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A DIVINA COMÉDIA DANTE ALIGHIERI Tradução José Pedro Xavier Pinheiro 1822-1882 Versão para eBook eBooksBrasil.com

Fonte Digital Digitalização do livro em papel COMPOSTO E IMPRESSO NAS OFICINAS DE D. GIOSA - INDÚSTRIAS GRÁFICAS S/A SEÇÃO: ATENA EDITORA RUA JAVAÉS, 465 - SÃO PAULO MARÇO - 1955

© 2003 Dante Alighieri

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A DIVINA COM ÉDIA Dante Alighieri

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Índice

Nota Editorial 5 Orelha do livro 9 Notícia Biográfica 11 A DIVINA COMÉDIA 15 INFERNO 16 PURGATÓRIO 267 PARAÍSO 524 Índice dos Cantos 783

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Nota Editorial

Aqui está uma obra que deveria figurar na “cesta básica”

de qualquer estudante. E não apenas por ser a famosa “Comédia” de Dante Alighieri, a que os pósteros houveram por bem acrescentar, por seus méritos tantos,

“A Divina”. A tradução, feita pelo brasileiro José Pedro

Xavier Pinheiro, enobrece a língua portuguesa e, em particular, as letras pátrias. Mas isso o leitor irá constatar por si mesmo. Nela, gastou Xavier Pinheiro anos de sua vida. Seu filho, J. A. Xavier Pinheiro, acrescentou-lhe um Rimário, para uma segunda edição editada por Jacintho Ribeiro dos Santos, nos anos 10 do século passado, enriquecida com as gravuras de Gustave Doré, em folhas à parte. Por que cito tais fatos? Porque a única finalidade

que movia os Xavier Pinheiro, pai e filho, era contribuir para o enriquecimento cultural de nossa gente, sem subsídios como condição prévia e sem láureas ou pecúnia como retribuição.

A

presente

edição

em

eBook,

infelizmente,

não

preserva o Rimário, que não consta da edição digitalizada, editada pela Atena Editora, que, com sua Biblioteca Clássica, ainda encontrada nos bons sebos, familiarizou gerações com o que havia de melhor nas letras e no pensamento

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universais. E, não é demais salientar, sem os ranços de nacionalismos estreitos, freqüentemente disfarçando

interesses outros em nome da “defesa dos autores nacionais”, mas cujo único resultado é distanciar nossa

gente do pensamento universal, que nunca teve, nem jamais terá outra barreira que não o da língua. É exatamente esta barreira que, no caso, Xavier Pinheiro

transpôs, com sua tradução. Na presente versão para eBook, tentamos fazer justiça aos esforço do tradutor, cuidando ao máximo da revisão. Infelizmente, como quem

quer que já tenha feito uma digitalização sabe, ao digitalizar 516 páginas, aqui e ali sempre passará algum

“gato”. Esperamos que os que tenham passado não miem

muito ...

Atualizamos a grafia, preservando, contudo, as

apócopes e as elisões do tradutor que, com tais recursos, evidentemente visava conservar o sabor e a métrica

originais. Para facilitar a leitura, apenas para isso, adicionamos acentos. Por exemplo, quando na fonte

digital estava cir’clo, adicionamos o acento círc’lo, como

apoio à leitura.

Como não temos preocupação com economia de

papel,

separamos

os

tercetos

de

forma

mais clara,

acompanhando a edição digital da LiberLiber

(www.liberliber.it). A numeração dos versos foi preservada

para facilitar

a consulta às notas e para a leitura em

determinados formatos

em tela pequena. As notas não foram “lincadas” e estão

ao fim de cada Canto, como na edição digitalizada.

Alguns, como eu, sentirão a falta deste recurso que só é

possível nas edições digitais

Mas ...

E apenas ilustramos

... esta edição com as gravuras de Doré. Na internet, o leitor

mais interessado poderá encontrar recursos para aprofundar seu conhecimento da obra em pelo menos quatro excelente websites:

1. Destaque especial para o esforço individual de

Helder da Rocha com seu site “A Divina Comédia”:

www.ibpinet.net/helder/dante

  • 2. O Dante Digital da Columbia University:

http://dante.ilt.columbia.edu/

  • 3. Dante On Line: www.danteonline.it (em italiano)

com direito a ver na tela alguns manuscritos fazer download de nenhum recurso extra ...

...

sem ter que

  • 4. www.divinecomedy.org/ (nem sempre disponível)

E todos os mais que o google pode lhe indicar.

Boa leitura!

Uma nota final (já ia me esquecendo): A presente edição em eBook pode ser distribuída à vontade, sob uma única condição: todo uso comercial é PROIBIDO, além de obviamente INDECENTE. Quem fizer se alguém fizer, melhor diria,

restasse em mim alguma esperança na honestidade pátria, caso em que nem colocaria a nota é melhor ler este volume para ir se acostumando com o cenário.

eBooksBrasil

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A DIVINA COM ÉDIA DE DANTE ALIGHIERI

Dedicando-lhe

o

“Paraíso”

escrevia

Dante

a

Cangrande della Scala: “O sentido desta

obra não

é

simples;

ao contrário ela é “polisensa”,

pois outro

é

o

sentido literal, outro aquele das coisas significadas”.

Declarava Dante com essas palavras que a “Divina Comédia” é um poema alegórico. Não somente no poema

há alegorias particulares, mas o poema, na sua inteireza,

tem uma significação, ou melhor, várias significações alegóricas.

Muitas foram as interpretações que da “Divina

Comédia” se fizeram sob esse ponto de vista. Alguns

comentadores puseram em maior evidência o seu sentido moral e teológico; outros consideram o poema dantesco como uma obra de inspiração política e ligada intimamente às vicissitudes pessoais do poeta.

Não são, porém, as intenções alegóricas que

consagram a imortalidade da “Comédia” dantesca, à qual

os pósteros atribuíram a qualificação de

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divina. A “Divina Comédia” é, principalmente, uma

formidável obra de fantasia e de representação poética, talvez um dos pontos limites que a inteligência humana pode alcançar.

Na presente edição, o poema dantesco ê apresentado na tradução em tercetos rimados como no texto original, de José Pedro Xavier Pinheiro. Não há dúvida de que poucas obras apresentam as dificuldades que apresenta a

“Divina Comédia” para a tradução em outros idiomas,

especialmente para quem às outras dificuldades queira ajuntar aquelas decorrentes da conservação do metro original e da rima. A tradução de Xavier Pinheiro constitui uma obra digna de admiração. Fiel, bastante clara, consegue reproduzir grande parte da força poética do

maravilhoso poema italiano.

Fonte: “orelha” da edição digitalizada

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