UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA

CURSO DE MESTRADO ACADÊMICO PROJETO DE DISSERTAÇÃO LINHA DE PESQUISA: ÉTICA E FILOSOFIA POLÍTICA

ÉTICA E POLÍTICA DA AMIZADE EM MICHEL FOUCAULT

LUIZ HENRIQUE SILVA DE ARAUJO

RIO DE JANEIRO

Outubro / 2010

Objetivos específicos 1. Título Ética e política da amizade em Michel Foucault 2. analisando as noções de philia e amicitia. 2. Objetivo Geral Analisar critica e conceitualmente a amizade a partir da noção da estética da existência.1.Investigar os conceitos de amizade e ascese na antiguidade greco-romana. a fim de explicitar sua importância para a reflexão sobre uma possível atualização de uma estética da existência.2 1.2. O objeto da investigação situa-se na possibilidade de a amizade ser uma forma de vida que representa uma atitude crítica e de resistência aos processos institucionalizados de subjetivação. governamentalidade em Foucault. 2.Analisar os conceitos de poder. 3. desenvolvida no pensamento tardio de Michel Foucault e vinculada ao governo de si e ao governo dos outros. governo. abordada em entrevistas e cursos realizados nos últimos anos de Michel Foucault.Investigar minuciosamente a concepção da ética foucaultiana e analisar o caráter ético-estético-político da experiência da amizade na estética da existência foucaultiana. . Objetivos 2. explicitando a passagem do governo de si ao governo dos outros e o papel fundamental da amizade nesta relação.

Amizade e Estética Existência em Foucault Idem. a partir da interpretação foucaultiana.3 3. p. Foucault. “um pensamento que não culmina no individualismo. éticas e políticas acerca de uma questão que se mantém atual por relacionar a filosofia ao modo de vida na contemporaneidade. o tema surge em seus últimos cursos e entrevistas como um conceito representativo de uma forma de vida a ser considerada na possível atualização da estética da existência. já dado. como muitos afirmam. realizadas através da ascese. das sociedades disciplinares. onde buscou as condições de possibilidade de construção de um sujeito enquanto experiência através da análise de sua formação histórica. abrimos espaço para o desenvolvimento de questões filosóficas. aristotélico-ciceroneano.” 3 Em suas investigações sobre a questão do sujeito. mas que tenta introduzir movimento e fantasia nas deterioradas e rígidas relações sociais”2. a questão da amizade na Antiguidade greco-romana e seus desdobramentos na estilização da existência. o que marca o seu afastamento de qualquer vínculo a uma teoria do sujeito universal. Justificativa: Esta pesquisa se justifica na oportunidade de uma reflexão sobre a questão da amizade como elemento fundamental para compreender a dimensão ético-política1 do pensamento foucaultiano. Para Foucault. Ao explorar também o conteúdo filosófico dos pensamentos clássicos platônico. sobretudo se for conduzido por meio da seguinte questão: será possível encontrar na noção de amizade as vias para a criação de novas formas de existência na atualidade? É importante ressaltar que mesmo não tendo realizado um estudo sistemático da questão da amizade. transcendental. ganham contornos de 1 2 Ortega. fazer filosofia consiste em um trabalho crítico do pensamento sobre o próprio pensamento. M. direcionou suas análises às formas de sua objetivação como sujeitos medicalizados e normatizados.172 3 Foucault. segundo a abordagem foucaultiana. A investigação da experiência da amizade. tema filosófico atual e relevante. É “tentar saber de que maneira e até onde seria possível pensar diferentemente em vez de legitimar o que já se sabe. num primeiro momento. A pesquisa permite compreender. conduz à questão da possibilidade de se pensar a criação de novas formas de subjetivação. História da Sexualidade II – O Uso dos Prazeres. . F. para depois voltar suas análises para as formas de subjetivação ativa dos sujeitos. É no contexto da estilização da vida que a experiência social e política da amizade relacionada às práticas de si. epicurista e cristão.

