INSTITUTO JOÃO NEÓRICO FACULDADE DE RONDÔNIA - FARO

CURSOS: CIÊNCIAS CONTÁBEIS / ADMINISTRAÇÃO

ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS

MÓDULO I – PRIMEIRO BIMESTRE 2011-1 – 40 HORAS

APOSTILA

PROF. ADM. SEBASTIÃO GETÚLIO DE BRITO CRA – RO/AC - 381

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SUMÁRIO

INSTITUTO JOÃO NEÓRICO.......................................................................................................................1 FACULDADE DE RONDÔNIA - FARO........................................................................................................1 SUMÁRIO...........................................................................................................................................................2 DECISÕES DE INVESTIMENTOS................................................................................................................3
INVESTIMENTO E RETORNO....................................................................................................................3 DISCUSSÃO CLÁSSICA DA MATEMÁTICA FINANCEIRA............................................................................4 ANÁLISE DE INVESTIMENTOS.................................................................................................................5 MÉTODOS QUANTITATIVOS....................................................................................................................6

CONCEITOS BÁSICOS EM PROJETOS.....................................................................................................7
DEFINIÇÃO DE PROJETO.........................................................................................................................7 CLASSIFICAÇÃO DOS PROJETOS.............................................................................................................7 ASPECTOS A SEREM CONSIDERADOS NUM PROJETO.............................................................................7 ETAPAS DA ELABORAÇÃO DO PROJETO:.................................................................................................9 ESTUDO DO MERCADO:..........................................................................................................................9 2.5.1 PREVISÃO DE DEMANDA.............................................................................................................10 2.5.1.1 Métodos Quantitativos em Previsão de Demanda.............................................................10 Exercícios.....................................................................................................................................13 2.6 TAMANHO DO PROJETO..................................................................................................................16 2.7 ARQUITETURA E ENGENHARIA DO PROJETO...................................................................................16 2.8 INVESTIMENTOS NECESSÁRIOS......................................................................................................16 2.9 RECEITAS DO PROJETO...................................................................................................................16 2.10 CUSTOS E DESPESAS OPERACIONAIS...........................................................................................16 2.11 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ECONÔMICO...........................................................................17 2.12 FINANCIAMENTO DO PROJETO......................................................................................................17 2.13 FLUXO DE CAIXA..........................................................................................................................17

3. ESTUDO DO CAPITAL DE GIRO..........................................................................................................17
3.1 METODOLOGIA DE CÁLCULO DA NCG............................................................................................18 ............................................................................................................................................................18

4. AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS EMPRESARIAIS....................................................................20
FLUXO DE CAIXA DESCONTADO...................................................................................................20 PRINCIPAIS INDICADORES DE AVALIAÇÃO.....................................................................................21 4.3 EXERCÍCIOS............................................................................................................................23

5. RECURSOS GOVERNAMENTAIS E DE ORGANISMOS INTERNACIONAIS............................29 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.....................................................................................................30

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DECISÕES DE INVESTIMENTOS
INVESTIMENTO E RETORNO A decisão de investir depende do retorno esperado. Quanto maiores os ganhos futuros que podem ser obtidos com certo investimento, mais atraentes estes serão para o investidor. RECURSOS è APLICAÇÃO è LUCRO Como avaliar os ganhos futuros de uma alternativa de investimentos:  Uma mesma oportunidade de investimento pode ter avaliações diferentes.  Os ganhos futuros não são absolutamente certos. Há incertezas em função do risco. RISCOS X DECISÕES DE INVESTIR  Decisão sem risco seria aquela em que, a partir do conhecimento das forças que atuam nos ambientes interno e externo à empresa se poderia antever com segurança o futuro.  Quanto maior o nível de informação, menor será o nível de risco para o investidor.  O projeto de investimento tem por objetivo elevar o nível de informação buscando minimizar os riscos para o investidor. OPORTUNIDADE DE NEGÓCIO è PROJETO è DECISÃO DE INVESTIR  RISCO: Situação em que os eventos possíveis e suas probabilidades de ocorrência são conhecidos.  INCERTEZA: Situação em que não se sabe quais os eventos possíveis, ou não se conhecem as probabilidades de virem a ocorrer.  HORIZONTE DE PLANEJAMENTO: Decidido o investimento sabe-se que haverá imobilizações de recursos em ativos reais de pouca ou nenhuma liquidez. Os métodos de avaliação têm por base: O tamanho do empreendimento; O volume de capital investido; O resultado operacional esperado. O horizonte de planejamento varia muito quanto à vida estimada do empreendimento. Exemplos: Indústrias em geralè 10 anos; PCH è 30 anos; Ferroviasè 40 anos; Quanto maior o horizonte do planejamento maior a dificuldade de se estimar receitas e custos e viabilidade de um negócio.

 TAXA MÍNIMA DE ATRATIVIDADE: É a menor taxa de juros que os investidores desejam numa decisão de investir recursos próprios em um negócio. principalmente a taxa mínima de atratividade . Precaução e O Proprietário do Capital precisa ser convencido a disponibilizá-lo para um investimento. Também pode ser vista como sendo a menor taxa de juros que tem de ser paga quanto se aplica recursos de terceiros. Cultura Inflacionária è Especulação. das estratégias e da capacidade financeira. . DISCUSSÃO CLÁSSICA DA MATEMÁTICA FINANCEIRA O valor do dinheiro no tempo – Mesmo em economias com inflação desprezível.  Uma série uniforme de pagamentos (PGTO) versus um único valor futuro. ou seja. O horizonte será tanto mais curto quanto for a vida útil dos ativos fixos envolvidos e quanto menor for a capacidade financeira do negócio. O horizonte do planejamento pode influenciar os indicadores econômicos. o dinheiro muda de valor no tempo a uma taxa de juro pactuada. Para o tomador. Dependem do ramo em que elas atuam. Para o investidor deverá haver pagamento pela imobilização do capital è JURO.4 As empresas diferem quanto à política de investimentos. promessa atrativa de pagamento futuro.TMA. o dilema dinheiro hoje versus dinheiro futuro passa a ter basicamente três configurações:  Um único valor presente versus um único valor futuro. os juros representam os custos da imobilização do capital. da forma de constituição. Preferência pela liquidez. Segundo Keynes as pessoas preferem a liquidez por três razões: Transação. A decisão quanto ao horizonte de planejamento depende da natureza dos projetos de investimentos e de características da própria empresa. Assim. Juro é. portanto a remuneração do capital em um período de tempo considerado. A maneira mais usada é acenar para os ganhos futuros. da forma de administração. Problema: Qual deve ser a taxa de juros adequada? A taxa de juros possui dois componentes básicos: a remuneração do capital e o risco de não recebimento.

