos ao nível de dependência e setor. Os responsáveis pela autorização devem verificar a documentação. quando executadas a tempo e maneira adequados. e ao nível de processo. aprovar valores.são atividades com limites determinados a um funcionário. permitem a redução ou administração dos riscos. Elas podem ser de duas naturezas: atividades de prevenção ou de detecção.j. e. c) Atividades de Controle São tipos de atividades que.a administração determina os tipos de atividades que necessitam de aprovação de um supervisor para que sejam efetivadas. Elabore um papel de trabalho para cada atividade relevante. As atividades de controle compreendem o que. quanto à possibilidade deste mesmo funcionário assumir posições em nome da instituição. questionar itens pouco usuais. era tratado como controle interno. e que as metas e objetivos estejam formalizados. A aprovação de um supervisor de forma manual ou eletrônica.

fluxos operacionais.os valores de uma entidade devem ser protegidos contra uso.Acompanhamento de uma atividade ou processo. administração de recursos próprios e de terceiros. de forma a antecipar mudanças que possam impactar negativamente a organização. em relação às metas traçadas e aos benchmarks. com o objetivo de identificar dificuldades ou problemas. custódia e inventário. monitoração e questionamento de flutuações abruptas nos resultados de agências. B] Revisões de Desempenho (detecção) . produtos. contratação e pagamento. Quanto à prevenção e detecçao A] Segurança Física (prevenção e detecção) . Jamais devem assinar em branco ou fornecerem sua senha eletrônica. adotando-se ações corretivas apropriadas. carteiras próprias e de terceiros. Elas devem ser de fácil acesso para os funcionários da organização. quando necessário. Também é essencial que as situações adversas identificadas pelas atividades de controles sejam investigadas. As atividades de controle devem ser implementadas de maneira ponderada. monitoração de valores orçados em unidades.sua autorização. e devem definir responsabilidades. temos a 190 . compra ou venda nãoautorizados.são regras internas necessárias ao funcionamento da entidade. A contabilidade e conciliação. visando o lançamento de novos produtos. e. assim como. D] Normatização Interna (prevenção) . normatização (gerenciamento de riscos) e fiscalização (auditoria) devem estar segregadas entre os funcionários. Temos como exemplos: a monitoração do comportamento de usuários de cartões de crédito.é a confrontação da mesma informação com dados vindos de bases diferentes. Quanto à detecção A] Conciliação (detecção) . para avaliação de sua adequação e desempenho. funções e procedimentos. Para melhor controle e proteção destes ativos.a segregação é essencial para a efetividade dos controles internos. adotando as ações corretivas. Ela tanto reduz o risco de erros humanos quanto o risco de ações indesejado. acompanhamento da concorrência. consciente e consistente. acompanhamento contínuo do mercado financeiro (no caso de bancos). políticas corporativas. C] Segregação de Funções (prevenção) . informação e autorização.

onde são colhidas informações necessárias à identificação de riscos e oportunidades. Por outro lado. de maneira formal ou informal. essencial. como por exemplo: conferência de numerário. O processo formal é importante porque reúne informações necessárias ao acompanhamento dos objetivos operacionais. senhas para arquivos eletrônicos. controle de acessos. fornecedores. autoridades e empregados. Por outro lado. desenvolvimento e manutenção de programas e sistemas. controles de aplicativos: são os controles existentes nos aplicativos corporativos. para o bom funcionamento.segurança física. de informação e de conformidade. devem ser identificadas. plano de contingência. verificadas quanto à sua confiabilidade e relevância. Incluem-se neste controle. controle de entrada e saída de funcionários e materiais. a fim de garantir a integridade e veracidade dos dados e transações. arquivo de log do sistema. e devem ocorrer em todas as direções – dos níveis hierárquicos superiores aos níveis inferiores. B] Sistemas Informatizados (prevenção e detecção) . Informações sobre planos. dentro de uma organização. atividades e desempenho de controle devem ser transmitidas a toda entidade. riscos. o processo informal ocorre em conversas e encontros com clientes.os controles constituídos mediante os sistemas informatizados são divididos em dois tipos: • Controles gerais – pressupõe os controles nos centros de processamentos de dados e controles na aquisição. criptografia entre outros. internas ou externas. considerada. ambiente de controle. Exemplos: organização e manutenção dos arquivos de back-up. O processo é determinado formal quando este acontece mediante os sistemas internos de comunicação – que podem variar desde complexos sistemas computacionais à simples reuniões de equipes de trabalho. isto é. os processos de inventário de itens valiosos para a entidade. 191 . as informações recebidas. • d) Informação e Comunicação A comunicação é o fluxo de informações. processadas e comunicadas às pessoas apropriadas. “call-back” para acessos remotos. Exemplo: validação de informação através de checagem das informações com registros armazenados em banco de dados.

o processo de gerenciamento de risco. A aplicação desta técnica contribuirá para a identificação de áreas de melhoria de desempenho bem como para avaliar a capacidade do objeto da auditoria de identificar seus riscos e agir tempestivamente de forma a aumentar as possibilidades de sucesso da iniciativa. A aplicação da técnica permitirá às equipes de auditoria:   identificar riscos que irão afetar o desempenho do programa ou projeto. O verificação de risco é útil como ferramenta de diagnóstico no estágio de formulação do problema de auditoria. auxiliar na formulação do problema de auditoria. 4. avaliação de riscos. Os controles são eficientes quando a alta administração tem uma razoável certeza: do grau de atingimento dos objetivos operacionais propostos. quanto através de avaliações pontuais. atividade de controle. Ele é feito tanto através do acompanhamento contínuo das atividades. 192 . Aplicação da estrutura conceitual de análise de risco É muito importante verificar. regulamentos e normas pertinentes estão sendo cumpridos. de que as informações constadas nos relatórios e sistemas corporativos são confiáveis. revisões eventuais e auditoria interna. Os controles são adequados quando os cinco elementos do controle (ambiente. na fase de análise preliminar do objeto da auditoria.5. a fim de verificar se os controles internos são adequados e efetivos. informação & comunicação e monitoramento) estão presentes e funcionando conforme planejado. e se as leis. A verificação de risco pode identificar se os recursos alocados ao gerenciamento do risco do objeto sob exame estão consistentes com o nível de risco dos objetivos do programa ou projeto em termos de resultado e qualidade na prestação de serviços públicos e na entrega dos produtos almejados. tais como autoavaliação.e) Monitoramento O monitoramento é a avaliação dos controles internos ao longo do tempo.

a existência de controles e estabelecer o impacto e a probabilidade de ocorrência de risco no contexto desses controles. se possível. 193 . sistematizar e estruturar informações relevantes sobre o ambiente de análise.  identificar áreas de risco do programa ou projeto que poderão ser investigadas com profundidade.a partir dos Pontos Fracos e das Ameaças identificadas na análise SWOT (que veremos a seguir) a equipe deverá elaborar uma versão preliminar da verificação de risco para ser discutido com o os gestores. conforme exemplificado na Figura a seguir. em consulta aos gestores. quantificável. 2º Passo – Análise do risco .a análise deve determinar. ou qualificado em uma escala de baixo a alto (vide esquema a seguir). APLICAÇÃO 1º Passo – Identificação dos pontos fracos e ameaças . O impacto e a probabilidade de ocorrência deverão ser combinados de modo a produzir um nível estimado de risco.

elementos essenciais ao planejamento estratégico. Para viabilizar a aplicação destas técnicas nos trabalhos é necessário que a equipe verifique se o objeto da auditoria possui clara definição de "missão". do grupo de administração geral da Harvard Business School. segundo alguns autores. a equipe será capaz de determinar as áreas que poderão ser investigadas pela auditoria com maior profundidade. 4o Passo – tratamento do risco – identificados e avaliados os riscos no diagrama. servindo como guia para organizar a opinião da equipe sobre o objeto da auditoria e o ambiente no qual opera. Além de ser uma ferramenta facilitadora do diagnóstico institucional. Por exemplo:   os riscos de baixo impacto poderão ser aceitos e monitorados. pode ser usada também no âmbito das auditorias de natureza operacional. identificar se a gerência do programa ou projeto desenvolveu estratégia de Tratamento do Risco. por precaução.3o Passo – avaliação do risco – a avaliação do risco permitirá enumerar as prioridades e apresentar as informações para tomada de decisão sobre a forma como os riscos devem ser controlados. para manter um maior controle sobre estas áreas bem como identificar os responsáveis pela situação de risco. A análise SWOT foi desenvolvida pela escola do design. ANALISE SWOT A técnica da análise SWOT integra as metodologias de planejamento estratégico organizacional." 194 . De qualquer forma. A equipe deverá. A aplicação da técnica. "produtos e indicadores" e "metas". os riscos de alto impacto poderão requerer a adoção de medidas alternativas para os programas/projetos ou prestação de serviços. deve ser aplicada anteriormente à formulação estratégica de ação. O modelo proposto pela escola é a "formulação de estratégia que busque atingir uma adequação entre as capacidades internas e as possibilidades externas. também. pode ocorrer quando do diagnóstico estratégico. "objetivos". após a definição da missão ou após o estabelecimento de objetivos de uma determinada organização.

As oportunidades e ameaças são decorrentes de variáveis externas. pode exercer influência. Opportunities (oportunidades) e Threats (ameaças). devendo o auditado planejar como minimizá-las. por vezes. A Figura 2 abaixo descreve cada um desses aspectos. Os pontos fortes e fracos são decorrentes de variáveis internas e controláveis pelo órgão ou programa.A palavra SWOT é um acrônimo formado pelas palavras inglesas: Strengths (forças). Weaknesses (fraquezas). As oportunidades podem propiciar condições favoráveis. enquanto o ambiente externo no qual atua a organização deve ser analisado em termos das oportunidades e ameaças presentes (vide Figura 1). desde que o auditado tenha interesse e condições de usufrui-las. 195 . As ameaças podem criar condições desfavoráveis. mas sobre as quais. Na análise das capacidades internas busca-se identificar as forças e as fraquezas da organização. não diretamente controláveis pelo auditado.

avaliando se seus efeitos são positivos ou negativos sobre o desempenho do objeto de auditoria: 196 . estão listados na Figura 3. a seguir. itens que devem ser verificados ao se formular o diagnóstico do ambiente.A título de exemplificação. sem intenção de esgotar os campos de investigação.

análise de relatórios de atividades de outras instituições e revistas especializadas. as informações colhidas no ambiente interno. As informações sobre oportunidades e ameaças podem estar referenciadas. ecológicas. no microambiente. legais. buscando um novo equilíbrio entre essas variáveis. esta técnica permite à equipe identificar os problemas e as respectivas ações a serem implementadas para corrigi-los. culturais. fornecedores. Essa participação contribui para a elaboração de uma análise capaz de refletir a realidade do objeto de auditoria. políticas. Essas informações podem ser obtidas de diversas fontes. devem revelar condições favoráveis para o auditado ou indicar questões que provoquem situações desfavoráveis em relação ao seu ambiente interno. concorrentes (programas semelhantes de iniciativa de outras esferas de governo). a partir da análise das forças e fraquezas do ambiente interno do objeto da auditoria e das oportunidades e ameaças do ambiente externo. demográficas. sociais. pois são esses atores que melhor conhecem o ambiente no qual atuam.APLICAÇÃO Nos trabalhos de auditoria de natureza operacional. Como mostrado na Figura 3 acima. sobre os pontos fortes e fracos do objeto de auditoria. 197 . No macro-ambiente podem referir-se a situações econômicas. A análise SWOT deve ser elaborada preferencialmente com a participação da equipe responsável pela instituição auditada ou da gerência do programa/projeto avaliado. tecnológicas. a beneficiários. entre elas entrevistas com os usuários.

Recomenda-se ainda que a análise SWOT resultante seja discutida com atores externos como. abrir 2 caixas denominadas ”Oportunidades” e “Ameaças”. A característica principal do brainstorm é a ausência completa de crítica e o julgamento adiado 18 17 198 . que são as Reunião destinada à troca de idéias e conhecimento prático sobre um assunto. 3º passo – na coluna ambiente externo. sob a orientação da equipe de auditoria. 2º passo – na coluna ambiente interno. utilizando um bloco de folhas autocolantes para escrever a opinião dos participantes. sugerem soluções. 4º passo – iniciar “brainstorm18” para o preenchimento do quadro. a equipe prepare uma análise preliminar com base no levantamento de informações realizado. por exemplo. o diagnóstico do ambiente. 5º passo – na caixa “Forças” aplicar as folhas autocolantes correspondentes aos pontos fortes do objeto da auditoria. abrir 2 caixas denominadas “Forças” e “Fraquezas”. mas não a utilize para conduzir a reunião com estes atores. especialistas e integrantes da sociedade civil organizada para introduzir uma visão mais independente ao diagnóstico. Trata-se de um guia que permitirá aos condutores da oficina manterem o foco da discussão e dirigirem questões sobre variáveis não abordadas espontaneamente pelos participantes. passo a passo. Tata-se de uma reunião de interessados aos quais um problema foi exposto e que. vai elaborando. envolvendo os principais responsáveis pela instituição ou programa/projeto auditado que. Recomenda-se que antes de consultar os gestores e gerentes. desenhar 2 colunas denominadas ”Ambiente Interno e Ambiente Externo”. numa sessão de livre associação. Os passos a serem seguidos na oficina são os seguintes: 1º passo – em uma grande folha em branco afixada em quadro ou na sala onde se realiza a oficina.Uma forma de propiciar a participação é por meio da realização de oficinas17.

A análise SWOT fornece. aplicar as folhas autocolantes que registram as características do ambiente externo com potencial para ajudar a organização a atingir ou exceder as metas planejadas. considerando o conjunto de habilidades que a organização já possui. 7º passo – na caixa “Oportunidades”. 8º passo – na caixa “Ameaças”. nova reunião para validar a análise registrada. atentando para os fatores do micro/macro-ambiente. atentando para os fatores do micro/macro-ambiente. 9º passo – analisar a situação com os participantes. aplicar as folhas autocolantes com as características negativas internas que podem inibir ou restringir o desempenho da organização. no que couber. a equipe deve agendar com os gestores responsáveis pelo objeto da auditoria. 6º passo – na caixa “Fraquezas”. identificam-se as ações a serem realizadas para tirar o máximo proveito das oportunidades e dos pontos fortes com o objetivo de minimizar o impacto das ameaças e neutralizar os pontos fracos.características positivas internas que uma organização pode explorar para atingir suas metas. aplicar as folhas autocolantes que correspondem às características do ambiente externo que podem impedir o alcance das metas planejadas. também. em seguida correlacionar os pontos fortes e fracos com as oportunidades e ameaças. Dessa forma. segundo o seu impacto para o auditado. identificar outras fontes de recursos para adquirir o conjunto de habilidades necessárias para o atingimento das metas. para justificar o problema de auditoria e a abordagem a ser adotada pela equipe na busca de respostas para as questões de auditoria. Após consulta aos atores externos e a consolidação das informações obtidas na oficina. A análise propriamente dita (passo 9o acima) deve integrar o corpo do relatório de planejamento. classificando as oportunidades e ameaças. e de nível hierárquico mais alto. elementos para orientar a equipe na formulação de recomendações. Algumas espécies de providências que podem ser sugeridas são:   reavaliar as metas institucionais. 199 .

  

identificar parceiros com a competência necessária para apoiar as atividades a serem desenvolvidas; reformular os processos de trabalho; aprimorar a qualidade dos serviços prestados aos beneficiários.

5. Metodologias e habilidades em auditoria governamental Matriz de Planejamento: Trata-se de uma esquematização das informações relevantes do planejamento de uma auditoria. O propósito da matriz de planejamento é auxiliar na elaboração conceitual do trabalho e na orientação da equipe na fase de execução. É uma ferramenta de auditoria que torna o planejamento mais sistemático e dirigido, facilitando a comunicação de decisões sobre metodologia entre a equipe e os superiores hierárquicos e auxiliando na condução dos trabalhos de campo. A matriz de planejamento é um instrumento flexível e o seu conteúdo pode ser atualizado ou modificado pela equipe, à medida que o trabalho de auditoria progride. Os seguintes elementos compõem a Matriz de Planejamento de Auditoria: • questões de auditoria; • informações requeridas; • fontes de informação; • estratégias metodológicas; • métodos de coleta de dados; • métodos de análise de dados; • limitações; • o que a análise vai permitir dizer.
Embora os itens da matriz de planejamento sejam apresentados seqüencialmente, a definição das questões de auditoria e a escolha das estratégias metodológicas apropriadas acontecem simultaneamente, confrontando-se cada questão com as possíveis estratégias metodológicas.

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QUESTÕES DE AUDITORIA A questão de auditoria é o elemento central na determinação do direcionamento dos trabalhos de auditoria, das metodologias e técnicas a serem adotadas e dos resultados que se pretende atingir. Ao formular as questões e, quando necessário, as subquestões de auditoria, a equipe está, ao mesmo tempo, estabelecendo com clareza o foco de sua investigação e os limites e dimensões que deverão ser observados durante a execução dos trabalhos.

Nesse sentido, a adequada formulação das questões de auditoria é fundamental para o sucesso da auditoria de desempenho operacional ou da avaliação de programa, uma vez que terá implicações nas decisões quanto aos tipos de dados que serão coletados, à forma de coleta que será empregada, às análises que serão efetuadas e às conclusões que serão obtidas. Na elaboração das questões de auditoria deve-se levar em conta os seguintes aspectos: • clareza e especificidade; • uso de termos que possam ser definidos e mensurados; • viabilidade investigativa (possibilidade de ser respondida); • articulação e coerência (o conjunto das questões elaboradas deve ser capaz de esclarecer o problema de auditoria previamente identificado). O tipo de questão a ser formulada terá uma relação direta com a natureza da resposta e o tipo de informação que constará do relatóriopodendo ser de três tipos: a) Questões descritivas:

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São questões do tipo “Quem? ” “Onde? ” “Quando?” “O quê?”. São formuladas de maneira a fornecer informações relevantes sobre o objeto da auditoria e, em grande parte, devem ser respondidas durante a fase de levantamento de auditoria. Exemplo de questão descritiva: “Como funciona o programa?”. b) Questões normativas: São aquelas que tratam de comparações entre o desempenho atual e aquele estabelecido em norma, padrão ou meta, tanto de caráter qualitativo quanto quantitativo. Abordam o que deveria ser e usualmente são perguntas do tipo: “O programa tem alcançado as metas previstas?”. A abordagem metodológica empregada nesses casos é a comparação com critérios previamente identificados e as técnicas de mensuração de desempenho. c) Questões avaliativas (ou de impacto, ou de causa- e- efeito): Geralmente as questões avaliativas referem-se à efetividade de um programa e vão além das questões descritivas e normativas – “As metas foram atingidas?” “Quantas pessoas foram atendidas pelo programa?” – para enfocar o que teria ocorrido caso o programa ou a atividade não tivesse sido executada. Em outras palavras, uma questão avaliativa quer saber que diferença, caso tenha havido alguma, fez a intervenção governamental para a solução do problema identificado. O escopo da pergunta abrange também os efeitos não esperados, positivos ou negativos, provocados pelo programa. Exemplo de questão de causa-eefeito ou de impacto: “Os efeitos observados podem ser atribuídos ao programa?” As questões avaliativas, como veremos, quase sempre requerem estratégias metodológicas bastante complexas, envolvendo modelos experimentais com grupos de controle, análises estatísticas sofisticadas de causa e efeito (regressão) e modelagem (simulação). Esse tipo de estudo pode trazer resultados reveladores, mas, em função do tipo de pesquisa envolvida, são caros e de demorada implementação. A formulação da questão de auditoria é um processo interativo, o qual depende, fundamentalmente, das informações obtidas na fase de levantamento e daquilo que se quer saber.

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Embora não exista um método fácil para se chegar às questões de auditoria, o NAO sugere uma abordagem estruturada para a formulação da questão de auditoria, baseada no método cartesiano de solução de problemas (NAO, 1997, p. 11-5): 1º passo - Descreva o “problema”; Com base nas informações propiciadas pelo levantamento de auditoria, assim como nos critérios definidos e nas condições observadas pela equipe, deve-se especificar o problema que será enfocado pela auditoria. Uma vez que na maior parte dos casos as solicitações de auditoria são formuladas de maneira genérica ou muito abrangente, o trabalho da equipe consistirá em definir o escopo e expressar, de forma clara e objetiva, o problema que norteará todo o esforço de concepção e execução da auditoria, usando para isso as informações obtidas na fase de levantamento. 2º passo - Explore as questões; O problema deve ser subdividido em partes que não se sobreponham. Cada parte, por sua vez, poderá ser subdivida em subquestões. 3º passo - Estabeleça hipóteses; A equipe deve fazer um brainstorm para identificar possíveis hipóteses de solução dos problemas identificados. A seguir, deve-se estabelecer uma hierarquia de hipóteses/questões e subquestões relacionadas a cada um deles, como na figura abaixo: Figura 2 – Hierarquia de questões e subquestões:

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4º passo - Teste suas hipóteses; Identifique as hipóteses/questões de difícil resposta e considere como as dificuldades podem ser contornadas. Confronte as questões com os recursos disponíveis para a realização da auditoria, definidos em termos de custo, prazos de execução e pessoal alocado. 5º passo - Elimine as questões não essenciais; Descarte questões desprovidas de potencial para melhorar o desempenho ou que não tenham solução viável. Portanto, os critérios para a escolha ou exclusão de determinada questão são a relevância das conclusões que poderão ser alcançadas e a factibilidade da estratégia metodológica requerida para respondê-la de forma satisfatória. Priorize as questões e decida quais devem ser estudadas. Lembre-se que as questões devem ser sucintas e sem ambigüidades. 6º passo - Avalie o impacto financeiro da questão; Sempre que possível deve-se demonstrar o impacto financeiro e o método a ser empregado para garantir economia de recursos. 7º passo - Elabore uma proposta de trabalho detalhada; Além das informações relativas à equipe, ao cronograma e aos custos das atividades a serem desenvolvidas, cada questão formulada deve dar origem a uma matriz de planejamento de auditoria. Uma vez definidas, as questões de auditoria formuladas pela equipe serão o ponto de partida de uma auditoria de desempenho operacional ou de uma avaliação de programa e orientarão todo o trabalho de investigação.
Quando as questões abordarem aspectos voltados para a economicidade, eficiência ou eficácia da iniciativa governamental, tratar-se-á de uma auditoria de desempenho operacional, quanto voltadas para o aspecto da efetividade, serão examinadas no contexto de uma avaliação de programa.

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Nesse sentido, as equipes poderão deparar-se com quatro situações: • questões ligadas à economicidade, à eficiência e à eficácia: realização de uma auditoria de desempenho operacional; • questões ligadas à efetividade: realização de uma avaliação de programa; • questões interdependentes ligadas tanto à efetividade, como à economicidade, à eficiência e a eficácia: realização de uma avaliação de programa; • questões ligadas tanto à efetividade, como à economicidade, à eficiência e à eficácia, mas autônomas: realização de uma avaliação de programa ou de uma auditoria de desempenho operacional, conforme a relevância das conclusões que podem ser extraídas de cada modalidade de auditoria. O próximo quadro ilustra a relação entre problema e questões de auditoria. Quadro 5: O Problema e as Questões de Auditoria do Projeto de Auditoria da 3ª SECEX sobre o Programa de Levantamento da Plataforma Continental Brasileira - LEPLAC

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É importante considerar que a estratégia metodológica está diretamente relacionada com a qualidade técnica das evidências que podem ser obtidas, o que, por sua vez, influirá na confiabilidade das conclusões do trabalho.

Qualquer que seja a estratégia metodológica a ser adotada, cada questão de auditoria deve ser analisada segundo os quatro elementos que consubstanciam as conclusões ou achados de auditoria: critério, condição, causa e efeito.

Nas questões ligadas à economicidade, à eficiência e à eficácia, em geral tratadas no âmbito de uma auditoria de desempenho operacional, os elementos citados acima podem ser assim definidos: a) Critério: O padrão ou indicador usado para determinar se o programa atinge, excede ou está aquém do desempenho esperado. O critério provê o contexto para se compreender os resultados da auditoria. A equipe, sempre que for possível, deve incluir no projeto de auditoria de desempenho operacional os critérios a serem adotados. Ademais, ao selecionar os critérios, a equipe deve cuidar para que sejam razoáveis, factíveis e adequados à matéria sob exame. Alguns exemplos de critérios: • objetivos ou metas fixados por lei, por regulamento ou pela administração; • normas ou padrões estabelecidos; • opiniões de especialistas; • desempenho anterior; • desempenho de instituições similares, nacionais ou estrangeiras. b) Condição: A situação existente, identificada e documentada durante os trabalhos.

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d) Efeito: As mudanças. registros. assim. a investigação deve ser planejada de forma a eliminar ou controlar fatores exógenos que podem estar influenciando os resultados observados (eliminação de interpretações alternativas). os elementos identificados anteriormente podem ser assim definidos: a) Critério: A natureza ou magnitude do impacto esperado com a implementação do programa. A suposição fundamental é que o programa é responsável pelas mudanças observadas. instalações ou áreas geográficas selecionadas). positivas ou negativas. portanto. no âmbito de uma avaliação de programa. 207 . • período da observação (ex. no caso de uma auditoria de desempenho operacional. da diferença entre a situação observada após a implementação do programa e a situação que provavelmente seria observada sem essa implementação. tratadas. Nas questões ligadas à efetividade. Conseqüentemente. Trata-se. Ou seja. • escopo do estudo (ex. c) Causa: O programa que está sendo avaliado.: as observações serão coletadas em determinado ponto ou período no tempo ou em várias ocasiões diferentes). mediante evidências plausíveis.: número de pessoas. b) Condição: A situação verificada após a implementação do programa e a situação que provavelmente seria verificada sem essa implementação. A estratégia metodológica escolhida buscará assegurar. d) Efeito: As reais conseqüências da diferença constatada pela auditoria entre condição e critério.c) Causa: As razões do mau ou bom desempenho observado. que nenhum outro fator. nas condições reais que podem ser identificadas e atribuídas ao programa. a definição da estratégia metodológica deve levar em conta os seguintes aspectos: • comparações entre condição e critério. além do programa. é responsável pelos efeitos constatados.

1. Entretanto. os efeitos qualitativos também devem ser mencionados. Em geral.5. como ausência de controle. a análise pode estender-se até a fase do relatório. Uma vez caracterizado o achado de auditoria. esses procedimentos só são concluídos no final do trabalho de campo. sempre que possível. por exemplo. os efeitos podem ser estimados em valores monetários. No caso de. decisões inadequadas ou descompromisso com a qualidade do 208 . quando então a equipe deve chegar a uma decisão final sobre os achados apurados. O efeito associado a um achado de auditoria. assegurem que os efeitos observados foram efetivamente provocados pelo programa (causa). processos antieconômicos. Por outro lado. as evidências coletadas são comparadas com os critérios de auditoria. em função da complexidade do tema e de evidências supervenientes. aquisições mal planejadas ou equipamentos improdutivos. Já os efeitos decorrentes de procedimentos ineficientes. recursos ociosos ou gerenciamento deficiente podem ser dimensionados em termos de descumprimento de prazos e de desperdício de recursos físicos. Nas auditorias de desempenho operacional. Mensuração: procedimento utilizado para associar um número a um determinado evento. ao eliminarem interpretações alternativas. previamente selecionados e identificados pela equipe. As diferenças observadas constituem os achados de auditoria. deve ser mensurado. deve-se proceder à verificação dos efeitos e à identificação das causas do desempenho observado. Mensuração de desempenho Outro aspecto fundamental na análise de questões de impacto refere-se à busca de evidências plausíveis que.

A causa de um achado de auditoria é a base para as recomendações. a possibilidade de a causa identificada estar fora do controle do auditado. mediante uma avaliação de programa. Ao formular recomendações. ainda. O efeito deve demonstrar a necessidade de ação corretiva e pode ter ocorrido no passado. em muitos casos. destacam-se: 209 . dessa maneira. Portanto.2. Entretanto. e não os meios para alcançá-los. Conquanto os aperfeiçoamentos requeridos. fazendo com que o foco das recomendações transcenda o objeto da auditoria. convém indicar os aspectos que devem ser examinados pelo gestor na busca de soluções. Essa estimativa reforçará a necessidade de mudança nos procedimentos administrativos ou operacionais. os impactos financeiros podem ser estimados com razoável segurança.bem ou serviço oferecido. Entre os aspectos a serem examinados. Avaliação de programas O objetivo da avaliação de programa é examinar a efetividade dos programas e projetos governamentais. o valor agregado e os benefícios advindos da Auditoria de Natureza Operacional. 5. não é suficiente declarar que a gestão de determinado programa requer aperfeiçoamentos. As dificuldades de quantificar os benefícios potenciais variam segundo o tipo de benefício. pode prevenir situações similares. a equipe deve identificar aquela que. Deve-se considerar. estar ocorrendo no momento da auditoria ou vir a ocorrer no futuro. devendo-se indicar alternativas a serem consideradas. Caso haja múltiplas causas para um mesmo achado. se modificada. constituam o foco das recomendações. As recomendações que visem à melhoria do desempenho administrativo ou operacional são o aspecto mais importante das auditorias de natureza operacional. especificando. a equipe deve estimar a economia líquida de recursos decorrente da sua implementação.

é indispensável apontar as limitações que lhe são inerentes. • a qualidade dos efeitos alcançados. • as conseqüências globais para a sociedade. declarados ou não. A equipe de auditoria deve estar atenta às interpretações alternativas que a estratégia metodológica empregada deixa em aberto e deve buscar. dadas as circunstâncias. por meio da análise. refutar tais interpretações. aos seus objetivos e à população-alvo. seja do ponto de vista do poder explicativo. e os respectivos custos envolvidos (análise de custoefetividade). No entanto. desde que o rigor metodológico esteja sempre presente. • os fatores inibidores do seu desempenho. de todos os aspectos acima mencionados. • a existência de outras alternativas de ação.• a sua concepção lógica. • a adequação e a relevância de seus objetivos. • o cumprimento de dispositivos legais aplicáveis à sua natureza. A ênfase em um ou outro desses aspectos dependerá das questões específicas que se pretende abordar. melhor se adapta à questão que se pretende investigar. • a consistência entre as ações desenvolvidas e os objetivos estabelecidos. uma avaliação de programa pode não tratar. seja em relação às possibilidades de generalização dos resultados do estudo. ao se optar por uma estratégia metodológica. Assim. e a consistência entre esses e as necessidades previamente identificadas. 210 . mas apenas aquela que. deve-se considerar que não há uma estratégia ótima ou ideal. • a relação de causalidade entre efeitos observados e política proposta. consideradas ou não pela administração. necessariamente. Conclusão Quanto à estratégia metodológica. • os efeitos não incluídos explicitamente nos seus objetivos.

parte do valor de "Y" que não depende de "X". será construída uma equação (reta ou curva de regressão) que contribuirá para a estimativa futura das vendas. PINHEIRO. ou seja.Quanto às informações que se pretende utilizar na análise. devem ser citadas as limitações de ordem operacional. nem sempre é possível estimar-se com previsão. A partir daí. analítica. Ademais. os quais. o volume de vendas). A dificuldade do modelo consiste na obtenção do exato impacto que cada variável independentemente terá na variável dependente (em nosso caso. O processo utilizado para obtenção dos parâmetros é conhecido como ajustamento. como em relação à sua qualidade e confiabilidade. vez que nem todos os pontos passam por ela. regressão linear simples e múltipla (Para Revisão Analítica e Amostragem vide aulas anteriores) A técnica da regressão permite estimar o comportamento de uma variável em função de outra (s).3. é importante mencionar que tipo de problema espera-se encontrar. Métodos estatísticos e analíticos: Revisão amostragem. nos explica o caminho para obter a reta que melhor reflita o comportamento das variáveis X e Y: *A equação da reta procurada é do tipo: y = a + b. de alguma forma. utilizando-se os preços praticados em períodos anteriores. podem comprometer o resultado final dos trabalhos. tanto em relação à dificuldade de acesso aos dados. de que forma um item impacta o comportamento de outro.x Onde a= coeficiente linear . A titulo de exemplo. cujo resultado será uma equação do tipo y= a + bx. 211 . por meio da exposição do Método dos Mínimos Quadrados. por meio de aproximações é possível chegar-se a valores razoáveis. procurar-se-á analisar qual foi o impacto resultante das vendas. É de bom alvitre recordar que essa equação lembra uma reta (por aproximação). envolvendo a disponibilidade de recursos humanos e/ou materiais. 5. No mundo real. Felizmente.

(128XI50) = 10 n 5 ____________________________________ Sxx = ∑x2 – (∑x)(∑x) =3298. calcule: a) Ajustar os dados através de um modelo linear.2 n n 212 .(128)2 =21. que relaciona o volume de chuva ao volume de produção de leite. um índice de chuvas de 24 mm. temos: I . qual será o volume de leite? ANOS 1995 1996 1997 1998 1999 SOMA Solução: CHUVA -X 30 32 28 30 30 150 LEITE -Y 28 27 22 26 25 128 X² 784 729 484 676 625 3298 XY 840 864 616 780 750 3850 Fazendo “X = chuvas” e “Y = leite”. em 2000.unidade de "X" b= coeficiente angular – acréscimo no valor de "Y" por Exemplo: Com a tabela abaixo. b) Fazendo.Determinação do Valor do Parâmetro “b” b = SXY Sxx SXY = ∑XY .(∑x)(∑Y) =3850.

