UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA
LICENCIATURA EM MÚSICA
ESTÉTICA E ESTÉTICA MUSICAL
JOSÉ SAMUEL BARRETO DE JESUS
ENSAIO: MÚSICA E SIGNIFICADO
Atividade solicitada pelo
Prof. Dr. Pedro Antonio de Oliveira Carneiro
em cumprimento aos requisitos do componente
Estética e Estética Musica
FEIRA DE SANTANA-BA
fevereiro de 2024
1-INTRODUÇÃO
MÚSICA E SIGNIFICADO
A música é uma arte subjetiva que remonta aos primórdios da humanidade, e é
possível especular sobre suas origens, seja através de uma simples cantarolada ou
de um desenvolvimento gradual e simultâneo de diversos elementos musicais.
Nesse contexto, surgem debates sobre o significado da música, abrindo espaço
para uma ampla gama de interpretações. Como mencionado por Fubini (2008), a
reflexão sobre o significado da “Um outro tema recorrente e na história do pensamento musical é a
reflexão sobre o'próprio significado da música”Fubini,2008
É perceptível que a música, em sua essência mais profunda, é uma linguagem
universal que pode ser compreendida de maneiras diversas em diferentes lugares e
culturas. Cada gênero, letra, estilo e ideia musical é interpretado de acordo com a
bagagem cultural daqueles que a analisam. Desde aspectos superficiais, como a
estética, até questões mais complexas, como a produção e análise musical, a
música pode ser examinada de várias perspectivas.
evidentemente o problema do significado da música evoluiu ao longo dos séculos, sendo influenciado pelo contexto histórico,
ideológico e filosófico. Assim, é essencial considerar todo o contexto envolvido para compreender e atribuir significados às
músicas.
(FUBINI, 2008, pág. 28/29).
O livro "Estética e Música" de Fubini oferece uma análise abrangente desse
problema ao longo dos séculos, sugerindo diferentes abordagens para interpretar e
dar significado às obras musicais.
Além disso, é importante analisar o ambiente em que uma música é ouvida, levando
em conta a época e as circunstâncias em que foi composta. Por exemplo, as obras
de Beethoven, que continuam sendo tocadas há mais de trezentos anos, são
interpretadas de maneira diferente ao longo do tempo, refletindo mudanças nas
expressões culturais e sociais.
Portanto, ao analisar e atribuir significado à música, é necessário considerar não
apenas os elementos intrínsecos da obra, mas também o contexto cultural, histórico
e social que a cerca, conforme discutido por Fubini e outros pensadores ao longo da
história da música.
2-DESENVOLVIMENTO
“teorias que no mundo antigo tendiam a adicionar ou a excluir a música”
“Todas as teorias que, no mundo antigo, tendiam a admitir ou excluir a música de uma sociedade ideal,
convergiam obviamente na primeira tese: com efeito, se a presença da música na sociedade está ligada, em
todo caso, ao seu poder educativo, à sua capacidade de transmitir valores ou desvalores que tomam desejáveis
ou condenáveis sua presença, significa que se considera a música eticamente significativa e relevante para o
homem “
(FUBINI, 2008, pág. 29).
Este debate ao longo dos anos resultou na formulação de certas leis e regras que,
em diferentes épocas, foram aplicadas à música, uma vez que seu significado não
está explicitamente declarado. Músicas foram rotuladas com base nas visões
individuais das pessoas, levando à exclusão de determinadas canções de certos
contextos, pois seus significados foram considerados inadequados, mundanos ou
sujeitos a diferentes interpretações. Da mesma forma, certas músicas podem ser
associadas a épocas e locais específicos, visto que sua interpretação abre espaço
para isso.
Portanto, podemos afirmar que a música é uma forma de expressão intrinsecamente
ligada ao contexto em que é produzida e consumida, o que resulta em variações
filosóficas e ideológicas. Um exemplo relevante é o filósofo alemão Friedrich
Nietzsche, que em sua obra "O Nascimento da Tragédia" discute a importância da
música na cultura grega antiga e sua relação com a tragédia.
As teorias sobre o significado da música, que esquematicamente se reduzem às duas posições acima expostas,
na realidade são bastante mais numerosas e indefinidas. Além de expressarem um amplo rol de opiniões
diferentes, estão também indubitavelmente ligadas ao problema mais vasto da relação música-poesia.
(FUBINI, 2008, pág. 29).
podemos dizer que a uma busca de sentido e pensamentos frequente que influencia
nessa procura sobre entender os sentido das músicas sendo que entre tudo isso
tem o conceito político,social,religioso e cultural
3-considerações finais
podemos extender essa conversa ou uma discussão social e cultura sobre de onde
como e quando começamos ver finalidade de dar um significado em canções
cantadas ou não das pessoas esse trabalho filosófico que fubini tenta trazer ao
tentar mostrar que nem tudo deveria seguir uma linha de raciocínio e significados
ocultos por trás das linhas e notas escritas
Obviamente, apenas uma investigação histórica detalhada pode determinar concretamente as conexões entre as
várias posições filosóficas e ideológicas, esquematicamente apresentadas, sobre a música. Neste ensaio,
queríamos simplesmente fornecer um inventário de alguns problemas que nos parecem fundamentais e
recorrentes na história do pensamento musical, desde a Grécia Antiga até os dias atuais. Embora os problemas
sejam na verdade muito mais numerosos e, sobretudo, muito mais complexos e indefinidos, se prescindirmos
por agora de sua apresentação concreta na história, esta simples e esquemática enumeração pode nos dar um
fio condutor, um ponto de partida que nos ajude a nos orientar na selva de teorias e ideias
(FUBINI, 2008, pág. 30).
ou seja talvez nunca chegaremos a uma concordância sobre tal tema ou a um
êxtase de padrão para poder dizer qual significado de tal música pois toda arte
musical seria subjetiva
REFERÊNCIAS
FUBINI, Enrico. Éstetica da Música. EDiÇÕES 70 , LDA.. ed. Lisboa/Portugal: Biblioteca
Nacional de Portugal - Catalogação na Publicação, 2008. 91 p. ISBN 978-972-4 4-1 4 0 3 -
4.