Estudos

Inovação
Setoriais de

Indústria de Bens de Capital

AGÊNCIA BRASILEIRA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL

Projeto: Estudo sobre como as empresas brasileiras nos diferentes setores industriais acumulam conhecimento para realizar inovação tecnológica

Relatório Setorial:

INDÚSTRIA DE BENS DE CAPITAL

Pesquisadores: Bruno Araújo (IPEA)

Belo Horizonte, Fevereiro de 2009

1

.SUMÁRIO

1.  INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 3  2 .INTERAÇÕES ECONÔMICAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL ............................................ 6  3. O SETOR DE BENS DE CAPITAL: BREVE HISTÓRICO, DESEMPENHO RECENTE E CONTEXTO INTERNACIONAL ............................................................................................................ 14  3.1 BREVE HISTÓRICO................................................................................................... 14  3.2 CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS E DESEMPENHO DA INDÚSTRIA BRASILEIRA BENS DE CAPITAL EM PERÍODO RECENTE (1996-2006) .................................................................. 16  4. EMPRESAS LÍDERES NO SETOR DE BENS DE CAPITAL ................................................... 38  5.  INOVAÇÃO E INTEGRAÇÃO DAS FIRMAS COM O SISTEMA DE INOVAÇÃO .......................... 46  5.1 O PROCESSO E O GERENCIAMENTO DA INOVAÇÃO NA INDÚSTRIA DE BENS DE CAPITAL .. 49  5.2 INOVAÇÃO NA INDÚSTRIA DE BENS DE CAPITAL, A PARTIR DAS PESQUISAS DE INOVAÇÃO 52  5.3 ESTRATÉGIAS DE INOVAÇÃO .................................................................................... 63  5.4 DISTINÇÕES ENTRE EMPRESAS NACIONAIS E ESTRANGEIRAS ...................................... 79  5.5 APROPRIAÇÃO DOS GANHOS DA INOVAÇÃO................................................................ 84  5.6 INVESTIMENTO E FINANCIAMENTO AO INVESTIMENTO E ÀS EXPORTAÇÕES .................... 88  6.COMENTÁRIOS FINAIS E IMPLICAÇÕES DE POLÍTICAS PARA O SETOR ............................... 98  7. REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 101 

2

seja em processo. Assim. compressores e equipamentos de transmissão. sem os quais este trabalho não teria sido possível. estão sob análise os seguintes setores segundo a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 1. Gustavo Alvarenga e Calebe Figueiredo. bem como a ênfase histórica de políticas governamentais neste segmento. mas quando num bar ou restaurante.1. INTRODUÇÃO1 Conceitualmente. Heitor Gama. sob a denominação de bens de capital estão agrupados diversos bens: afinal.Fabricação de outras máquinas e equipamentos de uso específico. Geovane Lopes. catalisador de inovações e do crescimento da produtividade. sem que haja transformação dos mesmos (a exemplo do que ocorre com os insumos). 3 . justificam-se pelo fato deste setor ser difusor de progresso técnico. bombas. enquanto que para uma família ele é considerado um bem de consumo durável. uma mesma geladeira. Ou ainda. seja em produto. O estudo do setor de bens de capital. a rigor o que define um bem como bem de capital é sua utilização contínua em processos produtivos. 292 . 1 O autor agradece os comentários de Fernanda De Negri. e é profundamente grato ao apoio estatístico de Patrick Alves. Naturalmente. pode ser considerada um bem de capital.0): 291 Fabricação de motores. Quase nunca se inova.Fabricação de máquinas e equipamentos de uso geral. e 296 . quando numa residência. o foco do presente estudo consiste nos bens de capital de uso exclusivo em processos produtivos. Edson Domingues e Pedro Amaral. é um bem de consumo durável. recorrendo a um exemplo comumente citado. Eric Jardim. um mesmo veículo pode ser considerado um bem de capital para uma empresa de serviços gerais. Sem embargo.Fabricação de máquinas-ferramenta. erros e omissões são de responsabilidade exclusiva do autor. sem a aquisição de novas máquinas ou equipamentos. Utilizando um exemplo simples. 294 . João De Negri e Lenita Turchi.

Não raro.Engineering. enquanto na fabricação de bens de capital sob encomenda as economias dinâmicas (aprendizado e repetição) são cruciais. ou sob encomenda. Por outro lado. intensiva em escala (scale intensive) enquanto a fabricação de bens de capital sob encomenda demanda trabalho especializado e pode originar suas próprias rotas tecnológicas (science based). é crucial para a agregação de valor a busca de sinergia com empresas de EPC . Para os fornecedores de bens de capital sob encomenda. o papel do cliente na produção dos bens de capital não-seriados não se restringe às adaptações dos produtos.Do ponto de vista macroeconômico. os fatores-chave para a competitividade e o processo de acumulação de conhecimento nestes dois segmentos são bem distintos: para os produtores de bens de capital seriados. sem grande especificidade com respeito ao comprador. Contudo. As máquinas seriadas são produzidas em larga escala. em parte. os bens de capital se dividem em bens seriados e especiais. Procurement and 4 . uma montadora de automóveis ou uma siderúrgica. a fabricação de bens de capital seriados é. Por exemplo. muitas vezes o próprio projeto é desenvolvido com o cliente. a escala de produção é muito importante. como uma usina elétrica. há características que os aproximam também às outras categorias desta classificação. uma vez que tradicionalmente parte multiplicador “vaza” para as importações nos ciclos de crescimento. os bens de capital não-seriados são produzidos especialmente para um determinado comprador. Por isso mesmo. Em relação ao processo produtivo. o desenvolvimento do setor de bens de capital contribui para o alívio da restrição externa ao crescimento: quanto menor for a elasticidade renda das importações – e os bens de capital são um forte componente desta elasticidade – menor será esta restrição externa ao crescimento. Segundo a taxonomia de Pavitt (1984). Naturalmente. Alem e Pessoa (2005) ressaltam a importância do desenvolvimento do setor para o aumento do efeito multiplicador do investimento. o setor de bens de capital é o setor dos specialised suppliers.

este relatório tem por objetivo estudar o processo de acumulação de conhecimento e inovação no segmento de bens de capital . 5 . contratação. segmento que presta serviços a grandes empresas que contratam bens de capital sob encomenda. Na seção 5 é dada atenção especial ao financiamento ao investimento. a principal parte deste trabalho. a próxima seção traz uma breve descrição das interações econômicas do setor de bens de capital com o resto da economia. Entretanto. Para isto. enquanto a seção 3 contém um breve histórico do setor no Brasil e um balanço do desempenho do setor nos últimos anos.Construction –. a seção 6 tece os comentários finais e analisa as implicações de política do estudo. Feitas estas considerações iniciais. e assumem a responsabilidade por todo o projeto (engenharia. sendo. à inovação e às exportações neste segmento. a fim de superar os desafios competitivos presentes neste segmento. grandes desafios para os epecistas brasileiros são a falta condições de financiamento competitivas internacionalmente e maior capacidade de engenharia. Finalmente. portanto. A seção 4 caracteriza as empresas líderes do setor e estuda a dinâmica de acumulação de conhecimento no setor. execução etc).com foco preferencial nas empresas-líderes capazes de acumular conhecimento e difundir inovações -.

e as exportações. Vale lembrar que as vendas intermediárias de máquinas e equipamentos são representativas apenas para o sub-setor de “manutenção e reparos”. A demanda intermediária concentra-se apenas nos próprios setores. Máquinasferramentas e Máquinas de uso específico) representam cerca de 70% da FBCF em máquinas e equipamentos. as vendas setoriais do setor de bens de capital foram decompostas em 4 categorias para a demanda final: exportações. Os dados indicam que o principal demandante de bens de capital é a formação bruta de capital fixo (FBCF). A TABELA 1 apresenta a decomposição das vendas nessas categorias. respectivamente.INTERAÇÕES ECONÔMICAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL Para a análise das interações econômicas do setor. representando 18.2 . Para Máquinas de Uso Geral e Maquinas de Uso Específico as exportações são menos significativas. e mostra-se pouco relevante. Assim. que não está em foco neste estudo.4 e 16% da demanda. 6 . formação bruta de capital fixo (investimento) e outras demandas (consumo do governo e variação de estoques). alcançando uma participação mais importante (10. consumo das famílias. acima de 60% da demanda total. que compõe a formação bruta de capital fixo (FBCF) da economia. para o qual as exportações representam 27% da demanda. Máquinas de uso geral. Vale lembrar que quase 17% da FBCF brasileira é composta por Máquinas e Equipamentos. representando cerca de 30% da demanda do setor.4%) apenas para as máquinas de uso específico. Um indicador similar é observado para Máquinas-Ferramenta. e a participação nacional nesse componente é de cerca de 80%. A demanda intermediária corresponde ao consumo de todos os setores produtivos da economia. Os dados indicam que os quatro setores de bens de capital estudados (Motores. As exportações são mais significativas para Motores. o principal destino da produção de máquinas é o investimento das empresas.

98 10.00 7. entretanto.00 2. uma vez que as vendas intermediárias e as vendas inter-setoriais entre os quatro setores não são significativas.00 71.0 -0.019 0.014.044.518.575.20 0.86 62.016 0.079.219.59 -1.015 0. Percebe-se. DISTRIBUIÇÃO DAS VENDAS SETORIAIS. Para se ter uma análise mais concisa as cadeias foram ampliadas com os elementos mais significativos da demanda final (FBCF e exportações).53 805.9 3.28 1.4 Demanda Final (% do total) Formação Outras bruta Demandas (4) das famílias de capital fixo (2) (3) 0. RAIS.0 27.6 4. Metalurgia de metais não-ferrosos. Como ressaltado anteriormente.4 -0.32 1.212.4 89.9 5.00 80. seguido das exportações.44 210.68 544. enquanto para Máquinas de uso Geral e Específico as exportações representam apenas 20% do volume de vendas para FBCF.2 -0.217.73 Demanda Total Intra-Setorial (1+2+3+4) (R$ milhões) 15.3 -0. uma maior importância das exportações para Motores e Máquinas-Ferramenta (cerca de 50% das vendas para FBCF).1 96.00 67.6 10.4 Fonte: MIP 2005. Refino de petróleo e coque e Plástico. As Figuras 1 a 4 apresentam as cadeias produtivas dos quatro setores de bens de capital analisados.9 16.26 0.1 18.017 Consumo Demanda Total Intra-Setorial (% total) (1+2+3+4) 95.531.00 11. PIA.44 das famílias de capital fixo (3) (2) 140.00 3.1 94. 2005) Demanda Final (R$ milhões) Consumo Exportações (1) Formação bruta Motores Máquinas de uso geral Máquinas-ferramentas Máquinas de uso específico 5.exclusive máquinas e equipamentos.254.82 Outras Demandas (4) -2.93 9.915. elaboração própria da equipe do projeto.30 2.308.38 Exportações (1) Motores Máquinas de uso geral Máquinas-ferramentas Máquinas de uso específico 31.00 1. Um grupo de 5 setores representa os insumos mais importantes nesses setores (mais de 80% das transações com fornecedores): Fabricação de aço e derivados. Produtos de metal .394.31 0.39 -2. POR CATEGORIA DA DEMANDA FINAL E INTERMEDIÁRIA (VALOR E % DA DEMANDA TOTAL.TABELA 1 .58 -0. 7 .15 13. as vendas para FBCF são as mais significativas.

elaboração própria da equipe do projeto. 2005 (R$ MILHÕES) Fonte: MIP 2005. CADEIA PRODUTIVA DE MOTORES. 8 . DE TRANSMISSÃO (CNAE 291). FIGURA 2. COMPRESSORES E EQ. BOMBAS.FIGURA 1. elaboração própria da equipe do projeto. DE USO GERAL (CNAE 292). CADEIA PRODUTIVA DE MÁQUINAS E EQ. 2005 (R$ MILHÕES) Fonte: MIP 2005.

9 . CADEIA PRODUTIVA DE MÁQUINAS E EQ. elaboração própria da equipe do projeto. 2005 (R$ MILHÕES) Fonte: MIP 2005.FIGURA 3. DE USO ESPECÍFICO. 2005 (R$ MILHÕES) Fonte: MIP 2005. elaboração própria da equipe do projeto. CADEIA PRODUTIVA DE MÁQUINAS-FERRAMENTA (CNAE 294). FIGURA 4.

(2005) Multiplicador Simples de Produção Total (A+B) 2. MULTIPLICADOR SIMPLES DE PRODUÇÃO. TABELA 2 . 10 . elaboração própria da equipe do projeto.6 60. no qual prepondera o efeito indireto (60% do multiplicador).83 Direto (A) 1. que representam o número de trabalhadores dividido pelo valor da produção. foram obtidos para cada um dos setores.4 39. assim como sua distribuição entre efeitos diretos e indiretos.71 Participação no mult. Coeficientes de emprego.09 1.21 2. Nota-se também os elevados coeficientes de emprego inferior para Máquinas de Uso Geral e Máquinas de Uso Específico.2 49.5 Motores Máquinas de uso geral Máquinas-ferramentas Máquinas de uso específico Fonte: MIP 2005. de acordo com a qualificação (educação) dos trabalhadores: superior.5 50. Os resultados indicam um multiplicador mais elevado para Máquinas e equipamentos de uso específico (CNAE 296).07 1. relativamente ao observado nos demais. Máquinas de Uso Geral (CNAE 292) e MáquinasFerramenta (CNAE 294) são semelhantes. médio e inferior.17 1.05 1.04 1.12 2. Cabe ressaltar que os multiplicadores dos setores de bens de capital estão acima da média observada para a economia brasileira em 2005. conjugados com o modelo de insumo-produto. Os multiplicadores para Motores (CNAE 291). Os dados de emprego por setor foram distribuídos por 3 componentes.A TABELA 2 apresenta os multiplicadores simples de produção do setor. Nesse caso.8 50.3 52. os efeitos do setor sobre a economia se propagam por mais setores. A TABELA 3 indica que a participação de emprego de nível médio é a mais significativa e o coeficiente de emprego superior é bastante baixo. (%) Indireto Direto (B/Total) (A/Total) 49.12 Indireto (B) 1. permitem que se obtenham multiplicadores de emprego para os setores analisados.15 2.06 1. e.7 47.

00 2. Os multiplicadores de emprego são obtidos a partir dos coeficientes de emprego de todos os setores da economia e da matriz de multiplicadores (inversa de Leontief).3 1.90 6. Assim.TABELA 3 . tanto em termos totais como por qualificação (nível educacional) da mão-de-obra.66 1.56 0. a capacidade de geração e propagação de empregos na economia decorrente da expansão da produção (ou demanda) dos seus produtos. 11 .85 0.98 2. elaboração própria.7 17. Máquinas-Ferramenta e Motores.2 7.9 12. para cada setor. PIA. assim.1 9.9 3.62 0.9 Inferior (C) 6. os multiplicadores indicam quais setores possuem capacidade relativamente maior de geração de emprego na economia.2 7.59 2.21 1.53 Fonte: MIP 2005. RAIS.9 9. A TABELA 4 apresenta os multiplicadores de emprego para os setores de bens de capital analisados. elaboração própria.4 Fonte: MIP 2005. seguido de Máquinas de Uso Geral. Seu cálculo segue o descrito em Miller e Blair (1985).49 4. COEFICIENTES SETORIAIS DE EMPREGO (OCUPAÇÕES/VALOR DA PRODUÇÃO EM MILHÕES DE REAIS DE 2005) Coeficiente de emprego por nivel de educação Todos Superior Médio Inferior Motores Máquinas de uso geral Máquinas-ferramentas Máquinas de uso específico 2. MULTIPLICADOR SIMPLES DE EMPREGO (OCUPAÇÕES/R$ MILHÕES.6 12.3 28.43 0.88 1.2 Médio (B) 7.22 3. o setor de Máquinas de Uso Específico apresenta o maior multiplicador de emprego (28 empregos por 1 milhão de reais de demanda).36 6.8 20. RAIS.7 2. 2005) Todos (A+B+C) Superior (A) 1. Os multiplicadores de emprego representam.4 Motores Máquinas de uso geral Máquinas-ferramentas Máquinas de uso específico 15. Os resultados se relacionam aos multiplicadores simples de produção.47 2. TABELA 4 . A composição por nível educacional desse multiplicador indica a preponderância na geração de emprego de nível educacional médio e inferior para todos os setores. PIA.

7 15.45 6.8 Superior Médio Inferior 1.16 Direto (A) 0.20 66. TABELA 6 . os multiplicadores de emprego foram decompostos nos seus efeitos diretos e indiretos.33 9. (%) Indireto Direto (B/Total) (A/Total) 26. PIA. 2005) Multiplicador Simples de Emprego Qualificação do Emprego Total (A+B) 2.72 30. indicando uma maior internalização setorial dos efeitos multiplicadores nesse setor.54 1. Importante notar a relevância da geração indireta de empregos nos multiplicadores. indicando sua capacidade de encadeamento intra e inter-setorial.10 6.8 78.86 Participação no mult.24 62. 12 .10 2. especialmente no nível de qualificação inferior.20 9.3 84. RAIS.28 69.74 7. Essa composição dos multiplicadores também ocorre nos demais setores de bens de capital (Tabelas 6.28 5. MULTIPLICADOR SIMPLES DE EMPREGO PARA MOTORES (OCUPAÇÕES/R$ MILHÕES .39 Participação no mult.76 Superior Médio Inferior Fonte: MIP 2005.88 3.80 33. 7 e 8). elaboração própria.77 Indireto (B) 1.05 Indireto (B) 1. PIA.2 21. A TABELA 5 apresenta a decomposição do multiplicador de emprego total para o setor de Motores. Estes indicadores revelam a capacidade de geração de empregos do setor além da geração própria.56 5.Similarmente ao obtido na TABELA 2 .2 73. (%) Indireto Direto (B/Total) (A/Total) 37. TABELA 5 . 2005) Multiplicador Simples de Emprego Qualificação do Emprego Total (A+B) Direto (A) 0. elaboração própria.91 Fonte: MIP 2005. MULTIPLICADOR SIMPLES DE EMPREGO PARA MÁQUINAS DE USO GERAL (OCUPAÇÕES/R$ MILHÕES . RAIS.45 1. No setor de Máquinas de Uso geral o componente direto no multiplicador é um pouco superior ao dos demais setores.10 6.

2005) Multiplicador Simples de Emprego Qualificação do Emprego Total (A+B) 1.TABELA 7 .98 3.19 70. MULTIPLICADOR SIMPLES DE EMPREGO PARA MÁQUINAS DE USO ESPECÍFICO (OCUPAÇÕES/R$ MILHÕES.79 Superior Médio Inferior Fonte: MIP 2005.21 68.91 72.91 7.88 Participação no mult.59 2. (%) Indireto Direto (B/Total) (A/Total) 31.56 Participação no mult. TABELA 8 .67 22.16 12.18 Superior Médio Inferior Fonte: MIP 2005.81 29.56 Direto (A) 0. PIA. 13 .86 7. 2005) Multiplicador Simples de Emprego Qualificação do Emprego Total (A+B) 3.38 Direto (A) 0.82 68. RAIS.58 2.09 27.30 9.27 5.23 77.56 5. MULTIPLICADOR SIMPLES DE EMPREGO PARA MÁQUINAS-FERRAMENTA (OCUPAÇÕES/R$ MILHÕES .68 Indireto (B) 1. (%) Indireto Direto (B/Total) (A/Total) 31.77 22.83 Indireto (B) 2.35 1.18 9.88 12. elaboração própria. elaboração própria.33 77. RAIS. PIA.

A respeito dos desafios competitivos vivenciados pela indústria de bens de capital frente à abertura. vedava a importação de máquinas e equipamentos com similar nacional. como apontam Resende e Anderson (1999). Durante o período ISI. Kupfer e Haguenauer (1995.1 BREVE HISTÓRICO2 A despeito de constar no Plano de Metas de JK (1956-61). 2 A respeito de um histórico mais detalhado sobre a indústria de bens de capital no Brasil. visando à modernização do parque industrial. 1998): de um lado. do outro. Ao início dos anos 80. pois havia verticalização excessiva e alguns segmentos e carência de escala eficiente de produção. os valores unitários de importação dos bens de capital sempre superam os de exportação até o final da década de 90. facilitava a importação de bens de capital sem similar nacional com benefícios fiscais. porém pouco competitiva em termos internacionais. veja Ferraz. 6). importando bens de maior intensidade tecnológica. Com efeito. cap. no final dos anos 1970. a indústria nacional concentrou-se na produção de bens de menor conteúdo tecnológico.3. a indústria de bens de capital no Brasil só se consolidou a partir do II PND. o Brasil contava com uma política com respeito ao setor contraditória em termos (Erber e Chudnovsky. DESEMPENHO RECENTE E CONTEXTO INTERNACIONAL 3. veja Resende e Anderson (1999) e Pereira e Resende (1996). Em verdade. Como resultado. o Brasil apresentava uma indústria de bens de capital bem diversificada. 14 . a consolidação de uma indústria de bens de capital é o último estágio do processo de industrialização por substituição de importações (ISI). O segmento de máquinas-ferramenta se destacava como o subsetor mais competitivo. O SETOR DE BENS DE CAPITAL: BREVE HISTÓRICO.

