Estudos

Inovação
Setoriais de

Indústria de Bens de Capital

AGÊNCIA BRASILEIRA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL

Projeto: Estudo sobre como as empresas brasileiras nos diferentes setores industriais acumulam conhecimento para realizar inovação tecnológica

Relatório Setorial:

INDÚSTRIA DE BENS DE CAPITAL

Pesquisadores: Bruno Araújo (IPEA)

Belo Horizonte, Fevereiro de 2009

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.SUMÁRIO

1.  INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 3  2 .INTERAÇÕES ECONÔMICAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL ............................................ 6  3. O SETOR DE BENS DE CAPITAL: BREVE HISTÓRICO, DESEMPENHO RECENTE E CONTEXTO INTERNACIONAL ............................................................................................................ 14  3.1 BREVE HISTÓRICO................................................................................................... 14  3.2 CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS E DESEMPENHO DA INDÚSTRIA BRASILEIRA BENS DE CAPITAL EM PERÍODO RECENTE (1996-2006) .................................................................. 16  4. EMPRESAS LÍDERES NO SETOR DE BENS DE CAPITAL ................................................... 38  5.  INOVAÇÃO E INTEGRAÇÃO DAS FIRMAS COM O SISTEMA DE INOVAÇÃO .......................... 46  5.1 O PROCESSO E O GERENCIAMENTO DA INOVAÇÃO NA INDÚSTRIA DE BENS DE CAPITAL .. 49  5.2 INOVAÇÃO NA INDÚSTRIA DE BENS DE CAPITAL, A PARTIR DAS PESQUISAS DE INOVAÇÃO 52  5.3 ESTRATÉGIAS DE INOVAÇÃO .................................................................................... 63  5.4 DISTINÇÕES ENTRE EMPRESAS NACIONAIS E ESTRANGEIRAS ...................................... 79  5.5 APROPRIAÇÃO DOS GANHOS DA INOVAÇÃO................................................................ 84  5.6 INVESTIMENTO E FINANCIAMENTO AO INVESTIMENTO E ÀS EXPORTAÇÕES .................... 88  6.COMENTÁRIOS FINAIS E IMPLICAÇÕES DE POLÍTICAS PARA O SETOR ............................... 98  7. REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 101 

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uma mesma geladeira.Fabricação de máquinas e equipamentos de uso geral.Fabricação de máquinas-ferramenta. erros e omissões são de responsabilidade exclusiva do autor. estão sob análise os seguintes setores segundo a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 1. Ou ainda. é um bem de consumo durável. INTRODUÇÃO1 Conceitualmente. 292 . Utilizando um exemplo simples. 3 . o foco do presente estudo consiste nos bens de capital de uso exclusivo em processos produtivos. O estudo do setor de bens de capital. Eric Jardim.Fabricação de outras máquinas e equipamentos de uso específico. catalisador de inovações e do crescimento da produtividade. sem os quais este trabalho não teria sido possível. um mesmo veículo pode ser considerado um bem de capital para uma empresa de serviços gerais. justificam-se pelo fato deste setor ser difusor de progresso técnico. sem que haja transformação dos mesmos (a exemplo do que ocorre com os insumos). pode ser considerada um bem de capital. compressores e equipamentos de transmissão. 1 O autor agradece os comentários de Fernanda De Negri. enquanto que para uma família ele é considerado um bem de consumo durável. Quase nunca se inova. quando numa residência. bem como a ênfase histórica de políticas governamentais neste segmento. sem a aquisição de novas máquinas ou equipamentos. sob a denominação de bens de capital estão agrupados diversos bens: afinal. Edson Domingues e Pedro Amaral. Sem embargo. seja em processo.0): 291 Fabricação de motores. e 296 . Gustavo Alvarenga e Calebe Figueiredo. 294 . e é profundamente grato ao apoio estatístico de Patrick Alves. Naturalmente. mas quando num bar ou restaurante.1. bombas. Assim. a rigor o que define um bem como bem de capital é sua utilização contínua em processos produtivos. Heitor Gama. Geovane Lopes. seja em produto. João De Negri e Lenita Turchi. recorrendo a um exemplo comumente citado.

Em relação ao processo produtivo. a fabricação de bens de capital seriados é. intensiva em escala (scale intensive) enquanto a fabricação de bens de capital sob encomenda demanda trabalho especializado e pode originar suas próprias rotas tecnológicas (science based). Não raro. Por outro lado. o setor de bens de capital é o setor dos specialised suppliers. os bens de capital não-seriados são produzidos especialmente para um determinado comprador. As máquinas seriadas são produzidas em larga escala. há características que os aproximam também às outras categorias desta classificação. os fatores-chave para a competitividade e o processo de acumulação de conhecimento nestes dois segmentos são bem distintos: para os produtores de bens de capital seriados. como uma usina elétrica. uma vez que tradicionalmente parte multiplicador “vaza” para as importações nos ciclos de crescimento. Por isso mesmo. a escala de produção é muito importante. Por exemplo. sem grande especificidade com respeito ao comprador. o papel do cliente na produção dos bens de capital não-seriados não se restringe às adaptações dos produtos. Alem e Pessoa (2005) ressaltam a importância do desenvolvimento do setor para o aumento do efeito multiplicador do investimento. Segundo a taxonomia de Pavitt (1984). muitas vezes o próprio projeto é desenvolvido com o cliente. em parte. enquanto na fabricação de bens de capital sob encomenda as economias dinâmicas (aprendizado e repetição) são cruciais. ou sob encomenda. é crucial para a agregação de valor a busca de sinergia com empresas de EPC . os bens de capital se dividem em bens seriados e especiais. Para os fornecedores de bens de capital sob encomenda.Do ponto de vista macroeconômico. o desenvolvimento do setor de bens de capital contribui para o alívio da restrição externa ao crescimento: quanto menor for a elasticidade renda das importações – e os bens de capital são um forte componente desta elasticidade – menor será esta restrição externa ao crescimento.Engineering. Naturalmente. Procurement and 4 . uma montadora de automóveis ou uma siderúrgica. Contudo.

execução etc). Na seção 5 é dada atenção especial ao financiamento ao investimento. sendo. Feitas estas considerações iniciais. a principal parte deste trabalho. a seção 6 tece os comentários finais e analisa as implicações de política do estudo. este relatório tem por objetivo estudar o processo de acumulação de conhecimento e inovação no segmento de bens de capital . A seção 4 caracteriza as empresas líderes do setor e estuda a dinâmica de acumulação de conhecimento no setor. Entretanto. Para isto. grandes desafios para os epecistas brasileiros são a falta condições de financiamento competitivas internacionalmente e maior capacidade de engenharia. enquanto a seção 3 contém um breve histórico do setor no Brasil e um balanço do desempenho do setor nos últimos anos. Finalmente. contratação. portanto.Construction –. a fim de superar os desafios competitivos presentes neste segmento. a próxima seção traz uma breve descrição das interações econômicas do setor de bens de capital com o resto da economia. segmento que presta serviços a grandes empresas que contratam bens de capital sob encomenda. 5 . e assumem a responsabilidade por todo o projeto (engenharia. à inovação e às exportações neste segmento.com foco preferencial nas empresas-líderes capazes de acumular conhecimento e difundir inovações -.

A demanda intermediária corresponde ao consumo de todos os setores produtivos da economia. respectivamente. e a participação nacional nesse componente é de cerca de 80%. Os dados indicam que os quatro setores de bens de capital estudados (Motores. Para Máquinas de Uso Geral e Maquinas de Uso Específico as exportações são menos significativas. representando 18.2 . Assim. que não está em foco neste estudo. Máquinasferramentas e Máquinas de uso específico) representam cerca de 70% da FBCF em máquinas e equipamentos. para o qual as exportações representam 27% da demanda. Vale lembrar que as vendas intermediárias de máquinas e equipamentos são representativas apenas para o sub-setor de “manutenção e reparos”. o principal destino da produção de máquinas é o investimento das empresas. representando cerca de 30% da demanda do setor. e mostra-se pouco relevante. acima de 60% da demanda total. 6 . as vendas setoriais do setor de bens de capital foram decompostas em 4 categorias para a demanda final: exportações.INTERAÇÕES ECONÔMICAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL Para a análise das interações econômicas do setor. Um indicador similar é observado para Máquinas-Ferramenta. Vale lembrar que quase 17% da FBCF brasileira é composta por Máquinas e Equipamentos. e as exportações.4 e 16% da demanda. Os dados indicam que o principal demandante de bens de capital é a formação bruta de capital fixo (FBCF). que compõe a formação bruta de capital fixo (FBCF) da economia. alcançando uma participação mais importante (10. A demanda intermediária concentra-se apenas nos próprios setores. A TABELA 1 apresenta a decomposição das vendas nessas categorias. Máquinas de uso geral.4%) apenas para as máquinas de uso específico. formação bruta de capital fixo (investimento) e outras demandas (consumo do governo e variação de estoques). consumo das famílias. As exportações são mais significativas para Motores.

93 9.exclusive máquinas e equipamentos.30 2.1 94.00 80.31 0.6 4.217.019 0.079. Metalurgia de metais não-ferrosos.15 13. entretanto.00 3.0 27. Um grupo de 5 setores representa os insumos mais importantes nesses setores (mais de 80% das transações com fornecedores): Fabricação de aço e derivados.00 71.26 0. POR CATEGORIA DA DEMANDA FINAL E INTERMEDIÁRIA (VALOR E % DA DEMANDA TOTAL.98 10.38 Exportações (1) Motores Máquinas de uso geral Máquinas-ferramentas Máquinas de uso específico 31.212.32 1.219. uma vez que as vendas intermediárias e as vendas inter-setoriais entre os quatro setores não são significativas.00 67.014.39 -2.00 1.2 -0.531.518.4 -0. seguido das exportações.20 0.3 -0.82 Outras Demandas (4) -2.254.4 Fonte: MIP 2005.915.00 2.9 5.44 das famílias de capital fixo (3) (2) 140.4 Demanda Final (% do total) Formação Outras bruta Demandas (4) das famílias de capital fixo (2) (3) 0. Refino de petróleo e coque e Plástico.00 11. enquanto para Máquinas de uso Geral e Específico as exportações representam apenas 20% do volume de vendas para FBCF.394.58 -0. Produtos de metal .0 -0.9 16.44 210.016 0. Percebe-se.00 7. Como ressaltado anteriormente. DISTRIBUIÇÃO DAS VENDAS SETORIAIS.044.575. RAIS. As Figuras 1 a 4 apresentam as cadeias produtivas dos quatro setores de bens de capital analisados. elaboração própria da equipe do projeto.73 Demanda Total Intra-Setorial (1+2+3+4) (R$ milhões) 15.4 89.308.28 1. as vendas para FBCF são as mais significativas.017 Consumo Demanda Total Intra-Setorial (% total) (1+2+3+4) 95.86 62.1 96. 2005) Demanda Final (R$ milhões) Consumo Exportações (1) Formação bruta Motores Máquinas de uso geral Máquinas-ferramentas Máquinas de uso específico 5.59 -1.TABELA 1 . PIA. uma maior importância das exportações para Motores e Máquinas-Ferramenta (cerca de 50% das vendas para FBCF).1 18.53 805.6 10.9 3.68 544. Para se ter uma análise mais concisa as cadeias foram ampliadas com os elementos mais significativos da demanda final (FBCF e exportações).015 0. 7 .

FIGURA 1. FIGURA 2. elaboração própria da equipe do projeto. 8 . elaboração própria da equipe do projeto. 2005 (R$ MILHÕES) Fonte: MIP 2005. COMPRESSORES E EQ. DE TRANSMISSÃO (CNAE 291). 2005 (R$ MILHÕES) Fonte: MIP 2005. CADEIA PRODUTIVA DE MÁQUINAS E EQ. BOMBAS. CADEIA PRODUTIVA DE MOTORES. DE USO GERAL (CNAE 292).

DE USO ESPECÍFICO.FIGURA 3. elaboração própria da equipe do projeto. 2005 (R$ MILHÕES) Fonte: MIP 2005. elaboração própria da equipe do projeto. CADEIA PRODUTIVA DE MÁQUINAS E EQ. 2005 (R$ MILHÕES) Fonte: MIP 2005. CADEIA PRODUTIVA DE MÁQUINAS-FERRAMENTA (CNAE 294). FIGURA 4. 9 .

21 2.8 50.4 39. relativamente ao observado nos demais.2 49.15 2. permitem que se obtenham multiplicadores de emprego para os setores analisados. MULTIPLICADOR SIMPLES DE PRODUÇÃO. (2005) Multiplicador Simples de Produção Total (A+B) 2.7 47. e.A TABELA 2 apresenta os multiplicadores simples de produção do setor.05 1.17 1. elaboração própria da equipe do projeto. Nota-se também os elevados coeficientes de emprego inferior para Máquinas de Uso Geral e Máquinas de Uso Específico. Máquinas de Uso Geral (CNAE 292) e MáquinasFerramenta (CNAE 294) são semelhantes. foram obtidos para cada um dos setores. conjugados com o modelo de insumo-produto.71 Participação no mult.06 1.12 2.3 52. de acordo com a qualificação (educação) dos trabalhadores: superior. A TABELA 3 indica que a participação de emprego de nível médio é a mais significativa e o coeficiente de emprego superior é bastante baixo.12 Indireto (B) 1. Os dados de emprego por setor foram distribuídos por 3 componentes. que representam o número de trabalhadores dividido pelo valor da produção. 10 .5 50.09 1. Os multiplicadores para Motores (CNAE 291). (%) Indireto Direto (B/Total) (A/Total) 49. assim como sua distribuição entre efeitos diretos e indiretos.83 Direto (A) 1.07 1. TABELA 2 . Coeficientes de emprego. Os resultados indicam um multiplicador mais elevado para Máquinas e equipamentos de uso específico (CNAE 296). Nesse caso. no qual prepondera o efeito indireto (60% do multiplicador).5 Motores Máquinas de uso geral Máquinas-ferramentas Máquinas de uso específico Fonte: MIP 2005. médio e inferior.6 60. Cabe ressaltar que os multiplicadores dos setores de bens de capital estão acima da média observada para a economia brasileira em 2005.04 1. os efeitos do setor sobre a economia se propagam por mais setores.

seguido de Máquinas de Uso Geral.9 Inferior (C) 6. Os multiplicadores de emprego são obtidos a partir dos coeficientes de emprego de todos os setores da economia e da matriz de multiplicadores (inversa de Leontief). tanto em termos totais como por qualificação (nível educacional) da mão-de-obra.7 2.66 1. 11 .49 4.43 0.00 2.53 Fonte: MIP 2005. MULTIPLICADOR SIMPLES DE EMPREGO (OCUPAÇÕES/R$ MILHÕES.22 3. 2005) Todos (A+B+C) Superior (A) 1.85 0.56 0. o setor de Máquinas de Uso Específico apresenta o maior multiplicador de emprego (28 empregos por 1 milhão de reais de demanda).9 3. RAIS. PIA.9 9.21 1. Seu cálculo segue o descrito em Miller e Blair (1985). Assim.2 7.6 12. a capacidade de geração e propagação de empregos na economia decorrente da expansão da produção (ou demanda) dos seus produtos.88 1. Os multiplicadores de emprego representam.98 2. COEFICIENTES SETORIAIS DE EMPREGO (OCUPAÇÕES/VALOR DA PRODUÇÃO EM MILHÕES DE REAIS DE 2005) Coeficiente de emprego por nivel de educação Todos Superior Médio Inferior Motores Máquinas de uso geral Máquinas-ferramentas Máquinas de uso específico 2. PIA.4 Fonte: MIP 2005.9 12.59 2. elaboração própria. RAIS.3 1.90 6.3 28. Os resultados se relacionam aos multiplicadores simples de produção.4 Motores Máquinas de uso geral Máquinas-ferramentas Máquinas de uso específico 15.36 6. A TABELA 4 apresenta os multiplicadores de emprego para os setores de bens de capital analisados.TABELA 3 . os multiplicadores indicam quais setores possuem capacidade relativamente maior de geração de emprego na economia.7 17.2 7. TABELA 4 .1 9. A composição por nível educacional desse multiplicador indica a preponderância na geração de emprego de nível educacional médio e inferior para todos os setores.47 2. para cada setor. Máquinas-Ferramenta e Motores.62 0.2 Médio (B) 7.8 20. elaboração própria. assim.

TABELA 6 .33 9. 2005) Multiplicador Simples de Emprego Qualificação do Emprego Total (A+B) Direto (A) 0. No setor de Máquinas de Uso geral o componente direto no multiplicador é um pouco superior ao dos demais setores. PIA. TABELA 5 . Importante notar a relevância da geração indireta de empregos nos multiplicadores.24 62.56 5.10 6. elaboração própria. os multiplicadores de emprego foram decompostos nos seus efeitos diretos e indiretos. indicando uma maior internalização setorial dos efeitos multiplicadores nesse setor. indicando sua capacidade de encadeamento intra e inter-setorial.8 78. PIA. especialmente no nível de qualificação inferior.16 Direto (A) 0. 12 .2 73.80 33.45 1.77 Indireto (B) 1.10 2.39 Participação no mult.28 5. elaboração própria. MULTIPLICADOR SIMPLES DE EMPREGO PARA MÁQUINAS DE USO GERAL (OCUPAÇÕES/R$ MILHÕES .7 15.86 Participação no mult.20 66.8 Superior Médio Inferior 1. 2005) Multiplicador Simples de Emprego Qualificação do Emprego Total (A+B) 2. 7 e 8). Estes indicadores revelam a capacidade de geração de empregos do setor além da geração própria.91 Fonte: MIP 2005. (%) Indireto Direto (B/Total) (A/Total) 26. Essa composição dos multiplicadores também ocorre nos demais setores de bens de capital (Tabelas 6.28 69. A TABELA 5 apresenta a decomposição do multiplicador de emprego total para o setor de Motores.3 84.2 21.72 30. MULTIPLICADOR SIMPLES DE EMPREGO PARA MOTORES (OCUPAÇÕES/R$ MILHÕES . (%) Indireto Direto (B/Total) (A/Total) 37.88 3.76 Superior Médio Inferior Fonte: MIP 2005.20 9. RAIS.74 7.05 Indireto (B) 1.54 1.10 6.45 6.Similarmente ao obtido na TABELA 2 . RAIS.

83 Indireto (B) 2.18 9.98 3. TABELA 8 . MULTIPLICADOR SIMPLES DE EMPREGO PARA MÁQUINAS-FERRAMENTA (OCUPAÇÕES/R$ MILHÕES .38 Direto (A) 0. RAIS.68 Indireto (B) 1.56 5.77 22.21 68. (%) Indireto Direto (B/Total) (A/Total) 31.23 77. 13 . PIA.33 77.59 2.91 72.86 7.27 5. 2005) Multiplicador Simples de Emprego Qualificação do Emprego Total (A+B) 1.TABELA 7 . PIA.88 12.88 Participação no mult. MULTIPLICADOR SIMPLES DE EMPREGO PARA MÁQUINAS DE USO ESPECÍFICO (OCUPAÇÕES/R$ MILHÕES.91 7.09 27.19 70.81 29. RAIS. elaboração própria.56 Participação no mult. 2005) Multiplicador Simples de Emprego Qualificação do Emprego Total (A+B) 3.30 9.58 2. elaboração própria.16 12.67 22.56 Direto (A) 0.18 Superior Médio Inferior Fonte: MIP 2005. (%) Indireto Direto (B/Total) (A/Total) 31.79 Superior Médio Inferior Fonte: MIP 2005.82 68.35 1.

do outro. no final dos anos 1970.3. vedava a importação de máquinas e equipamentos com similar nacional. veja Ferraz. 14 . O SETOR DE BENS DE CAPITAL: BREVE HISTÓRICO. importando bens de maior intensidade tecnológica. Com efeito. A respeito dos desafios competitivos vivenciados pela indústria de bens de capital frente à abertura. Em verdade. pois havia verticalização excessiva e alguns segmentos e carência de escala eficiente de produção. facilitava a importação de bens de capital sem similar nacional com benefícios fiscais. Durante o período ISI. O segmento de máquinas-ferramenta se destacava como o subsetor mais competitivo. como apontam Resende e Anderson (1999). a consolidação de uma indústria de bens de capital é o último estágio do processo de industrialização por substituição de importações (ISI). o Brasil apresentava uma indústria de bens de capital bem diversificada. a indústria nacional concentrou-se na produção de bens de menor conteúdo tecnológico. a indústria de bens de capital no Brasil só se consolidou a partir do II PND. 1998): de um lado. Como resultado. porém pouco competitiva em termos internacionais.1 BREVE HISTÓRICO2 A despeito de constar no Plano de Metas de JK (1956-61). veja Resende e Anderson (1999) e Pereira e Resende (1996). o Brasil contava com uma política com respeito ao setor contraditória em termos (Erber e Chudnovsky. os valores unitários de importação dos bens de capital sempre superam os de exportação até o final da década de 90. DESEMPENHO RECENTE E CONTEXTO INTERNACIONAL 3. cap. visando à modernização do parque industrial. 6). 2 A respeito de um histórico mais detalhado sobre a indústria de bens de capital no Brasil. Kupfer e Haguenauer (1995. Ao início dos anos 80.

as condições de financiamento – tanto para a produção quanto para a comercialização dos bens de capital –. se até a abertura dos anos 90 a pauta de importações de bens de capital era complementar à produção nacional. Muitas fábricas se transformaram em meros representantes comerciais dos fabricantes 15 . Assim. ao longo da década de 90 as importações. a situação mudou drasticamente nos anos pós-abertura. reduzir custos. Diante deste cenário. 1995). Várias firmas apontavam a necessidade de aumentar a flexibilidade produtiva. se desverticalizar. Ao mesmo tempo. com notáveis perdas de capacidades inovativas adquiridas (Ferraz. Kupfer e Haguenauer. contribuiu ainda para o relativo retardo tecnológico da indústria de bens de capital nacional à época da abertura a Política de Informática. pois. adotar técnicas de gerenciamento Just-in-time com fornecedores. ao longo da década de 90 a indústria de bens de capital perdeu dinamismo e se viu obrigada a passar por um severo processo de reestruturação produtiva. automatizar processos. a carga tributária incidente sobre o investimento e a estrutura tributária “em cascata” e o baixo dinamismo da economia haviam forçado a indústria de bens de capital a demitir e deixar de investir em P&D.Contudo. a instabilidade macroeconômica. A participação dos componentes importados na produção nacional cresceu bastante. antes complementares à produção nacional. Em especial. com a reserva de mercado para certos equipamentos. ainda que contassem com Imposto de Importação para a importação de bens em que há produção de similar nacional. e as carências de alguns elos da cadeia de fornecedores nacionais para a indústria de bens de capital – uma deficiência histórica – se mostraram ainda mais evidente. passaram a competir com ela. atrasou-se a integração entre a indústria de bens de capital e a eletro-eletrônica e robótica e a adoção de sistemas CAD/CAM. de forma que nos ciclos de investimento aumentava-se tanto o quantum produzido domesticamente quanto o quantum importado o Brasil.

Taiwan. contudo.internacionais. França e Inglaterra. no segundo semestre de 2005 o Banco Central restringiu a política monetária frente à ameaça de inflação. acompanhando a retomada do crescimento verificada em 2004. Nota-se que durante o ano de 2004 e o começo de 2005 há um crescimento na demanda de bens de capital. O GRÁFICO 1 a seguir mostra a produção física dos bens de capital para fins industriais. bem como a taxa de investimento/PIB da economia brasileira. China e México -.2 CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS E DESEMPENHO DA INDÚSTRIA BRASILEIRA BENS DE CAPITAL EM PERÍODO RECENTE (1996-2006) O desempenho da indústria de bens de capital é condicionado pelo ciclo de investimentos da economia. o fato é que o Brasil não foi capaz de desenvolver uma indústria de bens de capital que estivesse no vértice do sistema nacional de inovação. Alemanha. fonte geradora e difusora de inovações para o resto da economia brasileira. no longo prazo há de se levar em conta o enfraquecimento/perda de dinamismo de segmentos com elevado conteúdo tecnológico e com alto potencial de difusão de inovações. Um sintoma disto é a baixa escala de produção o peso no faturamento industrial que a indústria de bens de capital tem no Brasil em relação a economias maduras como os Estados Unidos. Ainda que tenha destaque na produção de máquinas-ferramenta e seja um dos poucos países em desenvolvimento a ter uma indústria de bens de capital – ao lado de Coréia do Sul. Conforme apontado por Resende e Anderson (1999). Isto pode comprometer a competitividade futura da indústria tanto de bens de capital quanto em geral. 3. tanto os seriados quanto os não seriados. a partir de 2003. no curto e médio prazos a abertura das importações de bens de capital representou ganhos de eficiência e competitividade para toda a economia. o que reduziu os 16 . Japão. Como sabido.

07 jan. Contudo.03 abr.00 -15. a produção física de bens de capital voltou a crescer a partir do segundo semestre de 2006.08 jan.00 abr.08 jul.03 out.00 -5.07 abr. só vindo a desacelerar a partir de julho de 2008 devido aos primeiros sintomas da crise financeira internacional.00 10.06 jan.00 0. que atingiu um pico de crescimento em sua taxa anualizada de 17% em novembro de 2008. acompanhando o novo ciclo de crescimento.07 jul.investimentos durante aquele período.05 jul. TAXA DE CRESCIMENTO DA PRODUÇÃO FÍSICA DE BENS DE CAPITAL (ACUMULADO DOS12 MESES ANTERIORES = 100) E TAXA DE INVESTIMENTO (FBKF/PIB.08 out.00 15.06 jul. Deve-se destacar a aceleração do crescimento na produção de bens de capital não-seriados.03 jul.04 jan.06 abr.04 out. mais sensível ao ciclo de investimentos.05 abr. elaboração própria da equipe do projeto. GRÁFICO 1.03 jan.08 Bens de capital para fins industriais Bens de capital para fins industriais n‹o-seriados Bens de capital para fins industriais seriados Fonte: Pesquisa Industrial Mensal (PIM – IBGE).00 -10.07 out.04 jul.00 5. A PREÇOS DE 2006) 25.05 jan.00 20.06 out.05 out.04 abr. 17 .

a crise de 20012002 e a depreciação cambial vivida no período frearam as importações. de forma que o ciclo de crescimento no Brasil vivido a partir de 2004 teve impacto positivo sobre a indústria nacional de bens de capital. de forma que a curva de participação das importações no consumo aparente apresenta forma de “U”. E isto é verdade para todos os setores analisados. o consumo aparente de bens de capital (produção doméstica – exportações + importações) segue também este comportamento prócíclico. o que chama a atenção é o fato de a participação das importações no consumo aparente ser especialmente sensível à conjuntura econômica. Conforme se verá mais adiante. sofrendo uma queda abrupta em 2001-2002 e não recuperando o patamar de 2000. 18 .19 18 17 16 15 14 13 12 2003 T1 2003 T2 2003 T3 2003 T4 2004 T1 2004 T2 2004 T3 2004 T4 2005 T1 2005 T2 2005 T3 2005 T4 2006 T1 2006 T2 2006 T3 2006 T4 2007 T1 2007 T2 2007 T3 2007 T4 2008 T1 2008 T2 2008 T3 Fonte: Ipeadata. como esperado. De fato. Contudo. pelo menos até 2006.

000.000.000.000 2.000 14.000 8.00% 14.000.000. de transmissão (CNAE 291) 18.000.000.000 6.000.00% 38.000.000 2.001 Consumo Aparente 2.004 2.004 2.000.GRÁFICO 2.000.00% 12.000.006 16.000.00% 0.00% 30.003 2.000 20.00% 34.00% 40.000 0 Participação dos Bens de capital importados no consumo aparente 19 .000.00% 2.002 2.00% 42.005 2.000.000 16.00% 18.000. compressores e eq.00% 4.000 8.006 0.000.00% 2.000.000 Participação dos Bens de capital importados no consumo aparente Motores.000.000 2.000.000 2.00% 18.000.000.000 10.000.000 4.00% 8.00% 36.00% 4.002 2.000 14.000.00% 16.001 Consumo Aparente 2.000.000. CONSUMO APARENTE DE BENS DE CAPITAL E PARTICIPAÇÃO DAS IMPORTAÇÕES NO CONSUMO APARENTE.00% 6.003 2. 2000-2006 Total 44.000.000.000.005 2.00% 10.00% 32.000 2.000 20.000 10.000.000.000.000.000.00% 6.000 12. bombas.00% 12.

000 4.000.000 2.000.000.00% Participação dos Bens de capital importados no consumo aparente 20 .000.000.000.002 Consumo Aparente 2.000 20.00% 4.Máquinas de uso geral (CNAE 292) 16.000.00% 8.000.003 2.000 12.000 5.00% 1.000.000.500.00% 0 2.004 2.000 2.000.000.000 8.00% 14.500.000 2.001 2.00% 3.000 1.000.000.00% 2.000 25.000.000 2.001 Consumo Aparente 2.000.006 0.000 15.000.000 6.00% 500.00% 6.000 2.004 2.000.500.000.00% 3.000 0 2.000.000 10.000 14.006 0.005 2.000.000.000.002 2.00% 10.003 2.000.00% 12.000.000.005 2.000.00% Participação dos Bens de capital importados no consumo aparente Máquinas-ferramentas (CNAE 294) 4.000.000 10.

000.000 20.003 2.000.000 10.002 2.001 Consumo Aparente 2.00% 8.000 15.00% 10. deflacionado pelo IPA-OG – FGV.000. compressores e equipamentos de transmissão (CNAE 291) e de máquinas-ferramenta (CNAE 294). enquanto no setor de máquinas e equipamentos de uso geral (CNAE 292) ela tem forma de “U”entre 1996 e 2006. elaboração própria da equipe do projeto. conforme o GRÁFICO 3 esta cresceu consistentemente nos setores de motores.000.000.005 2.000.000 25.000 2.006 0. 21 . o faturamento dos segmentos analisados no período cresceu de R$ 28. Segundo a PIA – Pesquisa Industrial Anual.000 5.000.00% 4.3 bilhões de reais em 1996 para R$ 40 bilhões em 2006.000 0 2.000. bombas.000.000.00% 2.3 Quanto à produtividade simples do trabalho (Valor de Transformação Industrial/Pessoal Ocupado). e apresenta tendência de queda no setor de máquinas e equipamentos de uso específico (CNAE 296).004 2.Máquinas de uso específico (CNAE 296) 12.00% 6.00% Participação dos Bens de capital importados no consumo aparente Fonte: PIA e SECEX.000.000. 3 A preços de 2005.

RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS. 19962006. MOTORES. COMPRESSORES E EQUIPAMENTOS DE TRANSMISSÃO (CNAE 291) 18000000 82 16000000 80 14000000 78 76 12000000 74 10000000 72 8000000 70 6000000 68 4000000 66 2000000 64 0 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 62 Receita L’quida de Vendas Real (Mil Reais) Valor da transforma¨‹o industrial Real (Mil Reais) Produtividade aparente do trabalho (VTI/PO) MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS DE USO GERAL (CNAE 292) 16000000 74 14000000 72 12000000 70 10000000 68 8000000 66 6000000 64 4000000 62 2000000 60 0 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 58 Receita L’quida de Vendas Real (Mil Reais) Valor da transforma¨‹o industrial Real (Mil Reais) Produtividade aparente do trabalho (VTI/PO) 22 . VALOR DE TRANSFORMAÇÃO INDUSTRIAL E PRODUTIVIDADE APARENTE DO TRABALHO: INDÚSTRIA DE BENS DE CAPITAL. BOMBAS.GRÁFICO 3.

23 . elaboração própria da equipe do projeto.MÁQUINAS-FERRAMENTA (CNAE 294) 3500000 80 3000000 70 60 2500000 50 2000000 40 1500000 30 1000000 20 500000 10 0 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 0 Receita L’quida de Vendas Real (Mil Reais) Valor da transforma¨‹o industrial Real (Mil Reais) Produtividade aparente do trabalho (VTI/PO) MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS DE USO ESPECÍFICO (CNAE 296) 10000000 70 9000000 60 8000000 50 7000000 6000000 40 5000000 30 4000000 3000000 20 2000000 10 1000000 0 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 0 Receita L’quida de Vendas Real (Mil Reais) Valor da transforma¨‹o industrial Real (Mil Reais) Produtividade aparente do trabalho (VTI/PO) Fonte: PIA.

33 0. como se percebe pela análise dos índices de Herfindhal-Hirschmann (HHI) para o faturamento e também market share das quatro maiores empresas do setor (CR4).14 Máquinasferramenta (CNAE 294) HHI 0.02 0.17 0.41 0.39 0.14 0.02 0.15 0.16 0.03 0.04 0.05 0.15 0.02 0.20 0.41 0. em todos os segmentos analisados (TABELA 9 ).20 0. verifica-se um aumento na participação das maiores empresas do setor.38 Outras máq.23 0.02 0.05 0.06 0.06 0. de transmissão (CNAE 291) Ano 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 HHI 0.18 0.21 0.05 0.14 0.04 0.33 0. compresssores e eq.01 0.01 0.02 0. 19962006 Motores.30 0.02 CR4 (%) 0.03 0. bombas.39 0. elaboração própria da equipe do projeto.20 0.02 0.03 0. TABELA 9 .20 0.02 0.17 Fonte: PIA.02 0.01 0.05 0.02 0. um fator chama a atenção: em períodos de desaceleração do ciclo de investimentos e deterioração das expectativas empresariais.35 0.01 CR4 (%) 0. CONCENTRAÇÃO NA INDÚSTRIA BRASILEIRA DE BENS DE CAPITAL.04 0. o que indica que as fases descendentes dos ciclos econômicos tendem a prejudicar mais as empresas menores. Contudo.34 0.37 0.29 0.03 0.01 0. de uso geral (CNAE 292) HHI 0. como nos períodos 1998-1999 e 2001-2002.41 0.24 0. de uso específico (CNAE 296) HHI 0.05 0.19 0.20 0.05 0.02 0.20 Máquinas e eq.05 0.24 0.Do ponto de vista concorrencial.29 0.37 0.18 0.39 0.03 0. e eq.35 0.02 0.22 0.05 0.03 0.02 0.31 0.17 0.15 0. 24 .05 CR4 (%) 0.01 0.02 0.26 0. independentemente do segmento.41 0. pode-se afirmar que o setor de bens de capital é um setor levemente concentrado.01 0.05 0.01 CR4 (%) 0.01 0.

232 Nº de empresas* 4.534 40.105 44.270 25 . NÚMERO DE EMPRESAS NO SETOR DE BENS DE CAPITAL. compresssores e eq.249 24.8 em 1996.051 53.579 48.305 43. o maior crescimento do número de empresas se deu na faixa de 1 a 9 empregados.107 43.471 24.9.922 1.173 1.603 2.233 24. o que pode indicar um aumento do número de representantes comerciais no mercado nacional de bens de capital. passou a 24.509 8.064 4. de transmissão (CNAE 291) 50 a 99 100 a 249 250 a 499 500 ou mais Todos Nº de empresas 3.781 40.488 6.124 18.642 175. 19962006 1996 Subsetor Porte 1a9 10 a 49 50 a 99 Todos 100 a 249 250 a 499 500 ou mais Todos 1a9 10 a 49 Motores. enquanto o número de empregados. a indústria de bens de capital vem aumentando o número de firmas. Conforme a TABELA 10 .492 188. atingindo 26.Desde 1996.346 23. bombas.374 34.974 21.512 345 259 71 44 5.517 3. Em termos gerais.334 Nº de empresas 4. Esta dinâmica de emprego no setor provavelmente se deve às oscilações macroeconômicas vividas nestes dois períodos.236 346 250 61 59 11 14 741 2006 Nº de empregados* 18.035 42.803 33.521 2. voltou a se recuperar entre 2000 e 2006. após uma redução entre 1996 e 2000.155 1.543 1.233 370 203 52 39 9 12 685 2000 Nº de empregados 16. POR PORTE. o qual manteve uma relação empregados/empresa praticamente estável (aproximadamente 22 empregados/empresa).422 17.076 349 204 53 30 7.3 em 2000 e voltou a crescer em 2006. Este movimento foi generalizado em todos os subsetores à exceção do segmento de máquinas-ferramenta.801 5.404 348 174 49 38 12 12 633 Nº de empregados 11.390 19.485 42.303 4.248 4.577 59.856 2.729 4. a relação empregados/empresa era de 34.153 3.374 5.732 221. TABELA 10 .638 30.964 3.790 467 283 55 38 8.

de uso geral (CNAE 292) 50 a 99 100 a 249 250 a 499 500 ou mais Todos 1a9 10 a 49 Máquinasferramenta (CNAE 294) 50 a 99 100 a 249 250 a 499 500 ou mais Todos 1a9 10 a 49 Outras máq.638 974 173 83 18 11 2.518 6. No período pós-abertura econômica.556 12.127 2. Com 26 .997 4. elas respondem por 31% do pessoal ocupado.265 2.708 8. como também investiram diretamente no país.959 Fonte: RAIS * .617 12. e eq.500 14.320 198 127 25 9 3.606 715 116 78 16 6 2.028 12.857 441 246 35 14 1 4 741 1.405 11. de uso específico (CNAE 296) 50 a 99 100 a 249 250 a 499 500 ou mais Todos 1.499 72.365 369 5.300 22.771 1.019 157 77 23 8 3.830 15.747 28.377 2.225 2.416 12.462 9.049 18.363 70.897 8.003 4.162 11.355 669 137 93 27 19 2.268 12.432 60.054 2. 55% do faturamento e 43% dos lucros totais desta indústria.990 11.878 8.678 75.174 346 9.834 10. várias empresas estrangeiras de bens de capital não apenas intensificaram seus investimentos em prospecção de mercado e representação comercial.293 5.843 90.1a9 10 a 49 Máquinas e eq.778 5.183 1.917 6.503 3.581 16.000 2. que em geral se referem a empresas com mais de 30 empregados.406 4. de acordo com a TABELA 11 .685 1.231 7.955 10.Os valores expressos na tabela 2 se referem a todas as empresas com mais de 1 empregado.521 2.697 1.100 9.847 7.221 17.747 21.175 1.178 1. O resultado é que atualmente a presença das transnacionais no segmento de bens de capital é bastante significativa: a despeito de representarem 12% do total de firmas.160 555 144 109 25 10 2.080 8.253 14.602 12.153 5.386 965 3.300 310 114 15 19 7 3 468 1.745 50.731 15.640 1.678 20.566 1.537 7.467 362 139 24 10 5 4 544 1. e podem não conferir com as tabulações a partir da PIA.

China. Reino Unido.453 Faturamento (R$ milhões) 36.853 2. e eq.436 % do total 100% 38% 54% 35% Nacionais (%) 46% 65% Estrangeiras (%) Salário médio (R$) 1.843 14.108 27% 62% 38% 569 19% 66% 34% 477 11% 63% 37% 2. Em média. Itália. é no setor de motores.112 65.572 100% 1.863 8. 2006). de (CNAE 294) (CNAE transmissão 292) 296) (CNAE 291) 324 578 181 489 21% 37% 12% 31% 267 514 165 437 57 64 16 52 63.396 35% 29% 9% 27% 48% 81% 77% 81% 52% 19% 23% 19% 1.onde a participação das transnacionais é mais destacada. 2005 Outras Motores.323 52. bombas. compressores e equipamentos de transmissão – o maior setor entre os analisados .397 117.383 85. Máquinas Máquinas.874 24% 58% 42% 847 28% 53% 47% Indicador Total Nº de firmas % do total Nacionais Estrangeiras Pessoal ocupado total % do total Nacionais (%) Estrangeiras (%) Salários totais (R$ milhões) 1.368 102. Coréia do Sul e Suíça. e eq. elaboração própria da equipe do projeto. Em termos internacionais.736 1. Japão.974 Estrangeiras 239.049 Estrangeiras 2.095 25% 65% 35% 1. INDICADORES ECONÔMICOS DE FIRMAS NACIONAIS E ESTRANGEIRAS: SETOR DE BENS DE CAPITAL.030 2.472 133.612 58. bombas.máq.425 116.383 189 180.880 % do total 100% 40% 47% 28% Nacionais (%) Estrangeiras (%) 53% 72% 2.200 3.899 69. França. de ferramenta de uso compresssores uso geral (CNAE específico e eq. Alemanha. as firmas transnacionais pagam melhores salários.916 62.687 1.689 48. a indústria de bens de capital brasileira se situa entre as 10 mais importantes do mundo (LAFIS.307 68. atrás de Estados Unidos.740 3.efeito.981 8% 56% 44% 338 11% 74% 26% 1. mas há de se levar em conta que a escolaridade média dos empregados nestas empresas tende a ser maior.736 2.540 45.517 74.740 1.240 Lucros totais (R$ milhões) % do total 100% 41% Nacionais (%) 57% 51% Estrangeiras (%) 43% 49% Fonte: PIA.472 53.049 Nacionais 1.855 2.103 10.117 Produtividade (R$) Nacionais 201. TABELA 11 .994 1.955 2.200 2.151 16.177 27% 68% 32% 1. 27 .559 100% 69% 31% 4.

6% 182.5 29.460 -18.75% Espanha 3.859 24.86% 4.19% 1. Por fim.40 13. é interessante notar a tendência mundial de redução da parcela dos custos do trabalho na produção.077 3.968.32% 583.814 15. em relação a alguns países europeus.10% 303.2 60.4 22.75% 27.55% 23.8 3.9 13.1 19.97% 510.70 191.576 49. a indústria de bens de capital tem um crescimento no número de empresas e no número de empregados bem menos acentuado do que Brasil.71% 28 .70% 66.5 10.23% 722.23% 54.48% 62.627 -0.7 -22.51% 648. implicando em redução da escala média das empresas e do ritmo de crescimento da produtividade.40% 94.53% Itália 27.6 29.A TABELA 12 a seguir mostra a posição relativa da indústria brasileira de bens de capital. Nota-se que a indústria brasileira está distante do patamar competitivo de paises como Alemanha.3 25.0 116. França Itália e Inglaterra.54% Inglaterra 7.57% 4.8 -29.5 -24.23% 22. TABELA 12 . especialmente no tocante à produtividade e aos investimentos.0 11.492 -10.4 29.52% 18.00% 4.83% 19.4 11.011 29.994 -10.39% 4.4 -0.62% 169.147 -0.08% 11.07% 4.620 46.2 20. Nos países mais maduros.443.56% 25.09% 50.78% 47.6 -15.43% 27.13% 2. 292 E 294).224 33.830 -25.5 -7.6 14.16% França 8. INDICADORES ECONÔMICOS DE FIRMAS BRASILEIRAS E EUROPÉIAS: SETOR DE BENS DE CAPITAL (CNAE/SIC 291.8 -14.09% 2. o número de empresas cresce mais rapidamente que o número de empregados.381 5.3 -3.67% 333.872 -7.026 -1.2 -0.51% 65.66% 21.98% Brasil* 3.40% 61.30% 23.721 39. 2006 Características das empresas (ano 2006) Número de empresas Taxa de crescimento 2000-2006 Investimento em máquinas e equipamentos (milhões de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Número de empregados Taxa de crescimento 2000-2006 Porte médio (empregados por firma) Faturamento de atividades industriais (milhões de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Produtividade do trabalho (milhares de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Parcela dos custos do trabalho na produção (%) Taxa de crescimento 2000-2006 Investimento por empregado (milhares de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Alemanha 10.10 -10.7 35. Aqui.7 -33.108 -2.6 27.14% 21.

75% 8.0 4.28% 24.44% França 1.087 65.9% 72.17% 6.771 67.20 26.07% Espanha 794 -12.9 -11.16% 356.4 11.41% 16.26% Itália 3.094 -2.695 49.40% 29.322 32.25% 48.5 -32.068 42.12% 7.MOTORES. 2006 Características das empresas (ano 2006) Número de empresas Taxa de crescimento 2000-2006 Investimento em máquinas e equipamentos (milhões de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Número de empregados Taxa de crescimento 2000-2006 Porte médio (empregados por firma) Faturamento de atividades industriais (milhões de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Produtividade do trabalho (milhares de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Parcela dos custos do trabalho na produção (%) Taxa de crescimento 2000-2006 Investimento por empregado (milhares de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Alemanha 2.48% 114.65% 3.80% 93.9 5.17% 112.86% 19.2 33.45% 1.35% 27.38% 89.81% Inglaterra 1.35% 726.9 21.43% 55.611 3.2 10.448.82% 73.07% Brasil* 811 22.9 9.696 -6.101 1.3 -21.80% 4.7 24.904 22.2 39.6 16.20 69.66% 29 .8 32.0 14.111 -6. COMPRESSORES E EQ.7% -25.4 -19.90 12.38% 63.14% 238.18% 67.30% 27.4 -5.67% 68.76% 29.164 0.2 35.6 -28.384 -21.316 -2.7 3.63% 18. BOMBAS.09% 37.7 44.69% 264.50% 257.92% 5.8 -2.88% 22.7 29.3 24.71% 65. DE TRANSMISSÀO (CNAE 291).39% 19.7 -16.8 44.445 -1.075 -33.

60% 36.56% 19.708 -8.524 -9.565 46.715 -0.53% 190.4 0. 2006 Características das empresas (ano 2006) Número de empresas Taxa de crescimento 2000-2006 Investimento em máquinas e equipamentos (milhões de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Número de empregados Taxa de crescimento 2000-2006 Porte médio (empregados por firma) Faturamento de atividades industriais (milhões de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Produtividade do trabalho (milhares de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Parcela dos custos do trabalho na produção (%) Taxa de crescimento 2000-2006 Investimento por empregado (milhares de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Alemanha 5.5 14.64% 18.7 30.44% 50.50% Itália 20.1 -35.987 -25.66% 4 -20.42% 164.8 31.448 23.473 32.2 19.065.509 12.86% 4.50% Espanha 2.73% 322.76% 4.01% 91.799 26.14% 7.1 15.80 -19.2 31.82% 571.1 2.777 5.9 29.754 -5.62% 63.7% -26.29% 276.5 -14.70% 17.6% 88.35% 30 .5 24.29% 27.4 49.192 50.5 12.1 2.730 4.50% Brasil* 2.8 19.2 5.2 9.83% 25.63% 26.80 14.28% 4.6 12.239 3.404 36.4 -3.559 11.3 -5.09% 26.40% 3.899 -1.67% 23.721 -21.50% França 5.00% 2.15% 285.08% 188.49% 25.32% 66.2 -5.07% 61.9 44.24% 65.20% 51.3 -33.35% 18.00% Inglaterra 4.63% 1.MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS DE USO GERAL (CNAE 292).70 108.20% 48.7 12.

40% 4.21% 3.461 -25.6 10.15% 28.9 1. A partir de 2003.085 43.8 Brasil* 600 36.9 Itália 3.87% 15.15% 62.20% 19.75% 24.15% -28.581 -21.4 2.7 1.4 -3.217 14.1 29.43% Fonte: Eurostat e PIA.351 12.38% 40. No que tange ao comércio exterior.4 17.97% 133.60% 35.8% em relação a 2000 e 185% em relação a 2002.48% 4.7 França 855 -4.7 Taxa de crescimento 2000-2006 -25.74% 44.40 -42.09% 11.6 1.6 -39.08% 29.96% 2.2% 21.664 12.2 -4.MÁQUINAS-FERRAMENTA (CNAE 294).691 -49.8 13. ainda que tradicionalmente deficitário no Brasil.as informações para o Brasil se referem às empresas com mais de 5 empregados.098 -0.657 0. o período de desaquecimento da economia vivido entre 2001 e 2003 atingiu tanto importações como também as exportações: em 2002.23% 144.1 15.52% 3.38% 16.00% 29.2% -12.36% 25. elaboração própria da equipe do projeto.9 2.45% 4.95% 14.34% 59. * .4 12. Como se depreende da TABELA 13 .43% do total importado em 2008).171 1.98% 454.20% 59.44% 11.1 15.80 13. novamente 31 .730 23. as importações e exportações de bens de capital totalizaram praticamente a metade do que eram em 2000.02% 54.1 Espanha 676 -13.84% do total exportado e 6.25% 27. o setor é relativamente representativo nas exportações e importações (2.79% 43.261 -20.99% 58.66% 14.14% 9.7 Inglaterra 1. entre 2000 e 2006.459 -41. as importações em 2006 voltaram para o patamar que eram em 2000 enquanto as exportações em 2006 cresceram 44. 2006 Características das empresas (ano 2006) Número de empresas Taxa de crescimento 2000-2006 Investimento em máquinas e equipamentos (milhões de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Número de empregados Taxa de crescimento 2000-2006 Porte médio (empregados por firma) Faturamento de atividades industriais (milhões de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Produtividade do trabalho (milhares de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Parcela dos custos do trabalho na produção (%) Taxa de crescimento 2000-2006 Investimento por empregado (milhares de Euros) Alemanha 2.43% -22.744 -10.95% 15.40 -14.9 -9.52% 4. É interessante notar que.52% 45. o comércio internacional de bens de capital voltou a crescer.9 -43.0 21.8 9.088 -12.52% 50.

176 60.0% 134.827 285.1% 3.906 6.3 39.7% 106.283 compressor 2003 es e eq.307 2.396 512 2.6 7. De 2004 1.382 207.198 11.438 1.8 -719 44.624 270.130 2001 1.248 63.216 21.1 -1.8 -1.023 6.661 1.2 -385 31.635 70.387 1.562 Fonte: SECEX.7 26.363 3.1% 6. TABELA 13 .4% 111.142 17.3 66.296 2.758 65.522 315.421 2001 348 1.7% 41.6% -915 27.117 Máquinas e 457 31.7 5.4 5.2 27.6% 23. 2002 1.901 Máquinas2003 231 2.0% 14.2 -1.1% 152.9% 226.336 1. bombas.0 -563 64.701 44.8 -667 11.369 1.188 801 5.570 eq.7 -713 44.457 20.3% -340 49.358 1.101 310.952 Motores.507 242.611 26.004 1.459 53.186 216.076.286 2001 157 719 2002 172 1.061 1.916 357.8% 6.016 8.284 58.184 563 4.496 26.623 1.6% 184.719 2.8 121.4 8.527 33.037 3.0% 13.592 2.274 378.588 2006 1.078 2.5 -1. elaboração própria da equipe do projeto.2 9.537 508.7% 12.327 56.0 10.3 -2.5 17.035 79.2% 11.173 6.341 2006 4.639 Máquinas e 2002 437 2.2% 8.3 5.183 2007 2.) 2000 3.250 52.6 -953 34. Valor Valor Saldo/Corrente unitário de unitário de Saldo de Comércio exportação importação (US$/Kg) (US$/Kg) -7.068 34.6 -780 36.6 19.705 849 4.612 350.049 2001 1.4 -1.516 717.o setor de motores.589 bombas.005 2.6% 130.5 -485 40.459 2000 662 6.) milhões) milhões) (ton.924 332.777 2.462 Total 2004 3.4% 10.373 2001 340 1.715 ferramenta 2004 340 3.291 3. 2000-2007 Valor Quantida Valor Quantidade exportado de importado importada Subsetor Ano (US$ (US$ exportada (ton.905 163.566 33.459 51.6% -1.0% 336.5% 9.526 830.561 (CNAE 296) 2005 787 2.881 70.797 2007 1.082 4.4 201.7% -3.9 13.3 8.9 6.4 176.028.362 404.8 6.912 2.245 57.5 -3.065 5.508 2000 657 101. de uso 2003 geral (CNAE 2004 771 39.3% 9.8% 109.5% -946 61.0 -891 29.719 transmissão 2005 2.5 -223 24. COMÉRCIO EXTERIOR DO SETOR DE BENS DE CAPITAL.143 256. compressores e equipamentos de transmissão (CNAE 291) têm o maior peso no comércio internacional de bens de capital.471 2006 364 2.7 -3.4 28.165. de uso 2003 específico 2004 678 2.875 1.966 249.2 -4.0 -829 16.7 -1.9% 13.733 270.862 128.5 7.7% 123.9 21.454 2007 1.0% 16. respondendo por praticamente metade das exportações e 38% do valor importado.291 577.173 1.0 -1.648 2007 5.214 2007 400 2.8 -1.8 -808 54.0 -804 18.8 10.0 127.3 -5.661 2000 334 8. 1.139 1.284 671.150 151.3 10.095 41.824 (CNAE 291) 2006 2.9% 10.7 -3.073 594.7 6.8 -892 24.510 2002 299 30.7 146.984 2005 4.5% 312.156 2002 1.222 912.262 27.6 181.4% 7.391 43.7 -1.873 495.643 (CNAE 294) 2005 417 3.9 42.397 46.016 11.4% 6.080 474 3.103 190.483 49.9 14.1 32 .434 1.195 65.058 5.641 2.832 7.978 5.061 292) 2005 909 83.457 2006 893 4.246 2003 2.396 1.841.254 345.162 62.5% 2.4 -2.5 6.8% 207.1 44.505 33.9% 5.972 512.0 11.894 eq.9% 19.4 -688 30.975 309 1.4 3.093 1.211 70.597 37.9% 179.3% 9.5 -2.189 2000 2.018 617.6 -243 34.4 -773 49.

no período inicial da análise. Como conseqüência.000 10. somente o segmento de máquinasferramenta (CNAE 294) continuou com preços de exportação menores que os de importação .3% do valor unitário de importação. em 2000. segundo a TABELA 13 . as quais todavia pouco representam no comércio internacional do setor. COMÉRCIO INTERNACIONAL DO SETOR DE BENS DE CAPITAL.000 -10. No que tange aos principais produtos transacionados com o exterior. Com efeito. Entre os três produtos mais exportados em 2007.000 5.de forma que o valor unitário das exportações passou a superar o das importações nos outros segmentos. ou seja. que representava em 2000 61. todos os segmentos apresentavam valores unitários de exportação menores que os de importação. à exceção das máquinas e equipamentos de uso específico (CNAE 296).000 0 2000 -5. 2000-2007 (US$ MILHÕES) 15.8% deste mesmo valor. conforme a TABELA 14 . elaboração própria da equipe do projeto. Entretanto.embora a diferença entre os valores unitários de exportação e importação tenham caído .000 Exportações Importações Saldo 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Fonte: SECEX. Conforme mencionado por Resende e Anderson (1999). o valor unitário médio de exportação. durante as décadas de 1980 e 1990 os valores unitários de importação dos bens de capital sempre superam os de exportação.GRÁFICO 4. há dois produtos que constavam entre os três 33 . encerrou o ano de 2007 como 153. o Brasil manteve cinco produtos (NCM a 8 dígitos) na lista dos 10 produtos exportados mais importantes entre 2000 e 2007.

676.C/COMANDO NUMERICO OUTRAS PARTES PRINCIPALMENTE DESTINADAS AOS MOTORES DE PISTÃO.E APARS.DE PAPEL OU CARTAO OUTRAS PARTES PRINCIPALMENTE DESTINADAS AOS MOTORES DE PISTÃO.009 86.057.908. elaboração própria da equipe do projeto.730 94.317.FERRAM.260 91. Do lado das importações (TABELA 15 ).384 100.198 116. DE IGNIÇÃO POR COMPRESSÃO MAQS.CAPACIDADE<4700 FRIGORIAS/HORA VIRABREQUINS (CAMBOTAS) TORNEIRAS E OUTS.590.604 100. DE IGNIÇÃO POR COMPRESSÃO SERRAS DE CORRENTE.E APARS.172 110. vale notar que três itens figuram em ambas as listas de dez produtos mais importantes de exportação e importação.870 771. enquanto o item mais exportado em 2007 – outras máquinas e aparelhos mecânicos com função própria – era apenas o oitavo item mais exportado em 2000.DE USO MANUAL OUTROS MOTORES DIESEL/SEMIDIESEL OUTROS PARTES DE COMPRESSORES DE AR/OUTS.485 186. 34 . que passou de quarto lugar para quinto entre 2000 e 2007).152 78.CAPACIDADE<4700 FRIGORIAS/HORA VIRABREQUINS (CAMBOTAS) MAQS.693. TABELA 14 .630.823.646.DE AR CONDICIONADO.MECANICOS C/FUNCAO PROPRIA MOTOCOMPRESSOR HERMETICO.41 vezes.558 112.655. DE IGNIÇÃO POR COMPRESSÃO.555.500 CM³ OUTRAS PARTES PRINCIPALMENTE DESTINADAS AOS MOTORES DE PISTÃO.484 86.692 243.089.328.818. de ignição por compressão”. as exportações deste item cresceram 7.500CM³ E <= 3.337 104.839.GASES Valor 821.174 112.259. Entre 2000 e 2007.262. os outros quatro itens mais importantes em 2007 vieram de posições inferiores na lista de 2000 (exceção das “outras partes principalmente destinadas aos motores de pistão.E APARS. Embora o item mais importante nas importações de 2000 tenha se mantido em 2007. MOTORES DE PISTÃO.P/PAREDES/JANELAS OUTROS MAQS. o Brasil manteve seis itens na lista dos dez mais importantes entre 2000 e 2007.705 91.DISPOSITIVOS P/CANALIZACOES.544. Por fim.ETC.544 682. evidenciando a importância do comércio intra-indústria de bens de capital.MECANICOS C/FUNCAO PROPRIA BRONZES MAQS.640 80.369. DE CILINDRADA > 2. DE IGNIÇÃO POR CENTELHA OUTRAS PARTES PRINCIPALMENTE DESTINADAS AOS MOTORES DE PISTÃO.DE COSTURA DE USO DOMESTICO OUTROS MAQS.903 84678100 84089090 84149039 Fonte: SECEX.P/ESTAMPAR METAIS.876. 2000 E 2007 Ano NCM 84143011 84831010 84621011 84099990 2000 84392000 84099190 84151090 84798999 84833020 84521000 84798999 84143011 84831010 84818099 84082030 2007 84099190 84099990 Descrição MOTOCOMPRESSOR HERMETICO. DEZ PRODUTOS MAIS IMPORTANTES: EXPORTAÇÃO. DE IGNIÇÃO POR CENTELHA OUTROS APARS.mais importantes em 2000 – os motocompressores herméticos e os virabrequins.798 107.P/FABR.

POR INJECAO.E APARS.E APARS.MECANICOS C/FUNCAO PROPRIA MOLDES P/MOLDAGEM DE BORRRACHA/PLASTICO. DE IGNIÇÃO POR CENTELHA ENGRENAGENS E RODAS DE FRICCAO.DE VELOCIDADE OUTROS MAQS. DE IGNIÇÃO POR COMPRESSÃO OUTROS MOTORES DIESEL/SEMIDIESEL PARTES DE ARVORES DE TRANSMISSAO.REDUTORES.990.811. 2000 E 2007 Ano NCM 84798999 84807100 84082020 84099990 2000 84799090 84431990 84834090 84099190 84159000 84834010 84798999 84099190 84834090 84834010 2007 84099990 Descrição OUTROS MAQS.595. a Colômbia.3% das importações 35 .458.E APARS. A rigor. os parceiros comerciais mais tradicionais do Brasil são os EUA e a Argentina.685 158.ETC. Com relação aos principais destinos de exportação.MANCAIS. a China nem figurava entre os dez principais países de origem das importações de bens de capital. enquanto em 2007 já era o quinto colocado nesta lista.ETC Valor 1.MAQS. três países .429.321.TABELA 15 . evidenciada pelo aumento da rubrica “outros países” de 25% em 2000 para 29.965. OUTROS ARVORES (VEIOS) DE TRANSMISSAO OUTS. destaque deve ser dado à crescente participação da China: em 2000.852.ETC.330.P/EMPACOTAR/EMBALAR MERCADORIAS MOLDES P/MOLDAGEM DE BORRRACHA/PLASTICO.704 209.518 135. Cingapura e um parceiro latinoamericano. DE IGNIÇÃO POR CENTELHA PARTES DE MAQUINAS E APARELHOS DE AR CONDICIONADO CAIXAS DE TRANSMISSAO.936 194.ETC. DE CILINDRADA > 1.EIXOS DE ESFERAS/ROLETES CAIXAS DE TRANSMISSAO.125.888 184.816 211.PARTES DE MAQS.Reino Unido.DE IMPRESSAO POR OFSET ENGRENAGENS E RODAS DE FRICCAO.673.MANIVELAS.662 197.288 84089090 84839000 84831090 84224090 84807100 Fonte: SECEX.ETC MOTORES DE PISTÃO.217 138.E APARS. DE IGNIÇÃO POR COMPRESSÃO.403.E APARS.062 136.4% em 2007 e pela redução da importância dos principais parceiros nas exportações totais.248 167. Paraguai e Austrália .500 CM³ OUTRAS PARTES PRINCIPALMENTE DESTINADAS AOS MOTORES DE PISTÃO.920. elaboração própria da equipe do projeto. DEZ PRODUTOS MAIS IMPORTANTES: IMPORTAÇÃO. respondendo por 8. Quanto à origem das importações.MECANICOS C/FUNCAO PROPRIA OUTRAS PARTES PRINCIPALMENTE DESTINADAS AOS MOTORES DE PISTÃO.546 196.980 779.185.836 172.025 177.819 142. É interessante a partir da TABELA 16 notar uma sutil diversificação das exportações.915.POR INJECAO.760 186.560.MECANICOS C/FUNCAO PROPRIA OUTROS MAQS.138 183.500 CM³ E <= 2. expostas na TABELA 17 .449. DE IGNIÇÃO POR COMPRESSÃO OUTS.573 160.que eram os principais destinos de exportação em 2000 deixaram de sê-lo.574. para ceder lugar à China.044 133.730.143.776.DE VELOCIDADE OUTRAS PARTES PRINCIPALMENTE DESTINADAS AOS MOTORES DE PISTÃO.REDUTORES.EIXOS DE ESFERAS/ROLETES OUTRAS PARTES PRINCIPALMENTE DESTINADAS AOS MOTORES DE PISTÃO.

4% SUECIA SUECIA 307.138 152.118 12.4% 3.060.0% 1.2% 2.3% FINLANDIA 263.662 23.6% 6.331 923. 2000 E 2007 2000 Origem Valor Valor percentual Origem 2007 Valor 2.108.2% 2.254.3% ITALIA JAPAO 1. Na comparação entre 2000 e 2007.886. TABELA 16 .512.5% 3.849.902 142.435 248.043.229.049 261.985.0% Destino 2007 Valor Valor percentual 18.655 ARGENTINA CINGAPURA MEXICO ALEMANHA VENEZUELA CHILE COLOMBIA CHINA ITALIA DEMAIS PAÍSES 701.0% 2.7% SUICA ESPANHA 264.408.250 78.463. elaboração própria da equipe do projeto.757.046.318.417.368 1.862.004 260.259 555.189.3% 5.282.437.651.886 332.068 68.762.5% 2.485 324.855.192 98.249.5% 29.3% 5.202 2.223.730 13.4% ESTADOS UNIDOS 1.3% 5.938 387. Espanha e Coréia do Sul cederam lugar à China e Finlândia entre os dez maiores exportadores para o Brasil.257.3% ARGENTINA COREIA.083.0% 2.484 3.231.7% 3.783.412.5% 11.6% 3.2% 18.0% 3.742.6% 2.5% CHINA ARGENTINA 506.757.229 143.620 4. PRINCIPAIS DESTINOS DAS EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL.3% 8.068.588 2.7% 12.154 1.7% ESTADOS UNIDOS 2.979.088 2.5% 9.607.736 Valor percentual 31.699 651.5% FRANCA SUICA 382. TABELA 17 .003.052 178.6% 8.633.669.458 4.096. REPUBLICA 2.052.992.956.8% 25.931.9% 18.086.867.086.712 554. elaboração própria da equipe do projeto.658.484 123.7% DEMAIS PAÍSES Fonte: SECEX.816 320.054 Valor percentual 18.107.de bens de capital.5% ALEMANHA ALEMANHA 2.604 DA (SUL) DEMAIS PAÍSES 1.7% 2.8% 4. PRINCIPAIS PAÍSES DE ORIGEM DAS IMPORTAÇÕES BRASILEIRAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL.440 2.950 79.200.046 21. 36 .586 142.501.9% 9.439.803.284.726 1.122.598. 2000 E 2007 2000 Destino ESTADOS UNIDOS ARGENTINA ALEMANHA MEXICO CHILE ITALIA VENEZUELA REINO UNIDO PARAGUAI AUSTRALIA DEMAIS PAÍSES Valor 1.106.062 9.881.8% 14.7% JAPAO FRANCA 506.880 Fonte: SECEX.3% 2.2% ESTADOS UNIDOS ITALIA 1.741.010 210.622 968.560 356.

sobretudo quando comparamos com outros países. No entanto. inclusive sobre as exportações. Embora durante os primeiros anos da década de 2000 o cenário não tenha sido muito diferente. o que reforça a importância da inovação e acumulação de conhecimento para superar este desafio competitivo. diante da abertura econômica combinada a um cenário macroeconômico de baixo investimento e crescimento. carência de políticas bem definidas para tecnologia industrial básica do setor (normatização. e. principalmente.Em suma. a crise financeira internacional que se configura atualmente promete ter grande impacto negativo sobre o setor. deficiência das capacidades inovativas. Ademais. o ciclo de crescimento iniciado em meados de 2003 teve reflexos bastante positivos sobre o setor de bens de capital brasileiro. 37 . sobretudo nas exportações. certificação etc). o que dificulta as exportações e permite a importação de equipamentos muitas vezes inadequados. estrutura de assistência técnica e pósvenda deficiente. o setor de bens de capital no Brasil enfrentou um sério processo de reestruturação durante a década de 90. isto não significa a ausência de desafios a serem suplantados: aumentar a escala produtiva em alguns setores. como veremos.

de acordo com o IBGE (TABELA 18 ). segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). a análise das empresas se concentra nas empresas com mais de 30 pessoas ocupadas representadas pela amostra da Pesquisa de Inovação Tecnológica (PINTEC). o setor tal qual definido neste relatório contava com 8. as firmas produtoras de bens de capital consistem em um setor bastante heterogêneo. mas também o projeto de engenharia.4. ainda que apenas 35% dos empregados dos trabalhe nestas firmas.922 trabalhadores em 2007. que empregaram 183 mil trabalhadores. De fato. 38 .573 firmas possuem mais de 30 empregados. apenas 1.236 empresas e empregou 221. 89% das firmas do setor têm menos de 50 empregados. Contudo. no qual pequenas empresas familiares convivem com grandes produtores de máquinas e equipamentos que às vezes vendem não apenas o produto. 4 Nesta seção e no restante do trabalho. focada nas empresas com mais de 30 funcionários que. Com efeito. 5 As empresas com mais de trinta pessoas ocupadas respondem por 98% do faturamento total do setor em 2005. representam boa parte do faturamento do setor e praticamente toda a sua atividade tecnológica5. portanto. EMPRESAS LÍDERES NO SETOR DE BENS DE CAPITAL4 Do ponto de vista estrutural. embora representem pouco em termos de número de empresas. A análise que faremos ao longo desse trabalho será.

TABELA 18 .514 15.266 93% 7% 261 93% 7% 107 107 — 7.708 2. Subsetor Indicador Tipo de empresa Líderes 122 72 50 41.954 31.129 6.742 10% 90% 458 18% 82% Seguidoras 730 592 138 95. de transmissão Estrangeiras (CNAE 291) Produtividade (R$) Nacionais Estrangeiras Faturamento (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) Lucros totais (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) 39 .227 99.595 28.481 100% 0% 96 100% 0% 985 985 — 28.637 7.444 368.820 82.325 38.159 385.595 — 383 100% 0% 29 100% 0% Emergentes 60 60 — 7.162 199.566 11.935 52% 48% 888 44% 56% 2.530 2. bombas.012 1.097 2.880 28% 72% 1.631 40% 60% 747 68% 32% Frágeis 660 659 1 35.731 117.382 33% 67% 2.855 1.025 115. FATURAMENTO E PESSOAL OCUPADO DAS EMPRESAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL.994 57% 43% 324 267 57 63.674 137.954 — 123 100% 0% 7 100% 0% Total 1.687 35% 65% 2.341 81.812 100% 0% 115 100% 0% 989 989 — 31.673 — 654 100% 0% 26 100% 0% 26 26 — 1. PARA EMPRESAS COM MAIS DE 30 PESSOAS OCUPADAS: 2005.219 — 3. POR CATEGORIA DE FIRMA.134 1.234 246.853 2.392 42% 58% 1.540 85.049 2.572 1.383 189 180.964 100% 0% 20 100% 0% 793 793 — 31.416 54% 46% 1.877 61% 39% 158 118 40 33.166 120.559 69% 31% 4.453 14.370 36.853 100% 0% 523 100% 0% 1. NÚMERO DE FIRMAS.338 21.614 41.570 6.557 2. Salário médio (R$) compressores e Nacionais eq.262 222.603 412.441 83.943 15% 85% 683 12% 88% 2.502 66% 34% 2.117 65. PARTICIPAÇÃO ESTRANGEIRA.974 102.372 25% 75% 831 34% 66% 33 16 17 19.549 50% 50% 1.120 3.049 2.436 54% 46% 1.636 2.955 75.240 51% 49% Nº de firmas Nacionais Estrangeiras Pessoal ocupado total Nacionais (%) Estrangeiras (%) Salários totais (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) Salário médio (R$) Nacionais Total Estrangeiras Produtividade (R$) Nacionais Estrangeiras Faturamento (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) Lucros totais (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) Nº de firmas Nacionais Estrangeiras Pessoal ocupado total Nacionais (%) Estrangeiras (%) Salários totais (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) Motores.927 1.323 48% 52% 1.843 47% 53% 2.

981 56% 44% 338 74% 26% 40 .597 72% 28% 788 60% 40% 1.402 48.176 100% 0 94 100% 0 77 77 — 2.560 — 50 100% 0% 1 100% 0% 578 514 64 52.137 25.913 38.748 — 124 100% 0% 12 100% 0% 15 15 — 772 100% 0 9 100% 0 924 924 — 25.722 100% 0 203 100% 0 1.140 — 38.373 — 25.736 2.108 62% 38% 569 66% 34% 181 165 16 16.816 86.709 63% 37% 267 56% 44% 3.748 22.227 128.060 82% 18% 176 68% 32% 1.500 61.846 969 48% 52% 73 48% 52% 26 22 4 6.560 25.056 2.425 116.888 57% 43% 396 61% 39% 73 61 12 5.Máquinas e eq.361 1.558 54% 46% 195 65% 35% 262 210 52 30.200 2.075 115.989 100% 0% 49 100% 0% 1.619 109.612 58.913 — 1.140 1.736 1.517 74.689 77% 23% 477 63% 37% 2.391 3.982 1.724 3.270 1.917 54.030 2.916 62.200 3.998 77% 23% 144 58% 42% 1.137 — 75 100% 0 6 100% 0 5 5 — 993 100% 0% 18 100% 0% 1.103 10.920 1.373 1. de uso geral (CNAE 292) Máquinasferramenta (CNAE 294) Nº de firmas Nacionais Estrangeiras Pessoal ocupado total Nacionais (%) Estrangeiras (%) Salários totais (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) Salário médio (R$) Nacionais Estrangeiras Produtividade (R$) Nacionais Estrangeiras Faturamento (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) Lucros totais (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) Nº de firmas Nacionais Estrangeiras Pessoal ocupado total Nacionais (%) Estrangeiras (%) Salários totais (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) Salário médio (R$) Nacionais Estrangeiras Produtividade (R$) Nacionais Estrangeiras Faturamento (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) Lucros totais (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) 30 18 12 7.336 70.225 1.149 36.431 129.937 92.650 2.477 59.583 3.397 117.409 7.899 69.177 68% 32% 1.270 — 22.844 1.249 52% 48% 130 83% 17% 271 271 — 13.151 81% 19% 1.

100% 65% Nacionais (%) Estrangeiras (%) 57% 40% n.453 3. (2008) detalha a classificação das empresas brasileiras de acordo com a liderança tecnológica.d. — 133. 33. 100% 81% Nacionais (%) 42% 23% n.288 1.” (De Negri et al.d. a maior parte delas (730.151 1..Nº de firmas 33 237 205 14 489 Nacionais 16 203 204 14 437 Estrangeiras 17 34 1 — 52 Pessoal ocupado total 7.d. RAIS e SECEX. N.9% do faturamento e 22. estas empresas respondem por apenas 6.8% do pessoal ocupado do setor.288 1.972 11.103 4.d.210 n.5% do faturamento e 52. — 19% Estrangeiras (%) Salários totais (R$ milhões) 256 596 175 68 1.5% do emprego do setor. 100% 58% 56% 48% n. ou 46.874 Faturamento (R$ milhões) Nacionais (%) 44% 52% n.572 empresas com mais de 30 pessoas ocupadas no setor de bens de capital.021 53. 100% 53% Nacionais (%) Estrangeiras (%) 62% 53% n. elaboração própria da equipe do projeto. — 47% Fonte: PIA. PINTEC. 2008). 660 empresas (42% do total) foram classificadas como firmas frágeis.d.472 Produtividade (R$) Nacionais 40.740 uso específico (CNAE 296) Estrangeiras 3. com baixo nível de atualização tecnológica e de inovação.795 79. empresas não exportadoras e com produtividade abaixo da média do seu setor e.781 1.565 1.740 Máquinas e eq. 6 O artigo de De Negri et al.835 1. 41 . Por seu turno.180 44.d.d.472 Estrangeiras 93.083 48.680 24.6 Estas firmas seguidoras respondem por 58. significa informação não disponível por respeito ao sigilo estatístico.918 1.863 2. A TABELA 18 mostra que. de Salário médio (R$) Nacionais 1.d.604 n.583 406 8. — 42% Estrangeiras (%) Lucros totais (R$ milhões) 105 604 126 12 847 38% 47% n.940 33.994 n.d.307 79.960 152. 1.d. Estas são consideradas firmas com “grande capacidade de acompanhar e imitar as mudanças tecnológicas no seu setor e por isso conseguem diferenciar produtos ou realizar mudanças para reduzir seus custos de produção. que seguem rapidamente as empresas líderes e acompanham as mudanças na dinâmica de mercado impulsionadas pela concorrência setorial. de modo geral. A despeito do grande número.423 n.396 58% 77% n.d. das 1. — 3.d.4% do total de firmas) foi classificada empresas seguidoras do ponto de vista tecnológico.095 43% 60% n.661 4.021 68.d.906 48. — 35% 2.

9% do emprego do setor se devem às empresas líderes. que são empresas que as empresas mais competitivas e tecnologicamente avançadas do setor.8%) e no faturamento (52. além de pagarem melhores salários.No outro extremo competitivo há as 122 empresas líderes. oferecendo produtos homogêneos a preços mais competitivos. em média). o porte dessas empresas é substancialmente maior do que a média do setor: elas possuem. seguidoras e frágeis. Os indicadores de salário médio e de produtividade também refletem as diferenças entre líderes. As empresas líderes possuem indicadores de 42 .8 empregados. Como escala de produção é um fator-chave de competitividade para o setor de bens de capital. em média. há 50 empresas estrangeiras entre as líderes. Nada menos que 30. São firmas que são líderes tecnológicas ora por diferenciar seus produtos – e com isso obter um preço diferenciado pelos mesmos – ora por serem líderes tecnológicos em custo. estão localizadas entre as frágeis e as seguidoras. A distribuição setorial das firmas transnacionais é relativamente equânime.8% do faturamento total e 22.2%) do segmento. 320 funcionários e um faturamento de R$ 94. Do ponto de vista de escala de produção. embora seja no subsetor de máquinas-ferramenta onde as firmas líderes têm maior participação no número de empresas (14. maiores e mais produtivas. Ainda de acordo com a TABELA 18 . Por fim. uma participação expressiva (40. nem exportam tampouco possuem produtividade acima da média de seu setor.8 milhões ao ano. tanto em faturamento (R$ 11 milhões/ano) quanto em pessoal ocupado (113. existe um grupo de 60 empresas classificadas como emergentes do ponto de vista tecnológico. As transnacionais são. Essas empresas investem continuamente em P&D ou inovam produto novo para o mercado mundial ou possuem laboratórios de P&D (departamentos de P&D e que tem mestres/doutores ocupados em P&D).9% do total). mas não são ainda líderes tecnológicos. em média.

Não. fundidos para diversos setores. Não. sistemas industriais. TABELA 19 . Frágeis e emergentes têm níveis de produtividade abaixo da média. Não. 43 . Não. Empresa Transnacional. Não. Não. Sim. México. Usiminas Mecânica Sim (faz parte do grupo Usiminas). Caldeiras. fundidos de grande porte em geral.produtividade acima da média e pagam salários bem superiores às demais. Não. automação e controle. cervejarias. Não. Sim. Sim (Nível novo mercado da Bovespa). Voith Paper Máquinas voltadas para o segmento de papel e celulose. estruturas e montagens industriais para o setor de óleo e gás. Empresa Transnacional (parte da General Electric). além de guindastes para o setor portuário e equipamentos mecânicos para o setor hidrelétrico.) Elevadores. Não. escadas e esteiras rolantes Equipamentos. onshore e off-shore. plantas completas principalmente para usinas de açúcar e álcool. SEGUNDO A PUBLICAÇÃO VALOR 1000 DE 2008 Empresa Atuação Possui ações negociadas em Bolsa no Brasil? Sim (Nível novo mercado da Bovespa). peneiramento etc. Não. PRINCIPAIS EMPRESAS DE BENS DE CAPITAL NO BRASIL. Não. Máquinas-ferramenta. Areva T&D Brasil. Empresa Transnacional. Weg Motores elétricos. Empresa Transnacional (de propriedade da Areva). Dedini Sim. É de capital nacional? É internacionalizada? Sim (fábricas na Argentina. alta e extra-alta tensões. Transformadores para instrumentos de média. Metso Atlas Schindler Não. Gevisa Motores elétricos. Indústrias Romi Sim. China e Portugal). Maquinário para as atividades de mineração e construção (equipamentos para britagem. Máquinas para plásticos. Não. Fonte: Valor 1000 de 2008 e pesquisas na internet. Não. Empresa Transnacional (parte do conglomerado Voith).

a Metso (251º). as firmas líderes exportem e importem mais que as seguidoras (TABELA 20 ). a maior parte das exportações e importações se deve às firmas seguidoras (57% e 61%).2%). a Usiminas Mecânica (319º).7% é maior que o das seguidoras (18. que respondem por mais da metade das exportações. em média o coeficiente de exportação das firmas líderes de 22. Com efeito. a Areva T&D Brasil (465º). e a Gevisa (496º). embora. Dedini (215º). No tocante ao comércio exterior. a Weg. também está entre as 150 melhores empresas se trabalhar no Brasil. Ainda de acordo com a publicação “Maiores e Melhores” da Revista Exame. a Romi (401º). compressores e equipamentos de transmissão (CNAE 291). do jornal Valor Econômico. a Atlas Schindler (287º). segundo com a publicação Valor 1000 de 2008. São elas a Weg (99º). o coeficiente de exportações (importância das exportações no faturamento) é o maior neste setor entre os setores analisados. importações e do saldo das líderes e seguidoras. O desempenho geral de comércio exterior do setor é bastante influenciado pelo segmento de motores. 44 . chegando a 28% nos setores de máquinas-ferramenta (CNAE 294) e máquinas e equipamentos de uso específico (CNAE 296). em média. Com efeito. uma das cinco maiores produtoras mundiais de motores elétricos.Algumas empresas de bens de capital constam entre as 500 maiores empresas do Brasil. a Voith Paper (417º).

5% 176.3 7.5 56. de transmissão (CNAE 291) Exportação Importação Saldo Coeficiente de exportação Exportação Máquinas e eq.1 366.8% 243.0 18.8 80.3 42.7% 776. 45 . compressores e eq.6 687.2% 1.3% 212.8 809.4 12.5% 496.5 % 43% 39% 48% 52% 53% 51% 6% 11% -15% 83% 48% 181% 39% 39% 38% Seguidoras Valor 1.TABELA 20 .6% 388.9 % 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% Exportação Máquinas e eq.8 96.6 708.0% 28.1 27.6 577. PINTEC.7 75.4 % 57% 61% 52% 48% 47% 49% 94% 89% 115% 17% 52% -81% 61% 61% 62% Total Valor 2.0 22.6% 467.2 110.5 400. INDICADORES DE COMÉRCIO EXTERIOR DAS EMPRESAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL. POR SUB-SETOR E CATEGORIA DE FIRMAS: 2005.5 156.6% 632.613. elaboração própria da equipe do projeto.2 1.2 1.5 146.6% 19.6 -14.0 23.9 357.6 647.7 14.0 18.8% exportação Fonte: PIA.0 17. de uso específico Importação (CNAE 296) Saldo Coeficiente de 28. RAIS e SECEX.6 905.1 5.1 392.4 409.838.224.8% 35.4 93.5 321.483.6 101. de uso geral (CNAE 292) Importação Saldo Coeficiente de exportação Exportação Máquinasferramentas (CNAE 294) Importação Saldo Coeficiente de exportação Líderes Valor 1.0 239.7 27.3% 21.7 24.2 399.2% 721.1 242.0 150.497.9 -45.355. Subsetor Fluxo de comércio Exportação Importação Total Saldo Coeficiente de exportação Motores.

quase sempre inovações de produto ou processo requerem a aquisição de máquinas e equipamentos (Varum e Monteiro. em última instância. a demanda é previsível. 2007). o modo como os bens de capital são idealizados e produzidos é importante para a dinâmica de aprendizado tecnológico. 1976). a indústria de bens de capital é importante porque. elas podem alterar a própria fronteira em si. Sua classificação. INOVAÇÃO E INTEGRAÇÃO DAS FIRMAS COM O SISTEMA DE INOVAÇÃO Como já mencionado. Os ciclos de produto são 46 . Rosenberg (1963) nota que as inovações no setor de bens de capital têm uma característica especial com respeito às inovações dos outros setores: elas não apenas podem induzir movimentos ao longo da curva de possibilidades de produção. que em verdade pode ser pensada como um continuum de possibilidades. e o setor de bens de capital possui características produtivas bem especiais. bem como o processo produtivo. a indústria de bens de capital catalisa inovações – de fato. Sem embargo. substituindo fatores de produção. é ela que determina a produtividade da economia (Rosenberg. Sari (1981) classificou os processos produtivos das empresas de acordo com o papel e o grau de influência dos pedidos dos consumidores. as firmas do setor de bens de capital são os specialised suppliers por excelência. Segundo a célebre taxonomia de Pavitt (1984). é composta por quatro pontos de referência (Tseng e Piller. Contudo.5. Além disso. 2003):  Make to stock (MTS): neste sistema de produção.

motores elétricos. Assim. e o prazo de entrega é considerado médio ou longo. Neste sistema produtivo. p. 74). Um bom exemplo deste sistema de produção é a produção de microcomputadores (Tseng e Piller. é mantido um estoque de produtos semi-acabados. Devido à necessidade de uma maior interação com os clientes. Há a possibilidade de modificações marginais do produto final.  Assemble to order (ATO): no sistema ATO. A despeito do tempo de entrega do produto ser minimizado. A firma produz para estocar.  Engineer to order (ETO): a diferença do sistema ETO para o MTO é que o cliente interfere no próprio projeto do produto. 2003. e o cliente consome os produtos deste estoque. que neste caso é totalmente customizado às suas necessidades. mas a montagem destes produtos é feita apenas depois do recebido o pedido.  Make to order (MTO): as firmas que adotam o sistema MTO mantêm um estoque de matérias-primas e componentes. bombas. o grau de interação com os clientes é o mais alto possível.longos e estáveis. há alguma margem para customização do produto final às necessidades do cliente. baseados em “famílias” pré-definidas de produtos. de modo que a fabricação do produto só se inicia após o pedido. compressores em geral e outras máquinas e 47 . a indústria de bens de capital tipicamente adota os processos MTO no caso de máquinas-ferramenta. a interação com os consumidores é mínima e não raro as firmas enfrentam elevados custos de estocagem. Há um nível mais alto de interação com os clientes. dependendo da complexidade das adaptações e do volume de pedidos. mas em geral estas têm apenas natureza cosmética.

não lograram desenvolver tecnologias poupadoras deste fator escasso. e adota processos ETO para bens de capital nãoseriados e sistemas mais complexos. independentemente da rota tecnológica escolhida. Segundo o autor. Rosenberg (1963) nos lembra a célebre frase de Adam Smith: “a divisão do trabalho está limitada pelo tamanho do mercado”. (iv) por isso. Neste sentido. situação que ocorre quando um leque relativamente pequeno de produtos é produzido a partir dos mesmos insumos. o tamanho do mercado para os bens de capital – dado pelo tamanho da economia e pelo ciclo de investimento influencia sobremaneira a acumulação de conhecimento na indústria de bens de capital de um país. o tamanho do mercado determina a velocidade do aprendizado tecnológico – seja ele operacional (que representa redução de custo) ou criativo (que representa novas tecnologias) (Sahal. Rosenberg (1963) defende a existência de economias de especialização no setor de bens de capital. Ainda que seja muito comum a ocorrência de economias típicas de escala. 48 . Entretanto. (iii) mesmo que a escala fosse eficiente. haveria problemas para iniciar a produção. 1984) -.7 7 A motivação original do artigo de Rosenberg (1963) era explicar porque os países em desenvolvimento. os países não conseguem aumentar a produtividade da economia a ponto de elevar a taxa de poupança. pois a própria produção de bens de capital é capital-intensiva. em oposição aos países desenvolvidos. que desenvolveram tecnologias poupadoras de mão-de-obra. capaz de alterar a fronteira de produção. a despeito de ser considerada uma indústria do tipo specialised suppliers. realimentando o próprio ciclo.equipamentos mais simples. A armadilha dos países em desenvolvimento consiste no seguinte: (i) os países em desenvolvimento têm baixas taxas de poupança. a explicação passa pelo desenvolvimento do setor de bens de capital. sendo escassos no fator capital. a produção de bens de capital tem escala ineficiente. o que faz com que estes países tenham baixo desenvolvimento tecnológico em geral. (ii) por conseqüência. Além disso. o desenvolvimento de capacidades inovativas fica prejudicado. E esta possibilidade é determinada pelo tamanho da demanda.

do tipo “know-how” and “know-who” Fonte: Varum e Monteiro (2007). Conhecimento global. e outro. 49 . mas com viés para o modo STI. TABELA 21 . chamado de Ação. Mais uma vez. Segundo estes autores. Conhecimento tácito e global. na prática os melhores resultados são atingidos quando as firmas combinam os dois modos de inovação. Uso e Interação (DUI). além de riscos relativos ao processo produtivo. boa parte das firmas de bens de capital na Europa combinam os métodos.5. comercial e financeira. do tipo “know-what” and “knowhow” Firmas estáticas e sem aprendizado Falta de qualquer estratégia de aprendizado Modo STI/DUI Tensão entre os dois modos. As firmas produtoras de bens de capital enfrentam riscos de natureza macroeconômica. esta distinção serve para referenciar a discussão. Firmas são mais propensas a inovar e ter sucesso Modo DUI Baseado no conhecimento informal e baseado na experiência. Neste sentido. mais informal. baseado na experiência. O quadro a seguir mostra estas possibilidades. gerenciar o processo de inovação torna-se um desafio. Tecnologia e Inovação (STI).1 O PROCESSO E O GERENCIAMENTO DA INOVAÇÃO NA INDÚSTRIA DE BENS DE CAPITAL Varum e Monteiro (2007) apontam dois modos de inovação: (i) o modelo baseado em Ciência. MODOS DE INOVAÇÃO E APRENDIZADO Modo STI Baseado na produção e uso de conhecimento científico e tecnológico codificado. baseado na produção e no uso de conhecimento científico e tecnológico codificado.

Quanto maior o grau de incerteza. é importante destacar que não apenas o tamanho do mercado como também a incerteza afetam sobremaneira o grau de inovatividade no setor. De todo modo. mais conservadores serão os projetos de inovação (isto quando existentes).  Aprendizado: nesta abordagem o projeto pode ser ajustado às mudanças de ambiente. em que uma variedade de soluções é gerada e é escolhida a solução que provê os melhores resultados. É uma abordagem que funciona muito bem desde que os riscos possam ser identificados e seus impactos sobre o projeto possam ser previstos.Pich et al. e estes ajustes são baseados em informações obtidas durante o processo de desenvolvimento do projeto. é muito comum nos estágios iniciais do projeto de inovação haver concorrência de projetos para posterior seleção daquele que se mostrar mais promissor. não sendo necessariamente previstas no plano original. seja em sua forma “pura” ou combinada com estratégias de aprendizado ou de seleção de projetos. a maior parte dos projetos é administrada a partir da abordagem do instrucionismo. 50 . Segundo estes autores.  Selecionismo: o selecionismo é um processo de tentativa e erro. (2002) notam que existem basicamente três abordagens para o gerenciamento de projetos de risco:  Instrucionismo: o instrucionismo se baseia na elaboração e execução de um plano por uma equipe de projeto. contingências e flexibilidades são previstas. Com efeito.

Em segundo lugar. o aprendizado tecnológico no setor de bens de capital apresenta as seguintes características: (i) Inovação e inovatividade são altamente pró-cíclicas. quanto maior grau de especialização do fornecedor de bens de capital. Este aprendizado é também condicionado pela incerteza. diante do acima exposto. 51 . são seus planos de investimento que criam a base para a dinâmica de inovação das firmas de bens de capital. em países onde o setor é desenvolvido as firmas devem atribuir alta importância ao P&D para a inovação. uma vez que ela influencia no grau de ousadia dos projetos de inovação. maior a necessidade do envolvimento dos clientes na produção e no desenvolvimento de novos bens de capital.Em suma. São os ciclos de investimento e o tamanho do mercado que determinam a velocidade do aprendizado tecnológico.8 (iii) Como o processo de inovação no setor é enviesado para STI. Isto deve se refletir nas pesquisas de inovação na forma acordos formais de cooperação com clientes ou mesmo como alta importância atribuída aos clientes como fontes de informação para a inovação. (ii) Os clientes das firmas de bens de capital têm papel crucial no processo de inovação. bem como a acordos formais de cooperação com universidades e centros de pesquisa. Em primeiro lugar. 8 Lee (1996) reporta que não raro clientes do setor de bens de capital se envolvem no processo de inovação a tal ponto que eles mesmos passam a produzir máquinas e equipamentos.

2%. vemos que a taxa geral de inovação na indústria de bens de capital no Brasil é semelhante à dos países europeus. As duas próximas tabelas trazem informações acerca da performance inovativa dos países europeus mais relevantes para a indústria de bens de capital e que participaram do Community Innovation Survey de 2004 (CIS4). Em primeiro lugar. em todos os países. como compararemos este desempenho com firmas situadas nos outros países.10 Portanto. que cremos não se repetirem no futuro. A PARTIR DAS PESQUISAS DE INOVAÇÃO Nesta seção. 52 . ao P&D) tem-se que a indústria de bens de capital no Brasil investe bem menos que os países europeus. seguindo o padrão da indústria brasileira em geral. as baixas taxas de inovação de produtos novos para o mercado e o baixo nível de investimentos em P&D indicam que. em geral. Como será visto mais adiante.2 INOVAÇÃO NA INDÚSTRIA DE BENS DE CAPITAL. a partir das informações dispostas na TABELA 22 nota-se que.5. no agregado da indústria de bens de capital) se deve aos altos gastos em aquisição de outros conhecimentos e aquisição de máquinas e equipamentos por parte de firmas líderes transnacionais em 2005. mas ela caia sensivelmente quando se trata das inovações de produto novo para o mercado. Com relação aos investimentos em inovação (em especial. analisaremos não apenas o desempenho inovativo do setor de bens de capital no Brasil. as taxas de inovação são maiores no setor de bens de capital do que para a indústria em geral. Em segundo lugar. a pesquisa de inovação tecnológica conduzida pelo Eurostat. 9 10 Veja a nota de rodapé da tabela 22. o alto volume de gastos em atividades inovativas em geral como proporção do faturamento (5. em que pesem diferenças com respeito ao corte de pessoal ocupado e ao escopo setorial9. o Escritório Europeu de Estatísticas. o grau de inovatividade da indústria brasileira de bens de capital não é alto.

26% 5.788 25% 1.730 18% Alemanha 5.46% Alemanha Espanha França Itália Gastos em atividades 7. TAXAS DE INOVAÇÃO E ESFORÇO INOVATIVO NA INDÚSTRIA E NO SETOR DE BENS DE CAPITAL BRASILEIRO EM COMPARAÇÃO COM PAÍSES SELECIONADOS: 2005 (BRASIL) E 2004 (DEMAIS PAÍSES).565 5% Brasil 5.438 34% Setor de bens de capital (CNAE 29) Espanha França Itália 9. PIA e PINTEC elaboração própria da equipe do projeto.80% inovativas (prop.613 3.00 5.d.412 27% Inovadoras de produto novo para o mercado 17. Inglaterra Alemanha 101.835 81% 2.319 32% 2.TABELA 22 .548.00% 1.15% 3.211. n. limitamos nosso estudo para empresas brasileiras com mais de 30 empregados e às CNAEs 291. Por sua vez. a TABELA 23 compara as taxas de inovação.19% n.23% 2.76% 1.76% Indústria total 2.601 27% 2.977.00 1.38% 1. 292.05% n.547 28.667 46% 824 23% 792 22% Indústria total França 86.967 52% 2.629 43% 23.876 4.040 16% 5.* Indicadores Número de empresas Inovadoras Inovadoras de produto Inovadoras de produto novo para o mercado Indicadores Número de empresas Inovadoras Inovadoras produto de Inglaterra 85.896 65% 26. Da RLV) Gastos em P&D (interno + externo) n.176 36.d.170 32% 11.d.d.740 29% Itália 121.572 810 52% 603 38% 173 11% Brasil 31.596 1.698 47% 846 23% 572 16% 1. 0.60% Brasil Espanha 80. 294 e 296.30% 3.938 13% 13. Da RLV) Gastos em P&D (interno + 3.23% 2.70% externo) Fonte: CIS 4.60% Inglaterra 3.199 65.00 3.873 7% 13% 11% Setor de Bens de Capital (CNAE 29) Espanha França Itália 1.160 36% 15.68% 1. da indústria de bens de capital com as da indústria de transformação 53 . de forma que as informações se referem à CNAE 29 como um todo.27% 4.821 14% 10.285 32% 965 24% Alemanha 7.089 26% 17.742 Brasil 1. * As tabulações a partir da CIS 4 abrangem empresas com mais de 10 pessoas ocupadas e não é possível uma desagregação setorial a três dígitos.118 34% 13.446 42% 7. desagregadas pelos subsetores.716 13.957 28.20% 0. Como já mencionado. do Eurostat. 2.502 20% Inglaterra Gastos em atividades inovativas (prop.879 47% 1.561 44.66% 1.

446 42% 7.788 25% 1. há muitas diferenças entre firmas líderes.48% 0.25% Número de empresas (total) Inovadoras Inovadoras de produto Inovadoras de produto novo para o mercado Inovadoras de processo Inovadoras de processo novo para o mercado 31. de uso específico (CNAE 296) 489 229 47% 177 36% 44 9% 124 25% 8 2% 20. frágeis e emergentes no que tange à inovação firmas. A TABELA 24 mostra que as empresas líderes e emergentes se destacam em todos os tipos de inovação em 54 . de compresssores e uso geral eq. de (CNAE transmissão 292) (CNAE 291) 324 578 172 53% 129 40% 58 18% 132 41% 5 2% 309 53% 224 39% 46 8% 210 36% 30 5% Máquinasferramenta (CNAE 294) 181 100 55% 73 40% 25 14% 64 35% 6 3% 23.8 66. PINTEC.9 P&D / Faturamento (%) 0.3 22. Máquinas bombas.39% 0. e eq. Naturalmente. De fato. As taxas de inovação não variam substancialmente entre os subsetores. vê-se que a indústria de bens de capital fica abaixo da média nacional em todos os setores analisados à exceção do segmento de máquinas-ferramenta.572 810 52% 603 38% 173 11% 530 34% 49 3% Motores.7% do total da indústria de transformação. TAXAS DE INOVAÇÃO E ESFORÇOS INOVATIVOS NA INDÚSTRIA BRASILEIRA E NO SETOR DE BENS DE CAPITAL NAS EMPRESAS COM MAIS DE 30 PESSOAS OCUPADAS: 2005.0 0.716 13.24% Fonte: PIA.565 5% 10.823 132. se situando sempre acima da média da indústria nacional.81% Outras máq.980 35% 834 3% Investimento em P&D (R$ milhões) 7. RAIS e SECEX. seguidoras.66% 0. e eq. as taxas de inovação tanto de processo quanto de produto caem substancialmente quando se considera a novidade da inovação para o mercado.em geral. Indústria de transformação Bens de Capital Total 1. elaboração própria da equipe do projeto. conforme comentado anteriormente. Contudo. Com relação aos investimentos em P&D.6 0. o volume investido em P&D na indústria de bens de capital representa apenas 1. TABELA 23 .

bombas.todos os subsetores. Outro fator que chama a atenção é que a taxa de inovação de processo para as firmas líderes no setor não é alta. 19% das firmas líderes e 30% das emergentes lançaram produto novo para o mercado mundial. TABELA 24 . Tipo de empresa Subsetor Indicador Líderes Nº de empresas Nº de inovadoras de produto Total de produto novo para o mercado de processo de processo novo para o mercado de produto novo para o mercado mundial 122 122 100% 122 100% 120 98% 55 45% 9 7% 23 19% Seguidoras 730 431 59% 316 43% 8 1% 260 36% 17 2% 1 0% Frágeis 660 196 30% 107 16% 9 1% 172 26% 22 3% 0 0% Emergentes 60 60 100% 57 95% 36 60% 43 72% 1 2% 18 30% Total 1. se situando em torno da média da indústria nacional. de Nº de inovadoras transmissão (CNAE 291) de produto 33 33 100% 33 158 92 58% 58 107 21 20% 15 26 26 100% 23 324 172 53% 129 55 . A maior parte das firmas líderes e emergentes que inovaram para o mercado mundial atuam. POR CATEGORIA DE EMPRESA (EMPRESAS COM MAIS DE 30 PESSOAS OCUPADAS): 2005. no setor de máquinas de equipamentos para uso específico (CNAE 296) e no de motores. Nº de empresas bombas.572 809 51% 602 38% 173 11% 530 34% 49 3% 42 3% Motores. compressores e eq. compressores e equipamentos de transmissão (CNAE 291). respectivamente. TAXAS DE INOVAÇÃO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL. Sem embargo.

de uso geral (CNAE 292) de produto novo para o mercado de processo de processo novo para o mercado de produto novo para o mercado mundial Nº de empresas Nº de inovadoras de produto Máquinasferramenta (CNAE 294) de produto novo para o mercado de processo de processo novo para o mercado de produto novo para o mercado mundial Máquinas e eq.100% de produto novo para o mercado de processo de processo novo para o mercado de produto novo para o mercado mundial Nº de empresas Nº de inovadoras de produto Máquinas e eq. de uso específico (CNAE 296) Nº de empresas Nº de inovadoras de produto 33 100% 26 79% 4 12% 5 15% 30 30 100% 30 100% 30 100% 10 33% 0 0% 2 7% 26 26 100% 26 100% 24 92% 10 38% 4 15% 1 4% 33 33 100% 33 37% 7 4% 65 41% 1 1% 0 0% 262 165 63% 129 49% 0 0% 105 40% 8 3% 0 0% 73 39 53% 22 30% 0 0% 24 33% 2 3% 0 0% 237 135 57% 107 14% 1 1% 18 17% 0 0% 0 0% 271 99 37% 50 18% 8 3% 84 31% 22 8% 0 0% 77 29 38% 19 25% 0 0% 29 38% 0 0% 0 0% 205 47 23% 23 88% 17 65% 23 89% 0 0% 17 65% 15 15 100% 15 100% 8 53% 11 73% 0 0% 0 0% 5 5 100% 5 100% 1 20% 1 20% 0 0% 1 20% 14 14 100% 14 40% 58 18% 132 41% 5 2% 22 7% 578 309 53% 224 39% 46 8% 210 36% 30 5% 2 0% 181 99 55% 72 40% 25 14% 64 35% 6 3% 2 1% 489 229 47% 177 56 .

firmas líderes e emergentes do setor investem. Do ponto de vista setorial.5% 0.e P&D interno e externo em particular – novamente firmas líderes e emergentes se destacam entre as demais. respectivamente.9% da RLV em P&D interno e externo. o setor que mais investe em P&D como proporção da RLV é o de máquinas-ferramenta (CNAE 294).6% de seu faturamento em P&D interno e externo. ESFORÇO INOVATIVO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL. As firmas líderes deste segmento investem 1. frágeis e emergentes investem cada uma 0. França e Espanha. RAIS e SECEX. PINTEC. as firmas emergentes apresentam características diferenciadas de investimentos em inovação. número próximo à Itália.de produto novo para o mercado de processo 100% 33 100% 45% 1 0% 11% 0 0% 100% 10 71% 36% 44 9% 124 25% 8 2% 16 3% 9 66 41 8 27% 28% 20% 57% 1 6 0 1 de processo novo para o mercado 3% 3% 0% 7% 15 1 0 0 de produto novo para o mercado mundial 45% 0% 0% 0% Fonte: PIA. 57 . TABELA 25 . Com respeito aos investimentos em atividades inovativas em geral . de 3.9% e 2. POR CATEGORIA DE EMPRESA (EMPRESAS COM MAIS DE 30 PESSOAS OCUPADAS): 2005. mas distante do nível alemão. De fato. Como sabido. elaboração própria da equipe do projeto.2%. a despeito do pequeno número e da reduzida escala de produção. enquanto as seguidoras.6%. em torno de 0.

775 5.127 154 2. Os elevados gastos em atividades inovativas em geral como proporção da RLV por parte das firmas líderes se devem ao setor de Máquinas e equipamentos de uso específico (CNAE 296). PINTEC.0% 1.7% Fonte: PIA.662 157 1.1% 4 Emergentes 644 49 7.5% 398 29 7. RAIS e SECEX.095 179 2.2% 48 0.6% 123 4 3.5% 7.9% 6. compressores e eq.446 1.4% 8 Seguidoras 20.236 350 1.1% 1.850 1.234 1.7% 7.5% 2.6% 13.455 88 2.166 21 1. elaboração própria da equipe do projeto.9% 43 0.4% 11 Total 34.9% 1.7% 94 0.2% 2.8% 2 0.2% 122 0 0. bombas.044 56.1% 4.4% (R$ milhões) Gastos em atividades inovativas (R$ milhões e % da RLV) Gastos em P&D interno e externo (R$ milhões e % da RLV) Motores.1% 8.7% 9.2% 31 0. de uso geral (CNAE 292) (R$ milhões) Gastos em atividades inovativas (R$ milhões e % da RLV) Gastos em P&D interno e externo (R$ milhões e % da RLV) RLV Máquinasferramenta (CNAE 294) (R$ milhões) Gastos em atividades inovativas (R$ milhões e % da RLV) Gastos em P&D interno e externo (R$ milhões e % da RLV) RLV Máquinas e eq.836 84 3.714 341 2.0% 2 4.3% 0. de transmissão (CNAE 291) RLV (R$ milhões) Gastos em atividades inovativas (R$ milhões e % da RLV) Gastos em P&D interno e externo (R$ milhões e % da RLV) RLV Máquinas e eq.6% 1 0.0% 31 1.481 89 1.320 12.5% 28 1.Tipo de empresa Subsetor Indicador Líderes RLV Total 10.173 19 1.0% 74 2 3.8% 10 1. de uso específico (CNAE 296) (R$ milhões) Gastos em atividades inovativas (R$ milhões e % da RLV) Gastos em P&D interno e externo (R$ milhões e % da RLV) 0.193 14.8% 0 0.6% 17 2.4% 1.188 56 1.2% 369 3 0.492 52 3.5% 37 0.4% 2 2.531 32 2. Estes gastos chegam a influenciar a média para toda 58 .0% 50 12 25.6% 45 0.7% 941 45 4.5% 95 0.378 1.0% 0 0.2% 207 0.1% 1.6% 2 2.8% 6 0.5% 0.0% 14 Frágeis 3.7% 89 0.

8% e 0.11 Outro indicador relevante do esforço tecnológico das empresas é o número de pessoas envolvidas diretamente e com dedicação exclusiva em atividades de Pesquisa e Desenvolvimento. respectivamente. Na indústria brasileira como um todo.3%. Nas empresas líderes e emergentes. 2.7% dos funcionários de uma empresa são dedicados a esse tipo de atividade.20% da RLV. contudo.as quais investiram um alto montante em aquisição de máquinas e equipamentos e aquisição de outros conhecimentos .a indústria. Os números equivalentes para empresas seguidoras e emergentes são substancialmente menores: 0. novamente há diferenças substanciais com respeito à distribuição destes profissionais entre as diversas categorias de empresas. POR CATEGORIA DE EMPRESAS: 2005. cerca de 0. não devem se repetir no futuro. GRÁFICO 5. 59 . 11 Sem embargo. Contudo.4% do faturamento em atividades inovativas. Na CNAE 296. um valor certamente muito alto. 1. que é de 5.7 e 2. PESSOAL OCUPADO EM P&D NO SETOR DE BENS DE CAPITAL BRASILEIRO.3% do pessoal ocupado trabalha exclusivamente em atividades de P&D.2% dos funcionários está diretamente envolvido em atividades de P&D (GRÁFICO 5). Entretanto. COMO PROPORÇÃO DO NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS.4% da RLV em atividades inovativas. No setor de bens de capital. Estes investimentos. as 16 firmas líderes nacionais presentes neste subsetor investiram apenas 3. as firmas líderes declararam gastar 56.a influenciar este resultado. trata-se de firma ou conjunto de firmas que iniciou suas operações em 2005. percebe-se que há firmas líderes transnacionais . Provavelmente. quando é feita uma desagregação entre firmas nacionais e estrangeiras.

RAIS e SECEX.3% 1.2% 0. embora responda por apenas 22. PINTEC. Se 60 . POR CATEGORIA DE EMPRESAS: 2005.3% do total da mão-deobra empregada no setor.9% do emprego no setor. elaboração própria da equipe do projeto.7% 2.Pessoal total ocupado em P&D: (%) do total 3.0% 2.5% 1.5% 0. o grupo das empresas líderes. De acordo com o GRÁFICO 6. embora menores e respondendo por apenas 4.3% Fonte: PIA. por sua vez.0% 1.0% 0. As empresas emergentes. são responsáveis por 8% dos profissionais envolvidos em atividades de pesquisa.5% 2. PESSOAL OCUPADO EM P&D NO SETOR DE BENS DE CAPITAL.0% nt es re s ra s ei s Fr ág Lí de do Em er ge gu i To ta l 2. GRÁFICO 6.8% 0. emprega 52% dos profissionais envolvidos em P&D no setor de bens de capital.

elaboração própria da equipe do projeto. compressores e equipamentos de transmissão (CNAE 291) e máquinas e equipamentos de uso geral (CNAE 292). PINTEC. cabe apenas comentar que ela segue a distribuição do faturamento e do emprego. Neste segmento. Com efeito. nas firmas líderes do setor de máquinas-ferramenta (CNAE 294) 4. RAIS e SECEX. com primazia dos setores de motores. Com respeito à distribuição setorial do pessoal ocupado em P&D (GRÁFICO 8). 61 . bombas. É no setor de máquinas-ferramenta (CNAE 294) que as firmas líderes empregam maior parcela dos profissionais envolvidos em P&D (GRÁFICO 7). 82% dos pesquisadores trabalham em firmas líderes do ponto de vista tecnológico.6% dos empregados trabalham em P&D.4% 8% Líderes Seguidoras 52% Frágeis Emergentes 36% Fonte: PIA.

PINTEC. compressores e eq. PINTEC. RAIS e SECEX. DISTRIBUIÇÃO SETORIAL DO PESSOAL OCUPADO EM P&D: SETOR DE BENS DE CAPITAL. 2005 14% 12% 40% Motores. POR CATEGORIA DE EMPRESAS: 2005 8% 0% 10% Líderes Seguidoras Frágeis Emergentes 82% Fonte: PIA. de uso geral (CNAE 292) Máquinas-ferramenta (CNAE 294) 34% Máquinas e eq. PESSOAL OCUPADO EM P&D NO SETOR DE MÁQUINAS FERRAMENTA. de uso específico (CNAE 296) Fonte: PIA. 62 .GRÁFICO 7. elaboração própria da equipe do projeto. GRÁFICO 8. elaboração própria da equipe do projeto. bombas. RAIS e SECEX. de transmissão (CNAE 291) Máquinas e eq.

Deste modo.1% dos gastos em atividades inovativas para P&D. estes números são bem diferentes do padrão médio dos líderes tecnológicos: para a indústria como um todo. as firmas líderes parecem destinar uma parcela menor de seus gastos em inovação para P&D do que as seguidoras.9% do investimento em inovação para P&D e 32. Por isso. no agregado as firmas líderes da indústria de bens de capital destinaram 34. as empresas líderes passariam a destinar 64.3% para P&D. mesmo com o expurgo das líderes transnacionais da CNAE 296. enquanto destinam apenas 6. e 55. Sem embargo. Com efeito.3 ESTRATÉGIAS DE INOVAÇÃO É tradicional na indústria brasileira a dependência da aquisição de máquinas e equipamentos como principal forma de atividade inovativa. caso se desconsiderassem estes gastos em aquisição de outros conhecimentos destas empresas transnacionais (em torno de R$ 400 milhões). Ainda assim. Contudo. Na indústria de bens de capital não é diferente. de acordo com a TABELA 26 . 63 . deve-se lembrar que os gastos em inovação das firmas líderes se encontram afetados pelo alto volume investido em máquinas e equipamentos e aquisição de outros conhecimentos por firmas transnacionais no setor de máquinas e equipamentos de uso específico (CNAE 296). os líderes tecnológicos destinam 33.5% dos gastos em inovação para a aquisição de outros conhecimentos.5. As firmas seguidoras destinam 19.6% dos gastos em atividades inovativas para a aquisição de máquinas e equipamentos.1% do montante para P&D.8% dos gastos em atividades inovativas para a aquisição de máquinas e equipamentos e 9.7% para a aquisição de máquinas e equipamentos.5% para a aquisição de máquinas e equipamentos. a TABELA 26 mostra que mesmo as firmas líderes destinam 42.

no qual as firmas líderes destinaram em 2005 50. cabe destacar o baixo volume de investimentos em atividades inovativas efetuado pelas firmas frágeis. dentre os tipos de investimentos em inovação. enquanto as emergentes investiram. quase 10 vezes mais – R$ 810 mil.7% dos gastos em atividades inovativas para P&D. Pela sua natureza. as firmas frágeis investiram em média R$ 85 mil em 2005 em inovação. As empresas gastam em atividades inovativas praticamente o triplo da soma do que gastam as outras categorias de empresas.4% dos investimentos em inovação para P&D. as firmas emergentes constituem a categoria de firmas que mais investe em P&D.2 milhões em atividades de inovação. como conseqüência.No entanto. Por fim. em média. bombas. e elas são responsáveis por praticamente metade (47%) do P&D do setor.6 milhões mesmo sendo apenas 60 empresas. Assim. Em média. há de se considerar que o volume de dispêndio tanto em atividades inovativas em geral quanto especificamente em P&D das líderes é maior do que em qualquer outra categoria de empresa. no total. este número sobe para 55% nos setores de motores. conforme demonstrado na seção anterior. estas firmas destinam 32. este foi também o setor que mais investe em P&D com respeito à RLV. Os padrões descritos acima se repetem em todos os subsetores à exceção do setor de Máquinas-ferramenta (CNAE 294). R$ 56. Para comparação. As 660 firmas frágeis gastam. 64 . Setorialmente. compressores e equipamentos de transmissão (CNAE 291) e 53% e máquinas e equipamentos de uso geral (CNAE 292). as emergentes gastam R$ 48.

7% 164.1% 470.6 55.4 25.2% 0.0% 85.0 64.5 100.7 1.6% 51.4 5.8% 14.8% 178.4% 2.1 3.2% 8.9 10.2 0.0% 4. bombas.7% 1.6% 11.5 11.1 7.TABELA 26 .7% 0.4 7.0% 23.6 100.5% 819.8 19.1% 0.5% 36.2 16.6 4.0 0.3 9.1 4.0% 66.4% 154.3% 0.8% 340.7% 9. Aquisição de outros conhecimentos compressores e eq.8 1. VOLUME E DISTRIBUIÇÃO PERCENTUAL DOS GASTOS EM ATIVIDADES INOVATIVAS DAS EMPRESAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL.3% 25.9 26.9 6.6% 3.0 0.9 100.5% 4.2 4.5% 45.6% 455.6% 103.0 1.1% 8.6 14.2 6.3% 0.7 34.5% 0.3% 0.5% 37.1% 1.2% Total 1.5 100.8% 25.1% 10.9% 14.0% 5.3 8.5% 28.5 6.8% 0.0% 2.2 2.3 76.1% 59.9% 96.8 32.6 0.0 1.5 100.5% 562.8 53.6% Frágeis 56.1 1.9% 2.0% 1.3% 54.0% 0.4 9.0% 15.4% Emergentes 48.4% 3.0 1.5 3.0 2.1% 1.8 48.3 19.775.9 19.1 5.0 4.0% 40.7% 0.3% 116.2 2.0% 169.9 0.2 100.4% Seguidoras 350.9 3.8% 0.5 55.4 22.1 15.0% Subsetor 65 .0 0.0 0.3 2.0% 2.7 15.4 55.4% 1. Tipo de investimento em atividades inovativas Gastos em atividades inovativas (R$ milhões) Gastos em P&D interno Gastos em P&D externo Aquisição de outros conhecimentos Total Aquisição de máquinas e equipamentos Treinamentos Gasto em introdução das inovações Projeto industrial Gastos em atividades inovativas (R$ milhões) Gastos em P&D interno Gastos em P&D externo Motores.9 100.8 100.7 42.0% 0.6 16.0 100.2 100.4% 0.1% 27. de transmissão Aquisição de máquinas e equipamentos (CNAE 291) Treinamentos Gasto em introdução das inovações Projeto industrial Tipo de empresa Líderes 1.8 3.1% 76.3% 0.7% 1.8 4.5% 0.7 5.8 7.0% 194.4% 17.8 1.0 46.3 7.0% 25.0% 0.0% 80.4 0.0% 66.2 3.4 42.0 0.319.3% 9.0% 0.8 1. POR CATEGORIA DE EMPRESA: 2005.3% 63.4% 3.0 5.

6 4.5 2.5% 73. de uso geral (CNAE 292) Aquisição de outros conhecimentos Aquisição de máquinas e equipamentos Treinamentos Gasto em introdução das inovações Projeto industrial Gastos em atividades inovativas (R$ milhões) Gastos em P&D interno Gastos em P&D externo Aquisição de outros conhecimentos Aquisição de máquinas e equipamentos Treinamentos Gasto em introdução das inovações Projeto industrial 45.6% 0.0 0.0 78.5% 0.2 42.0% 0.0% 0.0% 0.5% 0.0% 0.1% 25.0% 157.8 3.4 4.0% 0.3 2.8% 10.2 1.2 6.0% 0.0 0.0% 29.2 100.7% 0.2 19.0% 2.0% 30.5 35.0% 0.8% 10.2% 6.2 2.9% 37.2% 83.3% 35.0% 10.8 46.0 0.0% 2.3 49.4 2.2 7.1 11.0% 0.1 0.5% 4.3 0.4% 1.2 100.0% 0.6% 0.2 0.3% 0.3 53.1 4.5 100.9 4.7% 1.0 0.8 8.0% 0.2 13.0% 9.0 100.4 2.9% 0.4 14.0% 0.4% 0.0 0.5% 1.0 1.8 4.5 100.0% 2.0 20.Gastos em atividades inovativas (R$ milhões) Gastos em P&D interno Gastos em P&D externo Máquinas e eq.0 0.9% 0.0 100.5% 0.2 17.2% 0.9 8.2% 12.7% 4.0% 1.0 0.0% 0.2% 0.5 19.8% 0.8 4.4 2.1 9.3% Máquinasferramenta (CNAE 294) 66 .1 7.0% 42.4% 0.7 1.9% 6.1 100.0% 0.6 56.0% 1.9 2.7% 88.2 29.8 4.0 80.2% 1.7 3.1 100.2% 1.3 12.8 3.0 0.7% 22.0% 0.2% 21.0 0.2% 3.4% 2.4 50.2 6.4 3.4% 0.4% 52.0% 26.8% 1.5 42.0% 1.1 100.4 100.7 27.7% 19.9% 4.4 0.2% 3.4% 6.0% 0.7 100.6% 12.2% 4.1% 0.7 3.0 8.0 0.4 5.8% 2.5 34.0% 7.7 2.8% 3.3% 5.3% 15.9 2.8 1.

7% 0.7% 0.8 11. RAIS e SECEX.5% 14.5 43.3 100.2% 4.2 8.4 1.0 1.3 0.0% 1.6 13.3 45. as empresas européias em geral destinam pouco mais de 50% dos investimentos totais em inovação para P&D e 24.8 2.9% e 22.7 7.1% 450.9% 3. elaboração própria da equipe do projeto.9% 1.8 6.0% 23. PINTEC. percebe-se um padrão bem distinto. seja para o setor de máquinas e equipamentos em específico.7 100. de uso específico (CNAE 296) Aquisição de outros conhecimentos Aquisição de máquinas e equipamentos Treinamentos Gasto em introdução das inovações Projeto industrial 1.2% 1.5% 0.7% 0.7 2.6 0.3 4.6 64.0% 31.1% 1.3% 0.0 0. os números equivalentes são 60.Gastos em atividades inovativas (R$ milhões) Gastos em P&D interno Gastos em P&D externo Máquinas e eq.8% 545.2 0.2 88.2% 44.4 72.043. No setor de bens de capital.2% dos investimentos em inovação para P&D. por destinar 81.3 14.6 29.3 1.3 bilhões de Euros.7% 22.0 2.6% 4.9 3.5 100.9% 91.0 0.8 33.1% 56.7 1.0% 12.3 4.8 50.1 100.0% 5.5% 450. 67 .8 37.6% 1.1% 1.2 0.3% 14.3% 439.0% 0. ou 62.2% 89.193.0% 1. Quando se compara esta distribuição dos gastos inovação com a dos países europeus selecionados.2 0.7% 0.8 32.3% Fonte: PIA.5% 12. Além de gastarem mais em atividades inovativas como proporção do faturamento. pelo volume de P&D investido no setor de máquinas e equipamentos (5.5% 3. Destacam-se a Alemanha.5%.1 0.0% 3.1 42. seja para a indústria como um todo.4 100.7% 46.0% 9.1% do total de gastos em atividades inovativas) e a França.6% 11.3% para a aquisição de máquinas e equipamentos.6% 5.

TABELA 27 . VOLUME E DISTRIBUIÇÃO PERCENTUAL DOS GASTOS EM ATIVIDADES
INOVATIVAS DAS EMPRESAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL E DA INDÚSTRIA EM GERAL EM PAÍSES EUROPEUS SELECIONADOS: 2004.

Setor de máquinas e equipamentos (CNAE 29) Tipo de investimento em atividades inovativas (em milhares de Euros) Gastos em atividades inovativas Gastos em P&D interno Gastos em P&D externo Aquisição de outros conhecimentos Aquisição de máquinas e equipamentos Alemanha Espanha 8.536.000 410.816 100,00% 100,00% 5.298.000 270.051 62,10% 65,70% 497.000 31.915 5,80% 7,80% 194.000 1.681 2,30% 0,40% 1.537.000 91.405 18,00% 22,20% França 1.025.098 100,00% 832.106 81,20% 68.098 6,60% 18.251 1,80% 106.641 10,40% Itália 2.491.552 100,00% 1.190.753 47,80% 174.813 7,00% 57.277 2,30% 1.068.709 42,90% Total 12.463.466 100,00% 7.590.910 60,90% 771.826 6,20% 271.209 2,20% 2.803.755 22,50%

Indústria em geral Tipo de investimento em atividades inovativas (em milhares de Euros) Gastos em atividades inovativas Alemanha Espanha França Itália 75.526.000 6.775.967 30.074.025 16.493.480 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% Gastos em P&D interno 36.051.000 2.723.665 20.684.648 6.003.078 47,70% 40,20% 68,80% 36,40% Gastos em P&D externo 6.781.000 1.308.537 5.966.672 1.242.547 9,00% 19,30% 19,80% 7,50% Aquisição de outros conhecimentos 2.054.000 183.005 491.496 880.757 2,70% 2,70% 1,60% 5,30% Aquisição de máquinas e equipamentos 17.973.000 1.997.470 2.931.208 8.367.098 23,80% 29,50% 9,70% 50,70% Fonte: CIS4, do Eurostat, elaboração própria da equipe do projeto. Total 128.869.472 100,00% 65.462.391 50,80% 15.298.756 11,90% 3.609.258 2,80% 31.268.776 24,30%

No que tange à cooperação para a inovação, as 122 empresas líderes do setor de bens de capital são empresas que apresentam uma “taxa de cooperação” um pouco abaixo da média nacional para este tipo de empresa, que é de 37,5% (De Negri et al., 2008). Em segundo lugar na cooperação para a inovação vêm as firmas emergentes; 28% delas mantiveram algum acordo de cooperação para a inovação em 2005. Sem embargo, a TABELA 28 mostra que todas as categorias de empresas parecem cooperar muito pouco para a inovação - apenas 15% das empresas inovadoras do setor têm algum acordo -, e a forma de cooperação mais utilizada pelas empresas é a cooperação com os fornecedores; 14% das

68

empresas líderes 22% das empresas emergentes que inovaram fizeram este tipo de cooperação.

Como sabido, uma importante forma de cooperação pouco utilizada pelas empresas brasileiras é a cooperação com universidades. Em especial, conforme comentado anteriormente, o setor de bens de capital poderia se beneficiar grandemente da cooperação com a academia. Porém, no Brasil apenas 10% das empresas líderes, 8% das emergentes e 3% do total de empresas lançaram mão deste tipo de cooperação. Estes números são ligeiramente superiores à média nacional para estas categorias de empresas, que é de 8,8% para as líderes e 4,4% para as emergentes, com média 2,1% para a indústria como um todo. TABELA 28 . COOPERAÇÃO PARA INOVAÇÃO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL, POR CATEGORIA DE EMPRESA: 2005.
Tipo de empresa Subsetor Tipo de acordo Líderes Acordos de cooperação Com clientes e consumidores Com fornecedores Total Com outra empresa do grupo Com universidade / centro de capacitação Total de empresas inovadoras Acordos de cooperação Motores, bombas, compressores e eq. de transmissão (CNAE 291) Com clientes e consumidores Com fornecedores Com outra empresa do grupo Com universidade / centro de capacitação Total de empresas inovadoras 38 31% 14 11% 17 14% 8 7% 12 10% 122 100% 17 52% 3 9% 7 21% 6 18% 5 15% 33 100% Seguidoras 41 10% 9 2% 15 3% 7 2% 6 1% 431 100% 14 15% 1 1% 5 5% 2 2% 1 1% 92 100% Frágeis 22 11% 20 10% 22 11% 0 0% 2 1% 196 100% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 21 100% Emergentes 17 28% 8 13% 13 22% 0 0% 5 8% 60 100% 3 12% 3 12% 0 0% 0 0% 0 0% 26 100% Total 118 15% 51 6% 67 8% 15 2% 25 3% 809 100% 34 20% 7 4% 12 7% 8 5% 6 3% 172 100%

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Máquinas e eq. de uso geral (CNAE 292)

Máquinasferramenta (CNAE 294)

Máquinas e eq. de uso específico (CNAE 296)

8 15 22 9 54 27% 9% 22% 60% 17% 0 5 20 5 30 Com clientes e consumidores 0% 3% 20% 33% 10% 0 6 22 9 37 Com fornecedores 0% 4% 22% 60% 12% 1 3 0 0 4 Com outra empresa do grupo 3% 2% 0% 0% 1% 2 3 2 0 7 Com universidade / centro de capacitação 7% 2% 2% 0% 2% 30 165 99 15 309 Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% 100% 7 1 0 0 8 Acordos de cooperação 26% 3% 0% 0% 8% 6 0 0 0 6 Com clientes e consumidores 22% 0% 0% 0% 6% 5 1 0 0 6 Com fornecedores 19% 3% 0% 0% 6% 1 0 0 0 1 Com outra empresa do grupo 4% 0% 0% 0% 1% 3 0 0 0 3 Com universidade / centro de capacitação 11% 0% 0% 0% 3% 26 39 29 5 99 Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% 100% 6 11 0 5 22 Acordos de cooperação 18% 8% 0% 36% 10% 5 3 0 0 8 Com clientes e consumidores 15% 2% 0% 0% 3% 5 3 0 4 12 Com fornecedores 15% 2% 0% 29% 5% 0 2 0 0 2 Com outra empresa do grupo 0% 1% 0% 0% 1% 2 2 0 5 9 Com universidade / centro de capacitação 6% 1% 0% 36% 4% 33 135 47 14 229 Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% 100% Fonte: PIA, PINTEC, RAIS e SECEX, elaboração própria da equipe do projeto. Acordos de cooperação

Novamente, esta é uma realidade distinta da européia. Em geral, 21% das firmas do setor de máquinas e equipamentos e 19,5% das empresas industriais que mantiveram atividades inovativas em 2004 realizaram algum tipo de cooperação para a inovação. Em especial, respectivamente na Alemanha e na França, 25% e 35% das firmas do setor de máquinas e equipamentos realizam algum tipo de cooperação, e 19% e 17% das firmas do setor mantêm acordos de cooperação com universidades, conforme a TABELA 29 .

70

756 5.905 11. elaboração própria da equipe do projeto.546 Acordos de cooperação Com clientes e consumidores Com fornecedores Com outra empresa do grupo Com universidade / centro de capacitação Total de empresas inovadoras Fonte: CIS4.027 8.0% 1.3% 5.198 20.0% 1. Tipo de acordo Setor de máquinas e equipamentos (CNAE 29) Alemanha 1.215 18.2% 3.9% 100. do Eurostat.732 12% 985 7% 1.383 4.2% 2.167 100% Acordos de cooperação Com clientes e consumidores Com fornecedores Com outra empresa do grupo Com universidade / centro de capacitação Total de empresas inovadoras Tipo de acordo Indústria em geral Alemanha 6.7% 3.6% 857 5.339 9.1% 713 2.4% 32.434 25% 786 13% 718 12% 536 9% 1.769 11.7% 3.835 100% Espanha 418 25% 119 7% 271 16% 66 4% 112 7% 1. 71 .5% 2.7% 855 5.981 38.TABELA 29 .093 19% 5.6% 3.435 100% Itália 3.266 100% 8.481 100% Espanha 3.4% 3.2% 1.800 19.550 11.7% 7.0% 17.459 10% 1.490 8. COOPERAÇÃO PARA A INOVAÇÃO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL E NA INDÚSTRIA EM GERAL EM PAÍSES EUROPEUS SELECIONADOS: 2004.667 100% Itália 555 11% 164 3% 332 7% 145 3% 225 5% 4.777 8.716 12% 14.991 21% 1.5% 15.6% 631 3.976 6.945 7.410 15.698 100% França 584 35% 390 23% 411 25% 238 14% 286 17% 1.002 5.7% 10.426 100% Total 19.0% 35.416 4.3% 1.383 10.6% 1.967 100% Total 2.244 100% França 5.890 25.

Além da cooperação formal, sujeita no Brasil aos conhecidos problemas de apropriabilidade da inovação, fraca articulação das redes de informação, dificuldades de financiamento etc, a importância das fontes de informação para inovação fornece alguns indícios acerca das relações menos formais das empresas do setor com o sistema nacional de inovação. Neste quesito, de acordo com a TABELA 30 percebemos a importância dos clientes e consumidores como fonte de informação para a inovação.

A interação entre clientes/consumidores e fabricantes de bens de capital é fundamental, conforme já comentado, e ocorre devido às características do próprio processo produtivo do setor – um caso extremo é a produção do tipo ETO, ou a produção dos bens de capital não-seriados. Particularmente, 68% das empresas líderes do setor de bens de capital usam seus clientes e fornecedores como uma fonte muito importante para a inovação. Setorialmente, tal percentagem nunca é menor que 63% (setor de máquinas-ferramenta, CNAE 294). Em segundo lugar de importância como fonte de informação para a inovação vêm os fornecedores de máquinas e equipamentos e de insumos: 33% das empresas em geral e 38% das firmas líderes apontaram este elo do sistema de inovação como muito importante para a inovação. Considerando o viés dos gastos de inovação para a aquisição de máquinas e equipamentos, este era um resultado previsível no Brasil. Novamente, universidades e centros de pesquisa não figuram entre as fontes de informação mais importantes para a inovação, denotando a fragilidade da articulação universidade-empresa, mesmo que informal.

72

TABELA 30 .

NÚMERO DE EMPRESAS INOVADORAS QUE CONSIDERAM ALTAMENTE

IMPORTANTE AS FONTES DE INFORMAÇÃO PARA A INOVAÇÃO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL, POR CATEGORIA DE EMPRESA: 2005.

Subsetor

Fonte de informação

Tipo de empresa Líderes 33 27% 43 35% 122 100% 83 68% 46 38% 32 26% 31 25% 12 10% 20 16% 4 3% 12 10% 8 7% 122 100% Seguidoras 79 18% 180 40% 449 100% 215 50% 102 24% 74 17% 46 11% 26 6% 24 6% 17 4% 27 6% 14 3% 431 100% Frágeis 0 0% 71 35% 201 100% 110 56% 79 40% 57 29% 4 2% 7 4% 16 8% 3 2% 8 4% 4 2% 196 100% Emergentes 33 55% 15 25% 60 100% 26 43% 36 60% 7 12% 0 0% 4 7% 4 7% 0 0% 4 7% 5 8% 60 100% Total 145 17% 309 37% 832 100% 434 54% 263 33% 170 21% 81 10% 49 6% 64 8% 24 3% 51 6% 31 4% 809 100%

Fontes internas à empresa Departamento de P&D Outros Total de empresas que respondem todo o questionário

Fontes externas à empresa Clientes e consumidores Fornecedores Concorrentes Total Outra empresa do grupo Instituições de teste Aquisição de licença Centro de capacitação Empresa de consultoria Universidade Total de empresas inovadoras

73

Fontes internas à empresa Departamento de P&D Outros Total de empresas que respondem todo o questionário 8 24% 18 55% 33 100% 24 73% 8 24% 12 36% 7 21% 1 3% 7 21% 3 9% 4 12% 4 12% 33 100% 21 21% 49 49% 100 100% 51 55% 25 27% 23 25% 16 17% 10 11% 4 4% 5 5% 9 10% 2 2% 92 100% 0 0% 4 18% 22 100% 7 33% 8 38% 4 19% 0 0% 5 24% 0 0% 1 5% 1 5% 1 5% 21 100% 9 35% 6 23% 26 100% 3 12% 17 65% 3 12% 0 0% 3 12% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 26 100% 38 21% 77 43% 181 100% 85 49% 58 34% 42 24% 23 13% 19 11% 11 6% 9 5% 14 8% 7 4% 172 100%

Fontes externas à empresa Clientes e consumidores Fornecedores Motores, Concorrentes bombas, compressores e eq. de transmissão Outra empresa do grupo (CNAE 291) Instituições de teste Aquisição de licença Centro de capacitação Empresa de consultoria Universidade Total de empresas inovadoras

74

de uso geral (CNAE 292) Concorrentes Outra empresa do grupo Instituições de teste Aquisição de licença Centro de capacitação Empresa de consultoria Universidade Total de empresas inovadoras 75 .Fontes internas à empresa Departamento de P&D Outros Total de empresas que respondem todo o questionário 12 40% 9 30% 30 100% 21 70% 10 33% 4 13% 14 47% 8 27% 6 20% 0 0% 1 3% 0 0% 30 100% 31 18% 67 39% 172 100% 70 42% 39 24% 26 16% 14 8% 13 8% 9 5% 2 1% 12 7% 10 6% 165 100% 0 0% 33 33% 99 100% 57 58% 30 30% 6 6% 4 4% 2 2% 16 16% 2 2% 7 7% 0 0% 99 100% 13 87% 4 27% 15 100% 9 60% 13 87% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 15 100% 56 18% 113 36% 316 100% 157 51% 92 30% 36 12% 32 10% 23 7% 31 10% 4 1% 20 6% 10 3% 309 100% Fontes externas à empresa Clientes e consumidores Fornecedores Máquinas e eq.

Fontes internas à empresa Departamento de P&D Outros Total de empresas que respondem todo o questionário 8 30% 8 30% 26 100% 17 63% 13 48% 6 22% 1 4% 3 11% 1 4% 0 0% 3 11% 3 11% 26 100% 2 5% 11 28% 39 100% 17 44% 13 33% 5 13% 4 10% 0 0% 3 8% 4 10% 5 13% 0 0% 39 100% 0 0% 5 17% 29 100% 19 66% 24 83% 29 100% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 29 100% 1 20% 0 0% 5 100% 4 80% 1 20% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 5 100% 11 11% 24 24% 99 100% 57 57% 51 51% 40 40% 5 5% 3 3% 4 4% 4 4% 8 8% 3 3% 99 100% Fontes externas à empresa Clientes e consumidores Fornecedores Concorrentes Outra empresa do grupo Instituições de teste Aquisição de licença Centro de capacitação Empresa de consultoria Universidade Total de empresas inovadoras Máquinasferramenta (CNAE 294) 76 .

Para comparação.Fontes internas à empresa Departamento de P&D Outros Total de empresas que respondem todo o questionário 5 15% 8 24% 33 100% 21 64% 15 45% 10 30% 9 27% 0 0% 6 18% 1 3% 4 12% 1 3% 33 25 18% 53 38% 138 100% 77 57% 25 19% 20 15% 12 9% 3 2% 8 6% 6 4% 1 1% 2 1% 135 0 0% 29 57% 51 100% 27 57% 17 36% 18 38% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 3 6% 47 10 71% 5 36% 14 100% 10 71% 5 36% 4 29% 0 0% 1 7% 4 29% 0 0% 4 29% 5 36% 14 40 17% 95 40% 236 100% 135 59% 62 27% 52 23% 21 9% 4 2% 18 8% 7 3% 9 4% 11 5% 229 100% Fontes externas à empresa Clientes e consumidores Fornecedores Máquinas e eq. as empresas brasileiras de bens de capital parecem utilizar mais a articulação informal entre 77 . (ii) fornecedores. elaboração própria da equipe do projeto. de uso específico (CNAE 296) Concorrentes Outra empresa do grupo Instituições de teste Aquisição de licença Centro de capacitação Empresa de consultoria Universidade Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% Fonte: PIA. PINTEC. RAIS e SECEX. a TABELA 31 traz o número de empresas européias nos países selecionados que consideram muito importante as fontes de informação para inovação (i) clientes e consumidores. (iv) universidades e centros de capacitação. (iii) outra empresa do grupo. De fato.

930 11. Com respeito aos elos com o sistema nacional de inovação. Setor de máquinas e equipamentos (CNAE 29) Alemanha Espanha França Itália Total 2. seja em comparação com as firmas líderes da indústria brasileira como um todo.835 1. Além disso.079 22.263 Fornecedores 17% 28% 8% 14% 16% 3. elaboração própria da equipe do projeto.990 Clientes e consumidores 50% 25% 37% 20% 35% 976 474 138 675 2.698 1.404 Universidade / centro de capacitação 5% 3% 3% 2% 3% 35. mesmo as firmas líderes investem muito pouco em P&D.874 Outra empresa do grupo 55% 44% 51% 37% 47% 1.726 Outra empresa do grupo 60% 55% 52% 49% 55% 503 53 134 68 758 Universidade / centro de capacitação 9% 3% 4% 3% 5% 5.018 7.878 46.645 7. bastante dependente dos fornecedores de máquinas e equipamentos para a inovação.667 4.481 17. Fontes de Informação Em resumo. seja em comparação com firmas semelhantes em países europeus. do Eurostat.967 14.306 Clientes e consumidores 39% 21% 25% 15% 26% 8. NÚMERO DE EMPRESAS INOVADORAS QUE CONSIDERAM ALTAMENTE IMPORTANTE AS FONTES DE INFORMAÇÃO PARA A INOVAÇÃO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL E NA INDÚSTRIA EM GERAL EM PAÍSES EUROPEUS SELECIONADOS: 2004.895 4.627 3.944 432 616 998 4. mas as firmas européias tendem a utilizar muito mais outras empresas do grupo como fontes de informação para a inovação que as brasileiras.266 100.866 Fornecedores 23% 27% 20% 22% 23% 19.499 939 875 2.167 Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% 100% Indústria em geral Fontes de Informação Alemanha Espanha França Itália Total 14.435 32.244 15.413 7. o setor de bens de capital brasileiro é. tal qual a indústria brasileira como um todo.636 3.421 7.tendem a manter relações informais com clientes/consumidores e fornecedores de máquinas e 78 . as firmas do setor – e isto é válido também para os líderes tecnológicos .001 3.784 519 458 643 3.426 Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% 100% Fonte: CIS4. TABELA 31 .783 26.clientes e fabricantes que as firmas européias.133 4.

a fim de que ele se torne efetivamente um setor no vértice do sistema nacional de inovação e difusor de inovações para o resto da economia brasileira. 79 . por categoria de empresas. restando apenas uma firma frágil entre as empresas de capital majoritariamente estrangeiro. as taxas gerais de inovação são maiores para as empresas transnacionais.equipamentos como fonte de informação para inovação. 5. Por isso. Contudo. vê-se que tanto nacionais quanto estrangeiras possuem taxas de inovação bastante semelhantes. especialmente com universidades e centros de pesquisa. nesta seção analisaremos diferenças e semelhanças dos padrões e estratégias de inovação entre empresas nacionais e estrangeiras.4 DISTINÇÕES ENTRE EMPRESAS NACIONAIS E ESTRANGEIRAS Considerando a alta participação das empresas transnacionais no setor de bens de capital no Brasil. Cabe notar que as transnacionais se concentram entre firmas líderes e seguidoras. carecem de relações mais formais de cooperação. A TABELA 32 mostra as taxas de inovação das firmas nacionais e estrangeiras. contudo. quando se comparam líderes e seguidoras. Este quadro impõe restrições e desafios a serem superados para a elevação do nível de inovatividade do segmento no Brasil.

383 676 49% 493 36% 119 9% 462 33% 33 2% 28 2% 189 133 70% 109 58% 54 29% 68 36% 16 8% 14 7% 28% 0% 0% — Fonte: PIA. mas as seguidoras investem um pouco menos. EMPRESAS NACIONAIS E ESTRANGEIRAS: 2005. os valores investidos em P&D são baixos relativamente à realidade 80 . No tocante aos investimentos em inovação como proporção da RLV. TAXAS DE INOVAÇÃO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL. de acordo com a TABELA 33 as líderes nacionais investem mais recursos em P&D do que as líderes transnacionais. RAIS e SECEX.TABELA 32 . Tipo de empresa Indicador Líderes Nº de empresas Nº de inovadoras de produto Total Empresas nacionais de produto novo para o mercado de processo de processo novo para o mercado de produto novo para o mercado mundial Nº de empresas Nº de inovadoras de produto Total Empresas estrangeiras de produto novo para o mercado de processo de processo novo para o mercado de produto novo para o mercado mundial 72 72 100% 72 100% 69 96% 35 49% 4 6% 9 13% 50 50 100% 50 100% 50 100% 20 40% 5 10% 14 Seguidoras Frágeis Emergentes 592 348 59% 257 43% 5 1% 212 36% 6 1% 1 0% 138 83 60% 59 43% 3 2% 48 35% 11 8% 0 659 196 30% 107 16% 9 1% 172 26% 22 3% 0 0% 1 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 60 60 100% 57 95% 36 60% 43 72% 1 2% 18 30% 0 — — — — — — — — — — — Total 1. elaboração própria da equipe do projeto. De toda forma. PINTEC.

EMPRESAS NACIONAIS E ESTRANGEIRAS: 2005.60% 0 0 — 0 — Total 16. TABELA 33 .57% Frágeis 2.58% 17.975 56 1. quando efetuamos o expurgo dos gastos em aquisição de outros conhecimentos das líderes transnacionais desta CNAE 296.56% 111 0. RAIS e SECEX.7% dos gastos 81 .89% 6 0. ESFORÇO INOVATIVO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL.55% 17 2.88% 37 0.européia.157 191 1. cabe lembrar que o alto volume de gastos em atividades inovativas por parte das transnacionais se deve a altos gastos em aquisição de máquinas e equipamentos e aquisição de outros conhecimentos por parte de transnacionais do setor de máquinas e equipamentos de uso específico (CNAE 296).932 1.639 1.54% 96 0.30% 7.71% Gastos em P&D interno e externo (R$ milhões e % da RLV) RLV (R$ milhões) Total Empresas Estrangeiras Gastos em atividades inovativas (R$ milhões e % da RLV) Gastos em P&D interno e externo (R$ milhões e % da RLV) Fonte: PIA. Quando se observa a distribuição dos gastos em atividades inovativas (TABELA 34 ). Tipo de empresa Subsetor Indicador Líderes RLV (R$ milhões) Total Empresas Nacionais Gastos em atividades inovativas (R$ milhões e % da RLV) Seguidoras 10. PINTEC.52% 36 1. e estes gastos não devem se repetir no futuro. convém lembrar que os gastos em atividades inovativas das líderes transnacionais são influenciados pelos gastos em aquisição de máquinas e equipamentos e outros conhecimentos realizados por líderes transacionais da CNAE 296 (máquinas e equipamentos de uso específico).21% 214 0 — 0 — Emergentes 644 49 7. Contudo.167 15.739 124 4.59% 57 0. Novamente. percebe-se que as firmas líderes nacionais destinam fatia maior dos gastos em atividades inovativas para P&D do que as estrangeiras.356 7.28% 54 0. elaboração própria da equipe do projeto.514 419 2.62% 2. Mais uma vez. as firmas líderes transnacionais passam a destinar 6.36% 10.079 160 1.

3% 82 .1 159.7% 18.9 0.9 31.0 Gastos em P&D externo 4.4% 44. EMPRESAS NACIONAIS E ESTRANGEIRAS: 2005.5 1.5 — — Gastos em P&D interno 4.7% 3.7 2.8 117.1 — — Gasto em introdução das inovações 7.6 Gastos em atividades inovativas 100.6% 1.7 2.3%).9% do investimento em inovação para P&D.7% — — Empresas 498.8 — — Projeto industrial 4.3% 16.196.8 77.6 — — Gastos em P&D externo 0.3 5.5 10.0% 87.4 1. quando se expurgam tanto os gastos em aquisição de outros conhecimentos quanto as aquisições de máquinas e equipamentos.8 — — Treinamentos 3.0 0.0 Gastos em atividades inovativas 100.0 10.4 11.3% 19.7% 1.0% — — 50.1% 3.8 Aquisição de máquinas e Nacionais equipamentos 51.9% 11.8 3.9% 0.5% 0.4 2.0 5.2 48.6% 242. Subsetor Indicador Total 419.2% 576.0% 53.0% 100. TABELA 34 .1% — — 93.9 15. Tipo de empresa Líderes Seguidoras Frágeis Emergentes 123.6 4.0% 100.356.7% 6.7% 2.8 190. RAIS e SECEX.9% 13.5% 98.6 1.8% 1.0% 100.3% 18.1 7.9 7.4% 5. Quanto às empresas seguidoras.9 1.1% 464.3% Empresas 63.4% — — 45. em média.5% 64.4 0.5% 19.1% 5.8% 3.8 0. VOLUME E DISTRIBUIÇÃO PERCENTUAL DOS GASTOS EM ATIVIDADES INOVATIVAS DAS EMPRESAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL.7% — — 3. não há distinções relevantes entre as empresas nacionais e transnacionais no que tange à distribuição dos gastos em inovação.2 36.0 18.3% 4.8 0.8 — — Aquisição de outros conhecimentos Total – 37.1 35.1 100.2 1.5% 32. Como referência.4 4.0% 1.9 2.8 Gastos em P&D interno 24.6% 1. esta percentagem sobe para 16% .1 25.2 3.8 57.8% 1.0% — — 453.0% 30.4 6.0 100.4 — — Aquisição de máquinas e estrangeiras equipamentos 41.para P&D interno.0% 82.4 Projeto industrial 10.8 3.0 25. PINTEC.7% 48.5% 9.2% — — 50.1% 2.3 34.0 1.5 Treinamentos 4.0 1.2% 58.em todo caso menor do que os números equivalentes para as líderes nacionais no setor de bens de capital (24.0% 100. elaboração própria da equipe do projeto. os líderes tecnológicos na indústria nacional destinam 33.4% 0.2 Aquisição de outros conhecimentos Total 1.5% 47.5% 10.1% 6.8% 8.2% 2.1% 3.6% 61.4% 5.1% 28.9 Gasto em introdução das inovações 2.9 1.3 10.2 42.9% — — Fonte: PIA.0 20.9% 6.6 56.8% 1.

TABELA 35 . E isto é verdadeiro também para todas as principais formas de cooperação. Com respeito às firmas seguidoras. RAIS e SECEX. COOPERAÇÃO PARA INOVAÇÃO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL. 83 . as firmas líderes transnacionais cooperaram mais que as nacionais: 55% das líderes de capital estrangeiro mantinham algum acordo de cooperação. Em geral. contra 36% das líderes nacionais. Subsetor Tipo de acordo Acordos de cooperação Tipo de empresa Líderes Seguidoras Frágeis Emergentes Total 92 19% 40 8% 56 12% 2 0% 20 4% 485 100% 26 27% 11 12% 11 12% 13 14% 5 5% 95 100% 20 33 22 17 36% 14% 15% 37% 5 7 20 8 Com clientes e consumidores 9% 3% 13% 17% 8 13 22 13 Com fornecedores Total 14% 6% 15% 28% Empresas 1 1 0 0 Nacionais Com outra empresa do grupo 2% 0% 0% 0% 7 6 2 5 Com universidade / centro de capacitação 13% 3% 1% 11% 56 234 149 46 Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% 18 8 0 0 Acordos de cooperação 55% 13% — — 9 2 — — Com clientes e consumidores 27% 3% — — 9 2 — — Com fornecedores Total 27% 3% — — Empresas 7 6 — — Estrangeiras Com outra empresa do grupo 21% 10% — — 5 0 — — Com universidade / centro de capacitação 15% 0% — — 33 62 0 0 Total de empresas inovadoras 100% 100% — — Fonte: PIA. PINTEC. EMPRESAS NACIONAIS E ESTRANGEIRAS: 2005. elaboração própria da equipe do projeto. a TABELA 35 traz informações acerca da cooperação para inovação de empresas nacionais e estrangeiras. tanto firmas nacionais e estrangeiras seguidoras parecem cooperar muito pouco para a inovação.Por fim. não foram encontradas diferenças significativas.

As empresas líderes são as que mais recorreram a métodos de apropriação: no total. 19% recorreram ao segredo industrial e 12% solicitaram patente no exterior. A TABELA 36 apresenta as estratégias de apropriação dos ganhos da inovação adotadas pelas firmas brasileiras do setor de bens de capital. como há muito mais firmas seguidoras que líderes. O patenteamento. enquanto no setor de máquinas-ferramenta (CNAE 294) as líderes querem ser reconhecidas pelos consumidores através de suas marcas (58% das firmas recorrem às marcas para apropriarem-se dos ganhos de inovação). 84 . ela deverá decidir como se apropriar dos ganhos da inovação e se proteger da imitação. a proporção de seguidoras que solicitam registro de patente é maior que a média nacional desta categoria de firmas. 17% das firmas seguidoras que inovaram solicitaram patente de invenção. o número absoluto de firmas seguidoras que recorre a alguma estratégia de apropriação dos ganhos da inovação supera o das firmas líderes. as líderes tendem a patentear mais nos setores de máquinas e equipamentos de uso geral (CNAE 292) e específico (CNAE 296) . 29% das firmas solicitaram patente de invenção. o recurso a estratégias de proteção cai bastante entre líderes e seguidoras.5 APROPRIAÇÃO DOS GANHOS DA INOVAÇÃO Finalmente. Setorialmente. Entretanto. No setor de bens de capital.5. 41% solicitaram o reconhecimento de marcas. e 30% delas recorreram a marcas como forma de proteção. Estes números estão em linha com o comportamento médio das firmas líderes na indústria como um todo. Como ocorre com o resto da indústria. que é de 9%. Ainda assim. o registro de marcas.34% das líderes nestes setores solicitaram patentes de invenção. caso a firma seja bem-sucedida em inovar. segredo industrial ou o lead-time diante dos concorrentes são algumas estratégias possíveis para a apropriação destes ganhos.

bombas. de uso geral (CNAE 292) Utilizou patentes de modelo de utilidade Utilizou registro de desenho industrial Utilizou marcas Tipo de empresa Líderes 35 29% 17 14% 15 12% 50 41% 7 5% 23 19% 22 18% 15 12% 23 19% 122 100% 8 23% 7 20% 1 3% 11 32% 3 10% 6 19% 8 25% 2 6% 5 15% 33 100% 10 34% 6 19% 4 12% 10 34% Seguidoras 74 17% 78 18% 44 10% 130 30% 36 8% 40 9% 17 4% 11 3% 30 7% 431 100% 13 14% 16 18% 6 6% 26 28% 5 5% 11 12% 2 2% 2 2% 11 12% 92 100% 32 20% 34 21% 23 14% 41 25% Frágeis 23 12% 21 10% 18 9% 35 18% 23 12% 6 3% 0 0% 0 0% 0 0% 196 100% 4 17% 5 22% 2 11% 8 36% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 21 100% 20 20% 16 16% 16 16% 16 16% Emergentes 5 8% 8 14% 8 14% 20 33% 0 0% 8 14% 15 25% 0 0% 0 0% 60 100% 0 0% 0 0% 0 0% 3 12% 0 0% 0 0% 3 12% 0 0% 0 0% 26 100% 0 0% 4 26% 4 26% 4 26% Total 137 17% 124 15% 86 11% 235 29% 65 8% 78 10% 54 7% 26 3% 53 7% 809 100% 24 14% 28 16% 9 5% 47 27% 8 5% 17 10% 14 8% 4 2% 16 9% 172 100% 62 20% 60 19% 47 15% 71 23% 85 . Utilizou complexidade no desenho compressores e eq. POR CATEGORIA DE FIRMA: 2005. de Utilizou segredo industrial transmissão (CNAE 291) Utilizou tempo de liderança Solicitou depósito de patente no exterior Dispõe de patente no exterior Total de empresas inovadoras Utilizou patentes de invenção Máquinas e eq. Subsetor Método de apropriação dos ganhos da inovação Utilizou patentes de invenção Utilizou patentes de modelo de utilidade Utilizou registro de desenho industrial Utilizou marcas Utilizou complexidade no desenho Total Utilizou segredo industrial Utilizou tempo de liderança Solicitou depósito de patente no exterior Dispõe de patente no exterior Total de empresas inovadoras Utilizou patentes de invenção Utilizou patentes de modelo de utilidade Utilizou registro de desenho industrial Utilizou marcas Motores.TABELA 36 . ESTRATÉGIAS PARA A APROPRIAÇÃO DOS GANHOS DA INOVAÇÃO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL.

Utilizou complexidade no desenho 40 13% 22 7% 18 6% 5 2% 9 3% 309 100% 12 12% 4 4% 3 4% 41 41% 6 6% 7 7% 4 4% 3 3% 9 9% 99 100% 39 17% 33 14% 27 12% 76 33% 11 5% 31 13% 19 8% 14 6% 18 8% 229 100% 86 . Utilizou complexidade no desenho 4% 5% 7% 0% de uso específico 8 16 3 4 Utilizou segredo industrial (CNAE 296) 23% 12% 7% 25% 5 6 0 8 Utilizou tempo de liderança 15% 4% 0% 57% 10 4 0 0 Solicitou depósito de patente no exterior 31% 3% 0% 0% 12 6 0 0 Dispõe de patente no exterior 38% 4% 0% 0% 33 135 47 14 Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% Fonte: PIA. elaboração própria da equipe do projeto.1 20 19 0 3% 12% 19% 0% 6 10 2 5 Utilizou segredo industrial 19% 6% 2% 31% 6 8 0 4 Utilizou tempo de liderança 19% 5% 0% 26% 0 5 0 0 Solicitou depósito de patente no exterior 0% 3% 0% 0% 0 9 0 0 Dispõe de patente no exterior 0% 6% 0% 0% 30 165 99 15 Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% 6 5 0 1 Utilizou patentes de invenção 24% 13% 0% 20% 0 3 0 1 Utilizou patentes de modelo de utilidade 0% 6% 0% 20% 0 2 0 1 Utilizou registro de desenho industrial 0% 6% 0% 20% 15 21 0 5 Utilizou marcas 58% 54% 0% 92% 1 5 0 0 Utilizou complexidade no desenho Máquinas4% 12% 0% 0% ferramenta 4 3 0 0 (CNAE 294) Utilizou segredo industrial 14% 9% 0% 0% 3 1 0 0 Utilizou tempo de liderança 12% 3% 0% 0% 3 0 0 0 Solicitou depósito de patente no exterior 10% 0% 0% 0% 6 4 0 0 Dispõe de patente no exterior 22% 9% 0% 0% 26 39 29 5 Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% 11 24 0 4 Utilizou patentes de invenção 34% 18% 0% 25% 5 24 0 4 Utilizou patentes de modelo de utilidade 15% 18% 0% 25% 10 13 0 4 Utilizou registro de desenho industrial 32% 9% 0% 25% 14 42 12 8 Utilizou marcas 44% 31% 25% 57% 1 6 3 0 Máquinas e eq. PINTEC. RAIS e SECEX.

pode-se suspeitar que esta elevada proporção de firmas que solicitam patentes seja uma combinação destes dois fatores citados acima. chama a atenção o fato de que no setor de máquinas e equipamentos a proporção de firmas que solicitaram patentes é maior do que no Brasil. Segundo.341 23% 2.451 24% 14. TABELA 37 .798 20% 3.967 100% Total 5.698 100% França 705 42% 448 27% 390 23% 1. em todos os países a proporção das firmas inovadoras que solicitam patente no setor de máquinas e equipamentos é maior que no resto da economia.690 34% 718 14% 700 14% 4. considerando os demais indicadores de inovação mostrados neste trabalho. talvez indicando um maior grau de inovatividade das inovações neste setor. Por exemplo.551 39% 2.667 100% Itália 1.Para comparação. maior o incentivo a protegê-la da imitação – ou se consiste em um indício do menor custo para proteger a inovação na Europa. a TABELA 37 mostra o uso dos métodos de apropriação dos ganhos da inovação em países europeus. Se isto é um indicador de maior grau de inovatividade do setor naqueles países – no sentido em que quanto mais relevante a inovação. até mesmo quando se toma por referência as firmas líderes. Contudo. na Alemanha e na França. Primeiro. Métodos de apropriação Patentes submetidas Projetos industriais registrados Marcas Registradas Total de empresas inovadoras Setor de máquinas e equipamentos (CNAE 29) Alemanha 2. mais de 40% das firmas do setor que inovaram solicitaram patentes.835 100% Espanha 390 23% 291 17% 267 16% 1.167 100% 87 .094 36% 5. isto é uma questão para estudos futuros. ESTRATÉGIAS PARA A APROPRIAÇÃO DOS GANHOS DA INOVAÇÃO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL E NA INDÚSTRIA EM GERAL.766 47% 1. EM PAÍSES EUROPEUS SELECIONADOS: 2004.

No setor de bens de capital.463 17% 2. em torno de 5. os investimentos em ativos tangíveis realizados pela indústria brasileira (pelas empresas com mais de 30 pessoas ocupadas) chegaram a 5.481 17. ainda segundo o GRÁFICO 9.4% do faturamento do setor. Devemos lembrar que. ii) máquinas e equipamentos. os investimentos em ativos tangíveis são divididos em quatro categorias: i) terrenos e edificações. Contudo. focalizamos os investimentos das firmas do setor de bens de capital em inovação e especialmente em P&D. e também a fonte de financiamento deste investimento.426 empresas 100% 100% 100% 100% 100% inovadoras Fonte: CIS4.440 20% 2.8% do faturamento total da indústria (GRÁFICO 9).903 9% 5.076 12% França 4.970 23% 20.691 24% 10. Em 2005. Nesta seção. analisaremos os investimentos gerais em ativos tangíveis realizados por estas empresas. esses investimentos foram um pouco menores.035 20% 20. iii) 88 .394 14% 3.Métodos de apropriação Patentes submetidas Projetos industriais registrados Marcas Registradas Indústria em geral Alemanha 10. um percentual bem maior que a média da indústria.435 32.6 INVESTIMENTO E FINANCIAMENTO AO INVESTIMENTO E ÀS EXPORTAÇÕES Até o momento. na PIA.928 31% 8.001 32% 3. 5.516 23% Itália 5.1%.244 15.266 100. de 44.004 28% Espanha 2.27% do investimento total). elaboração própria da equipe do projeto.236 16% Total 22.832 21% Total de 35. do Eurostat.185 27% 5. estes investimentos foram destinados em maior parte para a aquisição de máquinas e equipamentos (72.

89 .39% Investimento em máquinas e eq.00% 40.80% 5.80% 5.27% 80. a partir da TABELA 38 .20% 5. GRÁFICO 9.00% 44. INVESTIMENTOS COMO PROPORÇÃO DO FATURAMENTO E INVESTIMENTOS EM MÁQUINAS COMO PROPORÇÃO DO INVESTIMENTO TOTAL: INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO E SETOR DE BENS DE CAPITAL: Investimento/Faturamento 5. RAIS e SECEX.00% Indústria total Indústria total Bens de Capital Bens de Capital Fonte: PIA.00% 20.00% 0. A grande participação da aquisição de máquinas e equipamentos nos investimentos do setor provavelmente indica que o setor aproveitou a conjuntura favorável para priorizar os investimentos na atualização tecnológica e modernização do parque produtivo em relação à ampliação da capacidade produtiva. que as empresas líderes não apenas foram as que mais investiram em média – em torno de R$ 5 milhões. o que teria denotado uma participação maior dos terrenos e edificações no investimento total.40% 5. até mesmo devido ao maior porte – como também são também as que mais investiram em máquinas e equipamentos em relação ao total investido (a única exceção setorial é o setor de Máquinas-ferramenta).00% Indústria total Indústria total Bens de Capital Bens de Capital 5.60% 5. . PINTEC.10% 60.% do total 72. iv) outros investimentos.meios de transporte. elaboração própria da equipe do projeto. Percebe-se. A TABELA 38 detalha os indicadores de investimentos por setor e por categoria de firmas.

205 1.442 54% 324 Total 122.937 613.225.568.213 72% 33 6.988.441 443.053 343.372.477.483 1.648 331.842.843 5.079. As 730 seguidoras responderam por 54.823.657 36.637.611 653.571 4% 2.99% 4.879.8 milhões) segundo a Pintec.134.172.905.555 48% 107 383.159.6% do total e as firmas frágeis e emergentes.911 361.864. o único setor que se diferencia dos demais pela alta participação das seguidoras no total investido (85%) é o setor de Máquinas e equipamentos de uso específico (CNAE 292).815 6. respectivamente.93% 5. INVESTIMENTOS DAS EMPRESAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL.264 3.181 738.1 milhões. ou R$ 602 mil em média.930.751 14.043.545 20.121.172.048.262.717 5.896 6% 95. Investimento Total (R$) bombas.062. de firma (R$) transmissão Investimento em (CNAE 291) máquinas e equipamentos (R$) % do investimento total 122 Seguidoras 730 Frágeis 660 Emergentes 60 Total 1.272 71% 602.50% 2.485.742.108 45% 90 .639.608 36.52% 4.349.495 5.894 62.43% 51. as emergentes investiram R$ 36.549. POR CATEGORIA DE EMPRESA: 2005 Tipo de empresa Subsetor Indicador Líderes N° de firmas Faturamento (R$) Investimento Total (R$) % do faturamento Investimento médio por firma (R$) Investimento em máquinas e equipamentos (R$) % do investimento total N° de firmas Faturamento (R$) Motores.790.572 11.280. É interessante notar que as empresas emergentes.312 30.39% 3.97% 1. % do faturamento compressores Investimento médio por e eq.171 4. o volume de investimentos em máquinas e equipamentos (R$ 16.3% do investimento do setor.930 228.369 80% 1.941 3.777 21.26% 5.026.833 307.518.97% 235. nas quais os investimentos em ativos intangíveis e em P&D são bastante relevantes.70% 11.657.224.446 42% 158 7.382.227 46% 26 997. Quando se consideram os investimentos totais.025 16.631. TABELA 38 .801. 8 milhões) segundo a PIA é praticamente o mesmo dos investimentos em P&D (R$ 15.694.266.Com efeito.759 851.053 4.809 856.087.626.880.294 384.629. as 122 líderes tecnológicas do setor respondem por 39% do total de R$ 1. A este respeito. realizaram 4% e 2.56 bilhões investidos pelo setor em 2005.

640 406.80% 3.887.941 4.022 3.55% 1.598 12% 5 49.836.Máquinas e eq. dos quais 48% foram destinados às máquinas e equipamentos.862 235. cabe salientar o pequeno volume de investimentos das firmas frágeis.57% 89.630 10.794 90.96% 3.583. Sem dúvida.077.477 15.702 4.186 4.492 1.947 143.003.68% 644.774.359.491. pode impor uma restrição à atualização tecnológica destas firmas.605 143.696 2.29% 28.826 5.794 70% 237 73.566.014 3.027 100% 14 578 10. elaboração própria da equipe do projeto.103.971 3.310.365.333.430 3.163. de uso geral (CNAE 292) N° de firmas Faturamento (R$) Investimento Total (R$) % do faturamento Investimento médio por firma (R$) Investimento em máquinas e equipamentos (R$) % do investimento total N° de firmas Faturamento (R$) Investimento Total (R$) % do faturamento Investimento médio por firma (R$) Investimento em máquinas e equipamentos (R$) % do investimento total N° de firmas Faturamento (R$) Investimento Total (R$) % do faturamento Investimento médio por firma (R$) Investimento em máquinas e equipamentos (R$) 30 969.093.326.137.087.558. PINTEC. estas firmas investiram apenas R$ 95 mil.55% 749. O BNDES é uma importante fonte de 91 .980.722.668.236 135.211 60% Máquinasferramenta (CNAE 294) Máquinas e eq. Por fim.129 372.601 194.663 6.031 56% 84% 50% 39% % do investimento total Fonte: PIA.576 26.279 74% 73 1.176.257.03% 1.907 36% 33 2. de uso específico (CNAE 296) 4.055 34.691.211.953.287 16.758.564 1.249.253 0.477 149.983.689.454.991 157. aliado às deficientes capacidades inovativas.850 47% 489 8.377. é interessante notar como estes investimentos são financiados.525.027 0.757 321.045 262.930 46% 26 1.411.26% 662.62% 657.878 3. Além da análise dos investimentos em si.074 5.675 29.808.29% 1.70% 1.445.108.301 3.577. Em média.273 70% 181 2.919 342.107.521 87.580.502. Este baixo nível de investimentos.591 317.819 78.367.886.715 19.008 262 271 7.45% 22.148.174 11.873.93% 7.338.817 41.249.07% 525.995 30.507. RAIS e SECEX.832 38.474.109 32.534.396.851 63.836.634 104.465 53% 77 123.579.099.781.122 56% 205 15 75.

PERCENTUAL DAS EMPRESAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL QUE RECEBERAM FINANCIAMENTO DO BNDES: 1996-2006. dada a tradição do BNDES de financiar empresas de grande porte. e as maiores empresas do setor estão classificadas exatamente como líderes ou seguidoras. A partir do GRÁFICO 10. o que naturalmente estimula a demanda do setor. a indústria de bens de capital tanto utiliza o BNDES para financiar seu próprio investimento quanto os seus clientes financiam seus investimentos junto ao banco. especialmente. Este era um resultado esperado. vê-se que é a cobertura do BNDES é mais baixa para as firmas frágeis (25%) e emergentes (15%).financiamento para a indústria brasileira e. quando se desagrega esta cobertura por categoria de empresa. enquanto a média das empresas industriais é de 38%. GRÁFICO 10. e mais alta para as líderes (63%) e seguidoras (49%). Porcentagem de empresas financiadas 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Líderes Seguidoras Frágeis Emergentes Total 25% 15% 63% 49% 39% 92 . pode-se afirmar que o BNDES provê cobertura ao setor relativamente de acordo com a média da indústria: 39% das empresas do setor obtiveram financiamento junto ao BNDES entre 1996 e 2006. Contudo.

Este padrão se repete em todos os setores exceto no setor de máquinas e equipamentos de uso geral (CNAE 292). A tabela a seguir detalha a distribuição dos empréstimos junto ao BNDES entre as categorias de firmas e os setores.7 35. 93 .6 1413. elaboração própria da equipe do projeto.Valor contratado 5000 4500 4000 3500 3000 2500 2000 1500 1000 500 0 Milhares 4646. segmento no qual as firmas seguidoras tem destacada presença no investimento total do setor. que correspondem a 66% do montante total destinado ao setor. PIA. Com efeito. Tanto a TABELA 39 quanto o GRÁFICO 10 mostram que as firmas líderes contrataram valores maiores junto ao banco.7 Líderes Seguidoras Frágeis 131.8 Emergentes Total Fonte: BNDES. especificamente neste setor as firmas seguidoras captaram 87% dos recursos destinados ao setor pelo BNDES. PINTEC. RAIS e SECEX.8 3065.

037 Seguidoras 730 359 49% 1.0% 33 26 78% 1.587 92.1% 14 3 18% 124.3% 33 16 48% 959.572 611 39% 4.8% 100% pelo setor Fonte: BNDES.0% 262 104 40% 178.436 Total % do total contratatado 59.835.065.8% 7.836 86.124 3.857 100% 181 86 48% 1.3% 30 14 46% 18.8% 26 3 10% 6.604 1.513 6.898 9. elaboração própria da equipe do projeto. 94 .714 30. compressores % do total de firmas e eq. DISTRIBUIÇÃO DOS EMPRÉSTIMOS JUNTO AO BNDES ENTRE AS CATEGORIAS DE FIRMAS E OS SETORES.231 100% 489 215 44% 1.TABELA 39 .9% 77 17 22% 9. 1996-2006.7% 237 122 52% 506. Subsetor Indicador N° de firmas Nº de firmas com acesso ao BNDES % do total de firmas Valor contratado (R$mil) % do total contratatado pelo setor N° de firmas Nº de firmas com Motores.691 0.646.0% 324 145 45% 1.003.3% 271 47 17% 8.2% 26 21 81% 925. acesso ao BNDES bombas.0% 205 75 36% 12.8% 31.722 Emergentes 60 9 15% 131.115 63.234 36.272 0.131 Frágeis 660 167 25% 35.602.413.9% 73 44 61% 67.637 66.721 0.547 Total 1.764 2. PINTEC.6% 0.4% 158 89 56% 661. de uso geral % do total de firmas Valor contratado (CNAE 292) (R$mil) % do total contratatado pelo setor N° de firmas Máquinasferramenta (CNAE 294) Nº de firmas com acesso ao BNDES % do total de firmas Valor contratado (R$mil) % do total contratatado pelo setor N° de firmas Nº de firmas com Máquinas e eq.8% 107 28 26% 5.837 100. PIA. acesso ao BNDES de uso % do total de firmas específico Valor contratado (CNAE 296) (R$mil) Tipo de empresa Líderes 122 76 63% 3.0% 5 4 80% 526 0.312 100% 578 165 29% 205.4% 15 0 0% 0 0.162. RAIS e SECEX. de Valor contratado transmissão (R$mil) (CNAE 291) % do total contratatado pelo setor N° de firmas Nº de firmas com acesso ao BNDES Máquinas e eq.

respectivamente. FONTE DOS RECURSOS INVESTIDOS EM INOVAÇÃO DAS EMPRESAS INOVADORAS NO SETOR DE BENS DE CAPITAL. 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Milhões 99% 92% 97% 8% 0. firmas frágeis e emergentes. as seguidoras são as empresas que conseguem a maior cobertura do setor público para P&D: 8%. RAIS e SECEX.6% 95% 5% 3% Líderes Seguidoras Próprio Privado Frágeis Público Emergentes Fonte: BNDES. que financiam 99% do seu P&D com recursos próprios. as firmas inovadoras do setor financiam mais de 90% de seus gastos em P&D com recursos próprios.4% 0. PIA. ficando com 88.. De fato. Por outro lado.3% do total destinado pelo governo para P&D no setor. PINTEC. Isto evidencia a falta de mecanismos – tanto públicos quanto privados – para financiar projetos inovadores. As firmas líderes.6% de seus gastos em P&D contam com apoio público. são as menos apoiadas pelo governo no que tange ao financiamento de P&D. GRÁFICO 11. elaboração própria da equipe do projeto. 95 . pois apenas 0. esta realidade se repete. Por seu turno. como mostrado no GRÁFICO 11.É sabido que na indústria brasileira as firmas dependem sobremaneira dos recursos próprios para inovar. receberam apoios do governo equivalentes a 5% e 3% dos gastos totais em P&D. novamente. No setor de bens de capital. POR CATEGORIA DE EMPRESA (%): 2005.

266 Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% Fonte: CIS4.134 Empresas apoiadas 18% 28% 26% 44% 35.840 4.698 1. a TABELA 40 mostra que na Alemanha e na França. EM PAÍSES EUROPEUS SELECIONADOS: 2004.244 15.167 5.551 1.967 100% 100% 100% 100% 100% Indústria em geral Alemanha Espanha França Itália 6. TABELA 40 .324 467 394 2. do Eurostat. Apesar de não ser diretamente comparável com as estatísticas brasileiras.835 1.435 32. os gráficos a seguir trazem informações sobre o Proex nas categorias Financiamento e Equalização. por exemplo. 96 . esta é uma realidade bem diversa da vivida nos países europeus.366 23% 28% 24% 48% 32% 14.332 29% 100.12 Ao setor de máquinas e equipamentos foram destinados 12% em 2007 e 13% entre janeiro e setembro de 2008 dos recursos totais do programa Proex financiamento. Financiamento do Governo Total 29.347 4.426 100% No tocante ao financiamento das exportações. elaboração própria da equipe do projeto. É interessante notar como a distribuição das firmas beneficiadas pelo programa Proex financiamento em relação ao porte das empresas é relativamente 12 Ambas as modalidades de financiamento ocorrem na fase pós-embarque.481 17. e pode ocorrer tanto na modalidade de supplier’s credit (financiamento ao exportador) quanto na de buyer’s credit (financiamento ao comprador no exterior). e 24-26% dos recursos do programa Proex equalização.011 14. que responde pela grande maioria das operações de crédito.Mais uma vez. Financiamento do Governo Empresas apoiadas Total de empresas inovadoras Setor de máquinas e equipamentos (CNAE 29) Alemanha Espanha França Itália Total 4. por parte do Tesouro Nacional. da diferença maior entre os encargos pactuados com o financiador e os custos de operação semelhante no mercado internacional. o Proex equalização consiste no pagamento. O Proex financiamento é uma operação ordinária de crédito para exportação a taxas de juros comparáveis com o mercado internacional.667 4. O setor só perde para o segmento de agribusiness. EMPRESAS INOVADORAS QUE RECEBERAM SUPORTE PÚBLICO PARA A INOVAÇÃO. mais de 20% das empresas do setor de máquinas e equipamentos contaram em 2004 com suporte público para a inovação. Por sua vez.

GRÁFICO 12.equânime entre grandes. DISTRIBUIÇÃO DOS RECURSOS DO PROEX FINANCIAMENTO DE ACORDO COM OS SETORES: 2007 E 2008 (ATÉ SET). DISTRIBUIÇÃO DO PORTE DAS EMPRESAS BENEFICIADAS PELO PROEX FINANCIAMENTO. GRÁFICO 14. GRÁFICO 13. DE ACORDO COM OS SETORES: 2008 (ATÉ SET). DISTRIBUIÇÃO DOS RECURSOS DO PROEX FINANCIAMENTO DE ACORDO COM OS SETORES: 2007 E 2008 (ATÉ SET). médias e pequenas empresas no setor de máquinas e equipamentos. Fonte: MDIC 97 .

e pudemos constatar que naqueles países a indústria de bens de capital apresenta um desempenho inovativo acima da média.COMENTÁRIOS FINAIS E IMPLICAÇÕES DE POLÍTICAS PARA O SETOR Do ponto de vista produtivo e do posicionamento de mercado. para investir em inovação como arma competitiva? Vimos que na indústria de bens de capital a escala de produção é importante para a acumulação de conhecimento – e esta depende. também são fundamentais. sabemos que a indústria brasileira de bens de capital não tem a mesma relevância. mas parcerias estratégicas com os clientes e fornecedores. 98 . tivemos o cuidado de comparar a indústria brasileira de bens de capital com a realidade do setor em países europeus. Como o modelo de inovação no setor em países onde esta indústria é relevante se baseia em C. os investimentos em P&D e parcerias com universidades são cruciais para a elevação do grau de inovatividade do setor. liderando projetos em inovação. que ela dispõe nas economias mais inovadoras e desenvolvidas. Deste modo. em última instância. seja do ponto de vista produtivo. Ao longo deste relatório. a pergunta que norteou este relatório foi: as empresas de bens de capital no Brasil aproveitaram o bom momento econômico para investir em estratégias que levem à acumulação de conhecimento. seja do ponto de vista da inovação. os fornecedores especializados são catalisadores da inovação em toda a economia. interagindo com universidades. eles alteram a curva de possibilidades de produção e ocupam o vértice do sistema nacional de inovação. a indústria brasileira de bens de capital. após um período de profunda reestruturação produtiva nos anos 90.6. Todavia.T&I. pela própria dinâmica produtiva do setor. do ciclo de investimentos ou de promoção às exportações -. soube aproveitar em certa medida o ciclo de investimentos e de redução da volatilidade econômica vivido a partir do segundo semestre de 2003 até o segundo semestre de 2008. e investindo mais em P&D do que os outros setores. Nestes países.

99 . sobretudo para firmas tipicamente exportadoras. infelizmente. esta ainda subsiste em menor grau devido às políticas de extarifário. da média nacional. As políticas públicas voltadas para o segmento se tradicionalmente se baseiam no trinômio financiamento. a despeito de algumas empresas terem reconhecida liderança mundial e realmente competirem com base em inovação e diferenciação de produtos. É pouco para um setor supostamente difusor das inovações e indutor do progresso técnico. o fato é que a performance de inovação e os investimentos em atividades inovativas estão de acordo com. qualquer política voltada para a modernização produtiva ou ampliação dos investimentos estimula o setor de bens de capital. a resposta à indagação que motivou este relatório é. medidas hoje atualmente no âmbito da PDP estipulando a depreciação acelerada.66%) e responde por menos de 2% do total dos investimentos em P&D no Brasil. Com respeito ao último ponto. Nos últimos anos. não. quando não abaixo. o setor investe em média 0. Neste sentido. tributação e proteção à indústria doméstica.39% da receita líquida de vendas em P&D (a média nacional é de 0. o Brasil vem empenhando diversos esforços para desonerar investimentos.o Finame do BNDES.No Brasil. Ao longo de sua história econômica o Brasil sempre teve políticas públicas voltadas para o setor de bens de capital . O setor figura entre as prioridades da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP). Com respeito à tributação. Naturalmente. e antecipação de créditos tributários incidentes sobre investimentos foram instituídas pela chamada “Lei do Bem” e outros dispositivos legais. mas elas não se destacam com respeito às líderes na indústria brasileira como um todo. Com efeito. as líderes tecnológicas do setor acreditam mais na inovação como estratégia competitiva que a média nacional. data de 1964. pois estimula sua demanda. Contudo. Por exemplo. por exemplo.

pois isto terá um impacto não só neste setor. mas na produtividade e inovação de toda a economia. 100 . Assim. o Brasil ainda é conhecido como um país que tributa investimentos e exportações. deixando o apoio à inovação em segundo plano ou a cargo de políticas horizontais. em parte devido à estrutura tributária em cascata. tanto para a produção quanto para a comercialização. um salto competitivo neste segmento tão importante para a inovação. o escopo dos beneficiários das medidas é muito limitado. este tem melhorado sensivelmente nos últimos anos. vimos também que o setor tem participação considerável nos recursos do Proex. em muitos casos. Acumular tais capacidades pode representar. o apoio governamental historicamente se concentrou no apoio à produção e comercialização dos bens de capital. Sem embargo. no futuro. o setor de bens de capital padece das mesmas carências. este setor é especial no sistema nacional de inovação. à queda nas taxas de juros e orientação do governo – a ampliação e reestruturação do Finame é um exemplo. No tocante às exportações. devido à ampliação da oferta de crédito. que o resto dos setores industriais. Não deve ser assim. Quanto ao financiamento. deve-se estimular especificamente o acúmulo de capacidades inovativas e desenvolvimento de projetos. no que tange ao aprendizado tecnológico.o êxito destas políticas tem sido parcial. Contudo. Como mostramos.

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