Em Finanças Empresariais os investimentos podem ter as seguintes características:  Investimento Financeiro – aplicações no mercado financeiro. ANÁLISE DE INVESTIMENTOS INVESTIMENTO é o sacrifício hoje em prol da obtenção de benefícios futuros. sacrifício e benefício estão associados aos fluxos de caixa necessários e gerados pelos investimentos. .5  Um único valor presente versus uma série uniforme de pagamentos (PGTO). Em Projetos. ANÁLISE DE INVESTIMENTOS é. VF Linha do Tempo VP Nessas configurações há quatro elementos envolvidos:  Valor Presente (PV)  Taxa de Juro (i)  Períodos no tempo considerado (n)  Valor Futuro (FV) Conhecendo-se três desses elementos pode-se encontrar o quarto pelo cálculo matemático.  Investimento de Capital – aplicações em ativos corporativos. Os projetos de investimentos referem-se aos investimentos de capital e são avaliados considerandose as seguintes premissas:  Estimativa de Fluxos de Caixa Futuros: Com base nos ativos operacionais necessários são estimados os fluxos de caixa. considerando-se o horizonte de projeção. Outras situações encontradas em problemas de Matemática Financeira são combinações dessas três configurações básicas. a análise da projeção de fluxos de caixa utilizando-se de MÉTODOS QUANTITATIVOS. portanto.

o Gerente de Vendas prevê a demanda futura. podem opinar sobre o fenômeno. por exemplo. normalmente. Métodos Quantitativos: São métodos que utilizam modelos matemáticos para se chegar aos resultados esperados. devido à experiência. Exigem informações quantitativas preliminares e permitem o controle de erros. inclusive quedas ou picos. Também em projetos públicos para se analisar a relação benefício x custo. Em métodos quantitativos.6  Estimativa de Custos de Capital: Correspondente aos passivos que representam as fontes de recursos de longo prazo dos sócios e de terceiros. MÉTODOS QUANTITATIVOS Consistem na aplicação de técnicas de análise matemática às variáveis estudadas com o objetivo de se estabelecer relações entre essas variáveis e chegar a conclusões importantes no estudo de determinado fenômeno. . Podem ser utilizadas técnicas como BRAINSTORMING. Em Projetos aplicam-se métodos quantitativos em estudo de mercado (previsão de demanda). normalmente por grupos de altos executivos ou pela equipe de vendas. Tais opiniões podem ser avaliadas em grupo.  As estimativas futuras são realizadas com base no investimento inicial e nos fluxos incrementais ao longo da vida do empreendimento.  Em avaliação de investimentos os fluxos de caixa resultam de ingressos e desembolsos de recursos. Os MÉTODOS utilizados em um estudo fenomenológico podem ser: Métodos Qualitativos: Aplicados em situações não quantificáveis ou que têm por base o julgamento das pessoas envolvidas no processo as quais. pelas experiências pessoais. ciclos ou sazonalidades. estudo de viabilidade econômica e retorno financeiro de investimentos corporativos. Logo:  Os investimentos feitos pela empresa devem ter capacidade de gerar fluxos incrementais. trabalham-se com variáveis causais do fenômeno estudado ou com séries temporais. Em previsão de demanda. aplicando-se medidas de dispersão e outros estudos estatísticos.

Setor terciário è Projetos de serviços. Sansão e Mathias – Projetos – pág. infra-estrutural. de expansão ou ampliação. . portanto. coletadas e processadas com o objetivo de analisar-se (e. Quanto ao Objetivo Empresarial: Projeto de viabilidade econômica e financeira: Para investimento próprio e/ou para Financiamento. ASPECTOS A SEREM CONSIDERADOS NUM PROJETO Aspectos Econômicos Mercado: É o primeiro item de grande importância para o projeto. passando pelo processo decisório. agroindustrial. CLASSIFICAÇÃO DOS PROJETOS Os projetos podem ter as seguintes classificações: Quanto aos setores da economia: Setor primário è Projeto agrícola. eventualmente. de diversificação. Através do estudo do mercado se identifica a oportunidade do negócio em termos de oferta e demanda e as condições de viabilização da atividade nesse mercado. Setor secundário è Projeto industrial. a peça técnica que tem por finalidade mostrar a estrutura e a viabilidade de um negócio. de relocalização. pecuário. Quanto ao impacto na empresa: Projeto de Implantação. O Projeto é. de modernização.. até sua implantação e acompanhamento.7 CONCEITOS BÁSICOS EM PROJETOS DEFINIÇÃO DE PROJETO “Projeto é o conjunto de informações internas e/ou externas à empresa. implantar-se) uma decisão de investimento.”. de extrativismo. 27.. O projeto faz parte do processo de planejamento da empresa desde a concepção do investidor.

8 Localização: É de grande importância para se implantar a empresa e ter sucesso. Plano de contas. Aspectos Contábeis: A necessidade e obrigatoriedade da empresa possuir Contabilidade organizada e atualizada. Aspectos Jurídicos e Legais: A escolha da forma societária. dos sócios. Escala: O tamanho e a capacidade de produção dependerá também das condições mercadológicas. da composição do capital. o tamanho do empreendimento. Aspectos Administrativos: A estrutura organizacional para implantação e operacionalização do projeto e o custo disso. A escolha da localização dependerá do estudo do mercado. a engenharia e o lay-out da fábrica. bem como. a logística e outros fatores técnicos. Aspectos Financeiros: Aplicações dos Recursos: O quantum de recursos necessários à implantação do projeto em Ativo Fixo e Capital de Giro. Fontes de Recursos: As diversas opções de buscar recursos no mercado para dar sustentabilidade a projeto. A composição dos Recursos Próprios e/ou Alheios e sua remuneração devem ser considerados no projeto. dos recursos financeiros disponíveis e outros fatores técnicos. FNO. da localização. da tecnologia adotada. A abertura da empresa. Fontes de Financiamento: A busca de financiamento com menor custo financeiro requer o conhecimento das modalidades de financiamento disponíveis no mercado. Aspectos Técnicos: Tecnologia de Produção: O domínio da tecnologia e a disponibilidade de implantação. etc. os registros obrigatórios e os cuidados com a responsabilidade ambiental e social. elaboração dos balanços. BNDES. . Erros e omissões contábeis são muito comuns e normalmente inviabilizam a aprovação de projetos junto às Instituições Financeiras. escrituração contábil e fiscal.

