1) CAPITULO 15 – LIDERANÇA NAS ORGANIZAÇÕES Liderança não é sinônimo de administração.

O administrador é responsável pelos recursos organizacionais e por funções como planejar, organizar, dirigir e controlar a ação organizacional no sentido de alcançar objetivos. Isso inclui muita coisa. A rigor, o administrador deveria ser também um líder, para dar adequadamente com as pessoas que com trabalha. O líder, por seu lado, pode atuar em grupos formais e informais e nem sempre é um administrador. O administrador pode adotar um estilo autocrático e impositivo ou democrático e participativo para fazer com que as coisas sejam feitas pelas pessoas. Dois conceitos emergem dessa situação: O poder e a sai aceitação por parte dos liderados. A liderança é, de certa forma, um tipo de poder pessoal. Através da liderança uma pessoa influencia outras pessoas em função dos relacionamentos existentes. A influência é uma transação interpessoal na qual uma pessoa age no sentido de modificar ou provocar o comportamento de outra, de maneira intencional. Assim, sempre se encontra um líder – aquele que influencia – e os liderados – aqueles que são influenciados. A influência é um conceito ligado ao conceito de poder e de autoridade. Existem cinco tipos de poder que um líder pode possuir: Poder Coercitivo. É o poder baseado no temor e na coerção. O liderado percebe que o fracasso em atender às exigências do líder para levá-lo a sofrer algum tipo de punição ou penalidade que quer evitar. Poder de Recompensa. É o poder que decorre do cargo ocupado pelo líder no grupo ou na hierarquia organizacional. Em uma organização formal, o supervisor de primeira linha é percebido como alguém que tem mais poder que os operários, o gerente tem mais poder do que o supervisor e o diretor tem mais poder que o gerente. Poder de Competência. É o poder baseado na especialidade, nas aptidões ou no conhecimento técnico da pessoa. Os liderados percebem o líder como alguém que possui certos conhecimentos ou conceitos que ultrapassam os seus. Poder de Referência. É o poder baseado na atuação e no apelo. O líder que é admirado por certos traços de personalidade possui poder referencial. É um poder conhecido popularmente como carisma. O mundo foi profundamente marcado por lideres carismáticos, como Jesus, Moisés, Napoleão, Gandhi, Vargas, Kenedy e etc. A liderança não deve ser confundida com direção, nem mesmo com gerência. Um bom administrador deve ser necessariamente um bom líder. Por outro lado, nem sempre um líder é um administrador. Na verdade, os líderes devem estar presentes no nível institucional , intermediário e operacional das organizações.

como: • Habilidade de interpretar objetivos e missões. e • Visando a objetivos a alcançar. • Em uma situação. O conhecimento da motivação humana é indispensável para que o administrador possa realmente contar com a colaboração irrestrita das pessoas. • Habilidade de planejar e programar atividades da equipe. existem as variações no mesmo indivíduo em função do momento e da situação. confiantes e comprometidas intimamente a alcançar os objetivos propostos. • Habilidade de estabelecer prioridades. Torna-las decididas. Há quem ache que as pessoas com pouca motivação são preguiçosas e indolentes. • Facilidade em supervisionar e orientar pessoas. • Pelo processo de comunicação. • Facilidade em solucionar problemas e conflitos. A motivação funciona como o resultado da interação entre o individuo e a situação que envolve. condicionados pela capacidade de . A liderança é exercida como uma influência interpessoal em uma dada situação e dirigida através do processo de comunicação humana para a consecução de um ou mais objetivos específicos. O pressuposto era que se poderia encontrar um número finito de características pessoais. A motivação é o desejo de exercer altos níveis de esforço em direção a determinados objetivos organizacionais. quatro: • Influência. portanto. O conhecimento atual a respeito da motivação demostra que essas pressuposições são errôneas.A liderança é um fenômeno tipicamente social que ocorre exclusivamente em grupos sociais e nas organizações. Os elementos que caracterizam a liderança são. 2) CAPÍTULO 16 – MOTIVAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES Um dos maiores desafios do administrador é motivar pessoas. • Habilidade de delegar responsabilidades aos outros. As mais antigas teorias sobre liderança se preocupavam em identificar os traços de personalidade capazes de caracterizar os líderes. intelectuais. O nível de motivação varia entre as pessoas e dentro de uma mesma pessoa através do tempo. Energizá-las e estimulá-las o suficiente para que sejam bemsucedidas através do seu trabalho na organização. emocionais e físicas que identificassem os líderes de sucesso. Muitos acreditam que a motivação é um traço pessoal da personalidade humana que algumas pessoas possuem e outras não. Além das diferenças individuais.