Kupfer e Haguenauer. automatizar processos. com a reserva de mercado para certos equipamentos. passaram a competir com ela. reduzir custos. 1995). se desverticalizar. ao longo da década de 90 as importações. e as carências de alguns elos da cadeia de fornecedores nacionais para a indústria de bens de capital – uma deficiência histórica – se mostraram ainda mais evidente. se até a abertura dos anos 90 a pauta de importações de bens de capital era complementar à produção nacional. as condições de financiamento – tanto para a produção quanto para a comercialização dos bens de capital –. antes complementares à produção nacional.Contudo. ainda que contassem com Imposto de Importação para a importação de bens em que há produção de similar nacional. de forma que nos ciclos de investimento aumentava-se tanto o quantum produzido domesticamente quanto o quantum importado o Brasil. Em especial. atrasou-se a integração entre a indústria de bens de capital e a eletro-eletrônica e robótica e a adoção de sistemas CAD/CAM. ao longo da década de 90 a indústria de bens de capital perdeu dinamismo e se viu obrigada a passar por um severo processo de reestruturação produtiva. a carga tributária incidente sobre o investimento e a estrutura tributária “em cascata” e o baixo dinamismo da economia haviam forçado a indústria de bens de capital a demitir e deixar de investir em P&D. A participação dos componentes importados na produção nacional cresceu bastante. Assim. a instabilidade macroeconômica. Ao mesmo tempo. com notáveis perdas de capacidades inovativas adquiridas (Ferraz. Muitas fábricas se transformaram em meros representantes comerciais dos fabricantes 15 . pois. adotar técnicas de gerenciamento Just-in-time com fornecedores. Várias firmas apontavam a necessidade de aumentar a flexibilidade produtiva. Diante deste cenário. a situação mudou drasticamente nos anos pós-abertura. contribuiu ainda para o relativo retardo tecnológico da indústria de bens de capital nacional à época da abertura a Política de Informática.

fonte geradora e difusora de inovações para o resto da economia brasileira. Nota-se que durante o ano de 2004 e o começo de 2005 há um crescimento na demanda de bens de capital. Taiwan. China e México -. no longo prazo há de se levar em conta o enfraquecimento/perda de dinamismo de segmentos com elevado conteúdo tecnológico e com alto potencial de difusão de inovações.2 CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS E DESEMPENHO DA INDÚSTRIA BRASILEIRA BENS DE CAPITAL EM PERÍODO RECENTE (1996-2006) O desempenho da indústria de bens de capital é condicionado pelo ciclo de investimentos da economia. o que reduziu os 16 . no segundo semestre de 2005 o Banco Central restringiu a política monetária frente à ameaça de inflação. bem como a taxa de investimento/PIB da economia brasileira. Conforme apontado por Resende e Anderson (1999). Um sintoma disto é a baixa escala de produção o peso no faturamento industrial que a indústria de bens de capital tem no Brasil em relação a economias maduras como os Estados Unidos. Japão. O GRÁFICO 1 a seguir mostra a produção física dos bens de capital para fins industriais. França e Inglaterra. Isto pode comprometer a competitividade futura da indústria tanto de bens de capital quanto em geral. Alemanha.internacionais. o fato é que o Brasil não foi capaz de desenvolver uma indústria de bens de capital que estivesse no vértice do sistema nacional de inovação. no curto e médio prazos a abertura das importações de bens de capital representou ganhos de eficiência e competitividade para toda a economia. tanto os seriados quanto os não seriados. contudo. Ainda que tenha destaque na produção de máquinas-ferramenta e seja um dos poucos países em desenvolvimento a ter uma indústria de bens de capital – ao lado de Coréia do Sul. Como sabido. a partir de 2003. 3. acompanhando a retomada do crescimento verificada em 2004.

03 jan. TAXA DE CRESCIMENTO DA PRODUÇÃO FÍSICA DE BENS DE CAPITAL (ACUMULADO DOS12 MESES ANTERIORES = 100) E TAXA DE INVESTIMENTO (FBKF/PIB.00 10.00 0. A PREÇOS DE 2006) 25.00 15.00 abr. 17 .07 abr.05 jan.08 jul. só vindo a desacelerar a partir de julho de 2008 devido aos primeiros sintomas da crise financeira internacional.06 out.04 jan.08 out.07 jan.07 jul.05 out.00 -5.00 5.03 jul. a produção física de bens de capital voltou a crescer a partir do segundo semestre de 2006.08 jan.03 abr.00 -15.investimentos durante aquele período. elaboração própria da equipe do projeto. Contudo. que atingiu um pico de crescimento em sua taxa anualizada de 17% em novembro de 2008.04 jul.00 -10.07 out. GRÁFICO 1.06 jul.06 jan.03 out. Deve-se destacar a aceleração do crescimento na produção de bens de capital não-seriados.06 abr.04 abr.04 out.05 abr. acompanhando o novo ciclo de crescimento. mais sensível ao ciclo de investimentos.05 jul.00 20.08 Bens de capital para fins industriais Bens de capital para fins industriais n‹o-seriados Bens de capital para fins industriais seriados Fonte: Pesquisa Industrial Mensal (PIM – IBGE).

sofrendo uma queda abrupta em 2001-2002 e não recuperando o patamar de 2000. o que chama a atenção é o fato de a participação das importações no consumo aparente ser especialmente sensível à conjuntura econômica. a crise de 20012002 e a depreciação cambial vivida no período frearam as importações. Conforme se verá mais adiante. o consumo aparente de bens de capital (produção doméstica – exportações + importações) segue também este comportamento prócíclico. de forma que a curva de participação das importações no consumo aparente apresenta forma de “U”. pelo menos até 2006.19 18 17 16 15 14 13 12 2003 T1 2003 T2 2003 T3 2003 T4 2004 T1 2004 T2 2004 T3 2004 T4 2005 T1 2005 T2 2005 T3 2005 T4 2006 T1 2006 T2 2006 T3 2006 T4 2007 T1 2007 T2 2007 T3 2007 T4 2008 T1 2008 T2 2008 T3 Fonte: Ipeadata. como esperado. Contudo. de forma que o ciclo de crescimento no Brasil vivido a partir de 2004 teve impacto positivo sobre a indústria nacional de bens de capital. E isto é verdade para todos os setores analisados. De fato. 18 .

de transmissão (CNAE 291) 18.000 10.00% 14.00% 18.000 2.GRÁFICO 2.006 0.000.000.00% 36.005 2.000 20.004 2. 2000-2006 Total 44.00% 0.000.000 20.000.002 2.000 Participação dos Bens de capital importados no consumo aparente Motores.000 4.00% 16.00% 18.000.000.000 14.00% 12.000 8.000.00% 38.00% 34. compressores e eq. CONSUMO APARENTE DE BENS DE CAPITAL E PARTICIPAÇÃO DAS IMPORTAÇÕES NO CONSUMO APARENTE.003 2.006 16.00% 10.000.000 2.000 2.000.000.00% 30.000.000.000.00% 40.000.000.00% 32.000.00% 2.000 16.000.00% 42.000.000.000.000.000 2.00% 4.00% 2.000 14.000.000.001 Consumo Aparente 2.00% 6.000.000.003 2.000 8.000.000.000.00% 4.005 2. bombas.000.002 2.000 10.004 2.001 Consumo Aparente 2.000 0 Participação dos Bens de capital importados no consumo aparente 19 .000.00% 8.00% 6.000 6.000.00% 12.000.000 2.000.000.000 12.

002 Consumo Aparente 2.000.000.000.000.00% 2.00% 8.000 25.000.000.000 2.500.Máquinas de uso geral (CNAE 292) 16.00% Participação dos Bens de capital importados no consumo aparente Máquinas-ferramentas (CNAE 294) 4.006 0.004 2.001 Consumo Aparente 2.00% 4.000 15.000 0 2.002 2.004 2.000.00% 0 2.000 1.003 2.000 12.500.000 14.005 2.000.000 5.000.000.00% 6.00% 500.000 2.000 4.000 8.000 10.00% 1.000.000 20.00% Participação dos Bens de capital importados no consumo aparente 20 .006 0.00% 3.000.003 2.001 2.000.000.000 10.00% 12.00% 3.000.00% 10.000.000.000.000.005 2.000.000.000.000.000.00% 14.000.000 2.000.500.000 2.000.000 6.000 2.000.

000 10.00% 8.000.001 Consumo Aparente 2.000 15.00% 2.000. deflacionado pelo IPA-OG – FGV.3 Quanto à produtividade simples do trabalho (Valor de Transformação Industrial/Pessoal Ocupado).3 bilhões de reais em 1996 para R$ 40 bilhões em 2006.003 2. compressores e equipamentos de transmissão (CNAE 291) e de máquinas-ferramenta (CNAE 294). conforme o GRÁFICO 3 esta cresceu consistentemente nos setores de motores.006 0.000 0 2.000.Máquinas de uso específico (CNAE 296) 12. o faturamento dos segmentos analisados no período cresceu de R$ 28.00% 4. 3 A preços de 2005.000.000. enquanto no setor de máquinas e equipamentos de uso geral (CNAE 292) ela tem forma de “U”entre 1996 e 2006.002 2. elaboração própria da equipe do projeto. Segundo a PIA – Pesquisa Industrial Anual.004 2.000. e apresenta tendência de queda no setor de máquinas e equipamentos de uso específico (CNAE 296).000.000 20.000 2.000.000 5. 21 .00% 10.000. bombas.005 2.000 25.00% Participação dos Bens de capital importados no consumo aparente Fonte: PIA e SECEX.00% 6.000.000.000.

VALOR DE TRANSFORMAÇÃO INDUSTRIAL E PRODUTIVIDADE APARENTE DO TRABALHO: INDÚSTRIA DE BENS DE CAPITAL. MOTORES.GRÁFICO 3. 19962006. COMPRESSORES E EQUIPAMENTOS DE TRANSMISSÃO (CNAE 291) 18000000 82 16000000 80 14000000 78 76 12000000 74 10000000 72 8000000 70 6000000 68 4000000 66 2000000 64 0 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 62 Receita L’quida de Vendas Real (Mil Reais) Valor da transforma¨‹o industrial Real (Mil Reais) Produtividade aparente do trabalho (VTI/PO) MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS DE USO GERAL (CNAE 292) 16000000 74 14000000 72 12000000 70 10000000 68 8000000 66 6000000 64 4000000 62 2000000 60 0 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 58 Receita L’quida de Vendas Real (Mil Reais) Valor da transforma¨‹o industrial Real (Mil Reais) Produtividade aparente do trabalho (VTI/PO) 22 . BOMBAS. RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS.

23 . elaboração própria da equipe do projeto.MÁQUINAS-FERRAMENTA (CNAE 294) 3500000 80 3000000 70 60 2500000 50 2000000 40 1500000 30 1000000 20 500000 10 0 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 0 Receita L’quida de Vendas Real (Mil Reais) Valor da transforma¨‹o industrial Real (Mil Reais) Produtividade aparente do trabalho (VTI/PO) MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS DE USO ESPECÍFICO (CNAE 296) 10000000 70 9000000 60 8000000 50 7000000 6000000 40 5000000 30 4000000 3000000 20 2000000 10 1000000 0 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 0 Receita L’quida de Vendas Real (Mil Reais) Valor da transforma¨‹o industrial Real (Mil Reais) Produtividade aparente do trabalho (VTI/PO) Fonte: PIA.

23 0.35 0.05 0.02 0.02 0.29 0.02 0.03 0.41 0.33 0.01 CR4 (%) 0.05 0.19 0.02 0.02 0.03 0.05 0. de uso geral (CNAE 292) HHI 0.02 0. o que indica que as fases descendentes dos ciclos econômicos tendem a prejudicar mais as empresas menores.15 0.01 0.02 0.14 0.04 0. CONCENTRAÇÃO NA INDÚSTRIA BRASILEIRA DE BENS DE CAPITAL.35 0. 19962006 Motores.34 0.15 0.01 0.05 0.01 0.21 0. pode-se afirmar que o setor de bens de capital é um setor levemente concentrado.18 0. e eq. independentemente do segmento.37 0.06 0.31 0. 24 .41 0. de uso específico (CNAE 296) HHI 0.04 0. de transmissão (CNAE 291) Ano 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 HHI 0.02 0. bombas.41 0.24 0.01 0.05 CR4 (%) 0.03 0.03 0. elaboração própria da equipe do projeto.17 0.05 0. como nos períodos 1998-1999 e 2001-2002.14 0.39 0.30 0. verifica-se um aumento na participação das maiores empresas do setor.26 0.06 0.02 CR4 (%) 0.01 CR4 (%) 0. como se percebe pela análise dos índices de Herfindhal-Hirschmann (HHI) para o faturamento e também market share das quatro maiores empresas do setor (CR4).02 0.20 0.02 0.16 0.39 0.02 0.39 0.01 0. em todos os segmentos analisados (TABELA 9 ).01 0.Do ponto de vista concorrencial.03 0.05 0.05 0. TABELA 9 .18 0.29 0.01 0.37 0.17 0.05 0.20 0. Contudo.20 0.02 0.20 Máquinas e eq.33 0.41 0.05 0.38 Outras máq.17 Fonte: PIA. compresssores e eq.22 0.20 0.24 0.20 0. um fator chama a atenção: em períodos de desaceleração do ciclo de investimentos e deterioração das expectativas empresariais.04 0.15 0.02 0.14 Máquinasferramenta (CNAE 294) HHI 0.03 0.

638 30.517 3.579 48.107 43. compresssores e eq. enquanto o número de empregados.492 188.922 1.334 Nº de empresas 4.488 6.642 175. POR PORTE. NÚMERO DE EMPRESAS NO SETOR DE BENS DE CAPITAL.236 346 250 61 59 11 14 741 2006 Nº de empregados* 18.249 24.3 em 2000 e voltou a crescer em 2006.248 4.509 8.105 44.233 24.374 5.534 40. o qual manteve uma relação empregados/empresa praticamente estável (aproximadamente 22 empregados/empresa). TABELA 10 .305 43. após uma redução entre 1996 e 2000. 19962006 1996 Subsetor Porte 1a9 10 a 49 50 a 99 Todos 100 a 249 250 a 499 500 ou mais Todos 1a9 10 a 49 Motores.9. o que pode indicar um aumento do número de representantes comerciais no mercado nacional de bens de capital.471 24.076 349 204 53 30 7.124 18.729 4. bombas.422 17.803 33. atingindo 26.390 19.270 25 . Este movimento foi generalizado em todos os subsetores à exceção do segmento de máquinas-ferramenta. Conforme a TABELA 10 . passou a 24.521 2.232 Nº de empresas* 4.064 4.577 59.051 53.173 1.964 3. Esta dinâmica de emprego no setor provavelmente se deve às oscilações macroeconômicas vividas nestes dois períodos.790 467 283 55 38 8. a indústria de bens de capital vem aumentando o número de firmas.233 370 203 52 39 9 12 685 2000 Nº de empregados 16.303 4.974 21.404 348 174 49 38 12 12 633 Nº de empregados 11. a relação empregados/empresa era de 34.512 345 259 71 44 5. de transmissão (CNAE 291) 50 a 99 100 a 249 250 a 499 500 ou mais Todos Nº de empresas 3.485 42.801 5.346 23. voltou a se recuperar entre 2000 e 2006.856 2. Em termos gerais.543 1.153 3.035 42.8 em 1996.Desde 1996. o maior crescimento do número de empresas se deu na faixa de 1 a 9 empregados.155 1.374 34.603 2.732 221.781 40.

320 198 127 25 9 3.100 9.778 5.747 28.499 72.231 7.174 346 9.377 2.178 1.127 2.000 2.363 70.300 22.602 12.268 12.518 6.843 90.175 1.160 555 144 109 25 10 2.028 12.581 16.355 669 137 93 27 19 2. O resultado é que atualmente a presença das transnacionais no segmento de bens de capital é bastante significativa: a despeito de representarem 12% do total de firmas.049 18.416 12.745 50.054 2.857 441 246 35 14 1 4 741 1.678 75.697 1.080 8.834 10.365 369 5.Os valores expressos na tabela 2 se referem a todas as empresas com mais de 1 empregado.462 9.162 11.678 20.221 17.1a9 10 a 49 Máquinas e eq.225 2.253 14.731 15.997 4.685 1.500 14.617 12. e podem não conferir com as tabulações a partir da PIA.566 1.405 11.955 10.183 1.638 974 173 83 18 11 2.771 1.521 2. 55% do faturamento e 43% dos lucros totais desta indústria.708 8.003 4. várias empresas estrangeiras de bens de capital não apenas intensificaram seus investimentos em prospecção de mercado e representação comercial. elas respondem por 31% do pessoal ocupado.878 8. que em geral se referem a empresas com mais de 30 empregados.293 5.747 21. Com 26 .990 11.640 1.556 12.959 Fonte: RAIS * .432 60.300 310 114 15 19 7 3 468 1.606 715 116 78 16 6 2.537 7. e eq.847 7.386 965 3. No período pós-abertura econômica.917 6.897 8.153 5.503 3.019 157 77 23 8 3. de uso específico (CNAE 296) 50 a 99 100 a 249 250 a 499 500 ou mais Todos 1. de uso geral (CNAE 292) 50 a 99 100 a 249 250 a 499 500 ou mais Todos 1a9 10 a 49 Máquinasferramenta (CNAE 294) 50 a 99 100 a 249 250 a 499 500 ou mais Todos 1a9 10 a 49 Outras máq.467 362 139 24 10 5 4 544 1.265 2.830 15. de acordo com a TABELA 11 . como também investiram diretamente no país.406 4.

máq. a indústria de bens de capital brasileira se situa entre as 10 mais importantes do mundo (LAFIS. bombas. mas há de se levar em conta que a escolaridade média dos empregados nestas empresas tende a ser maior. Alemanha.472 53.108 27% 62% 38% 569 19% 66% 34% 477 11% 63% 37% 2.981 8% 56% 44% 338 11% 74% 26% 1.955 2. França.103 10.397 117. Em termos internacionais.049 Estrangeiras 2.687 1.740 1. Reino Unido.517 74.323 52.383 189 180. China.112 65. INDICADORES ECONÔMICOS DE FIRMAS NACIONAIS E ESTRANGEIRAS: SETOR DE BENS DE CAPITAL.843 14. e eq.974 Estrangeiras 239.436 % do total 100% 38% 54% 35% Nacionais (%) 46% 65% Estrangeiras (%) Salário médio (R$) 1.453 Faturamento (R$ milhões) 36.689 48.853 2. Em média. as firmas transnacionais pagam melhores salários.151 16.855 2.572 100% 1. atrás de Estados Unidos.200 2.880 % do total 100% 40% 47% 28% Nacionais (%) Estrangeiras (%) 53% 72% 2. 2006).559 100% 69% 31% 4. Coréia do Sul e Suíça.736 2.095 25% 65% 35% 1.onde a participação das transnacionais é mais destacada.368 102.736 1. de ferramenta de uso compresssores uso geral (CNAE específico e eq. 2005 Outras Motores. Máquinas Máquinas.117 Produtividade (R$) Nacionais 201.307 68.863 8.049 Nacionais 1.efeito. de (CNAE 294) (CNAE transmissão 292) 296) (CNAE 291) 324 578 181 489 21% 37% 12% 31% 267 514 165 437 57 64 16 52 63.383 85. Japão.200 3.540 45. elaboração própria da equipe do projeto. Itália. compressores e equipamentos de transmissão – o maior setor entre os analisados .177 27% 68% 32% 1.396 35% 29% 9% 27% 48% 81% 77% 81% 52% 19% 23% 19% 1. bombas.994 1.916 62.740 3. TABELA 11 . é no setor de motores.240 Lucros totais (R$ milhões) % do total 100% 41% Nacionais (%) 57% 51% Estrangeiras (%) 43% 49% Fonte: PIA.612 58.030 2.472 133. e eq.425 116. 27 .899 69.874 24% 58% 42% 847 28% 53% 47% Indicador Total Nº de firmas % do total Nacionais Estrangeiras Pessoal ocupado total % do total Nacionais (%) Estrangeiras (%) Salários totais (R$ milhões) 1.

6 29.23% 722.5 -7.70% 66.830 -25.9 13.8 -29.381 5.4 -0.30% 23.32% 583.55% 23.4 22. França Itália e Inglaterra.62% 169.86% 4.6 14. a indústria de bens de capital tem um crescimento no número de empresas e no número de empregados bem menos acentuado do que Brasil.66% 21.0 116.09% 2.83% 19.57% 4.40% 61.0 11.011 29.026 -1.6% 182. em relação a alguns países europeus.43% 27.23% 54. Por fim.56% 25.460 -18.2 -0.07% 4.75% Espanha 3.75% 27.10 -10.443.6 27.48% 62. Nos países mais maduros.78% 47.40% 94.52% 18.3 25. implicando em redução da escala média das empresas e do ritmo de crescimento da produtividade.108 -2.2 60.224 33.5 -24.13% 2.97% 510.147 -0.6 -15. Aqui.14% 21.4 11.7 -22.2 20. 2006 Características das empresas (ano 2006) Número de empresas Taxa de crescimento 2000-2006 Investimento em máquinas e equipamentos (milhões de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Número de empregados Taxa de crescimento 2000-2006 Porte médio (empregados por firma) Faturamento de atividades industriais (milhões de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Produtividade do trabalho (milhares de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Parcela dos custos do trabalho na produção (%) Taxa de crescimento 2000-2006 Investimento por empregado (milhares de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Alemanha 10.16% França 8.8 3.51% 65.40 13.4 29. INDICADORES ECONÔMICOS DE FIRMAS BRASILEIRAS E EUROPÉIAS: SETOR DE BENS DE CAPITAL (CNAE/SIC 291.814 15.51% 648.53% Itália 27.7 -33.23% 22.54% Inglaterra 7.A TABELA 12 a seguir mostra a posição relativa da indústria brasileira de bens de capital.1 19. o número de empresas cresce mais rapidamente que o número de empregados.859 24. 292 E 294).721 39.968. especialmente no tocante à produtividade e aos investimentos.8 -14.576 49.08% 11.3 -3.5 10. é interessante notar a tendência mundial de redução da parcela dos custos do trabalho na produção.10% 303.19% 1.872 -7.7 35.627 -0.620 46. TABELA 12 . Nota-se que a indústria brasileira está distante do patamar competitivo de paises como Alemanha.67% 333.00% 4.5 29.994 -10.70 191.39% 4.492 -10.98% Brasil* 3.71% 28 .077 3.09% 50.

26% Itália 3.48% 114.20 26.8 -2.25% 48. 2006 Características das empresas (ano 2006) Número de empresas Taxa de crescimento 2000-2006 Investimento em máquinas e equipamentos (milhões de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Número de empregados Taxa de crescimento 2000-2006 Porte médio (empregados por firma) Faturamento de atividades industriais (milhões de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Produtividade do trabalho (milhares de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Parcela dos custos do trabalho na produção (%) Taxa de crescimento 2000-2006 Investimento por empregado (milhares de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Alemanha 2.88% 22.8 32.45% 1.111 -6.068 42.8 44.448.2 10.90 12.69% 264.3 24.2 35.695 49.2 33.80% 4.16% 356.5 -32.7% -25.445 -1.MOTORES.35% 27.80% 93.39% 19.76% 29.82% 73.611 3.17% 6.30% 27.322 32.20 69.4 11.9 9.6 -28.65% 3.86% 19.14% 238.07% Brasil* 811 22.66% 29 .67% 68.12% 7.81% Inglaterra 1.7 29.384 -21.43% 55.2 39.17% 112.094 -2.9 -11.101 1.9% 72. COMPRESSORES E EQ.771 67.7 24.087 65.38% 89.904 22.9 21.09% 37.4 -19.696 -6.75% 8.6 16.0 14.9 5.63% 18.50% 257.40% 29.7 -16.0 4.3 -21.316 -2.92% 5. DE TRANSMISSÀO (CNAE 291).71% 65.41% 16.7 3.07% Espanha 794 -12.4 -5.28% 24. BOMBAS.18% 67.38% 63.44% França 1.35% 726.7 44.075 -33.164 0.

754 -5.192 50.404 36.70 108.08% 188.524 -9.2 5.6% 88.07% 61.777 5.7 12.80 -19.24% 65.565 46.53% 190.00% Inglaterra 4.MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS DE USO GERAL (CNAE 292).20% 51.1 2.86% 4.9 44.239 3. 2006 Características das empresas (ano 2006) Número de empresas Taxa de crescimento 2000-2006 Investimento em máquinas e equipamentos (milhões de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Número de empregados Taxa de crescimento 2000-2006 Porte médio (empregados por firma) Faturamento de atividades industriais (milhões de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Produtividade do trabalho (milhares de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Parcela dos custos do trabalho na produção (%) Taxa de crescimento 2000-2006 Investimento por empregado (milhares de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Alemanha 5.70% 17.50% Itália 20.715 -0.14% 7.49% 25.2 -5.1 2.799 26.3 -33.76% 4.2 19.50% Espanha 2.899 -1.50% França 5.3 -5.63% 26.35% 30 .2 9.83% 25.7% -26.32% 66.29% 276.7 30.5 12.20% 48.80 14.50% Brasil* 2.56% 19.63% 1.730 4.35% 18.4 49.8 31.28% 4.09% 26.60% 36.5 14.62% 63.6 12.42% 164.559 11.509 12.66% 4 -20.708 -8.1 15.44% 50.5 24.82% 571.448 23.4 -3.73% 322.67% 23.2 31.00% 2.15% 285.5 -14.721 -21.065.4 0.64% 18.987 -25.8 19.29% 27.1 -35.9 29.01% 91.40% 3.473 32.

9 -43.4 12.23% 144. * . No que tange ao comércio exterior.98% 454.15% 28.4 17.74% 44.8 Brasil* 600 36.00% 29.48% 4.098 -0. as importações e exportações de bens de capital totalizaram praticamente a metade do que eram em 2000.15% 62.43% -22.95% 15.7 Taxa de crescimento 2000-2006 -25. o comércio internacional de bens de capital voltou a crescer.25% 27. entre 2000 e 2006.15% -28.1 29.7 Inglaterra 1.75% 24.4 -3.36% 25.581 -21.43% Fonte: Eurostat e PIA.52% 4.09% 11. É interessante notar que.1 Espanha 676 -13.461 -25.6 1.08% 29.38% 16.7 França 855 -4. novamente 31 .459 -41.9 -9.664 12. elaboração própria da equipe do projeto.4 2.2 -4. A partir de 2003.20% 59.52% 45.34% 59.20% 19.261 -20.40% 4.088 -12. Como se depreende da TABELA 13 .8 13.as informações para o Brasil se referem às empresas com mais de 5 empregados.40 -42.2% -12.351 12.8 9.84% do total exportado e 6.96% 2.95% 14.21% 3.730 23.691 -49.14% 9.7 1.6 10. o período de desaquecimento da economia vivido entre 2001 e 2003 atingiu tanto importações como também as exportações: em 2002.02% 54.87% 15.52% 3.45% 4.38% 40.43% do total importado em 2008).97% 133.44% 11. 2006 Características das empresas (ano 2006) Número de empresas Taxa de crescimento 2000-2006 Investimento em máquinas e equipamentos (milhões de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Número de empregados Taxa de crescimento 2000-2006 Porte médio (empregados por firma) Faturamento de atividades industriais (milhões de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Produtividade do trabalho (milhares de Euros) Taxa de crescimento 2000-2006 Parcela dos custos do trabalho na produção (%) Taxa de crescimento 2000-2006 Investimento por empregado (milhares de Euros) Alemanha 2. ainda que tradicionalmente deficitário no Brasil. as importações em 2006 voltaram para o patamar que eram em 2000 enquanto as exportações em 2006 cresceram 44.085 43.657 0.80 13.60% 35.2% 21.40 -14.MÁQUINAS-FERRAMENTA (CNAE 294).8% em relação a 2000 e 185% em relação a 2002.66% 14.52% 50.6 -39.99% 58.79% 43.1 15.171 1.9 1.1 15.744 -10.217 14. o setor é relativamente representativo nas exportações e importações (2.9 2.9 Itália 3.0 21.

510 2002 299 30.195 65.797 2007 1.5 -485 40.9% 179.5 -3.777 2.623 1.661 2000 334 8.5% -946 61.0% 13.3 10.643 (CNAE 294) 2005 417 3.248 63.382 207.188 801 5.7 5.611 26.9% 5.1 -1.4 176.1 32 .198 11.641 2.827 285.705 849 4.183 2007 2. 2000-2007 Valor Quantida Valor Quantidade exportado de importado importada Subsetor Ano (US$ (US$ exportada (ton.8 6.291 577.061 292) 2005 909 83.o setor de motores.396 1.8 -808 54.7 26.0 -563 64.906 6.078 2.245 57.526 830.387 1.972 512.396 512 2.6 19.434 1.438 1.173 1.6 -243 34.2% 11.284 58.139 1.391 43.246 2003 2.841.035 79.4% 6. 1.358 1.9 13.0 -891 29.023 6.952 Motores.9 42.8 10.457 20.2 9.214 2007 400 2.049 2001 1.291 3.186 216.496 26.016 11.862 128. COMÉRCIO EXTERIOR DO SETOR DE BENS DE CAPITAL.1% 152.4 8.0 127.222 912.8 -892 24.8 121.005 2.2 27.080 474 3.873 495.5% 2.459 53. bombas.719 transmissão 2005 2.589 bombas.5 7.3 66.3 5.758 65.9% 13.1% 3.101 310.9 21.459 2000 662 6.5 -1.9 6.8 -1.562 Fonte: SECEX.143 256.004 1.7% 12.527 33.5 6.3% -340 49.095 41.362 404.142 17.3 39.130 2001 1.875 1.327 56.715 ferramenta 2004 340 3.881 70.216 21. compressores e equipamentos de transmissão (CNAE 291) têm o maior peso no comércio internacional de bens de capital.8 -667 11.103 190.570 eq.635 70.566 33.0 -1.7 -3.8% 109.588 2006 1.7 6.8% 207.028.975 309 1.3% 9.6 7.3 -2.7 -1. elaboração própria da equipe do projeto.4 -688 30.6 -953 34.0 10.283 compressor 2003 es e eq.2 -385 31.719 2.7% -3.4 3.0 -829 16.459 51.7% 41. respondendo por praticamente metade das exportações e 38% do valor importado.639 Máquinas e 2002 437 2.9% 19.454 2007 1.7 -1.162 62.189 2000 2.3 8.211 70.082 4.9 14.4 201.597 37.0 -804 18.6% -1.592 2.0% 14.058 5.7% 123.4% 10.5 -223 24.262 27.2 -1.894 eq.912 2.018 617. TABELA 13 .0 11.176 60.156 2002 1.336 1.0% 336.254 345.065 5.984 2005 4.905 163.522 315.916 357. de uso 2003 específico 2004 678 2.966 249.4% 111.073 594.397 46. de uso 2003 geral (CNAE 2004 771 39.6 -780 36.561 (CNAE 296) 2005 787 2.661 1.341 2006 4.5% 312.061 1.4 -2.184 563 4.824 (CNAE 291) 2006 2. 2002 1.250 52.624 270.284 671.9% 226.505 33.648 2007 5.6% 23.165.701 44.) 2000 3.068 34.076.5 17.2 -4.7% 106.037 3. De 2004 1.117 Máquinas e 457 31.7 146.6% -915 27.1% 6.173 6.462 Total 2004 3. Valor Valor Saldo/Corrente unitário de unitário de Saldo de Comércio exportação importação (US$/Kg) (US$/Kg) -7.4 -1.369 1.8 -719 44.2% 8.1 44.6 181.296 2.4 28.537 508.457 2006 893 4.307 2.507 242.8% 6.612 350.978 5.901 Máquinas2003 231 2.016 8.093 1.421 2001 348 1.733 270.) milhões) milhões) (ton.5 -2.508 2000 657 101.6% 184.6% 130.8 -1.7 -713 44.0% 16.286 2001 157 719 2002 172 1.471 2006 364 2.4% 7.150 151.373 2001 340 1.7 -3.3% 9.3 -5.274 378.4 5.0% 134.363 3.516 717.5% 9.924 332.4 -773 49.483 49.9% 10.832 7.

embora a diferença entre os valores unitários de exportação e importação tenham caído . em 2000. encerrou o ano de 2007 como 153.3% do valor unitário de importação. há dois produtos que constavam entre os três 33 .000 Exportações Importações Saldo 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Fonte: SECEX. Conforme mencionado por Resende e Anderson (1999). Entre os três produtos mais exportados em 2007.de forma que o valor unitário das exportações passou a superar o das importações nos outros segmentos. todos os segmentos apresentavam valores unitários de exportação menores que os de importação.000 10. somente o segmento de máquinasferramenta (CNAE 294) continuou com preços de exportação menores que os de importação . Com efeito. o valor unitário médio de exportação. 2000-2007 (US$ MILHÕES) 15.GRÁFICO 4. no período inicial da análise. Como conseqüência. o Brasil manteve cinco produtos (NCM a 8 dígitos) na lista dos 10 produtos exportados mais importantes entre 2000 e 2007. segundo a TABELA 13 . que representava em 2000 61.000 -10. Entretanto. COMÉRCIO INTERNACIONAL DO SETOR DE BENS DE CAPITAL. ou seja. as quais todavia pouco representam no comércio internacional do setor. No que tange aos principais produtos transacionados com o exterior. durante as décadas de 1980 e 1990 os valores unitários de importação dos bens de capital sempre superam os de exportação.000 5. elaboração própria da equipe do projeto. conforme a TABELA 14 . à exceção das máquinas e equipamentos de uso específico (CNAE 296).8% deste mesmo valor.000 0 2000 -5.

590. elaboração própria da equipe do projeto.337 104.GASES Valor 821. enquanto o item mais exportado em 2007 – outras máquinas e aparelhos mecânicos com função própria – era apenas o oitavo item mais exportado em 2000. de ignição por compressão”.705 91.009 86.198 116. DE IGNIÇÃO POR COMPRESSÃO SERRAS DE CORRENTE.798 107.544.CAPACIDADE<4700 FRIGORIAS/HORA VIRABREQUINS (CAMBOTAS) TORNEIRAS E OUTS.089. DE IGNIÇÃO POR COMPRESSÃO. DE IGNIÇÃO POR COMPRESSÃO MAQS.676.DISPOSITIVOS P/CANALIZACOES.174 112.604 100.484 86.172 110. 2000 E 2007 Ano NCM 84143011 84831010 84621011 84099990 2000 84392000 84099190 84151090 84798999 84833020 84521000 84798999 84143011 84831010 84818099 84082030 2007 84099190 84099990 Descrição MOTOCOMPRESSOR HERMETICO. MOTORES DE PISTÃO.876.730 94.908.E APARS.317.544 682.485 186.C/COMANDO NUMERICO OUTRAS PARTES PRINCIPALMENTE DESTINADAS AOS MOTORES DE PISTÃO.FERRAM.260 91.262. DE IGNIÇÃO POR CENTELHA OUTRAS PARTES PRINCIPALMENTE DESTINADAS AOS MOTORES DE PISTÃO.693. TABELA 14 . Por fim.558 112. DE CILINDRADA > 2.870 771. o Brasil manteve seis itens na lista dos dez mais importantes entre 2000 e 2007.mais importantes em 2000 – os motocompressores herméticos e os virabrequins.630. que passou de quarto lugar para quinto entre 2000 e 2007).259. DE IGNIÇÃO POR CENTELHA OUTROS APARS.DE USO MANUAL OUTROS MOTORES DIESEL/SEMIDIESEL OUTROS PARTES DE COMPRESSORES DE AR/OUTS. as exportações deste item cresceram 7.P/PAREDES/JANELAS OUTROS MAQS.152 78. evidenciando a importância do comércio intra-indústria de bens de capital. vale notar que três itens figuram em ambas as listas de dez produtos mais importantes de exportação e importação.903 84678100 84089090 84149039 Fonte: SECEX.646. Do lado das importações (TABELA 15 ).369.E APARS.DE PAPEL OU CARTAO OUTRAS PARTES PRINCIPALMENTE DESTINADAS AOS MOTORES DE PISTÃO. Embora o item mais importante nas importações de 2000 tenha se mantido em 2007. os outros quatro itens mais importantes em 2007 vieram de posições inferiores na lista de 2000 (exceção das “outras partes principalmente destinadas aos motores de pistão.DE AR CONDICIONADO.P/ESTAMPAR METAIS.MECANICOS C/FUNCAO PROPRIA BRONZES MAQS. Entre 2000 e 2007.328. 34 . DEZ PRODUTOS MAIS IMPORTANTES: EXPORTAÇÃO.500CM³ E <= 3.CAPACIDADE<4700 FRIGORIAS/HORA VIRABREQUINS (CAMBOTAS) MAQS.ETC.500 CM³ OUTRAS PARTES PRINCIPALMENTE DESTINADAS AOS MOTORES DE PISTÃO.839.555.DE COSTURA DE USO DOMESTICO OUTROS MAQS.057.818.384 100.823.E APARS.692 243.640 80.P/FABR.655.41 vezes.MECANICOS C/FUNCAO PROPRIA MOTOCOMPRESSOR HERMETICO.

os parceiros comerciais mais tradicionais do Brasil são os EUA e a Argentina.458. DE IGNIÇÃO POR COMPRESSÃO OUTROS MOTORES DIESEL/SEMIDIESEL PARTES DE ARVORES DE TRANSMISSAO.920.760 186.044 133.819 142.E APARS.730.MANCAIS.REDUTORES.062 136.915.662 197.248 167.025 177.965.MECANICOS C/FUNCAO PROPRIA OUTRAS PARTES PRINCIPALMENTE DESTINADAS AOS MOTORES DE PISTÃO.3% das importações 35 .EIXOS DE ESFERAS/ROLETES CAIXAS DE TRANSMISSAO. DEZ PRODUTOS MAIS IMPORTANTES: IMPORTAÇÃO.EIXOS DE ESFERAS/ROLETES OUTRAS PARTES PRINCIPALMENTE DESTINADAS AOS MOTORES DE PISTÃO.138 183.704 209.888 184. DE CILINDRADA > 1.ETC.E APARS. É interessante a partir da TABELA 16 notar uma sutil diversificação das exportações.POR INJECAO.E APARS. respondendo por 8.546 196.936 194.185.403.518 135. expostas na TABELA 17 . a Colômbia.PARTES DE MAQS.DE VELOCIDADE OUTROS MAQS.217 138.P/EMPACOTAR/EMBALAR MERCADORIAS MOLDES P/MOLDAGEM DE BORRRACHA/PLASTICO.321. elaboração própria da equipe do projeto. DE IGNIÇÃO POR COMPRESSÃO OUTS.429.560.MECANICOS C/FUNCAO PROPRIA OUTROS MAQS. OUTROS ARVORES (VEIOS) DE TRANSMISSAO OUTS.E APARS.ETC.E APARS.4% em 2007 e pela redução da importância dos principais parceiros nas exportações totais.816 211.REDUTORES. Cingapura e um parceiro latinoamericano.143. DE IGNIÇÃO POR CENTELHA ENGRENAGENS E RODAS DE FRICCAO.TABELA 15 .DE VELOCIDADE OUTRAS PARTES PRINCIPALMENTE DESTINADAS AOS MOTORES DE PISTÃO.500 CM³ OUTRAS PARTES PRINCIPALMENTE DESTINADAS AOS MOTORES DE PISTÃO.330.836 172.673.ETC. 2000 E 2007 Ano NCM 84798999 84807100 84082020 84099990 2000 84799090 84431990 84834090 84099190 84159000 84834010 84798999 84099190 84834090 84834010 2007 84099990 Descrição OUTROS MAQS. A rigor.POR INJECAO. enquanto em 2007 já era o quinto colocado nesta lista.574.MECANICOS C/FUNCAO PROPRIA MOLDES P/MOLDAGEM DE BORRRACHA/PLASTICO.ETC Valor 1.852. Quanto à origem das importações.Reino Unido. três países .776.125. Com relação aos principais destinos de exportação.MANIVELAS.980 779. destaque deve ser dado à crescente participação da China: em 2000.DE IMPRESSAO POR OFSET ENGRENAGENS E RODAS DE FRICCAO. a China nem figurava entre os dez principais países de origem das importações de bens de capital. Paraguai e Austrália .573 160.685 158.449. para ceder lugar à China.ETC MOTORES DE PISTÃO.990.595.500 CM³ E <= 2.288 84089090 84839000 84831090 84224090 84807100 Fonte: SECEX.que eram os principais destinos de exportação em 2000 deixaram de sê-lo. DE IGNIÇÃO POR CENTELHA PARTES DE MAQUINAS E APARELHOS DE AR CONDICIONADO CAIXAS DE TRANSMISSAO. evidenciada pelo aumento da rubrica “outros países” de 25% em 2000 para 29. DE IGNIÇÃO POR COMPRESSÃO.811.MAQS.

331 923.435 248.154 1.412.5% 3.229.108. elaboração própria da equipe do projeto.440 2.3% 2.257.3% 8.2% ESTADOS UNIDOS ITALIA 1.083.049 261.512. PRINCIPAIS PAÍSES DE ORIGEM DAS IMPORTAÇÕES BRASILEIRAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL.669.730 13.783.062 9.736 Valor percentual 31.950 79.0% 3.985.5% FRANCA SUICA 382.7% 3.862. PRINCIPAIS DESTINOS DAS EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL.3% 5.052 178.6% 3.588 2.4% SUECIA SUECIA 307.485 324.726 1.849.902 142.484 123.816 320. 36 . elaboração própria da equipe do projeto.5% 9.6% 8.757.501.741.096.886.712 554.458 4.052.560 356.4% ESTADOS UNIDOS 1.254.417.855.2% 18.886 332.068.604 DA (SUL) DEMAIS PAÍSES 1.622 968.086.5% CHINA ARGENTINA 506.054 Valor percentual 18.633.318.004 260.4% 3.3% ITALIA JAPAO 1.368 1.607.118 12.200.106.060.463.282.9% 18.867.0% 2.699 651.046.6% 6.7% SUICA ESPANHA 264.229 143.651.0% 2.7% ESTADOS UNIDOS 2.122.7% 12. REPUBLICA 2.043.0% Destino 2007 Valor Valor percentual 18.249.881.938 387.956.2% 2.068 68.5% ALEMANHA ALEMANHA 2.408.0% 1.586 142.979.742.189.3% FINLANDIA 263.250 78.931.284.138 152.2% 2.757. TABELA 16 . TABELA 17 .992.762.003.662 23.439. 2000 E 2007 2000 Origem Valor Valor percentual Origem 2007 Valor 2.880 Fonte: SECEX.088 2.3% 5.5% 29.8% 25.de bens de capital.803. Na comparação entre 2000 e 2007.6% 2.202 2.5% 11.437.223.5% 2.231.259 555.658.010 210.598.484 3.8% 14.7% 2.046 21.3% ARGENTINA COREIA.3% 5.620 4.655 ARGENTINA CINGAPURA MEXICO ALEMANHA VENEZUELA CHILE COLOMBIA CHINA ITALIA DEMAIS PAÍSES 701.7% JAPAO FRANCA 506.086.8% 4.9% 9.107.7% DEMAIS PAÍSES Fonte: SECEX. Espanha e Coréia do Sul cederam lugar à China e Finlândia entre os dez maiores exportadores para o Brasil.192 98. 2000 E 2007 2000 Destino ESTADOS UNIDOS ARGENTINA ALEMANHA MEXICO CHILE ITALIA VENEZUELA REINO UNIDO PARAGUAI AUSTRALIA DEMAIS PAÍSES Valor 1.

Embora durante os primeiros anos da década de 2000 o cenário não tenha sido muito diferente. isto não significa a ausência de desafios a serem suplantados: aumentar a escala produtiva em alguns setores. o ciclo de crescimento iniciado em meados de 2003 teve reflexos bastante positivos sobre o setor de bens de capital brasileiro. o que dificulta as exportações e permite a importação de equipamentos muitas vezes inadequados. a crise financeira internacional que se configura atualmente promete ter grande impacto negativo sobre o setor. sobretudo nas exportações. o setor de bens de capital no Brasil enfrentou um sério processo de reestruturação durante a década de 90. sobretudo quando comparamos com outros países.Em suma. deficiência das capacidades inovativas. principalmente. como veremos. inclusive sobre as exportações. diante da abertura econômica combinada a um cenário macroeconômico de baixo investimento e crescimento. carência de políticas bem definidas para tecnologia industrial básica do setor (normatização. estrutura de assistência técnica e pósvenda deficiente. certificação etc). o que reforça a importância da inovação e acumulação de conhecimento para superar este desafio competitivo. Ademais. 37 . e. No entanto.

a análise das empresas se concentra nas empresas com mais de 30 pessoas ocupadas representadas pela amostra da Pesquisa de Inovação Tecnológica (PINTEC). que empregaram 183 mil trabalhadores. ainda que apenas 35% dos empregados dos trabalhe nestas firmas. o setor tal qual definido neste relatório contava com 8. A análise que faremos ao longo desse trabalho será. segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS).4. Com efeito.922 trabalhadores em 2007. de acordo com o IBGE (TABELA 18 ).573 firmas possuem mais de 30 empregados. no qual pequenas empresas familiares convivem com grandes produtores de máquinas e equipamentos que às vezes vendem não apenas o produto. 5 As empresas com mais de trinta pessoas ocupadas respondem por 98% do faturamento total do setor em 2005. as firmas produtoras de bens de capital consistem em um setor bastante heterogêneo.236 empresas e empregou 221. portanto. 38 . mas também o projeto de engenharia. De fato. Contudo. focada nas empresas com mais de 30 funcionários que. representam boa parte do faturamento do setor e praticamente toda a sua atividade tecnológica5. EMPRESAS LÍDERES NO SETOR DE BENS DE CAPITAL4 Do ponto de vista estrutural. 89% das firmas do setor têm menos de 50 empregados. 4 Nesta seção e no restante do trabalho. embora representem pouco em termos de número de empresas. apenas 1.

bombas. PARTICIPAÇÃO ESTRANGEIRA.877 61% 39% 158 118 40 33. POR CATEGORIA DE FIRMA.559 69% 31% 4.227 99.955 75.614 41.954 — 123 100% 0% 7 100% 0% Total 1.219 — 3.049 2.012 1.372 25% 75% 831 34% 66% 33 16 17 19.441 83.812 100% 0% 115 100% 0% 989 989 — 31.572 1.502 66% 34% 2.049 2.943 15% 85% 683 12% 88% 2.097 2.636 2.338 21.481 100% 0% 96 100% 0% 985 985 — 28. de transmissão Estrangeiras (CNAE 291) Produtividade (R$) Nacionais Estrangeiras Faturamento (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) Lucros totais (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) 39 .557 2.370 36.323 48% 52% 1.325 38.964 100% 0% 20 100% 0% 793 793 — 31.514 15.453 14.708 2.566 11.117 65.129 6.549 50% 50% 1.234 246.134 1.159 385.631 40% 60% 747 68% 32% Frágeis 660 659 1 35.994 57% 43% 324 267 57 63.974 102.935 52% 48% 888 44% 56% 2.383 189 180.266 93% 7% 261 93% 7% 107 107 — 7. FATURAMENTO E PESSOAL OCUPADO DAS EMPRESAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL.436 54% 46% 1.687 35% 65% 2.674 137.530 2.595 — 383 100% 0% 29 100% 0% Emergentes 60 60 — 7.637 7.595 28.853 2.166 120.120 3.843 47% 53% 2.240 51% 49% Nº de firmas Nacionais Estrangeiras Pessoal ocupado total Nacionais (%) Estrangeiras (%) Salários totais (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) Salário médio (R$) Nacionais Total Estrangeiras Produtividade (R$) Nacionais Estrangeiras Faturamento (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) Lucros totais (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) Nº de firmas Nacionais Estrangeiras Pessoal ocupado total Nacionais (%) Estrangeiras (%) Salários totais (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) Motores.341 81.382 33% 67% 2.880 28% 72% 1.742 10% 90% 458 18% 82% Seguidoras 730 592 138 95.603 412. NÚMERO DE FIRMAS.540 85. PARA EMPRESAS COM MAIS DE 30 PESSOAS OCUPADAS: 2005.731 117.392 42% 58% 1.444 368.025 115.853 100% 0% 523 100% 0% 1.954 31.673 — 654 100% 0% 26 100% 0% 26 26 — 1. Salário médio (R$) compressores e Nacionais eq. Subsetor Indicador Tipo de empresa Líderes 122 72 50 41.162 199.820 82.TABELA 18 .855 1.416 54% 46% 1.262 222.927 1.570 6.