Determinação do Valor do Parâmetro "a" a = Y – b .Equação da Reta Ajustada Y = 17. etc.97 III . podemos esperar 29. a arrecadação de tributos em função da percepção da população sobre a qualidade na aplicação dos recursos pelo Poder Público. Métodos qualitativos 5.4. o comportamento da receita de vendas em função da propaganda.∑x/n a = 150 / 5 – 0.25 De Acordo com o modelo.b = 10 / 21.47 – 128/5 = 17.24 = 29.4.1. Importante destacar que esse modelo pode ser utilizado para quaisquer variáveis onde se acredita haver uma relação linear. X b) Fazendo X = 24 mm Y = 17.97 + 0.47.X = ∑ Y / n – b. Por exemplo.47 II . a arrecadação da dívida ativa em função de descontos concedidos..47. 5.97 + 0.25 milhões de litros produzidos para um índice de chuvas de 24 mm.2 = 0. Entrevistas 213 .

2. Algumas pessoas não se mostram dispostas a respondê-los e os devolvem ao pesquisador. geralmente elaborada utilizando-se perguntas abertas. são um meio altamente eficaz de coletar dados.As entrevistas podem ser classificadas ao longo de um continuum de estrutura. 5. se o assunto abordado for sigiloso. Questionários Os questionários dependem dos auto-relatos dos indivíduos como base para a obtenção de informações. As entrevistas estruturadas permitem maior controle sobre a qualidade dos dados coletados quando comparadas aos questionários enviados pelo correio.4. Roth e BeVier (1998) relatam que um índice de 50% de devoluções é 214 . • a reação do entrevistado deve ser observada. Os questionários são um método de pesquisa muito popular. 3. Representam um meio de manter o anonimato dos respondentes. O uso desse tipo de entrevista deve ser considerado caso se verifique ao menos uma das circunstâncias relacionadas a seguir (GAO. Entrevista Não-Estruturada: tipo de entrevista menos formal que a entrevista estruturada. • as perguntas abordam questões delicadas ou complexas que precisam ser esclarecidas. • a ordem das perguntas deve ser controlada. permitindo ao entrevistador explorar um assunto mais amplamente. mas apresentam algumas limitações práticas. as entrevistas podem ser classificadas como estruturadas ou não-estruturadas. 1994a. Além disso.38): • o entrevistado deve ser identificado. Questionário é um método de pesquisa em que os sujeitos respondem a questões previamente estabelecidas pelo pesquisador. Desta forma. • o entrevistado apresenta baixo nível educacional. p.

Por exemplo. 1994a. Por outro lado. o índice de respostas aos questionários enviados pelo correio às residências dos estudantes não-tradicionais foi de 31%. Suas descobertas lançam dúvidas quanto à possibilidade de generalização das respostas a algumas pesquisas para a população maior em questão. Sederburg e Cristol (2000) observaram que os não-respondentes de uma pesquisa demonstraram mais atitudes negativas a respeito de vários aspectos de seu trabalho do que os respondentes de pesquisa. Pergunta aberta x pergunta fechada: Pergunta Aberta: não há alternativa de resposta predeterminada. no entanto. • não há necessidade de deslocamento de pessoal. As tarifas postais também são uma preocupação nas pesquisas via correio. • pode-se obter informação de uma amostra numerosa e dispersa. De fato. Luong.considerado adequado na aplicação direta. 215 . o índice de respostas aos questionários enviados pelo correio costuma ser menor que 50%. Rogellberg. Um índice de resposta tão baixo levanta a questão de quão representativas ou imparciais as respostas são para o grupo como um todo. Pergunta Fechada: as alternativas de resposta são predeterminadas. p. Stanton (1998) descobriu que uma pesquisa usando a internet continha menos respostas incompletas ou faltantes do que a mesma pesquisa administrada via correio. Os pesquisadores costumam pagar a postagem de respostas. Apesar das limitações. Os questionários enviados pelo correio apresentam as seguintes vantagens (GAO. • não há necessidade de entrevistadores e de treinamento.38): • baixo custo. 3. no estudo de Murphy ET AL. Os questionários são usados largamente para tratar de uma grande variedade de questões relacionadas à pesquisa. Os pesquisadores puderam determinar as atitudes de ambos os grupos por meio de entrevistas. (1991). O autor defendeu o uso da internet como um meio eficiente de coletar dados de pesquisa.

É um tipo de diagrama. O diagrama denominado fluxograma permite uma visão completa do fluxo. Quais os custos parciais e totais. Fluxogramação Todo e qualquer processo. processamento e saída.3. e pode ser entendido como uma representação esquemática de um processo. Quem as executa.4. Podemos entendê-lo.5. Muito utilizada em fábricas e indústrias para a organização de produtos e processos. 216 . tem um fluxo de operações de entrada. Qual o fluxo das informações. É uma das Sete Ferramentas da Qualidade. Onde são realizadas. podemos demonstrar os seguintes aspectos de um fluxo:          Quais operações são realizadas. Quais os recursos empregados no processo. Quais as entradas e saídas. de maneira clara e precisa. Qual o tempo de execução. facilitando a análise. como a documentação dos passos necessários para a execução de um processo qualquer. Por intermédio do fluxograma. Qual o volume de trabalho. tanto administrativo quanto operacional. na prática. muitas vezes feita através de gráficos que ilustram de forma descomplicada a transição de informações entre os elementos que o compõem.

da duplicidade de procedimentos e de outros problemas oriundos do processo em estudo. também. com poucas áreas envolvidas e com número restrito de operações que se encaixam nos símbolos. Pode ser impresso como formulário padronizado e é constituído de símbolos e convenções pré-impressos em colunas verticais. Podemos. previamente. no qual se pode dividir um grande processo em vários outros. Permite visão ampla de todo o processo que está sendo estudado. desde que feitas as devidas adequações. Descreve o funcionamento de todos os componentes do processo. dos gargalos. 217 . Possibilita a verificação de maneira clara e precisa. mais simples.Vantagens:     Descreve qualquer tipo de processo. mesmo os mais complexos. graças à padronização dos símbolos utilizados. Possibilita a análise e a proposição de modificações. Não permite a dupla interpretação. visando à melhoria do processo.    Tipos de Fluxogramas Fluxograma vertical: É o mais utilizado no estudo de processos produtivos. do tipo linha de produção. utilizá-lo em processos administrativos. estabelecidos pelo fluxograma. das falhas de funcionamento. Permite fácil atualização.

da esquerda para direita. utilizando símbolos e convenções previamente definidos. Existe o fluxograma descritivo e o de colunas. ou seja.Exemplo de fluxograma vertical Fluxograma horizontal Esse tipo de fluxograma procura descrever um processo de maneira horizontal. 218 . Tanto a elaboração quanto a leitura são feitas como se estivesse escrevendo ou lendo.

o que permite uma visão completa. 219 . É o mais usado na etapa de análise. a equipe de analistas tem uma visão melhor da inter-relação e da interdependência de todas as atividades executadas pelas áreas envolvidas no processo em estudo. As áreas são apresentadas em colunas. só que no lugar de somente palavras são utilizados símbolos e palavras que permitem a descrição do fluxo do processo de maneira mais clara e precisa. ou seja. A elaboração é feita como se estivesse escrevendo. e dela em relação às demais. por meio de símbolos padronizados. Exemplo de um fluxograma horizontal Fluxograma horizontal de colunas Esse tipo difere do descritivo no que se refere à maneira de representar graficamente as áreas envolvidas no processo. dos documentos e das informações que circulam em um processo.Fluxograma horizontal descritivo Descreve o fluxo das atividades. clara e precisa de tudo o que acontece em determinada área. porque permite:  Identificar quais os gargalos.

 Identificar duplicidade de atividades e tarefas em cada área. ou o desenho de um fluxograma horizontal deve seguir algumas regras básicas: a) Os símbolos devem ter tamanhos e formas bem uniformes e guardar a devida proporção entre si.  Identificar a execução de atividades e tarefas desnecessárias. tanto lateral quanto verticalmente. c) O desenho deve ser feito da esquerda para a direita e de cima para baixo.  Identificar onde se originam os diversos documentos que tramitam no processo e qual o tratamento que é dado em cada área do fluxo. e  Facilitar a apropriação por área. Desenhando um fluxograma A elaboração. como se estivesse escrevendo. tanto em relação a cada área quanto a todo o processo. o tempo de execução. O tamanho ideal mínimo é aquele que permite uma leitura corrente sem forçar demasiadamente a visão.  Apropriar os recursos (humanos e materiais). O tamanho ideal máximo é aquele que permite a visualização do processo sem grandes movimentos. Identificar onde e como acontecem. o volume de trabalho e os custos.  Identificar atividades e tarefas que estão sendo desenvolvidas em áreas não afins. b) O tamanho do desenho do fluxo varia de acordo com a complexidade do processo em estudo. 220 .  Identificar quais as informações que tramitam no processo. como e quando são utilizadas em cada área e em todo o processo. permitindo uma análise setorial e global do processo.

espaços para notas explicativas que se fizerem necessárias e para as legendas do fluxograma (explicação do significado de cada símbolo utilizado). e) Devem ser reservados. Além disso. permite ajustar o tamanho do fluxo às necessidades do analista e facilita a apresentação tanto em papel quanto em vídeo. Hoje em dia existem vários softwares que permitem o desenho de fluxograma. possibilitando um ganho de produtividade muito grande. data. versão e identificação da equipe de trabalho. 221 . Esse padrão é determinado. denominação do processo. possibilita ajustes. ou para referir-se a outro processo que não seja objeto de estudo. também. Power Point. por permitir maior rapidez na elaboração dos desenhos. pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). em nível nacional. Como referencial. Símbolos do fluxograma horizontal descritivo Terminal É utilizado para representar o início ou o fim do processo. alterações e correções de parte do fluxograma sem prejuízo do todo. podemos citar os seguintes Standard. ou seja: nome da organização. FlowChart e Process Chart. suas áreas de “fronteira”. softwares: VISIO Simbologia utilizada nos fluxogramas horizontais (ABNT) A grande maioria dos símbolos utilizados no desenho de fluxograma segue um padrão conhecido mundialmente pelos analistas de processos.d) O desenho deve reservar espaços para a identificação do fluxograma. É o padrão mais utilizado.

Informação verbal Representa os contatos verbais mantidos entre os participantes do processo. Arquivo Representa o arquivamento da documentação inerente ao processo. descreve-se o objeto da ação.Operação (tarefas/atividades) Representa qualquer ação para criar. Executor Representa área (ou pessoa/cargo) que realiza a ação. conferir ou analisar uma operação (ou processamento). Documento Representa qualquer documento criado ou transformado no fluxo do processo. Dentro do símbolo. transformar. A representação demonstra que a nota fiscal deve ser emitida em duas vias. 222 .

Conector Indica onde continua a seqüência do fluxo. Indica que a continuação do processo ocorre em outra página. Indica que a continuação do processo ocorre dentro da mesma página. indicando o fluxo do processo.Decisão Indica um ponto no processo que apresenta ações condicionantes (se). se acontecer determinado evento (sim ou não). Material Representa o material que circula no processo Sentido da circularização São setas que servem para interligar os diversos símbolos. onde há caminhos alternativos. 223 .

No Fluxograma horizontal de colunas.Símbolos do fluxograma horizontal de colunas Os símbolos utilizados no fluxograma horizontal de colunas são quase sempre os mesmos utilizados no descritivo. tanto para conexão na mesma página como em outra página. que deve ser descrita em espaço próprio. A grande mudança desse tipo de fluxograma em relação ao descritivo é a representação da área executora da atividade (ou ação). os executores são representados dentro de colunas que são demarcadas antecipadamente. havendo apenas algumas variações: a) O símbolo de processamento/operação pode ser o círculo pequeno com numeração seqüencial. dentro do fluxograma. c) O símbolo conector no fluxograma de colunas deve ser o que está no quadro a seguir (figura 4). b) Outra variação do símbolo de processamento/operação é o mesmo utilizado no fluxograma horizontal descritivo. 224 .

D´Ascenção. Principais símbolos utilizados no fluxograma horizontal de colunas. Sistemas e Métodos. Figura 4. Luiz Carlos M. Extraído do livro Organização. Arquivo provisório Arquivo definitivo 225 .Arquivo definitivo A figura 4 reflete essa mudança.

identificando-se as dimensões envolvidas nesse conceito.Fluxo Atual do Processo de Aquisição de Material Figura 5. deve-se definir o que se entende por “melhoria do nível de ensino”. ao formular uma questão envolvendo o impacto de uma iniciativa governamental voltada para a melhoria do nível de ensino. Luiz Carlos M. os termos-chave empregados na questão de auditoria devem ser definidos e suas dimensões ou variáveis identificadas. será necessário identificar as informações requeridas para respondê-las e suas respectivas fontes. Para se determinar o tipo de informação que se pretende obter na coleta de dados. Fluxograma de colunas. Por exemplo. 5. Extraído do livro Organização. Técnicas de coleta de dados e pesquisas Após formuladas as questões de auditoria e os seus desdobramentos (as subquestões).5. Sistemas e Métodos. Pode-se 226 . D´Ascenção.

É recomendável o uso de mais de um tipo de evidência. 110-3): • física: dados coletados a partir da observação direta. eventos ou condições materiais existentes.considerar. dois membros da equipe de auditoria. definindo indicadores apropriados. Da mesma forma. As evidências físicas. no mínimo. sempre que constituírem elementos críticos para o alcance dos objetivos da auditoria. podendo ser representados por fotografias. Nos casos em que as declarações do entrevistado forem críticas para a auditoria e não for possível obter documentação comprobatória. mapas. Caso a equipe considere necessário. • oral: declarações geralmente obtidas em entrevistas ou pesquisas com usuários ou beneficiários da iniciativa governamental. 227 . gráficos ou outras representações pictográficas. bem como com especialistas. de preferência acompanhados de representantes do auditado. é indispensável para que se possa medir o alcance dos objetivos perseguidos pela administração. de forma a fortalecer as conclusões finais. devem ser corroboradas. geralmente envolvendo cálculos. as observações diretas devem ser feitas por. entre outras variáveis. deve-se preparar uma descrição detalhada das condições observadas e solicitar a anuência formal do representante do auditado. gestores ou membros da equipe técnica encarregada. Por esse motivo. 1992. • documental: dados registrados em papel ou meio magnético (em geral. p. o número de aprovações por série ou a redução da evasão escolar. não são provas conclusivas. comparações ou sínteses. normalmente obtidas em entrevistas. deve-se tentar obter do mesmo a confirmação formal das suas declarações em um resumo ou minuta da entrevista. obtidas a partir da observação de pessoas. As informações coletadas e usadas para dar suporte aos achados de auditoria de desempenho operacional ou de avaliação de programa são consideradas evidências e podem assumir as seguintes formas (ANAO. • analítica: informações geradas a partir de outras evidências. as evidências orais. os mais empregados em trabalhos de auditoria). devendo ser sustentadas por evidências documentais. A tarefa de traduzir conceitos abstratos em variáveis mensuráveis.

como. As fontes primárias são aquelas nas quais a equipe tem controle sobre a forma de coleta dos dados. Cabe acrescentar que a confiabilidade das evidências documentais fornecidas pelo sistema de controle do órgão auditado . por exemplo. As fontes secundárias são aquelas coletadas e sistematizadas por outros. p. 3. Nesse sentido. Por exemplo. entrevistas realizadas diretamente com os beneficiários de um programa ou registros e anotações originários de uma visita da equipe às instalações de um projeto. da sua credibilidade. não garante que ele esteja sendo empregado pelo auditado.dependerá do regular funcionamento desse sistema. por si só. Em resumo. os demonstrativos contábeis . por exemplo (GAO. • estudos e pesquisas existentes. ou seja.por exemplo. em papel ou em meio magnético. comprometendo a confiabilidade de todo o seu testemunho. deve ser analisada em relação ao objetivo da auditoria. da especialização e da idoneidade do entrevistado. a resposta do entrevistado a uma pergunta específica pode revelar ambigüidade. contaminando outros elementos do depoimento e. os depoimentos e outros registros considerados críticos para a auditoria devem ser corroborados por evidências documentais. FONTES DE INFORMAÇÃO As fontes de informação podem ser primárias ou secundárias. 228 .2): • registros administrativos. 1994a.A confiabilidade e a relevância da evidência oral são funções da posição. A relevância da prova documental. sempre que possível. Algumas vezes. a existência de um manual de procedimentos. dessa forma. do conhecimento. por sua vez.

a pesquisa pode ser utilizada na realização de estudos exploratórios na fase de levantamento de auditoria. a pesquisa visa generalizar para toda a população informações obtidas a partir de uma amostra19 Para garantir essa generalização. 1994a. pesquisa que tem como objeto todos os membros de uma população é denominada censo. etc.• legislação. é utilizada em conjunto com estudos de caso como suporte para as análises de caráter qualitativo. ofícios. • os controles internos podem não ser confiáveis. Qualquer deficiência do método amostral utilizado deve ser levado em conta na interpretação dos resultados da pesquisa e ser devidamente relatado. típicas dessa última estratégia. • documentos oficiais. 19 229 . • os dados podem ter sofrido manipulação. • estabelecer relações causais em situações particulares. normas ou procedimentos. como memorandos. Em geral. • conhecer opiniões e pontos-de-vista dos beneficiários ou dos executores do programa. p. • os dados podem não representar as variáveis selecionadas para análise.3): • a forma de coleta pode não ter sido adequada. a sua utilização permite: • obter informações descritivas de uma população ampla. a amostra deve refletir as características da população-alvo. Os principais problemas ligados à utilização de dados secundários são os seguintes (GAO. Como método estruturado de coleta de dados. Pesquisa: A pesquisa é uma estratégia metodológica que permite obter informações de caráter quantitativo e qualitativo relacionadas tanto aos aspectos operacionais e gerenciais. como aos resultados esperados. Ademais. 3. Freqüentemente.

• comparação com programas similares desenvolvidos por outros órgãos ou entidades. erros de mensuração resultantes de instrumentos inadequados ou de entrevistas mal conduzidas ou erros resultantes da ausência. p. de elaboração de formulário de coleta de dados e tratamento estatístico de dados. Essas entrevistas podem ser aplicadas face-a-face ou por telefone. entre outras. • tratamento de dados disponíveis (registros). são utilizadas entrevistas estruturadas com perguntas fechadas e respostas previamente elaboradas ou questionários enviados pelo correio. O 230 . de uma • categoria importante de respondentes (esses erros podem introduzir vieses nos resultados da pesquisa). • exame de programas que envolvam muitos órgãos e entidades. dessa forma.Nesse sentido. 1994a.33): • erro amostral: se uma amostra é muito pequena. controlar o presente tipo de erro). a coleta uniforme de dados é fundamental para viabilizar o tratamento estatístico das informações coletadas. são consideradas fontes potenciais de erros (GAO. como técnicas de amostragem. na amostra selecionada. Na realização de uma pesquisa. As vantagens dessa estratégia podem ser assim resumidas: • obtenção de dados uniformes de uma grande • quantidade de elementos pesquisados. há uma grande chance de que não reflita as características da população da qual foi extraída (métodos estatísticos podem ser utilizados para estimar o tamanho da amostra e. • generalização para a população de achados ou • conclusões obtidas a partir de uma amostra. Por isso. • erros não-amostrais: baixa taxa de resposta. 3. As desvantagens normalmente apontadas são a longa duração das pesquisas e a necessidade de conhecimentos em áreas específicas.

pode-se ter: • corte temporal: o levantamento de informações é feito em um único ponto no tempo. Os métodos mais utilizados são: entrevista. • permite análise estatística. no caso de amostras aleatórias. Entre as vantagens de um instrumento estruturado de coleta de dados. • requer conhecimento especializado. atitudes e opiniões. a conveniência de que sejam utilizados instrumentos que obedeçam ou não a um padrão pré-elaborado (estruturado). • é difícil garantir o rigor das informações prestadas. Uma vez definida a estratégia metodológica a ser empregada. • painel: o levantamento de informações é feito em dois ou mais pontos.37): • são demorados o desenvolvimento e o pré-teste. Em relação ao momento de realização da pesquisa. p. As desvantagens normalmente apontadas são (GAO. • possibilita a comparação das respostas. deve-se considerar. 231 . p. Também é possível verificar se dois fatores aparentemente relacionados mantém relações de causa-e-efeito. destacam-se as seguintes (GAO. 1994a. primeiramente. 1994a. observação direta e utilização de dados secundários.exame de registros administrativos e a observação direta são meios alternativos de coleta de dados. No segundo caso é possível conhecer a dinâmica temporal do programa avaliado e aferir mudanças em fatos. deve-se especificar na Matriz de Planejamento de Auditoria o método de coleta de dados que será adotado. Ao se optar por um método de coleta de dados. 3. 3.36): • atinge um maior número de pessoas. • possibilita a generalização das conclusões. questionário enviado pelo correio.

como estudos de caso. • permite que o observador forme impressões que extrapolem o que é possível registrar. Fonte valiosa de informações tanto em auditoria de desempenho operacional. por ser um tema delicado ou embaraçoso. é um método bastante empregado em investigação científica. Por fim.72-4): • permite ao observador compreender o contexto no qual se desenvolvem as atividades do programa. As vantagens desse método podem ser assim resumidas (PATTON. • permite que o observador use a abordagem indutiva (ao testemunhar os fatos. esse método requer treinamento e preparação específica em.Já falamos sobre entrevista e questionário. técnicas de anotação de campo. da obtenção de dados novos pela equipe de 232 . e que podem auxiliar na compreensão do programa e dos seus participantes. • permite que um observador treinado perceba aspectos que escapam aos participantes. as estratégias metodológicas analisadas anteriormente trataram. • pode captar aspectos do programa sobre os quais os participantes não desejam falar numa entrevista. ao serem confrontadas com as percepções dos entrevistados. A observação direta. validade e confiabilidade às informações coletadas. mesmo nas mais detalhadas anotações de campo.p. principalmente em estudos antropológicos.1987. • traz para a análise as percepções do próprio observador. como em avaliação de programa. Falaremos agora sobre a observação direta e utilização de dados secundários. quase sempre. A observação direta é muito empregada em avaliações de programa do tipo qualitativo. bem como capacidade de concentração e percepção seletiva. que. rotineiramente envolvidos com o programa. fornecem uma visão • mais completa do programa estudado. por sua vez. as impressões e opiniões do observador dependerão menos de percepções prévias sobre o programa). O observador treinado deve ser capaz de conferir exatidão. por exemplo.

233 . além de se poder ver a potencialidade de técnicas e instrumentos administrativos na solução de problemas. 5. sejam sistemas gerenciais existentes. 103): Que tipo de dado está disponível? Ele se adapta à questão que se pretende investigar? Os dados estão completos e o período de abrangência é suficiente para a análise? De que forma o dado está armazenado? Quais as limitações relativas à forma dos dados e quais as dificuldades existentes para a sua obtenção? Que atividades de coleta são realizadas regularmente? Foi realizada coleta de dados com objetivo específico? Há outras fontes relevantes de dados para o tema a ser investigado? É fundamental levar em conta que qualquer problema relativo à utilização de dados já existentes e às suas possíveis limitações deve constar como ressalva às conclusões finais do relatório de auditoria. p. Desta forma. para rearrumá-los na busca de novas soluções. essas fontes podem prover material relevante e suficiente para o desenvolvimento dos trabalhos.auditoria. Habilidades analíticas significantes e insignificantes) (distinção entre informações Habilidade analítica é aprender a identificar e diagnosticar problemas administrativos decompondo-os em diferentes partes. aprende-se a estabelecer relações entre fatores organizacionais e a identificar os mais importantes. deve-se considerar a possibilidade de que sejam utilizados dados já existentes. devem ter sido identificados no levantamento de auditoria. 1992. Entre as questões a serem levantadas. sejam pesquisas realizadas anteriormente. Uma vez que a coleta de dados é um procedimento caro e demorado. As fontes de dados disponíveis.6. Dependendo da questão a ser investigada. destacam-se as seguintes (ANAO. A utilização de dados já existentes requer cuidados especiais por parte da equipe de auditoria.

Uma informação insignificante é irrelevante.2.INTRODUÇÃO A Organização Internacional de Entidades Fiscalizadoras Superiores INTOSAI . ficando cada um deles responsável por um tema. o Tribunal de Contas do Estado da Bahia apresenta a publicação das mencionadas normas de modo a colocá-las à disposição de outros organismos de auditoria pública do Brasil e de outros países de língua portuguesa. no que couber. à qual encarregou de elaborar as Normas de Auditoria da Organização. uma Comissão integrada por representantes de dez Entidades Fiscalizadoras Superiores (EFSs). através da portaria nº 005. competência de identificar e distinguir as informações significantes das insignificantes para substanciar seu trabalho apenas com informações significantes. o auditor deve ter a capacidade. 6.INTOSAI. às Normas de Auditoria da Organização Internacional de Entidades Fiscalizadoras Superiores . INTOSAI 6. Uma informação significante é apreciável. relevante. a saber: Grupo 1: Postulados Básicos da Auditoria Pública Coordenador: Estados Unidos da América 234 . Conselheiro Adhemar Martins Bento Gomes. Com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento da auditoria pública brasileira. considerável. e no ano em que comemora seu 80º Aniversário.constituiu.1. cujo trabalho foi dividido entre quatro grupos. o Tribunal de Contas da União recomendou a observância. em maio de 1984. irrisória. Presidente do Tribunal de Contas do Estado da Bahia Novembro de 1995 6. APRESENTAÇÃO Em 02 de abril de 1992.Neste sentido. É um conceito parecido com o de relevância.

Cada EFS deve julgar até que ponto elas são aplicáveis dentro da esfera de sua competência. estas Normas expressaram a opinião consensual dos auditores das EFSs que contribuíram para a sua elaboração. quando foram unificadas e sintetizadas as quatro minutas num só documento final. realizado na cidade de Washington. Finalmente. resultando na versão final do projeto das Normas. embora não sendo de cumprimento obrigatório. foi realizada uma Reunião multilateral em Londres.INTOSAI baseou- 235 . Os trabalhos tiveram continuidade com a análise e o aproveitamento das contribuições apresentadas pelas diversas EFSs.Grupo 2: Normas Gerais da Auditoria Pública Coordenador: Austrália Grupo 3: Normas de Procedimentos na Execução da Auditoria Pública Coordenador: Suécia Grupo 4: Normas para a Elaboração dos Relatórios de Auditoria Pública Coordenador: Grã-Bretanha Cada um dos grupos preparou sua respectiva minuta de documento e.A estrutura geral das normas de auditoria da Organização Internacional de Entidades Fiscalizadoras Superiores . as presentes Normas de Auditoria da INTOSAI constituem a última versão revisada que foi apresentada no XIV INCOSAI. Assim. cabe mencionar que. em 1987. em 1989.3.POSTULADO BÁSICO DE AUDITORIA 01. A minuta final das Normas de Auditoria da INTOSAI foi então distribuída a todos os países membros da Organização para que cada EFS manifestasse sua opinião por meio de observações e sugestões. o qual recomendou também que o projeto em questão fosse revisado para atender às características particulares dos países cujas EFSs são organizadas como Tribunais de Contas. o Presidente da Comissão de Normas de Auditoria da INTOSAI ressaltou o fato de que. ao apresentar esta versão revisada. EUA. em outubro de 1992. aprovado no XIII INCOSAI Congresso Internacional de Entidades Fiscalizadoras Superiores celebrado em Berlim. 6.

premissas consistentes. Os postulados básicos são: (a) As EFSs devem procurar observar as normas de auditoria da INTOSAI em todos as questões consideradas relevantes. 05. As normas de auditoria da INTOSAI compreendem quatro partes: (a) Postulados Básicos (b) Normas Gerais (c) Normas de Procedimento na Execução da Auditoria (d) Normas para a Elaboração de Relatórios A INTOSAI elaborou tais normas visando proporcionar uma estrutura para o estabelecimento de procedimentos e práticas a serem seguidos na realização das auditorias. cabendo ao Congresso da INTOSAI emendá-las. 04.se nas Declarações de Lima e de Tóquio. nas declarações e relatórios aprovados pela INTOSAI em vários Congressos e no relatório do Grupo de Especialistas em Contabilidade e Auditoria Públicas dos países em desenvolvimento junto às Nações Unidas. As EFSs devem estabelecer as normas aplicáveis a estes tipos de trabalhos.EFS. especialmente nos casos em que normas específicas não são aplicáveis. a fim de garantir efetivamente sua alta qualidade. 03. inclusive auditorias de sistemas computadorizados. 236 . Certas normas não se aplicam a algumas atividades típicas de auditoria das EFSs inclusive daquelas organizadas como Tribunais de Contas .nem a outros tipos de trabalhos por elas executados. princípios e requisitos lógicos que contribuem para a formulação de tipos de auditoria e auxiliam os auditores a elaborar sua opinião e a elaborar seus relatórios. legais e circunstanciais de cada Entidade Fiscalizadora Superior . Os postulados básicos das normas de auditoria constituem pressupostos fundamentais. Elas devem ser consideradas em função das características institucionais. 02. Constitui prerrogativa do Conselho Diretor da INTOSAI interpretar e explicar estas normas.

tanto no que diz respeito à manutenção dos dados pertinentes. (i) Todas as atividades de fiscalização da EFS desempenhadas no exercício de sua competência legal. 237 . como de que este processo seja adequado e funcione eficazmente. devem ser (j) As EFSs devem aperfeiçoar as técnicas usadas para auditar a validade dos procedimentos de mensuração do desempenho. Os administradores têm a responsabilidade de zelar para que os relatórios financeiros e outras informações sejam corretas e suficientes. avaliação e elaboração de relatórios torna mais fácil o cumprimento da obrigação de prestar contas. de sistemas adequados de informação. (g) A existência de um sistema de controle interno adequado reduz ao mínimo o risco de erros e irregularidades. tanto na forma como no conteúdo. (e) De acordo com as necessidades do governo. (h) O estabelecimento de disposições legais facilita a cooperação das entidades auditadas. Já as entidades auditadas devem adotar objetivos e metas de desempenho específicos e mensuráveis. (k) As EFSs devem evitar conflitos de interesses entre o auditor e a entidade auditada. nos órgãos públicos.(b) A EFS deve usar sua própria capacidade de julgamento nas diversas situações que se apresentem no exercício de sua função fiscalizadora. quanto no que se refere ao acesso a todos estes dados. as autoridades competentes devem promulgar normas de contabilidade aceitáveis atinentes à elaboração e divulgação dos relatórios financeiros. (f) A aplicação efetiva de normas contábeis aceitáveis deve resultar na apresentação fidedigna da situação financeira e dos resultados das operações. (c) O maior grau de conscientização da sociedade torna mais evidente a necessidade. (d) A implantação. tanto de que as pessoas ou entidades gestoras de recursos públicos cumpram sua obrigação de prestar contas. controle. necessários à avaliação global das atividades auditadas.

inclusive daquelas organizadas como Tribunais de Contas . e (d) ao seu valor em exercícios anteriores. Além de haver a possibilidade de determinada questão ser relevante em função do seu valor e natureza. (c) prestação de informações ao Congresso quanto ao exame de projetos orçamentários. mas determinado item ou conjunto de itens de uma questão podem. Freqüentemente estima-se a relevância em termos de valor. São exemplos destas atividades: (a) compilação de dados sem a realização de análises importantes. a fim de garantir efetivamente sua alta qualidade.06. uma questão pode ser considerada relevante se houver a possibilidade de influir na opinião dos interessados nas demonstrações financeiras ou no relatório de auditoria de otimização de recursos 09. Determinado item de uma questão pode. por exemplo. 08. 10. no caso em que a legislação ou os regulamentos exigem que a questão seja apresentada em separado. Os parágrafos seguintes tratam da importância dos postulados básicos de auditoria. por exemplo. (d) assistência ao Congresso em sondagens 238 . Estes postulados estipulam que : As EFSs devem procurar observar as normas de auditoria da INTOSAI em todas as questões consideradas relevantes. independentemente do seu valor. (c) a outras condições a ele associadas. Isto ocorre. torná-la relevante. ela também pode ser em função do seu contexto. As EFSs devem estabelecer as normas aplicáveis a estes tipos de trabalhos. 11. Certas normas não se aplicam a algumas atividades típicas de auditoria das EFSs . (b) ao total do qual ele faça parte.nem a outros tipos de trabalhos por elas executados. por sua natureza ou características. (b) atividades de natureza jurídica. Em termos gerais. ser avaliado em relação: (a) à situação geral apresentada pelas informações financeiras. 07. As EFSs freqüentemente desempenham atividades que não são típicas de auditoria. mas que contribuem para a melhor administração pública.

15.não podem ser prescritivas nem de aplicação compulsória por parte da EFS ou de seu pessoal. fundamentalmente diferente das auditorias financeiras e de otimização de recursos realizadas pelas EFSs com sistema hierárquico comandado por um Auditor Geral ou Controlador Geral. Cabe a cada EFS estabelecer as diretrizes segundo as quais as normas da INTOSAI. a natureza colegiada e jurídica da fiscalização empreendida pelos Tribunais de Contas torna seu trabalho. ou outras normas específicas. Estas atividades proporcionam informações valiosas aos responsáveis pelas decisões e devem ser comprovadamente de alta qualidade. Os postulados básicos de auditoria estipulam que: A EFS deve usar sua própria capacidade de julgamento nas diversas situações que se apresentem no exercício de sua função fiscalizadora. 16. Conseqüentemente. Os objetivos de determinado trabalho ou tarefa ditam as normas específicas a serem seguidas. portanto.e também quaisquer normas de auditoria de outras procedências . e (f) atividades de processamento eletrônico de dados. as normas de auditoria da INTOSAI . (e) atividades administrativas. A competência legal da EFS está acima de quaisquer convenções contábeis ou de auditoria com as quais possa conflitar e. As informações comprobatórias desempenham um papel importante na decisão do auditor quanto à seleção das questões e áreas a serem auditadas. 239 . cronograma e extensão dos exames e procedimentos de auditoria. certas normas de auditoria não são aplicáveis a todos os aspectos de seu trabalho. guarda uma relação significativa com as normas de auditoria empregadas pelas EFSs. Em razão da estrutura e dos métodos de algumas EFSs. 13.e consultas aos arquivos das EFSs. em certos aspectos. Para garantir a realização de um trabalho de alta qualidade. devem ser seguidas na execução dos seus vários tipos de tarefas. assim como quanto à natureza. a fim de garantir que o trabalho e seus resultados sejam de alta qualidade. 12. Por exemplo. devemse seguir normas apropriadas. 14.

procurar eliminar as incompatibilidades. a fim de permitir a adoção de normas apropriadas. mas. do seu grau de autonomia ou do seu regime financeiro. 18. A EFS deve reconhecer. na maioria deles. emitidas por órgãos normativos oficiais. diretamente. A EFS deve avaliar o grau de compatibilidade das normas de auditoria de outras procedências com o exercício de sua competência legal. como é o caso de empresas criadas por lei ou por disposição do poder executivo ou de empresas nas quais o governo seja acionista majoritário. contudo. 21. Por conseguinte. 19. Independentemente da forma como estão constituídas. ao órgão legislativo superior. as disposições legais estabelecem que as entidades obrigadas a prestar contas apresentem relatórios ao Presidente. em última instância. ou por intermédio do Poder Executivo. sobre as contas. podem ser aplicáveis ao setor público. As empresas públicas também são obrigadas a prestar contas e podem ter finalidades comerciais. normas do setor privado para a auditoria de demonstrações financeiras. de suas funções. os relatórios são apresentados ao Poder Legislativo. como de que este processo seja adequado e funcione eficazmente. 20. 240 . A EFS deve. Em alguns países. Os postulados básicos de auditoria estipulam ainda que: O maior grau de conscientização da sociedade torna mais evidente a necessidade tanto de que as pessoas ou entidades gestoras de recursos públicos cumpram sua obrigação de prestar contas. em particular os relacionados com a auditoria de demonstrações financeiras. Rei ou Conselho de Estado. que as normas de auditoria da INTOSAI representam um consenso de opiniões de auditores públicos e procurar aplicá-las quando forem compatíveis com suas atribuições. sobre os responsáveis por elas ou até mesmo sobre os administradores. os objetivos da EFS podem ser similares aos do setor privado. Os julgamentos e decisões destas instituições constituem uma complementação natural da função administrativa de auditoria de que estão incumbidas. tais entidades devem prestar contas.17. Certas EFSs têm poder judicante que é exercido. dependendo do país. quando necessário. Em certos aspectos de sua competência legal.

28. Já as entidades auditadas devem adotar objetivos e metas de desempenho específicos e mensuráveis. As EFSs também devem recomendar às entidades auditadas que estabeleçam objetivos mensuráveis e claramente explicitados. avaliação e elaboração de relatórios. As EFSs devem cooperar com os órgão s normatizadores da área contábil. 26. Os administradores têm a responsabilidade de zelar para que os relatórios financeiros e outras informações sejam corretas e suficientes. Os postulados básicos de auditoria estabelecem que: A aplicação efetiva de normas contábeis aceitáveis devem resultar na apresentação fidedigna da situação financeira e dos resultados das operações. 24. O 241 . 23. Os postulados básicos de auditoria estabelecem ainda que: A implantação. . Constitui também obrigação da entidade o desenvolvimento de um sistema prático que forneça informações pertinentes e confiáveis. A premissa de que um pré-requisito para a fidedignidade das demonstrações seja a aplicação consistente de normas contábeis significa que a entidade auditada deve seguir aquelas que forem apropriadas às circunstâncias e aplicá-las de maneira sistemática. torna mais fácil o cumprimento da obrigação de prestar contas. tanto na forma como no conteúdo. as autoridades competentes devem promulgar normas de contabilidade aceitáveis atinentes à elaboração e divulgação dos relatórios financeiros. nos órgãos públicos. 25.22. Relatórios e demonstrações financeiras com dados corretos e suficientes são a expressão da situação financeira e dos resultados das operações da entidade. Os postulados básicos de auditoria estipulam que: De acordo com as necessidades do governo. de sistemas adequados de informação. a fim de garantir a adequação das normas à administração pública. assim como metas de desempenho para estes objetivos. controle.

auditor não deve considerar a observância correta das normas contábeis como prova definitiva da apresentação fidedigna dos vários relatórios financeiros. A fidedignidade constitui uma expressão da opinião do auditor que ultrapassa os limites da mera aplicação estrita de normas contábeis. Esta premissa reforça a tese de que as normas de auditoria não passam de requisitos mínimos para a atuação do auditor. A decisão de ultrapassar este mínimo fica a seu critério. 29. Os postulados básicos de auditoria estipulam que: A existência de um sistema de controle interno adequado reduz ao mínimo o risco de erros e irregularidades. 30. A entidade auditada, e não o auditor, é responsável pelo desenvolvimento de sistemas adequados de controle interno para proteger seus recursos. Também constitui sua obrigação garantir a existência e o funcionamento de controles para assegurar tanto o cumprimento das leis e regulamentos aplicáveis como a probidade e propriedade das decisões tomadas. Contudo, isto não exime o auditor de apresentar propostas e recomendações ao auditado cujos controles forem inadequados ou inexistentes. 31. Os postulados básicos de auditoria estipulam que: O estabelecimento de disposições legais facilita a cooperação das entidades auditadas, tanto no que diz respeito à manutenção dos dados pertinentes, necessários à avaliação global das atividades auditadas, quanto no que se refere ao acesso a todos esses dados. 32. A EFS deve ter acesso às fontes de informações e de dados, assim como aos funcionários e empregados da entidade auditada, a fim de se desincumbir eficientemente de suas responsabilidades de auditoria. O estabelecimento de disposições legais que garantam este acesso do auditor às informações e ao pessoal contribuirá para reduzir futuros problemas neste campo. 33. Os postulados básicos de auditoria estipulam que:

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Todas as atividades de fiscalização da EFS devem desempenhadas no exercício de sua competência legal.

ser

34. As EFSs geralmente são instituídas pelo órgão legislativo superior ou por disposição constitucional. Em alguns casos, ao invés de disposições legais específicas, é a praxe que rege certos aspectos de suas atribuições. Via de regra, a lei ou regulamento estabelece a forma de constituição da EFS (por exemplo: tribunal, conselho, comissão, órgão oficial ou ministério). Também estabelece os termos e condições da competência, duração, poderes, deveres, funções, responsabilidades gerais e outras questões relativas ao exercício do cargo de seus titulares e ao cumprimento de suas respectivas funções e deveres. 35.Qualquer que seja o seu sistema organizacional, a função essencial da EFS é assegurar e promover o cumprimento da obrigação de prestar contas no setor público. Em alguns países a EFS é um Tribunal, integrado por juízes, e que tem autoridade sobre os responsáveis por contas que lhe devam ser prestadas. Em virtude desta função judicante, a EFS precisa assegurar-se de que toda pessoa responsável por recursos públicos lhe preste contas e esteja, neste sentido, sujeita à sua fiscalização. Há uma importante relação complementar entre este poder judicante e as outras características da auditoria. Estas características devem ser encaradas como parte da lógica dos objetivos gerais perseguidos pelo controle externo e mais especificamente daqueles relacionados com a gestão contábil. 36. O âmbito geral da fiscalização pública abrange regularidade e de otimização de recursos. 37. A auditoria de regularidade tem por objetivo: (a) certificar que as entidades responsáveis cumpriram sua obrigação de prestar contas, o que envolve o exame e a avaliação dos registros financeiros e a emissão de parecer sobre as demonstrações financeiras; (b) emitir parecer sobre as contas do governo; (c) auditar os sistemas e as operações financeiras, incluindo o exame da observância às disposições legais e regulamentares aplicáveis; as auditorias de

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(d) auditar o controle interno e as funções da auditoria interna; (e) auditar a probidade e a propriedade das decisões administrativas tomadas pela entidade auditada e (f) informar sobre quaisquer outros assuntos, decorrentes ou relacionados com a auditoria, que a EFS considere necessário revelar. 38. A auditoria de otimização de recursos preocupa-se verificar a economia, a eficiência e a eficácia, e tem por objetivo: em

(a) determinar se a administração desempenhou suas atividades com economia, de acordo com princípios, práticas e políticas administrativas corretas; (b) determinar se os recursos humanos, financeiros e de qualquer outra natureza são utilizados com eficiência, incluindo o exame dos procedimentos de mensuração e controle do desempenho e as providências adotadas pelas entidades auditadas para sanar as deficiências detectadas e (c) determinar a eficácia do desempenho das entidades auditadas em relação ao alcance de seus objetivos e avaliar o verdadeiro efeito de suas atividades em comparação com o efeito esperado. 39. Pode haver, na prática, uma sobreposição entre as auditorias de regularidade e de otimização de recursos e, neste caso, a classificação da auditoria dependerá de seu objetivo principal. 40. Em muitos países, a competência legal da EFS com relação à auditoria de otimização de recursos não inclui a verificação da orientação política dos programas de governo. De qualquer modo, essa competência deve definir claramente os poderes e responsabilidades da EFS quanto à auditoria de otimização de recursos em todas as áreas da atividade governamental, a fim de facilitar, entre outras coisas, a aplicação de normas de auditoria apropriadas. Em alguns países, as disposições constitucionais ou legais em vigor nem sempre conferem à EFS poderes para examinar a "eficácia" nem a "eficiência" da administração financeira do Executivo. Nestes casos, a avaliação da propriedade ou da utilidade das decisões administrativas, bem como da

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eficácia da administração, cabe a Ministros, a quem se atribui a tarefa de organizar os serviços administrativos, sendo eles responsáveis pela sua gestão perante o Legislativo. A expressão que parece ser a mais adequada, neste caso, para descrever as auditorias que ultrapassam os limites tradicionais da regularidade e da legalidade é "auditoria da boa gestão". Tal auditoria não busca efetuar um exame crítico da eficácia nem da eficiência no uso dos recursos financeiros, mas sim proceder a uma análise da despesa pública à luz dos princípios gerais da boa administração. Os dois tipos de auditorias - de regularidade e de gestão - podem, na prática, ser realizados concomitantemente, ainda mais que são mutuamente reforçadores: a auditoria de regularidade ser preparatória para a de gestão, e a última levando à correção de situações causadoras de irregularidades. 41. O cumprimento da obrigação de prestar contas no setor público será promovido mais efetivamente quando a competência legal da EFS permitir-lhe executar ou dirigir a execução de auditorias de regularidade e de otimização de recursos em todas as oraganizações públicas. 42. Os postulados básicos de auditoria estipulam que: As EFSs devem aperfeiçoar as técnicas usadas para auditar a validade dos procedimentos de mensuração do desempenho. 43. O aumento das funções dos auditores requer deles o aperfeiçoamento e a elaboração de novas técnicas e metodologias para avaliar se as entidades auditadas usam procedimentos corretos e válidos de mensuração do desempenho. Os auditores devem, para tanto, fazer uso de técnicas e metodologias de outras disciplinas. 44. Os postulados básicos de auditoria estabelecem que: As EFSs devem evitar conflitos de interesses entre o auditor e a entidade auditada. 45. A EFS desempenha seu papel realizando auditorias nas entidades obrigadas a prestar contas e relatando os resultados. Para tanto, a EFS necessita preservar sua independência e objetividade, o

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que será mais fácil mediante a aplicação de normas gerais de auditoria apropriadas. 46. A extensão da competência legal da EFS determinará a extensão das normas de auditoria a serem aplicadas. 6.4. NORMAS GERAIS DE AUDITORIA PÚBLICA 47. Este capítulo trata das normas gerais de auditoria pública, as quais estabelecem os requisitos para que o auditor e/ou a instituição fiscalizadora possam desempenhar, com competência e eficácia, as tarefas a que se referem as normas aplicáveis à execução da auditoria e à elaboração de relatórios. 48. As normas de auditoria compreendem, por um lado, normas aplicáveis tanto aos auditores quanto à EFS e, por outro, normas aplicáveis apenas à EFS. As normas comuns a ambos são: (a) O auditor e a EFS devem ser independentes; (b) O auditor e a EFS devem possuir a competência necessária e (c) O auditor e a EFS devem agir com o devido zelo profissional e cuidado ao observarem as normas de auditoria da INTOSAI. Isto inclui o devido zelo profissional ao especificar, reunir e avaliar informações probatórias e ao relatar suas constatações, conclusões e recomendações. 49. As normas gerais de auditoria aplicáveis apenas à EFS estabelecem que devem ser adotadas políticas administrativas e procedimentos para: (a) Recrutar pessoal com a adequada qualificação; (b) Aperfeiçoar e treinar seu pessoal a fim de capacitá-lo a desempenhar suas tarefas com eficácia, assim como definir critérios para a promoção dos auditores e demais servidores; (c) Preparar manuais, guias e instruções para a execução das auditorias; (d) Aproveitar a formação técnica e experiência profissional dos seus auditores e identificar os setores onde haja carência de conhecimentos

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técnicos; fazer uma boa distribuição das tarefas de auditoria entre o pessoal, segundo sua especialidade, designando um número suficiente de pessoas para cada auditoria e realizar um planejamento e uma supervisão adequados para alcançar as metas preestabelecidas com o zelo profissional e empenho devidos e (e) Revisar a eficiência e a eficácia de suas normas e procedimentos internos.
Independência

50. As normas gerais aplicáveis tanto ao auditor quanto a EFS estabelecem: O auditor e a EFS devem ser independentes. Os parágrafos seguintes explicam a independência como uma norma de auditoria. Especificamente, os parágrafos 53-57 explicam a independência em relação ao legislativo; os parágrafos 58-68 explicamna em relação ao executivo e os parágrafos 69-73 em relação à entidade auditada. 51. Qualquer que seja a forma de governo, a necessidade de se proceder com independência e objetividade na auditoria é vital. Um grau adequado de independência tanto em relação ao poder legislativo como ao executivo é essencial para a execução da auditoria e para a credibilidade dos seus resultados. 52. Critérios para o estabelecimento e manutenção da adequada independência da EFS podem ser fixados de forma mais fácil e clara nos países onde o poder legislativo for distinto do executivo (quer sejam ou não os membros do poder executivo também membros do legislativo). Uma vez que isto ocorre num grande número dos países integrantes da INTOSAI, estas normas estabelecem os critérios para a independência das EFSs destes países, sendo necessário modificá-los e adaptá-los para os demais países. 53. O poder legislativo é um dos principais beneficiários dos serviços da EFS. A competência legal da EFS provém da Constituição ou de outras disposições legais e uma característica geral de sua função é fornecer informações ao legislativo.

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Espera-se que a EFS trabalhe estreitamente com o poder legislativo, inclusive com quaisquer de suas comissões encarregadas de examinar os relatórios da EFS. Tal cooperação pode contribuir para a eficaz continuidade do trabalho da EFS. Da mesma forma, os resultados importantes da fiscalização da execução orçamentária do governo e dos órgãos da administração pública, assim como, as controvérsias e desentendimentos com os órgãos auditados, devem ser levados ao conhecimento do legislativo por meio de relatório ou comunicação especial. Comissões especiais do legislativo podem ser encarregadas de examinar, na presença de Ministros, de representantes dos órgãos auditados e de outros representantes, as observações dos relatórios e comunicações especiais da EFS. O estreito vínculo entre o legislativo e a EFS pode também ser implementado por meio de um exame do orçamento, assim como pela assistência técnica ao trabalho das comissões parlamentares incumbidas de examinar os projetos orçamentários. 54. A EFS pode fornecer aos membros do legislativo resumos de fatos constantes dos relatórios de auditoria, mas é importante que a EFS se mantenha à margem de influências políticas, a fim de preservar a imparcialidade no desempenho de suas funções fiscalizadoras. Isto implica que a EFS não seja susceptível a interesses políticos particulares nem dê a impressão de sê-lo. 55. Embora a EFS precise observar as leis, sua independência exige que não se sujeite ao comando do legislativo ao programar, planejar e executar suas auditorias. A EFS precisa de liberdade para estabelecer prioridades e programar seu trabalho de acordo com sua competência legal e também para adotar metodologias apropriadas às auditorias a serem realizadas. Em alguns países, a fiscalização da administração financeira do executivo constitui uma prerrogativa do Parlamento ou Assembléia Nacional; isto pode também ocorrer com a fiscalização da receita e da despesa, em nível regional, onde o controle externo cabe à assembléia legislativa. Nestes casos, a fiscalização é realizada em nome do legislativo, sendo conveniente que a EFS leve em conta seus pedidos de investigações específicas, ao programar as tarefas de auditoria. Contudo, é importante que a EFS mantenha sua liberdade de

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determinar a forma de conduzir todas as suas atividades, inclusive as tarefas solicitadas pelo Parlamento. 56. É conveniente que a legislação estabeleça os requisitos mínimos necessários à elaboração dos relatórios, incluindo os assuntos sujeitos a auditoria, e fixando prazos razoáveis para sua apresentação. Além disso, a existência de disposições flexíveis referentes aos relatórios a serem apresentados ao legislativo, sem restrições quanto ao seu conteúdo e periodicidade, contribuiria para a manutenção da independência da EFS. 57. O Poder Legislativo precisa prover a EFS com recursos suficientes. Por sua vez, ela deve responder por estes recursos, assim como, pelo exercício eficaz de sua competência legal. 58. O Poder Executivo e a EFS podem ter em comum certo interesse em promover a accountability no setor público. Entretanto, a relação precípua da EFS para com o executivo deve corresponder à de um auditor externo. Como tal, os relatórios da EFS auxiliam o executivo ao apontarem as deficiências da administração e recomendarem medidas saneadoras. A EFS deve tomar cuidado no sentido de evitar participar de atividades da alçada do executivo que possam prejudicar sua independência e objetividade no cumprimento de suas funções. 59. É importante para a independência da EFS que o executivo não tenha nenhum poder de ingerência sobre o desempenho de suas funções. A EFS não deve ser obrigada a executar, modificar ou abster-se de realizar determinadas auditorias, nem tampouco retirar ou alterar constatações, conclusões e recomendações. 60. Uma certa cooperação entre a EFS e o executivo é recomendável em determinadas áreas. A EFS deve estar apta para, com presteza, assessorar o executivo em questões relativas a normas e diretrizes contábeis e aspectos formais das demonstrações financeiras. A EFS deve assegurar-se de que, ao prestar tal assessoramento, não estará assumindo qualquer compromisso explícito ou implícito que impeça o exercício independente de sua competência legal. 61. A preservação da independência da EFS não impede que o executivo lhe proponha a auditoria de certos assuntos. Entretanto, para que a EFS exerça sua independência plenamente deve ser-lhe facultado

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recusar qualquer destas propostas. É fundamental para o conceito de independência da EFS que as decisões quanto ao trabalho de auditoria, inclusive o programa, caibam, em última instância, à própria EFS. 62. O provimento de recursos a EFS constitue um aspecto delicado ao seu relacionamento com o executivo. Como reflexo de diferenças constitucionais e institucionais, as disposições que regem provimento de recursos à EFS podem estar relacionadas, de várias formas, à situação financeira e à política de execução da despesa do executivo. Em contrapartida, para promover o cumprimento eficaz da obrigação de prestar contas, a EFS precisa contar com os recursos necessários ao desempenho satisfatório de suas atribuições. 63. A EFS deve comunicar ao legislativo qualquer imposição em matéria de recursos ou quaisquer outras restrições, por parte do executivo, que possam cercear o exercício de sua competência legal. 64. A legislação que dispõe sobre a competência legal da EFS deve prever seu livre e total acesso a todas as instalações e registros referentes às entidades e operações auditadas, devendo ainda conferir à EFS poderes suficientes para obter informações pertinentes das pessoas ou entidades que as possuam. 65. O poder executivo também deve, por praxe ou imposição legal, permitir o acesso da EFS às informações confidenciais que sejam necessárias e pertinentes para o cumprimento de suas funções. 66. A existência de condições que definam o tempo de permanência no cargo dos titulares das EFSs, pode contribuir para a sua independência em relação ao executivo. Por exemplo, os titulares das EFSs podem ser designados para ocupar o cargo por um longo período fixo de tempo ou então até que atinjam uma idade limite para a aposentadoria. Por outro lado, condições que obriguem a EFS a sujeitar-se à vontade do executivo, exercerão uma influência negativa sobre sua independência. Assim sendo, é desejável que, em princípio, ao se estabelecerem as condições para o término do exercício do cargo ou para a destituição do seu titular, sejam adotadas disposições similares às aplicadas aos cargos do Poder Judiciário ou assemelhados.

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A independência dos membros das EFSs que exercem função judicante e que freqüentemente são organizadas de forma colegiada, deve ser garantida de vários modos, particularmente pelo princípio da inamovibilidade dos juizes, pela prerrogativa do exercício do poder judicante, pela definição de sua situação perante a lei e pela sua independência como auditor. 67. A fim de que a EFS não apenas exerça suas funções com independência do executivo, mas também para que isto seja manifestado claramente, é importante que sua competência legal e posição independente sejam bem compreendidas pela sociedade. A EFS deve, ao surgirem oportunidades adequadas, promover um trabalho educativo neste sentido. 68. A independência funcional da EFS não impede que ela coordene, com órgãos do Poder Executivo, certos aspectos de sua administração, tais como relações trabalhistas, administração de pessoal, administração do patrimônio ou aquisição conjunta de equipamentos e materiais. Os órgãos do executivo não devem, entretanto, tomar decisões que possam por em risco a independência da EFS no exercício de sua competência legal. 69. A EFS deve permanecer independente das entidades auditadas. Contudo, deve procurar promover, entre essas entidades, a compreensão de seu papel e função, objetivando manter com elas um bom relacionamento que possa ajudar a EFS a obter informações espontâneas e fidedignas, bem como a conduzir discussões numa atmosfera de respeito e compreensão mútuos. Segundo este pensamento, mesmo preservando sua independência, a EFS pode consentir em participar de reformas planejadas pelo governo em áreas envolvendo contas públicas ou legislação financeira ou pode também anuir em ser consultada, quando da elaboração de projetos de leis ou outras disposições legais que afetam suas atribuições e poderes. Contudo, nestes casos, a EFS não deve interferir na administração do governo e sim cooperar com certos órgãos, prestando-lhes assistência técnica ou oferecendo-lhes sua experiência administrativa e financeira. 70. Ao contrário da auditoria do setor privado, onde se estipula o trabalho do auditor num contrato de prestação de serviços, a entidade auditada não mantém uma relação de cliente para com a EFS. Esta última deve ser livre e imparcial no desempenho de sua

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competência legal e levar em consideração as opiniões da administração ao formular seus pareceres, conclusões e recomendações de auditoria, sem assumir, todavia, qualquer responsabilidade perante a administração da entidade auditada quanto ao âmbito ou natureza de sua auditoria. 71. A EFS não deve tomar parte na administração nem nas atividades das entidades auditadas. Os auditores não devem ser membros de conselhos diretores e, caso necessitem prestar algum assessoramento, devem fazê-lo sob a forma de sugestão ou recomendação de auditoria, deixando isto bem claro. 72. O auditor da EFS que mantiver estreitas relações com a administração da entidade auditada, sejam sociais, de parentesco ou de qualquer outro tipo, que possam provocar uma diminuição de sua objetividade, não deverá ser designado para auditar essa entidade. 73. O pessoal da EFS deve abster-se de instruir funcionários da entidade auditada quanto às suas obrigações. No caso de a EFS resolver designar funcionários para atuarem permanentemente junto à entidade auditada, com o fim de facilitar a fiscalização contínua de suas operações, programas e atividades, estes funcionários não devem participar de nenhum processo de decisão nem de autorização que seja da responsabilidade da administração da entidade auditada. 74. Para obter assistência em geral de profissionais experientes, a EFS pode cooperar com instituições acadêmicas e manter relações formais com associações profissionais, desde que não comprometam sua independência e objetividade.
Competência

75. As normas gerais aplicáveis tanto ao auditor quanto a EFS estabelecem que: O auditor e a EFS devem possuir a competência necessária. Os parágrafos seguintes explicam a competência como norma de auditoria. 76. Em virtude de sua competência legal, a EFS geralmente deve elaborar e relatar pareceres, conclusões e recomendações de auditoria. Em algumas EFSs esta obrigação é

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prerrogativa do seu titular e, nas de estrutura colegiada, da própria instituição. As discussões no seio da EFS imprimem objetividade e autoridade aos pareceres e decisões. Nas EFSs colegiadas os pareceres e decisões finais representam a opinião da organização como um todo, mesmo quando a ação for tomada ou exercida por unidades que constituam subdivisões da entidade, embora conservando sua competência como, por exemplo, uma Câmara, Câmara Mista ou seção de uma Câmara. Possuindo a EFS um único titular, todos os pareceres e decisões são proferidas por ele ou em seu nome. 77. Uma vez que os deveres e responsabilidade atribuídos à EFS são, portanto, fundamentais para o cumprimento da obrigação de se prestar contas no setor público, a EFS deve aplicar em suas auditorias métodos e práticas da mais alta qualidade. Cabe-lhe formular procedimentos para garantir o exercício pleno de suas responsabilidades quanto aos relatórios de auditoria. Para tanto, é indispensável a total observância de suas normas, planos, métodos e supervisão, tanto por parte do pessoal da EFS como dos especialistas de procedência externa. 78. A EFS precisa determinar a variedade de conhecimentos técnicos e de experiência necessária ao desempenho eficaz de sua competência legal. Qualquer que seja a natureza da auditoria, ela deve ser realizada por pessoas cuja formação e experiência correspondam à natureza, âmbito e complexidade do trabalho de auditoria. A EFS deve contar com uma gama completa de métodos atualizados de auditoria, inclusive técnicas de análise de sistemas, métodos analíticos de exame e de amostragem estatística e de auditoria de sistemas informatizados. 79. Quanto mais ampla e irrestrita for a natureza da competência legal da EFS, mais complexa tornar-se-á a tarefa de garantir a qualidade de todo o seu trabalho. Assim, poderes que deixem a critério da EFS a frequência com que deve realizar suas auditorias, bem como a natureza de seus relatórios, requerem dela uma elevado nível gerencial.
Zelo Profissional

80. As normas gerais aplicáveis tanto ao auditor quanto a EFS estabelecem que:

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Quando a EFS valer-se de especialistas de procedência externa para prestar-lhe assessoramento. 84. O auxílio profissional de especialistas externos não exime a EFS da responsabilidade pelas opiniões formadas ou conclusões tiradas no trabalho de auditoria. Os parágrafos seguintes explicam o zelo profissional como norma de auditoria. Esta norma também se aplica ao se contratarem auditores externos. ineficiência ou improbidade. A EFS deve proceder e demonstrar que procede com objetividade nas auditorias dos órgãos e empresas públicas. neste tipo de contrato. 83. nessas situações. deve-se tomar cuidado para garantir que. também têm uma estreita relação com a manutenção da qualidade do trabalho. 81. desperdício. recorra ao assessoramento de especialistas de procedência externa. Isto inclui o devido zelo profissional ao especificar. 254 . falhas de controle. fique estipulado que a definição do planejamento. gastos impróprios ou ilegais. verificando se eles têm competência e capacidade para realizar o respectivo trabalho. deve fazê-lo com o devido zelo profissional. operações não autorizadas. a EFS poderá usá-los em seus exames. A qualidade do trabalho e dos conhecimentos técnicos deve corresponder à complexidade de cada auditoria específica. 85. Caso a EFS. do âmbito. reunir e avaliar informações probatórias e ao relatar suas constatações. impropriedades contábeis. conclusões e recomendações.O auditor e a EFS devem agir com o devido zelo profissional e interesse ao observarem as normas de auditoria da INTOSAI. erros e operações ou resultados incomuns que possam ser indícios de fraude. Ademais. da execução e do relatório da respectiva auditoria caberá à EFS. Deve também ser imparcial em suas avaliações e nos seus relatórios de auditoria. Os auditores precisam estar atentos para situações. as normas que recomendam agir com o devido zelo profissional. 82. no cumprimento de suas funções. Quando instituições autorizadas ou reconhecidas estabelecerem normas ou critérios para a contabilidade e para os relatórios das empresas públicas.

a fim de capacitá-lo a com eficácia. As normas gerais aplicáveis às EFSs estabelecem que: As EFSs devem adotar aperfeiçoar e treinar seu desempenhar suas tarefas critérios para promoção dos diretrizes e procedimentos para pessoal. A EFS deve estabelecer e revisar regularmente os requisitos mínimos de formação profissional exigidos para a nomeação de auditores. obtidas em função do trabalho de auditoria. Os parágrafos seguintes explicam o recrutamento de pessoal como norma de auditoria. podendo revisar seu trabalho para comprovação da qualidade.86. É fundamental que a EFS mantenha sigilo sobre os assuntos e informações de auditoria obtidas em função de seu trabalho. bem como ser adequadamente capacitado e experiente. 89. 90. O pessoal da EFS deve possuir formação de nível superior apropriada. 87. Estas normas estabelecem que: As EFSs devem adotar políticas administrativas e procedimentos para recrutar pessoal com a adequada qualificação. não devem ser usadas para fins que extrapolem o âmbito da auditoria nem que não sejam os necessários para a elaboração do parecer e do relatório do auditor. Contudo. deve aplicar os procedimentos adequados para ter certeza de que eles agiram com o devido zelo profissional e observaram as normas de auditoria pertinentes. a EFS deve ter a faculdade de comunicar às autoridades judiciais competentes quaisquer ilegalidades. Quando a EFS usar o trabalho de outros auditores. Normas gerais aplicáveis apenas a EFS: 88. assim como definir auditores e demais servidores. As informações sobre a entidade auditada. 255 .

inclusive de aspectos. O exame de sistemas financeiros. bem como identificar suas necessidades de aperfeiçoamento profissional. Da mesma forma. de registros contábeis e demonstrações financeiras requer conhecimentos de contabilidade e de disciplinas afins. 256 . o pessoal especializado em auditoria deve possuir conhecimentos suficientes das normas. a auditoria de otimização de recursos pode exigir. treinamento dentro da própria instituição. e incentivando-os a freqüentar cursos externos. 92. 91. A EFS deve fixar e revisar periodicamente critérios para a promoção de seus auditores e demais servidores. inclusive os requisitos de formação profissional. gerenciamento. 96. 97. além destes conhecimentos. assim como da legislação aplicável e das disposições do executivo relacionadas com a obrigação de prestar contas por parte da entidade auditada. treinamento em outras áreas como administração. as normas legais e institucionais que regem o funcionamento do executivo e os estatutos das empresas públicas. 95. tais como o papel do legislativo. procedimentos e práticas de auditoria da EFS. A EFS deve também estabelecer e manter critérios e procedimentos para o aperfeiçoamento profissional de seu pessoal nas técnicas e métodos de auditoria aplicáveis à diversidade do seu trabalho. 93. A EFS deve incentivar seu pessoal a filiar-se a associações profissionais relacionadas com seu trabalho e a participar de suas atividades. Por outro lado. economia e ciências sociais. oferecendolhes. Os funcionários da EFS devem ter um bom conhecimento do setor público. diretrizes.Os parágrafos seguintes explicam o treinamento e o aperfeiçoamento como norma de auditoria. A EFS deve manter um cadastro das qualificações profissionais de seu pessoal com o fim de facilitar o planejamento das auditorias. A EFS deve tomar as medidas cabíveis para proporcionar um contínuo aperfeiçoamento profissional a seus funcionários. 94. quando conveniente.

explicam os conhecimentos 101. 102. guias e instruções como norma de auditoria. ainda que: As normas gerais aplicáveis apenas às EFSs estabelecem As EFSs devem adotar diretrizes e procedimentos para preparar manuais. contendo as diretrizes. fazer uma boa distribuição das tarefas de auditoria entre o pessoal. que: As normas gerais aplicáveis apenas às EFSs estabelecem As EFS devem adotar diretrizes e procedimentos para aproveitar a formação técnica e experiência profissional dos seus funcionários e identificar os setores onde haja carência de conhecimentos técnicos. A orientação do pessoal da EFS por meio de circulares. Contudo. Os parágrafos seguintes explicam os manuais. Os parágrafos seguintes técnicos como normas de auditoria. 100. as diretrizes e os procedimentos 257 . 99. O grau de especialização dos recursos humanos para cada auditoria específica varia segundo o tipo da auditoria. bem como a existência de um manual de auditoria atualizado. com o fim de se designar profissionais devidamente especializados para o trabalho e de se estabelecer um controle sobre os recursos humanos a serem utilizados na auditoria.98. Deve-se avaliar os recursos necessários para cada auditoria. e realizar um planejamento e uma supervisão adequados para alcançar as metas preestabelecidas com o zelo profissional e empenho devidos. designando um número suficiente de pessoas para cada auditoria. normas e práticas da EFS. guias e instruções para a execução das auditorias. são importantes para a manutenção da qualidade das auditorias. Não é preciso que cada auditor seja especialista em todos os assuntos da competência legal das EFSs. segundo sua especialidade.

para que as constatações. darão a maior garantia possível de que cada entidade auditada está cumprindo a accountability. inclusive auditorias de otimização de recursos de todas as operações de cada entidade auditada. conclusões e recomendações de auditoria sejam claras. O estabelecimento de diretrizes e procedimentos para a supervisão das auditorias constitui um importante fator para que as EFSs desempenhem suas funções com um nível apropriado de competência. se seus próprios auditores atendem às suas necessidades ou se deve recorrer a especialistas externos. 104. Estas equipes devem conhecer os respectivos sistemas de contabilidade e de controle do governo. Assim. A EFS deve ter a faculdade de recrutar especialistas de procedência externa caso a boa execução do trabalho assim o exija. a equipe formada reunirá a especialização e a experiência necessárias àquela auditoria específica. dentro de um prazo razoável. assim como das formas de coordenação e dos mecanismos de controle do órgão central. as equipes encarregadas deste trabalho devem estar capacitadas para realizar uma avaliação coordenada dos sistemas contábeis dos diferentes órgãos. conhecedores de suas normas e métodos e familiarizados com as particularidades da área em questão. bem como ter suficiente domínio das técnicas usadas pela EFS neste tipo de auditoria. A EFS deve fazer com que as auditorias sejam planejadas e supervisionadas por auditores competentes. Quando a EFS tiver competência legal para auditar as demonstrações financeiras do poder executivo como um todo. todas as auditorias pertinentes. 105. 103. A menos que a EFS esteja capacitada para realizar. de acordo com as circunstâncias. bem fundamentadas e reflitam uma adequada compreensão do assunto objeto de auditoria. 106. são necessários critérios para determinar que atividades de auditoria. Compete a EFS julgar. 258 . em cada ciclo ou período de tempo.usados na designação de pessoal para a auditoria devem procurar distribuir os especialistas de acordo com a natureza do trabalho.

107. As autoridades competentes da EFS devem dar sua devida autorização antes do início de cada auditoria. É importante que o valor dos recursos usados nestes programas corresponda aos benefícios a serem obtidos. que precisem ter sua administração melhorada. 109. ser realizadas dentro de um prazo específico. as EFSs devem prestar especial atenção aos programas que visem garantir essa qualidade. Por ser importante que seu trabalho de auditoria apresente um alto nível de qualidade. que: As normas gerais aplicáveis apenas às EFS estabelecem As EFSs devem adotar diretrizes e procedimentos para revisar a eficiência e a eficácia de suas normas e procedimentos internos. a seu juízo. A manutenção de um arquivo de dados sobre a estrutura. 111. Os benefícios advindos de tais programas tornam essencial a destinação de recursos suficientes para este fim. a fim de melhorar a execução e os resultados de suas auditorias. por lei. a EFS pretenda realizar. Os parágrafos seguintes explicam as revisões para garantir a qualidade do trabalho como uma norma de auditoria. os recursos humanos a serem usados em termos de especialização e quantidade. 108. os procedimentos de revisão do seu andamento em ocasiões oportunas e as datas para a conclusão dos trabalhos e para a entrega do respectivo relatório. Ao definir a distribuição de seus recursos entre as diferentes atividades de auditoria. 110. A EFS deve ser criteriosa com as informações disponíveis ao determinar suas prioridades. para que seja mantida a qualidade do trabalho no exercício de sua competência legal. seu âmbito e alvo. 259 . Deve-se dar especial atenção ao planejamento estratégico a fim de se identificar a ordem adequada de prioridade das auditorias que. a EFS deve dar prioridade às tarefas que precisam. ainda. funções e operações das entidades auditadas auxiliará a EFS a identificar áreas significativas ou vulneráveis ou. Esta autorização deve indicar claramente osobjetivos da auditoria.

Enquanto a auditoria a posteriori pode apenas constatar as irregularidades após terem ocorrido e ser tarde demais para corrigi-las. implica em ação 260 . ao contrário. consultando-se os respectivos dirigentes sobre os resultados dos procedimentos internos de garantia da qualidade e informando-se periodicamente às autoridades superiores da EFS. Por exemplo. é aconselhável que as EFSs estabeleçam procedimentos próprios para garantir a qualidade do seu trabalho. dotado de amplos poderes. 117. Como forma adicional de assegurar a qualidade do seu desempenho. A qualidade do trabalho das EFSs pode melhorar com o fortalecimento dos seus sistemas de revisão interna e. Convém que as EFSs instituam um sistema próprio de auditoria interna. (b) assegurar a qualidade dos relatórios de auditoria e (c) promover melhorias e evitar a repetição de falhas113. 115. Em certos países. para: As EFSs devem implantar sistemas e procedimentos (a) confirmar se os mecanismos de garantia da qualidade de todo o trabalho funcionam satisfatoriamente. entende-se por auditoria preventiva aquela realizada a tempo de ainda permitir à instituição de auditoria evitar a execução de um ato considerado irregular. 114. a execução e o relatório de auditorias escolhidas por amostragem podem sofrer uma minuciosa revisão por parte de funcionários devidamente qualificados não envolvidos nestas auditorias. Geralmente. além da supervisão das atividades de auditoria por parte do pessoal hierarquicamente responsável por elas.112. o planejamento. 118. possivelmente. a auditoria a priori. para ajudá-las a administrar eficazmente suas atividades e a manter a qualidade do seu trabalho. 116. a auditoria de regularidade e legalidade assume a forma de um controle preventivo da despesa pública. mediante a avaliação independente deste trabalho. mediante sua aprovação pela EFS.

executadas de forma econômica. sistemáticas e equilibradas que o auditor tem que seguir. Algumas EFSs colaboram na criação e/ou revisão e aprovação de sistemas contábeis e posteriormente revisam o funcionamento destes sistemas. Estas táticas e ações representam as regras de inspeção que o auditor implementa. deve ser adequadamente supervisionado durante sua 261 . 122. em todos os seus níveis e fases. como nas a posteriori. Estas normas de procedimentos ditam as formas de execução e gerenciamento das atividades de auditoria. bem como se são documentados os desvios destas normas eventualmente considerados apropriados. 120. bem como. Relacionam-se com as normas gerais de auditoria que estabelecem os requisitos básicos para a realização das atividades a que se referem estas normas de procedimentos. As normas de procedimento na execução da auditoria pública aplicáveis a todos os tipos de auditorias são: (a) O auditor deve planejar suas auditorias com o objetivo de garantir que sejam de alta qualidade. uma vez que os resultados decorrentes do cumprimento destas normas de procedimento constituem a principal fonte para o conteúdo dos pareceres ou relatórios. eficiente. As EFSs devem verificar a observância das normas aplicáveis.imediata: possibilidade de impugnação da despesa em caso de irregularidade de natureza jurídica ou contábil verificada pela EFS. Também se relacionam com as normas para a elaboração dos relatórios. visando a alcançar um determinado resultado. eficaz e oportuna. A finalidade das normas de procedimento na execução da auditoria pública é estabelecer os critérios ou a forma geral das táticas ou ações intencionais. 6. 119. 123. NORMAS DE PROCEDIMENTO NA EXECUÇÃO DE AUDITORIA PÚBLICA 121. tanto nas auditorias a priori. as quais tratam da questão da comunicação na auditoria. (b) O trabalho do pessoal encarregado da auditoria. em sua busca de informações probatórias.5.

execução e um funcionário hierarquicamente superior deve revisar a documentação obtida. Um dos mais importantes objetivos que este tipo de auditoria atribui às EFSs é o de assegurar. (d) Nas auditorias de regularidade (financeira e cumprimento legal) deve-se verificar a observância das leis e regulamentos aplicáveis. estar alerta para situações ou operações indicadoras de atos ilegais que possam ter um efeito indireto sobre os resultados da auditoria. as EFSs examinam as contas e demonstrações financeiras da administração pública com o intuito de garantir que todas as operações tenham sido corretamente contraídas. (e) Deve-se obter informações probatórias que sejam adequadas. Deve. a integridade e a validade do orçamento e das contas públicas. Isto faz com que o Parlamento e outros destinatários dos relatórios de auditoria tenham certeza quanto ao volume e crescimento das obrigações do governo. liquidadas e registradas. O auditor também deve estar atento a possíveis atos ilegais que possam ter um efeito indireto e significante sobre as demonstrações financeiras ou sobre os resultados das auditorias de regularidade. deve estudar e avaliar a confiabilidade do controle interno. ainda. Nas auditorias de otimização de recursos. concluídas. (c) O auditor. ao definir a extensão e o âmbito da auditoria. autorizadas. O auditor deve planejar a auditoria de forma a garantir adequadamente a detecção de atos ilegais que possam afetar de forma significante os objetivos da auditoria. para satisfazer os objetivos da auditoria. por todos os meios à sua disposição. sempre que necessário. A auditoria de regularidade constitui uma parte essencial da auditoria pública. O auditor deve planejar táticas e procedimentos capazes de garantir adequadamente a detecção de erros. A ausência de irregularidades resulta geralmente na concessão de quitação. pertinentes e razoáveis para fundamentar a opinião e as conclusões do 262 . deve-se avaliar a observância das leis e regulamentos aplicáveis. irregularidades e atos ilegais que possam ter um efeito direto e significante sobre os valores registrados nas demonstrações financeiras ou sobre os resultados das auditorias de regularidade. Para atingir este objetivo.

Ao planejar uma auditoria. nos auditores internos. por exemplo. (c) considerar a forma. As normas de procedimento na execução da auditoria prescrevem que: O auditor deve planejar suas auditorias com o objetivo de garantir que sejam de alta qualidade. o conteúdo e os destinatários dos pareceres. (h) avaliar o grau de confiança que pode ser depositado em outros auditores como. 263 . programa. (f) determinar a relevância das questões a serem estudadas. de acordo com sua competência legal. (e) identificar os principais sistemas e controles administrativos. As EFSs devem dar prioridade às atividades de auditoria previstas em lei e fixar uma ordem de prioridade para as atividades a serem realizadas a seu critério. atividade ou função auditada e (f) Na auditoria de regularidade (financeira e de cumprimento legal) e. 126. avaliando-os previamente para descobrir seus pontos fortes e fracos. em outros tipos de auditoria. (g) revisar a auditoria interna da entidade auditada e seu programa de trabalho. eficaz e oportuna. (d) especificar os objetivos da auditoria e os procedimentos de verificação necessários para alcançá-los. conclusões ou relatórios de auditoria. o auditor deve: (a) identificar aspectos importantes no campo de atuação da entidade auditada.auditor quanto à organização. Planejamento 124. (b) procurar compreender as relações de responsabilidade que o cumprimento da accountability pública envolve. quando for o caso. o auditor deve analisar as demonstrações financeiras para verificar a observância de normas contábeis aceitáveis na elaboração e divulgação dos relatórios financeiros. Os parágrafos seguintes explicam o planejamento como norma de procedimento. 125. eficiente. bem como sejam executadas de forma econômica. A análise das demonstrações financeiras deve ser feita visando proporcionar uma fundamentação sólida que permita a expressão de um parecer sobre elas.

(j) realizar um exame para verificar se foram tomadas providências adequadas com relação a constatações e recomendações de auditoria comunicadas anteriormente e (k) reunir a documentação apropriada referente ao plano de auditoria e à inspeção in loco proposta. (d) destacar os problemas especiais previstos ao planejar a auditoria.(i) determinar o método de auditoria mais eficiente e eficaz. em todos os seus níveis e fases. 127. No planejamento de uma auditoria normalmente deve-se seguir os procedimentos abaixo: (a) compilar informações sobre a entidade auditada e sua organização. deve ser adequadamente supervisionado durante sua execução e um funcionário hierarquicamente superior deve revisar a documentação obtida. (b) definir o objetivo e o âmbito da auditoria. Uma supervisão 264 . A supervisão é essencial para garantir a consecução dos objetivos de auditoria e a manutenção da qualidade do trabalho. (c) realizar uma análise preliminar para determinar o método a ser adotado assim como a natureza e a extensão das averiguações posteriores. que: As normas de procedimento na execução da auditoria estipulam Supervisão e Revisão O trabalho do pessoal encarregado da auditoria. Os parágrafos seguintes explicam a supervisão e a revisão como normas. A EFS pode revisar o plano de auditoria durante sua execução. sempre que necessário. (e) elaborar um orçamento e um cronograma para a auditoria. (f) identificar as necessidades de pessoal e escolher a equipe de auditoria e (g) explicar aos responsáveis da entidade auditada o âmbito. a fim de avaliar os riscos e determinar a relevância dos assuntos a serem auditados. 128. 129. os objetivos e os critérios de avaliação da auditoria e discuti-los com eles sempre que necessário.

e busca garantir que: (a) todas as avaliações e conclusões tenham sido solidamente fundamentadas e respaldadas em informações probatórias adequadas. (c) o plano de auditoria e a estratégia de ação nele especificado sejam seguidos. 131. (b) a auditoria seja realizada de acordo com as normas e práticas da EFS. (b) todos os erros. portanto. registradas e sejam levadas em conta nos futuros planos de auditoria e atividades de aperfeiçoamento de pessoal. 265 . a revisão resulta na atuação conjunta de indivíduos de diferentes níveis. recomendações e pareceres. recomendações e pareceres pertinentes. (e) o auditor atinja os objetivos de auditoria estabelecidos e (f) o relatório de auditoria contenha todas as conclusões. que sirvam de base para o parecer ou relatório final de auditoria. tanto de experiência como de capacidade de julgamento. Isto deve ser feito à medida em que se vai cumprindo cada fase da auditoria. documentados e sanados a contento ou levados ao conhecimento de um funcionário hierarquicamente superior da EFS e (c) as alterações e melhorias necessárias à realização de auditorias posteriores tenham sido identificadas. pertinentes e razoáveis. sempre necessários. independentemente da competência individual dos auditores. deficiências e questões incomuns tenham sido convenientemente identificados.e um controle adequados são. 130. (d) os papéis de trabalho contenham informações probatórias que fundamentem adequadamente todas as conclusões. Nos trabalhos de auditoria. A supervisão deve ser orientada tanto para o conteúdo como para o método de auditoria e isto implica garantir que: (a) os membros da equipe de auditoria tenham uma nítida e sólida compreensão do plano de auditoria. Todo o trabalho de auditoria deve ser revisado por um superior hierárquico da equipe de auditoria antes que os respectivos pareceres ou relatórios sejam concluídos. a menos que alguma alteração seja autorizada.

266 . a EFS. 135. Quando a contabilidade ou outros sistemas de informação forem computadorizados. Estudo e Avaliação do Controle Interno 132. Neste caso. que: As normas de procedimento na execução da auditoria prescrevem O auditor. deve estudar e avaliar a confiabilidade do controle interno.Esta norma funciona de modo diferente nas EFSs colegiadas. devem recair sobre os controles que ajudam entidade auditada a desempenhar suas atividades de modo econômico. No caso da auditoria de cumprimento legal o estudo e a avaliação devem recair principalmente sobre os controles que auxiliam a administração a cumprir as leis e os regulamentos. as decisões. No caso da auditoria financeira. A extensão do estudo e da avaliação do controle interno depende dos objetivos da auditoria e do grau de confiabilidade pretendido. Os parágrafos seguintes explicam o controle interno como uma norma de auditoria. eficiente e eficaz. 134. decide sobre o âmbito da inspeção e sobre as verificações e métodos a serem usados. salvo as de natureza rotineira. o estudo e a avaliação devem recair principalmente sobre os controles existentes para proteger bens e recursos e para garantir a exatidão e a integridade dos registros contábeis. O estudo e a avaliação do controle interno devem ser realizados de acordo com o tipo de auditoria. assegurando a observância da orientação política da administração e fornecendo informações financeiras e administrativas oportunas e confiáveis. como uma entidade. o auditor deve verificar se os controles internos estão funcionando convenientemente para garantir a exatidão. são tomadas de forma colegiada. ao definir a extensão e o âmbito da auditoria. No caso da auditoria de otimização de recursos. 133. Assim. em instâncias apropriadas à importância do assunto. a confiabilidade e a integridade dos dados.

liquidadas e registradas. estar alerta para situações ou operações indicadoras de atos ilegais que possam ter um efeito indireto sobre os resultados da auditoria. autorizadas. irregularidades e atos ilegais que possam ter um efeito direto e significante sobre os valores registrados nas demonstrações financeiras ou sobre os resultados das auditorias de regularidade. que: As normas de procedimento na execução da auditoria estipulam das Leis e Regulamentos Aplicáveis Nas auditorias de regularidade (cumprimento legal) deve-se verificar a observância das leis e regulamentos aplicáveis. A auditoria de regularidade constitui uma parte essencial da auditoria pública. sempre que necessário. 267 . O auditor deve planejar a auditoria de forma a garantir adequadamente a detecção de atos ilegais que possam afetar de forma significante os objetivos da auditoria. as EFSs examinam as contas e demonstrações financeiras da administração pública com o intuito de garantir que todas as operações tenham sido corretamente contraídas. ainda. deve-se avaliar a observância das leis e regulamentos aplicáveis. Deve. a integridade e a validade do orçamento e das contas públicas. Um dos mais importantes objetivos que este tipo de auditoria atribui às EFSs é o de assegurar. A ausência de irregularidades resulta geralmente na concessão de quitação. por todos os meios à sua disposição. O auditor também deve estar atento a possíveis atos ilegais que possam ter um efeito indireto e significante sobre as demonstrações financeiras ou sobre os resultados das auditorias de regularidade. Para atingir este objetivo.Cumprimento 136. Isto faz com que o Parlamento e outros destinatários dos relatórios de auditoria tenham certeza quanto ao volume e crescimento das obrigações do governo. Nas auditorias de otimização de recursos. concluídas. O auditor deve planejar táticas e procedimentos capazes de garantir adequadamente a detecção de erros. para satisfazer os objetivos da auditoria.

que alterações são necessárias. Ao planejar as táticas e os procedimentos para verificar ou avaliar este cumprimento. Ao realizar auditorias segundo esta norma. Geralmente. 268 . importante na auditoria de programas governamentais uma vez que os responsáveis pelas decisões precisam saber se as leis e regulamentos estão sendo obedecidos. programas. a administração é responsável pela adoção de um sistema eficaz de controles internos para garantir o cumprimento das leis e regulamentos. se os resultados desejados estão sendo alcançados e. Quando as táticas e os procedimentos de auditoria indicarem que atos ilegais ocorreram ou podem ter ocorrido. Uma vez que as leis e regulamentos aplicáveis a uma auditoria específica geralmente são numerosos. os auditores devem avaliar os controles internos da entidade e o risco de que estes controles não consigam evitar ou detectar casos de descumprimento das leis e regulamentos. Os responsáveis pelo planejamento da auditoria precisam conhecer as exigências que a entidade auditada tem que cumprir com relação às leis e regulamentos a ela aplicáveis. 138. as organizações. 140. os auditores devem escolher e adotar as táticas e os procedimentos que. atividades e funções públicas são criadas por leis e estão sujeitas a regras e regulamentos específicos. Além disso. 137. Estas táticas e procedimentos de auditoria devem visar a obtenção de informações probatórias adequadas. serviços. em caso contrário. pertinentes e razoáveis. particularmente. que constituam uma criteriosa fundamentação para a opinião e conclusões dos auditores. o auditor precisa determinar até que ponto estes atos vão afetar os resultados da auditoria. 139. os auditores precisam usar sua capacidade de julgamento profissional para determinar aqueles que possam influir significativamente nos objetivos da auditoria. 141. O auditor também deve estar atento para situações ou operações que possam constituir indícios de atos ilegais capazes de afetar indiretamente os resultados da auditoria.Os parágrafos seguintes explicam a legalidade como uma norma de auditoria. sejam apropriadas às circunstâncias. a seu critério profissional. A verificação do cumprimento das leis e regulamentos é.

145. Uma vez que os auditores raramente têm a oportunidade de analisar todas as informações acerca da entidade auditada. programa. Os auditores devem ter um bom conhecimento das técnicas e procedimentos de inspeção. As EFSs devem verificar se as técnicas usadas são suficientes para detectar adequadamente todos os erros e irregularidades quantitativamente relevantes. bem como dos órgãos incumbidos de garantir o cumprimento das leis aplicáveis. atividade ou função auditada. pertinentes e razoáveis para fundamentar a opinião e as conclusões do auditor quanto à organização. a fim de determinar as táticas e procedimentos a serem seguidos Informa ções Compro batórias de Auditori a 143. As normas de procedimento na execução da auditoria estipulam que: Deve-se obter informações probatórias que sejam adequadas. conclusões e recomendações de auditoria devem basear-se em informações probatórias. 269 . 144. é essencial que as técnicas de compilação de dados e de amostragem sejam cuidadosamente escolhidas. As constatações. observação. para não interferirem em possíveis investigações ou processos judiciais futuros. os auditores precisam certificar-se de sua fidedignidade e pertinência. ao empregarem táticas e procedimentos de auditoria aplicáveis a atos ilegais.142 Os auditores devem agir com o zelo profissional devido e com precaução sem afetar a independência da EFS. Quando dados obtidos por meio de sistemas automatizados constituírem parte importante da auditoria e sua confiabilidade for essencial para o alcance dos objetivos pretendidos. Os parágrafos seguintes explicam as informações probatórias de auditoria como uma norma de auditoria. O zelo profissional implica recorrer à assistência apropriada de um consultor jurídico. para obter suas informações probatórias de auditoria. investigação e confirmação.

quando for caso. O auditor deve ter em mente que o conteúdo e a organização dos papéis de trabalho refletem seu grau de preparação. 147. (g) ajuda a garantir a execução satisfatória das tarefas delegadas e outros funcionários e (h) proporciona provas do trabalho realizado para futuras referências. incluindo a fundamentação e o alcance do planejamento.146. posteriormente. Os auditores devem documentar adequadamente as informações probatórias nos papéis de trabalho. o auditor deve analisar as demonstrações financeiras para verificar a observância de normas contábeis aceitáveis na elaboração e divulgação dos relatórios financeiros. (b) aumenta a eficiência e a eficácia da auditoria. (d) serve como prova da observância das normas de auditoria por parte do auditor. sem prévio envolvimento na auditoria. pertinentes e razoáveis. A documentação adequada é importante por vários motivos: (a) confirma e fundamenta os pareceres e relatórios do auditor. do trabalho executado e das constatações da auditoria. Os papéis de trabalho devem ser suficientemente completos e detalhados para permitir a um auditor experiente. (c) serve como fonte de informações para preparar relatórios ou para responder a consultas da entidade auditada ou de quaisquer outros interessados. A análise das demonstrações financeiras Demonstrações Financeiras Na 270 . Análise das 149 As normas de procedimento na execução da auditoria estabelecem que: auditoria de regularidade (financeira) e. por meio deles. A escolha dos métodos e procedimentos deve levar em conta a qualidade das informações probatórias a serem obtidas. experiência e conhecimento. (f) contribui para o desenvolvimento profissional do auditor. o trabalho realizado para fundamentar as conclusões. as quais devem ser adequadas. verificar. 148. (e) facilita o planejamento e a supervisão. em outros tipos e auditoria.

bem como do conhecimento e julgamento do auditor. em grande parte. Os parágrafos seguintes explicam a análise demonstrações financeiras como uma norma de auditoria das 150. âmbito e objetivo da auditoria. Os métodos e técnicas de análise financeira dependem. verificar os créditos orçamentários e créditos suplementares e. (c) foram prestadas informações suficientes sobre seus diversos elementos e (d) seus diversos elementos foram avaliados. portanto. quanto aos valores transportados. O auditor deve. 6. (b) foram apresentadas levando em conta as peculiaridades da entidade auditada. 151. Estas normas buscam auxiliar e não substituir o julgamento criterioso do auditor ao elaborar um parecer ou relatório. identificando quaisquer desvios e tendências anômalas.6. verificar se as previsões correspondem às do orçamento inicial e se o exame dos impostos e taxas registrados e multas imputadas pode ser feita por comparação com as demonstrações financeiras anuais da atividade auditada e (b) para as contas de despesa. Sendo a EFS obrigada a apresentar relatório sobre a execução das leis orçamentárias. verificar as demonstrações financeiras do exercício anterior. A análise das demonstrações financeiras visa apurar se elas mantêm entre si e entre seus vários elementos a correlação esperada. 271 .deve ser feita visando a proporcionar uma fundamentação sólida que permita a expressão de um parecer sobre elas. É praticamente impossível formular uma regra específica para cada relatório de auditoria a ser elaborado. mensurados e apresentados de forma apropriada. analisá-las detidamente e apurar se: (a) foram preparadas de acordo com normas contábeis aceitáveis. da natureza. NORMAS PARA AUDITORIA PÚBLICA ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS DE 152. a auditoria deve: (a) para as contas de receita.

A expressão "relatório" abrange tanto o parecer e outras observações do auditor sobre um conjunto de demonstrações financeiras. tanto na de regularidade como na de otimização de recursos. é obrigatório informar em relatórios se as operações obedeceram às leis e regulamentos e também informar sobre sistemas de controle inadequados. Em certos países. sejam elaborados em períodos de tempo ou ciclos maiores e de acordo com os requisitos pertinentes e apropriados aplicáveis à divulgação de informações. a palavra "parecer" neste capítulo. assim como recomendando mudanças que visem a um melhor desempenho. 156. pode ser necessário que os relatórios de auditoria. observações sobre a correção com que os recursos foram aplicados e sobre os efeitos da política administrativa e dos programas. Para atender às necessidades dos destinatários. Os relatórios de auditoria de otimização de recursos informam sobre a economia e a eficiência com que os recursos são obtidos e usados e sobre a eficácia com que os objetivos são alcançados. Para facilidade de referência. 155. conforme descrito no parágrafo 155. é usada para as conclusões do auditor resultantes de uma auditoria de regularidade (financeira e cumprimento legal) podendo incluir os assuntos descritos no parágrafo 154. 272 . disposições constitucionais ou legais obrigam as EFSs a apresentarem relatórios específicos sobre a execução das leis orçamentárias. conciliando as previsões e autorizações nas demonstrações financeiras. refletindo os resultados de uma ampla gama de verificações e de outras atividades de auditoria. formulados em decorrência de uma auditoria de regularidade (financeira e de cumprimento legal). Estes relatórios podem variar consideravelmente em extensão e natureza contendo. 154. Normalmente. atos ilegais e fraudes. como também o relatório propriamente dito do auditor ao término de uma auditoria de otimização de recursos. a palavra "relatório" é usada para as conclusões do auditor resultantes de uma auditoria de otimização de recursos. por exemplo.153. O parecer do auditor sobre um conjunto de demonstrações financeiras apresenta-se geralmente de forma concisa e padronizada. 157.

objetivo. em última instância. A aposição de uma data informa o leitor que o auditor levou em consideração o efeito de fatos ou operações das quais teve conhecimento até aquela data. deve também ser independente. Devem também ser claramente citados os pontos que não tiverem sido objeto deste tipo de verificação. um parecer ou relatório expondo apropriadamente suas constatações. incluindo apenas dados fundamentados em informações comprobatórias legítimas e pertinentes. O parecer ou relatório deve ser devidamente assinado. sobre as providências a serem tomadas com relação a práticas fraudulentas ou irregularidades graves descobertas pelos auditores. o auditor deve redigir. O parágrafo 159 diz respeito tanto aos pareceres como aos relatórios. A observância às leis e regulamentos quando comprovada. Nas auditorias de otimização de recursos. (b) Assinatura e data. nas auditorias de 273 . A forma e o conteúdo de todos os pareceres e relatórios de auditoria fundamentam-se nos seguintes princípios gerais: (a) Título. assim a data. 159. As normas para a elaboração do relatório prescrevem que: (a) Ao final de cada auditoria. os parágrafos 160169 dizem respeito aos pareceres e os parágrafos 170-175 aos relatórios. O parecer ou o relatório deve vir precedido de um título ou cabeçalho adequado que ajude o leitor a distingui-lo de declarações e informações prestadas por terceiros. (b) Cabe à EFS decidir. o relatório deve consignar todos os casos relevantes de descumprimento das leis e regulamentos que sejam relacionados com os objetivos da auditoria. o qual pode tanto fazer parte do relatório sobre as demonstrações financeiras.158. seu conteúdo deve ser de fácil compreensão e isento de incertezas ou ambigüidades. como constituir um relatório separado. conforme o caso. Nas auditorias de regularidade o auditor deve redigir um relatório sobre a verificação do cumprimento das leis e regulamentos aplicáveis. imparcial e construtivo. Os parágrafos seguintes explicam porque as normas para a elaboração de relatórios constituem normas de auditoria. devem ser mencionados no relatório.

em se tratando. Os pareceres e relatórios devem identificar a legislação ou outras disposições que determinaram a execução da auditoria. (h) Conformidade às normas de auditoria. (f) Identificação do assunto. No exercício de sua independência. a EFS deve poder incluir nos relatórios. O parecer ou relatório deve mencionar os objetivos e o âmbito da auditoria. Os pareceres e relatórios de auditoria devem indicar as normas ou práticas de auditoria seguidas em sua realização. O parecer ou relatório deve identificar seus destinatários de acordo com as circunstâncias que determinaram a realização da auditoria e conforme as disposições ou práticas vigentes exigirem. assim como o assunto auditado. quaisquer informações que julgar conveniente.regularidade (financeiras e cumprimento legal) pode ser posterior ao período das demonstrações financeiras). a certeza de que a 274 . Os pareceres e relatórios do auditor devem ser apresentados conforme preparados por ele. é possível que ela obtenha informações que não possam ser divulgadas abertamente por razões de interesse nacional. em certas ocasiões. Este fato pode afetar a integridade do relatório de auditoria. Isto pode ser desnecessário quando já existirem procedimentos formais para a sua destinação. ao leitor. Contudo. incluindo talvez o material reservado ou confidencial. (c) Objetivos e âmbito. Deve-se informar o nome da entidade auditada. não é obrigatória para os relatórios de auditoria de otimização de recursos. (e) Destinatário. condição que. Os pareceres ou relatórios devem identificar as demonstrações financeiras ou a área a que se referem. Esta informação estabelece o propósito e as fronteiras da auditoria. Neste caso. proporcionando. o auditor tem a obrigação de examinar a necessidade de elaborar um relatório à parte. assim. a data e o período abrangido pelas demonstrações financeiras. Deve-se anexar os pareceres às demonstrações financeiras correspondentes e publicá-los em conjunto. (d) Integridade. não sujeito a publicação. respectivamente. entretanto. de auditorias de regularidade (financeiras e cumprimento legal) ou de otimização de recursos. (g) Fundamento legal.

(c) a situação refletida pelas demonstrações financeiras está de acordo com os conhecimentos do auditor sobre a entidade e (d) todos os assuntos relevantes relativos às demonstrações financeiras foram evidenciados adequadamente. O parecer de auditoria normalmente é redigido de forma padronizada e refere-se às demonstrações financeiras como um todo. não deve fazer referência a aspectos específicos das demonstrações financeiras. de um parecer adverso (parágrafo 165) ou de um parecer com negativa de opinião (parágrafo 166). embora proporcionando aos leitores. O parecer pleno é dado quando o auditor fica convencido. O parecer ou relatório de auditoria deve ser emitido prontamente para que seja da maior utilidade aos leitores e destinatários. de um parecer com ressalvas quanto a certos aspectos. (i) Oportunidade. de que: (a) as demonstrações financeiras foram elaboradas segundo princípios e normas de contabilidade aceitáveis. ao emitir um parecer pleno. por sua própria natureza. A natureza dos seus termos depende das disposições legais aplicáveis à auditoria. 162. via de regra. Contudo. em todos os aspectos relevantes. o auditor pode achar que o leitor não compreendera plenamente as demonstrações financeiras. Em determinadas circunstâncias. as referências a título de "notas relevantes" devem constar de um parágrafo separado do parecer. A fim de evitar dar esta impressão. evitando. Entretanto. O auditor. a menos que chame sua atenção para certos assuntos incomuns ou importantes. o auditor não deve usar as notas relevantes para suprir a falta de Notas Relevantes 275 . 160. o conteúdo do parecer deve indicar claramente quando se trata de um parecer pleno. uma compreensão geral do seu significado.auditoria foi executada de acordo com procedimentos geralmente aceitos. (b) as demonstrações obedeceram às exigências legais e regulamentares pertinentes. aplicados de modo consistente. assim. a necessidade de alongar-se nos dados que o fundamentam. 161. especialmente aqueles a quem cabe tomar as providências necessárias. para que isto não seja interpretado como uma ressalva.

165. expondo. Parecer Adverso. O teor do parecer com negativa de opinião deve explicar 276 . O auditor deve emitir um parecer adverso quando for incapaz de formar uma opinião sobre as demonstrações financeiras como um todo. Seria também ideal se o efeito financeiro sobre as demonstrações pudesse ser quantificado. sempre que pertinente e viável. 164. em virtude de discordar tão fundamentalmente delas. for ou puder ser significante para as demonstrações financeiras: (a) limitações ao âmbito de auditoria. O auditor deve emitir um parecer com negativa de opinião acerca das demonstrações financeiras como um todo se houver incertezas ou restrições ao âmbito da auditoria tão fundamentais que tornem inadequada a emissão de um parecer com ressalvas. Os termos do parecer normalmente indicam um resultado satisfatório para a auditoria. embora nem sempre isto seja viável ou pertinente. que a situação por elas apresentada fica comprometida. O auditor deve emitir um parecer com ressalvas quando discordar ou tiver dúvida quanto a um ou mais elementos específicos das demonstrações financeiras que sejam relevantes mas não fundamentais para a compreensão delas. (b) demonstrações consideradas pelo auditor como incompletas ou enganosas ou que tenham. nem tampouco como uma alternativa ou um substituto de um parecer com ressalvas. os pontos de discordância ou incerteza que deram margem à emissão do parecer com ressalvas. Parecer com Ressalvas. de forma clara e concisa. O teor do parecer adverso deve ressaltar que as demonstrações financeiras não foram apresentadas de forma correta e especificar clara e concisamente todos os pontos de discordância. tornando inadequada a emissão de um parecer com ressalvas. 163. cujo efeito. O auditor pode ver-se impossibilitado de dar um parecer pleno quando ocorrer qualquer uma das circunstâncias abaixo.esclarecimentos adequados nas demonstrações financeiras. Parecer com Negativa de Opinião. se desviado das normas contábeis geralmente aceitas e (c) incertezas quanto às demonstrações financeiras. 166. na sua opinião. injustificadamente. Seria ideal para os usuários das demonstrações se o auditor pudesse quantificar o efeito financeiro destes pontos.

170. 168. Em razão de sua natureza. em certos casos. ampliando seu parecer nos casos em que não tenha sido possível emitir um parecer pleno. os auditores devem procurar expor suas constatações de auditoria de forma apropriada. a auditoria de regularidade geralmente exige a elaboração de relatório (diferindo. sejam elas concretas ou prováveis. quando há deficiências nos sistemas de controle financeiro e contábil. da auditoria de otimização de recursos). sujeita a exigências e expectativas relativamente específicas.claramente que não se pode dar uma opinião e especificar. clara e concisamente. todos os pontos incertos. a auditoria de otimização de recursos é bastante abrangente por natureza e mais 277 . 169. mas também quando se relacionam com o controle que ela exerce sobre as atividades de outras entidades. Elas podem impor multas aos responsáveis e. A extensão dos casos de inobservância às leis e regulamentos pode ser avaliada em função do número de casos examinados ou quantificados monetariamente. suspendê-los ou demiti-los. mas para que sejam construtivos também devem sugerir medidas saneadoras para o futuro. assim. Os relatórios sobre irregularidades podem ser preparados independentemente da emissão de um parecer com ressalvas pelo auditor. As EFS com poder judicante têm competência para tomar medidas quanto a determinadas irregularidades descobertas nas demonstrações financeiras. Em contraste com a auditoria de regularidade. estes relatórios tendem a fazer críticas importantes. As EFSs costumam apresentar um relatório detalhado. Ao relatar irregularidades ou casos de inobservância às leis e regulamentos. fazendo constar observações por parte da entidade auditada ou do auditor. Além disso. assim como sobre a inobservância de disposições regulamentares ou sobre fraudes e casos de corrupção. O auditor também deve informar sobre irregularidades relevantes. 167. inclusive conclusões ou recomendações. Isto ocorre não apenas quando as deficiências afetam os próprios procedimentos da entidade auditada.

orientações ou garantias de que se vem obtendo. eficiência e eficácia alcançados pela entidade auditada. a eficiência e a eficácia. para 278 . a auditoria de otimização de recursos normalmente não lida com demonstrações financeiras específicas nem de qualquer outra natureza. Os auditores devem reconhecer que aplicam sua capacidade de julgamento a atos resultantes de decisões administrativas passadas. ao invés de apenas dar um parecer segundo um modelo padronizado. eficiência e eficácia e em que proporção. como ocorre com o parecer sobre suas demonstrações financeiras. Pode incluir críticas (quando. em nome do interesse público ou da obrigação de prestar contas dos recursos públicos. mas fornecer. Portanto. exageros ou ineficiências) ou pode não fazer críticas significativas. A imparcialidade também implica que as deficiências ou constatações críticas sejam apresentadas de tal modo a incentivar sua correção e o aperfeiçoamento dos sistemas e das diretrizes adotadas pela entidade auditada. Normalmente. 173. Ao ressaltar claramente o âmbito. não é preciso que o auditor emita um parecer global sobre os níveis de economia. seus relatórios são variados e apresentam mais pontos de discussão e argumentação criteriosa. informações. o relatório demonstra que o auditor está sendo imparcial. geralmente buscase entrar em acordo com a entidade auditada quanto aos fatos. economia.susceptível de julgamentos e interpretações. descrever as circunstâncias do caso e chegar a uma conclusão específica. 171. ou deveriam estar. 172. por exemplo. Além disso. o auditor pode emitir um parecer mais geral. ressalta casos graves de desperdícios. de modo independente. Sua abrangência é também mais seletiva. Portanto. em relatório. podendo estender-se a ciclos de vários anos ao invés de a apenas um exercício financeiro. ou se obteve. O relatório de auditoria de otimização de recursos deve mencionar claramente os objetivos e o âmbito da auditoria. à disposição da entidade auditada à época em que as decisões foram tomadas. o auditor deve. devem tomar cuidado ao exercer esta capacidade e seus relatórios devem indicar a natureza e a extensão das informações que estavam. Quando a natureza da auditoria permitir que isto seja feito com relação a áreas específicas das atividades da entidade. os objetivos e as constatações da auditoria. Quando a auditoria se limitar à verificação da existência de controles suficientes para garantir a economia. Por conseguinte.

garantir que sejam completos. preocupar-se em verificar mais a correção das deficiências identificadas do que o cumprimento de recomendações específicas. 175. o auditor deve manter sua objetividade e independência e. representam diretrizes a serem seguidas. 279 . quando apropriado. As conclusões e recomendações do auditor constituem um aspecto importante da auditoria e. Estas recomendação geralmente sugerem o aperfeiçoamento necessário. devem ser construtivos. segundo os critérios mais apropriados para as circunstâncias. embora determinadas circunstâncias. deve emitir um parecer com ressalva (parágrafos 163-166). o auditor deve levar em conta ou a relevância de determinada questão no contexto das demonstrações financeiras (auditoria de regularidade .financeira) ou a natureza da entidade ou da atividade auditada (auditoria de otimização de recursos). Os relatórios de auditoria de otimização de recursos. Quando. no sentido de se alterar a legislação com o intuito de melhorar a administração. determinada questão não afeta de forma significativa a situação das demonstrações financeiras. às vezes. 178. as respostas da entidade auditada às questões levantadas. deve emitir um parecer pleno. ao contrário. o julgamento do auditor é mais subjetivo. 177. Por conseguinte. ao invés de se limitarem a criticar fatos passados. Ao formular recomendações e posteriormente acompanhá-las. estiver convencido de que aquela questão é relevante. se o auditor concluir que. portanto. mas não a forma de alcançá-lo. 174. sejam elas financeiras ou de outra natureza. na íntegra ou resumidamente. Na auditoria de regularidade (financeira). por exemplo. Na auditoria de otimização de recursos. principalmente quando a EFS expuser seus próprios pontos de vista ou recomendações. exatos e adequadamente apresentados no relatório. Pode também ser preciso incluir. 176. justifiquem uma recomendações específica como. Ao formular seu parecer ou relatório. é possível que o auditor considere determinada questão mais relevante em função de sua natureza ou contexto do que em função do seu valor monetário. uma vez que o relatório não se relaciona tão diretamente com demonstrações.

Questões de Concursos Anteriores e Gabaritos: PARTE 1 Questão 1: (CESPE/UNB . ele deve apresentar um parecer com ressalvas.Fiscal de Tributos Municipais de Maceió – 2003) Quanto à auditoria. Questão 3: (CESPE/UNB . Questão 2: (CESPE/UNB . julgue os itens a seguir. portanto. o auditor deve emitir parecer adverso e. Questão 4: (CESPE/UNB .Auditor Fiscal da Previdência Social – 2003) Com fulcro nas normas de auditoria vigentes no Brasil. métodos ou rotinas com o objetivo de proteger os ativos.Auditor Fiscal da Previdência Social – 2003) Julgue: Em uma organização.Perito Criminal da Polícia Federal – 2004) Relativamente à auditoria independente. caso o efeito seja e de valor muito relevante. julgue os itens que se seguem. do julgamento pessoal e profissional do auditor. Os testes substantivos visam à obtenção de razoável segurança de que os procedimentos de controle interno estabelecidos pela administração estão em efeito funcionamento e cumprimento. julgue o item a seguir: A seleção. o controle interno representa o conjunto de procedimentos. a extensão e a aplicação dos procedimentos de auditoria devem ocorrer em conformidade com as normas de auditoria. não dependendo. produzir dados contábeis e ajudar a administração na condução ordenada dos negócios da empresa. 280 . de acordo com as normas brasileiras de contabilidade. Quando as demonstrações financeiras não tiveram sido elaboradas de acordo com os princípios fundamentais de Contabilidade.

(Unb/CESPE – MPE/TO – Analista Ministerial – 2006) Auditoria pode ser definida como o conjunto de procedimentos que compreende o exame de documentos e registros. Com base nessas normas. inspeções e obtenção de informações e confirmações internas e externas. o auditor deve manter a custódia dos papéis de trabalho pelo prazo de cinco anos.Questão 5: (CESPE/UNB . E agora? Prontos para novas questões? Vamos lá! 07.Fiscal de Tributos Municipais de Maceió – 2003) Quanto à auditoria. julgue os itens subseqüentes. 281 . em uma lista de itens da população. erro tolerável e erro esperado. (Unb/CESPE – TRE/AP – Analista Judiciário – 2007) Os procedimentos de auditoria interna têm como referência as Normas Brasileiras de Contabilidade (NBCs). entre cada item selecionado. Na determinação da amostra. julgue os itens subseqüentes. assinale a opção correta. Questão 6: (Unb/CESPE – MPE/TO – Analista Ministerial – 2006) No que se refere a auditoria. o auditor deve considerar apenas os seguintes fatores: população objeto da amostra. b) No caso de ter havido alterações em procedimentos contábeis e de os efeitos dessas alterações estarem adequadamente determinados e revelados nas demonstrações contábeis. No que se refere a auditoria. A) Os testes substantivos permitem ao auditor comprovar as hipóteses que eliminam a margem de erro de suas conclusões. relacionadas com o controle patrimonial e com o objetivo de mensurar a exatidão desses registros e das demonstrações deles decorrentes. o parecer do auditor deve ser sem ressalvas. expedidas pelo Conselho Federal de Contabilidade. A amostragem sistemática consiste em proceder a seleção de itens de maneira que sempre haja um intervalo prefixado. a partir de um ou mais pontos de partida aleatório. a) A partir da data de emissão do seu parecer. julgue os itens a seguir. 08. uniforme.

a respeito do tipo de parecer do auditor. o auditor contratado deverá emitir parecer com negativa de opinião ou. 1) Devido aos riscos mencionados. o auditor deve testar todas as contas da contabilidade para verificar eventual superavaliação ou subavaliação. 10. (UNB – Auditor do Estado do Espírito Santo. o trabalho por ele desempenhado não está sujeito a revisão. pelo menos. tendo a responsabilidade de suas tarefas caráter estritamente pessoal. Nesse caso. Para tanto. o auditor verificou que foram capitalizadas peças de 282 . D) Devem-se adotar procedimentos que permitam identificar as contingências ativas e passivas relevantes e verificar a tomada de conhecimento dessas contingências pelos administradores da entidade. As demonstrações das controladas já haviam sido examinadas por outros auditores. nas referentes aos valores contábeis mais elevados. ou seja. 2) Considerando-se que. os auditores devem-se fixar nas informações relevantes. Devido a esses riscos.2004) O saldo de uma conta do balanço patrimonial ou da demonstração do resultado do exercício pode estar errado para mais (superavaliado) ou para menos (subavaliado). A experiência tem demonstrado que é mais prático dirigir os testes principais de superavaliação para as contas devedoras. E) Na busca por evidências. com relação a esses testes. dada a limitação no escopo do exame. na auditoria da conta de máquinas e equipamentos. C) As NBCs não se aplicam às entidades auditadas pertencentes a ramos de atividade sujeitos a normas reguladoras específicas. (Unb/CESPE – PMV – Auditor Fiscal do Tesouro Municipal – 2006) Julgue o item subseqüente. com ressalva. Julgue os seguintes itens. 09. deve realizar os testes de auditoria. Considere que um auditor tenha sido contratado para examinar as demonstrações financeiras da sociedade controladora de um grupo. o auditor deve direcionar seus testes para superavaliação e para subavaliação.B) Em razão da natureza da atividade de auditor e da independência que deve ter esse profissional.

durante a auditoria da conta de despesas pré-operacionais. III Os testes substantivos se dividem em testes de transações e saldos. referente à compra de um veículo. por ocasião da auditoria da conta credora de fornecedores a pagar. na auditoria de conta de fornecedores. a conta de matériaprima e a conta de fornecedores estavam superavaliadas em dezembro de 2002. 5) Se. prevalecem as práticas consagradas pela contabilidade. e o seu parecer representa garantia de atestado de eficácia da administração na gestão dos negócios. então. 4) Considere que. relativos às normas de auditoria independente das demonstrações contábeis. o auditor constatou que participações no capital social de outras sociedades foram debitadas indevidamente nessa conta. o auditor observou que uma compra realizada em janeiro de 2002 somente foi contabilizada em 2003. 3) Se. quando o correto seria o grupo de contas de investimentos. de acordo com os princípios contábeis. o auditor descubra que uma fatura de compra de matéria-prima não foi registrada na contabilidade. conta devedora. subavaliado. 11. como conseqüência. o ativo diferido estava superavaliado e o investimento. o auditor observou que uma nota fiscal de competência de 2002. e de procedimentos de revisão analítica. por ocasião da auditoria da conta de matéria-prima. Nessa situação. a conta de máquinas e equipamentos estava superavaliada e o grupo de despesas subavaliado porque. nesse caso. então.reposição em máquinas de uso operacional. foi registrada somente por ocasião de seu efetivo pagamento em 2003. Nesse caso. deveriam ser registradas como despesas pré-operacionais. (Unb/CESPE – TRE/Pará – Analista Judiciário – 2005) Julgue os itens a seguir. 283 . II Considere que. também estará subavaliada. nesse caso. a circularização e o teste de Cutoff fazem parte dos tipos de testes substantivos. I Quando o auditor se depara com uma situação acerca da qual não há disposição específica. testada para subavaliação. a conta de fornecedores a pagar matéria-prima comprada a prazo. então. a conta de fornecedores e a conta de veículos do ativo imobiLizado estavam subavaliadas no balanço de 2002.

para que o auditor possa formar uma conclusão. auditadas por outros. Para tanto. D II e IV. (Unb/CESPE – TRE/Pará – Analista Judiciário – 2005) Ainda acerca das normas de auditoria independente das demonstrações contábeis. 12. investigação e confirmação. C) Mesmo que haja valores expressivos em relação à posição patrimonial e financeira. não é necessário que o auditor acompanhe o inventário físico.IV Inspeção. pois essas farão parte do parecer do auditor. D) Se o auditor independente não puder utilizar os trabalhos de outros auditores ou não puder aplicar procedimentos adicionais suficientes nas demonstrações contábeis de empresas coligadas ou controladas. A) De acordo com a norma brasileira de contabilidade. a natureza. B) Constitui procedimento de revisão analítica determinar se as obrigações da sociedade para com terceiros são reais e se sua liquidação está sendo efetuada de acordo com a política financeira da empresa. E) Compete ao auditor definir se as informações importantes constantes do parecer sobre as demonstrações contábeis originais constarão nas demonstrações contábeis condensadas. amostragem de auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria sobre uma parte da totalidade dos itens que compõem. E III e V. o erro tolerável e o erro esperado. Estão certos apenas os itens A I e IV. a oportunidade e a extensão dos procedimentos aplicados. o tamanho. a estratificação da amostra. 284 . por exemplo. B I e V. assinale a opção correta. cálculo e revisão analítica são procedimentos técnicos básicos de auditoria relacionados ao planejamento de auditoria. o risco. não é necessário incluir nesses papéis suas opiniões ou conclusões. porém. V Nos papéis de trabalho. realizando testes de contagem física e demais procedimentos complementares. C II e III. observação. o auditor deve registrar informações como o planejamento de auditoria. o saldo de uma conta. o auditor seleciona a amostra considerando apenas a população objeto da amostra. o seu procedimento técnico deve ser o de emitir parecer contendo ressalva ou abstenção de opinião.

13. Por isso. de acordo com as normas brasileiras de contabilidade. para as contas credoras. a partir da database de encerramento do exercício. 1) Atualmente o parágrafo de ênfase do parecer do auditor deve fazer referência à observância dos princípios fundamentais de contabilidade. para tanto. deve o auditor dirigir os testes principais de superavaliação para contas devedoras e os subavaliação.Perito Criminal da Polícia Federal – 2004) Relativamente à auditoria independente. julgue os itens que se seguem. Na hipótese de. o auditor deve expressar sua opinião em parecer com ressalva ou adverso. (UNB – Auditor do Estado do Espírito Santo. em nota explicativa da administração. 4) A preparação das demonstrações contábeis pressupõe a continuidade da entidade em regime operacional por um período previsível.2004) Acerca dos princípios fundamentais de contabilidade e das demonstrações contábeis. julgue os itens a seguir: 285 . conforme as normas brasileiras de contabilidade. conforme apropriado. 15. O saldo de uma conta do balanço patrimonial ou da demonstração do resultado do Exercício pode estar superavaliado ou subavaliado. dada em razão da falta ou insuficiência de informação.Auditor Fiscal da Previdência Social – 2003) Com fulcro na normas de auditoria vigentes no Brasil. as contas da contabilidade devem ser testadas. julgue os itens a seguir. não superior a dois anos. 14. (CESPE/UNB . a divulgação ter sido considerada necessária e não ter sido realizada de forma apropriada. (CESPE/UNB . 2) O auditor deve considerar se os planos da administração para medidas futuras precisam ser divulgados nas demonstrações contábeis. 3) O parecer do auditor independente tem por limite os próprios objetivos da auditoria das demonstrações contábeis e não representa garantia de viabilidade futura da entidade ou algum tipo de atestado de eficácia da administração na gestão dos negócios.

segundo a natureza da opinião que contem. ser limpos. em três categorias: parecer sem ressalva. perecer com ressalva e parecer com abstenção de opinião. meios eletrônicos ou outros que assegurem o objetivo a que se destinam. tomadas em conjunto. Vamos recordar? O auditor deve documentar. Os papéis de trabalho. objetivos e elaborados de forma sistemática e racional. a) Certo. através de papéis de trabalho. Gabarito: 07. constituem a documentação preparada pelo auditor ou fornecida a este na execução da auditoria. 286 . a ponto de impedi-lo de expressar opinião sobre as demonstrações financeiras. concisos. ou Working papers (WP´s). às mutações patrimoniais ou às origens e aplicações de recursos. corretos. de 21/04/1991. Os papéis de trabalho correspondem aos documentos e apontamentos com base nos quais o auditor emite sua opinião a respeito das demonstrações. b) O parecer com ressalva deve ser emitido quando o auditor constatar que as demonstrações financeiras não representam adequadamente a posição patrimonial e financeira e (ou) demais aspectos relacionados ao resultado da operações. sem erros matemáticos. Devem seguir um padrão definido e claro. por intermédio de informações em papel. Eles integram um processo organizado de registro de evidências da auditoria. Estudamos sobre os papéis de trabalho na aula demonstrativa. evidenciar a obediência às normas de auditoria. o parecer do auditor classifica-se.a) De acordo com a Resolução CFC nº 700. todos os elementos significativos dos exames realizados e que evidenciam ter sido a auditoria realizada de acordo com as normas aplicáveis.

Resp: D A) Os testes substantivos são aplicados com a finalidade de atestar a existência. 08. abrangência. Essa informação é importantíssima! Essa questão já foi tema da grande maioria das provas de auditoria. Não garantem. a eliminação completa da margem de erro. b) O trabalho do auditor deve ser revisado por profissional com experiência e qualificação necessária. mensuração. fique de olho! b) Certo. ocorrência. visando a fundamentar seu parecer da auditoria e comprovar que a auditoria foi executada de acordo com as Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis.De acordo com a NBC T 11. Vale ressaltar que o autor trabalha com base em amostragem. contudo. que estabelece procedimentos e critérios relativos à documentação mínima obrigatória a ser gerada na realização dos trabalhos de auditoria das demonstrações contábeis. direitos e obrigações. tanto em nível interno (dentro da 287 . o auditor deve documentar as questões que foram consideradas importantes para proporcionar evidência. apresentação e divulgação das informações econômico-financeiras. É uma das preferidas dos examinadores.3. portanto.

Errado. pelos colegas mais experientes). fica o auditor da sociedade controladora responsável por mencionar este fato em seu parecer. descumprindo o princípio da prudência. No que tange à receita. CFC n. seguindo a mesma linha de raciocínio. uma situação melhor que a existente (deixando os investidores satisfeitos – com uma situação irreal). São dirigidas para as contas de ativos e de despesas. no caso do passivo. conseqüentemente. º 750/93) e do risco das despesas estarem majoradas (o que implicaria em lucro menor e.. Isso não significa ressalva ou parecer adverso. quanto em nível externo (revisão pelos pares). é simplesmente um meio de afastar a responsabilidade por itens que não foram checados por ele. Isso ocorre em virtude da tendência dessas contas comportarem saldos contábeis menores que os reais. a menos que o exercício informasse que as atividades ainda tivessem sido iniciadas (o que não ocorreu). c) As NBCs são aplicadas a quaisquer tipos de empresas.). e) Não necessariamente as evidências estão insertas nos valores contábeis mais elevados. Caso as sociedades investidas tenham sido examinadas por outros auditores. Não cabe o reconhecimento como despesa pré-operacional.. Ainda. em estando (em montante relevante). Quanto ao registro como despesa do 288 . PL e receitas). há evidências situacionais. por exemplo) tiver que aplicar práticas conflitantes com as NBCs. o que revelaria. são dirigidos para as contas credoras (passivo. elencado na Res. Os testes por subavaliação. 10. uma receita não-contabilizada ensejaria uma menor carga tributária (PIS. 1) Certo. menor carga tributária. nem todas as evidências são numéricas. distorcem de maneira significativa as informações contábeis. em função do risco dos elementos do ativo estarem com saldo contábil maior que o real (revelando descumprimento do princípio da prudência. 2) Errado. Pequenos valores que se repetem várias vezes podem representar indícios significativos (evidências). ficará o auditor obrigado a considerar um parecer com ressalvas.empresa de auditoria. 09. IR e CSLL). Os testes por superavaliação demonstram a preocupação do auditor com as contas que tendem a estar superavaliadas e que. COFINS ISS ou ICMS. Vale ressaltar que quando o seguimento sujeito a normas específicas (bancos que estão sujeitos a regulamentação do Banco Central.

CFC n. 11. Vale ressaltar que o parecer sobre estas somente poderá ser emitido pelo auditor que deu opinião sobre as demonstrações originais. V) É necessário constar nos papéis de trabalho as opiniões e conclusões do auditor. a compra deve ser registrada não por ocasião do pagamento. IV) Os procedimentos supra-mencionados estão relacionados à execução dos trabalhos. b) A revisão analítica compreende índices e comparações. 3. Certo 289 . A não ser que estejamos tratando de outro tipo de auditoria (de gestão. Dessa forma. ou operacional). 13. mas em função do recebimento do bem adquirido. Caso o aumento da vida útil não seja significativo. e) As informações relevantes que constaram nas demonstrações originais deverão ser reproduzidas nas versões condensadas. As contas estavam subavaliadas. 12. Até porque a conformação de saldos junto a terceiros constitui outro procedimento.Exercício ou como imobilizado. c) É necessário o acompanhamento do inventário físico. 750 de 1993. gastos que aumentam a vida útil em mais de 2 anos e que sejam superiores a R$ 326. 5) Certo. De acordo com os princípios da competência e da oportunidade estabelecidos na Res. o lançamento é efetuado como despesa do período. ajustando-se o novo prazo de depreciação. Resp: C I) O parecer do auditor não representa atestado de eficácia da administração em nenhuma situação. Assim. deveria ser ponderado o acréscimo de vida útil e o valor envolvido. Resp: D a) Faltou incluir dentre os itens que o auditor considera na seleção da amostra o objetivo da amostragem. ferramentas que não foram mencionadas na opção supra. os fatos contábeis devem ser registrados na ocorrência de seu fato gerador e no momento em que ocorrem.000 de 1999) devem ser imobilizados.68 (RIR n. 3) Certo. 4) Errado.

nos termos do CFC. deve ser utilizado nos casos de incerteza. (C) De controle. conforme mencionado. (D) De observância (E) Substantivos. 04) Errado. 03) Certo. Faltou o adverso. (FCC . O parágrafo de ênfase. embora não represente garantia de viabilidade futura. a contar da data das demonstrações contábeis. a) Errado. º 308 de 1999. 02) Certo. exatidão e validade dos dados gerados pelo sistema de contabilidade da entidade denominados testes (A) De evidência. O mais adequado. que a empresa continue operando normalmente pelo prazo de 1 ano. (FCC . risco de continuidade e partes relacionadas.Agente de Rendas – SP – 2006) O procedimento de auditoria que consiste na verificação do comportamento de 290 . devendo acompanhar. a regularidade na divulgação dos demonstrativos. PARTE 2 01. dado grau de inadequação das DC apontado acima. As demonstrações contábeis devem ser elaboradas com observância dos PFC. O auditor tem responsabilidades no que pertine à forma e ao conteúdo das demonstrações. Espera-se. 15. (B) De aderência. espera-se que a auditada continue operando normalmente pelo prazo de um ano.Agente de Rendas – SP – 2006) Os procedimentos de auditoria que têm por finalidade obter evidências quanto à suficiência. b) Errado. 02. 01) Errado. é o parecer adverso.14. inclusive. Vale ressaltar que. nos termos da Instrução CVM n.

(C) Confirmação. o procedimento de (A) Revisão analítica de recebíveis. deve estar consubstanciado: a) na amostragem b) nos testes c) nas evidências d) nos papéis de trabalho e) nos achados 04. (FCC – Agente de Rendas SP – 2006)Para certificar-se que direitos de crédito efetivamente existem em determinada data. (B) Investigação. o auditor independente utiliza. ( FCC .valores significativos mediante índices. críticas e sugestões e recomendações evidenciadas pelos exames realizados pela auditoria interna. quantidades absolutas e outros meios é denominado (A) Inspeção. 291 . (D) Conferência do cálculo dos créditos. quocientes. (E) Observação. (B) Inspeção de ativos tangíveis. (C) Circularização dos devedores da companhia. (D) Revisão analítica. principalmente.Tribunal de Contas do Estado do Piauí – 2005) O suporte objetivo da opinião. (E) Observação de processo de controle. 03.

considere as seguintes assertivas: I. (B) Da publicação das demonstrações contábeis. (FCC – Ministério Público de Pernambuco – Analista Ministerial – 2006) Segundo o Conselho Federal de Contabilidade. os papéis de trabalho integram um processo organizado de registro de evidência da auditoria. 06. (FCC – Agente de Rendas SP – 2006) De acordo com o disposto na NBC T-11 do Conselho Federal de Contabilidade. Ante ao exposto. efetividade e continuidade dos sistemas de controle interno da entidade auditada inclui-se no procedimento de auditoria denominado (A) Inspeções físicas (B) Revisões analíticas (C) Testes de observância (D) Testes substantivos (E) Observações 07.05. (C) Das demonstrações contábeis. considera-se que a continuidade normal dos negócios da entidade objeto da auditoria externa está caracterizada se houver evidência de normalidade das operações no prazo de um ano após a data (A) Da emissão do parecer dos auditores. (E) Da assembléia de acionistas que aprovar o parecer dos auditores. (D) Do início das atividades de auditoria. pela análise dos documentos de auditorias anteriores ou pelos coligidos quando da contratação de uma primeira auditoria. Os papéis de trabalho destinam-se a ajudar. (TRT – Analista Judiciário – FCC – 2006) A obtenção de evidências quanto à suficiência. no planejamento e na execução da auditoria 292 .

são alguns dos fatores que podem afetar a forma e conteúdo dos papéis de trabalho. portanto. a natureza e condição dos sistemas contábeis e de controle interno da entidade. os valores constantes de uma relação de duplicatas de seu aceite que ainda não teriam sido liquidadas. II e III b) I e II apenas c) II e III apenas d) I e III apenas e) II apenas 08. a fim de que confirmassem. A extensão dos papéis de trabalho é assunto de julgamento profissional. visto que não é necessário nem prático documentar todas as questões de que o auditor trata. considerando o devido grau de confiabilidade dos resultados a serem obtidos é a: a) amostragem não estatística b) amostragem estatística c) aplicação de procedimentos de auditoria d) revisão analítica e) investigação 09. de um pedido de confirmação (A) negativo informal 293 .II. por meio de correspondência dirigida pessoalmente ao auditor. Trata-se.Tribunal de Contas do Estado do Piauí – 2005) Uma das técnicas que pode ser empregada na auditoria ao determinar a extensão de aplicação de um teste de auditoria ou um método científico de seleção de itens a serem testados. III: A natureza do trabalho. Penápolis solicitou à entidade que expedisse cartas para alguns clientes da companhia. (FCC . É correto o que consta em: a) I. (TRT – Analista Judiciário – FCC – 2006) O auditor independente da Cia.

294 . (UNB/CESPE – TRE/AP – Analista Judiciário – 2007) Os papéis de trabalho representam o registro de todas as evidências obtidas ao longo da execução de um serviço de auditoria. de modo a demonstrar que o trabalho foi realizado de acordo com as Normas de Auditoria independentes das Demonstrações Contábeis e demais normas legais aplicáveis. relatórios e pareceres. os quais só podem ser preparadas de forma manual e constituem a evidência do trabalho executado e o fundamento anterior. quando o trabalho for realizado em entidades sujeitas ao controle desses organismos. são de propriedade exclusiva e confidencial do auditor. deverá exibir as informações obtidas durante o seu trabalho. (CESPE/UNB – Petrobrás – Contador – 2004) Os papéis de trabalho. 11. (CESPE/UNB .Fiscal de Tributos Municipais de Maceió – 2003) Os papeis de trabalho são o conjunto de documentos e apontamentos com informações e provas coligadas pelo auditor.(B) negativo em preto (C) negativo em branco (D) positivo em branco (E) positivo em preto 10. previamente autorizado pela administração da entidade auditada. bem como pelos órgão reguladores e fiscalizadores de atividades especificas. 13. embora a empresa concorra para sua obtenção. incluindo a fase de pré-contratação dos serviços. Eles constituem a prova do trabalho executado. 12. pelos Conselhos Federal e Regionais de Contabilidade. (CESPE/UNB . quando solicitado. contêm a forma como foi realizado esse trabalho e registram as conclusões a que se chegou. por escrito e fundamentalmente.Fiscal de Tributos Municipais de Maceió – 2003) O auditor. a documentação. os papeis de trabalho.

C Apenas os itens I e III estão certos. I Por serem de uso privativo. tais documentos não são relevantes no caso de substituição dos auditores. d) dificuldades de acertos com credores. a continuidade normal das atividades da entidade auditada compreende o período de um ano após. 295 . a) a data da assembléia de acionistas. b) a emissão do parecer dos auditores. No exame das demonstrações contábeis de uma entidade. A Apenas um item está certo. c) incapacidade de devedores na data do vencimento. II Os papéis de trabalho devem ser mantidos sob a custódia do auditor até a realização da próxima auditoria. julgue os itens a seguir. b) índices financeiros adversos de forma contínua. poderão ser destruídos. B Apenas os itens I e II estão certos. então. e) o último dia da visita dos auditores. Assinale a opção correta. d) a data das demonstrações contábeis. D Apenas os itens II e III estão certos. c) a publicação das demonstrações contábeis. 14. 15. De acordo com o Conselho Federal de Contabilidade. o risco de continuidade normal das atividades desta deve ser objeto de atenção dos auditores independentes. E Todos os itens estão certos.Considerando os principais objetivos desses documentos. Assinale a opção que não representa indicadores deste tipo de risco. III O conteúdo dos papéis de trabalho é importante para comprovar a realização do trabalho e fundamentar o parecer do auditor. quando. a) empréstimos e financiamentos de curto prazo.

2 da Resolução CFC 820/97 que aprovou a NBC T 11 define: “11. ----- 296 . A questão reproduz literalmente o conceito de Testes Substantivos contido na norma.1. Têm.1. 16. c) 6 meses após a datada emissão do parecer. e) 1 ano após a data das demonstrações contábeis. ocorrência.2 – PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA 11. direitos e obrigações (idem.2.e) passivo a descoberto. apresentação.1 – Os procedimentos de auditoria são o conjunto de técnicas que permitem ao auditor obter evidências ou provas suficientes e adequadas para fundamentar sua opinião sobre as demonstrações contábeis auditadas e abrangem testes de observância e testes substantivos. d) 1 ano após a data da emissão do parecer. Gabarito 01. Resp: E. no que se refere à créditos e a dívidas). abrangência. divulgação e mensuração. ainda como finalidade: existência (se um componente patrimonial de fato existe em determinada data). b) 1 mês após a data da assembléia de acionistas. O item 11.1. Os testes de observância (aderência) tratam do controle interno. O Conselho Federal de Contabilidade entende que a continuidade normal das atividades da entidade auditada fica evidente: a) 6 meses após a data das demonstrações contábeis.

determinar a amplitude dos exames necessários à obtenção dos elementos de convicção que sejam válidos para o todo. em razão da complexidade e volume das operações.3 – Os testes substantivos visam à obtenção de evidências quanto à suficiência. testes e amostragens.2.2. dividindo-se em: a) testes de transações e saldos. investigação e confirmação – obtenção de informações junto a pessoas ou entidades conhecedoras da transação. cálculo – conferência da exatidão aritmética de documentos comprobatórios. dentro ou fora da entidade.6.1. a aplicação dos procedimentos de auditoria: “11. quocientes. com base na análise de riscos de auditoria e outros elementos de que dispuser.2. 11. documentos e de ativos tangíveis. observação – acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua execução.2. cabendo ao auditor. em seu item 11. A Resolução CFC 820/97 que aprovou a NBC T 11 define. e b) procedimentos de revisão analítica. quantidades absolutas • • 297 . registros e demonstrações contábeis e outras circunstâncias.6 – APLICAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA 11.6. por meio de provas seletivas.2 – Na aplicação dos testes de observância e substantivos.6. mediante índices. o auditor deve considerar os seguintes procedimentos técnicos básicos: • • • inspeção – exame de registros. Resp: D Mais uma questão que reproduz literalmente o conceito contido na norma.2. exatidão e validade dos dados produzidos pelo sistema contábil da entidade.” (grifamos) 02.11.1 – A aplicação dos procedimentos de auditoria deve ser realizada. e revisão analítica – verificação do comportamento de valores significativos.

” (grifamos) 03. quando do planejamento dos seus trabalhos. atender às normas do CFC. “11. etc. bem como são efetuados cálculos para determinação do montante da previsão.1. mantendo porém a redação original em relação ao tópico em análise. revogou o item 11.10. A seguir.8 da NBC T 11.2. bem como documentar a realização do trabalho. nos termos do CFC). a transcrição do item abordado na questão. A revisão analítica é utilizada na análise da variação dos saldos. que aprovou a NBC T 11. Resp: d Uma das finalidades dos working papers é dar suporte à opinião do auditor.3. Contudo. 11.037/05.2. permitir a revisão.10. a verificação da efetiva existência dos créditos é melhor evidenciada pela confirmação junto a terceiros dos valores contabilizados (investigação e confirmação. ao analisar os riscos de auditoria. Resp: C A Resolução CFC nº 1. e deve ser complementada quando da execução de seus exames. com vistas à identificação de situação ou tendências atípicas. 298 . mas é a melhor resposta. A evidência de normalidade pelo prazo de um ano após a data das Demonstrações Contábeis é suficiente para a caracterização dessa continuidade. servir como guia.10 – Continuidade Normal das Atividades da Entidade. A continuidade normal das atividades da entidade deve merecer especial atenção do auditor.ou outros meios. Isso não significa que os demais estejam errados.1. 04. 05. Resp: c A circularização é uma técnica utilizada dentro do procedimento de investigação e confirmação.

Item II: 11. b) facilitar a revisão do trabalho de auditoria. possa influir sobre o seu parecer.4. o auditor deve considerar o que seria necessário para proporcionar a outro auditor. pela análise dos documentos de auditorias anteriores ou pelos coligidos quando da contratação de uma primeira auditoria.3. deve gerar papéis de trabalho que apresentem as indagações e as conclusões do auditor. 07. qualquer matéria que.2. e c) registrar as evidências do trabalho executado.3. Item III: 11.1. Resp: a Essa questão foi retirada da resolução CFC nº 1.3. visto que não é necessário nem prático documentar todas as questões de que o auditor trata. A extensão dos papéis de trabalho é assunto de julgamento profissional. Resp: C Teste de Observância consiste em observar se o controle interno (procedimentos estabelecidos para proteção dos ativos e garantia da eficácia das operações) está em funcionamento na prática. por ser relevante. no planejamento e na execução da auditoria. sem experiência anterior com aquela auditoria.024/2005 que a prova a NBC T 11.3 sobre Papéis de Trabalho e Documentação da Auditoria. A forma e o conteúdo dos papéis de trabalho podem ser afetados por questões como: 299 .2.06. Entretanto. Item I: 11. Ao avaliar a extensão dos papéis de trabalho.3. o entendimento do trabalho executado e a base para as principais decisões tomadas. Veja a transcrição desta resolução sobre o assunto abordado em cada item. sem adentrar os aspectos detalhados da auditoria.2. Os papéis de trabalho destinam-se a: a) ajudar. para fundamentar o parecer do auditor independente.

08. c) natureza e condição dos sistemas contábeis e de controle interno da entidade. Resp: : e O pedido de confirmação é positivo porque solicita que os clientes respondam à correspondência. d) direção.100/2007). 09. amostragem estatística é aquela em que a amostra é selecionada cientificamente com a finalidade de que os resultados obtidos possam ser estendidos ao conjunto de acordo com a teoria da probabilidade ou as regras estatísticas. e é preto porque está informando os valores. Resp: b De acordo com o CFC. b) natureza e complexidade da atividade da entidade.6 da Resolução CFC nº 821/1997. esta questão estaria errada. 11 Certo.a) natureza do trabalho. As normas de auditoria exigem que as informações constantes do relatório do auditor se baseiem em seus papéis de trabalho. Ressalto que o gabarito está correto apenas se levarmos em consideração a redação vigente à época (2003) para o item 1. Atualmente. responsável por sua guarda e sigilo. pois não mais se exige a autorização da administração da entidade para atendimento das solicitações por escrito e fundamentadas dos Conselhos de Contabilidade (Resolução CFC nº 1. A exibição dos papéis de trabalho permitirá os CRC fiscalizarem a qualidade do trabalho executado pelos auditores. Certo – Os papéis de trabalho são de propriedade exclusiva do auditor. supervisão e revisão do trabalho executado pela equipe técnica. devendo haver estrita concordância entre os papéis de trabalho e o parecer. e) metodologia e tecnologia utilizadas no curso dos trabalhos. 300 . 10.

por meios eletrônicos ou por outros meios. Errado. nos últimos dois anos. é vedado ao auditor. julgue os itens a seguir: Um dos princípios de ética profissional a que o auditor deve atender é a independência. serem solicitados pelos auditores sucessores. Resp: D 15. Podem ser preparados de forma manual. caso haja indícios de irregularidades (por exemplo. possuir relação de trabalho como empregado. Não há restrições quanto à forma de elaboração. Vale ressaltar que a substituição de auditores pode ser acompanhada pela CVM. Vale ressaltar que há. Sob esse aspecto. 16. quando a entidade auditada rescinde o contrato com o auditor ao saber que receberá um parecer adverso).Auditor Fiscal da Previdência Social – 2003) Com fulcro na normas de auditoria vigentes no Brasil. Ter empréstimos de curto prazo não significa que a entidade quebrará. podendo. inclusive. administrador ou colaborador assalariado. ainda. ainda que essa relação seja indireta. por 5 anos. Opção A. A afirmativa I está errada porque são relevantes.12. no mínimo. relativamente à entidade auditada. 13. 14. Resp: E PARTE 3 Questão 1: (CESPE/UNB . julgue os itens a seguir: 301 . Resp: A A única afirmativa correta é a III.indicadores financeiros. Questão 2: (CESPE/UNB . operacionais e outros. O problema é se houver empréstimos sem condições de pagamento e de renovação junto aos credores.Auditor Fiscal da Previdência Social – 2003) Com fulcro na normas de auditoria vigentes no Brasil. A afirmativa II está errada porque os papéis de trabalho devem ser guardados.

º 961/2003 elenca situações que caracterizam a perda da independência da entidade de auditoria em relação à entidade 302 . a qualquer custo. Questão 03: (UNB – Auditor do Estado do Espírito Santo. desatenção ou adulteração de documentos na elaboração de registros e demonstrações contábeis. 6. por exemplo – para a defesa da legítimos de terceiros ligados à empresa. Segundo as normas de auditoria independente. Questão 04 : (Unb/CESPE – TRT/10ª Região – Analista Judiciário – 2005) Considerando a NBCT 12 — da auditoria interna —. por meio de exames realizados. (UNB – Auditor do Estado do Espírito Santo. fraude é o ato intencional de omissão. por meio de profissionais especializados. salvaguardando o patrimônio da empresa ou entidade pública. relativos aos procedimentos de auditoria. devendo ser redigido com objetividade e imparcialidade. julgue os itens a seguir. julgue os itens que se seguem. O relatório é o documento pelo qual a auditoria interna apresenta o resultado dos seus trabalhos.2004) Com relação a auditorias interna e externa. de forma a expressar suas conclusões e recomendações e providências a serem tomadas pela administração da entidade. julgue os itens a seguir.2004) Com relação a auditorias interna e externa. entre eles. b) A Resolução n.O sigilo profissional do auditor deve ser mantido. a menos que o assunto sigiloso deva ser revelado em circunstancias especiais – em juízo. Questão 5: (Unb-CESPE – AGE-ES – Auditor do Estado– 2004) Julgue os itens que se seguem. O planejamento da auditoria interna deve considerar diversos fatores relevantes na execução dos trabalhos. a) Conceitua-se auditoria como uma ciência que controla e administra o patrimônio das empresas. o uso do trabalho de especialistas. manipulação de transações ou má interpretação de fatos. enquanto erro é o ato não-intencional resultante de omissão.

d) Auditoria interna é um conceito que suplanta o de controle interno. 303 . a auditoria oferece vantagens como apontar falhas na organização da empresa e nos controles internos e possibilita melhores informações sobre a real situação econômica. A emissão de laudo de avaliação a valores contábeis é exemplo de serviço característico de conflito de interesses e conseqüente perda da independência do auditor. assinale a opção incorreta. Os papéis de trabalho são de uso exclusivo do auditor. 7. (Unb/CESPE – TRE/PA – Analista Judiciário – 2007) Considerando as normas brasileiras para o exercício da auditoria interna. (Unb/CESPE – TRT/10ª Região – Analista Judiciário – 2005) Com referência à NBCT 11. julgue os itens subseqüentes.auditada. f) A data do parecer do auditor externo deve corresponder ao dia do encerramento de seus trabalhos. c) A auditoria independente tem como objetivo colaborar na elaboração das demonstrações contábeis da empresa auditada. o fisco e a sociedade. cabendo a ele. 08. e) O auditor interno examina a eficiência dos procedimentos em vigor na empresa. emitindo opinião sobre a adequação das demonstrações contábeis em relação aos princípios fundamentais de contabilidade. avalia a política vigente da organização e a adequação dos controles de natureza financeira e operacional. patrimonial e financeira das empresas. Com relação aos investidores. g) A auditoria é um meio indispensável de confirmação da eficiência dos controles para a administração. fornecer cópia à administração da empresa. os investidores. quando detectar irregularidade.

analisando e avaliando níveis de risco e propondo medidas corretivas e evolutivas. análises. na organização. visando garantir a sua confiabilidade e permitir que as informações internas e externas possam ser claras e confiáveis. 09. b) As auditorias interna e independente atuam sobre os sistemas e processos. D) A auditoria interna tem por finalidade agregar valor ao resultado da organização. e. levantamentos e comprovações. não deve estar subordinado ao trabalho que examina.A) O auditor interno é um empregado. e deve evitar prestar assessoria ao conselho fiscal. mesmo que tenha emitido opinião relativa às demonstrações contábeis originais. em função do princípio da segregação. (Unb-CESPE – Paraná Previdência – Auditor Sênior – 2002) Julgue os itens seguintes. as normas brasileiras de contabilidade e. C) A auditoria interna compreende exames. eficácia. c) O auditor independente não poderá expressar opinião acerca das demonstrações contábeis apresentadas de forma condensada. eficiência e economicidade dos processos. avaliações. da empresa que audita. o controle interno gerencia riscos com vistas a assistir a administração da entidade no cumprimento de seus objetivos. relativos à auditoria interna e independente. apresentando subsídios para o aperfeiçoamento dos processos. adequação. deve ser zeloso e imparcial. em caráter permanente. a) A auditoria independente das demonstrações contábeis constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo a emissão de parecer acerca da adequação dessas demonstrações. 304 . metodologicamente estruturados para a avaliação da integridade. ao campo de atuação da auditoria e aos relatórios de recomendação. para utilização adequada por parte dos diversos usuários. B) O auditor interno. E) A amplitude do trabalho do auditor interno e sua responsabilidade estão limitadas à sua área de atuação. no que for pertinente. assim como o externo. consoante os princípios fundamentais de contabilidade. a legislação específica.

10. b) Os testes substantivos visam à obtenção de evidência quanto à suficiência. no entanto. cabe à auditoria interna elaborar relatório a respeito de deficiências encontradas nos controles internos das companhias auditadas. o erro tolerável e o erro esperado. julgue os itens a seguir. (Unb-CESPE – Paraná Previdência – Auditor Sênior – 2002) A respeito dos aspectos gerais dos trabalhos de auditoria interna e auditoria externa. 11. b) Além de verificar se as informações divulgadas no relatório da administração estão em consonância com as demonstrações auditadas. a) Na determinação da amostra. requerendo julgamento na determinação do valor adequado a ser registrado nas demonstrações contábeis. testes de observância. do risco de auditoria e da avaliação dos controles internos. a estratificação e o tamanho da amostra. (Unb-CESPE – Paraná Previdência – Auditor Sênior – 2002) Com relação a auditoria. 305 . técnicas de auditoria e amostragem. bem como o risco da amostragem. dividindo-se em testes de transações e saldos e procedimentos de revisão analítica. a) A auditoria externa é elemento imprescindível para a credibilidade do mercado e instrumento de inestimável valor na proteção dos investidores. informando-o à administração e ao conselho fiscal. c) As estimativas contábeis são de responsabilidade dos auditores internos e independentes e se baseiam em fatores objetivos e subjetivos. já que é sua função zelar pela fidedignidade e confiabilidade das demonstrações contábeis da entidade auditada. o auditor deve levar em consideração a população objeto.d) Os procedimentos de auditoria independente são o conjunto de técnicas que permite ao auditor obter evidências ou provas suficientes e adequadas para fundamentar sua opinião acerca das demonstrações contábeis auditadas. sem abranger. julgue os seguintes itens. exatidão e validade dos dados produzidos pelo sistema contábil da entidade.

apesar de causar a impressão de que gera conflito de interesses. b) Quando da auditoria das demonstrações contábeis. A contabilidade controla. 12. o auditor externo avaliará o sistema de controle interno da entidade auditada. um auditor concluiu que as demonstrações contábeis estavam comprometidas de forma substancial. o auditor deverá emitir parecer com limitação de opinião ou adverso. demonstrando que o controle interno é baixo.c) Para determinar o risco de auditoria. ficando impedido de 306 . a oportunidade e a extensão dos procedimentos de auditoria. de fato não gera problemas. b) Errado. os procedimentos de auditoria constituem o conjunto de técnicas que permitem ao auditor obter evidências ou provas suficientes e adequadas para fundamentar sua opinião sobre as demonstrações contábeis auditadas e abrangem os testes de observância e procedimentos de revisão analítica. Ao terminar seu trabalho. visto que tem como referência as próprias DC. (Unb-CESPE – AGE-ES – Auditor do Estado– 2004) Julgue os itens que se seguem. Haveria problemas se o auditor emitisse um laudo de avaliação a valores de mercado (reavaliação). O laudo de avaliação a valores contábeis. avalia e evidencia o patrimônio das entidades. o auditor deve efetuar o estudo e a avaliação do sistema contábil e de controles internos da entidade. a) De acordo com a NBC-T11. relativos aos procedimentos de auditoria. c) Considere a seguinte situação hipotética. analisadas pelo auditor. Nessa situação. o risco também será reduzido. Gabarito 6) a) Errado. compreendendo a estrutura organizacional e os métodos de administração adotados para definição de autoridade e responsabilidade. d) Ao se reduzir o tamanho da amostra de auditoria. A auditoria certifica a qualidade e adequação das afirmações contidas nas demonstrações financeiras. com a finalidade principal de determinar a natureza.

mas atestam a aderência às normas contábeis. os auditores são obrigados a informar. nos termos da Lei n. ser postos à disposição da entidade. descarta ou extrapola o conceito de controle interno. em especial.024/05 que aprova a NBT 11. A regra geral. no final.realizar o serviço de auditoria. e)Certo. Compete à auditoria. por meio de outro relatório. Nesse sentido. Falamos sobre papéis de trabalho na aula demonstrativa. apenas. º 6. Errado De acordo com a Resolução CFC n° 1. Especificamente na auditoria do setor público. A responsabilidade pela elaboração das demonstrações é exclusiva da auditada. Dessa forma. dar sugestões para o aprimoramento. não há obrigatoriedade de cedê-los. a auditoria interna integraria o CI. f)Certo. complementa. para garantir a independência é a seguinte: (1) o auditor não deve auditar seu próprio trabalho. é menos importante a data de sua assinatura. d) Errado. g) Errado. Partes ou excertos destes podem. Nesse sentido. Vamos relembrar um pouco? 307 . os papéis de trabalho são de propriedade exclusiva do auditor. não há como se afirmar que substitui. c) Errado. ainda. nos termos dos Códigos de Administração Financeira de vários estados e municípios. com base no sistema de controle interno .404/76 e do CFC. opinar sobre as demonstrações. a critério do auditor. como ocorre nas instituições financeiras. nos termos do CFC. as deficiências encontradas no sistema de controle interno da entidade.3 sobre os papéis de trabalho e documentação de auditoria. em seu relatório. São coisas diferentes. por determinação do IBRACON/CVM. avaliar a quantidade de exames a serem feitos para. não apontam falhas no sistema de controle interno. competindo a ele. 7. (2) não deve exercer funções gerenciais e (3) não deve promover interesses pelo seu cliente. que. a auditoria interna corresponde à etapa final do controle interno. Os investidores tomam ciência da situação econômicofinanceira da empresa por meio do parecer dos auditores independentes. Em alguns casos especiais.CI. Neste caso.

Ao avaliar a extensão dos papéis de trabalho.  relação de clientes. 08. DEVE prestar assessoria ao conselho fiscal ou órgão equivalente. segundo a Resolução nº 820 do CFC. Resp: B O auditor interno. pois.  mapa de apuração de impostos. o entendimento do trabalho executado e a base para as principais decisões tomadas. práticas adotadas no Brasil e os princípios de contabilidade.  cópia de documentos fiscais.Os papéis de trabalho constituem o conjunto de documentos e apontamentos que o auditor colige antes. possa influir sobre o seu parecer. Entretanto. que deverá ser arquivado de forma racional e sistemática. qualquer matéria que. durante e após a aplicação dos procedimentos de auditoria. sem adentrar os aspectos detalhados da auditoria. A extensão dos papéis de trabalho é assunto de julgamento profissional. Dica: Os papéis de trabalho são uma garantia de que a auditoria foi feita de acordo com as normas brasileiras de contabilidade. Dica: Caso alguma pessoa não autorizada tenha acesso há algum papel de trabalho.  cópia de contratos de empréstimos.  arquivos magnéticos. o auditor deve considerar o que seria necessário para proporcionar a outro auditor. deve gerar papéis de trabalho que apresentem as indagações e as conclusões do auditor. sem experiência anterior com aquela auditoria.  cartas de circularização.  relação de fornecedores. diferentemente do auditor independente. Assim.  mapa de apuração de dividendos e de participações.  etc. a responsabilidade é do auditor. Vale 308 . visto que não é necessário nem prático documentar todas as questões de que o auditor trata. por ser relevante. são exemplos de “papéis” de trabalho:  cópia de contratos de financiamento. o auditor é o responsável pela guarda e zelo do papel de trabalho.

Para determinar o risco de auditoria. d) Errado. a) Certo b) Certo c) Errado. O auditor independente PODERÁ expressar opinião acerca das demonstrações contábeis apresentadas de forma condensada. c) Errado. 09. d) errado. o risco de não ser detectada alguma transação relevante aumenta. o auditor externo avaliará o AMBIENTE de controle interno da entidade auditada. Cabe ao auditor assegurar-se de sua razoabilidade. As estimativas não são de responsabilidade do auditor. DESDE que tenha emitido opinião relativa às demonstrações contábeis originais. encontra-se impossibilitado de prestar consultoria e realizar auditoria para a mesma empresa no mesmo momento. a) Certo b) Certo c) Errado. A abstenção é cabível quando o auditor não tiver formado juízo de valor. 11. em função da autonomia e imparcialidade que devem reger sua conduta. devendo contribuir para o sucesso da instituição. a) Certo b) Certo c) Errado. 10. As técnicas aplicadas pelo auditor abrangem testes de observância. compreendendo a estrutura organizacional e os métodos de administração adotados para definição de autoridade e responsabilidade. a) Certo b) Errado. 309 . Ao reduzir o tamanho da amostra. Já o auditor independente.ressaltar que o auditor da entidade é empregado dela. A obrigação de elaborar o relatório de deficiências do controle interno compete ao auditor INDEPENDENTE. 12. mas da administração da entidade. O parecer ADVERSO deve ser considerado.

c) a taxa de desvio aceitável será menor. projetar os erros encontrados na amostra para a população. (ESAF – Auditor Fiscal da RF – 2002) Executados. projetar os erros encontrados na amostra para a população. (Auditor-Fiscal da Receita Federal – AFRF selecionar a amostra. analisar qualquer erro detectado na amostra. 2003) Ao 310 . reavaliar o risco de amostragem. b) reavaliar o risco de amostragem. projetar os erros encontrados na amostra para a população. o auditor não deve considerar: a) sistematização b) materialidade c) casualidade d) experiência e) aleatoriedade 02. os resultados da amostra devem ser avaliados pelo auditor conforme a seqüência a seguir: a) projetar os erros encontrados na amostra para a população. d) reavaliar o risco de amostragem.PARTE 4 01. reavaliar o risco de amostragem. analisar qualquer erro detectado na amostra. e) esta não afeta o erro tolerável nem o esperado. b) a quantificação do erro tolerável será maior. para cada item da amostra. quanto menor o tamanho da amostra: a) a taxa de desvio aceitável será maior. e) analisar qualquer erro detectado na amostra. os procedimentos de auditoria apropriados aos seus objetivos. (ESAF – Auditor Fiscal da RF – 2002) Quando da aplicação da técnica de amostragem estatística em testes substantivos. reavaliar o risco de amostragem. analisar qualquer erro detectado na amostra. projetar os erros encontrados na amostra para a população. 03. c) analisar qualquer erro detectado na amostra. d) a quantificação do erro tolerável será menor.

para que o auditor possa formar uma conclusão. a estratificação da amostra. (Unb-CESPE – Paraná Previdência – Auditor Sênior – 2002) Com relação a auditoria. a estratificação e o tamanho da amostra. o seu procedimento técnico deve ser o de emitir parecer contendo ressalva ou abstenção de opinião. técnicas de auditoria e amostragem. realizando testes de contagem física e demais procedimentos complementares. o auditor deve levar em consideração a população objeto. B) Constitui procedimento de revisão analítica determinar se as obrigações da sociedade para com terceiros são reais e se sua liquidação está sendo efetuada de acordo com a política financeira da empresa. por exemplo. o erro tolerável e o erro esperado. amostragem de auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria sobre uma parte da totalidade dos itens que compõem. C) Mesmo que haja valores expressivos em relação à posição patrimonial e financeira. auditadas por outros. A) De acordo com a norma brasileira de contabilidade. D) Se o auditor independente não puder utilizar os trabalhos de outros auditores ou não puder aplicar procedimentos adicionais suficientes nas demonstrações contábeis de empresas coligadas ou controladas. não é necessário que o auditor acompanhe o inventário físico. o saldo de uma conta. E) Compete ao auditor definir se as informações importantes constantes do parecer sobre as demonstrações contábeis originais constarão nas demonstrações contábeis condensadas. exatidão e validade dos dados produzidos pelo sistema contábil da entidade. o auditor seleciona a amostra considerando apenas a população objeto da amostra. julgue os seguintes itens. 311 . Para tanto. dividindo-se em testes de transações e saldos e procedimentos de revisão analítica. b) Os testes substantivos visam à obtenção de evidência quanto à suficiência. o tamanho. assinale a opção correta. (Unb/CESPE – TRE/Pará – Analista Judiciário – 2005) Ainda acerca das normas de auditoria independente das demonstrações contábeis. o risco. 5. a) Na determinação da amostra.04. o erro tolerável e o erro esperado. bem como o risco da amostragem.

07. tamanho. (ESAF – Auditor Fiscal – Receita Federal – 2002) O risco de amostragem em auditoria nos testes de procedimentos de comprovação pode ser assim classificado: a) subavaliação e superavaliação da confiabilidade. a seleção casual com base nos intervalos entre as transações realizadas. d) os itens menos representativos são excluídos da população. c) superavaliação da confiabilidade e rejeição incorreta. e) rejeição incorreta e aceitação incorreta. entre outras. b) sua amostra for representativa da população toda. que o saldo de uma conta ou classe 312 . como resultado de uma amostra que suporte sua conclusão. d) rejeição incorreta e subavaliação da confiabilidade. 6. risco. (ESAF – Auditor Fiscal – Receita Federal – 2002) O risco que o auditor corre por considerar. (CESPE/UNB – AGE/ES – Auditor do Estado – 2004 ) Julgue os itens abaixo. c) os itens da população têm igual chance de seleção. a) O conjunto de fatores: população objeto. b) Na seleção da amostra. (ESAF – Auditor Fiscal – Receita Federal – 2002) . estratificação. e) não confiar nos controles internos mantidos na população. erro tolerável e erro esperado está relacionado com a determinação da amostra.O auditor utiliza o método de seleção aleatória de uma amostra quando: a) o intervalo entre as seleções for constante. b) aceitação incorreta e superavaliação da confiabilidade. considerando a amostragem em auditoria. 08. 09.c) As estimativas contábeis são de responsabilidade dos auditores internos e independentes e se baseiam em fatores objetivos e subjetivos. requerendo julgamento na determinação do valor adequado a ser registrado nas demonstrações contábeis. deve ser considerada.

erro tolerável. c) erro da população excede o erro tolerável. e) risco de detecção. e) erro tolerável excede o risco de detecção. erro esperado e manipulação.de transações registradas estão relevantemente quando de fato não estão. erro tolerável e erro esperado 313 . risco de controle e erro esperado. (ESAF – Auditor Fiscal – Receita Federal – 2003) Segundo o Conselho Federal de Contabilidade. 12. devem ser considerados. (ESAF – Auditor Fiscal – Receita Federal – 2002) O auditor deve reavaliar o risco de amostragem quando o: a) erro tolerável excede os erros da população. c) risco da população. 10. tamanho da amostra. d) erro inesperado. é denominado: a) risco de aceitação incorreta b) risco de superavaliação de confiabilidade c) risco de rejeição incorreta d) risco de subavaliação de confiabilidade e) risco de estimativa contábil corretos. o auditor deve considerar: a) tamanho da população. erro intolerável. no mínimo: a) população objeto da amostra. risco de amostragem e erro esperado. tamanho da empresa e inadimplência. c) risco de amostragem. (ESAF – Auditor Fiscal – Receita Federal – 2002) Ao determinar o tamanho de uma amostra. e) estratificação da amostra. na determinação da amostra para auditoria externa. erro tolerável e erro esperado. tamanho da amostra. b) risco de controle excede o risco de rejeição. erro tolerável e erro esperado. risco de amostragem. d) risco de amostragem. risco de amostragem e fraude b) tamanho da amostra. b) tamanho da população. 11. tamanho da população e desvio aceitável. tamanho da amostra e valores. d) risco de aceitação excede o de rejeição.

(Auditor-Fiscal da Receita Federal – AFRF 2003)O auditor externo. deve: a) sempre ressalvar o parecer e exigir o ajuste das contas. O mesmo deve atentar para a ocorrência de eventos subseqüentes até a data de: (A) 31/12/X0 – data-base dos balanços.012/05. e c) a seleção casual. (E) 31/03/X1 – publicação dos demonstrativos em jornais de circulação. 14. ao realizar procedimentos para constatação de eventos subseqüentes e constatar a existência de evento que altera substancialmente a situação patrimonial da empresa. baseada em sua experiência profissional. (NCE/UFRJ – Arquivo Nacional 2006) O auditor terminou. c) sempre emitir parecer adverso e solicitar a inclusão de notas explicativas. seus trabalhos de auditoria dos Balanços Contábeis de 31/12/X0 da empresa Campos S/A. na seleção de amostra. em 24/03/X1.13. e) exigir o ajuste das contas ou a inclusão de notas explicativas. a critério do auditor. observando um intervalo constante entre as transações realizadas. Resp: A 314 . b) não se pronunciar por não fazer parte do período das demonstrações contábeis. (B) 15/03/X1 – término dos testes de auditoria das contas de passivo. d) elaborar notas explicativas e sempre ressalvar o parecer. 02. Resp: B De acordo com a Resolução CFC nº 1. b) a seleção sistemática. Gabarito 01. (D) 24/03/X1 – término dos trabalhos. (C) 20/03/X1 – término dos testes substantivos. devem ser consideradas: a) a seleção aleatória ou randômica.

c) É necessário o acompanhamento do inventário físico. maior será a taxa de desvio tolerável. 315 . a partir de um certo limite. Assim. ao analisar os resultados da amostra o auditor deve: analisar os erros da amostra. não se deve. Vale ressaltar que o parecer sobre estas somente poderá ser emitido pelo auditor que deu opinião sobre as demonstrações originais. considerar que há tendência de erro de: 1/5 = 20% na população. Trata-se de uma amostra muito reduzida e pouco representativa da população. ferramentas que não foram mencionadas na opção supra. É fácil entender o motivo.03 ou 3%. extrapolar os resultados dos erros da amostra para a população da qual foi selecionada e reavaliar o risco de amostragem. Vale dizer. em sentido amplo) em 3. e) As informações relevantes que constaram nas demonstrações originais deverão ser reproduzidas nas versões condensadas. A taxa de desvio aceitável e o tamanho da amostra são inversamente proporcionais. 04. trata-se de um limite para o parecer sem ressalvas. 03. Resp: E Conforme estudamos. a taxa de desvio será de: 3/100 = 0. O tamanho da amostra também pode considerar o tamanho da população e o volume de transações. de imediato. se a amostra for de 100 itens e houver desvio (erro. A "taxa de desvio" é apurada pela divisão do número de desvios pelo tamanho da amostra: Número de Desvios / Tamanho da Amostra."Taxa de desvio aceitável" é o mesmo que "taxa de desvio tolerável" ou "taxa de erro tolerável". b) A revisão analítica compreende índices e comparações. Até porque a conformação de saldos junto a terceiros constitui outro procedimento. Se uma população é composto de 1000 elementos. Resp: D a) Faltou incluir dentre os itens que o auditor considera na seleção da amostra o objetivo da amostragem. esses fatores têm interferência mínima ou nula na fixação do tamanho da amostra. se o primeiro estiver errado. Já a "taxa de desvio aceitável" ou tolerável representa o máximo de desvios em relação aos controles internos que o auditor pode aceitar sem alterar seu grau de confiança inicial neles. quanto menor a amostra. Todavia. ou seja. numa amostra de 5 elementos.

09. mas da administração da entidade. Resp: E O risco de amostragem é a possibilidade da amostra não ser representativa. Nos testes substantivos. têm a mesma probabilidade de serem selecionados. conduza o auditor a considerar que o saldo 316 . risco de rejeição incorreta. Cabe ao auditor assegurar-se de sua razoabilidade. Resp: C Conforme estudamos. erradamente. Nos testes de observância. confiabilidade ou superdependência dos subvaliação de confiabilidade ou subdependência dos controles internos. a amostra é aleatória quando os itens são escolhidos ao acaso. o risco de amostragem pode ser classificado como:   risco de aceitação incorreta. levando o auditor a conclusões errôneas. As estimativas não são de responsabilidade do auditor.05. a) Certo b) Certo c) Errado. o risco de amostragem abrange o risco de:   superavaliação de controles internos. ou seja. A casual é baseada na experiência do auditor. 06. a) Certo b) Errado. A seleção que considera intervalos constantes sistemática. que poderão vir a comprometer sua opinião. Resp: A O risco de aceitação incorreta consiste na possibilidade de que a amostragem. 08. é a 07.

Ao determinar o tamanho da amostra. bem como os erros toleráveis e os esperados. O CFC destaca que erro tolerável é o erro máximo na população que o auditor está disposto a aceitar e. Adicionalmente. o auditor deve levar em consideração os seguintes aspectos:  Os objetivos específicos da auditoria. no item 11. o auditor deve considerar o risco de amostragem.5.” 12. ao planejar e determinar a amostra de auditoria.2. Resp: E De acordo com a Resolução CFC nº 1.5.  O tamanho da amostra.11. 317 .2. Resp: d De acordo com a Resolução CFC nº 1.  A população.2. a redução no risco de detecção devido a outros testes executados relacionados com as mesmas asserções.2. Tamanho da Amostra: “11.1. número de itens da população e valor envolvido.11.  Erro tolerável e  Erro esperado.5.11. 10. concluir que o resultado da amostra atingiu o objetivo da auditoria. quando de fato não estão. fatores como a avaliação de risco de controle. afetam o tamanho da amostra e devem ser levados em consideração pelo auditor.012/05. 11.de uma conta ou classe de transações registrados estão relevantemente corretos. ainda assim.012/05. Resp: C O erro tolerável é o máximo que o auditor aceita em função da qualidade do controle interno. 11.  O risco de amostragem.  A estratificação da população.

