UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA SETOR DE CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS DEPARTAMENTO DE GEOCIÊNCIAS

SEBASTIÃO ROSA DOS SANTOS

RELATÓRIO FINAL DE APRENDIZAGEM DISCIPLINA DE TÉCNICAS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO GEOGRÁFICA

PONTA GROSSA 2012 1

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA SETOR DE CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS DEPARTAMENTO DE GEOCIÊNCIAS SEBASTIÃO ROSA DOS SANTOS RELATÓRIO FINAL DE APRENDIZAGEM DISCIPLINA DE TÉCNICAS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO GEOGRÁFICA Resenha Crítica apresentada para obtenção do título de graduação em Licenciatura em Geografia. da Universidade Estadual de Ponta Grossa. Professora: Prof. Setor de Ciências Exatas e Naturais. Msc Juliana Przybysz PONTA GROSSA 2012 .

apresenta também conclusões a respeito de cada unidade estudada e das resenhas em anexo. 3 . sendo que para isso foi realizado as leituras dos textos complementares e do fascículo da disciplina.Resumo O presente relatório tem como objetivo expor o trajeto percorrido durante os estudos realizados na disciplina de “Técnicas de Pesquisa em Educação Geográfica” no quarto semestre do curso a Distância de Licenciatura em Geografia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

____________________________________________________03 Relatório____________________________________________________05 Referência__________________________________________________11 Anexo I_____________________________________________________12 Anexo II____________________________________________________15 Relatório .Sumário Resumo.

conceito que é a explicação que pode ser comunicada. é necessário estudar lendo e pesquisando muito. porém há a necessidade de definir bem a procura e filtrar as informações sem incorrer em acúmulo de materiais desnecessários para a pesquisa e no surgimento de dúvidas jamais continuar os estudos sem antes rever todos os procedimentos para que não se incorra na síndrome das soluções a frente das dúvidas. análise e capacidade técnica no desenvolvimento da pesquisa científica. Assim pode-se concluir que o conhecimento científico difere do senso comum por ser uma investigação acurada por diversos métodos científicos um conhecimento racional. contudo deve-se sempre usar de simplicidade e autenticidade para expressar nossas idéias durante a realização da pesquisa. sujeito que constrói a faculdade da inteligibilidade. A seção 2 traz algumas reflexões sobre o conhecimento científico que requerem uma análise concreta do sentido da palavra. sistemático. A seção 1 ensina sobre algumas armadilhas a qual o acadêmico está exposto e que devem ser evitados na construção de uma pesquisa científica. pois o mais importante é ter primeiramente formulado adequadamente sua pergunta inicial para só depois disso escolher as melhores técnicas e poder executar a pesquisa de maneira correta. após inúmeras tentativas. mitos como o da iluminação de idéias que desenvolvam a capacidade de criar livremente a partir de sua própria capacidade mental um tema e explorá-lo sem que antes haja acontecido um estudo profundo e direcionado organizadamente em relação ao objeto a ser estudado. cuidados quanto à gula por informações. A seção 3 tem como foco principal a produção do conhecimento científico 5 . o conhecimento adquirido através de ações não planejadas através das experiências do dia a dia.A unidade I do fascículo encontra-se dividida em quatro seções. exato e verificável da realidade enquanto o senso comum pode ser obtido ao acaso. ou seja. sendo o conhecimento uma compreensão /explicação sintética e metodológica produzida pelo homem ao analisar elementos da realidade e para que isto ocorra satisfatoriamente há um processo que deve se desenvolver em quatro elementos independentes: objeto que é o mundo exterior ao sujeito. ato de conhecer que é o processo de interação que o sujeito efetua com o objeto. tendo como objetivo principal a ampliação da capacidade acadêmica para investigação.