São fatores de entorno. A força e intensidade do comportamento (esforço). Envolvem: o trabalho em si. estilo de supervisão. no conteúdo do trabalho ou em ambos ao mesmo tempo. crescimento e progresso e realização pessoal. Em segundo lugar. 3. Necessidades sociais. constituem ainda a melhor maneira de explicar a motivação das pessoas. A insatisfação está ligada mais com o ambiente no qual a pessoa trabalha do que com a natureza do trabalho em si. 1) A teoria da hierarquia das necessidades apresentada por Maslow é a mais conhecida de todas as teorias a respeito da motivação humana. Necessidades de estima e Necessidades de auto realização. de modo que. 2. Já os fatores motivacionais ou satisfacientes estão relacionados com o conteúdo do trabalho. o trabalho de Herzberg simplifica demais a natureza da satisfação no trabalho. quando uma necessidade é relativamente satisfeita. e relações com o superior. políticas e diretrizes da organização. condições ambientais de trabalho. a próxima necessidade mais elevada torna-se dominante no comportamento da pessoa. Sua hipótese básica é que. As necessidades humanas estão arranjadas em uma hierarquia. Os fatores higiênicos envolvem: salário. Os fatores higiênicos ou insatisfacientes estão associados com o contexto do trabalho. As necessidades mais altas somente influenciam o comportamento quando as necessidades mais baixas estão relativamente satisfeitas. Estão relacionados com as fontes de insatisfação no trabalho. . 2) A teoria dos dois fatores. com colegas e com os subordinados. Necessidades de segurança. proposta por Frederick Herzberg. Estão relacionados com as fontes de satisfação no trabalho.satisfazer algumas necessidades individuais. Existem duas teorias de conteúdo que. apesar de serem questionadas em termos de validade. existe uma hierarquia de cinco necessidades humanas. ou seja. em cada pessoa. A teoria dos dois fatores é criticada por basear-se em uma pesquisa em uma pequena amostra e fazer generalizações a partir dela. Uma delas é a hierarquia das necessidades humanas e a outra é a teoria da motivação-higiênica. com aqueles aspectos relacionados com o ambiente de trabalho. trata da motivação para o trabalho e é também chamada de teoria dos fatores higiênicos e motivacionais ou teoria da higiene-motivação. quando a satisfação ou insatisfação pode residir no contexto do trabalho. são elas: Necessidades fisiológicas. A direção do comportamento (objetivo). A motivação está relacionada com três aspectos: 1. A duração e persistência do comportamento (necessidade). responsabilidade. segurança no emprego.

gratificação ou aumento salarial. proposta por Vroom. como é mantido e como termina. Em termos práticos. promoção. Essas comparações servem para definir inequidades e então reagir a elas ou tentar eliminá-las. prêmio. como é dirigido. as teorias de processo procuram verificar como o comportamento é ativado. A teoria da expectância argumenta que a tendência para agir de uma certa maneira depende da força da expectativa de que a ação possa ser seguida por algum resultado e da atratividade desse resultado para o indivíduo. As principais teorias de processo são: A teoria da equidade e a teoria da expectância. . como bônus. Uma organização é um sistema de contribuições e de recompensas: As pessoas contribuem para a organização através do seu trabalho e recebem recompensas da organização. a qual lhe proporcionará recompensas da organização. A teoria da equidade avalia as contribuições (o que a pessoa dá) em relação às recompensas (o que a pessoa recebe) do seu trabalho com as contribuições e recompensas de seu trabalho com as contribuições e recompensas do trabalho das outras pessoas. mas constituem o estado atual da arte a respeito da motivação das pessoas. Enquanto as teorias de conteúdo se preocupam com as necessidades e incentivos que geram o comportamento. isso significa que um empregado estará motivado a se esforçar quando ele acredita que o seu esforço o levará a uma boa avaliação do desempenho. Uma teoria muito aceita a respeito da motivação é a chamada teoria da expectância ou da instrumentalidade. Isso não significa que elas sejam perfeitamente corretas.As teorias de Maslow e Herzberg sobre motivação proporcionam um arcabouço que permite ao administrador uma aplicação prática no seu quotidiano. surgiram varias outras teorias contemporâneas com algo em comum: Um certo grau de validade científica. e que essas recompensas satisfarão os seus objetivos individuais. Como ambas carecem de confirmação cientifica.

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