Perito Criminal da Polícia Federal – 2004) Relativamente à auditoria independente. Indicações de que uma empresa apresenta risco de descontinuidade podem ser encontradas em suas demonstrações contábeis. (CESPE/UNB . Resp: D 14. O sistema contábil e de controle interno é de responsabilidade da auditoria independente. julgue os itens que se seguem.13. (CESPE/UNB – PMV – Auditor Fiscal do Tesouro Municipal – 2007) Com relação à continuidade normal dos negócios de uma entidade. de acordo com as normas brasileiras de contabilidade. Resp: E PARTE 5 01. 02. 03. incluem um nível geral 318 . substituindo-se pagamentos a vista por compras a crédito. (CESPE/UNB .Fiscal de Tributos Municipais de Maceió – 2003) Quanto à auditoria. julgue o item que se segue. a legislação aplicável e as práticas operacionais da entidade. a) As premissas para o planejamento de auditoria. 4. julgue os itens a seguir. Um exemplo disso se traduz pela mudança nas relações com os fornecedores. porem a administração da entidade deve efetuar sugestões objetivas para o seu aprimoramento. (CESPE/UNB .Fiscal de Tributos Municipais de Maceió – 2003) Quanto à auditoria. Risco de auditoria é a possibilidade de o auditor vir a emitir uma opinião tecnicamente inadequada sobre demonstrações contábeis significativamente incorretas. julgue os itens a seguir. alem de incluírem um adequado nível de conhecimento sobre as atividades.

c) Salvo declaração expressa em contrário. A) Se um auditor for contratado após o encerramento do exercício e não conseguir firmar opinião acerca da existência física de estoques. 05. a extensão dos procedimentos. detalhamento o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados. obter evidências suficientes de que os saldos de abertura do Exercício não contenham representações errôneas ou inconsistentes que. porém. (CESPE/UNB – Paraná Previdência – Auditor Sênior – 2002) Acerca de auditoria. o auditor deve. tanto em termos de conteúdo quanto de forma. c) Quando um auditor realizar. as informações divulgadas nas demonstrações contábeis. somente deve ser estabelecida após o inicio dos trabalhos. em parágrafo específico. deverá sempre ser aplicado o parecer com abstenção de opinião. o auditor deve preparar programa de trabalho por escrito. entende-se que o auditor independente considera inadequadas e insuficientes. fazer menção exclusiva ao exercício examinado e destacar. b) Ao elaborar o planejamento de uma auditoria. pela primeira vez uma auditoria em determinada entidade. ele deve. no parágrafo referente à identificação das demonstrações contábeis examinadas. de alguma maneira. para a total compreensão por parte dos usuários. para fins de comparação. quando o auditor terá a oportunidade de verificar a necessidade de volume de procedimentos a adotar. julgue os itens que se seguem.de competência se sua administração e prescindem dos fatores econômicos. entre outros cuidados. os valores relativos ao exercício anterior. 319 . quanto a natureza e oportunidade. distorçam as demonstrações contábeis do exercício atual. constante do parecer. o fato de que as demonstrações contábeis do exercício anterior não foram examinadas por auditores independentes. b) Nos casos de primeira auditoria de uma entidade que divulgue. expressando a abstenção de opinião sobre elas.

relativos à auditoria interna e independente. Fazem parte do relatório longo de avaliação de controles internos. representando garantia de viabilidade futura da entidade ou um tipo de atestado de eficácia da administração na gestão dos negócios. com todas as notas explicativas. no entanto. (CESPE/UNB – PMV – Auditor Fiscal do Tesouro Municipal – 2007) A respeito das normas de execução dos trabalhos de auditoria. E) O parecer do auditor independente tem por limite os próprios objetivos da auditoria das demonstrações contábeis. ao elaborar o seu planejamento. a) O auditor não deve considerar em seu parecer os efeitos decorrentes de transações e eventos subseqüentes ao encerramento do exercício. 07. no mínimo. 06.d) O uso do trabalho dos auditores internos deve ser avaliado quando da contratação dos serviços do auditor independente. ao campo de atuação da auditoria e aos relatórios de recomendação. (CESPE/UNB – Paraná Previdência – Auditor Sênior – 2002) Julgue os itens seguintes. b) O auditor independente deve obter carta que evidencie a responsabilidade da administração quanto a informações e dados. 08. podendo. e a preparação e apresentação das demonstrações contábeis submetidas aos exames de auditoria. (CESPE/UNB – Paraná Previdência – Auditor Sênior – 2002) Com relação a auditoria. as demonstrações contábeis de encerramento de exercício. mesmo que sejam relevantes ao exame das demonstrações contábeis. 320 . o auditor independente deve ter noção clara do envolvimento com a auditoria interna da entidade a ser auditada. preparadas pelos auditores independentes. julgue os seguintes itens. mencioná-los. julgue o item a seguir. técnicas de auditoria e amostragem. e. do nível de coordenação e colaboração a ser adotado e do tipo de trabalho que a auditoria interna vai realizar como suporte ao auditor independente.

Para tanto. Nesse caso. (CESPE/UNB – TRT/10ª Região – Analista Judiciário) Julgue o item abaixo: a) Transações e eventos subseqüentes à conclusão dos trabalhos e anteriores à emissão do parecer. (CESPE/UNB – PMV – Auditor Fiscal do Tesouro Municipal – 2007) A propósito das contingências. exceto quando a realização do ganho é praticamente certa. o auditor seleciona a amostra considerando apenas a população objeto da amostra. 09. o nível de relevância preliminarmente estabelecido deve ser reduzido. 10. o auditor poderá optar por uma das duas possibilidades. considerados relevantes tanto para as demonstrações contábeis como para a opinião do auditor. tenha sido verificado que o nível de risco é maior que o previsto na fase de planejamento. A) De acordo com a norma brasileira de contabilidade. para que o auditor possa formar uma conclusão. (CESPE/UNB – TRE/PA – Analista Judiciário – 2005) Ainda acerca das normas de auditoria independente das demonstrações contábeis. a estratificação da amostra. 321 . as contingências ativas não devem ser reconhecidas. A divulgação do fato se dará quando for provável a entrada de recursos. B) Constitui procedimento de revisão analítica determinar se as obrigações da sociedade para com terceiros são reais e se sua liquidação está sendo efetuada de acordo com a política financeira da empresa. por exemplo. 11. assinale a opção correta.a) Considere que. poderão gerar necessidade de menção de mais de uma data ou atualização da data original. o erro tolerável e o erro esperado. na execução de procedimentos específicos de auditoria. o tamanho. a) Segundo o entendimento da CVM. o risco. Nessa situação. julgue o item seguinte. amostragem de auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria sobre uma parte da totalidade dos itens que compõem. o saldo de uma conta.

realizando testes de contagem física e demais procedimentos complementares. a)Atualmente o parágrafo de ênfase do parecer do auditor deve fazer referência à observância dos princípios fundamentais de contabilidade. 322 . D) Se o auditor independente não puder utilizar os trabalhos de outros auditores ou não puder aplicar procedimentos adicionais suficientes nas demonstrações contábeis de empresas coligadas ou controladas. em nota explicativa da administração. auditadas por outros. julgue os itens a seguir. conforme apropriado. 12. c) O parecer do auditor independente tem por limite os próprios objetivos da auditoria das demonstrações contábeis e não representa garantia de viabilidade futura da entidade ou algum tipo de atestado de eficácia da administração na gestão dos negócios. o seu procedimento técnico deve ser o de emitir parecer contendo ressalva ou abstenção de opinião.C) Mesmo que haja valores expressivos em relação à posição patrimonial e financeira. o auditor deve expressar sua opinião em parecer com ressalva ou adverso. não é necessário que o auditor acompanhe o inventário físico. conforme as normas brasileiras de contabilidade. (CESPE/UNB – AGE/ES – Auditor do Estado – 2004) Acerca dos princípios fundamentais de contabilidade e das demonstrações contábeis. E) Compete ao auditor definir se as informações importantes constantes do parecer sobre as demonstrações contábeis originais constarão nas demonstrações contábeis condensadas. Na hipótese de. a divulgação ter sido considerada necessária e não ter sido realizada de forma apropriada. b) O auditor deve considerar se os planos da administração para medidas futuras precisam ser divulgados nas demonstrações contábeis. dada em razão da falta ou insuficiência de informação.

e os ocorridos após a divulgação das demonstrações contábeis. a) O conjunto de fatores: população objeto. e a data da divulgação das demonstrações contábeis. erro tolerável e erro esperado está relacionado com a determinação da amostra. 13. mencionando-os como ressalva ou em parágrafo de ênfase. 323 . os ocorridos depois do término do trabalho de campo. com a conseqüente emissão do parecer. risco. a partir da database de encerramento do exercício. que possam demandar ajustes nas demonstrações contábeis ou a divulgação de informações nas notas explicativas.d) A preparação das demonstrações contábeis pressupõe a continuidade da entidade em regime operacional por um período previsível. estratificação. (CESPE/UNB – AGE/ES – Auditor do Estado – 2004 ) Julgue os itens abaixo. julgue os itens subseqüentes. o auditor tem de solicitar a sua inclusão por meio de ajustes. quando não ajustadas ou reveladas adequadamente. Considerando essas informações e as normas de auditoria independente das demonstrações contábeis. considerando a amostragem em auditoria. ainda que tais eventos sejam irrelevantes. b) O auditor deve considerar três situações de eventos subseqüentes: os ocorridos entre a data do término do exercício social e a data da emissão do parecer. (CESPE/UNB – AGE/ES – Auditor do Estado – 2004) O auditor deve aplicar procedimentos específicos em relação aos eventos ocorridos entre as datas do balanço e a do seu parecer. 14. não superior a dois anos. tamanho. c) Quando os eventos ocorrerem após a divulgação das demonstrações contábeis. a) O auditor deve considerar em seu parecer os efeitos decorrentes de transações e eventos subseqüentes relevantes ao exame das demonstrações contábeis.

Gabarito 01. Certo. Compreendem os riscos inerente (vinculados à auditada). Errado. a) Errado. Os fatores econômicos e seu impacto específico na entidade também devem ser considerados. b) Errado. a seleção casual com base nos intervalos entre as transações realizadas. ler os relatórios de auditorias anteriores e identificar relevantes eventos subseqüentes. 02. c) Certo. No que diz respeito à oportunidade (momento). é possível citar perda de franquia. a) Errado. de detecção (vinculados ao auditor) e de controle (decorrentes de falhas no sistema de controle interno da auditada). 4. A simples substituição dos fornecedores não é indicador. A 03. Dentre os indicadores de risco de continuidade não se encontra a substituição de fornecedores. etc. O levantamento de informações sobre a auditada. O auditor efetuará as sugestões. Esse é um dos cuidados adicionais que o auditor deve tomar. licença. 5. Errado. as modalidades de parecer a serem aplicados são com abstenção de 324 .b) Na seleção da amostra. Não conseguindo formar opinião sobre determinado aspecto. dentre outros. Houve inversão de termos na opção acima. deve ser considerada. o planejamento deve ser iniciado antes do início dos trabalhos. clientes ou fornecedores estratégicos e outros. tais como verificar a uniformidade das práticas contábeis. Dentre os indicadores financeiros. índices financeiros adversos de forma contínua. responsabilidade é da auditada. Como índices operacionais. é possível destacar CCL negativo. revelados ou não pela entidade. a consulta a outros auditores (anteriores) e a visita de ínterim são exemplos de procedimentos efetuados antes do início dos trabalhos de campo. entre outras. passivo a descoberto.

Esses fatos integram o escopo da auditoria. 7. o auditor deve efetuar o acompanhamento do inventário. Há de se lembrar que a abstenção de opinião compromete todo o parecer. por exemplo. Certo 10.opinião ou com ressalva. c) Se for expressivo. um parecer com ressalva deve ser considerado. ADEQUADAS E SUFICIENTES seria a expressão correta. b) As obrigações são validadas. Não tem. 6. Nesta opção. Certo. a) Errado. A auditoria valida o passado. 325 . por meio de circularização. d) Certo. Certo 9. nada disto foi citado. Errado. b) certo 08. foco no aspecto prospectivo. caso haja limitação no escopo. os registros efetuados. 11. O parecer de auditoria não representa garantia de viabilidade futura nem atestado de eficácia na gestão dos negócios. O auditor deve considerar os eventos subseqüentes em seus trabalhos. e) Errado. Vamos ver o que temos de errado nesta questão? a) Faltou considerar o objetivo da amostragem. a incerteza por parte do auditor gera um parágrafo de ênfase. se apenas um aspecto não puder ser validado e isso não comprometer as demonstrações como um conjunto. b) certo c) Errado. O relatório de controle interno contém as deficiências do sistema de controle interno e não traz as demonstrações contábeis. A revisão analítica considera índices e quocientes na análise. Não havendo limitação no escopo. Assim. assim. as transações ocorridas.

Eventos irrelevantes não demandam ajustes. a forma pela qual os meios são geridos e a otimização dos recursos disponíveis. c) o custo. b) os prazos e condições nos quais são obtidos recursos físicos. Resp: D 12.e) As informações importantes constantes no parecer sobre as demonstrações originais deverão figurar nas demonstrações condensadas. PARTE 6 01 . 13. quando enfoca a eficácia na execução de um projeto de uma entidade governamental.(NCE/UFRJ – TRE/RJ 2001) O auditor. A seleção que considera intervalos constantes sistemática. a) Errado. O parágrafo de ênfase deve ser considerado em casos de incerteza ou risco de continuidade. a) Certo b) Errado. humanos e financeiros. bem como o atendimento das necessidades sociais. b) certo c) certo d) Errado. A continuidade considerada é de um ano a contar das demonstrações contábeis. 14. deve preocupar-se com: a) o relacionamento externo da entidade executora. a) certo b) certo c) Errado. A casual é baseada na experiência do auditor. é a 326 .

00. Uma venda à vista efetuada nos últimos dias do ano no valor de R$ 25.000.00. o auditor independente utiliza. Passivo Circulante em R$ 7. III. foi depreciada em 10% no final do exercício.00. que adota a sistema de inventário permanente.00. sendo que os impostos e contribuições sobre o lucro da companhia são cobrados à alíquota de 30%.00. 02.500. Resultado do Exercício em R$ 13.000. houve um aumento do (A) (B) (C) (D) (E) Resultado do Exercício em R$ 4. 03. em desacordo com o principio da competência. sem que fosse efetuada a correspondente baixa na reserva de reavaliação contra a conta de Lucros Acumulados. o procedimento de (F) Revisão analítica de recebíveis.500. No balanço patrimonial da companhia.d) a consecução dos objetivos e das metas.00 em um CDB de 90 dias.00. principalmente. e) a proteção e a conservação dos recursos.000.00. (G) Inspeção de ativos tangíveis. com custo de mercadoria vendida de R$ 15. Uma aplicação financeira de R$ 100.500. II.500. (Carlos Chagas – Agente de Rendas SP – 2006Para certificar-se que direitos de crédito efetivamente existem em determinada data. em decorrência dos ajustes feitos pela auditoria. Uma máquina que sofreu um acréscimo patrimonial de R$ 50.000. Gomes Carvalho constatou: I. 327 .000.000. Ativo Circulante em R$ 8. não tivera parte dessa receita apropriada no exercício. em função de uma reavaliação aprovada pela assembléia geral.00. (Carlos Chagas – Agente de Rendas SP – 2006) Uma auditoria independente efetuada na Cia.000. com vencimento em 30 de janeiro do ano-calendário seguinte. Ativo Circulante em R$ 13. cujo rendimento prefixado era de R$ 4. não havia sido contabilizada.

na verificação de contas dos responsáveis pela aplicação. sem perspectiva nenhuma de recebimento. foi constatado pelo auditor: I. com pagamento atrasado em mais de dez meses.00.000. que estão classificados no ativo circulante da companhia auditada.000. o resultado do exercício. (I) Conferência do cálculo dos créditos. no valor de R$ 84.00 Diminui em R$ 29. 04. (A) (B) (C) (D) (E) Aumentou em R$ 13.000. II. A depreciação de um imóvel da companhia adquirido por R$ 500. 328 . com vigência de dois anos. de regularidade com ressalva e de irregularidade. utilização ou guarda de bens e valores públicos de propriedade ou responsabilidade da União são: a) de regularidade. foi lançado integralmente como despesa. (J) Observação de processo de controle.00 Aumentou em R$ 3. com vida útil estimada de 25 anos. b) de legalidade. não tinha sido contabilizada.00. (ESAF – TCU – Analista de Controle Externo – 2002) Os tipos de certificado de auditoria emitidos pelo órgão ou unidades de controle interno do poder executivo federal.000. Em função dos ajustes corretamente efetuados pelo auditor. Diminui em R$ 9.000. III. Um prêmio de seguro pago no dia 1º de julho do exercício.000.00 05. a partir dessa data. (Carlos Chagas – Agente de Rendas SP – 2006) Na auditoria da Demonstração de Resultado do Exercício de uma companhia.00 Ficou inalterado. Duplicatas aceitas por uma empresa cliente no valor de R$ 30.000. de legalidade com ressalva e de ilegalidade.00.(H) Circularização dos devedores da companhia.

06. o que implicou uma piora na situação financeira da empresa auditada. de regularidade com ênfase e de ilegalidade. um auditor tenha constatado um substancial aumento do prazo médio de recebimento dessas contas. A) Se o auditor. B aumento das vendas a vista. 329 . Nesse sentido. D queda no lucro das vendas. tiver dúvidas sobre a aplicação correta dos valores. E) O método de amostragem do tipo probabilístico fundamentasse em amostras embasadas na experiência do servidor. assinale a opção incorreta.c) de regularidade. B) Os papéis de trabalho embasam o certificado que representa a opinião do sistema de controle interno. d) de ilegalidade com ressalva. D) A promoção da hierarquização dos diversos programas de governo deve fazer parte de um adequado programa de trabalho de auditoria. poderá adotar providências de acompanhamento que considerar pertinente e utilizar a técnica do rastreamento para suas conclusões. de aderência com ênfase e de aderência com ressalva. Essa situação permite ao auditor inferir que tenha ocorrido A redução nos prazos de vencimento das vendas. E eliminação vencimento. e) de aderência. dos descontos concedidos pelos pagamentos no 07. C) A nota é uma das formas que o órgão ou unidade de controle interno possui para expressar sua opinião. no exame das contas a receber. (CESPE/UNB – TRE/AP – Analista Judiciário – 2007) Considere que. (CESPE/UNB – TRE/PA – Analista Judiciário – 2007) De acordo com as normas de auditoria governamental. ao efetuar teste de conferência de cálculo em um convênio vultuoso. os elementos estão estabelecidos de acordo com a população. C aumento do custo das mercadorias vendidas. de regularidade com negativa de opinião e de aderência.

000. Com base nos procedimentos usuais e nas circunstâncias. um dos procedimentos adotados é o exame das contas a receber. Só ficará caracterizada irregularidade quando se constatar a existência de saldo credor na conta caixa. 10. a) A auditoria do disponível busca a mensuração da real aplicação do princípio da legitimidade. Nessa situação. Considere também que o CMV correspondente. em 31/12. (CESPE/UNB – PMV – Auditor Fiscal do Tesouro Municipal – 2007) Várias são as hipóteses que caracterizam omissão de receitas. (CESPE/UNB – AGE/ES – Auditor do Estado – 2004) Quanto ao parecer de auditoria e aos procedimentos e objetivos da auditoria dos itens patrimoniais. julgue o item abaixo. tenha sido de R$ 30. b) Um dos objetivos da auditoria dos estoques é determinar se as mercadorias foram avaliadas de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade. julgue os itens que se seguem.00.00. Os suprimentos de caixa podem ser justificados pela comprovação da capacidade financeira do supridor e da efetiva entrega dos recursos. mercadoria vendida pelo valor de R$ 50. 09. também registrado em 31/12. último dia do exercício social.000. é correto inferir-se que a empresa acresceu indevidamente ao resultado do exercício findo o lucro de R$ 20. (CESPE/UNB – PMV – Auditor Fiscal do Tesouro Municipal – 2007) Acerca da auditoria das contas de resultado.000. c) Ao se examinar os estoques da empresa auditada. com cláusula CIF e previsão de entrega para três dias depois.08. Considere que uma empresa tenha registrado e embarcado. julgue o item a seguir. 330 .00.

g) Ao emitir o parecer sem ressalva. Tal restrição é de grande magnitude. o auditor demonstra que está convencido de que as demonstrações contábeis foram elaboradas de acordo com princípios fundamentais de contabilidade. julgue os itens subseqüentes. a) Os papéis de trabalho. bem como aos controles internos das instituições. não requerendo a emissão de parecer adverso. 11.d) Um dos objetivos da auditoria do ativo imobilizado é determinar se as adições do período foram adequadamente contabilizadas e aprovadas por pessoal competente para tal. e) Um dos procedimentos adotados para a auditoria do ativo permanente imobilizado é a verificação do registro da reserva de reavaliação e do valor de mercado dos bens no final do período. o auditor deve considerar apenas dois aspectos: 1) o objetivo dos procedimentos e o grau de confiabilidade dos resultados alcançáveis e 2) a disponibilidade de informações. (CESPE/UNB – Petrobrás – Contador Junior – 2004) No que se refere às normas adotadas no Brasil com relação às auditorias interna e externa. b) Nos procedimentos de revisão analítica. f) Um dos objetivos da auditoria da conta fornecedores é verificar se o número de ações em circulação foi integralmente realizado. i) O parecer com ressalva deve ser emitido quando houver discordância ou restrição na extensão de um trabalho. embora a empresa concorra para sua obtenção. confiabilidade e comparabilidade. são de propriedade exclusiva e confidencial do auditor. Para essa 331 . h) A data do parecer de auditoria será coincidente com a data de publicação das demonstrações contábeis. sua relevância. Eles constituem a prova do trabalho executado. contêm a forma como foi realizado esse trabalho e registram as conclusões a que se chegou.

o auditor observou que uma compra realizada em janeiro de 2002 somente foi contabilizada em 2003. 12. Nesse caso. então. com relação a esses testes.finalidade específica. a conta de matériaprima e a conta de fornecedores estavam superavaliadas em dezembro de 2002. (CESPE/UNB – AGE/ES – Auditor do Estado – 2004) O saldo de uma conta do balanço patrimonial ou da demonstração do resultado do exercício pode estar errado para mais (superavaliado) ou para menos (subavaliado). então. de acordo com os princípios contábeis. b) Considerando-se que. o auditor deve testar todas as contas da contabilidade para verificar eventual superavaliação ou subavaliação. o auditor observou que uma nota fiscal de competência de 2002. por ocasião da auditoria da conta de matéria-prima. a) Devido aos riscos mencionados. A experiência tem demonstrado que é mais prático dirigir os testes principais de superavaliação para as contas devedoras. e) Se. Julgue os seguintes itens. Devido a esses riscos. a conta de fornecedores e a conta de veículos do ativo imobilizado estavam subavaliadas no balanço de 2002. na auditoria da conta de máquinas e equipamentos. c) Se. o auditor verificou que foram capitalizadas peças de reposição em máquinas de uso operacional. nesse caso. referente à compra de um veículo. o auditor deve direcionar seus testes para superavaliação e para subavaliação. a natureza da entidade e o conhecimento adquirido em auditorias anteriores são irrelevantes e devem ser desconsiderados. foi registrada somente por ocasião de seu efetivo pagamento em 2003. durante a auditoria da conta de despesas pré-operacionais. a conta de máquinas e equipamentos estava superavaliada e o grupo de despesas subavaliado porque. deve realizar os testes de auditoria. deveriam ser registradas como despesas pré-operacionais. o auditor constatou que participações no capital social de outras 332 . na auditoria de conta de fornecedores. Para tanto. d) Considere que.

Relativamente aos procedimentos técnicos básicos a serem considerados pelo auditor na aplicação dos testes. cabendo ao auditor.sociedades foram debitadas indevidamente nessa conta. com base na análise de riscos de auditoria e outros elementos de que dispuser. por meio de provas seletivas. 13. nesse caso. o ativo diferido estava superavaliado e o investimento. d) Os indicadores financeiros devem ser usados para confirmar os valores das contas e. julgue os itens que se seguem. 14. (CESPE/UNB – TRE/AP – Analista Judiciário – 2007) A opinião de órgão ou unidade de controle interno do Poder Executivo federal deve ser expressa na forma de diferentes tipos 333 . a) A implementação é o procedimento de iniciar os trabalhos de auditoria. evitar erros significativos. subavaliado. testes e amostragens. dentro ou fora da entidade. determinar a amplitude dos exames necessários à obtenção dos elementos de convicção que sejam válidos para o todo. quando o correto seria o grupo de contas de investimentos. assim. (CESPE/UNB – AGE/ES – Auditor do Estado – 2004) A aplicação dos procedimentos de auditoria deve ser realizada em razão da complexidade e do volume das operações. quando de sua execução. procedendo exames de registros e dos documentos da empresa auditada. b) Investigação e confirmação correspondem à obtenção de informações junto a pessoas ou entidades conhecedoras da transação. e) Observação é acompanhamento de processo ou de procedimento. então. c) A revisão analítica deve considerar se todas as transações estão registradas pelo método das partidas dobradas e se estão em conformidade com os princípios fundamentais de contabilidade.

assinale a opção correta. omissões ou impropriedades de natureza formal. D obter recibo do custo diante quando os valores verificados forem devolvidos. ainda que não seja observado o princípio da economicidade. D A emissão de certificado de irregularidade somente se aplica aos casos que resultem em prejuízo quantificável para a fazenda pública. 16. para restringir os transtornos causados pela auditoria à área onde se encontra presente fisicamente o auditor. assinale a opção correta. Acerca desses documentos e da auditoria contábil. E A auditoria contábil. que — por sua irrelevância ou imaterialidade — não caracterizam irregularidade dos agentes responsáveis. 334 .de documentos. pode ser executada por servidor efetivo de qualquer formação profissional. (CESPE/UNB – TRE/AP – Analista Judiciário – 2007) Os cuidados considerados essenciais para uma adequada contagem do caixa não incluem A insistir para que o custo diante do caixa esteja presente durante toda a contagem. 15. (CESPE/UNB – TRE/PA – Analista Judiciário – 2007) Acerca da auditoria governamental. E certificar-se de que o responsável pela guarda e pela movimentação do numerário não tem acesso aos registros contábeis do caixa. B controlar sucessivamente os fundos. B O relatório de dirigente de órgão de controle interno é peça compulsória em processos de tomada e prestação de contas a serem remetidos ao TCU. no âmbito do serviço público. A O certificado de regularidade com ressalvas está condicionado a falhas. C assegurar-se de que todos os cheques não-depositados sejam nominativos ao cliente. C O certificado de regularidade deve ser expedido quando forem obedecidos os princípios da legalidade e da legitimidade. ainda que mediante endosso. uma importante técnica de controle do Estado na busca de melhor alocação de seus recursos. admitido mediante concurso público.

a auditoria deve ser realizada pelo sistema de controle interno do Poder Executivo. que signifiquem simplesmente situações impróprias e que não necessariamente interfiram na regularidade do certificado. B Quando o órgão não tiver elementos comprobatórios suficientes para formar uma opinião. especial e de desempenho. 17. B O objetivo primordial da auditoria governamental é exercer o controle prévio da aplicação dos recursos públicos. é indispensável que esses fatos sejam considerados em parecer complementar. ou seja. operacional. A O certificado de regularidade será emitido se forem adequadamente observados os princípios da legalidade. C Se o servidor constatar descumprimento de normas governamentais. as entidades que pertencem à administração pública. comprovar a legalidade e legitimidade dos atos administrativos fica a cargo dos tribunais de contas. no parágrafo intermediário. D Havendo eventos relevantes subseqüentes ao período examinado. E Um dos requisitos do certificado ou de parecer de auditoria é o registro. classifica-se em contábil. 335 . que também contém a especificação do tipo de trabalho realizado bem como das impropriedades que resultaram em prejuízo ao erário. (CESPE/UNB – TRE/PA – Analista Judiciário – 2007) Considerando as normas de controle interno do Poder Executivo federal. no Poder Executivo federal. deverá dar ciência imediata ao TCU. C Quando um ente público é omisso no dever de prestar contas e contra ele é instaurado processo de tomada de contas especial. sob pena de responsabilidade solidária. as fundações e as autarquias. se comprovada irregularidade. D É atribuição da auditoria governamental comprovar a legalidade e legitimidade dos fatos administrativos. mesmo que haja determinadas falhas. de imediato poderá emitir certificado de irregularidade.A São passíveis de auditoria somente as entidades da administração direta e indireta. E A auditoria do sistema de controle interno. legitimidade e economicidade. assinale opção correta.

Só ficará caracterizada irregularidade quando se constatar a existência de saldo credor na conta caixa. subtração. julgue o item abaixo. que compete à Secretaria Federal de Controle Interno – SFC/MF. Conforme o tema acima. O Certificado de Auditoria será emitido na verificação das contas dos responsáveis pela aplicação. coordenar. a) A opinião do Órgão ou Unidade de Controle Interno do Poder Executivo Federal deverá ser expressa. Com base nos procedimentos usuais e nas circunstâncias. De acordo com o Órgão Central. controlar e avaliar as atividades de controle interno de suas unidades administrativas. b) Os tipos de Certificados são constituídos por: Certificado de Regularidade. Certificado de Regularidade com Ressalva e Certificado de Irregularidade. julgue o item abaixo. somente. e de todo aquele que der causa à perda.18. bens e materiais de propriedade ou responsabilidade da União. utilização ou guarda de bens e valores públicos. Os suprimentos de caixa podem ser justificados pela comprovação da capacidade financeira do supridor e da efetiva entrega dos recursos. e de 336 . ou estrago de valores. 19. As informações documentadas nos papéis de trabalho devem obter alguns elementos significativos dos exames realizados para propiciar o entendimento e o suporte da atividade de controle executada. (CESPE/UNB – PMV – Auditor Fiscal do Tesouro Municipal – 2007) Várias são as hipóteses que caracterizam omissão de receitas. julgue o item abaixo. É de sua competência. c) O Certificado de Auditoria emitido pelo Órgão ou Unidade de Controle Interno do Poder Executivo Federal deve levar em conta a jurisprudência do Tribunal de Contas da União. planejar. Referente o instrumental de trabalho do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. por meio de Relatório. 21. julgue. 20.

A Auditoria Operacional objetiva avaliar as ações gerenciais e os procedimentos relacionados ao processo operacional das entidades da administração pública federal. programas de 337 . c) Formular o relatório de situação das Ações selecionadas. nos órgãos ou unidades que integram o Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. b) Preparar gradualmente relatório de situação das Ações selecionadas. e promover a hierarquização dos diversos programas ou programações governamentais fundamentadas nos critérios políticos e estratégicos definidos. Baseado neste fato. identificando as metas. entre outros itens. 24. financeiros. julgue os itens que se segue. assessorar os gestores da entidade no acompanhamento da execução dos programas de governo. os critérios para a seleção dos beneficiários. orçamentários. c) A unidade de auditoria interna tem. com informações a respeito das ações do Sistema de Controle interno sobre o exercício atual.realizar auditorias e fiscalizações nos sistemas contábeis. as formas de execução. O planejamento das ações de controle adotado pelo Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal deve observar alguns procedimentos. a) O objetivo da racionalização das ações de controle é aumentar atividades de auditoria em duplicidade. 23. Referente as unidades de auditoria interna das entidades da administração indireta. como atividade específica. de pessoal e demais sistemas administrativos e operacionais. órgãos responsáveis. b) Considera-se que a unidade de auditoria interna é aquela pertencente tanto à estrutura organizacional de entidades da Administração Pública Federal Indireta quanto aos entes paraestatais de cooperação com o Poder Público. não sendo necessário a do exercício anterior. 22. a) Deve elaborar plano estratégico e operacional. julgue os itens a seguir.

a) É de competência da Comissão de Coordenação de Controle Interno (CCCI) promover a integração operacional do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal com outros sistemas da Administração Pública Federal. 27. as normas relativas à opinião do auditor estabelecem os seguintes tipos de parecer: a) pleno. e) positivo. Acerca as competências do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. julgue os item seguinte. atividades. assuma obrigações de natureza pecuniária. julgue a seguir. Com relação a esse tema. bens e valores públicos ou pelos quais a União responda. do ponto de vista do controle. Referente aos dados e informações utilizados como indicativos e indicadores de gestão. No âmbito do serviço público. guarde. negativo e omissão de opinião. ou que. restritivo e de irregularidade. d) pleno. em nome desta. 338 . gerencie ou administre dinheiro. arrecade. 26. julgue o item que segue: Estão sujeitas à atuação do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal somente as pessoas jurídicas que utilize. projetos. com ressalva e adverso. ou segmentos destes. julgue.governo. com restrição e com incerteza. 25. com ressalva e abstenção de opinião. na execução de atos e fatos registrados em sistemas organizacionais. Os indicadores são os dados que revelam e evidenciam situações desejáveis ou não. b) Compete ao Órgão Central apoiar a supervisão ministerial e o Controle Externo nos assuntos de sua missão institucional. c) sem ressalva. Com relação a abrangência do sistema de controle interno federal. 28. b) sem ressalva.

339 . 32) Em referência a finalidade administrativo.c) Os Órgãos Setoriais encaminham ao órgão central os planos de trabalho das unidades de auditoria interna das entidades vinculadas. 29. b. a aderência das atividades às diretrizes. planos. podemos dizer que a efetividade de realizar exames das operações que se processam nos sistemas de controle interno administrativo tem como objetivo verificar se os procedimentos funcionam de acordo com o previsto.A materialidade corresponde ao montante de recursos orçamentários ou financeiros alocados por uma gestão. Acerca ao Plano das atividades do Sistema de Controle Interno. julgue o item abaixo: Informar o código da Unidade Gestora (UG). existentes em um dado contexto. julgue o que se segue. 30. do controle interno O objetivo geral é evitar a ocorrência de impropriedades e irregularidades por meios dos princípios e instrumentos próprios. não necessariamente mencionar os dias de início e término do trabalho. 31. Considerando este relato. o número de dias previstos. a. normas e procedimentos da entidade. mencionar o local onde será realizado. julgue. situação ou unidade. as variáveis básicas do método de amostragem usadas no processo de planificação dos trabalhos de controle. Quanto as Normas Relativas à Execução do Trabalho. destacando-se entre os objetivos específicos. Julgue a seguir. definir o tipo de atividade e formas de realização do trabalho. fazem parte de algumas informações básicas para constituir o Plano das atividades do Sistema de Controle Interno.A criticidade significa a importância relativa ou papel desempenhado por uma determinada questão.