Muitas informações são colhidas dos órgãos que representam os setores da Economia. e outros que levem o empresário a crer na possibilidade de concretizar a idéia de empreender. Cristovam Buarque apresenta cinco fases: a idéia. podemos estabelecer as seguintes fases: a) b) A idéia e a busca da materialização dela através de pré-conceituação do negócio. contratação do crédito. técnica e complementar. análise propriamente dita. ESTUDO DO MERCADO: O Estudo do Mercado busca responder alguns questionamentos clássicos. Anteprojeto: Utilizando-se planilhas do excel e memórias de cálculos. Acompanhamento do Projeto durante as fases de pré-análise. a viabilidade. c) d) e) Estudo do mercado para que se tenha o real dimensionamento do projeto. de fontes governamentais ou para-governamentais. considerando que nosso estudo se concentra em projetos de investimentos para captação de recursos junto às Instituições Financeiras. tais como: O que produzir? Quanto produzir? Para quem produzir? Como distribuir? Que preço praticar? Com quem concorrer? Como a oferta se encontra hoje? Como a demanda se encontra hoje? Como será o amanhã desse segmento? Essas perguntas e muitas outras devem ser esclarecidas no Estudo do Mercado. . decisão. Buscando trazer para o estudo maior detalhamento e. a pré-viabilidade. para apresentação ao Agente Financeiro. a engenharia e a execução. Os levantamentos preliminares na busca de informações junto ao Banco financiador. Órgãos de Governo. f) g) Elaboração do Projeto Definitivo no Word. Convém observar-se que nosso Estado é muito carente de bancos de dados para informações necessárias ao estudo. Será o projeto em sua primeira versão e mostrará sua viabilidade econômica e financeira. Sujeito a reformulações e críticas se os dados não se mostrarem consistentes.9 ETAPAS DA ELABORAÇÃO DO PROJETO: Os diversos autores que tratam de projeto econômico-financeiro dividem-no em diversas fases. liberação dos recursos e implantação. Busca da Documentação necessária à elaboração do projeto: Documentação legal.

criando-se o que se denomina intervalos de confiança. mercadorias que se quer comercializar ou serviços que se deseja prestar. quinqüenal. podem ser calculados com recursos da Matemática e da Estatística. todavia.5. quando a demanda de um produto ou conjunto de produtos está relacionada com uma ou mais variáveis internas ou externas.relação causal com o aquecimento ou desaquecimento do setor da construção civil. às vezes. ou longo (bienal. de tempo e de recursos. os métodos e técnicas aplicadas são totalmente diferentes. Existem diversos métodos quantitativos de Previsão de Demanda os quais. trimestral). Ex.  Horizonte de previsão: Dependendo se o período de previsão é curto (mensal. dependem da existência de vários fatores. por isso. Produção de tijolos e telhas . 2.5.10 2. Normalmente. essa previsão faz parte do estudo de mercado e passa a ser de fundamental importância para se estudar a viabilidade econômica e financeira do empreendimento.1 Métodos Quantitativos em Previsão de Demanda São métodos que utilizam modelos matemáticos para se chegar aos valores previstos. bimestral. tais como:  Disponibilidade de dados. . desde que haja uma ligação lógica entre o produto e a variável. médio (semestral.1 PREVISÃO DE DEMANDA É o processo racional de busca das informações acerca dos valores das vendas futuras de um ou mais produtos que se pretende fabricar. Podem ser:  VARIÁVEIS CAUSAIS: Por exemplo.  Os métodos não conduzem a resultados perfeitos e a possibilidade de erro é tão maior quanto maior for o horizonte de previsão. Exigem informações quantitativas preliminares e permitem o controle de erros. tais como. Características e limitações dos métodos de previsão de demanda:  Os métodos geralmente assumem as mesmas variáveis do passado para o presente e futuro.  Os erros. Nos métodos causais normalmente aplica-se a regressão linear de demanda sobre as variáveis. torna-se muito dispendioso e.1. para serem aplicados. decendial). anual). a regressão simples (se a demanda estiver ligada a apenas uma variável causal) e a regressão múltipla (se a demanda estiver ligada a duas ou mais variáveis causais). inviável. Uso de modelos matemáticos e técnicas sofisticadas para pequenas empresas.

11  SÉRIES TEMPORAIS: Nesse método.  Resolver o sistema de equações para achar "a" e "b". MODELOS MATEMÁTICOS: Medidas de Dispersão  Regressão Linear Simples: Demanda em função de apenas uma variável causal: FUNÇÃO BÁSICA: Y é a variável dependente X é a variável independente Y = f(X) ONDE: è Demanda do produto. considerando o tempo como variável. exigem-se apenas os valores passados de ocorrências do fenômeno e espera-se que o comportamento futuro tenha a mesma tendência do passado.  Determinar a equação da reta de melhor ajustamento com a menor margem de erro possível. . e è Variável Causal.  Elaborar as tabelas das somas de "X".000 hab. "XY" e "X2".  Calcular a demanda por academia de ginástica para 2007 a 2011 a partir dos ajustes dos eventos presentes à "RETA DE MELHOR AJUSTAMENTO". a decomposição de séries temporais e regressão de tendência. A Regressão Linear Simples é dada pela Equação da Reta: Y = a + bX ONDE: ΣY = n a + b ΣX e OU: __ __ ΣXY = a ΣX + bΣX2 b = (nΣXY .  Substituir os totais encontrados nas equações normais. "Y".) 2006 20 2007 26 2008 30 2009 40 2010 58  Determinar os pontos no Plano Cartesiano para visualização. Podem ser usadas médias.ΣXΣY)/[nΣX2 – (ΣX)2] a=Y– bX EXEMPLO: Empresário desejando implantar uma academia de ginástica em uma cidade de pequeno porte pesquisou a demanda dos últimos cinco anos e chegou aos números apresentados no quadro abaixo: Anos Demanda (em 1.

ou seja. quanto mais "r" se aproxima de ZERO em valor absoluto. Sendo r < 0 è r2 > 0. porém inversamente relacionadas.Y )2 .  Se r = -1 significa também correlação perfeita. dentre elas citamos:  Teremos um intervalo de valores apenas positivo. a saber: ∧ __ __ COEFICIENTE DE DETERMINAÇÃO r2 = ∑ ( Y .(∑X)2 . n∑Y2 .(∑ X) (∑ Y) n∑X2 . ou seja. os demais 15% tem explicações desconhecidas. Esse relacionamento pode ser medido através do cálculo matemático denominado Coeficiente de Correlação ( r ) o qual pode assumir valores entre -1 e +1. significará que 85% da variação de Y é explicada pela variação de X e.Y )2 ∑ ( Y .12 COEFICIENTE DE CORRELAÇÃO DE PEARSON: A relação entre as variáveis X e Y obtida através da reta é quem vai indicar o grau de perfeição do ajuste. Por exemplo: Se r2 = 0. as variáveis X e Y variam no mesmo sentido. conforme abaixo:  Se r = +1 significa correlação perfeita e positiva. podemos achá-lo aplicando fórmula própria.  É interpretado como sendo a variância comum entre X e Y. Esse coeficiente tem algumas vantagens sobre o anterior. o quadrado do coeficiente de correlação. uma vez que o quadrado de um número negativo é sempre positivo. quando uma cresce a outra diminui. ______.85.(∑Y)2 COEFICIENTE DE DETERMINAÇÃO: Também podemos trabalhar com o coeficiente de determinação que é igual a r2. maior é a imperfeição da correlação entre as duas grandezas. quando uma cresce a outra também cresce numa correlação perfeita. Porém.  Assim sendo. O cálculo do Coeficiente de Determinação é feito normalmente achando-se o quadrado do Coeficiente de Correlação. ou seja. FÓRMULA DO COEFICIENTE DE CORRELAÇÃO DE PEARSON r= n ∑ XY .

