Cartilha Ufsm Turma 122
É com muito empenho que nós, da turma 122, montamos essa cartilha com as
principais informações que vocês precisam saber sobre o curso, a universidade e a
cidade. Também adicionamos dados sobre a turma, como a idade que cada um foi
aprovado, a quantidade de redações que fez durante a preparação e também o
número de acertos no vestibular ou no ENEM. Além disso, selecionamos vários
textos para vocês lerem, o que pode facilitar na compreensão do que é
solicitado por cada banca avaliadora.
Cada um de nós tem sua própria trajetória e, pensando nisso, também reunimos
relatos para que entendam quem somos e o que nos move nas nossas escolhas.
Não apenas por isso, entendemos que cada um tem as suas dificuldades que,
embora pareçam bastante particulares, são muitas vezes similares ao que colegas
e veteranos passam.
Nosso objetivo aqui é mostrar que diferentes histórias podem chegar ao mesmo
lugar, e que não há uma fórmula única de trilhar este caminho.
Quanto à variedade de cursos, há mais de 130 cursos de graduação nas mais diversas áreas:
Engenharias, Ciências da Saúde, Humanas, Exatas e Agrárias; além de cursos técnicos e de
pós-graduação.
Segundo o QS World University Rankings, a UFSM ocupa a 14º colocação nas melhores
universidades brasileiras e a 9º entre as instituições federais de ensino superior.
Visão: ser reconhecida como uma unidade de excelência, focada na geração e difusão de
conhecimento, visando o uso de energias alternativas, sustentabilidade e meio ambiente, e
promovendo o pensamento crítico e a atuação social.
04
SOBRE O CAMPUS
O campus de Santa Maria, onde está o curso de Medicina, é enorme
(mais de 1800 hectares!) e bastante arborizado, conta com diversas
bibliotecas, 2 Restaurantes Universitários e cafeterias. Além disso, o
Hospital Universitário (HUSM) está
dentro do campus. A organização do
Campus Sede é departamentalizada,
ou seja, o controle direto de um curso
está nos departamentos que
orientam as respectivas matérias
do curso.
Biblioteca central:
A Biblioteca Central (BC) fica na Avenida Roraima e possui
praticamente todos os livros necessários durante o curso, além de
ser um dos maiores arquivos de toda a universidade.
Ela também tem salas de convivência e salas de estudo, que são usadas
por nós quando há tempo livre entre aulas.
05
RU
RESTAURANTE UNIVERSITÁRIO + OPÇÕES
A UFSM possui dois Restaurantes Universitários dentro do campus.
O mais utilizado pelos estudantes do curso de Medicina é o RU 1,
que é maior e fica em uma área mais central. O RU 2 está
localizado próximo aos prédios de Engenharia.
O RU principal oferece café da manhã, almoço e jantar. Para a
maioria dos estudantes, o funcionamento ocorre de segunda a
sexta-feira. Já os estudantes que residem na Casa do Estudante
(CEU) têm acesso ao restaurante de domingo a domingo, além da
possibilidade de retirada de kits especiais para consumo em suas
residências.
O valor do café da manhã é de R$ 1,50, enquanto o almoço e o
jantar custam R$ 2,50. Estudantes classificados como baixa renda
possuem valores diferenciados, conforme as políticas de
assistência estudantil da universidade.
O restaurante oferece um cardápio equilibrado e variado, com
opções de proteínas de origem animal e vegetal, além de
sobremesa. O cardápio é divulgado semanalmente no aplicativo da
UFSM, que também deve ser utilizado para o agendamento das
refeições. É importante lembrar que o agendamento é
obrigatório, pois sem ele não é possível realizar a refeição no dia.
No espaço externo ao RU, é comum encontrar a venda de doces,
refrigerantes, acessórios em geral e brechós, além da realização
de apresentações culturais, tornando o local também um espaço
de convivência no campus.
06
E, claro, se em algum dia você não quiser comer no RU e preferir algo
diferente, o campus da UFSM conta com diversos outros restaurantes e
opções de alimentação. Entre os mais conhecidos estão o Oliveira,
localizado próximo ao prédio da Reitoria, e o Santo Garden, que fica na
entrada do campus. Ambos oferecem refeições com valores diferenciados
em relação ao RU.
07
ATIVIDADES AO AR LIVRE
A UFSM é tão diversa que conta até mesmo com um
bosque dentro do campus, onde é possível realizar
caminhadas e aproveitar momentos de contato com a
natureza.
Todo o campus é interligado por uma pista de
ciclovia, já que o uso da bicicleta é bastante comum
entre os estudantes, especialmente porque a região de
Camobi é muito plana.
A UFSM também dispõe de quatro ginásios
poliesportivos, além de quadras de basquete, volêi de
areia, pistas de atletismo e diversas atividades físicas
oferecidas à comunidade acadêmica, como zumba,
pilates e fisioterapia. Essas atividades devem ser
agendadas conforme a disponibilidade de horários e
são organizadas pela própria universidade.
O Campus Sede também conta com um Jardim Botânico
que pode ser agendado para Visitas guiadas para
conhecer as coleções de plantas carnívoras, telhado
verde, jardim sensorial, exposição de animais
taxidermizados, cactário e demais atrações.
08
SOBRE SANTA MARIA
Santa Maria é a maior cidade da região central
do Rio Grande do Sul, contando com quase
300 mil habitantes.
Centro x Camobi
O campus da UFSM fica localizado no bairro Camobi, que está a aproximadamente 11km do
centro da cidade. Pela distância, é mais conveniente morar em Camobi, com preços de
aluguel variando entre R$500-2000 (depende se você mora sozinho ou divide
apartamento). As ruas principais são a Faixa Velha e a Faixa Nova: elas concentram
mercados, farmácias, academias, lojas, restaurantes… Outra avenida importante é a
Roraima, que dá acesso à entrada principal do campus (muitos treinos de atletismo da
nossa atlética são lá).
09
SOBRE SANTA MARIA
Shoppings e Cinemas:
10
SOBRE SANTA MARIA
Restaurantes:
Santo Garden
@santogardengrill
Bocato
@[Link]
11
Bares
SOBRE SANTA MARIA
Container Camobi:
(Faixa Nova, próximo à Rótula de acesso à UFSM) É o nosso bar principal e o dia universitário
lá é quinta-feira. @containercamobi
Container Centro:
(Rua Dos Andradas, 1100) @barcontainercentro
Locadora Bar:
(Fica na frente do Container Camobi, do outro lado da rua) @locadorabar
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Bares
SOBRE SANTA MARIA
La Fefa Bar:
(R. João Batista da Cruz Jobim, 1455 - Nossa Sra. de Lourdes) - Centro. Principais atrações na
sexta-feira. @lafefabar
Casa Gabbi:
(Silva Jardim, 1252 - Rosário) - Centro. Diferente dos outros, o local é um ambiente mais
tranquilo, ideal para conversas e encontros. @casagabbi
13
SOBRE SANTA MARIA
Mercados em Camobi:
Peruzzo (menor):
Av. Pref. Evandro Behr, 6645
Peruzzo (maior):
Centro Comercial Dois Irmãos - Camobi,
Santa Maria - RS, 97105
Beltrame:
Rod. Rst 287 Km 240, 5826
Farmácias:
(Unidades da São João e Panvel)
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SOBRE SANTA MARIA
Esportes/Eventos
Pains Sport:
Estr. Mun. Silvio Schirmer, 2666 - Camobi. @painsport_
La Guerrilla:
R. João Pereira Henrique, 701 - Cerrito. @[Link]
Dalla Favera:
BR-287, km 3999 - Camobi
15
Casas de Festa
SOBRE SANTA MARIA
Moon Nightlife (a maior e principal da cidade):
R. João Pereira Henrique, 501 B - Cerrito. @moon_nightlife
Mosa:
Av. Fernando Ferrari, 1996 - Nossa Sra. de Lourdes. @[Link]
Extra
Clube Recreativo Dores (Associativo):
Um dos maiores clubes associativos da América Latina. Conta com parque aquático, diversas
áreas de convívio, academias, muitas áreas para prática de variados esportes (quadras, campos,
ginásios, pista). Desvantagem é o alto custo atual para tornar-se sócio, ideal para quem pensa
em se estabelecer na cidade. Conta com uma sede campestre (maior) e outra central.
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AUXÍLIOS ESTUDANTIS
Por meio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), órgão administrativo responsável
pela assistência aos discentes, o estudante pode solicitar o Benefício Socioeconômico (BSE).