como. L’Amitié 7 Cf. na área de concentração de Filosofia Contemporânea. Politiques de l’amitié 6 Blanchot. por exemplo. Para Arendt. A questão da amizade também é discutida por outros filósofos contemporâneos. de experimentar a multiplicidade de formas de vida possíveis”7 e que encontramos hoje “uma conjuntura favorável para pensar e experimentar a amizade”8. mas sua noção de comunidade está próxima das concepções dos dois primeiros6. Hannah Arendt.4 um projeto ético-político. H. Derrida. Derrida. Em seus trabalhos acerca da amizade e da estética da existência. Todos estes filósofos tem como um precursor o pensamento de Friedrich Nietzsche. F. que afirma que “a humanidade se exemplifica não na fraternidade. J. mas na amizade”. Amizade e Estética Existência em Foucault 8 Idem . Francisco Ortega entende o a amizade como “uma possibilidade de utilizar o espaço aberto pela perda de vínculos orgânicos. esta é um fenômeno eminentemente político4. Este projeto se insere na linha de pesquisa Ética e Filosofia Política. questionando porque o amigo deveria ser um irmão e o que seria a política além do princípio da fraternidade5. rompe com o modelo clássico de philia em seu sentido fraternal. Homens em tempos sombrios. podendo representar uma atitude crítica e conduzir à autotransformação do sujeito na vida social e a recusas às formas impostas de relacionamentos e de subjetivação. que também desenvolveram reflexões a partir do pensamento greco-romano. Já para Blanchot não há distinção entre amizade e fraternidade. 4 5 Arendt. que rompe com as concepções clássicas predominantes em todo o mundo ocidental e cujas reflexões sobre a amizade a privilegiam como ascese. Ortega. Jacques Derrida e Maurice Blanchot. a exemplo. M. pelo biopoder. uma vez que o tema proposto se dirige a questões atuais pelo potencial que a noção de amizade pode representar para novas experiências de vida.

investigando as noções de philia e amicitia nos pensamentos platônico e aristotélico. Será ainda enfatizada a concepção epicurista da amizade. a amizade. transformar sua maneira de pensar e realizar em si uma forma de vida inédita”.. da maneira como é abordada por Foucault na aula de 3 de fevereiro de 1982. artigos e entrevistas acerca de noções como amizade. Na aula de 20 de janeiro de 1982.5 4. onde as práticas de si se encontram . explicitaremos noção de ágape na filosofia cristã de Santo Agostinho. governamentalidade. à estilização da existência através e na presença do outro e uma conseqüente forma de resistência a um poder subjetivante. referida como a via para a reabilitação da estética da existência. governo de si e governo dos outros. imprescindíveis para o objeto final da pesquisa. assim como a amicitia na forma de uma amizade institucionalizada no pensamento de Cícero. do curso A Hermenêutica do Sujeito. mas de uma verdadeira prática social. constituídas como relações eros-philia. recusado desde a Antiguidade no desenvolvimento e experimentação da amizade. 1982 onde “vemos que a amizade é inteiramente da ordem do cuidado de si e que é pelo cuidado de si que se deve ter amigos”. por meio de um trabalho realizado na própria relação consigo – uma ascese –. ética. difundido tanto nos meios aristocráticos como entre as populações menos favorecidas. durante a segunda hora. a fim de questionar a hipótese (com a qual concordamos) de Francisco Ortega. que é investigar a possibilidade de a amizade servir a uma constante recriação de si. Buscaremos analisar critica e historicamente a noção de amizade na Antiguidade greco-romana. estética da existência. cursos. em seu livro Amizade e estética da existência em Foucault de que esta.. a partir de sua ‘utilidade’. à autotransformação. visando à recuperação de eros. Delimitação do problema: O problema deste projeto de pesquisa busca privilegiar as análises foucaultianas abordadas em livros. Também serão analisadas as aulas do curso A Hermenêutica do Sujeito. Por fim. a qual poderia proporcionar ao indivíduo. Foucault explicita de que maneira o cuidado de si helenístico e romano se constitui. não como um exercício de solidão. governo. ascese. é “uma estratégia de resistência extremamente perigosa para a individualidade padronizada imposta pelo poder subjetivante moderno” e de que “o papel da filosofia no processo de constituição da amizade {. Será analisada a interpretação foucaultiana da amizade nas últimas entrevistas. 1982 e as diversas entrevistas concedidas.} sugere a necessidade de uma reabilitação da estética da existência na atualidade. poder.