736 2.249 52% 48% 130 83% 17% 271 271 — 13.982 1.689 77% 23% 477 63% 37% 2.227 128.108 62% 38% 569 66% 34% 181 165 16 16.920 1.149 36.477 59.722 100% 0 203 100% 0 1.200 3.989 100% 0% 49 100% 0% 1.736 1.612 58.391 3.409 7.560 25.748 22.917 54.844 1.916 62.176 100% 0 94 100% 0 77 77 — 2.899 69.517 74.709 63% 37% 267 56% 44% 3.597 72% 28% 788 60% 40% 1.650 2.888 57% 43% 396 61% 39% 73 61 12 5.225 1.056 2. de uso geral (CNAE 292) Máquinasferramenta (CNAE 294) Nº de firmas Nacionais Estrangeiras Pessoal ocupado total Nacionais (%) Estrangeiras (%) Salários totais (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) Salário médio (R$) Nacionais Estrangeiras Produtividade (R$) Nacionais Estrangeiras Faturamento (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) Lucros totais (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) Nº de firmas Nacionais Estrangeiras Pessoal ocupado total Nacionais (%) Estrangeiras (%) Salários totais (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) Salário médio (R$) Nacionais Estrangeiras Produtividade (R$) Nacionais Estrangeiras Faturamento (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) Lucros totais (R$ milhões) Nacionais (%) Estrangeiras (%) 30 18 12 7.373 — 25.500 61.361 1.030 2.560 — 50 100% 0% 1 100% 0% 578 514 64 52.270 1.270 — 22.060 82% 18% 176 68% 32% 1.137 25.816 86.425 116.913 38.402 48.140 1.103 10.431 129.336 70.140 — 38.200 2.151 81% 19% 1.373 1.981 56% 44% 338 74% 26% 40 .748 — 124 100% 0% 12 100% 0% 15 15 — 772 100% 0 9 100% 0 924 924 — 25.724 3.177 68% 32% 1.075 115.397 117.Máquinas e eq.583 3.846 969 48% 52% 73 48% 52% 26 22 4 6.937 92.998 77% 23% 144 58% 42% 1.558 54% 46% 195 65% 35% 262 210 52 30.137 — 75 100% 0 6 100% 0 5 5 — 993 100% 0% 18 100% 0% 1.619 109.913 — 1.

795 79.d. a maior parte delas (730.d.210 n.d.472 Produtividade (R$) Nacionais 40.021 68. 100% 53% Nacionais (%) Estrangeiras (%) 62% 53% n. — 3.453 3.8% do pessoal ocupado do setor.5% do faturamento e 52.180 44. de Salário médio (R$) Nacionais 1. com baixo nível de atualização tecnológica e de inovação. — 133. 6 O artigo de De Negri et al.d. empresas não exportadoras e com produtividade abaixo da média do seu setor e.d.Nº de firmas 33 237 205 14 489 Nacionais 16 203 204 14 437 Estrangeiras 17 34 1 — 52 Pessoal ocupado total 7.472 Estrangeiras 93. — 35% 2. ou 46. PINTEC.396 58% 77% n.d.4% do total de firmas) foi classificada empresas seguidoras do ponto de vista tecnológico.680 24. — 47% Fonte: PIA.960 152.972 11.d.6 Estas firmas seguidoras respondem por 58. Estas são consideradas firmas com “grande capacidade de acompanhar e imitar as mudanças tecnológicas no seu setor e por isso conseguem diferenciar produtos ou realizar mudanças para reduzir seus custos de produção. — 42% Estrangeiras (%) Lucros totais (R$ milhões) 105 604 126 12 847 38% 47% n.423 n. 1.572 empresas com mais de 30 pessoas ocupadas no setor de bens de capital.740 uso específico (CNAE 296) Estrangeiras 3.918 1.103 4.940 33. significa informação não disponível por respeito ao sigilo estatístico.906 48. A TABELA 18 mostra que.994 n. das 1.307 79. 100% 81% Nacionais (%) 42% 23% n. N.021 53.781 1. elaboração própria da equipe do projeto. que seguem rapidamente as empresas líderes e acompanham as mudanças na dinâmica de mercado impulsionadas pela concorrência setorial.083 48.d. 33.d. A despeito do grande número. — 19% Estrangeiras (%) Salários totais (R$ milhões) 256 596 175 68 1. 100% 58% 56% 48% n. Por seu turno.d.095 43% 60% n.d. de modo geral. 41 . estas empresas respondem por apenas 6. (2008) detalha a classificação das empresas brasileiras de acordo com a liderança tecnológica.661 4.835 1.863 2.d.” (De Negri et al.5% do emprego do setor.9% do faturamento e 22.604 n. 2008).d. 100% 65% Nacionais (%) Estrangeiras (%) 57% 40% n.583 406 8.151 1.740 Máquinas e eq. 660 empresas (42% do total) foram classificadas como firmas frágeis..565 1.874 Faturamento (R$ milhões) Nacionais (%) 44% 52% n.288 1. RAIS e SECEX.288 1.

9% do emprego do setor se devem às empresas líderes. As transnacionais são. Por fim.9% do total).8 milhões ao ano. que são empresas que as empresas mais competitivas e tecnologicamente avançadas do setor. em média. Do ponto de vista de escala de produção. o porte dessas empresas é substancialmente maior do que a média do setor: elas possuem.No outro extremo competitivo há as 122 empresas líderes.2%) do segmento. nem exportam tampouco possuem produtividade acima da média de seu setor. As empresas líderes possuem indicadores de 42 . existe um grupo de 60 empresas classificadas como emergentes do ponto de vista tecnológico. em média). estão localizadas entre as frágeis e as seguidoras.8%) e no faturamento (52. uma participação expressiva (40.8 empregados. São firmas que são líderes tecnológicas ora por diferenciar seus produtos – e com isso obter um preço diferenciado pelos mesmos – ora por serem líderes tecnológicos em custo. Nada menos que 30. A distribuição setorial das firmas transnacionais é relativamente equânime. mas não são ainda líderes tecnológicos.8% do faturamento total e 22. Ainda de acordo com a TABELA 18 . embora seja no subsetor de máquinas-ferramenta onde as firmas líderes têm maior participação no número de empresas (14. oferecendo produtos homogêneos a preços mais competitivos. Essas empresas investem continuamente em P&D ou inovam produto novo para o mercado mundial ou possuem laboratórios de P&D (departamentos de P&D e que tem mestres/doutores ocupados em P&D). seguidoras e frágeis. maiores e mais produtivas. em média. há 50 empresas estrangeiras entre as líderes. 320 funcionários e um faturamento de R$ 94. tanto em faturamento (R$ 11 milhões/ano) quanto em pessoal ocupado (113. Como escala de produção é um fator-chave de competitividade para o setor de bens de capital. Os indicadores de salário médio e de produtividade também refletem as diferenças entre líderes. além de pagarem melhores salários.

) Elevadores. Máquinas-ferramenta. Caldeiras. Não. alta e extra-alta tensões. fundidos para diversos setores. Dedini Sim. Não. Não. Frágeis e emergentes têm níveis de produtividade abaixo da média. Não. cervejarias. Não. Weg Motores elétricos. Não. Empresa Transnacional. Sim. Não. estruturas e montagens industriais para o setor de óleo e gás. PRINCIPAIS EMPRESAS DE BENS DE CAPITAL NO BRASIL. Empresa Transnacional (de propriedade da Areva). Empresa Transnacional. Sim. China e Portugal). México. Empresa Transnacional (parte do conglomerado Voith). além de guindastes para o setor portuário e equipamentos mecânicos para o setor hidrelétrico. peneiramento etc. fundidos de grande porte em geral. Sim (Nível novo mercado da Bovespa). onshore e off-shore. Não. TABELA 19 . Empresa Transnacional (parte da General Electric). automação e controle. Areva T&D Brasil. Não. Não. Maquinário para as atividades de mineração e construção (equipamentos para britagem. É de capital nacional? É internacionalizada? Sim (fábricas na Argentina. Máquinas para plásticos.produtividade acima da média e pagam salários bem superiores às demais. Não. plantas completas principalmente para usinas de açúcar e álcool. Indústrias Romi Sim. Não. Gevisa Motores elétricos. 43 . Metso Atlas Schindler Não. sistemas industriais. SEGUNDO A PUBLICAÇÃO VALOR 1000 DE 2008 Empresa Atuação Possui ações negociadas em Bolsa no Brasil? Sim (Nível novo mercado da Bovespa). Usiminas Mecânica Sim (faz parte do grupo Usiminas). escadas e esteiras rolantes Equipamentos. Transformadores para instrumentos de média. Voith Paper Máquinas voltadas para o segmento de papel e celulose. Fonte: Valor 1000 de 2008 e pesquisas na internet. Não.

embora. a Weg. Com efeito. em média. e a Gevisa (496º). chegando a 28% nos setores de máquinas-ferramenta (CNAE 294) e máquinas e equipamentos de uso específico (CNAE 296). No tocante ao comércio exterior. a Usiminas Mecânica (319º).7% é maior que o das seguidoras (18. segundo com a publicação Valor 1000 de 2008. O desempenho geral de comércio exterior do setor é bastante influenciado pelo segmento de motores.2%). Com efeito. a Metso (251º). o coeficiente de exportações (importância das exportações no faturamento) é o maior neste setor entre os setores analisados. a Voith Paper (417º). em média o coeficiente de exportação das firmas líderes de 22. a maior parte das exportações e importações se deve às firmas seguidoras (57% e 61%). Dedini (215º). uma das cinco maiores produtoras mundiais de motores elétricos. a Romi (401º). a Areva T&D Brasil (465º). a Atlas Schindler (287º). compressores e equipamentos de transmissão (CNAE 291). também está entre as 150 melhores empresas se trabalhar no Brasil. 44 . Ainda de acordo com a publicação “Maiores e Melhores” da Revista Exame. do jornal Valor Econômico. São elas a Weg (99º).Algumas empresas de bens de capital constam entre as 500 maiores empresas do Brasil. as firmas líderes exportem e importem mais que as seguidoras (TABELA 20 ). importações e do saldo das líderes e seguidoras. que respondem por mais da metade das exportações.

8% exportação Fonte: PIA. compressores e eq. RAIS e SECEX.7 14.1 242.0 239.TABELA 20 .2 399.1 5.6 647.4 % 57% 61% 52% 48% 47% 49% 94% 89% 115% 17% 52% -81% 61% 61% 62% Total Valor 2.0% 28.6 577.6 708.497.4 12.9 -45.8 80.5 % 43% 39% 48% 52% 53% 51% 6% 11% -15% 83% 48% 181% 39% 39% 38% Seguidoras Valor 1.0 18.1 27.2% 1.0 17. de uso específico Importação (CNAE 296) Saldo Coeficiente de 28.8 96.9 357.4 93.5 56.5% 176.7 75.3% 21.613.9 % 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% Exportação Máquinas e eq.7% 776.0 22.1 392. elaboração própria da equipe do projeto.838.6% 632.0 150.5% 496.5 400.3% 212.2 110.8 809.7 24.0 23. POR SUB-SETOR E CATEGORIA DE FIRMAS: 2005. 45 .4 409.8% 35.5 321.2 1. PINTEC.5 146.7 27.3 42.6 101.6% 467.8% 243.6 905.6 -14. Subsetor Fluxo de comércio Exportação Importação Total Saldo Coeficiente de exportação Motores.2 1.3 7.2% 721.6% 388.5 156.6 687. de uso geral (CNAE 292) Importação Saldo Coeficiente de exportação Exportação Máquinasferramentas (CNAE 294) Importação Saldo Coeficiente de exportação Líderes Valor 1. INDICADORES DE COMÉRCIO EXTERIOR DAS EMPRESAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL.483.355.6% 19. de transmissão (CNAE 291) Exportação Importação Saldo Coeficiente de exportação Exportação Máquinas e eq.1 366.0 18.224.

Segundo a célebre taxonomia de Pavitt (1984). e o setor de bens de capital possui características produtivas bem especiais. elas podem alterar a própria fronteira em si. bem como o processo produtivo. INOVAÇÃO E INTEGRAÇÃO DAS FIRMAS COM O SISTEMA DE INOVAÇÃO Como já mencionado. Além disso. a indústria de bens de capital catalisa inovações – de fato. quase sempre inovações de produto ou processo requerem a aquisição de máquinas e equipamentos (Varum e Monteiro. o modo como os bens de capital são idealizados e produzidos é importante para a dinâmica de aprendizado tecnológico. 2007). a indústria de bens de capital é importante porque.5. Rosenberg (1963) nota que as inovações no setor de bens de capital têm uma característica especial com respeito às inovações dos outros setores: elas não apenas podem induzir movimentos ao longo da curva de possibilidades de produção. que em verdade pode ser pensada como um continuum de possibilidades. Sari (1981) classificou os processos produtivos das empresas de acordo com o papel e o grau de influência dos pedidos dos consumidores. é composta por quatro pontos de referência (Tseng e Piller. Sem embargo. 2003):  Make to stock (MTS): neste sistema de produção. as firmas do setor de bens de capital são os specialised suppliers por excelência. 1976). Sua classificação. a demanda é previsível. em última instância. Os ciclos de produto são 46 . Contudo. substituindo fatores de produção. é ela que determina a produtividade da economia (Rosenberg.

 Assemble to order (ATO): no sistema ATO. compressores em geral e outras máquinas e 47 . é mantido um estoque de produtos semi-acabados. p. motores elétricos. Devido à necessidade de uma maior interação com os clientes. 2003. e o cliente consome os produtos deste estoque. A firma produz para estocar. a indústria de bens de capital tipicamente adota os processos MTO no caso de máquinas-ferramenta.  Engineer to order (ETO): a diferença do sistema ETO para o MTO é que o cliente interfere no próprio projeto do produto. que neste caso é totalmente customizado às suas necessidades. Há a possibilidade de modificações marginais do produto final. Assim. e o prazo de entrega é considerado médio ou longo. Neste sistema produtivo. baseados em “famílias” pré-definidas de produtos. há alguma margem para customização do produto final às necessidades do cliente.  Make to order (MTO): as firmas que adotam o sistema MTO mantêm um estoque de matérias-primas e componentes. mas a montagem destes produtos é feita apenas depois do recebido o pedido. 74). Há um nível mais alto de interação com os clientes. dependendo da complexidade das adaptações e do volume de pedidos. Um bom exemplo deste sistema de produção é a produção de microcomputadores (Tseng e Piller. a interação com os consumidores é mínima e não raro as firmas enfrentam elevados custos de estocagem. mas em geral estas têm apenas natureza cosmética.longos e estáveis. A despeito do tempo de entrega do produto ser minimizado. o grau de interação com os clientes é o mais alto possível. de modo que a fabricação do produto só se inicia após o pedido. bombas.

pois a própria produção de bens de capital é capital-intensiva. (ii) por conseqüência. 1984) -. sendo escassos no fator capital. Rosenberg (1963) defende a existência de economias de especialização no setor de bens de capital. que desenvolveram tecnologias poupadoras de mão-de-obra. os países não conseguem aumentar a produtividade da economia a ponto de elevar a taxa de poupança. e adota processos ETO para bens de capital nãoseriados e sistemas mais complexos. o tamanho do mercado para os bens de capital – dado pelo tamanho da economia e pelo ciclo de investimento influencia sobremaneira a acumulação de conhecimento na indústria de bens de capital de um país. Além disso. em oposição aos países desenvolvidos. a despeito de ser considerada uma indústria do tipo specialised suppliers. a produção de bens de capital tem escala ineficiente. o tamanho do mercado determina a velocidade do aprendizado tecnológico – seja ele operacional (que representa redução de custo) ou criativo (que representa novas tecnologias) (Sahal. 48 . E esta possibilidade é determinada pelo tamanho da demanda. (iii) mesmo que a escala fosse eficiente. Rosenberg (1963) nos lembra a célebre frase de Adam Smith: “a divisão do trabalho está limitada pelo tamanho do mercado”. Entretanto. a explicação passa pelo desenvolvimento do setor de bens de capital. Segundo o autor. independentemente da rota tecnológica escolhida. capaz de alterar a fronteira de produção. não lograram desenvolver tecnologias poupadoras deste fator escasso.equipamentos mais simples. Neste sentido.7 7 A motivação original do artigo de Rosenberg (1963) era explicar porque os países em desenvolvimento. o que faz com que estes países tenham baixo desenvolvimento tecnológico em geral. realimentando o próprio ciclo. (iv) por isso. A armadilha dos países em desenvolvimento consiste no seguinte: (i) os países em desenvolvimento têm baixas taxas de poupança. situação que ocorre quando um leque relativamente pequeno de produtos é produzido a partir dos mesmos insumos. Ainda que seja muito comum a ocorrência de economias típicas de escala. haveria problemas para iniciar a produção. o desenvolvimento de capacidades inovativas fica prejudicado.

baseado na produção e no uso de conhecimento científico e tecnológico codificado. MODOS DE INOVAÇÃO E APRENDIZADO Modo STI Baseado na produção e uso de conhecimento científico e tecnológico codificado. comercial e financeira. Uso e Interação (DUI). do tipo “know-what” and “knowhow” Firmas estáticas e sem aprendizado Falta de qualquer estratégia de aprendizado Modo STI/DUI Tensão entre os dois modos. Segundo estes autores. e outro. mas com viés para o modo STI. Conhecimento tácito e global. além de riscos relativos ao processo produtivo. Tecnologia e Inovação (STI). As firmas produtoras de bens de capital enfrentam riscos de natureza macroeconômica. gerenciar o processo de inovação torna-se um desafio. na prática os melhores resultados são atingidos quando as firmas combinam os dois modos de inovação. Mais uma vez.1 O PROCESSO E O GERENCIAMENTO DA INOVAÇÃO NA INDÚSTRIA DE BENS DE CAPITAL Varum e Monteiro (2007) apontam dois modos de inovação: (i) o modelo baseado em Ciência. TABELA 21 . chamado de Ação. baseado na experiência. Firmas são mais propensas a inovar e ter sucesso Modo DUI Baseado no conhecimento informal e baseado na experiência.5. 49 . mais informal. Neste sentido. Conhecimento global. boa parte das firmas de bens de capital na Europa combinam os métodos. esta distinção serve para referenciar a discussão. O quadro a seguir mostra estas possibilidades. do tipo “know-how” and “know-who” Fonte: Varum e Monteiro (2007).

mais conservadores serão os projetos de inovação (isto quando existentes).Pich et al. De todo modo. contingências e flexibilidades são previstas. 50 . é importante destacar que não apenas o tamanho do mercado como também a incerteza afetam sobremaneira o grau de inovatividade no setor.  Aprendizado: nesta abordagem o projeto pode ser ajustado às mudanças de ambiente. em que uma variedade de soluções é gerada e é escolhida a solução que provê os melhores resultados. é muito comum nos estágios iniciais do projeto de inovação haver concorrência de projetos para posterior seleção daquele que se mostrar mais promissor. Quanto maior o grau de incerteza. Segundo estes autores. não sendo necessariamente previstas no plano original. É uma abordagem que funciona muito bem desde que os riscos possam ser identificados e seus impactos sobre o projeto possam ser previstos. seja em sua forma “pura” ou combinada com estratégias de aprendizado ou de seleção de projetos. Com efeito.  Selecionismo: o selecionismo é um processo de tentativa e erro. (2002) notam que existem basicamente três abordagens para o gerenciamento de projetos de risco:  Instrucionismo: o instrucionismo se baseia na elaboração e execução de um plano por uma equipe de projeto. e estes ajustes são baseados em informações obtidas durante o processo de desenvolvimento do projeto. a maior parte dos projetos é administrada a partir da abordagem do instrucionismo.

quanto maior grau de especialização do fornecedor de bens de capital. 8 Lee (1996) reporta que não raro clientes do setor de bens de capital se envolvem no processo de inovação a tal ponto que eles mesmos passam a produzir máquinas e equipamentos. Em segundo lugar. Em primeiro lugar. (ii) Os clientes das firmas de bens de capital têm papel crucial no processo de inovação. uma vez que ela influencia no grau de ousadia dos projetos de inovação. em países onde o setor é desenvolvido as firmas devem atribuir alta importância ao P&D para a inovação.Em suma. 51 . São os ciclos de investimento e o tamanho do mercado que determinam a velocidade do aprendizado tecnológico. diante do acima exposto. são seus planos de investimento que criam a base para a dinâmica de inovação das firmas de bens de capital. maior a necessidade do envolvimento dos clientes na produção e no desenvolvimento de novos bens de capital. bem como a acordos formais de cooperação com universidades e centros de pesquisa. Este aprendizado é também condicionado pela incerteza. Isto deve se refletir nas pesquisas de inovação na forma acordos formais de cooperação com clientes ou mesmo como alta importância atribuída aos clientes como fontes de informação para a inovação.8 (iii) Como o processo de inovação no setor é enviesado para STI. o aprendizado tecnológico no setor de bens de capital apresenta as seguintes características: (i) Inovação e inovatividade são altamente pró-cíclicas.

ao P&D) tem-se que a indústria de bens de capital no Brasil investe bem menos que os países europeus. a partir das informações dispostas na TABELA 22 nota-se que. em que pesem diferenças com respeito ao corte de pessoal ocupado e ao escopo setorial9. Com relação aos investimentos em inovação (em especial. A PARTIR DAS PESQUISAS DE INOVAÇÃO Nesta seção. o Escritório Europeu de Estatísticas.5. Em primeiro lugar.2 INOVAÇÃO NA INDÚSTRIA DE BENS DE CAPITAL. que cremos não se repetirem no futuro. seguindo o padrão da indústria brasileira em geral. a pesquisa de inovação tecnológica conduzida pelo Eurostat. no agregado da indústria de bens de capital) se deve aos altos gastos em aquisição de outros conhecimentos e aquisição de máquinas e equipamentos por parte de firmas líderes transnacionais em 2005. o grau de inovatividade da indústria brasileira de bens de capital não é alto. Como será visto mais adiante. analisaremos não apenas o desempenho inovativo do setor de bens de capital no Brasil. em todos os países. vemos que a taxa geral de inovação na indústria de bens de capital no Brasil é semelhante à dos países europeus. como compararemos este desempenho com firmas situadas nos outros países. o alto volume de gastos em atividades inovativas em geral como proporção do faturamento (5. As duas próximas tabelas trazem informações acerca da performance inovativa dos países europeus mais relevantes para a indústria de bens de capital e que participaram do Community Innovation Survey de 2004 (CIS4). em geral. mas ela caia sensivelmente quando se trata das inovações de produto novo para o mercado. as taxas de inovação são maiores no setor de bens de capital do que para a indústria em geral. as baixas taxas de inovação de produtos novos para o mercado e o baixo nível de investimentos em P&D indicam que. Em segundo lugar.2%.10 Portanto. 52 . 9 10 Veja a nota de rodapé da tabela 22.

