Estudos

Inovação
Setoriais de

Indústria de Bens de Capital

AGÊNCIA BRASILEIRA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL

Projeto: Estudo sobre como as empresas brasileiras nos diferentes setores industriais acumulam conhecimento para realizar inovação tecnológica

Relatório Setorial:

INDÚSTRIA DE BENS DE CAPITAL

Pesquisadores: Bruno Araújo (IPEA)

Belo Horizonte, Fevereiro de 2009

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.SUMÁRIO

1.  INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 3  2 .INTERAÇÕES ECONÔMICAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL ............................................ 6  3. O SETOR DE BENS DE CAPITAL: BREVE HISTÓRICO, DESEMPENHO RECENTE E CONTEXTO INTERNACIONAL ............................................................................................................ 14  3.1 BREVE HISTÓRICO................................................................................................... 14  3.2 CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS E DESEMPENHO DA INDÚSTRIA BRASILEIRA BENS DE CAPITAL EM PERÍODO RECENTE (1996-2006) .................................................................. 16  4. EMPRESAS LÍDERES NO SETOR DE BENS DE CAPITAL ................................................... 38  5.  INOVAÇÃO E INTEGRAÇÃO DAS FIRMAS COM O SISTEMA DE INOVAÇÃO .......................... 46  5.1 O PROCESSO E O GERENCIAMENTO DA INOVAÇÃO NA INDÚSTRIA DE BENS DE CAPITAL .. 49  5.2 INOVAÇÃO NA INDÚSTRIA DE BENS DE CAPITAL, A PARTIR DAS PESQUISAS DE INOVAÇÃO 52  5.3 ESTRATÉGIAS DE INOVAÇÃO .................................................................................... 63  5.4 DISTINÇÕES ENTRE EMPRESAS NACIONAIS E ESTRANGEIRAS ...................................... 79  5.5 APROPRIAÇÃO DOS GANHOS DA INOVAÇÃO................................................................ 84  5.6 INVESTIMENTO E FINANCIAMENTO AO INVESTIMENTO E ÀS EXPORTAÇÕES .................... 88  6.COMENTÁRIOS FINAIS E IMPLICAÇÕES DE POLÍTICAS PARA O SETOR ............................... 98  7. REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 101 

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Fabricação de máquinas-ferramenta. Eric Jardim. é um bem de consumo durável. enquanto que para uma família ele é considerado um bem de consumo durável. uma mesma geladeira. Utilizando um exemplo simples. O estudo do setor de bens de capital. Assim. justificam-se pelo fato deste setor ser difusor de progresso técnico. sem que haja transformação dos mesmos (a exemplo do que ocorre com os insumos). 292 .Fabricação de máquinas e equipamentos de uso geral. mas quando num bar ou restaurante. recorrendo a um exemplo comumente citado.0): 291 Fabricação de motores. seja em produto. a rigor o que define um bem como bem de capital é sua utilização contínua em processos produtivos. Sem embargo. compressores e equipamentos de transmissão. Geovane Lopes.1. bombas. sem a aquisição de novas máquinas ou equipamentos. e é profundamente grato ao apoio estatístico de Patrick Alves. quando numa residência. e 296 . João De Negri e Lenita Turchi. 1 O autor agradece os comentários de Fernanda De Negri. Gustavo Alvarenga e Calebe Figueiredo. INTRODUÇÃO1 Conceitualmente.Fabricação de outras máquinas e equipamentos de uso específico. Quase nunca se inova. sem os quais este trabalho não teria sido possível. 3 . seja em processo. um mesmo veículo pode ser considerado um bem de capital para uma empresa de serviços gerais. sob a denominação de bens de capital estão agrupados diversos bens: afinal. pode ser considerada um bem de capital. erros e omissões são de responsabilidade exclusiva do autor. 294 . bem como a ênfase histórica de políticas governamentais neste segmento. Edson Domingues e Pedro Amaral. estão sob análise os seguintes setores segundo a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 1. Naturalmente. o foco do presente estudo consiste nos bens de capital de uso exclusivo em processos produtivos. catalisador de inovações e do crescimento da produtividade. Ou ainda. Heitor Gama.

uma montadora de automóveis ou uma siderúrgica. muitas vezes o próprio projeto é desenvolvido com o cliente. Alem e Pessoa (2005) ressaltam a importância do desenvolvimento do setor para o aumento do efeito multiplicador do investimento. a fabricação de bens de capital seriados é. o papel do cliente na produção dos bens de capital não-seriados não se restringe às adaptações dos produtos. Contudo. como uma usina elétrica. há características que os aproximam também às outras categorias desta classificação. Não raro. Naturalmente. Procurement and 4 . Por outro lado. Por exemplo. intensiva em escala (scale intensive) enquanto a fabricação de bens de capital sob encomenda demanda trabalho especializado e pode originar suas próprias rotas tecnológicas (science based). Para os fornecedores de bens de capital sob encomenda. os fatores-chave para a competitividade e o processo de acumulação de conhecimento nestes dois segmentos são bem distintos: para os produtores de bens de capital seriados. é crucial para a agregação de valor a busca de sinergia com empresas de EPC . o setor de bens de capital é o setor dos specialised suppliers. em parte. a escala de produção é muito importante. ou sob encomenda. os bens de capital se dividem em bens seriados e especiais. Em relação ao processo produtivo. Segundo a taxonomia de Pavitt (1984). os bens de capital não-seriados são produzidos especialmente para um determinado comprador. Por isso mesmo. enquanto na fabricação de bens de capital sob encomenda as economias dinâmicas (aprendizado e repetição) são cruciais. o desenvolvimento do setor de bens de capital contribui para o alívio da restrição externa ao crescimento: quanto menor for a elasticidade renda das importações – e os bens de capital são um forte componente desta elasticidade – menor será esta restrição externa ao crescimento.Do ponto de vista macroeconômico. As máquinas seriadas são produzidas em larga escala. sem grande especificidade com respeito ao comprador.Engineering. uma vez que tradicionalmente parte multiplicador “vaza” para as importações nos ciclos de crescimento.

a próxima seção traz uma breve descrição das interações econômicas do setor de bens de capital com o resto da economia. A seção 4 caracteriza as empresas líderes do setor e estuda a dinâmica de acumulação de conhecimento no setor. a seção 6 tece os comentários finais e analisa as implicações de política do estudo. Feitas estas considerações iniciais.Construction –. segmento que presta serviços a grandes empresas que contratam bens de capital sob encomenda. grandes desafios para os epecistas brasileiros são a falta condições de financiamento competitivas internacionalmente e maior capacidade de engenharia.com foco preferencial nas empresas-líderes capazes de acumular conhecimento e difundir inovações -. e assumem a responsabilidade por todo o projeto (engenharia. Na seção 5 é dada atenção especial ao financiamento ao investimento. a principal parte deste trabalho. a fim de superar os desafios competitivos presentes neste segmento. enquanto a seção 3 contém um breve histórico do setor no Brasil e um balanço do desempenho do setor nos últimos anos. contratação. 5 . à inovação e às exportações neste segmento. Para isto. portanto. sendo. Finalmente. este relatório tem por objetivo estudar o processo de acumulação de conhecimento e inovação no segmento de bens de capital . execução etc). Entretanto.

para o qual as exportações representam 27% da demanda. e mostra-se pouco relevante. representando 18. Máquinasferramentas e Máquinas de uso específico) representam cerca de 70% da FBCF em máquinas e equipamentos. Um indicador similar é observado para Máquinas-Ferramenta. as vendas setoriais do setor de bens de capital foram decompostas em 4 categorias para a demanda final: exportações. As exportações são mais significativas para Motores. e as exportações.INTERAÇÕES ECONÔMICAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL Para a análise das interações econômicas do setor. que compõe a formação bruta de capital fixo (FBCF) da economia. que não está em foco neste estudo.4%) apenas para as máquinas de uso específico.4 e 16% da demanda. e a participação nacional nesse componente é de cerca de 80%.2 . representando cerca de 30% da demanda do setor. 6 . Vale lembrar que quase 17% da FBCF brasileira é composta por Máquinas e Equipamentos. Os dados indicam que o principal demandante de bens de capital é a formação bruta de capital fixo (FBCF). formação bruta de capital fixo (investimento) e outras demandas (consumo do governo e variação de estoques). Assim. o principal destino da produção de máquinas é o investimento das empresas. Máquinas de uso geral. alcançando uma participação mais importante (10. Os dados indicam que os quatro setores de bens de capital estudados (Motores. Para Máquinas de Uso Geral e Maquinas de Uso Específico as exportações são menos significativas. A TABELA 1 apresenta a decomposição das vendas nessas categorias. A demanda intermediária concentra-se apenas nos próprios setores. A demanda intermediária corresponde ao consumo de todos os setores produtivos da economia. acima de 60% da demanda total. Vale lembrar que as vendas intermediárias de máquinas e equipamentos são representativas apenas para o sub-setor de “manutenção e reparos”. respectivamente. consumo das famílias.

59 -1.014.00 80.044.394.6 10.915. PIA.82 Outras Demandas (4) -2. seguido das exportações.531.4 -0.017 Consumo Demanda Total Intra-Setorial (% total) (1+2+3+4) 95.1 94.20 0. POR CATEGORIA DA DEMANDA FINAL E INTERMEDIÁRIA (VALOR E % DA DEMANDA TOTAL. enquanto para Máquinas de uso Geral e Específico as exportações representam apenas 20% do volume de vendas para FBCF.0 -0.212.4 89. Metalurgia de metais não-ferrosos.3 -0.019 0.31 0. Produtos de metal .219. as vendas para FBCF são as mais significativas. Um grupo de 5 setores representa os insumos mais importantes nesses setores (mais de 80% das transações com fornecedores): Fabricação de aço e derivados.98 10. uma maior importância das exportações para Motores e Máquinas-Ferramenta (cerca de 50% das vendas para FBCF).TABELA 1 . RAIS.86 62. elaboração própria da equipe do projeto.00 2.15 13.30 2.015 0.4 Fonte: MIP 2005. Percebe-se.93 9.26 0.575.308.016 0.00 1. Como ressaltado anteriormente.518.4 Demanda Final (% do total) Formação Outras bruta Demandas (4) das famílias de capital fixo (2) (3) 0.32 1. uma vez que as vendas intermediárias e as vendas inter-setoriais entre os quatro setores não são significativas.00 67. 7 .6 4.68 544.254.2 -0.73 Demanda Total Intra-Setorial (1+2+3+4) (R$ milhões) 15.53 805.1 18.9 16.9 5.44 210.0 27.28 1. As Figuras 1 a 4 apresentam as cadeias produtivas dos quatro setores de bens de capital analisados. DISTRIBUIÇÃO DAS VENDAS SETORIAIS.39 -2. Para se ter uma análise mais concisa as cadeias foram ampliadas com os elementos mais significativos da demanda final (FBCF e exportações). Refino de petróleo e coque e Plástico.217. entretanto.9 3.58 -0.00 71.38 Exportações (1) Motores Máquinas de uso geral Máquinas-ferramentas Máquinas de uso específico 31.00 7.1 96. 2005) Demanda Final (R$ milhões) Consumo Exportações (1) Formação bruta Motores Máquinas de uso geral Máquinas-ferramentas Máquinas de uso específico 5.079.00 11.44 das famílias de capital fixo (3) (2) 140.00 3.exclusive máquinas e equipamentos.

CADEIA PRODUTIVA DE MÁQUINAS E EQ.FIGURA 1. 2005 (R$ MILHÕES) Fonte: MIP 2005. elaboração própria da equipe do projeto. FIGURA 2. DE TRANSMISSÃO (CNAE 291). elaboração própria da equipe do projeto. 8 . 2005 (R$ MILHÕES) Fonte: MIP 2005. DE USO GERAL (CNAE 292). BOMBAS. COMPRESSORES E EQ. CADEIA PRODUTIVA DE MOTORES.

elaboração própria da equipe do projeto.FIGURA 3. FIGURA 4. 9 . 2005 (R$ MILHÕES) Fonte: MIP 2005. 2005 (R$ MILHÕES) Fonte: MIP 2005. elaboração própria da equipe do projeto. CADEIA PRODUTIVA DE MÁQUINAS E EQ. CADEIA PRODUTIVA DE MÁQUINAS-FERRAMENTA (CNAE 294). DE USO ESPECÍFICO.

TABELA 2 .12 2.8 50.7 47.04 1.12 Indireto (B) 1. Os dados de emprego por setor foram distribuídos por 3 componentes. 10 .5 50. médio e inferior.17 1. A TABELA 3 indica que a participação de emprego de nível médio é a mais significativa e o coeficiente de emprego superior é bastante baixo. Máquinas de Uso Geral (CNAE 292) e MáquinasFerramenta (CNAE 294) são semelhantes. no qual prepondera o efeito indireto (60% do multiplicador).15 2. assim como sua distribuição entre efeitos diretos e indiretos. os efeitos do setor sobre a economia se propagam por mais setores.5 Motores Máquinas de uso geral Máquinas-ferramentas Máquinas de uso específico Fonte: MIP 2005. Nesse caso. de acordo com a qualificação (educação) dos trabalhadores: superior.3 52.06 1.07 1. que representam o número de trabalhadores dividido pelo valor da produção. Os resultados indicam um multiplicador mais elevado para Máquinas e equipamentos de uso específico (CNAE 296). Nota-se também os elevados coeficientes de emprego inferior para Máquinas de Uso Geral e Máquinas de Uso Específico. (%) Indireto Direto (B/Total) (A/Total) 49.6 60.A TABELA 2 apresenta os multiplicadores simples de produção do setor. Cabe ressaltar que os multiplicadores dos setores de bens de capital estão acima da média observada para a economia brasileira em 2005. relativamente ao observado nos demais. (2005) Multiplicador Simples de Produção Total (A+B) 2. Os multiplicadores para Motores (CNAE 291).2 49. permitem que se obtenham multiplicadores de emprego para os setores analisados. foram obtidos para cada um dos setores.09 1. e.4 39.71 Participação no mult.21 2. MULTIPLICADOR SIMPLES DE PRODUÇÃO. elaboração própria da equipe do projeto. Coeficientes de emprego.05 1. conjugados com o modelo de insumo-produto.83 Direto (A) 1.

49 4. para cada setor.9 Inferior (C) 6.53 Fonte: MIP 2005.36 6. Os multiplicadores de emprego são obtidos a partir dos coeficientes de emprego de todos os setores da economia e da matriz de multiplicadores (inversa de Leontief).7 17.2 7.59 2.4 Motores Máquinas de uso geral Máquinas-ferramentas Máquinas de uso específico 15.66 1. TABELA 4 . Os multiplicadores de emprego representam.56 0.90 6.3 1.2 Médio (B) 7.4 Fonte: MIP 2005. 11 .1 9. elaboração própria. PIA.21 1. Os resultados se relacionam aos multiplicadores simples de produção.TABELA 3 .9 3. tanto em termos totais como por qualificação (nível educacional) da mão-de-obra.9 12. o setor de Máquinas de Uso Específico apresenta o maior multiplicador de emprego (28 empregos por 1 milhão de reais de demanda). Seu cálculo segue o descrito em Miller e Blair (1985).7 2.62 0. MULTIPLICADOR SIMPLES DE EMPREGO (OCUPAÇÕES/R$ MILHÕES.8 20.2 7.22 3. RAIS. os multiplicadores indicam quais setores possuem capacidade relativamente maior de geração de emprego na economia. Assim.6 12. seguido de Máquinas de Uso Geral. RAIS.00 2.88 1.9 9.3 28. 2005) Todos (A+B+C) Superior (A) 1. A composição por nível educacional desse multiplicador indica a preponderância na geração de emprego de nível educacional médio e inferior para todos os setores.43 0.98 2. A TABELA 4 apresenta os multiplicadores de emprego para os setores de bens de capital analisados. Máquinas-Ferramenta e Motores. COEFICIENTES SETORIAIS DE EMPREGO (OCUPAÇÕES/VALOR DA PRODUÇÃO EM MILHÕES DE REAIS DE 2005) Coeficiente de emprego por nivel de educação Todos Superior Médio Inferior Motores Máquinas de uso geral Máquinas-ferramentas Máquinas de uso específico 2.85 0. elaboração própria. a capacidade de geração e propagação de empregos na economia decorrente da expansão da produção (ou demanda) dos seus produtos.47 2. assim. PIA.

MULTIPLICADOR SIMPLES DE EMPREGO PARA MÁQUINAS DE USO GERAL (OCUPAÇÕES/R$ MILHÕES . 7 e 8).2 73. A TABELA 5 apresenta a decomposição do multiplicador de emprego total para o setor de Motores.88 3. TABELA 6 . Importante notar a relevância da geração indireta de empregos nos multiplicadores.3 84.80 33.77 Indireto (B) 1.33 9. Essa composição dos multiplicadores também ocorre nos demais setores de bens de capital (Tabelas 6. (%) Indireto Direto (B/Total) (A/Total) 37.28 69.8 78. especialmente no nível de qualificação inferior.8 Superior Médio Inferior 1. Estes indicadores revelam a capacidade de geração de empregos do setor além da geração própria.20 9.10 2.39 Participação no mult.86 Participação no mult. indicando sua capacidade de encadeamento intra e inter-setorial. 2005) Multiplicador Simples de Emprego Qualificação do Emprego Total (A+B) Direto (A) 0.Similarmente ao obtido na TABELA 2 .74 7. (%) Indireto Direto (B/Total) (A/Total) 26.28 5. TABELA 5 . indicando uma maior internalização setorial dos efeitos multiplicadores nesse setor. PIA.10 6.20 66.56 5.45 1. MULTIPLICADOR SIMPLES DE EMPREGO PARA MOTORES (OCUPAÇÕES/R$ MILHÕES .45 6.91 Fonte: MIP 2005.54 1.16 Direto (A) 0. No setor de Máquinas de Uso geral o componente direto no multiplicador é um pouco superior ao dos demais setores.10 6. RAIS. 2005) Multiplicador Simples de Emprego Qualificação do Emprego Total (A+B) 2. os multiplicadores de emprego foram decompostos nos seus efeitos diretos e indiretos.76 Superior Médio Inferior Fonte: MIP 2005. PIA.72 30. 12 .7 15.24 62.05 Indireto (B) 1.2 21. elaboração própria. elaboração própria. RAIS.

67 22.86 7.16 12.27 5.TABELA 7 .91 72. RAIS. elaboração própria.21 68.77 22.82 68.38 Direto (A) 0.91 7.35 1.81 29. (%) Indireto Direto (B/Total) (A/Total) 31. PIA.68 Indireto (B) 1.79 Superior Médio Inferior Fonte: MIP 2005.30 9. RAIS.59 2. MULTIPLICADOR SIMPLES DE EMPREGO PARA MÁQUINAS-FERRAMENTA (OCUPAÇÕES/R$ MILHÕES . PIA. MULTIPLICADOR SIMPLES DE EMPREGO PARA MÁQUINAS DE USO ESPECÍFICO (OCUPAÇÕES/R$ MILHÕES.09 27.88 12. 2005) Multiplicador Simples de Emprego Qualificação do Emprego Total (A+B) 1. elaboração própria.56 Direto (A) 0. 2005) Multiplicador Simples de Emprego Qualificação do Emprego Total (A+B) 3.98 3.18 9.19 70.33 77.88 Participação no mult. TABELA 8 .23 77.83 Indireto (B) 2. 13 .58 2.18 Superior Médio Inferior Fonte: MIP 2005.56 5.56 Participação no mult. (%) Indireto Direto (B/Total) (A/Total) 31.

a indústria de bens de capital no Brasil só se consolidou a partir do II PND. 14 . Durante o período ISI. 2 A respeito de um histórico mais detalhado sobre a indústria de bens de capital no Brasil. veja Ferraz. pois havia verticalização excessiva e alguns segmentos e carência de escala eficiente de produção. a consolidação de uma indústria de bens de capital é o último estágio do processo de industrialização por substituição de importações (ISI). veja Resende e Anderson (1999) e Pereira e Resende (1996). facilitava a importação de bens de capital sem similar nacional com benefícios fiscais. Em verdade. visando à modernização do parque industrial.3. do outro. O segmento de máquinas-ferramenta se destacava como o subsetor mais competitivo. Com efeito. DESEMPENHO RECENTE E CONTEXTO INTERNACIONAL 3. Kupfer e Haguenauer (1995. A respeito dos desafios competitivos vivenciados pela indústria de bens de capital frente à abertura. Ao início dos anos 80. a indústria nacional concentrou-se na produção de bens de menor conteúdo tecnológico. 6). 1998): de um lado.1 BREVE HISTÓRICO2 A despeito de constar no Plano de Metas de JK (1956-61). o Brasil apresentava uma indústria de bens de capital bem diversificada. os valores unitários de importação dos bens de capital sempre superam os de exportação até o final da década de 90. como apontam Resende e Anderson (1999). vedava a importação de máquinas e equipamentos com similar nacional. no final dos anos 1970. O SETOR DE BENS DE CAPITAL: BREVE HISTÓRICO. importando bens de maior intensidade tecnológica. Como resultado. porém pouco competitiva em termos internacionais. o Brasil contava com uma política com respeito ao setor contraditória em termos (Erber e Chudnovsky. cap.

se até a abertura dos anos 90 a pauta de importações de bens de capital era complementar à produção nacional. com a reserva de mercado para certos equipamentos. se desverticalizar. contribuiu ainda para o relativo retardo tecnológico da indústria de bens de capital nacional à época da abertura a Política de Informática. Kupfer e Haguenauer. A participação dos componentes importados na produção nacional cresceu bastante. ainda que contassem com Imposto de Importação para a importação de bens em que há produção de similar nacional. antes complementares à produção nacional. adotar técnicas de gerenciamento Just-in-time com fornecedores. a situação mudou drasticamente nos anos pós-abertura. Ao mesmo tempo. atrasou-se a integração entre a indústria de bens de capital e a eletro-eletrônica e robótica e a adoção de sistemas CAD/CAM. as condições de financiamento – tanto para a produção quanto para a comercialização dos bens de capital –. ao longo da década de 90 a indústria de bens de capital perdeu dinamismo e se viu obrigada a passar por um severo processo de reestruturação produtiva. com notáveis perdas de capacidades inovativas adquiridas (Ferraz. automatizar processos. Várias firmas apontavam a necessidade de aumentar a flexibilidade produtiva. Muitas fábricas se transformaram em meros representantes comerciais dos fabricantes 15 . pois. Em especial. ao longo da década de 90 as importações. e as carências de alguns elos da cadeia de fornecedores nacionais para a indústria de bens de capital – uma deficiência histórica – se mostraram ainda mais evidente. Diante deste cenário. de forma que nos ciclos de investimento aumentava-se tanto o quantum produzido domesticamente quanto o quantum importado o Brasil. a instabilidade macroeconômica. reduzir custos.Contudo. passaram a competir com ela. 1995). Assim. a carga tributária incidente sobre o investimento e a estrutura tributária “em cascata” e o baixo dinamismo da economia haviam forçado a indústria de bens de capital a demitir e deixar de investir em P&D.

Conforme apontado por Resende e Anderson (1999). 3. o fato é que o Brasil não foi capaz de desenvolver uma indústria de bens de capital que estivesse no vértice do sistema nacional de inovação. no curto e médio prazos a abertura das importações de bens de capital representou ganhos de eficiência e competitividade para toda a economia. bem como a taxa de investimento/PIB da economia brasileira. Japão.2 CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS E DESEMPENHO DA INDÚSTRIA BRASILEIRA BENS DE CAPITAL EM PERÍODO RECENTE (1996-2006) O desempenho da indústria de bens de capital é condicionado pelo ciclo de investimentos da economia. Alemanha. Ainda que tenha destaque na produção de máquinas-ferramenta e seja um dos poucos países em desenvolvimento a ter uma indústria de bens de capital – ao lado de Coréia do Sul. O GRÁFICO 1 a seguir mostra a produção física dos bens de capital para fins industriais. Taiwan. Como sabido. no longo prazo há de se levar em conta o enfraquecimento/perda de dinamismo de segmentos com elevado conteúdo tecnológico e com alto potencial de difusão de inovações. Isto pode comprometer a competitividade futura da indústria tanto de bens de capital quanto em geral. Nota-se que durante o ano de 2004 e o começo de 2005 há um crescimento na demanda de bens de capital. fonte geradora e difusora de inovações para o resto da economia brasileira. acompanhando a retomada do crescimento verificada em 2004. tanto os seriados quanto os não seriados. França e Inglaterra. o que reduziu os 16 . no segundo semestre de 2005 o Banco Central restringiu a política monetária frente à ameaça de inflação. Um sintoma disto é a baixa escala de produção o peso no faturamento industrial que a indústria de bens de capital tem no Brasil em relação a economias maduras como os Estados Unidos. contudo.internacionais. a partir de 2003. China e México -.

investimentos durante aquele período. elaboração própria da equipe do projeto.07 jan.00 15. Contudo.00 5. 17 .03 jan.03 out.00 -15.07 jul.08 out.00 abr.06 jul.03 abr.06 abr. A PREÇOS DE 2006) 25.03 jul.07 abr.00 0.00 10. mais sensível ao ciclo de investimentos. acompanhando o novo ciclo de crescimento.00 -5.00 20.05 out.04 abr.08 Bens de capital para fins industriais Bens de capital para fins industriais n‹o-seriados Bens de capital para fins industriais seriados Fonte: Pesquisa Industrial Mensal (PIM – IBGE).04 jan. que atingiu um pico de crescimento em sua taxa anualizada de 17% em novembro de 2008. só vindo a desacelerar a partir de julho de 2008 devido aos primeiros sintomas da crise financeira internacional.05 jan.07 out. a produção física de bens de capital voltou a crescer a partir do segundo semestre de 2006. TAXA DE CRESCIMENTO DA PRODUÇÃO FÍSICA DE BENS DE CAPITAL (ACUMULADO DOS12 MESES ANTERIORES = 100) E TAXA DE INVESTIMENTO (FBKF/PIB.00 -10.06 out. Deve-se destacar a aceleração do crescimento na produção de bens de capital não-seriados.08 jul.06 jan.05 jul.04 jul. GRÁFICO 1.04 out.08 jan.05 abr.

o que chama a atenção é o fato de a participação das importações no consumo aparente ser especialmente sensível à conjuntura econômica. a crise de 20012002 e a depreciação cambial vivida no período frearam as importações. De fato. Contudo. sofrendo uma queda abrupta em 2001-2002 e não recuperando o patamar de 2000. de forma que a curva de participação das importações no consumo aparente apresenta forma de “U”. pelo menos até 2006. Conforme se verá mais adiante. de forma que o ciclo de crescimento no Brasil vivido a partir de 2004 teve impacto positivo sobre a indústria nacional de bens de capital. E isto é verdade para todos os setores analisados. 18 . o consumo aparente de bens de capital (produção doméstica – exportações + importações) segue também este comportamento prócíclico.19 18 17 16 15 14 13 12 2003 T1 2003 T2 2003 T3 2003 T4 2004 T1 2004 T2 2004 T3 2004 T4 2005 T1 2005 T2 2005 T3 2005 T4 2006 T1 2006 T2 2006 T3 2006 T4 2007 T1 2007 T2 2007 T3 2007 T4 2008 T1 2008 T2 2008 T3 Fonte: Ipeadata. como esperado.

000.00% 2.000 14.000.000 2. 2000-2006 Total 44.000 2.006 0.000. compressores e eq.00% 10.00% 14.000 10.000.003 2.00% 8.00% 42.000.000.000.00% 12.00% 32.00% 6.000.00% 38.000.006 16.004 2.000.000.00% 36.000.000 10.00% 40.000 Participação dos Bens de capital importados no consumo aparente Motores.000 12.000.00% 12.005 2.00% 4.000 8.000.GRÁFICO 2.005 2.00% 30.000.000.000 8.00% 4.000.000 16.002 2.000.000.002 2.000.000 2.000.004 2.003 2.000.000.001 Consumo Aparente 2.000.000 20.000 6.000.00% 34.00% 16. de transmissão (CNAE 291) 18. CONSUMO APARENTE DE BENS DE CAPITAL E PARTICIPAÇÃO DAS IMPORTAÇÕES NO CONSUMO APARENTE.001 Consumo Aparente 2.00% 18.000 2.000.000.000.000.000.000 20.00% 2.00% 18.000 14.000.00% 6.000 2.000.000. bombas.000 4.000.00% 0.000 0 Participação dos Bens de capital importados no consumo aparente 19 .

00% 0 2.000.000.00% 10.500.002 2.000.000 15.00% 1.004 2.000 0 2.000.000.000.000 1.00% Participação dos Bens de capital importados no consumo aparente Máquinas-ferramentas (CNAE 294) 4.000.000.000 5.000 2.00% 2.000 10.000.500.000.000 25.000 2.000.000 20.00% Participação dos Bens de capital importados no consumo aparente 20 .000.001 Consumo Aparente 2.000.000 12.006 0.00% 3.00% 12.000 6.006 0.000.001 2.005 2.00% 3.000 2.000.000 8.000 14.000 10.00% 8.000.500.002 Consumo Aparente 2.000 2.000.000.Máquinas de uso geral (CNAE 292) 16.000.00% 6.000.000.000.003 2.000.000.00% 500.004 2.000.003 2.00% 4.000.000.00% 14.000 2.005 2.000.000 4.

000. bombas. deflacionado pelo IPA-OG – FGV.000.3 bilhões de reais em 1996 para R$ 40 bilhões em 2006.00% 8.000 15.004 2. compressores e equipamentos de transmissão (CNAE 291) e de máquinas-ferramenta (CNAE 294).005 2. enquanto no setor de máquinas e equipamentos de uso geral (CNAE 292) ela tem forma de “U”entre 1996 e 2006. conforme o GRÁFICO 3 esta cresceu consistentemente nos setores de motores. 3 A preços de 2005.001 Consumo Aparente 2. elaboração própria da equipe do projeto.000. e apresenta tendência de queda no setor de máquinas e equipamentos de uso específico (CNAE 296).000.000.000 5.00% 10.000.00% 6.000.00% 4.000 25.00% Participação dos Bens de capital importados no consumo aparente Fonte: PIA e SECEX.000.3 Quanto à produtividade simples do trabalho (Valor de Transformação Industrial/Pessoal Ocupado).000.000 2.006 0.Máquinas de uso específico (CNAE 296) 12. 21 .00% 2. Segundo a PIA – Pesquisa Industrial Anual.000.000 10.000.000 20. o faturamento dos segmentos analisados no período cresceu de R$ 28.002 2.000.003 2.000 0 2.

VALOR DE TRANSFORMAÇÃO INDUSTRIAL E PRODUTIVIDADE APARENTE DO TRABALHO: INDÚSTRIA DE BENS DE CAPITAL. BOMBAS. COMPRESSORES E EQUIPAMENTOS DE TRANSMISSÃO (CNAE 291) 18000000 82 16000000 80 14000000 78 76 12000000 74 10000000 72 8000000 70 6000000 68 4000000 66 2000000 64 0 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 62 Receita L’quida de Vendas Real (Mil Reais) Valor da transforma¨‹o industrial Real (Mil Reais) Produtividade aparente do trabalho (VTI/PO) MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS DE USO GERAL (CNAE 292) 16000000 74 14000000 72 12000000 70 10000000 68 8000000 66 6000000 64 4000000 62 2000000 60 0 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 58 Receita L’quida de Vendas Real (Mil Reais) Valor da transforma¨‹o industrial Real (Mil Reais) Produtividade aparente do trabalho (VTI/PO) 22 . MOTORES. RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS.GRÁFICO 3. 19962006.

23 .MÁQUINAS-FERRAMENTA (CNAE 294) 3500000 80 3000000 70 60 2500000 50 2000000 40 1500000 30 1000000 20 500000 10 0 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 0 Receita L’quida de Vendas Real (Mil Reais) Valor da transforma¨‹o industrial Real (Mil Reais) Produtividade aparente do trabalho (VTI/PO) MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS DE USO ESPECÍFICO (CNAE 296) 10000000 70 9000000 60 8000000 50 7000000 6000000 40 5000000 30 4000000 3000000 20 2000000 10 1000000 0 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 0 Receita L’quida de Vendas Real (Mil Reais) Valor da transforma¨‹o industrial Real (Mil Reais) Produtividade aparente do trabalho (VTI/PO) Fonte: PIA. elaboração própria da equipe do projeto.

24 0.41 0.05 0. como se percebe pela análise dos índices de Herfindhal-Hirschmann (HHI) para o faturamento e também market share das quatro maiores empresas do setor (CR4).18 0. TABELA 9 .05 0.33 0.20 0.24 0.01 0.03 0.05 0. o que indica que as fases descendentes dos ciclos econômicos tendem a prejudicar mais as empresas menores.17 Fonte: PIA. de transmissão (CNAE 291) Ano 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 HHI 0.03 0.05 CR4 (%) 0.02 0.14 0.01 0.35 0.02 CR4 (%) 0.14 0.18 0.20 0. independentemente do segmento. como nos períodos 1998-1999 e 2001-2002. um fator chama a atenção: em períodos de desaceleração do ciclo de investimentos e deterioração das expectativas empresariais.04 0.05 0. pode-se afirmar que o setor de bens de capital é um setor levemente concentrado.02 0.05 0.05 0.01 0.05 0.26 0.04 0. de uso geral (CNAE 292) HHI 0.01 CR4 (%) 0.06 0.37 0. de uso específico (CNAE 296) HHI 0. Contudo.02 0.33 0.15 0.02 0. 19962006 Motores.02 0.03 0.39 0.31 0.37 0.29 0. verifica-se um aumento na participação das maiores empresas do setor.19 0. e eq. elaboração própria da equipe do projeto.01 0.22 0.39 0.41 0.20 0.39 0.38 Outras máq.20 Máquinas e eq.02 0.35 0.01 0.Do ponto de vista concorrencial.02 0.23 0. compresssores e eq.41 0. em todos os segmentos analisados (TABELA 9 ).03 0.20 0.14 Máquinasferramenta (CNAE 294) HHI 0.15 0.03 0.15 0.41 0.03 0.06 0.20 0.34 0.02 0.01 0.17 0. CONCENTRAÇÃO NA INDÚSTRIA BRASILEIRA DE BENS DE CAPITAL.16 0. 24 .01 CR4 (%) 0.17 0. bombas.02 0.05 0.04 0.02 0.29 0.02 0.21 0.02 0.01 0.05 0.30 0.02 0.

801 5.035 42.8 em 1996.346 23.107 43. o qual manteve uma relação empregados/empresa praticamente estável (aproximadamente 22 empregados/empresa).9.781 40.603 2.521 2. Conforme a TABELA 10 .124 18. atingindo 26. o que pode indicar um aumento do número de representantes comerciais no mercado nacional de bens de capital. POR PORTE.3 em 2000 e voltou a crescer em 2006. Em termos gerais.374 34.492 188.509 8. o maior crescimento do número de empresas se deu na faixa de 1 a 9 empregados.485 42.922 1.051 53.856 2.155 1. NÚMERO DE EMPRESAS NO SETOR DE BENS DE CAPITAL. Esta dinâmica de emprego no setor provavelmente se deve às oscilações macroeconômicas vividas nestes dois períodos.577 59.642 175. 19962006 1996 Subsetor Porte 1a9 10 a 49 50 a 99 Todos 100 a 249 250 a 499 500 ou mais Todos 1a9 10 a 49 Motores.517 3.173 1.543 1. após uma redução entre 1996 e 2000. TABELA 10 . voltou a se recuperar entre 2000 e 2006.236 346 250 61 59 11 14 741 2006 Nº de empregados* 18.334 Nº de empresas 4.076 349 204 53 30 7.790 467 283 55 38 8. Este movimento foi generalizado em todos os subsetores à exceção do segmento de máquinas-ferramenta.579 48.471 24.422 17.305 43. passou a 24.248 4. a indústria de bens de capital vem aumentando o número de firmas.Desde 1996.729 4.488 6. a relação empregados/empresa era de 34.270 25 .390 19.732 221.105 44.534 40.404 348 174 49 38 12 12 633 Nº de empregados 11.153 3.638 30.974 21.249 24.374 5.233 370 203 52 39 9 12 685 2000 Nº de empregados 16.964 3.303 4. de transmissão (CNAE 291) 50 a 99 100 a 249 250 a 499 500 ou mais Todos Nº de empresas 3. bombas. enquanto o número de empregados.803 33.064 4.512 345 259 71 44 5. compresssores e eq.233 24.232 Nº de empresas* 4.

elas respondem por 31% do pessoal ocupado.747 21. No período pós-abertura econômica.566 1.153 5.499 72.602 12. de uso geral (CNAE 292) 50 a 99 100 a 249 250 a 499 500 ou mais Todos 1a9 10 a 49 Máquinasferramenta (CNAE 294) 50 a 99 100 a 249 250 a 499 500 ou mais Todos 1a9 10 a 49 Outras máq.685 1. e podem não conferir com as tabulações a partir da PIA.265 2. de acordo com a TABELA 11 . que em geral se referem a empresas com mais de 30 empregados.221 17.363 70.959 Fonte: RAIS * .997 4.365 369 5.503 3.518 6.175 1.049 18.771 1.847 7.003 4.556 12.990 11.019 157 77 23 8 3. e eq.127 2.028 12.Os valores expressos na tabela 2 se referem a todas as empresas com mais de 1 empregado.917 6.000 2.581 16.300 22.834 10.355 669 137 93 27 19 2. 55% do faturamento e 43% dos lucros totais desta indústria.467 362 139 24 10 5 4 544 1.778 5.231 7. de uso específico (CNAE 296) 50 a 99 100 a 249 250 a 499 500 ou mais Todos 1.253 14.830 15.432 60. como também investiram diretamente no país.377 2.955 10.708 8.678 75.638 974 173 83 18 11 2.405 11.293 5.268 12.054 2.617 12. Com 26 .606 715 116 78 16 6 2.897 8.178 1. várias empresas estrangeiras de bens de capital não apenas intensificaram seus investimentos em prospecção de mercado e representação comercial.416 12.500 14.745 50.857 441 246 35 14 1 4 741 1.697 1.160 555 144 109 25 10 2.162 11.878 8.1a9 10 a 49 Máquinas e eq.386 965 3.747 28.843 90.731 15.320 198 127 25 9 3.300 310 114 15 19 7 3 468 1. O resultado é que atualmente a presença das transnacionais no segmento de bens de capital é bastante significativa: a despeito de representarem 12% do total de firmas.183 1.174 346 9.406 4.640 1.100 9.462 9.537 7.225 2.080 8.678 20.521 2.

572 100% 1.689 48.200 2. 2005 Outras Motores.200 3.030 2.108 27% 62% 38% 569 19% 66% 34% 477 11% 63% 37% 2.368 102.efeito.899 69.117 Produtividade (R$) Nacionais 201.853 2.396 35% 29% 9% 27% 48% 81% 77% 81% 52% 19% 23% 19% 1. China.736 1.453 Faturamento (R$ milhões) 36.436 % do total 100% 38% 54% 35% Nacionais (%) 46% 65% Estrangeiras (%) Salário médio (R$) 1.307 68.955 2.049 Nacionais 1.383 85. compressores e equipamentos de transmissão – o maior setor entre os analisados . Máquinas Máquinas. atrás de Estados Unidos.103 10. França.240 Lucros totais (R$ milhões) % do total 100% 41% Nacionais (%) 57% 51% Estrangeiras (%) 43% 49% Fonte: PIA. Em termos internacionais.843 14.540 45.177 27% 68% 32% 1. e eq. a indústria de bens de capital brasileira se situa entre as 10 mais importantes do mundo (LAFIS.874 24% 58% 42% 847 28% 53% 47% Indicador Total Nº de firmas % do total Nacionais Estrangeiras Pessoal ocupado total % do total Nacionais (%) Estrangeiras (%) Salários totais (R$ milhões) 1. Em média.095 25% 65% 35% 1.916 62. bombas.880 % do total 100% 40% 47% 28% Nacionais (%) Estrangeiras (%) 53% 72% 2.612 58. elaboração própria da equipe do projeto.425 116.472 133. e eq. 27 .049 Estrangeiras 2.onde a participação das transnacionais é mais destacada. Coréia do Sul e Suíça. de ferramenta de uso compresssores uso geral (CNAE específico e eq.112 65. INDICADORES ECONÔMICOS DE FIRMAS NACIONAIS E ESTRANGEIRAS: SETOR DE BENS DE CAPITAL.397 117. é no setor de motores. bombas.383 189 180. as firmas transnacionais pagam melhores salários.863 8.740 1. de (CNAE 294) (CNAE transmissão 292) 296) (CNAE 291) 324 578 181 489 21% 37% 12% 31% 267 514 165 437 57 64 16 52 63.736 2.151 16.974 Estrangeiras 239.517 74. Alemanha.994 1.981 8% 56% 44% 338 11% 74% 26% 1.687 1. Itália. mas há de se levar em conta que a escolaridade média dos empregados nestas empresas tende a ser maior. 2006).740 3.559 100% 69% 31% 4.855 2. Japão. Reino Unido.máq.323 52.472 53. TABELA 11 .

78% 47.077 3.147 -0. especialmente no tocante à produtividade e aos investimentos.54% Inglaterra 7.2 20.026 -1.A TABELA 12 a seguir mostra a posição relativa da indústria brasileira de bens de capital.6 29.66% 21.0 116.57% 4.62% 169.620 46.23% 54.0 11.2 -0.10% 303.7 -33.5 10.75% 27.40% 61.9 13.108 -2.71% 28 . 2006 Características das empresas (ano 2006) Número de empresas Taxa de crescimento 2000-2006 Investimento em máquinas e equipamentos (milhões de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Número de empregados Taxa de crescimento 2000-2006 Porte médio (empregados por firma) Faturamento de atividades industriais (milhões de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Produtividade do trabalho (milhares de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Parcela dos custos do trabalho na produção (%) Taxa de crescimento 2000-2006 Investimento por empregado (milhares de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Alemanha 10.07% 4.5 -24.30% 23. Aqui.00% 4.460 -18.51% 648.381 5.70 191.09% 2.43% 27.16% França 8.19% 1.23% 22.4 -0.39% 4.10 -10.83% 19.814 15.2 60. Nota-se que a indústria brasileira está distante do patamar competitivo de paises como Alemanha. a indústria de bens de capital tem um crescimento no número de empresas e no número de empregados bem menos acentuado do que Brasil. em relação a alguns países europeus.8 -14. 292 E 294).6 -15. é interessante notar a tendência mundial de redução da parcela dos custos do trabalho na produção.721 39.224 33.4 22.09% 50.627 -0.859 24. Por fim.4 29.52% 18.40 13. TABELA 12 .011 29.75% Espanha 3.5 -7.872 -7. INDICADORES ECONÔMICOS DE FIRMAS BRASILEIRAS E EUROPÉIAS: SETOR DE BENS DE CAPITAL (CNAE/SIC 291.968.6 27.576 49.13% 2.994 -10.830 -25.7 -22.6% 182.492 -10.97% 510.7 35.67% 333.40% 94.48% 62.70% 66.86% 4.53% Itália 27.51% 65.32% 583.08% 11.1 19.98% Brasil* 3.6 14.56% 25.8 -29. França Itália e Inglaterra.4 11.443.3 -3. o número de empresas cresce mais rapidamente que o número de empregados. Nos países mais maduros.23% 722.8 3. implicando em redução da escala média das empresas e do ritmo de crescimento da produtividade.14% 21.55% 23.3 25.5 29.

63% 18.88% 22.4 11. DE TRANSMISSÀO (CNAE 291).75% 8.45% 1.14% 238.07% Brasil* 811 22.66% 29 .80% 4.38% 63.101 1.90 12.20 26.9 21.48% 114.38% 89.07% Espanha 794 -12.50% 257.8 -2.164 0.39% 19.44% França 1.111 -6.448.76% 29.2 35.80% 93.81% Inglaterra 1.40% 29.7% -25.7 44.696 -6.2 39.30% 27.8 32.9 -11.068 42.9% 72.904 22.087 65.6 -28.26% Itália 3.771 67.18% 67.094 -2.2 10.86% 19.7 -16.4 -19.2 33.695 49.41% 16.7 24.316 -2.16% 356.0 14.12% 7.322 32.20 69.82% 73.17% 112.384 -21.69% 264.4 -5.71% 65.8 44.67% 68. 2006 Características das empresas (ano 2006) Número de empresas Taxa de crescimento 2000-2006 Investimento em máquinas e equipamentos (milhões de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Número de empregados Taxa de crescimento 2000-2006 Porte médio (empregados por firma) Faturamento de atividades industriais (milhões de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Produtividade do trabalho (milhares de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Parcela dos custos do trabalho na produção (%) Taxa de crescimento 2000-2006 Investimento por empregado (milhares de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Alemanha 2. COMPRESSORES E EQ.65% 3.6 16.445 -1.611 3.3 24.5 -32.28% 24.43% 55.9 9.17% 6.9 5.7 29.7 3.35% 726.09% 37.075 -33.0 4.25% 48.MOTORES.92% 5. BOMBAS.35% 27.3 -21.

8 19.14% 7.473 32.192 50.524 -9.15% 285.00% 2.065.01% 91.239 3.8 31.448 23.754 -5.1 -35.82% 571.67% 23.40% 3.86% 4.07% 61.50% França 5.9 44.4 -3.60% 36.5 14.20% 51.799 26.49% 25.35% 30 .2 -5.42% 164.9 29.2 5.76% 4.32% 66.63% 26.6 12.28% 4.56% 19.721 -21.559 11.29% 276.08% 188.6% 88.62% 63.3 -5.5 -14.509 12.7 30.29% 27.5 24.63% 1.00% Inglaterra 4.73% 322.80 14.66% 4 -20.09% 26.44% 50.708 -8.4 0.7 12.7% -26.404 36.5 12.1 2.50% Espanha 2.1 15. 2006 Características das empresas (ano 2006) Número de empresas Taxa de crescimento 2000-2006 Investimento em máquinas e equipamentos (milhões de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Número de empregados Taxa de crescimento 2000-2006 Porte médio (empregados por firma) Faturamento de atividades industriais (milhões de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Produtividade do trabalho (milhares de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Parcela dos custos do trabalho na produção (%) Taxa de crescimento 2000-2006 Investimento por empregado (milhares de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Alemanha 5.50% Itália 20.2 31.4 49.64% 18.987 -25.70 108.565 46.2 19.899 -1.53% 190.2 9.35% 18.80 -19.24% 65.MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS DE USO GERAL (CNAE 292).50% Brasil* 2.3 -33.20% 48.777 5.83% 25.70% 17.715 -0.730 4.1 2.

4 17.581 -21.09% 11.as informações para o Brasil se referem às empresas com mais de 5 empregados.0 21.261 -20.9 -43.08% 29.34% 59.80 13.4 12. É interessante notar que.2% -12.52% 3.66% 14. elaboração própria da equipe do projeto.43% -22.6 1.1 Espanha 676 -13. as importações e exportações de bens de capital totalizaram praticamente a metade do que eram em 2000.15% 62.7 Taxa de crescimento 2000-2006 -25.00% 29.40% 4.15% -28.691 -49.2% 21.8 Brasil* 600 36.23% 144. o setor é relativamente representativo nas exportações e importações (2.730 23. 2006 Características das empresas (ano 2006) Número de empresas Taxa de crescimento 2000-2006 Investimento em máquinas e equipamentos (milhões de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Número de empregados Taxa de crescimento 2000-2006 Porte médio (empregados por firma) Faturamento de atividades industriais (milhões de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Produtividade do trabalho (milhares de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Parcela dos custos do trabalho na produção (%) Taxa de crescimento 2000-2006 Investimento por empregado (milhares de Euros) Alemanha 2.38% 40.8% em relação a 2000 e 185% em relação a 2002.098 -0.84% do total exportado e 6.459 -41.351 12.657 0. novamente 31 .15% 28.96% 2.4 2.085 43.9 -9.95% 14.21% 3.98% 454.02% 54.95% 15.52% 45.9 Itália 3.43% do total importado em 2008).7 1. as importações em 2006 voltaram para o patamar que eram em 2000 enquanto as exportações em 2006 cresceram 44.44% 11.40 -14.20% 59.664 12.2 -4.52% 50.088 -12. o comércio internacional de bens de capital voltou a crescer.87% 15. A partir de 2003.1 15.7 Inglaterra 1.60% 35.6 -39.79% 43.48% 4.6 10.171 1.1 15.7 França 855 -4.52% 4.8 13.14% 9.38% 16.25% 27.36% 25.97% 133. No que tange ao comércio exterior. entre 2000 e 2006.75% 24.20% 19.MÁQUINAS-FERRAMENTA (CNAE 294).40 -42.43% Fonte: Eurostat e PIA.217 14.45% 4.99% 58.74% 44.4 -3.9 2. o período de desaquecimento da economia vivido entre 2001 e 2003 atingiu tanto importações como também as exportações: em 2002.1 29.8 9. ainda que tradicionalmente deficitário no Brasil.9 1. Como se depreende da TABELA 13 .461 -25.744 -10. * .

1% 3.291 577.561 (CNAE 296) 2005 787 2. de uso 2003 geral (CNAE 2004 771 39.611 26.296 2.719 transmissão 2005 2.5 17. compressores e equipamentos de transmissão (CNAE 291) têm o maior peso no comércio internacional de bens de capital.165.7 6.162 62.5 -485 40.454 2007 1.327 56.4% 10.3 66.189 2000 2.4 -688 30.894 eq.5% 312.952 Motores.068 34.507 242.8 -808 54.526 830.5 -1.7 -1.095 41.612 350.841.5 -3.4 5.073 594.7 -713 44.7 -1.588 2006 1.648 2007 5.101 310.195 65.061 1.916 357.5% 2.8 -667 11.078 2.284 58.562 Fonte: SECEX.978 5.705 849 4.7% 12.3 39.505 33.597 37.537 508.005 2.7 -3.9 14.635 70.966 249. Valor Valor Saldo/Corrente unitário de unitário de Saldo de Comércio exportação importação (US$/Kg) (US$/Kg) -7.715 ferramenta 2004 340 3.661 2000 334 8.7% 123. TABELA 13 .7% -3.0% 134.284 671.471 2006 364 2.5% -946 61.8 -1.972 512. De 2004 1.o setor de motores.5 -2.4 -2.9 13.592 2.8 -719 44.975 309 1.2% 8.2 -385 31.3 5.291 3.984 2005 4.143 256. 2000-2007 Valor Quantida Valor Quantidade exportado de importado importada Subsetor Ano (US$ (US$ exportada (ton.362 404.438 1.924 332.4 176.) 2000 3.173 1.8 121.156 2002 1.245 57.3 -5.396 1.188 801 5.4% 6.9 6.274 378.6% 23.3 8.6% 184.341 2006 4.9% 226.0 -563 64.4 -1. 1.103 190.283 compressor 2003 es e eq.018 617.0% 16.246 2003 2.901 Máquinas2003 231 2.758 65.8% 207.6% 130.4% 111.881 70.9% 5.906 6.701 44.3 -2.522 315.1% 6.7 146.016 11.0 10.5 -223 24.080 474 3.139 1.058 5.719 2.373 2001 340 1.824 (CNAE 291) 2006 2.434 1.912 2.150 151.459 2000 662 6.6 -953 34.3% 9.862 128. elaboração própria da equipe do projeto.358 1.459 53.8% 109.7% 106.6 -780 36.093 1.2 27.142 17.4 8.875 1.510 2002 299 30.797 2007 1.387 1.661 1.8 -1.873 495.254 345.382 207.905 163.173 6.7 5.061 292) 2005 909 83. bombas.076.082 4.198 11.4 -773 49.566 33.307 2.2% 11.004 1.397 46.527 33.459 51.462 Total 2004 3.369 1.0 -891 29.421 2001 348 1.8 -892 24.643 (CNAE 294) 2005 417 3.216 21.6% -915 27.5% 9.7 26.570 eq.6 -243 34.589 bombas.211 70.176 60.248 63.262 27.1 44.0 127.516 717.6 181.9 21.483 49.049 2001 1.827 285.6% -1.0% 14.037 3.9% 179.2 -1.286 2001 157 719 2002 172 1.1 -1.3% -340 49.6 7.0 11.363 3.183 2007 2.623 1.9% 13.9% 19.396 512 2.3 10.0 -829 16. de uso 2003 específico 2004 678 2.) milhões) milhões) (ton.8 10.4 28.336 1.214 2007 400 2.186 216.6 19.4 201.3% 9.1 32 .2 -4. COMÉRCIO EXTERIOR DO SETOR DE BENS DE CAPITAL.8 6.028. 2002 1.8% 6.832 7.5 6.391 43.496 26.9 42.7 -3.250 52.9% 10.5 7.0% 336.457 2006 893 4.624 270.023 6.7% 41.0 -804 18.130 2001 1.184 563 4.777 2.1% 152.117 Máquinas e 457 31.2 9.639 Máquinas e 2002 437 2.733 270.0% 13.016 8.065 5. respondendo por praticamente metade das exportações e 38% do valor importado.4% 7.641 2.0 -1.222 912.4 3.035 79.457 20.508 2000 657 101.

000 -10.embora a diferença entre os valores unitários de exportação e importação tenham caído . encerrou o ano de 2007 como 153. Conforme mencionado por Resende e Anderson (1999). durante as décadas de 1980 e 1990 os valores unitários de importação dos bens de capital sempre superam os de exportação. somente o segmento de máquinasferramenta (CNAE 294) continuou com preços de exportação menores que os de importação . 2000-2007 (US$ MILHÕES) 15. segundo a TABELA 13 .de forma que o valor unitário das exportações passou a superar o das importações nos outros segmentos. Como conseqüência. todos os segmentos apresentavam valores unitários de exportação menores que os de importação. Com efeito.000 5.GRÁFICO 4. que representava em 2000 61. conforme a TABELA 14 . à exceção das máquinas e equipamentos de uso específico (CNAE 296). há dois produtos que constavam entre os três 33 .8% deste mesmo valor.000 0 2000 -5. Entretanto.000 Exportações Importações Saldo 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Fonte: SECEX. ou seja. No que tange aos principais produtos transacionados com o exterior. no período inicial da análise. as quais todavia pouco representam no comércio internacional do setor. Entre os três produtos mais exportados em 2007.000 10. elaboração própria da equipe do projeto. o valor unitário médio de exportação. em 2000. o Brasil manteve cinco produtos (NCM a 8 dígitos) na lista dos 10 produtos exportados mais importantes entre 2000 e 2007.3% do valor unitário de importação. COMÉRCIO INTERNACIONAL DO SETOR DE BENS DE CAPITAL.

as exportações deste item cresceram 7.544 682. DE IGNIÇÃO POR CENTELHA OUTRAS PARTES PRINCIPALMENTE DESTINADAS AOS MOTORES DE PISTÃO.544. evidenciando a importância do comércio intra-indústria de bens de capital.P/PAREDES/JANELAS OUTROS MAQS.604 100.870 771. que passou de quarto lugar para quinto entre 2000 e 2007).818. Entre 2000 e 2007.E APARS.DE PAPEL OU CARTAO OUTRAS PARTES PRINCIPALMENTE DESTINADAS AOS MOTORES DE PISTÃO.730 94. os outros quatro itens mais importantes em 2007 vieram de posições inferiores na lista de 2000 (exceção das “outras partes principalmente destinadas aos motores de pistão. o Brasil manteve seis itens na lista dos dez mais importantes entre 2000 e 2007. enquanto o item mais exportado em 2007 – outras máquinas e aparelhos mecânicos com função própria – era apenas o oitavo item mais exportado em 2000.mais importantes em 2000 – os motocompressores herméticos e os virabrequins.FERRAM.P/ESTAMPAR METAIS. DE CILINDRADA > 2. Embora o item mais importante nas importações de 2000 tenha se mantido em 2007.590. de ignição por compressão”.198 116.089.500CM³ E <= 3.705 91.693.ETC. Do lado das importações (TABELA 15 ).484 86. Por fim.009 86.41 vezes.GASES Valor 821.317.798 107.057.DISPOSITIVOS P/CANALIZACOES.MECANICOS C/FUNCAO PROPRIA BRONZES MAQS. DE IGNIÇÃO POR COMPRESSÃO. vale notar que três itens figuram em ambas as listas de dez produtos mais importantes de exportação e importação.485 186.646.876.C/COMANDO NUMERICO OUTRAS PARTES PRINCIPALMENTE DESTINADAS AOS MOTORES DE PISTÃO.384 100.558 112.640 80.262.903 84678100 84089090 84149039 Fonte: SECEX.328.260 91.MECANICOS C/FUNCAO PROPRIA MOTOCOMPRESSOR HERMETICO.DE USO MANUAL OUTROS MOTORES DIESEL/SEMIDIESEL OUTROS PARTES DE COMPRESSORES DE AR/OUTS. DE IGNIÇÃO POR COMPRESSÃO SERRAS DE CORRENTE.172 110.369. DEZ PRODUTOS MAIS IMPORTANTES: EXPORTAÇÃO. MOTORES DE PISTÃO. elaboração própria da equipe do projeto.839.DE AR CONDICIONADO.500 CM³ OUTRAS PARTES PRINCIPALMENTE DESTINADAS AOS MOTORES DE PISTÃO.630.174 112.152 78.CAPACIDADE<4700 FRIGORIAS/HORA VIRABREQUINS (CAMBOTAS) MAQS.908.E APARS.337 104.676.DE COSTURA DE USO DOMESTICO OUTROS MAQS.E APARS.655.823.692 243. 34 . DE IGNIÇÃO POR COMPRESSÃO MAQS. TABELA 14 .CAPACIDADE<4700 FRIGORIAS/HORA VIRABREQUINS (CAMBOTAS) TORNEIRAS E OUTS. DE IGNIÇÃO POR CENTELHA OUTROS APARS. 2000 E 2007 Ano NCM 84143011 84831010 84621011 84099990 2000 84392000 84099190 84151090 84798999 84833020 84521000 84798999 84143011 84831010 84818099 84082030 2007 84099190 84099990 Descrição MOTOCOMPRESSOR HERMETICO.259.P/FABR.555.

062 136.429.ETC MOTORES DE PISTÃO. DE IGNIÇÃO POR COMPRESSÃO OUTS.3% das importações 35 .248 167. a Colômbia.MECANICOS C/FUNCAO PROPRIA OUTROS MAQS.PARTES DE MAQS.POR INJECAO.ETC.816 211.888 184. A rigor.330. os parceiros comerciais mais tradicionais do Brasil são os EUA e a Argentina.573 160.143.ETC Valor 1.MANIVELAS.MECANICOS C/FUNCAO PROPRIA MOLDES P/MOLDAGEM DE BORRRACHA/PLASTICO.915. OUTROS ARVORES (VEIOS) DE TRANSMISSAO OUTS.MANCAIS. elaboração própria da equipe do projeto. DEZ PRODUTOS MAIS IMPORTANTES: IMPORTAÇÃO.965. a China nem figurava entre os dez principais países de origem das importações de bens de capital.500 CM³ E <= 2.458.EIXOS DE ESFERAS/ROLETES CAIXAS DE TRANSMISSAO.que eram os principais destinos de exportação em 2000 deixaram de sê-lo. DE CILINDRADA > 1.REDUTORES.DE VELOCIDADE OUTRAS PARTES PRINCIPALMENTE DESTINADAS AOS MOTORES DE PISTÃO.DE IMPRESSAO POR OFSET ENGRENAGENS E RODAS DE FRICCAO. três países .730. Paraguai e Austrália .518 135.EIXOS DE ESFERAS/ROLETES OUTRAS PARTES PRINCIPALMENTE DESTINADAS AOS MOTORES DE PISTÃO.E APARS.662 197.574.560. DE IGNIÇÃO POR CENTELHA PARTES DE MAQUINAS E APARELHOS DE AR CONDICIONADO CAIXAS DE TRANSMISSAO.595.852.546 196.449. evidenciada pelo aumento da rubrica “outros países” de 25% em 2000 para 29.811.500 CM³ OUTRAS PARTES PRINCIPALMENTE DESTINADAS AOS MOTORES DE PISTÃO. expostas na TABELA 17 .760 186. destaque deve ser dado à crescente participação da China: em 2000.685 158.321.288 84089090 84839000 84831090 84224090 84807100 Fonte: SECEX.025 177.E APARS.ETC.920.836 172. respondendo por 8.P/EMPACOTAR/EMBALAR MERCADORIAS MOLDES P/MOLDAGEM DE BORRRACHA/PLASTICO.TABELA 15 . DE IGNIÇÃO POR COMPRESSÃO OUTROS MOTORES DIESEL/SEMIDIESEL PARTES DE ARVORES DE TRANSMISSAO.217 138.REDUTORES.4% em 2007 e pela redução da importância dos principais parceiros nas exportações totais.Reino Unido. DE IGNIÇÃO POR CENTELHA ENGRENAGENS E RODAS DE FRICCAO. enquanto em 2007 já era o quinto colocado nesta lista.138 183. Quanto à origem das importações.044 133. para ceder lugar à China.E APARS.E APARS.776.125.990.DE VELOCIDADE OUTROS MAQS.819 142. DE IGNIÇÃO POR COMPRESSÃO.673.ETC.704 209.E APARS.980 779.MAQS.POR INJECAO.403. É interessante a partir da TABELA 16 notar uma sutil diversificação das exportações.185.MECANICOS C/FUNCAO PROPRIA OUTRAS PARTES PRINCIPALMENTE DESTINADAS AOS MOTORES DE PISTÃO.936 194. Cingapura e um parceiro latinoamericano. 2000 E 2007 Ano NCM 84798999 84807100 84082020 84099990 2000 84799090 84431990 84834090 84099190 84159000 84834010 84798999 84099190 84834090 84834010 2007 84099990 Descrição OUTROS MAQS. Com relação aos principais destinos de exportação.

6% 3.3% 5.8% 14.950 79.052.3% 5.5% 11.8% 25.5% 9.6% 8.9% 18.560 356.658.284.435 248.979.0% 1.849.730 13.4% ESTADOS UNIDOS 1.5% 2.3% 8.3% 5.633.192 98.6% 2.512.931.662 23.3% FINLANDIA 263.992.485 324.368 1.4% SUECIA SUECIA 307.816 320.886 332.2% 2.154 1.886.588 2.5% ALEMANHA ALEMANHA 2.762. PRINCIPAIS DESTINOS DAS EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL.003.622 968.318.0% 2.8% 4.712 554.5% CHINA ARGENTINA 506.106.440 2.2% ESTADOS UNIDOS ITALIA 1.726 1.412.096.586 142.202 2.7% 2.de bens de capital.2% 18.249.938 387.189.484 123. 36 . 2000 E 2007 2000 Origem Valor Valor percentual Origem 2007 Valor 2. Espanha e Coréia do Sul cederam lugar à China e Finlândia entre os dez maiores exportadores para o Brasil.0% 2.043.6% 6.651.2% 2. 2000 E 2007 2000 Destino ESTADOS UNIDOS ARGENTINA ALEMANHA MEXICO CHILE ITALIA VENEZUELA REINO UNIDO PARAGUAI AUSTRALIA DEMAIS PAÍSES Valor 1.231.408.088 2.881.122.046.046 21.7% ESTADOS UNIDOS 2. PRINCIPAIS PAÍSES DE ORIGEM DAS IMPORTAÇÕES BRASILEIRAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL.880 Fonte: SECEX.138 152.598.3% 2.060.439.607. elaboração própria da equipe do projeto. TABELA 16 .437.086.331 923.484 3.223.107.052 178.458 4.054 Valor percentual 18.655 ARGENTINA CINGAPURA MEXICO ALEMANHA VENEZUELA CHILE COLOMBIA CHINA ITALIA DEMAIS PAÍSES 701.3% ARGENTINA COREIA.004 260.254.741.803.257.620 4.604 DA (SUL) DEMAIS PAÍSES 1.7% JAPAO FRANCA 506.956.229 143.7% 3. elaboração própria da equipe do projeto.108.200.902 142.7% SUICA ESPANHA 264.501.068 68.985.083.463.7% DEMAIS PAÍSES Fonte: SECEX.736 Valor percentual 31.068.0% 3.062 9.0% Destino 2007 Valor Valor percentual 18. REPUBLICA 2.282.855.086.9% 9.7% 12.118 12. Na comparação entre 2000 e 2007.417.5% FRANCA SUICA 382.229.862.669.3% ITALIA JAPAO 1.699 651.742.783.867.250 78.259 555.049 261. TABELA 17 .5% 3.757.5% 29.4% 3.010 210.757.

Embora durante os primeiros anos da década de 2000 o cenário não tenha sido muito diferente. principalmente. 37 . carência de políticas bem definidas para tecnologia industrial básica do setor (normatização. sobretudo quando comparamos com outros países. deficiência das capacidades inovativas. isto não significa a ausência de desafios a serem suplantados: aumentar a escala produtiva em alguns setores. o setor de bens de capital no Brasil enfrentou um sério processo de reestruturação durante a década de 90. a crise financeira internacional que se configura atualmente promete ter grande impacto negativo sobre o setor. sobretudo nas exportações. certificação etc).Em suma. o que reforça a importância da inovação e acumulação de conhecimento para superar este desafio competitivo. estrutura de assistência técnica e pósvenda deficiente. diante da abertura econômica combinada a um cenário macroeconômico de baixo investimento e crescimento. como veremos. inclusive sobre as exportações. o ciclo de crescimento iniciado em meados de 2003 teve reflexos bastante positivos sobre o setor de bens de capital brasileiro. e. Ademais. No entanto. o que dificulta as exportações e permite a importação de equipamentos muitas vezes inadequados.

De fato. mas também o projeto de engenharia. Com efeito. portanto. a análise das empresas se concentra nas empresas com mais de 30 pessoas ocupadas representadas pela amostra da Pesquisa de Inovação Tecnológica (PINTEC). o setor tal qual definido neste relatório contava com 8. segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). 5 As empresas com mais de trinta pessoas ocupadas respondem por 98% do faturamento total do setor em 2005. EMPRESAS LÍDERES NO SETOR DE BENS DE CAPITAL4 Do ponto de vista estrutural. embora representem pouco em termos de número de empresas. Contudo. que empregaram 183 mil trabalhadores. 89% das firmas do setor têm menos de 50 empregados. A análise que faremos ao longo desse trabalho será.573 firmas possuem mais de 30 empregados. as firmas produtoras de bens de capital consistem em um setor bastante heterogêneo. representam boa parte do faturamento do setor e praticamente toda a sua atividade tecnológica5. no qual pequenas empresas familiares convivem com grandes produtores de máquinas e equipamentos que às vezes vendem não apenas o produto. focada nas empresas com mais de 30 funcionários que.4. 4 Nesta seção e no restante do trabalho.236 empresas e empregou 221. de acordo com o IBGE (TABELA 18 ). 38 . ainda que apenas 35% dos empregados dos trabalhe nestas firmas. apenas 1.922 trabalhadores em 2007.