Compreender as noções que envolvem o governo no pensamento foucaultiano. A questão do governo será investigada na Microfísica do Poder e nos cursos proferidos no Collège de France. onde Foucault aprofunda o estudo da questão da governamentalidade. na sociedade romanas. . muito mais fortes. que se atinge a partir do domínio de si e também noções como razão de estado. “Esta amizade que. Analisaremos o percurso de seu pensamento desde a noção das artes de governar os outros até a noção de governar a si mesmo. Por fim. polícia e poder pastoral. posto que é atravessado pela presença do outro. Foucault apresenta um papel da amizade no cuidado de si. na cultura. Em O uso dos prazeres e O cuidado de si serão investigados as noções de moral e de estética da existência na Antiguidade para compreender como se constitui o papel por ele concedido à amizade no processos de criação da vida como uma obra de arte. muito mais hierarquizadas”. acreditamos que a investigação da análise foucaultiana sobre a noção de amizade poderá nos ser útil como ferramenta para a análise dos processos de nossa própria subjetividade moderna. relacionado com o as noções de governo desde a Antiguidade greco-romana até as primeiras formas da pastoral cristã. no que tange às formas de subjetivação. tinha outras. Será também explicitado o intento foucaultiano de reabilitar a própria noção de filosofia como ascese. uma vez que este pode ser praticado no interior do grupo e na distinção do grupo. assim como a noção de autonomia. o governo de si e dos outros. na cultura grega tinha uma determinada forma. Serão abordadas e explicitadas as relações de poder no pensamento foucaultiano. permite pensar em pontos de encontro com a noção da ética em Foucault.6 intimamente relacionadas e parcialmente apoiadas em redes de amizades.

ética. ascese – no sentido greco-romano -. artigos. dos cursos proferidos e das entrevistas concedidas por Foucault em que são abordadas as temáticas relativas ao tema proposto.7 5. governo. cuidado de si. governamentalidade. . concernentes ao tema. Para realizar tal tarefa analisaremos livros. poder. bem como da leitura de seus principais comentadores e dos textos da Antiguidade abordados por ele. governo dos outros. governo de si. entrevistas e conferências de Foucault. estética da existência. As noções a que nos ateremos são: amizade. Metodologia A metodologia a ser empregada é a da elaboração de análises conceituais e críticas das obras. que marcam a inovação e distanciamento do pensamento de Foucault da tradição filosófica.

De setembro a outubro de 2011 • redação de texto do segundo capítulo da dissertação: Ética e estética da existência em Michel Foucault. 1. . 3 . Cronograma de Atividades: De março a junho de 2011 • • • • levantamento bibliográfico de textos de comentadores de Foucault levantamento bibliográfico de textos de autores que abordam a questão da amizade leitura e análise conceitual dos textos selecionados discussão com o orientador De julho a agosto de 2011 • • estágio docente elaboração do primeiro capítulo da dissertação: Amizade e ascese na antiguidade greco-romana. Plano da dissertação Introdução Cap.Ética e estética da existência em Michel Foucault Cap. 1 .Amizade e ascese na antiguidade greco-romana Cap.2.8 6. 2 . Plano de trabalho: 6.Amizade e governo de si e dos outros Conclusão Bibliografia 6.

9 De novembro de 2011 a janeiro de 2012 • redação de texto do terceiro capítulo intitulado: Amizade e governo de si e dos outros. De fevereiro de março de 2012 • • revisão do texto completo da dissertação Pré-defesa Abril de 2012 • Defesa de dissertação .

História da Sexualidade I – A Vontade de Saber. 2). Le gouvernement de soi et des autres II. Rio de Janeiro: Forense Universitária. da Motta. 38-39. FOUCAULT.br/fe/tef/filoesco/foucault/amitie. 1985. Le Courage de la Vérité. Rio de Janeiro: Edições Graal. Édition établie sous la direction de François Ewald et Alessandro Fontana. par Frédéric Gros. . M. nº 25. FOUCAULT. Maria Thereza da Costa Albuquerque e J. 1992. abr. FOUCAULT. Vigiar e punir. 2º ed. FOUCAULT. Guilhon Albuquerque. M. M. 9ª ed. M. M.10 7. Ditos e Escritos IV. FOUCAULT. Rio de Janeiro: Edições Graal. M. História da Sexualidade III – O Cuidado de Si. 1988. Poder-saber. Gai Pied. Dreyfus e Paul Rabinow. In: RABINOW. Trad. FOUCAULT. Rio de Janeiro: Forense Universitária. Disponível em: <htttp://www. Vozes. A. 2005. M. A hermenêutica do sujeito. (Ditos & Escritos. Michel Foucault entrevistado por Hubert L. Maria Thereza da Costa Albuquerque e J. FOUCAULT. A. M. Trad. Referências bibliográficas: Obras de Foucault: FOUCAULT. Vera Lúcia Avelar Ribeiro. Rio de Janeiro: Edições Graal. Org. Michel Foucault. DREYFUS.unb. De l'amitié comme mode de vie. 16ª ed. Andréa Daher. H. Maria Thereza da Costa Albuquerque e J. FOUCAULT. 2009. Estratégia. Resumo dos Cursos do Collège de France 1970 – 1982. uma trajetória filosófica: para além do estruturalismo e da hermenêutica. 1984. Cours au Collège de France (1983-1984). e seleção de textos Manoel B. 1987. Rio de Janeiro: Graal. P. A. 1981.html>. M. A tecnologia política dos indivíduos? In: Arqueologia das ciências e história dos sistemas de pensamento. Trad. 7ª ed. Petrópolis. FOUCAULT. Guilhon Albuquerque. Trad. M. p. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. M. FOUCAULT. Guilhon Albuquerque. 1995. v. Rio de Janeiro: Forense Universitária. Microfísica do poder. Trad. In: FOUCAULT. 2003. História da Sexualidade II – O Uso dos Prazeres. M. 13:49:30. Acesso em: 10 out 2010. 1997. Paris: Gallimard.

M. P. As origens do totalitarismo. (trad. H. H. Rio de Janeiro: Forense Universitária. SP: EDUSC. Éditions Galillé. FOUCAULT. Verdade. In: Ética. HADOT. In: Ética. HADOT. ARENDT. HADOT. São Paulo: Cia das Letras. O grande jogo do mundo.11 FOUCAULT. O retorno da moral. H. J. P. Rio de Janeiro: 34. Entre o presente e o passado. A dignidade da política: ensaios e conferências. no 11 (Nov. sexualidade e política. v. M. In: Ética. 2000. (trad. 1998. Études de philosophie ancienne. Politiques de l’amitié – suivi de L’oreille de Heidegger. M. Bauru. 2004c. Será que a política ainda tem de algum modo um sentido? A dignidade da política: ensaios e conferências. J. 2004e. Uma estética da existência. 2000. Tradução de Antonio Angonese. FOUCAULT. A condição humana. G. Política e ética: uma entrevista. Rio de Janeiro: Forense Universitária. 632-644. ARENDT. 5). In: Conversações. ARENDT. Rio de Janeiro: Forense Universitária. H. (Ditos & Escritos. DERRIDA. v. P. Paris: Les Belles Lettres. 1987. M. Eastern Division. Exercices spirituels et philosophie antique. BALDINI. v. sexualidade e política. 1988). Homens em tempos sombrios. Amizade e Filósofos. São Paulo: Companhia das Letras. HADOT. 5). 1992. ARENDT. (Ditos & Escritos. Paris: Études Augustiniennes. Helena Martins et alii) Rio de Janeiro: Relume-Dumará. Obras sobre o tema : ARENDT. La philosophie comme manière de vivre. 1993. A vida como obra de arte. 1994. 2002. Helena Martins et alii) Rio de Janeiro: Relume-Dumará. Paris. poder e si mesmo. 1972. Paris: Gallimard. 5). 1997. ARENDT. Barbosa de Almeida) São Paulo: Perspectiva. 1995. Qu'est-ce que la philosophie antique?. 85. M. P. H. sexualidade e política. (trad. DERRIDA. 2004d. DELEUZE. FOUCAULT. In: Ética. v. Rio de Janeiro: Forense Universitária. Paris: Albin Michel. 5). (Ditos & Escritos. Vol. sexualidade e política. The Politics of Friendship. Eighty-Fifth Annual Meeting American Philosophical Association. 1993. Mauro W. 1987. (Ditos & Escritos. . 10 ed. pp. 2004a. The Journal of Philosophy. H. Rio de Janeiro: Forense Universitária.

Figuras de Foucault. Rio de Janeiro. Estilística da amizade. (orgs. E. W. In: BRANCO. Rommel L. Além do Bem e do Mal: prelúdio a uma filosofia do futuro. NIETZSCHE. W. Obras sobre Foucault: BARBOSA. F.F. reflexão e crítica. (1998): “Foucault”. Considerações sobre ética e política. ORTEGA. São Paulo: Estação Liberdade. 2001.18. C. Um percurso pelos seus temas. F. Derrida. São Paulo: Martins Fontes. R. W. Trad. In: Psicologia. In: RAGO. A. 1984 13ª ed. Marcio Tavares. Para que serve uma subjetividade?: Foucault. C. Porto Alegre: UFRGS. CASTRO. 2003 BRANCO. Retratos de Foucault. (orgs. Revista Aulas. São Paulo: Cia das Letras. R. In: CASTELO BRANCO. F. Editora Odysseus. São Paulo: Cia das Letras. MISKOLCI. D. and ancient thought”. L. 2007 BILLOUET. 2000. Foucault (B. 1992. 2005. Estética da Existência e Pânico Moral. NIETZSCHE. p. Retratos de Foucault. Foucault. Para uma Política da Amizade: Arendt. 2005. CARDOSO JR. P. 2001 NIETZSCHE. the history of ethics. Genealogias da Amizade. DAVIDSON. F. São Paulo. 1992 NIETZSCHE. G.). Sabedoria para depois de amanhã. “Foucault e a ética: algumas considerações”. W. Iluminuras. In: D’AMARAL. 2005. Belo Horizonte: Autêntica. Londrina/Rio de Janeiro: Cefil/Nau. V. F. Ingrid Müller Xavier. PORTOCARRERO. BAÊTA NEVES. C. Sidou. 343-349. NIETZSCHE. Aurora. tempo e corpo.12 KONSTAN. nº 3. F. n. F. G.3. 2006. A. Rio de Janeiro: Cibilização .). São Paulo: Cia das Letras. 2002. ORTEGA. pp. São Paulo. 1-16. F.58 ORTEGA. Trad. Rio de Janeiro: Nau. 2009. Brasileira. O Nascimento da Tragédia ou Helenismo e Pessimismo. Michel Foucault da arqueologia do saber à estética da existência. F. M. Vocabulário de Foucault. Rio de Janeiro: Nau. In: BRANCO. 1992.F. v. Assim Falou Zaratustra. Relume Dumará. H. A Gaia Ciência. e VEIGA-NETO. NIETZSCHE. PORTOCARRERO. W. W. São Paulo: Cia das Letras. G. 2000. 2005a... V. Foucault.). conceitos e autores. A amizade no mundo clássico. Belo Horizonte : Autêntica. Guilherme. “Ethics as ascetics. p.

2000. MAIA. The Foucault effect: studies in governmentality. Trad. A. M. E RABINOW. In: Foucault um pensamento desconcertante. 1988.. Para Além do Estruturalismo e da Hermenêutica.). G. PORTOCARRERO. D. São Paulo: Imaginário. London: Harvester Wheatsheaf. . Piracicaba: Editora UNIMEP. F. Belo Horizonte: Autêntica. Magalhães. 1991. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. Foucault. Figuras de Foucault. pp. (orgs. Trad: Vera Portocarrero. G. Anthologie. Guilherme Castelo (Org. 2003. Tradução de Margareth Rago e Alfredo Veiga-Neto. A Trajetória de Michel Foucault. Alfredo (orgs. USP. Vera (Org. Philosophie. DELEUZE. Rio de Janeiro: Edições Graal Ltda. ORTEGA. GORDON. . Margareth. Michel Foucault.. FONSECA. “O cuidado de si em Michel Foucault”. Retratos de Foucault.13 DAVIDSON. Filosofia como diagnóstico do presente: Foucault. Michel Foucault e seus contemporâneos (L. A. 155-163 GIACÓIA JR.São Paulo. VEIGA-NETO.). In: BRANCO. H. Margareth. Trad. M. Tempo Social. O. São Paulo: Companhia da Letras. São Paulo: Brasiliense. (2006): “Para pensar o público e o privado: Foucault e o tema das artes de governar”.) Foucault e a destruição das evidências. Rev. VEIGA-NETO.) Michel Foucault. In : DAVIDSON. Figuras de Foucault..). E. G. Introduction. F.(Eds). A. Sobre a analítica do poder de Foucault. ERIBON. F. 1926–1984 (H. GROS. DREYFUS. In: Conversações. Nietzsche e a genealogia da ética. 1996. (org. Um retrato de Foucault. A. Belo Horizonte: Autêntica. Éticas dos amigos: invenções libertárias da vida. Amizade e Estética Existência em Foucault.). Sociol. 1992b. Rio de Janeiro: Nau.). Alfredo (orgs.).. 1995. In: RAGO. 1999. P. In: MARIGUELA. 7 (1-2): 83-103. PASSETTI. ERIBON. Paris : Gallimard. 127-138. DELEUZE. D. E GROS. Rio de Janeiro: Forense Universitária. pp. A libertação da liberdade. Le Gouvernement de soi et des autres. outubro de 1995. Feist. MILLER. 2004. In: RAGO. Rio de Janeiro: 34. P. 1990. 2006 LARROSA. 1995. J.

nº 3. A ética de Michel Foucault: a verdade. Acessado em . v.).14 PORTOCARRERO. Rio de Janeiro: Graal. In: RAGO. PORTOCARRERO. 3. M. PORTOCARRERO. genealogia da ética e estética da existência. Michel. Microfísica do poder. VEIGA-NETO. J. In: Revista Educação. Paris : Albin Michel. (orgs. Frédéric (org. Foucault 80 anos. Rio de Janeiro: Fiocruz. Rio Hando I San Angel. Foucault : A Liberdade da Filosofia. As Ciências da vida.curriculosemfronteiras. V. PORTOCARRERO. 25/10/2010 VEYNE.e KOHAN. Trad. Belo Horizonte: Autêntica. Foucault. ética e valores”. W. Governo ou Governamento. Foucault. Tradução de Marcos Marcionilo. In: Estudios: revista del depto académico de estudos generales del instituto tecnológico autónomo de Méxixo. V. MACHADO. V. In: BULCÃO. V. PORTOCARRERO. 2000. (2007): “Foucault. In: GROS. Hadot e a filosofia antiga. Belém: Cejup. In: GONDRA. PORTOCARRERO. Rio de Janeiro: Fiocruz. PORTOCARRERO. 2008. Álvaro Cabral. P. Rio de Janeiro: Booklink. Introdução: por uma genealogia do poder. De Canguilhem a Foucault.). As Ciências da vida. VEYNE. Biblioteca do Professor. (2002): “O sujeito antigo de uma ética moderna. In: FOUCAULT. C. De Canguilhem a Foucault. SOUZA. 2007.). Figuras de Foucault. Apêndice. 2007. 2009. V. C. São Paulo: Parábola. Sa pensée. Margareth.pdf. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Editor. S. 3. (2002): Michel Foucault: a coragem da verdade. (2006): “Práticas sociais de divisão e constituição do sujeito”. PORTOCARRERO. J.org/vol5iss2articles/veiga-neto. VEIGA-NETO. 1992. (2007): “Foucault. Belo Horizonte: Autêntica. V. pp.). sa personne. (orgs. 2009. Alfredo (orgs. In: Educação. Perspectivas Filosóficas de expressão Francesa. 46-55 RAJCHMAN. v. Roberto. Apêndice. 1987. Ética e Valores. P. http://www. Governamentalidade e cuidado de si. 2004. El último Foucault y su moral. ética e valores”. Vida. a experiência. V. o sujeito. Reabilitação da concepção de filosofia como ascese no pensamento tardio de Foucault. nº 9. Acerca dos exercícios espirituais antigos na História da sexualidade de Michel Foucault”. PORTOCARRERO. V. e MARCONDES. V. 2006. Alfredo. 1987. In: Educação.

5ª edição. Porto. Introdução. Livraria Apostolado da Imprensa. ARISTÓTELES. 1995. Da Amizade. 1955. Tradução de Mário da Gama Kury. Tradução de J. versão e notas de Francisco de Oliveira. M. EPICURO. 2001. Portugal. Brasília: Editora Universidade de Brasília. 1985 CÍCERO. Confissões . Trad de Agostinho da Silva. 1988. Antologia de Textos. Lísis. Ética a Nicômacos. T. São Paulo: Abril Cultural. Brasília: Editora Universidade de Brasília. (Coleção Os Pensadores) SANTO AGOSTINHO. .15 Autores clássicos citados : PLATÃO. Oliveira e A. São Paulo: Martins Fontes. Ambrósio de Pina.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful