RESUMO DE CONTRATO ADMINISTRATIVO 1 – CONTRATOS DA ADMINISTRAÇÃO Usam-se contratos da administração para abranger todos os contratos celebrados pela administração

. Os contratos administrativos determinam OS AJUSTES que Administração realiza com pessoas físicas, jurídicas, públicas ou privadas. Nos contratos de direito privado a administração se iguala com o particular, nos contratos administrativos a administração age com seu poder de império sobre o particular caracterizando uma relação vertical. 2 – DIVERGENCIAS DOUTRINÁRIAS Existem grandes polemicas ou debates entre os doutrinadores a respeito dos contratos administrativos. Existem três correntes: 1. A primeira nega a existência de contrato administrativo – argumentam que o contrato administrativo não observa o princípio da igualdade entre as parte, a autonomia das vontades e o da força obrigatória das convenções, que são próprios de todos os contratos. 2. A segunda acha que todos os contratos promovidos pela Administração são contratos administrativos - e o que não existe é o contrato de direito privado porque em todos os acordos feitos pela Administração acontece a interferência do regime jurídico administrativo. 3. A terceira aceita a existência dos contratos administrativos, como uma espécie do gênero contrato, mas que está num regime jurídico de direito público, com sentidos do direito privado, mas que se desviou um pouco da ação própria do mesmo – a terceira posição é a adotada pela a maioria dos administrativistas brasileiros – reconhece os contratos celebrados pela administração como de características próprias e distintas do contrato de direito privado. Os critérios para diferenciá-los são: a) Alguns adotam o critério subjetivo ou orgânico. No contrato administrativo, a Administração age com todo poder púbico na relação contratual, senão for assim, será um contrato de direito privado. b) Outros dizem que o objeto do contrato administrativo é a organização e o funcionamento dos serviços públicos. c) Outros diferenciam pela finalidade pública. d) Outros dizem que é o procedimento de contratação que caracteriza o contrato administrativo. e) E finalmente para outros, a caracterização do contrato Administrativo está na presença de cláusulas exorbitantes do direito comum, assim chamadas porque estão fora de órbita (ex orbita) do direito comum. O CONTRATO ADMINISTRATIVO COMO ESPÉCIE DO GENERO CONTRATO Maria Silvia é adepta da terceira corrente, que aceita a existência do contrato administrativo como espécie do gênero contrato. O conceito de contrato não é exclusivo do direito privado, mas está no âmbito da teoria geral do direito. Quando se trata de concessão de serviços públicos, as condições do contrato são unilaterais, elaborados pela própria Administração. O que leva alguns autores asseverar que esses contratos são apenas atos unilaterais da Administração ou verdadeiras normas jurídicas.

procedimento. independentemente do consentimento individual enquanto que o contrato obriga apenas as partes que o celebram. 3. As mesmas são previstas nas cláusulas exorbitantes ou de privilegio ou de prerrogativas. independente se o mesmo concorde ou não. 2. Obediência a forma prescrita em lei. sob regime jurídico publicístico.Um dos atributos do ato administrativo é a imperatividade – a Administração utiliza o seu poder de império para praticar atos unilaterais que criam obrigações para o particular. podem ser apontadas as seguintes características: 1. É difícil distinguir os contratos privados dos administrativos. Nas prerrogativas é onde estão as maiores diferenças. A primeira dá à administração supremacia sobre o particular. Natureza de contrato de adesão. Finalidade pública. pois os primeiros são de regime de direito privado parcialmente derrogados pelo direito público e essa derrogação lhes emitem algumas características que também existem nos administrativos. a segunda limita sua atuação garantindo respeito às finalidades públicas e ao cidadão. 4. DIREITO POSITIVO NORMAS CONSTITUCIONAIS CARACTERÍSTICAS DOS CONTRATOS ADMINISTRATIVOS No sentido próprio e restrito. O Atributo da imperatividade não se faz presente quando existe uma coincidência entre a vontade da administração e do particular. mas confere direito. TRAÇOS DISTINTOS ENTRE O CONTRATO ADMINISTRATIVO E O CONTRATO DE DIREITO PRIVADO Os contratos celebrados pela administração tanto podem ser de regime privado quanto de regime administrativo e nesse ainda inclui os tipicamente administrativos e os que têm paralelo no direito privado. O regime jurídico administrativo se distingue pelas prerrogativas e sujeições. Presença da administração Pública como poder Público. Procedimento legal. pois concedem privilégios a uma parte mais do que pra outra. em muitos casos esse atributo vem acompanhado da possibilidade de autoexecutar a decisão. ou seja. no ato em que a administração não impõe deveres. Nos contratos administrativos as clausulas exorbitantes são indispensáveis para assegurar a posição de supremacia do Poder Público sobre o contratado. Sobre sujeições. . Todos obedecem a forma. derrogatório e exorbitante do direito comum. Elas cláusulas seriam ilícitas nos contratos celebrados entre particulares. 5. competência e finalidade. Quanto à corrente que equipara o contrato administrativo com uma norma jurídica Maria Sylvia afirma que as normas são obrigatórias para todos. a todos os contratos são impostos. Outras diferenças são o objeto e a utilidade pública que resulta diretamente do contrato.

