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MANUAL DAS AÇÕES DE INOVAÇÃO E TECNOLOGIA PARA ECOEFICIÊNCIA DOS POSTOS DE SERVIÇO DA PETROBRAS DISTRIBUIDORA

Paulo da Luz Costa¹

Copyright 2012, Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis - IBP Este Trabalho Técnico foi preparado para apresentação na Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012, realizado no período de 17 a 20 de setembro de 2012, no Rio de Janeiro. Este Trabalho Técnico foi selecionado para apresentação pelo Comitê Técnico do evento, seguindo as informações contidas no trabalho completo submetido pelo(s) autor(es). Os organizadores não irão traduzir ou corrigir os textos recebidos. O material conforme, apresentado, não necessariamente reflete as opiniões do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, Sócios e Representantes. É de conhecimento e aprovação do(s) autor(es) que este Trabalho Técnico seja publicado nos Anais da Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012.

Resumo
Reduzir em cerca de 50% o consumo de água e luz de uma rede postos de serviço é uma meta ambiciosa que envolve tecnologia e inovação para que se obtenha eficiência energética e sustentabilidade ambiental. Para este objetivo a Gerência de Tecnologia da Rede de Postos da Petrobras Distribuidora desenvolveu um Manual contendo 9 requisitos com 22 ações que contemplam procedimentos, inovação e tecnologias que se desdobram em cerca de 50 itens para serem aplicados nos postos de serviço. Cada item de uma ação apresenta um peso que permite a quantificação do requisito para a mensuração da ecoeficiência do posto de serviço. Todas as ações e seus itens foram aprovados pela Gerência de Tecnologia e contemplam controle de resíduos, redução do consumo de água e luz, uso racional da energia e da refrigeração, uso adequado de fontes de energias alternativas, instalação de equipamentos ecológicos, tele-monitoramento dos volumes e da qualidade dos combustíveis estocados, telemonitoramento das caixas separadoras de água e óleo e recuperação de vapores durante o abastecimento das gasolinas. Até recentemente não havia um balizador para mensurar a ecoeficiência de um posto de serviço, o que dificultava a elaboração de programas ou planos de ação para elevar a ecoeficiência de um posto ou de uma rede de postos de forma efetiva. Para atender esta demanda foi elaborado o Manual de Ações de Inovação e Tecnologia para Postos de Serviço que permitirá o revendedor conhecer as tecnologias e procedimentos disponíveis e associados ao seu desempenho, permitindo estabelecer metas para a sustentabilidade do negócio.

Abstract
A fifty percent reduction of water and light consumption of a gas station service is an ambitious goal that involves technology and innovation in order to obtain energy efficiency and environmental sustainability. For this purpose the Management of Technology for Gas Station of Petrobras Distribuidora has developed a Manual containing 9 requirements with 22 ways to apply innovation and technology outspreaded to 50 items for application in all gas stations with BR flag. Each item of an action that can be evaluate with a weight and allows a measurement of its ecoefficiency. All actions were tested and approved by the management of technology including control of waste, reduced consumption of water and light, rational use of energy and cooling, use of alternative energy sources, environmental equipments, monitoring of stored fuel (volume and quality), effluents and oil vapor recovery. Until recently there was not a yardstick to measure the eco-efficiency of a service station, which hinders the development of programs or plans of action to raise eco-efficiency of a station or a network of stations effectively. To meet this demand the management of technology prepared the Manual of Innovation and Technology designed to evaluate the actual grade of eco-efficiency of a gas service, allowing forecast budgets to increase the performance for business sustainability by dealers.