Relatório Anual de Atividades de Auditoria Interna– RAAAI 340 . fundações públicas. Esses documentos deverão refletir os resultados dos exames efetuados. ambos têm origem SFC/MF. Verificando as Normas Relativas à Forma de Comunicação do Controle Interno do Poder Executivo Federal. tornando a aplicação de tratamento estatístico a seus resultados inviáveis através da amostra para a população. o Órgão ou Unidade de Controle Interno deverá elaborar em um relatório. de acordo com as formas ou tipos de atividades. organizações sociais. denominadas unidades gestoras. O método de amostragem subdivide-se em dois tipos: probabilístico e não-probabilístico. parecer ou certificado. A respeito dos tipos de unidades e entidades da Administração Federal do Sistema de Controle Interno. b) Unidades da Administração Direta Federal são contempladas com recursos financeiros e dotações orçamentárias. 35.33. julgue os itens que se seguem. Julgue os itens referentes os principais relatórios produzidos pelo Sistema de Controle Interno. julgue o item seguinte. as informações ou opiniões concluídas. 34. sociedades de economia mista. Baseado nesta informação julgue o item a seguir. O método de amostragem não-probabilístico baseia-se principalmente na experiência do servidor.Relatório de Auditoria de Recursos Externos. b. a. empresas subsidiárias. Após todas as atividades realizadas. 36. controladas ou coligadas compreendem as unidades da Administração Indireta Federal. a) Autarquias. de Auditoria de c.Relatório de Fiscalização e Relatórios Acompanhamento.

por qualquer razão. 38. até a consecução dos objetivos fixados pelo Poder Público. a) A eficiência se dá devido à seleção e treinamento de pessoal. planos. b) A delegação de competência será utilizada como instrumento de descentralização administrativa para assegurar maior rapidez e objetividade às decisões. métodos e procedimentos interligados. c) As instruções devidamente formalizadas. a) O controle sistemático trata das excepcionalidades. a aderência de diretrizes e normas 341 . forma e veículos de divulgação devem propiciar à sociedade um conhecimento somente das possibilidades de acesso à mesma. próprios do Ministério ou Órgão equivalente.37. com programas caros e de alta qualidade. c) Critérios. financeiros e operacionais. típicas de denúncias ou solicitações de autoridades. ao conjunto de critérios gerais definidos pela SFC/MF e os aplica ao conjunto de Programas/Programações. rotinas. e Lei Orçamentária Anual/LOA. de forma confiável e concreta. Com relação a esse tema. o estabelecimento dos fatos contábeis. julgue os itens subseqüentes. o Sistema de Controle Interno entenda necessário averiguar. julgue os itens que se seguem. O controle interno administrativo é o conjunto de atividades. caracterizadas como questões pontuais e agudas. estabelecidos para assegurar que os objetivos das unidades e entidades da administração pública sejam alcançados. evidenciando eventuais desvios ao longo da gestão. d) A hierarquização agrega critérios de valoração de caráter estratégico. b) A descrição sumária das Ações deve conter as metas segundo o gestor e a Lei de Diretrizes Orçamentária/LDO. ou aspectos que. Quanto ao detalhamento do planejamento das ações de controle adotado no Sistema de Controle Interno do Poder Executivo. e não da existência da Ação.

A Prestação de Contas Anual do Presidente da República a ser encaminhada ao Congresso Nacional é composta de Relatório de Atividades do Poder Executivo. Baseado na caracterização irregularidade.legais fazem parte dos princípios fundamentais de controle interno administrativo. b) A Auditoria Especial compreende o exame de fatos e situações de natureza incomum ou extraordinária para atender determinação expressa de autoridade competente. julgue o que se segue. a) Dentre outras atividades. constatando a existência de desfalque. 40. verificação de probidade na aplicação dos dinheiros públicos e a administração de valores e outros bens da União faz parte do trabalho realizado pela Auditoria de Acompanhamento da Gestão. eficiência. legitimidade. de impropriedade e Impropriedade é caracterizada pela não observância aos princípios de legalidade. c) A emissão de opiniões com vistas a certificar a regularidade das contas. julgue o item a seguir. cabe ao Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. Acerca o conceito e classificação de auditoria. do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social. julgue os itens subseqüentes. 41. alcance. Balanços da Administração Indireta de Fundos e Orçamento de Investimento das Empresas Estatais. 42. Acerca a elaboração da Prestação de Contas do Presidente da República. O controle de qualidade das atividades visa estabelecer critérios de avaliação sobre a aderência dos trabalhos realizados pelo Sistema de Controle Interno quanto a eficiência e eficácia 342 . 39. desvio de bens e outra irregularidade de que resulte prejuízo para o Erário. através da técnica de auditoria. eficácia e economicidade. realizar auditoria sobre a gestão de recursos públicos federais sob a responsabilidade dos órgãos públicos.

relacionadas. obscuros.000 (10% x R$ 50. a consecução dos objetivos e metas engloba todo o resto.000 pré-fixado o 343 . Lançamento Reserva de Reavaliação a Lucros ou Prejuízos Acumulados 5. 02 -Resp: B Vejamos os efeitos de cada um dos fatos descritos: I) Se o bem reavaliado (máquina) foi depreciado em 10% de seu valor.das normas estabelecidas. julgue os seguintes itens. atentando-se para a utilização de termos dúbios. Efetuando-se a realização da Reserva de Reavaliação em contrapartida à conta Lucros ou Prejuízos acumulados não há alteração no Patrimônio Líquido. a Reserva de Reavaliação terá que ser realizada no mesmo percentual. b) A execução dos trabalhos devem ser desenvolvida. entretanto. Resp: d As outras opções também podem ser consideradas corretas. e adoção de medidas corretivas também fazem parte do processo de controle de qualidade das atividades do sistema de controle. c) Os Órgãos de Controle Interno do Poder Executivo Federal manterão sob constante controle e avaliação as atividades. com importantes aspectos como organização administrativa. ofensivos.000) II) Em uma aplicação financeira com rendimento lançamento a ser efetuado no momento da aplicação é: D: Aplicação Financeira 100. Considerando o tema acima. Gabarito 01. planejamento de trabalho. a) A identificação de possíveis desvios e suas causas.

01 do exercício seguinte. PC e no Resultado.000 AC PC Resultado - + 3.C: Disponibilidades C: Receitas Financeiras a apropriar 95. Registro dos impostos e contribuições (30% x R$ 25. R$ 3. Registro da Venda Disponibilidades a Receita de Vendas 2.000 Neste ajuste.000 344 .000 D: Receitas Financeiras a apropriar C: Receitas Financeiras 3. III) 1. assim como o ativo circulante (redução de conta redutora) em 3.500 A conta Receitas Financeiras a apropriar é conta retificadora do Ativo Circulante.000 = R$ 7. Como o prazo é de 90 dias e a data de resgate 31.12 terão que ser apropriados ao Resultado como Receitas Financeiras os 2/3 das Receitas a apropriar.500) Despesas com Impostos e Contribuições a Impostos e Contribuições a Pagar 7. aumenta-se o resultado (receita).000 15. Lançamentos Reserva de Reavaliação a LPA 5.000 3. D: Receitas Financeiras a apropriar C: Receitas Financeiras 3.000. Baixa dos Estoques CMV a Estoques 25. ou seja.500 Verificando os efeitos dos fatos no AC.000. no balanço de 31.500 4.000 +3.

000 .000 foi lançado integralmente como despesa do exercício. 04.500 Variações Verifica-se. assim.000 + 7.000 (valor relativo aos 6 meses transcorridos). Assim.07. o lançamento de ajuste será: D: Seguros a Vencer C: Despesas de Seguro 63. Resp: C Para certificar-se de que direitos de créditos efetivamente existem o auditor utiliza principalmente a circularização (confirmação externa) com os devedores da companhia.000 Considerando que a Despesa de Seguros foi diminuída em R$ 63.000.000 +13.500 +5.000 Despesas com Impostos e Contribuições a Impostos e Contribuições a Pagar 7. a parcela correspondente à despesa do exercício é de R$ 21.500 CMV a Estoques 15. 03.000 . O lançamento seria: D: Despesa com Títulos Incobráveis 345 . o valor das Duplicatas a Receber tenha sido lançado integralmente como despesa ao resultado. que. II – A Banca não fez menção à existência de Provisão para Devedores Duvidosos (PDD).000 + 25.7. cujo início ocorreu em 01. o Resultado aumentou no mesmo valor. o Ativo Circulante aumentou em R$ 13.15.Disponibilidades a Receita de Vendas 25. Assim.500 + 7. sendo a vigência da apólice de 2 anos (24 meses). pressupõe-se que esta não tenha sido anteriormente constituída e.000.15. consequentemente. após os ajustes.000 . Resp: A Vamos analisar os fatos descritos: I – Se o valor do seguro de R$ 84.500 + 25.

existem várias outras hipóteses que caracterizam omissão de receita. Resp: A Conforme estudamos.000 63. 07. Certo 346 .000 20. 08.000 D: Encargos de Depreciação C: Depreciação Acumulada Variação 05.000 Aumento de 13.000 D: Despesa com Títulos Incobráveis C: Duplicatas a Receber 30. é muito provável que eles não tenham mais estímulo para fazê-lo. 09.C: Duplicatas a Receber 30.000) Os efeitos dos fatos contábeis mencionados no resultado encontram-se a seguir representados: Lançamentos D: Seguros a Vencer C: Despesas de Seguro Efeitos no Resultado Aumento de 63. esses são os três tipos de certificados.000 III – O lançamento da depreciação seria: D: Encargos de Depreciação C: Depreciação Acumulada 20.000 Redução de 20.000 Redução de 30. Resp: E Esse é o não probabilístico. 06. Conforme estudamos.000 (4% x 500. o que poderia ser explicado pela eliminação dos descontos para pagamento no vencimento. Resp: E Se os clientes pararam de pagar à vista. Errado.

a) Errado A legitimidade relaciona-se com a aplicação dos recursos em finalidades públicas (interesse público). A auditoria do disponível busca evidenciar a existência efetiva do saldo. 12. b) certo c) Errado d) certo e) certo f) certo g) certo h) certo i) certo 11. em situações específicas. a) Certo b) Errado A natureza e o conhecimento são relevantes e devem ser considerados. mesmo assim. a não ser que a questão informasse que a entidade ainda não tivesse começado a operar e. 347 . c) Certo d) Certo e) Certo 13.10. a) Certo b) Errado O registro como despesas pré-operacionais não cabe. além de subsídios para (correlação) cruzamento de informações.

(B) A auditoria governamental objetiva a coleta de evidências com vistas a dar suporte à conclusão. A comparações. serviços sociais autônomos e outras definidas em Lei. (D) Está incluído nas atribuições do controle interno o exame de atos administrativos. 15. como a confirmação e a inspeção. quocientes e d) Errado. o auditor poderia permitir que fossem feitos “ajustes” (por exemplo. Resp: B Agindo assim. b) certo c) Errado. e) Certo 14.a) Errado. Para confirmar valores de contas. Resp: C Quanto às demais opções: (A) Também estão sujeitas à fiscalização as agências executivas e reguladoras. organizações sociais. (C) O certificado de regularidade não pode ser emitido quando houver violação ao princípio da economicidade. (D) O fato do prejuízo não ser quantificável não prejudica a emissão de certificado de irregularidade. são usados outros procedimentos. (E) A auditoria contábil deve ser exercida por contador. 820/97 do CFC. 348 . Implementação não é procedimento de auditoria. com migração de recursos de um fundo para outro). mas não se pode dizer que é o principal. um tipo de relatório específico. Resp: A No que pertine às demais opções: (B) É bom lembrar que o documento que integra a prestação de contas é o PARECER. O controle prévio é um meio. revisão analítica considera índices. 16. prejudicando a inspeção (contagem física). de acordo com a Res.

17. para garantir a uniformidade de entendimento. b) Certo. Precisa-se tanto do exercício atual quanto do exercício anterior. a) Errado. a) Certo. Certificado ou Nota. A racionalização visa otimizar a utilização dos recursos humanos e materiais disponíveis. também. a falta de elementos causada por limitação de escopo pode conduzir a um parecer com abstenção de opinião ou com ressalvas. Tem com objetiva eliminar duplicidade. Deverá ser expressa. ter abrangência e grau de detalhe suficiente. como. Nesta. HÁ.(E) A classificação correta inclui a auditoria de avaliação de gestão e a de acompanhamento da gestão. b) Certo. Errado. por meio de Parecer. fraudes envolvendo documentação. 23. 349 . Certo. 19. PORTANTO. por exemplo. c) Errado. Resp: A (B) Se não houver elementos suficientes para emissão de opinião. Como as súmulas e decisões julgadas em casos semelhantes. Errado Há outras situações que configuram caixa 2. c) Certo. Os papéis de trabalho devem obter todos os elementos significativos. compreendendo a natureza e as conclusões alcançadas. não fazendo parte a de desempenho. 22. 20. o processo ficará sobrestado por prazo previamente fixado para cumprimento de diligência. 18. a) Errado. DIFERENÇA SIGNIFICATIVA EM RELAÇÃO À AUDITORIA INDEPENDENTE. 21.

mencionando os dias de início e término. Ajuda a verificar se os procedimentos. Para analisar o nível de execução e alcance das metas. a) Certo. Esta abordagem leva em consideração o caráter relativo dos valores envolvidos.b) Certo. legalidade e economicidade entre as variáveis em questão. pública ou privada. c) Certo. Certo. Esses são os indicativos. Resp: D. a) Certo. Errado. por exemplo. 350 . 29. como também mencionar as equipes necessárias à realização dos trabalhos. políticas. 30. 26. 31. visando aprimorar as práticas dos fatos e atos administrativos. c) Certo. 25. Errado. seus programas governamentais e sistemas informatizados. registros e outros dados relevantes estão funcionando e atendendo os objetivos traçados. 28. atuando sobre a gestão. adverso e com abstenção de opinião. Certo. realizam serviços sociais autônomos. Os indicadores são informações obtidas com a aplicação de fórmulas que fornecem indícios de eficiência. b) Errado. Vale ressaltar que as modalidades dependem de regulamentação de cada esfera. É necessário informar o período previsto de execução do trabalho. Estão sujeitas quaisquer pessoas físicas ou jurídicas. as modalidades são idênticas às usadas no setor privado: sem ressalvas. Errado. No Município do Rio de Janeiro. Este procedimento auditorial consiste numa atividade de assessoramento ao gestor público. 27. 24. com ressalvas. paraestatais. mecanismos. eficácia. Estes últimos. e a adequação do gerenciamento. É de competência do Órgão Setorial.

34. 33. b) Certo. Este é relato faz parte do controle assistemático. Este relatório não é produzido pelo Sistema de Controle Interno. Por isso. b) Certo. b) Certo. Pelo contrário. 38. 35. assegurar confiabilidade e integridade nas informações contábeis. 351 . financeiras. Porque elas são dotadas de personalidade jurídica própria. Certo. a) Certo. durante um espaço de tempo específico. Este é o método da relevância. c) Errado. que tem como premissa a existência de um processo detalhado de planejamento como base para deflagração das ações do controle. c) Errado. a) Certo. a) Errado. e sim originado pelas unidades de auditoria das entidades supervisionadas. Originado do SFC/MF. 37. Compreendem os serviços integrados na estrutura administrativa da Presidência da República e dos Ministérios. Para cada atividade realizada deve-se elaborar um relatório. devem-se observar as normas legais. na busca exploratória de informações para a obtenção de informações detalhadas sobre questões particulares. administrativas e operacionais. A criticidade representa o quadro de situações críticas efetivas ou potenciais a auditar ou fiscalizar uma determinada unidade. é inegável a sua utilidade para determinados contextos. estatutos. Errado. 32. 36. d) Certo.b) Errado. Certo. também deve propiciar conhecimento da existência da Ação. Contudo. como por exemplo. parecer ou certificado. entre outros.

Certo. a.Para analisar o risco. Busca-se melhores rendimentos mais com menores custos possível. Errado. 42. 40. a) Errado. c) Errado. c) Certo. delegada e o objeto da delegação.a) Errado. Outro aspecto importante é a execução dos trabalhos PARTE 8 1] Referente a identificação dos riscos. pela 41. a) Certo. O ato de delegação deverá indicar com precisão. devemos avaliar a probabilidade de perda e certeza associada ao cumprimento de um objetivo ou meta. 39. b) Certo. Classifica-se neste tipo de auditoria os demais trabalhos não inseridos em outras classes de atividades. Faz parte da Auditoria de Avaliação da Gestão. julgue o item a seguir. Esta é a característica da irregularidade. 352 . A Auditoria de Acompanhamento da Gestão tem o objetivo de atuar em tempo real sobre os atos efetivos e os efeitos positivos e negativos de uma entidade federal. A auditoria também é feita sob a responsabilidade dos órgãos privados. A impropriedade consiste em falhas de natureza formal de que não resulte dano ao erário. b) Errado. Os procedimentos e a padronização são publicados Secretaria Federal de Controle Interno do Ministério da Fazenda. Certo. Não deve apresentar a utilização desses termos. b) Certo. a autoridade delegante.

para estudar os controles externos. controle e relatórios externos. julgue os itens subseqüentes.Mesmo sabendo que é de responsabilidade da administração fazer uma avaliação de riscos. 2] O COSO (Comitê das Organizações Patrocinadoras) é uma entidade de com fins lucrativos. Julgue a informação dada.” Baseado neste fato. deve-se avaliar a necessidade de controle interno na entidade.Mesmo sem objetivos e metas claras. formalizadas. integrity e accountability são os três princípios fundamentais que devem ser observados na governança do setor público. que sejam atingidos os objetivos da empresa. com razoável certeza. c. criado por administradores ingleses. tais como: determinar padrões de comportamento. a trama entre os empregados e os eventos externos.Alguns procedimento deves ser adotados pela auditoria na estrutura de governança. d. desenvolvido para garantir. julgue. c.A integridade tornou-se um marco da responsabilidade social. que o controle interno jamais será absoluto. devido à honestidade e objetividade na administração dos recursos públicos e na gestão da instituição. 4] "Controle Interno é um processo.No setor privado torna-se mais difícil identificar o foco da governança. 3] Com relação a governança. a. 353 .Opennes. para garantir sua eficiência e eficácia. proporcionando-a uma garantia razoável.b. a auditoria deve fazer sua própria avaliação. mediante a operação com variadas estruturas e modelos de gestão diferentes. Por meio deste fato podemos considerar. e as causas da ocorrência de fraudes em relatórios financeiros/contábeis. devido a alguns motivos como: o controle do custo/benefício. b. estes que estão além do controle de qualquer entidade.

Os níveis de risco deveriam ser analisados.O processo de controles internos é constituído por quatro elementos fundamentais. consciente.Os valores de uma organização devem ser protegidos. 7] As atividades de controle devem ser implementadas de maneira. permite a redução dos riscos. ao nível de setor. no seu cotidiano. e. f. ponderada e consistente. uma vez que o risco foi identificado. 6] Acerca ao ambiente de controle. julgue o item seguinte: O ambiente de controle torna-se efetivo quando as pessoas da organização utilizam. o controle de entrada e saída de funcionários e senhas para arquivos eletrônicos. como sistema informatizado. ações necessárias para administrar os riscos identificados e o impacto quantitativo e qualitativo nas operações. Julgue os itens relacionados abaixo.5] Baseado nos elementos de risco e controle. por isso temos o controle de acessos. que não necessariamente. Elas devem ter 354 . a. a competência técnica e o seu compromisso ético. A normatização interna é constituída de normas internas necessárias ao funcionamento da entidade. devem ser avaliados e levados em consideração. Julgue. precisam estar relacionados entre si. b. pois quando executadas a tempo e de maneira adequada. c. d.As atividades de prevenção é a base das atividades de controle.A base para definir o gerenciamento dos riscos deve ser feita através da identificação e análise dos riscos associados ao não cumprimento das metas e objetivos operacionais. ou seja. de preferência.Aspectos como freqüência que os risco ocorrem.

Os controles são considerados eficientes quando os cinco elementos do controle estão presentes e funcionando conforme planejado. 8] Quanto ao subseqüentes. 11. verificar se os controles internos são efetivos e adequado. 355 . quanto ao grau de atingimento dos objetivos operacionais propostos. (D) Seta. Julgue os itens a. 9] Quanto a informação e comunicação.Quando a alta administração tem uma razoável certeza. podemos considerar um controle eficiente. (TRE – Analista Judiciário – 2002) O símbolo que representa uma operação nos fluxogramas analíticos é (A) Círculo. (TRF – Analista Judiciário 1ª Região 2001) Assinale a alternativa que contém a correta correlação entre os elementos das rotinas e os símbolos que devem ser desenhados no fluxograma. (B) Losango. 10.acesso restrito aos funcionários da organização para melhor atender as políticas corporativas. (C) Quadrado. (E) Triângulo. O processo formal é imprescindível para colher dados e informações necessárias para o acompanhamento dos objetivos operacionais de uma entidade. monitoramento do COSO. b.O monitoramento é feito mediante ao acompanhamento contínuo das atividades e tem como finalidade. Julgue o item a seguir. c.

a. III . IV . (CETRO – TCM/SP – Adm – 2006) Fluxogramas são gráficos que representam o fluxo ou seqüência de procedimentos e rotinas.d. II .a.c.c (E) I . Os fluxogramas permitem um tipo de análise 356 .c. III .b.a. IV . II .d (B) I .a.d.b.(A) I . IV .d. II .b. II . a ação que representa a finalização de um processo é: (A) (C) (B) (D) (E) 13. (FGV – MPE/Amazonas – Agente Técnico – 2002) Na simbologia de um fluxograma. III . III .c (C) I .b.d (D) I .a.b 12. IV . IV . III . II .c.

II. representar a seqüência de procedimentos e rotinas administrativas e operacionais. III. V. identificar as relações informais entre as pessoas que trabalham em um mesmo órgão ou unidade administrativa. estabelecer as atribuições de cada órgão ou cargo. acompanhandoos na passagem de um órgão para outro. pode-se concluir que os fluxogramas (ou gráficos de organização) servem para I. (E) I. II. (C) somente a proposição V. IV e V. estabelecer a estrutura hierárquica dos cargos que compõe cada órgão. IV.diferente do que é proporcionado pelas descrições de funções. isto é. Portanto. III. enquanto os fluxogramas seguem os passos dos processos e rotinas. 14. a tramitação dos documentos que circulam intra e interórgãos. pois estas se concentram em posições da estrutura organizacional e em órgãos. (B) somente as proposições III e IV. em função de situações e condições do ambiente externo à organização. (D) somente as proposições I e II. Pode-se afirmar que está(ão) correta(s) (A) somente a proposição II. (FCC – BACEN – Analista – 2006) A representação gráfica do conjunto de atividades feitas para gerar produtos e serviços que atendam às necessidades dos clientes é o a) diagrama espinha-de-peixe b) organograma c) gráfico de Pareto 357 . Os fluxogramas facilitam o trabalho do analista ao permitir melhor compreensão da rotina administrativa. bem como apresentar novo arranjo físico dos móveis e dos equipamentos em cada órgão. identificar os passos dos processos e rotinas e acompanhar o percurso dos documentos e informações entre as unidades organizacionais.

(FCC – TRE/PE – Analista Judiciário – 2004) Considere o Fluxograma abaixo: Os números 1. mas antes. arquivamento e análise. c. b. e) operação.Identificação de parceiros competentes para auxiliar nas atividades a serem desenvolvidas é uma mas providências sugeridas pela técnica SWOT. aprovação e arquivamento. produtos e indicadores. decisão. emissão. arquivamento e conferência. formulou a técnica de análise SWOT.d) histograma e) fluxograma 15. respectivamente: a) conferência. 3. análise. 16] Baseado na técnica de análise SWOT.O grupo de administração geral. d) análise. análise. decisão. b) formulário. c) emissão. objetivos. arquivamento e formulário. e metas. propondo a elaboração de estratégia para atingir uma adequação entre as capacidades e as possibilidades externas.Há possibilidade do uso desta técnica no âmbito das auditorias operacionais. 4 e 5 representam. 2. 358 . operação. arquivamento e operação. formulário. a equipe deverá checar se o objeto da auditoria exerce definição clara de missão. julgue os itens subseqüentes: a. relatório. formulário. formulário. da Harvard Business School.

A principal característica da fonte primária é quando a equipe tem controle sobre a forma de coleta dos dados. quanto a adequação na forma de coleta. por ser um método bastante empregado. Devemos levar em conta alguns aspectos importantes para a formulação das questões de auditoria como a clareza. b. podendo captar aspectos do programa sobre os quais os participantes evitam de falar numa entrevista. validade e confiabilidade às informações coletadas. 18] Quanto a observação direta no programa de auditoria de desempenho operacional. 17] A elaboração adequada das questões de auditoria é fundamental para o sucesso da auditoria de desempenho operacional ou da avaliação do programa. 359 .Mediante os elementos integrantes do diagnóstico podemos concluir que. os pontos fortes e fracos são provenientes de variáveis externas.d. Com relação a esta afirmativa. enquanto.O Questionário é uns dos métodos de pesquisa em que as pessoas respondem as questões dos assuntos abordados. como também informações que possam ser definidas e mensuradas.A observação direta. compreenda o contexto no qual se desenvolvem as atividades do programa. articulação e coerência. Julgue os itens subseqüentes: a. julgue os itens seguintes: a. É um meio altamente eficaz.Este método permite que o observador utilize abordagem indutiva. por algum motivo. basta que o observador treinado seja capaz de conferir exatidão. mas podendo apresentar alguns problemas. controlável pelo programa. 20] Para a coleta de dados são utilizados diversas técnicas. julgue o item a seguir. porém não sigiloso. as oportunidades e ameaças são provenientes de variáveis internas. não necessita de preparação específica. 19] As fontes de informação são caracterizadas como primárias ou secundárias. ou os dados podem ter sido manipulados.

Errado. 4] Certo. Sendo que na pergunta aberta há alternativas de respostas. como as responsabilidades são definidas e asseguradas. por representantes das principais associações ligados a área financeira. de iniciativa independente.Certo. e presentes em todos os controle internos. 360 .Certo.As perguntas são formuladas na forma aberta e fechada.Errado. tendo como objetivo principal estudar os controles internos.Errado. 2] Errado. b. pois é um dos fatores responsáveis pelos desmandos da gestão pública. Probabilidade de perda e incerteza.Certo. É uma entidade de sem fins lucrativos. 3] a.Errado.b. criada nos Estados Unidos.Certo. b. Também deve observar a estrutura e processo organizacional dentro da instituição. Se a entidade não apresenta objetivos e metas. b.Errado. É constituído por cinco elementos e devem estar relacionados entre si. não há necessidade de controle interno. c. mas com limitações práticas. Gabarito 1] a. c. e na pergunta fechada não. 5] a.Este modelo é usado para tratar de uma grande escala de questões relacionadas à pesquisa. d. c. 5. A transparência é que se tornou um marco. No setor privado o foco de governança é priorizado pelos dirigentes. Para confrontar sua avaliação com a dos administradores. tornando-o muito popular. são predeterminadas.

f. 11. 7] Errado. O item II se relaciona com a figura “a” que significa decisão. b. a resposta correta é a letra “a” círculo. c. 6] Certo. Elas devem ser de fácil acesso aos funcionários e devem definir responsabilidades. É essencial que as pessoas saibam as suas responsabilidades. e. ao nível de dependência e de processo. Resposta: D Conforme a listagem de símbolos e seus significados que estudamos.Certo.Errado. Bem como. d. regulamentos e normas pertinentes. 8] a. os limites de sua autoridade e o comprometimento de atuar de maneira correta. funções e procedimentos. O item I se relaciona com a figura “d” uma vez que o relatório de materiais estocados é um documento. 361 . e o cumprimento das leis. Resposta: A Vemos que a resposta poderia ser um círculo ou um retângulo. como conferência de numerário. Neste caso diz-se que os controles são adequados. O item. incluindo os processos de inventário de itens valiosos. Não só a atividades de prevenção como também as atividades de detecção compreendem as atividades de controle de risco.Errado.Errado. podemos concluir que a resposta correta é a letra “d”.c. corresponde à segurança física nas atividades de controle.Certo. fluxos operacionais. 9] Errado. 10. políticas corporativas. Bem como as informações confiáveis nos relatórios e sistemas corporativos. Como não temos retângulo em nenhuma das opções.Certo.Errado. Tanto o processo formal quanto o informal colhem as informações necessárias à identificação de riscos e oportunidades.

Resp: e A alternativa “a” representa decisão. A “d” processamento / operação. eles apenas descrevem os processos. A afirmativa II está errada porque os fluxogramas não tratam de relações entre pessoas. isto é. A “c” representa um conector no fluxograma horizontal descritivo e um processamento / operação no fluxograma horizontal de colunas. 14.O item III se relaciona com a figura “b” uma vez que trata da descrição de uma operação. a partir dos efeitos (sintomas dos problemas). os 362 . identificar todas as possibilidades de causas que estão provocando esses efeitos. Vamos ver o significado das outras alternativas que não estudamos ainda? O diagrama espinha-de-peixe. e o fluxograma é a representação gráfica de um processo. também conhecido como diagrama de causa e efeito ou gráfico de Kaoru Ishikawa. das causas iniciais para os seus efeitos finais. A afirmativa V também não representa descrição de processos. finalmente. Resp: B A afirmativa I está errada porque os fluxogramas não estabelecem atribuições dos órgãos. utilizado para representar o início ou o fim do processo. E. a “e” representa um terminal. A “b” arquivo. Resp: E O conjunto de atividades feitas para gerar produtos e serviços que atendam às necessidades dos clientes é um processo. procura. O item IV se relaciona com a figura “c” por ser o símbolo do arquivo. Trata-se de um gráfico que sugere um deslocamento da esquerda para a direita. 12. Assim. 13.

Causas Efeitos Método Mão de Obra Qualidade Material Máquinas Figura 6 O diagrama espinha de peixe. A figura 1 mostra um exemplo de organograma. Extraído do livro Administração nos Novos Tempos. as causas das causas. onde estaria situada a cabeça do peixe. Organograma: A estrutura organizacional é representada por um gráfico chamado organograma. isto é. no qual se encontram as seguintes informações: a) Divisão do trabalho: os retângulos representam unidades de trabalho e indicam como as responsabilidades estão divididas 363 . enquanto as causas são dispostas no lado esquerdo. A utilidade do diagrama espinha de peixe é identificar as causas que geram os efeitos.problemas são colocados no lado direito do gráfico. Segunda Edição – Idalberto Chiavenato.

no topo da estrutura. 364 . localizados nas barras mais altas. Gráfico de Pareto: O princípio de Pareto parte de uma representação gráfica feita através do histograma. c) Autoridade e hierarquia: o número de níveis em que os retângulos estão agrupados mostra como a autoridade está graduada. deixando as barras mais baixas para constatação posterior. Antonio César Amaru Maximiano. Extraído do livro: Introdução à Administração. Informações constantes de um organograma. do gerente que tem mais autoridade. um diagrama de barras verticais para dirigir a atenção aos problemas mais importantes e prioritários. O Princípio de Pareto é um meio de comparação que permite analisar grupos de dados ou de problemas e verificar onde estão os mais importantes e prioritários. Os títulos dos retângulos mostram quais as responsabilidades de cada unidade de trabalho. b) Comunicação: as linhas que ligam os retângulos mostram a interdependência entre as unidades de trabalho.dentro da organização. na base da estrutura. até o que tem menos autoridade. Figura 1.

Esses problemas são originados de fontes de informações secundárias. 19.Errado. d. 17. Este método requer treinamento e preparação específica do observador.Errado. As pessoas mantêm o anonimato. 18. a. c. A pergunta fechada é que são predeterminadas.Errado. b. c. 16.Errado.Certo. onde são coletadas e sistematizadas por outros. Essas são algumas vantagens desse método.Figura 7. a. Segunda Edição – Idalberto Chiavenato. O Histograma. Atingir o ajuste entre as capacidades internas e as possibilidades externas.Certo.Certo.Errado.O histograma é um gráfico composto por retângulos justapostos em que a base de cada um deles corresponde ao intervalo de classe e a sua altura à respectiva freqüência. 365 . em técnicas de anotação de campo e capacidade de concentração e percepção seletiva. Pois estes são elementos essenciais ao planejamento estratégico. b.Certo. As variáveis estão ao contrário. Errado. 20. histograma . a. b. Certo. Extraído do livro Administração nos Novos Tempos. que é muito empregado em avaliações de programa do tipo qualitativo.

São Paulo: Atlas. CARVALHO. Flávio da. 1979. John W & Winkle. Organização. Garry M. Ricardo J. 2001. São Paulo: Atlas. 2002 – 2ª edição. Sistemas.Editora Ferreira – 3º Edição. SANTI. São Paulo – Editora Atlas. Auditoria – Rio de Janeiro . ALMEIDA. David McNamee. Cook. A paper delivered first at the IIA International Conference in Paris 1995 and published in English in Internal Auditing (UK) April 1995. Auditoria: filosofia e técnica. Procedimentos de Auditoria Pública. Auditoria Geral e Pública: Teoria e Questões Comentadas – Rio de Janeiro: Elsevier. Marcelo Cavalcanti. OLIVEIRA. Sistemas e Métodos. Introdução à Auditoria.Editora Ferreira – 3º Edição. Ricardo J. Carlos Alberto do Nascimento. VALE. São Paulo: Atlas. 2006 FERREIRA. Paulo Adolpho. 2006 FERREIRA. Organização & Métodos. Auditoria Governamental. Luis César G. José Carlos Oliveira de. Auditoria: filosofia e técnica. Garry M. Luiz Carlos M. São Paulo: Atlas. 1996. São Paulo: Atlas. 2001 D´ASCENÇÃO. 2002 ARAUJO. São Paulo: Saraiva. Djalma P. CRUZ. Auditoria Governamental. Organização. São Paulo – Editora Atlas. São Paulo: Atlas. José Carlos Oliveira de. John W & Winkle. 1988. São Paulo: Saraiva. São Paulo – Atlas: 2001. R. Auditoria Geral e Pública: Teoria e Questões Comentadas – Rio de Janeiro: Elsevier. Cook. SANTI. 366 . 1996. Auditoria: Um curso Moderno e Completo. Introdução à Auditoria. Auditoria – Rio de Janeiro . 1988. Sistemas e Métodos. CRUZ.Bibliografia: CARVALHO. 2002 – 2ª edição. 1979. ALMEIDA. Marcelo Cavalcanti. Auditoria: Um curso Moderno e Completo. Paulo Adolpho. João Pessoa: UFPB/Editora Universitária. Flávio da.

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