. O art. FINALIDADE PÚBLICA Esta característica está presente em todos os atos e contratos da Administração Pública. A Administração fica verticalizada em relação ao contratado. autorização pela autoridade competente. O mesmo pode optar pela (I) caução em dinheiro ou títulos da divida pública. esta é essencial. 8. compreendendo medidas como autorização legislativa.666/93 estabelece uma série de normas referente ao aspecto formal. não só em benefício do interessado. Além de outras leis esparsas a lei 8. Natureza intuitu personae (motivos pessoais). (III) fiança bancária. Quando a garantia for exigida do contratado.6. (II) seguro garantia. a mesma será devolvida após a execução do contrato. motivação. ainda que regidos pelo direito privado. PRESENÇA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COMO PODER PÚBLICO Nos contratos administrativos a administração pública se manifesta com uma série de prerrogativas que garantem sua posição de supremacia sobre o particular. OBEDIENCIA A FORMA PRESCRITA EM LEI Para os contratos celebrados pela Administração. razoes de condições pessoais do contratado. Mutabilidade. indicação de recursos orçamentários e licitação. . NATUREZA INTUITU PERSONAE ( MOTIVOS PESSOAIS) Todos os contratos que a lei exige licitação são firmados intuitu personae. PROCEDIMENTO LEGAL A lei estabelece determinados procedimentos obrigatórios para celebração de contratos e que podem variar de uma modalidade para outra. como da Administração e para fins de controle da legalidade. PRESENÇA DAS CLÁUSULAS EXORBITANTES São aquelas que não são comuns ou que seriam ilícitas em contratos celebrados por particulares. Presença de cláusulas exorbitantes. 7. 37 da CF compreende algumas exigências quanto ao procedimento. serviços e compras. encontram-se na lei inúmeras normas referentes á forma. salvo nos casos em que a Administração entrega bens ao contratado. 56 da lei 8. EXIGENCIA DE GARANTIA O art. CONTRATO DE ADESÃO Todas as cláusulas do contrato administrativo são fixadas unilateralmente pela Administração.666/93 dá ao contrato vencedor da licitação o direito de garantia nos contratos de obras. caso em que o mesmo ficará como depositário. Essa garantia não pode exceder a 5% do valor do contrato.. avaliação.

c) Respeitar o direito do contratado de estar seguro quanto à estabilidade econômica financeira pactuada inicialmente. b) Respeito à natureza do contrato – não pode modificar um contrato de venda para um de permuta. Quando houver modificação do projeto 2. respeitados os direitos do contrato. o art. d) Respeitar o limite imposto pelo § 1º do art. 5º e 6º. ii. ou um contrato de vigilância para um de limpeza. combinados com o art. estabelece a possibilidade de alteração nos seguintes casos: 1. 58. 65. § 2º . o contratado na equação tem o direito de equilíbrio ou estabilidade econômico financeiro. Da mesma forma que a Administração tem o direito de modificar o contrato. nos casos especificados no inciso I do art. QUALITATIVA – ocorre a necessidade de alterar o projeto ou suas especificações. 78). sua insolvência ou comprometimento do contrato ( inciso IX a XI do art. II 3. Os requisitos para a alteração são: a) Adequada motivação sobre o interesse público. 58. e.666/93 art. Especificamente. ii. no caso particular de reforma de edifício ou de equipamento. É permitido a 1 Art. nas mesmas condições contratuais. 58. que abarca situações como o desaparecimento do sujeito.MINHA PARTE ALTERAÇÃO UNILATERAL Esse privilégio é somente da Administração. 652 quanto ao acréscimo ou supressões que se fizerem na obra. E quando for necessária a modificação do valor contratual. 79 desta lei. 78) Inadimplemento sem culpa. . 58 II – rescindi-los unilateralmente. QUANTITATIVA – porque envolve acréscimo ou diminuição do seu objeto. 65 § 1º . até o limite de 50% para seus acréscimos. e está prevista no art. I e 78 incisos I a XII e XVII em casos de: i. 65.nenhum acréscimo ou supressão poderá exceder os limites estabelecidos no parágrafo anterior. I1 e possibilita uma melhor adequação às finalidades(causas) de interesse público. para melhor adequação às finalidades de interesse público. O dispositivo aponta duas modalidades de alteração unilateral: i. 3 Art.. Inadimplemento com culpa ( incisos I a VIII e XVIII do art. os acréscimos ou supressões que se fizerem nas obras serviços ou compras. serviços ou compras.O contratado fica obrigado a aceitar. I. 79. §§ 4º. RECISÃO UNILATERAL Está prevista no art. 2 Art. Esse direito foi sempre reconhecido pela doutrina e jurisprudência. até 25% do valor inicial atualizado do contrato. I – modifica-los unilateralmente.. e agora está normatizado através da lei 8.

FISCALIZAÇÃO É faculdade inerente do poder público. (art. 58. Administração manter o contrato em caso de concordata do contratado. VII). 675. (§§ 1º e 2º). assumindo o controle de determinadas atividades necessárias à sua execução (Art. 4. multas ou suspensões temporárias terão cinco dias a contar da intimação. A multa pode ser aplicada juntamente com qualquer uma das outras sanções. 78). Essa reabilitação é promovida pela própria autoridade que aplicou a penalidade). prevista no art. 4 5 Art. a declaração de inidoneidade (não condição para desempenhar certos casos ou realizar certas obras) não tem um limite fixado em lei. terá reabilitado seu direito de estabelecer contrato com a Administração. APLICAÇÃO DE PENALIDADES A inexecução total ou parcial do contrato dá a administração o direito de aplicar sanções de natureza administrativa (art. 80. Multa 3. para entrar com recurso. o prazo é de 10 dias úteis da intimação do ato. determinar o que for necessário para a regularização das faltas ou defeitos. Cabe a administração fiscalizar a execução do contrato ou designar um terceiro para acompanhar e informar a Administração o andamento do serviço. 109 III). § 2º). Enquanto a pena de suspensão não pode ultrapassar dois anos. e se as decisões ultrapassar sua competência solicitá-las a superiores. iv. 78). IV). Razões de interesse público ( inciso XII do art. para o pedido de reconsideração à autoridade que aplicou a pena. Art. por prazo não superior a dois anos. O não atendimento das determinações da autoridade fiscalizadora enseja rescisão unilateral do contrato (art. Esse fiscal tem que anotar em registro próprio todas as ocorrências relacionadas com a execução do contrato. No caso da declaração de inidoneidade. sem prejuízo das sanções cabíveis. 67 caput – A execução do contrato deverá ser acompanhada e fiscalizada por um representante da administração especialmente designado. 78. Caso fortuito ou de força maior (inciso XVII do art. Advertência 2. 58 III4. Declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a Administração Pública (quando o contratado reparar os prejuízos causados a Administração. A administração pode rescindir o contrato sem à anuência do contratado. Suspenção temporária de participação em licitação e impedimento de contratar com a administração. permitida a contratação de terceiros para assisti-lo de informações pertinentes a essa atribuição. . Disciplinada mais propriamente no art. 87: 1. O contratado da administração pública que sofrer sanções de advertência. 58 III – fiscalizar-lhe a execução.iii. dentre as indicadas no art.

porque deles não se originam direito. ou revogalos. na hipótese da necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais pelo contratado. 58 desta lei. ressalvada em todos os casos. 477 do CC que dá direito a parte de descumprir o contrato quando a outra o fez socorrendo-se da exceptio non adimpleti contractus ( exceção do contrato não cumprido).80 da lei 8. Execução de garantia contratual. quando eivados de vícios que os tornam ilegais. LV. CF. Essa Anulação deve respeitar o princípio da ampla defesa e do contraditório previsto no art. Retenção dos créditos decorrentes do contrato até o limite dos prejuízos causados à administração. imóveis. por motivo de conveniência ou oportunidade. equipamentos. ocupar provisoriamente bens e móveis. para ressarcimento da administração e dos valores das multas e indenizações a ela devidos. Consequência da rescisão: I. III. bem como na hipótese de rescisão do contrato administrativo. na forma do inciso V6 do art. RETOMADA DO OBJETO Se a paralisação da execução do contrato causar prejuízos ao interesse público.. se aplicará o princípio da continuidade do serviço público. continuando o serviço até que a autoridade competente lhe de ordem para paralisar. a apreciação judicial”. necessário à sua continuidade. II. Ocupação e utilização do local. . Assunção imediata do objeto do contrato. respeitados os direitos adquiridos. podendo anular aqueles que contrariam a lei. O art. material e pessoal empregados na execução do contrato. 6 Nos casos de serviços essenciais. 5º.. RESTRIÇÕES AO USO DA EXCEPTIO NOM ADIMPLETI CONTRACTUS No direito administrativo o particular não pode interromper a execução do contrato como é feito no direito privado fundamentado no art. Diante do principio da continuidade do serviço público e da supremacia do interesse público que está sobre ele. instalações. MUTABILIDADE A administração tem o poder unilateral de alterar as cláusulas contratuais ou rescindir o contrato antes do prazo por motivo de interesse publico. Se o particular paralisar por conta própria corre o risco de arcar com as consequências do inadimplemento. que é uma das prerrogativas da Administração.666/93 mostra que essas medidas são possíveis somente quando há uma rescisão unilateral. IV. pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato. Isso decorre de determinadas cláusulas exorbitantes que confere a Administração esse poder. O STF na sumula 473 editou “A administração pode anular seus próprios atos.ANULAÇÃO A Administração tem a prerrogativa de controlar seus próprios atos. o mesmo deve requerer administrativa ou judicialmente a rescisão do contrato e o pagamento de perdas e danos.

I e art.  A outra corresponde ao chamado fato príncipe – é um ato de autoridade. que exige muitas vezes mão de obra especializada. 58. ÁLEA ADMINISTRATIVA: ALTERAÇÃO UNILATERAL DO CONTRATO Edmir Netto Araújo citado pela Maria Sylvia adverte que o poder de alteração unilateral do contrato não é ilimitado. Tudo isso faz com que o equilíbrio do contrato administrativo seja essencialmente dinâmico ou .. inevitáveis que causam desequilíbrio muito grande no contrato.Em todos os contratos privados ou públicos supõe a existência de equilíbrio financeiro. Esses dois limites estão expressos na lei 8. estranha a vontade das partes. não relacionado diretamente com o contrato mas que repercute sobre ele. e por causa dessa insegurança que se elaborou uma teoria do equilíbrio econômico do contrato administrativo. mas nos contratos celebrados pela Administração não existe a mesma autonomia de vontade que há entre particulares. a natureza da atividade. No momento do contrato é difícil ter uma previsão precisa do equilíbrio financeiro econômico.. (Hely Lopes Meirelles. consequentemente o particular que celebra contrato com a administração deve buscar uma igualdade material já que não tem a livre disponibilidade do interesse público. Complexidade da execução. o contrato tem o direito à manutenção do equilíbrio econômico financeiro. Álea Administrativa que abrange três modalidades:  Uma decorrente do poder de alteração unilateral do contrato administrativo – compete à Administração a obrigação de restabelecer o equilíbrio voluntariamente rompido. Maria Sylvia diz que alguns entendem que nesses casos a administração deveria responder pelo porte dos empreendimentos que torna imprevisível a adequada previsão de gastos. imprevisíveis.  Fato da Administração – “é toda ação ou omissão do Poder Público. dando lugar a teoria da imprevisão. . pesa) direta e especificamente sobre o contrato que retarda. Por isso no direito brasileiro. XXI CF existe uma exigência que se mantenha as condições da proposta. Dois princípios o delimita: princípio da variação do interesse público e o equilíbrio econômico financeiro do contrato. que incinde (recai. A Administração em regra responde pela recomposição/restabelecimento do equilíbrio econômico-financeiro. 2003: 233). 65. No art. agrava ou impede sua execução”.. Existem três riscos que os participantes enfrentam quando contrata com a administração: Álea Ordinária ou empresarial – é o risco que todo o empresário corre como resultado da flutuação do mercado. então a álea deixa de ser ordinária. pois os acordos administrativos envolvem muitos riscos decorrentes de várias circunstancias como:    Longa duração Volume grande de gastos públicos. A invocação das teorias serve apenas para fins de enquadramento jurídico e fundamentação para revisão das cláusulas financeiras do contrato. mas a mesma não aceita essa tese porque se não pode prever riscos. ele pode se romper com maior facilidade do que um contrato de direito privado. 37. Álea econômica – circunstancias externa ao contrato. seja nas áleas administrativas ou econômicas. como é previsível quem responde é o particular. § 6º. excepcionais.666 art.

Para outros somente a segunda hipótese é valida. O que se debate na doutrina é que se ocorrer o FATO DA ADMINISTRAÇÃO. Celso Antônio Bandeira de Mello citado pela autora. pratica ato que impede a execução do serviço. ÁLEA ADMINISTRATIVA: FATO DA ADMINISTRAÇÃO O fato administração é quando uma conduta ou um comportamento (ação ou omissão) da administração torna impossível a execução do contrato provocando desequilíbrio econômico. 78 incisos XV e XVI. No direito brasileiro. de regime federativo o fato do Príncipe somente se aplica se a autoridade responsável for da mesma esfera de governo em que celebrou o contrato. Mesmo diante dessas situações o particular tem direito à manutenção do equilíbrio financeiro. É todo acontecimento externo ao contrato. A grande maioria dos doutrinadores entende que essa exceção não se aplica a administração e o papel desse contrato é de colaborador da Administração que age no interesse público. não relacionadas diretamente com o contrato. afirma que é quando o contratante governamental viola os direitos do contratado dificultado ou impedindo que o mesmo execute suas obrigações que estão entre eles avançadas. Essas prerrogativas da administração faz com que o equilíbrio econômico-financeiro do contrato administrativo seja essencialmente dinâmico (ágil).A lei estabelece limite quantitativo – art. ÁLEA ECONOMICA: TEORIA DA IMPROVISÃO. Mas existe uma exceção a essa regra. Ex: tributo que incida sobre matéria prima necessária ao cumprimento do contrato. Para alguns o fato Príncipe abrange o poder de alteração unilateral e também as medidas de ordem gerais. se for de outra esfera. quando não providencia as desapropriações necessárias. Ex: quando a administração deixa de entregar o local da obra ou do serviço. o contratado pode para de executar o contrato se valendo da exceptio non adimpleti contractus (exceção do contrato não cumprido). imprevisível e inevitável. sendo injusto exigir que o mesmo suportasse pela desproporção entre o sacrifício e o interesse público.666/93 prevê duas hipóteses no art. (HELI LOPES MEIRELLES). mas que nele repercutem provocando desequilíbrio econômico-financeiro em detrimento do contratado. ÁLEA ADMINISTRATIVA – FATO DO PRINCIPE Há uma discordância conceitual entre os autores. (É a corrente que a autora adere). aplica-se a teoria da imprevisão. tornando a execução do contrato excessivamente onerosa ao contratado. em que o equilíbrio é estático ( sem movimento). ou medida de ordem geral que dificulte a importação dessas matérias primas. Até mesmo a falta de pagamento por longo período que pode constituir fato Administração. ao contrario do que ocorre nos contratos de direito privado. 65 §§ 1º e 4º. A lei 8. Quando a conduta ostentada pela administração torna impossível a execução do contrato causando desequilíbrio econômico extraordinário ao contratado. que causa um desequilíbrio muito grande. . estranho à vontade das partes. ou não expede a tempo as ordens de serviço.

de obras serviços ou compra. por parte da administração. II. modificando valor inicial do contrato além do limite estabelecido pelo art. grave perturbação interna ou guerra. 65. 78.666/93 art. o particular poderá suportar a obrigação. A rescisão amigável e judicial de vem ser requeridas nos casos estabelecidos nos itens XIII a XVI do art. serviço ou fornecimento. § 1º.  Repetidas suspensões que totalizam o mesmo prazo. entre os encargos do contrato e a retribuição da administração para a justa remuneração da obra. constituindo a álea econômica ordinária ou empresarial.No antigo decreto lei 2.  A não liberação por parte da administração de área. que as partes pactuaram inicialmente. Se o fato for previsível ou calculável. 55. à devolução da garantia. Mas se o desequilíbrio for muito grande (continuação no livro). 79 § 2º).  Suspensão de sua execução. onde disciplina a alteração do contrato. pagamentos atrasados e o pagamento do custo da desmobilização (art.854/99 prevê a rescisão UNILATERAL por atos praticados pelo contratado. objetivando a manutenção do inicial equilíbrio econômico e financeiro do contrato. local ou objeto para execução de obras. Essa norma ficou excluída da lei 8.300/86 estava incluso a aplicação da teoria da imprevisão no art. amigável e judicial. 79 três tipos de rescisão: unilateral. Nesse caso o contratado tem direito ao ressarcimento dos prejuízos.666/93 prevê no art. por prazo superior a 120 dias. 7 Para restabelecer a relação. Estranho à vontade das partes. Inevitável. A administração não precisa ir a juízo já que a lei lhe da o direito de rescindir o contrato unilateralmente. salvo em caso de calamidade publica.  O inciso XVIII inserido pela lei 9. . onde se distingues claramente as exigências para se aplicar a teoria da imprevisão configurando álea econômica extraordinária ou extracontratual. As exigências são:     Imprevisível quanto a sua ocorrência ou quanto suas consequências. XII estabelece a possibilidade de rescisão unilateral por motivo de interesse público. d7. 65. mas foi restabelecida pela 8. quando existe inadimplemento da Administração.  O art.  Atraso superior a 90 dias dos pagamentos devidos pela administração. 78.883/94 com nova redação. A amigável ou administrativa é feita por acordo entre as partes. serviços ou fornecimento nos prazos contratuais.  De obra pública. RESCISÃO DO CONTRATO ADMINISTRATIVO A lei 8. A judicial normalmente é requerida pelo contratado.  De uso de bem público. Causa de desequilíbrio muito grande no contrato. MODALIDADES DE CONTRATO Os contratos administrativos abrangidos pelo direito público são:  Concessão de serviço público.  Supressão. sendo aceitável quando é conveniente para Administração. por ordem escrita da administração.

Contrato de empréstimo público. Concessão administrativa (parcerias público-privadas). Contrato de fornecimento.      Concessão patrocinada (parcerias público-privadas). Contrato de função pública. Contrato de prestação ou locação de serviços. .

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