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O BOM PROFESSOR E O PROFESSOR BONZINHO

Existem dois tipos de professor que estão gerando muita discussão no

mundo acadêmico. Um é o “professor bonzinho”, outro é o “bom professor”. Vejamos os perfis de cada um para que possamos analisá-los

e

fazer a nossa escolha.

O

PROFESSOR BONZINHO

Não faz a chamada, registra presença para todo mundo; não desenvolve muita matéria em sala de aula, poupando os seus alunos de ficarem exaustos; não pede a seus alunos que leiam muito, acredita que eles realmente não têm tempo para se dedicar à leitura, não pede a seus alunos que; façam pesquisas, só trabalha em sala de aula - é mais light;

aplica provas objetivas e bem fáceis, para que o aluno não se veja forçado

a "esquentar" a cabeça (também fica mais fácil para correção); dá pontos,

arredonda a nota e "empurra" o aluno para passar "direto"; é um "cara legal”, deixa os alunos chegarem atrasados e ouvir música ou jogo em sala de aula pelo celular; não pede trabalhos em grupo; libera os alunos para saírem mais cedo da aula; entende o problema de todos como justificativa para prorrogar trabalhos, provas e apresentação de seminários; omite coisas que devem ser melhoradas na apresentação de seminários e trabalhos em geral, evitando “magoar" seus alunos; ouve respostas ou críticas destrutivas, que caracterizam falta de respeito por parte dos alunos e fica quieto: "os alunos estão estressados"; coloca presença geral para toda a classe quando os alunos resolvem faltar coletivamente.

O BOM PROFESSOR (GERALMENTE AQUELE CONSIDERADO CHATO E SEM DIDÁTICA)

Faz chamada e registra a real situação de cada dia letivo; desenvolve todo

o seu programa disciplinar; solicita pesquisas para aprofundar o

conhecimento e complementar a formação acadêmica; recomenda leituras diversas para aumentar o vocabulário e melhorar a escrita; gosta de

orientar nas pesquisas para elaborar trabalhos; propõe aos alunos que trabalhem em grupo para se acostumarem ao estilo social e profissional

do

mundo globalizado; incentiva a participação na sala de aula sob forma

de

debates, discussões ou leitura em voz alta; faz correções detalhadas de

provas, trabalhos e apresentações de seminários, com o objetivo de auxiliar o aluno a evoluir; respeita os alunos, ouvindo-os e deixando-os expressar suas opiniões; desperta o senso crítico, ajudando a desenvolver o raciocínio lógico; faz da prova uma pesquisa e não uma noite de "terror"; conscientiza os alunos para a realidade da vida e do mercado de

trabalho e, o mais importante, é humilde, pois com os alunos também se aprende.

Aí está! Será que já podemos identificar e escolher nossos caminhos, professores e alunos? Todos sabem da situação difícil do nosso país. Podemos ter certeza de que, mais que um diferencial de mercado, a educação e os conhecimentos obtidos ajudarão muito na solução do desemprego, da violência e, principalmente, na escolha de uma boa religião.

Quando os alunos optam por professores bonzinhos, estão colocando em risco sua formação acadêmica, profissional e pessoal. Todos nós devemos repensar nossas atitudes e nos respeitar, tendo muita dedicação e paciência em sala de aula. A exigência deve ser recíproca:

Professores e Alunos são parceiros que ligam a sociedade e a ciência.

Faça a sua escolha!

Professor Sidney Proetti

Artigo encontrado no site: http://www.professorwellington.adm.br/bom.htm Acesso em 08/02/2009 às 15:00h.