27% 4. Da RLV) Gastos em P&D (interno + externo) n.957 28.502 20% Inglaterra Gastos em atividades inovativas (prop.967 52% 2.30% 3. 0.00 3.977.d.879 47% 1.446 42% 7.05% n.601 27% 2.730 18% Alemanha 5.199 65.285 32% 965 24% Alemanha 7.572 810 52% 603 38% 173 11% Brasil 31.561 44.70% externo) Fonte: CIS 4.38% 1.68% 1.00% 1.896 65% 26. * As tabulações a partir da CIS 4 abrangem empresas com mais de 10 pessoas ocupadas e não é possível uma desagregação setorial a três dígitos.629 43% 23. 2.211.15% 3. TAXAS DE INOVAÇÃO E ESFORÇO INOVATIVO NA INDÚSTRIA E NO SETOR DE BENS DE CAPITAL BRASILEIRO EM COMPARAÇÃO COM PAÍSES SELECIONADOS: 2005 (BRASIL) E 2004 (DEMAIS PAÍSES).547 28.438 34% Setor de bens de capital (CNAE 29) Espanha França Itália 9.613 3. do Eurostat.76% Indústria total 2.821 14% 10. 294 e 296.788 25% 1.742 Brasil 1.23% 2.00 5.00 1.26% 5.* Indicadores Número de empresas Inovadoras Inovadoras de produto Inovadoras de produto novo para o mercado Indicadores Número de empresas Inovadoras Inovadoras produto de Inglaterra 85.23% 2.19% n. PIA e PINTEC elaboração própria da equipe do projeto.873 7% 13% 11% Setor de Bens de Capital (CNAE 29) Espanha França Itália 1.76% 1.118 34% 13.170 32% 11.d.d. n.66% 1.596 1. Inglaterra Alemanha 101. de forma que as informações se referem à CNAE 29 como um todo.089 26% 17. Da RLV) Gastos em P&D (interno + 3.46% Alemanha Espanha França Itália Gastos em atividades 7. a TABELA 23 compara as taxas de inovação.698 47% 846 23% 572 16% 1.876 4.412 27% Inovadoras de produto novo para o mercado 17.60% Inglaterra 3.548.d.60% Brasil Espanha 80.040 16% 5.TABELA 22 .565 5% Brasil 5.835 81% 2.20% 0.716 13.667 46% 824 23% 792 22% Indústria total França 86. Por sua vez. limitamos nosso estudo para empresas brasileiras com mais de 30 empregados e às CNAEs 291. desagregadas pelos subsetores.160 36% 15.938 13% 13.740 29% Itália 121.176 36. 292.80% inovativas (prop. da indústria de bens de capital com as da indústria de transformação 53 . Como já mencionado.319 32% 2.

Com relação aos investimentos em P&D. frágeis e emergentes no que tange à inovação firmas. TABELA 23 .823 132. o volume investido em P&D na indústria de bens de capital representa apenas 1. elaboração própria da equipe do projeto.565 5% 10. conforme comentado anteriormente.9 P&D / Faturamento (%) 0. Contudo. De fato.66% 0. e eq. A TABELA 24 mostra que as empresas líderes e emergentes se destacam em todos os tipos de inovação em 54 .8 66. se situando sempre acima da média da indústria nacional. seguidoras. de compresssores e uso geral eq.7% do total da indústria de transformação. Máquinas bombas.446 42% 7. RAIS e SECEX. há muitas diferenças entre firmas líderes.48% 0. TAXAS DE INOVAÇÃO E ESFORÇOS INOVATIVOS NA INDÚSTRIA BRASILEIRA E NO SETOR DE BENS DE CAPITAL NAS EMPRESAS COM MAIS DE 30 PESSOAS OCUPADAS: 2005. As taxas de inovação não variam substancialmente entre os subsetores.24% Fonte: PIA.6 0. as taxas de inovação tanto de processo quanto de produto caem substancialmente quando se considera a novidade da inovação para o mercado. de uso específico (CNAE 296) 489 229 47% 177 36% 44 9% 124 25% 8 2% 20. Naturalmente.716 13.25% Número de empresas (total) Inovadoras Inovadoras de produto Inovadoras de produto novo para o mercado Inovadoras de processo Inovadoras de processo novo para o mercado 31.em geral. e eq. vê-se que a indústria de bens de capital fica abaixo da média nacional em todos os setores analisados à exceção do segmento de máquinas-ferramenta.0 0.788 25% 1.39% 0.81% Outras máq. PINTEC.980 35% 834 3% Investimento em P&D (R$ milhões) 7.572 810 52% 603 38% 173 11% 530 34% 49 3% Motores. de (CNAE transmissão 292) (CNAE 291) 324 578 172 53% 129 40% 58 18% 132 41% 5 2% 309 53% 224 39% 46 8% 210 36% 30 5% Máquinasferramenta (CNAE 294) 181 100 55% 73 40% 25 14% 64 35% 6 3% 23. Indústria de transformação Bens de Capital Total 1.3 22.

POR CATEGORIA DE EMPRESA (EMPRESAS COM MAIS DE 30 PESSOAS OCUPADAS): 2005. TAXAS DE INOVAÇÃO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL. Tipo de empresa Subsetor Indicador Líderes Nº de empresas Nº de inovadoras de produto Total de produto novo para o mercado de processo de processo novo para o mercado de produto novo para o mercado mundial 122 122 100% 122 100% 120 98% 55 45% 9 7% 23 19% Seguidoras 730 431 59% 316 43% 8 1% 260 36% 17 2% 1 0% Frágeis 660 196 30% 107 16% 9 1% 172 26% 22 3% 0 0% Emergentes 60 60 100% 57 95% 36 60% 43 72% 1 2% 18 30% Total 1. 19% das firmas líderes e 30% das emergentes lançaram produto novo para o mercado mundial. de Nº de inovadoras transmissão (CNAE 291) de produto 33 33 100% 33 158 92 58% 58 107 21 20% 15 26 26 100% 23 324 172 53% 129 55 . se situando em torno da média da indústria nacional. Sem embargo.todos os subsetores. Nº de empresas bombas. bombas.572 809 51% 602 38% 173 11% 530 34% 49 3% 42 3% Motores. respectivamente. A maior parte das firmas líderes e emergentes que inovaram para o mercado mundial atuam. compressores e equipamentos de transmissão (CNAE 291). Outro fator que chama a atenção é que a taxa de inovação de processo para as firmas líderes no setor não é alta. TABELA 24 . compressores e eq. no setor de máquinas de equipamentos para uso específico (CNAE 296) e no de motores.

de uso geral (CNAE 292) de produto novo para o mercado de processo de processo novo para o mercado de produto novo para o mercado mundial Nº de empresas Nº de inovadoras de produto Máquinasferramenta (CNAE 294) de produto novo para o mercado de processo de processo novo para o mercado de produto novo para o mercado mundial Máquinas e eq. de uso específico (CNAE 296) Nº de empresas Nº de inovadoras de produto 33 100% 26 79% 4 12% 5 15% 30 30 100% 30 100% 30 100% 10 33% 0 0% 2 7% 26 26 100% 26 100% 24 92% 10 38% 4 15% 1 4% 33 33 100% 33 37% 7 4% 65 41% 1 1% 0 0% 262 165 63% 129 49% 0 0% 105 40% 8 3% 0 0% 73 39 53% 22 30% 0 0% 24 33% 2 3% 0 0% 237 135 57% 107 14% 1 1% 18 17% 0 0% 0 0% 271 99 37% 50 18% 8 3% 84 31% 22 8% 0 0% 77 29 38% 19 25% 0 0% 29 38% 0 0% 0 0% 205 47 23% 23 88% 17 65% 23 89% 0 0% 17 65% 15 15 100% 15 100% 8 53% 11 73% 0 0% 0 0% 5 5 100% 5 100% 1 20% 1 20% 0 0% 1 20% 14 14 100% 14 40% 58 18% 132 41% 5 2% 22 7% 578 309 53% 224 39% 46 8% 210 36% 30 5% 2 0% 181 99 55% 72 40% 25 14% 64 35% 6 3% 2 1% 489 229 47% 177 56 .100% de produto novo para o mercado de processo de processo novo para o mercado de produto novo para o mercado mundial Nº de empresas Nº de inovadoras de produto Máquinas e eq.

9% e 2. POR CATEGORIA DE EMPRESA (EMPRESAS COM MAIS DE 30 PESSOAS OCUPADAS): 2005. número próximo à Itália. Do ponto de vista setorial.2%.6% de seu faturamento em P&D interno e externo. As firmas líderes deste segmento investem 1. PINTEC. França e Espanha. Como sabido.6%. 57 . ESFORÇO INOVATIVO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL. respectivamente. TABELA 25 .de produto novo para o mercado de processo 100% 33 100% 45% 1 0% 11% 0 0% 100% 10 71% 36% 44 9% 124 25% 8 2% 16 3% 9 66 41 8 27% 28% 20% 57% 1 6 0 1 de processo novo para o mercado 3% 3% 0% 7% 15 1 0 0 de produto novo para o mercado mundial 45% 0% 0% 0% Fonte: PIA. enquanto as seguidoras.5% 0.9% da RLV em P&D interno e externo. firmas líderes e emergentes do setor investem. RAIS e SECEX. elaboração própria da equipe do projeto. De fato. a despeito do pequeno número e da reduzida escala de produção. as firmas emergentes apresentam características diferenciadas de investimentos em inovação. de 3.e P&D interno e externo em particular – novamente firmas líderes e emergentes se destacam entre as demais. frágeis e emergentes investem cada uma 0. Com respeito aos investimentos em atividades inovativas em geral . mas distante do nível alemão. o setor que mais investe em P&D como proporção da RLV é o de máquinas-ferramenta (CNAE 294). em torno de 0.

775 5.5% 28 1.193 14.850 1.4% 1. PINTEC.8% 6 0.1% 1.Tipo de empresa Subsetor Indicador Líderes RLV Total 10.0% 2 4.127 154 2.095 179 2.5% 37 0. elaboração própria da equipe do projeto.9% 1.1% 8.8% 2 0.5% 398 29 7.0% 1. de transmissão (CNAE 291) RLV (R$ milhões) Gastos em atividades inovativas (R$ milhões e % da RLV) Gastos em P&D interno e externo (R$ milhões e % da RLV) RLV Máquinas e eq.4% (R$ milhões) Gastos em atividades inovativas (R$ milhões e % da RLV) Gastos em P&D interno e externo (R$ milhões e % da RLV) Motores.0% 50 12 25.8% 0 0.4% 2 2.2% 207 0.173 19 1.455 88 2.531 32 2.6% 123 4 3.2% 2.166 21 1. compressores e eq.2% 369 3 0.378 1. Estes gastos chegam a influenciar a média para toda 58 .8% 10 1.5% 95 0.481 89 1.7% 89 0.1% 4.6% 17 2.236 350 1.6% 13.0% 74 2 3.7% 7.5% 2.7% Fonte: PIA.1% 4 Emergentes 644 49 7.9% 43 0.0% 0 0.3% 0.714 341 2.2% 31 0.9% 6.044 56.662 157 1. bombas.5% 7.7% 9.2% 122 0 0.0% 14 Frágeis 3.4% 11 Total 34.188 56 1.6% 1 0.4% 8 Seguidoras 20.6% 45 0.5% 0.7% 941 45 4.7% 94 0.320 12.836 84 3.0% 31 1.6% 2 2.234 1. de uso geral (CNAE 292) (R$ milhões) Gastos em atividades inovativas (R$ milhões e % da RLV) Gastos em P&D interno e externo (R$ milhões e % da RLV) RLV Máquinasferramenta (CNAE 294) (R$ milhões) Gastos em atividades inovativas (R$ milhões e % da RLV) Gastos em P&D interno e externo (R$ milhões e % da RLV) RLV Máquinas e eq.2% 48 0. RAIS e SECEX.1% 1.446 1.492 52 3. Os elevados gastos em atividades inovativas em geral como proporção da RLV por parte das firmas líderes se devem ao setor de Máquinas e equipamentos de uso específico (CNAE 296). de uso específico (CNAE 296) (R$ milhões) Gastos em atividades inovativas (R$ milhões e % da RLV) Gastos em P&D interno e externo (R$ milhões e % da RLV) 0.

Contudo. um valor certamente muito alto.3% do pessoal ocupado trabalha exclusivamente em atividades de P&D. novamente há diferenças substanciais com respeito à distribuição destes profissionais entre as diversas categorias de empresas.2% dos funcionários está diretamente envolvido em atividades de P&D (GRÁFICO 5). percebe-se que há firmas líderes transnacionais .20% da RLV. POR CATEGORIA DE EMPRESAS: 2005. 59 . Nas empresas líderes e emergentes. cerca de 0. 11 Sem embargo. 2.as quais investiram um alto montante em aquisição de máquinas e equipamentos e aquisição de outros conhecimentos .7 e 2.8% e 0. 1. as 16 firmas líderes nacionais presentes neste subsetor investiram apenas 3. COMO PROPORÇÃO DO NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS. contudo. Estes investimentos. quando é feita uma desagregação entre firmas nacionais e estrangeiras. No setor de bens de capital. trata-se de firma ou conjunto de firmas que iniciou suas operações em 2005. respectivamente.11 Outro indicador relevante do esforço tecnológico das empresas é o número de pessoas envolvidas diretamente e com dedicação exclusiva em atividades de Pesquisa e Desenvolvimento. Na CNAE 296. não devem se repetir no futuro. Provavelmente.a indústria.4% do faturamento em atividades inovativas.7% dos funcionários de uma empresa são dedicados a esse tipo de atividade.4% da RLV em atividades inovativas. Os números equivalentes para empresas seguidoras e emergentes são substancialmente menores: 0.a influenciar este resultado. Na indústria brasileira como um todo.3%. as firmas líderes declararam gastar 56. PESSOAL OCUPADO EM P&D NO SETOR DE BENS DE CAPITAL BRASILEIRO. que é de 5. GRÁFICO 5. Entretanto.

POR CATEGORIA DE EMPRESAS: 2005. embora menores e respondendo por apenas 4. emprega 52% dos profissionais envolvidos em P&D no setor de bens de capital. PESSOAL OCUPADO EM P&D NO SETOR DE BENS DE CAPITAL.5% 2. elaboração própria da equipe do projeto. As empresas emergentes.5% 1.7% 2.3% 1.2% 0. Se 60 .0% 0. embora responda por apenas 22. por sua vez.Pessoal total ocupado em P&D: (%) do total 3.3% Fonte: PIA. GRÁFICO 6. RAIS e SECEX. são responsáveis por 8% dos profissionais envolvidos em atividades de pesquisa. De acordo com o GRÁFICO 6.8% 0. o grupo das empresas líderes.5% 0.0% 1. PINTEC.9% do emprego no setor.0% 2.3% do total da mão-deobra empregada no setor.0% nt es re s ra s ei s Fr ág Lí de do Em er ge gu i To ta l 2.

Com respeito à distribuição setorial do pessoal ocupado em P&D (GRÁFICO 8). elaboração própria da equipe do projeto. Com efeito. com primazia dos setores de motores.6% dos empregados trabalham em P&D. Neste segmento. nas firmas líderes do setor de máquinas-ferramenta (CNAE 294) 4.4% 8% Líderes Seguidoras 52% Frágeis Emergentes 36% Fonte: PIA. compressores e equipamentos de transmissão (CNAE 291) e máquinas e equipamentos de uso geral (CNAE 292). RAIS e SECEX. 82% dos pesquisadores trabalham em firmas líderes do ponto de vista tecnológico. bombas. 61 . É no setor de máquinas-ferramenta (CNAE 294) que as firmas líderes empregam maior parcela dos profissionais envolvidos em P&D (GRÁFICO 7). PINTEC. cabe apenas comentar que ela segue a distribuição do faturamento e do emprego.

RAIS e SECEX. bombas. 2005 14% 12% 40% Motores. DISTRIBUIÇÃO SETORIAL DO PESSOAL OCUPADO EM P&D: SETOR DE BENS DE CAPITAL. de uso geral (CNAE 292) Máquinas-ferramenta (CNAE 294) 34% Máquinas e eq. POR CATEGORIA DE EMPRESAS: 2005 8% 0% 10% Líderes Seguidoras Frágeis Emergentes 82% Fonte: PIA. de uso específico (CNAE 296) Fonte: PIA. PESSOAL OCUPADO EM P&D NO SETOR DE MÁQUINAS FERRAMENTA. PINTEC. compressores e eq. elaboração própria da equipe do projeto. de transmissão (CNAE 291) Máquinas e eq. 62 . elaboração própria da equipe do projeto. GRÁFICO 8. RAIS e SECEX.GRÁFICO 7. PINTEC.

estes números são bem diferentes do padrão médio dos líderes tecnológicos: para a indústria como um todo. as empresas líderes passariam a destinar 64.8% dos gastos em atividades inovativas para a aquisição de máquinas e equipamentos e 9. Sem embargo.5% dos gastos em inovação para a aquisição de outros conhecimentos. enquanto destinam apenas 6. Contudo.1% do montante para P&D. Deste modo.6% dos gastos em atividades inovativas para a aquisição de máquinas e equipamentos. e 55.5.5% para a aquisição de máquinas e equipamentos. Com efeito. os líderes tecnológicos destinam 33.3 ESTRATÉGIAS DE INOVAÇÃO É tradicional na indústria brasileira a dependência da aquisição de máquinas e equipamentos como principal forma de atividade inovativa. Ainda assim. deve-se lembrar que os gastos em inovação das firmas líderes se encontram afetados pelo alto volume investido em máquinas e equipamentos e aquisição de outros conhecimentos por firmas transnacionais no setor de máquinas e equipamentos de uso específico (CNAE 296). as firmas líderes parecem destinar uma parcela menor de seus gastos em inovação para P&D do que as seguidoras. Por isso. As firmas seguidoras destinam 19. a TABELA 26 mostra que mesmo as firmas líderes destinam 42.3% para P&D.7% para a aquisição de máquinas e equipamentos. de acordo com a TABELA 26 . mesmo com o expurgo das líderes transnacionais da CNAE 296.9% do investimento em inovação para P&D e 32.1% dos gastos em atividades inovativas para P&D. no agregado as firmas líderes da indústria de bens de capital destinaram 34. Na indústria de bens de capital não é diferente. caso se desconsiderassem estes gastos em aquisição de outros conhecimentos destas empresas transnacionais (em torno de R$ 400 milhões). 63 .

conforme demonstrado na seção anterior. estas firmas destinam 32. Assim.4% dos investimentos em inovação para P&D. enquanto as emergentes investiram. bombas.2 milhões em atividades de inovação. em média. há de se considerar que o volume de dispêndio tanto em atividades inovativas em geral quanto especificamente em P&D das líderes é maior do que em qualquer outra categoria de empresa. as emergentes gastam R$ 48. As empresas gastam em atividades inovativas praticamente o triplo da soma do que gastam as outras categorias de empresas. como conseqüência. Para comparação. Setorialmente. Em média. quase 10 vezes mais – R$ 810 mil. as firmas emergentes constituem a categoria de firmas que mais investe em P&D. este número sobe para 55% nos setores de motores. cabe destacar o baixo volume de investimentos em atividades inovativas efetuado pelas firmas frágeis. 64 . no total. compressores e equipamentos de transmissão (CNAE 291) e 53% e máquinas e equipamentos de uso geral (CNAE 292). e elas são responsáveis por praticamente metade (47%) do P&D do setor.6 milhões mesmo sendo apenas 60 empresas. R$ 56. dentre os tipos de investimentos em inovação. Os padrões descritos acima se repetem em todos os subsetores à exceção do setor de Máquinas-ferramenta (CNAE 294).No entanto. Pela sua natureza. as firmas frágeis investiram em média R$ 85 mil em 2005 em inovação. Por fim. As 660 firmas frágeis gastam. este foi também o setor que mais investe em P&D com respeito à RLV. no qual as firmas líderes destinaram em 2005 50.7% dos gastos em atividades inovativas para P&D.

9% 2. de transmissão Aquisição de máquinas e equipamentos (CNAE 291) Treinamentos Gasto em introdução das inovações Projeto industrial Tipo de empresa Líderes 1.5 100.0% 0.9 100.6 4.4 7.9% 96.0% 25.319.7 1. Tipo de investimento em atividades inovativas Gastos em atividades inovativas (R$ milhões) Gastos em P&D interno Gastos em P&D externo Aquisição de outros conhecimentos Total Aquisição de máquinas e equipamentos Treinamentos Gasto em introdução das inovações Projeto industrial Gastos em atividades inovativas (R$ milhões) Gastos em P&D interno Gastos em P&D externo Motores.8% 0.5% 45.7 15.3% 54.6 100.5 55.3% 0.0 1.0% 40.0% 5. VOLUME E DISTRIBUIÇÃO PERCENTUAL DOS GASTOS EM ATIVIDADES INOVATIVAS DAS EMPRESAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL.6 16. bombas.4 9.6% Frágeis 56.9 19.0 1.6% 103.1 3.3% 63.4% 1.1% 27.7% 164.8 19.9 10.5% 819.2 0.0% 66.1% 59.1 5.8% 178.0 100.8 1.0 5.7% 0.5% 28.0% 80.0% 169.8 53.5% 37.0 1.3 76.0 0. Aquisição de outros conhecimentos compressores e eq.4 5.0 46.5% 36.3% 0.6 14.3% 0.0 0.4 55.3 7.1% 0.2 16.8 4.0 0.2 6.0% 66.1% 1.9 6.6% 455.8% 25.0 4.0% 194.0% 1.7% 1.8 1.5 11.7% 0.0% 4.8 48.4 42.7% 1.2 100.5 6.8 7.8 3.775.1 7.4 0.3 9.0 0. POR CATEGORIA DE EMPRESA: 2005.4% 17.5% 4.7 42.5% 0.0% 0.4 25.5 100.1 15.8% 340.0% 0.3% 25.6% 3.4% 2.2 2.2 4.3 8.7 5.2 2.9 3.4% 3.2 100.1% 8.8 1.TABELA 26 .2% 8.1% 10.2 3.1% 76.0% 15.2% 0.9 26.7% 9.0% 85.1% 1.4% Emergentes 48.3% 9.0% Subsetor 65 .4% 154.6% 51.4 22.1 1.9 0.5% 0.2% Total 1.4% Seguidoras 350.0% 0.6 0.5 100.9% 14.0 0.8% 14.0% 2.0% 2.6% 11.8 100.1 4.8% 0.3 19.8 32.1% 470.7 34.0% 23.3 2.3% 0.4% 0.5% 562.4% 3.0 64.0 2.5 3.3% 116.6 55.9 100.

8 4.4% 0.1 100.0% 0.7% 19.9 2.6 56.2 100.2% 83.5% 0.0% 0.5% 1.5% 0.4% 52.4% 0.5 34.0% 0.5 35.1 100.0% 30.0 0.9% 6.2 13.0% 0.8% 10.0% 1.1% 25.7% 1.2% 0.0 0.8% 1.0% 26.2 29.0% 0.0 100.4 2.4 4.0% 0.0% 1.8 4.1 0.1 9.9% 37.5 100.2 6.Gastos em atividades inovativas (R$ milhões) Gastos em P&D interno Gastos em P&D externo Máquinas e eq.5 100.3% 0.8 1.2 7.3% 5.9 2.7% 22.0 0.8 8.2% 3.4% 2.0% 9.2% 21.4% 6.6% 0.0 0.0% 2.7% 4.0 100.1 100.3 2.0% 0.4 14.0% 0.5% 0.4 100.0 0.3 12.4 50.4% 0.8% 0.5 2.7 3.4 3.3% Máquinasferramenta (CNAE 294) 66 .4% 1.0 1.0 8.2 0.2 100.6% 0.9 4. de uso geral (CNAE 292) Aquisição de outros conhecimentos Aquisição de máquinas e equipamentos Treinamentos Gasto em introdução das inovações Projeto industrial Gastos em atividades inovativas (R$ milhões) Gastos em P&D interno Gastos em P&D externo Aquisição de outros conhecimentos Aquisição de máquinas e equipamentos Treinamentos Gasto em introdução das inovações Projeto industrial 45.8 3.8% 2.0% 0.9% 0.0% 29.2% 4.9 8.2 42.3 49.7 100.4 5.0 0.2 17.0% 7.4 2.0% 0.2 1.2% 1.0 78.9% 4.0 20.8% 3.2% 3.8% 10.2% 12.7 27.0 0.8 3.0 80.8 46.1% 0.7 1.3 53.1 11.0% 1.0% 157.2% 6.3% 15.0% 42.0 0.7% 88.0% 0.5% 73.0 0.2 2.6 4.7% 0.5 19.5 42.0% 0.2 19.7 2.0% 10.1 7.1 4.6% 12.7 3.2 6.0% 0.4 0.0% 0.3 0.4 2.0 0.5% 4.2% 0.8 4.2% 1.9% 0.0% 2.3% 35.0% 2.0% 0.

0 0. PINTEC.2 8. pelo volume de P&D investido no setor de máquinas e equipamentos (5. por destinar 81.7 7.7% 0.0% 12.0 1.1% do total de gastos em atividades inovativas) e a França.3 4.6 13.5% 0.9% 1.0% 0.0% 9.2 88.6 0.6% 1.7% 22.5% 3.3% para a aquisição de máquinas e equipamentos.8 37. seja para a indústria como um todo.7 1. RAIS e SECEX.5% 450. Além de gastarem mais em atividades inovativas como proporção do faturamento.8% 545.5 43.8 33. as empresas européias em geral destinam pouco mais de 50% dos investimentos totais em inovação para P&D e 24.4 1.2 0.1% 450.8 32.193.7% 0.1% 56.0% 1.6% 5.0% 5.3% 439.1 100. No setor de bens de capital.8 2.8 50.3 4.5 100.3 bilhões de Euros.5% 14.5% 12.3 1.2 0. 67 .Gastos em atividades inovativas (R$ milhões) Gastos em P&D interno Gastos em P&D externo Máquinas e eq.0% 3.1% 1. seja para o setor de máquinas e equipamentos em específico.7 2.5%. elaboração própria da equipe do projeto. Destacam-se a Alemanha.7% 0.6 29.0% 23.8 6.3 100.1% 1.2% 4.3% 0.6% 11.7% 46. ou 62.6% 4.9% e 22.2% 44.9% 91.0% 1.043.3 0.4 72.2% 1.8 11. de uso específico (CNAE 296) Aquisição de outros conhecimentos Aquisição de máquinas e equipamentos Treinamentos Gasto em introdução das inovações Projeto industrial 1.0 2.7% 0.4 100.7 100.1 42.6 64.0% 31. os números equivalentes são 60.2 0.9 3.2% 89. Quando se compara esta distribuição dos gastos inovação com a dos países europeus selecionados. percebe-se um padrão bem distinto.2% dos investimentos em inovação para P&D.3 45.3% Fonte: PIA.9% 3.0 0.1 0.3% 14.3 14.

TABELA 27 . VOLUME E DISTRIBUIÇÃO PERCENTUAL DOS GASTOS EM ATIVIDADES
INOVATIVAS DAS EMPRESAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL E DA INDÚSTRIA EM GERAL EM PAÍSES EUROPEUS SELECIONADOS: 2004.

Setor de máquinas e equipamentos (CNAE 29) Tipo de investimento em atividades inovativas (em milhares de Euros) Gastos em atividades inovativas Gastos em P&D interno Gastos em P&D externo Aquisição de outros conhecimentos Aquisição de máquinas e equipamentos Alemanha Espanha 8.536.000 410.816 100,00% 100,00% 5.298.000 270.051 62,10% 65,70% 497.000 31.915 5,80% 7,80% 194.000 1.681 2,30% 0,40% 1.537.000 91.405 18,00% 22,20% França 1.025.098 100,00% 832.106 81,20% 68.098 6,60% 18.251 1,80% 106.641 10,40% Itália 2.491.552 100,00% 1.190.753 47,80% 174.813 7,00% 57.277 2,30% 1.068.709 42,90% Total 12.463.466 100,00% 7.590.910 60,90% 771.826 6,20% 271.209 2,20% 2.803.755 22,50%

Indústria em geral Tipo de investimento em atividades inovativas (em milhares de Euros) Gastos em atividades inovativas Alemanha Espanha França Itália 75.526.000 6.775.967 30.074.025 16.493.480 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% Gastos em P&D interno 36.051.000 2.723.665 20.684.648 6.003.078 47,70% 40,20% 68,80% 36,40% Gastos em P&D externo 6.781.000 1.308.537 5.966.672 1.242.547 9,00% 19,30% 19,80% 7,50% Aquisição de outros conhecimentos 2.054.000 183.005 491.496 880.757 2,70% 2,70% 1,60% 5,30% Aquisição de máquinas e equipamentos 17.973.000 1.997.470 2.931.208 8.367.098 23,80% 29,50% 9,70% 50,70% Fonte: CIS4, do Eurostat, elaboração própria da equipe do projeto. Total 128.869.472 100,00% 65.462.391 50,80% 15.298.756 11,90% 3.609.258 2,80% 31.268.776 24,30%

No que tange à cooperação para a inovação, as 122 empresas líderes do setor de bens de capital são empresas que apresentam uma “taxa de cooperação” um pouco abaixo da média nacional para este tipo de empresa, que é de 37,5% (De Negri et al., 2008). Em segundo lugar na cooperação para a inovação vêm as firmas emergentes; 28% delas mantiveram algum acordo de cooperação para a inovação em 2005. Sem embargo, a TABELA 28 mostra que todas as categorias de empresas parecem cooperar muito pouco para a inovação - apenas 15% das empresas inovadoras do setor têm algum acordo -, e a forma de cooperação mais utilizada pelas empresas é a cooperação com os fornecedores; 14% das

68

empresas líderes 22% das empresas emergentes que inovaram fizeram este tipo de cooperação.

Como sabido, uma importante forma de cooperação pouco utilizada pelas empresas brasileiras é a cooperação com universidades. Em especial, conforme comentado anteriormente, o setor de bens de capital poderia se beneficiar grandemente da cooperação com a academia. Porém, no Brasil apenas 10% das empresas líderes, 8% das emergentes e 3% do total de empresas lançaram mão deste tipo de cooperação. Estes números são ligeiramente superiores à média nacional para estas categorias de empresas, que é de 8,8% para as líderes e 4,4% para as emergentes, com média 2,1% para a indústria como um todo. TABELA 28 . COOPERAÇÃO PARA INOVAÇÃO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL, POR CATEGORIA DE EMPRESA: 2005.
Tipo de empresa Subsetor Tipo de acordo Líderes Acordos de cooperação Com clientes e consumidores Com fornecedores Total Com outra empresa do grupo Com universidade / centro de capacitação Total de empresas inovadoras Acordos de cooperação Motores, bombas, compressores e eq. de transmissão (CNAE 291) Com clientes e consumidores Com fornecedores Com outra empresa do grupo Com universidade / centro de capacitação Total de empresas inovadoras 38 31% 14 11% 17 14% 8 7% 12 10% 122 100% 17 52% 3 9% 7 21% 6 18% 5 15% 33 100% Seguidoras 41 10% 9 2% 15 3% 7 2% 6 1% 431 100% 14 15% 1 1% 5 5% 2 2% 1 1% 92 100% Frágeis 22 11% 20 10% 22 11% 0 0% 2 1% 196 100% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 21 100% Emergentes 17 28% 8 13% 13 22% 0 0% 5 8% 60 100% 3 12% 3 12% 0 0% 0 0% 0 0% 26 100% Total 118 15% 51 6% 67 8% 15 2% 25 3% 809 100% 34 20% 7 4% 12 7% 8 5% 6 3% 172 100%

69

Máquinas e eq. de uso geral (CNAE 292)

Máquinasferramenta (CNAE 294)

Máquinas e eq. de uso específico (CNAE 296)

8 15 22 9 54 27% 9% 22% 60% 17% 0 5 20 5 30 Com clientes e consumidores 0% 3% 20% 33% 10% 0 6 22 9 37 Com fornecedores 0% 4% 22% 60% 12% 1 3 0 0 4 Com outra empresa do grupo 3% 2% 0% 0% 1% 2 3 2 0 7 Com universidade / centro de capacitação 7% 2% 2% 0% 2% 30 165 99 15 309 Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% 100% 7 1 0 0 8 Acordos de cooperação 26% 3% 0% 0% 8% 6 0 0 0 6 Com clientes e consumidores 22% 0% 0% 0% 6% 5 1 0 0 6 Com fornecedores 19% 3% 0% 0% 6% 1 0 0 0 1 Com outra empresa do grupo 4% 0% 0% 0% 1% 3 0 0 0 3 Com universidade / centro de capacitação 11% 0% 0% 0% 3% 26 39 29 5 99 Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% 100% 6 11 0 5 22 Acordos de cooperação 18% 8% 0% 36% 10% 5 3 0 0 8 Com clientes e consumidores 15% 2% 0% 0% 3% 5 3 0 4 12 Com fornecedores 15% 2% 0% 29% 5% 0 2 0 0 2 Com outra empresa do grupo 0% 1% 0% 0% 1% 2 2 0 5 9 Com universidade / centro de capacitação 6% 1% 0% 36% 4% 33 135 47 14 229 Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% 100% Fonte: PIA, PINTEC, RAIS e SECEX, elaboração própria da equipe do projeto. Acordos de cooperação

Novamente, esta é uma realidade distinta da européia. Em geral, 21% das firmas do setor de máquinas e equipamentos e 19,5% das empresas industriais que mantiveram atividades inovativas em 2004 realizaram algum tipo de cooperação para a inovação. Em especial, respectivamente na Alemanha e na França, 25% e 35% das firmas do setor de máquinas e equipamentos realizam algum tipo de cooperação, e 19% e 17% das firmas do setor mantêm acordos de cooperação com universidades, conforme a TABELA 29 .

70

769 11.9% 100. do Eurostat.002 5.383 10.093 19% 5.6% 631 3.4% 32.7% 3.976 6.426 100% Total 19.981 38.416 4.3% 5.698 100% França 584 35% 390 23% 411 25% 238 14% 286 17% 1.339 9.756 5.550 11.1% 713 2.2% 3.0% 1.TABELA 29 .800 19.716 12% 14.410 15.481 100% Espanha 3.905 11.6% 1.7% 3.490 8.967 100% Total 2. Tipo de acordo Setor de máquinas e equipamentos (CNAE 29) Alemanha 1.6% 3.991 21% 1.0% 17.945 7. COOPERAÇÃO PARA A INOVAÇÃO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL E NA INDÚSTRIA EM GERAL EM PAÍSES EUROPEUS SELECIONADOS: 2004.7% 7.244 100% França 5.777 8.435 100% Itália 3.6% 857 5.5% 2. 71 .2% 2.027 8.434 25% 786 13% 718 12% 536 9% 1.383 4.198 20.732 12% 985 7% 1.2% 1.890 25.167 100% Acordos de cooperação Com clientes e consumidores Com fornecedores Com outra empresa do grupo Com universidade / centro de capacitação Total de empresas inovadoras Tipo de acordo Indústria em geral Alemanha 6.4% 3.7% 855 5.667 100% Itália 555 11% 164 3% 332 7% 145 3% 225 5% 4.266 100% 8.459 10% 1.0% 1.215 18.0% 35.5% 15.835 100% Espanha 418 25% 119 7% 271 16% 66 4% 112 7% 1.7% 10.3% 1. elaboração própria da equipe do projeto.546 Acordos de cooperação Com clientes e consumidores Com fornecedores Com outra empresa do grupo Com universidade / centro de capacitação Total de empresas inovadoras Fonte: CIS4.

Além da cooperação formal, sujeita no Brasil aos conhecidos problemas de apropriabilidade da inovação, fraca articulação das redes de informação, dificuldades de financiamento etc, a importância das fontes de informação para inovação fornece alguns indícios acerca das relações menos formais das empresas do setor com o sistema nacional de inovação. Neste quesito, de acordo com a TABELA 30 percebemos a importância dos clientes e consumidores como fonte de informação para a inovação.

A interação entre clientes/consumidores e fabricantes de bens de capital é fundamental, conforme já comentado, e ocorre devido às características do próprio processo produtivo do setor – um caso extremo é a produção do tipo ETO, ou a produção dos bens de capital não-seriados. Particularmente, 68% das empresas líderes do setor de bens de capital usam seus clientes e fornecedores como uma fonte muito importante para a inovação. Setorialmente, tal percentagem nunca é menor que 63% (setor de máquinas-ferramenta, CNAE 294). Em segundo lugar de importância como fonte de informação para a inovação vêm os fornecedores de máquinas e equipamentos e de insumos: 33% das empresas em geral e 38% das firmas líderes apontaram este elo do sistema de inovação como muito importante para a inovação. Considerando o viés dos gastos de inovação para a aquisição de máquinas e equipamentos, este era um resultado previsível no Brasil. Novamente, universidades e centros de pesquisa não figuram entre as fontes de informação mais importantes para a inovação, denotando a fragilidade da articulação universidade-empresa, mesmo que informal.

72

TABELA 30 .

NÚMERO DE EMPRESAS INOVADORAS QUE CONSIDERAM ALTAMENTE

IMPORTANTE AS FONTES DE INFORMAÇÃO PARA A INOVAÇÃO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL, POR CATEGORIA DE EMPRESA: 2005.

Subsetor

Fonte de informação

Tipo de empresa Líderes 33 27% 43 35% 122 100% 83 68% 46 38% 32 26% 31 25% 12 10% 20 16% 4 3% 12 10% 8 7% 122 100% Seguidoras 79 18% 180 40% 449 100% 215 50% 102 24% 74 17% 46 11% 26 6% 24 6% 17 4% 27 6% 14 3% 431 100% Frágeis 0 0% 71 35% 201 100% 110 56% 79 40% 57 29% 4 2% 7 4% 16 8% 3 2% 8 4% 4 2% 196 100% Emergentes 33 55% 15 25% 60 100% 26 43% 36 60% 7 12% 0 0% 4 7% 4 7% 0 0% 4 7% 5 8% 60 100% Total 145 17% 309 37% 832 100% 434 54% 263 33% 170 21% 81 10% 49 6% 64 8% 24 3% 51 6% 31 4% 809 100%

Fontes internas à empresa Departamento de P&D Outros Total de empresas que respondem todo o questionário

Fontes externas à empresa Clientes e consumidores Fornecedores Concorrentes Total Outra empresa do grupo Instituições de teste Aquisição de licença Centro de capacitação Empresa de consultoria Universidade Total de empresas inovadoras

73

Fontes internas à empresa Departamento de P&D Outros Total de empresas que respondem todo o questionário 8 24% 18 55% 33 100% 24 73% 8 24% 12 36% 7 21% 1 3% 7 21% 3 9% 4 12% 4 12% 33 100% 21 21% 49 49% 100 100% 51 55% 25 27% 23 25% 16 17% 10 11% 4 4% 5 5% 9 10% 2 2% 92 100% 0 0% 4 18% 22 100% 7 33% 8 38% 4 19% 0 0% 5 24% 0 0% 1 5% 1 5% 1 5% 21 100% 9 35% 6 23% 26 100% 3 12% 17 65% 3 12% 0 0% 3 12% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 26 100% 38 21% 77 43% 181 100% 85 49% 58 34% 42 24% 23 13% 19 11% 11 6% 9 5% 14 8% 7 4% 172 100%

Fontes externas à empresa Clientes e consumidores Fornecedores Motores, Concorrentes bombas, compressores e eq. de transmissão Outra empresa do grupo (CNAE 291) Instituições de teste Aquisição de licença Centro de capacitação Empresa de consultoria Universidade Total de empresas inovadoras

74

de uso geral (CNAE 292) Concorrentes Outra empresa do grupo Instituições de teste Aquisição de licença Centro de capacitação Empresa de consultoria Universidade Total de empresas inovadoras 75 .Fontes internas à empresa Departamento de P&D Outros Total de empresas que respondem todo o questionário 12 40% 9 30% 30 100% 21 70% 10 33% 4 13% 14 47% 8 27% 6 20% 0 0% 1 3% 0 0% 30 100% 31 18% 67 39% 172 100% 70 42% 39 24% 26 16% 14 8% 13 8% 9 5% 2 1% 12 7% 10 6% 165 100% 0 0% 33 33% 99 100% 57 58% 30 30% 6 6% 4 4% 2 2% 16 16% 2 2% 7 7% 0 0% 99 100% 13 87% 4 27% 15 100% 9 60% 13 87% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 15 100% 56 18% 113 36% 316 100% 157 51% 92 30% 36 12% 32 10% 23 7% 31 10% 4 1% 20 6% 10 3% 309 100% Fontes externas à empresa Clientes e consumidores Fornecedores Máquinas e eq.

Fontes internas à empresa Departamento de P&D Outros Total de empresas que respondem todo o questionário 8 30% 8 30% 26 100% 17 63% 13 48% 6 22% 1 4% 3 11% 1 4% 0 0% 3 11% 3 11% 26 100% 2 5% 11 28% 39 100% 17 44% 13 33% 5 13% 4 10% 0 0% 3 8% 4 10% 5 13% 0 0% 39 100% 0 0% 5 17% 29 100% 19 66% 24 83% 29 100% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 29 100% 1 20% 0 0% 5 100% 4 80% 1 20% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 5 100% 11 11% 24 24% 99 100% 57 57% 51 51% 40 40% 5 5% 3 3% 4 4% 4 4% 8 8% 3 3% 99 100% Fontes externas à empresa Clientes e consumidores Fornecedores Concorrentes Outra empresa do grupo Instituições de teste Aquisição de licença Centro de capacitação Empresa de consultoria Universidade Total de empresas inovadoras Máquinasferramenta (CNAE 294) 76 .