um recorte espacial e uma época para referenciar nosso objeto de estudos e assim tornar possível construir cognitivamente . onde. torna-se necessário o rompimento com o senso comum formatado por estereótipos para podermos explicitar de forma abrangente desde o início os nossos trabalhos. ela deve ser formulada de forma clara. Testar e discutir os trabalhos no sentido de que todos os trabalhos científicos estão abertos a possibilidade de serem superados por outros mais efetivos em sua explicação da realidade. pois para um bom resultado dos trabalhos. o quê. isto é. exeqüível e pertinente. (2) examinar bem o campo de pesquisa. quando e por que de sua pesquisa. tornando-nos ignorantes por nossas certezas incontestáveis. Para examinar esse campo devemos percorrer dois caminhos complementares: um é a realização de leituras exploratórias e o outro são através de uma aproximação mais concreta com o campo de investigação. (3) constituir a problemática respondendo perguntas como.através das três fases da mesma: O rompimento com as idéias pré-concebidas que são pressupostos que emergem de nossa história que implicam propostas de intervenções precipitadas. fichamento de leituras e resumos por entrevistas e documentos assimilando todas as pistas que levem a solução da problemática. para obter a formação de um quadro teórico de referência pode ser utilizado técnicas de aproveitamento de leituras. fácil de executar e admitir várias respostas. A seção 4 explicações para que um projeto de pesquisa possa ser bem elaborado em cinco etapas: (1) formular a pergunta inicial que é a procura de um fio condutor o mais claro possível para o trabalho e é essencial para o início da caminhada de pesquisa esta pergunta deve ser objetiva. é fundamental admitira a parcialidade do saber e assim promover o espírito crítico durante a operacionalização da pesquisa a fim de submetê-la à análise da comunidade científica. Construir o objeto de pesquisa através da ruptura com os preconceitos existentes sobre o objeto investigado em um longo processo de constituição simbólica do objeto da pesquisa que se torna efetiva na problematização. Ao responder a essas perguntas saberemos o que estamos pesquisando então teremos um tema. as quais em geral culpam erroneamente a maioria das vítimas do fenômeno abordado sem o mínimo de contestação.

objetivos específicos e hipóteses de trabalho. mas uma criação simbólica do pesquisador. Um objeto de pesquisa nunca é a realidade em si. o projeto deve ser bem elaborado para que não haja frustrações futuras. portanto é fundamental especificar no projeto as técnicas de observação e de análise utilizadas durante a pesquisa. para manter-se focado nos objetivos de sua pergunta inicial e não acontecer do pesquisador discorrer do vínculo entre a pergunta inicial e o escopo geral de seu trabalho. refletir e refazer. Realizar uma pesquisa implica em pensar e repensar. tampouco se deve evitar o desdobramento de sua pergunta de partida em sub-questões. Na seção 1 traz os principais tipos de apresentação de trabalhos científicos.esse objeto. O projeto de pesquisa deve servir como guia a ser consultado a cada instante em que se encontra dificuldade no decorrer da investigação. apresentação dos trabalhos e redação e normas respectivamente. abandonando nossas certezas e lançando mão de técnicas sistemáticas para realizarmos um trabalho a ser exposto num campo incerto e inovador do conhecimento. (5) selecionar as técnicas para a realização da investigação com o intuito de conferir credibilidade ao projeto tem que ser possível verificar a exeqüibilidade da proposição. sabendo que um trabalho científico pode ser realizado com base em diversas metodologias e seus resultados podem ser comunicados de diversas formas. aprendi que ciência se faz com métodos e para ultrapassarmos as evidências deve haver uma desconstrução e reconstrução de muitos saberes. (4) elaborar o modelo para a observação e análise. Não será difícil o pesquisador se deparar com vários manuais de técnicas de pesquisa que lhe possibilitem construir a sua de forma reflexiva e crítica. Após a leitura desta unidade pude contatar que a qualidade de um pesquisador advém da dedicação e experiência e o conhecimento científico é relativo como todo conhecimento humano. textuais e 7 . portanto. recortando-o da realidade. A unidade 2 do fascículo está dividida em três seções que ensinam sobre a apresentação de projetos científicos e objetiva capacitar e habilitar o aluno para a identificação das tipologias. Um projeto deve conter em sua estrutura elementos pré-textuais. numa dinâmica multideterminada.