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Engenheiro Civil – Petrobras Distribuidora

Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012

1. Introdução
O posto de serviço sustentável é aquele que continua gerando lucros para seus proprietários sem causar impactos negativos às pessoas e às organizações pelas suas atividades. A sustentabilidade se desdobra em 3 pontos de atuação quando aplicada na analise das atividades de um posto de serviço: Ambiental, Social, e Econômica. A Sustentabilidade Ambiental no posto de serviço está relacionada com o correto descarte dos resíduos gerados, incluindo óleo queimado, embalagens de lubrificantes, coleta seletiva e redução de geração de resíduos nas obras de melhorias realizadas no local. Também tem implicações no melhor aproveitamento da luz solar para iluminação dos ambientes, controle do uso da água, uso da água de chuva, reciclagem de água de lavagem, aquecimento solar e uso de fontes de energia renováveis. A comemoração pelo posto das datas relacionadas à ecologia e saúde como “Dia do Meio Ambiente”, “Dia da Árvore” ou “Dia Mundial da Saúde” pela distribuição de muda de planta, semente ou encarte é uma ação percebida pelos clientes e contribui para a sua sustentabilidade ambiental. A Sustentabilidade Social está relacionada com a saúde, capacitação dos funcionários e o relacionamento com as comunidades vizinhas. Manter as condições de segurança e limpeza no posto, com ausência de ruídos, insetos, odores e garantindo a boa iluminação, é fundamental. Os funcionários devem utilizar os equipamentos de proteção individual, como botas, luvas, óculos, etc. nas atividades que os exigem e as placas de sinalização, fixadas em locais visíveis, devem transmitir mensagens claras. O apoio do posto a programas sociais como Dia da Vacina e Recolhimento de Donativos contribui para a sua sustentabilidade social. A Sustentabilidade Econômica é um ponto importante envolve a ética nos negócios, e aborda as aquisições, contratações, e pagamentos realizados pelo posto de serviço. Neste item um ponto a ser observado seria sobre a qualidade dos materiais e equipamentos empregados na construção e operação dos postos de serviço, como tanques e bombas, revestimentos e instalações que poderão exigir maior ou menor manutenção ao longo dos anos. A prática demonstra haver tendência em se dar preferência ao menor custo na aquisição ou na contratação da instalação de um bem, não avaliando os futuros custos com a sua manutenção. Desta forma, a análise econômica e visão de futuro devem estar sempre presente nas compras efetuadas. Esta orientação se aplica também a pequenos itens de uso do dia a dia, como tintas, uniformes, lâmpadas, tomadas, etc. Dentro da sustentabilidade econômica existe uma grande ação a ser realizada pelos operadores dos postos de serviço e que seria o uso racional da energia utilizada na refrigeração dos alimentos, iluminação, ar condicionado, aquecimento e lavagem de veículos. Simples regulagens e procedimentos permitem a redução de até 10% no gasto com energia. O uso racional permite que todas as atividades permaneçam inalteráveis, apenas, consumindo menos energia.

2.Ações de Sustentabilidade e Ecoeficiência
A Petrobras Distribuidora buscou alternativas para trazer o conceito global de sustentabilidade para a realidade da Rede de Postos. Muito já foi feito nesse sentido com a introdução de inovações relacionadas ao consumo de água, geração de energia elétrica por fontes renováveis, preservação do ar e do solo, além do melhor controle sobre os combustíveis comercializados. Dentro deste cenário a Petrobras desenvolveu um manual que consolida seus estudos com 9 requisitos desdobrados em ações de inovação e tecnologia para a ecoeficiência dos postos, relacionando e ponderando por meio de notas que variam de 1 a 10, os itens relacionados com as tecnologias e procedimentos avaliados pela Cia. para obtenção da melhor ecoeficiência do posto de serviço. 2.1 Resíduos Da construção à operação do posto, o planejamento deve contemplar a menor produção de resíduos e o correto destino para os mesmos, realizado por empresas credenciadas para este fim. O uso de elementos construtivos pré-fabricados e sistemas construtivos convencionais devem contemplar o reaproveitamento de pelo menos 50% dos resíduos gerados. A coleta seletiva deve estar presente envolvendo pelo menos 4 dos seguintes itens: Papel, vidros, plástico, metal, baterias, pilhas, lâmpadas fluorescentes e gordura de cozinha. Devem ser observadas as coletas do óleo lubrificante usado, dos resíduos orgânicos, das embalagens de lubrificantes, de panos e flanelas com óleo, dos filtros de óleo e ar usados. A coleta dos resíduos da caixa separadora de água e óleo e a coleta da borra do fundo do tanque, bem como a coleta de combustível e óleo, vazado ou derramado, sobre a pista ou solo devem ser feitas por empresas especializadas. 2.2 Kits de Proteção Ambiental