Exercícios 1.64 Intervalo de Confiança de 95% è z = 1.7%èz = 3. “z” é a quantidade de desvios padrões.00 Assim. a previsão Y pode ser considerada a média de uma distribuição normal de desvio padrão Sy o qual chamaremos de ERRO PADRÃO DE ESTIMATIVA. Anos Pesquisados (X) No. de pessoas que adquiriram a doença (Y) 2007 102 2008 115 2009 124 2010 125 2011 128 . O erro padrão estima que todos os pontos da previsão de demanda cairão entre essas retas. podemos calcular o Erro Padrão de Estimativa (Sy) e determinar o intervalo de confiança aplicando os conceitos estudados.96 Intervalo de Confiança de 99. se nenhuma política pública for implementada para diminuir a expansão da doença. Determina-se um intervalo de confiança qualquer aplicando-se: ∧ Y + z Sy Obs. para o intervalo de confiança de 90%.13 INTERVALO DE CONFIANÇA: No momento em que se determina a previsão para um período ou evento futuro deve-se atentar também para estabelecer um intervalo de confiabilidade aonde a demanda esperada deverá recair.: Valores de "z" mais usados: Intervalo de Confiança de 90% è z = 1. achar a reta de melhor ajustamento e calcular a quantidade de pessoas que provavelmente irão adquirir a doença (em mil) no período de 2012 a 2016. ∧ Dessa forma. Considerando-se a série histórica da evolução da malária em um Município Amazônico. ∧ Y r s Considerando que as retas r e s sejam os limites superior e inferior do intervalo de confiança.

Certa indústria de calçados. 4. determinar: a) b) c) d) e) f) A função da reta de ajustamento para a série histórica em questão.000 120. O intervalo de confiança de 95% para a previsão de demanda de “f” tendo como 15 25. estudando a variação da demanda por unidade produzida e vendida de um de seus produtos. O coeficiente de correlação entre as variáveis X e Y. aplicou-se regressão linear simples à série histórica e chegou-se à seguinte reta de ajustamento: Y = 2600+50X para a demanda. demandadas por mês (Y) Determinar: a) b) c) d) A função da reta ajustada.14 2.000. No Estudo de Mercado para implantação de um laboratório de análises clínicas. Calcular o Coeficiente de Correlação “r” e de Determinação “r2”. Estimar Y para X = 60 e para X = 120. Determinar o menor preço a ser praticado sobre o qual não se venderia nada. Verificando-se o crescimento dos planos de saúde em determinado Município. 38 600 40 540 45 438 48 370 50 300 54 226 57 194 62 120 3.650 (C) 2. no período de 2007 a 2011. O coeficiente de determinação e a explicação do crescimento da demanda. Pretendendo-se atuar nesse município a partir de 2012. considerando a série histórica de 2007 a 2011. A previsão de demanda para o período de 2012 a 2016.000 125 175. Calcular a previsão de demanda nesse primeiro ano de atuação de nosso plano? (A) 18. obteve a seguinte tabela: Preço por par de sapatos (X) Quant.900 . chegou-se à seguinte conclusão para previsão de demanda por exames laboratoriais: ∑X ∑Y ∑ XY ∑ X2 ∑ Y2 Aplicando a Regressão Linear Simples.000 desvio padrão 250 exames /mês. A reta no plano cartesiano.550 (B) 2.

96. A Diretoria do plano de saúde da 4ª.15 (D) 3. chegando-se ao coeficiente de correlação r = 0.500 Ls = 4.950 5.118 Li = 2.600 Li = 2. 6.90.850 (F) 2.832 Ls = 3. Não há correlação alguma entre essas variáveis. . a não ser para o período de 2007 a 2011. calculou-se o coeficiente de correlação entre o poder aquisitivo da população e a disposição para compra.400 Não se pode calcular porque não se tem a variância de X. 81% da demanda é explicada pela oferta de matéria-prima.000 (E) 2. 90% da demanda é explicada pela oferta de matéria-prima. Com isso calcula o intervalo de confiança de 95% e encontra: (A) (B) (C) (D) (E) (F) Li = 1. Com base nesse dado.068 Li = 2. 19% da demanda é explicada pela oferta de matéria-prima.300 Ls = 3. nos fornece um coeficiente de correlação igual a 0. responder: a) b) c) Qual o coeficiente de determinação entre as variáveis estudadas? Qual o percentual que explica a disposição para compra em relação ao poder Quanto por cento tem explicação desconhecida? aquisitivo das pessoas? 7. Não é possível definir. Numa pesquisa sobre a demanda por brinquedos no Natal. Dessa forma podemos afirmar que: (a) (b) (c) (d) (e) (f) 10% da demanda é explicada pela oferta de matéria-prima.882 Ls = 3. Numa indústria madeireira a relação entre a oferta de matéria-prima (variável causal) e a demanda pelos produtos (variável dependente). Questão entendeu que esse número é insuficiente para dar segurança sobre o risco de atuar naquele município e solicita maior consistência na informação. Não se pode calcular o coeficiente de determinação somente com essa informação. O consultor calcula o desvio padrão da série histórica e encontra 450 planos /ano.

.7 ARQUITETURA E ENGENHARIA DO PROJETO A arquitetura e engenharia do projeto devem ser definidas após a decisão do tamanho do empreendimento.6 TAMANHO DO PROJETO O tamanho do projeto é decidido pelas condições mercadológicas ou por fatores limitativos. o orçamento e o cronograma físico-financeiro.9 RECEITAS DO PROJETO O quadro de receitas do projeto se estabelece de acordo com o Estudo de Mercado e a Capacidade Programada de Produção.16 2.8 INVESTIMENTOS NECESSÁRIOS O quantitativo de recursos para ATIVO FIXO e para CAPITAL DE GIRO são definidos no decorrer da elaboração do pré-projeto. Além desses custos a empresa deverá arcar com as despesas financeiras oriundas de recursos de terceiros onerosos. São elaborados os projetos arquitetônicos e de engenharia. As variáveis de viabilidade. o memorial descritivo da obra. 2. outros projetos podem ser exigidos. como por exemplo. 2. embora possam existir outras despesas 2.10 CUSTOS E DESPESAS OPERACIONAIS Os custos e despesas operacionais referem-se à operacionalização da atividade da empresa. Dependendo da complexidade do empreendimento. 2. O tamanho do projeto otimiza ou não o lucro do negócio. a escassez de recursos para os investimentos. As receitas operacionais são as efetivas do projeto. de acordo com a planta industrial. podem ser: Locacionais (transporte x custo) e De Otimização: (Custo x Equipamentos) Para se alcançar a economia de escala esse equacionamento deve estar bem definido. O mercado apenas sinaliza com a capacidade de absorção do produto e o tamanho do projeto é decidido pelo empreendedor. Por isso faz-se necessário aproximar as condições de mercado dos fatores limitantes.

pois são reconhecidos quando ocorrem. ESTUDO DO CAPITAL DE GIRO Regime de Competência e Regime de Caixa No Regime de Competência o impacto dos acontecimentos sobre o Ativo e o Passivo é reconhecido no momento em que os atos são praticados. 2. Por outro lado. as despesas e outros gastos são pagos. custo do dinheiro emprestado e outros gastos. tanto investimentos. despesas e outros gastos. podemos dizer que o Capital de Giro é representado pelos recursos aplicados no ATIVO CIRCULANTE. No fluxo de caixa consideram-se todas as entradas e saídas de recursos financeiros. indispensável às operações da empresa em obediência a essas políticas. todos os recursos aplicados na empresa vêm de fontes alimentadoras. O que importa é o fluxo de dinheiro (entrada e saída). . Natureza do Capital de Giro Toda empresa deve funcionar de acordo com regras pré estabelecidas que denominamos políticas da empresa.11 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ECONÔMICO A Demonstração do Resultado Operacional é feita considerando-se as receitas e deduzindo-se os custos e despesas operacionais. Portanto o processo de gestão do Capital de Giro está ancorado no regime de caixa. No Regime de Caixa o impacto causado sobre a situação financeira da empresa recai quando as receitas são recebidas e quando os custos. Os projetos. 3.17 2. dependendo do tamanho e características. Tais reconhecimentos são efetivados através de apropriação de receitas. ou apenas com recursos de terceiros. a empresa possui política de compras. Com base nesse princípio é que se fundamenta o FLUXO DE CAIXA. A Contabilidade das empresas brasileira é elaborada em obediência a esse regime. 2. de vendas. com recursos próprios e de terceiros.12 FINANCIAMENTO DO PROJETO O quadro de USOS E FONTES nos mostra em que os recursos do projeto estão sendo empregados e quais as fontes de financiamento desses recursos. Sob essa ótica. de estocagem. denominadas fontes espontâneas que financiam no todo ou em parte o Giro necessário para a empresa. podem ser financiados apenas com recursos próprios. custos e despesas. Assim. etc. Essas políticas também geram recursos no PASSIVO CIRCULANTE oriundos das operações da empresa. receitas.13 FLUXO DE CAIXA É o quadro que mostra a projeção financeira do projeto. de financiamento aos seus clientes.

Outros (Caixa Mínimo. Exemplo: Os Financiamentos Bancários para Capital de Giro puro ou misto. PCO Fontes de Recursos gerados por terceiros para Giro: Exemplo: Fornecedores. de Vendas. 3. dividiremos o AC em Ativo Circulante Financeiro . Necessidades de Giro . Para que possamos projetar as necessidades de Capital de Giro de um empreendimento utilizando essa metodologia.18 Assim. de dias necessários ao giro Indicador . ELP Fontes de Recursos de longo prazo que também podem financiar o GIRO. Impostos e Encargos a Recolher. RDB.2 QUADRO DE INDICADORES QUE COMPÕEM O CAPITAL DE GIRO (ACO e PCO) 1. muito bem aceito pelas Instituições Financeiras de Fomento em projetos de financiamento. e outras). Estoques. ACF Representado pelos recursos aplicados no AC sem direcionamento para GIRO: Exemplo: Disponibilidades. de Créditos Diversos. como também o PC em Passivo Circulante Operacional . Outros (Salários a pagar.ACF e Ativo Circulante Operacional ACO. de Compras. Adiantamentos a Fornecedores. temos definir em primeiro lugar os indicadores que compõem o Giro.).PCF. PL Parte do PATRIMÔNIO LÍQUIDO não compromissada com as aplicações não circulantes (RLP e AP) também podem financiar o GIRO. b) Do Governo: De recolhimento de Impostos e Contribuições nas áreas Federal.PCO e Passivo Circulante Financeiro . a) 3. etc. Tanto o ACO como o PCO também denominam-se Circulantes de Funcionamento. Tais como: Exemplo: Desconto de Cheques. Duplicatas e Outros Títulos em Bancos ou Factoring. Esses indicadores são definidos principalmente pelas políticas: Da Empresa: Política de Disponibilidade Mínima. de Estocagem. Aplicações Financeiras (CDB. ACO Recursos aplicados diretamente nas atividades de Giro: Exemplo: Clientes.ACO: 1. Captação no Mercado Financeiro através de Commercial Paper.). Estadual e Municipal.1 METODOLOGIA DE CÁLCULO DA NCG Trata-se de um método altamente difundido nos meios econômicos e financeiros.1 .Caixa Mínimo Explicação No. etc. Debêntures e outras fontes. PCF Recursos originários de fontes onerosas destinadas ao Giro ou não. Empréstimos Bancários de Curto Prazo.

Consideraremos o ano com 360 dias. Equip.1 .1 . e Veículos 2.Parte do PL Prazo médio de pagamento compras % de compras a prazo Prazo médio para recolhimento Percentual de incidência Prazo Médio concedido % de Vendas a prazo % de Descontos Valor médio de utilização Valor liberado do financiamento.PL 5.1 ./ano Produtos Acabados Número de dias de estoque mínimo Combustíveis e Número de dias de estoque mínimo Lubrificantes Peças e Mat.Estoques: Matéria Prima Materiais Secundários Materiais de Embalagem Produtos em Elaboração Prazo médio de financiamento das vendas Percentual de vendas a prazo Número de dias de estoque mínimo Número de dias de estoque mínimo Número de dias de estoque mínimo Número de dias gastos no processo Número de dias efetivos de func.3 .2. de Reposição X% sobre Máquinas.Financiamento para Giro 5.Impostos e Contribuições 3. 3. Fontes de Giro .2 .2 .ELP 4.2 .ACO: 1.Financiamento de Vendas 1. Sem compromisso c/RLP + AP No Cálculo das Necessidades de Capital de Giro usaremos as fórmulas abaixo.PCO: 2.19 1.2 .1 . Fontes Próprias do Giro .Financiamento das Vendas 1.Duplicatas Descontadas 3.1 CÁLCULO DAS NECESSIDADES .Estoques: = [(custo total . Fontes de Giro .depreciação) x nº de dias necessários] / 360 1.3 .Crédito de Fornecedores 2.PCF 3.Outros Créditos Rotativos 4.1 .depreciação) x % VP x Prazo Médio] / 360 MP = (Custo Anual x nº de dias de estoque mínimo) / 360 MS = (Custo Anual x nº de dias de estoque mínimo) / 360 ME = (Custo Anual x nº de dias de estoque mínimo) / 360 PE = [(CI .Caixa Mínimo = [(custo total . apenas dos indicadores que efetivamente entrem no cálculo do Capital de Giro da empresa em estudo. Fontes de Giro .Depreciação) x nº de dias gastos no processo]/nº dias functo/ano .

000.2 CÁLCULO DAS FONTES: = (Compras Anuais x % CP x Prazo Médio ) / 360 = (Imp.1 .000 PM de Clientes: 30 dias Custo Anual: R$ 200.000 Dias de functo/ano: 288 dias Compras Anuais: Impostos e Contribuições: a) b) Custo Variável: R$ 500.000 e 80% estiver comprometido com ativos não circulantes que valor de recursos próprios poderá ser destinado ao giro? Se não existe capital de giro próprio e a empresa não quer tomar recursos alheios no curto prazo.Depreciação) x nº de dias de estoque mínimo] / 360 Combustíveis e Lubrificantes: Custo Anual x nº de dias de estoque mínimo/360 Peças e Materiais de Reposição: 2% s/maquinas equipamentos e veículos.000 Custo Anual: R$ 24.000 Caixa Mínimo: 5 dias Matéria Prima: Material Secundário: Material de Embalagem MOD: R$ 74. Se 60% das duplicatas de vendas a prazo forem descontadas num prazo médio de 21 dias.2.2.000 Produto Acabado: R$ 269.000 CIF: R$ 90.00/ano apresenta os seguintes indicadores para cálculo das NCG: Custo Fixo: R$ 140.: Custo Industrial-CI => materiais consumidos + MOD + CIF 3. Anuais X Prazo médio para recolhimento) / 360 2. EXERCÍCIO: Uma Indústria de confecções cujo faturamento é de R$ 800.3 NECESSIDADE DE CAPITAL DE GIRO: NCG = ACO .2 . qual será a NCG? Se o PL for de R$ 600.000 sendo 90% CP Valor: R$ 270.PCO As Necessidades de Capital de Giro podem ser financiadas com recursos próprios (PL) e/ou recursos alheios onerosos de curto prazo (PCF) e/ou com recursos alheios onerosos de longo prazo (ELP).000 Vendas a Prazo: 80% Giro do Estoque: 45 dias Giro do Estoque: 60 dias Giro do Estoque: 60 dias Giro do Processo: 04 dias Giro do Estoque: 20 dias Prazo Médio: 30 dias Prazo Médio: 20 dias Calcular as Necessidades de Capital de Giro.Crédito de Fornecedores 2.20 PA = [(CI .000 Custo Anual: R$ 45.Impostos e Contribuições 3. qual será o valor do financiamento para giro? c) d) 4. AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS EMPRESARIAIS FLUXO DE CAIXA DESCONTADO . Obs.000 Depreciação Anual: R$ 19.e Contrib.

a taxa real de retorno será maior do que a desejada.NPV) do empreendimento. Se o VAL > ZERO. tais como. definidas pela função linear básica Y = aX + b. Assim. Nesse demonstrativo comparam-se os investimentos ocorridos no período com o lucro operacional gerado pela empresa no mesmo período. Se TIR = TMA è É indiferente investir os recursos no Projeto ou deixá-lo rendendo pela TMA. Aplicando-se uma TMA esperada pode-se calcular o Valor Atual Líquido . a relação entre os elementos do PE pode ser representada no Plano Cartesiano por linhas retas. Relação entre Custo Total e Receita Total. Nesse nível ela não apresentará lucro nem prejuízo. precisamos em primeiro lugar. conforme funções abaixo: CT = CV u . a taxa real de retorno será menor do que a desejada. Se TIR < TMA è O empreendimento apresenta-se economicamente inviável. PRINCIPAIS INDICADORES DE AVALIAÇÃO  PONTO DE EQUILÍBRIO . separar os custos fixos dos custos variáveis. trabalharemos os conceitos e sua aplicabilidade.VAL (Net Presente Value . q + CF e onde: CT= Custo Total RT = PV u . sendo "a" o coeficiente angular e "b" o coeficiente linear da reta. Ponto de Equilíbrio (Nivelamento). Lucratividade e PAY BACK. Para darmos um tratamento didático ao assunto. tem-se a Taxa Interna de Retorno – TIR (Internal Rate of Return – IRR). Para se usar essa ferramenta.Nível de vendas no qual a empresa se encontra em condições de suportar seus custos fixos. temos que considerar o crescimento das receitas e dos custos de forma linear. q CVu =Custo Variável Unitário CF = Custo Fixo q= Quantidades produzidas e vendidas RT= Receita Total de Vendas PVu = Preço de Venda Unitário .  CUSTOS FIXOS E CUSTOS VARIÁVEIS: Para que possamos proceder à avaliação ECONÔMICA do empreendimento.21 FCD è É o FC que se destina a avaliar a viabilidade econômica e financeira de um empreendimento no longo prazo. Por outro lado: Se TIR > TMA è O empreendimento apresenta-se economicamente viável. Se o VAL < ZERO. Podese calcular ainda outros indicadores. Se o VAL = ZERO.

00/mês. uma vez que está acima do ideal esperado.00 Sabendo-se que o Ponto de Nivelamento ideal esperado para essa atividade agroindustrial seria  RELAÇÃO ENTRE O CUSTO E A RECEITA .00 e o CT = R$ 2. Acha-se pela diferença entre o total 100% e a participação percentual dos custos.600. indústria de beneficiamento e empacotamento de arroz.00. considerando quanto maior.000. O PN é ruim.CV) X 100. podemos afirmar: (A) fixos. ou seja. .750 caixas/mês (F) 7. Custos Variáveis. A empresa apresenta um custo variável unitário de R$ 21.00 logo: CT/RT x 100 = 81. Não se pode calcular o PN somente com esses dados. da seguinte forma: CT / RT X 100. chegou-se aos seguintes números anuais: ROB = R$ 2. pois se encontra abaixo do ideal esperado. todavia é dado em percentual.Conceito idêntico ao do Ponto de Equilíbrio. (B) (C) (D) (E) (F) O PN abaixo ou acima de 45% é bom. melhor.000.000. RT = R$ 2.000 caixa/mês (E) 300 caixas/mês (C) 3. naquele nível percentual as receitas são capazes de suportar os custos fixos.120.00/caixa e custo fixo de R$ 90.000. No exemplo acima. FÓRMULA: PN = CF / (RT .000 caixas/mês (D) 15.540. O PN é bom.22 EXERCÍCIO: Uma indústria de cachaça fabrica e vende seu produto em caixas com 24 garrafas de 600ml.É também definido em termos percentuais.600.  PONTO DE NIVELAMENTO . Custos Fixos = R$ 580.00. desde que não se distancie mais do que 10 O PN é bom. EXERCÍCIO: Elaborado o Projeto de Investimentos para a Agroindustrial Rondoniense Ltda.00/caixa. ao preço de R$ 30. Dessa forma.54%  LUCRATIVIDADE . O PN é ruim. pois se situa abaixo do definido como ideal esperado.000.200 caixas/mês.000 caixas/mês (B) 10. de 45%.000. significando pesados custos R$ 1.O percentual referente ao lucro operacional auferido. a quantidade de caixas de cachaça que precisam ser produzidas e vendidas para atingir o PE é de: (A) 6. pontos percentuais.

81. . após os investimentos efetuados.00. Diante disso. não poderá ser superior ao definido. Entretanto o Sr.46%. Isso vem fazendo o empresário perder novas oportunidades de negócio.i1) X VAL1 / (VAL1 .3 EXERCÍCIOS 1a. José observa que. a capacidade instalada da empresa não permite atender a demanda na forma como gostaria. da seguinte forma: TIR = i1 + (i2 . o mais simples é sem dúvida utilizando-se duas taxas intermediárias. Questão: O Sr. Dos cálculos para se achar a TIR. Faz com que o VAL seja igual a zero. o tempo de recuperação calculado no projeto ou no orçamento. contratou uma consultoria financeira a qual fez levantamento dos investimentos iniciais e do desempenho operacional dos cinco anos de existência da empresa e chegou aos seguintes indicadores: a) TIR = 32%aa b) Pay Back = 3 anos d)Lucratividade = 24%. 4.  VALOR ATUAL LÍQUIDO (VAL) ou Valor Presente Líquido corresponde ao fluxo líquido descontado considerando-se uma taxa mínima de atratividade . calculamos quanto tempo levará para que as operações façam com que a empresa obtenha réditos capazes de cobrir o total de recursos investidos.TMA predeterminada. O PAY BACK pode ser fixado pelos empresários. apesar do crescimento dos negócios. Ou seja.23 A lucratividade = 100% . Devido ao conhecimento do ramo e sua capacidade intuitiva cresceu rapidamente e hoje a empresa se destaca como o maior comércio atacadista de insumos rurais do Município. Também se pode aplicar o PAY BACK descontado o que torna mais eficiente sob o ponto de vista de retorno real. Significando que se aplicássemos essa taxa a todos os benefícios e custos do projeto. Deve ser expresso em anos e meses ou em anos e fração de ano. José da Silva há cinco anos constituiu a empresa “Casa do Lavrador Ltda” com um investimento inicial de R$ 400.54% = 18. n VAL = ∑ FCj / (1+i)j j=0  TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR) é a taxa capaz de zerar o fluxo líquido. o benefício líquido seria igual a zero.000.VAL2)  MÉTODO DO PAY BACK é o cálculo do tempo de retorno do capital investido.

Considerando apenas os dados existentes.00. Osvaldo.00 è R$ 200.00/ano. pois verificou que o seu dinheiro teria uma rentabilidade anual 4 pontos percentuais a menor que nas aplicações bancárias.000. o empreendimento é viável sob a ótica desses indicadores esperados pelo empresário? Justifique.000. Ano: Lucro Operacional 4º. Questão: Um empresário pretendendo implantar uma fábrica de farinha contrata um consultor financeiro para fazer o estudo de viabilidade do negócio. foi chamado para averiguar a viabilidade econômica e financeira de uma fábrica de ração para suínos. Ano: Lucro Operacional 5º. Levantados os custos operacionais verificou-se que o custo variável unitário é de R$ 560.00 para ampliação e modernização da empresa.000. Osvaldo está conseguindo junto às Instituições Financeiras é de: (a) 34%aa (B) 7. Ano: Lucro Operacional 3º. Trata-se de uma empresa de pequeno porte a qual produz e vende 80 toneladas/mês de ração ao preço de R$ 750. denominada Máquina Rondônia Ltda. consultor empresarial.000.00 e o INVESTIMENTO EM CAPITAL = R$ 1. é viável para a empresa fazer a ampliação? 2ª. Osvaldo. há previsão para o LAIR anual = R$ 330.100.00 è R$ 200. A partir do segundo ano a empresa entrará em funcionamento e apresentará os seguintes resultados operacionais: 2º. apesar de ter recursos para isso. com essa estrutura de receita e custo o empreendimento é viável? . Ano: Investimento Inicial è R$ 420.00/mês. O Consultor faz a previsão necessária para um período de 5 anos e chega aos seguintes números: 1º. a partir do sexto ano.00/tonelada.000.24 Fazendo-se novos investimentos no valor de R$ 320. Ano: Lucro Operacional è R$ 180. A taxa média anual de aplicação que o Sr. Questão: O Sr.000.00 è R$ 200.00 Sabendo-se que o empresário espera: TIR = 32%aa e PAY BACK = 3. Sabendo-se que. Questão: Um Empresário.5 anos. O Sr.000. Considerando-se que a lucratividade média do setor é de 12%.000. Alberto. na implantação da empresa. foi convidado a participar da sociedade industrial de beneficiamento de arroz.63%aa (C) 26%aa (D) 7.000. 4a. ela obterá. um incremento de Lucro no valor de R$ 140.00 e os custos fixos somam R$ 16. ficou desanimado. Sob a ótica dos indicadores alcançados nos últimos 5 anos.33%aa (E) 30%aa (F) 333%aa. Sr.00.000. 3a.

Sim. 5a. Questão: Uma indústria de beneficiamento de arroz vende a saca de 60 kg a R$ 45.00 R$ 1.25 (A) (B) (C) empresa. Sabendo-se que o Custo Variável Unitário é de R$ 50. .600.00/mês.000.00 e que os Custos Fixos Totais somam R$ 80. Que quantidades precisam ser produzidas e vendidas para que a empresa apresente um Lucro Operacional mensal de R$ 60. considerando-se que a lucratividade alcançada é superior à lucratividade Não. indústria de beneficiamento e empacotamento de arroz. (C)O PN é bom. pois a Margem de Contribuição Unitária é de R$ 190.00 Sabendo-se que o Ponto de Nivelamento ideal esperado para essa atividade agroindustrial seria de 45%. por que o Custo Fixo representa.00 o metro quadrado. pois se situa abaixo do definido como ideal esperado. aproximadamente. média do setor.000. Calcular as Receitas Mensais e as quantidades no PE. significando pesados custos fixos.00. (E) Não se pode calcular o PN somente com esses dados.000. (D) (E) Não.00.540.00.00? 7a. Sim. 36% do Custo Total. 6a. chegou-se aos seguintes números anuais: Receita Operacional Bruta Anual Custos Fixos Custos Variáveis podemos afirmar: (A)O PN é ruim. uma vez que está acima do ideal esperado. uma vez que a empresa está trabalhando abaixo do Ponto de Equilíbrio. (B)O PN abaixo ou acima de 45% é bom. Questão: Elaborado o Projeto Econômico-Financeiro para a Agroindustrial Rondoniense Ltda.000.00 por saca e que os Custos Fixos somam R$ 30. R$ 2.000. (D)O PN é ruim. se considerarmos que a lucratividade média do setor é igual à da Sim. desde que não se distancie mais do que 10 pontos percentuais. Questão: Uma indústria moveleira fabrica armários embutidos e vende instalado a R$ 90. pois se encontra abaixo do ideal esperado.000.00 R$ 580. gerando prejuízo operacional. Sabendo-se que o Custo Variável Unitário é de R$ 30.

000.500. A TIR esperada pelos empresários é de 30%.00 932. procedeu-se da seguinte forma: Para TMA =25%. Nesse caso podemos afirmar: (A) (B) (C) (D) A lucratividade será menor que a esperada mostrando que o empreendimento é A lucratividade será superior à esperada mostrando que o empreendimento não é A lucratividade será de 18%aa como esperam os investidores. considerando que se situa acima da esperada pelos empresários. 9a. pode ser considerada para estudo de viabilidade por que ainda não se concretizou.600. melhor.26 (F) O PN é bom.000. . A lucratividade é melhor do que a esperada pelos empresários. Estudo preliminar de viabilidade econômica e financeira mostra os seguintes dados: Investimento Total Receita Mensal Custo Fixo Mensal Custo Variável Mensal = R$ 15. encontrou-se VAL= R$ 80. considerando quanto maior. O investimento está muito elevado em relação ao nível operacional da empresa.00 Os empresários esperam lucratividade de 18%.000.00). 8a.000.500. encontrou-se VAL=(R$ 10. Com essas informações podemos deduzir que: (A) (B) (C) (D) (E) (F) O empreendimento é ruim sob a ótica da TIR.00.00 = R$ 1. Para TMA =32%. O empreendimento é bom sob a ótica da TIR por que é maior que a esperada pelos empresários. Apenas a TIR menor que 30% satisfaz os empresários. com atuação em 15 municípios de RO com menos de 100 mil habitantes. não lucrativo sob a ótica dos empresários.00 = R$ = R$ 640. Somente se a TIR fosse igual a 30% os empresários estariam satisfeitos. mesmo assim. lucrativo sob a ótica dos empresários. A TIR orçamentária está fora do intervalo considerado de 28% e 32%. Questão: No intuito de avaliar o Projeto de uma empresa comercial no longo prazo.850. Questão: Empresários desejando investir em telefonia no Estado de Rondônia participam da licitação da ANATEL para instalação de uma pequena empresa de telecomunicações “espelhinho”.

Anos è R$ 5.00 (1º. (E)No investimento financeiro o investidor quer retorno e no de capital não tem esse objetivo.400.000.000. Questão: A diferença entre investimento financeiro e investimento de capital é: (A) (B) (C) (D) No primeiro o empresário aplica seu dinheiro no mercado financeiro e no segundo em Investimento financeiro ou de capital é a mesma coisa.600.27 (E) (F) A lucratividade será maior que a esperada pelos empresários.000. uma vez que envolve dinheiro No investimento financeiro o investidor investe em giro e no capital em ativo fixo.00 Os empresários desejam uma TIR = 45%aa e um Pay Back em 4 anos. do investidor. com os seguintes resultados (lucros operacionais): 2º. (F)O investimento financeiro o empresário toma dinheiro emprestado.000.800. Pergunta-se: O empreendimento é viável sob a ótica desses indicadores? 11ª.000.00 è R$ 3.00 = R$ 15. ótica dos mesmos. No investimento financeiro o investidor coloca dinheiro e no de capital não. ativos corporativos. . chegou-se ao seguinte: Ativo Fixo Capital de Giro è R$ 12.00 è R$ 7. Ao 10º.000.000. Ano 4º. 10ª. mostrando que é um A lucratividade será menor que a pretendida pelos empresários.00 è R$ 8. Ano ) Há previsão da empresa iniciar as atividades a partir do segundo ano. portanto ruim sob a bom negócio empreender nesse ramo. Ano 3º. no de capital não.000. Levantado os dados para investimento no setor rural e industrial.000. Questão: Empresários desejando implantar em Rondônia uma usina de álcool resolvem solicitar estudo de viabilidade econômica e financeira.

X.000 600.000 260.000 260. (B) TIR = 36% e PAY BACK = 6 anos.000 260.000 240.800.000 260.000 100.000 600.260.000 5.000 100.000 600.000 Custo Fixo 100. (F) Não se pode saber apenas com esses dados.000 240. O Sr. foi convidado a participar de uma sociedade para implantação de um complexo turístico em Rondônia.000 260.000 260.000 600.000 260. Questão: Considerando o FCD abaixo. Relação Custo / Receita e Lucratividade.000 600. (E) TIR = 32% e PAY BACK = 6 anos.250.000 (1.000) 13a.800.000 240. (C) TIR = 37% e PAY BACK = 4 anos. O Consultor apresentou TIR e PAY BACK satisfatórios. conforme abaixo: (A)TIR = 32% e PAY BACK = 4 anos.000 600.000 600.000 100.090.000 2.28 12ª. Questão: Um Empresário Sr.000 100. Anos 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Totais Investimento (1. (D)TIR = 33% e PAY BACK = 4 anos.000 2.000 100.000 Custo Variável 180.000 100.000 260. calcular o Ponto de Equilíbrio (Nivelamento) em Reais e %.000 100.000 600. .000 900.000) Receita 450.000 240.000 Lucro Operacional 170.000 240.000 240.000 240.000 100. alegou ter recursos para isso aplicados no mercado financeiro e que estaria disposto a injetar dinheiro no empreendimento. desde que obtivesse o retorno dos investimentos numa TMA = 35%aa e PAY BACK em 5 anos. X.000 240.

De recursos externos: Empréstimos no exterior concedidos aos bancos operadores através de instituições estrangeiras. Especificamente no caso dos Fundos Constitucionais. o Banco de Desenvolvimento é o gestor do fundo. oriundos de empréstimos feitos por Bancos Estrangeiros ou Organismos Internacionais ao Governo do Brasil ou a Bancos Brasileiros para aplicação em atividades de fomento. A sua execução é feita através do BNDES (BNDESPAR e FINAME). Recursos Internos são recursos previstos no Orçamento da União para aplicações em projetos de desenvolvimento econômico e social. repassa ao Banco para financiar projetos de investimento fixo e misto nas empresas. Dentre esses Organismos temos: o BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento e o BIRD – Banco Mundial. Recursos Externos são recursos em moeda estrangeira. BNB – Na Região Nordeste e BB – Na Região Centro-Oeste).29 5. os recursos são administrados por outra entidade a qual. Bancos de Desenvolvimento Regionais. ou seja. . Há dois tipos de repasse: De recursos internos: Fundos governamentais. (BASA – Na Região Norte. CEF e Banco do Brasil. sob determinadas condições operacionais. RECURSOS GOVERNAMENTAIS E DE ORGANISMOS INTERNACIONAIS Operações de Repasse: As instituições financeiras podem operar com recursos de repasse.

São Paulo: Atlas. São Paulo: Atlas. CLEMENTE. 2004. FAMÁ. Rio de Janeiro: Campus. MATOS. GONÇALVES. MOTTA. São Paulo: Atlas. Cristovam. Ademir. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS WOILER. Ademir. SILVA. Ermes Medeiros da. 1996. São Paulo: Atlas. KOPITTKE. São Paulo: Atlas. Afrânio Carlos. 2003. Adriano Leal. São Paulo: Atlas. BRUNI. Elaboração e Análise. São Paulo: Atlas. Rubens. Nelson Casarotto. Decisões Financeiras e Análise de Investimentos. Projetos Empresariais e Públicos. . Análise de Investimentos. Washington Franco. MUROLO. São Paulo: Atlas. Guilherme Marques. 2000. BUARQUE. 1988. 2. Valter. SOUZA. Para os cursos de: Economia. Bruno Harmut. Regis da Rocha. 2000. 3. As Decisões de Investimentos. Samsão e MATHIAS.30 6. 1991 BRITO. FILHO. 2002. Administração e Ciências Contábeis. CALÔBA. 2003. SILVA. São Paulo: Atlas. 2002. Econometria Básica. ed. Estatística. Elio Medeiros da. ed. Análise de Investimentos. Análise e Viabilidade de Projetos de Investimentos. CLEMENTE. Orlando Carneiro de. Avaliação Econômica de Projetos. Alceu. Paulo. Projetos Planejamento.

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