Esse auxílio pode ser requisitado por alunos em situação de vulnerabilidade econômica, com
renda familiar per capita no valor de até um salário mínimo. Esse programa oferece os
seguintes benefícios:
Restaurante universitário (RU) gratuito: estudantes com esse auxílio podem consumir
café, almoço e jantar sem custo, inclusive aos sábados. Além disso, moradores da Casa
do Estudante (CEU) recebem alimentação aos domingos e feriados.
Casa do Estudante (CEU): residência ofertada aos estudantes de baixa renda não
residentes em Santa Maria. Para ter acesso a ela, é preciso se inscrever em edital de
processo seletivo para a moradia estudantil, além de ter o Benefício Socioeconômico
(BSE) ativado, através do setor de análise de benefício socioeconômico da PRAE, e não
possuir grupo familiar residente/ou com imóvel residencial no município,
Auxílio Transporte: pode ser solicitado por alunos de graduação presencial e
EM/Técnico com Benefício Socioeconômico (BSE) ativo, que necessitam de transporte
para deslocar-se de sua casa até a UFSM. A instituição subsidia integralmente o custo
da passagem estudantil do transporte coletivo urbano.
Setor de Atenção Odontológica: atenção voltada aos estudantes com BSE para garantir
sua permanência com qualidade na instituição. A promoção de saúde bucal é feita por
abordagens preventivas e curativas.
Auxílio Material Pedagógico: possibilita aos estudantes com BSE ativo e não
provisório o acesso aos recursos financeiros para adquirir materiais pedagógicos para
as atividades acadêmico científicas previstas nas disciplinas curriculares.
Para além do BSE, a PRAE, por meio do Núcleo de Atenção ao Estudante (NAE), atua no
Setor de Atenção Integral ao Estudante. O SATIE objetiva auxiliar na formação e na
qualidade de vida do estudante universitário. Desta forma, é um dos responsáveis, por
meio de diversas ações, por promover espaços que favoreçam a permanência de
qualidade aos estudantes da UFSM.
Portal da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis:
[Link]
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HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
O Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), fundado em 1970, é o maior hospital
universitário do interior do Rio Grande Sul. Atendendo integralmente pelo SUS, o local é
chave nas pautas de ensino, pesquisa e extensão no estado, ao oferecer suporte a mais de 40
municípios. O HUSM também serve como hospital escola para uma gama de cursos da UFSM,
sendo um pilar fundamental para graduandos, pós-graduandos, residentes e
multiprofissionais. A instituição é parte da Rede de Urgências e Emergências da região e
adota políticas de humanização e qualidade no atendimento.
Antigo “Vivências”, é uma iniciativa da Gerência de Ensino e Pesquisa (GEP) que visa
proporcionar experiências práticas supervisionadas para acadêmicos de graduação da área da
saúde e relacionadas. Nele, há o acompanhamento de diversas unidades e serviços
participantes do projeto, onde o aluno, nas férias, acompanha plantões de médicos no
husm.
Projeto AAmHUSM
H
U
S
M
18
SOBRE O CURSO
O curso de medicina foi criado conjuntamente com o início da universidade.
Ele é localizado no Campus Sede Camobi - UFSM, na modalidade bacharelado
presencial, sendo integral o seu turno de funcionamento. O curso é ofertado
em período semestral, sendo 12 o número de períodos indicados para sua
conclusão e forma de ensino tradicional.
Disciplinas:
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GRADE CURRICULAR
1º semestre: 570h 3º semestre: 495h
Bioquímica Básica 30h Anatomia Topográfica Humana e Imagem 60h
Desenvolvimento Humano A 75h Desenvolvimento Humano C 75h
Desenvolvimento Psíquico Humano 30h Epidemiologia II 60h
Embriologia Humana 30h Imunologia Humana 45h
Epidemiologia I 30h Microbiologia e Parasitologia Médica 120h
Fisiologia Humana I 60h Patologia Geral Médica 105h
Genética Humana 75h Saúde Mental II 30h
Metodologia da Pesquisa I 15h
4º semestre: 525h
Morfologia Estrutural dos Tecidos Básicos
e do Sistema Neuromotor (Anatomia e 195h Diagnóstico por Imagem A 45h
Histologia) Farmacologia Médica I 90h
Saúde Coletiva I 30h História da Medicina A 30h
Relação Médico e Paciente 75h
2º semestre: 510h
Saúde Coletiva II 45h
Atenção Primária à Saúde 30h
Semiologia Médica A 240h
Bioestatística A 30h
Desenvolvimento Humano B 75h 5º semestre: 480h
Fisiologia dos Sistemas Orgânicos 75h Atenção Primária à Saúde B 60h
Metodologia da Pesquisa II 30h Clínica Médica A 240h
Morfologia dos Sistemas Orgânicos 210h Complementação Diagnóstica 30h
Saúde Mental I 30h Ética Médica 30h
Suporte Básico de Vida 30h Farmacologia Médica II 90h
Medicina Legal 30h
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GRADE CURRICULAR
6º semestre: 540h 9º semestre: 810h
Bioética A 30h Internato em Clínica Médica 615h
Clínica Cirúrgica A 120h Internato em Urgência e Emergência
195h
Cirúrgica
Clínica Médica B 240h
Noções Anátomo Cirúrgicas 120h
Tecnologia da Informação em Saúde 30h
10º semestre: 1080h
7º semestre: 555h Internato em Ginecologia e Obstetrícia A 540h
21
S DAMED
B
votações anuais. O DAMED atua como um importante canal de comunicação
entre os graduandos e a coordenação do curso, facilitando o diálogo e a
resolução de diversas demandas dos alunos.
R Por meio do diretório, é possível encaminhar e resolver diferentes questões
acadêmicas, além de receber apoio em atividades de pesquisa e extensão. Os
E integrantes do DAMED são reconhecidos por serem acessíveis e solícitos no
auxílio aos estudantes.
Além disso, o DAMED conta com um espaço próprio localizado no prédio 26,
no Centro de Ciências da Saúde. O local dispõe de micro-ondas, de espaço para
CLev
C
Agora vamos falar sobre a CLEV, a Coordenação Local de Estágios e Vivências
U (CLEV) é um comitê local presente em cada faculdade de Medicina, responsável
pela organização de intercâmbios nacionais e internacionais.
R
nos meios oficiais da Medicina da UFSM.
G Cabeça e Pescoço
A LAG
Cuidados Paliativos
S LAHEM
Gastroenterologia
BATERIA TIRANA
Para animar a nossa torcida e para participar de competições de grande porte, como o
Intermed, a Atlética de Medicina Tiago Touchdown também conta com uma bateria
própria, a Bateria Tirana. Ela realiza ensaios abertos semanalmente, aos domingos,
permitindo a participação de estudantes interessados.
Semestralmente, a Bateria Tirana promove a abertura da Escolinha da Bateria, voltada
especialmente aos calouros. Mesmo sem possuir instrumento ou experiência prévia, os
estudantes são introduzidos aos fundamentos, aprendem a tocar e têm a oportunidade
de integrar a bateria, contribuindo diretamente para a animação da torcida e para a
vivência esportiva e cultural do curso.
25
INTERMED SANTA MARIA
27
INTERMED
Agora sim, falando do maior e mais esperado evento para
os acadêmicos de Medicina: o Intermed-Sul, considerado
o maior congresso médico do Sul do país! O Intermed-
Sul acontece anualmente e muda de cidade a cada edição.
Em 2026, futuros bixos, vocês serão recebidos em
Chapecó, Santa Catarina, para uma grande disputa entre
atléticas de Medicina do Rio Grande do Sul e de Santa
Catarina pelo título geral.
A Tirana vem se destacando cada vez mais a cada edição, com
ótimos resultados em praticamente todas as modalidades
esportivas que o Intermed envolve. Além dos esportes, o
evento também conta com disputas de bateria, onde a nossa
amada bateria marca presença e faz história!
28
Formas de ingresso:
G Ademais, todo ano são ofertadas 120 vagas anuais, 60 para o primeiro
semestre e 60 para o segundo. A proporção entre SISU e Vestibular/PSS é
R definida pelo edital do processo seletivo (por exemplo: no Processo Seletivo
de 2026, 30% das vagas serão via SISU, 40% via Processo Seriado e 30% pelo
E Vestibular, mas esse número tende a ser alterado nos processos posteriores).
S Sisu e Enem
O acesso à UFSM pelo Sistema de Seleção Unificada (SISU) se dá pelo emprego
N
multidisciplinares referentes ao ensino médio. Normalmente, são realizadas
em dois dias diferentes (com três turnos de duração) nas cidades de Santa
Maria/RS, de Frederico Westphalen/RS, de Palmeira das Missões/RS, de
G Cachoeira do Sul/RS, de Florianópolis/ SC e de Curitiba/PR.
Da mesma forma que o ENEM, todas as disciplinas apresentam peso 1.
R Em 2026, para medicina, serão ofertadas 36 vagas pelo vestibular: 18 vagas
ac, 3 vagas li_ep, 2 vagas li_pcd, 1 vaga li_q, 3 vagas li_ppi, 3 vagas lb_ep, 2
E vagas lb_pcd, 1 vaga lb_q e 3 vagas lb_ppi.
Para maiores informações sobre o certame, você pode conferir com o edital
G
Processo Seletivo Indígena = vestibular independente apenas para
candidatos de comunidades indígenas.
31
Cotas
O sistema de cotas é uma política pública instituída pela Lei de Cotas (Lei nº
12.711/2012), que visa diminuir as desigualdades sociais de acesso ao ensino.
Assim, 50% das vagas são para Ampla Concorrência (AC), ou seja, sem nenhuma
S (ATENÇÃO, ISSO AFETA A TODOS, NÃO APENAS AOS COTISTAS) Além disso, em 2023,
foi instituído o sistema de migração de cotas que ocorre da seguinte maneira,
de forma simplificada: a prioridade de classificação é pela nota, e não apenas pela
O cota escolhida. Dessa forma, se o indivíduo se enquadra na LI_EP, por exemplo,
mas tiver nota acima do corte da AC, ele vai migrar para a lista de AC,
“liberando” uma vaga de LI_EP e “ocupando” uma vaga de AC.
A ordem de migração é a seguinte: AC ⇄ LI_EP ⇄ LB_EP ⇄ LI_PPI ou LI_PCD
⇄
ou LI_Q LB_PPI ou LB_PCD ou LB_Q.
32
QUEM É A 122
Selecionamos as principais informações sobre os
aprovados em 2025/2, como horas de estudo,
quantidade de redações, preparação psicológica e de qual
cidade cada um veio. Separamos as informações em duas áreas:
processos seletivos e estudo e características pessoais
A taxa de resposta foi de 75%, ou seja, as respostas
são referentes a 43 dos 57 alunos da turma.
ENEM:
LEGENDA
Realocado - candidato foi remanejado para a turma do primeiro semestre
Não assumiu - candidato não assumiu a vaga ou teve sua matrícula indeferida
Desistente - candidato realizou matrícula mas desistiu da vaga posteriormente.
Geralmente, essas vagas ficam ociosas.
33
ampla concorrência - enem
**- candidato oriundo da cota LI_EP, que diante da nova alteração na Lei nº 12.711/2012, assumiu a vaga
em Ampla Concorrência
34
LI_EP - ESCOLA PÚBLICA INDEPENDENTE DE RENDA - enem
obs: como todas as vagas foram ocupadas, não teve chamada oral
LI_PPI - ENEM
Chamada Regular ENEM/SISU
Chamada oral:
35
LB_PPI - ENEM
chamada oral:
LI_PCD - ENEM
Chamada Regular ENEM/SISU
Chamada oral:
36
LB_Q - ENEM
Chamada complementar:
LB_PCD - ENEM
Chamada Regular ENEM/SISU
Chamada oral:
37
VESTIBULAR
VESTIBULAR:
** todos os aprovados da nossa turma nessa modalidade foram via Chamada Oral prevista em edital.
Candidatos acima dessas colocações foram realocados na turma do primeiro semestre.
** candidato oriundo da cota LI_EP, que diante da nova alteração na Lei nº 12.711/2012 assumiu a vaga em
Ampla Concorrência
LI_EP - LB_PPI
LB_EP LI_PCD
38
REDAÇÕES ENEM 960+
39
980
40
transcrição da redação da ana clara (980)
O livro “Quarto de despejo", de Carolina Maria de Jesus, retrata o
cotidiano da própria autora — mulher negra e pobre —, que viveu na favela
do Canindé, na década de 1960, em São Paulo. Conforme exibido na
história de vida de Carolina e expandindo esse cenário para a realidade
atual, infelizmente, ainda são perceptíveis desafios para a valorização da
herança africana no Brasil. Assim, destacam-se o racismo estrutural e a
negligência por parte da sociedade como aspectos dessa preocupante
problemática em solo nacional.
O racismo estrutural, ou seja, o preconceito étnico enraizado na
população, está muito presente nas relações sociais e na estrutura do
Brasil. Isso porque o longo período escravocrata vivenciado no país e a não
adoção de políticas de inserção dos libertos na sociedade deixaram
cicatrizes irreversíveis na história brasileira, tais como a marginalização
desse grupo, a menor taxa de acesso à escolarização e os menores salários
desses indivíduos. Nesse sentido, segundo o filósofo Elijah Anderson, os
brancos reduzem o espaço dos negros aos guetos — ambientes periféricos
e desvalorizados pelos cidadãos em geral —, privando esses sujeitos de
participarem de práticas sociais, como o ensino superior e a atuação na
política, o que impulsiona a desatenção quanto aos diversos legados das
culturas africanas em território nacional. Dessa forma, o racismo estrutural
constitui um obstáculo para a valorização dessa herança no país.
Além disso, a negligência da sociedade quanto à existência concreta
desse preconceito é um grave desafio para a adoção de medidas que
combatam tal desvalorização. Nesse contexto, apesar de inúmeros dados
estatísticos comprovarem o desfavorecimento social
desses indivíduos — como a informação do Atlas da Violência de 2019 de
que quase 80% das vítimas de homicídios do país eram negras — muitas
pessoas ainda persistem em acreditar que o preconceito racial não existe
de fato. De acordo com o teórico Florestan Fernandes, a ideia de
democracia racial no Brasil é um mito, já que a convivência entre grupos
étnicos no país foi, historicamente, marcada por violências, como a
psicológica, a sexual e a física, ocorridas principalmente durante a
escravidão, e impedindo o reconhecimento dos aspectos culturais dessas
pessoas. Desse modo, a negligência por parte da população é um grande
empecilho para a devida consideração do legado dessas comunidades no
país.
Portanto, destacam-se o racismo estrutural e a negligência por parte
da sociedade como desafios para a valorização da herança africana no
Brasil. Logo, o Ministério da Educação — órgão federal responsável por
coordenar as diretrizes do ensino da nação — deve criar um componente
curricular voltado para a recuperação da cultura e da história africanas, por
meio da criação de uma lei que implemente tal disciplina em todas as
escolas do Brasil, a fim de reverter o atual quadro de desvalorização dessa
etnia entre as próximas gerações. Ademais, o Ministério da Igualdade
Racial deve promover campanhas que sinalizem a cotidiana presença do
preconceito de cunho étnico, com o objetivo de conscientizar a população
brasileira acerca da real existência dessa inquietante discriminação em solo
nacional. Em última instância, busca-se, com tais medidas, alterar a
situação de invisibilidade histórico-cultural ainda experienciada por
brasileiros, a exemplo de Carolina Maria de Jesus.
42
transcrição da redação da ana luiza (980)
O sociólogo Gilberto Freyre, na obra “Casa-Grande & Senzala”, alega a
existência de uma democracia racial no Brasil, isto é, uma integração
cultural que valoriza todas as etnias. Todavia, o autor equivoca-se com tal
afirmação, uma vez que a valorização das heranças africanas é um desafio
no país, sobretudo em razão da ineficiência das escolas na preservação
dessa cultura, ocasionando o desprestígio e a permanência do racismo — e
não a integração — acerca do grupo.
Nesse sentido, apesar de a história africana estar inclusa na Base
Nacional Comum Curricular, as escolas negligenciam tal conteúdo. Isso
porque as instituições de ensino, principalmente durante o Ensino Médio,
buscam preparar os alunos para os vestibulares, e as heranças culturais e
históricas dos africanos são pouco abordadas nessas provas. Dessa forma,
de acordo com a denúncia do filósofo Pierre Bourdieu, as escolas
reproduzem a estrutura social vigente, ou seja, mantêm a desvalorização
da cultura afrodescendente - gerando o desconhecimento de sua história.
Logo, é inaceitável o desprestígio sofrido por tal população, visto que os
africanos têm importantes contribuições na composição do patrimônio
cultural brasileiro - a exemplo da capoeira, na dança, do acarajé, na
culinária, e palavras integradas pela língua portuguesa.
Por conseguinte, diante da negligência com a rica herança africana,
práticas racistas persistem no Brasil. Isso é motivado pelo apagamento das
influências culturais dos descendentes africanos no país, levando à
permanência de estereótipos negativos sobre a cultura negra em
detrimento da colaboração social e histórica - tendo como consequência a
disseminação de pensamentos racistas e excludentes. Sob essa
perspectiva, tais práticas são contrárias ao ideal democrático do intelectual
Florestan Fernandes, o qual defende que a inclusão dos negros e a
mitigação do racismo são indicadores do grau de democracia de uma
nação. Portanto, a desvalorização das heranças africanas representa a
permanência da desigualdade racial, afetando a democracia do Estado e
comprovando o mito da democracia racial de Freyre.
Em suma, infere-se que a urgência de combater os desafios que
impedem a valorização da cultura afrodescendente. Por isso, é
responsabilidade do Ministério da Educação, em parceria com o Ministério
da Cultura, promover o prestígio das heranças africanas nas escolas, por
meio de campanhas para visitação de locais representativos da cultura
negra, como centros de capoeira, além do estímulo à inclusão de questões
sobre a história africana nos vestibulares, com o objetivo de visibilizar a
cultura afrodescendente e reduzir o racismo ao propagar tais heranças nas
escolas, podendo, com isso, se aproximar dademocracia inclusiva idealizado
por Fernandes.
44
transcrição da redação da laura veras (980)
Na obra “Torto Arado”, o escritor Itamar Vieira retrata um passado de
antigos escravizados que, apesar das precárias condições de vida,
estabeleceram suas raízes na ancestralidade e nas relações interpessoais.
De modo sensível, o autor enaltece os legados desse grupo social e amplia
a compreensão do leitor acerca da herança africana no país. Entretanto,
essa valorização ainda não ocorre de forma plena, tendo em vista que
diversos são os desafios para a visibilidade da questão. A partir desse
contexto, é fundamental entender de que maneira o passado excludente e
ideais estereotipados dificultam o reconhecimento das contribuições
africanas.
Nesse sentido, a presença de uma hierarquização dos saberes impede a
valorização dos feitos desse grupo social no Brasil. Sob essa perspectiva,
isso ocorre devido ao chamado “epistemicídio brasileiro”, isto é, segundo a
socióloga Sueli Carneiro, há a legitimação de práticas relacionadas à
herança colonial branca e portuguesa em detrimento da produção cultural
dos indivíduos considerados subalternos. Diante disso, nota-se o
sepultamento metafórico dos saberes desenvolvidos, por exemplo, pela
população africana, gerando o grave apagamento desse grupo no histórico
nacional. Com isso, contribuições importantes, como a participação do
movimento abolicionista de Luiz Gama na luta pela proclamação da
República, são invisibilizadas do imaginário coletivo. Logo, é inadmissível
que o presente seja pautado por aspectos excludentes e elitistas.
Ademais, o estabelecimento de noções estereotipadas é outro desafio
para o reconhecimento da herança de grupos em debate. Isso acontece,
principalmente, pois existe no ideário nacional a ligação direta entre legado
africano e a escravidão, o que impede o amplo entendimento da
participação negra no desenvolvimento cultural do país. Sob essa ótica, o
livro “Perigos de uma história única”, da nigeriana Chimamanda Adichie,
reforça que, quando são estabelecidas ideias unitárias acerca de um povo,
há o apagamento da sua pluralidade e complexidade. Desse modo, é
perceptível a adoção de conceitos monoculturais no que tange à
contribuição africana no território nacional, já que ela é reduzida ao ser
somente associada ao período escravocrata. Assim, embora haja feitos
relevantes de origem negra, como o candomblé e a capoeira, constata-se a
difícil valorização dessas heranças.
Portanto, é basilar que o legado excludente e as ideias estereotipadas
sejam superados. Para tanto, urge que o Poder Executivo, responsável por
promover melhorias em nível nacional, crie um projeto de ampliação da Lei
Orçamentária Anual destinado ao desenvolvimento de vídeos, para as
redes sociais, que expliquem a relevância da herança africana para a
constituição do país e desestruturem preconceitos quanto a esse grupo.
Essa ação deverá ser realizada mediante votação feita por deputados
federais e por senadores, pois eles são os responsáveis por esse modelo de
aprovação. Com isso, objetiva-se que haja maior entendimento sobre as
populações negras e as suas importantes contribuições ao longo do
tempo.
46
transcrição da redação do thomaz oliveira (980)
A obra literária Torto Arado, escrita por Itamar Vieira Júnior, mostra o
cotidiano de uma família descendente de ex-escravos no interior da região
Nordeste. Nesse contexto, os representantes desse núcleo familiar
incorporam práticas de origem africana, como a culinária e a música típicas
de algumas tribos desse continente. Fora da ficção, no entanto, o Brasil não
valoriza a herança afro-brasileira presente na obra Torto Arado, já que há
desafios para visibilizar essa cultura: a negligência governamental e o
racismo presente na sociedade.
De início, é notório que um obstáculo para a valorização da herança
africana é a ineficácia do Estado. Nesse sentido, isso ocorre, porque o
Governo, com seus amplos poderes na sociedade, não visibiliza elementos
da cultura afro-brasileira, como músicas, poemas e livros, ou seja, carece de
instrumentos que destaquem esse importante acervo cultural presente no
país. Sob esse viés, essa relação de negligência é retratada por Zygmunt
Bauman, filósofo alemão, na obra Instituições Zumbis, o qual afirma que os
órgãos governamentais não são eficazes, pois carecem de ações práticas e
assertivas para temas necessários. Nessa óptica, de maneira análoga, essa
situação ocorre no contexto brasileiro, em que as instituições do Estado
são como “zumbis”, segundo Bauman, isso é, não realizam ações para a
valorização da herança africana. Desse modo, é indubitável que a
negligência governamental é um obstáculo para visibilizar a cultura afro-
brasileira.
Além disso, é importante analisar que outro desafio para a valorização
da herança africana no Brasil é o racismo presente na sociedade. Isso
acontece, uma vez que uma parcela dos cidadãos, por meio do preconceito
racial, repudia as práticas culturais afro-brasileiras, como com atitudes de
violência contra artefatos e pessoas, e/ou negligencia os cultos dessa
matriz, ou seja, folclorizam essa cultura. Nesse contexto, um exemplo que
ilustra essa situação foi retratado no jornal Zero Hora, veículos de notícias
do estado do RS, no qual foi noticiado diversos momentos em que
houveram violências contra oferendas à Iemanjá — deusa de matriz afro-
brasileira — e contra pessoas que estavam homenageando essa divindade.
Sob essa ótica, é fundamental verificar que a parcela populacional que
adota o legado de crenças africanas, geralmente, é a negra, a qual também
é a que mais sofre com o racismo presente na sociedade. Logo, é preciso
combater essas práticas preconceituosas para, assim, valorizar a cultura
afro-brasileira.
Por conseguinte, é imprescindível combater os desafios para a
valorização da herança africana no Brasil. Para isso, é dever do Ministério da
Cultura divulgar elementos da cultura afro-brasileira — como músicas,
pinturas e esculturas —, por meio da internet, a exemplo das redes sociais,
tal como Instagram e Facebook, e de sites oficiais do Governo, a fim de
valorizar a herança africana e, consequentemente, garantir o bem-estar a
todos os cidadãos. Outrossim, é necessário que as ONGs repudiem atos de
violência contra a herança africana e os membros que a praticam. Dessa
forma, o legado de crenças retratado na obra Torto Arado será mantido
pela população brasileira.
48
transcrição da redação da maria clara (980)
O filme de animação “Homem-aranha no Aranhaverso” representou um
marco para o cinema e para a representatividade de pessoas pretas e
pardas na América do Norte e, consequentemente, no mundo todo ao ter
como protagonista e herói um jovem afrodescendente. Em paralelo a isso,
no Brasil reconhece-se a necessidade de valorização da cultura africana,
uma vez que há desafios enraizados na sociedade que dificultam a
manutenção de tal herança. Dessa forma, é preciso compreender como os
anos de escravidão no Brasil resultaram na construção do racismo
estrutural e como a desvalorização do legado africano afeta a dignidade
humana da população negra.
Primeiramente, os séculos de colonialismo e de escravidão marcaram e
definiram profundamente o racismo na sociedade brasileira durante sua
formação. Isso significa que, mesmo antes do Brasil ser um país, as pessoas
africanas trazidas em condição de escravos pelos portugueses no tráfico
negreiro já eram vistas e tratadas como inferiores e suas culturas foram
menosprezadas desde o princípio. Além disso, como a abolição da
escravidão se deu tardiamente e os escravizados libertos não tiveram
qualquer tipo de auxílio para se inserirem na sociedade e no mercado de
trabalho, essas pessoas continuaram à margem da nação, apesar de
libertas. Dessa maneira, o racismo foi construído e, atualmente, é um
aspecto estrutural presente na população brasileira que representa um
grande empecilho à preservação e à manutenção da cultura africana
brasileira. Sendo assim, a própria história de formação do Brasil e de seu
povo se mostra como um desafio à valorização do legado africano.
Ademais, a falta de reconhecimento do valor da herança africana
impacta negativamente a dignidade humana de brasileiros
afrodescendentes. Isso ocorre quando o preconceito contra expressões de
culturas africanas, como práticas religiosas, danças e músicas, e até contra
características naturais de pessoas pretas, como o próprio cabelo crespo,
acaba desumanizando essas pessoas ao reduzi-las a estereótipos e ao
atrelar seu legado a adjetivações negativas. A exemplo disso, quando se
reduz o cabelo crespo ou ondulado a “cabelo ruim”, ou quando se diz que
uma religião de matriz africana é “coisa ruim”, perpetua-se o preconceito à
cultura africana e, ao mesmo tempo, desrespeita-se a dignidade da
população negra. Desse modo, a desvalorização da herança africana é
diretamente nociva às pessoas pretas e infringe um direito básico previsto
na Constituição de 1988: a própria dignidade humana.
Portanto, entende-se que o racismo estrutural e a ameaça à
humanidade de pessoas pretas são desafios a serem superados. Assim, é
dever do Estado – principalmente da Esfera Judiciária – garantir que crimes
de cunho racial sejam punidos, por meio do cumprimento das penas, com a
finalidade de fazer com que a população negra esteja segura e tenha sua
herança protegida e valorizada. Logo, o Brasil seria um país melhor para
todos.
50
transcrição da redação da lara fritzen (960)
Desde o período colonial, quando ocorreu a vinda forçada de milhares de
africanos para o Brasil como escravizados, ocorreram tentativas de apagar e
substituir a cultura desses povos, os quais resistiram de diversas formas,
inclusive por meio do sincretismo, que consistia em misturar elementos da
cultura europeia com a africana para que pudessem manter suas práticas
artísticas e religiosas. Nessa perspectiva, mais de um século após a abolição
legal da escravidão, apesar de toda a luta por reconhecimento protagonizada
por afro-brasileiros, infelizmente ainda existem muitos desafios para a
valorização da herança africana no Brasil. Assim, cabe apontar o preconceito
racial e a educação de perspectiva eurocêntrica como principais causas dessa
problemática.
Nesse sentido, é relevante destacar que a discriminação étnica é um
fator que perpetua a desvalorização da cultura de origem africana no país.
Isso ocorre porque o racismo enraizado na sociedade brasileira faz com que
essa herança seja menosprezada e vista como inferior à das culturas
ocidentais dominantes. Dessa maneira, muitas tradições são invisibilizadas e
as produções artísticas que refletem esses legados costumam alcançar
menor engajamento, de forma a gerar um ciclo no qual a ignorância sobre o
aspecto cultural afro-brasileiro reforça preconceitos e estereótipos sobre
esses grupos. Consoante a isso, o sociólogo Boaventura de Souza Santos
conceitua o “Epistemicídio” como o apagamento de culturas que são
silenciadas e têm a plena transmissão de seus conhecimentos impedida,
enquanto outras são supervalorizadas e buscam se impor, similar ao que
acontece na população brasileira quando não há o reconhecimento da
produção cultural negra. Por isso, mostra-se fundamental a mudança no
comportamento discriminatório brasileiro para que essa cultura seja
finalmente valorizada.
Ademais, vale ressaltar que, mesmo com as conquistas alcançadas nesse
âmbito, a educação brasileira ainda é realizada sob uma perspectiva
eurocêntrica. Nesse contexto, a falta de uma formação qualificada de grande
parcela dos professores sobre as questões históricas e culturais africanas e
afro-brasileiras permite que os eventos e os costumes continuem a ser
avaliados do ponto de vista branco e ocidental, de modo que a essência e a
importância dos movimentos desses grupos para a formação do país não
sejam integralmente retratadas nas escolas. Sob esse viés, embora a lei
10.639 torne obrigatório o ensino da cultura e da história da etnia africana na
educação básica nacional, permanecem necessárias reformas no sistema
para garantir que esse ensino seja ministrado na lógica do relativismo cultural,
ou seja, observado e entendido
dentro de seu próprio contexto. Logo, é notória a influência educacional na
falta de valorização da participação afrodescendente do Brasil, o que faz
urgente sua reformulação.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável pela
gestão nacional do ensino, desenvolver e implementar nas escolas aulas que
representem verdadeiramente a cultura africana e afro-brasileira presente no
país e toda a sua história, por meio da capacitação de professores e do uso de
métodos que apliquem o relativismo na educação, a fim de que os jovens já
aprendam a relevância desse legado. Além disso, cabe ao governo e à
sociedade dar visibilidade e apoio aos artistas e outras figuras importantes do
movimento negro para, enfim, suprimir os desafios para a valorização da
herança africana no Brasil.
*-40 pontos da competência 1 51
960
52
transcrição da redação do jhonnathan da silva (960)
Para o conceituado professor de história do Brasil Michel Pinho, o
apagamento das culturas não europeias é uma realidade brasileira. Esse
triste cenário pode ser observado nos constantes desafios para a
valorização da herança africana no Brasil. Dessa forma, a permanência do
pensamento do colonizador europeu e o preconceito racial ampliam essa
problemática.
De início, a permanência do pensamento colonizador potencializa os
desafios para a valorização da herança cultural e histórica dos africanos no
território nacional. Nesse sentido, de acordo com o site de notícias G1, mais
de 50% dos feriados comemorados nacionalmente são religiosos e
atrelados à cultura europeia. Esse número revela a supremacia do
pensamento branco e elitista disseminado na nação brasileira. Isso ocorre
porque, durante séculos de história, a cultura africana foi diminuída e vista
como secundária, provocando, dessa maneira, o apagamento dessa parcela
da herança brasileira. Como consequência dessa lamentável situação,
observa-se a segregação da cultura africana e a construção de
pensamentos racistas que permeia a nação.
Ademais, o preconceito racial contribui para a desvalorização do legado
africano no Brasil. Dessa forma, segundo o mestre em Sociologia Ivan
Gadelha, o estigma racial é um dos fatores que maximizam a
desvalorização das heranças africanas. Isso pode ser observado, por
exemplo, na pouca notoriedade das músicas de matrizes africanas, como o
samba e até mesmo a capoeira. Isso ocorre, pois os costumes de origem
afro-brasileira foram restritos aos ambientes frequentados por negros,
contribuindo, assim, para o preconceito racial no Brasil.
Consequentemente, a herança africana fica restrita a pequenos grupos de
pessoas sem que haja o devido reconhecimento social nas esferas
nacionais e até mesmo internacionais.
Portanto, é necessária a valorização da herança afro-brasileira no Brasil.
Nesse sentido, o Governo Federal, órgão máximo do estado, deverá
promover a destinação de verbas públicas, a fim de realizar manifestações
culturais, por meio de apresentações artísticas em áreas nobres e
periféricas. Além disso, esse mesmo agente deve criar uma comissão com a
finalidade de verificar a aplicação das diretrizes curriculares relacionadas à
cultura africana, por meio do qual poderá realizar aplicação adequada da lei
e assim reduzir o preconceito racial. Dessa maneira, o apagamento das
heranças afro seriam fortemente suprimidos.
54
transcrição da redação da kamila giacomelli (960)
A Constituição Federal de 1988 institui as manifestações da cultura
africana como patrimônio material e imaterial do Brasil. No entanto, fora da
legislação, a herança africana ainda é marginalizada e oprimida no país, o
que configura-se como um problema que tem, como causa, a origem
historicamente racista da sociedade brasileira e gera, como consequência,
prejuízos para as minorias sociais afetadas.
Primeiramente, é importante ressaltar a formação histórica do Brasil
como o principal fator da problemática. Para exemplificar isso, é preciso
considerar que, durante o período colonial, os africanos foram deslocados
de suas comunidades para serem escravizados no Brasil. Além disso, a
Coroa Portuguesa, colonizadora do país, utilizou diversos mecanismos de
coerção cultural contra essa população, como a conversão forçada ao
catolicismo e a proibição de roupas, adornos e céticas étnicas próprias da
África. Assim, o apagamento e a criminalização institucionais da herança
africana, ao longo de muitos séculos de colonização, resultaram,
hodiernamente, em uma sociedade estruturalmente racista que não
valoriza essas manifestações.
Ademais, o supracitado prejudica a qualidade de vida de parte da
população brasileira. Isso ocorre, pois, como as manifestações africanas são
vistas, socialmente, de forma pejorativa, não é incomum que os praticantes
sejam hostilizados por suas práticas. Um exemplo emblemático disso é a
perpetuação dos crimes de destruição e incêndio criminoso contra centros
de umbanda e candomblé, ambas religiões de matriz africana, o que, além
de resultar em prejuízos materiais, também afeta negativamente os
cidadãos envolvidos, já que deixa a entender que a comunidade local não
tem apreço por sua individualidade e quer os expulsar. Logo, conclui-se
que é essencial a minimização dessa problemática no Brasil.
Portanto, é imprescindível que o Ministério dos Direitos Humanos crie
o projeto “África Viva”, o qual contaria com palestras de conscientização
sobre a herança cultural africana, que seriam distribuídas para a população
por meio de praças e escolas públicas, além das redes sociais
governamentais. Dessa forma, seria possível combater o preconceito racial
estrutural a fim de valorizar as manifestações de origem africana, conforme
preza a Constituição Federal de 1988.
56
8.7
57
transcrição da redação do felipe schlickmann (8,7)
Inteligência Artificial: um mal à escrita acadêmica
Está cada vez mais evidente que a Inteligência Artificial (IA) vem se
tornando uma grande ferramenta de transformação da sociedade; seu uso
atraiu grande visibilidade nos últimos anos e tem, de fato, trazido
benefícios a diversas áreas de atuação humana. Por outro lado, levando em
conta um cenário de aprendizagem, eu acredito que o uso dessa
tecnologia na produção de textos na universidade é prejudicial ao
desenvolvimento do estudante, visto que o aprimoramento de seu
raciocínio lógico e a diversidade de trabalhos produzidos serão afetados.
Destaco, de início, que o uso recorrente de um programa automatizado
para a produção textual não só gera uma maior comodidade para realizar
tarefas como limita o desenvolvimento racional do aluno. Expandir o
conhecimento, saber aplicá-lo e aprimorar a independência intelectual são
metas essenciais a serem alcançadas durante a vida acadêmica. Mas, caro
leitor, como obter êxito nesse objetivo se recorrer a uma ferramenta de IA
se torna uma necessidade para que alguém produza um texto? A mim fica
claro que não realizar um ofício com as próprias “mãos” acaba por limitar a
aprendizagem, evidenciando, assim, como a IA pode ser prejudicial à tarefa
daqueles que cursam o ensino superior.
Ademais, evidencio que a homogeneização dos trabalhos escritos pode
ser outro fator negativo provocado pela aplicação da IA nas suas
produções. Muitos usuários desse tipo de tecnologia defendem que seu
uso incentiva a criatividade ao propor ideias e sugestões, bem como indica
os passos a serem seguidos para que um texto seja bem escrito. No
entanto, as próprias desenvolvedoras dos softwares de IA afirmam que o
conteúdo gerado por seus programas resultam de informações pré-
existentes do meio virtual. Logo, com uma eventual escassez de novos
dados, já que a adesão a esse ramo tecnológico aumenta e a produção
estritamente autônoma diminui, a padronização dos trabalhos textuais
realizados pode ser inevitável, o que vai justamente de encontro à
finalidade do aprendizado nas universidades — crescimento e inovação.
Portanto, a mim não restam dúvidas de que o uso de ferramentas de IA
na produção de textos na universidade é prejudicial, tanto pela limitação
que é imposta ao desenvolvimento do estudante como acadêmico, como
pela possível horizontalidade de produções que resulta na queda de
inovação. O advento e a implementação da IA é um importante passo
social, mas não deve ter lugar em áreas em que o esforço intelectual deve
ser preservado para a formação de uma sociedade bem instruída.
*-0,5 na C1
*-0,5 na C7
*-0,3 na C10 58
8.7
59
transcrição da redação da lara fritzen(8,7)
Precisamos salvar a “Inteligência Universitária” da Inteligência Artificial.
61
transcrição da redação da ana clara (8,6)
Redução da qualidade, menor aspecto humano e plágio: os riscos da IA na
escrita acadêmica
63
transcrição da redação do joão guilherme (8,3)
Não é inteligente utilizar a Inteligência Artificial
Com o passar dos últimos anos, nós presenciamos uma enorme - e até
preocupante - evolução da Inteligência Artificial (IA) e, juntamente a isso, o
uso cada vez maior dessa ferramenta na produção de textos e de
pesquisas. Nesse sentido, proponho o seguinte questionamento: a
utilização de programas de IA ao fazer textos na universidade é benéfica ou
é maléfica? Para mim, é muito claro que tal uso é maléfico e bastante
prejudicial, uma vez que o indivíduo torna-se dependente dessa
ferramenta e as informações oferecidas pela Inteligência Artificial não são
sempre verdadeiras.
De início, destaco que, infelizmente, a pessoa, ao utilizar de modo muito
frequente a IA para conseguir ajuda para desenvolver ideias, torna-se, na
grande maioria das vezes, dependente dessa tecnologia, não sendo capaz
de pensar de maneira autônoma. Um exemplo desse cenário - de não
saber realizar uma tarefa por ter uma ferramenta que facilita o processo - é
a atual geração de adolescentes que, por ter consigo, quase o tempo todo,
celulares que possuem calculadora, é incapaz de resolver contas
matemáticas simples - fato exposto por pesquisas divulgadas pelo
Ministério da Educação. Nesse viés, no meu ponto de vista, sujeitos como o
professor Jesué Graciliano - que defendem que a Inteligência Artificial é
importante porque acelera a produção de textos - estão, completamente,
errados, já que uma das partes mais importantes e necessárias no
desenvolvimento de um texto é o processo criativo, momento no qual
projetamos nossos pensamentos e nossas argumentações sobre o assunto.
Dessa forma, estou convicto de
que a IA não deve ser utilizada, por nós, na criação textual.
Além disso, por essa tecnologia estar, ainda, em desenvolvimento, julgo
ser bastante imprudente confiar, cegamente, nas informações que ela
disponibiliza. Nessa perspectiva, argumentos que defendem que o uso de
Inteligência Artificial é relevante para agilizar a escrita - ou seja, fazê-la em
menos tempo - estão, para mim, equivocados, pois, como essa ferramenta
não nos garante, integralmente, respostas sem nenhum tipo de erro, a
verificação desses fatos pode tornar o período de escrita, inclusive, ainda
maior do que se não tivéssemos utilizado a IA. Ademais, como esses
programas de inteligência autônoma fazem um compilado de,
praticamente, tudo o que está na internet a fim de produzir uma resposta
para o que perguntamos, é muito possível que sejam realizadas distorções
a respeito do assunto questionado, o que dificulta, ainda mais, uma
posterior verificação das informações. Dessa maneira, creio ser nítido que a
Inteligência Artificial, por poder fornecer dados falsos, não deve ser
utilizada na escrita de textos.
Portanto, reafirmo minha visão negativa sobre o uso de ferramentas de
IA na produção de textos na universidade, visto que elas tornam a pessoa
dependente da sua utilização para formular ideias e respondem, em alguns
casos, informações que não são verdadeiras - o que prejudica, por
completo, o processo de aprendizado. Logo, é indiscutível que tais
programas não devem ser utilizados pelos alunos, sendo muito mais
positivo - e benéfico - que os estudantes realizem todo o processo
manualmente.
*-0,3 na C2
*-0,5 na C3
*-0,3 na C5
*-0,3 na C6
64
7.9
65
transcrição da redação da laiz berger (7.9)
Desapegue ou "enferruje”
*-0,3 na C1
*-0,3 na C2
*-0,3 na C5
*-0,3 na C6
*-0,3 na C7
*-0,3 na C8
*-0,3 na C10 66
Quem é a 122
em gráficos:
67
68
69
70
RELATOS
Meu nome é Laíz, tenho 19 anos e sou de Agudo, aqui pertinho de Santa Maria. Fiz um ano
de cursinho online no terceirão e um ano presencial junto com a graduação. Minha
história com a UFSM começou um pouco antes da Medicina: cursei um ano de Enfermagem
na instituição, o que me permitiu conhecer a dinâmica da universidade, o funcionamento
do RU e a rotina acadêmica. No entanto continuei estudando para Medicina e a aprovação
veio de uma forma surpreendente e muito feliz através da chamada oral. Confesso que, por
já estar inserida no ambiente universitário, não criei expectativas, mas o curso tem me
surpreendido. A rotina é mais puxada do que eu imaginava; a quantidade de oportunidades,
ligas acadêmicas e demandas pode ser um pouco enlouquecedora às vezes, mas estou
adorando a experiência. Me mudei para cá no início de 2024, quando comecei o outro
curso e o cursinho presencial noturno, mas não gostava da cidade. Até o início de 2025.
Estar no curso que eu sempre sonhei e ter construído ótimas amizades, que hoje são
minha segunda família, com certeza fez com que eu começasse a gostar e me adaptasse
melhor à cidade. Quanto aos colegas, embora tenha imaginado que seriam um pouco mais
abertos e receptivos no início, tenho uma boa relação com todos e com o passar do
tempo acabamos interagindo mais. Já morei no Centro e, atualmente, em Camobi. Sobre o
centro: confesso que eu gostava bastante daquela 'muvuca', de passar por várias lojas e
pessoas antes de chegar em casa ou ir para a faculdade. No entanto, o Centro tem seus
desafios, já que o trajeto até a universidade leva cerca de 40 a 45 minutos. Por outro
lado, a região central ganha muito na variedade de mercados, lojas e barzinhos. Em
Camobi, as opções são um pouco menores, mas a grande vantagem é a proximidade com a
faculdade e facilita a ida ao bar Contêiner, que é parada obrigatória, principalmente nos
inícios e fins de semestre!
71
RELATOS
Meu nome é Marcus Andrade e iniciei essa nova fase com expectativas altas, tanto em
relação à formação quanto à vivência de tudo isso de perto. O bairro de Camobi é bem
tranquilo, principalmente no quesito segurança, o que ajuda bastante no dia a dia. Por ser
uma cidade do interior, é preciso se adaptar aos horários e ao ritmo mais calmo, mas com
o tempo isso acaba ficando natural. Tenho gostado muito do processo como um todo e da
convivência com o pessoal, o que torna essa caminhada mais leve e agradável. Para quem
está pensando em vir, vale muito a pena: participem, venham para a UFSM viver isso de
perto, porque é um lugar acolhedor e que eu realmente adorei ter escolhido.
Meu nome é Manuela, tenho 22 anos e comecei a sonhar com a medicina quando já estava
na UFSM na graduação de Direito. Tive muito medo de largar uma graduação para voltar
pro cursinho, mas hoje, sendo aluna da Medicina UFSM, meu conselho é sempre o mesmo:
cada minuto estudado valeu a pena.
O curso de Medicina na UFSM oferece muito mais do que aulas teóricas. A rotina é cheia e
dinâmica, com inúmeras atividades extracurriculares que enriquecem a formação.
Temos oportunidades no esporte, na bateria universitária e em diversos projetos, além de
uma infraestrutura excelente, com salas bem equipadas, bibliotecas confortáveis e espaços
que tornam o campus um lugar agradável para passar o dia inteiro - sinto que na UFSM a
rotina fica leve.
Em relação à cidade, Santa Maria já faz parte da minha vida há alguns anos, e gosto muito
de morar aqui. O bairro de Camobi é tranquilo, seguro e bastante funcional.
Sei que a vida no cursinho pode ser angustiante, mas fazer parte da medicina não tem
preço. Confie nos seus estudos e na sua dedicação, porque quando sua aprovação chegar a
UFSM estará de braços abertos para te receber!
72
RELATOS
Meu nome é Mariana, tenho 18 anos, e sempre sonhei em cursar medicina na UFSM, e todas
as experiências que tive até agora foram melhores do que esperei. A cidade é maravilhosa,
tranquila e aconchegante. Não imagino uma turma melhor do que a 122, gosto muito de
viver o que estou vivendo agora.
Meu nome é Laura Veras e fiz 3 anos de cursinho totalmente on-line até ser aprovada.
Embora eu seja de São Gabriel, estava morando em Porto Alegre com meus pais desde
2022. Por pensar que a UFSM não seria tão boa quanto as universidades da capital do
estado, iniciei o curso com expectativas baixas, mas sabendo que o processo de ensino-
aprendizagem também dependia muito da disposição de quem aprende. Felizmente, o Campus
se mostrou bastante bonito e arborizado, as bibliotecas eram completas com todos os
livros que precisei e com locais para estudo, e as salas eram confortáveis e com ar-
condicionado. O bairro Camobi é suficiente para a rotina do estudante, tem farmácias,
mercados, padarias, restaurantes e pequenas lojas. O curso tem sido bastante demandante
de tempo, mas ao mesmo tempo completo. A convivência com os colegas é tranquila, o
que facilita nos momentos pesados da rotina. Hoje, sinto que estou completamente
realizada com a escolha que fiz, e espero que os futuros bixos também possam ser felizes
na UFSM!
73
RELATOS
Meu nome é Bianca, tenho 20 anos e ingressei na UFSM pela chamada oral do Vestibular
2025. Estudar medicina na UFSM sempre foi o maior sonho da minha vida, e desde criança,
coloquei a UFSM como minha primeira opção de universidade até mesmo em frente
daquelas de grandes capitais.
O curso exige muito, e aprender a organizar o tempo é um desafio diário. Às vezes, a
questão de morar sozinha também faz com que a gente sinta que perde um pouco mais de
tempo com tarefas do dia a dia. Ainda assim, mesmo com o cansaço e as dificuldades, não
poderia estar mais realizada com a minha escolha!
Amo viver a rotina da UFSM, dentro do campus, o deslocamento entre os prédios, que faz
parte da rotina, acaba sendo um momento agradável: caminhar entre as árvores,
encontrar colegas pelo caminho e, entre uma aula e outra, parar com as amigas para
tomar um tererê embaixo de uma árvore, conversando um pouco. Gosto muito de
aproveitar os espaços do campus, como a Polifeira, a biblioteca — que oferece diversos
ambientes para estudo — e os próprios prédios da Medicina, que são novos, bem
estruturados e muito acolhedores.
O Restaurante Universitário também é uma parte muito importante da minha vivência. Ter
a oportunidade de tomar café da manhã, almoçar e jantar no RU facilita muito a rotina. As
refeições são equilibradas e bem preparadas.
Durante esse semestre já tive a oportunidade de morar tanto no centro quanto em
Camobi, e garanto que viver pertinho da Universidade é muito
melhor, principalmente pela questão do deslocamento.
Especialmente no final da tarde, os ônibus estão lotados
e você terá que enfrentar 40/45 minutos de pé até o centro.
74
RELATOS
Me chamo Thomaz Oliveira Schwert, nasci no interior do Mato Grosso do Sul e a vontade
de cursar Medicina na UFSM começou bem cedo (por volta do 1º ano do E.M). Por
enquanto, estou gostando bastante do curso, também porque já no primeiro semestre
tivemos contato com o ambiente hospitalar. Sem dúvidas isso superou minhas
expectativas, porque achei que o ciclo básico da Medicina era somente derivados da
Biologia (também tem). A cidade de santa Maria é tipicamente universitária, há muitos
eventos universitários e muitos lugares em que o “podrão” ou o xis não é tão caro, além
disso há muitos restaurantes bons aqui na cidade, por conseguinte, também é uma cidade
democrática. A respeito da minha turma, não tenho nada a reclamar, gosto muito do
ambiente que convivo todos os dias.
75
RELATOS
Sobre a cidade, Santa Maria é, sem dúvida, uma cidade universitária. Aqui existem muitas
oportunidades de convivência, troca e construção de laços. Por muito tempo, eu achava
que todas essas experiências estavam concentradas apenas no centro da cidade, e percebi
que estava enganada. Claro que o centro oferece lugares muito bons, que já frequentei e
gostei bastante. No entanto, em Camobi, a vida universitária acontece de uma forma muito
própria. Tudo gira em torno da rotina dos estudantes, e é impossível não mencionar o
Container de Camobi, que se tornou um verdadeiro point universitário. É um lugar onde
se constroem muitas amizades, relações e memórias, funcionando quase como um ponto de
encontro espontâneo após dias cansativos.
Por isso, digo com tranquilidade que morar em Camobi é uma experiência excelente.
Existe um forte sentimento de comunidade, como se todos fossem vizinhos. No meu
prédio, por exemplo, moram mais de 30 estudantes de Medicina, sendo dois deles colegas
meus. Além disso, na mesma quadra e na mesma rua, vários outros colegas moram juntos.
Isso facilita muito a convivência e aproxima as pessoas.
Essa proximidade permite que a gente vá com frequência à casa uns dos outros, se ajude
nas tarefas do dia a dia — como ir ao mercado, ir à academia juntos, ou até ir e voltar
das aulas em grupo. Essa dinâmica típica de uma cidade universitária transforma a
experiência em algo muito especial.
Estar na UFSM, cursando Medicina, é desafiador, mas também é uma experiência rica,
humana e cheia de encontros que tornam tudo mais bonito. É, sem dúvida, um sonho
vivido todos os dias. Para os que já sonham em estudar aqui e para aqueles que estão
caindo de paraquedas nessa cartilha, tenham certeza que vocês estarão fazendo a escolha
certa! Estou muito ansiosa para que vocês, futuros bixos, vivam essa oportunidade com a
gente e sejam muito felizes na MAIOR DO INTERIOR <3
76
RELATOS
Fala vestibulando, espero que esteja bem no meio dessa loucura do vestibular.
Mas vamos lá, eu me chamo Jhonnathan, tenho 32 anos (sim, 32 anos e começando uma
graduação de 6 anos), sou casado, sou do estado do Pará e atravessei o Brasil pra encontrar a
melhor Universidade do Interior do RS. Sem dúvida foi uma das melhores escolhas que fiz. Sei
que esse é um momento de muitas incertezas. Não saber se realmente vai dar certo, ou se a TRI
vai colaborar esse ano, se a nota vai ser suficiente, se a nota de corte vai subir ou descer, se vai
passar por mais um ano de cursinho e tudo mais. São muitos “se” para um coração tão
ansioso. Mas te acalma que só da errado pra quem desiste. Espero que tua vez chegue esse ano,
mas se não chegar, não desiste. Vale a pena, acredite! Se realmente está cogitando vir pra UFSM
saiba que a universidade é incrível, faz jus ao título da maior do interior, sem demagogia ou
falsidade. Os professores são relativamente acessíveis e pelo que vi tem muitas oportunidades
de pesquisa, extensão e prática. Finalizamos o primeiro semestre agora e, apesar de pouco, já
tivemos algum contato com a prática hospitalar. Além disso, temos um hospital universitário
que te permitirá sair muito bem formado. Aaah Jhonnathan, o HUSM (Nosso hospital, que em
breve também será seu) é um local perfeito como o mundo de Alice? Não, com certeza não.
Mas saiba que te permitirá ter a vivência que poucos no Brasil te permitirão. Tivemos contato
com os veteranos da 110 e ele são unânimes em nos dizer que sairemos muito bem formados.
Não sei se meus colegas de turma compartilham do mesmo sentimento, mas existe um
orgulho muito grande em poder fazer parte da história dessa universidade. Estamos entre as
melhores do país, com notas de excelência em quase todos os parâmetros. Saiba que isso não é
à toa. Quanto a cidade, bem, a cidade tem um ar de interior com quase tudo de uma [Link]
cinema, shopping, bancos, bares, igrejas, parques e tudo mais. É um local bom!!! A UFSM fica em
um bairro chamado CAMOBI, se puder escolher, fique por lá, principalmente se não tiver um
meio de transporte! O aluguel não é o dos mais baratos que você vai encontrar, a maioria dos
colegas de turma pagam em média R$ 1.100,00 de aluguel. O custo de vida está longe de ser o
mais barato, mas também não é um absurdo, tem como viver por [Link], se está à procura
dessa cartilha, possivelmente existe uma esperança da gente se encontrar na Maior do
Interior: a tão amada UFSM. Estamos esperando por vocês. Se forem da 123, saibam que serão
muito bem recebidos por nós, Os ursos da 122. Se forem da 124 estaremos um pouco mais
distantes, mas ainda torcendo por vocês.
Valeu galera. Nos vemos no trote!
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RELATOS
Meu nome é Ana Paula, sou de Porto Alegre e atualmente faço medicina na UFSM. Minhas
expectativas sempre foram altas sobre o curso, já que sonho com ele desde muito nova
quando escutava as histórias do meu avô, que era médico traumatologista. Após o colégio,
tentei fazer outro curso porque achei que jamais conseguiria a tão sonhada vaga na federal,
e meus pais não tinham verba para que eu cursasse uma particular. Porém, percebi que meu
sonho sempre foi a medicina e que desistir dele seria como abandonar uma parte de mim.
Hoje, após longos anos de cursinho e um semestre de faculdade concluído, agradeço à minha
“eu” do passado por não ter desistido, pois vivo aquilo que, no fundo, sempre desejei.
Apesar de não estar cursando na minha cidade natal, hoje vejo que mudar de cidade é um
importante passo na vida de um estudante, uma vez que cresci imensamente quando fiz essa
escolha. No início, confesso que não foi fácil, já que tive que ir completamente sozinha para
uma cidade desconhecida do interior do rio grande do sul. Com o tempo, vi que a cidade era
melhor do que eu esperava, sendo um interior muito completo, com shoppings, bares e
muitas coisas típicas da capital. Se posso dar uma dica para os meus futuros bixos é: deixem
o medo de lado e aceitem as oportunidades que a vida dá, pois no final vemos que as coisas
são muito menos complicadas do que pensamos e que cada esforço, sempre, vale a pena.
Meu nome é Ana Clara, não nasci aqui em Santa Maria, mas moro aqui há três ou quatro
anos, porque fiz o ensino médio no Poli (Colégio Politécnico da UFSM). Sobre o curso,
sabia que ia ser bem puxado (e realmente foi). Antes de começar tinha medo de não
conseguir dar conta e medo de não saber se eu iria gostar, mas depois de alguns meses
percebi que eu me encaixo no curso e que eu gosto dele. Às vezes, parecia muita coisa, mas
vale muito a pena, porque o curso é ótimo. Desde criança penso em fazer Medicina em alguma
federal e a UFSM está concretizando esse sonho. Sobre a cidade, não saio muito e não tenho
familiares aqui, então para mim, o ponto positivo de Santa Maria é a universidade. Por fim,
os colegas são inteligentes e, no geral, muito dedicados nos estudos e também acolhedores
uns com os outros. Nesse último aspecto, eles superaram as minhas expectativas.
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Quem é a 122
Então, querido bixo, dá pra perceber, tanto pelos relatos acima quanto pelos gráficos, que a
Turma 122 é extremamente diversa. Todo mundo chegou aqui com o mesmo objetivo: se
encontrar dentro da Medicina. E é justamente essa diversidade, somada à união da turma, que
torna essa experiência cada vez mais rica.
No início, como é natural, várias amizades surgiram, grupos diferentes se formaram, cada um
encontrando seu espaço. Mas, com o tempo, a própria dinâmica do curso foi aproximando
todo mundo. A carga horária é pesada, os dias são longos e, quando você se dá conta, está
passando quase 12 horas por dia com as mesmas pessoas. Aos poucos, a turma deixa de ser só
colegas de aula e vira uma segunda família. E mais do que isso: a Turma 122 escolheu ser
família.
Estamos presentes em praticamente todos os containers, somos conhecidos pelos veteranos
— inclusive por aqueles que já estão se formando — como bichos memoráveis. Quinta-feira
tinha container? A 122 estava lá. Sexta-feira, depois do container, aula de genética?
Estávamos todos lá também, mesmo que não exatamente com as melhores caras. Estivemos
juntos nos choros antes e depois das provas de anatomia, nas reclamações dos jalecos que não
deram certo, nas disputas pelos números das camisetas do Intermed Santa Maria e,
principalmente, na união para representar a nossa turma.
Criar laços dentro da Medicina é algo que faz toda a diferença, porque são essas pessoas que a
gente leva para o resto da vida. A Turma 122, com todas as suas peculiaridades e com a
individualidade de cada um, mostra-se cada vez mais coesa, mais unida e mais preparada para
tudo o que ainda vem pela frente, inclusive na preparação de um trote memorável para as
próximas turmas!
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Estamos sempre abertos a receber mensagens pelo Instagram, seja no perfil da turma, seja nos
nossos perfis pessoais, para tirar todas as dúvidas que possam ter ficado a partir dessa
cartilha. Sem medo, sem vergonha, pode chamar.
Mas, mais do que responder mensagens, a gente está muito, muito ansioso para ver vocês de
perto, conhecer cada um, ouvir as histórias, entender de onde vocês vieram e para onde
querem ir. E, juntos, dar mais esse passo tão importante: a formação em um curso de
excelência. Um curso reconhecido com nota 5 no MEC, dentro de uma das melhores
universidades federais do país, com uma estrutura incrível e um corpo docente exemplar.
Os seis anos que vêm pela frente são intensos, desafiadores e, sem dúvida nenhuma, os
melhores da vida de muita gente. Quem escolhe a UFSM, viva tudo isso intensamente, assim
como a gente está vivendo agora. E saibam que vocês não vão estar sozinhos: vão encontrar
veteranos sempre dispostos a ajudar, acolher e caminhar junto sempre que precisarem.
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