desenvolvimento. conclusão e referencias. deve explicitar a teoria e os conceitos a serem utilizados na pesquisa incluindo a justificativa e a relevância de seu trabalho. O relatório técnico-científico também traça conclusões e faz recomendações. plano de redação. é um item obrigatório que referencia os trabalhos lidos e citados na execução da pesquisa.pós-textuais conforme a ABNT e a tipologia está descrita na NBR 15287. delimitando as dúvidas sobre números de páginas. Ensina a estruturar uma resenha ou resumo crítico que é um texto crítico com o objetivo de apresentar e criticar outro texto. trabalho de conclusão de curso. E por final o fascículo traz indicações para a estruturação do relatório. porém com conteúdo feito em conformidade com as regras válidas na comunidade acadêmica. componente fundamental de divulgação do conteúdo do trabalho. porém outros recursos serão desenvolvidos pelo pesquisador levando em conta a orientação da sua instituição de ensino. 6 Cronograma. 3 Problemática. 5 Operacionalização. Ensina também sobre o artigo científico que se destina a publicações em periódicos especializados na área da pesquisa realizada. é obrigatório para demonstrar o tempo de execução da pesquisa. serve também para organizar a distribuição de cada etapa ajudando o pesquisador a organizar sua pesquisa. sendo que a redação é uma forma comum de escrita. que não deve ser plagiada e sim construída após um . realizado por um especialista na área ou outro pesquisador que elege o referido texto para um exercício. 4 Questionamentos ou objetivos. 7 referências bibliográficas. Traz explicações sobre o TCC.são as maneiras de conceber os caminhos resolutos da problemática. 2 Introdução. Nesta seção também nos foi sugerida uma estrutura de um projeto de pesquisa da seguinte forma: 1 Título. é um item obrigatório que vincula à questão com as respostas que formulamos e os objetivos que traçamos. tem como finalidade apresentar o objeto pesquisado descrevendo-o de forma a cativar os leitores. introdução. Na seção 2 é tratado de assuntos referentes às regras e cuidados para a redação e a comunicação científica. que é um documento que relata formalmente os resultados obtidos em uma investigação científica.

a abordagem problemática das escalas local e nacional. quadros citações e referencias. a Geografia. inclusive legais no caso de constatação de plágio. Ainda um terceiro material complementar foi estudado este é o de Paulo César da costa Gomes que traz como título: “Um lugar para a Geografia. os novos conceitos geográficos. espaços. outros materiais complementares aos estudos foram estudados. o Banal e o Doutrinário” onde o mesmo trata o termo “Epistemologia” como abrangente e consolidante de um aspecto doutrinário régio dentro da pesquisa. tabelas. entre eles o texto de CAVALCANTI. Outro material complementar estudado foi o de OLIVEIRA. “ciência geográfica e ensino da Geografia” (anexo I). com seus conceitos básicos. gráficos. (anexo II) intitulado “A Geografia Escolar: Reflexões Sobre o Processo DidáticoPedagógico do Ensino” onde a autora aponta questões sobre os novos métodos propostos para o ensino atual através dos PCNs e a forma como hábitos ancestrais ainda permanecem na escola. Lana de Souza. Marlene Macário de. 9 . Na seção 3 traz especificações sobre as normas para a apresentação científica. renovados e ressignificados. em projetos de pesquisas científicas. Uma breve reflexão do conteúdo da unidade 2 nos leva a constatação de que um tratamento sistemático de dados e informações são imprescindíveis para que haja êxito na elaboração da redação de um trabalho científico e que alguns cuidados são essenciais. para que não se torne algo maçante e destituído conteúdo inteligível. onde a autora reproduz em seu trabalho a importância do conhecimento Geográfico atual e sua aplicação no ensinoaprendizagem e principalmente a importância que o ensino de Geografia tem na atualidade. especialmente com as citações e com a precisão das referências para evitar constrangimentos. no entanto deve ser tratada dentro e fora deste contexto e não somente nos seus parâmetros. Contra o Simples. apresenta o conjunto de regras para a utilização das fontes. no intento de não deixá-la refém deste processo.intenso estudo e reflexão sobre o tema escolhido. ocasionando uma distorção da realidade e um distanciamento entre os homens e o espaço apresentado pelo mundo globalizado. Além do fascículo.

. 1998. escola e construção de conhecimento I Edição 31 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro.. Ivan Jairo. Lana de Souza. Brasil). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: CAVALCANTI. Ponta Grossa: UEPG/NUTEAD. Geografia. Técnicas de Pesquisa em Educação Geográfica.Campinas.101p.(Coleção Magistério: Formação e Trabalho Pedagógico) Bibliografia. SP: Papirus. ISBN 85·308·0516·X 2001 . Joseli Maria & JUNCKES. SP.REFERÊNCIAS: SILVA. 2010.

