25

PROCEDIMENTOS DE LEITURA IMPLICAÇÕES DO SUPORTE, DO GÊNERO E/OU ENUNCIADOR NA COMPREENSÃO DO TEXTO RELAÇÕES ENTRE RECURSOS EXPRESSIVOS E EFEITOS DE SENTIDO

POR

LINGUA PORTUGUESA

LÍNGUA PORTUGUESA

LocaLizar informações expLícitas em um texto. inferir uma informação impLícita em um texto. identificar o tema de um texto. identificar a finaLidade de textos de diferentes gêneros. identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações.

25
AUTORES
Alexsandra Cibelly Finkler Beatriz Koppe Claudio Marcelo Romanichen Helen Simone França Juliana Sanson Luciane Danylczuk Prendin Rosalina Soares Rossana G. Cardoso Sandra Bozza Sílvia Correr Silvia Eliana Dumont Solange Gomes Taís Ribeiro Drabik de Almeida Vanessa Moraes

POR

ILUSTRAÇÃO E DESIGN
Alexandre Gonçalves Christino Carlos Gustavo Ehalt Cristiano Campello Douglas Pereira Camargo Fabio Belem Fernanda B. C. Carvalho Koppe Franklin Maciel Agostinho Gilson de Sousa Nunes Iberá E. Gomes Júnior Igor Pinto Arantes Isabella Tosin Lucas Santos Meneghini Marcio Turini Rene Gonçalves de Paula Júnior

PRODUÇÃO

Positivo Informática Divisão de Tecnologia Educacional

IMPRESSÃO E ACABAMENTO

Oficina do Impresso Gráfica e Editora Ltda.

CONTATO

suporte.aprimora@positivo.com.br Todos os direitos reservados à Positivo Informática Divisão de Tecnologia Educacional
V.01

LÍNGUA PORTUGUESA

RESUMO Considerado um dos recursos na construção de sentido de um texto. Uso de pontuação expressiva — 2 aulas MATERIAL INFORMATIZADO Mistério na biblioteca Um dia no lago Por25 1 LÍNGUA PORTUGUESA . Reconhecer o uso dos sinais de pontuação estilística para produção de diferentes efeitos de sentido. POR LINGUA PORTUGUESA PROCEDIMENTOS DE LEITURA IMPLICAÇÕES DO SUPORTE. eles possam apreender todas as suas variantes: estilística. Pontuação estilística em conto e poema. O quadro explicativo (intitulado Entenda a diferença presente nessa ferramenta) tem o objetivo de instigar. a curiosidade para conhecer a pontuação em sua dimensão textual e enunciativa. normativa. ATIVIDADES 1. As atividades digitais trabalham a pontuação expressiva em textos e pretendem ajudá-los a associar as emoções presentes na oralidade à função de cada sinal gráfico. é essencial que a pontuação seja ensinada aos alunos dentro de um contexto. expressiva. Quem põe um ponto muda o conto — 2 aulas 2. as atividades deste roteiro procuram levar os alunos a perceberem a relação entre o uso dos sinais de pontuação e expressividade oral e a construção de significados em diferentes gêneros. DO GÊNERO E/OU ENUNCIADOR NA COMPREENSÃO DO TEXTO RELAÇÕES ENTRE RECURSOS EXPRESSIVOS E EFEITOS DE SENTIDO OBJETIVOS Relacionar o uso de cada sinal de pontuação à sua função. etc.25 CONTEÚDOS Pontuação em textos com função informativa. seja de base prescritiva ou de forma criativa para obter efeitos estilísticos. para que. assim. Mostrar ao aluno as possibilidades de uso dos sinais de pontuação em suas produções escritas. Nessa perspectiva. nos alunos.

para a garantia de uma intencionalidade do autor e para a orientação do leitor”. 81). MESQUITA PRESTES. “a pontuação constitui-se em uma marca que colabora com o leitor na discriminação das relações e das hierarquias estabelecidas pelo escritor entre os elementos das orações e entre elas”. em consequência. pelo qual escritor e leitor compartilham ativamente a tarefa de construir significados” (Smith. e “essa função de indicador de leituras é compatível com um princípio de cooperação. é consensual entre os estudiosos da língua e da educação que o ensino da língua só adquire sentido por meio da análise discursiva.25 POR ATIVIDADE 1 Quem põe um ponto muda o conto INTRODUÇÃO Atividade realizada em sala de aula A abordagem do ensino de Língua Portuguesa foi. 2009. p. durante muito tempo. A pontuação e seu ensino Para ressaltar a importância do uso da pontuação na construção de significados. O ensino de pontuação numa perspectiva textual.filologia. No entanto. uma vez que não habilitava o aluno a perceber a relação de seu discurso oral. a análise dos aspectos gramaticais deve ser feita apenas com o intuito de estabelecer relações de sentido em um enunciado de acordo com as intenções do falante situado em determinado contexto social. p.] os sinais de pontuação têm a tarefa de orientar o leitor. o aluno se apropria desse conhecimento. 2 LÍNGUA PORTUGUESA . usando-o de forma consciente em suas produções.br/viiicnlf/anais/caderno03-08. ainda segundo essa autora.. Dentro dessa perspectiva.org.html. uma vez que esse recurso é indispensável à produção e recepção da maioria dos gêneros textuais. realizada de forma descontextualizada. Maria Luci de. Reforça Costa (1994. No caso da pontuação. a pensar criticamente e. Acesso em: 1 mar. Dessa forma. com tópicos gramaticais tratados separadamente. Maria Luci de Mesquita Prestes cita Smith e Costa: [. a intencionalidade de sua fala com os exemplos trabalhados nos livros e em sala de aula. a fazer bom uso da língua escrita e em situações concretas de comunicação. Ao analisar seus diversos usos nos mais variados contextos. 1993. Disponível em: http://www.. 8) que “a pontuação é um dos elementos que contribui para a coesão das ideias. Atualmente. esse ensino que privilegia a análise de frases isoladas mostrou-se ineficiente. seu ensino contextualizado é ainda mais importante.

Nada dou aos pobres. Jamais será paga a conta do padeiro. 19. sendo difícil estabelecer regras para esses motivos [. O padeiro pediu cópia do original e puxou a brasa pra sardinha dele: Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. 3. ainda citado por Mesquita Prestes). p. até certo ponto apenas sofisticação da redação profissional.. afinal. c) por recomendação ou exigência da redação técnica. b) por impulsos subjetivos. Escreveu o seguinte: Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres. Beltrão e Beltrão (1989. pediu que lhe trouxessem papel e tinta. 3 LÍNGUA PORTUGUESA .Quanto a seu uso. Para bem compreender esse aspecto. 1.]. 2. Em seu nível sintático. “muitas vezes o sentido de uma frase pode ser alterado por uma pontuação diferente e que constantemente a ausência de pontuação traz obscuridades e equívocos”. segundo os quais a orientação da pontuação se dá: a) por razões sintáticas tradicionais. A quem. Deu o último suspiro antes de ter feito a pontuação. estando muito mal de saúde. conforme adverte Passos (1967. é importante que o aluno compreenda sua relação intrínseca com a semântica uma vez que. p. essa autora cita.. mas responsável pelo maior número de inovações ou alterações. basta observarmos o seguinte texto: A herança Um homem rico. dentre outros autores. 9). ao receberem o papel. Jamais será paga a conta do padeiro. para explicá-lo. O sobrinho fez a seguinte pontuação: Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. cada um dos citados deu ao texto a pontuação e a interpretação que lhe favorecia. Não a meu sobrinho. Nada dou aos pobres. Nada dou aos pobres. A irmã chegou em seguida e pontuou assim: Deixo meus bens à minha irmã. fundamentais. deixava sua fortuna? No dia seguinte.

pergunte-lhes qual a emoção transmitida em cada frase e qual o sinal que lhe corresponde na escrita. Sua filha mais velha que já estava ansiosa para voltar para casa disse: Vamos embora! (escreva de novo a frase sem pontuação). ao ver que você estava se levantando perguntou: Vamos embora? (escreva novamente a frase sem nenhuma pontuação). do filho menor. Escreva a frase na lousa sem nenhuma pontuação. Para que os alunos percebam a importância da pontuação na compreensão do enunciado. Um deles.com/2007/03/diferena-da-pontuao. POR ETAPA 1 O objetivo desta etapa é fazer com que o aluno perceba a relação da expressividade oral com o uso da pontuação na escrita. Caso tenham dificuldade. Seu filho menor. fez esta interpretação: Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres. 2009. disse chateado: Vamos embora. (repita na lousa a frase sem pontuação). Aí chegaram os descamisados da cidade. repita a frase com cada entonação exagerando um pouco mais na pronúncia.25 4. Diga-lhes que você vai lhes contar a seguinte situação que você viveu com sua família: Todos estavam no parque e você disse a seus filhos: Vamos embora. Para concluir esta etapa. do filho do meio e da filha mais velha.blogspot. ao ver a cena. Disponível em: http://oquedernagana. Seu filho do meio.html... leia o seguinte texto em voz alta sem respeitar as pontuações: ETAPA 2 4 LÍNGUA PORTUGUESA . peça que apontem qual seria a pontuação adequada a cada situação: fala da mãe. Acesso em: 1 mar. sabido. Em seguida. que estava brincando com seus amigos.

Texto com sua pontuação original: Como é feita a salsicha? A salsicha mais comum..Como é feita a salsicha? A salsicha mais comum usada em cachorros-quentes e outras receitas populares é feita em linhas de produção automatizadas praticamente sem contato humano e com etapas rígidas de higienização Isso desmente o mito de que as fábricas de salsichas ainda são ambientes repugnantes com sangue e gordura escorrendo por todos os lados Essa ideia se disseminou principalmente pela célebre frase do chanceler alemão Otto von Bismarck (1815-1898) que dizia que as pessoas nunca deveriam saber como são feitas as salsichas e as leis Na verdade a única parte do processo que pode afetar os estômagos mais sensíveis é a hora da escolha dos ingredientes já que essa iguaria é feita com carne picada ou moída de qualquer pedaço de boi porco ou frango Geralmente o que entra nessa mistura são as sobras dos cortes tradicionais e partes pouco apreciadas como as bochechas e as vísceras de bovinos e suínos diz a engenheira de alimentos Eunice Yamada do Instituto de Tecnologia de Alimentos de Campinas (SP) Entretanto a receita costuma mudar um pouco de acordo com o tipo de produto Quando a salsicha é de frango ou de peru a carne aproveitada na fabricação é aquela que fica grudada nos ossos após a retirada das peças principais como o peito a coxa e a sobrecoxa afirma outra engenheira de alimentos Carmen Castillo. já que essa 5 LÍNGUA PORTUGUESA . Isso desmente o mito de que as fábricas de salsichas ainda são ambientes repugnantes. Essa ideia se disseminou principalmente pela célebre frase do chanceler alemão Otto von Bismarck (1815-1898).. com sangue e gordura escorrendo por todos os lados. que dizia que as pessoas nunca deveriam saber como são feitas as salsichas e as leis. usada em cachorros-quentes e outras receitas populares. Editora Abril.] André Santoro. da Universidade de São Paulo (USP) [. Na verdade. é feita em linhas de produção automatizadas. praticamente sem contato humano e com etapas rígidas de higienização. a única parte do processo que pode afetar os estômagos mais sensíveis é a hora da escolha dos ingredientes. Mundo Estranho.

e tanto seu fulgor. mostre como estava a pontuação no texto original. o mar. a carne aproveitada na fabricação é aquela que fica grudada nos ossos após a retirada das peças principais. levou-o para que descobrisse o mar. tremendo. da Universidade de São Paulo (USP). E quando finalmente conseguiu falar. Pergunte-lhes qual foi a conclusão que tiraram por meio dessa atividade. depois de muito caminhar. oriente-os a ler em voz alta para comparar e sentir a diferença entre as duas formas de enunciação. [. Naturalmente a compreensão terá sido prejudicada.. como o peito. porco ou frango. se considerar pertinente. O pai. como as bochechas e as vísceras de bovinos e suínos”. Mundo Estranho. que o menino ficou mudo de beleza.] André Santoro. que encontra-se no Material de apoio: A fundação da arte/1 Diego não conhecia o mar. pediu ao pai: ETAPA 3 6 LÍNGUA PORTUGUESA . POR Pergunte a eles o que entenderam da leitura. Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia. Depois. a coxa e a sobrecoxa”.25 iguaria é feita com carne picada ou moída de qualquer pedaço de boi. Feito isso. estava do outro lado das dunas altas. Viajaram para o Sul. Editora Abril. Carmen Castillo. “Geralmente. Entretanto. diz a engenheira de alimentos Eunice Yamada. Em seguida. o que entra nessa mistura são as sobras dos cortes tradicionais e partes pouco apreciadas. Santiago Kovadloff. E foi tanta a imensidão do mar.. gaguejando. afirma outra engenheira de alimentos. esperando. o mar estava na frente de seus olhos. Em seguida. distribua o texto a eles e peça-lhes que façam a necessária pontuação e a correta distribuição dos parágrafos. proponha a leitura deste conto de Eduardo Galeano. do Instituto de Tecnologia de Alimentos de Campinas (SP). Ele. “Quando a salsicha é de frango ou de peru. a receita costuma mudar um pouco de acordo com o tipo de produto.

peça que observem a vírgula usada antes da palavra “esperando”. 2009.br/boa_leitura/o_livro_dos_abracos_de_eduardo_galeano_ pequenos_textos_incendiarios_sobre_o_mundo/221/. A pausa indicada por essa vírgula é importante para o sentido que o autor quer dar? Para que sintam isso. In: O livro dos abraços. Eduardo. • Em seguida pergunte a função do uso dos dois pontos nesse texto. O uso dessas vírgulas tem a mesma função das que foram usadas na frase analisada anteriormente? • Se não houvesse o pronome e somente a palavra “mar” tivesse sido empregada pelo autor. provoque uma discussão entre os alunos sobre a pontuação usada pelo autor. deslocando a palavra “esperando”? Peça que releiam como ficou a frase e observem se o sentido de “eternidade” na “espera” que o autor quis dar seria mantido ao reescrever a frase dessa forma. É para introduzir uma explicação ou a fala de um personagem? • Qual outro sinal de pontuação justifica a resposta dada anteriormente? 7 LÍNGUA PORTUGUESA . Pergunte-lhes que elementos do texto mostram que se trata de uma narrativa. A fundação da arte/1.— Me ajuda a olhar! Galeano. Disponível em: http://www. • Como será ficar mudo de beleza? • Que motivos tinha Diego para “tremer” e “gaguejar”? • Depois de bem depreendido o sentido do texto. Neste caso. • Continue essa análise com o uso das outras vírgulas. haveria necessidade do uso da segunda vírgula? • Na sequência. Acesso em: 1 mar. • Peça-lhes que expliquem o uso da vírgula depois da palavra “pai” e depois do nome. seria possível saber que Santiago era seu pai? • Em seguida. peça que releiam a frase duas vezes: uma fazendo a pausa e outra de forma direta.com. peça que observem o uso da vírgula depois do pronome “ele” e depois da palavra “mar”.vivaviver. De que outra forma a frase poderia ser reescrita. se as vírgulas não tivessem sido usadas o sentido da frase seria prejudicado? Como é possível saber que Santiago é nome do pai? • Levante a seguinte hipótese: se a palavra “pai” não tivesse sido usada e somente seu nome tivesse sido colocado.

o uso de linhas. em datas. Com listas douradas na asa. peça que atentem para o uso do ponto de exclamação. os espaços em branco. são substituídos por outros recursos. endereçamento. em que o autor transgride algumas normas ditadas pela gramática para provocar um efeito de sentido. quando não há pontuação em determinados textos em que deveria ser usada. de revistas. assinatura. diga que. para dar mais leveza ao texto. É um bom momento também para dar uma explicação rápida de pontuação aberta e fechada. o sentimento que o autor queria expressar teria sido o mesmo? • Peça que registrem as conclusões a respeito do uso desses sinais de pontuação. etc. • Leia o poema em voz alta explorando bem a entonação sugerida pela pontuação.25 • Para finalizar. A borboleta Trazendo uma borboleta. Para ajudá-los a refletir sobre o uso de pontuação estilística. que encontra-se no Material de apoio:. etc. Volta Alfredo para casa. Se considerar pertinente. nas manchetes. cores e marcadores. POR ETAPA 4 8 LÍNGUA PORTUGUESA .. propomos a leitura do poema A borboleta. como disposição espacial dos elementos e das frases. pois muitas vezes o autor propositadamente deixa de usar alguns sinais que. Que emoção ele sugere nessa fala? Que trecho do texto pode confirmar isso? • A dificuldade que o menino tem de olhar o mar é física? Como é possível saber isso? • Se ao invés de exclamação o autor tivesse usado um ponto final. na listagem de itens. Como é linda! é toda preta. Depois de analisar o poema.. de Olavo Bilac. para a clareza de sentido. Para esta etapa. explique e exemplifique seu uso em outros gêneros textuais: em títulos de jornais. analise um poema. ela é chamada de pontuação aberta.

e respira a custo. menino... É necessário matá-la: Queres ser um assassino?” Pensa Alfredo. esse animalzinho.” Mas a mamãe... o menino grita: “É a primeira que apanho.. Alfredo! Vê como treme assustada... Vê como treme de medo. Para sem pena espetá-la Numa parede. num susto. Numa parede da sala. Mamãe! vê como é bonita! Que cores e que tamanho! Como voava no mato! Vou sem demora pregá-la Por baixo do meu retrato. Que livre e alegre vivia? Solta essa pobre coitada! Larga-lhe as asas. porfia. 9 LÍNGUA PORTUGUESA . nas mãos de criança. Batendo as asas. E treme.Tonta. Quer fugir. com carinho. Lhe diz: “Que mal te fazia.. E. Meu filho. Solta a borboleta. de repente. Contente. cansa. E ela Abre as asas livremente.