Salário médio (R$) compressores e Nacionais eq. PARTICIPAÇÃO ESTRANGEIRA.994 57% 43% 324 267 57 63.370 36.514 15.219 — 3.812 100% 0% 115 100% 0% 989 989 — 31.853 100% 0% 523 100% 0% 1.614 41.731 117.162 199.927 1.674 137. NÚMERO DE FIRMAS.637 7.943 15% 85% 683 12% 88% 2.572 1.049 2.392 42% 58% 1.880 28% 72% 1.159 385.974 102. PARA EMPRESAS COM MAIS DE 30 PESSOAS OCUPADAS: 2005. Subsetor Indicador Tipo de empresa Líderes 122 72 50 41.097 2. de transmissão Estrangeiras (CNAE 291) Produtividade (R$) Nacionais Estrangeiras Faturamento (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) Lucros totais (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) 39 .129 6.964 100% 0% 20 100% 0% 793 793 — 31.687 35% 65% 2.843 47% 53% 2.595 — 383 100% 0% 29 100% 0% Emergentes 60 60 — 7.481 100% 0% 96 100% 0% 985 985 — 28.566 11.120 3.TABELA 18 .341 81.166 120.502 66% 34% 2.673 — 654 100% 0% 26 100% 0% 26 26 — 1.603 412. FATURAMENTO E PESSOAL OCUPADO DAS EMPRESAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL.323 48% 52% 1.559 69% 31% 4.266 93% 7% 261 93% 7% 107 107 — 7.530 2.325 38. POR CATEGORIA DE FIRMA.955 75.338 21.012 1.820 82.382 33% 67% 2.436 54% 46% 1.935 52% 48% 888 44% 56% 2.631 40% 60% 747 68% 32% Frágeis 660 659 1 35.954 31.416 54% 46% 1.453 14.441 83.240 51% 49% Nº de firmas Nacionais Estrangeiras Pessoal ocupado total Nacionais (%) Estrangeiras (%) Salários totais (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) Salário médio (R$) Nacionais Total Estrangeiras Produtividade (R$) Nacionais Estrangeiras Faturamento (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) Lucros totais (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) Nº de firmas Nacionais Estrangeiras Pessoal ocupado total Nacionais (%) Estrangeiras (%) Salários totais (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) Motores.636 2.877 61% 39% 158 118 40 33.570 6.262 222. bombas.227 99.049 2.234 246.708 2.444 368.383 189 180.372 25% 75% 831 34% 66% 33 16 17 19.742 10% 90% 458 18% 82% Seguidoras 730 592 138 95.117 65.025 115.595 28.954 — 123 100% 0% 7 100% 0% Total 1.134 1.855 1.540 85.853 2.549 50% 50% 1.557 2.

989 100% 0% 49 100% 0% 1. de uso geral (CNAE 292) Máquinasferramenta (CNAE 294) Nº de firmas Nacionais Estrangeiras Pessoal ocupado total Nacionais (%) Estrangeiras (%) Salários totais (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) Salário médio (R$) Nacionais Estrangeiras Produtividade (R$) Nacionais Estrangeiras Faturamento (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) Lucros totais (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) Nº de firmas Nacionais Estrangeiras Pessoal ocupado total Nacionais (%) Estrangeiras (%) Salários totais (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) Salário médio (R$) Nacionais Estrangeiras Produtividade (R$) Nacionais Estrangeiras Faturamento (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) Lucros totais (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) 30 18 12 7.560 — 50 100% 0% 1 100% 0% 578 514 64 52.373 1.140 1.425 116.149 36.816 86.270 — 22.560 25.998 77% 23% 144 58% 42% 1.391 3.056 2.722 100% 0 203 100% 0 1.558 54% 46% 195 65% 35% 262 210 52 30.689 77% 23% 477 63% 37% 2.913 — 1.899 69.200 2.517 74.361 1.583 3.917 54.748 — 124 100% 0% 12 100% 0% 15 15 — 772 100% 0 9 100% 0 924 924 — 25.151 81% 19% 1.060 82% 18% 176 68% 32% 1.724 3.888 57% 43% 396 61% 39% 73 61 12 5.397 117.225 1.177 68% 32% 1.176 100% 0 94 100% 0 77 77 — 2.137 25.619 109.736 2.982 1.846 969 48% 52% 73 48% 52% 26 22 4 6.650 2.500 61.373 — 25.736 1.402 48.030 2.597 72% 28% 788 60% 40% 1.920 1.336 70.249 52% 48% 130 83% 17% 271 271 — 13.612 58.075 115.108 62% 38% 569 66% 34% 181 165 16 16.913 38.709 63% 37% 267 56% 44% 3.431 129.477 59.Máquinas e eq.937 92.200 3.916 62.227 128.140 — 38.270 1.844 1.137 — 75 100% 0 6 100% 0 5 5 — 993 100% 0% 18 100% 0% 1.981 56% 44% 338 74% 26% 40 .748 22.409 7.103 10.

740 uso específico (CNAE 296) Estrangeiras 3.661 4.d. das 1.021 53. — 19% Estrangeiras (%) Salários totais (R$ milhões) 256 596 175 68 1. PINTEC.095 43% 60% n. (2008) detalha a classificação das empresas brasileiras de acordo com a liderança tecnológica. RAIS e SECEX.d.021 68.994 n. 100% 81% Nacionais (%) 42% 23% n.103 4..583 406 8.d.151 1. 2008).288 1.8% do pessoal ocupado do setor.9% do faturamento e 22. de Salário médio (R$) Nacionais 1. elaboração própria da equipe do projeto.288 1.” (De Negri et al. 33.940 33.180 44. — 42% Estrangeiras (%) Lucros totais (R$ milhões) 105 604 126 12 847 38% 47% n. 660 empresas (42% do total) foram classificadas como firmas frágeis.874 Faturamento (R$ milhões) Nacionais (%) 44% 52% n.423 n.781 1.6 Estas firmas seguidoras respondem por 58.d. A despeito do grande número.5% do emprego do setor. A TABELA 18 mostra que. Estas são consideradas firmas com “grande capacidade de acompanhar e imitar as mudanças tecnológicas no seu setor e por isso conseguem diferenciar produtos ou realizar mudanças para reduzir seus custos de produção.972 11. 6 O artigo de De Negri et al.472 Estrangeiras 93. 41 .604 n. — 35% 2.d. 100% 58% 56% 48% n.083 48. 100% 65% Nacionais (%) Estrangeiras (%) 57% 40% n.d.396 58% 77% n. a maior parte delas (730. de modo geral.960 152.565 1.918 1. — 47% Fonte: PIA.5% do faturamento e 52.210 n. ou 46.740 Máquinas e eq.906 48.307 79. — 133.863 2. empresas não exportadoras e com produtividade abaixo da média do seu setor e. 1. que seguem rapidamente as empresas líderes e acompanham as mudanças na dinâmica de mercado impulsionadas pela concorrência setorial.d.d.d.d.453 3.d. significa informação não disponível por respeito ao sigilo estatístico.795 79. — 3.472 Produtividade (R$) Nacionais 40. N. 100% 53% Nacionais (%) Estrangeiras (%) 62% 53% n.d.d.835 1. estas empresas respondem por apenas 6.4% do total de firmas) foi classificada empresas seguidoras do ponto de vista tecnológico.Nº de firmas 33 237 205 14 489 Nacionais 16 203 204 14 437 Estrangeiras 17 34 1 — 52 Pessoal ocupado total 7. Por seu turno.680 24.572 empresas com mais de 30 pessoas ocupadas no setor de bens de capital. com baixo nível de atualização tecnológica e de inovação.

Por fim. há 50 empresas estrangeiras entre as líderes. São firmas que são líderes tecnológicas ora por diferenciar seus produtos – e com isso obter um preço diferenciado pelos mesmos – ora por serem líderes tecnológicos em custo. em média).9% do emprego do setor se devem às empresas líderes.2%) do segmento. em média. tanto em faturamento (R$ 11 milhões/ano) quanto em pessoal ocupado (113. nem exportam tampouco possuem produtividade acima da média de seu setor. As transnacionais são. Os indicadores de salário médio e de produtividade também refletem as diferenças entre líderes. Essas empresas investem continuamente em P&D ou inovam produto novo para o mercado mundial ou possuem laboratórios de P&D (departamentos de P&D e que tem mestres/doutores ocupados em P&D). oferecendo produtos homogêneos a preços mais competitivos. embora seja no subsetor de máquinas-ferramenta onde as firmas líderes têm maior participação no número de empresas (14. Ainda de acordo com a TABELA 18 . existe um grupo de 60 empresas classificadas como emergentes do ponto de vista tecnológico. Do ponto de vista de escala de produção. maiores e mais produtivas. seguidoras e frágeis.8% do faturamento total e 22. 320 funcionários e um faturamento de R$ 94. o porte dessas empresas é substancialmente maior do que a média do setor: elas possuem. A distribuição setorial das firmas transnacionais é relativamente equânime.8 milhões ao ano. além de pagarem melhores salários.9% do total). que são empresas que as empresas mais competitivas e tecnologicamente avançadas do setor.No outro extremo competitivo há as 122 empresas líderes. Como escala de produção é um fator-chave de competitividade para o setor de bens de capital. As empresas líderes possuem indicadores de 42 . estão localizadas entre as frágeis e as seguidoras. Nada menos que 30.8 empregados. em média. mas não são ainda líderes tecnológicos. uma participação expressiva (40.8%) e no faturamento (52.

Não. 43 . Não. Sim (Nível novo mercado da Bovespa). sistemas industriais. China e Portugal). onshore e off-shore. além de guindastes para o setor portuário e equipamentos mecânicos para o setor hidrelétrico. automação e controle. Não. É de capital nacional? É internacionalizada? Sim (fábricas na Argentina. Areva T&D Brasil. Maquinário para as atividades de mineração e construção (equipamentos para britagem. Dedini Sim. Weg Motores elétricos. Não. Não. Não. Caldeiras. Voith Paper Máquinas voltadas para o segmento de papel e celulose. Empresa Transnacional. fundidos de grande porte em geral. Indústrias Romi Sim. fundidos para diversos setores. Empresa Transnacional. Não. estruturas e montagens industriais para o setor de óleo e gás. Não. Não. Não. México. Não. Usiminas Mecânica Sim (faz parte do grupo Usiminas). alta e extra-alta tensões. PRINCIPAIS EMPRESAS DE BENS DE CAPITAL NO BRASIL. Sim. peneiramento etc. Frágeis e emergentes têm níveis de produtividade abaixo da média. Empresa Transnacional (parte da General Electric). Empresa Transnacional (parte do conglomerado Voith). Gevisa Motores elétricos. Transformadores para instrumentos de média. Não. plantas completas principalmente para usinas de açúcar e álcool. cervejarias.produtividade acima da média e pagam salários bem superiores às demais. Sim.) Elevadores. Não. escadas e esteiras rolantes Equipamentos. Empresa Transnacional (de propriedade da Areva). SEGUNDO A PUBLICAÇÃO VALOR 1000 DE 2008 Empresa Atuação Possui ações negociadas em Bolsa no Brasil? Sim (Nível novo mercado da Bovespa). Fonte: Valor 1000 de 2008 e pesquisas na internet. Máquinas para plásticos. Metso Atlas Schindler Não. Máquinas-ferramenta. TABELA 19 .

também está entre as 150 melhores empresas se trabalhar no Brasil. a Metso (251º).7% é maior que o das seguidoras (18. Com efeito. compressores e equipamentos de transmissão (CNAE 291). que respondem por mais da metade das exportações. a maior parte das exportações e importações se deve às firmas seguidoras (57% e 61%). em média. a Weg. Ainda de acordo com a publicação “Maiores e Melhores” da Revista Exame. embora. segundo com a publicação Valor 1000 de 2008. a Romi (401º). São elas a Weg (99º). uma das cinco maiores produtoras mundiais de motores elétricos. a Voith Paper (417º). a Usiminas Mecânica (319º). 44 . importações e do saldo das líderes e seguidoras. chegando a 28% nos setores de máquinas-ferramenta (CNAE 294) e máquinas e equipamentos de uso específico (CNAE 296). do jornal Valor Econômico. Dedini (215º).Algumas empresas de bens de capital constam entre as 500 maiores empresas do Brasil. o coeficiente de exportações (importância das exportações no faturamento) é o maior neste setor entre os setores analisados. e a Gevisa (496º).2%). O desempenho geral de comércio exterior do setor é bastante influenciado pelo segmento de motores. a Areva T&D Brasil (465º). em média o coeficiente de exportação das firmas líderes de 22. as firmas líderes exportem e importem mais que as seguidoras (TABELA 20 ). No tocante ao comércio exterior. Com efeito. a Atlas Schindler (287º).

8 809.0 239.0 18.8% 35.5% 176.0% 28.613.1 5.8% exportação Fonte: PIA.0 22. de transmissão (CNAE 291) Exportação Importação Saldo Coeficiente de exportação Exportação Máquinas e eq.2% 1.3 7.8% 243.9 % 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% Exportação Máquinas e eq.5 56.7 27. INDICADORES DE COMÉRCIO EXTERIOR DAS EMPRESAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL.1 242.7 14.8 80.0 17. POR SUB-SETOR E CATEGORIA DE FIRMAS: 2005.6% 388.224.3 42.6 101.4 12.5% 496.2 1. Subsetor Fluxo de comércio Exportação Importação Total Saldo Coeficiente de exportação Motores.1 27.1 366.9 357.6 687.6 577.0 150. de uso específico Importação (CNAE 296) Saldo Coeficiente de 28. PINTEC.483.7 24.0 23.838. elaboração própria da equipe do projeto.4 93.6% 632. 45 .7 75.6% 467.6 -14.6 708.5 146.2 1.0 18.3% 212.497.5 % 43% 39% 48% 52% 53% 51% 6% 11% -15% 83% 48% 181% 39% 39% 38% Seguidoras Valor 1. RAIS e SECEX.4 409.6 647.5 400.1 392.9 -45. compressores e eq.5 156.2 399.8 96.3% 21. de uso geral (CNAE 292) Importação Saldo Coeficiente de exportação Exportação Máquinasferramentas (CNAE 294) Importação Saldo Coeficiente de exportação Líderes Valor 1.7% 776.355.5 321.6% 19.4 % 57% 61% 52% 48% 47% 49% 94% 89% 115% 17% 52% -81% 61% 61% 62% Total Valor 2.TABELA 20 .6 905.2% 721.2 110.

a indústria de bens de capital é importante porque. Contudo. Sari (1981) classificou os processos produtivos das empresas de acordo com o papel e o grau de influência dos pedidos dos consumidores.5. é composta por quatro pontos de referência (Tseng e Piller. em última instância. quase sempre inovações de produto ou processo requerem a aquisição de máquinas e equipamentos (Varum e Monteiro. INOVAÇÃO E INTEGRAÇÃO DAS FIRMAS COM O SISTEMA DE INOVAÇÃO Como já mencionado. é ela que determina a produtividade da economia (Rosenberg. Além disso. as firmas do setor de bens de capital são os specialised suppliers por excelência. Sua classificação. Os ciclos de produto são 46 . e o setor de bens de capital possui características produtivas bem especiais. 1976). a demanda é previsível. 2003):  Make to stock (MTS): neste sistema de produção. que em verdade pode ser pensada como um continuum de possibilidades. Rosenberg (1963) nota que as inovações no setor de bens de capital têm uma característica especial com respeito às inovações dos outros setores: elas não apenas podem induzir movimentos ao longo da curva de possibilidades de produção. substituindo fatores de produção. bem como o processo produtivo. 2007). a indústria de bens de capital catalisa inovações – de fato. o modo como os bens de capital são idealizados e produzidos é importante para a dinâmica de aprendizado tecnológico. Sem embargo. elas podem alterar a própria fronteira em si. Segundo a célebre taxonomia de Pavitt (1984).

é mantido um estoque de produtos semi-acabados.  Make to order (MTO): as firmas que adotam o sistema MTO mantêm um estoque de matérias-primas e componentes.longos e estáveis. Há um nível mais alto de interação com os clientes. bombas. p. e o cliente consome os produtos deste estoque. Assim. mas a montagem destes produtos é feita apenas depois do recebido o pedido. a interação com os consumidores é mínima e não raro as firmas enfrentam elevados custos de estocagem. o grau de interação com os clientes é o mais alto possível. há alguma margem para customização do produto final às necessidades do cliente. A despeito do tempo de entrega do produto ser minimizado. compressores em geral e outras máquinas e 47 . baseados em “famílias” pré-definidas de produtos.  Engineer to order (ETO): a diferença do sistema ETO para o MTO é que o cliente interfere no próprio projeto do produto. que neste caso é totalmente customizado às suas necessidades. a indústria de bens de capital tipicamente adota os processos MTO no caso de máquinas-ferramenta. dependendo da complexidade das adaptações e do volume de pedidos. 74). Neste sistema produtivo. de modo que a fabricação do produto só se inicia após o pedido. A firma produz para estocar. e o prazo de entrega é considerado médio ou longo. Devido à necessidade de uma maior interação com os clientes.  Assemble to order (ATO): no sistema ATO. motores elétricos. Há a possibilidade de modificações marginais do produto final. mas em geral estas têm apenas natureza cosmética. Um bom exemplo deste sistema de produção é a produção de microcomputadores (Tseng e Piller. 2003.

a explicação passa pelo desenvolvimento do setor de bens de capital. Neste sentido. a despeito de ser considerada uma indústria do tipo specialised suppliers. capaz de alterar a fronteira de produção. em oposição aos países desenvolvidos. Ainda que seja muito comum a ocorrência de economias típicas de escala. Além disso. situação que ocorre quando um leque relativamente pequeno de produtos é produzido a partir dos mesmos insumos. Segundo o autor. não lograram desenvolver tecnologias poupadoras deste fator escasso. realimentando o próprio ciclo. sendo escassos no fator capital.7 7 A motivação original do artigo de Rosenberg (1963) era explicar porque os países em desenvolvimento. que desenvolveram tecnologias poupadoras de mão-de-obra. o que faz com que estes países tenham baixo desenvolvimento tecnológico em geral. o tamanho do mercado para os bens de capital – dado pelo tamanho da economia e pelo ciclo de investimento influencia sobremaneira a acumulação de conhecimento na indústria de bens de capital de um país. o desenvolvimento de capacidades inovativas fica prejudicado. A armadilha dos países em desenvolvimento consiste no seguinte: (i) os países em desenvolvimento têm baixas taxas de poupança. os países não conseguem aumentar a produtividade da economia a ponto de elevar a taxa de poupança. e adota processos ETO para bens de capital nãoseriados e sistemas mais complexos. a produção de bens de capital tem escala ineficiente. haveria problemas para iniciar a produção. pois a própria produção de bens de capital é capital-intensiva. Rosenberg (1963) defende a existência de economias de especialização no setor de bens de capital. 1984) -. (ii) por conseqüência. Entretanto. independentemente da rota tecnológica escolhida. 48 . o tamanho do mercado determina a velocidade do aprendizado tecnológico – seja ele operacional (que representa redução de custo) ou criativo (que representa novas tecnologias) (Sahal. (iv) por isso. Rosenberg (1963) nos lembra a célebre frase de Adam Smith: “a divisão do trabalho está limitada pelo tamanho do mercado”. (iii) mesmo que a escala fosse eficiente. E esta possibilidade é determinada pelo tamanho da demanda.equipamentos mais simples.

5. Neste sentido. Uso e Interação (DUI). mas com viés para o modo STI. baseado na produção e no uso de conhecimento científico e tecnológico codificado.1 O PROCESSO E O GERENCIAMENTO DA INOVAÇÃO NA INDÚSTRIA DE BENS DE CAPITAL Varum e Monteiro (2007) apontam dois modos de inovação: (i) o modelo baseado em Ciência. do tipo “know-what” and “knowhow” Firmas estáticas e sem aprendizado Falta de qualquer estratégia de aprendizado Modo STI/DUI Tensão entre os dois modos. MODOS DE INOVAÇÃO E APRENDIZADO Modo STI Baseado na produção e uso de conhecimento científico e tecnológico codificado. Segundo estes autores. 49 . mais informal. boa parte das firmas de bens de capital na Europa combinam os métodos. e outro. chamado de Ação. baseado na experiência. Tecnologia e Inovação (STI). TABELA 21 . Conhecimento global. além de riscos relativos ao processo produtivo. As firmas produtoras de bens de capital enfrentam riscos de natureza macroeconômica. comercial e financeira. na prática os melhores resultados são atingidos quando as firmas combinam os dois modos de inovação. esta distinção serve para referenciar a discussão. do tipo “know-how” and “know-who” Fonte: Varum e Monteiro (2007). Mais uma vez. O quadro a seguir mostra estas possibilidades. gerenciar o processo de inovação torna-se um desafio. Conhecimento tácito e global. Firmas são mais propensas a inovar e ter sucesso Modo DUI Baseado no conhecimento informal e baseado na experiência.

seja em sua forma “pura” ou combinada com estratégias de aprendizado ou de seleção de projetos. é muito comum nos estágios iniciais do projeto de inovação haver concorrência de projetos para posterior seleção daquele que se mostrar mais promissor. (2002) notam que existem basicamente três abordagens para o gerenciamento de projetos de risco:  Instrucionismo: o instrucionismo se baseia na elaboração e execução de um plano por uma equipe de projeto. Segundo estes autores. a maior parte dos projetos é administrada a partir da abordagem do instrucionismo. em que uma variedade de soluções é gerada e é escolhida a solução que provê os melhores resultados. contingências e flexibilidades são previstas.Pich et al. é importante destacar que não apenas o tamanho do mercado como também a incerteza afetam sobremaneira o grau de inovatividade no setor. De todo modo. Quanto maior o grau de incerteza. mais conservadores serão os projetos de inovação (isto quando existentes). Com efeito. não sendo necessariamente previstas no plano original. e estes ajustes são baseados em informações obtidas durante o processo de desenvolvimento do projeto.  Aprendizado: nesta abordagem o projeto pode ser ajustado às mudanças de ambiente. É uma abordagem que funciona muito bem desde que os riscos possam ser identificados e seus impactos sobre o projeto possam ser previstos.  Selecionismo: o selecionismo é um processo de tentativa e erro. 50 .

Em segundo lugar. em países onde o setor é desenvolvido as firmas devem atribuir alta importância ao P&D para a inovação.8 (iii) Como o processo de inovação no setor é enviesado para STI.Em suma. Isto deve se refletir nas pesquisas de inovação na forma acordos formais de cooperação com clientes ou mesmo como alta importância atribuída aos clientes como fontes de informação para a inovação. quanto maior grau de especialização do fornecedor de bens de capital. Este aprendizado é também condicionado pela incerteza. Em primeiro lugar. o aprendizado tecnológico no setor de bens de capital apresenta as seguintes características: (i) Inovação e inovatividade são altamente pró-cíclicas. São os ciclos de investimento e o tamanho do mercado que determinam a velocidade do aprendizado tecnológico. são seus planos de investimento que criam a base para a dinâmica de inovação das firmas de bens de capital. 51 . bem como a acordos formais de cooperação com universidades e centros de pesquisa. 8 Lee (1996) reporta que não raro clientes do setor de bens de capital se envolvem no processo de inovação a tal ponto que eles mesmos passam a produzir máquinas e equipamentos. maior a necessidade do envolvimento dos clientes na produção e no desenvolvimento de novos bens de capital. diante do acima exposto. (ii) Os clientes das firmas de bens de capital têm papel crucial no processo de inovação. uma vez que ela influencia no grau de ousadia dos projetos de inovação.

2%. em geral. Em primeiro lugar. As duas próximas tabelas trazem informações acerca da performance inovativa dos países europeus mais relevantes para a indústria de bens de capital e que participaram do Community Innovation Survey de 2004 (CIS4). o alto volume de gastos em atividades inovativas em geral como proporção do faturamento (5. as taxas de inovação são maiores no setor de bens de capital do que para a indústria em geral.2 INOVAÇÃO NA INDÚSTRIA DE BENS DE CAPITAL. a partir das informações dispostas na TABELA 22 nota-se que. ao P&D) tem-se que a indústria de bens de capital no Brasil investe bem menos que os países europeus.10 Portanto. analisaremos não apenas o desempenho inovativo do setor de bens de capital no Brasil. vemos que a taxa geral de inovação na indústria de bens de capital no Brasil é semelhante à dos países europeus. como compararemos este desempenho com firmas situadas nos outros países. o Escritório Europeu de Estatísticas. no agregado da indústria de bens de capital) se deve aos altos gastos em aquisição de outros conhecimentos e aquisição de máquinas e equipamentos por parte de firmas líderes transnacionais em 2005. 9 10 Veja a nota de rodapé da tabela 22. em que pesem diferenças com respeito ao corte de pessoal ocupado e ao escopo setorial9. Com relação aos investimentos em inovação (em especial. 52 . as baixas taxas de inovação de produtos novos para o mercado e o baixo nível de investimentos em P&D indicam que.5. Em segundo lugar. mas ela caia sensivelmente quando se trata das inovações de produto novo para o mercado. Como será visto mais adiante. A PARTIR DAS PESQUISAS DE INOVAÇÃO Nesta seção. em todos os países. o grau de inovatividade da indústria brasileira de bens de capital não é alto. que cremos não se repetirem no futuro. a pesquisa de inovação tecnológica conduzida pelo Eurostat. seguindo o padrão da indústria brasileira em geral.

60% Brasil Espanha 80.38% 1.730 18% Alemanha 5.19% n.957 28.27% 4.938 13% 13. desagregadas pelos subsetores.68% 1. Inglaterra Alemanha 101.23% 2.667 46% 824 23% 792 22% Indústria total França 86.00 5. Da RLV) Gastos em P&D (interno + externo) n.d.742 Brasil 1.d. de forma que as informações se referem à CNAE 29 como um todo. Da RLV) Gastos em P&D (interno + 3. do Eurostat.15% 3.170 32% 11.160 36% 15.00 3.TABELA 22 .76% 1.20% 0.00% 1.211. 2.596 1.547 28.502 20% Inglaterra Gastos em atividades inovativas (prop.788 25% 1.548.561 44.30% 3.879 47% 1. limitamos nosso estudo para empresas brasileiras com mais de 30 empregados e às CNAEs 291.835 81% 2.d.821 14% 10.716 13. Como já mencionado.76% Indústria total 2.00 1.565 5% Brasil 5.629 43% 23. 292.80% inovativas (prop.740 29% Itália 121. n.896 65% 26.* Indicadores Número de empresas Inovadoras Inovadoras de produto Inovadoras de produto novo para o mercado Indicadores Número de empresas Inovadoras Inovadoras produto de Inglaterra 85.23% 2. da indústria de bens de capital com as da indústria de transformação 53 .438 34% Setor de bens de capital (CNAE 29) Espanha França Itália 9.70% externo) Fonte: CIS 4.60% Inglaterra 3.698 47% 846 23% 572 16% 1.26% 5.412 27% Inovadoras de produto novo para o mercado 17.199 65.d.118 34% 13.977.05% n.601 27% 2.285 32% 965 24% Alemanha 7. * As tabulações a partir da CIS 4 abrangem empresas com mais de 10 pessoas ocupadas e não é possível uma desagregação setorial a três dígitos.876 4. Por sua vez.446 42% 7.873 7% 13% 11% Setor de Bens de Capital (CNAE 29) Espanha França Itália 1.967 52% 2.040 16% 5.089 26% 17. 0.176 36.319 32% 2. PIA e PINTEC elaboração própria da equipe do projeto.613 3.572 810 52% 603 38% 173 11% Brasil 31. a TABELA 23 compara as taxas de inovação. 294 e 296. TAXAS DE INOVAÇÃO E ESFORÇO INOVATIVO NA INDÚSTRIA E NO SETOR DE BENS DE CAPITAL BRASILEIRO EM COMPARAÇÃO COM PAÍSES SELECIONADOS: 2005 (BRASIL) E 2004 (DEMAIS PAÍSES).66% 1.46% Alemanha Espanha França Itália Gastos em atividades 7.

RAIS e SECEX. seguidoras.0 0. De fato.3 22. frágeis e emergentes no que tange à inovação firmas. Contudo. de (CNAE transmissão 292) (CNAE 291) 324 578 172 53% 129 40% 58 18% 132 41% 5 2% 309 53% 224 39% 46 8% 210 36% 30 5% Máquinasferramenta (CNAE 294) 181 100 55% 73 40% 25 14% 64 35% 6 3% 23. TAXAS DE INOVAÇÃO E ESFORÇOS INOVATIVOS NA INDÚSTRIA BRASILEIRA E NO SETOR DE BENS DE CAPITAL NAS EMPRESAS COM MAIS DE 30 PESSOAS OCUPADAS: 2005. o volume investido em P&D na indústria de bens de capital representa apenas 1. há muitas diferenças entre firmas líderes.9 P&D / Faturamento (%) 0.823 132.980 35% 834 3% Investimento em P&D (R$ milhões) 7.7% do total da indústria de transformação. As taxas de inovação não variam substancialmente entre os subsetores. e eq.572 810 52% 603 38% 173 11% 530 34% 49 3% Motores. PINTEC.48% 0. e eq. TABELA 23 .6 0. elaboração própria da equipe do projeto. Com relação aos investimentos em P&D. as taxas de inovação tanto de processo quanto de produto caem substancialmente quando se considera a novidade da inovação para o mercado. de uso específico (CNAE 296) 489 229 47% 177 36% 44 9% 124 25% 8 2% 20. se situando sempre acima da média da indústria nacional.565 5% 10. conforme comentado anteriormente.em geral.81% Outras máq.66% 0. Indústria de transformação Bens de Capital Total 1.24% Fonte: PIA. Máquinas bombas. vê-se que a indústria de bens de capital fica abaixo da média nacional em todos os setores analisados à exceção do segmento de máquinas-ferramenta. A TABELA 24 mostra que as empresas líderes e emergentes se destacam em todos os tipos de inovação em 54 . de compresssores e uso geral eq.39% 0.446 42% 7. Naturalmente.25% Número de empresas (total) Inovadoras Inovadoras de produto Inovadoras de produto novo para o mercado Inovadoras de processo Inovadoras de processo novo para o mercado 31.716 13.788 25% 1.8 66.

POR CATEGORIA DE EMPRESA (EMPRESAS COM MAIS DE 30 PESSOAS OCUPADAS): 2005. TABELA 24 . Sem embargo. TAXAS DE INOVAÇÃO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL. 19% das firmas líderes e 30% das emergentes lançaram produto novo para o mercado mundial. de Nº de inovadoras transmissão (CNAE 291) de produto 33 33 100% 33 158 92 58% 58 107 21 20% 15 26 26 100% 23 324 172 53% 129 55 . A maior parte das firmas líderes e emergentes que inovaram para o mercado mundial atuam. Tipo de empresa Subsetor Indicador Líderes Nº de empresas Nº de inovadoras de produto Total de produto novo para o mercado de processo de processo novo para o mercado de produto novo para o mercado mundial 122 122 100% 122 100% 120 98% 55 45% 9 7% 23 19% Seguidoras 730 431 59% 316 43% 8 1% 260 36% 17 2% 1 0% Frágeis 660 196 30% 107 16% 9 1% 172 26% 22 3% 0 0% Emergentes 60 60 100% 57 95% 36 60% 43 72% 1 2% 18 30% Total 1. no setor de máquinas de equipamentos para uso específico (CNAE 296) e no de motores. compressores e equipamentos de transmissão (CNAE 291).todos os subsetores. bombas. respectivamente. Nº de empresas bombas. Outro fator que chama a atenção é que a taxa de inovação de processo para as firmas líderes no setor não é alta.572 809 51% 602 38% 173 11% 530 34% 49 3% 42 3% Motores. se situando em torno da média da indústria nacional. compressores e eq.

de uso geral (CNAE 292) de produto novo para o mercado de processo de processo novo para o mercado de produto novo para o mercado mundial Nº de empresas Nº de inovadoras de produto Máquinasferramenta (CNAE 294) de produto novo para o mercado de processo de processo novo para o mercado de produto novo para o mercado mundial Máquinas e eq. de uso específico (CNAE 296) Nº de empresas Nº de inovadoras de produto 33 100% 26 79% 4 12% 5 15% 30 30 100% 30 100% 30 100% 10 33% 0 0% 2 7% 26 26 100% 26 100% 24 92% 10 38% 4 15% 1 4% 33 33 100% 33 37% 7 4% 65 41% 1 1% 0 0% 262 165 63% 129 49% 0 0% 105 40% 8 3% 0 0% 73 39 53% 22 30% 0 0% 24 33% 2 3% 0 0% 237 135 57% 107 14% 1 1% 18 17% 0 0% 0 0% 271 99 37% 50 18% 8 3% 84 31% 22 8% 0 0% 77 29 38% 19 25% 0 0% 29 38% 0 0% 0 0% 205 47 23% 23 88% 17 65% 23 89% 0 0% 17 65% 15 15 100% 15 100% 8 53% 11 73% 0 0% 0 0% 5 5 100% 5 100% 1 20% 1 20% 0 0% 1 20% 14 14 100% 14 40% 58 18% 132 41% 5 2% 22 7% 578 309 53% 224 39% 46 8% 210 36% 30 5% 2 0% 181 99 55% 72 40% 25 14% 64 35% 6 3% 2 1% 489 229 47% 177 56 .100% de produto novo para o mercado de processo de processo novo para o mercado de produto novo para o mercado mundial Nº de empresas Nº de inovadoras de produto Máquinas e eq.

9% da RLV em P&D interno e externo. número próximo à Itália. firmas líderes e emergentes do setor investem. As firmas líderes deste segmento investem 1.5% 0. de 3.e P&D interno e externo em particular – novamente firmas líderes e emergentes se destacam entre as demais. TABELA 25 . Como sabido. POR CATEGORIA DE EMPRESA (EMPRESAS COM MAIS DE 30 PESSOAS OCUPADAS): 2005. frágeis e emergentes investem cada uma 0. Do ponto de vista setorial. mas distante do nível alemão. elaboração própria da equipe do projeto.6%. França e Espanha.2%. enquanto as seguidoras. RAIS e SECEX. 57 . as firmas emergentes apresentam características diferenciadas de investimentos em inovação. De fato.6% de seu faturamento em P&D interno e externo.de produto novo para o mercado de processo 100% 33 100% 45% 1 0% 11% 0 0% 100% 10 71% 36% 44 9% 124 25% 8 2% 16 3% 9 66 41 8 27% 28% 20% 57% 1 6 0 1 de processo novo para o mercado 3% 3% 0% 7% 15 1 0 0 de produto novo para o mercado mundial 45% 0% 0% 0% Fonte: PIA. PINTEC. o setor que mais investe em P&D como proporção da RLV é o de máquinas-ferramenta (CNAE 294).9% e 2. em torno de 0. Com respeito aos investimentos em atividades inovativas em geral . respectivamente. ESFORÇO INOVATIVO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL. a despeito do pequeno número e da reduzida escala de produção.

8% 2 0. de uso específico (CNAE 296) (R$ milhões) Gastos em atividades inovativas (R$ milhões e % da RLV) Gastos em P&D interno e externo (R$ milhões e % da RLV) 0.3% 0. Estes gastos chegam a influenciar a média para toda 58 .9% 1.127 154 2.492 52 3.378 1.8% 0 0.1% 1.7% 7.9% 6.6% 17 2.0% 14 Frágeis 3.1% 8.8% 10 1. RAIS e SECEX.5% 37 0.1% 4.531 32 2.7% Fonte: PIA.775 5.6% 45 0. bombas.5% 398 29 7.0% 31 1.6% 1 0. compressores e eq.2% 207 0.1% 4 Emergentes 644 49 7. Os elevados gastos em atividades inovativas em geral como proporção da RLV por parte das firmas líderes se devem ao setor de Máquinas e equipamentos de uso específico (CNAE 296).7% 941 45 4.188 56 1.7% 89 0. elaboração própria da equipe do projeto.173 19 1.095 179 2.6% 123 4 3. PINTEC.455 88 2.4% (R$ milhões) Gastos em atividades inovativas (R$ milhões e % da RLV) Gastos em P&D interno e externo (R$ milhões e % da RLV) Motores.2% 369 3 0.236 350 1.1% 1.193 14.8% 6 0.0% 2 4.5% 95 0.4% 1.7% 9.0% 1.2% 2.0% 50 12 25.836 84 3.850 1.714 341 2.2% 48 0.4% 8 Seguidoras 20.Tipo de empresa Subsetor Indicador Líderes RLV Total 10.5% 0.6% 2 2. de transmissão (CNAE 291) RLV (R$ milhões) Gastos em atividades inovativas (R$ milhões e % da RLV) Gastos em P&D interno e externo (R$ milhões e % da RLV) RLV Máquinas e eq.0% 0 0.166 21 1.662 157 1.4% 2 2.4% 11 Total 34.5% 28 1.234 1.5% 2.446 1.2% 122 0 0.0% 74 2 3.320 12. de uso geral (CNAE 292) (R$ milhões) Gastos em atividades inovativas (R$ milhões e % da RLV) Gastos em P&D interno e externo (R$ milhões e % da RLV) RLV Máquinasferramenta (CNAE 294) (R$ milhões) Gastos em atividades inovativas (R$ milhões e % da RLV) Gastos em P&D interno e externo (R$ milhões e % da RLV) RLV Máquinas e eq.481 89 1.2% 31 0.5% 7.7% 94 0.6% 13.9% 43 0.044 56.

Os números equivalentes para empresas seguidoras e emergentes são substancialmente menores: 0. cerca de 0. 59 . COMO PROPORÇÃO DO NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS.7 e 2. as firmas líderes declararam gastar 56. PESSOAL OCUPADO EM P&D NO SETOR DE BENS DE CAPITAL BRASILEIRO. Nas empresas líderes e emergentes. percebe-se que há firmas líderes transnacionais . No setor de bens de capital. trata-se de firma ou conjunto de firmas que iniciou suas operações em 2005. Estes investimentos. 1.4% do faturamento em atividades inovativas.11 Outro indicador relevante do esforço tecnológico das empresas é o número de pessoas envolvidas diretamente e com dedicação exclusiva em atividades de Pesquisa e Desenvolvimento.20% da RLV. respectivamente. que é de 5.a influenciar este resultado. um valor certamente muito alto. novamente há diferenças substanciais com respeito à distribuição destes profissionais entre as diversas categorias de empresas. Contudo. as 16 firmas líderes nacionais presentes neste subsetor investiram apenas 3. quando é feita uma desagregação entre firmas nacionais e estrangeiras. contudo.3%. Entretanto. POR CATEGORIA DE EMPRESAS: 2005.7% dos funcionários de uma empresa são dedicados a esse tipo de atividade. Provavelmente. Na CNAE 296. não devem se repetir no futuro.2% dos funcionários está diretamente envolvido em atividades de P&D (GRÁFICO 5). Na indústria brasileira como um todo.3% do pessoal ocupado trabalha exclusivamente em atividades de P&D. 11 Sem embargo. GRÁFICO 5.8% e 0.as quais investiram um alto montante em aquisição de máquinas e equipamentos e aquisição de outros conhecimentos . 2.4% da RLV em atividades inovativas.a indústria.

5% 0. embora responda por apenas 22. GRÁFICO 6.0% 1. o grupo das empresas líderes.8% 0. PESSOAL OCUPADO EM P&D NO SETOR DE BENS DE CAPITAL.3% do total da mão-deobra empregada no setor.3% 1. PINTEC.Pessoal total ocupado em P&D: (%) do total 3. POR CATEGORIA DE EMPRESAS: 2005.2% 0. Se 60 . são responsáveis por 8% dos profissionais envolvidos em atividades de pesquisa. elaboração própria da equipe do projeto. por sua vez.5% 1.5% 2.9% do emprego no setor.0% nt es re s ra s ei s Fr ág Lí de do Em er ge gu i To ta l 2. De acordo com o GRÁFICO 6.7% 2. As empresas emergentes.0% 2. emprega 52% dos profissionais envolvidos em P&D no setor de bens de capital. RAIS e SECEX.3% Fonte: PIA.0% 0. embora menores e respondendo por apenas 4.

82% dos pesquisadores trabalham em firmas líderes do ponto de vista tecnológico. cabe apenas comentar que ela segue a distribuição do faturamento e do emprego. elaboração própria da equipe do projeto. PINTEC. nas firmas líderes do setor de máquinas-ferramenta (CNAE 294) 4.4% 8% Líderes Seguidoras 52% Frágeis Emergentes 36% Fonte: PIA. Neste segmento. 61 . RAIS e SECEX. bombas. É no setor de máquinas-ferramenta (CNAE 294) que as firmas líderes empregam maior parcela dos profissionais envolvidos em P&D (GRÁFICO 7). Com respeito à distribuição setorial do pessoal ocupado em P&D (GRÁFICO 8). compressores e equipamentos de transmissão (CNAE 291) e máquinas e equipamentos de uso geral (CNAE 292).6% dos empregados trabalham em P&D. Com efeito. com primazia dos setores de motores.

DISTRIBUIÇÃO SETORIAL DO PESSOAL OCUPADO EM P&D: SETOR DE BENS DE CAPITAL. RAIS e SECEX. bombas. elaboração própria da equipe do projeto. compressores e eq. RAIS e SECEX. GRÁFICO 8. elaboração própria da equipe do projeto. 62 . de transmissão (CNAE 291) Máquinas e eq. PINTEC. PESSOAL OCUPADO EM P&D NO SETOR DE MÁQUINAS FERRAMENTA. 2005 14% 12% 40% Motores. de uso específico (CNAE 296) Fonte: PIA. POR CATEGORIA DE EMPRESAS: 2005 8% 0% 10% Líderes Seguidoras Frágeis Emergentes 82% Fonte: PIA. de uso geral (CNAE 292) Máquinas-ferramenta (CNAE 294) 34% Máquinas e eq.GRÁFICO 7. PINTEC.

6% dos gastos em atividades inovativas para a aquisição de máquinas e equipamentos. e 55. mesmo com o expurgo das líderes transnacionais da CNAE 296.9% do investimento em inovação para P&D e 32. As firmas seguidoras destinam 19.5. enquanto destinam apenas 6. caso se desconsiderassem estes gastos em aquisição de outros conhecimentos destas empresas transnacionais (em torno de R$ 400 milhões).8% dos gastos em atividades inovativas para a aquisição de máquinas e equipamentos e 9. estes números são bem diferentes do padrão médio dos líderes tecnológicos: para a indústria como um todo. os líderes tecnológicos destinam 33.3 ESTRATÉGIAS DE INOVAÇÃO É tradicional na indústria brasileira a dependência da aquisição de máquinas e equipamentos como principal forma de atividade inovativa.3% para P&D.5% para a aquisição de máquinas e equipamentos. Deste modo. as firmas líderes parecem destinar uma parcela menor de seus gastos em inovação para P&D do que as seguidoras. Por isso. no agregado as firmas líderes da indústria de bens de capital destinaram 34. deve-se lembrar que os gastos em inovação das firmas líderes se encontram afetados pelo alto volume investido em máquinas e equipamentos e aquisição de outros conhecimentos por firmas transnacionais no setor de máquinas e equipamentos de uso específico (CNAE 296).7% para a aquisição de máquinas e equipamentos. as empresas líderes passariam a destinar 64. Ainda assim. de acordo com a TABELA 26 .1% do montante para P&D.5% dos gastos em inovação para a aquisição de outros conhecimentos. 63 . Contudo. Sem embargo. Na indústria de bens de capital não é diferente. Com efeito. a TABELA 26 mostra que mesmo as firmas líderes destinam 42.1% dos gastos em atividades inovativas para P&D.

conforme demonstrado na seção anterior. e elas são responsáveis por praticamente metade (47%) do P&D do setor. como conseqüência.7% dos gastos em atividades inovativas para P&D.6 milhões mesmo sendo apenas 60 empresas.4% dos investimentos em inovação para P&D. bombas.2 milhões em atividades de inovação. no total.No entanto. as firmas emergentes constituem a categoria de firmas que mais investe em P&D. Assim. 64 . estas firmas destinam 32. cabe destacar o baixo volume de investimentos em atividades inovativas efetuado pelas firmas frágeis. dentre os tipos de investimentos em inovação. este número sobe para 55% nos setores de motores. Os padrões descritos acima se repetem em todos os subsetores à exceção do setor de Máquinas-ferramenta (CNAE 294). as firmas frágeis investiram em média R$ 85 mil em 2005 em inovação. Por fim. enquanto as emergentes investiram. R$ 56. em média. as emergentes gastam R$ 48. no qual as firmas líderes destinaram em 2005 50. Em média. este foi também o setor que mais investe em P&D com respeito à RLV. Pela sua natureza. há de se considerar que o volume de dispêndio tanto em atividades inovativas em geral quanto especificamente em P&D das líderes é maior do que em qualquer outra categoria de empresa. compressores e equipamentos de transmissão (CNAE 291) e 53% e máquinas e equipamentos de uso geral (CNAE 292). quase 10 vezes mais – R$ 810 mil. Para comparação. As 660 firmas frágeis gastam. Setorialmente. As empresas gastam em atividades inovativas praticamente o triplo da soma do que gastam as outras categorias de empresas.

4% 2.5 3.4% 154.1% 10.8 7.4% 17.4% 3.0 4.8 32.4 42.6 0.1% 8.3% 63.5 55.8% 0.1% 470.4% 1.6% 103.0 1.1% 27.8% 340.5 100.5% 4. POR CATEGORIA DE EMPRESA: 2005.9% 14.9 10.0% 25.4 22.7 1.2 16.0 1.2% 8.0% 194.3% 0.4% Emergentes 48.4% Seguidoras 350.9% 96.0 0.1% 76.3% 0.5% 562.4 25.1 7.6 55.8% 25.7 42.3 19.6 4. VOLUME E DISTRIBUIÇÃO PERCENTUAL DOS GASTOS EM ATIVIDADES INOVATIVAS DAS EMPRESAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL.7 15. de transmissão Aquisição de máquinas e equipamentos (CNAE 291) Treinamentos Gasto em introdução das inovações Projeto industrial Tipo de empresa Líderes 1.1 5.2 100.0 1.8 3.4% 3.8 4.5% 0.0 5.3 8.0% 2.9% 2.8 1. bombas.8% 178.0% 40.9 19.5% 37.4 5.6 16.3 9.5 100.7% 9.8 1.3% 0.0 0.0% 15.2 3.6% 51.0% 4.4 9.6 14.4% 0.5 11.5% 0.7% 1.9 100.0% 0.8% 14.0% 23.0% 2.7 34.2 6.0% 0.6% 11.2 2.1 4.4 7.8 19.0 0.1% 1.0% 66.6% 3.7% 1.2% Total 1.0% 1.319.1 15.9 3.5% 28.5 100.5 6.TABELA 26 .0% Subsetor 65 .0% 0.8 100.5% 819.8% 0.3% 25. Aquisição de outros conhecimentos compressores e eq.1% 0.9 26.7% 164.5% 36.1 3.3 76.0 2.0 0.8 53.3% 9.7% 0.2 100.775.0 100.4 0.0 46.7% 0.0% 169.1% 59.3 2.3 7.0% 5.0% 66.8 48.8 1.0 0.3% 116.2 4.2% 0.6% Frágeis 56.1 1.2 2.4 55.0 64.6% 455.9 100.0% 0.0% 80.6 100.9 0. Tipo de investimento em atividades inovativas Gastos em atividades inovativas (R$ milhões) Gastos em P&D interno Gastos em P&D externo Aquisição de outros conhecimentos Total Aquisição de máquinas e equipamentos Treinamentos Gasto em introdução das inovações Projeto industrial Gastos em atividades inovativas (R$ milhões) Gastos em P&D interno Gastos em P&D externo Motores.9 6.3% 54.7 5.1% 1.0% 85.3% 0.5% 45.2 0.

2% 0.0% 0.2 0.0% 157.2% 21.0 20.2% 6.0 0.0% 0.4 2.1 100.0 0.5% 0.1% 25.1% 0. de uso geral (CNAE 292) Aquisição de outros conhecimentos Aquisição de máquinas e equipamentos Treinamentos Gasto em introdução das inovações Projeto industrial Gastos em atividades inovativas (R$ milhões) Gastos em P&D interno Gastos em P&D externo Aquisição de outros conhecimentos Aquisição de máquinas e equipamentos Treinamentos Gasto em introdução das inovações Projeto industrial 45.5% 1.3% 0.9% 0.8% 3.2 29.2% 3.0 0.5 35.0 0.8 4.0% 2.0% 10.4 5.2 100.7% 0.4% 1.7 3.8 4.7% 1.8 46.3 2.3% 5.0% 0.0% 0.8% 10.0% 29.2 19.0% 0.2% 12.9 8.2% 3.3 0.4 0.1 100.0% 0.0 0.8% 1.6 56.5% 73.0% 0.2 17.8% 0.5 100.0 0.1 11.6% 0.6 4.5 19.0% 0.0% 1.4% 0.2 7.9 2.0% 0.4 100.4% 0.2 6.0% 0.6% 12.4% 52.9% 0.7 100.4% 0.4% 2.0% 0.7 3.7% 4.0 0.0% 1.0% 42.0% 0.5 2.2 42.0 0.3% 15.4 3.5% 4.5 34.7 2.0 0.7% 88.2 1.9% 37.3 53.7% 19.1 4.4 2.8 3.2 13.0% 0.3% 35.3 12.0% 2.7% 22.3% Máquinasferramenta (CNAE 294) 66 .7 1.0% 1.2% 1.0% 30.0 100.2% 1.3 49.4 50.0 100.8 1.9% 6.9% 4.1 100.0 8.2 2.0% 9.0% 26.0 78.8 3.0 1.2% 4.1 9.2% 83.2 100.0% 0.1 0.0% 0.0% 7.7 27.8% 2.Gastos em atividades inovativas (R$ milhões) Gastos em P&D interno Gastos em P&D externo Máquinas e eq.5% 0.9 4.4 14.4% 6.8% 10.2% 0.9 2.5 100.5% 0.0% 2.5 42.0 0.4 2.0 80.8 8.6% 0.2 6.1 7.4 4.8 4.

3 14.3 4.5% 12.6 29.9% e 22.1 42.3 0.0% 5.8 11. os números equivalentes são 60.1% 1.7 2.3% para a aquisição de máquinas e equipamentos. elaboração própria da equipe do projeto.0% 9.9% 1.8 50.8% 545. Além de gastarem mais em atividades inovativas como proporção do faturamento. RAIS e SECEX.3 45.7 1.5 100.6% 4.2% 4.6 64.7 100. as empresas européias em geral destinam pouco mais de 50% dos investimentos totais em inovação para P&D e 24.3 bilhões de Euros.2 0.9 3.7% 46.8 2.0% 1.0 0.0% 1.8 37.5 43.7 7.0 0.1% do total de gastos em atividades inovativas) e a França.1 0.3% Fonte: PIA. de uso específico (CNAE 296) Aquisição de outros conhecimentos Aquisição de máquinas e equipamentos Treinamentos Gasto em introdução das inovações Projeto industrial 1.8 6.3 4.6 0. Destacam-se a Alemanha.0 1.2% 44. seja para o setor de máquinas e equipamentos em específico. Quando se compara esta distribuição dos gastos inovação com a dos países europeus selecionados.043.6% 11.0% 23.2 0. ou 62.4 100.3 100.6 13.2 0.3% 439.7% 0.8 32. No setor de bens de capital. 67 .8 33.0% 31. pelo volume de P&D investido no setor de máquinas e equipamentos (5.5% 3.5% 450.2% dos investimentos em inovação para P&D.5% 0.1% 56.1% 1.7% 0.0 2.3 1.3% 14.4 72.2 88. por destinar 81.Gastos em atividades inovativas (R$ milhões) Gastos em P&D interno Gastos em P&D externo Máquinas e eq.5% 14.7% 22.2 8.9% 3.7% 0.0% 0.9% 91.2% 1. PINTEC.6% 5.0% 12.5%.193. seja para a indústria como um todo.1 100.6% 1.4 1.0% 3.1% 450. percebe-se um padrão bem distinto.2% 89.3% 0.7% 0.

TABELA 27 . VOLUME E DISTRIBUIÇÃO PERCENTUAL DOS GASTOS EM ATIVIDADES
INOVATIVAS DAS EMPRESAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL E DA INDÚSTRIA EM GERAL EM PAÍSES EUROPEUS SELECIONADOS: 2004.

Setor de máquinas e equipamentos (CNAE 29) Tipo de investimento em atividades inovativas (em milhares de Euros) Gastos em atividades inovativas Gastos em P&D interno Gastos em P&D externo Aquisição de outros conhecimentos Aquisição de máquinas e equipamentos Alemanha Espanha 8.536.000 410.816 100,00% 100,00% 5.298.000 270.051 62,10% 65,70% 497.000 31.915 5,80% 7,80% 194.000 1.681 2,30% 0,40% 1.537.000 91.405 18,00% 22,20% França 1.025.098 100,00% 832.106 81,20% 68.098 6,60% 18.251 1,80% 106.641 10,40% Itália 2.491.552 100,00% 1.190.753 47,80% 174.813 7,00% 57.277 2,30% 1.068.709 42,90% Total 12.463.466 100,00% 7.590.910 60,90% 771.826 6,20% 271.209 2,20% 2.803.755 22,50%

Indústria em geral Tipo de investimento em atividades inovativas (em milhares de Euros) Gastos em atividades inovativas Alemanha Espanha França Itália 75.526.000 6.775.967 30.074.025 16.493.480 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% Gastos em P&D interno 36.051.000 2.723.665 20.684.648 6.003.078 47,70% 40,20% 68,80% 36,40% Gastos em P&D externo 6.781.000 1.308.537 5.966.672 1.242.547 9,00% 19,30% 19,80% 7,50% Aquisição de outros conhecimentos 2.054.000 183.005 491.496 880.757 2,70% 2,70% 1,60% 5,30% Aquisição de máquinas e equipamentos 17.973.000 1.997.470 2.931.208 8.367.098 23,80% 29,50% 9,70% 50,70% Fonte: CIS4, do Eurostat, elaboração própria da equipe do projeto. Total 128.869.472 100,00% 65.462.391 50,80% 15.298.756 11,90% 3.609.258 2,80% 31.268.776 24,30%

No que tange à cooperação para a inovação, as 122 empresas líderes do setor de bens de capital são empresas que apresentam uma “taxa de cooperação” um pouco abaixo da média nacional para este tipo de empresa, que é de 37,5% (De Negri et al., 2008). Em segundo lugar na cooperação para a inovação vêm as firmas emergentes; 28% delas mantiveram algum acordo de cooperação para a inovação em 2005. Sem embargo, a TABELA 28 mostra que todas as categorias de empresas parecem cooperar muito pouco para a inovação - apenas 15% das empresas inovadoras do setor têm algum acordo -, e a forma de cooperação mais utilizada pelas empresas é a cooperação com os fornecedores; 14% das

68

empresas líderes 22% das empresas emergentes que inovaram fizeram este tipo de cooperação.

Como sabido, uma importante forma de cooperação pouco utilizada pelas empresas brasileiras é a cooperação com universidades. Em especial, conforme comentado anteriormente, o setor de bens de capital poderia se beneficiar grandemente da cooperação com a academia. Porém, no Brasil apenas 10% das empresas líderes, 8% das emergentes e 3% do total de empresas lançaram mão deste tipo de cooperação. Estes números são ligeiramente superiores à média nacional para estas categorias de empresas, que é de 8,8% para as líderes e 4,4% para as emergentes, com média 2,1% para a indústria como um todo. TABELA 28 . COOPERAÇÃO PARA INOVAÇÃO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL, POR CATEGORIA DE EMPRESA: 2005.
Tipo de empresa Subsetor Tipo de acordo Líderes Acordos de cooperação Com clientes e consumidores Com fornecedores Total Com outra empresa do grupo Com universidade / centro de capacitação Total de empresas inovadoras Acordos de cooperação Motores, bombas, compressores e eq. de transmissão (CNAE 291) Com clientes e consumidores Com fornecedores Com outra empresa do grupo Com universidade / centro de capacitação Total de empresas inovadoras 38 31% 14 11% 17 14% 8 7% 12 10% 122 100% 17 52% 3 9% 7 21% 6 18% 5 15% 33 100% Seguidoras 41 10% 9 2% 15 3% 7 2% 6 1% 431 100% 14 15% 1 1% 5 5% 2 2% 1 1% 92 100% Frágeis 22 11% 20 10% 22 11% 0 0% 2 1% 196 100% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 21 100% Emergentes 17 28% 8 13% 13 22% 0 0% 5 8% 60 100% 3 12% 3 12% 0 0% 0 0% 0 0% 26 100% Total 118 15% 51 6% 67 8% 15 2% 25 3% 809 100% 34 20% 7 4% 12 7% 8 5% 6 3% 172 100%

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Máquinas e eq. de uso geral (CNAE 292)

Máquinasferramenta (CNAE 294)

Máquinas e eq. de uso específico (CNAE 296)

8 15 22 9 54 27% 9% 22% 60% 17% 0 5 20 5 30 Com clientes e consumidores 0% 3% 20% 33% 10% 0 6 22 9 37 Com fornecedores 0% 4% 22% 60% 12% 1 3 0 0 4 Com outra empresa do grupo 3% 2% 0% 0% 1% 2 3 2 0 7 Com universidade / centro de capacitação 7% 2% 2% 0% 2% 30 165 99 15 309 Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% 100% 7 1 0 0 8 Acordos de cooperação 26% 3% 0% 0% 8% 6 0 0 0 6 Com clientes e consumidores 22% 0% 0% 0% 6% 5 1 0 0 6 Com fornecedores 19% 3% 0% 0% 6% 1 0 0 0 1 Com outra empresa do grupo 4% 0% 0% 0% 1% 3 0 0 0 3 Com universidade / centro de capacitação 11% 0% 0% 0% 3% 26 39 29 5 99 Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% 100% 6 11 0 5 22 Acordos de cooperação 18% 8% 0% 36% 10% 5 3 0 0 8 Com clientes e consumidores 15% 2% 0% 0% 3% 5 3 0 4 12 Com fornecedores 15% 2% 0% 29% 5% 0 2 0 0 2 Com outra empresa do grupo 0% 1% 0% 0% 1% 2 2 0 5 9 Com universidade / centro de capacitação 6% 1% 0% 36% 4% 33 135 47 14 229 Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% 100% Fonte: PIA, PINTEC, RAIS e SECEX, elaboração própria da equipe do projeto. Acordos de cooperação

Novamente, esta é uma realidade distinta da européia. Em geral, 21% das firmas do setor de máquinas e equipamentos e 19,5% das empresas industriais que mantiveram atividades inovativas em 2004 realizaram algum tipo de cooperação para a inovação. Em especial, respectivamente na Alemanha e na França, 25% e 35% das firmas do setor de máquinas e equipamentos realizam algum tipo de cooperação, e 19% e 17% das firmas do setor mantêm acordos de cooperação com universidades, conforme a TABELA 29 .

70

9% 100.732 12% 985 7% 1.416 4.426 100% Total 19.6% 857 5.2% 1.667 100% Itália 555 11% 164 3% 332 7% 145 3% 225 5% 4.3% 5.198 20.890 25.835 100% Espanha 418 25% 119 7% 271 16% 66 4% 112 7% 1.6% 3.1% 713 2. Tipo de acordo Setor de máquinas e equipamentos (CNAE 29) Alemanha 1.434 25% 786 13% 718 12% 536 9% 1.TABELA 29 .3% 1.266 100% 8.339 9.769 11.7% 10.5% 2.2% 3.002 5.4% 3.383 10. do Eurostat.481 100% Espanha 3.027 8.7% 3.7% 3.093 19% 5.981 38.2% 2.756 5.991 21% 1.435 100% Itália 3.976 6.777 8. elaboração própria da equipe do projeto.698 100% França 584 35% 390 23% 411 25% 238 14% 286 17% 1.800 19. COOPERAÇÃO PARA A INOVAÇÃO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL E NA INDÚSTRIA EM GERAL EM PAÍSES EUROPEUS SELECIONADOS: 2004. 71 .0% 17.550 11.383 4.0% 1.167 100% Acordos de cooperação Com clientes e consumidores Com fornecedores Com outra empresa do grupo Com universidade / centro de capacitação Total de empresas inovadoras Tipo de acordo Indústria em geral Alemanha 6.945 7.4% 32.6% 631 3.0% 1.0% 35.5% 15.546 Acordos de cooperação Com clientes e consumidores Com fornecedores Com outra empresa do grupo Com universidade / centro de capacitação Total de empresas inovadoras Fonte: CIS4.967 100% Total 2.215 18.410 15.7% 7.244 100% França 5.716 12% 14.7% 855 5.6% 1.459 10% 1.905 11.490 8.

Além da cooperação formal, sujeita no Brasil aos conhecidos problemas de apropriabilidade da inovação, fraca articulação das redes de informação, dificuldades de financiamento etc, a importância das fontes de informação para inovação fornece alguns indícios acerca das relações menos formais das empresas do setor com o sistema nacional de inovação. Neste quesito, de acordo com a TABELA 30 percebemos a importância dos clientes e consumidores como fonte de informação para a inovação.

A interação entre clientes/consumidores e fabricantes de bens de capital é fundamental, conforme já comentado, e ocorre devido às características do próprio processo produtivo do setor – um caso extremo é a produção do tipo ETO, ou a produção dos bens de capital não-seriados. Particularmente, 68% das empresas líderes do setor de bens de capital usam seus clientes e fornecedores como uma fonte muito importante para a inovação. Setorialmente, tal percentagem nunca é menor que 63% (setor de máquinas-ferramenta, CNAE 294). Em segundo lugar de importância como fonte de informação para a inovação vêm os fornecedores de máquinas e equipamentos e de insumos: 33% das empresas em geral e 38% das firmas líderes apontaram este elo do sistema de inovação como muito importante para a inovação. Considerando o viés dos gastos de inovação para a aquisição de máquinas e equipamentos, este era um resultado previsível no Brasil. Novamente, universidades e centros de pesquisa não figuram entre as fontes de informação mais importantes para a inovação, denotando a fragilidade da articulação universidade-empresa, mesmo que informal.

72

TABELA 30 .

NÚMERO DE EMPRESAS INOVADORAS QUE CONSIDERAM ALTAMENTE

IMPORTANTE AS FONTES DE INFORMAÇÃO PARA A INOVAÇÃO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL, POR CATEGORIA DE EMPRESA: 2005.

Subsetor

Fonte de informação

Tipo de empresa Líderes 33 27% 43 35% 122 100% 83 68% 46 38% 32 26% 31 25% 12 10% 20 16% 4 3% 12 10% 8 7% 122 100% Seguidoras 79 18% 180 40% 449 100% 215 50% 102 24% 74 17% 46 11% 26 6% 24 6% 17 4% 27 6% 14 3% 431 100% Frágeis 0 0% 71 35% 201 100% 110 56% 79 40% 57 29% 4 2% 7 4% 16 8% 3 2% 8 4% 4 2% 196 100% Emergentes 33 55% 15 25% 60 100% 26 43% 36 60% 7 12% 0 0% 4 7% 4 7% 0 0% 4 7% 5 8% 60 100% Total 145 17% 309 37% 832 100% 434 54% 263 33% 170 21% 81 10% 49 6% 64 8% 24 3% 51 6% 31 4% 809 100%

Fontes internas à empresa Departamento de P&D Outros Total de empresas que respondem todo o questionário

Fontes externas à empresa Clientes e consumidores Fornecedores Concorrentes Total Outra empresa do grupo Instituições de teste Aquisição de licença Centro de capacitação Empresa de consultoria Universidade Total de empresas inovadoras

73

Fontes internas à empresa Departamento de P&D Outros Total de empresas que respondem todo o questionário 8 24% 18 55% 33 100% 24 73% 8 24% 12 36% 7 21% 1 3% 7 21% 3 9% 4 12% 4 12% 33 100% 21 21% 49 49% 100 100% 51 55% 25 27% 23 25% 16 17% 10 11% 4 4% 5 5% 9 10% 2 2% 92 100% 0 0% 4 18% 22 100% 7 33% 8 38% 4 19% 0 0% 5 24% 0 0% 1 5% 1 5% 1 5% 21 100% 9 35% 6 23% 26 100% 3 12% 17 65% 3 12% 0 0% 3 12% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 26 100% 38 21% 77 43% 181 100% 85 49% 58 34% 42 24% 23 13% 19 11% 11 6% 9 5% 14 8% 7 4% 172 100%

Fontes externas à empresa Clientes e consumidores Fornecedores Motores, Concorrentes bombas, compressores e eq. de transmissão Outra empresa do grupo (CNAE 291) Instituições de teste Aquisição de licença Centro de capacitação Empresa de consultoria Universidade Total de empresas inovadoras

74

de uso geral (CNAE 292) Concorrentes Outra empresa do grupo Instituições de teste Aquisição de licença Centro de capacitação Empresa de consultoria Universidade Total de empresas inovadoras 75 .Fontes internas à empresa Departamento de P&D Outros Total de empresas que respondem todo o questionário 12 40% 9 30% 30 100% 21 70% 10 33% 4 13% 14 47% 8 27% 6 20% 0 0% 1 3% 0 0% 30 100% 31 18% 67 39% 172 100% 70 42% 39 24% 26 16% 14 8% 13 8% 9 5% 2 1% 12 7% 10 6% 165 100% 0 0% 33 33% 99 100% 57 58% 30 30% 6 6% 4 4% 2 2% 16 16% 2 2% 7 7% 0 0% 99 100% 13 87% 4 27% 15 100% 9 60% 13 87% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 15 100% 56 18% 113 36% 316 100% 157 51% 92 30% 36 12% 32 10% 23 7% 31 10% 4 1% 20 6% 10 3% 309 100% Fontes externas à empresa Clientes e consumidores Fornecedores Máquinas e eq.

Fontes internas à empresa Departamento de P&D Outros Total de empresas que respondem todo o questionário 8 30% 8 30% 26 100% 17 63% 13 48% 6 22% 1 4% 3 11% 1 4% 0 0% 3 11% 3 11% 26 100% 2 5% 11 28% 39 100% 17 44% 13 33% 5 13% 4 10% 0 0% 3 8% 4 10% 5 13% 0 0% 39 100% 0 0% 5 17% 29 100% 19 66% 24 83% 29 100% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 29 100% 1 20% 0 0% 5 100% 4 80% 1 20% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 5 100% 11 11% 24 24% 99 100% 57 57% 51 51% 40 40% 5 5% 3 3% 4 4% 4 4% 8 8% 3 3% 99 100% Fontes externas à empresa Clientes e consumidores Fornecedores Concorrentes Outra empresa do grupo Instituições de teste Aquisição de licença Centro de capacitação Empresa de consultoria Universidade Total de empresas inovadoras Máquinasferramenta (CNAE 294) 76 .

(iv) universidades e centros de capacitação. PINTEC. (ii) fornecedores. Para comparação. a TABELA 31 traz o número de empresas européias nos países selecionados que consideram muito importante as fontes de informação para inovação (i) clientes e consumidores. as empresas brasileiras de bens de capital parecem utilizar mais a articulação informal entre 77 .Fontes internas à empresa Departamento de P&D Outros Total de empresas que respondem todo o questionário 5 15% 8 24% 33 100% 21 64% 15 45% 10 30% 9 27% 0 0% 6 18% 1 3% 4 12% 1 3% 33 25 18% 53 38% 138 100% 77 57% 25 19% 20 15% 12 9% 3 2% 8 6% 6 4% 1 1% 2 1% 135 0 0% 29 57% 51 100% 27 57% 17 36% 18 38% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 3 6% 47 10 71% 5 36% 14 100% 10 71% 5 36% 4 29% 0 0% 1 7% 4 29% 0 0% 4 29% 5 36% 14 40 17% 95 40% 236 100% 135 59% 62 27% 52 23% 21 9% 4 2% 18 8% 7 3% 9 4% 11 5% 229 100% Fontes externas à empresa Clientes e consumidores Fornecedores Máquinas e eq. RAIS e SECEX. elaboração própria da equipe do projeto. de uso específico (CNAE 296) Concorrentes Outra empresa do grupo Instituições de teste Aquisição de licença Centro de capacitação Empresa de consultoria Universidade Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% Fonte: PIA. (iii) outra empresa do grupo. De fato.

404 Universidade / centro de capacitação 5% 3% 3% 2% 3% 35. Setor de máquinas e equipamentos (CNAE 29) Alemanha Espanha França Itália Total 2.306 Clientes e consumidores 39% 21% 25% 15% 26% 8.079 22.266 100.133 4. as firmas do setor – e isto é válido também para os líderes tecnológicos .001 3.clientes e fabricantes que as firmas européias. Fontes de Informação Em resumo.413 7.944 432 616 998 4.018 7. do Eurostat.167 Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% 100% Indústria em geral Fontes de Informação Alemanha Espanha França Itália Total 14. seja em comparação com as firmas líderes da indústria brasileira como um todo.726 Outra empresa do grupo 60% 55% 52% 49% 55% 503 53 134 68 758 Universidade / centro de capacitação 9% 3% 4% 3% 5% 5. Com respeito aos elos com o sistema nacional de inovação. NÚMERO DE EMPRESAS INOVADORAS QUE CONSIDERAM ALTAMENTE IMPORTANTE AS FONTES DE INFORMAÇÃO PARA A INOVAÇÃO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL E NA INDÚSTRIA EM GERAL EM PAÍSES EUROPEUS SELECIONADOS: 2004. Além disso. mesmo as firmas líderes investem muito pouco em P&D.263 Fornecedores 17% 28% 8% 14% 16% 3. o setor de bens de capital brasileiro é. seja em comparação com firmas semelhantes em países europeus. bastante dependente dos fornecedores de máquinas e equipamentos para a inovação.866 Fornecedores 23% 27% 20% 22% 23% 19.435 32. TABELA 31 .874 Outra empresa do grupo 55% 44% 51% 37% 47% 1. mas as firmas européias tendem a utilizar muito mais outras empresas do grupo como fontes de informação para a inovação que as brasileiras.784 519 458 643 3. elaboração própria da equipe do projeto. tal qual a indústria brasileira como um todo.421 7.244 15.481 17.967 14.499 939 875 2.698 1.636 3.878 46.930 11.667 4.783 26.tendem a manter relações informais com clientes/consumidores e fornecedores de máquinas e 78 .835 1.426 Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% 100% Fonte: CIS4.895 4.990 Clientes e consumidores 50% 25% 37% 20% 35% 976 474 138 675 2.645 7.627 3.

as taxas gerais de inovação são maiores para as empresas transnacionais. nesta seção analisaremos diferenças e semelhanças dos padrões e estratégias de inovação entre empresas nacionais e estrangeiras. Cabe notar que as transnacionais se concentram entre firmas líderes e seguidoras. carecem de relações mais formais de cooperação. A TABELA 32 mostra as taxas de inovação das firmas nacionais e estrangeiras. vê-se que tanto nacionais quanto estrangeiras possuem taxas de inovação bastante semelhantes.equipamentos como fonte de informação para inovação. Este quadro impõe restrições e desafios a serem superados para a elevação do nível de inovatividade do segmento no Brasil. a fim de que ele se torne efetivamente um setor no vértice do sistema nacional de inovação e difusor de inovações para o resto da economia brasileira. especialmente com universidades e centros de pesquisa. Contudo. Por isso. 5.4 DISTINÇÕES ENTRE EMPRESAS NACIONAIS E ESTRANGEIRAS Considerando a alta participação das empresas transnacionais no setor de bens de capital no Brasil. por categoria de empresas. contudo. quando se comparam líderes e seguidoras. 79 . restando apenas uma firma frágil entre as empresas de capital majoritariamente estrangeiro.

EMPRESAS NACIONAIS E ESTRANGEIRAS: 2005. os valores investidos em P&D são baixos relativamente à realidade 80 . De toda forma. TAXAS DE INOVAÇÃO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL. de acordo com a TABELA 33 as líderes nacionais investem mais recursos em P&D do que as líderes transnacionais. elaboração própria da equipe do projeto. PINTEC.TABELA 32 . mas as seguidoras investem um pouco menos.383 676 49% 493 36% 119 9% 462 33% 33 2% 28 2% 189 133 70% 109 58% 54 29% 68 36% 16 8% 14 7% 28% 0% 0% — Fonte: PIA. No tocante aos investimentos em inovação como proporção da RLV. RAIS e SECEX. Tipo de empresa Indicador Líderes Nº de empresas Nº de inovadoras de produto Total Empresas nacionais de produto novo para o mercado de processo de processo novo para o mercado de produto novo para o mercado mundial Nº de empresas Nº de inovadoras de produto Total Empresas estrangeiras de produto novo para o mercado de processo de processo novo para o mercado de produto novo para o mercado mundial 72 72 100% 72 100% 69 96% 35 49% 4 6% 9 13% 50 50 100% 50 100% 50 100% 20 40% 5 10% 14 Seguidoras Frágeis Emergentes 592 348 59% 257 43% 5 1% 212 36% 6 1% 1 0% 138 83 60% 59 43% 3 2% 48 35% 11 8% 0 659 196 30% 107 16% 9 1% 172 26% 22 3% 0 0% 1 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 60 60 100% 57 95% 36 60% 43 72% 1 2% 18 30% 0 — — — — — — — — — — — Total 1.

739 124 4. Quando se observa a distribuição dos gastos em atividades inovativas (TABELA 34 ). Novamente.55% 17 2. Contudo.21% 214 0 — 0 — Emergentes 644 49 7.56% 111 0.71% Gastos em P&D interno e externo (R$ milhões e % da RLV) RLV (R$ milhões) Total Empresas Estrangeiras Gastos em atividades inovativas (R$ milhões e % da RLV) Gastos em P&D interno e externo (R$ milhões e % da RLV) Fonte: PIA. elaboração própria da equipe do projeto.932 1.167 15.57% Frágeis 2. Mais uma vez. as firmas líderes transnacionais passam a destinar 6. TABELA 33 .28% 54 0. ESFORÇO INOVATIVO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL.157 191 1. RAIS e SECEX.60% 0 0 — 0 — Total 16.européia. quando efetuamos o expurgo dos gastos em aquisição de outros conhecimentos das líderes transnacionais desta CNAE 296.514 419 2.89% 6 0. percebe-se que as firmas líderes nacionais destinam fatia maior dos gastos em atividades inovativas para P&D do que as estrangeiras.59% 57 0.52% 36 1. Tipo de empresa Subsetor Indicador Líderes RLV (R$ milhões) Total Empresas Nacionais Gastos em atividades inovativas (R$ milhões e % da RLV) Seguidoras 10.079 160 1.639 1.58% 17.7% dos gastos 81 .54% 96 0.36% 10. cabe lembrar que o alto volume de gastos em atividades inovativas por parte das transnacionais se deve a altos gastos em aquisição de máquinas e equipamentos e aquisição de outros conhecimentos por parte de transnacionais do setor de máquinas e equipamentos de uso específico (CNAE 296).88% 37 0. e estes gastos não devem se repetir no futuro. convém lembrar que os gastos em atividades inovativas das líderes transnacionais são influenciados pelos gastos em aquisição de máquinas e equipamentos e outros conhecimentos realizados por líderes transacionais da CNAE 296 (máquinas e equipamentos de uso específico).975 56 1. EMPRESAS NACIONAIS E ESTRANGEIRAS: 2005.30% 7.356 7. PINTEC.62% 2.

8% 3.5% 9.4% 0.7% 2.6 1.0 20. Subsetor Indicador Total 419.0 5.3% 82 .5% 64.9 1.0% 100.9% 11.6% 1.2 1.5% 0.8% 8.9% 0.0 1.6 56.0% 30.7% 1.3 5.9% 13. Quanto às empresas seguidoras.7% — — 3.8% 1.5% 98.1 25.8 3.2 3.2 48.9 1.7% 3. VOLUME E DISTRIBUIÇÃO PERCENTUAL DOS GASTOS EM ATIVIDADES INOVATIVAS DAS EMPRESAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL.3% 19.8 Gastos em P&D interno 24.2 42.7% 48. Como referência.2% 2.3%).4 4. PINTEC.0 10.3 10. esta percentagem sobe para 16% . TABELA 34 .1% 3.8 — — Aquisição de outros conhecimentos Total – 37.3 34.para P&D interno.2 Aquisição de outros conhecimentos Total 1.8 117.em todo caso menor do que os números equivalentes para as líderes nacionais no setor de bens de capital (24.8 0. não há distinções relevantes entre as empresas nacionais e transnacionais no que tange à distribuição dos gastos em inovação.4 6.0 1.9 31.4 2.5 1.5 10. RAIS e SECEX.5 — — Gastos em P&D interno 4. elaboração própria da equipe do projeto.3% 4.9 2.6% 1.1 — — Gasto em introdução das inovações 7.0 25.0% — — 453.4 — — Aquisição de máquinas e estrangeiras equipamentos 41.4 11.0% 100.6 — — Gastos em P&D externo 0.0 0.0% 100.4 0.7% 6.3% Empresas 63.1% — — 93.356.6% 61.6 Gastos em atividades inovativas 100.8 Aquisição de máquinas e Nacionais equipamentos 51.2% — — 50.2 36.5% 10.0% 87.0% 82.9 0.7 2. EMPRESAS NACIONAIS E ESTRANGEIRAS: 2005.7% 18.6% 242. em média.8 57.1% 28. Tipo de empresa Líderes Seguidoras Frágeis Emergentes 123.4% — — 45.0% — — 50. quando se expurgam tanto os gastos em aquisição de outros conhecimentos quanto as aquisições de máquinas e equipamentos.2% 58.7% — — Empresas 498.8 — — Projeto industrial 4.9% 6.0 100.8% 1.5% 32.3% 18.8 190.0% 100.9 7.4% 5.1% 6.1 159.1 100.4% 5.8 77.9 15.8% 1.2% 576.1 35. os líderes tecnológicos na indústria nacional destinam 33.1% 3.7 2.1% 464.1 7.4% 44.1% 2.0% 1.8 — — Treinamentos 3.196.5% 19.5% 47.1% 5.6 4.4 Projeto industrial 10.8 3.4 1.0 Gastos em atividades inovativas 100.9% do investimento em inovação para P&D.0 Gastos em P&D externo 4.0% 53.0 18.3% 16.8 0.5 Treinamentos 4.9 Gasto em introdução das inovações 2.9% — — Fonte: PIA.

TABELA 35 . tanto firmas nacionais e estrangeiras seguidoras parecem cooperar muito pouco para a inovação. Em geral. contra 36% das líderes nacionais. Com respeito às firmas seguidoras. RAIS e SECEX. as firmas líderes transnacionais cooperaram mais que as nacionais: 55% das líderes de capital estrangeiro mantinham algum acordo de cooperação. E isto é verdadeiro também para todas as principais formas de cooperação. PINTEC. elaboração própria da equipe do projeto. COOPERAÇÃO PARA INOVAÇÃO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL. a TABELA 35 traz informações acerca da cooperação para inovação de empresas nacionais e estrangeiras. EMPRESAS NACIONAIS E ESTRANGEIRAS: 2005. Subsetor Tipo de acordo Acordos de cooperação Tipo de empresa Líderes Seguidoras Frágeis Emergentes Total 92 19% 40 8% 56 12% 2 0% 20 4% 485 100% 26 27% 11 12% 11 12% 13 14% 5 5% 95 100% 20 33 22 17 36% 14% 15% 37% 5 7 20 8 Com clientes e consumidores 9% 3% 13% 17% 8 13 22 13 Com fornecedores Total 14% 6% 15% 28% Empresas 1 1 0 0 Nacionais Com outra empresa do grupo 2% 0% 0% 0% 7 6 2 5 Com universidade / centro de capacitação 13% 3% 1% 11% 56 234 149 46 Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% 18 8 0 0 Acordos de cooperação 55% 13% — — 9 2 — — Com clientes e consumidores 27% 3% — — 9 2 — — Com fornecedores Total 27% 3% — — Empresas 7 6 — — Estrangeiras Com outra empresa do grupo 21% 10% — — 5 0 — — Com universidade / centro de capacitação 15% 0% — — 33 62 0 0 Total de empresas inovadoras 100% 100% — — Fonte: PIA.Por fim. não foram encontradas diferenças significativas. 83 .

No setor de bens de capital. 29% das firmas solicitaram patente de invenção. e 30% delas recorreram a marcas como forma de proteção. a proporção de seguidoras que solicitam registro de patente é maior que a média nacional desta categoria de firmas. Entretanto. Estes números estão em linha com o comportamento médio das firmas líderes na indústria como um todo. caso a firma seja bem-sucedida em inovar. como há muito mais firmas seguidoras que líderes. as líderes tendem a patentear mais nos setores de máquinas e equipamentos de uso geral (CNAE 292) e específico (CNAE 296) .5 APROPRIAÇÃO DOS GANHOS DA INOVAÇÃO Finalmente. 17% das firmas seguidoras que inovaram solicitaram patente de invenção. A TABELA 36 apresenta as estratégias de apropriação dos ganhos da inovação adotadas pelas firmas brasileiras do setor de bens de capital. o registro de marcas. Ainda assim.34% das líderes nestes setores solicitaram patentes de invenção. enquanto no setor de máquinas-ferramenta (CNAE 294) as líderes querem ser reconhecidas pelos consumidores através de suas marcas (58% das firmas recorrem às marcas para apropriarem-se dos ganhos de inovação). 41% solicitaram o reconhecimento de marcas. Setorialmente. que é de 9%. ela deverá decidir como se apropriar dos ganhos da inovação e se proteger da imitação. Como ocorre com o resto da indústria. As empresas líderes são as que mais recorreram a métodos de apropriação: no total. o recurso a estratégias de proteção cai bastante entre líderes e seguidoras. o número absoluto de firmas seguidoras que recorre a alguma estratégia de apropriação dos ganhos da inovação supera o das firmas líderes. segredo industrial ou o lead-time diante dos concorrentes são algumas estratégias possíveis para a apropriação destes ganhos. 19% recorreram ao segredo industrial e 12% solicitaram patente no exterior. O patenteamento.5. 84 .

de Utilizou segredo industrial transmissão (CNAE 291) Utilizou tempo de liderança Solicitou depósito de patente no exterior Dispõe de patente no exterior Total de empresas inovadoras Utilizou patentes de invenção Máquinas e eq. de uso geral (CNAE 292) Utilizou patentes de modelo de utilidade Utilizou registro de desenho industrial Utilizou marcas Tipo de empresa Líderes 35 29% 17 14% 15 12% 50 41% 7 5% 23 19% 22 18% 15 12% 23 19% 122 100% 8 23% 7 20% 1 3% 11 32% 3 10% 6 19% 8 25% 2 6% 5 15% 33 100% 10 34% 6 19% 4 12% 10 34% Seguidoras 74 17% 78 18% 44 10% 130 30% 36 8% 40 9% 17 4% 11 3% 30 7% 431 100% 13 14% 16 18% 6 6% 26 28% 5 5% 11 12% 2 2% 2 2% 11 12% 92 100% 32 20% 34 21% 23 14% 41 25% Frágeis 23 12% 21 10% 18 9% 35 18% 23 12% 6 3% 0 0% 0 0% 0 0% 196 100% 4 17% 5 22% 2 11% 8 36% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 21 100% 20 20% 16 16% 16 16% 16 16% Emergentes 5 8% 8 14% 8 14% 20 33% 0 0% 8 14% 15 25% 0 0% 0 0% 60 100% 0 0% 0 0% 0 0% 3 12% 0 0% 0 0% 3 12% 0 0% 0 0% 26 100% 0 0% 4 26% 4 26% 4 26% Total 137 17% 124 15% 86 11% 235 29% 65 8% 78 10% 54 7% 26 3% 53 7% 809 100% 24 14% 28 16% 9 5% 47 27% 8 5% 17 10% 14 8% 4 2% 16 9% 172 100% 62 20% 60 19% 47 15% 71 23% 85 . Utilizou complexidade no desenho compressores e eq. Subsetor Método de apropriação dos ganhos da inovação Utilizou patentes de invenção Utilizou patentes de modelo de utilidade Utilizou registro de desenho industrial Utilizou marcas Utilizou complexidade no desenho Total Utilizou segredo industrial Utilizou tempo de liderança Solicitou depósito de patente no exterior Dispõe de patente no exterior Total de empresas inovadoras Utilizou patentes de invenção Utilizou patentes de modelo de utilidade Utilizou registro de desenho industrial Utilizou marcas Motores. POR CATEGORIA DE FIRMA: 2005.TABELA 36 . ESTRATÉGIAS PARA A APROPRIAÇÃO DOS GANHOS DA INOVAÇÃO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL. bombas.

RAIS e SECEX.1 20 19 0 3% 12% 19% 0% 6 10 2 5 Utilizou segredo industrial 19% 6% 2% 31% 6 8 0 4 Utilizou tempo de liderança 19% 5% 0% 26% 0 5 0 0 Solicitou depósito de patente no exterior 0% 3% 0% 0% 0 9 0 0 Dispõe de patente no exterior 0% 6% 0% 0% 30 165 99 15 Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% 6 5 0 1 Utilizou patentes de invenção 24% 13% 0% 20% 0 3 0 1 Utilizou patentes de modelo de utilidade 0% 6% 0% 20% 0 2 0 1 Utilizou registro de desenho industrial 0% 6% 0% 20% 15 21 0 5 Utilizou marcas 58% 54% 0% 92% 1 5 0 0 Utilizou complexidade no desenho Máquinas4% 12% 0% 0% ferramenta 4 3 0 0 (CNAE 294) Utilizou segredo industrial 14% 9% 0% 0% 3 1 0 0 Utilizou tempo de liderança 12% 3% 0% 0% 3 0 0 0 Solicitou depósito de patente no exterior 10% 0% 0% 0% 6 4 0 0 Dispõe de patente no exterior 22% 9% 0% 0% 26 39 29 5 Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% 11 24 0 4 Utilizou patentes de invenção 34% 18% 0% 25% 5 24 0 4 Utilizou patentes de modelo de utilidade 15% 18% 0% 25% 10 13 0 4 Utilizou registro de desenho industrial 32% 9% 0% 25% 14 42 12 8 Utilizou marcas 44% 31% 25% 57% 1 6 3 0 Máquinas e eq. elaboração própria da equipe do projeto. Utilizou complexidade no desenho 4% 5% 7% 0% de uso específico 8 16 3 4 Utilizou segredo industrial (CNAE 296) 23% 12% 7% 25% 5 6 0 8 Utilizou tempo de liderança 15% 4% 0% 57% 10 4 0 0 Solicitou depósito de patente no exterior 31% 3% 0% 0% 12 6 0 0 Dispõe de patente no exterior 38% 4% 0% 0% 33 135 47 14 Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% Fonte: PIA. Utilizou complexidade no desenho 40 13% 22 7% 18 6% 5 2% 9 3% 309 100% 12 12% 4 4% 3 4% 41 41% 6 6% 7 7% 4 4% 3 3% 9 9% 99 100% 39 17% 33 14% 27 12% 76 33% 11 5% 31 13% 19 8% 14 6% 18 8% 229 100% 86 . PINTEC.

Por exemplo.341 23% 2.094 36% 5. pode-se suspeitar que esta elevada proporção de firmas que solicitam patentes seja uma combinação destes dois fatores citados acima.690 34% 718 14% 700 14% 4.667 100% Itália 1. Segundo. talvez indicando um maior grau de inovatividade das inovações neste setor.451 24% 14.766 47% 1.798 20% 3. Contudo.551 39% 2. considerando os demais indicadores de inovação mostrados neste trabalho. chama a atenção o fato de que no setor de máquinas e equipamentos a proporção de firmas que solicitaram patentes é maior do que no Brasil. Métodos de apropriação Patentes submetidas Projetos industriais registrados Marcas Registradas Total de empresas inovadoras Setor de máquinas e equipamentos (CNAE 29) Alemanha 2.967 100% Total 5. em todos os países a proporção das firmas inovadoras que solicitam patente no setor de máquinas e equipamentos é maior que no resto da economia. maior o incentivo a protegê-la da imitação – ou se consiste em um indício do menor custo para proteger a inovação na Europa. Primeiro.Para comparação. ESTRATÉGIAS PARA A APROPRIAÇÃO DOS GANHOS DA INOVAÇÃO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL E NA INDÚSTRIA EM GERAL. a TABELA 37 mostra o uso dos métodos de apropriação dos ganhos da inovação em países europeus. até mesmo quando se toma por referência as firmas líderes.167 100% 87 . mais de 40% das firmas do setor que inovaram solicitaram patentes.698 100% França 705 42% 448 27% 390 23% 1. EM PAÍSES EUROPEUS SELECIONADOS: 2004. na Alemanha e na França. TABELA 37 .835 100% Espanha 390 23% 291 17% 267 16% 1. Se isto é um indicador de maior grau de inovatividade do setor naqueles países – no sentido em que quanto mais relevante a inovação. isto é uma questão para estudos futuros.

elaboração própria da equipe do projeto.004 28% Espanha 2.435 32. analisaremos os investimentos gerais em ativos tangíveis realizados por estas empresas. na PIA. esses investimentos foram um pouco menores.832 21% Total de 35.426 empresas 100% 100% 100% 100% 100% inovadoras Fonte: CIS4. de 44.035 20% 20.903 9% 5.Métodos de apropriação Patentes submetidas Projetos industriais registrados Marcas Registradas Indústria em geral Alemanha 10. ainda segundo o GRÁFICO 9.691 24% 10. No setor de bens de capital.266 100. do Eurostat. em torno de 5.27% do investimento total).481 17. um percentual bem maior que a média da indústria. iii) 88 . Nesta seção.516 23% Itália 5. Contudo.236 16% Total 22. Em 2005.928 31% 8.6 INVESTIMENTO E FINANCIAMENTO AO INVESTIMENTO E ÀS EXPORTAÇÕES Até o momento.8% do faturamento total da indústria (GRÁFICO 9).1%. 5. focalizamos os investimentos das firmas do setor de bens de capital em inovação e especialmente em P&D.076 12% França 4.970 23% 20. os investimentos em ativos tangíveis são divididos em quatro categorias: i) terrenos e edificações.394 14% 3.463 17% 2.001 32% 3. e também a fonte de financiamento deste investimento. ii) máquinas e equipamentos. Devemos lembrar que.244 15.440 20% 2. os investimentos em ativos tangíveis realizados pela indústria brasileira (pelas empresas com mais de 30 pessoas ocupadas) chegaram a 5.185 27% 5. estes investimentos foram destinados em maior parte para a aquisição de máquinas e equipamentos (72.4% do faturamento do setor.

A grande participação da aquisição de máquinas e equipamentos nos investimentos do setor provavelmente indica que o setor aproveitou a conjuntura favorável para priorizar os investimentos na atualização tecnológica e modernização do parque produtivo em relação à ampliação da capacidade produtiva.% do total 72.80% 5. elaboração própria da equipe do projeto. Percebe-se. a partir da TABELA 38 .00% 44.60% 5. até mesmo devido ao maior porte – como também são também as que mais investiram em máquinas e equipamentos em relação ao total investido (a única exceção setorial é o setor de Máquinas-ferramenta). RAIS e SECEX. o que teria denotado uma participação maior dos terrenos e edificações no investimento total. . PINTEC.00% 0. GRÁFICO 9. INVESTIMENTOS COMO PROPORÇÃO DO FATURAMENTO E INVESTIMENTOS EM MÁQUINAS COMO PROPORÇÃO DO INVESTIMENTO TOTAL: INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO E SETOR DE BENS DE CAPITAL: Investimento/Faturamento 5.meios de transporte.80% 5. que as empresas líderes não apenas foram as que mais investiram em média – em torno de R$ 5 milhões. 89 .39% Investimento em máquinas e eq.20% 5.40% 5.00% Indústria total Indústria total Bens de Capital Bens de Capital 5. iv) outros investimentos.10% 60.27% 80. A TABELA 38 detalha os indicadores de investimentos por setor e por categoria de firmas.00% 40.00% 20.00% Indústria total Indústria total Bens de Capital Bens de Capital Fonte: PIA.

637.657 36.43% 51.911 361.3% do investimento do setor.930.894 62.294 384.477.224.043.555 48% 107 383.657.988. ou R$ 602 mil em média.441 443.50% 2.629.159.446 42% 158 7.134. as emergentes investiram R$ 36. nas quais os investimentos em ativos intangíveis e em P&D são bastante relevantes.181 738.626.717 5. 8 milhões) segundo a PIA é praticamente o mesmo dos investimentos em P&D (R$ 15.896 6% 95.205 1. o único setor que se diferencia dos demais pela alta participação das seguidoras no total investido (85%) é o setor de Máquinas e equipamentos de uso específico (CNAE 292).843 5.171 4. de firma (R$) transmissão Investimento em (CNAE 291) máquinas e equipamentos (R$) % do investimento total 122 Seguidoras 730 Frágeis 660 Emergentes 60 Total 1.053 343.349. respectivamente.97% 235.485.880. Quando se consideram os investimentos totais.227 46% 26 997.905.312 30.751 14.026.694.823.372.264 3.048.172.369 80% 1.648 331.549. % do faturamento compressores Investimento médio por e eq.99% 4.70% 11. POR CATEGORIA DE EMPRESA: 2005 Tipo de empresa Subsetor Indicador Líderes N° de firmas Faturamento (R$) Investimento Total (R$) % do faturamento Investimento médio por firma (R$) Investimento em máquinas e equipamentos (R$) % do investimento total N° de firmas Faturamento (R$) Motores.121. as 122 líderes tecnológicas do setor respondem por 39% do total de R$ 1. É interessante notar que as empresas emergentes.631.483 1.941 3.97% 1.639.39% 3.213 72% 33 6.108 45% 90 .742.879.053 4.262.56 bilhões investidos pelo setor em 2005.790.518.225. TABELA 38 .568.611 653.93% 5. A este respeito.833 307.272 71% 602. INVESTIMENTOS DAS EMPRESAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL.Com efeito.442 54% 324 Total 122.26% 5.809 856. o volume de investimentos em máquinas e equipamentos (R$ 16.930 228.801.545 20.572 11.571 4% 2.6% do total e as firmas frágeis e emergentes.864.842.087.815 6.495 5.172.266.382.8 milhões) segundo a Pintec.777 21.937 613.025 16.608 36. Investimento Total (R$) bombas. realizaram 4% e 2.280.062.1 milhões.079.759 851. As 730 seguidoras responderam por 54.52% 4.

579.074 5.919 342. aliado às deficientes capacidades inovativas.691.93% 7. Além da análise dos investimentos em si.03% 1.211.129 372.971 3.109 32.576 26.396. estas firmas investiram apenas R$ 95 mil.702 4.122 56% 205 15 75.70% 1.521 87.591 317.492 1.566.301 3.087.Máquinas e eq.027 100% 14 578 10.031 56% 84% 50% 39% % do investimento total Fonte: PIA.26% 662.534.930 46% 26 1.758.878 3.525.715 19.886.55% 1.634 104. Em média.359.287 16.055 34.310.564 1. dos quais 48% foram destinados às máquinas e equipamentos.430 3.176.991 157.273 70% 181 2.850 47% 489 8.583.907 36% 33 2.491.454.817 41. PINTEC.477 149.675 29.253 0.249. elaboração própria da equipe do projeto.794 90.689.014 3.099.477 15.836.953.077.29% 1.377.249.722.887.62% 657.211 60% Máquinasferramenta (CNAE 294) Máquinas e eq.07% 525.757 321.819 78. pode impor uma restrição à atualização tecnológica destas firmas.96% 3.279 74% 73 1.108.605 143.980.941 4.045 262.640 406.995 30.107.68% 644.696 2.365.862 235.027 0. é interessante notar como estes investimentos são financiados.003.80% 3.836.148.257.163.851 63.445.598 12% 5 49.236 135.29% 28. de uso específico (CNAE 296) 4.474.774.558.137.45% 22.186 4. O BNDES é uma importante fonte de 91 .326.826 5.781.668.465 53% 77 123.338.411.093. Por fim.502.873.55% 749.008 262 271 7. de uso geral (CNAE 292) N° de firmas Faturamento (R$) Investimento Total (R$) % do faturamento Investimento médio por firma (R$) Investimento em máquinas e equipamentos (R$) % do investimento total N° de firmas Faturamento (R$) Investimento Total (R$) % do faturamento Investimento médio por firma (R$) Investimento em máquinas e equipamentos (R$) % do investimento total N° de firmas Faturamento (R$) Investimento Total (R$) % do faturamento Investimento médio por firma (R$) Investimento em máquinas e equipamentos (R$) 30 969.333.507.580.022 3.947 143.630 10. RAIS e SECEX.601 194. cabe salientar o pequeno volume de investimentos das firmas frágeis.367.663 6.983.794 70% 237 73.808. Este baixo nível de investimentos.103.57% 89.174 11. Sem dúvida.832 38.577.

enquanto a média das empresas industriais é de 38%. PERCENTUAL DAS EMPRESAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL QUE RECEBERAM FINANCIAMENTO DO BNDES: 1996-2006. Este era um resultado esperado. Porcentagem de empresas financiadas 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Líderes Seguidoras Frágeis Emergentes Total 25% 15% 63% 49% 39% 92 . dada a tradição do BNDES de financiar empresas de grande porte. especialmente. e mais alta para as líderes (63%) e seguidoras (49%). quando se desagrega esta cobertura por categoria de empresa. e as maiores empresas do setor estão classificadas exatamente como líderes ou seguidoras. o que naturalmente estimula a demanda do setor. Contudo. A partir do GRÁFICO 10.financiamento para a indústria brasileira e. pode-se afirmar que o BNDES provê cobertura ao setor relativamente de acordo com a média da indústria: 39% das empresas do setor obtiveram financiamento junto ao BNDES entre 1996 e 2006. GRÁFICO 10. vê-se que é a cobertura do BNDES é mais baixa para as firmas frágeis (25%) e emergentes (15%). a indústria de bens de capital tanto utiliza o BNDES para financiar seu próprio investimento quanto os seus clientes financiam seus investimentos junto ao banco.

7 35. Este padrão se repete em todos os setores exceto no setor de máquinas e equipamentos de uso geral (CNAE 292). PINTEC.7 Líderes Seguidoras Frágeis 131. 93 . elaboração própria da equipe do projeto.8 3065. segmento no qual as firmas seguidoras tem destacada presença no investimento total do setor. PIA. RAIS e SECEX. especificamente neste setor as firmas seguidoras captaram 87% dos recursos destinados ao setor pelo BNDES. que correspondem a 66% do montante total destinado ao setor.Valor contratado 5000 4500 4000 3500 3000 2500 2000 1500 1000 500 0 Milhares 4646.6 1413. Tanto a TABELA 39 quanto o GRÁFICO 10 mostram que as firmas líderes contrataram valores maiores junto ao banco. Com efeito. A tabela a seguir detalha a distribuição dos empréstimos junto ao BNDES entre as categorias de firmas e os setores.8 Emergentes Total Fonte: BNDES.

131 Frágeis 660 167 25% 35.764 2. Subsetor Indicador N° de firmas Nº de firmas com acesso ao BNDES % do total de firmas Valor contratado (R$mil) % do total contratatado pelo setor N° de firmas Nº de firmas com Motores.3% 271 47 17% 8.037 Seguidoras 730 359 49% 1. PINTEC.722 Emergentes 60 9 15% 131.115 63. acesso ao BNDES de uso % do total de firmas específico Valor contratado (CNAE 296) (R$mil) Tipo de empresa Líderes 122 76 63% 3.602.003.646.124 3.0% 5 4 80% 526 0.8% 31. PIA. compressores % do total de firmas e eq.9% 77 17 22% 9.162.7% 237 122 52% 506.836 86. acesso ao BNDES bombas.8% 100% pelo setor Fonte: BNDES.413.0% 262 104 40% 178.604 1. elaboração própria da equipe do projeto.312 100% 578 165 29% 205.637 66.898 9.721 0.0% 33 26 78% 1.TABELA 39 .234 36.436 Total % do total contratatado 59.572 611 39% 4.272 0. DISTRIBUIÇÃO DOS EMPRÉSTIMOS JUNTO AO BNDES ENTRE AS CATEGORIAS DE FIRMAS E OS SETORES.4% 15 0 0% 0 0.0% 324 145 45% 1.837 100.691 0. 1996-2006.3% 33 16 48% 959.8% 26 3 10% 6.4% 158 89 56% 661.513 6.9% 73 44 61% 67.3% 30 14 46% 18.6% 0.8% 7.065.0% 205 75 36% 12.547 Total 1.1% 14 3 18% 124. RAIS e SECEX. de Valor contratado transmissão (R$mil) (CNAE 291) % do total contratatado pelo setor N° de firmas Nº de firmas com acesso ao BNDES Máquinas e eq.2% 26 21 81% 925. 94 .714 30. de uso geral % do total de firmas Valor contratado (CNAE 292) (R$mil) % do total contratatado pelo setor N° de firmas Máquinasferramenta (CNAE 294) Nº de firmas com acesso ao BNDES % do total de firmas Valor contratado (R$mil) % do total contratatado pelo setor N° de firmas Nº de firmas com Máquinas e eq.835.8% 107 28 26% 5.587 92.231 100% 489 215 44% 1.857 100% 181 86 48% 1.

6% de seus gastos em P&D contam com apoio público.. as seguidoras são as empresas que conseguem a maior cobertura do setor público para P&D: 8%.4% 0. elaboração própria da equipe do projeto. Por seu turno. ficando com 88. GRÁFICO 11. firmas frágeis e emergentes. No setor de bens de capital. são as menos apoiadas pelo governo no que tange ao financiamento de P&D. Isto evidencia a falta de mecanismos – tanto públicos quanto privados – para financiar projetos inovadores.6% 95% 5% 3% Líderes Seguidoras Próprio Privado Frágeis Público Emergentes Fonte: BNDES. As firmas líderes.3% do total destinado pelo governo para P&D no setor. 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Milhões 99% 92% 97% 8% 0. 95 . as firmas inovadoras do setor financiam mais de 90% de seus gastos em P&D com recursos próprios. novamente. receberam apoios do governo equivalentes a 5% e 3% dos gastos totais em P&D. RAIS e SECEX. esta realidade se repete. FONTE DOS RECURSOS INVESTIDOS EM INOVAÇÃO DAS EMPRESAS INOVADORAS NO SETOR DE BENS DE CAPITAL. PIA.É sabido que na indústria brasileira as firmas dependem sobremaneira dos recursos próprios para inovar. POR CATEGORIA DE EMPRESA (%): 2005. respectivamente. como mostrado no GRÁFICO 11. pois apenas 0. PINTEC. que financiam 99% do seu P&D com recursos próprios. Por outro lado. De fato.

324 467 394 2. e 24-26% dos recursos do programa Proex equalização. o Proex equalização consiste no pagamento. esta é uma realidade bem diversa da vivida nos países europeus. Financiamento do Governo Total 29. TABELA 40 .347 4. O setor só perde para o segmento de agribusiness.835 1.011 14. do Eurostat.967 100% 100% 100% 100% 100% Indústria em geral Alemanha Espanha França Itália 6.244 15. por exemplo.266 Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% Fonte: CIS4.435 32. que responde pela grande maioria das operações de crédito. por parte do Tesouro Nacional.698 1. EM PAÍSES EUROPEUS SELECIONADOS: 2004.134 Empresas apoiadas 18% 28% 26% 44% 35.840 4.332 29% 100. 96 .Mais uma vez. EMPRESAS INOVADORAS QUE RECEBERAM SUPORTE PÚBLICO PARA A INOVAÇÃO. elaboração própria da equipe do projeto.167 5.481 17. mais de 20% das empresas do setor de máquinas e equipamentos contaram em 2004 com suporte público para a inovação.12 Ao setor de máquinas e equipamentos foram destinados 12% em 2007 e 13% entre janeiro e setembro de 2008 dos recursos totais do programa Proex financiamento.366 23% 28% 24% 48% 32% 14. a TABELA 40 mostra que na Alemanha e na França. Apesar de não ser diretamente comparável com as estatísticas brasileiras. da diferença maior entre os encargos pactuados com o financiador e os custos de operação semelhante no mercado internacional.667 4. Por sua vez. e pode ocorrer tanto na modalidade de supplier’s credit (financiamento ao exportador) quanto na de buyer’s credit (financiamento ao comprador no exterior). Financiamento do Governo Empresas apoiadas Total de empresas inovadoras Setor de máquinas e equipamentos (CNAE 29) Alemanha Espanha França Itália Total 4. É interessante notar como a distribuição das firmas beneficiadas pelo programa Proex financiamento em relação ao porte das empresas é relativamente 12 Ambas as modalidades de financiamento ocorrem na fase pós-embarque.426 100% No tocante ao financiamento das exportações. O Proex financiamento é uma operação ordinária de crédito para exportação a taxas de juros comparáveis com o mercado internacional.551 1. os gráficos a seguir trazem informações sobre o Proex nas categorias Financiamento e Equalização.

GRÁFICO 14. DISTRIBUIÇÃO DO PORTE DAS EMPRESAS BENEFICIADAS PELO PROEX FINANCIAMENTO. Fonte: MDIC 97 . médias e pequenas empresas no setor de máquinas e equipamentos.equânime entre grandes. GRÁFICO 13. GRÁFICO 12. DISTRIBUIÇÃO DOS RECURSOS DO PROEX FINANCIAMENTO DE ACORDO COM OS SETORES: 2007 E 2008 (ATÉ SET). DISTRIBUIÇÃO DOS RECURSOS DO PROEX FINANCIAMENTO DE ACORDO COM OS SETORES: 2007 E 2008 (ATÉ SET). DE ACORDO COM OS SETORES: 2008 (ATÉ SET).

e pudemos constatar que naqueles países a indústria de bens de capital apresenta um desempenho inovativo acima da média. a indústria brasileira de bens de capital. Deste modo. liderando projetos em inovação. mas parcerias estratégicas com os clientes e fornecedores. que ela dispõe nas economias mais inovadoras e desenvolvidas. tivemos o cuidado de comparar a indústria brasileira de bens de capital com a realidade do setor em países europeus. interagindo com universidades. após um período de profunda reestruturação produtiva nos anos 90. 98 . do ciclo de investimentos ou de promoção às exportações -. e investindo mais em P&D do que os outros setores. os investimentos em P&D e parcerias com universidades são cruciais para a elevação do grau de inovatividade do setor. para investir em inovação como arma competitiva? Vimos que na indústria de bens de capital a escala de produção é importante para a acumulação de conhecimento – e esta depende. sabemos que a indústria brasileira de bens de capital não tem a mesma relevância. pela própria dinâmica produtiva do setor. Como o modelo de inovação no setor em países onde esta indústria é relevante se baseia em C. também são fundamentais.6.COMENTÁRIOS FINAIS E IMPLICAÇÕES DE POLÍTICAS PARA O SETOR Do ponto de vista produtivo e do posicionamento de mercado. seja do ponto de vista da inovação. seja do ponto de vista produtivo. soube aproveitar em certa medida o ciclo de investimentos e de redução da volatilidade econômica vivido a partir do segundo semestre de 2003 até o segundo semestre de 2008.T&I. em última instância. os fornecedores especializados são catalisadores da inovação em toda a economia. Todavia. Nestes países. a pergunta que norteou este relatório foi: as empresas de bens de capital no Brasil aproveitaram o bom momento econômico para investir em estratégias que levem à acumulação de conhecimento. Ao longo deste relatório. eles alteram a curva de possibilidades de produção e ocupam o vértice do sistema nacional de inovação.

e antecipação de créditos tributários incidentes sobre investimentos foram instituídas pela chamada “Lei do Bem” e outros dispositivos legais. qualquer política voltada para a modernização produtiva ou ampliação dos investimentos estimula o setor de bens de capital. da média nacional. 99 . o setor investe em média 0. Com respeito à tributação. por exemplo. tributação e proteção à indústria doméstica. Nos últimos anos. quando não abaixo. Com respeito ao último ponto. a resposta à indagação que motivou este relatório é. as líderes tecnológicas do setor acreditam mais na inovação como estratégia competitiva que a média nacional. mas elas não se destacam com respeito às líderes na indústria brasileira como um todo.No Brasil. infelizmente. medidas hoje atualmente no âmbito da PDP estipulando a depreciação acelerada. Com efeito. o Brasil vem empenhando diversos esforços para desonerar investimentos. As políticas públicas voltadas para o segmento se tradicionalmente se baseiam no trinômio financiamento. O setor figura entre as prioridades da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP). Neste sentido. Por exemplo. data de 1964. É pouco para um setor supostamente difusor das inovações e indutor do progresso técnico.o Finame do BNDES. não.66%) e responde por menos de 2% do total dos investimentos em P&D no Brasil.39% da receita líquida de vendas em P&D (a média nacional é de 0. Contudo. o fato é que a performance de inovação e os investimentos em atividades inovativas estão de acordo com. sobretudo para firmas tipicamente exportadoras. a despeito de algumas empresas terem reconhecida liderança mundial e realmente competirem com base em inovação e diferenciação de produtos. pois estimula sua demanda. Ao longo de sua história econômica o Brasil sempre teve políticas públicas voltadas para o setor de bens de capital . Naturalmente. esta ainda subsiste em menor grau devido às políticas de extarifário.

vimos também que o setor tem participação considerável nos recursos do Proex. Assim. que o resto dos setores industriais. deixando o apoio à inovação em segundo plano ou a cargo de políticas horizontais. no futuro. o apoio governamental historicamente se concentrou no apoio à produção e comercialização dos bens de capital. No tocante às exportações. em parte devido à estrutura tributária em cascata. em muitos casos. deve-se estimular especificamente o acúmulo de capacidades inovativas e desenvolvimento de projetos. pois isto terá um impacto não só neste setor. no que tange ao aprendizado tecnológico. este tem melhorado sensivelmente nos últimos anos. mas na produtividade e inovação de toda a economia. este setor é especial no sistema nacional de inovação. o escopo dos beneficiários das medidas é muito limitado. à queda nas taxas de juros e orientação do governo – a ampliação e reestruturação do Finame é um exemplo. o Brasil ainda é conhecido como um país que tributa investimentos e exportações. Quanto ao financiamento.o êxito destas políticas tem sido parcial. Não deve ser assim. Acumular tais capacidades pode representar. 100 . Sem embargo. um salto competitivo neste segmento tão importante para a inovação. o setor de bens de capital padece das mesmas carências. Contudo. Como mostramos. devido à ampliação da oferta de crédito. tanto para a produção quanto para a comercialização.

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