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Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012 Para lidar com eventuais ocorrências de vazamento ou derramamento, é importante que o posto mantenha um Kit de Proteção Ambiental, próximo à ilha de abastecimento, composto por manta absorvente, óculos, pá antifaísca, lanterna e luvas. 2.3 Controles do Uso da Água O uso de temporizadores nas torneiras acoplado aos registros acionados pelos clientes é um forte aliado no combate ao desperdício. Sua adoção nos banheiros e nos locais de uso dos clientes é fundamental para o controle do consumo de água no posto. A economia proporcionada por temporizadores nas torneiras pode representar 5% do consumo da água em um posto. 2.4 Uso da Água de Chuva A água de chuva tem múltipla utilidade em um posto a qual deve ser mantida em cisternas exclusivas. No posto de serviço o seu uso se restringe exclusivamente para regar canteiros, limpar pisos e lavar os carros. A água da chuva captada pelas coberturas dos prédios e das ilhas de bombas existentes é armazenada em um sistema paralelo ao da água potável. A água de chuva não pode ter uso humano, e não deve ser misturada com água provenientes de outras fontes. O uso da água de chuva pode atender até cerca de 20% do consumo de água de um posto. 2.5 Reciclagem da Água de Lavagem A reciclagem da água de lavagem dos veículos em um posto de serviço permite o reuso de até 80% da água destinada para este fim. O custo da implantação deste equipamento dependerá da quantidade de lavagens previstas por dia e do tamanho dos veículos que procuram este serviço, o que é influenciado pela localização do posto. O reciclador de água de lavagem pode reduzir o consumo total de água de um posto em cerca de 50%, permitindo um tempo de retorno do investimento em menos de 1 ano. 2.6 Iluminação Zenital O sistema de captação natural da luz, a partir do teto, é chamado de iluminação zenital. O equipamento disponível no mercado consiste em uma lente instalada no telhado e acoplada a um tubo de pequeno diâmetro, cerca de 30 cm, totalmente refletivo internamente e flexível, o que permite iluminar cerca de 20 m² de um piso situado até 9 metros abaixo da cobertura , promovendo o nível maior de iluminação natural diurna e redução da iluminação artificial neste período. 2.7 Uso de Leds na Iluminação O LED é um componente eletrônico, um diodo semicondutor, que emite luz ao receber energia. Luminárias de LED, além de eficientes, proporcionam a redução de até 80% no consumo de luz, em comparação com lâmpadas convencionais equivalentes. A BR homologou empresas que instalam toda a iluminação do posto com uso de LEDS, incluindo pista de abastecimento , loja e imagem .O tempo do retorno deste investimento é um dos mais atraentes, cerca de 18 meses, garantindo uma redução de cerca de 30% no gastos total com energia do posto. Atualmente o mercado está disponibilizando as lâmpadas de indução magnética, que apresentam características semelhantes ao LED. 2.8 Sensores de Presença em Circuitos Independentes O uso de parte da iluminação conectada a circuitos independentes ligados a sensores de tempo ou presença permite que uma iluminação planejada ao ambiente, dentro de um período programado com a presença do cliente. Desta forma, em períodos noturnos, pode-se manter o posto com o nível de iluminação flutuando permitindo o conforto do cliente e a máxima economia do posto. Esta solução também pode ser disponibilizada para iluminações convencionais. 2.9 Racionalizar a Energia do Posto O principal gasto de energia do posto de serviço sem GNV vem da refrigeração dos alimentos e da iluminação. Juntos, este 2 itens consomem cerca de 70% da energia total. Quando o posto apresenta GNV somente o compressor é responsável por cerca de 60% da energia total consumida. Uma forma de reduzir consumo de energia com pouco investimento é racionalizar a energia consumida, por meio de várias ações das quais destacamos: verificar as borrachas de vedação das portas dos freezers e geladeiras mantendo limpos seus filtros e radiadores; observar a regulagem de refrigeração dos produtos. Conduzir calor gerado pelas geladeiras e freezers para fora do ambiente refrigerado. Utilizar portas das lojas tipo vai-e-vem no lugar das automáticas. Verificar o fator de potência na conta de luz. Se estiver abaixo de 0.9, instalar banco de capacitores junto à entrada de luz do posto. Não permitir fontes de calor geradas próximo aos retornos do ar-condicionado dentro das lojas, para que os sensores do ar condicionado leiam a temperatura interna corretamente.