ufsc. in Espaço e tempo : complexidade e desafios do pensar e do fazer geográfico. 10-24. p. P. Revista Discente Expressões Geográficas. Marlene Macário de. jun/2006 www. mestrado em Educação pela Universidade Federal de Goiás (1990) doutorado em Geografia (Geografia Humana) pela Universidade de São Paulo 11 .cfh.br/~expgeograficas Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN 2006 GOMES.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: OLIVEIRA. marlene_macario@yahoo. Nº02.13-30cm Anexo I CIÊNCIA GEOGRÁFICA E ENSINO DE GEOGRAFIA Lana de Souza Cavalcanti Possui graduação em Licenciatura em Geografia pela Universidade Federal de Goiás (1979). Florianópolis – SC.br A GEOGRAFIA ESCOLAR: REFLEXÕES SOBRE O PROCESSO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO DO ENSINO.com. 2009. Curitiba : Associação de Defesa do Meio Ambiente e Desenvolvimento de Antonina (ADEMADAN). Paulo César da Costa.

denotando uma nova forma de pensar e produzir o conhecimento geográfico. A autora Lana de Souza Cavalcanti reproduz em seu trabalho a importância do conhecimento Geográfico atual e sua aplicabilidade no ensino de Geografia na sociedade contemporânea. apresentando um amplo espaço de discussões e debates em torno do papel do ensino da geografia e seu novo papel de interpretação espacial. geografia. cidade e espaço urbano. renovados e ressignificados e não somente através de seu cunho descritivo. com bases para entender as contradições da sociedade contemporânea e ajudar a construir uma sociedade mais participativa e justa. a qual passa a entender a sociedade através de seus conceitos básicos. A ciência Geográfica e o ensino de Geografia foram reformulados nos últimos 20 anos passando a cumprir papéis politicamente voltados aos interesses das classes populares. priorizando apenas os aspectos visíveis e . totalmente alterado pela globalização. com ênfase em Geografia Urbana. A nova perspectiva de ensino tem maior enfoque no espaço geográfico e amplas considerações sobre o saber e a realidade dos alunos como referência para os estudos. Atualmente é professor associado da Universidade Federal de Goiás. desde sua inserção na educação ao seu percurso por entre os diversos ramos geográficos. A autora realiza um trabalho que trata de assuntos relacionados à geografia. delineando seu trajeto por entre as correntes da Geografia Tradicional. todavia.(1996) e pós-doutorado na Universidade Complutense de Madrid/Espanha. formação de professor. não deve ser pautado em uma descrição numérica de dados. seu trabalho expõe de forma sucinta os novos moldes do espaço geográfico e sua complexidade. lugar. Tem experiência na área de Geografia e do ensino. e finalmente pela Geografia Crítica. Geografia Quantitativa. O ensino de Geografia. atuando principalmente nos seguintes temas: ensino de geografia. classificatório de fatos e restrito a mensurações como se apresentava na forma tradicional. gerando novas nuance aos conceitos geográficos. A geografia em seus diferentes níveis ensino passou a ter um papel fundamental na orientação docente por sua relevância na formação de um cidadão crítico.

1998.Campinas. tornando-se promotora de uma aproximação entre os níveis de ensino fundamental. preocupou-se com o desenvolvimento de metodologias mais adequado a cada faixa etária. a aplicação pedagógicodidática. e está intimamente correlacionado através do processo de globalização. médio e superior às novas metodologias adquiriram um amplo respaldo pedagógico e didático. SP. a abordagem problemática das escalas local e nacional. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: CAVALCANTI. os estudos sobre o ensino de Geografia vêm ampliando as reflexões feitas no campo da Pedagogia e da Didática. A compreensão do espaço geográfico pelos alunos assumiu hoje um papel mais abrangente. . Lana de Souza. Brasil). tudo o que diz respeito a nossa vida e a vida dos nossos filhos hoje são abordados pelo olhar crítico do geógrafo. SP: Papirus. devido à escassez de recursos para investimentos em capacitação profissional.(Coleção Magistério: Formação e Trabalho Pedagógico) Bibliografia. Atualmente. porém. Enfim se analisarmos de forma crítica o texto de Lana Cavalcanti. escola e construção de conhecimento I Edição 31 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro. o que torna propício aos alunos um novo modo de pensar. poderemos perceber a complexidade do ensino-aprendizagem e principalmente a importância que o ensino de Geografia tem na atualidade. um pensar dialético. ISBN 85·308·0516·X 2001 13 . os novos conceitos geográficos. Geografia. falta estrutura institucional e muitas vezes por desinteresse dos próprios professores no que diz respeito a utilização das novas metodologias o ensino ainda encontra muitas deficiências. questões relacionadas à natureza e aos problemas ecológicos passam a tornarem-se globais e começa a exigir das novas gerações de alunos uma compreensão mais acentuada da globalização em escalas local e nacional. através um olhar mais crítico que os ajuda a formar seus próprios conceitos.observáveis aparentemente.

Educação e Políticas Públicas. Cidade e Espaço Urbano atuando principalmente nos seguintes temas: prática pedagógica em geografia. Tem experiência na área de Geografia.Anexo II A GEOGRAFIA ESCOLAR: REFLEXÕES SOBRE O PROCESSO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO DO ENSINO. Mestrado em Geografia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2006). Marlene Macário de Oliveira possui Graduação em Licenciatura Plena em Geografia (1998). . estágio supervisionado. Especialização em Ensino de Geografia (2000) pela Universidade Estadual da Paraíba. formação docente.

com discursos descritivos e por vezes deterministas. voltado para a cidadania. o qual se executava de forma tecnicista. representações sociais. apontando que o mesmo encontrase repleto de hábitos do passado do ensino tradicional. destarte. A autora Marlene Macário escreveu seu artigo de maneira explicita e direta como uma crítica ao ensino de Geografia atual. o professor de Geografia necessita fazer uma reflexão sobre o caráter contraditório da educação e relacionar sua teoria a sua prática cotidiana para buscar uma compreensão sobre sua intenção no processo de ensino-aprendizagem para assim poder direcionar suas atitudes no âmbito escolar de forma a proporcionar aos alunos uma formação crítica e participativa. das técnicas e da informação. segregante espacial e socialmente de classes menos privilegiadas. despertando nos alunos um olhar 15 . ocasionando uma distorção da realidade e um distanciamento entre os homens e o espaço apresentado pelo mundo globalizado. voltado a uma educação dividida entre intelectual e profissional. sendo o ensino conteudístico e programático. O artigo A GEOGRAFIA ESCOLAR: REFLEXÕES SOBRE O PROCESSO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO DO ENSINO fala sobre o ensino da geografia escolar na atualidade e propõe reflexões sobre o processo didático-pedagógico no âmbito do domínio dos objetos. e ainda faz relatos sobre a nova realidade espacial e as exigências que o processo didático-pedagógico suscita sobre a vida escolar dos alunos para que haja um comprometimento maior dos mesmos com relações as questões espaciais nas suas diversas escalas desde a local até a global. e políticas sociais e educacionais. voltado às tendências capitalistas excluindo diversos alunos de uma educação mais social preocupada com o desenvolvimento intelectual de caráter preparatório. pois não consegue formar e manter conceitos geográficos válidos e relevantes dentro das escalas científicas e sociais. análise ou interpretação do objeto de estudo. A autora denuncia haver um atraso no ensino geográfico devido à forma como muitos profissionais e mesmo como o caderno de expectativas dos professores o apresenta aos alunos. um ensino vazio de objetivos sociais. Aponta questões sobre os novos métodos propostos para o ensino atual através dos PCNs e a forma como hábitos ancestrais ainda permanecem na escola. imaginário. eliminando toda preocupação com a explicação.cidade e espaço urbano. Nesse sentido.

uma reflexão crítica sobre sua atuação na educação. pode ajudar os professores a buscar atualização e adequação de seus métodos para que sua atuação no processo ensinoaprendizagem se apresente da maneira mais benéfica o possível para os alunos. marlene_macario@yahoo. totalmente preparados para a inserção no mercado de trabalho. pois pode proporcionar aos profissionais de ensino de Geografia.cfh. Uma leitura crítica do artigo “A GEOGRAFIA ESCOLAR: REFLEXÕES SOBRE O PROCESSO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO DO ENSINO” pode ser muito útil no âmbito pedagógico. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: OLIVEIRA.com. 10-24. p.ufsc. Revista Discente Expressões Geográficas. jun/2006 www.br A GEOGRAFIA ESCOLAR: REFLEXÕES SOBRE O PROCESSO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO DO ENSINO.br/~expgeograficas Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN 2006 . suscitando o caráter social do pensamento geográfico. Nº02. mas conscientes de sua atuação social. preparando os alunos para exercerem a cidadania conscientemente e para que estejam aptos aos paradigmas do capitalismo. Florianópolis – SC. Marlene Macário de. sobre a utilização de práticas didáticas inovadas e preocupadas com a inserção dos alunos na sociedade contemporânea.geográfico incutido na nova realidade globalizada e totalmente transformada pelo capitalismo.

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