(iii) outra empresa do grupo.Fontes internas à empresa Departamento de P&D Outros Total de empresas que respondem todo o questionário 5 15% 8 24% 33 100% 21 64% 15 45% 10 30% 9 27% 0 0% 6 18% 1 3% 4 12% 1 3% 33 25 18% 53 38% 138 100% 77 57% 25 19% 20 15% 12 9% 3 2% 8 6% 6 4% 1 1% 2 1% 135 0 0% 29 57% 51 100% 27 57% 17 36% 18 38% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 3 6% 47 10 71% 5 36% 14 100% 10 71% 5 36% 4 29% 0 0% 1 7% 4 29% 0 0% 4 29% 5 36% 14 40 17% 95 40% 236 100% 135 59% 62 27% 52 23% 21 9% 4 2% 18 8% 7 3% 9 4% 11 5% 229 100% Fontes externas à empresa Clientes e consumidores Fornecedores Máquinas e eq. de uso específico (CNAE 296) Concorrentes Outra empresa do grupo Instituições de teste Aquisição de licença Centro de capacitação Empresa de consultoria Universidade Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% Fonte: PIA. De fato. (iv) universidades e centros de capacitação. PINTEC. as empresas brasileiras de bens de capital parecem utilizar mais a articulação informal entre 77 . (ii) fornecedores. a TABELA 31 traz o número de empresas européias nos países selecionados que consideram muito importante as fontes de informação para inovação (i) clientes e consumidores. RAIS e SECEX. elaboração própria da equipe do projeto. Para comparação.

seja em comparação com firmas semelhantes em países europeus.784 519 458 643 3. as firmas do setor – e isto é válido também para os líderes tecnológicos .874 Outra empresa do grupo 55% 44% 51% 37% 47% 1.783 26.636 3.435 32. Fontes de Informação Em resumo.930 11.tendem a manter relações informais com clientes/consumidores e fornecedores de máquinas e 78 .clientes e fabricantes que as firmas européias.990 Clientes e consumidores 50% 25% 37% 20% 35% 976 474 138 675 2.001 3.895 4.263 Fornecedores 17% 28% 8% 14% 16% 3. do Eurostat.018 7. tal qual a indústria brasileira como um todo. Com respeito aos elos com o sistema nacional de inovação.133 4. elaboração própria da equipe do projeto.967 14.306 Clientes e consumidores 39% 21% 25% 15% 26% 8. Setor de máquinas e equipamentos (CNAE 29) Alemanha Espanha França Itália Total 2. bastante dependente dos fornecedores de máquinas e equipamentos para a inovação.667 4.079 22. Além disso. seja em comparação com as firmas líderes da indústria brasileira como um todo.426 Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% 100% Fonte: CIS4.244 15. mesmo as firmas líderes investem muito pouco em P&D.266 100.421 7. TABELA 31 .698 1.726 Outra empresa do grupo 60% 55% 52% 49% 55% 503 53 134 68 758 Universidade / centro de capacitação 9% 3% 4% 3% 5% 5. o setor de bens de capital brasileiro é.866 Fornecedores 23% 27% 20% 22% 23% 19.499 939 875 2.627 3.878 46.645 7.404 Universidade / centro de capacitação 5% 3% 3% 2% 3% 35.481 17.944 432 616 998 4.167 Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% 100% Indústria em geral Fontes de Informação Alemanha Espanha França Itália Total 14.413 7.835 1. mas as firmas européias tendem a utilizar muito mais outras empresas do grupo como fontes de informação para a inovação que as brasileiras. NÚMERO DE EMPRESAS INOVADORAS QUE CONSIDERAM ALTAMENTE IMPORTANTE AS FONTES DE INFORMAÇÃO PARA A INOVAÇÃO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL E NA INDÚSTRIA EM GERAL EM PAÍSES EUROPEUS SELECIONADOS: 2004.

4 DISTINÇÕES ENTRE EMPRESAS NACIONAIS E ESTRANGEIRAS Considerando a alta participação das empresas transnacionais no setor de bens de capital no Brasil. restando apenas uma firma frágil entre as empresas de capital majoritariamente estrangeiro. 5. carecem de relações mais formais de cooperação. Este quadro impõe restrições e desafios a serem superados para a elevação do nível de inovatividade do segmento no Brasil.equipamentos como fonte de informação para inovação. contudo. a fim de que ele se torne efetivamente um setor no vértice do sistema nacional de inovação e difusor de inovações para o resto da economia brasileira. 79 . Por isso. quando se comparam líderes e seguidoras. especialmente com universidades e centros de pesquisa. Cabe notar que as transnacionais se concentram entre firmas líderes e seguidoras. as taxas gerais de inovação são maiores para as empresas transnacionais. A TABELA 32 mostra as taxas de inovação das firmas nacionais e estrangeiras. nesta seção analisaremos diferenças e semelhanças dos padrões e estratégias de inovação entre empresas nacionais e estrangeiras. por categoria de empresas. vê-se que tanto nacionais quanto estrangeiras possuem taxas de inovação bastante semelhantes. Contudo.

De toda forma. PINTEC. Tipo de empresa Indicador Líderes Nº de empresas Nº de inovadoras de produto Total Empresas nacionais de produto novo para o mercado de processo de processo novo para o mercado de produto novo para o mercado mundial Nº de empresas Nº de inovadoras de produto Total Empresas estrangeiras de produto novo para o mercado de processo de processo novo para o mercado de produto novo para o mercado mundial 72 72 100% 72 100% 69 96% 35 49% 4 6% 9 13% 50 50 100% 50 100% 50 100% 20 40% 5 10% 14 Seguidoras Frágeis Emergentes 592 348 59% 257 43% 5 1% 212 36% 6 1% 1 0% 138 83 60% 59 43% 3 2% 48 35% 11 8% 0 659 196 30% 107 16% 9 1% 172 26% 22 3% 0 0% 1 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 60 60 100% 57 95% 36 60% 43 72% 1 2% 18 30% 0 — — — — — — — — — — — Total 1. No tocante aos investimentos em inovação como proporção da RLV.TABELA 32 . de acordo com a TABELA 33 as líderes nacionais investem mais recursos em P&D do que as líderes transnacionais.383 676 49% 493 36% 119 9% 462 33% 33 2% 28 2% 189 133 70% 109 58% 54 29% 68 36% 16 8% 14 7% 28% 0% 0% — Fonte: PIA. EMPRESAS NACIONAIS E ESTRANGEIRAS: 2005. elaboração própria da equipe do projeto. os valores investidos em P&D são baixos relativamente à realidade 80 . RAIS e SECEX. mas as seguidoras investem um pouco menos. TAXAS DE INOVAÇÃO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL.

e estes gastos não devem se repetir no futuro. Contudo.739 124 4.30% 7.55% 17 2. PINTEC.59% 57 0.54% 96 0. as firmas líderes transnacionais passam a destinar 6.57% Frágeis 2.079 160 1.975 56 1. Tipo de empresa Subsetor Indicador Líderes RLV (R$ milhões) Total Empresas Nacionais Gastos em atividades inovativas (R$ milhões e % da RLV) Seguidoras 10.62% 2.514 419 2.167 15.88% 37 0. convém lembrar que os gastos em atividades inovativas das líderes transnacionais são influenciados pelos gastos em aquisição de máquinas e equipamentos e outros conhecimentos realizados por líderes transacionais da CNAE 296 (máquinas e equipamentos de uso específico).89% 6 0. elaboração própria da equipe do projeto. Quando se observa a distribuição dos gastos em atividades inovativas (TABELA 34 ). percebe-se que as firmas líderes nacionais destinam fatia maior dos gastos em atividades inovativas para P&D do que as estrangeiras.56% 111 0.639 1.36% 10. Mais uma vez. quando efetuamos o expurgo dos gastos em aquisição de outros conhecimentos das líderes transnacionais desta CNAE 296.européia.52% 36 1. cabe lembrar que o alto volume de gastos em atividades inovativas por parte das transnacionais se deve a altos gastos em aquisição de máquinas e equipamentos e aquisição de outros conhecimentos por parte de transnacionais do setor de máquinas e equipamentos de uso específico (CNAE 296). ESFORÇO INOVATIVO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL.157 191 1. RAIS e SECEX. EMPRESAS NACIONAIS E ESTRANGEIRAS: 2005.356 7. Novamente.58% 17.60% 0 0 — 0 — Total 16.28% 54 0.71% Gastos em P&D interno e externo (R$ milhões e % da RLV) RLV (R$ milhões) Total Empresas Estrangeiras Gastos em atividades inovativas (R$ milhões e % da RLV) Gastos em P&D interno e externo (R$ milhões e % da RLV) Fonte: PIA.932 1.21% 214 0 — 0 — Emergentes 644 49 7.7% dos gastos 81 . TABELA 33 .

2% 2.0 1. PINTEC.5 — — Gastos em P&D interno 4.9 1.6% 242.0 Gastos em atividades inovativas 100.5 1.8 — — Aquisição de outros conhecimentos Total – 37.7% 3.em todo caso menor do que os números equivalentes para as líderes nacionais no setor de bens de capital (24.7% 1.0% 87.3%).1 25.4 6.4 11.1% — — 93.4 — — Aquisição de máquinas e estrangeiras equipamentos 41.1% 3.0% — — 50.8 Gastos em P&D interno 24. não há distinções relevantes entre as empresas nacionais e transnacionais no que tange à distribuição dos gastos em inovação. Subsetor Indicador Total 419.5% 32.0 0.2 36.9% 6.8 0.4% 44.9 15.4 2.6% 1.7% 6.2 42.7% — — Empresas 498. Quanto às empresas seguidoras.5% 47.8% 3.8 57.3% 16.356.3% 19.8 3.8 3.4 4.6% 61.0% 30.1% 464.8 117.8 0.4% — — 45. em média.1 — — Gasto em introdução das inovações 7. Tipo de empresa Líderes Seguidoras Frágeis Emergentes 123.8 77.2% — — 50.9% do investimento em inovação para P&D.0% 100.4% 5.9% 11.6% 1.6 — — Gastos em P&D externo 0. os líderes tecnológicos na indústria nacional destinam 33.5 10.0% 82.5% 9.9% — — Fonte: PIA.7 2.7% 18.8% 1.0 1.6 4.8 — — Treinamentos 3.9% 0. elaboração própria da equipe do projeto.4% 5.5% 98.5 Treinamentos 4.6 Gastos em atividades inovativas 100.0 20.3% 18. quando se expurgam tanto os gastos em aquisição de outros conhecimentos quanto as aquisições de máquinas e equipamentos.0% 100. VOLUME E DISTRIBUIÇÃO PERCENTUAL DOS GASTOS EM ATIVIDADES INOVATIVAS DAS EMPRESAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL.7 2.0% 1.5% 0.6 56.9 0.9 1.3% 4.1% 2.0 25. TABELA 34 .1% 28. Como referência.1 159.196.8% 8.9 Gasto em introdução das inovações 2.2 1.4 Projeto industrial 10.0% 100.1% 5.1 7. EMPRESAS NACIONAIS E ESTRANGEIRAS: 2005.4 0.3% Empresas 63.5% 19.8% 1.para P&D interno.3% 82 .2% 58.9 7.0% 100.1 100.3 10.4 1.0 100. esta percentagem sobe para 16% .3 34.9 2.9% 13.1% 6.2 Aquisição de outros conhecimentos Total 1.0% — — 453.8 — — Projeto industrial 4.4% 0.6 1.3 5.2 3.9 31.0 18.2% 576.7% — — 3.8 Aquisição de máquinas e Nacionais equipamentos 51.5% 64.0% 53. RAIS e SECEX.0 Gastos em P&D externo 4.8 190.2 48.5% 10.0 10.8% 1.1 35.7% 2.1% 3.7% 48.0 5.

contra 36% das líderes nacionais. as firmas líderes transnacionais cooperaram mais que as nacionais: 55% das líderes de capital estrangeiro mantinham algum acordo de cooperação. PINTEC. elaboração própria da equipe do projeto. Com respeito às firmas seguidoras.Por fim. E isto é verdadeiro também para todas as principais formas de cooperação. a TABELA 35 traz informações acerca da cooperação para inovação de empresas nacionais e estrangeiras. tanto firmas nacionais e estrangeiras seguidoras parecem cooperar muito pouco para a inovação. não foram encontradas diferenças significativas. Subsetor Tipo de acordo Acordos de cooperação Tipo de empresa Líderes Seguidoras Frágeis Emergentes Total 92 19% 40 8% 56 12% 2 0% 20 4% 485 100% 26 27% 11 12% 11 12% 13 14% 5 5% 95 100% 20 33 22 17 36% 14% 15% 37% 5 7 20 8 Com clientes e consumidores 9% 3% 13% 17% 8 13 22 13 Com fornecedores Total 14% 6% 15% 28% Empresas 1 1 0 0 Nacionais Com outra empresa do grupo 2% 0% 0% 0% 7 6 2 5 Com universidade / centro de capacitação 13% 3% 1% 11% 56 234 149 46 Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% 18 8 0 0 Acordos de cooperação 55% 13% — — 9 2 — — Com clientes e consumidores 27% 3% — — 9 2 — — Com fornecedores Total 27% 3% — — Empresas 7 6 — — Estrangeiras Com outra empresa do grupo 21% 10% — — 5 0 — — Com universidade / centro de capacitação 15% 0% — — 33 62 0 0 Total de empresas inovadoras 100% 100% — — Fonte: PIA. 83 . TABELA 35 . EMPRESAS NACIONAIS E ESTRANGEIRAS: 2005. Em geral. RAIS e SECEX. COOPERAÇÃO PARA INOVAÇÃO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL.

Como ocorre com o resto da indústria.5. 84 . Setorialmente. O patenteamento. o registro de marcas. No setor de bens de capital. As empresas líderes são as que mais recorreram a métodos de apropriação: no total. o número absoluto de firmas seguidoras que recorre a alguma estratégia de apropriação dos ganhos da inovação supera o das firmas líderes. e 30% delas recorreram a marcas como forma de proteção.5 APROPRIAÇÃO DOS GANHOS DA INOVAÇÃO Finalmente. as líderes tendem a patentear mais nos setores de máquinas e equipamentos de uso geral (CNAE 292) e específico (CNAE 296) . 17% das firmas seguidoras que inovaram solicitaram patente de invenção. 29% das firmas solicitaram patente de invenção. o recurso a estratégias de proteção cai bastante entre líderes e seguidoras. Ainda assim. enquanto no setor de máquinas-ferramenta (CNAE 294) as líderes querem ser reconhecidas pelos consumidores através de suas marcas (58% das firmas recorrem às marcas para apropriarem-se dos ganhos de inovação).34% das líderes nestes setores solicitaram patentes de invenção. Estes números estão em linha com o comportamento médio das firmas líderes na indústria como um todo. que é de 9%. Entretanto. 41% solicitaram o reconhecimento de marcas. ela deverá decidir como se apropriar dos ganhos da inovação e se proteger da imitação. segredo industrial ou o lead-time diante dos concorrentes são algumas estratégias possíveis para a apropriação destes ganhos. 19% recorreram ao segredo industrial e 12% solicitaram patente no exterior. como há muito mais firmas seguidoras que líderes. A TABELA 36 apresenta as estratégias de apropriação dos ganhos da inovação adotadas pelas firmas brasileiras do setor de bens de capital. a proporção de seguidoras que solicitam registro de patente é maior que a média nacional desta categoria de firmas. caso a firma seja bem-sucedida em inovar.

Subsetor Método de apropriação dos ganhos da inovação Utilizou patentes de invenção Utilizou patentes de modelo de utilidade Utilizou registro de desenho industrial Utilizou marcas Utilizou complexidade no desenho Total Utilizou segredo industrial Utilizou tempo de liderança Solicitou depósito de patente no exterior Dispõe de patente no exterior Total de empresas inovadoras Utilizou patentes de invenção Utilizou patentes de modelo de utilidade Utilizou registro de desenho industrial Utilizou marcas Motores. bombas. de Utilizou segredo industrial transmissão (CNAE 291) Utilizou tempo de liderança Solicitou depósito de patente no exterior Dispõe de patente no exterior Total de empresas inovadoras Utilizou patentes de invenção Máquinas e eq.TABELA 36 . de uso geral (CNAE 292) Utilizou patentes de modelo de utilidade Utilizou registro de desenho industrial Utilizou marcas Tipo de empresa Líderes 35 29% 17 14% 15 12% 50 41% 7 5% 23 19% 22 18% 15 12% 23 19% 122 100% 8 23% 7 20% 1 3% 11 32% 3 10% 6 19% 8 25% 2 6% 5 15% 33 100% 10 34% 6 19% 4 12% 10 34% Seguidoras 74 17% 78 18% 44 10% 130 30% 36 8% 40 9% 17 4% 11 3% 30 7% 431 100% 13 14% 16 18% 6 6% 26 28% 5 5% 11 12% 2 2% 2 2% 11 12% 92 100% 32 20% 34 21% 23 14% 41 25% Frágeis 23 12% 21 10% 18 9% 35 18% 23 12% 6 3% 0 0% 0 0% 0 0% 196 100% 4 17% 5 22% 2 11% 8 36% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 21 100% 20 20% 16 16% 16 16% 16 16% Emergentes 5 8% 8 14% 8 14% 20 33% 0 0% 8 14% 15 25% 0 0% 0 0% 60 100% 0 0% 0 0% 0 0% 3 12% 0 0% 0 0% 3 12% 0 0% 0 0% 26 100% 0 0% 4 26% 4 26% 4 26% Total 137 17% 124 15% 86 11% 235 29% 65 8% 78 10% 54 7% 26 3% 53 7% 809 100% 24 14% 28 16% 9 5% 47 27% 8 5% 17 10% 14 8% 4 2% 16 9% 172 100% 62 20% 60 19% 47 15% 71 23% 85 . POR CATEGORIA DE FIRMA: 2005. Utilizou complexidade no desenho compressores e eq. ESTRATÉGIAS PARA A APROPRIAÇÃO DOS GANHOS DA INOVAÇÃO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL.

Utilizou complexidade no desenho 4% 5% 7% 0% de uso específico 8 16 3 4 Utilizou segredo industrial (CNAE 296) 23% 12% 7% 25% 5 6 0 8 Utilizou tempo de liderança 15% 4% 0% 57% 10 4 0 0 Solicitou depósito de patente no exterior 31% 3% 0% 0% 12 6 0 0 Dispõe de patente no exterior 38% 4% 0% 0% 33 135 47 14 Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% Fonte: PIA.1 20 19 0 3% 12% 19% 0% 6 10 2 5 Utilizou segredo industrial 19% 6% 2% 31% 6 8 0 4 Utilizou tempo de liderança 19% 5% 0% 26% 0 5 0 0 Solicitou depósito de patente no exterior 0% 3% 0% 0% 0 9 0 0 Dispõe de patente no exterior 0% 6% 0% 0% 30 165 99 15 Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% 6 5 0 1 Utilizou patentes de invenção 24% 13% 0% 20% 0 3 0 1 Utilizou patentes de modelo de utilidade 0% 6% 0% 20% 0 2 0 1 Utilizou registro de desenho industrial 0% 6% 0% 20% 15 21 0 5 Utilizou marcas 58% 54% 0% 92% 1 5 0 0 Utilizou complexidade no desenho Máquinas4% 12% 0% 0% ferramenta 4 3 0 0 (CNAE 294) Utilizou segredo industrial 14% 9% 0% 0% 3 1 0 0 Utilizou tempo de liderança 12% 3% 0% 0% 3 0 0 0 Solicitou depósito de patente no exterior 10% 0% 0% 0% 6 4 0 0 Dispõe de patente no exterior 22% 9% 0% 0% 26 39 29 5 Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% 11 24 0 4 Utilizou patentes de invenção 34% 18% 0% 25% 5 24 0 4 Utilizou patentes de modelo de utilidade 15% 18% 0% 25% 10 13 0 4 Utilizou registro de desenho industrial 32% 9% 0% 25% 14 42 12 8 Utilizou marcas 44% 31% 25% 57% 1 6 3 0 Máquinas e eq. RAIS e SECEX. elaboração própria da equipe do projeto. Utilizou complexidade no desenho 40 13% 22 7% 18 6% 5 2% 9 3% 309 100% 12 12% 4 4% 3 4% 41 41% 6 6% 7 7% 4 4% 3 3% 9 9% 99 100% 39 17% 33 14% 27 12% 76 33% 11 5% 31 13% 19 8% 14 6% 18 8% 229 100% 86 . PINTEC.

considerando os demais indicadores de inovação mostrados neste trabalho.451 24% 14. isto é uma questão para estudos futuros. mais de 40% das firmas do setor que inovaram solicitaram patentes. Segundo.341 23% 2. ESTRATÉGIAS PARA A APROPRIAÇÃO DOS GANHOS DA INOVAÇÃO NO SETOR DE BENS DE CAPITAL E NA INDÚSTRIA EM GERAL.551 39% 2. EM PAÍSES EUROPEUS SELECIONADOS: 2004. Primeiro. até mesmo quando se toma por referência as firmas líderes.798 20% 3. Contudo.094 36% 5. na Alemanha e na França. talvez indicando um maior grau de inovatividade das inovações neste setor.967 100% Total 5.690 34% 718 14% 700 14% 4. a TABELA 37 mostra o uso dos métodos de apropriação dos ganhos da inovação em países europeus.698 100% França 705 42% 448 27% 390 23% 1. maior o incentivo a protegê-la da imitação – ou se consiste em um indício do menor custo para proteger a inovação na Europa. pode-se suspeitar que esta elevada proporção de firmas que solicitam patentes seja uma combinação destes dois fatores citados acima. Métodos de apropriação Patentes submetidas Projetos industriais registrados Marcas Registradas Total de empresas inovadoras Setor de máquinas e equipamentos (CNAE 29) Alemanha 2. chama a atenção o fato de que no setor de máquinas e equipamentos a proporção de firmas que solicitaram patentes é maior do que no Brasil. Se isto é um indicador de maior grau de inovatividade do setor naqueles países – no sentido em que quanto mais relevante a inovação. Por exemplo.667 100% Itália 1.766 47% 1. em todos os países a proporção das firmas inovadoras que solicitam patente no setor de máquinas e equipamentos é maior que no resto da economia.835 100% Espanha 390 23% 291 17% 267 16% 1.167 100% 87 .Para comparação. TABELA 37 .

440 20% 2. na PIA.691 24% 10. iii) 88 .6 INVESTIMENTO E FINANCIAMENTO AO INVESTIMENTO E ÀS EXPORTAÇÕES Até o momento.394 14% 3.004 28% Espanha 2.266 100. esses investimentos foram um pouco menores.001 32% 3.970 23% 20.463 17% 2. do Eurostat. analisaremos os investimentos gerais em ativos tangíveis realizados por estas empresas.27% do investimento total).035 20% 20. ainda segundo o GRÁFICO 9. Contudo. os investimentos em ativos tangíveis realizados pela indústria brasileira (pelas empresas com mais de 30 pessoas ocupadas) chegaram a 5.1%.244 15. Nesta seção.076 12% França 4. estes investimentos foram destinados em maior parte para a aquisição de máquinas e equipamentos (72.426 empresas 100% 100% 100% 100% 100% inovadoras Fonte: CIS4.8% do faturamento total da indústria (GRÁFICO 9). e também a fonte de financiamento deste investimento.903 9% 5.832 21% Total de 35. elaboração própria da equipe do projeto. No setor de bens de capital. os investimentos em ativos tangíveis são divididos em quatro categorias: i) terrenos e edificações. 5. ii) máquinas e equipamentos. de 44.435 32.4% do faturamento do setor.928 31% 8.236 16% Total 22.481 17. em torno de 5.185 27% 5.516 23% Itália 5. focalizamos os investimentos das firmas do setor de bens de capital em inovação e especialmente em P&D.Métodos de apropriação Patentes submetidas Projetos industriais registrados Marcas Registradas Indústria em geral Alemanha 10. Devemos lembrar que. um percentual bem maior que a média da indústria. Em 2005.