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Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012 2.10 Telhado Branco e Telhado Verde O ar-condicionado terá melhor eficiência quanto menor for a transmissão de calor das coberturas ensolaradas. Telhados pintados na cor branca refletem melhor a luz e calor e reduzem a temperatura abaixo das telhas em até 10º C, permitindo redução da temperatura do ambiente, uma melhor eficiência do ar-condicionado e redução do consumo de energia. O telhado verde consiste no uso de vegetação sobre o telhado, permitindo o isolamento térmico e acústico do ambiente, A sua aplicação requer cuidados especiais com relação ao peso, drenagem, irrigação, impermeabilização e escolha das plantas. A sua eficiência é equivalente ao telhado branco, necessitando de maior manutenção. A sua aplicação pode oferecer composições com a arquitetura do posto em projetos especiais. 2.11 Refrigeração por Vaporização Utilizada para reduzir a temperatura de ambientes abertos onde é inviável o uso de ar-condicionado. Consiste em um ventilador que vaporiza micro gotas de um spray produzido pela passagem de água pressurizada por bicos atomizadores. Ao evaporar nessas condições, a água retira calor do ambiente, promovendo uma diminuição da temperatura em uma grande área ao redor do conjunto ventilador/aspersor. O fluido liberado forma uma névoa finíssima (menor que um décimo do fio de cabelo), reduzindo a temperatura ambiente em até 8ºC. È mais eficiente em climas secos e menos em clima úmido, sendo recomendado para espaços abertos. 2.12 Uso de Energia Solar na Sinalização de Aproximação Um simples LED acoplado a uma pequena célula fotovoltaica com bateria compõe as tachas de sinalização solar. De custo baixo, podem ser aplicadas na entrada e na saída de postos rodoviários sem que haja necessidade de instalação de fios. È eficiente e seu resultado proporciona visibilidade e segurança noturna. 2.13 Uso de Postes de Iluminação com Uso de Energia Solar ou Eólica A instalação de poste não conectado à rede elétrica e dotado de luminária com LED alimentada por energia solar é recomendada para iluminação de estacionamentos ou para áreas onde não seja viável a instalação de uma rede elétrica. 2.14 Bombas Movidas a Energia Solar Em alguns postos de serviço com alta insolação, a bomba de abastecimento pode ser movida por energia solar .A energia solar é convertida em energia elétrica e gerenciada para as bombas por meio de um equipamento denominado inversor. Havendo sol a energia é disponibilizada para a bomba ou armazenada em baterias. Em dias nublados ou à noite a energia provém das baterias ou da rede local. Esta tecnologia permite a economia de até 15% da energia consumida na pista e que representa cerca de 1% da energia do posto. Este conjunto consegue atender o abastecimento por até 4 horas nos casos de falta de energia, substituindo um gerador de emergência. 2.15 Bombas Movidas a Energia Eólica Em alguns postos de serviço pode-se utilizar a energia do vento para suprir energia para as bombas de abastecimento. Locais que apresentam ventos superiores a 10 km/h por mais de 30% do dia são propícios para uso desta tecnologia. A energia eólica produzida por aero geradores é convertida em energia elétrica e gerenciada para as bombas por meio de um equipamento denominado inversor. Havendo sol a energia é disponibilizada para a bomba ou armazenada em baterias. Em dias nublados ou à noite a energia provém das baterias ou da rede local. Esta tecnologia permite a economia de até 15% da energia consumida na pista e que representa cerca de 1% da energia do posto. Este conjunto consegue atender o abastecimento por até 4 horas nos casos de falta de energia, substituindo um gerador de emergência. 2.16 Recarga de Veículos Elétricos pelo Uso da Energia Solar Consiste em um conjunto de placas fotovoltaicas dispostas sobre a cobertura do posto. Esse equipamento gera energia para a recarga de veículos elétricos em tomadas dedicadas para este fim e preferencialmente localizadas próximo a loja de conveniência do posto. Todo o sistema é gerenciado por um inversor. O Inversor decide o uso da energia renovável ou para recarga de veículos ou para o posto e vice versa. O posto também poderá utilizar a energia da rede para disponibilizar tomadas para veículos elétricos junto a lojas de conveniência para atender as demandas relacionadas a recarga de baterias. 2.17 Uso da Energia Solar para Aquecimento da Água de Lavagem de Veículos O uso da água quente na lavagem de veículo permite reduzir em 50% o uso de detergentes e em 10% a água de enxágüe dos veículos. O aquecimento é feito por placas coletoras que absorvem a radiação solar e transferem para a água que circula no interior de suas tubulações de cobre. O equipamento recomendado permite acumular 2500l a uma temperatura em cerca de 60ºC.

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Rio Oil & Gas Expo and Conference 2012 2.18 Uso de Equipamentos Ecológico Em todos os postos de serviço da BR os equipamentos utilizados obrigatoriamente são ecológicos e certificados. O posto ecoeficiente deve apresentar tanques com dupla parede para contenção de eventuais vazamentos; “Sumps” para contenção de eventuais vazamentos instalados nas bombas e tanques do posto ; linhas ou tubulações em PEAD, (polietileno de alta densidade); válvulas ante transbordamento (classe de risco 3) ou float ball (classe de risco 0 a 2) ; piso da pista de abastecimento impermeável cercado por canaletas de drenagem envolvendo também o filtro de óleo; separadores de água e óleo certificados com saída de até 20ppm; área de armazenamento de resíduos oleosos com piso cercado por canaletas ; ponto de aterramento para recebimento de combustível; sistema de eletrônico de monitoramento de vazamentos; sistema de monitoramento da caixa separadora de água e óleo. 2.19 Detecção da Qualidade do Combustível por Tecnologia “Croma ID” A qualidade do combustível pode ser avaliada pela técnica da cromatografia, utilizando a tecnologia denominada Croma ID. Um sensor instalado no tanque verifica constantemente o espectro de luz do combustível armazenado comparando-o com o padrão, informando se o combustível está Normal ou Alterado; o mesmo sensor que permite verificar a qualidade do Combustível, pode calcular pelo histórico de movimentação do produto e o volume permitido para o estoque mínimo. Neste caso dispara mensagens e informações para que o revendedor faça o pedido e garanta a entrega do produto a tempo. 2.20 Tele Monitoramento da Caixa Separadora A pedido da BR , foi desenvolvido para o mercado um equipamento sem fio que utiliza a energia solar para identificar quando o separador de água e óleo necessita ser limpo, garantindo a o seu funcionamento e reduzindo o tempo de inspeções. Desta forma um sensor instalado na saída da caixa separadora, suprido por energia solar , emite um sinal para a sala do operador informando o nível máximo de recolhimento para limpeza, garantindo assim o seu desempenho. 2.21 Bombas de Abastecimento Equipadas com Monitores de Vídeo As bombas de última geração com monitores veiculam informações de diversas fontes “on line”, e permitem inserir promoções. Além de aumentar as vendas, permitem auferir receitas para o posto. 2.22. Recuperação de vapor fase 2 O uso de um sistema de recuperação de vapores dentro do posto de serviço permite que os vapores formados a partir da gasolina em operações de abastecimento retornem para o tanque de combustível, evitando desta forma odores A recuperação de vapores promove o desaparecimento do cheiro característico da gasolina reduzindo substancialmente os vapores que seriam lançados e perdidos no ambiente. Os vapores recolhidos retornam ao tanque promovendo a recuperação de cerca de 0,2% do volume comercializado.

3. Pontuação das Ações em Ecoeficiência
Cada item de uma ação recebe uma nota que varia de 1 a 10. Esta nota é definida unicamente em função da sua relação custo benefício. O somatório das notas dos itens de cada ação fornece a pontuação relacionada ao seu requisito. A soma da pontuação dos requisitos fornece a pontuação que mede as ações em ecoeficiência do posto de serviço. Na tabela abaixo identificamos a pontuação máxima estabelecida para cada requisito. Discriminação Resíduos Controle de água Controle de Iluminação Racionalização de Energia Refrigeração Energias Alternativas Equipamentos Ecológicos Telemonitoramento Recuperação de vapores Total Pontuação Máxima 12 18 16 5 3 10 20 6 10 100

Tabela 1. Pontuação máxima dos requisitos para medição da ecoeficiência do posto de serviço ¹ 5

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Todos os requisitos são formados por ações que podem ou não de desdobrarem em itens . Exemplo: o requisito “Resíduos” é formado por 2 ações. A primeira, “Gestão de Resíduos” se desdobra em 10 itens e a segunda somente na presença do “Kit de Proteção Ambiental”. Na Figura 1 fornecemos as pontuações, as quais estão com seus itens detalhados no Manual para Ecoeficiência, para os requisitos : resíduos, controle de água, controle de iluminação, racionalização da energia, refrigeração e energias alternativas.
Item OS 1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7 1.8 1.9 1.10 2. Discriminação RESÍDUOS Gestão de Resíduos - item 1 Gestão de Resíduos - item 2 Gestão de Resíduos - item 3 Gestão de Resíduos - item 4 Gestão de Resíduos - item 5 Gestão de Resíduos - item 6 Gestão de Resíduos - item 7 Gestão de Resíduos - item 8 Gestão de Resíduos - item 9 Gestão de Resíduos - item 10 Kit de Proteção Ambiental CONTROLE DA ÁGUA 3. 4. 5. Controle de água Controle do Uso da Água Uso da Água de Chuva Reciclagem de Água de Lavagem CONTROLE DA ILUMINAÇÃO Iluminação Zenital Uso de Leds na iluminação Sensores de Presença em circuitos independentes Fibras óticas para sinalização de piso RACIONALIZAÇÃO DE ENERGIA Racionalização de nergia item 1 Racionalização de nergia item 2 Racionalização de nergia item 3 Racionalização de nergia item 4 Racionalização de nergia item 5 REFRIGERAÇÃO Telhado branco e Telhado Verde Refrigeração por vaporização ENERGIAS ALTERNATIVAS 13 14 15 16 17 18 Uso de energia solar na sinalização de aproximação Uso de Postes de Iluminação com uso de energia solar Bombas movidas a energia solar Bombas movidas a energia eólica Recarga de veículos elétricos pelo uso da energia solar Uso da energia solar para aquecimento da água de lavagem de veículos 1 1 2 2 2 2 SUBTOTAL 4 4 10 SUBTOTAL 2 10 2 2 SUBTOTAL 1 1 1 1 1 SUBTOTAL 2 1 SUBTOTAL Eficiência 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2 SUBTOTAL Pontuação Alcançada

Resíduos

0

0

6. 7. 8. 9.

Controle de Iluminação

0

10.1 10.2 10.3 10.4 10.5

Racionalização de energia

0

11 12

Refrigeração

0

Energias Alternativas

0

Figura 1. Pontuação das ações relacionadas no Manual de Ecoeficiência ¹ 6

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Na Figura 2 abaixo, fornecemos as pontuações para os requisitos: equipamentos ecológicos, telemonitoramento e recuperação de vapor .
Item Discriminação EQUIPAMENTOS ECOLÓGICOS Equipamentos Ecológicos- Item 1 Equipamentos Ecológicos- Item 2 Equipamentos Ecológicos- Item 3 Equipamentos Ecológicos- Item 4 Equipamentos Ecológicos- Item 5 Equipamentos Ecológicos- Item 6 Equipamentos Ecológicos- Item 7 Equipamentos Ecológicos- Item 8 Equipamentos Ecológicos- Item 9 Equipamentos Ecológicos- Item 10 TELEMONITORAMENTO Qualidade do Combustível Pedido Automático do Produto 21 Controle da CSAO 22 SUBTOTAL RECUPERAÇÃO DE VAPOR FASE 2 Recuperação de vapores 23 SUBTOTAL Redução do odor de gasolina e recuperação de cerca de 0,3% do volume de gasolina comercializado 0 Uso do Croma ID para detectar a quaildade do combustível Uso de sensores no tanque para determinar o volume do estoque mínimo e gerar informação para o revendedor do pedido do produto Uso de sensor , wireless, por energia solar, que controla a periodicidade para limpeza da CSAO 2 Eficiência Pontuação Alcançada

19.1 19.2 19.3 19.4 19.5 19.6 19.7 19.8 19.9 19.10

Equip. Ecológico

2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 SUBTOTAL

0

20

2

2

10

Figura 2. Pontuação das ações relacionadas ao manual de ecoeficiência ( cont.)

3. Grau de Ecoeficiência
A pontuação total final do posto, quando comparada na tabela da figura 3, indica o se grau de ecoeficiência.

Classificação de ecoeficiencia De 80 a 100 pontos De 60 a 80 pontos De 40 a 60 pontos De 20 a 40 pontos De 0 a 20 pontos

Grau de Ecoeficiência Ecoeficiência 5 Ecoeficiência 4 Ecoeficiência 3 Ecoeficiência 2 Ecoeficiência 1

Figura 3. Classificação e grau de ecoeficiência do posto ¹ 7

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4. Conclusão
O Manual das Ações de Inovação e Tecnologia para Ecoeficiência dos Postos, Figura 4, permite mensurar a real ecoeficiência estabelecendo graduações que variam de 1 a 5 . Desta forma pode-se levantar a ecoeficiência de uma rede de postos, ou parte da rede, permitindo estabelecer investimentos planejados para aumentar os graus de eficiência com diversas ações para a redução do consumo de luz e água, menor geração de resíduos, maior controle dos produtos armazenados e maior segurança em SMS. O Manual apresenta internamente uma tabela para facilitar a avaliação de ecoeficíência do posto pelo próprio revendedor.

Figura 4. Capa e contra capa do Manual das Ações de Inovação e Tecnologia para Ecoeficiência dos Postos O Manual das Ações de Inovação e Tecnologia para Ecoeficiência dos Postos está disponibilizado para a rede postos da Petrobras Distribuidora e evidencia as suas ações para a sustentabilidade do negócio.

4. Referência
PAULO DA LUZ COSTA., Publicações na coluna de SMS do Jornal do Revendedor editado pela Petrobras Distribuidora nas edições de Janeiro a Dezembro de 2011.

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