escreva a frase no quadro de giz.com/wiki/A_Borboleta_%28Olavo_Bilac%29. Mostre que. a ausência de vírgulas dificultaria o entendimento da frase... Disponível em: http://pt.wikia. caso o autor optasse por não colocar a vírgula. A borboleta. Porém na estima cresceste De tua mãe adorada. Eles compõem uma única frase? O que a vírgula no final do primeiro verso sugere? Para que eles percebam a inversão na frase. não haveria problema de compreensão. “Assim. 2009 POR • Em seguida. há maior liberdade de se colocar ou não pontuação em poemas. Olavo. mas. Acesso em 26 mar.” BILAC. se estivesse escrito em prosa. pergunte-lhes quem é que está trazendo a borboleta. peça que releiam atentamente os dois primeiros versos. Qual foi o sinal de pontuação usado? O que ele sugere? De quem é esse comentário? Do narrador-observador ou do Alfredo? Quais pontuações sugeririam a fala de um personagem? • A segunda estrofe faz uma descrição do estado da borboleta. • Pergunte-lhes se o narrador participa da história que conta nos versos ou se é um observador dos fatos narrados. • Em seguida. Chame-lhes a atenção 10 LÍNGUA PORTUGUESA . provoque uma discussão sobre o poema e o uso da pontuação pelo autor. Que cada um cumpra a sorte Das mãos de Deus recebida: Pois só pode dar a Morte Aquele que dá a Vida. Para tornar isso mais claro. In: Poesias infantis. Aproveite para enfatizar que.25 E foge pela janela. Releia a estrofe fazendo as pausas indicadas pela vírgula.poesia. por isso. por estar em versos. meu filho! perdeste A borboleta dourada. peça que observem o terceiro verso. Que elementos indicam isso? • Na primeira estrofe.

repita a análise do uso da vírgula no segundo verso. peça que troquem a palavra “Alfredo” por “meu filho”. Além de separar cada ação (verbo). o efeito de ênfase na pergunta ao menino seria o mesmo? 11 LÍNGUA PORTUGUESA . usada apenas para induzir uma reflexão em Alfredo? • Na sexta estrofe. Espera-se que os alunos respondam que ele poderia ter escolhido o ponto final. em que o autor usa o recurso da gradação com as ações de luta da borboleta. separa um vocativo ou separa uma explicação de como esse animal vivia? • Ainda nessa estrofe. Questione-os por que. chame atenção para as pontuações indicativas de diálogos: os dois pontos e o uso de aspas. peça que analisem o uso das reticências: o que elas sugerem sobre o estado da borboleta que a mãe quer transmitir ao filho? • Na sétima estrofe. oriente-os a analisar novamente a exclamação: ela foi usada para representar o mesmo sentimento de Alfredo expresso na terceira e quarta estrofes? • Para o segundo verso dessa estrofe. ou seja. Questione-os também sobre o uso de exclamação na fala do menino: o que ela sugere? • Na quinta estrofe. vírgula. No caso do uso de outra pontuação.para o terceiro e quarto verso. pedindo que substituam a palavra “menino” por “Alfredo” ou por “meu filho”. que marcam a fala do personagem. elas contribuem para criar a imagem do sofrimento e da luta da borboleta nas mãos do menino? • Na terceira estrofe. Pergunte-lhes que outra pontuação poderia ser usada em lugar das aspas. etc. É o mesmo caso estudado na estrofe anterior? • Ainda nessa mesma estrofe. Questione-os sobre a que conclusão eles chegam com essa substituição em relação ao uso da vírgula. que pontuação o autor usa? Peça que releiam a estrofe e que digam qual(is) outro(s) sinal(is) de pontuação poderia(m) ter sido utilizado(s). No terceiro verso. o uso de vírgula é necessário. ponto-e-vírgula. Elas introduzem a fala de quem? Com quem ela está falando? Com o filho ou ela fala do filho para alguém? Que sinal de pontuação nos fornece essa resposta? A vírgula usada depois da palavra “animalzinho” tem a mesma função das anteriores. ou seja. pergunte-lhes o que indica o ponto de interrogação: a mãe realmente espera uma informação do menino ou é apenas uma pergunta retórica. neste caso. peça que atentem novamente para as marcas que indicam o diálogo.

ficou com pena do moço e. Em que posição ela colocou a vírgula? Esta é a história de uma cidadezinha muito bonita. Ainda nessa estrofe. o que sugere o uso das reticências? E no segundo verso? Espera-se que o aluno perceba a pausa entre uma ação e outra. não fez nada de errado. talvez por essa razão. Nessa cidade. para salvar-lhe a vida. Uma atividade possível é pedir que os alunos reescrevam o poema em prosa. Pergunte aos alunos o que faz esse texto ser um poema. O monarca lhe respondeu com um bilhete: “Perdoar impossível. na qual se rima o primeiro verso com o quarto e o segundo com o terceiro. mas cujos habitantes andavam revoltados com o governo. A pausa requerida pela vírgula sugere que imagem? Se ela não tivesse sido usada. o administrador mandou um comunicado ao rei perguntando-lhe: “Devo fazer fogo ou poupar a cidade?” 12 LÍNGUA PORTUGUESA . Espera-se que eles respondam que é o fato de ter sido escrito em versos. que tinha bom coração. a imagem da cena criada pela descrição do autor. o autor tenha optado em colocar todas as marcas da pontuação características desse tipo textual. seguindo o esquema ABBA) para produzir o ritmo e a cadência. apesar de ter sido escrito em versos. mas foi condenado à forca porque um vizinho malvado mentiu sobre ele. Preocupado.25 • No primeiro verso da estrofe seguinte. POR ETAPA 5 Apresente aos alunos as seguintes atividades: Olímpio mora numa cidade chamada Pontual. ele escreveu ao rei contando o que havia acontecido e pedindo perdão. as pessoas que desobedecem à lei são condenadas à forca. o efeito seria o mesmo? • Faça o mesmo nas duas outras estrofes. porém. Olímpio. Então. chame a atenção do aluno para o uso da vírgula no terceiro verso. antes de mandar o bilhete fez uma mudança na vírgula. • Procure explorar também outros recursos usados pelo poeta: como o uso de redondilhas maior (quadra de versos de sete sílabas. Essa observação é importante porque o texto. mandar para a forca!” • A rainha. é narrativo e. recontando livremente a mesma cena com as próprias palavras e fazendo as pontuações necessárias. dentre outros.

na íntegra. De acordo com o gênero. Para uma boa orientação aos alunos no trabalho digital. etc. Oriente os alunos no uso das ferramentas do Aprimora. sugerimos que você assista ao vídeo Como funciona para conhecer. explore ainda outros gêneros. textos publicitários. esta atividade. caso a mensagem do rei fosse para disparar tiros contra a cidade? SUGESTÃO Em suas aulas sobre pontuação. oriente uma análise e discussão sobre o uso da pontuação: se é um recurso estilístico. isso é ainda mais importante no caso de os alunos (ou grande parte deles) não terem habilidades suficientes para manusear essa ferramenta da forma sugerida. notícias.A resposta enviada foi: “Fogo não poupe a cidade”. Atividade realizada no computador LOUSA INTERATIVA caso a escola disponha de lousa interativa ou um projetor multimídia. normativo. O importante é que cada atividade tenha significado e seja trabalhada em um contexto. Onde você colocaria a vírgula (ou ponto de exclamação) de modo a poupar a cidade? • Onde colocaria. para que o conteúdo trabalhado faça sentido ao aluno e que ele possa apreender o maior número de variantes possível do uso de cada pontuação. bilhetes. Permita que eles se familiarizem com elas. reportagens. • Imagine que você seja o funcionário do telégrafo. ATIVIDADE 2 Uso de pontuação expressiva Posicione os alunos no computador de acordo com a capacidade do Laboratório de Informática de sua escola. 13 LÍNGUA PORTUGUESA . expressivo. como cartas. sugerimos que essa primeira etapa seja feita com o uso desses recursos. etc. receitas.

motive-os a recomeçá-la. Nesse caso. POR ETAPA 2 Algumas opções levam rapidamente a um dos finais da história. em seguida. Porém. à solução do conflito. os alunos deverão clicar em Entrar na biblioteca. independentemente do sinal de pontuação escolhido. Como o enfoque dessa atividade é a pontuação expressiva. percorrendo outros caminhos que levem.25 ETAPA 1 Inicie a aula explicando aos alunos que o objetivo dessa ferramenta é navegar pelos diversos caminhos que a história pode percorrer e que a cada escolha eles devem estar atentos à pontuação das frases que podem dar continuidade à narrativa. esse final não traz a solução do “mistério”. As janelas seguintes trarão alternativas para a continuidade da aventura de Ulisses. a história terá um final. Exemplo: se os alunos clicarem em Todos os livros em branco (frase terminada pelo ponto final). os efeitos que produzem os diferentes sinais de pontuação empregados nas frases que constituem as alternativas da atividade. peça aos alunos que visualizem essa versão da história clicando em Visualizar essa história e. Para iniciar a história. eles verão de imediato um dos finais imaginados para essa narrativa. e não apenas ler. 14 LÍNGUA PORTUGUESA . é imprescindível que os alunos tenham acesso a caixas de som ou fones de ouvido para que possam ouvir. Explique o funcionamento da ferramenta. Explique-lhes que. então.

Peça que escutem a forma como são pronunciadas e leia a explicação sobre o efeito produzido. Voltar e Avançar. incentive-os a usarem o link Entenda a diferença em todas as janelas em que ele aparecer. aparecerão as explicações das frases que se diferenciam pelo uso de sinais de pontuação distintos. ao clicarem nesse link. Enquanto os alunos estiverem navegando livremente pelos diversos caminhos que essa história de Ulisses pode percorrer.As setas abaixo da caixa Entenda a diferença indicam. Em algumas situações. Caso nenhum aluno tenha descoberto e não haja previsão para que vocês voltem a navegar nessa ferramenta. pergunte se alguém conseguiu descobrir o caminho para chegar a solução do “mistério” ocorrido na biblioteca. respectivamente. Perto do final da aula. ETAPA 3 Diga-lhes que. os alunos precisarão apenas clicar em Virar a página para lerem e ouvirem a parte seguinte da história. mostre-lhes um dos caminhos possíveis: ETAPA 4 15 LÍNGUA PORTUGUESA . Outra dica importante é pedir aos alunos que observem não só a entonação da frase pronunciada no momento em que acontece a história. como também a expressão facial e/ou corporal dos personagens.

visto que eles devem escutar a entonação dada pelo personagem e observar sua expressão facial e/ou corporal para encontrar a resposta certa. solicite aos alunos que acessem a atividade e explique o funcionamento de cada um dos botões.25 • ENTRAR NA BIBLIOTECA • TODOS OS LIVROS ESTÃO EM BRANCO?! • UI! UM RATO! • VOCÊ NÃO SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO? • VIRAR A PÁGINA • SÓ ELE CONSEGUE VENCER ED MAU! • VIRAR A PÁGINA • DEVEMOS NOS ESCONDER! • VIRAR A PÁGINA • NÃO TOQUE NESSE DOCE. os alunos deverão clicar no sinal de pontuação que. Se eles acertarem. encerra a frase em vermelho dentro do balão. Além disso. do lado esquerdo da tela. Voltar e Avançar. os alunos deverão escolher a alternativa que apresenta o sinal de pontual correto de acordo com a entonação da voz do personagem e com as suas expressões faciais. SAIAM DAQUI!! • VIRAR A PÁGINA • VAMOS ARROMBAR A PORTA?? • VIRAR A PÁGINA • VISUALIZAR ESSA HISTÓRIA Na atividade com o texto Um dia no lago. Em seguida. VOCÊS VÃO FICAR SÓ OLHANDO? • NÃO. existe uma alternativa correta. respectivamente. Diga aos alunos que a atividade dessa aula se diferencia da anterior porque esta é “fechada”. a “bolinha” contendo o POR ETAPA 5 16 LÍNGUA PORTUGUESA . ou seja. o(s) ponto(s) selecionado(s) aparecerá(ao) ao final da frase. MENINO! • ENTÃO. O enunciado da questão está acima das alternativas. As setas ao lado dos botões de 1 a 8 indicam. Os botões de 1 a 8 (abaixo da imagem) indicam a numeração ordenada dos quadros que compõem a história. de acordo com a entonação dada. que se tornará azul. Após ouvirem o personagem.

automaticamente. Fazendo isso. Se errarem. incentive-os a acessarem os quadros explicativos mesmo que tenham a certeza da alternativa que desejam assinalar. ETAPA 6 ETAPA 7 VARIAÇÃO Sugerimos que as atividades no computador sejam intercaladas entre uma etapa e outra da atividade trabalhada em sala. Você pode inserir uma entre a etapa 2 e a 3 e a segunda entre a etapa 3 e 4 ou ao final da atividade 1. aparecerão as explicações referentes ao trecho do diálogo que os alunos não conseguiram pontuar corretamente. apenas de maneira prescritiva ou também de forma criativa para obter efeitos estilísticos. deixe que os alunos naveguem pela história e interfira somente quando sua presença for solicitada. É importante dizer aos alunos que eles não precisam errar propositalmente para ter acesso a essas explicações. Porém. Antes de responderem à questão. aparecerá o quadro que dá continuidade à história. clicando no botão referente a ele. à sua função. Ao clicarem nessa tela. eles receberão um retorno de erro com a opção de abrirem uma caixa contendo as explicações sobre os sinais de pontuação. em suas produções escritas. peça-lhes que verifiquem a quantidade de acertos no Quadro de respostas. eles poderão clicar no link Entenda a diferença e escutar as explicações pertinentes ao trecho da história. Depois que os alunos terminarem a atividade. avaliar se o aluno: • Relaciona o uso de cada sinal de pontuação. O QUE AVALIAR? Ao final de cada atividade.número da questão ficará verde e. 17 LÍNGUA PORTUGUESA . • Usa os sinais de pontuação. Fornecidas as devidas orientações. • Reconhece o uso de pontuação estilística para produzir diferentes efeitos de sentido. eles não perderão a chance de ter a sua bolinha (referente à numeração dos quadros) pintada de verde.

Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF. O ensino de pontuação numa perspectiva textual. Ministério da Educação e do Desporto. Parâmetros curriculares nacionais: Língua Portuguesa — Ensino Fundamental. #10 Acesso em: 10 mar. 1997. Língua e linguagem. São Paulo: Ática.25 l REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL.). Maria Luci de. 2005. Beth (Consult. BRAIT. 2009 POR ANOTAÇÕES E DICAS 18 LÍNGUA PORTUGUESA . MESQUITA PRESTES.

Editora Abril. da Universidade de São Paulo (USP) [. 19 LÍNGUA PORTUGUESA ..] André Santoro. Mundo Estranho.MATERIAL DE APOIO Como é feita a salsicha? A salsicha mais comum usada em cachorros-quentes e outras receitas populares é feita em linhas de produção automatizadas praticamente sem contato humano e com etapas rígidas de higienização Isso desmente o mito de que as fábricas de salsichas ainda são ambientes repugnantes com sangue e gordura escorrendo por todos os lados Essa ideia se disseminou principalmente pela célebre frase do chanceler alemão Otto von Bismarck (1815-1898) que dizia que as pessoas nunca deveriam saber como são feitas as salsichas e as leis Na verdade a única parte do processo que pode afetar os estômagos mais sensíveis é a hora da escolha dos ingredientes já que essa iguaria é feita com carne picada ou moída de qualquer pedaço de boi porco ou frango Geralmente o que entra nessa mistura são as sobras dos cortes tradicionais e partes pouco apreciadas como as bochechas e as vísceras de bovinos e suínos diz a engenheira de alimentos Eunice Yamada do Instituto de Tecnologia de Alimentos de Campinas (SP) Entretanto a receita costuma mudar um pouco de acordo com o tipo de produto Quando a salsicha é de frango ou de peru a carne aproveitada na fabricação é aquela que fica grudada nos ossos após a retirada das peças principais como o peito a coxa e a sobrecoxa afirma outra engenheira de alimentos Carmen Castillo..

Acesso em: 1 mar. E foi tanta a imensidão do mar. Santiago Kovadloff.br/boa_leitura/o_livro_dos_abracos_de_eduardo_galeano_ pequenos_textos_incendiarios_sobre_o_mundo/221/. o mar estava na frente de seus olhos. A fundação da arte/1. Disponível em: http://www.vivaviver. 2009. In: O livro dos abraços.25 A fundação da arte/1 Diego não conhecia o mar. E quando finalmente conseguiu falar. Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia. o mar. depois de muito caminhar. Eduardo. Viajaram para o Sul. O pai. POR 20 LÍNGUA PORTUGUESA . gaguejando. tremendo. e tanto seu fulgor. estava do outro lado das dunas altas. pediu ao pai: — Me ajuda a olhar! Galeano. esperando.com. Ele. levou-o para que descobrisse o mar. que o menino ficou mudo de beleza.

Como é linda! é toda preta. Quer fugir.” Mas a mamãe. Contente. E treme. esse animalzinho. Volta Alfredo para casa. cansa. Mamãe! vê como é bonita! Que cores e que tamanho! Como voava no mato! Vou sem demora pregá-la Por baixo do meu retrato.. com carinho.. nas mãos de criança. Lhe diz: “Que mal te fazia. Alfredo! Vê como treme assustada. Que livre e alegre vivia? Solta essa pobre coitada! Larga-lhe as asas. o menino grita: “É a primeira que apanho. Vê como treme de medo. e respira a custo.. num susto. Com listas douradas na asa. Batendo as asas. Numa parede da sala. porfia. Meu filho.A borboleta Trazendo uma borboleta.. 21 LÍNGUA PORTUGUESA . Tonta.

menino. A borboleta. de repente.. É necessário matá-la: Queres ser um assassino?” Pensa Alfredo.poesia... Olavo. meu filho! perdeste A borboleta dourada.. Porém na estima cresceste De tua mãe adorada. Acesso em 26 mar. E foge pela janela.” BILAC..25 Para sem pena espetá-la Numa parede. In: Poesias infantis. Solta a borboleta. Que cada um cumpra a sorte Das mãos de Deus recebida: Pois só pode dar a Morte Aquele que dá a Vida. E ela Abre as asas livremente.. E.wikia. “Assim. Disponível em: http://pt. 2009 POR 22 LÍNGUA PORTUGUESA .com/wiki/A_Borboleta_%28Olavo_Bilac%29.

ANOTAÇÕES E DICAS 23 LÍNGUA PORTUGUESA .

25 ANOTAÇÕES E DICAS POR 24 LÍNGUA PORTUGUESA .

LÍNGUA PORTUGUESA .

25 POR LÍNGUA PORTUGUESA PROCEDIMENTOS DE LEITURA IMPLICAÇÕES DO SUPORTE. DO GÊNERO E/OU ENUNCIADOR NA COMPREENSÃO DO TEXTO RELAÇÕES ENTRE RECURSOS EXPRESSIVOS E EFEITOS DE SENTIDO .

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful