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AÇÃO POPULAR Nº 2007.70.00.000947-4/PR
AUTOR ADVOGADO RÉU ADVOGADO : : : : : : : : : : : : : : : : : : : :

D.E.

RÉU ADVOGADO RÉU ADVOGADO

RÉU RÉU ADVOGADO

ANDERSON MARCOS DOS SANTOS Public em 05/08/2009 ado EDUARDO HARDER ANDERSON MARCOS DOS SANTOS ENERGÉTICA RIO PEDRINHO S/A FLAVIO RIBEIRO BETTEGA GUILHERME MOREIRA RODRIGUES EDUARDO ALBERTO MARQUES VIRMOND HELIO EDUARDO RICHTER CONSÓRCIO SALTO NATAL ENERGÉTICA FLAVIO RIBEIRO BETTEGA EDUARDO ALBERTO MARQUES VIRMOND PEDRO AUGUSTO DO NASCIMENTO NETO FRANCISCO ANTONIO MACIEL MEYER RODRIGO SANCHEZ RIOS DANIEL LAUFER ANTONIO DOS SANTOS JUNIOR AGENCIA NACIONAL DE ENERGIA ELETRICA ANEEL COPEL DISTRIBUICAO S/A HELIO EDUARDO RICHTER DAMASCENO MAURICIO DA ROCHA JUNIOR

SENTENÇA
1. Relatório Anderson Marcos dos Santos e Eduardo Harder propõem a presente ação popular c ontra a Energétic Rio Pedrinho S/A, o Consórc Salto Natal Energétic Pedro a io a, Augusto do Nasc imento Neto, Franc o Antônio Mac Meyer e Copel Distribuição S/A. isc iel Pretendem os autores a dec laração de nulidade dos Contratos de Venda e Compra de Energia Elétric c a, elebrados em 12 de dezembro de 2002, sob as rubric a) CVCEE/COPELas: DIS/DCOD/CPR nº 016/2002 - Energétic Rio Pedrinho S/A; e b) CVCEE/COPELa DIS/DCOD/CPR nº 017/2002 - Consórc Salto Natal Energétic bem c io a; omo a nulidade e c onseqüente inexigibilidade das faturas de c ompra e venda de energia dec orrentes desses c ontratos, porque derivam de atos nulos da Administração. Inic ialmente, a ANEEL não figurava no pólo passivo da demanda, de modo que a propositura da ação oc orreu na Justiça Estadual. Narram que o Governo do Estado do Paraná instituiu o Programa de Geração de Energia Elétric Distribuída - PROGEDIS, para inc a entivar o desenvolvimento de pequenas c entrais elétric dentro do Estado do Paraná, c as abendo à Companhia Paranaense de Energia Copel - a c onsec ução do programa. As linhas gerais do programa são: partic ipação de pequena c entral hidroelétric (PCH) e pequena c a entral termoelétric (PCT), c potênc a om ia total instalada até MW, definição antec ipada do montante de energia a ser adquirida e do preço a ser pago, montante total de energia as ser adquirida de todos os partic ipantes de 200MW médio. Em dec orrênc desse programa, a Copel firmou c ia ontratos c as empresas om

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único. e. que determina a contratação mediante prévia justificativa.00 e R$ 63. Tais contratos de venda e compra de energia elétrica foram firmados sob as rubricas CVCEE/COPEL-DIS/DCOD/CPR nº 16 e 17 de 2002.666/93. respectivamente. a compradora terá que pagar a totalidade da energia objeto do contrato a título de multa. o prazo de vigência do ajuste foi elastecido e firmada cláusula penal onerosa em desfavor somente da Copel. porque proporcional à parcela do contrato já cumprida. foi criada por autorização legislativa e constituída para seguir os fins da sua controladora. A Copel Distribuição S/A é subsidiária da Companhia Paranaense de Energia (Copel). nessa condição.php?local=jfpr&d. embora regidas pelo direito privado.br/trf4/processos/visualizar_documento_gedpro. pagará à Copel uma multa ínfima. nos termos do artigo 413.. 37 da Constituição Federal.:: Portal da Justiça Federal da 4ª Região :: Página 2 de 16 Energética Rio Pedrinho S/A e com o Consórcio Salto Natal Energética. . publicidade e da eficiência. em que pese o art. Sustentam que a ação popular é instrumento cabível para pleitear a anulação de atos lesivos ao patrimônio público. 24. e do primeiro ao oitavo ano o preço neles fixado superou o preço previsto no PROGEDIS para o MWh. transcendendo os seus interesses aos meramente privados. http://www. 26. porque. conforme preceitua a Lei nº 4. possibilitar a dispensa de licitação para a contratação de fornecimento de energia elétrica. devendo obedecer aos princípios da legalidade.848. então. da citada lei..jus. se a Copel pretender rescindir o contrato nos primeiros nove anos. 37.40. produtoras independentes de energia elétrica autorizadas pela ANEEL. pagará multa contratual astronômica. se as vendedoras rescindirem o contrato após o nono ano. segundo a cláusula penal. o agente público tem o dever de motivar o ato administrativo. Alegam que os contratos firmados pela Copel Distribuição com a Energética Rio Pedrinho S/A e com o Consórcio Salto Natal Energética são nulos porque. para adquirir energia elétrica gerada pelas empresas Energética Rio Pedrinho S/A e pelo Consórcio Salto Natal Energética.666/93. Como o contrato prevê o pagamento pela energia elétrica em valor menor nos últimos quatro anos da contratação.717/65. com vigência de 12 (doze) anos. caput. A ausência dos predicados exigidos para a dispensa de licitação e a desvinculação dos contratos com as regras do PROGEDIS importam em ilegalidade do ato administrativo realizado.690. representado pela empresa líder Brascan Energética S/A. quando o investimento já estiver amortizado. em resumo: os contratos prevêem vigência por 12 (doze) anos. datados de 12/12/2002. da Constituição Federal e o art.168. momento em que estará amortizado financiamento contraído junto ao BNDES. a maior parte do contrato terá sido cumprida. com valor estimado em R$ 64.. tendo como meta o atendimento ao interesse público que motivou sua criação. sistemática que viola o princípio da razoabilidade. Não houve a publicação resumida dos instrumentos de contrato no Diário Oficial. as cláusulas contratuais não guardam qualquer vinculação com o programa. explicitando a necessidade da contratatação. da Lei nº 8. conforme art. 26. mantém a condição de sociedade de economia mista. impessoalidade. Textualmente. o que contraria o determinado no art.. inclusive do patrimônio de sociedade de economia mista. XXII. do Código Civil." Ainda. a multa nesse momento será ínfima. guardando intimidade com o direito público. não houve a observância no caso do art.trf4.710. da Lei 8. par. 15/08/2012 .. Na hipótese de dispensa da licitação. enquanto as vendedoras recebem o valor referente à penalidade.. Dizem que a cláusula penal contida no contrato não observou a paridade contratual. moralidade. Aduzem que. apesar das negociações se embasarem no PROGEDIS. uma vez que. e ficam livre para comercializar a energia com outros compradores. São prestadoras de serviço público.. fala que ". Informam que as sociedades de economia mista nascem da vontade do Estado. caput.

ao Erário. Não há nulidade na cláusula penal constante nos contratos. sustentam que. assim como todas as obrigações presentes e futuras que dele se originaram. As obrigações firmadas com terceiros são naturalmente regidas pelo regime jurídico de direito privado. criando condições para a aquisição de energia elétrica. Pedro Augusto do Nascimento Neto e Francisco Antonio Maciel Meyer apresentaram contestação às fls. porque os contratos firmados por ela e pelas empresas rés contemplam cláusula compromissória. impetrado pela Copel. e requer a sua integração à lide como assistente litisconsorcial ativo.:: Portal da Justiça Federal da 4ª Região :: Página 3 de 16 Argúem que os contratos são nulos. porquanto não demonstrada a ilegalidade dos atos ou a lesividade ao Erário. em razão da sua negligência e conduta ofensiva à confiança da contratada. voltada à nulidade dos contratos em referência. cabendo ao árbitro a competência de decidir sobre qualquer questionamento em torno da validade do contrato ou da cláusula arbitral nele inserta.trf4. alegando preliminarmente: a ilegitimidade passiva para a causa. Nesse período. alegando como preliminares: a impossibilidade da Copel assumir o pólo ativo da ação. Aduzem que estão ausentes os requisitos da ação popular. a qual deveria ser aplicada na hipótese de inadimplemento de quaisquer das partes. embora a Copel seja uma sociedade de economia mista. bem ainda valores faturados pela compra de energia elétrica. por não possuir caráter cogente. Mesmo em face da nulidade dos contratos. ente da Administração Pública Indireta. o Brasil promoveu uma reestruturação do seu setor elétrico. não procede a pretensão de decretação de nulidade das faturas representativas de crédito. inclusive faturas de compra e venda de energia. e exerceram cargos de direção entre junho de 2001 e dezembro de 2002. importando em isso em carência de ação. A Copel está obrigada a indenizar por força da sua responsabilidade extracontratual. 268-315. que tramita na 2ª Vara Federal do Distrito Federal.34. 231. A existência de um programa de incentivo. evitando a anunciada falta do produto no Estado do http://www. a ação é inócua em relação aos réus. No mérito. A Energética Rio Pedrinho S/A e Brascan Energética S/A. 15/08/2012 .jus. as contratações se deram dentro da sua conveniência comercial. sendo regra de proteção ampla. O pagamento das quantias representa lesão ao patrimônio da Copel Distribuição S/A e.043755-6.br/trf4/processos/visualizar_documento_gedpro. e enquadram-se na hipótese legal de dispensa de licitação. como realizadas. Os contratos firmados não deveriam ser precedidos de licitação. na ordem de 30% do valor do pacto. sendo necessária a extinção do feito sem mérito por falta de interesse processual. conexão desta ação com o Mandado de Segurança nº 2004.. informa que possui interesse no feito. porque o gasto origina-se em ato ilegal praticado pela Administração e porque a energia elétrica adquirida superou o preço previsto no PROGEDIS. e enquadram-se na hipótese legal de dispensa de licitação. nem credores ou devedores das faturas que se quer anular. por envolver causa de pedir em parte idêntica a desta ação. não obstava contratações fora do programa..php?local=jfpr&d. como diretor superintendente e diretor adjunto. tendo em vista que o que se pretende na ação é a declaração de nulidade dos contratos e faturas emitidas com base neles. No mérito. fixado em R$ 72. Os contratos não produziram lesão ao patrimônio da Copel Distribuidora. aduzem que são empregados com contrato de trabalho firmado com a Copel Distribuição S/A de longa data. Os contratos firmados são perfeitamente válidos e foram adequadamente motivados. 748-779.40 o MWh. A Copel Distribuição S/A. na fl. Não pode prosseguir a pretensão das empresas rés de cobrar da Copel Distribuição S/A montantes referentes à multa contratual rescisória. por consequência. Os contratos firmados são perfeitamente válidos e foram adequadamente motivados. porque não são partes nos contratos objetos da ação. apresentaram contestação às fls.00. empresa líder do Consórcio Salto Natal Energética. plenamente oponível e vinculante. como o PROGEDIS.

conforme determinação legal. foi instaurado o incidente processual para análise da impugnação ao pedido de assistência litisconsorcial apresentado pela ANEEL (fl. sistema no qual parte do risco do negócio. ou valor normativo. Houve declinação da competência para a Justiça Federal. para tentar obter financiamento junto ao BNDES. 1164). era absorvido pela Copel através de dispositivos de compensação existentes no contrato. tendo as empresas posteriormente optado pela contratação via contrato bilateral. pedem a improcedência da ação.jus. na média. 1454-1458). O risco assumido pela Copel promovia a redução do valor pago pela energia elétrica que seria adquirida. Foram opostos embargos de declaração pela Copel (fls. Reafirma a necessidade de integrar o pólo ativo da ação. Anulatória nº 950/2005 e Cautelar Incidental nº 1392/2004 para a Justiça Federa (decisão da fl. indicando que os contratos firmados foram vantajosos para a Copel e para os consumidores.php?local=jfpr&d. Às fls. 1095-1102). considerando o pedido da ANEEL de integração à lide como assistente (fl. 1110-1146). 1449-1451 e fls.. a Energética Rio Pedrinho S/A e o Consórcio Salto Natal Energética requereram a extinção do feito em razão do desaparecimento do seu objeto. A Copel fez prova de interposição de agravo de instrumento em relação à referida decisão (fls. em grau de recurso. Foi determinada a remessa dos presentes autos e das ações Declaratória de Nulidade nº 380/2005. O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná deu o provimento ao agravo (fl. fls. 1506-1529).00. denominado "risco hidrológico". O PROGEDIS foi criado para incentivar os empreendedores paranaenses a investir na construção das chamadas "pequenas centrais hidrelétricas . Remetidos os autos à Justiça Federal. resultando. O preço médio contratado pelas empresas rés foi 20. tendo sido indeferido o efeito suspensivo requerido (fls.PCH". todavia. Os interesses da Copel foram resguardados porque foi estabelecida cláusula específica prevendo multa para o caso de o vendedor cessar o suprimento de energia após o decurso dos oito primeiros anos de contratação. O princípio da publicidade no caso em tela foi plenamente atendido. o qual exigia que o contrato a ser firmado em garantia do financiamento tivesse como preço da energia valor próximo ao máximo estabelecido pela ANEEL. porque os contratos foram apresentados à ANEEL.002528-5. autuado sob nº 2007. No mérito. na qualidade de integrante da administração pública indireta. retomandose o curso da ação na Justiça Federal. A Energética Rio Pedrinho S/A e outro juntaram cópia de petição de agravo de instrumento interposto contra decisão que determinou a suspensão das arbitragens em curso (fls. porque os contratos de compra e venda de energia elétrica de que trata a ação foram rescindidos. Foi proferida decisão determinando a suspensão do processo arbitral iniciado junto ao Tribunal Arbitral da Câmara FGV de Conciliação e Arbitragem (fl. 1563). http://www. 1273). A Copel manifestou-se sobre as contestações apresentadas (fls. Foi imposta na negociação o recebimento pelo preço máximo nos oito primeiros anos. 1571-1574.trf4. tanto que a ANEEL os homologou. Requer a suspensão do processo de arbitragem em trâmite na Câmara FGV de Conciliação e Arbitragem. Houve a negociação durante algum tempo visando ao PROGEDIS. 1554-1555). para proteção do patrimônio público. Foi acolhida a aludida impugnação.5% inferior ao valor máximo determinado pela ANEEL. e preços reduzidos nos últimos quatro anos de contrato. valores aproximados ao preço PROGEDIS.70. 1475-1485). 1503). 1274-1277.:: Portal da Justiça Federal da 4ª Região :: Página 4 de 16 Paraná. recebido com o efeito suspensivo (fl. 15/08/2012 .br/trf4/processos/visualizar_documento_gedpro.. 1094). o Tribunal Regional Federal da 4ª Região deu provimento aos agravos de instrumento manejados pelas empresas rés Rio Pedrinho e Consórcio Salto Natal.

após a instituição da arbitragem.307/96) preceitua o seguinte: Art. Informa que exsurge das aludidas disposições legais o efeito negativo da convenção de arbitragem. validade e eficácia da convenção de arbitragem e do contrato que contenha a cláusula compromissória. necessariamente. Caberá ao árbitro decidir de ofício. Fundamentação 2.jus. empresa lider do Consórcio Salto Natal Energética. a Lei de Arbitragem (Lei 9.:: Portal da Justiça Federal da 4ª Região :: Página 5 de 16 O Ministério Público Federal se manifestou na fl. No que diz respeito à atuação do juízo arbitral na solução de questões envolvendo a validade da cláusula arbitral inserida nos contratos. 15/08/2012 . deverá fazê-lo na primeira oportunidade que tiver de se manifestar.br/trf4/processos/visualizar_documento_gedpro. a lei não nega a regra ou o princípio de "competência-competência". o parágrafo único do art.php?local=jfpr&d. a questão é remetida ao órgão do Poder Judiciário competente para julgar a causa (§ 1º). bem c omo nulidade. Parágrafo único. É o relatório. bem ainda a apreciação de toda a matéria voltada à validade e eficácia da convenção de arbitragem instituída pelas partes. pp. de tal sorte que a nulidade deste não implica. Como leciona Eleonora C. porque os contratos firmados por ela e pelas empresas rés contemplam cláusula compromissória. as questões acerca da existência. Concluem dizendo que cabe ao árbitro a competência de decidir sobre qualquer questionamento em torno da validade do contrato ou da cláusula arbitral nele inserta. a nulidade da cláusula compromissória. 20 da Lei nº 9. embora não firmada pelos autores da ação popular. 2. invalidade ou ineficácia da convenção de arbitragem. suspeição ou impedimento do árbitro ou dos árbitros. consistente na interdição do Poder Judiciário em apreciar as questões relativas à validade e eficácia da convenção arbitral.1. alegam que não deve ser deferido o pedido da Copel Distribuição S/A. No caso de acolhimento da arguição de nulidade. colocando os árbitros em condições de apreciar os requisitos ensejadores de sua competência. a validade da manifestação de vontade e sua forma e a arbitrabilidade objetiva do litígio. recomendando a intimação das partes para informarem se têm provas a produzir. 8º e o art. 2007. Impossibilidade da Copel assumir o pólo ativo da ação As rés Energética Rio Pedrinho S/A e Brascan Energética S/A. autorizando que avaliem a capacidade dos que assinaram o contrato e a convenção arbitral. http://www. Portanto. O art.Adoção do Princípio Kompetenz-Kompetenz no Brasil" (Arbitragem. São Paulo : Atlas. 1582. plenamente oponível e vinculante à Copel. invalidade ou inefic ia da c ác onvenção de arbitragem. ou por provocação das partes. Passo a decidir. 20 da lei ainda estabelece que a parte que pretender argüir questões relativas à competência. 8º A cláusula compromissória é autônoma em relação ao contrato em que estiver inserta. Preliminares 2. Estudos em Homenagem ao Prof. considerada aquela pela qual se atribui aos árbitros a apreciação de sua própria competência. 326-337)..1.1. Pitombo no artigo intitulado "Os Efeitos da Convenção de Arbitragem .307/96 corroboram o princípio em referência. Guido Fernando da Silva Soares.trf4. para o seu ingresso como litisconsorte ativo..

cabe salientar que a Lei da Ação Popular prevê que a pessoa jurídica de direito público ou de direito privado. de serviços sociais autônomos. 141. Esta ação popular conta com índole corretiva e preventiva. no caso dos autos. http://www. não causa espécie que. e requer na fl. entretanto. § 38). Nesse ponto. mas com o seu consentimento. § 3º)..717/65. no caso em análise. porquanto. Com o propósito de impedir esse bis in idem. os autores pediram a citação da Copel Distribuição S/A para responder aos termos da ação." Todavia. em detrimento do patrimônio da sociedade de economia mista. a juízo do respectivo representante legal ou dirigente (art. ou poderá atuar ao lado do autor. atua o efeito negativo da arbitragem.trf4. por particulares. desde que isso se afigure útil ao interesse público. Eleonora Pitombo (op. de entidades autárquicas. 231 o seu ingresso no feito na qualidade de assistente litisconsorcial ativo. cit. pois supostamente violadora do princípio constitucional da ampla defesa. só que uma delas exercida diretamente pelo Estado. elegendo uma. Pretendem ver declarada a nulidade dos contratos de venda e compra de energia elétrica a teor do disposto nos artigos 1º. e a outra. verbis: "Art. Copel Distribuição S/A informa que tem interesse na lide. A regra é constitucional porque se insere na faculdade das partes de elegerem o juízo arbitral. 1º Qualquer cidadão será parte legítima para pleitear a anulação ou a declaração de nulidade de atos lesivos ao patrimônio da União. não possam se valer da outra. de empresas públicas. doutrinador Carreira Alvim. em qualquer hipótese trata-se de jurisdição. ou anular as sentenças arbitrais proferidas nos procedimentos nº 001/2004 e 002/2004 da Câmara de Conciliação de Arbitragem da Fundação Getúlio Vargas. não querem os autores populares questionar a validade da cláusula arbitral existente nos contratos CVCEE/COPEL-DIS/DCOD/CPR nº 16 e 17 de 2002. dos Estados. 6º." Não há porque se sustentar que a regra competência-competência seja inconstitucional. para a solução de suas controvérsias. art. do Distrito Federal.:: Portal da Justiça Federal da 4ª Região :: Página 6 de 16 Citando o i.. A suposta vantagem do particular em questão. do Distrito Federal. por supostamente se tratarem de atos administrativos lesivos ao patrimônio público. cujo ato seja objeto de impugnação.) aduz que "A doutrina majoritária." E. tanto quanto o são os direitos disponíveis. 15/08/2012 . apoiado expressamente na lei em referência. Por força desse dispositivo. ao lado da jurisdição estatal. Se ambas as atividades têm a mesma natureza jurisdicional.php?local=jfpr&d. dos Estados e dos Municípios. privado. defende que referida regra é constitucional pelos mesmos motivos que o são os demais dispositivos da Lei de Arbitragem (especialmente aqueles que conferiram força vinculante à cláusula compromissória). assevera que " O caráter jurisdicional da arbitragem. de sociedades de economia mista (Constituição. legitima qualquer cidadão a questioná-la mediante a propositura da ação popular. de empresas incorporadas ao patrimônio da União. já que o direito de ação perante o juízo judicial é renunciável. poderá abster-se de contestar o pedido. e de quaisquer pessoas jurídicas ou entidades subvencionadas pelos cofres públicos. dos Municípios.jus. explica a impossibilidade de as partes se socorrerem desta. mesmo quando já tenham optado por aquela.br/trf4/processos/visualizar_documento_gedpro. porquanto calcada na possibilidade de encaminhamento de recursos públicos para a iniciativa privada sem a devida contratação. de instituições ou fundações para cuja criação ou custeio o tesouro público haja concorrido ou concorra com mais de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita ânua. 2º e 4º da Lei nº 4. motivos esses acolhidos pelo Supremo Tribunal Federal quais sejam: as partes podem livremente renunciar à jurisdição estatal. de sociedades mútuas de seguro nas quais a União represente os segurados ausentes. Neste aspecto.

gundo informa a jurisprudênc a solidarie ia. AÇÃO POPULAR. pois. 1. ante c c s itado. passar a inte grar o outro pólo da lide Ne se .717/65. a juízo do representante legal ou do dirigente.trf4. pode nte ndo: a) c star o pe onte dido. se a ito o autoridade administrativa c ompe nte da Cope após análise os argume te l. ainda que tenha contestado a ação.LEGITIMIDADE . cumpridas os preceitos do art. 3. ea le lhefac sta i ulta assumir. b) de ixar dec stá-lo.717/65. dade ativa ou Obse -se que se rve passiva pode se alte rá r rada no c urso da ação popular. não tendo assumido a demanda o Ministério Público ou outro popular. Rel. 194) Assim. MIGRAÇÃO DE ENTE PÚBLICO PARA O PÓLO ATIVO APÓS A CONTESTAÇÃO. (AgRg no REsp 439854/MS.SÚMULA 7/STJ. julgado em 08/04/2003. onvic dequeos fatos narrados pe autore ção los s da ação popular c sponde à ve orre m rdade de rá que r a proc dênc da ação. extraordinariamente. não ac olho a pre liminar. quando esta. 1º da Lei 4. ntão.717/65). que o ente pode promover a execução da sentença condenatória (art. inexiste óbice em que o ente público assuma o pólo passivo da demanda. Filio-me à corrente que defende a tese da retratabilidade da posição da pessoa jurídica na ação popular. Interpretação sistemática da Lei 4.717/65. 6º. 183 do Código de Processo Civil. além de a mencionada lei não trazer limitação quanto ao momento em que deve ser realizada a migração. Agravo regimental improvido. cujo ato seja objeto de impugnação. tais posiçõe advêm do livre c s onve ime do nc nto re se pre ntante le ou dirige da pe gal nte ssoa jurídic de dire públic ou privado. a juízo do respectivo representante legal ou dirigente (art.. poderá atuar ao lado do autor. Assim. sob pena de preclusão. ficando evidente a viabilidade de composição do pólo ativo a qualquer tempo.br/trf4/proc ssos/visualizar_doc nto_ge e ume dpro. pe onte rmane e c ndo ine . 4. PRECLUSÃO. ou c assumir a posição de assiste ao lado do autor da ação popular. 6º. 4. NÃO-OCORRÊNCIA. o seu art. 15/08/2012 . Segunda Turma. da Lei 4. lo ve ne c sse aso. porquea Cope e autorizada por le a fic ao l stá i ar lado dos autore populare ne ação (art. 1. 5. Precedentes do STJ. 2.AÇÃO POPULAR . . nos moldes do art. 2. ve re e ia queisso oc orra ao lado da parteautora. § 3º da Lei 4. Rel. 17). de quesec sde onve a pe nça ssoa jurídic a públic ou privada da oc a orrênc ou não dos e ia rros apontados pe autor popular. 17 preceitua que a entidade pode. DJ 18/08/2003 p. A pessoa jurídica de direito público ou de direito privado. em nome do interesse público. se convence da ilegalidade e lesividade do ato de seu preposto. tendo atuado no feito no pólo passivo. Qualquer cidadão está legitimado para propor ação popular. s s sta i http://www. desde que útil ao interesse público. Hipótese em que o Tribunal a quo concluiu que o ente público somente pode migrar para o pólo ativo da demanda logo após a citação. § 3º. nos termos e para os fins do art. 6º. Como rte ) nte pre oniza o art.DESISTÊNCIA DA AÇÃO PÓLO ATIVO ASSUMIDO POR ENTE PÚBLICO . Ministra Eliana Calmon. Não há falar em preclusão do direito.717/1965. se gundo fac uldadequelhec rea le onfe i. Manutenção do decisum que aplicou a Súmula 7/STJ. lembrando. Segunda Turma. nos termos do art. de ndo.jus. ntos de duzidos na inic edoc ntos quea instrue firmou c ial ume m. da Le nº 4. sse ntido (se de m staque no original): s PROCESSUAL CIVIL. Ministro Herman Benjamin. uma posição fre a isso. DJe 20/04/2009) PROCESSO CIVIL . § 3º. diante da necessidade de reavaliação do contexto fático-probatório..php?loc al=jfpr&d. desde que isso se afigure útil ao interesse público. que a Cope Distribuição S/A te atos de sua ge l m stão administrativa impugnados ne ação.:: Portal da Justiça Fe ral da 4ª Re de gião :: Página 7 de16 Vê-se e . 6º. 3. § 3º. inclusive. 9º da Lei 4. proceder à execução da sentença na parte que lhe caiba.POSSIBILIDADE . O deslocamento de pessoa jurídica de Direito Público do pólo passivo para o ativo na Ação Popular é possível. (REsp 945238/SP. 6. lutando para . Tendo sido homologado (indevidamente) o pedido de desistência da ação pelo autor popular. julgado em 09/12/2008. Recurso Especial provido.717/65).

e que não são credores ou devedores das faturas de compra e venda de energia decorrentes desses contratos. em razão da desistência manifestada pela impetrante.. a decisão que acolha a ação terá um caráter unitário. sendo certo que a condenação dos responsáveis por tais atos deve ser entendida dentro dessa equação.34.00.. além das pessoas públicas e privadas. aduzem que há conexão desta ação com o Mandado de Segurança nº 2004. Prevenção da 2ª Vara Federal da Seção Judic iária do Distrito Federal (c onexão) Energética Rio Pedrinho S/A e Brascan Energética S/A. 6º. O art. ampl.. No entender da doutrina e da jurisprudência. os autores da ação popular não formulam pedido específico em relação aos réus Pedro Augusto do Nascimento Neto e Francisco Antonio Maciel Meyer. não conheço do pedido de conexão entre as ações. sendo necessária a extinção do feito sem mérito por falta de interesse processual. pela impossibilidade da ocorrência de julgamentos conflitantes. p-172). Contudo.1. caput. RT. nesse sentido de ser qualitativamente homogênea para todos. da lei que regula a ação popular.1. porque. Porém. 15/08/2012 . "A ação popular reclama cúmulo subjetivo no pólo passivo.3. sustentam que a ação é inócua em relação a eles. objeto último da ação popular. de algum modo.php?local=jfpr&d.043755-6. tendo o Juízo da 2ª Vara Federal do Distrito Federal homologado a desistência em abril de 2005. 2003. para ele contribuíram por ação ou omissão. na esteira do mesmo entendimento. No caso em análise. o sentido querido e pretendido pelo legislador ao tornar isso previsto em lei foi o de ". Compreende-se intenção do legislador. por carência de ação. se atentarmos para o fato de que. rev. consultando via internet o andamento processual da ação mandamental. 2. ou administradores. Ainda.br/trf4/processos/visualizar_documento_gedpro. revela que. responsáveis pela prática do ato impugnado.. pelos menos em seu capítulo desconstitutivo.trf4. Ilegitimidade passiva e falta de interesse proc essual quanto aos réus Pedro Augusto do Nasc imento Neto e Franc o Antonio Mac Meyer isc iel Pedro Augusto do Nascimento Neto e Francisco Antonio Maciel Meyer afirmam que não são partes nos contratos de venda e compra de energia elétrica celebrados em 12 de dezembro de 2002. firmados que foram por Copel Distribuição S/A e Energética Rio Pedrinho S/A e Consórcio Salto Natal Energética. que tramita na 2ª Vara Federal do Distrito Federal.jus. impondo-se a extinção da ação sem resolução de mérito.:: Portal da Justiça Federal da 4ª Região :: Página 8 de 16 2. tendo em vista que o que nela se pretende é a declaração de nulidade dos contratos e faturas emitidas.. mas também todos aqueles que. de modo a empolgar no pólo passivo não só o causador ou produtor direto do ato sindicado. 5ª ed. se faz necessária. por envolver causa de pedir em parte idêntica à causa de pedir desta ação. estabelecer um espectro o mais abrangente possível. cujo escopo é o de alcançar e convocar http://www. Para o Superior Tribunal de Justiça. verifico que o feito foi extinto sem resolução de mérito. tendo com ela clara relação de congruência. para integração à lide como litisconsortes passivos necessários. não merece acolhida tal pedido. impetrado pela Copel. in Ação Popular. pretendem a desconstituição de atos que entendem ilegais e lesivos ao patrimônio público. e bem assim os que dele se tenham beneficiado diretamente. Portanto." (Rodolfo de Camargo Mancuso.2. a citação das autoridades e funcionários. empresa lider do Consórcio Salto Natal Energética.

rejeito as preliminares. assim os que dela se benefic iaram. Pedem que se declare a nulidade dos contratos e a inexigibilidade das faturas de venda e compra de energia que deles são conseqüentes. quando inc orrerem em c ulpa.br/trf4/processos/visualizar_documento_gedpro.php?local=jfpr&d. predefinido em função de condições do Programa. 37-66. da doutrina e da jurisprudência. preço da energia predefinido em função de condições do Programa.. o primeiro como diretor superintendente e o segundo como diretor adjunto (fls. de todos os participantes. Programa de Geração Distribuída no Estado do Paraná. 15/08/2012 .:: Portal da Justiça Federal da 4ª Região :: Página 9 de 16 para o âmbito da ação. Como pode ser notado nos contratos CVCEE/COPEL-DIS/DCOD/CPR nº 016/2002 e 017/2002." Desse modo. 11.2. julgado em 02/09/2008. como co-réus das empresas contratadas pela Copel. relevante http://www. porque derivam de atos nulos da administração e não geram efeitos no mundo jurídico. montante de energia da usina. a ser adquirida. tenham c orrido para sua oc onc orrênc bem ia. Dentre as condições necessárias para participação no PROGEDIS. de forma direta ou indireta." (REsp 879999/MA. a teor do preceito legal antes referido. os réus Pedro Augusto do Nascimento Neto e Francisco Antonio Maciel Meyer foram os representantes da Copel Distribuidora S/A na contratação levada a efeito com as empresas Energética Rio Pedrinho S/A e Consórcio Salto Natal Energética. por terem supostamente se distanciado do que estabelece o PROGEDIS. Dessa forma. devem permanecer compondo o pólo passivo da lide. vendedoras da energia elétrica. A sentença que. o programa foi concebido com as seguintes características: participação de PCH (pequena central hidroelétrica) e PCT (pequena central termoelétrica) a biomassa.2. Agregam a isso a dispensa de licitação de forma ilegal e a não publicação dos contratos no Diário Oficial.jus. DJe 22/09/2008). o Governo do Estado do Paraná. Primeira Turma. fixado em um valor constante. no âmbito do programa "Paraná mais Empregos". 34-35 e 100).1. julgando proc edente a ação popular. ressalvada a ação regressiva c ontra os func ionários c ausadores de dano. criou o Programa de Geração de Energia Elétrica Distribuída. Em linhas gerais. 2. PROGEDIS Como se extrai dos documentos juntados nas fls. Ministro Luiz Fux. dec retar a invalidade do ato impugnado. ou PROGEDIS. Mérito Trata-se de ação popular em que os autores pedem a nulidade dos contratos de Venda e Compra de Energia Elétrica CVCEE/COPEL-DIS/DCOD/CPR nº 016/2002 e CVCEE/COPEL-DIS/DCOD/CPR nº 017/2002. 2. não apenas os responsáveis diretos pela lesão. celebrados entre Copel Distribuição S/A e Energética Rio Pedrinho S/A e Consórcio Salto Natal Energética.. tendo o interesse particular sobrelevado-se ao interesse público. Some-se a isso a possibilidade conferida pela lei da ação popular de responsabilização regressiva dessas pessoas. verbis: "Art. Rel. com potência instalada total até 30 MW.trf4. na hipótese de procedência da ação. respectivamente. de 200 MW médio. pelo alegado dano perpetrado contra o Erário. objetivando fomentar no estado a implantação de usinas hidrelétricas de pequeno porte e de pequenas termelétricas que utilizam biomassa como combustível. c ondenará ao pagamento de perdas e danos os responsáveis pela sua prátic e os benefic a iários dele. montante total de energia a ser adquirida. mas todos aqueles que.

atendimentode to as co das ndições estabelecidas noPROGEDIS. (.) CLÁUSULA 04 . nos quais eram feitas referências à contratação segundo prévia habilitação às normas do PROGEDIS (fls.. e a RIO PEDRINHO fo co r nsiderada habilitada pela COPEL.) b) satisfazer to s o critério determinado e estabelecido no Pro do s s s s grama de Geração Distribuída noEstadodoParaná . duto u s (.. co termo e co m s ndições a serem avençado na o rtunidade.PROGEDIS. uma vez demo nco nstrada a atratividade da co mercialização da energia da Pequena Central Hidrelétrica PEDRINHO 1 no PROGRAMA DE GERAÇÃO DISTRIBUÍDA NO ESTADO DO PARANÁ .A eventual futura fo rmalizaçãodoco ntratode co mpra de energia sujeitarse-á a: I .. o co s nceito e definições a seguir relacio s nado s: (..DEFINIÇÕES Aplicam-se aopresente CONTRATO.. 68-85 mostram que a empresa Energética Rio Pedrino S/A submeteu-se inicialmente ao regime de contratação disciplinado pelas normas do PROGEDIS..php?local=jfpr&d. 15/08/2012 . Os documentos das fls.. po derá ser elabo rado um instrumento fo rmal de co mpra de energia elétrica. nos contratos efetivamente firmados pelas partes em 12 de dezembro de 2002. e s po aceitáveis para as PARTES... do ravante deno minadoCONTRATO. Todavia.) CLÁUSULA 01 ..) celebram o presente CONTRATO DE COMPRA E VENDA DE ENERGIA... além daquelas co nstantes nas demais CLÁUSULAS deste instrumento : (.jus. s s s rmado s no pro s cedimento do Pro s grama de Geração Distribuída no Estado do Paraná .REAJUSTE PADRÃO (... (. s. não foi esse o regramento que prevaleceu no caso concreto.br/trf4/processos/visualizar_documento_gedpro.... r fo rça deste qualquer intenção de se asso ciarem fo rmal o info u rmalmente.) s) PROGRAMA DE GERAÇÃO DISTRIBUÍDA NO ESTADO DO PARANÁ.... segundo modelos predeterminados. como se detalhará adiante...) CLÁUSULA 15 .PROGEDIS.... como se infere das referências textuais adiante apontadas (fls. ambos calcados nos termos do referido programa. (.trf4.:: Portal da Justiça Federal da 4ª Região :: Página 10 de 16 destacar que as partes contratantes assinariam "carta de intenções"..PROGEDIS.. bem co mo co ntratarem negócio adquirirem pro s o serviço entre si. 69. 75 e 76) : carta de intenções Co nsiderando que as PARTES co rdam que... (. 38-66). (.) Parágragoúnico.. eis que firmou carta de intenções com a Copel Distribuição e consentiu com a lavratura de minuta de contrato..OBRIGAÇÕES DA VENDEDORA Co nstituem o brigações da VENDEDORA. Porém.PROGEDIS fo ram mo dificado s. sendo independente do presente instrumento não existindo po . 73. bem ainda o respectivo "contrato de compra e venda de energia elétrica".. nenhuma dessas referências feitas ao PROGEDIS encontra-se presente http://www.) Parágrafo segundo O preço da ENERGIA ELÉTRICA CONTRATADA po : derá ser revisto mediante fo rmal celebraçãode TermoAditivo sempre que o parâmetro técnico info . 74.) minuta de co ntratode co mpra de energia CONSIDERANDO: a) a instituição do Pro grama de Geração de Energia Elétrica Distribuída no Estado do Paraná .

como condição para eficácia dos atos http://www. Assim é porque o art.666/93 prevê a dispensa de licitação na contratação do fornecimento ou suprimento de energia elétrica com concessionário.. as quais seguiram caminho diverso. Somente a lei complementar poderia autorizar os Estados a legislarem sobre o setor energético. único.666/93 torna dispensável a licitação na contratação de fornecimento ou suprimento de energia elétrica e gás natural com concessionário. como pode ser aferido às fls.:: Portal da Justiça Federal da 4ª Região :: Página 11 de 16 nos contratos objeto desta ação (contratos de Venda e Compra de Energia Elétrica CVCEE/COPEL-DIS/DCOD/CPR nº 016/2002 e CVCEE/COPEL-DIS/DCOD/CPR nº 017/2002). caput. e. e art.2. nulidade a se declarar em relação ao alegado não atendimento das regras do Progedis. Do caráter não cogente do Progedis resulta que as partes não estavam sujeitas aos preços nele referidos.70. 15/08/2012 . construindo uma relação bilateral. O Progedis é ato de conteúdo administrativo e porque não é materialmente legislativo não é nem podia ser cogente se não para a administração estadual.2. portanto. as razões da dispensa serão conhecidas e tornadas públicas via imprensa oficial. verbis: O Progedis é assim um projeto de incentivo à instalação de novas usinas. Cabe ressaltar o pronunciamento do juízo arbitral sobre o assunto. 22.604/2002 tornou obrigatória a adoção de leilão público como forma de licitação para aquisição de energia elétrica pelas concessionárias de serviço público de distribuição. Não há. A Lei 9. Concluem que foram malferidos os princípios da legalidade.. 37. 1331-1332 da Ação Ordinária nº 2007. Portanto. Alegam ainda que os contratos não foram publicados no Diário Oficial. 26. n. 26. IV da Constituição Federal dá à União competência exclusiva para legislar sobre energia. 2. mas a contratação com dispensa de licitação deveria ter sido feita mediante prévia justificativa. a Lei nº 8. caput.666/93.648/98 institui o regime da livre negociação para a compra e venda de energia elétrica entre produtores e distribuidores ou usuários. Aduzem que a Lei nº 10. proferido nos procedimentos arbitrais de nº 001 e 002/04. não contam com sua validade condicionada às regras do PROGEDIS. assim. conforme estabelece o art.trf4. nos termos em que efetivamente foram firmados pelas partes em 12/12/2002. 24 da Lei nº 8. par. com vistas ao incremento da produção de energia elétrica no Estado do Paraná. 20-35 e 86-100. os contratos não podem produzir os efeitos deles decorrentes. (fls. Com efeito.php?local=jfpr&d. o que não ocorreu. em desacordo com o contido no art. permissionário ou autorizado. nessa circunstância. da referida lei. permissionário ou autorizado. Esse decreto estadual deixa em branco vários pontos a serem regulados pela própria Requerida. fora daquelas proposições. dispondo que. da Constituição Federal. Nulidade contratual por falta de justificativa prévia e modicidade tarifária Os autores aduzem que o art. moralidade e publicidade. da Lei nº 8.br/trf4/processos/visualizar_documento_gedpro.000949-8) Os contratos ora em análise. porque isso representava mera opção contratual das partes. não decorrendo disso que os contratos são ilegais ou contrários ao interesse público. tenho que as partes contrataram sem vinculação direta aos ditames do PROGEDIS.jus.00.

3º. o inciso XXII do art. efetuar o controle prévio e a posteriori de atos e negócios jurídicos a serem celebrados entre concessionárias. 26 ainda determina que "O processo de dispensa. II . e definiu as regras de organização do Operador Nacional do Sistema Elétrico. previsto neste artigo. no que couber.655/1998. dirimir. Parágrafo único. os procedimentos licitatórios para a contratação de concessionárias e permissionárias de serviço público para produção. autorizadas.br/trf4/processos/visualizar_documento_gedpro.. Para certeza do que se diz. bem como entre esses agentes e seus consumidores (art." Entretanto. 3º. mediante tarifas homologadas pela ANEEL. permissionárias ou autorizadas de distribuição de energia elétrica (art. I). caput). 3º. 3º. que promoveu a reforma do setor energético nacional. As concessões. o seguinte: "Passa a ser de livre negociação a compra e venda de energia elétrica entre concessionários.648/98. implementar as políticas e diretrizes do governo federal para a exploração da energia elétrica (art. e a legislação específica. 3º. 2º. importação e exportação de energia elétrica compreendem a comercialização correspondente. 3º. será instruído. Como se sabe.. Mas esse tipo de negócio ficou condicionado à homologação pela ANEEL dos montantes de energia e demanda de potência. com os seguintes elementos: I .ANEEL. XVI). produtores independentes e autoprodutores. distribuição. II). no caso. IV . e disciplina o regime das concessões de serviços públicos de energia elétrica. a contratação para aquisição de energia elétrica. XI). caput). transmissão e distribuição de energia elétrica (art. e das tarifas praticadas. A comercialização de energia elétrica será feita em bases livremente ajustadas entre as partes. IV). que dispôs no seu artigo 10. permissionárias. É o que se infere do art. aprovar as regras e os procedimentos de comercialização de energia elétrica. V). assim resumidas: regular e fiscalizar a produção. O parágrafo único do art.documento de aprovação dos projetos de pesquisa aos quais os bens serão alocados. gerir os contratos de concessão ou de permissão de serviços públicos de energia elétrica (art.php?local=jfpr&d. transmissão. sujeita contratos dessa natureza à livre negociação. todos aqueles que atuam no mercado de energia se submetem ao poder regulador/fiscalizador da ANEEL. conferido pela lei. Não se condicionou a prévio processo licitatório.trf4. permissionários e autorizados". mediante delegação.427/96. autorizadas e seus controladores (art. homologar as receitas dos agentes de geração na contratação regulada e as tarifas a serem pagas pelas concessionárias. estabelecer tarifas para o suprimento de energia elétrica realizado às concessionárias e permissionárias de distribuição (art. elenca um rol de atribuições institucionais da agência. distribuição e comercialização de energia elétrica (art. no âmbito administrativo. que regulamentou o Mercado Atacadista de Energia Elétrica. 3º. permissionárias. 3º. de inexigibilidade ou de retardamento. XV). promover processos licitatórios para atendimento às necessidades do mercado (art. 24 da citada lei remete a dispensa de licitação nos contratos envolvendo energia elétrica às normas da legislação específica. ou. Com efeito. 26. tome-se o teor da Lei 9.caracterização da situação emergencial ou calamitosa que justifique a dispensa.jus.razão da escolha do fornecedor ou executante. III . promover. XIII). 15/08/2012 . contratada de formas regulada e livre (art.:: Portal da Justiça Federal da 4ª Região :: Página 12 de 16 (art. com base no plano de outorgas e diretrizes aprovadas pelo Poder Concedente. portanto. in verbis: Art 10. permissões ou autorizações para geração. as divergências entre concessionárias. quando for o caso. que criou a Agência Nacional de Energia Elétrica . 10 do Decreto 2. caput. sem condicioná-los aos trâmites regulamentares antes elencados. a Lei nº 9. 3º. estabelecer mecanismos de regulação e fiscalização para http://www. quando for o caso. XIV).justificativa do preço.

nos limites estabelecidos em regulamentação. foram garantidos os interesses do consumidor de energia elétrica. controladas e controladoras ou vinculadas à controladora comum." Quanto à Lei nº 10. Os contratos firmados. Sobre o assunto. fez simples observações no que toca à análise do cálculo da energia comprada no Reajuste Tarifário Contratual Anual. Copel Distribuição S. bem ainda do notório poder regulamentar e http://www. como a Rio Pedrinho Energética S. II). entre as sociedades coligadas.848. vide lei 10. por consequência. À luz dos dispositivos legais citados. (Revogação.os direitos à contratação. XIX). ou concessão. foram necessariamente registrados junto à ANEEL. A Copel Distribuição S. pequenas centrais hidrelétricas e bio-massa. ou por meio dos leilões públicos previstos no art. e Consórcio Salto Natal exercitam suas atividades por força de autorização.604/2002. e porque comporta regra de exceção. de concessão de uso de bem público e expedir atos autorizativos (art. também possui instrumentos para implementar ações regulatórias quanto às tarifas praticadas pelos entes contratantes.648/98: "§ 2º Sem prejuízo do disposto no caput. 15 e 16 da Lei no 9. com vistas a garantir sua modicidade. se submeteram aos critérios para enquadramento nos empreendimentos hidrelétricos na condição de pequenas centrais elétricas. 12. veja-se o disposto no art. as concessionárias de serviço público de distribuição somente poderão estabelecer contratos de compra de energia elétrica por meio de licitação. regular o serviço concedido. I).:: Portal da Justiça Federal da 4ª Região :: Página 13 de 16 garantir o atendimento à totalidade do mercado de cada agente de distribuição e de comercialização de energia elétrica (art. de acordo com a Resolução nº 394/98 da ANEEL. 27 da Lei no 10. 15/08/2012 . 3º-A.trf4. inciso III. vantagens econômicas às custas dos consumidores. 3º-A. elaborar o plano de outorgas.php?local=jfpr&d. a ANEEL deverá estabelecer critérios que limitem eventuais repasses do custo da compra de energia elétrica entre concessionários e autorizados para as tarifas de fornecimento aplicáveis aos consumidores finais não abrangidos pelo disposto nos arts.. 479-480 e 511-512).os contratos firmados por concessionárias e permissionárias de serviço público de energia elétrica que atuem nos sistemas isolados e os contratos bilaterais cujo objeto seja a compra e venda de energia produzida por fontes eólica. de 2002. conforme contrato firmado com a União por intermédio da ANEEL. sobre o assunto. definir as diretrizes para os procedimentos licitatórios e promover as licitações destinadas à contratação de concessionários de serviço público para produção. XVII). de 2004) § 1º Excluem-se do disposto no caput: I . Isso porque a ANEEL. 2º A partir de 1º de janeiro de 2003. objetos de discussão na ação popular. (Revogado pela Lei nº 10. da Lei nº 9. 10. de 2004) II . porque passou a vigorar após as contratações firmadas pelas partes. impossibilitando o aumento indevido do preço da energia elétrica. entendo que não se aplica ao caso dos autos. transmissão e distribuição de energia elétrica e para a outorga de concessão para aproveitamento de potenciais hidráulicos (art.848. a qual.br/trf4/processos/visualizar_documento_gedpro. investida na função de assegurar a livre concorrência e competição no setor elétrico brasileiro. permitido e autorizado e fiscalizar permanentemente sua prestação (art. na modalidade de leilão. por sua vez. celebrar os contratos de concessão ou de permissão de serviços públicos de energia elétrica. sem outras ressalvas.jus. 3º.438. e no que concerne ao preço máximo de contratação. As contratadas.. da ANEEL. sem mencionar qualquer necessidade de adequação dos contratos pela existência de vícios ou ilegalidades de outra ordem (fls. e. Com essas condições. 3º. § 2º.A. verbis: Art. é concessionária de serviço público. que exclui expressamente do procedimento as empresas qualificadas como pequenas centrais hidrelétricas. pois garantido na presente situação o princípio da modicidade tarifária.A.A. solar.074. de 1995.

(fls. surgiria para as empresas fornecedoras de energia elétrica eventual interesse no inadimplemento contratual. pagarão à Copel uma multa ínfima.666/1993). O ajuste feito dessa forma atende aos interesses da Copel.3. foi fixada no valor de 30% do montante total contratado. na ordem de R$ 41. Em caso de rescisão deste CONTRATO por EVENTO DE INADIMPLEMENTO DA VENDEDORA ou por EVENTO DE INADIMPLEMENTO DA COMPRADORA. então. 2. em texto da lavra do professor Carlos Ari Sundfeld. Por essa razão. não havendo que se falar em falta de transparência e má gestão administrativa dos interesses públicos. porquanto passariam a embolsar menos da metade dos recursos financeiros advindos do negócio. dizendo-se que não observou a paridade contratual. independente do momento em que se dê a inadimplência (no início ou ao final do prazo contratual). momento em que estará amortizado financiamento contraído junto ao BNDES. Entretanto.br/trf4/processos/visualizar_documento_gedpro.php?local=jfpr&d. como vem explicitado pelas rés Energética Rio Pedrinho S/A e Brascan Energética S/A em sua contestação. que. no prazo de até 15 (quinze) dias após o recebimento da notificação de que trata a Cláusula 25.73/MWh. In verbis: Cláusula 26.. enquanto as vendedoras recebem o valor referente à penalidade.jus. segundo a cláusula penal. a multa nesse momento será ínfima. uma vez que. verifico que a sua aplicação ocorrerá em caso de inadimplemento por qualquer das partes. observando o contido na cláusula 26 dos contratos CVCEE/COPELDIS/DCOD/CPR nº 016/2002 (Energética Rio Pedrinho S/A) e CVCEE/COPELDIS/DCOD/CPR nº 017/2002 (Consórcio Salto Natal). cujas razões adoto como fundamento para esta http://www.. a PARTE que tiver cometido a infração contratual deverá pagar à PARTE prejudicada multa rescisória. justamente. sendo que.2. nos últimos quatro anos de vigência do contrato. multa por rescisão equivalente a 30% (trinta por cento) do valor total do CONTRATO contido na Cláusula 44. se as vendedoras rescindirem o contrato após o nono ano. sob os seguintes argumentos: como o contrato prevê o pagamento pela energia elétrica em valor menor nos últimos quatro anos da contratação. repita-se. do primeiro ao oitavo ano da contratação.74/MWh. e ficam livres para comercializar a energia com outros compradores. e do nono ao décimo segundo ano. porque proporcional à parcela do contrato já cumprida. e em percentual incidente sobre o valor total contratado. o valor a ser desembolsado pela Copel seria na ordem de R$ 87. 32 e 97) O contrato previu valores diferenciados a serem pagos pelo MWh. afigurando-se. a compradora terá que pagar a totalidade da energia objeto do contrato a título de multa. como norma contratual protetiva dos interesses tanto do contratante como da contratada. a maior parte do contrato terá sido cumprida. sistemática que viola o princípio da razoabilidade. relativamente aos oito primeiros anos. a coibir o enriquecimento ilícito das empresas rés pelo pagamento à Copel da multa em questão. pois.:: Portal da Justiça Federal da 4ª Região :: Página 14 de 16 fiscalizador da ANEEL conferido por lei. Multa Rescisória Há referência na inicial à clausula penal contida no contrato. Ainda. Contudo. segundo a tese sustentada pelos autores. em razão da existência da cláusula rescisória. pagará multa contratual muito elevada. restam afastadas as prescrições contidas na lei geral das licitações (Lei nº 8. 15/08/2012 . se a Copel pretender rescindir o contrato nos primeiros nove anos. porque submetidos às formalidades especialmente reservadas para a espécie.trf4. para admitir como plenamente válidos os contratos firmados. quando o investimento já estiver amortizado. a hipotética insegurança contratual não encontra motivação.

quanto da COPEL (compradora) . não há porque se falar em abusividade.. Como se viu. se houvesse quebra de contrato pelas vendedoras no período final de sua execução. que corresponde a 30% do valor do contrato. aplicando uma sanção para a hipótese de inadimplemento. de quaisquer das regras de livre negociação aplicáveis ao caso. que a estipulação de uma multa rescisória alta atende especialmente à situação contratualmente assumida pela COPEL. 15/08/2012 . 269. Trata-se de cláusula livremente pactuada entre as partes e. com a estipulação da referida multa. por força do art. Deixo de c ondenar os autores ao pagamento das c ustas proc essuais e honorários. uma vez que teria assumido o custo da energia mais cara e.717/65. 19 da Lei nº 4. percebe-se que sua aplicação incidiria para a hipótese de inadimplemento de quaisquer das partes. uma vez que só beneficiaria as empresas fornecedoras de energia. No período inicial (oito anos). estaria numa posição de maior fragilidade perante uma rescisão. no caso específico.. De acordo com o alegado na "Análise" encaminhada ao Ministério Público. Sentença sujeita ao reexame nec essário. A multa prevista corresponde a um percentual expressivo do valor do contrato (trinta por cento). Não é isso. da simples leitura da cláusula (que tem o mesmo teor em ambos os contratos). era uma regra de proteção tanto das vendedoras de energia.. correspondeu ao nível de comprometimento que se buscava assumir com o compromisso contratual. o preço contratado era mais alto e. 3.jus. e não benefic os interesses das empresas rés em detrimento do patrimônio públic ia o. Dispositivo Diante do exposto. Explicamos. c ada onforme determina o art.br/trf4/proc essos/visualizar_doc umento_gedpro. todavia. mas justifica-se plenamente como meio de se minorar o prejuízo que as partes assumiriam caso houvesse inadimplemento do outro contratante. c fulc no art. que a previsão da referida multa atendeu de maneira mais especial à situação assumida pela COPEL nos contratos. Consequentemente.trf4. LXXIII. com a rescisão. da Constituição Federal. uma vez que não restou verific a má-fé na propositura da ação. o risco de rescisão. Ou seja. 5º. que se constata do exame da cláusula em apreço. inc lusive o Ministério Públic Federal. Percebe-se claramente. Numa situação como essa. a COPEL sairia especialmente prejudicada. a partir do momento em que o contrato passasse a executar um valor menor de energia. Quanto ao valor da multa. afetaria de maneira mais grave a COPEL. I. Não houve qualquer violação. a multa resc isória não prejudic a paridade c a ontratual. Publique-se. 354-357): Um último tema que mereceu impugnação por parte da COPEL diz respeito à fixação de uma cláusula penal correspondente a 30% do valor do contrato. Tendo em vista as particularidades do caso concreto. pelas peculiaridades de financiamento existentes. Analisando-se abstratamente a situação existente no momento da assinatura dos contratos é possível afirmar. a COPEL. não teria acesso à parcela de energia pactuada com preço mais baixo. Deveras. A previsão de multa foi resultado da livre negociação entre as partes. Registre-se. CPC. a cláusula proporcionaria lesão à COPEL. Ou seja. pactuou-se solução aplicável de maneira equânime às partes envolvidas. acima dos padrões normais. E não há nada de ilícito nisto. no período final do contrato. ao contrário do que foi alegado. Em primeiro lugar. no período final (de quatro anos) haveria uma substancial redução de seu valor. tais contratos contaram com uma variação no preço da energia a ser fornecida.:: Portal da Justiça Federal da 4ª Região :: Página 15 de 16 sentença (fl..php?loc al=jfpr&d. Intimem-se. por inadimplemento. como compradora. o http://www. julgo improcedentes os om ro pedidos. pois.

jus.:: Portal da Justiça Federal da 4ª Região :: Página 16 de 16 Tendo em vista que a COPEL Distribuição S. 6º. sentença retro. integrando-a ao pólo ativo da ação. Curitiba. Juiz com a r.Gestão Eletrônica de Documentos Processuais do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. nos termos do art. Curitiba. acerca do supra/retro: (__)Despacho _________ (__)Sentença (__)Ato. e certifico que a sentença se encontra registrada eletronicamente pelo sistema GEDPRO . a(o) (__)AGU (__)FN (__)PGF (_________) (__)CEF (__)MPF (__)DPU (__)BACEN. _____/_____/________.php?local=jfpr&d.trf4. sob nº 3690231.. tornando-a pública em Secretaria. 231). Curitiba .PR. A. ao ser citada.br/trf4/processos/visualizar_documento_gedpro. __________________ Secretaria da 8ª Vara http://www. assumiu o pólo ativo da ação (fl. para os fins do artigo 463 do Código de Processo Civil. ou (__) intimei por carga.. Danielle Perini Artifon Juíza Federal Substituta RECEBIMENTO e REGISTRO DE SENTENÇA Nesta data. 15/08/2012 . remetam-se os autos ao Setor de Distribuição para alterar a situação da referida parte. 15 de julho de 2009. recebi os autos do MM. da Lei nº 4. ___/___/2009. _________________ Secretaria da 8ª Vara CERTIDÃO Certifico que: (__) incluí no DEJF (boletim nº _____/09).. § 3º.717/65.

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