Percebe-se.00% 44. iv) outros investimentos.00% Indústria total Indústria total Bens de Capital Bens de Capital 5. A TABELA 38 detalha os indicadores de investimentos por setor e por categoria de firmas. GRÁFICO 9.80% 5. o que teria denotado uma participação maior dos terrenos e edificações no investimento total.39% Investimento em máquinas e eq. . 89 .10% 60.20% 5. que as empresas líderes não apenas foram as que mais investiram em média – em torno de R$ 5 milhões. INVESTIMENTOS COMO PROPORÇÃO DO FATURAMENTO E INVESTIMENTOS EM MÁQUINAS COMO PROPORÇÃO DO INVESTIMENTO TOTAL: INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO E SETOR DE BENS DE CAPITAL: Investimento/Faturamento 5.00% 40.27% 80.60% 5. a partir da TABELA 38 . A grande participação da aquisição de máquinas e equipamentos nos investimentos do setor provavelmente indica que o setor aproveitou a conjuntura favorável para priorizar os investimentos na atualização tecnológica e modernização do parque produtivo em relação à ampliação da capacidade produtiva.00% 0. até mesmo devido ao maior porte – como também são também as que mais investiram em máquinas e equipamentos em relação ao total investido (a única exceção setorial é o setor de Máquinas-ferramenta).00% Indústria total Indústria total Bens de Capital Bens de Capital Fonte: PIA. elaboração própria da equipe do projeto.00% 20.% do total 72.meios de transporte. PINTEC.40% 5. RAIS e SECEX.80% 5.

70% 11.608 36. Quando se consideram os investimentos totais.631.121.694.3% do investimento do setor.717 5. A este respeito.93% 5.626.477.266.911 361. o único setor que se diferencia dos demais pela alta participação das seguidoras no total investido (85%) é o setor de Máquinas e equipamentos de uso específico (CNAE 292).280.657.879.053 4.312 30. as emergentes investiram R$ 36.26% 5.637.759 851. realizaram 4% e 2.742.262.062.941 3.50% 2.369 80% 1.823.815 6.224.382. respectivamente.790.8 milhões) segundo a Pintec.134.809 856.Com efeito.43% 51. nas quais os investimentos em ativos intangíveis e em P&D são bastante relevantes.159.39% 3.181 738. É interessante notar que as empresas emergentes.227 46% 26 997.225.172.52% 4.930 228.108 45% 90 .648 331.751 14.56 bilhões investidos pelo setor em 2005.446 42% 158 7.026.205 1.171 4.571 4% 2.053 343.025 16.172.087.441 443.294 384.1 milhões.048.213 72% 33 6.272 71% 602. TABELA 38 .483 1.372.97% 235.777 21.485.495 5.549.894 62.568.264 3. ou R$ 602 mil em média.833 307.864.988.99% 4. % do faturamento compressores Investimento médio por e eq.97% 1.842.349. Investimento Total (R$) bombas.801.442 54% 324 Total 122.611 653. as 122 líderes tecnológicas do setor respondem por 39% do total de R$ 1. As 730 seguidoras responderam por 54.843 5. o volume de investimentos em máquinas e equipamentos (R$ 16. POR CATEGORIA DE EMPRESA: 2005 Tipo de empresa Subsetor Indicador Líderes N° de firmas Faturamento (R$) Investimento Total (R$) % do faturamento Investimento médio por firma (R$) Investimento em máquinas e equipamentos (R$) % do investimento total N° de firmas Faturamento (R$) Motores.880.572 11.518.629.6% do total e as firmas frágeis e emergentes.657 36.079.545 20.555 48% 107 383.896 6% 95.905. 8 milhões) segundo a PIA é praticamente o mesmo dos investimentos em P&D (R$ 15.639.937 613.043.930. de firma (R$) transmissão Investimento em (CNAE 291) máquinas e equipamentos (R$) % do investimento total 122 Seguidoras 730 Frágeis 660 Emergentes 60 Total 1. INVESTIMENTOS DAS EMPRESAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL.

930 46% 26 1.757 321.605 143.477 15.045 262.055 34.103.129 372.886.093.794 70% 237 73.579.253 0.953.566.411.45% 22.074 5.675 29.983.55% 749.995 30.980. PINTEC.689.591 317.521 87.445.564 1.640 406. estas firmas investiram apenas R$ 95 mil.014 3.477 149.365.465 53% 77 123.137.817 41.163.534.148.287 16.310.301 3.430 3.027 100% 14 578 10.122 56% 205 15 75.279 74% 73 1.826 5.492 1.583.176.031 56% 84% 50% 39% % do investimento total Fonte: PIA.377.57% 89.947 143. pode impor uma restrição à atualização tecnológica destas firmas.454. RAIS e SECEX.836.62% 657.580.93% 7.26% 662.991 157.794 90.077.326.850 47% 489 8.087.887.781.862 235.808.878 3.758.211. de uso geral (CNAE 292) N° de firmas Faturamento (R$) Investimento Total (R$) % do faturamento Investimento médio por firma (R$) Investimento em máquinas e equipamentos (R$) % do investimento total N° de firmas Faturamento (R$) Investimento Total (R$) % do faturamento Investimento médio por firma (R$) Investimento em máquinas e equipamentos (R$) % do investimento total N° de firmas Faturamento (R$) Investimento Total (R$) % do faturamento Investimento médio por firma (R$) Investimento em máquinas e equipamentos (R$) 30 969. Além da análise dos investimentos em si.108. aliado às deficientes capacidades inovativas.525.03% 1.099.174 11. de uso específico (CNAE 296) 4.236 135.601 194.696 2.55% 1.80% 3.722.507. Por fim.502.396.70% 1.027 0.919 342. é interessante notar como estes investimentos são financiados.598 12% 5 49.186 4.577. Sem dúvida.Máquinas e eq.29% 1.491.474.774. O BNDES é uma importante fonte de 91 .907 36% 33 2.008 262 271 7. Este baixo nível de investimentos.634 104.367.702 4.29% 28.249.68% 644.211 60% Máquinasferramenta (CNAE 294) Máquinas e eq.333.003.851 63. dos quais 48% foram destinados às máquinas e equipamentos.338.691.07% 525.109 32. elaboração própria da equipe do projeto.107.663 6.873.022 3.715 19.941 4.558.249. cabe salientar o pequeno volume de investimentos das firmas frágeis. Em média.96% 3.359.576 26.668.971 3.819 78.836.273 70% 181 2.630 10.832 38.257.

a indústria de bens de capital tanto utiliza o BNDES para financiar seu próprio investimento quanto os seus clientes financiam seus investimentos junto ao banco. A partir do GRÁFICO 10. quando se desagrega esta cobertura por categoria de empresa. especialmente. e mais alta para as líderes (63%) e seguidoras (49%).financiamento para a indústria brasileira e. enquanto a média das empresas industriais é de 38%. PERCENTUAL DAS EMPRESAS DO SETOR DE BENS DE CAPITAL QUE RECEBERAM FINANCIAMENTO DO BNDES: 1996-2006. Contudo. vê-se que é a cobertura do BNDES é mais baixa para as firmas frágeis (25%) e emergentes (15%). GRÁFICO 10. dada a tradição do BNDES de financiar empresas de grande porte. e as maiores empresas do setor estão classificadas exatamente como líderes ou seguidoras. pode-se afirmar que o BNDES provê cobertura ao setor relativamente de acordo com a média da indústria: 39% das empresas do setor obtiveram financiamento junto ao BNDES entre 1996 e 2006. Porcentagem de empresas financiadas 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Líderes Seguidoras Frágeis Emergentes Total 25% 15% 63% 49% 39% 92 . Este era um resultado esperado. o que naturalmente estimula a demanda do setor.

Tanto a TABELA 39 quanto o GRÁFICO 10 mostram que as firmas líderes contrataram valores maiores junto ao banco. 93 . segmento no qual as firmas seguidoras tem destacada presença no investimento total do setor.7 35. especificamente neste setor as firmas seguidoras captaram 87% dos recursos destinados ao setor pelo BNDES. elaboração própria da equipe do projeto.7 Líderes Seguidoras Frágeis 131. que correspondem a 66% do montante total destinado ao setor. A tabela a seguir detalha a distribuição dos empréstimos junto ao BNDES entre as categorias de firmas e os setores. RAIS e SECEX.Valor contratado 5000 4500 4000 3500 3000 2500 2000 1500 1000 500 0 Milhares 4646. PIA.8 Emergentes Total Fonte: BNDES. Este padrão se repete em todos os setores exceto no setor de máquinas e equipamentos de uso geral (CNAE 292).6 1413. PINTEC. Com efeito.8 3065.

436 Total % do total contratatado 59.513 6. acesso ao BNDES bombas.272 0. 94 .124 3.1% 14 3 18% 124.8% 100% pelo setor Fonte: BNDES.0% 324 145 45% 1.413. elaboração própria da equipe do projeto.4% 15 0 0% 0 0.764 2.547 Total 1. PINTEC. acesso ao BNDES de uso % do total de firmas específico Valor contratado (CNAE 296) (R$mil) Tipo de empresa Líderes 122 76 63% 3.115 63.TABELA 39 .604 1.857 100% 181 86 48% 1. Subsetor Indicador N° de firmas Nº de firmas com acesso ao BNDES % do total de firmas Valor contratado (R$mil) % do total contratatado pelo setor N° de firmas Nº de firmas com Motores.714 30.003.836 86. de uso geral % do total de firmas Valor contratado (CNAE 292) (R$mil) % do total contratatado pelo setor N° de firmas Máquinasferramenta (CNAE 294) Nº de firmas com acesso ao BNDES % do total de firmas Valor contratado (R$mil) % do total contratatado pelo setor N° de firmas Nº de firmas com Máquinas e eq.572 611 39% 4.835.065.9% 77 17 22% 9.312 100% 578 165 29% 205. RAIS e SECEX.8% 31.691 0.162.8% 26 3 10% 6.837 100.3% 271 47 17% 8.0% 205 75 36% 12. PIA. compressores % do total de firmas e eq.037 Seguidoras 730 359 49% 1.898 9.0% 5 4 80% 526 0.3% 33 16 48% 959.602.8% 107 28 26% 5.231 100% 489 215 44% 1.722 Emergentes 60 9 15% 131. DISTRIBUIÇÃO DOS EMPRÉSTIMOS JUNTO AO BNDES ENTRE AS CATEGORIAS DE FIRMAS E OS SETORES.7% 237 122 52% 506.2% 26 21 81% 925.8% 7.637 66. 1996-2006.9% 73 44 61% 67.131 Frágeis 660 167 25% 35.587 92.4% 158 89 56% 661.721 0.6% 0.3% 30 14 46% 18.0% 33 26 78% 1.0% 262 104 40% 178.234 36. de Valor contratado transmissão (R$mil) (CNAE 291) % do total contratatado pelo setor N° de firmas Nº de firmas com acesso ao BNDES Máquinas e eq.646.

Isto evidencia a falta de mecanismos – tanto públicos quanto privados – para financiar projetos inovadores.. receberam apoios do governo equivalentes a 5% e 3% dos gastos totais em P&D. 95 . as firmas inovadoras do setor financiam mais de 90% de seus gastos em P&D com recursos próprios. As firmas líderes. como mostrado no GRÁFICO 11. elaboração própria da equipe do projeto.4% 0. Por seu turno. ficando com 88.É sabido que na indústria brasileira as firmas dependem sobremaneira dos recursos próprios para inovar. esta realidade se repete. RAIS e SECEX.6% 95% 5% 3% Líderes Seguidoras Próprio Privado Frágeis Público Emergentes Fonte: BNDES.3% do total destinado pelo governo para P&D no setor. que financiam 99% do seu P&D com recursos próprios. respectivamente. novamente.6% de seus gastos em P&D contam com apoio público. De fato. firmas frágeis e emergentes. são as menos apoiadas pelo governo no que tange ao financiamento de P&D. pois apenas 0. No setor de bens de capital. PIA. PINTEC. as seguidoras são as empresas que conseguem a maior cobertura do setor público para P&D: 8%. POR CATEGORIA DE EMPRESA (%): 2005. Por outro lado. 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Milhões 99% 92% 97% 8% 0. GRÁFICO 11. FONTE DOS RECURSOS INVESTIDOS EM INOVAÇÃO DAS EMPRESAS INOVADORAS NO SETOR DE BENS DE CAPITAL.

da diferença maior entre os encargos pactuados com o financiador e os custos de operação semelhante no mercado internacional. os gráficos a seguir trazem informações sobre o Proex nas categorias Financiamento e Equalização. do Eurostat. e 24-26% dos recursos do programa Proex equalização. elaboração própria da equipe do projeto. Apesar de não ser diretamente comparável com as estatísticas brasileiras. por exemplo.426 100% No tocante ao financiamento das exportações.835 1.435 32. o Proex equalização consiste no pagamento.967 100% 100% 100% 100% 100% Indústria em geral Alemanha Espanha França Itália 6. esta é uma realidade bem diversa da vivida nos países europeus. por parte do Tesouro Nacional.244 15.667 4. É interessante notar como a distribuição das firmas beneficiadas pelo programa Proex financiamento em relação ao porte das empresas é relativamente 12 Ambas as modalidades de financiamento ocorrem na fase pós-embarque.12 Ao setor de máquinas e equipamentos foram destinados 12% em 2007 e 13% entre janeiro e setembro de 2008 dos recursos totais do programa Proex financiamento. Financiamento do Governo Empresas apoiadas Total de empresas inovadoras Setor de máquinas e equipamentos (CNAE 29) Alemanha Espanha França Itália Total 4.167 5. O setor só perde para o segmento de agribusiness.324 467 394 2. EMPRESAS INOVADORAS QUE RECEBERAM SUPORTE PÚBLICO PARA A INOVAÇÃO.332 29% 100.Mais uma vez.134 Empresas apoiadas 18% 28% 26% 44% 35.698 1.011 14. Financiamento do Governo Total 29. e pode ocorrer tanto na modalidade de supplier’s credit (financiamento ao exportador) quanto na de buyer’s credit (financiamento ao comprador no exterior).840 4. que responde pela grande maioria das operações de crédito.266 Total de empresas inovadoras 100% 100% 100% 100% Fonte: CIS4. 96 . EM PAÍSES EUROPEUS SELECIONADOS: 2004. Por sua vez. a TABELA 40 mostra que na Alemanha e na França.551 1.366 23% 28% 24% 48% 32% 14.347 4. TABELA 40 .481 17. mais de 20% das empresas do setor de máquinas e equipamentos contaram em 2004 com suporte público para a inovação. O Proex financiamento é uma operação ordinária de crédito para exportação a taxas de juros comparáveis com o mercado internacional.

DISTRIBUIÇÃO DO PORTE DAS EMPRESAS BENEFICIADAS PELO PROEX FINANCIAMENTO. médias e pequenas empresas no setor de máquinas e equipamentos. DE ACORDO COM OS SETORES: 2008 (ATÉ SET). GRÁFICO 12. DISTRIBUIÇÃO DOS RECURSOS DO PROEX FINANCIAMENTO DE ACORDO COM OS SETORES: 2007 E 2008 (ATÉ SET). GRÁFICO 14. Fonte: MDIC 97 . DISTRIBUIÇÃO DOS RECURSOS DO PROEX FINANCIAMENTO DE ACORDO COM OS SETORES: 2007 E 2008 (ATÉ SET). GRÁFICO 13.equânime entre grandes.

a pergunta que norteou este relatório foi: as empresas de bens de capital no Brasil aproveitaram o bom momento econômico para investir em estratégias que levem à acumulação de conhecimento. e pudemos constatar que naqueles países a indústria de bens de capital apresenta um desempenho inovativo acima da média. para investir em inovação como arma competitiva? Vimos que na indústria de bens de capital a escala de produção é importante para a acumulação de conhecimento – e esta depende. após um período de profunda reestruturação produtiva nos anos 90.T&I. Deste modo.COMENTÁRIOS FINAIS E IMPLICAÇÕES DE POLÍTICAS PARA O SETOR Do ponto de vista produtivo e do posicionamento de mercado. mas parcerias estratégicas com os clientes e fornecedores. em última instância. soube aproveitar em certa medida o ciclo de investimentos e de redução da volatilidade econômica vivido a partir do segundo semestre de 2003 até o segundo semestre de 2008. a indústria brasileira de bens de capital. Como o modelo de inovação no setor em países onde esta indústria é relevante se baseia em C. pela própria dinâmica produtiva do setor. liderando projetos em inovação. também são fundamentais. interagindo com universidades. e investindo mais em P&D do que os outros setores. sabemos que a indústria brasileira de bens de capital não tem a mesma relevância. do ciclo de investimentos ou de promoção às exportações -. os fornecedores especializados são catalisadores da inovação em toda a economia. eles alteram a curva de possibilidades de produção e ocupam o vértice do sistema nacional de inovação. os investimentos em P&D e parcerias com universidades são cruciais para a elevação do grau de inovatividade do setor. seja do ponto de vista da inovação. Nestes países. que ela dispõe nas economias mais inovadoras e desenvolvidas. seja do ponto de vista produtivo. tivemos o cuidado de comparar a indústria brasileira de bens de capital com a realidade do setor em países europeus.6. Ao longo deste relatório. 98 . Todavia.

Neste sentido.66%) e responde por menos de 2% do total dos investimentos em P&D no Brasil.o Finame do BNDES. Por exemplo. É pouco para um setor supostamente difusor das inovações e indutor do progresso técnico. Com respeito à tributação. mas elas não se destacam com respeito às líderes na indústria brasileira como um todo. 99 . Com respeito ao último ponto. Ao longo de sua história econômica o Brasil sempre teve políticas públicas voltadas para o setor de bens de capital . Com efeito. o Brasil vem empenhando diversos esforços para desonerar investimentos. data de 1964. Naturalmente. medidas hoje atualmente no âmbito da PDP estipulando a depreciação acelerada. infelizmente. pois estimula sua demanda. não. tributação e proteção à indústria doméstica. a resposta à indagação que motivou este relatório é. As políticas públicas voltadas para o segmento se tradicionalmente se baseiam no trinômio financiamento. o setor investe em média 0. esta ainda subsiste em menor grau devido às políticas de extarifário.39% da receita líquida de vendas em P&D (a média nacional é de 0. quando não abaixo.No Brasil. as líderes tecnológicas do setor acreditam mais na inovação como estratégia competitiva que a média nacional. O setor figura entre as prioridades da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP). por exemplo. a despeito de algumas empresas terem reconhecida liderança mundial e realmente competirem com base em inovação e diferenciação de produtos. Nos últimos anos. qualquer política voltada para a modernização produtiva ou ampliação dos investimentos estimula o setor de bens de capital. o fato é que a performance de inovação e os investimentos em atividades inovativas estão de acordo com. sobretudo para firmas tipicamente exportadoras. da média nacional. e antecipação de créditos tributários incidentes sobre investimentos foram instituídas pela chamada “Lei do Bem” e outros dispositivos legais. Contudo.

no que tange ao aprendizado tecnológico. Acumular tais capacidades pode representar. o Brasil ainda é conhecido como um país que tributa investimentos e exportações. que o resto dos setores industriais. à queda nas taxas de juros e orientação do governo – a ampliação e reestruturação do Finame é um exemplo. Quanto ao financiamento. pois isto terá um impacto não só neste setor. o escopo dos beneficiários das medidas é muito limitado. este tem melhorado sensivelmente nos últimos anos. em muitos casos. tanto para a produção quanto para a comercialização. Como mostramos. Sem embargo. No tocante às exportações. devido à ampliação da oferta de crédito. Assim. Não deve ser assim.o êxito destas políticas tem sido parcial. um salto competitivo neste segmento tão importante para a inovação. mas na produtividade e inovação de toda a economia. Contudo. o apoio governamental historicamente se concentrou no apoio à produção e comercialização dos bens de capital. vimos também que o setor tem participação considerável nos recursos do Proex. deve-se estimular especificamente o acúmulo de capacidades inovativas e desenvolvimento de projetos. em parte devido à estrutura tributária em cascata. deixando o apoio à inovação em segundo plano ou a cargo de políticas horizontais. o setor de bens de capital padece das mesmas carências. este setor é especial no sistema nacional de inovação. 100 . no futuro.

J.13. C..” Management Science. ROSENBERG. PICH. Mudanças estruturais na indústria brasileira de bens de capital. TEXTO PARA DISCUSSÃO 658.. e HAGUENAUER. 1996. ERBER. 1976. A. IBGE: Rio de Janeiro. L. N. 491-507. Research Policy. 8.: Prentice-Hall. 1995. R. 1984. v. 1998. PEREIRA. 2003. Rio de Janeiro. mimeo. pp. F. Abertura econômica e dinâmica do setor de bens de capital brasileiro. 1996. pp.ibge.br/Matriz_insumo-produto/MIPN55/2005. FERRAZ. F. RESENDE.. D. P. mimeo. KUPFER. "The role of user firms in the innovation of machine tools: The Japanese case". p. K. T. R. e RESENDE. E DE MEYER. n. LEE. e P. 1008-1023. 22. Input-output analysis: foundations and extensions. Campus. “Sectoral patterns of technical change”.7. 2008. D.gov. M. 1999. R. R. e ANDERSON. 343-373. e CHUDNOVISKY. E. Brasília: IPEA. “O setor de bens de capital e o desenvolvimento econômico: quais são os desafios?” BNDES Setorial. 101 . El impacto del Mercosur sobre la dinámica del sector de máquinas herramientas. F. acessado em setembro 2008. M. J. N. REFERÊNCIAS ALEM. C. C. 48. Made in Brazil: Desafios Competitivos para a Indústria. ambiguity. IBGE. and complexity in project management. Cambridge: Cambridge University Press. pp. Perspective on Technology. 2005. Research Policy 25. A. Rio de Janeiro. BLAIR. MILLER. LOCH. PAVITT. 7188. M. Disponível em ftp://ftp. Brasília: IPEA/DIPPP. 1985. Matriz Insumo-Produto 2005. M. K. Englewood Cliffs.zip. set. “On uncertainty. e PESSOA.

TSENG. F. C. VARUM. 102 . J._____________. Richard C. Modes of Innovation & Uncertainties in the Capital Goods Industry. 1981. 1984. 153-163. The MPS and the Bill of Material go hand-in-hand. Ling Inc. “Capital goods. “The innovation dynamics and technology cycles in the computer industry”. SARI. SAHAL D. technology and economic growth”. Oxford Univ Press 1963. e MONTEIRO. F. nº 47/2007. 2003. Aveiro: Documentos de Trabalho em Economia – Universidade do Aveiro. L.. M. The Customer Centric Enterprise: Advances in Mass Customization and Personalization. M. 2007. Omega 2. T. e PILLER. Springer. Oxford: Oxford Economic Papers.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful